O Sindicato dos Roteiristas da América, Writers Guild of America, divulgou nesta quarta-feira, 25/01, os indicados ao Writers Guild Awards 2023, premiação anual que elege os melhores roteiros de cinema, TV, novas mídias e rádio desde 1948. Os vencedores da 75ª edição serão anunciados no dia 5 de março.
Os longas-metragens qualificados para o Writers Guild Awards foram exibidos nos cinemas por pelo menos uma semana em Los Angeles durante o período de elegibilidade entre 1º de janeiro de 2022 a 31 de dezembro de 2022. Os documentários também foram exibidos nas telonas em Los Angeles ou Nova York por uma semana durante o mesmo período de elegibilidade; os filmes em streaming seguem outra regra estabelecida pelo sindicato.
Ao longo dos anos, diversos filmes foram consagrados pelo Sindicato e pela Academia, como: Spotlight: Segredos Revelados, Os Descendentes, O Segredo de Brokeback Mountain, A Malvada, Crepúsculo dos Deuses, Me Chame Pelo Seu Nome, Parasita, Jojo Rabbit, Bela Vingança, entre outros. No ano passado, No Ritmo do Coração, escrito por Siân Heder, foi premiado na categoria de melhor roteiro adaptado e também consagrado no Oscar.
Conheça os indicados ao WGA Awards 2023 nas categorias de cinema:
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Não! Não Olhe!, escrito por Jordan Peele O Menu, escrito por Seth Reiss e Will Tracy Os Fabelmans, escrito por Steven Spielberg e Tony Kushner Tár, escrito por Todd Field Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Ela Disse, escrito por Rebecca Lenkiewicz Entre Mulheres, escrito por Sarah Polley Glass Onion: Um Mistério Knives Out, escrito por Rian Johnson Pantera Negra: Wakanda para Sempre, escrito por Ryan Coogler e Joe Robert Cole Top Gun: Maverick, escrito por Ehren Kruger, Eric Warren Singer e Christopher McQuarrie
MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO ¡Viva Maestro!, escrito por Theodore Braun 2nd Chance, escrito por Ramin Bahrani Moonage Daydream, escrito por Brett Morgen O Voo da Despedida, escrito por Ondi Timoner Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing, escrito por Mark Bailey e Keven McAlester
O cineasta gaúcho Paulo Nascimento, responsável por obras como A Superfície da Sombra, A Oeste do Fim do Mundo, Em Teu Nome, Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos e o inédito Ainda Somos os Mesmos, já começou a rodar seu mais novo projeto: Chama a Bebel, que perpassa temáticas envolvendo diversidade, superação e uma profunda reflexão sobre meio ambiente.
Na trama, Bebel, interpretada por Giulia Benite, da franquia Turma da Mônica, é uma garota cadeirante que mora com a mãe, vivida por Larissa Maciel, e o avô, papel de José Rubens Chachá, nas margens de uma rodovia no interior do país e é obrigada a se mudar para uma cidade maior para continuar estudando. A jovem enfrenta todas as adversidades do novo mundo, a começar pela tia, interpretada por Flavia Garrafa.
Inspirada na ativista ambiental sueca Greta Thunberg, Bebel se torna uma líder na escola, o que acaba incomodando um inimigo poderoso, o empresário magnata da cidade, vivido por Marcos Breda, cujo negócio não tem nada de sustentável. Paralelo a isso, luta contra o excesso de lixo produzido na escola e inventa um biodigestor para transformar lixo orgânico em energia.
O elenco conta também com Evandro Soldatelli e Rafa Muller. O núcleo jovem da trama apresenta Flor Gil, em seu primeiro projeto no cinema, e traz também Antônio Zeni, Gustavo Coelho, Pedro Motta, Sofia Cordeiro e Luisa Kanomata. A direção de fotografia é assinada por Renato Falcão, de A Era do Gelo e Rio.
“Esse é um grande projeto. Não apenas pela quantidade e qualidade da equipe, mas pelo tema da consciência ambiental para jovens e adultos. Precisamos de mais pessoas como Bebel no mundo real. Debater e tomar atitudes para a preservação do nosso planeta. Montamos um elenco de primeira, com a Giulia, o Antônio e a Flor Gil. É muito bacana. Estão todos conectados e têm um alcance gigante para espalhar a mensagem do filme”, explica o diretor e roteirista Paulo Nascimento.
Giulia Benite conta que se apaixonou pela personagem “porque ela é uma adolescente que se concentra em soluções. Ela luta para que as pessoas tenham atitudes melhores para salvar o mundo”.
A obra conta com com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual e apoio da Film Commission de Porto Alegre, movimentando mais de 70 profissionais, entre equipe e elenco, com impacto na economia indireta. Produzido pela Accorde Filmes e com distribuição da Paris Filmes, a estreia nos cinemas está prevista ainda para 2023.
Michelle Yeoh em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo: indicada
Foram divulgados na manhã desta terça-feira, 24/01, os indicados ao Oscar 2023. O anúncio, transmitido ao vivo pelas redes sociais da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, foi apresentado pelo ator Riz Ahmed e pela atriz Allison Williams.
Dirigido por Daniel Kwan e Daniel Scheinert, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo lidera a lista com onze indicações, entre elas, a de melhor filme. Na sequência, o alemão Nada de Novo no Front, de Edward Berger, e Os Banshees de Inisherin, de Martin McDonagh, aparecem com nove indicações cada. Neste ano, 301 longas-metragens estavam elegíveis para o prêmio.
O cinema brasileiro estava representado pelo curta-metragem Sideral, de Carlos Segundo, mas infelizmente não entrou na disputa. O documentário O Território, dirigido pelo norte-americano Alex Pritz, uma coprodução entre Brasil, Dinamarca e Estados Unidos, também ficou fora da lista final.
A 95ª edição do Oscar acontecerá no dia 12 de março no Dolby Theatre, em Hollywood. O apresentador da cerimônia será Jimmy Kimmel, que assume a função pela terceira vez.
Confira a lista completa com os indicados ao Oscar 2023:
MELHOR FILME Avatar: O Caminho da Água Elvis Entre Mulheres Nada de Novo no Front Os Banshees de Inisherin Os Fabelmans Tár Top Gun: Maverick Triângulo da Tristeza Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
MELHOR DIREÇÃO Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo Martin McDonagh, por Os Banshees de Inisherin Ruben Östlund, por Triângulo da Tristeza Steven Spielberg, por Os Fabelmans Todd Field, por Tár
MELHOR ATRIZ Ana de Armas, por Blonde Andrea Riseborough, por To Leslie Cate Blanchett, por Tár Michelle Williams, por Os Fabelmans Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre Hong Chau, por A Baleia Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo Kerry Condon, por Os Banshees de Inisherin Stephanie Hsu, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
MELHOR ATOR Austin Butler, por Elvis Bill Nighy, por Living Brendan Fraser, por A Baleia Colin Farrell, por Os Banshees de Inisherin Paul Mescal, por Aftersun
MELHOR ATOR COADJUVANTE Barry Keoghan, por Os Banshees de Inisherin Brendan Gleeson, por Os Banshees de Inisherin Brian Tyree Henry, por Passagem Judd Hirsch, por Os Fabelmans Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Os Banshees de Inisherin, escrito por Martin McDonagh Os Fabelmans, escrito por Steven Spielberg e Tony Kushner Tár, escrito por Todd Field Triângulo da Tristeza, escrito por Ruben Östlund Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Entre Mulheres, escrito por Sarah Polley Glass Onion: Um Mistério Knives Out, escrito por Rian Johnson Living, escrito por Kazuo Ishiguro Nada de Novo no Front, escrito por Edward Berger, Lesley Paterson e Ian Stokell Top Gun: Maverick, escrito por Ehren Kruger, Eric Warren Singer e Christopher McQuarrie
MELHOR FILME INTERNACIONAL A Menina Silenciosa (An Cailín Ciúin/The Quiet Girl), de Colm Bairéad (Irlanda) Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina) Close, de Lukas Dhont (Bélgica) EO (IO), de Jerzy Skolimowski (Polônia) Nada de Novo no Front, de Edward Berger (Alemanha)
MELHOR ANIMAÇÃO A Fera do Mar Gato de Botas 2: O Último Pedido Marcel the Shell with Shoes On Pinóquio Red: Crescer é uma Fera
MELHOR DOCUMENTÁRIO A House Made of Splinters, de Simon Lereng Wilmont All That Breathes, de Shaunak Sen All the Beauty and the Bloodshed, de Laura Poitras Navalny, de Daniel Roher Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft, de Sara Dosa
MELHOR FOTOGRAFIA Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades, por Darius Khondji Elvis, por Mandy Walker Império da Luz, por Roger Deakins Nada de Novo no Front, por James Friend Tár, por Florian Hoffmeister
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Avatar: O Caminho da Água, por Dylan Cole, Ben Procter e Vanessa Cole Babilônia, por Florencia Martin e Anthony Carlino Elvis, por Catherine Martin, Karen Murphy e Bev Dunn Nada de Novo no Front, por Christian M. Goldbeck Os Fabelmans, por Rick Carter e Karen O’Hara
MELHOR FIGURINO Babilônia, por Mary Zophres Elvis, por Catherine Martin Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ruth E. Carter Sra. Harris Vai a Paris, por Jenny Beavan Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Shirley Kurata
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO A Baleia, por Adrien Morot, Judy Chin e Anne Marie Bradley Batman, por Naomi Donne, Mike Marino e Mike Fontaine Elvis, por Mark Coulier, Jason Baird e Aldo Signoretti Nada de Novo no Front, por Heike Merker e Linda Eisenhamerová Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Camille Friend e Joel Harlow
MELHOR EDIÇÃO Elvis, por Matt Villa e Jonathan Redmond Os Banshees de Inisherin, por Mikkel E.G. Nielsen Tár, por Monika Willi Top Gun: Maverick, por Eddie Hamilton Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Paul Rogers
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Babilônia, por Justin Hurwitz Nada de Novo no Front, por Volker Bertelmann Os Banshees de Inisherin, por Carter Burwell Os Fabelmans, por John Williams Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Son Lux
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Applause, por Diane Warren (Tell It like a Woman) Hold My Hand, por Lady Gaga e BloodPop (Top Gun: Maverick) Lift Me Up, por Tems, Rihanna, Ryan Coogler e Ludwig Göransson (Pantera Negra: Wakanda para Sempre) Naatu Naatu, por M.M. Keeravani e Chandrabose (RRR: Revolta, Rebelião, Revolução) This Is A Life, por Ryan Lott, David Byrne e Mitski (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)
MELHOR SOM Avatar: O Caminho da Água Batman Elvis Nada de Novo no Front Top Gun: Maverick
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: O Caminho da Água Batman Nada de Novo no Front Pantera Negra: Wakanda para Sempre Top Gun: Maverick
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO An Irish Goodbye, de Tom Berkeley e Ross White (Irlanda/Reino Unido) Ivalu, de Anders Walter (Dinamarca) Le Pupille, de Alice Rohrwacher (Itália/EUA) Night Ride, de Todd Karehana (Nova Zelândia) The Red Suitcase, de Cyrus Neshvad (Luxemburgo)
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Como Cuidar de um Bebê Elefante Haulout How Do You Measure a Year? O Efeito Martha Mitchell Stranger at the Gate
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO An Ostrich Told Me the World Is Fake and I Think I Believe It Ice Merchants My Year of Dicks O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo The Flying Sailor
Odessa Young e Jesse Eisenberg em Manodrome, de John Trengove
A 73ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que acontecerá entre os dias 16 e 26 de fevereiro, acaba de anunciar os filmes selecionados para a Competição e que disputarão o cobiçado Urso de Ouro, prêmio máximo do evento.
Neste ano, 19 filmes, de 19 países, foram selecionados; seis são dirigidos por mulheres. A seleção desta edição pretende ser a mais aberta possível para todas as formas cinematográficas: filmes de animação e documentário, comédia e melodrama, filmes de época e drama.
Da lista, 15 títulos são estreias mundiais e onze cineastas já passaram pela Berlinale, sendo oito na Competição. Além disso, três filmes de estreia completam a programação. A atriz, roteirista e diretora norte-americana Kristen Stewart será a presidente do Júri Internacional e, ao lado de outros nomes, escolherá os vencedores do Urso de Ouro e Urso de Prata. O consagrado cineasta Steven Spielberg será homenageado com o Urso de Ouro honorário.
O festival também anunciou, recentemente, os selecionados para a mostra Encounters, que visa promover trabalhos esteticamente e estruturalmente ousados de cineastas independentes e inovadores. Seu objetivo é apoiar novos olhares no cinema e dar mais espaço às diversas formas narrativas e documentais na seleção oficial. Concebido como contraponto e complemento à Competição, o programa Encounters é uma mostra competitiva dedicada à novas visões cinematográficas; os filmes selecionados desafiam as formas tradicionais.
Novos títulos também foram adicionados na mostra Berlinale Special. Além disso, o documentário Superpower, de Sean Penn e Aaron Kaufman, foi confirmado na Berlinale Special Gala; o longa narra a invasão russa na Ucrânia e mostra a crueldade da guerra.
Outra novidade revelada é que a consagrada diretora de fotografia Caroline Champetier, de Holy Motors, Agnus Dei, Annette, Les gardiennes, Homens e Deuses, entre outros, será homenageada e receberá a Berlinale Camera, que destaca personalidades e instituições que contribuíram de maneira especial ao cinema e com quem o festival se sente intimamente ligado; com isso, a Berlinale expressa seu agradecimento aos que se tornaram amigos e apoiadores do festival.
Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Berlim 2023:
COMPETIÇÃO
20.000 especies de abejas, de Estibaliz Urresola Solaguren (Espanha) Art College 1994, de Liu Jian (China) Bai Ta Zhi Guang, de Zhang Lu (China) Bis ans Ende der Nacht, de Christoph Hochhäusler (Alemanha) BlackBerry, de Matt Johnson (Canadá) Disco Boy, de Giacomo Abbruzzese (França/Itália/Bélgica/Polônia) Ingeborg Bachmann – Reise in die Wüste, de Margarethe von Trotta (Suíça/Áustria/Alemanha/Luxemburgo) Irgendwann werden wir uns alles erzählen, de Emily Atef (Alemanha) Le grand chariot, de Philippe Garrel (França/Suíça) Limbo, de Ivan Sen (Austrália) Mal Viver, de João Canijo (Portugal/França) Manodrome, de John Trengove (Reino Unido/EUA) Music, de Angela Schanelec (Alemanha/França/Sérvia) Past Lives, de Celine Song (EUA) Roter Himmel, de Christian Petzold (Alemanha) Sur l’Adamant, de Nicolas Philibert (França/Japão) Suzume, de Makoto Shinkai (Japão) The Survival of Kindness, de Rolf de Heer (Austrália) Tótem, de Lila Avilés (México/Dinamarca/França)
ENCOUNTERS
Adentro mío estoy bailando, de Leandro Koch e Paloma Schachmann (Áustria/Argentina) El eco, de Tatiana Huezo (México/Alemanha) Here, de Bas Devos (Bélgica) Im toten Winkel, de Ayşe Polat (Alemanha) Kletka ishet ptitsu, de Malika Musaeva (França/Rússia) Le mura di Bergamo, de Stefano Savona (Itália) Mon pire ennemi, de Mehran Tamadon (França/Suíça) Műanyag égbolt, de Tibor Bánóczki e Sarolta Szabó (Hungria/Eslováquia) mul-an-e-seo, de Hong Sang-soo (Coreia do Sul) Mummola, de Tia Kouvo (Finlândia/Suécia) Orlando, ma biographie politique, de Paul B. Preciado (França) Samsara, de Lois Patiño (Espanha) Shidniy front, de Vitaly Mansky e Yevhen Titarenko (Letônia/Tchéquia/Ucrânia/EUA) The Adults, de Dustin Guy Defa (EUA) Viver Mal, de João Canijo (Portugal/França) Xue yun, de Wu Lang (China)
BERLINALE SPECIAL
100 Years of Disney Animation: a Shorts Celebration, de Walt Disney, Dave Hand, Ben Sharpsteen, Lauren Jackson, Wilfred Jackson, Jack Hannah, Jon Kahrs, Brian Menz, Jacob Frey e Hillary Bradfield (EUA) (1922-2022) Agnus Dei (Les Innocentes), de Anne Fontaine (França/Polônia) (2015) Love to Love You, Donna Summer, de Roger Ross Williams e Brooklyn Sudano (EUA) (2023)
A abertura do Fórum de Tiradentes aconteceu na manhã deste sábado, 21/01, no Centro Cultural Yves Alves, com o tema Direitos culturais na Constituição como exercício e proteção da cidadania e mediação de Alfredo Manevy, gestor, pesquisador, professor e cineasta.
A sessão abordou temas relativos à nova institucionalidade do Ministério da Cultura, hoje sob o comando de Margareth Menezes, os marcos referenciais para o estabelecimento de programas e políticas públicas de fortalecimento da cultura e do audiovisual e o reconhecimento da diversidades social, cultural e ambiental como elementos fundamentais para a reafirmação da democracia no país.
O Fórum de Tiradentes contou com a presença de uma convidada especial: Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal, que abriu as conversas. Em sua fala no Cine-Teatro, exaltou a importância da arte na formação de uma nação e principalmente os direitos culturais como princípios garantidos na Constituição; no final de 2022, a ministra destravou os trâmites das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc para fomento à cultura: “A arte faz a gente transformar o mundo através da nossa dignificação. Já na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, feita depois da Segunda Guerra Mundial, estão lá artigos que garantem o direito de todos de produzir e ter acesso à criação artística”, disse.
Ao relembrar a Constituição de 1988, a ministra defendeu que a arte é um espaço não só de liberdade, mas de libertação, ainda mais em um país como o Brasil, segundo ela, “um país de muitas humanidades, mas também de tantas desumanidades”. E completou: “Pela nossa Constituição, o Estado é obrigado a promover os direitos fundamentais [cultura entre eles]. Significa que os governantes eleitos não podem prescindir dos direitos culturais na formação de suas políticas públicas”.
Mineira de Montes Claros, a ministraCarmen Lúcia relembrou a infância e revelou sua paixão pelo cinema: “A gente esperava a semana toda para ir nas matinês. Eu escolhia a melhor roupa e lembro até hoje de quando fiz isso pela primeira vez, aos sete anos”. Ela contou que, nos anos 1960, ser proibida de ir ao cinema era um castigo para ela: “Eu via faroestes e, enquanto todo mundo torcia para o John Wayne, eu torcia para os índios. E aí um dia uma tia me proibiu de ir com ela porque dizia que eu torcia errado. Hoje eu vejo que estava do lado certo”, relembrou, aos risos.
Os participantes da primeira edição do Fórum de Tiradentes
A primeira atividade do Fórum de Tiradentes contou ainda com diversas autoridades públicas do audiovisual, inclusive representantes do recém-refundado Ministério da Cultura. Joelma Gonzaga, nova secretária do Audiovisual, também revelou seu amor pelo cinema com histórias da infância e anunciou que o órgão retoma as atividades no próximo dia 24 de janeiro e pretende agilizar e implantar diversas ações que recoloquem o setor dentro da relevância e importância tão combatida pelo governo anterior.
Entre as ações, Joelma adiantou a criação de duas diretorias: uma dedicada a preservação e difusão e outra de qualificação e formulação de projetos e articulações junto a órgãos estaduais: “O cenário que estamos pegando é de terra arrasada e, nos primeiros seis meses, precisaremos ouvir os integrantes da categoria para trazer de volta o papel potente do audiovisual dentro das políticas públicas”, ressaltou.
Marcos Souza, secretário de Direitos Autorais e Intelectuais, veio representando a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Ele falou sobre as perspectivas das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc e também adiantou outras ações prioritárias. Entre elas, citou a definição de um marco regulatório de fomento cultural, tratando o setor dentro de suas particularidades de forma a agilizar e desburocratizar os processos; e uma política de regulamentação do VoD (video on demand) e cota de tela para produções brasileiras no circuito comercial: “Será um ano de ouro pro audiovisual brasileiro. A retomada da retomada”, celebrou.
O Fórum de Tiradentes também com a presença de Fabrício Noronha, secretário de Estado da Cultura do Espírito Santo e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura; Milena Pedrosa, Secretária Adjunta de Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais; e Mário Borgneth, coordenador executivo do Fórum de Tiradentes.
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Xavier Samuel, Ana de Armas e Evan Williams em Blonde: oito indicações
Foram anunciados neste domingo, 22/01, os indicados ao 43º Framboesa de Ouro, prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte, conhecido também como uma sátira ao Oscar.
Neste ano, o drama Blonde, cinebiografia de Marilyn Monroe, lidera a lista com oito indicações: “A cinebiografia que não é um filme biográfico. O longa explora a exploração de Marilyn Monroe… e continua a explorando postumamente”, diz o anúncio. A comédia Tenha um Bom Luto aparece na sequência com sete indicações; Pinóquio, de Robert Zemeckis, se destaca em cinco categorias, entre elas, pior ator para Tom Hanks.
[ATUALIZADO: 25/01 às 13h47]
Depois de receber críticas por conta da indicação de Ryan Kiera Armstrong, de 11 anos, na categoria de pior atriz pelo filme Chamas da Vingança, a organização do prêmio se desculpou e a retirou da disputa. Além disso, estabeleceu uma nova regra: menores de 18 anos não são mais elegíveis. Em comunicado oficial, John Wilson disse: “Às vezes você faz coisas sem pensar. A recente crítica válida à escolha de Armstrong como candidata a um de nossos prêmios, chamou nossa atenção para o quão insensíveis fomos neste caso. Como resultado, removemos seu nome da votação final. Também acreditamos que um pedido público de desculpas é necessário e lamentamos qualquer dor que ela tenha sofrido como resultado de nossas escolhas”.
Sobre a nova regra, completou: “Tendo aprendido com esta lição, também gostaria de anunciar que, a partir de agora, estamos adotando uma diretriz de votação que impede qualquer artista ou cineasta com menos de 18 anos de idade de ser considerado para nossos prêmios. Nunca pretendemos enterrar a carreira de ninguém. É por isso que nosso Prêmio Redentor foi criado. Todos cometemos erros, inclusive nós”.
No ano passado, outra polêmica marcou o Framboesa de Ouro. Após de ter criado uma categoria especial chamada pior atuação do Bruce Willis em 2021, a organização rescindiu o prêmio depois que a família do ator revelou que ele tinha sido diagnosticado com afasia, um distúrbio de linguagem ocorrido por lesão cerebral que afeta a comunicação.
Os votantes do já tradicional prêmio somam mais de mil membros de 49 estados americanos e mais algumas pessoas de países estrangeiros, que votaram pela internet e escolheram os cinco principais candidatos em cada categoria. Os piores do cinema serão anunciados no dia 11 de março, uma noite antes do Oscar.
Conheça os indicados ao 43º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:
PIOR FILME A Filha do Rei Blonde Morbius Pinóquio Tenha um Bom Luto
PIOR DIREÇÃO Andrew Dominik, por Blonde Colson Baker (Machine Gun Kelly), por Tenha um Bom Luto Daniel Espinosa, por Morbius Judd Apatow, por A Bolha Robert Zemeckis, por Pinóquio
PIOR ATOR Colson Baker (Machine Gun Kelly), por Tenha um Bom Luto Jared Leto, por Morbius Pete Davidson, por Marmaduke Sylvester Stallone, por Samaritano Tom Hanks, por Pinóquio
PIOR ATOR COADJUVANTE Evan Williams, por Blonde Mod Sun, por Tenha um Bom Luto Pete Davidson, por Tenha um Bom Luto Tom Hanks, por Elvis Xavier Samuel, por Blonde
PIOR ATRIZ Alicia Silverstone, por The Requin: À Deriva Bryce Dallas Howard, por Jurassic World: Domínio Diane Keaton, por Mack & Rita Kaya Scodelario, por A Filha do Rei
PIOR ATRIZ COADJUVANTE Adria Arjona, por Morbius Bingbing Fan, por As Agentes 355 e A Filha do Rei Lorraine Bracco, por Pinóquio Mira Sorvino, por Lamborghini: The Man Behind the Legend Penélope Cruz , por As Agentes 355
PIOR ROTEIRO Blonde, escrito por Andrew Dominik Jurassic World: Domínio, escrito por Emily Carmichael e Colin Treverrow Morbius, escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless Pinóquio, escrito por Robert Zemeckis e Chris Weitz Tenha um Bom Luto, escrito por Machine Gun Kelly e Mod Sun
PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA 365 Dias: Hoje e 365 Dias Finais Blonde Chamas da Vingança Jurassic World: Domínio Pinóquio
PIOR CASAL Andrew Dominik e seus problemas com mulheres, em Blonde As duas sequências de 365 Dias Colson Baker e Mod Sun, por Tenha um Bom Luto Os personagens da vida real na cena do quarto da Casa Branca, em Blonde Tom Hanks e seu rosto carregado de látex (e sotaque ridículo), em Elvis
Escrito e dirigido pela catarinense Aline Andrade, o curta-metragem Macumba: Folclore de Família, rodado entre os dias 16 e 20 de janeiro em Florianópolis, é um drama sobrenatural de realismo mágico que se passa no Brasil dos anos 1960, centrado numa família típica católica do sul de Santa Catarina.
Uma história real contada de forma despretensiosa durante uma reunião de família foi o fio condutor para o roteiro do curta-metragem. De acordo com a roteirista e diretora, que vive e trabalha em Los Angeles e Hollywood há vinte anos, ao escrever a história pode se conectar mais com sua própria família. Assim, a expectativa é de que o público siga pelo mesmo caminho de conexão.
Aline conta que o filme foi escrito primeiro em inglês, com algumas frases em português, pois sua ideia inicial era filmar em Los Angeles. Porém, quando mostrou o roteiro para alguns conhecidos do Brasil, percebeu que fazia mais sentido traduzir e filmar no país. Depois disso, a escolha do elenco e da locação foi um caminho bastante orgânico: “Quando comecei a encontrar o time que me fez sentir que o filme estaria em boas mãos, percebi que todo mundo morava em Florianópolis”.
A história original se passa em Tubarão, cidade que fica a duas horas da capital catarinense. Assim, fez sentido ter a Ilha da Magia como cenário, já que o tema do filme tem também algo mágico. A diretora vê um potencial visual imenso na história, com elementos da relação entre pais e filhos, psicologia infantil, a religião de Candomblé através do ponto de vista católico predominante e todo o mistério envolvido.
Bastidores do curta-metragem catarinense
A diretora de elenco Luciana Prado foi quem fez o casting do curta, que conta com Raquel Stüpp, Chico Caprario, Joana dos Santos e Zoê França Danielewicz, em seu primeiro filme, como Elisabeth, a personagem principal. A fotografia é assinada por Rubens Angelotti.
No curta, quando sua mãe decide preparar uma macumba falsa, Elisabeth, de 12 anos, começa a ter visões de Iansã, o Orixá dos ventos, trovões e força feminina. Iansã dá uma missão a Elisabeth: ela precisa enfrentar o pai e pedir que ele não bata mais nela. Quando a menina toma coragem de falar com ele, a dinâmica da família muda e o trauma geracional é quebrado.
Para criar toda a cumplicidade necessária entre os atores, Aline deixou a cena fluir com diálogo e eventos vindos da imaginação de cada ator. Depois, na edição, levará em consideração o ritmo da cena e, assim, criará a cadência do filme. Conforme a diretora explica, a leitura e a conversa com os atores nos dias anteriores às filmagens foram essenciais para a equipe.
Depois de todo o processo finalizado, o filme, que é produzido de forma independente, será enviado para diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. O objetivo é mostrá-lo para o maior número de pessoas possível e, assim, prospectar parcerias com outros produtores e investidores que tenham interesse em filmar o longa-metragem, que tem mais chance de ser distribuído por cinemas ou plataformas internacionais.
Aline, inclusive, tem bastante experiência em plataformas internacionais. Seu nome aparece como produtora de filmes, séries e documentários na Netflix (onde também aparece como atriz), no Hulu, Facebook Watch, PBS, HBO, National Geographic, FIFA+ e na Apple Music. Hallmark Channel e Discovery Channel também estão em seu portfólio de atriz.
A abertura da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes aconteceu nesta sexta-feira, 20/01, no Cine-Tenda, no Centro Histórico, com a apresentação da temática Cinema Mutirão, além de prestar um tributo aos povos originários do país e à cultura negra ao som dos tambores de Maurício Tizumba, de poemas de Ricardo Aleixo e do samba de Manu Dias.
A cerimônia, apresentada por Lira Ribas, marca o retornou às atividades presenciais depois de dois anos de realização on-line. A Mostra de Tiradentes reforçou sua vocação de espaço privilegiado do audiovisual brasileirocontemporâneo ao reunir profissionais, convidados, cinéfilos e autoridades.
A noite contou também com o discurso da coordenadora geral da Mostra, Raquel Hallak, que celebrou os parceiros e patrocinadores que viabilizaram o evento e comemorou a volta do Ministério da Cultura, sob o comando da ministra Margareth Menezes: “Estamos aqui para agradecer todos e todas que fazem, pensam, assistem, preservam e lutam pelo nosso cinema. Que sejamos engrenagem para mover nossos mundos pela democracia e pelo audiovisual”.
Depois disso, o público se emocionou com a entrega do Troféu Barroco aos homenageados deste ano: a dupla de cineastas Ary Rosa e Glenda Nicácio. No palco, sob aplausos efusivos do público, receberam a honraria das mãos de Lila Foster, uma das curadoras do evento, e de Joelma Gonzaga, nova titular da Secretaria do Audiovisual.
Nascidos em Minas Gerais e atuantes no Recôncavo Baiano, Ary e Glenda são jovens realizadores que se formaram numa faculdade de cinema em Cachoeira, na Bahia. Emocionados, discursaram: “É uma alegria estar nesse palco ao lado do Ary para receber essa homenagem junto com ele, que é por onde a nossa história começa; junto com todos os amigos que estão aqui, com toda a equipe, com as nossas famílias, nossos amores. Muito obrigada a todos vocês e ao público de Tiradentes, que é sempre tão caloroso e generoso conosco. As sessões aqui sempre foram tão vigorosas que nos mantêm querendo continuar fazendo”, disse Glenda.
Ary completou: “Falar de esperança me toca muito e ser homenageado neste ano, que reinaugura a possibilidade de pelo menos ter esperança, é uma grande felicidade. Glenda e eu não somos Glenda e eu. Somos muitas mãos que constroem nossos filmes, nossos sonhos”.
Depois da homenagem, a dupla apresentou seu novo filme, o longa Mungunzá, que contou com a presença de alguns integrantes da equipe, entre eles, os atores Fabrício Boliveira e Arlete Dias: “São dois diretores que eu admiro muito e foi uma honra encontrá-los na vida. Esse cinema e esse recorte que eles fazem do nosso país, é um cinema que nos interessa e que faz sentido”, disse Boliveira.
*Clique aqui e assista aos melhores momentos da cerimônia de abertura da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes.
*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Albrecht Schuch e Felix Kammerer em Nada de Novo no Front
A Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão, British Academy of Film and Television Arts, anunciou nesta quinta-feira, 19/01, em Londres, os indicados ao BAFTA 2023, British Academy Film Awards, que foram revelados por Ali Plumb e Vick Hope.
Neste ano, em sua 76ª edição, 45 filmes ganharam destaque. O alemão Nada de Novo no Front, de Edward Berger, lidera a lista com quatorze indicações; o longa se iguala ao recorde de O Tigre e o Dragão, de Ang Lee, em 2001, como o filme em língua não inglesa mais indicado da história da premiação. Os Banshees de Inisherin e Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo aparecem na sequência com dez indicações cada.
A British Academy of Film and Television Arts adotou um esquema diferente de votação há dois anos. Na primeira rodada, todos os membros votantes receberam uma amostra selecionada aleatoriamente de 15 filmes, conforme recomendado para visualização antes da votação. Isso garantiu que todos os títulos inscritos fossem vistos individualmente centenas de vezes. Na segunda rodada de votação, os membros foram obrigados a assistir todos os filmes selecionados para a longlist, que foi revelada recentemente, e resultou na lista final.
Em comunicado oficial, Jane Millichip, CEO do BAFTA, disse: “Estendemos nossos mais calorosos parabéns às 215 pessoas indicadas hoje, que representam 45 filmes extraordinários, abrangendo uma vasta gama de estilos narrativos, gêneros e perspectivas. Estamos orgulhosos do papel que nossos prêmios desempenham em inspirar o público e futuros cineastas em todo o mundo. Estamos ansiosos para celebrar todos os indicados e seus filmes na cerimônia no próximo mês”.
A cerimônia de premiação do Oscar britânico acontecerá no dia 19 de fevereiro, no Royal Albert Hall, em Londres, e será apresentada pelo ator Richard E. Grant ao lado da atriz Alison Hammond.
Confira a lista completa com os indicados ao BAFTA 2023:
MELHOR FILME Elvis Nada de Novo no Front Os Banshees de Inisherin Tár Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
MELHOR FILME BRITÂNICO Aftersun As Nadadoras Boa Sorte, Leo Grande Brian e Charles Império da Luz Living Matilda: O Musical O Milagre Os Banshees de Inisherin Veja Como Eles Correm
MELHOR DIREÇÃO Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo Edward Berger, por Nada de Novo no Front Gina Prince-Bythewood, por A Mulher Rei Martin McDonagh, por Os Banshees de Inisherin Park Chan-wook, por Decisão de Partir Todd Field, por Tár
MELHOR ATOR Austin Butler, por Elvis Bill Nighy, por Living Brendan Fraser, por A Baleia Colin Farrell, por Os Banshees de Inisherin Daryl McCormack, por Boa Sorte, Leo Grande Paul Mescal, por Aftersun
MELHOR ATOR COADJUVANTE Albrecht Schuch, por Nada de Novo no Front Barry Keoghan, por Os Banshees de Inisherin Brendan Gleeson, por Os Banshees de Inisherin Eddie Redmayne, por O Enfermeiro da Noite Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo Micheal Ward, por Império da Luz
MELHOR ATRIZ Ana de Armas, por Blonde Cate Blanchett, por Tár Danielle Deadwyler, por Till: A Busca por Justiça Emma Thompson, por Boa Sorte, Leo Grande Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo Viola Davis, por A Mulher Rei
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre Carey Mulligan, por Ela Disse Dolly De Leon, por Triângulo da Tristeza Hong Chau, por A Baleia Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo Kerry Condon, por Os Banshees de Inisherin
MELHOR ELENCO Aftersun, por Lucy Pardee Elvis, por Nikki Barrett e Denise Chamian Nada de Novo no Front, por Simone Bär Triângulo da Tristeza, por Pauline Hansson Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Sarah Halley Finn
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Os Banshees de Inisherin, escrito por Martin McDonagh Os Fabelmans, escrito por Steven Spielberg e Tony Kushner Tár, escrito por Todd Field Triângulo da Tristeza, escrito por Ruben Östlund Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO A Baleia, escrito por Samuel D. Hunter Ela Disse, escrito por Rebecca Lenkiewicz Living, escrito por Kazuo Ishiguro Nada de Novo no Front, escrito por Edward Berger, Lesley Paterson e Ian Stokell The Quiet Girl, escrito por Colm Bairéad
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina) Corsage, de Marie Kreutzer (Áustria) Decisão de Partir, de Park Chan-wook (Coreia do Sul) Nada de Novo no Front, de Edward Berger (Alemanha) The Quiet Girl (An Cailín Ciúin), de Colm Bairéad (Irlanda)
MELHOR DOCUMENTÁRIO All That Breathes, de Shaunak Sen All the Beauty and the Bloodshed, de Laura Poitras Moonage Daydream, de Brett Morgen Navalny, de Daniel Roher Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft, de Sara Dosa
MELHOR ANIMAÇÃO Gato de Botas 2: O Último Pedido, de Joel Crawford e Januel Mercado Marcel the Shell with Shoes On, de Dean Fleischer Camp, Kirsten Lepore e Stephen Chiodo Pinóquio, de Guillermo del Toro e Mark Gustafson Red: Crescer é uma Fera, de Domee Shi
MELHOR FOTOGRAFIA Batman, por Greig Fraser Elvis, por Mandy Walker Império da Luz, por Roger Deakins Nada de Novo no Front, por James Friend Top Gun: Maverick, por Claudio Miranda
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Babilônia, por Justin Hurwitz Nada de Novo no Front, por Volker Bertelmann Os Banshees de Inisherin, por Carter Burwell Pinóquio, por Alexandre Desplat Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Son Lux
MELHOR EDIÇÃO Elvis, por Jonathan Redmond e Matt Villa Nada de Novo no Front, por Sven Budelmann Os Banshees de Inisherin, por Mikkel E. G. Nielsen Top Gun: Maverick, por Eddie Hamilton Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Paul Rogers
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Babilônia, por Florencia Martin e Anthony Carlino Batman, por James Chinlund e Lee Sandales Elvis, por Catherine Martin, Karen Murphy e Bev Dunn Nada de Novo no Front, por Christian M. Goldbreck e Ernestine Hipper Pinóquio, por Curt Enderle e Guy Davis
MELHOR FIGURINO Amsterdam, por J.R. Hawbaker e Albert Wolsky Babilônia, por Mary Zophres Elvis, por Catherine Martin Nada de Novo no Front, por Lisy Christl Sra. Harris Vai a Paris, por Jenny Beavan
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO A Baleia, por Anne Marie Bradley, Judy Chin e Adrien Morot Batman, por Naomi Donne, Mike Marino e Zoe Tahir Elvis, por Jason Baird, Mark Coulier, Louise Coulston e Shane Thomas Matilda: O Musical, por Naomi Donne, Barrie Gower e Sharon Martin Nada de Novo no Front, por Heike Merker
MELHOR SOM Avatar: O Caminho da Água, por Christopher Boyes, Michael Hedges, Julian Howarth, Gary Summers e Gwendoyln Yates Whittle Elvis, por Michael Keller, David Lee, Andy Nelson e Wayne Pashley Nada de Novo no Front, por Lars Ginzsel, Frank Kruse, Viktor Prášil e Markus Stemler Tár, por Deb Adair, Stephen Griffiths, Andy Shelley, Steve Single e Roland Winke Top Gun: Maverick, por Chris Burdon, James H. Mather, Al Nelson, Mark Taylor e Mark Weingarten
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: O Caminho da Água, por Richard Baneham, Daniel Barrett, Joe Letteri e Eric Saindon Batman, por Russell Earl, Dan Lemmon, Anders Langlands e Dominic Tuohy Nada de Novo no Front, por Markus Frank, Kamil Jafar, Viktor Müller e Frank Petzoid Top Gun: Maverick, por Seth Hill, Scott R. Fisher, Bryan Litson e Ryan Tudhope Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Benjamin Brewer, Ethan Feldbau, Jonathan Kombrinck e Zak Stoltz
MELHOR ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO | VOTO POPULAR Aimee Lou Wood Daryl McCormack Emma Mackey Naomi Ackie Sheila Atim
ROTEIRISTA, DIRETOR(A) OU PRODUTOR(A) BRITÂNICO REVELAÇÃO Charlotte Wells (diretora/roteirista), por Aftersun Georgia Oakley (diretora/roteirista) e Hélène Sifre (produtora), por Blue Jean Katy Brand (roteirista), por Boa Sorte, Leo Grande Maia Kenworthy (diretora), por Rebellion Marie Lidén (diretora), por Electric Malady
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO A Drifting Up, de Jacob Lee An Irish Goodbye, de Tom Berkeley e Ross White Bazigaga, de Jo Ingabire Moys Bus Girl, de Jessica Henwick The Ballad of Olive Morris, de Alex Kayode-Kay
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO | ANIMAÇÃO Middle Watch, de John Stevenson e Aiesha Penwarden O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo, de Peter Baynton e Charlie Mackesy Your Mountain Is Waiting, de Hannah Jacobs
Elenco: Diego Calva, Margot Robbie, Brad Pitt, Jovan Adepo, Jean Smart, Tobey Maguire, Li Jun Li, Lukas Haas, P.J. Byrne, Olivia Hamilton, Max Minghella, Rory Scovel, Katherine Waterston, Flea, Jeff Garlin, Eric Roberts, Ethan Suplee, Samara Weaving, Olivia Wilde, J.C. Currais, Jimmy Ortega, Marcos A. Ferraez, Shane Powers, Phoebe Tonkin, Troy Metcalf, Hansford Prince, Telvin Griffin, Cutty Cuthbert, Albert Hammond Jr., Bregje Heinen, Tal Seder, Dana Marcolina, Robert Morgan, Nana Ghana, E.E. Bell, Joe Dallesandro, Sol Landerman, Karina Fontes, Circus-Szalewski, Kaia Gerber, Patrick Fugit, Cici Lau, David Lau, Tyler Seiple, Zack Newick, Alexandre Chen, Bob Clendenin, Miraj Grbic, Johnny Hoops, James Wellington, Carlos Núñez, Laura Steinel, Danny Jolles, James Vincent, Richard Clarke Larsen, Anthony Burkhalter, Terry Walters, Trisha Simmons, Ariel Flores, Karolina Szymczak, Sean O’Bryan, David Ury, Katia Gomez, Vanessa Bednar, Carson Higgins, Armando Cosio, Frederick Koehler, Spencer Morgan, Ric Sarabia, Jim Allen Jackson, Yissendy Trinidad, Cyrus Hobbi, Anton Hedayat, Hayley Huntley, John Mariano, Christopher Allen, Arely Vianet, Alex Reznik, Chloe Fineman, Pat Skipper, John Kerry, Sarah Ramos, Jennifer Grant, Taylor Nichols, Bryan Scott Johnson, Dorian Martin, Todd Giebenhain, Mather Zickel, Ireland Sexton, Andrew Hawtrey, Jonathan Ohye, James Crittenden, Pete Ploszek, Robert Beitzel, Walker Hare, Douglas Fruchey, Taylor Hill, Marc Platt, John Macey, Kenajuan Bentley, Karen Bethzabe, Oscar Balderrama, Fernando Arroyo Lascurain, Casey Board, Sole Bovelli, Anna Dahl, Josh Harp, Spike Jonze, Bobby C. King, Matthew B Mills, Tef Baker, Casey Cathcart, Anna Chazelle, Ana Coto, Nikole Davis, Michael DeBartolo, Kevin Dunning, Thomas Ernst, Daniel Holm, Natasha Kalimada, Yakov Kolontarov, Kristen Lundberg, J.P. Manoux, Brandon J McGuire, Tracy Pacana, Kennedy Porter, Andrea Ramos, Zhan Wang.
Ano: 2022
Sinopse: Ambientado em Los Angeles, a narrativa traz uma história de ambição e excessos desmedidos, acompanhando a ascensão e a queda dos personagens durante uma era de decadência desenfreada e depravação em uma jovem Hollywood.
Elenco: Zar Amir-Ebrahimi, Mehdi Bajestani, Arash Ashtiani, Forouzan Jamshidnejad, Sina Parvaneh, Nima Akbarpour, Mesbah Taleb, Firouz Agheli, Sara Fazilat, Alice Rahimi, Farhad Faghih Habibi, Aria Farjadi, M. Ali Nazarian, Ariane Naziri, Sima Seyed.
Ano: 2022
Sinopse: Na cidade sagrada de Meshed, no Irã, a jornalista Rahimi investiga os assassinatos de 16 prostitutas cometidos por Saeed Hanaei, que ficou conhecido como Spider Killer, um homem que acredita estar em uma missão divina para purificar a cidade dos pecadores. Baseado em uma história real que aterrorizou o Irã entre os anos 2000 e 2001.
Elenco: Tawfeek Barhom, Fares Fares, Mohammad Bakri, Makram Khoury, Mehdi Dehbi, Sherwan Haji, Ahmed Laissaoui, Ramzi Choukair, Jawad Altawil, Yunus Albayrak, Abduljabbar Alsuhili, Akin Aral, Yasser Ashraf, Mouloud Ayad, Moe Ayoub, Okan Bozkus, Rasambek Bukiew, Hassan El Sayed, Zain Alabdin A. Fallatah, Ayman Fathy, Büsra Duran Gündüz, Abdulhamid Halaf, Heba Ibrahim, Mansour-Jacques Hagerstrand Jallow, Jowanna Makkawi, Amr Mosad, Samy Soliman, Ashraf Yasser, Youssef Salama Zeki.
Ano: 2022
Sinopse: Adam, filho de um pescador, recebe o privilégio de estudar na Universidade Al-Azhar do Cairo, o epicentro do poder do islamismo sunita. Pouco após sua chegada na cidade, a maior liderança religiosa da universidade, o Grande Imã morre repentinamente. Adam logo se torna uma peça nesse jogo brutal pelo poder entre os religiosos egípcios e a elite política.