Notícias

Fique por dentro de tudo o que acontece no universo do cinema!

Cannes 2018: conheça os vencedores da Semana da Crítica; coprodução brasileira é premiada

por: Cinevitor

vencedoressemanadacritica2018Os vencedores de 2018 com o júri.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 16/05, os vencedores da Semana da Crítica (Semaine de la Critique), mostra paralela ao Festival de Cannes, que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar novos cineastas inovadores do mundo todo.

Neste ano, em sua 57ª edição, a Semana da Crítica teve o cineasta Joachim Trier como presidente do júri. A atriz americana Chloë Sevigny, o ator argentino Nahuel Pérez Biscayart, a cineasta italiana Eva Sangiorgi e o jornalista francês Augustin Trapenard completaram o time.

O longa português Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, uma coprodução entre França e Brasil, venceu o prêmio principal da competição. Rodado em Portugal, o filme trata de maneira bem-humorada assuntos da atualidade, como o culto à celebridade, o crescimento da extrema direita e a crise dos refugiados.

Com produção de Maria & Mayer, da Les Films du Belier e da brasileira Syndrome Films, de Daniel van Hoogstraten, e distribuição da Vitrine Filmes, o longa traz o jogador de futebol Diamantino, interpretado por Carloto Cotta, no centro da história. Depois de ser responsabilizado por um dos maiores fracassos da história recente do futebol português, o jogador resolve deixar os campos. Em crise, ele decide fazer uma série de coisas em busca de um novo propósito na vida, entre elas, a adoção de um refugiado. Enquanto embarca nessa odisseia, as irmãs gêmeas do jogador tramam para continuarem lucrando às custas do seu talento nas quatro linhas.

Conheça os vencedores da Semana da Crítica 2018:

GRANDE PRÊMIO NESPRESSO:
Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt (Portugal/França/Brasil)

PRÊMIO LEICA CINE DISCOVERY | CURTA-METRAGEM:
Ektoras Malo: I Teleftea Mera Tis Chronias (Hector Malot: The Last Day of the Year), de Jacqueline Lentzou (Grécia)

PRÊMIO LOUIS ROEDERER FOUNDATION | REVELAÇÃO:
Félix Maritaud, por Sauvage

PRÊMIO GAN FOUNDATION DE DISTRIBUIÇÃO:
Sir (Monsieur), de Rohena Gera (Índia/França)

PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composer):
Kona fer í stríð (Woman at War), escrito por Benedikt Erlingsson e Ólafur Egilsson

PRÊMIO CANAL+ | CURTA-METRAGEM:
Un jour de mariage (A wedding day), de Elias Belkeddar (Argélia/França)

Foto: Pierre Caudevelle.

Trailer de Mulheres Alteradas, com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall e Monica Iozzi, é divulgado

por: Cinevitor

deborahseccomulheresalteradasDeborah Secco é uma das protagonistas do filme.

Com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall e Monica Iozzi no elenco, a comédia Mulheres Alteradas, que será o filme de abertura do Cine PE 2018, acaba de ganhar seu primeiro trailer oficial. Seguindo o lema “mulher alterada não é louca, é uma pessoa que está mudando”, o longa retrata situações cotidianas capazes de tirar qualquer mulher do sério.

Mulheres Alteradas é a primeira adaptação para o cinema dos quadrinhos da argentina Maitena Burundarena, grande sucesso nos anos 1990. O trailer revela que as quatro atrizes principais ganharam versões animadas, assinadas por Chico Zullo, diretor de arte da O2 Filmes, e inspiradas nos traços das tirinhas de Maitena.

Primeiro longa-metragem de Luis Pinheiro, das séries Samantha! e Lili, a Ex, e com roteiro assinado por Caco Galhardo, o filme conta ainda com Sergio Guizé, Daniel Boaventura, Mário Gomes, Patricya Travassos, Suely Franco, João Vicente de Castro e Stepan Nercessian no elenco.

A comédia é sobre os dilemas tragicômicos enfrentados por quatro mulheres em diferentes fases da vida: Leandra (Maria Casadevall) está na crise dos 30. Solteira, não aguenta mais a intensa vida noturna; sua irmã, Sônia (Monica Iozzi), é o oposto. Casada e com dois filhos, sonha com uma noite de curtição; já Marinati (Alessandra Negrini) é uma advogada workaholic que se apaixona justo quando sua carreira está deslanchando. E Keka (Deborah Secco) está ansiosa com a viagem que programou para salvar seu casamento.

Confira o trailer de Mulheres Alteradas, que estreia no dia 21 de junho:

Foto: Ariela Bueno.

Confira o primeiro trailer de Bohemian Rhapsody, cinebiografia do cantor Freddie Mercury

por: Cinevitor

bohemianrhapsodytrailer1We Are the Champions: Rami Malek interpreta o cantor Freddie Mercury.

Dirigido por Dexter Fletcher e Bryan Singer, Bohemian Rhapsody é uma celebração exuberante do Queen, sua música e seu extraordinário cantor principal Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais aclamados do planeta.

O filme mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e som revolucionário, a quase implosão quando o estilo de vida de Mercury, interpretado por Rami Malek, sai do controle e o reencontro triunfal na véspera do Live Aid, onde Mercury, agora enfrentando uma doença fatal, comanda a banda em uma das maiores apresentações da história do rock. Durante esse processo, foi consolidado o legado da banda que sempre foi mais como uma família, e que continua a inspirar desajustados, sonhadores e amantes de música até os dias de hoje.

Escrito por Anthony McCarten, roteirista de O Destino de uma Nação e A Teoria de Tudo, o longa conta também com Joseph Mazzello, Aidan Gillen, Ben Hardy, Lucy Boynton, Tom Hollander, Allen Leech, Gwilym Lee, Aaron McCusker, Michelle Duncan e Mike Myers no elenco.

Confira o primeiro trailer de Bohemian Rhapsody, que tem estreia prevista para outubro:

Foto: Nick Delaney/Fox Film.

Conheça os filmes selecionados para o 22º Florianópolis Audiovisual Mercosul

por: Cinevitor

curtacasacheiafamCena do curta pernambucano Casa Cheia, de Carlos Nigro: selecionado.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 14/05, os filmes selecionados para o 22º Florianópolis Audiovisual Mercosul, que acontecerá entre os dias 19 e 24 de junho, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, na capital catarinense. Neste ano, 48 produções, de 10 países, serão exibidas na programação do FAM 2018, que, pelo segundo ano consecutivo registrou recorde de inscritos nas cinco mostras competitivas.

Território, cidades, identidade cultural, deslocamento e memória integram as narrativas e discussões propostas pelos cinco filmes selecionados para a mostra DOC-FAM; com 15 filmes, a mostra Curtas Mercosul traz representantes de seis países e sete estados brasileiros.

Nesta edição, a Mostra Curtas Catarinense será apresentada durante todas as noites do FAM com a Mostra Curtas Mercosul. As duas mostras contam com o mesmo grupo de jurados e concorrem a um grupo conjunto de premiações técnicas e também aos prêmios de melhor filme pelo Júri Popular e melhor filme segundo o Júri Oficial.

As cinco noites de mostra competitiva terão acompanhamento musical da Mostra Videoclipe com dez obras, de sete países; para a Mostra Competitiva Infantojuvenil, produções da Argentina, do Brasil e da Venezuela contam fábulas, grandes ações de coragem, criatividade e esperança.

Conheça os filmes selecionados para o FAM 2018:

DOC-FAM:
Cidades Fantasmas, de Tyrell Spencer (Brasil)
Desarquivando Alice Gonzaga, de Betse de Paula (Brasil)
Marambiré, de André dos Santos (Brasil)
Mekong – Paraná: Los últimos laosianos, de Ignacio Javier Luccisano (Argentina)
Orione, de Toia Bonino (Argentina)

MOSTRA CURTAS MERCOSUL:
A gente nasce só de mãe, de Caru Roelis (Brasil)
Antolina, de Miguel Aguerro (Paraguai)
Boca de Fogo, de Luciano Pérez Fernández (Brasil)
Casa Cheia, de Carlos Nigro (Brasil)
Coral da Ponta, de Alan Stone Langdon (Brasil)
Eko, de Claudio Servin Rios (Paraguai/Argentina/Chile/Colômbia)
Fu, de Maria Rojas e Andrés Jurado (Colômbia)
Guiana Francesa, de Olavo Junior e Edmilson Filho (Brasil)
Intervenção, de Isaac Brum Souza (Brasil)
La fiebre que espera despertar, de Juan Bobbio (Argentina)
Las dos, de Emiliano Umpierrez (Uruguai)
O Malabarista, de Iuri Moreno (Brasil)
Ouroboros, de Beatriz Pessoa e Guilherme Andrade (Brasil)
Real Conquista, de Fabiana Assis (Brasil)
Torre, de Nádia Mangolini (Brasil)

MOSTRA CURTAS CATARINENSE:
Atos (título provisório), de Beatriz Kestering Tramontin (Palhoça)
Berro, de Paula Barbabela e Marina Simões (Florianópolis)
Domingos Bugreiro, de Sander Hahn (Criciúma)
Flecha Dourada, de Cíntia Domit Bittar (Florianópolis)
Garoto VHS, de Carlos Daniel Reichel (Florianópolis)
moT, de Andrew Kastenmeier (Florianópolis)
O Outro Lado: A Sinfonia de Eric Pahn, de Rodrigo Araujo e Thiago L. Soares (Florianópolis)
Par Perfeito, de Débora Herling (Palhoça)
Severo Severino, de Kátia Klock e Marco Martins (Florianópolis)
Volcano, de Nataly Callai (Florianópolis)

MOSTRA VIDEOCLIPE:
Agua en el desierto – Conector, de Juan Jiménez (Colômbia)
Break me – Mono, de Paola Teran (Peru)
Camaleão Musical – Wannabe, de JalvaGabriel Motta (Brasil)
Cumbia a lo Mestizo – Matungo, de Pablo Bustamante (Bolívia/Brasil/Uruguai)
Essa cidade cheia de heróis – Alpargatos, de Bruno dos Anjos (Brasil)
Mar Alado – Tagore, de Fabrício Koltermann (Brasil)
Moving Ground – Hibria, de Deivis Horbach (Brasil)
Noche – Internet Strangers, de Gabriel Gagliardi (Brasil/EUA)
Por Amor – Lucrécia Aguirre, de Antonella Schiavoni e Daniela Miokovitch (Argentina)
Sólido – Sami2r, de Camilo Duarte (Bolívia)

MOSTRA INFANTOJUVENIL:
Mica, de Sandra Ruth Cagnolo (Argentina)
Vento, de Betânia Vargas Furtado (Brasil)
Arraigo, de Maria Laura Reina (Venezuela)
Médico de Monstro, de Gustavo Teixeira (Brasil)
A Festa dos Encantados, de Masanori Ohashy (Brasil)
Luiz, de Alexandre Estevanato (Brasil)
O menino leão e a menina coruja, de Renan Montenegro (Brasil)
Pirilampo, de Carlos Avalone (Brasil)

Foto: Divulgação.

Morre, aos 86 anos, o cineasta brasileiro Roberto Farias

por: Cinevitor

morrerobertofariasO diretor realizou mais de 25 trabalhos, entre cinema e TV.

Morreu na manhã desta segunda-feira, 14/05, aos 86 anos, o cineasta brasileiro Roberto Farias. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ele estava internado em um hospital de Copacabana, no Rio de Janeiro, para tratar de um câncer.

Roberto, que nasceu em Nova Friburgo, começou sua carreira como assistente de direção na Atlântida Cinematográfica, conhecida companhia fundada na década de 1940. Lá, trabalhou em diversas áreas do cinema, atuando como roteirista, produtor, montador, entre outros.

Sua estreia como diretor aconteceu em 1957, com a comédia Rico Ri à Toa. Depois disso, realizou diversos trabalhos que marcaram a história do cinema brasileira. Em 1960, participou da Competição Oficial do Festival de Cannes com Cidade Ameaçada, mas não levou a Palma de Ouro.

O longa Pra Frente, Brasil, um de seus trabalhos mais marcantes, foi lançado em 1982 e se destacou por retratar a repressão da ditadura militar brasileira. Protagonizado por seu irmão, o ator Reginaldo Faria, o filme foi premiado no Festival de Berlim e também em Gramado.

reginaldofariarobertoCom o irmão, Reginaldo Faria, nos bastidores de um filme.

Ao longo dos anos, dirigiu mais de 25 trabalhos, entre cinema e TV. Nas telonas, destacou-se com: No Mundo da Lua (1958), O Assalto ao Trem Pagador (1962), Selva Trágica (1964), Toda Donzela Tem um Pai que é uma Fera (1966), O Fabuloso Fittipaldi (1973), Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987), entre outros. Dirigiu também três filmes protagonizados pelo cantor Roberto Carlos: Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (1968), Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968) e Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora (1971).

Na TV também dirigiu produções marcantes, como: As Noivas de Copacabana, Memorial de Maria Moura e Sob Nova Direção, todos exibidos na Rede Globo.

Farias foi diretor presidente da Academia Brasileira de Cinema, sócio-fundador do Canal Brasil, presidente do Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica e o primeiro cineasta a dirigir a Embrafilme, produtora e distribuidora de filmes, fundada em 1969, que foi extinta no começo da década de 1990 durante o governo de Fernando Collor de Mello. O último trabalho de Roberto como diretor foi a série Faça Sua História, da TV Globo, em 2008.

Fotos: Divulgação.

Terminam as filmagens de Bacurau, novo filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

por: Cinevitor

bacuraufilmagem1Sonia Braga nos bastidores do filme com a equipe.

Depois de dois meses de filmagem no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, o filme Bacurau, coescrito e codirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, chega à última semana de fotografia. Uma coprodução entre Brasil e França, a equipe técnica contou com profissionais de quatro países e um elenco de 44 atores incluindo Sonia Braga, o alemão Udo Kier e Karine Teles, de Que Horas Ela Volta?.

Os diretores e roteiristas descrevem Bacurau como um filme de aventura ambientado no Brasil “daqui a alguns anos”. Para Kleber Mendonça Filho, “é uma honra trabalhar com elenco tão fantástico, de poder voltar a ter Sonia Braga no elenco e de ter podido filmar com Udo Kier, um rosto incrível de cinema que faz parte da nossa história com tantos filmes essenciais, um grande ator e colaborador”.

A produtora de Bacurau, Emilie Lesclaux, define a equipe técnica como “fenomenal composta por profissionais de todo o Brasil, da França, Estados Unidos e Bélgica que trabalharam em locações remotas no sertão. Emocionante ver essa equipe incrível em ação”.

Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho colaboraram em curtas metragens premiados no Brasil e exterior, como: Eletrodoméstica e Recife Frio; e nos longas também aclamados internacionalmente: O Som ao Redor e Aquarius, filmes dirigidos por Kleber Mendonça Filho e com direção de arte de Juliano Dornelles. Como realizador, Juliano fez o curta Mens Sana in Corpore Sano, premiado no Festival de Locarno, em 2011, e o longa O Ateliê da Rua do Brum, que está em pós-produção.

bacuraufilmagem2Os diretores nos bastidores das filmagens.

A sinopse diz: daqui a alguns anos… Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida por quase todos, falecida aos 114 anos. Dias depois, começam os sinais de que a tranquilidade de Bacurau estará sob ameaça. Uma sequência de incidentes mergulham o vilarejo numa tensão crescente. No entanto, muitos não contavam com um detalhe: que no passado desse lugar extraordinário estava adormecido um talento especial para a aventura.

No filme, o vilarejo de Bacurau está localizado no sertão do Nordeste brasileiro, e as filmagens foram realizadas na localidade da Barra, município de Parelhas, Rio Grande do Norte. A equipe de mais de 150 pessoas, entre técnicos e elenco, teve como base a cidade de Parelhas, onde trabalhou desde janeiro na pré-produção e filmagem de Bacurau.

“Tivemos muita sorte ao escolher a região  do Seridó onde filmamos pois aqui encontramos gente incrível que nos acolheu e nos ajudou, na frente e por trás da câmera, compreendendo o filme e tomando o projeto como seu”, disse Juliano Dornelles.

O elenco conta também com Barbara Colen, Silvero Pereira, Jonny Mars, Antônio Saboia, Thomás Aquino, Wilson Rabello, Danny Barbosa, James Turpin, Buda Lira, Fabiola Liper, Clebia Sousa, Thardelly Lima, Brian Townes, Valmir do Côco, Rubens Santos, Luciana Souza, Jr. Black, Carlos Francisco, Uirá dos Reis, Allison Willow, Eduarda Samara e Rodger Rogério. A grande Lia de Itamaracá também integra o elenco.

A fotografia é de Pedro Sotero, também colaborador em O Som ao Redor, Aquarius e Gabriel e a Montanha; o som é de Nicolas Hallet e a direção de arte de Thales Junqueira. Bacurau, produzido por Emilie Lesclaux, Said Ben Said e Michel Merkt, entra em processo de montagem logo após a filmagem com lançamento previsto para 2019.

Fotos: Victor Jucá.

Conheça os filmes selecionados para o 7º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

por: Cinevitor

solalegriacuritiba2Tavinho Teixeira e Ney Matogrosso em Sol Alegria: selecionado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 09/05, os filmes selecionados para o 7º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 6 e 14 de junho na capital paranaense. Neste ano, a programação conta com 156 produções, de 46 países, cujas propostas se conectam com nosso momento atual como sociedade.

Em sua sétima edição, o evento traz uma combinação do cinema contemporâneo com filmes clássicos e retrospectivas, colocando lado a lado cineastas estreantes e já consolidados para apresentar ao público uma programação plural. Diversos filmes que tiveram passagem recente por festivais como Berlim, Locarno e Roterdã terão estreia brasileira no Olhar de Cinema 2018.

Paralelamente às exibições dos filmes, serão realizadas três oficinas e diversos seminários. As oficinas serão voltadas às temáticas de som, animação e roteiro. Os seminários envolverão discussões sobre a distribuição de cinema de autor/autora, crítica, curadoria, além de conversas sobre os processos de finalização de filmes.

Além disso, o Curitiba Lab, laboratório de desenvolvimento de projetos do Olhar de Cinema, pretende criar um amplo espaço de trocas e consultorias para as histórias que desejamos contar, com a participação de renomados profissionais do audiovisual.

Confira a lista completa com os filmes selecionados para o 7º Olhar de Cinema:

FILME DE ABERTURA:
Djon África (Djon Africa), de Filipa Reis e João Pedro Miller (Portugal/Brasil/Cabo Verde)

FILME DE ENCERRAMENTO:
Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves (Brasil)

COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS:
A Casa Lobo (La Casa Lobo), de Cristóbal León e Joaquín Cociña (Chile)
A Feiticeira Viúva (Xiao gua fu cheng xian ji), de Cai Chengjie (China)
A Floricultura (La Fleurière), de Ruben Desiere (Bélgica/Eslováquia)
Ansiosa Tradução (Nervous Translation), de Shireen Seno (Filipinas)
Boa Sorte (Good Luck), de Ben Russel (França/Alemanha)
A Árvore (Drvo), de André Gil Mata (Portugal)
Fabiana, de Brunna Laboissière (Brasil)
Homens que Jogam (Playing Men), de Matjaz Ivanisin (Eslovênia/Croácia)
O Visto e o Não Visto (Sekala Niskala), de Kamila Andini (Indonésia)
Sol Alegria, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira (Brasil)

COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS:
A Estranha História do Prince Dethmer (L’étrange Histoire de Prince Dethmer), de Corto Vaclav e Hadrien La Vapeur (França)
Caminhada Solar (Solar Walk), de Réka Bucs (Dinamarca)
Carne, de Mariana Jaspe (Brasil)
Eles Vêm Aí! (¡Allá Vienen!), de Ezequiel Reyes (México)
Espreita (Negah), de Farnoosh Samadi (Irã/Itália)
Evidência da Evidência (Evidence of the Evidence), de Alexander Johnston (EUA)
Homem Negro Sem Identificação (Hombre Negro sin Identificar), de Javier Extremera Rodríguez (Espanha)
Imfura, de Samuel Ishmwe (Suíça/Ruanda)
Maré, de Amaranta Cesar (Brasil)
Nosso Canto de Guerra (Our Song to War), de Juanita Onzaga (Bélgica/Colômbia)

NOVOS OLHARES:
Expo Lío 92’, de María Cañas (Espanha)
La Película Infinita, de Leandro Listorti (Argentina)
Mãe Preta (Black Mother), de Khalik Allah (EUA)
Nossa Loucura (Our Madness), de João Viana (Portugal/Moçambique/França/Guiné-Bissau/Catar)
Por Detrás das Cortinas (Derrière les Volets), de Messaline Raverdy (Bélgica)
Smetak, de Simone Dourado, Nicolas Hallet e Mateus Dantas (Brasil)

OUTROS OLHARES | LONGAS-METRAGENS:
A Nação Morta (Die Tote Nation), de Radu Jude (Romênia)
Algumas Perguntas (Unas Preguntas), de Kristina Konrad (Alemanha/Uruguai)
Diante dos Meus Olhos, de André Felix (Brasil)
Minatomachi, de Kazuhiro Soda (Japão)
Nossa Casa (Watashitachi no ie), de Yui Kiyohara (Japão)
O Chalé é Uma Ilha Batida de Vento e Chuva, de Letícia Simões (Brasil)
O Saco Sem Fundo (Meshok bez dna), de Rustam Khamdamov (Rússia)
Os Mitos de Pushkar (Pushkar Puran), de Kamal Swaroop (Índia)
Para Além de Nós (Al di lá dell’uno), de Anna Marziano (França/Itália/Alemanha)
Um Abraço, na Sororidade (Yours in Sisterhood), de Irene Lusztig (EUA)
Você Já Se Perguntou Quem Atirou? (Did You Wonder Who Fired the Gun?), de Travis
Wilkerson (EUA)

OUTROS OLHARES | CURTAS-METRAGENS:
A Valeta (Areka), de Begoña Vicario (Espanha)
António e Catarina, de Cristina Hanes (Portugal)
Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim (Brasil)
Fervendo, de Camila Gregório (Brasil)
Hair Wolf, de Mariama Dialo (EUA)
Hoissuru, de Armand Rovira (Espanha)
Lembri Uudu, de Eeva Mägi (Estônia)
O Cemitério se Alumbra (El Cementerio se Alumbra), de Luis Alejandro Yero (Cuba)
O Homem com a Bicicleta (Der Mann Mit Dem Fahrrad), de Levan Tsintsadze (Alemanha)
Sílica (Silica), de Pia Borg (Austrália/Reino Unido)
Sweet Heart, de Amina Jorge (Brasil)
Tempo de Ir, Tempo de Voltar, de Pedro Nishi (Brasil)
Uma Lua de Ferro (Una Luna de Hierro), de Francisco Rodriguez (França/Chile)

OLHARES CLÁSSICOS:
A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead), de George Romero (EUA, 1968)
Aopção Ou As Rosas da Estrada, de Ozualdo Ribeiro Candeias (Brasil, 1981)
O Baile dos Bombeiros (The Firemen’s Ball), de Milos Forman (Tchecoslováquia, 1967)
O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla (Brasil, 1968)
O Terror das Mulheres (The Ladies Man), de Jerry Lewis (EUA, 1961)
Os Encontros de Anna (Les Rendez vous d’Anna), de Chantal Akerman (França/Bélgica/Alemanha Ocidental, 1978)
Santo Contra Cérebro do Mal, de Joselito Rodríguez (México/Cuba, 1961)
Scarface: A Vergonha de uma Nação, de Howard Hawks  (EUA, 1932)
Programa de Curtas Alice Guy-Blaché:
– Algie, o Minerador (Algie the Miner)
– Chegada dos Raios de Sol (Coming of Sunbeam)
– Filhotes Trocados (Mixed Pets)
– Harmonia Enlatada (Canned Harmony)
– Limite de Velocidade Matrimonial (Matrimony’s Speed Limit)
– O Cair das Folhas (Falling Leaves)
– O Grande Amor Não Tem Homem (Greater Love Hath no Man)
– Um Tolo e Seu Dinheiro (A Fool and His Money)

EXIBIÇÕES ESPECIAIS:
Accidence, de Guy Maddin, Evan Johnson e Galen Johnson (Canadá)
Baixo Centro, de Ewerton Belico e Samuel Marotta (Brasil)
Camocim, de Quentin Delaroche (Brasil/França)
Diários de Classe, de Maria Carolina e Igor Souza (Brasil)
O Nó do Diabo, de Ian Abé, Gabriel Martins, Jhésus Tribuzi e Ramon Porto Mota (Brasil)
Otimismo (Optimism), de Deborah Stratman (Canadá/EUA)
Peggy e Fred no Inferno: Desenlace (Peggy and Fred in Hell: Folding), de Leslie Thornton (EUA)
Pessoas do Lago (Gens du Lac), de Jean-Marie Straub (Suíça)
Sem Título # 4 : Apesar dos Pesares, na Chuva há de Cantares, de Carlos Adriano (Brasil)

MIRADA PARANAENSE | LONGAS-METRAGENS:
Euller Miller Entre Dois Mundos, de Fernando Severo
O Bem-Aventurado, de Tulio Viaro

MIRADA PARANAENSE | CURTAS-METRAGENS:
[Des]prendidas, de Ana Esperança e Fábio Allon
Acima da Lei, de Diego Florentino
Lui, de Denise Kelm
Mergulho do Olho, de Haroldo Castro Alves
Primavera de Fernanda, de Débora Zanatta e Estevan de la Fuente
Superfície, de Bernardo Teodorico Costa Souza
Terreiros, de Felipe Lovo e Mauricio Santos
Vazante, de Fábio Allon

PEQUENOS OLHARES:
Longa:
O Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka), de Isao Takahata (Japão)
Curtas:
A Retirada Para Um Coração Bruto, de Marco Antônio Pereira (Brasil)
Apaixonado por Cinema (Kinoman), de Askar Nurakun uulu (Quirguistão)
Faísca (Spark), de Aharonit Elior (EUA)
Menina Seta, de Camila Tarifa (Brasil)
No Caminho da Escola, de Alunos do Projeto Animação (Brasil)
O Rosto de Carlotta (Carlotta’s Face), de Valentin Riedl e Fréderic Schuld (Alemanha)
Os Segredos do Rio Grande, de Alunos do Projeto Animação (Brasil)
Plantae, de Guilherme Gehr (Brasil)
Primavera Secundarista, de Maíra Kaline Januário Cabral (Brasil)
Sobre a Gente, de Alunos do Projeto Animação (Brasil)
Travessia, de Safira Moreira dos Santos (Brasil)

*Para conferir os filmes selecionados da mostra Olhar Retrospectivo Djibril Diop Mambéty e Jean Rouch, clique aqui; para saber mais sobre a mostra Foco Janie Geiser, clique aqui.

Foto: Divulgação/Boulevard Filmes.

Pantera Negra lidera indicações ao MTV Movie & TV Awards 2018

por: Cinevitor

panteranegramtvmovieawardsWakanda forever: Pantera Negra lidera com sete indicações.

Antes conhecida como MTV Movie Awards, a premiação mais divertida do cinema está de cara nova desde a edição passada, quando, pela primeira vez, incluiu séries de TV entre os indicados e mudou o nome para MTV Movie & TV Awards.

Neste ano, o prêmio acontecerá no dia 18 de junho e será apresentado pela atriz Tiffany Haddish. Quem sai na frente na disputa pela pipoca dourada é Pantera Negra, de Ryan Coogler, com sete indicações; entre os seriados, Stranger Things se destaca em seis categorias.

A MTV revelou que, em breve, novas categorias devem ser anunciadas e o público pode escolher seus preferidos pela votação realizada no site oficial da premiação.

Conheça os indicados ao MTV Movie & TV Awards 2018:

MELHOR FILME:
It – A Coisa
Mulher-Maravilha
Pantera Negra
Viagem das Garotas
Vingadores: Guerra Infinita

MELHOR SÉRIE:
13 Reasons Why
Game of Thrones
Grown-ish
Riverdale
Stranger Things

MELHOR PERFORMANCE | CINEMA:
Ansel Elgort, por Em Ritmo de Fuga
Chadwick Boseman, por Pantera Negra
Daisy Ridley, por Star Wars: Os Últimos Jedi
Saoirse Ronan, por Lady Bird – A Hora de Voar
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR PERFORMANCE | SÉRIE:
Darren Criss, por O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story
Issa Rae, por Insecure
Katherine Langford, por 13 Reasons Why
Maisie Williams, por Game of Thrones
Millie Bobby Brown, por Stranger Things

MELHOR HERÓI:
Chadwick Boseman (T’Challa/Pantera Negra), por Pantera Negra
Daisy Ridley (Rey), por Star Wars: Os Últimos Jedi
Emilia Clarke (Daenerys Targaryen), por Game of Thrones
Gal Gadot (Diana Prince/Mulher-Maravilha), por Mulher-Maravilha
Grant Gustin (Barry Allen/The Flash), por The Flash

MELHOR VILÃO:
Adam Driver (Kylo Ren), por Star Wars: Os Últimos Jedi
Aubrey Plaza (Lenny Busker), por Legion
Bill Skarsgård (Pennywise), por It – A Coisa
Josh Brolin (Thanos), por Vingadores: Guerra Infinita
Michael B. Jordan (N’Jadaka/Erik Killmonger), por Pantera Negra

MELHOR BEIJO:
Finn Wolfhard e Millie Bobby Brown, em Stranger Things
Gina Rodriguez e Justin Baldoni, em Jane the Virgin
KJ Apa e Camila Mendes, em Riverdale
Nick Robinson e Keiynan Lonsdale, em Com Amor, Simon
Olivia Cooke e Tye Sheridan, em Jogador N°1

MELHOR PERFORMANCE ASSUSTADA:
Cristin Milioti, por Black Mirror
Emily Blunt, por Um Lugar Silencioso
Noah Schnapp, por Stranger Things
Sophia Lillis, por It – A Coisa
Talitha Bateman, por Annabelle 2: A Criação do Mal

MELHOR TIME:
Chadwick Boseman, Lupita Nyong’o, Danai Gurira e Letitia Wright, em Pantera Negra
Dwayne Johnson, Kevin Hart, Jack Black, Karen Gillan e Nick Jonas, em Jumanji: Bem-vindo à Selva
Finn Wolfhard, Sophia Lillis, Jaeden Lieberher, Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff, Jeremy Ray Taylor e Chosen Jacobs, em It – A Coisa
Gaten Matarazzo, Finn Wolfhard, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp e Sadie Sink, em Stranger Things
Tye Sheridan, Olivia Cooke, Philip Zhao, Win Morisaki e Lena Waithe, em Jogador N°1

MELHOR PERFORMANCE CÔMICA:
Amy Schumer, por Sexy por Acidente
Dan Levy, por Schitt’s Creek
Jack Black, por Jumanji: Bem-vindo à Selva
Kate McKinnon, por SNL
Tiffany Haddish, por Viagem das Garotas

QUEM ROUBA A CENA:
Dacre Montgomery, por Stranger Things
Letitia Wright, por Pantera Negra
Madelaine Petsch, por Riverdale
Taika Waititi, por Thor: Ragnarok
Tiffany Haddish, por Viagem das Garotas

MELHOR LUTA:
Charlize Theron vs. Daniel Hargrave e Greg Rementer, em Atômica
Chadwick Boseman vs. Winston Duke, em Pantera Negra
Gal Gadot vs. soldados alemães, em Mulher-Maravilha
Mark Ruffalo vs. Chris Hemsworth, em Thor: Ragnarok
Scarlett Johansson, Danai Gurira e Elizabeth Olsen vs. Carrie Coon, em Vingadores: Guerra Infinita

MELHOR DOCUMENTÁRIO MUSICAL:
Can’t Stop, Won’t Stop: A Bad Boy Story
Demi Lovato: Simply Complicated
Gaga: Five Foot Two
Jay-Z’s “Footnotes for 4:44”
The Defiant Ones

MELHOR REALITY SHOW/FRANQUIA:
Love & Hip Hop
Real Housewives
RuPaul’s Drag Race
The Kardashians
Vanderpump Rules

Foto: Disney/Marvel Studios.

7º Olhar de Cinema terá retrospectiva dupla com filmes de Djibril Diop Mambéty e Jean Rouch

por: Cinevitor

pequenavendedoradesolA atriz Lissa Balera em A Pequena Vendedora de Sol, de Djibril Diop Mambéty.

A sétima edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 6 e 14 de junho, fará sua primeira retrospectiva dupla. A mostra Olhar Retrospectivo deste ano apresenta um diálogo entre dois influentes realizadores da história do cinema: Djibril Diop Mambéty e Jean Rouch.

No ano em que completa vinte anos de seu falecimento, algumas semanas após a exibição na mostra Cannes Classics da nova restauração digital de seu filme Hienas, será apresentado um conjunto quase completo de filmes do mestre senegalês Mambéty e um recorte de filmes de Rouch, que contará com oito cópias restauradas em homenagem ao seu centenário.

“A escolha dessa dupla nos permite o mergulho em duas facetas de uma mesma história. Ambas as cinematografias se completam, ao mesmo tempo em que se chocam, propiciando assim uma oportunidade única de reflexão sobre o cinema e o nosso mundo”, disse o diretor e diretor de programação do Olhar de Cinema, Antônio Junior.

Nascido na França em 1917, Jean Rouch faleceu em 2004 em um acidente automobilístico no Níger, país que tomou como seu lar e que visitou pela primeira vez em 1941. Rouch ficou fascinado pelos rituais e cerimônias locais que passaria a registrar, criando uma série de filmes no país e em outras colônias e ex-colônias francesas da África subsariana ao longo de mais de meio século. Grande parte de seus filmes foram considerados documentários na época do lançamento, como Os Mestres Loucos e Eu, um negro, embora resultassem de uma elaborada mescla de cenas roteirizadas e reencenações com registros captados em estilo vérité. Quase todos estes filmes foram o resultado de íntimas parcerias com as pessoas filmadas, como o curandeiro tradicional Damouré Zika, que se tornou personagem frequente do cineasta francês. Rouch dirigiu mais de 100 trabalhos nesse estilo, os quais denominou etnoficções, filmados tanto em paisagens africanas quanto em seu país de origem.

cacaleaoarcofilmeCena do documentário A Caça ao Leão com Arco, de Jean Rouch.

Djibril Diop Mambéty nasceu no Senegal, em 1945, e faleceu prematuramente de câncer de pulmão na França, em 1998. Ele foi poeta, artista do teatro, orador e músico, além de diretor de sete filmes marcantes ao longo de 30 anos. Vários de seus filmes são ficções alegóricas, tragicômicas por natureza, realizados com atores do Senegal em seus locais de origem. Os protagonistas dos filmes de Mambéty, como em A Viagem da Hiena e Le Franc, são cidadãos autônomos que transitam entre visões de utopia e distopia, à medida que lutam contra o sentimento de serem sujeitos do colonialismo.

A carreira de Rouch teve início duas décadas antes dos primeiros trabalhos de cineastas da África subsariana. O filme inaugural de Mambéty, o curta anárquico Contras’city, foi realizado oito anos após o governo do Senegal ter declarado independência e dois anos após a estreia de Garota Negra (1966) de seu compatriota Ousmane Sembène, frequentemente considerado o primeiro longa-metragem da África subsariana. Rouch se tornou uma importante referência para Jean-Luc Godard e os demais integrantes da Nouvelle Vague francesa, assim como para cineastas africanos, dentre os quais a senegalesa Safi Faye, estrela do filme de Rouch, Pouco a Pouco (1969).

Mambéty também é tido como uma potente influência para realizadores africanos, como Souleymane Cissé e Abderrahmane Sissako, e para cineastas contemporâneos de outros continentes, incluindo o americano Billy Woodberry e sua própria sobrinha Mati Diop, diretora e atriz de origem francesa.

aviagemdahienafilmeMagaye Niang e Mareme Niang em cena de A Viagem da Hiena, de Djibril Diop Mambéty.

As atividades da retrospectiva incluem uma mesa de debate acerca dos legados das obras de Djibril Diop Mambéty e Jean Rouch, além de debates com convidados após algumas sessões. Os colaboradores na realização da retrospectiva incluem a empresa norte-americana Icarus Films e Teemour Diop Mambéty, filho de Djibril Diop Mambéty e fundador da empresa MD Crossmedia.

Conheça os filmes confirmados na mostra Olhar Retrospectivo do 7º Olhar de Cinema:

DJIBRIL DIOP MAMBÉTY

Contras’city (1968)
A Viagem da Hiena (Touki Bouki) (1973)
Parlons grand-mère (1990)
Hienas (Hyènes) (1992)
Le franc (1994)
A Pequena Vendedora de Sol (La Petite Vendeuse de Soleil) (1999)

JEAN ROUCH

Os Mestres Loucos (Les Maîtres fous) (1955)
Mammy Water (1956)
Eu, um negro (Moi, un noir) (1958)
Crônica de um Verão (Chronique d’un été), codireção de Edgar Morin (1961)
A Pirâmide Humana (La Pyramide humaine) (1961)
A Punição (La Punition ou les fausses rencontres) (1962)
A Caça ao Leão com Arco (La Chasse au lion à l’arc) (1965)
Jaguar (1967)
Pouco a Pouco (Petit à petit) (1969)

Fotos: Divulgação.

Premiado em Berlim, Entre-Laços, de Naoko Ogigami, ganha trailer e data de estreia no Brasil

por: Cinevitor

entrelacosfilmetrailerKenta Kiritani, Rin Kakihara e Tôma Ikuta em cena: filme premiado.

Dirigido pela cineasta japonesa Naoko Ogigami, Entre-Laços chega aos cinemas brasileiros no dia 17 de maio, data conhecida como o Dia Internacional contra a Homofobia, comemorado pela comunidade LGBT.

O longa relata a história de uma garotinha de onze anos chamada Tomo, papel de Rin Kakihara, que ao se ver abandonada pela mãe, recebe auxílio de seu tio Makio, interpretado por Kenta Kiritani, que tem um relacionamento com a transexual Kinko, vivida por Tôma Ikuta, uma enfermeira de coração bondoso que acolhe a garota com muito amor, fazendo o papel que caberia a sua mãe. Em pouco tempo, a relação entre os três floresce e a pequena Tomo descobre o verdadeiro significado de uma família.

Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Teddy Award, premiação paralela ao Festival de Berlim, e premiado também no Queer Lisboa, o filme retrata a sexualidade não normativa como uma forma natural de vida e descreve os valores familiares definidos não por convenção, mas por um ambiente de amor e carinho.

A cineasta Naoko Ogigami escreveu e dirigiu todos os seus filmes, que foram classificados como iyashi-kei eiga, isto é, filmes que proporcionam cura emocional. Tematicamente, todos os seus trabalhos abordam temas como a natureza, choque de cultura; estrangeiros que chegam em outros países e se deparam com práticas e elementos desconhecidos. Megane, um de seus filmes mais conhecidos pelo público, foi apresentado no Festival de Sundance, em 2008, no Festival Internacional de Cinema de São Francisco e também no Festival de Berlim, onde ganhou o Prêmio Manfred Salzgeber.

Confira o trailer de Entre-Laços, que levou o prêmio do público no 25º Festival Mix Brasil de melhor longa-metragem internacional:

Foto: Divulgação/Lança Filmes.

Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2018

por: Cinevitor

tiojoelhodeporcocinepeCena do documentário Meu Tio e o Joelho de Porco, de Rafael Terpins: selecionado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 02/05, os filmes selecionados para a 22ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 4 de junho, no Cinema São Luiz, em Recife. Neste ano, foram 503 inscritos para as mostras competitivas, resultando em seis longas de ficção e documentário, oito curtas-metragens pernambucanos e dezesseis nacionais.

Fora de competição, a Mostra Hors-Concours recebe na noite de abertura a estreia nacional do filme Mulheres Alteradas, de Luis Pinheiro e adaptado dos quadrinhos de Maitena, com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall, Monica Iozzi, Sergio Guizé e Daniel Boaventura. Na mesma noite, será exibido o curta em animação Desculpe, me afoguei, de Hussein Nakhal e David Hachby, também dentro da mostra hors-concours, inspirado em uma carta alegadamente encontrada junto ao corpo de uma pessoa que se afogou no mar Mediterrâneo.

Realizado por Sandra Bertini, a curadoria do 22º Cine PE contou com três profissionais ligados ao audiovisual: Edina Fujii, consultora e representante comercial da empresa CiaRio; o crítico e programador do circuito Cine Materna, Edu Fernandes; e o crítico e palestrante de cinema Danilo Calazans.

Nesta 22ª edição, o Cine PE homenageia a atriz Cássia Kis Magro, pela sua competência e importância para o audiovisual, e a cineasta Katia Mesel, pelos 50 anos de carreira e contribuição para o cinema pernambucano. Como parte das homenagens a Katia Mesel, o Cine PE promoverá a Mostra Katia Mesel: 50 anos de Audiovisual, com exibição de oito filmes da diretora.

A programação conta também com a Mostra Infantil, fora de competição, com exibição dos longas: D.P.A. – O Filme, de André Pellenz e A Bailarina, de Eric Summer e Éric Warin. Além disso, o Cine PE 2018 também abrirá espaço para a literatura, realizará um workshop de Ilustração Digital aplicada ao Ambiente Cinematográfico, ministrado pelo professor Erick Frantto, e traz ainda uma grande novidade com o propósito de ampliar os horizontes do festival: o CINE PE Mercado e seminários.

Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2018:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS:

Os Príncipes, de Luiz Rosemberg Filho (RJ)
Henfil, de Angela Zoé e Gabriela Javier (RJ)
Meu Tio e o Joelho de Porco, de Rafael Terpins (SP)
Marcha Cega, de Gabriel Di Giacomo (SP)
Christabel, de Alex Levy-Heller (RJ)
Dias Vazios, de Robney Bruno Almeida (GO)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS:

Vidas Cinzas, de Leonardo Martinelli (RJ)
Cine S. José, de William Tenório (PE)
Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro (SP)
Marias, de Yasmim Dias (RJ)
Plantae, de Guilherme Gehr (RJ)
Insone, de Breno Guerreiro e Débora Pinto (SP)
Peripatético, de Jessica Queiroz (SP)
Através de Ti, de Diego Tafarel (RS)
Balanceia, de Juraci Júnior (RO)
Não Falo Com Estranhos, de Klaus Hastenreiter (BA)
Abismo, de Ivan de Angelis (RJ)
Sweet Heart, de Amina Jorge (SP)
Banco Brecht, de Tiago Aguiar e Marcio Souza (PE)
Sob o Delírio de Agosto, de Carlos Kamara e Karla Ferreira (PE)
Teodora Quer Dançar, de Samantha Coldebella (MT)
Lençol de Inverno, de Bruno Rubim (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS:

Frequências, de Adalberto Oliveira
Uma Balada para Rocky Lane, de Djalma Galindo
O Consertador de Coisas Miúdas, de Marcos Buccini
Dia-Um, de Natália Lima
Cara de Rato, de Benedito Serafim
Deep Dive, de Pedro Arruda
Edney, de João Roberto Cintra
Seja Feliz, de Diego Melo

Foto: Divulgação.

Uma Mulher Fantástica é o grande vencedor do Prêmio Platino 2018

por: Cinevitor

mulherfantasticaplatinovenceDaniela Vega: melhor atriz por Uma Mulher Fantástica.

Foram anunciados neste domingo, 29/04, em cerimônia apresentada pelo ator Eugenio Derbez, em Riviera Maya, no México, os vencedores do Prêmio Platino (ou Premios Platino), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas.

Nesta quinta edição, o drama chileno Uma Mulher Fantástica, dirigido por Sebastián Lelio, que liderava a lista com nove indicações, se consagrou como o grande campeão em cinco categorias, incluindo melhor filme ibero-americano; Zama, de Lucrecia Martel, uma coprodução entre o Brasil e diversos outros países, venceu três prêmios, entre eles, o de melhor direção de arte para a brasileira Renata Pinheiro.

O cinema brasileiro também estava presente com: O Filme da Minha Vida, de Selton Mello, indicado a melhor trilha sonora; Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, na categoria Premio Platino al Cine y Educación en Valores; as animações História Antes de uma História e Lino – Uma Aventura de Sete Vidas; e Julio Andrade concorria a melhor ator pela série 1 Contra Todos.

A mexicana Adriana Barraza, indicada ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante por Babel, recebeu o Prêmio Platino de honra por sua contribuição ao cinema ibero-americano. Sua carreira começou em 1993 e ao longo dos anos se destacou em diversas produções, como: La paloma de Marsella, Amores Brutos, O Paraíso é Logo Aqui, Arraste-me para o Inferno, Thor, Cake – Uma Razão para Viver, Os 33, entre outros.

Além da cerimônia oficial, o público também teve a oportunidade de escolher seus preferidos em três categorias e os vencedores foram anunciados no dia anterior. O Prêmio Platino do Público 2018 foi entregue para: Javier Bardem, na categoria de melhor ator por Amando Pablo; e o chileno Uma Mulher Fantástica foi eleito o melhor filme ibero-americano e ainda rendeu o prêmio de melhor atriz para Daniela Vega.

Conheça os vencedores Prêmio Platino do Cinema Ibero-Americano 2018:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO:
Uma Mulher Fantástica (Chile/Espanha)

MELHOR DIREÇÃO:
Sebastián Lelio, por Uma Mulher Fantástica

MELHOR ROTEIRO:
Uma Mulher Fantástica, escrito por Sebastián Lelio e Gonzalo Maza

MELHOR ATRIZ:
Daniela Vega, por Uma Mulher Fantástica

MELHOR ATOR:
Alfredo Castro, por Los Perros

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A Cordilheira, por Alberto Iglesias

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas (Espanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Muitos Filhos, um Macaco e um Castelo (Muchos hijos, un mono y un castillo), de Gustavo Salmerón (Espanha)

MELHOR PRIMEIRO FILME IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO:
Verão 1993, de Carla Simón (Espanha)

MELHOR EDIÇÃO:
Uma Mulher Fantástica, por Soledad Salfate

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Zama, por Renata Pinheiro

MELHOR FOTOGRAFIA:
Zama, por Rui Poças

MELHOR SOM:
Zama, por Guido Berenblum

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES:
Handia, de Aitor Arregi e Jon Garaño (Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
El Ministerio del Tiempo (Espanha)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Julio Chávez, por El Maestro

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Blanca Suárez, por As Telefonistas

Foto: Divulgação.