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Gotham Awards 2022: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Gracija Filipovic: premiada pelo filme Murina

Foram anunciados nesta segunda-feira, 28/11, no Cipriani Wall Street, em Nova Iorque, os vencedores da 32ª edição do Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP, Independent Filmmaker Project, que dá início à temporada de premiações.

Neste ano, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, de Dan Kwan e Daniel Scheinert, se destacou e levou dois prêmios: melhor filme e melhor atuação coadjuvante para Ke Huy Quan. O Brasil também marcou presença na premiação com a vitória da atriz Gracija Filipovic, pelo filme Murina, uma coprodução entre Croácia, Brasil, Estados Unidos e Eslovênia, que traz os brasileiros Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant’ Anna, da RT Features, na produção, além de Martin Scorsese.

O documentário O Território, dirigido pelo norte-americano Alex Pritz, uma coprodução entre Brasil, Dinamarca e Estados Unidos, também estava na disputa, mas, infelizmente, não foi premiado. Além disso, na categoria de melhor direção revelação, a cineasta Beth de Araújo concorreu com Soft & Quiet, mas não ganhou. Filha de mãe sino-americana e pai brasileiro, Beth nasceu e foi criada em São Francisco, porém tem dupla cidadania.

Além dos prêmios, a noite contou também com homenagens: os atores Adam Sandler e Michelle Williams receberam o Performer Tribute; a cineasta Gina Prince-Bythewood, de A Mulher Rei, foi honrada com o Filmmaker Tribute; Don Katz, fundador da Audible, Inc., recebeu o Innovator Tribute; o consagrado ator e diretor Sidney Poitier, que faleceu em janeiro deste ano, foi homenageado com o Icon Tribute; o Festival de Veneza recebeu o Gotham Impact Salute; Peter Kujawski e Jason Cassidy, da Focus Features, foram honrados com o Industry Tribute; e o elenco de Fire Island: Orgulho e Sedução recebeu o Ensemble Tribute.

Como a primeira grande cerimônia de premiação da temporada, o Gotham Awards reconhece e destaca filmes e séries independentes, assim como seus roteiristas, diretores, produtores e atores. Os candidatos são selecionados por comitês de críticos de cinema, jornalistas e curadores de festivais. Júris distintos, compostos por roteiristas, diretores, atores, produtores e editores escolhem os premiados.

Conheça os vencedores do 32º Gotham Awards:

MELHOR FILME
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, de Dan Kwan e Daniel Scheinert

MELHOR DOCUMENTÁRIO
All That Breathes, de Shaunak Sen

MELHOR FILME INTERNACIONAL
O Acontecimento, de Audrey Diwan (França)

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO | PRÊMIO BINGHAM RAY
Charlotte Wells, por Aftersun

MELHOR ROTEIRO
Tár, escrito por Todd Field

MELHOR ATUAÇÃO
Danielle Deadwyler, por Till

MELHOR ATUAÇÃO COADJUVANTE
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

ATUAÇÃO REVELAÇÃO
Gracija Filipovic, por Murina

MELHOR SÉRIE | LONGA
Pachinko (Apple TV+)

MELHOR SÉRIE | CURTA
Mo (Netflix)

SÉRIE REVELAÇÃO | DOCUMENTÁRIO
We Need To Talk About Cosby (Showtime)

MELHOR ATUAÇÃO EM SÉRIE NOVA
Ben Whishaw, por This is Going to Hurt

Foto: Divulgação/Getty Images.

CINEVITOR #430: Entrevista com Isabel Teixeira | Edição Especial | Circuito Penedo de Cinema

por: Cinevitor
Isabel Teixeira no festival ao lado da filha Flora

A atriz, dramaturga, diretora e pesquisadora Isabel Teixeira foi uma das convidadas especiais da 12ª edição do Circuito Penedo de Cinema, junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano, que aconteceu em novembro.

Atriz desde 1984 e formada pela Escola de Arte Dramática, Isabel sempre conduziu sua carreira de forma atrelada ao teatro. Por seu trabalho nos palcos, foi consagrada diversas vezes e recebeu, entre tantas honrarias, o Prêmio Shell, duas vezes, e o Troféu APCA. Também foi indicada em outras ocasiões e recebeu menções entre as mais importantes distinções do meio artístico. 

Filha do cantor e compositor Renato Teixeira e da atriz Alexandra Corrêa, Isabel emplacou seus primeiros trabalhos como atriz dentro da própria universidade, nos anos 1990. Depois disso, foi uma das fundadoras da Companhia Livre de Teatro, na qual realizou Toda Nudez Será Castigada e Um Bonde Chamado Desejo, ambas sob direção de Cibele Forjaz.

Ao longo da carreira, trabalhou com diretores e diretoras como Felipe Hirsch, Christiane Jatahy, Enrique Diaz, Regina Braga, entre outros. Atuou também em teatros internacionais como o Odeon, na França, como integrante da Cia. Vértice de Teatro.

Consagrada nos palcos, Isabel fez algumas participações no cinema em filmes como Jogo Duro, de Ugo Giorgetti, e Os Amigos, de Lina Chamie. Na TV, atuou na novela Amor de Mãe, na série Desalma, entre outras participações. Porém, o reconhecimento popular e a projeção nacional aconteceram com a nova versão de Pantanal, novela exibida na Rede Globo este ano, na qual interpretou a personagem Maria Bruaca.

O remake, adaptado por Bruno Luperi, com colaboração de Lucas Ohara, da obra de Benedito Ruy Barbosa, tornou-se um sucesso de público e crítica. Bruaca, que na primeira versão exibida na TV Manchete foi interpretada por Ângela Leal, é uma esposa que sofre duramente com os maus tratos do marido Tenório, vivido por Murilo Benício, além de ser ainda caracterizada por ser uma pessoa bastante apegada à filha.

Conhecida por ser uma profissional que revisita e estuda muitos dos movimentos artísticos que compõem a dramaturgia, Isabel participou do Circuito Penedo de Cinema como júri oficial dos curtas-metragens ao lado de Danny Barbosa e Marcos Debrito. Além disso, na noite de premiação, foi homenageada com o Prêmio Amigos do Velho Chico, entregue por Sérgio Onofre Seixas Araújo, coordenador geral do Circuito Penedo de Cinema; no discurso, dedicou a honraria para a filha Flora, que estava presente no Centro de Convenções Zeca Peixoto.

Para falar mais sobre o sucesso da personagem Maria Bruaca, conversamos com a atriz durante o festival. No bate-papo, comentou sobre o carinho do público, projeção da novela, repercussão e início na teledramaturgia; relembrou sua trajetória no teatro e alguns trabalhos, como a peça E Se Elas Fossem Para Moscou?; falou também da rotina de gravações de Pantanal, disciplina, colegas de cena e saudades do set; recordou trabalhos no cinema e parceria nos palcos, entre elas, com a diretora Christiane Jatahy. Além disso, Isabel conversou sobre o futuro de sua carreira no teatro, na TV e nas telonas.

Aperte o play e confira:

Foto: Kamylla Feitosa.

Curta Coremas 2022: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Bruna Castro no curta paraibano Cercas, de Ismael Moura

A sétima edição do Curta Coremas acontecerá entre os dias e 3 de dezembro na microrregião de Piancó, no alto sertão paraibano. Além da exibição de filmes, a programação contará com diversas atividades paralelas, entre elas, oficinas, música e palestras.

O festival, que conta com direção geral de Kennel Rogis e direção de produção de Bianca Brunet, propõe democratizar a produção cinematográfica brasileira com a população de Coremas e regiões circunvizinhas, através de apresentações, oficinas, exibições e fóruns gratuitos contribuindo para sua formação social, com a intenção de impulsionar a produção artística e cultural da cidade, além de atrair o turismo e aquecer a economia local.

Neste ano, foram mais de 400 títulos inscritos, respeitando os critérios de exibição pública (filmes de classificações indicativas livre ou até 12 anos) além de curtas que não ultrapassassem os 20 minutos de duração. A curadoria desta sétima edição foi assinada por: Vitor Búrigo na Mostra Nacional; Bruna Tavares e Priscila Urpia na Mostra Paraíba; e Fabi Melo na Mostra Infantojuvenil. A Mostra Especial, com filmes convidados e curtas produzidos nas oficinas do festival, será anunciada em breve.

Conheça os filmes selecionados para o 7º Curta Coremas:

MOSTRA BRASIL

2021: Uma Odisseia de Palhaço, de Walter Diehl (RS)
A Tradicional Família Brasileira – KATU, de Rodrigo Sena (RN)
Cabocolino, de João Marcelo (PE)
Depois Quando, de Johnny Massaro (RJ)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Mãe Solo, de Camila de Moraes (BA)
Nazaré: do verde ao barro, de Juraci Júnior (RO)
Nem Todas as Manhãs São Iguais, de Fabi Melo (PB)
O Crime da Penha, de Daniel Souza Ferreira e Dudu Marella (SP)
S.A.C., de Rodrigo Passolargo (CE)

MOSTRA PARAÍBA

Abrição de Portas, de Jaime Guimarães (Campina Grande)
Anjos Cingidos, de Laercio Filho e Maria Tereza Azevedo (Aparecida)
Aqueles que Estamos Esquecendo, de R.B. Lima e Rebeca Linhares (João Pessoa)
Cercas, de Ismael Moura (Cuité)
Confins, de Carlos Mosca (Campina Grande)
Essa Saudade, de Yan Albuquerque (Campina Grande)
Gigantão do Prado, de Lanelson Souza (Patos)
Mais que 1000 Palavras, de Eduardo P. Moreira (Cabedelo)
Memória de Linha, de Ramon Silva (Condado)
Menino Azul, de Odécio Antonio (João Pessoa)

MOSTRA INFANTOJUVENIL

Capitão Tocha, de Matheus Amorim (GO)
Dias Felizes, de André Santos (RN)
Entre Muros, de Gleison Mota (BA)
Era Uma Vez em Icapuí, de Direção Coletiva Alunos de Icapuí (CE)
Meu Nome é Maalum, de Luísa Copetti (RJ)
Meu Quarto dos Sonhos, de Letícia Apolinário (SP)
Mind Duck, de Lilly Nogami (SP)
O Olhar do Artista Não Descansa, de Guilherme Carravetta de Carli
Shazem!, de Maiara Araújo (SP)

Foto: Divulgação.

Fest Aruanda 2022 anuncia longas em competição e programação completa

por: Cinevitor
Drica Moraes no filme Pérola, de Murilo Benício: em competição

A 17ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias e 7 de dezembro, em João Pessoa, na Paraíba, revelou nesta quarta-feira, 23/11, em uma live no YouTube, os longas-metragens selecionados, exibições especiais, homenagens e a programação completa.

Neste ano, o evento acontecerá, mais uma vez, na rede Cinépolis do Manaíra Shopping e terá entrada gratuita em todas as sessões: “O Fest Aruanda 2022 já está na praça, já está em curso através do projeto Aruandando no Brejo Paraibano, que realiza um périplo por cinco cidades da referida região, democratizando o acesso para quem está distante da capital”, disse Lúcio Vilar, fundador e produtor executivo do Fest Aruanda.

Além dos filmes, a programação contará também com diversas homenagens: Zezé Motta, Tony Tornado, Jurandy Moura, Eliézer Rolim, Zezita Matos, Fernando Teixeira e Gal Costa serão honrados nesta edição. E mais: filmes fora de competição serão exibidos em sessões especiais, como: Os Doces Bárbaros, de Jom Tob Azulay; Casão, Num Jogo sem Regras, de Susanna Lira; Helen, de André Meirelles Collazo; Capitão Astúcia, de Filipe Gontijo; e Quilombo, de Cacá Diegues.

O júri deste ano será formado por: Joel Zito Araújo, Kristal Bivona e Marcélia Cartaxo nas mostras competitivas de longas e curtas nacionais; e Gilson Packer, Shirley Martins e Cavi Borges na mostra competitiva Sob o Céu Nordestino.

Para esta 17ª edição, o filme de abertura será Xica da Silva, de Cacá Diegues; o encerramento contará com a exibição de Belchior – Apenas um Coração Selvagem, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti. O Comitê de Seleção dos longas foi formado pelo diretor Lúcio Vilar e o jornalista e crítico de cinema Amilton Pinheiro.

A programação também contará com lançamento de livros: Cinema Paraibano e suas Interfaces, de Virgínia de Oliveira Silva e Janaine (ORGS), da editora Xeroca; Pesadelo Ambicioso, de Fausto Fawcett, da editora Numa; e Árida Luz Nordestina: O Cinema de Rucker Vieira, de Paulo Cunha, da editora Contraluz.

Conheça os filmes selecionados para o Fest Aruanda 2022:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS-METRAGENS

Andança: Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho, de Pedro Bronz (RJ)
Bia, de Taciano Valério (PE)
Fausto Fawcett na Cabeça, de Victor Lopes (RJ)
Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor, de Alfredo Manevy (SC)
Pérola, de Murilo Benício (RJ)
Propriedade, de Daniel Bandeira (PE)

MOSTRA COMPETITIVA SOB O CÉU NORDESTINO | LONGA-METRAGEM

Cordelina, de Jaime Guimarães (PB)
Fim de Semana no Paraíso Selvagem, de Severino (PE)
Manguebit, de Jura Capela (PE)
Paterno, de Marcelo Lordello (PE)
Pequenos Guerreiros, de Bárbara Cariry (CE)

*Clique aqui e conheça os curtas-metragens paraibanos selecionados para a mostra competitiva Sob o Céu Nordestino; e aqui para conhecer os curtas-metragens selecionados para a Mostra Competitiva Nacional.

Foto: Divulgação/Globo Filmes.

Independent Spirit Awards 2023: conheça os indicados

por: Cinevitor
Harry Shum Jr. e Michelle Yeoh em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

Foram revelados nesta terça-feira, 22/11, os indicados ao Independent Spirit Awards 2023, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano. O anúncio foi apresentado pelos atores Raúl Castillo e Taylour Paige ao lado de Josh Welsh, presidente da Film Independent.

Nesta 38ª edição, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, de Daniel Kwan e Daniel Scheinert, lidera a lista com oito indicações; o drama musical Tár, de Todd Field, aparece na sequência com sete indicações. Nas categorias televisivas, Abbott Elementary, The Bear, Ruptura, Pachinko e Estação Onze se destacam. Os vencedores serão anunciados no dia 4 de março de 2023.

Entre os indicados, vale destacar a presença do longa Murina, de Antoneta Alamat Kusijanović, uma coprodução entre Croácia, Brasil, Estados Unidos e Eslovênia. O filme, premiado no Festival de Cannes, traz os brasileiros Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant’ Anna, da RT Features, na produção, além de Martin Scorsese.

Os comitês de indicações do Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, selecionaram indicados de mais de 25 países diferentes. Os membros contam com roteiristas, diretores, produtores, diretores de fotografia, editores, atores, críticos, diretores de elenco, programadores de festivais e outros profissionais da sétima arte.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2023 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
Até os Ossos, produzido por Timothée Chalamet, Francesco Melzi d’Eril, Luca Guadagnino, David Kajganich, Lorenzo Mieli, Marco Morabito, Gabriele Moratti, Theresa Park e Peter Spears
Our Father, the Devil (Mon père, le diable), produzido por Ellie Foumbi e Joseph Mastantuono
Tár, produzido por Todd Field, Scott Lambert e Alexandra Milchan
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, produzido por Daniel Kwan, Mike Larocca, Anthony Russo, Joe Russo, Daniel Scheinert e Jonathan Wang
Women Talking, produzido por Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Frances McDormand

MELHOR FILME DE ESTREIA
Aftersun, de Charlotte Wells
Emily the Criminal, de John Patton Ford
Murina, de Antoneta Alamat Kusijanović
Palm Trees and Power Lines, de Jamie Dack
The Inspection, de Elegance Bratton

MELHOR DIREÇÃO
Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Halina Reijn, por Morte, Morte, Morte
Kogonada, por After Yang
Sarah Polley, por Women Talking
Todd Field, por Tár

MELHOR ROTEIRO
After Yang, escrito por Kogonada
Catherine Called Birdy, escrito por Lena Dunham
Tár, escrito por Todd Field
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert
Women Talking, escrito por Sarah Polley

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Emergency, escrito por K.D. Dávila
Emily the Criminal, escrito por John Patton Ford
Fire Island: Orgulho & Sedução, escrito por Joel Kim Booster
Morte, Morte, Morte, escrito por Sarah DeLappe e Kristen Roupenian
Palm Trees and Power Lines, escrito por Jamie Dack e Audrey Findlay

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Andrea Riseborough, por To Leslie
Aubrey Plaza, por Emily the Criminal
Cate Blanchett, por Tár
Dale Dickey, por A Love Song
Jeremy Pope, por The Inspection
Mia Goth, por Pearl
Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Paul Mescal, por Aftersun
Regina Hall, por Honk for Jesus. Save Your Soul.
Taylor Russell, por Até os Ossos

MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Brian d’Arcy James, por The Cathedral
Brian Tyree Henry, por Passagem
Gabrielle Union, por The Inspection
Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Jonathan Tucker, por Palm Trees and Power Lines
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Mark Rylance, por Até os Ossos
Nina Hoss, por Tár
Theo Rossi, por Emily the Criminal
Trevante Rhodes, por Bruiser

MELHOR INTERPRETAÇÃO REVELAÇÃO
Daniel Zolghadri, por Funny Pages
Frankie Corio, por Aftersun
Gracija Filipović, por Murina
Lily McInerny, por Palm Trees and Power Lines
Stephanie Hsu, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A House Made of Splinters, de Simon Lereng Wilmont
All That Breathes, de Shaunak Sen
All the Beauty and the Bloodshed, de Laura Poitras
Midwives, de Snow Hnin Ei Hlaing
Riotsville, U.S.A., de Sierra Pettengill

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Corsage, de Marie Kreutzer (Áustria/Luxemburgo/França/Bélgica/Itália/Inglaterra)
Joyland, de Saim Sadiq (Paquistão/EUA)
Leonor Will Never Die, de Martika Ramirez Escobar (Filipinas)
Return to Seoul, de Davy Chou (Camboja)
Saint Omer, de Alice Diop (França)

MELHOR FOTOGRAFIA
Aftersun, por Gregory Oke
Murina, por Hélène Louvart
Neptune Frost, por Anisia Uzeyman
Pearl, por Eliot Rockett
Tár, por Florian Hoffmeister

MELHOR EDIÇÃO
Aftersun, por Blair McClendon
Marcel the Shell with Shoes On, por Dean Fleischer Camp e Nick Paley
Tár, por Monika Willi
The Cathedral, por Ricky D’Ambrose
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Paul Rogers

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
A Love Song, de Max Walker-Silverman
Holy Emy, de Araceli Lemos
Something in the Dirt, de Justin Benson
The African Desperate, de Martine Syms
The Cathedral, de Ricky D’Ambrose

PRODUCERS AWARD
David Grove Churchill Viste
Liz Cardenas
Tory Lenosky

SOMEONE TO WATCH AWARD
Adamma Ebo, por Honk for Jesus. Save Your Soul.
Araceli Lemos, por Holy Emy
Nikyatu Jusu, por Nanny

TRUER THAN FICTION AWARD
Isabel Castro, por Mija
Rebeca Huntt, por Beba
Reid Davenport, por I Didn’t See You There

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO
Women Talking, de Sarah Polley; direção de elenco: John Buchan e Jason Knight
Elenco: Shayla Brown, Jessie Buckley, Claire Foy, Kira Guloien, Kate Hallett, Judith Ivey, Rooney Mara, Sheila McCarthy, Frances McDormand, Michelle McLeod, Liv McNeil, Ben Whishaw e August Winter

Foto: Divulgação.

Festival de Brasília 2022: críticos de cinema assinam carta à comunidade cinematográfica

por: Cinevitor
O crítico Paulo Henrique Silva durante a premiação

Durante a cerimônia de premiação do 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o crítico Paulo Henrique Silva, presidente do Júri Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, nesta edição, leu uma carta com sugestões para o atual cenário de reflexão sobre o audiovisual no Brasil.

O texto diz: “Nesse momento em que o setor cinematográfico vive uma expectativa de retomada, é preciso chamar a atenção para o exercício da reflexão crítica, que historicamente sempre esteve ao lado do cinema brasileiro, contribuindo para a sua construção e fortalecimento. A crítica de cinema vive um instante de grande desvalorização, com perda de espaço tanto na mídia tradicional quanto no universo digital, devido à falta de políticas e de investimento para o setor. Com isso, o pensamento crítico hoje está fragilizado, reduzindo-se a uma mera indicação de entretenimento, forçosamente voltada para as produções estrangeiras, que já contam com uma estrutura publicitária muito forte. Assim diminuíram-se os espaços para os filmes brasileiros e o entendimento da importância histórica da presença da crítica, inclusive nos festivais. Nesse momento tão delicado, convidamos os diversos agentes dessa cadeia produtiva, como gestores públicos, festivais de cinema, veículos de comunicação e associações de classe, a participarem de um esforço de incremento da crítica a partir de algumas ações, que gostaríamos de propor: realização de atividades de formação de jovens críticos, como oficinas e debates; valorização com a devida remuneração dos trabalhos de mediação, curadoria e produção de textos para eventos; e inclusão nos editais de recursos para projetos relacionados à crítica. Com isso, acreditamos que a crítica poderá voltar a ocupar o espaço de protagonismo e continuar colaborando para o crescimento da atividade como um todo”.

A carta é fruto do Encontro Setorial dos Críticos de Cinema presentes na 55ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ocorrido no dia 19 de novembro, dentro da programação do evento. Assinaram: Adriano Garrett, Amanda Aouad, André Dib, Bárbara Bergamaschi Novaes, Carlos Helí de Almeida, Carol Almeida, Cecilia Barroso, Georgiane Abreu, Guilherme Lobão, Humberto Pereira da Silva, Lorenna Rocha, Maria Caú, Maria do Rosário Caetano, Luiz Zanin Oricchio, Neusa Barbosa e Paulo Henrique Silva.

Neste ano, o júri Abraccine elegeu os filmes Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, como melhor longa-metragem, e o paraibano Calunga Maior, de Thiago Costa, como melhor curta.

Foto: PC Cavera.

Conheça os vencedores do 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor
O cineasta Bruno Jorge, de A Invenção do Outro: premiado

Foram anunciados neste domingo, 20/11, no Cine Brasília, os vencedores da 55ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que ficou marcada por ter premiado um grande número de filmes que debatem identidades não-hegemônicas; o protagonismo do audiovisual preto e periférico brasileiro e um olhar atento às narrativas originárias deram o tom dos títulos consagrados.

O Júri Oficial de longas, formado por Juliano Gomes, Sérgio de Carvalho, Ana Flavia Cavalcanti, Anna Muylaert e Alice Lanari, premiou A Invenção do Outro, de Bruno Jorge, como melhor filme. A obra acompanha a expedição humanitária na Amazônia em busca da etnia isolada dos Korubos, promovida pelo indigenista Bruno Pereira, assassinado ao lado do jornalista britânico Dom Phillips em junho de 2022, durante viagem pelo extremo Oeste do Amazonas. A produção levou também o Troféu Candango de melhor fotografia, edição de som e montagem.

Uma coprodução internacional Ceilândia-Lisboa, Mato Seco em Chamas levou sete Candangos, entre eles, melhor direção para Adirley Queirós e Joana Pimenta. A obra distópica explora os impactos da presença de movimentos extremistas em ambientes de periferia. Rumo, de Bruno Victor e Marcus Azevedo, levou o Prêmio Especial do Júri e cativou o Júri Popular; o filme trata da implementação da política de cotas raciais em universidades brasileiras a partir da experiência pioneira da UnB. Carlos Francisco, consagrado em Marte Um e Bacurau, ganhou seu primeiro Candango de melhor ator por Canção ao Longe, de Clarissa Campolina.

Entre os curtas, o protagonismo de narrativas negras se repetiu num resultado, escolhido pelo júri formado por Carol Almeida, Camilla Shinoda, Ulisses Arthur, Mariana Jaspe e Dandara Ferreira, que premiou Escasso, do coletivo carioca Encruza (Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles) como melhor curta. A dupla levou, também, o prêmio de melhor direção e Clara Anastácia foi consagrada como melhor atriz. O filme se estrutura como falso documentário a narrar os anseios de uma passeadora profissional de pets em busca da casa própria.

Calunga Maior, produção paraibana de Thiago Costa, foi outro grande vencedor do Festival de Brasília, reconhecido por prêmios oficiais e especiais. O filme se inspira na cultura bantu para abordar relacionamentos afetivos e memórias da diáspora africana e levou os Candangos de melhor trilha sonora e de melhor montagem, assinada por Edson Lemos Akatoy, laureado também pela montagem de Nem o mar tem tanta água, de Mayara Valentim. Além desses, foi lembrado por prêmios especiais.

A noite de premiações da Mostra Brasília sagrou campeão o diretor José Eduardo Belmonte. Pelo 24º Troféu Câmara Legislativa, o diretor paulista-brasiliense levou o maior prêmio em dinheiro da noite: 100 mil reais pelo melhor longa-metragem na categoria de Júri Oficial por O Pastor e o Guerrilheiro. O júri da Mostra Brasília foi formado por Andréa Glória, Edileuza Penha de Souza e João Paulo Procópio.

Em cerimônia apresentada pelas atrizes Bárbara Colen e Dandara Pagu, as premiações foram precedidas das exibições do documentário Diálogos com Ruth de Souza, que registra conversas da diretora Juliana Vicente com a atriz que inaugura a existência de atrizes negras nos palcos, TV e cinema brasileiros; e do curta-metragem inédito de Anna Muylaert, O Nosso Pai, que traz à cena três irmãs vividas pelas célebres atrizes Grace Passô, Camila Márdila e Dandara Pagu.

Em 2022, Brasília voltou a pavimentar novos caminhos para o cinema brasileiro e pautar discussões de linguagem, estéticas e de políticas públicas para o audiovisual brasileiro. Sob a direção artística de Sara Rocha, a volta à sala do Cine Brasília após duas edições virtuais comprovou o anseio das mais de 15 mil pessoas que passaram pelo festival, lotando todas as sessões das mostras Competitiva Nacional e Brasília. Foi a prova de que o festival, embora tradicional, mostra-se renovado, dada a ampla adesão da juventude do DF à programação.

A comissão de seleção de longas foi composta por André Dib, Erly Vieira Jr., Rafaella Rezende e Janaina Oliveira. Já os curtas foram selecionados por Adriano Garrett, Bethania Maia, Camila Macedo, Flavia Candida, Julia Katharine e Pedro Azevedo. A comissão de seleção dos filmes da Mostra Brasília contou com Sidiny Diniz, Allyson Xavier, Simônia Queiroz, Péterson Paim e Sérgio Moriconi.

Em 2022, o Prêmio Zózimo Bulbul, concedido em parceria com a Apan, Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro, e o Centro Afrocarioca de Cinema, teve júri formado por Adriana Gomes, Paula Dias e Vitor José. O Prêmio Marco Antônio Guimarães, concedido pelo CPCB, Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, elege o filme que melhor utiliza material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro. O Troféu Saruê, do Correio Braziliense, foi concedido à memória do indigenista Bruno Pereira, documentado em A Invenção do Outro, de Bruno Jorge.

Confira a lista completa com os vencedores do 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: A Invenção do Outro, de Bruno Jorge (SP/AM)
Melhor Filme | Júri Popular: Rumo, de Bruno Victor e Marcus Azevedo (DF)
Melhor Direção: Adirley Queirós e Joana Pimenta, por Mato Seco em Chamas
Melhor Roteiro: Mato Seco em Chamas, escrito por Adirley Queirós e Joana Pimenta
Melhor Atriz: Lea Alves e Joana Darc, por Mato Seco em Chamas
Melhor Ator: Carlos Francisco, por Canção ao Longe
Melhor Atriz Coadjuvante: Andreia Vieira, por Mato Seco em Chamas
Melhor Ator Coadjuvante: para o coro de motoqueiros de Mato Seco em Chamas
Melhor Fotografia: A Invenção do Outro, por Bruno Jorge
Melhor Direção de Arte: Mato Seco em Chamas, por Denise Vieira
Melhor Montagem: A Invenção do Outro, por Bruno Jorge
Melhor Trilha Sonora: Mato Seco em Chamas, por Muleka 100 Kalcinha
Melhor Edição de Som: A Invenção do Outro, por Bruno Palazzo e Bruno Jorge
Prêmio Especial do Júri: Rumo, de Bruno Victor e Marcus Azevedo (DF)

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Escasso, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Calunga Maior, de Thiago Costa (PB)
Melhor Direção: Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles, por Escasso
Melhor Roteiro: Lugar de Ladson, escrito por Rogério Borges
Melhor Atriz: Clara Anastácia, por Escasso
Melhor Ator: Giovanni Venturini, por Big Bang
Melhor Fotografia: Lugar de Ladson, por Yuji Kodato
Melhor Direção de Arte: Capuchinhos, por Joana Claude
Melhor Montagem: Calunga Maior e Nem o Mar Tem Tanta Água, por Edson Lemos
Melhor Trilha Sonora: Calunga Maior, por Podeserdesligado
Melhor Edição de Som: Lugar de Ladson, por Som de Black Maria (Isadora Maria Torres e Léo Bortolin)
Melhor Filme com Temática Afirmativa: Ave Maria, de Pê Moreira (RJ)

MOSTRA BRASÍLIA | 24º TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA | JÚRI OFICIAL

Melhor Longa: O Pastor e o Guerrilheiro, de José Eduardo Belmonte
Melhor Curta: Levante pela Terra, de Marcelo Cuhexê
Melhor Direção: Thiago Foresti, por Manual da Pós-verdade
Melhor Roteiro: Virada de Jogo, escrito por Juliana Corso
Melhor Atriz: Issamar Meguerditchian, por Desamor
Melhor Ator: Wellington Abreu, por Manual da Pós-verdade
Melhor Fotografia: Manual da Pós-verdade, por Elder Miranda Jr.
Melhor Direção de Arte: Manual da Pós-verdade, por Nadine Diel
Melhor Montagem: Plutão não é tão longe daqui, por Augusto Borges, Nathalya Brum e Douglas Queiroz
Melhor Edição de Som: O Pastor e o Guerrilheiro, por Olivia Hernández
Melhor Trilha Sonora: Capitão Astúcia, por Sascha Kratzer
Menção Honrosa: Ivan Presença e Chiquinho da UnB, personagens do longa Profissão Livreiro
Menção Honrosa: Super-Heróis, de Rafael de Andrade

MOSTRA BRASÍLIA | 24º TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA | JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem: Capitão Astúcia, de Filipe Gontijo
Melhor curta-metragem: Desamor, de Herlon Kremer

PRÊMIOS ESPECIAIS

Prêmio Abraccine (longa-metragem): Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta
Prêmio Abraccine (curta-metragem): Calunga Maior, de Thiago Costa

Prêmio Zózimo Bulbul | Longa-metragem: Rumo, de Bruno Victor e Marcus Azevedo
Prêmio Zózimo Bulbul | Curta-metragem: Calunga Maior, de Thiago Costa

Prêmio Marco Antônio Guimarães: Diálogos com Ruth de Souza, de Juliana Vicente (SP)
Prêmio Canal Brasil de Curtas: Nossos Passos Seguirão os Seus…, de Uilton Oliveira (RJ)
Troféu Saruê: à memória do indigenista Bruno Pereira, documentado em A Invenção do Outro

Foto: PC Cavera.

IV Transforma: conheça os vencedores do Festival de Cinema da Diversidade de Santa Catarina

por: Cinevitor
Os vencedores da quarta edição

Foram anunciados neste domingo, 20/11, na Sala Gilberto Gerlach, no CIC, Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis, os vencedores da quarta edição do Transforma – Festival de Cinema da Diversidade de Santa Catarina, principal mostra de cinema LGBTQIA+ do sul do país.

Em cerimônia apresentada pela drag queen Suzaninha e por Drica D’arc Meirelles, a solenidade entregou os prêmios Unicórnio de Ouro para os curtas-metragens vencedores da edição de 2022, eleitos pelo júri técnico e popular. Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet, e O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch, foram os grandes vencedores desta edição.

A IV Transforma reuniu 44 produções brasileiras em sua Mostra Competitiva, originárias de 16 estados e do Distrito Federal: “Outros títulos também tiveram o seu protagonismo sendo exibidos em mostras paralelas, fora do circuito competitivo. No total, foram 60 filmes apresentados e, para nós, que produzimos a Transforma, potencializar a exibição de tantas obras numa única edição é uma vitória e tanto, confirmando a ascensão do cinema LGBTQIA+ no Brasil. Para além disso, foi a edição com o maior número de espectadores acessando a sala de cinema, o que reforça a importância do evento para realizadores e público”, ressaltou Thomas Dadam, produtor executivo da mostra.

Conheça os vencedores do IV Transforma:

JÚRI TÉCNICO
Melhor Filme: Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet (SP)
Melhor Documentário: O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch (RJ)
Melhor Direção: Érica Sarmet, por Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui
Melhor Atriz: Laís Lacerda, por Nem o Mar Tem Tanta Água
Melhor Ator: Firmino Brasil, por Time de Dois
Melhor Roteiro: O Pato, escrito por Fernando Domingos
Melhor Direção de Arte: Nem o Mar Tem Tanta Água, por Ana Moravi
Melhor Fotografia: Makumba, por Lourenço Diniz
Melhor Montagem: Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, por Bem Medeiros e Clarissa Ribeiro
Melhor Trilha Sonora: Makumba, por Wanderson Lopes
Melhor Desenho de Som: Nem o Mar Tem Tanta Água, por Daniel Moraes (Jack)

MELHOR FILME | JÚRI POPULAR
Ficção: Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet (SP)
Documentário: O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch (RJ)
Mostra 44: Paralelas, de Amira Massabki (PR)
Mostra Animaquer: Saindo com Estranhos da Internet, de Eduardo Wahrhaftig (SP)

PRÊMIO OLHAR TRANSFORMADOR
Ficção: Time de Dois, de André Santos (RN)
Documentário: As Canções de Amor de uma Bixa Velha, de André Sandino Costa (RJ)

PRÊMIO AFRONTE
Custódia, de Vinicius Sassine (DF)

PRÊMIO BAPHO CULTURAL
Paralelas, de Amira Massabki (PR)

PRÊMIO ADEH
O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch (RJ)

Foto: Divulgação.

Circuito Penedo de Cinema 2022: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Premiados em Penedo: curtas-metragens brasileiros

Foram anunciados neste domingo, 20/11, os vencedores da 12ª edição do Circuito Penedo de Cinema, que nasceu da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano. Realizado em formato híbrido, o festival promoveu uma extensa e diversificada programação, totalmente gratuita, às margens do Rio São Francisco, na cidade histórica de Penedo, em Alagoas.

A cerimônia de encerramento, que aconteceu no Centro de Convenções Zeca Peixoto, foi apresentada por Chico de Assis e Julien Costa e, além dos prêmios, também foi marcada pela exibição de dois curtas-metragens realizados pela equipe do festival e do filme Cabeça Seca, de Marcelo Tingui, curta-metragem do Coletivo Audiovisual Tingui Filmes.

Outro momento importante da noite foi a entrega do Prêmio Amigos do Velho Chico para a atriz Isabel Teixeira, que recentemente se destacou com a personagem Maria Bruaca na novela Pantanal. A honraria destaca personalidades que, de alguma forma, se relacionam com o meio ambiente e que contribuem, por meio de seus trabalhos, pela preservação do Rio São Francisco: “Neste ano, eu tive a oportunidade de estar em duas regiões com água. Com cultura e água. E hoje eu passei o dia inteiro no Rio São Francisco e foi muito bonito. Foi lindo trazer minha filha aqui, viu, Flora? Eu queria muito que no mundo que você vai viver, a cultura de todo o país se converse em festivais como esse, de cinema, de literatura. Somos tão ricos! E que as águas corram fortes. Foi lindo estar aqui, obrigada”, disse Isabel em seu discurso.

Depois da premiação, foi exibido o premiado longa-metragem A Mãe, de Cristiano Burlan. O diretor participou de um debate com o público ao lado da protagonista Marcélia Cartaxo e do produtor Ivan Melo. A noite terminou na Praça 12 de Abril com apresentação das bandas Válvula Mitral e Mundo Livre S/A.

Uma novidade foi anunciada nesta edição: os vencedores do Júri Oficial das mostras Cinema Universitário e Velho Chico Ambiental receberam também um prêmio no valor de 8 mil reais; o escolhido pelo júri da mostra Festival do Cinema Brasileiro levou 10 mil; já os premiados pelo público receberam cinco mil reais cada um.

O júri deste ano foi formado por: Danny Barbosa, Isabel Texeira e Marcos Debrito na mostra Festival do Cinema Brasileiro; Cristiano Burlan, Francisco Gaspar e Heleno Campelo Neto na mostra Cinema Universitário; e Bertrand Lira, Claudio Sampaio e Kim Barão na mostra Velho Chico de Cinema Ambiental.

Conheça os vencedores do 12º Circuito Penedo de Cinema:

FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO

Melhor Filme | Júri Popular: A Terra em que Pisar, de Fáuston da Silva (DF)
Melhor Filme | Júri Oficial: Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante (RO)
Menção Honrosa: Infantaria, de Laís Araújo (AL)

FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO

Melhor Filme | Júri Popular: O Rio de Cada Um, de Pedro Marchiori (RJ)
Melhor Filme | Júri Oficial: Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Menção Honrosa: Procura-se Bixas Pretas, de Vinicius Eliziário (BA)

MOSTRA VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

Melhor Filme | Júri Popular: A Voz da Esperança, de Caio Salles (RJ)
Melhor Filme | Júri Oficial: Ewé de Òsányin: O Segredo das Folhas, de Pâmela Peregrino (AL/BA)
Menção Honrosa: Nonna, de Maria Augusta V. Nunes (SC), Canários x Canalhas, de Leonardo Gonçalves da Silva (PB) e Rios que correm, de Dayane Dantas (SE)

*O CINEVITOR está em Penedo e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Vitor Búrigo.

30º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Kika Sena em Paloma, de Marcelo Gomes: filme premiado

Os vencedores da 30ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade foram anunciados na noite deste sábado, 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Celebrando Toda Forma de Existir, o maior evento cultural dedicado à diversidade da América Latina e um dos maiores do mundo, exibiu, em oito espaços culturais, 119 filmes, de 35 países.

A programação contou também com experiências XR vindas da França, Holanda, Taiwan, China e Chile, seis espetáculos teatrais inéditos, shows musicais, literatura, performances, palestras e workshops sobre temas relevantes para a comunidade LGBTQIA+ e o tradicional Show do Gongo apresentado por Marisa Orth. Neste ano, a artista multimídia Linn da Quebrada foi homenageada com o prêmio Ícone Mix.

Dirigido por Marcelo Gomes, o pernambucano Paloma foi o grande vencedor desta edição com dois prêmios, entre eles, o Coelho de Ouro de melhor filme. O longa parte de uma história real, que o diretor leu num jornal, e tem como protagonista Kika Sena, que interpreta uma mulher trans que trabalha como agricultora no sertão de Pernambuco. Seu maior sonho é se casar na igreja católica, com seu namorado Zé, vivido por Ridson Reis. Eles já vivem juntos, e criam uma filha de 7 anos chamada Jenifer, papel de Anita de Souza Macedo. O padre, porém, recusa o pedido, mas nem por isso Paloma desistirá de realizar seu sonho. Sendo assim, precisará enfrentar o preconceito e o conservadorismo para realizar esse seu desejo de casar numa igreja católica com véu e grinalda.

O Júri Oficial deste ano foi formado por: Fábio Leal, Pedro Fasanaro e Shakira Refos na Competitiva Brasil de Longas; Cássio Kelm, Humberto Neiva e Victoria Negreiros na Competitiva Brasil de curtas; e Dodi Leal, Elisabeth Lopes e Pedro Granato no Prêmio Dramática, que destaca peças teatrais.

Vale lembrar que o longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também recebem o Prêmio DOT Cine de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com  apoiadores da área cinematográfica.

Confira a lista completa com os vencedores do 30º Festival Mix Brasil:

COELHO DE OURO
Prêmios dos Júris da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem: Paloma, de Marcelo Gomes (PE)
Melhor curta-metragem: Escasso, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles (RJ)

COELHO DE PRATA | CURTA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens

Melhor Direção: Leonardo Martinelli, por Fantasma Neon
Melhor Roteiro: Na Estrada Sem Fim Há Lampejos de Esplendor, escrito por Liv Costa e Sunny Maia
Melhor Interpretação: Elenco de Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui
Menção Honrosa: Possa Poder, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)

COELHO DE PRATA | LONGA e MÉDIA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para longas e médias

Melhor Direção: Gustavo Vinagre, por Três Tigres Tristes
Melhor Roteiro: Paloma, escrito por Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos
Melhor Interpretação: Sol Miranda, por Regra 34
Menção Honrosa: Germino Pétalas no Asfalto, de Coraci Ruiz e Julio Matos (SP)

PRÊMIO DRAMÁTICA

Coelho de Ouro: Distrito T – Capítulo 1, de Ymoirá Micall
Menção Honrosa: Gênero Sapatão, de Natalia Mallo

MIX LITERÁRIO

Prêmio Mix Literário: Mariana Paim, por Lugar Comum
Menção Honrosa: Kael Vitorelo, por Kit Gay
Prêmio Caio Fernando Abreu de Literatura: Febraro de Oliveira, por Caixa D’Água

PRÊMIO DO PÚBLICO

Melhor curta-metragem nacional: Naquele Dia Escuro, de Daniel Guarda (SP)
Melhor curta-metragem internacional: A Fadinha do Gás (Tank Fairy), de Erich Rettstadt (Taiwan)

Melhor longa-metragem nacional: Corpolítica, de Pedro Henrique França (RJ/SP)
Melhor longa-metragem internacional: Close, de Lukas Dhont (Bélgica/França/Holanda)

Prêmio Dramática: O Sacrifício de Cassamba Becker, de João Victor Toledo 

PRÊMIOS ESPECIAIS

PRÊMIO ÍCONE MIX: Linn da Quebrada
PRÊMIO SUZY CAPÓ: Natalia Mallo e Sol Faganello, pelo espetáculo Gênero Sapatão
PRÊMIO SESC TV: Nem o Mar Tem Tanta Água, de Mayara Valentim (PB)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS: Escasso, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles (RJ)
PRÊMIO IDA FELDMAN: Uli Decker, diretora de Anima: Os Vestidos do Meu Pai (Anima: Die Kleider meines Vaters)
SHOW DO GONGO: Essa Moça, de Rafael Jardim

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

IDFA 2022: conheça os vencedores; documentário brasileiro é premiado

por: Cinevitor
Cena de Filme Particular, de Janaína Nagata: filme premiado

Considerado o maior festival de documentários do mundo, realizado anualmente desde 1988, o IDFA, International Documentary Film Festival Amsterdam, anunciou os vencedores de sua 35ª edição nesta quinta-feira, 17/11, em Amsterdã, na Holanda.

Neste ano, o cinema brasileiro se destacou com o longa Filme Particular, de Janaína Nagata, na mostra Paradocs, considerada uma vitrine da melhor arte documental experimental do ano. Vencedor do Prêmio Beeld & Geluid IDFA ReFrame, o júri, formado por María Álvarez, Niklas Engstrøm e Dina Iordanova, justificou: “Por combinar imagens antigas e novas tecnologias em uma jornada única, onde o privado se torna público, e por abordar a complexidade do racismo de forma exploratória, permitindo ao espectador a experiência ativa de pesquisa e reconstrução, tornando-a divertida e emocionante”.

Na trama, a diretora compra um rolo de filme 16mm na internet sem saber seu conteúdo: ela descobre um filme de família africâner rodado na África do Sul na década de 1960. Essas imagens aparentemente inocentes de animais selvagens, refeições e tempo livre servem de base para um empreendimento magistral de desconstrução descolonial. Ao longo de uma investigação meticulosa, inteiramente conduzida pela web/desktop, toda a história do Apartheid é desenrolada a partir de um simples rolo de filme amador.

Outros títulos brasileiros também foram selecionados para esta edição, como: Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade, na IDFA Competition for Short Documentary; Sinfonia de um Homem Comum, dirigido por José Joffily, na mostra Frontlight; Mato Seco em Chamas, coprodução com Portugal, com direção de Adirley Queirós e Joana Pimenta, e Adeus, Capitão, de Vincent Carelli e Tita, na mostra Masters; o documentário Miúcha, a Voz da Bossa Nova, de Daniel Zarvos e Liliane Mutti, e Pornomelancolía, de Manuel Abramovich, uma coprodução entre Argentina, França, Brasil e México, na Best of Fests; e Sessão Bruta, de As Talavistas e ela.ltda, na mostra Envision Competition.

O festival tem como objetivo fortalecer o clima documental internacional, concentrando-se mais do que nunca no documentário como forma de arte. Esse foco inclui filmes com linguagem ou estrutura visual original, obras que mostram culturas menos conhecidas ou são filmadas de uma perspectiva não ocidental; e documentários interativos ou imersivos que inovam o gênero.

Como de costume, a seleção do IDFA acredita no poder do documentário como uma forma artística de informação e reflexão de alta qualidade, com filmes que ajudam o espectador a entender o mundo e a determinar seu próprio lugar; em filmes que fazem pensar, ver e experimentar, com a missão de construir sociedades melhores com mais democracia, abertura e humanidade. Para este ano, a programação na capital holandesa contou com um programa inovador de filmes de vários países, além de palestras, ambiente de mercado, performances e projetos interativos e imersivos.

Com 277 títulos na programação, o IDFA 2022 homenageou a cineasta Laura Poitras, que levou o Leão de Ouro em Veneza com All the Beauty and the Bloodshed e foi vencedora do Oscar por Cidadãoquatro e indicada por My Country, My Country.

O time de jurados deste ano foi formado por: Pirjo Honkasalo, Vanja Kaludjercic, Yousry Nasrallah, Mary Stephen e Yoshihiko Yatabe na Competição Internacional; Manuel Abramovich, Núria Aidelman e Stefan Pavlović na mostra de curta-metragem documental; e Rosa Bosch, Thania Dimitrakopoulou, Pawel Lozinski, Jumana Manna e Kidlat Tahimik na mostra Envision.

Conheça os vencedores do 35º IDFA:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Apolonia, Apolonia, de Lea Glob (Dinamarca/Polônia/França)
Melhor Direção: Simon Chambers, por Much Ado About Dying
Melhor Fotografia: Paradise, por Paul Guilhaume
Melhor Edição: Journey Through Our World, por Mario Steenbergen

COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO

Melhor Filme: Away, de Ruslan Fedotow (Hungria/Bélgica/Portugal)
Menção Especial: Les porteurs (The Porters), de Sarah Vanagt (Bélgica)

ENVISION | COMPETIÇÃO

Melhor Filme: Manifesto (Manifest), de Angie Vinchito (Rússia)
Melhor Direção: Roberta Torre, por Le Favolose (The Fabulous Ones)
Contribuição Artística: My Lost Country, de Ishtar Yasin Gutiérrez (Costa Rica/Iraque/Chile/Egito)
Menção Especial: Notes for a Film, de Ignacio Agüero (Chile/França)

OUTROS PRÊMIOS

Melhor Filme de Estreia: Guapo’y, de Sofia Paoli Thorne (Paraguai/Argentina)
Prêmio Beeld & Geluid IDFA ReFrame: Filme Particular, de Janaína Nagata (Brasil)
Menção Especial | Prêmio Beeld & Geluid IDFA ReFrame: Marcia su Roma (The March on Rome), de Mark Cousins (Itália)

*Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores.

Foto: Divulgação.

Carro Rei, de Renata Pinheiro, é exibido no Circuito Penedo de Cinema 2022

por: Cinevitor
A diretora durante o bate-papo sobre o filme

O segundo dia da 12ª edição do Circuito Penedo de Cinema contou com diversas atividades, entre elas, a oficina O Ator no Audiovisual, com Francisco Gaspar, e a Mostra Internacional de Cinema Socioambiental com a exibição de sete curtas-metragens.

No período da noite de terça-feira, 15/11, no Centro de Convenções Zeca Peixoto, a sessão começou com os filmes da mostra competitiva do Festival de Cinema Universitário de Alagoas. Na sequência, foi exibido o longa-metragem pernambucano Carro Rei, dirigido por Renata Pinheiro.

Grande vencedor do Festival de Gramado, em 2021, com cinco kikitos, entre eles, o de melhor filme e Prêmio Especial do Júri para a atuação de Matheus Nachtergaele, o longa fez sua estreia mundial no prestigiado Festival de Roterdã, também em 2021 e, desde então, acumulou ótimas críticas e participações em mais de 30 festivais nacionais e internacionais.

A trama aborda o transhumanismo dentro de uma narrativa pop, que mistura ficção científica, comédia e forte critica social. O jovem chamado Uno, interpretado por Luciano Pedro Jr., ganhou esse nome de seus pais em homenagem ao carro em que ele nasceu a caminho da maternidade. O nascimento dentro da máquina lhe deu um dom fantástico: ele consegue se comunicar com carros. Durante a infância, Uno e o carro eram melhores amigos, até que um evento trágico muda seu destino: um acidente mata a mãe de Uno e o carro é exilado no ferro-velho da família.

Quando uma nova lei proíbe a circulação de carros velhos e coloca a empresa de táxi do seu pai em perigo, o rapaz busca orientação com seu melhor amigo de infância, um carro de inteligência extraordinária. Junto com seu tio, um mecânico inventivo, eles armam um plano para burlar a lei, transformando carros velhos em novos. O carro renasce e seu nome é Carro Rei, um carro que pode falar, ouvir, se apaixonar e que tem planos para todos.

Equipe do filme conversa com o público do festival

Com Matheus Nachtergaele, Luciano Pedro Jr., Jules Elting, Clara Pinheiro, Adélio Lima, Ane Oliva e Tavinho Teixeira no elenco, o filme passou por diversos festivais e foi premiado, entre eles, Raindance, na Inglaterra, Feratum, no México, o brasileiro CINEFANTASY, entre outros.

Antes da exibição em Penedo, a diretora Renata Pinheiro conversou com o público presente ao lado do roteirista Sergio Oliveira e da atriz alagoana Ane Oliva: “Esse filme partiu muito da observação da nossa sociedade, da nossa cidade. A gente vive em Recife, um lugar que tem um trânsito absurdo, muito intenso. No cinema, costumamos fazer uma pesquisa de linguagem e estamos sempre tentando ir um pouco mais além a cada filme que se passa”, disse. 

Renata destacou sua já longa parceria com Sergio Oliveira, diretor e roteirista com quem trabalhou desde seu primeiro curta, Superbarroco, e com quem codirigiu vários trabalhos, entre eles o longa Açúcar e os documentários Praça Walt Disney e Estradeiros; e também com o diretor de fotografia Fernando Lockett, com quem trabalha desde seu primeiro longa, Amor, Plástico e Barulho.

Durante o bate-papo, Sergio Oliveira falou: “Tem muito do Brasil de hoje nesse filme, principalmente pelas falas fascistas que estão no texto. Foi um roteiro muito desafiador, que teve muitas influências, mas que não podia faltar essa coisa brasileira de ser, tanto é que escolhemos Caruaru como locação do filme. Além do nascimento do fascismo no Brasil, também exploramos assuntos como agroecologia e a força reativa à mecanização”.

Matheus Nachtergaele em cena

Renata completou: “Quando nossa realidade parece se tornar cada vez menos verossímil, talvez não seja de todo absurdo a possibilidade de se vislumbrar no fantástico uma forma potente de fabulação crítica da realidade. O estranho, bizarro ou improvável, e também o que desperta o riso, são os principais aspectos políticos do meu filme. Carro Rei é um filme sobre a luta de classes, que se utiliza da fantasia para adentrar numa realidade de um país destroçado por um governo de extrema direita”.

A atriz Ane Oliva também conversou com o público: “Carro Rei é um filme muito especial pra mim porque foi a segunda produção que eu participei fora de Alagoas. Isso demonstra essa abertura para os artistas alagoanos nas produções da região. Tenho muita honra de ter trabalhado com a Renata, que é uma referência para nós mulheres que trabalhamos com cinema. Como artista, é muito importante me ver em uma tela como essa. Eu fico muito honrada em estar aqui tanto com o Carro Rei quanto com o curta Infantaria”.

A diretora finalizou o debate: “O protagonista do filme é um carro pensante. Colocamos uma premissa de um menino que nasce em Caruaru, que é interpretado por um grande ator alagoano chamado Luciano Pedro Jr. Se uma criança nasce numa cidade com habilidade de falar com máquinas… o que seria isso? O que aconteceria a partir daqui? Se ele fala com máquinas é porque existe uma vida secreta dessas máquinas”.

*O CINEVITOR está em Penedo e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Hygor Peixoto/Divulgação.