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WGA Awards 2023: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Roteiristas

por: Cinevitor
Ralph Fiennes e Anya Taylor-Joy em O Menu

O Sindicato dos Roteiristas da América, Writers Guild of America, divulgou nesta quarta-feira, 25/01, os indicados ao Writers Guild Awards 2023, premiação anual que elege os melhores roteiros de cinema, TV, novas mídias e rádio desde 1948. Os vencedores da 75ª edição serão anunciados no dia 5 de março.

Os longas-metragens qualificados para o Writers Guild Awards foram exibidos nos cinemas por pelo menos uma semana em Los Angeles durante o período de elegibilidade entre 1º de janeiro de 2022 a 31 de dezembro de 2022. Os documentários também foram exibidos nas telonas em Los Angeles ou Nova York por uma semana durante o mesmo período de elegibilidade; os filmes em streaming seguem outra regra estabelecida pelo sindicato.

Ao longo dos anos, diversos filmes foram consagrados pelo Sindicato e pela Academia, como: Spotlight: Segredos Revelados, Os Descendentes, O Segredo de Brokeback Mountain, A Malvada, Crepúsculo dos Deuses, Me Chame Pelo Seu Nome, Parasita, Jojo Rabbit, Bela Vingança, entre outros. No ano passado, No Ritmo do Coração, escrito por Siân Heder, foi premiado na categoria de melhor roteiro adaptado e também consagrado no Oscar.

Conheça os indicados ao WGA Awards 2023 nas categorias de cinema:

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Não! Não Olhe!, escrito por Jordan Peele
O Menu, escrito por Seth Reiss e Will Tracy
Os Fabelmans, escrito por Steven Spielberg e Tony Kushner
Tár, escrito por Todd Field
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ela Disse, escrito por Rebecca Lenkiewicz
Entre Mulheres, escrito por Sarah Polley
Glass Onion: Um Mistério Knives Out, escrito por Rian Johnson
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, escrito por Ryan Coogler e Joe Robert Cole
Top Gun: Maverick, escrito por Ehren Kruger, Eric Warren Singer e Christopher McQuarrie

MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO
¡Viva Maestro!, escrito por Theodore Braun
2nd Chance, escrito por Ramin Bahrani
Moonage Daydream, escrito por Brett Morgen
O Voo da Despedida, escrito por Ondi Timoner
Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing, escrito por Mark Bailey e Keven McAlester

Foto: Eric Zachanowich/20th Century Studios.

Chama a Bebel: com Giulia Benite no elenco, começam as filmagens do novo longa de Paulo Nascimento

por: Cinevitor
O filme tem estreia prevista para este ano

O cineasta gaúcho Paulo Nascimento, responsável por obras como A Superfície da Sombra, A Oeste do Fim do Mundo, Em Teu Nome, Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos e o inédito Ainda Somos os Mesmos, já começou a rodar seu mais novo projeto: Chama a Bebel, que perpassa temáticas envolvendo diversidade, superação e uma profunda reflexão sobre meio ambiente.

Na trama, Bebel, interpretada por Giulia Benite, da franquia Turma da Mônica, é uma garota cadeirante que mora com a mãe, vivida por Larissa Maciel, e o avô, papel de José Rubens Chachá, nas margens de uma rodovia no interior do país e é obrigada a se mudar para uma cidade maior para continuar estudando. A jovem enfrenta todas as adversidades do novo mundo, a começar pela tia, interpretada por Flavia Garrafa.

Inspirada na ativista ambiental sueca Greta Thunberg, Bebel se torna uma líder na escola, o que acaba incomodando um inimigo poderoso, o empresário magnata da cidade, vivido por Marcos Breda, cujo negócio não tem nada de sustentável. Paralelo a isso, luta contra o excesso de lixo produzido na escola e inventa um biodigestor para transformar lixo orgânico em energia. 

O elenco conta também com Evandro Soldatelli e Rafa Muller. O núcleo jovem da trama apresenta Flor Gil, em seu primeiro projeto no cinema, e traz também Antônio Zeni, Gustavo Coelho, Pedro Motta, Sofia Cordeiro e Luisa Kanomata. A direção de fotografia é assinada por Renato Falcão, de A Era do Gelo e Rio.

“Esse é um grande projeto. Não apenas pela quantidade e qualidade da equipe, mas pelo tema da consciência ambiental para jovens e adultos. Precisamos de mais pessoas como Bebel no mundo real. Debater e tomar atitudes para a preservação do nosso planeta. Montamos um elenco de primeira, com a Giulia, o Antônio e a Flor Gil. É muito bacana. Estão todos conectados e têm um alcance gigante para espalhar a mensagem do filme”, explica o diretor e roteirista Paulo Nascimento

Giulia Benite conta que se apaixonou pela personagem “porque ela é uma adolescente que se concentra em soluções. Ela luta para que as pessoas tenham atitudes melhores para salvar o mundo”.

A obra conta com com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual e apoio da Film Commission de Porto Alegre, movimentando mais de 70 profissionais, entre equipe e elenco, com impacto na economia indireta. Produzido pela Accorde Filmes e com distribuição da Paris Filmes, a estreia nos cinemas está prevista ainda para 2023.

Foto: Edson Filho.

Oscar 2023: conheça os indicados

por: Cinevitor
Michelle Yeoh em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo: indicada

Foram divulgados na manhã desta terça-feira, 24/01, os indicados ao Oscar 2023. O anúncio, transmitido ao vivo pelas redes sociais da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, foi apresentado pelo ator Riz Ahmed e pela atriz Allison Williams.

Dirigido por Daniel Kwan e Daniel Scheinert, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo lidera a lista com onze indicações, entre elas, a de melhor filme. Na sequência, o alemão Nada de Novo no Front, de Edward Berger, e Os Banshees de Inisherin, de Martin McDonagh, aparecem com nove indicações cada. Neste ano, 301 longas-metragens estavam elegíveis para o prêmio.

O cinema brasileiro estava representado pelo curta-metragem Sideral, de Carlos Segundo, mas infelizmente não entrou na disputa. O documentário O Território, dirigido pelo norte-americano Alex Pritz, uma coprodução entre Brasil, Dinamarca e Estados Unidos, também ficou fora da lista final.

A 95ª edição do Oscar acontecerá no dia 12 de março no Dolby Theatre, em Hollywood. O apresentador da cerimônia será Jimmy Kimmel, que assume a função pela terceira vez.

Confira a lista completa com os indicados ao Oscar 2023:

MELHOR FILME
Avatar: O Caminho da Água
Elvis
Entre Mulheres

Nada de Novo no Front
Os Banshees de Inisherin
Os Fabelmans
Tár
Top Gun: Maverick
Triângulo da Tristeza
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR DIREÇÃO
Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Martin McDonagh, por Os Banshees de Inisherin
Ruben Östlund, por Triângulo da Tristeza
Steven Spielberg, por Os Fabelmans
Todd Field, por Tár

MELHOR ATRIZ
Ana de Armas, por Blonde
Andrea Riseborough, por To Leslie
Cate Blanchett, por Tár
Michelle Williams, por Os Fabelmans
Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Hong Chau, por A Baleia
Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Kerry Condon, por Os Banshees de Inisherin
Stephanie Hsu, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATOR
Austin Butler, por Elvis
Bill Nighy, por Living
Brendan Fraser, por A Baleia
Colin Farrell, por Os Banshees de Inisherin
Paul Mescal, por Aftersun

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Barry Keoghan, por Os Banshees de Inisherin
Brendan Gleeson, por Os Banshees de Inisherin
Brian Tyree Henry, por Passagem
Judd Hirsch, por Os Fabelmans
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Os Banshees de Inisherin, escrito por Martin McDonagh
Os Fabelmans, escrito por Steven Spielberg e Tony Kushner
Tár, escrito por Todd Field
Triângulo da Tristeza
, escrito por Ruben Östlund
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Entre Mulheres, escrito por Sarah Polley
Glass Onion: Um Mistério Knives Out, escrito por Rian Johnson
Living, escrito por Kazuo Ishiguro
Nada de Novo no Front
, escrito por Edward Berger, Lesley Paterson e Ian Stokell
Top Gun: Maverick, escrito por Ehren Kruger, Eric Warren Singer e Christopher McQuarrie

MELHOR FILME INTERNACIONAL
A Menina Silenciosa (An Cailín Ciúin/The Quiet Girl), de Colm Bairéad (Irlanda)
Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina)
Close, de Lukas Dhont (Bélgica)
EO (IO), de Jerzy Skolimowski (Polônia)
Nada de Novo no Front, de Edward Berger (Alemanha)

MELHOR ANIMAÇÃO
A Fera do Mar
Gato de Botas 2: O Último Pedido
Marcel the Shell with Shoes On
Pinóquio
Red: Crescer é uma Fera

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A House Made of Splinters, de Simon Lereng Wilmont
All That Breathes, de Shaunak Sen
All the Beauty and the Bloodshed, de Laura Poitras
Navalny
, de Daniel Roher
Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft, de Sara Dosa

MELHOR FOTOGRAFIA
Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades, por Darius Khondji
Elvis, por Mandy Walker 
Império da Luz, por Roger Deakins
Nada de Novo no Front, por James Friend
Tár, por Florian Hoffmeister

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Avatar: O Caminho da Água, por Dylan Cole, Ben Procter e Vanessa Cole
Babilônia, por Florencia Martin e Anthony Carlino
Elvis, por Catherine Martin, Karen Murphy e Bev Dunn
Nada de Novo no Front
, por Christian M. Goldbeck 
Os Fabelmans, por Rick Carter e Karen O’Hara

MELHOR FIGURINO
Babilônia, por Mary Zophres
Elvis, por Catherine Martin
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ruth E. Carter
Sra. Harris Vai a Paris
, por Jenny Beavan
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Shirley Kurata

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
A Baleia, por Adrien Morot, Judy Chin e Anne Marie Bradley
Batman, por Naomi Donne, Mike Marino e Mike Fontaine
Elvis, por Mark Coulier, Jason Baird e Aldo Signoretti
Nada de Novo no Front, por Heike Merker e Linda Eisenhamerová
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Camille Friend e Joel Harlow

MELHOR EDIÇÃO
Elvis, por Matt Villa e Jonathan Redmond
Os Banshees de Inisherin
, por Mikkel E.G. Nielsen
Tár, por Monika Willi
Top Gun: Maverick, por Eddie Hamilton
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Paul Rogers

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Babilônia, por Justin Hurwitz
Nada de Novo no Front, por Volker Bertelmann
Os Banshees de Inisherin, por Carter Burwell
Os Fabelmans, por John Williams
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Son Lux

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Applause, por Diane Warren (Tell It like a Woman)
Hold My Hand, por Lady Gaga e BloodPop (Top Gun: Maverick)
Lift Me Up, por Tems, Rihanna, Ryan Coogler e Ludwig Göransson (Pantera Negra: Wakanda para Sempre)
Naatu Naatu, por M.M. Keeravani e Chandrabose (RRR: Revolta, Rebelião, Revolução)
This Is A Life, por Ryan Lott, David Byrne e Mitski (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)

MELHOR SOM
Avatar: O Caminho da Água
Batman
Elvis
Nada de Novo no Front
Top Gun: Maverick

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: O Caminho da Água
Batman
Nada de Novo no Front
Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Top Gun: Maverick

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
An Irish Goodbye, de Tom Berkeley e Ross White (Irlanda/Reino Unido)
Ivalu, de Anders Walter (Dinamarca)
Le Pupille, de Alice Rohrwacher (Itália/EUA)
Night Ride, de Todd Karehana (Nova Zelândia)
The Red Suitcase, de Cyrus Neshvad (Luxemburgo)

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Como Cuidar de um Bebê Elefante
Haulout
How Do You Measure a Year?
O Efeito Martha Mitchell
Stranger at the Gate

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
An Ostrich Told Me the World Is Fake and I Think I Believe It
Ice Merchants
My Year of Dicks
O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo
The Flying Sailor

Foto: Divulgação/Diamond Films.

Festival de Berlim 2023: conheça os filmes que concorrem ao Urso de Ouro

por: Cinevitor
Odessa Young e Jesse Eisenberg em Manodrome, de John Trengove

A 73ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que acontecerá entre os dias 16 e 26 de fevereiro, acaba de anunciar os filmes selecionados para a Competição e que disputarão o cobiçado Urso de Ouro, prêmio máximo do evento.

Neste ano, 19 filmes, de 19 países, foram selecionados; seis são dirigidos por mulheres. A seleção desta edição pretende ser a mais aberta possível para todas as formas cinematográficas: filmes de animação e documentário, comédia e melodrama, filmes de época e drama.

Da lista, 15 títulos são estreias mundiais e onze cineastas já passaram pela Berlinale, sendo oito na Competição. Além disso, três filmes de estreia completam a programação. A atriz, roteirista e diretora norte-americana Kristen Stewart será a presidente do Júri Internacional e, ao lado de outros nomes, escolherá os vencedores do Urso de Ouro e Urso de Prata. O consagrado cineasta Steven Spielberg será homenageado com o Urso de Ouro honorário.

O festival também anunciou, recentemente, os selecionados para a mostra Encounters, que visa promover trabalhos esteticamente e estruturalmente ousados de cineastas independentes e inovadores. Seu objetivo é apoiar novos olhares no cinema e dar mais espaço às diversas formas narrativas e documentais na seleção oficial. Concebido como contraponto e complemento à Competição, o programa Encounters é uma mostra competitiva dedicada à novas visões cinematográficas; os filmes selecionados desafiam as formas tradicionais.

Novos títulos também foram adicionados na mostra Berlinale Special. Além disso, o documentário Superpower, de Sean Penn e Aaron Kaufman, foi confirmado na Berlinale Special Gala; o longa narra a invasão russa na Ucrânia e mostra a crueldade da guerra. 

Outra novidade revelada é que a consagrada diretora de fotografia Caroline Champetier, de Holy Motors, Agnus Dei, Annette, Les gardiennes, Homens e Deuses, entre outros, será homenageada e receberá a Berlinale Camera, que destaca personalidades e instituições que contribuíram de maneira especial ao cinema e com quem o festival se sente intimamente ligado; com isso, a Berlinale expressa seu agradecimento aos que se tornaram amigos e apoiadores do festival.

Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Berlim 2023:

COMPETIÇÃO

20.000 especies de abejas, de Estibaliz Urresola Solaguren (Espanha)
Art College 1994, de Liu Jian (China)
Bai Ta Zhi Guang, de Zhang Lu (China)
Bis ans Ende der Nacht, de Christoph Hochhäusler (Alemanha)
BlackBerry, de Matt Johnson (Canadá)
Disco Boy, de Giacomo Abbruzzese (França/Itália/Bélgica/Polônia)
Ingeborg Bachmann – Reise in die Wüste, de Margarethe von Trotta (Suíça/Áustria/Alemanha/Luxemburgo)
Irgendwann werden wir uns alles erzählen, de Emily Atef (Alemanha)
Le grand chariot, de Philippe Garrel (França/Suíça)
Limbo, de Ivan Sen (Austrália)
Mal Viver, de João Canijo (Portugal/França)
Manodrome, de John Trengove (Reino Unido/EUA)
Music, de Angela Schanelec (Alemanha/França/Sérvia)
Past Lives, de Celine Song (EUA)
Roter Himmel, de Christian Petzold (Alemanha)
Sur l’Adamant, de Nicolas Philibert (França/Japão)
Suzume, de Makoto Shinkai (Japão)
The Survival of Kindness, de Rolf de Heer (Austrália)
Tótem, de Lila Avilés (México/Dinamarca/França)

ENCOUNTERS

Adentro mío estoy bailando, de Leandro Koch e Paloma Schachmann (Áustria/Argentina)
El eco, de Tatiana Huezo (México/Alemanha)
Here, de Bas Devos (Bélgica)
Im toten Winkel, de Ayşe Polat (Alemanha)
Kletka ishet ptitsu, de Malika Musaeva (França/Rússia)
Le mura di Bergamo, de Stefano Savona (Itália)
Mon pire ennemi, de Mehran Tamadon (França/Suíça)
Műanyag égbolt, de Tibor Bánóczki e Sarolta Szabó (Hungria/Eslováquia)
mul-an-e-seo, de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
Mummola, de Tia Kouvo (Finlândia/Suécia)
Orlando, ma biographie politique, de Paul B. Preciado (França)
Samsara, de Lois Patiño (Espanha)
Shidniy front, de Vitaly Mansky e Yevhen Titarenko (Letônia/Tchéquia/Ucrânia/EUA)
The Adults, de Dustin Guy Defa (EUA)
Viver Mal, de João Canijo (Portugal/França)
Xue yun, de Wu Lang (China)

BERLINALE SPECIAL

100 Years of Disney Animation: a Shorts Celebration, de Walt Disney, Dave Hand, Ben Sharpsteen, Lauren Jackson, Wilfred Jackson, Jack Hannah, Jon Kahrs, Brian Menz, Jacob Frey e Hillary Bradfield (EUA) (1922-2022)
Agnus Dei (Les Innocentes), de Anne Fontaine (França/Polônia) (2015)
Love to Love You, Donna Summer, de Roger Ross Williams e Brooklyn Sudano (EUA) (2023)

Foto: Wyatt Garfield.

26ª Mostra de Cinema de Tiradentes: ministra Cármen Lúcia e Joelma Gonzaga participam do Fórum de Tiradentes

por: Cinevitor
Cármen Lúcia e Joelma Gonzaga durante a sessão

A abertura do Fórum de Tiradentes aconteceu na manhã deste sábado, 21/01, no Centro Cultural Yves Alves, com o tema Direitos culturais na Constituição como exercício e proteção da cidadania e mediação de Alfredo Manevy, gestor, pesquisador, professor e cineasta.

A sessão abordou temas relativos à nova institucionalidade do Ministério da Cultura, hoje sob o comando de Margareth Menezes, os marcos referenciais para o estabelecimento de programas e políticas públicas de fortalecimento da cultura e do audiovisual e o reconhecimento da diversidades social, cultural e ambiental como elementos fundamentais para a reafirmação da democracia no país.

O Fórum de Tiradentes contou com a presença de uma convidada especial: Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal, que abriu as conversas. Em sua fala no Cine-Teatro, exaltou a importância da arte na formação de uma nação e principalmente os direitos culturais como princípios garantidos na Constituição; no final de 2022, a ministra destravou os trâmites das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc para fomento à cultura: “A arte faz a gente transformar o mundo através da nossa dignificação. Já na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, feita depois da Segunda Guerra Mundial, estão lá artigos que garantem o direito de todos de produzir e ter acesso à criação artística”, disse.

Ao relembrar a Constituição de 1988, a ministra defendeu que a arte é um espaço não só de liberdade, mas de libertação, ainda mais em um país como o Brasil, segundo ela, “um país de muitas humanidades, mas também de tantas desumanidades”. E completou: “Pela nossa Constituição, o Estado é obrigado a promover os direitos fundamentais [cultura entre eles]. Significa que os governantes eleitos não podem prescindir dos direitos culturais na formação de suas políticas públicas”.

Mineira de Montes Claros, a ministra Carmen Lúcia relembrou a infância e revelou sua paixão pelo cinema: “A gente esperava a semana toda para ir nas matinês. Eu escolhia a melhor roupa e lembro até hoje de quando fiz isso pela primeira vez, aos sete anos”. Ela contou que, nos anos 1960, ser proibida de ir ao cinema era um castigo para ela: “Eu via faroestes e, enquanto todo mundo torcia para o John Wayne, eu torcia para os índios. E aí um dia uma tia me proibiu de ir com ela porque dizia que eu torcia errado. Hoje eu vejo que estava do lado certo”, relembrou, aos risos.

Os participantes da primeira edição do Fórum de Tiradentes

A primeira atividade do Fórum de Tiradentes contou ainda com diversas autoridades públicas do audiovisual, inclusive representantes do recém-refundado Ministério da Cultura. Joelma Gonzaga, nova secretária do Audiovisual, também revelou seu amor pelo cinema com histórias da infância e anunciou que o órgão retoma as atividades no próximo dia 24 de janeiro e pretende agilizar e implantar diversas ações que recoloquem o setor dentro da relevância e importância tão combatida pelo governo anterior.

Entre as ações, Joelma adiantou a criação de duas diretorias: uma dedicada a preservação e difusão e outra de qualificação e formulação de projetos e articulações junto a órgãos estaduais: “O cenário que estamos pegando é de terra arrasada e, nos primeiros seis meses, precisaremos ouvir os integrantes da categoria para trazer de volta o papel potente do audiovisual dentro das políticas públicas”, ressaltou.

Marcos Souza, secretário de Direitos Autorais e Intelectuais, veio representando a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Ele falou sobre as perspectivas das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc e também adiantou outras ações prioritárias. Entre elas, citou a definição de um marco regulatório de fomento cultural, tratando o setor dentro de suas particularidades de forma a agilizar e desburocratizar os processos; e uma política de regulamentação do VoD (video on demand) e cota de tela para produções brasileiras no circuito comercial: “Será um ano de ouro pro audiovisual brasileiro. A retomada da retomada”, celebrou.

O Fórum de Tiradentes também com a presença de Fabrício Noronha, secretário de Estado da Cultura do Espírito Santo e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura; Milena Pedrosa, Secretária Adjunta de Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais; e Mário Borgneth, coordenador executivo do Fórum de Tiradentes.

Registramos os melhores momentos da sessão, que aconteceu durante a programação da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

43º Framboesa de Ouro: Blonde lidera com oito indicações; prêmio elege os piores do cinema

por: Cinevitor
Xavier Samuel, Ana de Armas e Evan Williams em Blonde: oito indicações

Foram anunciados neste domingo, 22/01, os indicados ao 43º Framboesa de Ouro, prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte, conhecido também como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, o drama Blonde, cinebiografia de Marilyn Monroe, lidera a lista com oito indicações: “A cinebiografia que não é um filme biográfico. O longa explora a exploração de Marilyn Monroe… e continua a explorando postumamente”, diz o anúncio. A comédia Tenha um Bom Luto aparece na sequência com sete indicações; Pinóquio, de Robert Zemeckis, se destaca em cinco categorias, entre elas, pior ator para Tom Hanks.

[ATUALIZADO: 25/01 às 13h47]

Depois de receber críticas por conta da indicação de Ryan Kiera Armstrong, de 11 anos, na categoria de pior atriz pelo filme Chamas da Vingança, a organização do prêmio se desculpou e a retirou da disputa. Além disso, estabeleceu uma nova regra: menores de 18 anos não são mais elegíveis. Em comunicado oficial, John Wilson disse: “Às vezes você faz coisas sem pensar. A recente crítica válida à escolha de Armstrong como candidata a um de nossos prêmios, chamou nossa atenção para o quão insensíveis fomos neste caso. Como resultado, removemos seu nome da votação final. Também acreditamos que um pedido público de desculpas é necessário e lamentamos qualquer dor que ela tenha sofrido como resultado de nossas escolhas”.

Sobre a nova regra, completou: “Tendo aprendido com esta lição, também gostaria de anunciar que, a partir de agora, estamos adotando uma diretriz de votação que impede qualquer artista ou cineasta com menos de 18 anos de idade de ser considerado para nossos prêmios. Nunca pretendemos enterrar a carreira de ninguém. É por isso que nosso Prêmio Redentor foi criado. Todos cometemos erros, inclusive nós”.

No ano passado, outra polêmica marcou o Framboesa de Ouro. Após de ter criado uma categoria especial chamada pior atuação do Bruce Willis em 2021, a organização rescindiu o prêmio depois que a família do ator revelou que ele tinha sido diagnosticado com afasia, um distúrbio de linguagem ocorrido por lesão cerebral que afeta a comunicação.

Os votantes do já tradicional prêmio somam mais de mil membros de 49 estados americanos e mais algumas pessoas de países estrangeiros, que votaram pela internet e escolheram os cinco principais candidatos em cada categoria. Os piores do cinema serão anunciados no dia 11 de março, uma noite antes do Oscar.

Conheça os indicados ao 43º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME
A Filha do Rei
Blonde
Morbius
Pinóquio
Tenha um Bom Luto

PIOR DIREÇÃO
Andrew Dominik, por Blonde
Colson Baker (Machine Gun Kelly), por Tenha um Bom Luto
Daniel Espinosa, por Morbius
Judd Apatow, por A Bolha
Robert Zemeckis, por Pinóquio

PIOR ATOR
Colson Baker (Machine Gun Kelly), por Tenha um Bom Luto
Jared Leto, por Morbius
Pete Davidson, por Marmaduke
Sylvester Stallone, por Samaritano
Tom Hanks, por Pinóquio

PIOR ATOR COADJUVANTE
Evan Williams, por Blonde
Mod Sun, por Tenha um Bom Luto
Pete Davidson, por Tenha um Bom Luto
Tom Hanks, por Elvis
Xavier Samuel, por Blonde

PIOR ATRIZ
Alicia Silverstone, por The Requin: À Deriva
Bryce Dallas Howard, por Jurassic World: Domínio
Diane Keaton, por Mack & Rita
Kaya Scodelario, por A Filha do Rei

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Adria Arjona, por Morbius
Bingbing Fan, por As Agentes 355 e A Filha do Rei
Lorraine Bracco, por Pinóquio
Mira Sorvino, por Lamborghini: The Man Behind the Legend
Penélope Cruz , por As Agentes 355

PIOR ROTEIRO
Blonde, escrito por Andrew Dominik
Jurassic World: Domínio, escrito por Emily Carmichael e Colin Treverrow
Morbius, escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless
Pinóquio, escrito por Robert Zemeckis e Chris Weitz
Tenha um Bom Luto, escrito por Machine Gun Kelly e Mod Sun

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA
365 Dias: Hoje e 365 Dias Finais
Blonde
Chamas da Vingança
Jurassic World: Domínio
Pinóquio

PIOR CASAL
Andrew Dominik e seus problemas com mulheres, em Blonde
As duas sequências de 365 Dias
Colson Baker e Mod Sun, por Tenha um Bom Luto
Os personagens da vida real na cena do quarto da Casa Branca, em Blonde
Tom Hanks e seu rosto carregado de látex (e sotaque ridículo), em Elvis

Foto: Matt Kennedy/Netflix.

Macumba: Folclore de Família, curta-metragem de Aline Andrade, é rodado na capital catarinense

por: Cinevitor
Bastidores: a diretora com o elenco no set

Escrito e dirigido pela catarinense Aline Andrade, o curta-metragem Macumba: Folclore de Família, rodado entre os dias 16 e 20 de janeiro em Florianópolis, é um drama sobrenatural de realismo mágico que se passa no Brasil dos anos 1960, centrado numa família típica católica do sul de Santa Catarina.

Uma história real contada de forma despretensiosa durante uma reunião de família foi o fio condutor para o roteiro do curta-metragem. De acordo com a roteirista e diretora, que vive e trabalha em Los Angeles e Hollywood há vinte anos, ao escrever a história pode se conectar mais com sua própria família. Assim, a expectativa é de que o público siga pelo mesmo caminho de conexão.

Aline conta que o filme foi escrito primeiro em inglês, com algumas frases em português, pois sua ideia inicial era filmar em Los Angeles. Porém, quando mostrou o roteiro para alguns conhecidos do Brasil, percebeu que fazia mais sentido traduzir e filmar no país. Depois disso, a escolha do elenco e da locação foi um caminho bastante orgânico: “Quando comecei a encontrar o time que me fez sentir que o filme estaria em boas mãos, percebi que todo mundo morava em Florianópolis”.

A história original se passa em Tubarão, cidade que fica a duas horas da capital catarinense. Assim, fez sentido ter a Ilha da Magia como cenário, já que o tema do filme tem também algo mágico. A diretora vê um potencial visual imenso na história, com elementos da relação entre pais e filhos, psicologia infantil, a religião de Candomblé através do ponto de vista católico predominante e todo o mistério envolvido. 

Bastidores do curta-metragem catarinense

A diretora de elenco Luciana Prado foi quem fez o casting do curta, que conta com Raquel Stüpp, Chico Caprario, Joana dos Santos e Zoê França Danielewicz, em seu primeiro filme, como Elisabeth, a personagem principal. A fotografia é assinada por Rubens Angelotti.

No curta, quando sua mãe decide preparar uma macumba falsa, Elisabeth, de 12 anos, começa a ter visões de Iansã, o Orixá dos ventos, trovões e força feminina. Iansã dá uma missão a Elisabeth: ela precisa enfrentar o pai e pedir que ele não bata mais nela. Quando a menina toma coragem de falar com ele, a dinâmica da família muda e o trauma geracional é quebrado.

Para criar toda a cumplicidade necessária entre os atores, Aline deixou a cena fluir com diálogo e eventos vindos da imaginação de cada ator. Depois, na edição, levará em consideração o ritmo da cena e, assim, criará a cadência do filme. Conforme a diretora explica, a leitura e a conversa com os atores nos dias anteriores às filmagens foram essenciais para a equipe.

Depois de todo o processo finalizado, o filme, que é produzido de forma independente, será enviado para diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. O objetivo é mostrá-lo para o maior número de pessoas possível e, assim, prospectar parcerias com outros produtores e investidores que tenham interesse em filmar o longa-metragem, que tem mais chance de ser distribuído por cinemas ou plataformas internacionais.

Aline, inclusive, tem bastante experiência em plataformas internacionais. Seu nome aparece como produtora de filmes, séries e documentários na Netflix (onde também aparece como atriz), no Hulu, Facebook Watch, PBS, HBO, National Geographic, FIFA+ e na Apple Music. Hallmark Channel e Discovery Channel também estão em seu portfólio de atriz.

Fotos: Divulgação/Fine Frenzy Films.

Ary Rosa e Glenda Nicácio são homenageados na abertura da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor
Os homenageados na noite de abertura

A abertura da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes aconteceu nesta sexta-feira, 20/01, no Cine-Tenda, no Centro Histórico, com a apresentação da temática Cinema Mutirão, além de prestar um tributo aos povos originários do país e à cultura negra ao som dos tambores de Maurício Tizumba, de poemas de Ricardo Aleixo e do samba de Manu Dias.

A cerimônia, apresentada por Lira Ribas, marca o retornou às atividades presenciais depois de dois anos de realização on-line. A Mostra de Tiradentes reforçou sua vocação de espaço privilegiado do audiovisual brasileiro contemporâneo ao reunir profissionais, convidados, cinéfilos e autoridades. 

A noite contou também com o discurso da coordenadora geral da Mostra, Raquel Hallak, que celebrou os parceiros e patrocinadores que viabilizaram o evento e comemorou a volta do Ministério da Cultura, sob o comando da ministra Margareth Menezes: “Estamos aqui para agradecer todos e todas que fazem, pensam, assistem, preservam e lutam pelo nosso cinema. Que sejamos engrenagem para mover nossos mundos pela democracia e pelo audiovisual”.

Depois disso, o público se emocionou com a entrega do Troféu Barroco aos homenageados deste ano: a dupla de cineastas Ary Rosa e Glenda Nicácio. No palco, sob aplausos efusivos do público, receberam a honraria das mãos de Lila Foster, uma das curadoras do evento, e de Joelma Gonzaga, nova titular da Secretaria do Audiovisual.

Nascidos em Minas Gerais e atuantes no Recôncavo Baiano, Ary e Glenda são jovens realizadores que se formaram numa faculdade de cinema em Cachoeira, na Bahia. Emocionados, discursaram: “É uma alegria estar nesse palco ao lado do Ary para receber essa homenagem junto com ele, que é por onde a nossa história começa; junto com todos os amigos que estão aqui, com toda a equipe, com as nossas famílias, nossos amores. Muito obrigada a todos vocês e ao público de Tiradentes, que é sempre tão caloroso e generoso conosco. As sessões aqui sempre foram tão vigorosas que nos mantêm querendo continuar fazendo”, disse Glenda.

Ary completou: “Falar de esperança me toca muito e ser homenageado neste ano, que reinaugura a possibilidade de pelo menos ter esperança, é uma grande felicidade. Glenda e eu não somos Glenda e eu. Somos muitas mãos que constroem nossos filmes, nossos sonhos”.

Depois da homenagem, a dupla apresentou seu novo filme, o longa Mungunzá, que contou com a presença de alguns integrantes da equipe, entre eles, os atores Fabrício Boliveira e Arlete Dias: “São dois diretores que eu admiro muito e foi uma honra encontrá-los na vida. Esse cinema e esse recorte que eles fazem do nosso país, é um cinema que nos interessa e que faz sentido”, disse Boliveira.

*Clique aqui e assista aos melhores momentos da cerimônia de abertura da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

BAFTA 2023: Nada de Novo no Front, de Edward Berger, lidera indicações

por: Cinevitor
Albrecht Schuch e Felix Kammerer em Nada de Novo no Front

A Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão, British Academy of Film and Television Arts, anunciou nesta quinta-feira, 19/01, em Londres, os indicados ao BAFTA 2023, British Academy Film Awards, que foram revelados por Ali Plumb e Vick Hope.

Neste ano, em sua 76ª edição, 45 filmes ganharam destaque. O alemão Nada de Novo no Front, de Edward Berger, lidera a lista com quatorze indicações; o longa se iguala ao recorde de O Tigre e o Dragão, de Ang Lee, em 2001, como o filme em língua não inglesa mais indicado da história da premiação. Os Banshees de Inisherin e Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo aparecem na sequência com dez indicações cada.

A British Academy of Film and Television Arts adotou um esquema diferente de votação há dois anos. Na primeira rodada, todos os membros votantes receberam uma amostra selecionada aleatoriamente de 15 filmes, conforme recomendado para visualização antes da votação. Isso garantiu que todos os títulos inscritos fossem vistos individualmente centenas de vezes. Na segunda rodada de votação, os membros foram obrigados a assistir todos os filmes selecionados para a longlist, que foi revelada recentemente, e resultou na lista final.

Em comunicado oficial, Jane Millichip, CEO do BAFTA, disse: “Estendemos nossos mais calorosos parabéns às 215 pessoas indicadas hoje, que representam 45 filmes extraordinários, abrangendo uma vasta gama de estilos narrativos, gêneros e perspectivas. Estamos orgulhosos do papel que nossos prêmios desempenham em inspirar o público e futuros cineastas em todo o mundo. Estamos ansiosos para celebrar todos os indicados e seus filmes na cerimônia no próximo mês”.

A cerimônia de premiação do Oscar britânico acontecerá no dia 19 de fevereiro, no Royal Albert Hall, em Londres, e será apresentada pelo ator Richard E. Grant ao lado da atriz Alison Hammond.

Confira a lista completa com os indicados ao BAFTA 2023:

MELHOR FILME
Elvis
Nada de Novo no Front
Os Banshees de Inisherin
Tár
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR FILME BRITÂNICO
Aftersun
As Nadadoras
Boa Sorte, Leo Grande
Brian e Charles
Império da Luz
Living
Matilda: O Musical
O Milagre
Os Banshees de Inisherin
Veja Como Eles Correm

MELHOR DIREÇÃO
Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Edward Berger, por Nada de Novo no Front
Gina Prince-Bythewood, por A Mulher Rei
Martin McDonagh, por Os Banshees de Inisherin
Park Chan-wook, por Decisão de Partir
Todd Field, por Tár

MELHOR ATOR
Austin Butler, por Elvis
Bill Nighy, por Living
Brendan Fraser, por A Baleia
Colin Farrell, por Os Banshees de Inisherin
Daryl McCormack, por Boa Sorte, Leo Grande
Paul Mescal, por Aftersun

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Albrecht Schuch, por Nada de Novo no Front
Barry Keoghan, por Os Banshees de Inisherin
Brendan Gleeson, por Os Banshees de Inisherin
Eddie Redmayne, por O Enfermeiro da Noite
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Micheal Ward, por Império da Luz

MELHOR ATRIZ
Ana de Armas, por Blonde
Cate Blanchett, por Tár
Danielle Deadwyler, por Till: A Busca por Justiça
Emma Thompson, por Boa Sorte, Leo Grande
Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Viola Davis, por A Mulher Rei

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Carey Mulligan, por Ela Disse
Dolly De Leon, por Triângulo da Tristeza
Hong Chau, por A Baleia
Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Kerry Condon, por Os Banshees de Inisherin

MELHOR ELENCO
Aftersun, por Lucy Pardee
Elvis, por Nikki Barrett e Denise Chamian
Nada de Novo no Front, por Simone Bär
Triângulo da Tristeza, por Pauline Hansson
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Sarah Halley Finn

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Os Banshees de Inisherin, escrito por Martin McDonagh
Os Fabelmans, escrito por Steven Spielberg e Tony Kushner
Tár, escrito por Todd Field
Triângulo da Tristeza, escrito por Ruben Östlund
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Baleia, escrito por Samuel D. Hunter
Ela Disse, escrito por Rebecca Lenkiewicz
Living, escrito por Kazuo Ishiguro
Nada de Novo no Front, escrito por Edward Berger, Lesley Paterson e Ian Stokell
The Quiet Girl, escrito por Colm Bairéad

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA
Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina)
Corsage, de Marie Kreutzer (Áustria)
Decisão de Partir, de Park Chan-wook (Coreia do Sul)
Nada de Novo no Front, de Edward Berger (Alemanha)
The Quiet Girl (An Cailín Ciúin), de Colm Bairéad (Irlanda)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
All That Breathes, de Shaunak Sen
All the Beauty and the Bloodshed, de Laura Poitras
Moonage Daydream, de Brett Morgen
Navalny, de Daniel Roher
Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft, de Sara Dosa

MELHOR ANIMAÇÃO
Gato de Botas 2: O Último Pedido, de Joel Crawford e Januel Mercado
Marcel the Shell with Shoes On, de Dean Fleischer Camp, Kirsten Lepore e Stephen Chiodo
Pinóquio, de Guillermo del Toro e Mark Gustafson
Red: Crescer é uma Fera, de Domee Shi

MELHOR FOTOGRAFIA
Batman, por Greig Fraser
Elvis, por Mandy Walker
Império da Luz, por Roger Deakins
Nada de Novo no Front, por James Friend
Top Gun: Maverick, por Claudio Miranda

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Babilônia, por Justin Hurwitz
Nada de Novo no Front, por Volker Bertelmann
Os Banshees de Inisherin, por Carter Burwell
Pinóquio, por Alexandre Desplat
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Son Lux

MELHOR EDIÇÃO
Elvis, por Jonathan Redmond e Matt Villa
Nada de Novo no Front, por Sven Budelmann
Os Banshees de Inisherin, por Mikkel E. G. Nielsen
Top Gun: Maverick, por Eddie Hamilton
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Paul Rogers

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Babilônia, por Florencia Martin e Anthony Carlino
Batman, por James Chinlund e Lee Sandales
Elvis, por Catherine Martin, Karen Murphy e Bev Dunn
Nada de Novo no Front, por Christian M. Goldbreck e Ernestine Hipper
Pinóquio, por Curt Enderle e Guy Davis

MELHOR FIGURINO
Amsterdam, por J.R. Hawbaker e Albert Wolsky
Babilônia, por Mary Zophres
Elvis, por Catherine Martin
Nada de Novo no Front, por Lisy Christl
Sra. Harris Vai a Paris, por Jenny Beavan

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
A Baleia, por Anne Marie Bradley, Judy Chin e Adrien Morot
Batman, por Naomi Donne, Mike Marino e Zoe Tahir
Elvis, por Jason Baird, Mark Coulier, Louise Coulston e Shane Thomas
Matilda: O Musical, por Naomi Donne, Barrie Gower e Sharon Martin
Nada de Novo no Front, por Heike Merker

MELHOR SOM
Avatar: O Caminho da Água, por Christopher Boyes, Michael Hedges, Julian Howarth, Gary Summers e Gwendoyln Yates Whittle
Elvis, por Michael Keller, David Lee, Andy Nelson e Wayne Pashley
Nada de Novo no Front, por Lars Ginzsel, Frank Kruse, Viktor Prášil e Markus Stemler
Tár, por Deb Adair, Stephen Griffiths, Andy Shelley, Steve Single e Roland Winke 
Top Gun: Maverick, por Chris Burdon, James H. Mather, Al Nelson, Mark Taylor e Mark Weingarten

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: O Caminho da Água, por Richard Baneham, Daniel Barrett, Joe Letteri e Eric Saindon
Batman, por Russell Earl, Dan Lemmon, Anders Langlands e Dominic Tuohy
Nada de Novo no Front, por Markus Frank, Kamil Jafar, Viktor Müller e Frank Petzoid
Top Gun: Maverick, por Seth Hill, Scott R. Fisher, Bryan Litson e Ryan Tudhope
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Benjamin Brewer, Ethan Feldbau, Jonathan Kombrinck e Zak Stoltz

MELHOR ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO | VOTO POPULAR
Aimee Lou Wood
Daryl McCormack
Emma Mackey
Naomi Ackie
Sheila Atim

ROTEIRISTA, DIRETOR(A) OU PRODUTOR(A) BRITÂNICO REVELAÇÃO
Charlotte Wells (diretora/roteirista), por Aftersun
Georgia Oakley (diretora/roteirista) e Hélène Sifre (produtora), por Blue Jean
Katy Brand (roteirista), por Boa Sorte, Leo Grande
Maia Kenworthy (diretora), por Rebellion
Marie Lidén (diretora), por Electric Malady

MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO
A Drifting Up, de Jacob Lee
An Irish Goodbye, de Tom Berkeley e Ross White
Bazigaga, de Jo Ingabire Moys
Bus Girl, de Jessica Henwick
The Ballad of Olive Morris, de Alex Kayode-Kay

MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO | ANIMAÇÃO
Middle Watch, de John Stevenson e Aiesha Penwarden
O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo, de Peter Baynton e Charlie Mackesy
Your Mountain Is Waiting, de Hannah Jacobs

Foto: Reiner Bajo/Netflix.

Babilônia

por: Cinevitor

Babylon

Direção: Damien Chazelle

Elenco: Diego Calva, Margot Robbie, Brad Pitt, Jovan Adepo, Jean Smart, Tobey Maguire, Li Jun Li, Lukas Haas, P.J. Byrne, Olivia Hamilton, Max Minghella, Rory Scovel, Katherine Waterston, Flea, Jeff Garlin, Eric Roberts, Ethan Suplee, Samara Weaving, Olivia Wilde, J.C. Currais, Jimmy Ortega, Marcos A. Ferraez, Shane Powers, Phoebe Tonkin, Troy Metcalf, Hansford Prince, Telvin Griffin, Cutty Cuthbert, Albert Hammond Jr., Bregje Heinen, Tal Seder, Dana Marcolina, Robert Morgan, Nana Ghana, E.E. Bell, Joe Dallesandro, Sol Landerman, Karina Fontes, Circus-Szalewski, Kaia Gerber, Patrick Fugit, Cici Lau, David Lau, Tyler Seiple, Zack Newick, Alexandre Chen, Bob Clendenin, Miraj Grbic, Johnny Hoops, James Wellington, Carlos Núñez, Laura Steinel, Danny Jolles, James Vincent, Richard Clarke Larsen, Anthony Burkhalter, Terry Walters, Trisha Simmons, Ariel Flores, Karolina Szymczak, Sean O’Bryan, David Ury, Katia Gomez, Vanessa Bednar, Carson Higgins, Armando Cosio, Frederick Koehler, Spencer Morgan, Ric Sarabia, Jim Allen Jackson, Yissendy Trinidad, Cyrus Hobbi, Anton Hedayat, Hayley Huntley, John Mariano, Christopher Allen, Arely Vianet, Alex Reznik, Chloe Fineman, Pat Skipper, John Kerry, Sarah Ramos, Jennifer Grant, Taylor Nichols, Bryan Scott Johnson, Dorian Martin, Todd Giebenhain, Mather Zickel, Ireland Sexton, Andrew Hawtrey, Jonathan Ohye, James Crittenden, Pete Ploszek, Robert Beitzel, Walker Hare, Douglas Fruchey, Taylor Hill, Marc Platt, John Macey, Kenajuan Bentley, Karen Bethzabe, Oscar Balderrama, Fernando Arroyo Lascurain, Casey Board, Sole Bovelli, Anna Dahl, Josh Harp, Spike Jonze, Bobby C. King, Matthew B Mills, Tef Baker, Casey Cathcart, Anna Chazelle, Ana Coto, Nikole Davis, Michael DeBartolo, Kevin Dunning, Thomas Ernst, Daniel Holm, Natasha Kalimada, Yakov Kolontarov, Kristen Lundberg, J.P. Manoux, Brandon J McGuire, Tracy Pacana, Kennedy Porter, Andrea Ramos, Zhan Wang.

Ano: 2022

Sinopse: Ambientado em Los Angeles, a narrativa traz uma história de ambição e excessos desmedidos, acompanhando a ascensão e a queda dos personagens durante uma era de decadência desenfreada e depravação em uma jovem Hollywood.

Nota do CINEVITOR:

Holy Spider

por: Cinevitor

Direção: Ali Abbasi

Elenco: Zar Amir-Ebrahimi, Mehdi Bajestani, Arash Ashtiani, Forouzan Jamshidnejad, Sina Parvaneh, Nima Akbarpour, Mesbah Taleb, Firouz Agheli, Sara Fazilat, Alice Rahimi, Farhad Faghih Habibi, Aria Farjadi, M. Ali Nazarian, Ariane Naziri, Sima Seyed.

Ano: 2022

Sinopse: Na cidade sagrada de Meshed, no Irã, a jornalista Rahimi investiga os assassinatos de 16 prostitutas cometidos por Saeed Hanaei, que ficou conhecido como Spider Killer, um homem que acredita estar em uma missão divina para purificar a cidade dos pecadores. Baseado em uma história real que aterrorizou o Irã entre os anos 2000 e 2001.

Nota do CINEVITOR:

Garoto dos Céus

por: Cinevitor

Boy from Heaven
Walad Min Al Janna

Direção: Tarik Saleh

Elenco: Tawfeek Barhom, Fares Fares, Mohammad Bakri, Makram Khoury, Mehdi Dehbi, Sherwan Haji, Ahmed Laissaoui, Ramzi Choukair, Jawad Altawil, Yunus Albayrak, Abduljabbar Alsuhili, Akin Aral, Yasser Ashraf, Mouloud Ayad, Moe Ayoub, Okan Bozkus, Rasambek Bukiew, Hassan El Sayed, Zain Alabdin A. Fallatah, Ayman Fathy, Büsra Duran Gündüz, Abdulhamid Halaf, Heba Ibrahim, Mansour-Jacques Hagerstrand Jallow, Jowanna Makkawi, Amr Mosad, Samy Soliman, Ashraf Yasser, Youssef Salama Zeki.

Ano: 2022

Sinopse: Adam, filho de um pescador, recebe o privilégio de estudar na Universidade Al-Azhar do Cairo, o epicentro do poder do islamismo sunita. Pouco após sua chegada na cidade, a maior liderança religiosa da universidade, o Grande Imã morre repentinamente. Adam logo se torna uma peça nesse jogo brutal pelo poder entre os religiosos egípcios e a elite política.

Nota do CINEVITOR: