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Le pupille

por: Cinevitor

Direção: Alice Rohrwacher

Elenco: Alba Rohrwacher, Valeria Bruni Tedeschi, Melissa Falasconi, Greta Zuccheri Montanari, Carmen Pommella, Lady Maru, Febe Sapia, Francesca Uccelli, Mila Buganè, Maria Renata Corelli, Olivia Ascari, Alma Palmas, Margherita Righi, Sofia Bendya, Miriam Forcella, Heidi Viola, Dalia Tonioli, Margherita Greco, Matilde Jacchia, Lavinia Tassi, Olimpia Tassi, Eugenia Tassi, Maria Luisa Briguglia, Nora Luce Briguglia, Carla Briguglia, Anna La Barbera, Anita Crucitti, Luciano Vergaro, Fabio Gaetani, Leo Mantovani, Piergiorgio Gallicani, Carlo Tarmati, Libero Giusti, Anna Marcone, Daria Deflorian, Tatiana Lepore, Alessandro Genovese, Carmelo Macrì, Gianluca Farinelli, Francesca Scarinci, Sky Alexis.

Ano: 2022

Sinopse: Uma história sobre inocência, ganância e fantasia que gira em torno de um bolo natalino, ambientada em um internato católico para garotas durante a guerra. Curta-metragem baseado em uma carta enviada para Elsa Morante, uma das maiores escritoras italianas do século XX, para seu amigo, Goffredo Fofi, no Natal de 1971.

Nota do CINEVITOR:

16º For Rainbow: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do longa colombiano Petit Mal, de Ruth Caudeli

Foram anunciados nesta terça-feira, 15/11, os filmes selecionados para a 16ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 14 e 21 de dezembro no Cinema do Dragão, em Fortaleza, com entrada gratuita.

Neste ano, o festival recebeu inscrições de 1.667 filmes de mais de 100 países e a comissão de seleção foi formada pela realizadora e atriz paraibana Cristiane Fragoso; pelo jornalista, pesquisador e crítico de cinema cearense Diego Benevides; e pela atriz e realizadora paulistana Julia Katharine.

Foram selecionados oito longas e 25 curtas-metragens que representam Brasil, Alemanha, Argentina, Colômbia, Chile, Guiana, Bélgica, Botsuana, Burkina Faso, Espanha, Irã e Estados Unidos. Os filmes concorrem ao Troféu Elke Maravilha em diversas categorias, além do Prêmio Especial João Nery, em reconhecimento às produções que abordam essencialmente a militância LGBTI+, e do Troféu Artur Guedes, que destaca a luta pela defesa dos direitos humanos e pelo respeito à diversidade sexual e de gênero. Um júri especial formado por membros da Aceccine, Associação Cearense de Críticos de Cinema, também elegerá o melhor longa e o melhor curta brasileiros.

Além da programação de cinema, que também conta com a Mostra Feminino Plural especialmente dedicada às pautas femininas, o For Rainbow realiza apresentações de teatro, dança, música, literatura, exposição de artes visuais, oficinas, debates e ações de acessibilidade, além de uma Mostra Itinerante que percorre diversas cidades brasileiras no decorrer do ano: “O For Rainbow reafirma o compromisso com a abertura de espaços de discussão e expressão artística que permeiam a comunidade LGBTI+, trazendo para Fortaleza uma programação plural, política e de resistência”, disse Verônica Guedes, diretora do festival.

Conheça os filmes selecionados para o For Rainbow 2022:

LONGAS-METRAGENS

A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes (Brasil)
Corpolítica, de Pedro Henrique França (Brasil)
Eu Sou Alma (I Am Alma), de Mariana Manuela Bellone (Alemanha/Argentina)
Germino Pétalas no Asfalto, de Coraci Ruiz e Julio Matos (Brasil)
Petit Mal, de Ruth Caudeli (Colômbia)
Projeto Fantasma (Proyecto Fantasma), de Roberto Doveris (Chile)
Um Pedaço do Mundo, de Tarcísio Rocha Filho, Victor Costa Lopes e Wislan Esmeraldo (Brasil)
Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi (Brasil/EUA)

CURTAS-METRAGENS

Cabiluda, de aColetto e Dera Santos (Brasil)
Capim-Navalha, de Michel Queiroz (Brasil)
Comer Mamão à Beira-Mar (Eating Papaw on the Seashore), de Rae Wiltshire e Nickose Layne (Guiana)
Ela é a Protagonista (She’s the Protagonist), de Sarah Carlot Jaber (Bélgica)
Elusão, de Taís Augusto (Brasil)
Esta Terra Nobre (This Noble Land), de Theo Silitshena (Botsuana)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (Brasil)
Luazul, de Letícia Batista e Vitória Liz (Brasil)
Lute pela sua Liberdade (Fight for Your Freedom), de Canisius Avéko (Burkina Faso)
Míssil – Parte 1, de Roberta Marques (Brasil)
Na Estrada Sem Fim Há Lampejos de Esplendor, de Liv Costa e Sunny Maia (Brasil)
Nem o Mar Tem Tanta Água, de Mayara Valentim (Brasil)
No Céu (In Heaven), de Manuel Gomar (Espanha)
Nós, os Outres (We, the Others), de Mato Ariel Torga (Chile)
Pedro Faz Chover, de Felipe César de Almeida (Brasil)
Pensador (Overthinker), de Matías Dinardo (Argentina)
Possa Poder, de Victor di Marco e Márcio Picoli (Brasil)
Prazer (Jouissance), de Sadeq Es-haqi (Irã)
Procura-se Bixas Pretas, de Vinicius Elizário (Brasil)
Promessa de um Amor Selvagem, de Davi Mello (Brasil)
Quando Chegar a Noite, Pise Devagar, de Gabriela Alcântara (Brasil)
Quinze Primaveras, de Leão Neto (Brasil)
Rosa Neon, de Tiago Tereza (Brasil)
Tá Fazendo Sabão, de Ianca Oliveira (Brasil)
Uma Pessoa Comum (Ordinary), de Atlas O Phoenix (EUA)

Foto: Divulgação.

Os Primeiros Soldados: Rodrigo de Oliveira fala sobre o filme de abertura do Circuito Penedo de Cinema 2022

por: Cinevitor
O diretor durante o debate sobre o filme

Da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano nasceu o Circuito Penedo de Cinema, que em 2022 chega à sua 12ª edição já consolidado no calendário brasileiro do audiovisual. O festival , que traz mais de 40 títulos em formato híbrido, além de atividades paralelas, começou nesta segunda-feira, 14/11, no Centro de Convenções Zeca Peixoto.

Banhado pelo Rio São Francisco, à beira da magia da história penedense, o Circuito começou a caminhar exclusivamente como Festival de Cinema Brasileiro, entre as décadas de 1970 e 1980, com a participação de diversos cineastas e artistas locais e nacionais. O antigo Cine São Francisco, como antes era intitulado e onde agora funciona o centro de convenções, foi o local que sediou, na época, as oito edições do festival.

A cerimônia de abertura deste ano, apresentada pelo ator Chico de Assis, contou com a apresentação da Orquestra Monte Pio dos Artistas, sob regência do maestro Júlio Catarina. Além disso, convidados especiais também subiram ao palco, entre eles, Josealdo Tonholo, reitor da UFAL, Universidade Federal de Alagoas, e Ronaldo Pereira Lopes, prefeito de Penedo.

Entre os discursos, Sérgio Onofre Seixas Araújo, coordenador geral do Circuito Penedo de Cinema, falou: “É um prazer muito grande estar neste espaço sagrado, neste templo do cinema, que já foi e voltará a ser um dos principais palcos de exibição de cinema nacional desse país”.

Depois disso, foi exibido o filme de abertura desta 12ª edição: o longa capixaba Os Primeiros Soldados, dirigido por Rodrigo de Oliveira, que se passa no começo dos anos 1980, em Vitória, Espírito Santo, e acompanha membros da comunidade LGBTQIAP+ que buscam formas de resistir à epidemia de AIDS

Na trama, um grupo de jovens gays e mulheres celebram a véspera de Ano Novo sem saber o futuro sombrio que lhes espreita. Suzano, interpretado por Johnny Massaro, um estudante de biologia que acaba de voltar dos estudos no exterior, sabe que algo muito errado está começando a afetar seu corpo. Primeira vítima de AIDS conhecida na cidade, ele enfrenta sozinha o desejo de entender melhor a doença e de buscar a cura, ao mesmo tempo que tenta proteger sua irmã Maura, papel de Clara Choveaux, e seu sobrinho Muriel, vivido por Alex Bonin, dos impactos do que está por vir.

O desespero com a falta de informações sobre o vírus e seu futuro incerto acabará por aproximar Suzano da performer transexual Rose, interpretada por Renata Carvalho, e do estudante de cinema Humberto, papel de Vitor Camilo, ambos infectados. Também como forma de homenagem à memória daqueles que enfrentaram a doença e seus estigmas em seu princípio, o filme teve seu roteiro original baseado em uma longa pesquisa dos casos reais ocorridos na cidade de Vitória que envolveu, além da leitura de jornais da época, entrevistas com profissionais de saúde, familiares e membros da comunidade LGBTQIAP+.

Johnny Massaro em cena do filme

Com uma bem sucedida carreira em festivais pelo mundo, o longa recebeu o prêmio de melhor filme segundo o público e o júri jovem no Internationales Filmfestival Mannheim-Heidelberg, na Alemanha; Prêmio Especial do Júri para a atriz Renata Carvalho no Festival do Rio e no International Film Festival of India; foi consagrado na 25ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes com o Prêmio Carlos Reichenbach de melhor longa da mostra Olhos Livres, além de ter participado de diversos festivais, como: Inside Out, no Canadá, Olhar de Cinema, Festival de Vitória, Philadelphia Latino Film Festival, Rio Festival de Cinema LGBTQIA+, Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, entre outros.

Antes da exibição, o diretor bateu um papo com o público presente, que foi mediado por Rosana Dias: “Esse é um filme sobre o primeiro ano da epidemia da AIDS no Brasil. Nós, que hoje vivemos em 2022, passamos os últimos quatro anos sem nenhuma campanha federal de prevenção ao HIV e de alertas sobre os tratamentos disponíveis. A AIDS segue matando no Brasil 11 mil pessoas por ano e tínhamos a sensação de que isso não acontecia mais, que era coisa do passado. O filme é sobre isso: retomar o começo da epidemia no Brasil para justamente iluminar um pouco sobre uma possibilidade real de erradicar a transmissão”, disse Rodrigo.

E continuou: “É o filme que eu queria ter visto quando era adolescente. Não existia ainda um tratamento do cinema brasileiro para esse período específico da epidemia da AIDS no Brasil. E era uma lacuna que eu achava que deveria ser preenchida, sobretudo porque o HIV e a AIDS ainda são temas presentes; eles pertencem muito ao nosso tempo. E uma maneira de recomeçar essa conversa era voltar para o início para ver o que essas primeiras pessoas tinham para nos ensinar sobre como lidar com essa epidemia”.

Rodrigo completou: “Em obras de arte sobre a AIDS é comum falar de gente que morre. Esse filme é sobre gente que vive com HIV. A ideia de viver com HIV é algo relativamente recente por causa dos avanços da medicina. Hoje em dia, a pessoa que vive com o vírus, medicada da maneira certa, tem uma longevidade maior ou igual a quem não tem”.

Ao final do bate-papo, o diretor concluiu: “Todo mundo que entrou em contato com esse vírus viveu, sentiu, sonhou. A contribuição de Os Primeiros Soldados para esse debate é de lembrar que essas pessoas não são doentes ou vítimas. Elas são pessoas com pleno exercício de sua cidadania e do seu direito de existir. Conhecê-las dessa maneira faz com o que a gente tenha uma relação mais humana e mais empática no Brasil e no mundo”.

A programação do primeiro dia do Circuito Penedo de Cinema encerrou com os shows musicais do 3º Festival Alagoano de Rock, que ocorreu na Praça 12 de Abril. Participaram do encontro os artistas Wado, Lambertos, Janaina Melo, Morcegos e a banda Invisible Control.

*O CINEVITOR está em Penedo e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Kamila Feitosa/Divulgação.

17º Comunicurtas UEPB: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta pernambucano Quebra Panela, de Rafael Anaroli

A 17ª edição do Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB acontecerá entre os dias 3 e 8 de dezembro no MAPP, Museu de Arte Popular da Paraíba, Central de Integração Acadêmica Paulo Freire e Teatro Municipal Severino Cabral.

Com a temática Cinema da Paraíba e 130 produções audiovisuais na programação, o evento celebra o cinema paraibano e desperta reverência e memória aos realizadores do passado e da atualidade. O festival consiste na difusão e exibição de filmes e vídeos de curta e longas-metragens locais, regionais, nacionais e internacionais, das áreas de Cinema, Jornalismo e Publicidade. A proposta abre espaço para a divulgação e democratização da produção audiovisual, objetivando socializar e dar visibilidade à produção local e regional.

O Comunicurtas também visa o reconhecimento dos profissionais do audiovisual de forma geral. O evento homenageia três projetos de produção da sétima arte que acontecem no estado da Paraíba: a Viação Paraíba e o Projeto Jabre, coordenados por Torquato Joel, e a Acauã Produções, presidida por Laércio Filho. Além dos filmes, a programação contará com palestras, debates, oficinas, apresentações musicais, mostras competitivas e não competitivas.

Conheça os filmes selecionados para o 17º Comunicurtas – Festival Audiovisual:

MOSTRA BRASIL | CURTAS NACIONAIS

A Jornada do Valente, de Rodrigo de Janeiro (RJ)
Cabocolino, de João Marcelo (PE)
Eu Não Sei Dançar, Mas Danço, de Fábio Rogério (SP)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Impermanentes, de Júlio Castro e Manoel Batista (RN)
Jadzia, de Kk Araujo (SP)
O Pato, de Antônio Galdino (PB)
O Peso do Ser, de Thiago Henrique Muniz (PE)
Quebra Panela, de Rafael Anaroli (PE)
Ruth, de Júlia Morim (PE/PB)
Sideral, de Carlos Segundo (RN)
Tiro de Misericórdia, de Augusto Barros (MG)
Tô Esperando Você Voltar, de Marina Lavarini (SP)
Último Domingo, de Renan Barbosa Brandão e Joana Claude (RJ)

MOSTRA DE LONGAS NACIONAIS

A Cozinha, de Johnny Massaro (RJ)
Aponta para a Fé (ou todas as músicas da minha vida), de Kalyne Almeida (PB)
Espumas ao Vento, de Taciano Valério (PE)
Horizonte, de Rafael Calomeni (GO)
O Pastor e o Guerrilheiro, de José Eduardo Belmonte (DF)
Todas as Suas Traduções, de Sinedei Moura (PB)

MOSTRA TROPEIROS | CURTAS PARAIBANOS

Abrição de Portas, de Jaime Guimarães (Campina Grande)
Anjos Cingidos, de Laercio Filho e Maria Tereza Azevedo (Aparecida)
Apneia, de Nathan Cirino e Carol Torquato (Campina Grande)
As Palavras Estão me Olhando, de Samy Sah (Campina Grande)
Cercas, de Ismael Moura (Cuité)
Deja Vu, de Carlos Mosca (Campina Grande)
Desejo e Necessidade, de Milso Roberto (Campina Grande)
Madres, de Sílvio Toledo (Campina Grande)
Meio Século, de Alberta Figueirêdo, Jackson Rodrigues, Louise Viana, Pedro Henrique Santos e Roberto de Sousa (Campina Grande)
Nem o Mar Tem Tanta Água, de Mayara Valentin (Cabedelo)
Nem Todas Manhãs São Iguais, de Fabi Melo (Campina Grande)
O Sonho de Leandro, de J. França (Aparecida)
Querida Abayomi, de Sebastião Formiga (Pombal)
Um Som de Resistência, de Genilson de Coxixola (Coxixola)

MOSTRA TROPIQUEER

Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima (PB)
BoyCam, de Arlindo Bezerra, Rodrigo Sena e Ernani Silveira (RN)
Colapsar, de Direção Coletiva (AL)
Depois da Meia Noite, de Mirela Kruel (RS)
Iauraete, de Xan Marçal (PA)
Na Estrada Sem Fim Há Lampejos de Esplendor, de Liv Costa e Sunny Maia (CE)
Paola, de Ziel Karapotó (PE)
Poder falar, uma autoficção, de Evandro Manchini (RJ)
Todos os Prêmios que Eu Não Te Dei, de Caio Scot (RJ)

MOSTRA ESTALO | FILMES DE 1 MINUTO

24/7, de Marco T. Alves (SP)
A Baleia e o Novo Mar, de Rodrigo Pignatari (SP)
Ausência De, de Rounak Dutta (Índia)
Ausência, de Alexia Araujo (SC)
Branco, de Keum-Taek Jung (EUA)
Diabólica, de Laura Viana, Áquila Félix e Ipê Arauja (PE)
Eles Viram Você, de Vittorio Caratozzolo (Itália)
Eu Vejo Você em Meus Sonhos, de Zekun Yan (China)
Legenda para quem não ouve mas se emociona, de Beatriz Campos Cruz (DF)
Montanha, de Shan Huang (China/Reino Unido)
O Bicho, de Matheus Rocha (PE)
O Nome da Nossa Terra, de Rui Duque (Portugal)
Prova em Braile, de Renata Fabrício e Millena Sousa (PB)
Quando o Infinito Chega ao Fim, de Thiago Pombo (PE)
Reflexão de Mochila, de Camila Cunha
Subindo em uma Espiral, de Débora Mendes e Elmano Diogo (Portugal)

MOSTRA SOM NA SERRA

A Vida é Curta pra Viver Depois, de Alice Carvalho e Larinha R. Dantas (RN)
Androide de Cera, de Lua Alves (PB)
Arritmia, de Aksa Lima (SP)
As Armas que Matam, de Elder Fraga (SP)
Brota, de Leticia Coelho e Bruna Brunu (MG)
Caburé – Dona do Gozo, de Yuri da Costa e Gi Ismael (PB)
Caixeira, de Thais Lima (MA)
Flores e Rifles, de Raphael Correa (SP)
Gerúndio, de Rhaissa Bittar (SP/PB)
Kumbayá, de Babi Baracho (RN)
Lavei a Alma, de Raphael Correa e Vitor Hugo Santana (SP)
Like Leaves, de Diego de Melo e Pablo Okubi (PB)
Malandra, de Vinicius Silva (PB)
Mouth Shout, de Elder Fraga (SP)
Nordeste Futurista, de Luana Flores (PB)
Setsô etxkya seetô txwake (A Lenda do Guerreiro Fulni-ô), de Jetro Osytek (PE)
Sócrates – Uma Canção Assim, de Ana Calline (PB)
Soldado Eletrônico, de Agno Dissan (SP)
Surto, de Daniel Torres (SP)
Um Dia de Fúria, de Brunno Bimbati (SP)

MOSTRA DE TERRITÓRIO E LIBERDADE | VIDEOARTE

(RES)Xistência Virtual, de Roberto di Freitas (PB)
7 indies ago, de Lak Shamra (Índia)
Antimatéria, de DARWIN (SP)
Colapsar, de Direção Coletiva (AL)
Dia524, de João Guilherme (SP)
Do Mato ao Asfalto: Encruzilhadas de Poesia, de Katarine Maria (BA)
Eu Sempre quis Ver um Marciano, de Smaragda Nitsopoulou (Grécia)
Feliz Aniversário, Rodrigo, de Rodrigo Sousa & Sousa (RJ)
Fronteira, de Maíra Campos (MG)
Jaguamérica, de Bako Machado (PB)
Mátria Silva, de Mauriene Freitas (PB)
Morro é Mãe, de Mayara Mascarenhas (MG)
Na Minha Outra Pele, de Sonia Marcela Marta Aragón (Colômbia)
Não Controla, de Wlado Herzog e Paulo Victor Mesquita (SP)
O Som do Cariri, de Wescley Di Luna (PB)
Permissão para Pousar, de Martin Gerigk (Austrália)
Reminiscência, de Jonas Tadeu Bezerra Monteiro (PB)
Ressurreição sob o Oceano, de Serkan Aktaş (Peru)
Seu Artista, de Larissa Lisboa (AL)
Solos, de Grupo Ponto Zero (SP)
Tânatos, de Bruno Teixeira (Portugal)
Uma Dança Sonhadora, de Tamara Broćić (Sérvia)

LONGAS INTERNACIONAIS

Imagem Conflitante, de Max Viktor Herbert (Alemanha)
O Exílio do Mar, de Maurício Brunetti (Colômbia)
Pessoas, de Arturo Dueñas Herrero (Espanha)

CURTAS INTERNACIONAIS

Dajla: cinema e esquecimento, de Arturo Dueñas Herrero (Espanha)
Descolorido, de Camila Franco Ribeiro Gomide (EUA)
Nos Seus Sonhos, de Mike Krohn (EUA)
O Além, de Daniel Maurer (Suíça)
O Último Potter, de Fábio Oliveira (Portugal)
Reverie, de Brian Bowers (Colômbia)

MOSTRA A IDEIA É…

A Identidade de um Povo, de Jetro Osytek (PE)
As Cores do Futuro, de Gabriella Ferreira e Vitto Sorrentino (PB)
Construcon 2022, de Gabriella Ferreira (PB)
Estação HP Shopping, de Gabriella Ferreira (PB)
N Holanda: Atitude de Fé, de Gabriella Ferreira e Vitto Sorrentino (PB)
O Real, de Rodolfho Pereira e Diego Araújo (PB)
Pit-Stop Moura, de Gabriella Ferreira (PB)
Por quem você toma a vacina?, de Mayara Dantas (PB)
São Braz e Juliette: Caminho Vitaminado, de Gabriella Ferreira e Vitto Sorrentino (PB)
Scrusch: Super Con 2022, de Gabriella Ferreira e Vitto Sorrentino (PB)

MOSTRA DE TROPEIROS DE TELEJORNALISMO

A Maratona dos Campeões, de Dayvson Victor (Campina Grande)
Cinema da Liberdade, de Hebert Araújo (João Pessoa)
Conheça projeto audiovisual para telespectadores surdos e ensurdecidos, de Fabiano Diniz (João Pessoa)
Festival do Mel, de Bruna Morais (São José dos Cordeiros)
Menos de 1% da população indígena tem ensino superior na Paraíba, de Silvia Torres (Baía da Traição)
Moradia e déficit habitacional, de Renata Fabrício (Campina Grande)
Músico, luthier e artista plástico Daniel Rodrigues, de Leandro Pedrosa (Cabaceiras)
O Rei das Selas: A História de Seu Zé Massu, de Samara Maciel (Queimadas)
Série Engenhos, de Hebert Araújo (João Pessoa/Areia/Alagoa Grande/Santa Rita)
Tour Bananeiras, Caminhos do Frio, de Bruna Morais (Bananeiras)

Foto: Divulgação.

Pornomelancolía

por: Cinevitor

Direção: Manuel Abramovich

Elenco: Lalo Santos, Chacalito Regio, Adrián Zuki, El Indio Brayan, Mauricio Alivias, Octavio, Netito, Turko, Lothar Muller, Brandon Ley, Diablo, Delmar Ponce, Juan Ro.

Ano: 2022

Sinopse: Lalo é um influenciador sexual que posta nudes e vídeos pornôs caseiros para seus milhares de seguidores. Embora aparenta ter tudo sob controle o tempo todo, no íntimo é um solitário que vive em constante estado de melancolia.

*Filme visto no 30º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft

por: Cinevitor

Fire of Love

Direção: Sara Dosa

Elenco: Katia Krafft, Maurice Krafft, Miranda July.

Ano: 2022

Sinopse: Uma história de amor sobre dois vulcanólogos, Katia e Maurice Krafft, que morreram de forma tão explosiva quanto viveram. Um triângulo amoroso fadado a um fim trágico entre os destemidos cientistas franceses e seus vulcões. Eles amavam duas coisas: um ao outro e os vulcões. O casal percorreu o mundo caçando erupções vulcânicas e documentando suas descobertas. Eles morreram em 1991, mas deixaram um legado que enriqueceu a compreensão do mundo natural. O filme é baseado em seus registros e conta a história de criação e destruição de dois cientistas que rumam ao desconhecido em nome do amor.

Nota do CINEVITOR:

Entrevista: Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld falam sobre a 9ª Mostra de Cinema de Gostoso

por: Cinevitor
Matheus Sundfeld e Eugenio Puppo na abertura da Mostra

Com seu espaço cada vez mais consolidado no cenário cultural da região Nordeste, a Mostra de Cinema de Gostoso realizou sua nona edição ao longo de cinco dias de exibições, seminários, debates e palestras, registrando um público total de mais de sete mil pessoas.

O evento reafirma a identidade de sua curadoria apresentando uma seleção de filmes nacionais, em sua maioria independentes, com potencial de dialogar com o público da cidade. Tendo como principal palco as sessões populares ao ar livre na Praia do Maceió, a Mostra trouxe 13 curtas-metragens e dez longas de 12 estados brasileiros, entre as mostras Competitiva, Panorama, Coletivo Nós do Audiovisual e Sessões Especiais.

O número recorde de inscrições de filmes, 927 obras de todas as regiões do país, indica que, mesmo com as limitações impostas pela pandemia de Covid-19 para a realização de filmes nos últimos dois anos, aliadas a uma política de abandono do setor cultural pelo governo federal, a produção audiovisual brasileira resiste e reafirma sua força e pluralidade.

Para esta edição, as sessões ao ar livre contaram com uma nova tela de projeção e sistema de som 7.1. Com cadeiras espreguiçadeiras, tela de 12m x 6,5m e projeção com resolução 2K, a sala propicia uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia. Outra novidade marcou esta nona edição: a Mostra Panorama ganhou um novo local de exibição; uma tenda climatizada na Praia do Maceió, com 80 lugares, que exibiu os filmes no período da tarde.

A programação contou com produções que se destacaram nesta temporada, além de obras inéditas ou de estreia recente. Na lista estavam: Marte Um, filme de abertura, selecionado pelo Brasil para disputar uma vaga no Oscar; o grande vencedor do Festival de Cinema de Gramado deste ano, Noites Alienígenas; Regra 34, vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno; Mato Seco em Chamas, filme de encerramento que teve estreia no Festival de Berlim; e muitos outros destaques, incluindo três obras do Rio Grande do Norte.

A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes, exibido ao ar livre: grande vencedor desta edição

Desde sua primeira edição, a Mostra de Cinema de Gostoso oferece a jovens, a partir de 18 anos, de São Miguel do Gostoso e distritos dos arredores, uma série de cursos de formação técnica e audiovisual. Os cursos são realizados meses antes do início da Mostra e têm como objetivo proporcionar aos jovens o domínio de diversas áreas da produção cinematográfica. O conhecimento adquirido pelos alunos é colocado em prática com a realização de curtas-metragens e a participação direta na equipe de organização da Mostra de Cinema de Gostoso.

Em 2013, os próprios alunos criaram o Coletivo Nós do Audiovisual e, desde então, já participaram de diversas oficinas e realizaram curtas-metragens que foram selecionados em diversos festivais de cinema no Brasil. Em 2022, foi aberta a terceira turma dos cursos de formação com 30 novos alunos, que participaram de cinco oficinas e realizaram dois curtas que foram exibidos na programação: Arrebentação, de Cristina Lima e Roberto de Lima; e o documentário Barraqueiros, de Bruna Farias e Maisa Tavares.

Além disso, em parceria com o BrLab, com direção geral de Rafael Sampaio, foi realizada a terceira edição do Gostoso Lab, laboratório para projetos de longa-metragem em fase de desenvolvimento da região Nordeste. Foram selecionados três projetos: Mata da Tapuia Morta, do Rio Grande do Norte (direção de Clarisse Kubrusly e Rodrigo Sena; roteiro de Francisca Bezerra, Rodrigo Sena e Clarisse Kubrusly; e produção de Arlindo Bezerra); Norma, da Paraíba (escrito, dirigido e produzido por Diego Lima); e Polinização, de Pernambuco (escrito e dirigido por Julio Cavani; e produção de Kika Latache).

Dois seminários, realizados na Pousada dos Ponteiros, também marcaram a programação: Encontro do Setor Audiovisual Potiguar: O Financiamento Público do Audiovisual no Rio Grande do Norte, com Mary Land Brito, Pedro Fiuza e Ricardo André; e Encontro com Raquel Bordin, da Pixar Studios.

O cineasta Cristiano Burlan marcou presença na Mostra com o longa A Mãe

Para falar mais sobre a Mostra de Cinema de Gostoso, fizemos um balanço geral desta nona edição com Eugenio Puppo, idealizador, produtor executivo, diretor geral e curador; e Matheus Sundfeld, diretor geral, curador, coordenador de produção.

Confira os melhores momentos do bate-papo, que aconteceu na Pousada dos Ponteiros:

CURADORIA

Eugenio Puppo: “Os filmes são escolhidos porque são bem realizados e trazem questões importantes. Não pensamos nos prêmios que já ganhou, mas na qualidade, no nível de comunicação com a comunidade. Esse processo de formação de público é muito delicado. O que mais nos norteia é assistir e gostar do filme. Nos preocupamos também em fazer um equilíbrio sobre diversas abordagens: temática LGBTQIA+, filmes dirigidos por mulheres, protagonistas femininas, temáticas negras. É com isso que nos preocupamos quando selecionamos os filmes que gostaríamos de exibir. Depois entram as questões de classificação indicativa”.

Matheus Sundfeld: “Esse ano tivemos um recorde de 927 filmes inscritos. Ficamos imersos nesse processo de seleção. Eu e o Eugenio escolhemos a seleção final, mas temos uma equipe que faz assistência de curadoria, que passa por algumas avaliações. Nunca começamos o processo tendo um norte muito definido. A cada ano, os filmes se apresentam de alguma forma. Pensamos também na descentralização regional. São 24 filmes na programação de 12 estados brasileiros. Nos preocupamos em ter essa representatividade do Norte, Nordeste, Centro-Oeste”.

Eugenio Puppo: “É muito trabalhoso fechar essa curadoria. Não ficamos atentos apenas aos inscritos. Pegamos os filmes exibidos em outros festivais, como Tiradentes e Rio, por exemplo, e vemos quais não foram inscritos. Analisamos também o line-up de todas as distribuidoras. É muito mais difícil e trabalhoso fazer essa curadoria para a Mostra de Gostoso porque temos esse olhar para o ano inteiro da produção independente. Ao total, a gente acaba vendo mais de mil filmes. É uma responsabilidade muito maior do que você se ater ao conjunto de filmes que se inscreveram. Temos a liberdade de procurar um título, por exemplo, que passou em Tiradentes e não ganhou nada. Ter esse olhar, conhecer o trabalho do realizador”.

Convidada especial: a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, marcou presença

MOSTRA PANORAMA

Matheus Sundfeld: “Antes a mostra Panorama era realizada no Centro de Cultura da cidade, que é um pouco distante da Praia do Maceió. Era sempre uma preocupação nossa em levar o público para assistir aos filmes lá. Criava uma logística que não era tão natural com a proposta do festival. Era um desejo nosso de longa data ter a mostra Panorama também nesse espaço da praia. Essa tenda surgiu com esse objetivo: de centralizar as atividades, já que os debates acontecem por aqui, os convidados ficam em pousadas próximas. A Mostra prioriza muito esse encontro das pessoas. Conseguimos, enfim, realizar esse nosso desejo de colocar a Panorama na praia. Claro que é um projeto que ainda vamos aprimorar a estrutura para as próximas edições”.

COLETIVO NÓS DO AUDIOVISUAL

Eugenio Puppo: “Os alunos estão dominando o mercado aqui na região. Até hoje, já temos 24 curtas realizados por eles, desde 2013. São 51 oficinas, que contaram com participações de nomes como Jorge Bodanzky, Rodrigo Aragão, Fabio Bardella, Beth Goulart. A base das oficinas é formar essas pessoas e também despertar a consciência como cidadão. Essa é a premissa básica”

O FUTURO DA MOSTRA

Eugenio Puppo: “Nossa ideia é cada vez mais passar menos filmes, de maneira mais seleta. De modo que a pessoa possa assistir sem ter outra atração que concorra com as exibições. Ela termina, pensa, processa, vai dar um mergulho, descansa, almoça, participa do debate. Não queremos uma correria maluca porque você acaba não absorvendo adequadamente as obras. Não queremos só uma boa projeção, mas um tempo para a pessoa digerir o que assistiu”.

Matheus Sundfeld: “Não pensamos no crescimento da Mostra em números, em quantidade de filmes, em público. Nosso objetivo é aprimorar o que já temos. Vamos focar bastante nessa nova tenda e trabalhar ainda mais nas oficias do coletivo, com novas turmas”.

Eugenio Puppo: “Não queremos ter mil lugares na praia. Queremos tornar a sala mais inclusiva. Queremos ser um festival diferenciado, orgânico, onde tudo é perto, com tempo de reflexão. Não queremos nada estressante. Olha esse lugar que estamos! Se você não dialoga com o lugar, não faz sentido”.

Os alunos do Coletivo Nós do Audiovisual durante apresentação do filme

10 ANOS DA MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO

Eugenio Puppo: “Queremos fazer uma edição especial, claro! Para o ano que vem, a ideia é que a tenda da mostra Panorama seja ainda mais incrível. Queremos melhorar isso, trocar as lonas das cadeiras, aprimorar ainda mais a iluminação, o palco. Para nós, crescer é dar esses avanços, esse aprimoramento. Queremos aumentar o número de seminários e trazer alguns convidados internacionais também, como curadores de grandes festivais. O grande barato é estar com a comunidade”.

Neste ano, o filme cearense A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes, apresentado na Mostra Competitiva, foi escolhido como o melhor longa-metragem pelo júri popular e também recebeu o Troféu da Imprensa, formado por jornalistas e críticos que cobrem o evento. O curta-metragem Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante, recebeu o prêmio do público. Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores.

A 9ª Mostra de Cinema de Gostoso é uma realização da Heco Produções e do CDHEC, Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania, e da Guajirú Produções.

*O CINEVITOR esteve em São Miguel do Gostoso e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Rogério Vital.

Zezé Motta será homenageada no 17º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

por: Cinevitor
Zezé Motta no filme Doutor Gama: uma das maiores artistas do país

A 17ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias e 7 de dezembro, em João Pessoa, na Paraíba, acaba de anunciar que a consagrada atriz e cantora Zezé Motta será uma das homenageadas deste ano e receberá o Troféu Aruanda pelo conjunto da obra.

Para celebrar esse momento, será exibido o premiadíssimo Xica da Silva, de Cacá Diegues e lançado em 1976, filme em que Zezé foi aclamada pela crítica por sua atuação e recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre eles: o Troféu Candango no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Prêmio Coruja de Ouro de Cinema, Prêmio Air France de Cinema e Prêmio Governador do Estado de São Paulo.

Ao longo de sua carreira, foi homenageada no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, no Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Oscarito, no Troféu Raça Negra, no Festival de Cinema de Vitória, entre outros. Zezé Motta também se destacou pelo seu extenso trabalho na televisão, em especial nas novelas Corpo Dourado, A Próxima Vítima, Porto dos Milagres e O Beijo do Vampiro

Nascida Maria José Motta de Oliveira em Campos dos Goytacazes, no interior fluminense, se mudou ainda criança para a cidade do Rio de Janeiro, no morro do Cantagalo. Sua mãe era costureira e seu pai motorista, mas ele tinha talento para música e praticava instrumentos no tempo vago, o que provavelmente influenciou Zezé a se interessar pelas artes.

Foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por Deserto Feliz, Gonzaga: De Pai pra Filho, M8 – Quando a Morte Socorre a Vida e venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante por Doutor Gama. Zezé Motta é considerada uma das maiores artistas do país e expoente da cultura afro-brasileira.

Foto: Divulgação/Globo Filmes.

Festival Curta Cinema 2022: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Ana Luiza Ferreira no curta alagoano Infantaria, de Laís Santos Araújo

Foram anunciados nesta quinta-feira, 10/11, os selecionados para a 32ª edição do Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, que acontecerá entre os dias e 7 de dezembro no Estação NET Botafogo.

Neste ano, a programação conta com 97 filmes e o comitê de seleção e curadoria, coordenado por Paulo Roberto Jr., contou com o olhar dedicado e cuidadoso de: Beatriz Vieirah, Cristiana Giustino, Evelyn Sacramento, Gustavo Duarte, Lucas Murari, Marina Fontes Pessanha e Sérgio Alpendre.

A abertura do evento será com a Mostra Animac, realizada em parceria com o Festival Animac, que acontece na Catalunha e apresenta uma seleção de filmes de animação do mundo todo. Depois dos filmes haverá um debate com o cineasta Marcelo Marão.

Entre os selecionados, a Mostra Competitiva Internacional traz filmes que se destacaram em diversos festivais, entre eles: o iraniano Deer (Gavazn), de Hadi Babaeifar, premiado em Berlim; o curta belga The Fruit Tree, de Isabelle Tollenaere, que estreou no Festival de Veneza; Raie Manta, de Anton Bialas, que passou na Semana da Crítica em Cannes; e Tsutsué, de Amartei Armar, representando o novo cinema negro internacional e que marcou presença na última edição do Festival de Cannes.

Além dos curtas que concorrem nas mostras competitivas, produções cariocas e latino-americanas ganham destaque nas Mostras Panoramas, enquanto as Mostras Especiais, como Primeiros Quadros Nacional e Primeiros Quadros Hispânicos, apresentam os primeiros filmes de novos cineastas.

“Este ano temos uma programação mais enxuta, que traz alguns dos filmes mais importantes da temporada para a tela do Estação. Foi um trabalho intenso de seleção dentre os quase 4000 inscritos que compartilhei com um grupo de olhar muito afiado responsável pela curadoria deste ano. Mantemos nosso perfil de passear por vários gêneros e propostas do curta metragem, dando destaque a filmes que apresentam notáveis inovações na linguagem”, disse Paulo Roberto Júnior, responsável pela programação do Festival Curta Cinema

A programação desta edição conta também com atividades paralelas, como a masterclass de direção com Neville d’Almeida e a Oficina de Desenvolvimento de Projetos de Curta-Metragem com Beth Formaggini. O festival também apresenta a 25ª edição do Laboratório de Projetos, com Lobo Mauro, Luciana Bezerra e Marina Meliande, que contemplará uma equipe de jovens cineastas com a possibilidade de produzir seu curta. O encerramento do Curta Cinema terá uma programação especial com a exibição de filmes participantes do Festival REGARD, do Canadá, apresentando uma seleção de seis produções de Quebec.

O festival é exclusivamente dedicado à exibição e à promoção de obras audiovisuais de curta-metragem. O evento exibe trabalhos finalizados em suportes digitais, com duração máxima de 30 minutos, e tem caráter competitivo e informativo. Além disso, é qualificador para importantes prêmios da indústria audiovisual, entre eles, o Oscar, realizado pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences.

Conheça os filmes selecionados para o Curta Cinema 2022:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

Alexandrina – Um Relâmpago, de Keila Sankofa (AM)
Ave Maria, de Pê Moreira (RJ)
Aragem, de Ricardo Alves Jr. (MG)
Big Bang, de Carlos Segundo (SP)
Contragolpe, de Victor Uchôa (BA)
Deus Não Deixa, de Marçal Vianna (RJ)
Escasso, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles (SP)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL)
Luazul, de Letícia Batista e Vitória Liz (PE)
Lugar de Ladson, de Rogério Borges (SP)
Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)
Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro (RJ)
Possa Poder, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
Promessa de um Amor Selvagem, de Davi Mello (SP)
Qual é a Grandeza?, de Marcus Curvelo (BA)
Sangoma, de Aline Fernandes, Nathalia Freitas, Talita Araujo e Terená Kanouté (SP)
Teatro de Máscaras, de Eduardo Ades (RJ)
Último Domingo, de Joana Claude e Renan Barbosa Brandão (RJ)
Xar: Sueño de Obsidiana, de Fernando Pereira dos Santos e Edgar Rolando Calel Apén (SP)

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL

Aftermath, Afterpath, de Frédérique Buck e Gintare Parulyte (Luxemburgo)
Buurman Abdi, de Douwe Dijkstra (Holanda)
By Flavio, de Pedro Cabeleira (Portugal)
Deer (Gavazn), de Hadi Babaeifar (Irã)
El After del Mundo, de Florentina Gonzalez (França)
Further and Further Away, de Polen Ly (Camboja)
Ice Merchants, de João Gonzalez (Portugal)
I Love Pictures, de Gabriel Bellone (EUA)
Invisibles, de Esteban Garcia Garzon (Colômbia)
La Marcha de Balogun, de Michelle Coelho (Cuba/Brasil)
L’autre Rive, de Gaëlle Graton (Canadá)
Noche. Del Borde Del Sofa a La Cama Doble., de Luis Enrique Barbour (Colômbia)
Raie Manta, de Anton Bialas (França)
Salvation Has No Name, de Joseph Wallace (Reino Unido)
Same Old, de Lloyd Lee Choi (EUA)
Scale, de Joseph Pierce (França/Bélgica/Reino Unido)
The Empty Sphere, de Stéphanie Roland (Estados Federados da Micronésia)
The Fruit Tree, de Isabelle Tollenaere (Bélgica)
Tria, de Giulia Grandinetti (Itália)
Tsutsué, de Amartei Armar (França/Gana)

PANORAMA CARIOCA

Carta para Glauber, de Gregory Baltz
Correria, de Liliana Mont Serrat
Flores Vermelhas, de Érica Sansil
Iceberg, de Will Domingos
Jornada de 14 Horas, de Clara Henriques e Luiza França
Korrupta, de Marcos Bonisson
O Plantonista do Dia, de Allan Ribeiro
Quem de Direito, de Ana Galizia
Vem de Volta, de Cavi Borges

PANORAMA LATINO AMERICANO

Agustina, de Luciana Herrera Caso (México)
Colligare Herbarium et Insecta, de Augustina Arrarás e Nicolás Onischuk (Argentina)
Dia de Visita, de Diego Rodriguez (Cuba)
El Aliento, de Hernan Biassoti, Franco Cerana e Alejandro Magneres (Argentina)
El Mañana es un Palacio de Agua, de Juanita Onzaga (Colômbia)
L’ombre des Corbeaux, de Elvira Barbosa (França)
Papel, de Gisela Carbajal Rodríguez e Felix Klee (México)
Tal Vez el Infierno Sea Blanco, de Diego Andres Murillo de Tommasi (Venezuela)
Tigre Tigre, de Mauricio Sáenz-Cánovas (México)
Willkawiwa (El Sagarado Fuego de Los Muertos), de Pável Quevedo Ullauri (Equador)

MOSTRA PRIMEIROS QUADROS

Aluísio, O Silêncio e o Mar, de Luiz Carlos Vasconcelos (PB)
As Velas do Monte Castelo, de Lanna Fernandes de Carvalho (CE)
Cadê Heleny?, de Esther Vital (MG)
Cinema Esperança, de Ana Carolina Francisco (RJ)
Essas Lápides Onde Habitamos, de Ana Machado e Vitor Artese (SP)
Missão Sudoeste de Angola – Afinal Quem Nos Define?, de Carla Osorio (ES)
Nada Além de Flores, de Eddy Mathias (RJ)
Salgar, de Pedro Vinícius (RJ)

MOSTRA PRIMEIROS QUADROS HISPÂNICOS

All My Scars Vanish in The Wind, de Angélica Restrepo Guzmán e Carlos Velandia (Colômbia)
Así Mismo, de Shraon Kleinberg (México)
El Delfín, de Manuela Roca (Uruguai)
Etxetxipia (Casa Pequeña), de Marina Velázquez (Espanha)
Golem, de Andres Jimenez Quintero (Colômbia)
Montaña Azul, de Sofía Salinas Barrera (Colômbia)

Foto: Divulgação/Caboré Audiovisual.

CINEVITOR #429: Entrevista com Kika Sena e Marcelo Gomes | Paloma

por: Cinevitor
Kika Sena: protagonista em cena

Dirigido por Marcelo Gomes, de Cinema, Aspirinas e Urubus e Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, Paloma, grande vencedor do Festival do Rio deste ano, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 10/11.

O longa, que fez sua estreia mundial no Festival de Munique em junho, também foi exibido em cidades como Londres e Huelva. Além de participar da 46ª Mostra de São Paulo, foi consagrado no Festival do Rio com três prêmios: melhor filme, melhor atriz para Kika Sena, tornando-se a primeira atriz transexual a receber o Troféu Redentor nesta categoria, e Prêmio Felix, concedido a obras com temática LGBTQIA+

Produzido pela pernambucana Carnaval Filmes, em coprodução com a portuguesa Ukbar Filmes, o longa, selecionado para o Panorama Coisa de Cinema, Mostra de Cinema de Gostoso e Mix Brasil, será lançado pela Pandora Filmes. Roteirizado por Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos, Paloma parte de uma história real, que o diretor leu num jornal, e tem como protagonista Kika Sena, arte-educadora, diretora teatral, atriz, poeta e performer, interpretando a personagem-título, uma mulher trans que trabalha como agricultora no sertão de Pernambuco.

Seu maior sonho é se casar na igreja católica, com seu namorado Zé, vivido por Ridson Reis. Eles já vivem juntos, e criam uma filha de 7 anos chamada Jenifer, papel de Anita de Souza Macedo. O padre, porém, recusa o pedido, mas nem por isso Paloma desistirá de realizar seu sonho. Sendo assim, precisará enfrentar o preconceito e o conservadorismo para realizar esse seu desejo de casar numa igreja católica com véu e grinalda.

Em sua equipe artística, Paloma conta com Pierre de Kerchove na direção de fotografia; Rita M. Pestana na montagem; e a direção de arte é de Marcos Pedroso. O casting foi feito por Maria Clara Escobar e a preparação de elenco por Silvia Lourenço; a produção do filme é de João Vieira Jr. e Nara Aragão.

Filmado na cidade do Crato, sertão do Cariri, no Ceará, e na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, o filme conta também com Zé Maria, Suzy Lopes, Ana Marinho, Samya de Lavor, Wescla Vasconcellos, Patrícia Dawson, Nash Laila, Márcio Flecher e Buda Lira no elenco.

Para falar mais sobre Paloma, conversamos com o diretor Marcelo Gomes e com a protagonista Kika Sena. No bate-papo, falaram sobre a construção da personagem principal, pesquisa, entrosamento da equipe, preparação de elenco, testes, participação em festivais, repercussão e expectativa para o lançamento.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

Paloma

por: Cinevitor

Direção: Marcelo Gomes

Elenco: Kika Sena, Ridson Reis, Zé Maria, Suzy Lopes, Ana Marinho, Samya de Lavor, Wescla Vasconcellos, Patrícia Dawson, Nash Laila, Márcio Flecher, Buda Lira, Anita de Souza Macedo.

Ano: 2022

Sinopse: Paloma é uma mulher trans que está decidida a realizar seu maior sonho: um casamento tradicional, na igreja, com o seu namorado Zé. Ela trabalha duro como agricultora numa plantação de mamão e está economizando para pagar a festa. A recusa do padre em aceitar seu pedido obrigará Paloma a enfrentar a sociedade rural. Ela sofre violência, traição, preconceito e injustiça, mas nada abala sua fé.

*Clique aqui e confira nosso programa especial sobre o filme com entrevista com o diretor e com a protagonista Kika Sena.

*Filme visto na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

Pantera Negra: Wakanda para Sempre

por: Cinevitor

Black Panther: Wakanda Forever

Direção: Ryan Coogler

Elenco: Letitia Wright, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Angela Bassett, Winston Duke, Tenoch Huerta, Martin Freeman, Julia Louis-Dreyfus, Dominique Thorne, Florence Kasumba, Michaela Coel, Alex Livinalli, Mabel Cadena, Michael B. Jordan, Isaach De Bankolé, Danny Sapani, Dorothy Steel, Zainab Jah, Sope Aluko, Connie Chiume, Trevor Noah, Shawn Roberts, Zola Williams, Janeshia Adams-Ginyard, Jemini Powell, Marija Juliette Abney, Keisha Tucker, Ivy Haralson, Maya Macatumpag, Baaba Maal, Gerardo Aldana, Richard Schiff, Gigi Bermingham, Robert John Burke, Lake Bell, Judd Wild, Amber Harrington, Michael Blake Kruse, Justin James Boykin, Anderson Cooper, Kamaru Usman, T. Love, Floyd Anthony Johns Jr., Jermaine Brantley, Granger Summerset II, Luke Lenza, Alan Wells, Bill Barrett, Skylar Ebron, Taylor Holmes, Angela Cipra, Faya Madrid, María Telón, María Mercedes Coroy, Sal Lopez, Irma-Estel Laguerre, Manuel Chavez, Leonardo Castro, Juan Carlos Cantu, Shawntae Hughes, Corey Hibbert, Zaiden James, Aba Arthur, Délé Ogundiran, Kevin Changaris, Don Castor, Doron Bell, Linda E. Burkhart, Luke Endyan, Leonard Freeny, Derrick Goodman Jr., Ofu Obekpa, Tejon Wright, Chadwick Boseman.

Ano: 2022

Sinopse: A Rainha Ramonda, Shuri, M’Baku, Okoye e as Dora Milaje lutam para proteger sua nação das potências mundiais que intervém após a morte do Rei T’Challa. Enquanto o povo de Wakanda se esforça para embarcar em um novo capítulo, os heróis devem se unir com a ajuda da Cão de Guerra Nakia e Everett Ross para forjar um novo caminho para o reino de Wakanda e enfrentar um novo vilão: Namor, rei de uma nação submarina oculta.

Nota do CINEVITOR: