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Conheça os vencedores do 22º Cine PE – Festival Audiovisual

por: Cinevitor

vencedorescinepe18Os premiados do Cine PE 2018 no Cinema São Luiz.

Os vencedores da 22ª edição do Cine PE – Festival Audiovisual foram anunciados nesta terça-feira, 05/06, no Cinema São Luiz, no Recife. O documentário Henfil, dirigido por Angela Zoé, que resgata a história do cartunista, jornalista e escritor mineiro Henrique de Souza Filho, foi o grande vencedor deste ano com cinco prêmios, entre eles, o de melhor filme.

O longa-metragem carioca Os Príncipes, de Luiz Rosemberg Filho, também foi um dos grandes destaques desta edição, levando para casa seis Calungas de Prata, incluindo melhor fotografia e trilha sonora.

O falso documentário Vidas Cinzas, de Leonardo Martinelli, ganhou o prêmio de melhor curta nacional, enquanto que na Mostra Competitiva de curtas pernambucanos o vencedor foi Uma Balada para Rocky Lane, dirigido por Djalma Galindo. O documentário Marias, de Yasmin Dias, e as animações Insone, de Débora Pinto e Breno Guerreiro, e Plantae, de Guilherme Gehr, receberam Menção Honrosa do júri.

O Júri Oficial do Cine PE foi formado pelo produtor executivo e gestor em marketing cultural Emerson Rodrigues; a diretora, roteirista e produtora de cinema Luci Alcântara; o ator, diretor, produtor cultural e professor Sérgio Fidalgo; a produtora e diretora Tete Moraes; o engenheiro, curador, pesquisador e preservador da Cinemateca Cine Royal, Luiz Cardoso Ayres Filho; o diretor do Festival de Cinema de Gramado entre 1978 e 2000, Esdras Rubin; o diretor Francisco Ramalho Junior; e a publicitária Jal Guerreiro.

Confira a lista completa com os vencedores do Cine PE 2018:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: Henfil, de Angela Zoé
Melhor Direção: Henfil, de Angela Zoé
Melhor Ator (empate): Igor Cotrim, por Os Príncipes e Arthur Ávila, por Dias Vazios
Melhor Atriz: Patrícia Niedermeier, por Os Príncipes
Melhor Ator Coadjuvante: Tonico Pereira, por Os Príncipes
Melhor Atriz Coadjuvante: Carla Ribas, por Dias Vazios
Melhor Roteiro: Henfil, escrito por Angela Zoé e Gabriela Javier
Melhor Fotografia: Os Príncipes, por Alisson Prodlik
Melhor Direção de Arte: Dias Vazios, por Letycia Rossi
Melhor Trilha Sonora: Os Príncipes, por Gustavo Jobim
Melhor Edição de Som: Os Príncipes, por Marcito Vianna
Melhor Montagem: Henfil, por João Rodrigues e Indira Rodrigues

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Vidas Cinzas, de Leonardo Martinelli
Melhor Direção: Não Falo Com Estranhos, de Klaus Hastenreiter
Melhor Ator: Jurandir de Oliveira, por Abismo
Melhor Atriz: Mariana Badan, por Teodora quer Dançar
Melhor Roteiro: Universo Preto Paralelo, escrito por Rubens Passaro
Melhor Fotografia: Sob o Delírio de Agosto, por Ivanildo Machado
Melhor Direção de Arte: Teodora quer Dançar, por Rachel Oleksy
Melhor Trilha Sonora: Plantae, por Alexsandra Stréliski e Ludovico Einaudi
Melhor Edição de Som: Abismo, por Rafael Vieira
Melhor Montagem: Vidas Cinzas, por Pedro de Aquino

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

Melhor Filme: Uma Balada para Rocky Lane, de Djalma Galindo
Melhor Direção: Seja Feliz, de Diego Melo
Melhor Ator: Heraldo Carvalho, por Edney
Melhor Atriz: Roberta Mharciana, por Cara de Rato
Melhor Roteiro: Seja Feliz, escrito por Fabio Ock
Melhor Fotografia: Frequências, por Henrique Spencer
Melhor Direção de Arte: Frequências, por Lia Letícia
Melhor Trilha Sonora: O Consertador de Coisas Miúdas, por Neilton Carvalho
Melhor Edição de Som: Frequências, por Adalberto Oliveira
Melhor Montagem: O Consertador de Coisas Miúdas, por Marcos Buccini

MENÇÕES HONROSAS

Marias, de Yasmim Dias: pela relevância do tema apresentado através de depoimentos reais, emocionantes e contundentes.
Plantae, de Guilherme Gehr: pela atualidade e importância do tema abordado lindamente de forma simbólica e poética.
Insone, de Breno Guerreiro e Débora Pinto: pela capacidade de síntese na narração em tão pouco tempo, de uma história de aventura do imaginário infantil.

JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem: Henfil, de Angela Zoé
Melhor curta-metragem nacional: Plantae, de Guilherme Gehr
Melhor curta-metragem pernambucano: Edney, de João Roberto Cintra

PRÊMIO DA CRÍTICA

Melhor longa-metragem: Christabel, de Alex Levy-Heller
Melhor curta-metragem nacional: Abismo, de Ivan de Angelis
Melhor curta-metragem pernambucano: Seja Feliz, de Diego Melo

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro

Foto: Felipe Souto Maior.

Começam as filmagens de Sai de Baixo, o filme, com Miguel Falabella e Marisa Orth

por: Cinevitor

saidebaixofilmefilmagemBastidores: elenco do longa ao lado do produtor Daniel Filho durante as filmagens.

Já estão em pleno vapor as filmagens de Sai de Baixo, o filme, baseado no clássico seriado da televisão brasileira que conquistou o público no horário nobre das noites de domingo na TV Globo. Dirigido por Cris D’Amato, de S.O.S. Mulheres ao Mar e É Fada!, o longa é produzido por Daniel Filho, idealizador da sitcom, e mantém os integrantes de uma família de classe média paulista, sua empregada doméstica e o porteiro do prédio.

É a volta de personagens icônicos como Caco Antibes, Magda e Ribamar, interpretados por Miguel Falabella, Marisa Orth e Tom Cavalcante, respectivamente. Aracy Balabanian, sucesso como a Cassandra, também está confirmada no filme, que conta ainda com novos personagens. Já Luis Gustavo, que criou a sitcom com Daniel Filho, em 1996, precisou se ausentar das filmagens por um tempo por questões de saúde. Insubstituível, o dono da Vavá Tour terá se envolvido em uma falcatrua e estará preso.

O personagem Caquinho, filho de Caco e Magda que nasceu na temporada de 1999, já estará um jovem adulto, interpretado por Rafael Canedo. Também estão no elenco nomes como Lucio Mauro Filho, Katiuscia Canoro e Castrinho.

As diaristas, que sempre fizeram sucesso no seriado, não poderiam ficar de fora. A série já contou com a participação de Claudia Jimenez, como Edileuza; Ilana Kaplan, como Lucinete; Marcia Cabrita, como Neide Aparecida; e Claudia Rodrigues, como Sirene. Para o longa-metragem, o destaque será a atriz Cacau Protásio, como Cibalena,  trazendo de volta o espírito mal-humorado e confrontador das quatro personagens anteriores.

O improviso, uma das marcas registradas da série, assim com as brincadeiras de duplo sentido, continuam na tela grande. “O filme será tão inconsequente quanto o seriado. A única emoção é fazer rir, é uma verdadeira chanchada”, revela Daniel Filho.

A adaptação da sitcom, que teve seus 244 episódios exibidos originalmente entre 1996 e 2002 na TV Globo e que até hoje é reprisada no canal e no Viva, tem previsão de lançamento para o final de 2018. O roteiro é assinado por Miguel Falabella, com produção da Lereby, em coprodução da Globo Filmes e distribuição pela Imagem Filmes.

Foto: Mariana Vianna.

Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos, ganha trailer

por: Cinevitor

carolabrastraileracassimCaroline Abras: melhor atriz no Festival Mix Brasil.

Dirigido por Esmir Filho e Mariana Bastos, Alguma Coisa Assim acaba de ganhar seu primeiro trailer. Desenvolvido a partir do curta-metragem homônimo premiado em Cannes, em 2006, o longa acompanha três momentos-chave da vida dos personagens Mari, interpretada por Caroline Abras, e Caio, vivido por André Antunes.

Esmir e Mariana reuniram-se em 2013 com o objetivo de dar sequência à história de Caio e Mari, captando o reencontro dos personagens, vividos pelos mesmos atores, em São Paulo e, posteriormente, num novo momento, em Berlim, em 2016. O resultado dos três encontros ao longo de uma década é o longa-metragem que mergulha na transformação da relação entre os dois através dos tempos e propõe uma reflexão sobre temas atuais, como sexualidade, rótulos, aborto e novas formas de família.

Produzido pelas produtoras brasileiras Saliva Shots e Claraluz Filmes, e pela alemã Zak Films, o filme tem roteiro assinado pelos próprios diretores. Para contar o desfecho da história, dez anos depois, o elenco original voltou à cena. Caroline Abras, que começou a carreira exatamente com o curta homônimo, hoje é a protagonista da série O Mecanismo, de José Padilha. André Antunes é, além de ator, psicanalista e professor. Interrompeu sua carreira após a realização do curta em 2006 e retornou ao cinema através do longa homônimo, em 2016. Conhecido internacionalmente por trabalhos como 007 – Cassino Royale e Praia do Futuro, o ator alemão Clemens Schick completa o elenco.

O filme teve sua estreia no Festival do Rio do ano passado, onde saiu premiado como melhor montagem. Foi vencedor de dois Coelhos de Prata no Festival Mix Brasil: melhor roteiro e melhor interpretação para Caroline Abras. Depois foi exibido nos festivais de Guadalajara, Outshine Film Festival e Portland Film Festival, entre outros.

Confira o trailer de Alguma Coisa Assim, que estreia no dia 26 de julho:

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

Rodrigo Santoro se emociona ao receber homenagem no Cine PE 2018

por: Cinevitor

rodrigosantoroemocaoLágrimas e emoção: Rodrigo Santoro relembra trajetória no Cine PE 2018.

No sábado, 02/06, foram exibidos quatro curtas-metragens e dois longas na programação da 22ª edição do Cine PE – Festival Audiovisual. Além disso, a terceira noite do evento emocionou o público presente no Cinema São Luiz com a homenagem para o ator Rodrigo Santoro.

No palco, o astro não conteve a emoção e se rendeu às lágrimas ao lembrar sua trajetória. Rodrigo fez diversos trabalhos marcantes na TV brasileira e nos cinemas é lembrado por suas atuações no premiado Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky, no qual recebeu o Calunga de melhor ator no Cine PE, em 2001; Abril Despedaçado, de Walter Salles; Carandiru, de Hector Babenco; A Dona da História, de Daniel Filho; Heleno, de José Henrique Fonseca; entre outros.

“Eu vim no avião fazendo uma reflexão sobre estar aqui recebendo este prêmio e queria agradecer porque foi aqui no Cine PE, com Bicho de Sete Cabeças, que a minha história começou”, disse o homenageado. Enquanto tentava se recompor, a atriz Cássia Kis apareceu de surpresa para entregar o prêmio ao colega, com quem trabalhou duas vezes no cinema.

Santoro tem se destacado também em Hollywood com diversos trabalhos, como: As Panteras: Detonando, Simplesmente Amor, 300, O Golpista do Ano, Golpe Duplo, Ben-Hur. Além disso, ganhou reconhecimento internacional com as séries Lost e Westworld.

Confira os melhores momentos da homenagem e também da coletiva de imprensa com Rodrigo Santoro, que falou sobre diversos assuntos, como: participação em festivais, curtas-metragens, cinema brasileiro, Westworld, carreira internacional, escolha de projetos, residência no Brasil e seu próximo filme, o drama cubano Un Traductor:

Foto: Felipe Souto Maior.

Cine PE 2018: Cássia Kis é homenageada com o Troféu Calunga de Ouro

por: Cinevitor

cassiakishomenagem18Gabriel Leone entrega o troféu para a homenageada Cássia Kis no Cinema São Luiz.

Além dos curtas e longas exibidos na programação, a segunda noite do 22º Cine PE – Festival Audiovisual também foi marcada pela emocionante homenagem à atriz Cássia Kis, que recebeu o Troféu Calunga de Ouro por sua competência e importância para o audiovisual.

Cássia começou sua carreira no teatro amador e estreou na TV no final da década de 1970. Ao longo dos anos, se destacou com diversas personagens que fizeram sucesso em novelas e minisséries, como: Roque Santeiro, Pantanal, Barriga de Aluguel, Fera Ferida, Porto dos Milagres, Morde & Assopra, Amores Roubados, O Rebu e A Regra do Jogo.

Nas telonas, ganhou prestígio por conta de atuações elogiáveis em filmes como: Bicho de Sete Cabeças, A Hora Marcada, Não por Acaso, Meu Nome Não é Johnny, A Festa da Menina Morta, Chico Xavier, Billi Pig, Boa Sorte, Redemoinho, entre outros.

No palco do Cinema São Luiz, Cássia foi surpreendida e se emocionou ao receber o prêmio das mãos do ator Gabriel Leone, que interpretou seu filho na minissérie Os Dias Eram Assim, da Rede Globo. Em seu discurso, Leone revelou: “Antes de eu pensar em fazer teatro ou de ter qualquer relação com a arte, eu já te admirava. Quando eu te conheci, esse sentimento extrapolou”, disse o ator.

Na manhã seguinte, a atriz participou de uma coletiva de imprensa e falou sobre diversos assuntos, entre eles: trabalho em equipe, atuação, Fernanda Montenegro, cinema brasileiro e TV.

Aperte o play e confira os melhores momentos:

Foto: Felipe Souto Maior.

Katia Mesel é homenageada na noite de abertura do 22º Cine PE – Festival do Audiovisual

por: Cinevitor

katiameselcinepeCineasta pernambucana: referência no cenário do audiovisual brasileiro.

Depois de ser adiado por conta da greve dos caminhoneiros, que movimentou todo o Brasil, a 22ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual ganhou nova data e começou na quinta-feira, 31/05, no Cinema São Luiz, no Recife. A noite de abertura contou com a exibição do filme Mulheres Alteradas, de Luis Pinheiro, fora de competição.

Além disso, a cineasta recifense Katia Mesel foi homenageada pelos 50 anos de carreira e também pela contribuição ao cinema pernambucano. Como parte das homenagem, o Cine PE promoverá a Mostra Katia Mesel: 50 anos de Audiovisual, no dia 03/06, às 14h, no Cinema São Luiz, com entrada franca. Na ocasião, serão exibidos oito filmes mais conhecidos da diretora.

Katia Mesel é considerada pioneira em vários aspectos: foi a primeira mulher a fazer cinema em Pernambuco e também a primeira a participar de um festival de cinema nacional; primeiro realizador de Pernambuco a aprovar um projeto na Embrafilme e a primeira cineasta a ter um programa de televisão semanal e independente, exibido na TV Pernambuco. Já realizou mais de 300 obras audiovisuais em todas as bitolas, vídeos em todos os suportes, gêneros, mídias, duração, comerciais, educativos e culturais, programas de TV, videoclipes, campanhas, projetos coletivos, nacionais e internacionais, nas mais diversas linguagens do audiovisual.

Depois da homenagem, participou de uma coletiva de imprensa e falou sobre diversos assuntos interessantes, como a presença de novas tecnologias: “Essa melhoria técnica é do bem. Mas tem que ter algo a se contar e algo a se emocionar”. O papo ainda rendeu temas, como: participações em festivais, filmes em película, profissão cineasta, cinema brasileiro, novas mídias, homenagem, mulheres no set, preconceito, YouTube, entre outros.

Aperte o play e confira os melhores momentos da coletiva de imprensa com Katia Mesel no Cine PE 2018:

Foto: Felipe Souto Maior.

Começam as filmagens de A Vida Invisível, novo filme de Karim Aïnouz e produzido por Rodrigo Teixeira

por: Cinevitor

avidainvisivelfilmagemAs protagonistas do filme com o diretor Karim Aïnouz e o produtor, Rodrigo Teixeira.

O cineasta Karim Aïnouz, de Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, O Abismo Prateado e Praia do Futuro, vai dirigir a livre adaptação de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha. Com produção de Rodrigo Teixeira, da RT Features, o longa traz as atrizes Carol Duarte e Júlia Stockler como protagonistas da história e também com Gregorio Duvivier no elenco.

No Rio de Janeiro dos anos 1950, as irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda: duas irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sem namorado, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas para sempre e passam suas vidas tentando encontrar uma a outra, como se só juntas fossem capazes de seguirem suas vidas.

A Vida Invisível é um melodrama contemporâneo sobre sororidade e também uma crônica da condição feminina nos anos 1950 no Rio de Janeiro, década marcada por um conservadorismo profundo. Ao longo da história, revelam-se a vida adversa de mãe solo que Guida levou longe da família e o apagamento vivido por Eurídice, que acabou por abandonar o sonho de ser uma pianista profissional para se tornar uma dona de casa exemplar e satisfazer o marido e os pais.

Para Aïnouz, a história o tocou de maneira profunda: “Por razões pessoais, eu fiquei impressionado quando li o livro pela primeira vez. Ecoou memórias vividas da minha vida. Fui criado numa família na sua maioria de mulheres, num Nordeste conservador, na década de 1960. Minha mãe foi mãe solo, minha tia trabalhava como dona de casa. A maioria dos homens da minha família tinha ido embora ou era muito ausente. Era um mundo muito machista. As mulheres eram guerreiras, que tiveram que lutar para manter a cabeça fora d’água em um mundo violentamente machista. ‘A Vida Invisível’ é sobre isso; sobre a resiliência, o desafio de ser mulher em um mundo que insistia, e insiste, em deixá-las invisíveis”, revela o diretor.

Durante a pesquisa para o roteiro, Karim entrevistou várias senhoras entre 70 e 90 anos, perguntando sobre suas primeiras experiências sexuais, o casamento e suas vidas privadas. Refletindo sobre o mundo hoje, a partir destas histórias e das mulheres de sua família, Aïnouz compreendeu a urgência de A Vida Invisível como um filme que jogasse luz em tantas vidas e histórias invisíveis, como um filme necessário: “Eu estou ciente de que as histórias particulares não necessariamente fazem bons filmes. Filmes são bons quando eles contam uma história ainda não contada, histórias que precisam ser contadas”, completa Karim.

Esta é a segunda vez que Karim Aïnouz e Rodrigo Teixeira trabalham juntos. Em 2011, o filme O Abismo Prateado teve sua estreia mundial no Festival de Cannes, onde foi exibido na Quinzena dos Realizadores. Para Rodrigo, repetir essa parceria é uma grande alegria: “Depois do ‘Abismo Prateado’, eu procurava um projeto para trabalharmos novamente juntos e, quando eu recebi o manuscrito deste livro, enxerguei uma compatibilidade entre a filmografia e a história de vida do Karim e o momento histórico que vivemos. Passamos algum tempo trabalhando no desenvolvimento do roteiro, construindo esse grande desencontro na vida dessas irmãs e estou muito contente com o início das filmagens”.

Com roteiro assinado por Murilo Hauser e colaboração de Inés Bortagaray, o longa começou a ser rodado nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristovão, onde o Rio de Janeiro dos anos 1950 ganhará vida. Quem assina a fotografia é Hélène Louvart, que foi fotógrafa dos longas Pina, de Wim Wenders, O Cheiro da Gente, de Larry Clark e As Praias de Agnès, de Agnès Varda, entre outros. Com coprodução do Canal Brasil e distribuição da Sony Pictures, A Vida Invisível tem previsão de estreia para 2019.

Foto: Divulgação.

VI Festival de Cinema Feminino abre inscrições para edição de 2018

por: Cinevitor

festivalmulheresalmodovarMarisa Paredes e Cecilia Roth em Tudo Sobre Minha Mãe: filme inspirou o nome do festival.

O Festival Tudo Sobre Mulheres ganhará uma edição em 2018. Este ano, o evento acontecerá de 5 a 9 de setembro na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, depois de um hiato de sete anos.  As inscrições para a sexta edição do Festival de Cinema Feminino já começaram e vão até o dia 29 de junho. Para participar, as produções precisam ser brasileiras e com até 25 minutos de duração. A temática tem que abordar, de alguma forma, o universo feminino.

O nome Tudo Sobre Mulheres foi inspirado no longa Tudo Sobre Minha Mãe, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, dirigido por Pedro Almodóvar, cineasta espanhol conhecido por retratar o universo das mulheres em sua filmografia. O principal objetivo do evento é estimular a produção audiovisual que aborde a questão feminina, não importando o sexo dos realizadores. O festival ainda contribui com a urgente necessidade de descentralização da produção cultural, ao sair do eixo Rio-São Paulo e levar o Tudo Sobre Mulheres para o interior do Brasil, na Chapada dos Guimarães, patrimônio ambiental da humanidade.

Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais.

Os prêmios serão entregues nas seguintes categorias: melhor curta-metragem, melhor média-metragem e melhor documentário, em parceria com a CiaRio que oferecerá locação em equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa Naymar. O curta-metragem vencedor também será premiado com uma consultoria de produção executiva via Skype oferecida pelo Coletivo C/as4tro.

Na categoria melhor filme da região Conne (Centro Oeste, Norte e Nordeste) serão entregues: o Prêmio Mistika, que oferece serviços de pós-produção digital; Prêmio Estúdio MIX em serviços de pós produção de Som; e Prêmio Bússola Brasil, que consiste em 4 horas de consultoria on line sobre Direitos Autorais e Contratos com o advogado Petrus Barreto. O melhor filme da região Fames (Minas Gerais, Espírito Santo e Região Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e o melhor filme RJ/SP também serão consagrados com os prêmios Mistika e Estúdio MIX.

O melhor da categoria filme universitário receberá uma bolsa de R$ 2.000 no curso de documentário nas unidades RJ ou SP da Academia Internacional de Cinema. O bônus deste ano será a categoria Prêmio Aquisição Elo Company, com a premiação de representação comercial de um curta escolhido pelo júri Elo com duração de 18 meses.

O júri será composto por Beto Rodrigues, graduado em história pela UFRGS e pós-graduado em Produção Audiovisual pela Universidad Complutense de Madrid; Elisa Lucinda, fundadora da Casa-Poema, poetisa, jornalista e cantora; Leonardo Esteves, professor do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Mato Grosso, mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutor em Comunicação Social pela PUC-Rio; Julia Katherine, atriz e roteirista trans beneficiária do projeto Transcidadania da Prefeitura do Estado de São Paulo; Juliana Segóvia, diretora e roteirista, também graduada em comunicação e mestre em estudos de cultura contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso; e Vera Zaverucha, criadora do OCA, Observatório do Cinema e do Audiovisual, e professora especialista na regulação do audiovisual.

Clique aqui para saber mais sobre a inscrição.

Foto: Divulgação.

Rodrigo Santoro será homenageado no Cine PE – Festival do Audiovisual 2018

por: Cinevitor

rodrigosantorocinepe1Rodrigo Santoro completa o time de homenageados do Cine PE 2018.

Além da atriz Cássia Kis, da cineasta Katia Mesel e da empresa Box Brasil, a 22ª edição do Cine PE, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 4 de junho, também homenageará o ator Rodrigo Santoro. O astro, que estava entre os homenageados do festival no ano passado, não pôde comparecer ao evento por causa do nascimento de sua primeira filha, Nina. Santoro desembarca no Recife no dia da abertura do festival, quando acontece a solenidade de reconhecimento à sua trajetória.

Rodrigo fez diversos trabalhos marcantes na TV brasileira, com papéis em novelas como Explode Coração, Suave Veneno e Mulheres Apaixonadas e na minissérie Hilda Furacão. Nos cinemas, é lembrado por suas atuações no premiado Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky, no qual recebeu o Calunga de melhor ator no Cine PE, em 2001; Abril Despedaçado, de Walter Salles; Carandiru, de Hector Babenco; A Dona da História, de Daniel Filho; Heleno, de José Henrique Fonseca; entre outros.

O ator brasileiro tem se destacado também em Hollywood com diversos trabalhos, como: As Panteras: Detonando, Simplesmente Amor, 300, O Golpista do Ano, Golpe Duplo, Ben-Hur. Além disso, ganhou reconhecimento com as séries Lost e Westworld.

Sandra Bertini, diretora do Cine PE – Festival do Audiovisual, reforça a importância de Santoro para o mercado cinematográfico no país: “Este é um espaço de celebração. Escolhemos Rodrigo e Cássia no ano passado porque reconhecemos a dimensão e o valor de seus currículos para o audiovisual. Infelizmente, as agendas deles não coincidiram com a do festival, então esse ano resolvemos manter a homenagem”.

Clique aqui e confira a lista completa com os filmes selecionados para esta edição.

Foto: Frederick M. Brown.

Conheça os vencedores do Festival de Cannes 2018

por: Cinevitor

spikeleecannes2018O cineasta americano Spike Lee recebeu o Grand Prix.

Foram anunciados neste sábado, 19/05, os vencedores da 71ª edição do Festival de Cannes, que este ano contou com a atriz Cate Blanchett na presidência do júri. Ava DuVernay, Chang Chen, Robert Guédiguian, Khadja Nin, Léa Seydoux, Denis Villeneuve, Kristen Stewart e Andrey Zvyagintsev completavam o time responsável por avaliar e premiar os filmes da Competição Oficial.

Neste ano, o drama Manbiki kazoku (Shoplifters), dirigido pelo cineasta japonês Hirokazu Kore-eda, recebeu a Palma de Ouro, prêmio máximo do festival. Pela primeira vez na história do evento, uma Palma de Ouro Especial foi concedida pelo júri, que foi entregue ao francês Jean-Luc Godard pelo filme Le livre d’image.

O filme Girl, dirigido por Lukas Dhont e exibido na mostra Un Certain Regard, recebeu o prêmio Câmera de Ouro, dedicado a diretores estreantes, que contou com a cineasta Ursula Meier na presidência do júri.

Além disso, antes da premiação também foram divulgados os vencedores dos três prêmios concedidos pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, que elege as melhores produções da Competição Oficial, da mostra Un Certain Regard e da Semana da Crítica ou Quinzena dos Realizadores. A crítica brasileira Neusa Barbosa fez parte do júri.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cannes 2018:

COMPETIÇÃO OFICIAL:

Palma de Ouro: Manbiki kazoku (Shoplifters), de Hirokazu Koreeda (Japão)
Palma de Ouro Especial: Le livre d’image, de Jean-Luc Godard (França)
Grand Prix: BlacKkKlansman, de Spike Lee (EUA)
Melhor Direção: Pawel Pawlikowski, por Zimna wojna (Cold War) (Polônia/França/Reino Unido)
Prêmio do Júri: Capharnaüm, de Nadine Labaki (Líbano)
Melhor Ator: Marcello Fonte, por Dogman
Melhor Atriz: Samal Yeslyamova, por Ayka
Melhor Roteiro (empate): Lazzaro felice, escrito por Alice Rohrwacher (Itália/Suíça/França/Alemanha) e Three Faces, escrito por Jafar Panahi e Nader Saeivar (Irã)
Palma de Ouro | Curta-metragem: All These Creatures, dirigido por Charles Williams (Austrália)
Menção Especial do Júri | Curta-metragem: Yan Bian Shao Nian (On the Border), de Shujun Wei (China)

CÂMERA DE OURO | Caméra d’Or: Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)

MOSTRA UN CERTAIN REGARD | UM CERTO OLHAR:

Prêmio Un Certain Regard: Gräns (Border), de Ali Abbasi (Suécia)
Melhor Interpretação: Victor Polster, por Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)
Prêmio Especial do Júri: Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (The Dead and the Others), de João Salaviza e Renée Nader Messora (Portugal/Brasil)
Melhor Direção: Sergey Loznitsa, por Donbass (Alemanha/Ucrânia/Holanda/Romênia)
Melhor Roteiro: Sofia, escrito por Meryem Benm’Barek (Marrocos)

QUINZENA DOS REALIZADORES:

Prêmio Art Cinema: Climax, de Gaspar Noé (França)
Prêmio SACD (Society of Dramatic Authors and Composers): En Liberté!, escrito por Pierre Salvadori, Benjamin Charbit e Benoît Graffin (França)
Label Cinema Europa: Troppa Grazia, de Gianni Zanasi (Itália)
Prêmio illy | Melhor curta-metragem: Skip Day, de Patrick Bresnan e Ivete Lucas (EUA)

SEMANA DA CRÍTICA:

Grande Prêmio Nespresso: Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt (Portugal/França/Brasil)
Prêmio SACD (Society of Dramatic Authors and Composers): Kona fer í stríð (Woman at War), escrito por Benedikt Erlingsson e Ólafur Egilsson
Prêmio Gan Foundation de Distribuição: Sir (Monsieur), de Rohena Gera (Índia/França)
Prêmio Canal+ | Curta-metragem: Un jour de mariage (A wedding day), de Elias Belkeddar (Argélia/França)
Prêmio Louis Roederer Foundation | Revelação: Félix Maritaud, por Sauvage
Prêmio Leica Cine Discovery | Curta-metragem: Ektoras Malo: I Teleftea Mera Tis Chronias (Hector Malot: The Last Day of the Year), de Jacqueline Lentzou (Grécia)

PRÊMIOS FIPRESCI | Federação Internacional de Críticos de Cinema:

Competição Oficial: Buh-Ning (Burning), de Chang-dong Lee (Coreia do Sul)
Un Certain Regard: Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)
Semana da Crítica/Quinzena dos Realizadores: Egy Nap (One Day Un jour), de Zsófia Szilágyi (Hungria)

JÚRI ECUMÊNICO:
Melhor Filme: Capharnaüm (Capernaum), de Nadine Labaki (Líbano)
Menção Especial: BlacKkKlansman, de Spike Lee (EUA)

L’Œil d’or (Olho de Ouro) | MELHOR DOCUMENTÁRIO:
La strada dei Samouni (Samouni Road), de Stefano Savona (Itália/França)
Menção Especial: The Eyes of Orson Welles, de Mark Cousins (Reino Unido) e Libre (To the Four Winds), de Michel Toesca (França/Itália)

CINÉFONDATION:

Primeiro Prêmio: El verano del león eléctrico (The Summer of the Electric Lion), de Diego Céspedes (Chile)
Segundo Prêmio (empate): Kalendar (Calendar), de Igor Poplauhin (Rússia) e Dong wu xiong meng (The Storms in Our Blood), de Di Shen (China)
Terceiro Prêmio: Inanimate, de Lucia Bulgheroni (Reino Unido)

QUEER PALM:

Melhor longa-metragem: Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)
Melhor curta-metragem: O Órfão (The Orphan), de Carolina Markowicz (Brasil)

Foto: Pascal Le Segretain.

Festival de Cannes 2018: coprodução brasileira é premiada na mostra Un Certain Regard

por: Cinevitor

chuvacantoriacannesCena do filme Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos: prêmio especial do júri.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 18/05, os vencedores da mostra Un Certain Regard, também conhecida como Um Certo Olhar, que coloca em evidência filmes dirigidos por novos cineastas, porém mais atípicos aos da Competição Oficial do Festival de Cannes.

Neste ano, o ator Benicio Del Toro presidiu o júri, que contou também com a cineasta palestina Annemarie Jacir, com o diretor russo Kantemir Balagov, com a atriz francesa Virginie Ledoyen e com a produtora americana Julie Huntsinger.

Entre os premiados, vale destacar o português Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, uma coprodução brasileira dirigida por João Salaviza e pela brasileira Renée Nader Messora. Rodado ao longo de nove meses na aldeia Pedra Branca (Terra Indígena Krahô, no Tocantins), sem equipe técnica e em negativo 16mm, o filme acompanha Ihjãc, um jovem Krahô que, após um encontro com o espírito do seu falecido pai se vê obrigado a realizar sua festa de fim de luto.

O filme é produzido por Ricardo Alves Jr. e Thiago Macêdo Correia, da Entre Filmes (responsável pela produção do longa Elon Não Acredita na Morte), em coprodução com a portuguesa Karõ Filmes e a Material Bruto, de São Paulo.

Conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard 2018:

PRÊMIO UN CERTAIN REGARD:
Gräns (Border), de Ali Abbasi (Suécia)

MELHOR ROTEIRO:
Sofia, escrito por Meryem Benm’Barek (Marrocos)

MELHOR INTERPRETAÇÃO:
Victor Polster, por Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)

MELHOR DIREÇÃO:
Sergey Loznitsa, por Donbass (Alemanha/Ucrânia/Holanda/Romênia)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (The Dead and the Others), de João Salaviza e Renée Nader Messora (Portugal/Brasil)

Foto: Divulgação.

Cannes 2018: conheça os vencedores da Quinzena dos Realizadores; cineasta brasileira é premiada

por: Cinevitor

skipdayquinzenacannesCena do curta Skip Day, dirigido pela brasileira Ivete Lucas e pelo americano Patrick Bresnan.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 17/05, os vencedores da Quinzena dos Realizadores 2018, (La Quinzaine des Réalisateurs), mostra paralela ao Festival de Cannes, organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF) desde 1969 e que destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular, com diretores talentosos e originais.

Neste ano, em sua 50ª edição, o cinema brasileiro marcou presença com duas produções: o curta-metragem O Órfão, de Carolina Markowicz e protagonizado por Kauan Alvarenga, Clarisse Abujamra, Georgina Castro, Ivo Müller e Julia Costa; e o longa Los Silencios, de Beatriz Seigner, filmado na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

Além disso, a cineasta brasileira Ivete Lucas, que hoje mora nos Estados Unidos, foi premiada pelo curta-metragem documental Skip Day, no qual divide a direção com o americano Patrick Bresnan.

O cineasta americano Martin Scorsese foi homenageado com o Carrosse d’Or por sua aclamada carreira e, como parte da celebração, exibiu o longa Caminhos Perigosos, que fez parte da programação da Quinzena em 1974.

Conheça os vencedores da Quinzena dos Realizadores 2018:

PRÊMIO ART CINEMA:
Climax, de Gaspar Noé (França)

PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composers):
En Liberté!, escrito por Pierre Salvadori, Benjamin Charbit e Benoît Graffin (França)

LABEL CINEMA EUROPA:
Troppa Grazia, de Gianni Zanasi (Itália)

PRÊMIO ILLY | MELHOR CURTA-METRAGEM:
Skip Day, de Patrick Bresnan e Ivete Lucas (EUA)

Foto: Patrick Bresnan.