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46º Festival de Gramado: Ney Latorraca é homenageado com o Troféu Cidade de Gramado

por: Cinevitor

neyclaudiagramado46Ney Latorraca e Claudia Raia no palco: emoção e diversão!

Na sexta-feira, 24/08, último dia de exibições de filmes do 46º Festival de Cinema de Gramado, o público presente no Palácio dos Festivais se emocionou e também se divertiu com a homenagem ao ator Ney Latorraca, que recebeu o Troféu Cidade de Gramado.

Com mais de 50 anos de carreira, contabilizando 23 longas-metragens no currículo, o ator foi surpreendido pela presença da atriz e amiga Claudia Raia, que apareceu de surpresa para entregar o troféu ao homenageado: “Um ator único, com uma carreira singular. Meu primeiro amigo no Rio de Janeiro que me recebeu de portas abertas, que me acolheu, que me alimentou, que me abraçou”, disse no palco.

Emocionado, Ney relembrou alguns momentos de sua carreira, brincou com o público pedindo mais aplausos e ainda fez uma selfie com a plateia: “Hoje eu olho para trás e vejo que não tenho do que reclamar. Deu tudo certo na minha vida”, disse.

Em 54 anos de carreira, é conhecido por diversos trabalhos marcantes na TV, como o programa de humor TV Pirata, as novelas Vamp, Éramos Seis e O Cravo e a Rosa, e os seriados Rabo de Saia, Anarquistas Graças a Deus, Grande Sertão: Veredas e Memórias de um Gigolô.

Nas telonas, atuou em diversos filmes, entre eles: Audácia, de Antônio Lima e Carlos Reichenbach; A Noite do Desejo, de Fauzi Mansur; Anchieta, José do Brasil, de Paulo César Saraceni; O Beijo no Asfalto, de Bruno Barreto; Ópera do Malandro e A Bela Palomera, de Ruy Guerra; Ele, o Boto, de Walter Lima Jr.; Carlota Joaquina: Princesa do Brazil e Irma Vap: O Retorno, de Carla Camurati; e os três filmes que realizou em parceria com o diretor Luiz Carlos Lacerda: For All: O Trampolim da Vitória, codirigido por Buza Ferraz, Viva Sapato! e Introdução à Música do Sangue.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem ao ator Ney Latorraca:

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Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto.

10 Segundos para Vencer, com Daniel de Oliveira e Osmar Prado, é exibido no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

dezsegundosgramado46Equipe da cinebiografia no tapete vermelho de Gramado.

Na quinta-feira, 23/08, a história do ex-pugilista brasileiro Éder Jofre emocionou o público presente no Palácio dos Festivais. Exibido na competição brasileira de longas do 46º Festival de Cinema de Gramado, 10 Segundos para Vencer, de José Alvarenga Jr., revela a incrível trajetória de Jofre, que desafiou seus próprios limites até conquistar seu primeiro cinturão de ouro, em 1961, nos Estados Unidos.

Com Daniel de Oliveira no papel de um dos maiores pugilistas da história, o longa conta também com Osmar Prado no papel de Kid Jofre, pai e implacável treinador do bicampeão mundial de boxe. Na história, depois de cinco anos de glória, defendendo o título sem nunca ter sofrido um nocaute, em 1966 ele decide parar de lutar para levar uma vida comum, longe dos ringues, mas perto da mulher, Cida, e dos filhos pequenos. A paixão pelo esporte leva Éder a voltar a treinar e, mesmo após um longo período parado, ele recupera a antiga forma e conquista mais um cinturão de ouro, em 1973, aos 37 anos.

Com estreia marcada para o dia 27 de setembro, o longa conta também com Sandra Corveloni, Ravel Andrade, Kelli Freitas, Ricardo Gelli, Luti Angelelli e Victor Laplace no elenco.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou de um debate com o público e com a imprensa acompanhado por sua equipe. Marcaram presença: os atores Daniel de Oliveira e Osmar Prado; o produtor Flávio Ramos Tambellini; e o roteirista Thomas Stavros.

Aperte o play e confira os melhores momentos da apresentação do filme no palco e do debate:

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Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto.

De Perto Ela Não é Normal, com Suzana Pires, começa a ser filmado; longa terá também Ivete Sangalo e Marcelo Serrado no elenco

por: Cinevitor

depertonormalfilmagens1Suzana Pires e Marcelo Serrado nos bastidores.

Depois de rodar os palcos de todo o país e passando também por Portugal, com mais de 500 mil espectadores, Suzana Pires leva agora seu monólogo De Perto Ela Não é Normal para os cinemas. Com direção de Cininha de Paula e produção associada de Carlos Diegues, o longa começou a ser rodado nesta semana, no Rio de Janeiro.

Na comédia, Suzana Pires interpreta três personagens: Suzie, Neide e Tia Suely, três faces femininas de uma mesma família. Suzie é hoje uma mulher de 40 e poucos anos, casada e com duas filhas adultas, que segue exatamente a vida tradicional que a sua mãe, Neide, lhe pediu que ela tivesse antes de morrer. Esposa de seu amigo de infância, Pedrinho, interpretado por Marcelo Serrado, um homem sem muita opinião própria, Suzie ainda tem que lidar com Dora, vivida por Cristina Pereira, uma sogra rabugenta que faz a vida dela um verdadeiro inferno. Sentindo-se infeliz e pressionada por tudo e por todos, ela não consegue mais se enxergar como a menina sensível e criativa que foi na infância. Quando reencontra sua Tia Suely, uma mulher livre e decidida, ela resolve dar uma guinada na vida e ir em busca de si mesma.

Na trama, Samantha Schmütz interpreta Naninha, a amiga de academia que tenta fazer Suzie emagrecer de formas não convencionais; Ivete Sangalo é Dayse Aparecida, uma hilária professora de filosofia na faculdade de Direito; a apresentadora Angélica é Rebeca, amiga de infância de Suzie; Gaby Amarantos vive Maria Pia, uma advogada bem sucedida, que oferece o primeiro trabalho na área para a protagonista; e Jane Di Castro é Geralda Maltêz, chefe de departamento no INSS. Arthur Aguiar, Marcos Caruso, Camila Amado, Henri Castelli, Ricardo Pereira, Heloísa Périssé e o ator mirim João Bravo completam o elenco.

depertonormalfilmagens2Camila Amado em cena com Suzana Pires: bastidores.

O roteiro é da própria Suzana, que escreve pela primeira vez para o cinema, em parceria com Martha Mendonça e Renato Santos. Ambientado no Rio de Janeiro, o filme, que já começou a ser rodado, terá locações na Lagoa Rodrigo de Freitas, Praia de Copacabana, Boate Hippopotamus, Marina da Glória, Araruama, entre outras. A previsão de estreia é no primeiro semestre de 2019.

O filme foi criado  a partir do monólogo homônimo de Suzana, escrito em 2005: “Quando eu escrevi a peça, eu estava com a necessidade de falar sobre como é difícil para uma mulher escolher uma trajetória própria, sem ser a trajetória que já te apontam como a certa. A gente é muito exigida de ser bem sucedida, magra, inteligente, a mulher perfeita, e eu quis fazer uma crítica a isso, mostrar que o chegar lá não é o que os outros apontam, mas o que você quer definir para si mesma”, comentou Suzana.

De Perto Ela Não é Normal é a primeira produção brasileira a contar com a cláusula de inclusão (inclusion rider), que ficou mundialmente conhecida após o discurso de agradecimento da atriz Frances McDormand na última edição do Oscar. A cláusula exige um nível de diversidade tanto no elenco quanto na equipe técnica.

Fotos: Ellen Soares.

46º Festival de Gramado: atriz uruguaia Natalia Oreiro é homenageada com o Kikito de Cristal

por: Cinevitor

nataliacristalgramadoEmoção no palco e discurso em português.

A atriz uruguaia Natalia Oreiro foi homenageada com o Kikito de Cristal, troféu que celebra expoentes do audiovisual latino-americano, nesta 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Estrela da TV uruguaia, Oreiro filmou seu primeiro longa em 1998, e recentemente entregou um dos seus mais célebres trabalhos: a cinebiografia Gilda, no me arrepiento de este amor, sobre a cantora e compositora argentina Gilda, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz pelo voto popular no Prêmio Platino em 2017.

Depois de Cecilia Roth e Soledad Villamil, ambas argentinas, Natalia é a primeira mulher uruguaia a receber o Kikito de Cristal, criado há 12 anos. A estrela do cinema e da televisão, que vive em Buenos Aires, chegou a Gramado na manhã de quarta-feira, 22/08, e deu início à fabricação do troféu artesanal, na fábrica Cristais de Gramado, que será entregue ao homenageado no ano que vem.

Natalia Oreiro recebeu o troféu no ano em que completa duas décadas de atuação no cinema. Sua estreia aconteceu em 1998, com Un argentino en New York, que bateu recordes de bilheteria. Em 2012 e 2013, Oreiro foi protagonista das duas produções que a Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina selecionou para representar o país na briga pela indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro: Infância Clandestina e O Médico Alemão, que teve caminhada exitosa em festivais internacionais, competindo inclusive no importante Prêmio Goya, da Espanha.

No palco do Palácios dos Festivais, Natalia fez seu discurso de agradecimento falando em português. Aperte o play e confira:

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Daniela Thomas cancela exibição de O Banquete no 46º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

banqueteforagramadoDrica Moraes em cena: filme fora da programação.

A primeira sessão pública do filme O Banquete, que seria realizada na quarta-feira, 22/08, dentro da mostra competitiva de longas brasileiros do 46º Festival de Cinema de Gramado foi suspensa pela diretora Daniela Thomas. Sendo assim, o longa retira-se da disputa pelos kikitos.

O roteiro de O Banquete inspira-se em eventos recentes da história do país. Entre eles, uma carta aberta como a publicada por Otavio Frias Filho, nos anos 1990, dirigida ao então presidente do Brasil. Em virtude da morte do editor, anunciada nesta terça-feira, 21/08, e com o objetivo de respeitar este momento de luto da família, a diretora decidiu retirar o filme da competição.

“Sinto muito pela perda de Otávio e me solidarizo com a família, com seus amigos e funcionários. Foi um grande publisher, um intelectual admirável e tinha muito ainda a contribuir com o país”, afirmou Daniela. “O momento é inoportuno para o encontro de ficção e realidade e as possíveis interpretações equivocadas que a ficção pode suscitar. Por isso, retiro o filme do festival”, finalizou. A produtora Cisma e a distribuidora Imovision acataram o pedido da diretora da suspensão da exibição.

A história se desenrola ao longo de um banquete, onde jogos de poder e erotismo estão colocados à mesa, fazendo com que as vidas dos convidados sejam transformadas para sempre. Entre eles está o poderoso editor de uma revista, que celebra seu aniversário de casamento. Ele pode ser preso nessa noite, já que escreveu uma carta aberta com graves denúncias contra o presidente do país.

O elenco do filme conta com Drica Moraes, Mariana Lima, Caco Ciocler, Rodrigo Bolzan, Fabiana Gugli, Gustavo Machado, Chay Suede, Bruna Linzmeyer e Georgette Fadel.

Com o cancelamento da exibição, houve mudança na sessão noturna que ocorre na noite desta quarta-feira no Palácio dos Festivais: A Chave do Vale Encantado, novo trabalho de Oswaldo Montenegro no cinema, será exibido no espaço de O Banquete, embora fora de competição.

Foto: Daniela Thomas/Divulgação.

Ferrugem, de Aly Muritiba, é exibido em competição no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

ferrugematorgramadoOs atores Giovanni de Lorenzi, Tifanny Dopke e Nathalia Garcia no debate.

Depois de sua estreia mundial no Festival de Sundance deste ano e de ser exibido em outros festivais ao redor do mundo, como Taipei Film Festival, em Taiwan, Seoul International Women’s Film Festival, na Coreia do Sul e o Giffoni Film Festival, na Itália, Ferrugem foi exibido pela primeira vez no Brasil nesta terça-feira, 21/08, na mostra competitiva de longas do 46º Festival de Cinema de Gramado.

Dirigido por Aly Muritiba, de Para Minha Amada Morta, o filme mergulha no universo jovem para contar a história de Tati, uma adolescente cheia de vida, que gosta de compartilhar seus melhores momentos nas redes sociais e que terá sua vida virada do avesso quando algo que ela não queria compartilhar com ninguém cai no grupo de WhatsApp do colégio.

Com estreia marcada para o dia 30 de agosto nos cinemas brasileiros, Ferrugem também será exibido no San Sebastian International Film Festival. O longa é uma produção da Grafo Audiovisual, em coprodução com a Globo Filmes, e conta com Fernando Meirelles e Guel Arraes como produtores associados, George Moura como supervisor de roteiro e será distribuído no Brasil pela Olhar Distribuição.

No dia seguinte à exibição do longa no Palácio dos Festivais, o diretor participou de um debate ao lado de sua equipe. Marcaram presença, além de Aly Muritiba: o produtor executivo Antônio Junior; Jessica Candal, que assina o roteiro com Aly; e os atores Giovanni de Lorenzi, Clarissa Kiste, Tifanny Dopke e Nathalia Garcia.

Aperte o play e confira os melhores momentos da apresentação do filme e do debate:

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Foto: Fabio Winter/Pressphoto.

Fabrício Boliveira e Isis Valverde apresentam cinebiografia de Wilson Simonal no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

simonalgramadocoletivaFabrício Boliveira e Isis Valverde no debate.

A música de Wilson Simonal tomou conta do Palácio dos Festivais na segunda-feira, 20/08, com a história do cantor e compositor que quebrou paradigmas da música e da sociedade brasileira nos anos 1960 e 1970. Exibido na mostra competitiva de longas nacionais do 46º Festival de Cinema de Gramado, Simonal, de Leonardo Domingues, conta com Fabrício Boliveira no papel do protagonista.

O ator dá vida ao rei da pilantragem, como era divertidamente conhecido o personagem título da cinebiografia musical. O filme aborda o sucesso bombástico do carioca e a queda, igualmente rápida, depois que é apontado como informante do Dops. Quem o acompanha e o apoia, mas também o coloca contra a parede é sua mulher Tereza, interpretada por Isis Valverde.

O filme, que tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2019, é ambientado num rico momento da música brasileira com conhecidos personagens da época que circulam pelas cenas, como: Erasmo Carlos, Ronaldo Bôscoli, Luiz Carlos Miele e Elis Regina. Leandro Hassum interpreta Carlos Imperial, o primeiro a perceber o talento de Simonal. O elenco conta ainda com Mariana Lima, Silvio Guindane, Caco Ciocler, Bruce Gomlevsky, Fabricio Santiago, Letícia Isnard, João Velho e Dani Ornellas.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou de um debate acompanhado pelos atores Fabrício Boliveira, Caco Ciocler, Isis Valverde, pelo produtor Roberto Berliner e pelos filhos do cantor, Wilson Simoninha, Max de Castro e Patrícia Simonal.

Aperte o play e confira os melhores momentos do debate de Simonal em Gramado:

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Foto: Fabio Winter/Pressphoto.

Oscar 2019: 22 longas disputam indicação brasileira ao prêmio de melhor filme estrangeiro

por: Cinevitor

preoscarbrasil18Karine Teles e Otávio Müller em Benzinho, de Gustavo Pizzi: na disputa!

O Ministério da Cultura (MinC) finalizou a primeira etapa do processo de escolha do longa-metragem brasileiro que disputará uma das vagas entre os cinco indicados ao prêmio de melhor filme estrangeiro do Oscar 2019, que será realizado no dia 24 de fevereiro, em Los Angeles, pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences.

A novidade deste ano é o expressivo aumento na representatividade feminina: dos 22 filmes habilitados, nove foram dirigidos ou codirigidos por mulheres, um percentual de 40,9%. Em 2017, dos 23 longas selecionados, apenas quatro tiveram mulheres na direção.

O representante brasileiro será escolhido pela Comissão Especial de Seleção, formada por membros indicados pela Academia Brasileira de Cinema (ABC). O anúncio do longa selecionado será no dia 11 de setembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Conheça os 22 longas brasileiros inscritos neste ano:

Além do Homem, de Willy Biondani
Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos
Antes que Eu Me Esqueça, de Tiago Arakilian
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra
Benzinho, de Gustavo Pizzi
Canastra Suja, de Caio Sóh
Como é Cruel Viver Assim, de Julia Rezende
Dedo na Ferida, de Silvio Tendler
Encantados, de Tizuka Yamasaki
Entre Irmãs, de Breno Silveira
Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
Ferrugem, de Aly Muritiba
Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança
O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida
O Caso do Homem Errado, de Camila Lopes de Moraes
O Desmonte do Monte, de Sinai Mello e Silva Sganzerla
O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues
Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg
Talvez Uma História de Amor, de Rodrigo Spada Bernardo
Unicórnio, de Eduardo Nunes
Yonlu, de Hique Montanari

No ano passado, o longa selecionado para disputar uma vaga entre os indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro foi Bingo: O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende. Nos últimos anos foram selecionados os seguintes longas: Pequeno Segredo, de David Schurmann; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert; Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro; O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho; O Palhaço, de Selton Mello; Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, de José Padilha; Lula, o Filho do Brasil, de Fabio Barreto; e Salve Geral, de Sérgio Rezende.

Foto: Bianca Aun.

Edson Celulari é homenageado com o Troféu Oscarito no 46º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

edsonoscaritorecebegramadoEmoção no palco: Edson Celulari recebe homenagem em Gramado.

Com 40 anos de carreira, o ator Edson Celulari recebeu o troféu Oscarito desta 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado, entregue a grandes atores do cinema brasileiro, na segunda-feira, 20/08, no Palácio dos Festivais.

Este ano, Celulari marcou presença nas telonas com o longa Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos, dirigido pelo cineasta gaúcho Paulo Nascimento. Também foi com Paulo Nascimento que Celulari fez Diário de um Novo Mundo, baseado no romance de Luiz Antonio de Assis Brasil e exibido no Festival de Cinema de Gramado, em 2005.

Depois de passar pelo tapete vermelho, subiu ao palco sob aplausos e ao ritmo de samba, com direito a um passista relembrando seu personagem na comédia musical Ópera do Malandro, de Ruy Guerra: “Tenho 40 anos de carreira, e quando comecei, esse festival já era uma referência”, relembrou. Em 1981, quando recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em sua estreia nas telonas com Asa Branca: Um Sonho Brasileiro, de Djalma Limongi Batista, o evento gaúcho já tinha quase uma década de existência.

Além do discurso, Celulari foi surpreendido com uma mensagem da colega de elenco de Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos, a atriz argentina Soledad Villamil: “Um grande ator, generoso, companheiro, que sabe contar piadas. Esse prêmio é mais que merecido”, disse em vídeo exibido no telão do cinema. Leonardo Machado, apresentador do festival e também colega de trabalho e amigo do homenageado, também deixou seu recado: “Um grande homem, um exemplo de lutador”, disse emocionado.

Ao final do discurso, Edson Celulari mandou um recado para o público: “Estou muito feliz e honrado. Gostaria de dizer que estou pronto para mais 40 anos. E esses próximos 40 anos não serão só como ator, mas também como diretor. Aguardem!”, finalizou.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem:

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Marina Meliande apresenta Mormaço no 46º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

mormacogramadoEquipe do filme reunida antes da exibição.

Primeiro longa-metragem solo de Marina Meliande, Mormaço foi exibido na mostra competitiva de longas brasileiros do 46º Festival de Cinema de Gramado, no domingo, 19/08. Roteirizado pela própria Marina, em parceria com Felipe Bragança, o longa traz Marina Provenzzano como protagonista.

Ana é uma jovem advogada carioca que se divide entre seu trabalho em uma comunidade prestes a ser despejada por conta dos Jogos Olímpicos do Rio, um novo amor e uma doença misteriosa. O longa teve estreia mundial na competição oficial do Festival Internacional de Cinema de Roterdã no início do ano.

A dupla de roteiristas já trabalhou junta em outros projetos e assina a direção de longas como A Fuga da Mulher Gorila, que estreou no Festival de Locarno, em 2009, e A Alegria, que esteve na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes, em 2010. Além de Marina Provenzzano, o elenco conta com o estreante Pedro Gracindo, Diego de Abreu, Analu Prestes, Igor Angelkorte e Sandra Souza.

A história se passa no Rio de Janeiro, em 2016, num verão escaldante. A cidade está se preparando para os Jogos Olímpicos. Ana, uma defensora pública de 32 anos, trabalha na defesa de uma comunidade ameaçada de remoção pelas obras do Parque Olímpico. Enquanto isso, misteriosas manchas roxas, similares a fungos, aparecem em seu corpo. Coisas estranhas começam a acontecer na cidade e no corpo de Ana. A temperatura sobe, criando uma atmosfera úmida e sufocante. O mormaço acumula, abrindo caminho para uma forte chuva.

No palco do Palácio dos Festivais, a diretora subiu acompanhada por sua equipe e fez um discurso importante e reflexivo: “Estou muito feliz e honrada de estar aqui. É a primeira exibição do filme no Brasil e isso é muito importante. Mormaço é sobre resistência, filmado em 2016 e alguns meses antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro. É um filme que fala bastante sobre a relação das pessoas com a cidade em transformação e de como nossos corpos resistem a essas transformações, que muitas vezes são bastante violentas e agressivas”, disse.

Aperte o play e confira na íntegra o discurso de Marina Meliande em Gramado:

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Foto: Fabio Winter/Pressphoto.

46º Festival de Cinema de Gramado: conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas

por: Cinevitor

curtasgauchos18gramadoOs premiados no palco de Gramado.

Como de costume, o primeiro fim de semana do 46º Festival de Cinema de Gramado exibiu e premiou os melhores curtas-metragens produzidos no Rio Grande do Sul. A cerimônia aconteceu na noite de domingo, 19/08, no Palácio dos Festivais, e consagrou Um Corpo Feminino, de Thaís Fernandes, como o melhor filme do Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas.

O documentário, que faz parte de um projeto transmídia e levou também o prêmio de melhor roteiro, propõe um jogo aparentemente simples onde pergunta para mulheres de diversas gerações a definição de “um corpo feminino”; a produção Sem Abrigo, que mostra a luta de uma moradora de rua para sobreviver ao frio do inverno em Porto Alegre, ganhou três troféus: melhor montagem, melhor fotografia e melhor atriz para Rejane Arruda.

Ao todo foram distribuídos 48 mil reais em dinheiro aos vencedores das 12 categorias (onze troféus Assembleia Legislativa e o Prêmio da Crítica especializada); o melhor filme recebeu ainda um crédito de R$ 10 mil para utilizar em locação de equipamentos da Naymar.

Os vencedores foram escolhidos por cinco jurados: o jornalista Hermes Leal, o produtor Julio Uchoa, a atriz Lu Grimaldi, a diretora de arte Maíra Carvalho e o crítico de cinema Rafael Carvalho. Ao todo, 20 produções concorreram na categoria.

Conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de curtas-metragens do Festival de Gramado 2018:

Melhor Produção | Produção Executiva: Mulher Ltda, por Rafael Duarte e Taísa Ennes
Melhor Edição de Som: Abismo, por Guilherme Cassio
Melhor Música: Nós Montanha, por Jonts Ferreira
Melhor Direção de Arte: Mulher Ltda, por Taísa Ennes
Melhor Montagem: Sem Abrigo, por Germano de Oliveira
Melhor Fotografia: Sem Abrigo, por Marco Antônio Nunes
Melhor Roteiro: Um Corpo Feminino, escrito por Thaís Fernandes
Melhor Atriz: Rejane Arruda, por Sem Abrigo
Melhor Ator: Sirmar Antunes e Clemente Viscaíno, por Grito
Melhor Curta Gaúcho | Júri da Crítica: Sem Abrigo, de Leonardo Remor
Menção Honrosa: A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina, de Tiago Ribeiro
Melhor Direção: Fè Mye Talè, de Henrique Both Lahude
Melhor Filme: Um Corpo Feminino, de Thaís Fernandes

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Foto: Fabio Winter/Pressphoto.

Com Karine Teles e Adriana Esteves, Benzinho é exibido no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

benzinhogramado18Equipe do filme no tapete vermelho de Gramado.

Estrelado por Karine Teles, Adriana Esteves, Otávio Müller e Konstantinos Sarris, Benzinho, de Gustavo Pizzi, foi exibido neste sábado, 18/08, na competição de longas brasileiros do 46º Festival de Cinema de Gramado.

Na história, Irene, vivida por Karine Teles, mora com o marido Klaus, papel de Otávio Müller, e seus quatro filhos nos arredores do Rio de Janeiro. Entre os empreendimentos sem sucesso do parceiro e os problemas da irmã, interpretada por Adriana Esteves, Irene se desdobra para ajudar a todos e dar atenção aos filhos. Mas é quando seu primogênito Fernando, vivido por Konstantinos Sarris, ator grego em sua estreia nos cinemas, é convidado para jogar handebol na Alemanha, que ela terá que lidar com o maior de seus problemas, a despedida antes do previsto.

Benzinho foi rodado em Petrópolis e Araruama, no Rio de Janeiro, e também traz no elenco o ator uruguaio César Troncoso, vivendo Alan, marido de Sônia e Vicente Demori como Thiago, filho do casal. Mateus Solano é Paçoca, e faz uma participação especial como o professor de handebol de Fernando. Luan Teles, interpreta Rodrigo, filho do meio de Irene; os gêmeos mais novos são vividos por Arthur e Francisco Teles Pizzi, filhos do diretor Gustavo Pizzi e da atriz Karine Teles, que foram casados e se inspiraram nessa experiência pessoal para criar a história do filme. A dupla volta a trabalhar em parceria depois do premiado longa Riscado, de 2010, que faturou os kikitos de melhor direção, atriz, roteiro e Júri da Crítica em Gramado.

O longa teve sua estreia mundial na competição do Festival de Sundance e participou da mostra Voices no Festival de Roterdã. Venceu o prêmio de melhor filme pelo júri e pela crítica do Festival de Málaga e pelo júri do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira. Também participou dos festivais de Gotemburgo, São Francisco, Washington DC, Berkshire, Provincetown, Edimburgo, Festival Internacional do Cinema Latino de Los Angeles, Festival de Karlovy Vary, na República Checa, e no Rooftop Films Summer Series.

benzinhotrailerAdriana Esteves e Karine Teles em cena: atuações brilhantes.

Benzinho foi vendido para diversos países, como França, China, Austrália, Nova Zelândia, República Checa, Portugal, México, Polônia, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Grécia, Espanha, Suíça, Áustria, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Sérvia e Eslovênia. Estreou no Uruguai em março, no México em julho e no Brasil no dia 23 de  agosto.

No palco do Palácio dos Festivais, a protagonista Karine Teles fez um discurso importante e comovente: “A Irene [personagem de Karine], em primeiro lugar, é uma mulher como protagonista e não como objeto de um filme. Eu acho isso revolucionário. Precisamos dar voz a outras histórias no nosso cinema, a gente precisa dar espaço para outros olhares”, falou.

No dia seguinte à exibição, o diretor Gustavo Pizzi participou de uma coletiva de imprensa ao lado dos atores Otávio Müller, Adriana Esteves, Karine Teles e dos filhos Arthur e Francisco Teles Pizzi. A produtora executiva Tatiana Leite e o coprodutor Roberto Berliner também fizeram parte da mesa.

Aperte o play e confira os melhores momentos da apresentação e do debate:

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.