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Conheça os filmes selecionados para o Festival Varilux de Cinema Francês 2018

por: Cinevitor

custodiavarilux2O ator Thomas Gioria em cena de Custódia, de Xavier Legrand: destaque na programação.

O Festival Varilux de Cinema Francês 2018 já tem data para acontecer: de 7 a 20 de junho, cerca de 61 cidades brasileiras recebem o evento, que no ano passado conquistou o ranking de maior festival de cinema francês do mundo ultrapassando o australiano Alliance Française French Film Festival, e levou 180 mil pessoas aos cinemas apontando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

Em 2018, serão 21 longas-metragens da nova safra da cinematografia francesa, entre eles um clássico e um documentário a serem confirmados em breve. O público terá a oportunidade de assistir aos mais novos trabalhos de cineastas e atores já consagrados e também de premiados jovens talentos que imprimem diversidade e originalidade ao cinema francês.

A identidade visual da edição deste ano, assinada pela Dínamo Design, é inspirada no cartaz do filme O Amante Duplo (L’amant double), de François Ozon, com Marine Vacth e Jérémie Rénier, uma das produções que integram a programação e que foi exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes do ano passado. O ator e diretor Jérémie Reniér virá ao Brasil para prestigiar o festival. Além de protagonizar O Amante Duplo, interpretando dois papéis, ele assina ao lado do irmão Yannick Rénier, que também confirmou presença no país, o drama Carnívoras (Carnivores), outro filme do festival. Aos dois, se juntará a atriz do longa Zita Hanrot. Os outros nomes que integrarão a delegação artística francesa serão anunciados em breve.

amanteduplovariluxJérémie Renier e Marine Vacth em O Amante Duplo, de François Ozon.

Além disso, também serão exibidos na programação: o drama Custódia (Jusqu’à la garde), de Xavier Legrand, vencedor do Leão de Prata de melhor direção no Festival de Veneza e premiado também na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e nos festivais de Zurique, Glasgow e San Sebastián; a comédia 50 São os Novos 30 (Marie-Francine), de Valérie Lemercier; o terror A Noite Devorou o Mundo (La nuit a dévoré le monde), de Dominique Rocher e protagonizado por Golshifteh Farahani; o drama Nos Vemos no Paraíso (Au revoir là-haut), vencedor de cinco prêmios no César 2018, o Oscar francês; a ficção científica O Último Suspiro (Dans la brume), de Daniel Roby, com Olga Kurylenko; o drama Razzia, de Nabil Ayouch, exibido no Festival de Toronto e representante do Marrocos na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro; a animação A Raposa Má (Le grand méchant Renard et autres contes…), de Patrick Imbert e Benjamin Renner, indicada ao Annie Awards; a comédia O Retorno do Herói (Le retour du héros), de Laurent Tirard, com Jean Dujardin.

Destacam-se também nesta edição: a comédia Diane (Diane a les épaules), de Fabien Gorgeart; a cinebiografia Gauguin – Viagem ao Taiti (Gauguin – Voyage de Tahiti), de Edouard Deluc e protagonizada por Vincent Cassel, no papel do pintor francês Paul Gauguin; a comédia romântica A Excêntrica Família de Gaspard (Gaspard va au mariage), de Antony Cordier, com Laetitia Dosch e Marina Foïs; o drama A Aparição (L’apparition), com Vincent Lindon e dirigido por Xavier Giannoli; o drama de época Troca de Rainhas (L’échange des princesses), de Marc Dugain, indicado ao César 2018; o drama Marvin (Marvin ou la belle éducation), de Anne Fontaine, premiado no Festival de Veneza; o drama biográfico Promessa ao Amanhecer (La promesse de l’aube), com Pierre Niney e Charlotte Gainsbourg, baseado no livro homônimo de Romain Gary e dirigido por Eric Barbier; a comédia dramática O Orgulho (Le brio), de Yvan Attal, que rendeu o prêmio de atriz revelação para Camélia Jordana no César 2018; e a comédia romântica Tout le monde debout, de Franck Dubosc.

retornodoheroivariluxJean Dujardin e Mélanie Laurent em O Retorno do Herói, de Laurent Tirard.

A abertura em São Paulo será no dia 6 de junho com a presença da delegação artística, formada por diretores e atores. O Rio de Janeiro receberá os artistas a partir do dia 07/06. Antes disso e pela primeira vez fora do eixo Rio/São Paulo, o Festival Varilux levará parte da delegação para o Nordeste: Salvador ganhará uma pré-estreia do evento no dia 4 de junho.

Pela primeira vez, o festival, em parceria com a UniFrance Films, apresentará uma seleção de sete curtas-metragens franceses e promoverá também, pela segunda vez, uma Mostra de Realidade Virtual com curadoria do cineasta e especialista francês Fouzi Louahem, que ministrará uma masterclass de Realidade Virtual.

Além da exibição dos filmes, as atividades paralelas contemplam debates com os integrantes da delegação, ações e sessões educativas, laboratório franco-brasileiro de roteiros sob a coordenação de François Sauvagnargues, especialista de ficção e diretor geral do FIPA (Festival Internacional de Programação Audiovisual) e também um encontro entre profissionais franceses e brasileiros do audiovisual.

Fotos: Divulgação.

Conheça os destaques do 7º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo

por: Cinevitor

goliaspanoramasuicoSven Schelker e José Barros em cena de Golias: exibido no Festival de Locarno.

Entre os dias 9 e 21 de maio, acontecerá em São Paulo a 7ª edição do Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, uma parceria entre o Centro Cultural Banco do Brasil, o Sesc SP e o Consulado da Suíça em São Paulo.

Para a abertura do evento, o filme escolhido foi o documentário Hafis & Mara, do cineasta Mano Khalil, que virá ao Brasil para participar da exibição e também de dois debates realizados no CCBB, dia 10 de maio, às 18h30 e no CineSesc, dia 12 de maio, às 19h30.

Nesta edição, além do filme de abertura, o público terá acesso a mais de 15 longas-metragens nos gêneros documentário e ficção, entre eles: o inédito Diário da Minha Cabeça (Journal de ma tête), de Ursula Meier; O Som da Voz (Der Klang der Stimme), de Bernard Weber, que recebeu o Prêmio do Público no 53º Solothurner Filmtage; O Tribunal do Congo (Das Kongo Tribunal), dirigido por Milo Rau, que recebeu Menção Honrosa no DOK Leipzig; Sobre Ovelhas e Homens (Des moutons et des hommes), de Karim Sayad, vencedor do Prêmio do Júri no Solothurner Filmtage 2018; Animais (Tiere), de Greg Zglinski, premiado no Zurich Film Festival e exibido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo; entre outros.

animaispanoramasuicoBirgit Minichmayr em Animais, de Greg Zglinski: destaque na programação.

O Panorama também apresenta uma seleção especial de curtas-metragens, formada por oito títulos: Rewind Forward, Between Lands, La Bataille de San Romano, Casa Son Duno, In Takt, Blind Date, Au large e Parzival.

“O 7º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo traz uma seleção de filmes em diferentes formatos, estéticas, vozes e questionamentos. Os longas e curtas-metragens selecionados (documentários, ficções, animações, experimentais), dirigidos por homens e mulheres, de diversas partes da Suíça, convidam o público a mergulhar na atual cinematografia do país com suas singularidades e pluralidades”, afirmam Celia Gambini e Talita Rebizzi, curadoras do Panorama.

A 7ª edição do Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo será exibida no CineSesc, de 9 a 16 de maio, e no CCBB SP, de 9 a 21 de maio. Além disso, terá duas itinerâncias em sua programação: uma no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, de 22 de maio a 10 de junho; e outra no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, de 30 de maio a 16 de junho.

Fotos: Divulgação.

Cinemark e Elo Company lançam Projeta às 7, nova janela para o cinema brasileiro

por: Cinevitor

queridamamaefilmeLetícia Sabatella e Selma Egrei em cena do longa Querida Mamãe: primeiro filme do projeto.

Uma nova janela para o cinema brasileiro foi anunciada nesta quinta-feira, 26/04, em São Paulo. Batizada de Projeta às 7, a iniciativa vai levar em seu primeiro ano de atividade 14 títulos inéditos às salas de cinema da Cinemark, maior rede exibidora do país. A programação será dedicada a obras que normalmente têm pouco espaço no circuito comercial e a curadoria será feita pela Elo Company, responsável pela seleção dos longas-metragens.

A partir do dia 3 de maio, obras brasileiras de ficção e documentais passam a ser exibidas de segunda a sexta-feira, às 7h da noite, em sessões de pré-estreia, com ingressos a preços especiais de R$ 12. Os filmes do Projeta às 7 poderão ser conferidos em 20 cinemas de 19 cidades: São Paulo (Shoppings Eldorado e Santa Cruz), Rio de Janeiro (Downtown), Aracaju (Shopping Jardins), Belo Horizonte (Pátio Savassi), Brasília (Pier 21), Campinas (Iguatemi), Campo Grande (Shopping Campo Grande), Cuiabá (Shopping Goiabeiras), Curitiba (Shopping Miller), Goiânia (Shopping Flamboyant), Londrina (Boulevard Londrina), Natal (Midway Mall), Porto Alegre (Barra Sul), Recife (Riomar), Ribeirão Preto (Novo Shopping), Salvador (Salvador Shopping), Santos (Praiamar), São José dos Campos (Colinas) e Vitória (Shopping Vitória).

“O Projeta às 7 dá ainda mais voz ao cinema brasileiro. Vamos amplificar o portfólio de filmes nacionais para fomentar o interesse do espectador da Cinemark por obras que nem sempre têm a chance de chegar aos cinemas, incluindo documentários, filmes de fora do eixo Rio/São Paulo e assinados por diretores estreantes. Vamos, assim, atender à crescente demanda do público por diversidade de gêneros e narrativas”, afirma a diretora de marketing da rede Bettina Boklis.

“Trata-se de uma iniciativa revolucionária para o audiovisual brasileiro: 20 títulos nacionais serão lançados comercialmente por ano, o que significa um aumento de cerca de 13% dos lançamentos de filmes nacionais de todo mercado (são aproximadamente 150 títulos/ano). Além disso, o público de shoppings e salas comerciais terá acesso a filmes que historicamente não seriam exibidos no circuito. Temos certeza da formação de público e maior visibilidade dos títulos com a parceria”, comemora Sabrina Nudeliman Wagon, sócia-diretora da Elo Company, que já distribuiu mais de 400 títulos brasileiros nas diversas mídias.

Três filmes já estão listados pelo projeto: o longa de ficção Querida Mamãe, de Jeremias Moreira Filho; o documentário Em Um Mundo Interior, de Mariana Pamplona e Flavio Frederico, que acompanha a vida de sete famílias com crianças autistas; e o drama pernambucano Amores de Chumbo, de Tuca Siqueira.

Após as exibições em pré-estreia, os títulos serão lançados comercialmente em outras salas e seguem a vida comercial em outras janelas.

Foto: Divulgação.

Primeiro trailer de Venom, com Tom Hardy, é divulgado

por: Cinevitor

venomtrailerProtagonista: Tom Hardy em cena.

A Sony Pictures acaba de divulgar o primeiro trailer oficial de Venom, filme baseado no personagem homônimo do Universo Marvel, conhecido como um dos inimigos do Homem-Aranha.

O vilão, também chamado de Eddie Brock, interpretado por Tom Hardy, de Mad Max: Estrada da Fúria, é um jornalista fracassado que se transforma em um simbionte alienígena com um uniforme negro, que se apodera de um hospedeiro, com propriedades regenerativas e adaptativas que potencializam sua agressividade.

O filme, que não se trata de um spin-off de Homem Aranha: De Volta ao Lar e sim de uma nova aventura da parceria entre Sony e Marvel, é dirigido por Ruben Fleischer, de Zumbilândia e da série Santa Clarita Diet, com roteiro de Jeff Pinkner e Scott Rosenberg.

Um dos mais enigmáticos, complexos e durões personagens da Marvel chega às telas de cinema com Michelle Williams, Woody Harrelson, Riz Ahmed, Jenny Slate e Michelle Lee no elenco.

Confira o primeiro trailer de Venom, que chega aos cinemas brasileiros no dia 4 de outubro:

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor

vencedoresetudoverdade2018Lula Carvalho e Natasha Neri, diretores de Auto de Resistência: filme premiado.

Foram anunciados neste sábado, 21/04, no Itaú Cultural, em São Paulo, os vencedores do do 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, principal evento dedicado à cultura do documentário na América Latina, fundado e dirigido por Amir Labaki.

O júri internacional foi formado pela documentarista americana Pamela Yates, pelo curador equatoriano Alfredo Mora Manzano e pela produtora brasileira Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo; o júri brasileiro contou com o cineasta Fernando Grostein Andrade, com a diretora Betse de Paula e com o cineasta Tyrell Spencer.

Desde 2015, os vencedores da Competição Brasileira de Curtas-Metragens e da Competição Internacional de Curtas-Metragens estão automaticamente qualificados para exame pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood visando uma vaga na disputa do Oscar de melhor curta documental.

Conheça os vencedores do É Tudo Verdade 2018:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | JÚRI OFICIAL:

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Auto de Resistência, de Natasha Neri e Lula Carvalho

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM:
Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda (PE)

MENÇÃO HONROSA | DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM:
Inconfissões, de Ana Galizia (RJ)
Catadora de Gente, de Mirela Kruel (RS)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL:

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
O Distante Latido dos Cães (The Distant Barking of Dogs), de Simon Lereng Wilmont (Dinamarca/Finlândia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM:
Ressonâncias, de Nicolas Khoury (Líbano)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | DOCUMENTÁRIO LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Naila e o Levante (Naila and the Uprising), de Julia Bacha (EUA)

MENÇÃO HONROSA | DOCUMENTÁRIO LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
The Cleaners, de Hans Block e Moritz Riesewieck (Alemanha/Brasil)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | JÚRI OFICIAL:

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Roubar Rodin (Robar a Rodin), de Cristóbal Valenzuela (Chile)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | DOCUMENTÁRIO LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
A Flor da Vida (La Flor de la Vida), de Claudia Abend e Adriana Loeff (Uruguai)

PREMIAÇÕES PARALELAS:

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Júri: Amilton Pinheiro, Barbara Demerov, Clarissa Kuschnir, Flavia Guerra e Luiza Lusvarghi
MELHOR DOCUMENTÁRIO | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Mini Miss, de Rachel Daisy Ellis (PE)

PRÊMIO ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)
Júri: Julio Bezerra, Lúcio Vilar e Nayara Reynaud
MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Inconfissões, de Ana Galizia

PRÊMIO MISTIKA
MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda

PRÊMIO EDT. (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual)
Júri: Fernanda Bastos, Júlia Bernstein e Mariana Becker
MELHOR MONTAGEM | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Elegia de um Crime, de Cristiano Burlan
MELHOR MONTAGEM | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Inconfissões, de Ana Galizia

Foto: Divulgação.

Morre, aos 89 anos, o cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos

por: Cinevitor

nelsonpereirasantosmorreGrande nome do cinema brasileiro: mais de 25 trabalhos como diretor.

Morreu na tarde deste sábado, 21/04, aos 89 anos, o cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos, conhecido como um dos precursores do Cinema Novo. Segundo informações divulgadas pela Academia Brasileira de Letras, no qual fazia parte, ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, para tratar de uma pneumonia e sofreu falência múltipla de órgãos por conta de um tumor no fígado descoberto recentemente.

Nascido em São Paulo, estudou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e começou sua carreira como diretor no final da década de 1940, com o curta-metragem documental Juventude. Depois disso, realizou o aclamado Rio, 40 Graus, em 1955, protagonizado por Modesto De Souza, Glauce Rocha e Jece Valadão, tornando-se um marco do Cinema Novo.

Em 1963, dirigiu Vidas Secas, filme baseado na obra homônima de Graciliano Ramos, exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes. Não ganhou a Palma de Ouro, mas foi consagrado com o Prêmio OCIC. Voltou ao festival com outros três trabalhos: Azyllo Muito Louco (1970), O Amuleto de Ogum (1974) e Memórias do Cárcere (1984), que levou o Prêmio FIPRESCI.

Presença constante em importantes festivais ao redor do mundo, Nelson foi indicado ao Urso de Ouro, do Festival de Berlim, com quatro filmes: Fome de Amor (1968), Como Era Gostoso o Meu Francês (1971), Tenda dos Milagres (1977) e A Terceira Margem do Rio (1994).

Considerado o primeiro cineasta brasileiro a se tornar membro da Academia Brasileira de Letras, onde ocupava a cadeira 7, Nelson realizou diversos filmes que marcaram a história do cinema nacional, como: Rio Zona Norte, Mandacaru Vermelho, Boca de Ouro, Na Estrada da Vida, Jubiabá, Guerra e Liberdade – Castro Alves em São Paulo, Raízes do Brasil: Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Hollanda, Brasília 18%, A Música Segundo Tom Jobim, entre outros.

Foto: Divulgação/Itaú Cultural.

Festival de Cannes 2018 anuncia Lars von Trier e novos filmes na programação

por: Cinevitor

larscannes2018Matt Dillon em cena de The House That Jack Built, novo filme de Lars von Trier.

Depois de anunciar sua seleção oficial na semana passada, o Festival de Cannes acaba de divulgar novas produções que farão parte da programação da 71ª edição, que terá a atriz Cate Blanchett na presidência do júri.

Entre os novos selecionados, destaca-se o suspense The House That Jack Built, do cineasta dinamarquês Lars von Trier. O filme, que será exibido fora de competição, marca o retorno do diretor ao evento, já que em 2011 ele foi banido pela organização, quando marcou presença com Melancolia, por ter feito comentários sobre o nazismo: “Eu entendo Hitler”, disse durante a coletiva de imprensa. O discurso ganhou repercussão negativa no mundo todo e Lars von Trier tornou-se persona non grata no festival. Depois da polêmica, publicou um pedido de desculpas e prometeu não dar mais entrevistas.

Além disso, na mostra Un Certain Regard, o português Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, dirigido por João Salaviza e pela brasileira Renée Nader Messora, também se destaca como uma das novidades da seleção.

Confira os novos filmes que serão exibidos no Festival de Cannes 2018, que acontecerá entre os dias 8 e 19 de maio:

COMPETIÇÃO:
Un couteau dans le coeur (Knife + Heart), de Yann Gonzalez (França/México)
Ayka, de Sergei Dvortsevoy (Rússia)
Ahlat Agaci (The Wild Pear Tree), de Nuri Bilge Ceylan (Turquia/França)

UN CERTAIN REGARD:
Muere, Monstruo, Muere (Meurs, monstre, meurs), de Alejandro Fadel (Argentina)
Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (The Dead and the Others), de João Salaviza e Renée Nader Messora (Portugal/Brasil)
Donbass, de Sergey Loznitsa (Alemanha/Ucrânia/Holanda/Romênia)

FORA DE COMPETIÇÃO:
The House That Jack Built, de Lars von Trier (Dinamarca/França/Alemanha/Suécia)

SESSÃO ESPECIAL:
Another Day of Life, de Raúl de la Fuente e Damian Nenow (Polônia/Espanha/Alemanha/Bélgica/Hungria)

SESSÃO DA MEIA-NOITE:
Whitney, de Kevin Macdonald (Reino Unido)
Fahrenheit 451, de Ramin Bahrani (EUA)

FILME DE ENCERRAMENTO:
The Man Who Killed Don Quixote, de Terry Gilliam (Espanha/Reino Unido/França/Portugal)

Clique aqui e confira a lista completa com a seleção oficial.

Foto: Divulgação.

Festival de Cannes 2018: conheça os integrantes do júri

por: Cinevitor

avaduvernaycannesjuryProdutora, roteirista e cineasta: Ava DuVernay está no júri de Cannes 2018.

Presidido pela atriz australiana Cate Blanchett, o júri da 71ª edição do Festival de Cannes agora está completo. Foram anunciados nesta quarta-feira, 18/04, os nomes das personalidades da sétima arte que terão a missão de avaliar e premiar os filmes da Competição Oficial.

O time que escolherá o grande vencedor da Palma de Ouro conta com cinco mulheres e quatro homens de sete nacionalidades e cinco continentes. Os premiados serão anunciados na cerimônia de encerramento, marcada para o dia 19 de maio.

Conheça os integrantes do júri deste ano: a cineasta americana Ava DuVernay, de Selma – Uma Luta Pela Igualdade, A 13ª Emenda e Uma Dobra no Tempo; o ator Chang Chen, de O Tigre e o Dragão; o cineasta francês Robert Guédiguian, que participou do festival com Marie-Jo e Seus Dois Amores e As Neves do Kilimandjaro; a cantora e compositora Khadja Nin, de Burundi; a atriz francesa Léa Seydoux, vencedora da Palma de Ouro por Azul é a Cor Mais Quente; o cineasta canadense Denis Villeneuve, de A Chegada e Blade Runner 2049; a atriz americana Kristen Stewart, que passou por Cannes recentemente com Personal Shopper; e o cineasta russo Andrey Zvyagintsev, que esteve na edição do ano passado na Competição Oficial com o drama Sem Amor.

O Festival de Cannes 2018 acontecerá entre os dias 8 e 19 de maio.

Foto: Tommaso Boddi.

Dolor y Gloria, novo filme de Pedro Almodóvar, terá Antonio Banderas e Penélope Cruz no elenco

por: Cinevitor

banderasalmodovarfilmeAtor e diretor em Cannes, em 2011, com A Pele que Habito.

A El Deseo, produtora fundada por Pedro Almodóvar e seu irmão Agustín, anunciou nesta terça-feira, 17/04, que o novo filme do cineasta espanhol começará a ser filmado em julho desse ano e se chamará Dolor y Gloria.

Segundo a sinopse divulgada no site da produtora, o longa vai narrar uma série de reencontros, alguns físicos e outros recordados depois de décadas, de um cineasta em seu declínio: primeiros amores, a lembrança materna, morte, anos 1970, 1980 e o presente. Vai abordar também o vazio incomensurável de seu protagonista diante da impossibilidade de continuar filmando. Além disso, vai falar da criação cinematográfica e teatral e da impossibilidade de separar sua obra da vida real.

No comunicado oficial, Almodóvar revelou o elenco, que contará com Antonio Banderas, Asier Etxeandia, Julieta Serrano e Penélope Cruz: “Ao contrário de Julieta, Dolor y Gloria será um filme com protagonistas masculinos, mas trago também duas atrizes que eu adoro como coadjuvantes”.

Antonio Banderas começou sua carreira em 1982 no filme Labirinto de Paixões, de Pedro Almodóvar. Depois disso, trabalhou diversas vezes com o diretor em outros filmes, como: Matador (1986), A Lei do Desejo (1987), Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), Ata-me (1989), A Pele que Habito (2011) e Os Amantes Passageiros (2013).

Penélope Cruz já é considerada uma das musas de Pedro Almodóvar, com quem trabalhou em Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe, Volver, Abraços Partidos e Os Amantes Passageiros.

O ator e cantor espanhol Asier Etxeandia será dirigido por Almodóvar pela primeira vez, já a veterana Julieta Serrano trabalhou com o cineasta em Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão (1980), Maus Hábitos (1983), Matador (1986), Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988) e Ata-me (1989).

O último trabalho de Pedro Almodóvar como diretor foi em Julieta, lançado em 2016. Dolor y Gloria, seu 21º filme, deve estrear no primeiro semestre de 2019.

Foto: Bauer Griffin.

Cannes 2018: filmes brasileiros são selecionados para a Quinzena dos Realizadores

por: Cinevitor

lossilenciosfilmescannesEnrique Diaz e Marleyda Soto em Los Silencios, de Beatriz Seigner: produção brasileira.

Organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF), em 1969, a Quinzena dos Realizadores (La Quinzaine des Réalisateurs), mostra paralela ao Festival de Cannes, colabora com a descoberta de novos cineastas independentes e contemporâneos.

Com o objetivo de ser eclética e receptiva a todas as formas de expressão cinematográfica, a Quinzena dos Realizadores destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular, com diretores talentosos e originais.

Neste ano, em sua 50ª edição, vale destacar a presença de duas produções brasileiras: o curta-metragem O Órfão, de Carolina Markowicz e protagonizado por Kauan Alvarenga, Clarisse Abujamra, Georgina Castro, Ivo Müller e Julia Costa; e o longa Los Silencios, de Beatriz Seigner, filmado na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, que conta a história de Amparo, interpretada por Marleyda Soto, e seus dois filhos Núria, papel de María Paula Tabares Peña, e Fabio, vivido por Adolfo Savinvino, que reencontram o pai Adão, interpretado por Enrique Diaz, supostamente morto, vivendo numa ilha repleta de casas de palafitas no meio do Rio Amazonas.

Com medo de trair o segredo de família, Núria emudece, enquanto Fábio parece conviver com isso sem problemas. Em meio a esse processo, a família tenta receber uma indenização pela morte do pai e obter um visto para fugir para o Brasil. Ao encobrir essa história, descobrem mais sobre o passado da família, intrincados nos conflitos armados que já duram mais de meio século na Colômbia.

Além disso, outra brasileira se destaca entre os selecionados: a cineasta Ivete Lucas, que hoje mora nos Estados Unidos, e divide a direção do curta-metragem Skip Day, com o americano Patrick Bresnan.

Confira a lista completa com os filmes selecionados para a Quinzena dos Realizadores 2018, que acontecerá entre os dias 9 e 19 de maio:

LONGAS-METRAGENS:

Amin, de Philippe Faucon (França)
Carmen y Lola, de Arantxa Echevarria (Espanha)
Climax, de Gaspar Noé
Cómprame un revólver (Buy Me a Gun), de Julio Hernández Cordón (México)
Les Confins du monde, de Guillaume Nicloux (França)
El Motoarrebatador (The Snatch Thief), de Agustín Toscano (Argentina/Uruguai)
En Liberté!, de Pierre Salvadori (França)
Joueurs (Treat Me Like Fire), de Marie Monge (França)
Leave No Trace, de Debra Granik (EUA)
Los Silencios, de Beatriz Seigner (Brasil/França/Colômbia)
Ming wang xing shi ke (The Pluto Moment), de Ming Zhang (China)
Mandy, de Panos Cosmatos (EUA)
Mirai, de Mamoru Hosoda (Japão)
Le monde est à toi, de Romain Gavras (França)
Pájaros de verano, de Ciro Guerra e Cristina Gallego (Colômbia/Dinamarca) (filme de abertura)
Petra, de Jaime Rosales (Espanha/França)
Samouni Road, de Stefano Savona (Itália/França)
Teret (The Load), de Ognjen Glavonic (Sérvia/França/Croácia/Irã/Qatar)
Troppa Grazia, de Gianni Zanasi (Itália) (filme de encerramento)
Weldi, de Mohamed Ben Attia (Tunísia/Bélgica/França)

CURTAS-METRAGENS:

Basses, de Félix Imbert (França)
Ce magnifique gâteau! (This Magnificient Cake!), de Emma De Swaef e Marc Roels (Bélgica/França/Holanda)
La Chanson (The Song), de Tiphaine Raffier (França)
La lotta, de Marco Bellocchio (Itália)
Las cruces, de Nicolas Boone (Colômbia)
La Nuit des sacs plastiques (The Night of the Plastic Bags), de Gabriel Harel (França)
O Órfão (The Orphan), de Carolina Markowicz (Brasil)
Our Song to War, de Juanita Onzaga (Índia/Bélgica)
Skip Day, de Patrick Bresnan e Ivete Lucas (EUA)
Le Sujet, de Patrick Bouchard (Canadá)

Foto: Juliana Vasconcelos.

Conheça os filmes selecionados para a Semana da Crítica 2018, mostra paralela ao Festival de Cannes

por: Cinevitor

diamantinocannesCena do filme português Diamantino: coprodução brasileira.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 16/04, os filmes selecionados para a Semana da Crítica (Semaine de la Critique), mostra paralela ao Festival de Cannes, que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar novos cineastas inovadores do mundo todo.

Neste ano, em sua 57ª edição, a Semana da Crítica, que acontecerá entre os dias 9 e 17 de maio, terá o cineasta Joachim Trier como presidente do júri. A atriz americana Chloë Sevigny, o ator argentino Nahuel Pérez Biscayart, a cineasta italiana Eva Sangiorgi e o jornalista francês Augustin Trapenard completam o júri.

Entre os selecionados, vale destacar o longa português Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, uma coprodução entre França e Brasil, que conta a história de um famoso jogador de futebol que precisa enfrentar a decadência de sua carreira e problemas pessoais.

O filme de abertura será o drama Wildlife, que marca a estreia do ator Paul Dano na direção. O elenco conta com Jake Gyllenhaal, Carey Mulligan, Bill Camp, Ed Oxenbould e Zoe Margaret Colletti.

Conheça os filmes selecionados para a Semana da Crítica 2018:

COMPETIÇÃO | LONGAS-METRAGENS:
Chris the Swiss, de Anja Kofmel (Suíça/Croácia/Alemanha/Finlândia)
Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt (Portugal/França/Brasil)
Egy Nap (One Day Un jour), de Zsófia Szilágyi (Hungria)
Fuga (Fugue), de Agnieszka Smoczyńska (Polônia/República Checa/Suécia)
Kona fer í stríð (Woman at War), de Benedikt Erlingsson (Islândia/França/Ucrânia)
Sauvage, de Camille Vidal-Naquet (França)
Sir (Monsieur), de Rohena Gera (Índia/França)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS:
Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra (Portugal)
Ektoras Malo: I Teleftea Mera Tis Chronias (Hector Malot: The Last Day of the Year), de Jacqueline Lentzou (Grécia)
Mo-Bum-Shi-Min (Exemplary citizen), de Kim Cheol-hwi (Coreia do Sul)
Pauline asservie (Pauline, Enslaved), de Charline Bourgeois-Tacquet (França)
La Persistente, de Camille Lugan (França)
Rapaz (Raptor/Rapace), de Felipe Gálvez (Chile)
Schächer, de Flurin Giger (Suíça)
Tiikeri (The Tiger/Le Tigre), de Mikko Myllylahti (Finlândia)
Un jour de mariage (A wedding day), de Elias Belkeddar (Argélia/França)
Ya normalniy (Normal), de Michael Borodin (Rússia)

SESSÕES ESPECIAIS | LONGAS-METRAGENS:
Wildlife, de Paul Dano (EUA) (filme de abertura)
Guy, de Alex Lutz (França) (filme de encerramento)
Nos Batailles (Our Struggles), de Guillaume Senez (Bélgica/França)
Shéhérazade, de Jean-Bernard Marlin (França)

SESSÕES ESPECIAIS | CURTAS-METRAGENS:
La Chute, de Boris Labbé (França)
Third Kind, de Yorgos Zois (Grécia/Croácia)
Ultra Pulpe (Apocalypse After), de Bertrand Mandico (França)

CONVIDADOS | Morelia International Film Festival:
Aguas tranquilas aguas profundas, de Miguel Labastida Gonzalez (México)
Lo que no se dice bajo el sol, de Eduardo Esquivel (México)
Tierra de brujas, mar de sirenas, de Delia Luna Couturier (México)
Vuelve a mí, de Daniel Nájera Betancourt (México)

Foto: Divulgação.

Milos Forman, diretor de Um Estranho no Ninho e Amadeus, morre aos 86 anos

por: Cinevitor

morremilosformanCineasta premiado e carreira prestigiada.

Morreu na noite desta sexta-feira, 14/04, aos 86 anos, o cineasta checo Milos Forman. A causa da morte não foi revelada, mas foi confirmada por seu agente Dennis Aspland.

Nascido Jan Tomáš Forman, em Čáslav, na República Checa, Forman era filho de protestantes que morreram durante a ocupação nazista. No período da Segunda Guerra Mundial, morou com parentes e passou a maior parte de sua juventude em um colégio interno para órfãos da guerra.

No início da década de 1950, estudou Cinema na Universidade de Praga. Integrante de um grupo formado por jovens cineastas checos, se destacou ao realizar documentários em curta-metragem ao lado de seus colegas. Dirigiu seu primeiro longa de ficção, Pedro, O Negro, em 1964. Um ano depois, ganhou repercussão internacional com a comédia dramática Os Amores de uma Loira, que foi exibido no Festival de Veneza e indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.

Mudou-se para os Estados Unidos em 1968 e foi indicado novamente ao prêmio da Academia com O Baile dos Bombeiros, realizado em 1967, mas perdeu para Guerra e Paz, de Sergey Bondarchuk, representante da União Soviética.

Em 1971, participou da Competição Oficial do Festival de Cannes com Procura Insaciável, e levou o Grande Prêmio do Júri. A comédia musical, protagonizada por Lynn Carlin, Buck Henry e Georgia Engel, também foi indicada ao BAFTA e ao WGA Awards, prêmio do Sindicato dos Roteiristas da América.

Com uma carreira já prestigiada, dirigiu, em 1975, o aclamado Um Estranho no Ninho, protagonizado por Jack Nicholson. O longa rendeu o Oscar de melhor direção para Milos Forman e levou mais quatro estatuetas douradas, incluindo a de melhor filme. O cineasta ainda foi premiado no Globo de Ouro, BAFTA, National Board of Review e no DGA Awards, prêmio do Sindicato dos Diretores da América.

milosnicholson Jack Nicholson e Forman nos bastidores de Um Estranho no Ninho.

Milos dirigiu também o musical Hair, em 1979, e o drama Na Época do Ragtime, indicado ao Oscar em oito categorias. Em 1984, levou para os cinemas a história dos compositores Wolfgang Amadeus Mozart e Antonio Salieri em Amadeus, filme vencedor de oito estatuetas douradas no prêmio da Academia, incluindo melhor direção.

Com O Povo Contra Larry Flynt, ganhou o Urso de Ouro de melhor direção no Festival de Berlim, em 1997, e foi indicado ao Oscar, mas perdeu para Anthony Minghella, de O Paciente Inglês. A comédia dramática O Mundo de Andy, cinebiografia de Andy Kaufman e protagonizada por Jim Carrey, acabou lhe rendendo o segundo Urso de Ouro na Berlinale.

Forman também se aventurou em frente às câmeras como ator e participou de alguns filmes, como: A Difícil Arte de Amar (1986), Tenha Fé (2000) e Bem Amadas (2011), com Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni.

Além disso, também dirigiu Visions of Eight, Valmont – Uma História de Seduções, Sombras de Goya e o musical Dobre placená procházka, ao lado de seu filho Petr Forman, e seu último trabalho como diretor.

Fotos: Bryan Bedder e Divulgação.