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Carlos Saldanha recebe o Troféu Eduardo Abelin no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

saldanhatrofeugramadoHomenageado: reconhecimento no exterior e no Brasil.

O primeiro homenageado da 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado subiu ao palco do Palácio dos Festivais no sábado, 18/07: o cineasta Carlos Saldanha, mestre da animação brasileira e indicado duas vezes ao Oscar, recebeu o Troféu Eduardo Abelin, que destaca a trajetória e a contribuição de diretores brasileiros.

Nascido no Rio de Janeiro e morador de Nova Iorque desde os anos 1990, Carlos Saldanha é um dos principais nomes da Blue Sky Studios, responsável por animações como A Era do Gelo, Robôs, Rio e O Touro Ferdinando, que foi indicado recentemente ao Oscar de melhor animação. A obra é dirigida por Saldanha, que exerceu a mesma função em Rio, de 2011, filme que ele criou para ser uma carta de amor para sua cidade natal e que se tornou um sucesso mundial.

Na trilogia de A Era do Gelo, dividiu a direção do primeiro filme e depois assumiu integralmente a condução das duas sequências, sendo que a última, A Era do Gelo 3, se tornou um dos maiores filmes de animação de todos os tempos, arrecadando quase 900 milhões de dólares em todo o mundo.

No palco do Palácio dos Festivais, o cineasta gaúcho Otto Guerra, que recebeu este mesmo troféu no ano passado e também é conhecido por suas animações, preparou uma sequência especial com imagens de seus filmes que foram projetadas no telão e brincavam com Saldanha. Depois, entregou o troféu ao homenageado: “Fiz minha carreira praticamente lá fora, mas ganhar um prêmio no Brasil tem um gostinho muito especial”, disse Carlos. E completou: “Todos nós queremos contar boas histórias, criar bons personagens e não importa como. O que importa é estar na telona para que possa ser apreciado“.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem:

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Com Marieta Severo, A Voz do Silêncio, de André Ristum, é exibido no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

vozdosilenciogramadoEquipe do filme no tapete vermelho do Palácio dos Festivais.

Depois da exibição do filme de abertura na primeira noite do 46º Festival de Cinema de Gramado, o cineasta André Ristum subiu ao palco do Palácio dos Festivais na sexta-feira, 17/08, para abrir a competição de longas brasileiros com seu novo trabalho, o drama A Voz do Silêncio.

Baseado em experiências reais da vida do diretor, o filme traz um olhar atento que varre a cidade grande e suas pessoas anônimas que vivem em tensão pela sobrevivência, resignados com seus próprios destinos. Um eclipse lunar pontua as mudanças nas vidas dessas pessoas, que compõem um mosaico da cidade.

A Voz do Silêncio fez sua estreia mundial na competição oficial do Festival de Málaga deste ano e abriu o Festival de Tucuman, na Argentina, onde foi lançado comercialmente em junho. No Brasil, tem estreia prevista para novembro deste ano.

Primeira atriz a vencer o Troféu Oscarito, em 2002, Marieta Severo marcou presença no evento para apresentar o filme. Na história, ela interpreta uma mulher submersa em culpa depois de ter rejeitado o filho. O filme descortina as razões para a atitude e apresenta a personagem que, com problemas psíquicos, precisa lidar com um estado emocional e mental muito particular. A personagem integra um mosaico de histórias cotidianas onde o diretor André Ristum, premiado pelo júri popular em Gramado no ano de 2015 com O Outro Lado do Paraíso.

marietagramado18Marieta Severo nos bastidores do festival.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, Marieta disse: “É sempre muito especial estar em Gramado. Mostrar um filme aqui tem um sabor especial. Quando a gente sabe que foi selecionado para Gramado é uma alegria”. A atriz também falou sobre o público: “É um público com um olhar atento que vem absorver o que tem de melhor no nosso cinema. E, neste ano, a seleção está muito boa”.

O diretor André Ristum também falou ao CINEVITOR: “É meu terceiro filme em Gramado e a recepção foi incrível”, revelou. Questionado sobre o talento e o entrosamento do elenco, disse: “São atores que eu sempre quis trabalhar, alguns eu até escrevi o personagem pensando neles”. E completou: “Eu queria trabalhar com atores que tivessem o talento de comunicar sem falar, transmitindo algo pelo olhar de uma forma muito forte. Hoje eu assisto ao filme e realmente vejo que o trabalho do elenco ficou sensacional”, finalizou.

A Voz do Silêncio conta também com Ricardo Merkin, Arlindo Lopes, Claudio Jaborandy, Stephanie de Jongh, Marat Descartes, Tássia Cabanas, Nicola Siri, Marina Glezer, Milhem Cortaz e Augusto Madeira no elenco.

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Fotos: Cleiton Thiele e Edison Vara/Pressphoto.

O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, abre o 46º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

gramado46circoaberturaO diretor apresenta o filme no palco ao lado da equipe.

A 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou nesta sexta-feira, 17/08, com O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, como o filme de abertura. Inspirado no poema de Jorge de Lima, e com trilha sonora repleta de clássicos de Chico Buarque e Edu Lobo, o longa conta a história de cinco gerações de uma mesma família circense, do apogeu à decadência, passando por grandes amores e aventuras.

Diretor de filmes como Xica da Silva, Bye Bye Brasil, Quilombo, Um Trem para as Estrelas e Tieta do Agreste, Cacá Diegues participou recentemente do Festival de Cannes com a exibição de O Grande Circo Místico, seu 18º longa-metragem, fora de competição. O filme conta com Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer, Antonio Fagundes, Juliano Cazarré, Rafael Lozano, Marcos Frota, Mariana Ximenes e Vincent Cassel no elenco.

No palco do Palácio dos Festivais, o consagrado diretor revelou estar feliz e honrado em abrir o evento, sendo a primeira exibição pública do filme no Brasil: “O Festival de Gramado faz parte da história do cinema brasileiro e merece toda nossa atenção e respeito. Por aqui foram revelados grandes filmes”, disse Cacá.

No dia seguinte à exibição, o cineasta participou de uma coletiva de imprensa ao lado dos atores Jesuíta Barbosa, Mariana Ximenes, Marcos Frota e Bruna Linzmeyer e da produtora Renata Almeida Magalhães. Entre tantos assuntos, falaram sobre a preparação dos personagens, naturalismo no cinema brasileiro, referências e efeitos especiais.

Aperte o play e confira os melhores momentos da coletiva de imprensa de O Grande Circo Místico:

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Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto.

Filme brasileiro O Segredo de Davi é selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Montreal

por: Cinevitor

osegredodedavimontrealNicolas Prattes em cena: estreia nas telonas.

Dirigido por Diego Freitas, O Segredo de Davi acaba de ser selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Montreal (Montreal World Film Festival, MWFF), que acontece entre os dias 23 de agosto e 3 de setembro. O evento é o único festival de cinema competitivo da América do Norte credenciado pela FIAPF, Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos. A ficção é o único longa brasileiro entre os 19 selecionados da mostra First Fiction Films World Competition.

“Estamos super felizes. O festival abriu espaço para um filme do gênero suspense e brasileiro na mostra competitiva junto com filmes de todo o mundo. A estreia em Montreal tem um gostinho especial porque é a primeira vez que o filme será exibido, ninguém o viu ainda. Estou ansioso pra ver a reação de um público diferente do nosso e com outra cultura. É uma forma de mostrar a universalidade da nossa história e do nosso tema. Estou honrado e orgulhoso da nossa equipe”, disse Diego Freitas.

Em sua estreia nos cinemas, Nicolas Prattes dá vida a esse anti-herói cheio de mistérios, numa trama focada em um jovem universitário que se transforma em um famoso serial killer. Com lançamento previsto para novembro de 2018 em todo o Brasil e distribuição da Elo Company, o longa traz também no elenco os atores João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Müller, Eucir de Souza, Giselle de Prattes, Tuna Dwek, André Hendges e Neusa Maria Faro.

O roteiro original foi criado pelo diretor Diego Freitas, internacionalmente premiado como melhor diretor pelo curta Sal, de 2016. Elisa Tolomelli, de Cidade de Deus e Central do Brasil, assina a coprodução juntamente com Luciano Reck, Amadeu Alban e Marcio Yatsuda, que são os produtores executivos.

Clique aqui e confira o teaser trailer de O Segredo de Davi.

Foto: Divulgação/Parakino Filmes.

Festival de Toronto 2018: novos filmes são anunciados na programação

por: Cinevitor

outlawkingtorontoChris Pine e Lorne MacFadyen, em Outlaw King, de David Mackenzie.

Considerado um dos eventos mais importantes do cinema mundial e conhecido como um termômetro para o Oscar, o Festival Internacional de Cinema de Toronto anunciou novos filmes na programação de sua 43ª edição, que acontecerá entre os dias 6 e 16 de setembro.

Nesta nova leva de filmes anunciados, nomes premiados e consagrados da sétima arte se destacam com seus novos trabalhos, como: Peter Farrelly, Xavier Dolan, Paul Greengrass, Joel Edgerton, Sebastián Lelio, Sam Taylor-Johnson, Naomi Kawase, Errol Morris, Michael Moore, entre outros.

Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Toronto 2018:

GALA PRESENTATIONS:

Green Book, de Peter Farrelly (EUA)
Jeremiah Terminator LeRoy, de Justin Kelly (Canadá/EUA/Reino Unido) (filme de abertura)
The Lie, de Veena Sud (Canadá)
Outlaw King, de David Mackenzie (EUA/Reino Unido) (filme de encerramento)

SPECIAL PRESENTATIONS:

22 July, de Paul Greengrass (Noruega/Islândia)
American Woman, de Jake Scott (EUA)
Baby (Bao Bei Er), de Liu Jie (China)
Boy Erased, de Joel Edgerton (EUA)
Driven, de Nick Hamm (Porto Rico/Reino Unido/EUA)
Duelles (Mothers’ Instinct), de Olivier Masset-Depasse (Bélgica/França)
A Faithful Man (L’homme fidèle), de Louis Garrel (França)
Gloria Bell, de Sebastián Lelio (EUA/Chile)
Hold the Dark, de Jeremy Saulnier (EUA)
Kursk, de Thomas Vinterberg (Bélgica/Luxemburgo)
Legend of the Demon Cat – Director’s Cut, de Chen Kaige (China/Japão)
Mid90s, de Jonah Hill (EUA)
A Million Little Pieces, de Sam Taylor-Johnson (EUA)
Never Look Away (Werk ohne Autor), de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha)
The Death and Life of John F. Donovan, de Xavier Dolan (Canadá/Reino Unido)
The Quietude (La Quietud), de Pablo Trapero (Argentina)
Skin, de Guy Nattiv (EUA)
Teen Spirit, de Max Minghella (EUA)
Tell It To The Bees, de Annabel Jankel (Reino Unido)
Viper Club, de Maryam Keshavarz (EUA)
Vision, de Naomi Kawase (Japão/França)
Vita & Virginia, de Chanya Button (Reino Unido/Irlanda)
Wild Rose, de Tom Harper (Reino Unido)

PLATFORM:

Angelo, de Markus Schleinzer (Áustria/Luxemburgo)
Cities of Last Things, de Ho Wi Ding (Taiwan/China/EUA/França)
Destroyer, de Karyn Kusama (EUA)
Donnybrook, de Tim Sutton (EUA) (filme de abertura)
The Good Girls (Las niñas bien), de Alejandra Márquez Abella (México)
Her Smell, de Alex Ross Perry (EUA)
The Innocent, de Simon Jaquemet (Suíça/Alemanha)
Jessica Forever, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (França) (filme de encerramento)
Mademoiselle de Joncquières, de Emmanuel Mouret (França)
Out of Blue, de Carol Morley (Reino Unido)
The River, de Emir Baigazin (Cazaquistão/Polônia/Noruega)
Rojo, de Benjamín Naishtat (Argentina/Brasil/França/Holanda/Alemanha)

TIFF DOCS:

American Dharma, de Errol Morris (EUA/Reino Unido)
Angels Are Made Of Light, de James Longley (EUA/Dinamarca/Noruega)
The Biggest Little Farm, de John Chester (EUA)
Carmine Street Guitars, de Ron Mann (Canadá)
Divide and Conquer: The Story of Roger Ailes, de Alexis Bloom (EUA)
The Elephant Queen, de Victoria Stone e Mark Deeble (Reino Unido/Quênia)
Fahrenheit 11/9, de Michael Moore (EUA) (filme de abertura)
Free Solo, de E. Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (EUA)
Freedom Fields, de Naziha Arebi (Líbia/Reino Unido/Holanda/EUA/Qatar/Líbano/Canadá)
Ghost Fleet, de Shannon Service e Jeffrey Waldron (EUA)
Graves Without a Name (Les tombeaux sans noms), de Rithy Panh (França/Camboja)
Heartbound (Hjertelandet), de Janus Metz e Sine Plambech (Dinamarca/Holanda/Suécia)
Maiden, de Alex Holmes (Reino Unido)
Maria by Callas, de Tom Volf (França)
Meeting Gorbachev, de Werner Herzog e André Singer (Reino Unido/EUA/Alemanha)
This Changes Everything, de Tom Donahue (EUA)
Monrovia, Indiana, de Frederick Wiseman (EUA)
Prosecuting Evil: The Extraordinary World of Ben Ferencz, de Barry Avrich (Canadá)
Putin’s Witnesses (Svideteli Putina), de Vitaly Mansky (Letônia/Suíça/República Checa)
Quincy, de Rashida Jones e Alan Hicks (EUA)
Screwball, de Billy Corben (EUA)
Searching for Ingmar Bergman, de Margarethe von Trotta (Alemanha/França) (filme de encerramento)
The Truth About Killer Robots, de Maxim Pozdorovkin (EUA)
Walking on Water, de Andrey Paounov (Itália/EUA)
What is Democracy?, de Astra Taylor (Canadá)
When Arabs Danced (Au temps où les Arabes dansaient), de Jawad Rhalib (Bélgica)
Women Make Film: A New Road Movie Through Cinema, de Mark Cousins (Reino Unido)

Foto: Divulgação/Netflix.

Conheça os vencedores do 28º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema

por: Cinevitor

cineceara18vencedoresOs vencedores do Cine Ceará 2018 no palco.

Foram anunciados neste sábado, 11/08, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, os vencedores da 28ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. O drama Petra, de Jaime Rosales, uma coprodução entre Espanha, França e Dinamarca, ganhou o Troféu Mucuripe em cinco categorias, entre elas, a de melhor longa-metragem.

Foi vencedor também do Prêmio da Crítica, composto pelo júri da Abraccine formado por Daniel Oliveira, João Paulo Barreto, Marina Rossi, Bruno Carmelo e Jaime E. Manrique. O longa cearense O Barco, de Petrus Cariry foi agraciado com quatro prêmios.

O júri da mostra de longas foi composto por Belisario Franca (Brasil), Stephen Bocskay (Estados Unidos), Belisa Figueiró (Brasil), Gustavo Salmerón (Espanha) e Emilio Bustamante (Peru).

Na Competitiva Brasileira de curta-metragem, Nova Iorque, de Leo Tabosa, de Pernambuco, ganhou o Troféu Mucuripe de melhor curta eleito pelo júri oficial da mostra. Foi vencedor também do Prêmio da Crítica, concedido pelo júri da Abraccine. O melhor curta-metragem escolhido pelo Júri Oficial recebeu ainda o Prêmio Mistika (R$ 14.000, em serviços) e Prêmio CiaRio (R$ 27.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa NAYMAR).

A Mostra Olhar do Ceará, que apresentou 24 curtas-metragens cearenses, teve como vencedor Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno, de Leon Reis. O júri foi composto por Francisco Carbone, Robledo Milani e Rosane Gurgel. Além do Troféu Mucuripe, o vencedor ganhou: Prêmio Cineboutique (R$ 20.000, em serviços), Prêmio Mistika (R$ 14.000, em serviços), Prêmio UNIFOR de Audiovisual (R$ 5.000,00) e Prêmio Cinecolor Brasil (16 horas de mixagem de som).

O Cine Ceará, em parceria com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH) lançou este ano o Prêmio Cada Gota Conta voltado para filmes captados em aparelhos celulares. Os inscritos produziram curtas de até três minutos com o tema Preservação dos recursos hídricos: cada gota conta. O vencedor, escolhido pelo júri Olhar Universitário, foi Economize, de Igor Cândido.

Conheça os vencedores do 28º Cine Ceará:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Petra, de Jaime Rosales
Melhor Direção: Jaime Rosales, por Petra
Melhor Roteiro: Petra, escrito por Jaime Rosales, Clara Roquet e Michel Gaztambide
Melhor Atriz: Natalia Aragonese, por Cabras de Merda
Melhor Ator: Joan Botey, por Petra
Melhor Fotografia: O Barco, por Petrus Cariry
Melhor Montagem: Diamantino, por Raphaëlle Martin-Holger
Melhor Som: O Barco, por Yures Viana, Erico Paiva e Petrus Cariry
Melhor Trilha Sonora Original: O Barco, por João Victor Barroso
Melhor Direção de Arte: Cabras de Merda, por Carlos Garrido
Prêmio da Crítica: Petra, de Jaime Rosales
Olhar Universitário: O Barco, de Petrus Cariry

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

Troféu Samburá | Melhor Direção: Guilherme Gehr, por Plantae
Troféu Samburá | Melhor curta-metragem: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Olhar Universitário: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Prêmio Aquisição Canal Brasil: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Prêmio da Crítica: Nova Iorque, de Leo Tabosa

JÚRI OFICIAL:

Melhor Produção Cearense: A Canção de Alice, de Barbara Cariry
Melhor Roteiro: Só por Hoje, escrito por Sabrina Garcia
Melhor Direção: Lucas Rossi, por O Vestido de Myriam
Melhor curta-metragem: Nova Iorque, de Leo Tabosa

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor Filme: Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno, de Leon Reis

MOSTRA CADA GOTA CONTA

Melhor Filme: Economize, de Igor Cândido

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Foto: Thiago Gaspar.

Conheça os vencedores do Festival de Cinema de Locarno 2018

por: Cinevitor

locarno2018vencedoresA atriz Luna Kwok e o cineasta Yeo Siew Hua, de A Land Imagined: grande vencedor.

Foram anunciados neste sábado, 11/08, os vencedores da 71ª edição do Festival de Cinema de Locarno. O Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o suspense A Land Imagined, de Yeo Siew Hua, uma coprodução entre Singapura, França e Holanda. O júri da Competição Internacional foi presidido pelo cineasta chinês Jia Zhangke.

Neste ano, o cinema brasileiro estava representado com duas produções: Temporada, de André Novais Oliveira e protagonizado por Grace Passô, na mostra Concorso Cineasti del presente, dedicada aos primeiros filmes de jovens diretores de todo o mundo; e Sedução da Carne, de Júlio Bressane, na seção Signs of Life, que destaca a inovação da linguagem cinematográfica com a intenção de investigar novas formas narrativas.

Além disso, coproduções brasileiras também se destacaram na programação, como: Tarde para morir joven, da cineasta chilena Dominga Sotomayor, na Competição Internacional, que acabou premiado; e Familia Sumergida, da argentina María Alché, na seção Concorso Cineasti del presente.

Conheça os vencedores do 71º Festival de Cinema de Locarno:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL:

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: A Land Imagined, de Yeo Siew Hua (Singapura/França/Holanda)
Prêmio Especial do Júri: M, de Yolande Zauberman (França)
Melhor Direção: Dominga Sotomayor, por Tarde para morir joven (Too Late to Die Young) (Chile/Brasil/Argentina/Holanda/Qatar)
Melhor Atriz: Andra Guti, por Alice T.
Melhor Ator: Joo-Bong Ki, por Gangbyun Hotel (Hotel by the River)
Menção Especial: Ray & Liz, de Richard Billingham (Reino Unido)

MOSTRA CINEASTI DEL PRESENTE:

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: Chaos, de Sara Fattahi (Áustria/Síria/Líbano/Qatar)
Prêmio Especial do Júri: Closing Time, de Nicole Vögele (Suíça/Alemanha)
Melhor Direção Emergente: Tarık Aktaş, por Nebula (Dead Horse Nebula) (Turquia)
Menções Especiais: Fausto, de Andrea Bussmann (México/Canadá) e para a personagem Rose, do filme L’Époque (Young And Alive), de Matthieu Bareyre (França)

SIGNS OF LIFE:

Melhor Filme: Hai shang cheng shi (The Fragile House), de Zi Lin (China)
Prêmio Mantarraya: Le Discours d’acceptation glorieux de Nicolas Chauvin (The Glorious Acceptance of Nicolas Chauvin), de Benjamin Crotty (França)

PRIMEIRO FILME:

Melhor Primeiro Filme: Alles ist gut (All Good), de Eva Trobisch (Alemanha)
Prêmio Swatch Art Peace Hotel: Rūgštus miškas (Acid Forest), de Rugile Barzdziukaite (Lituânia)
Menção Especial: Tirss, rihlat alsoo’oud ila almar’i (Erased, Ascent of the Invisible), de Ghassan Halwani (Líbano)

PRÊMIO DO PÚBLICO: Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman), de Spike Lee (EUA)
PRÊMIO VARIETY PIAZZA GRANDE: Le vent tourne (With the Wind), de Bettina Oberli (Suíça/França)
PRÊMIO FIPRESCI: Sibel, de Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti (França/Alemanha/Luxemburgo/Turquia)
PRÊMIO ECUMÊNICO: Sibel, de Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti
PRÊMIO ECUMÊNICO | Menção Especial: Diane, de Kent Jones (EUA) e A Land Imagined, de Yeo Siew Hua (Singapura/França/Holanda)

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do Festival de Locarno 2018.

Foto: Divulgação.

Diamantino encerra a Mostra Competitiva de longas do 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

diamantinoceara2Equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz.

Vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica deste ano no Festival de Cannes, Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, encerrou a Mostra Competitiva Ibero-Americana de longa-metragem do 28º Cine Ceará na noite desta sexta-feira, 10/08.

O filme, uma coprodução entre Portugal, Brasil e França, mostra um famoso jogador de futebol, interpretado por Carloto Cotta, que ao ver sua carreira em declínio entra numa odisseia delirante em que confronta o neofascismo, se envolve com a crise de refugiados, modificação genética, até a busca pela origem da genialidade.

As atrizes Maria Leite e Cleo Tavares marcaram presença no Cineteatro São Luiz e participaram da apresentação do longa no palco. No dia seguinte, conversaram com os jornalistas acompanhadas pelo produtor brasileiro Daniel van Hoogstraten e também por Ruan Canniza, representante da distribuidora Vitrine Filmes. Confira os melhores momentos da coletiva de imprensa:

O FILME:

“Fazer o Diamantino foi uma grande alegria pra mim. Eu já conhecia o trabalho do Gabriel Abrantes e do Daniel Schmidt por conta do curta A History of Mutual Respect, filmado no Brasil e o primeiro trabalho dos dois juntos. Fiquei muito fã e logo eles estavam no topo da minha lista de diretores com os quais eu gostaria de trabalhar”, revelou Maria Leite. E completou: “Esse filme aconteceu numa fase muito feliz pra mim, onde comecei a trabalhar com linguagens que me identifico e com pessoas com quem realmente gosto de trabalhar”.

“Eu fazia teatro amador na faculdade e meu primeiro longa foi Verão Danado [de Pedro Cabeleira], que foi premiado no Festival de Locarno. Depois disso, surgiu o teste para Diamantino e eu não conhecia nada do trabalho do Gabriel e do Daniel. Eu não queria fazer o teste, mas meus amigos me convenceram. Ao longo do processo, fui conhecendo melhor os dois”, contou Cleo Tavares.

diamantinoceara3Daniel van Hoogstraten, Cleo Tavares e Maria Leite na coletiva de imprensa.

ÍCONE:

“O filme nunca quis ser só sobre um jogador de futebol. A ideia era ter um ícone da cultura pop, que hoje em dia poderia ter sido um cantor, um ator. Os realizadores queriam falar sobre ícones. Diamantino mudou muito ao longo do processo. Quando entramos no filme, em 2012, era outra história. Inicialmente, o filme se passava 70% no Brasil e acabou sendo todo filmado em Portugal”, revelou o produtor Daniel van Hoogstraten.

“Resolvemos fazer essa parceria porque gostamos muito da proposta de tratar sobre temas sociais, políticos e contemporâneos. É um risco falar desses temas tão importantes de uma forma tão rápida. Não é um documentário que tenta se aprofundar. Mas, a essência, que é jogar luz sob temas complexos, está lá para abrir uma discussão para o público”.

TEMAS:

“É o público que vai escolher o tema mais tocante. Quando fazemos arte ou qualquer outra coisa, não conseguimos controlar o que vai nos tocar mais. E o filme aborda vários temas. A questão de gênero, por exemplo, está sempre presente no trabalho dos diretores e nesse roteiro também. E é necessário que isso seja discutido. Acho que o filme, mesmo não abordando profundamente todas as questões, aborda o suficiente para que as pessoas pensem depois. É um discurso universal”, disse Cleo.

“Diamantino é também uma história de amor, muito mais do que uma história sobre gênero, transexualidade. No contexto biopolítico, pra mim, acrescenta-se uma outra camada que é a autodeterminação do indivíduo sob o seu corpo. E, na minha opinião, esse assunto é ainda mais global do que a transexualidade. É um tema que transparece mais sobre duas pessoas que estão perdidas e se encontram num momento bizarro de suas vida. A forma como o Carloto [Cotta] se relaciona com seu corpo é muito bem representada e emocionalmente profunda”, reflete Maria.

diamantinoceara1A equipe reunida ao final da coletiva.

ROTEIRO E LINGUAGENS:

“A primeira vez que eu li o roteiro gostei muito dessa mistura de gêneros. Porque o cinema que eu gosto de fazer não tem gênero. A maneira como os diretores trabalham dá uma certa abertura para que o ator não fique constrangido. Eu prefiro trabalhar com linguagens mistas”, disse Maria.

“Nós tínhamos um roteiro que não era estático. Os diretores nos deram abertura para discutirmos juntos as cena antes das filmagens. Não era um roteiro fechado, tínhamos liberdade de mudar e dar nossa contribuição”, revelou Cleo.

“Eles queriam contar uma história contemporânea e o roteiro acabou mudando diversas vezes porque algumas coisas já não estavam fazendo mais sentido para a época em que seria filmado”, disse Daniel.

PÚBLICO:

“Em cada lugar que o filme passa, o público recebe de uma maneira diferente. O espectador começa esperando uma coisa e aos poucos vai sendo surpreendido. Gosto de assistir ao filme em festivais para perceber as diferentes reações”, revelou Daniel.

DISTRIBUIÇÃO:

“A Vitrine Filmes tem trabalhado bastante, nesses últimos anos, com cinema de autor, algo mais independente, desviando o foco do cinema comercial e obtendo ótimos resultados. Temos trabalhado bastante nesse nicho e fomentando o mercado de cinema independente”, finalizou Ruan Canniza.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 28º Cine Ceará por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Thiago Gaspar.

Antonio Pitanga é homenageado no 28º Cine Ceará com o Troféu Eusélio Oliveira

por: Cinevitor

pitangacearahomenagemEmoção: Rocco Pitanga entrega o troféu para o pai, Antonio Pitanga.

Na noite desta quinta-feira, 09/08, o Cineteatro São Luiz recebeu mais um convidado ilustre: o ator Antonio Pitanga foi homenageado com o troféu Eusélio Oliveira, entregue anualmente pelo Cine Ceará a grandes personalidades da cultura e do cinema.

Sua estreia no cinema aconteceu em 1960, com Bahia de Todos os Santos, de Trigueirinho Neto, e, desde lá, o ator participou de mais de 60 produções. A convivência com grandes diretores do Cinema Novo também despertou a vontade de dirigir filmes, concretizada em 1978, com Na Boca do Mundo.

Nascido em 1939, na cidade de Salvador, Pitanga, ainda estudante, exerceu diversas profissões: alfaiate, sapateiro, gráfico e carteiro, até chegar ao mundo das artes pelo movimento Cinema Novo, no qual se tornou um dos atores preferidos de Glauber Rocha, com quem trabalhou em Barravento, Câncer e A Idade da Terra. A partir de então, seu caminho estaria definitivamente vinculado aos movimentos culturais do Brasil e sua figura de ator estaria ligada a grandes diretores brasileiros.

pitangaroccocearaPai e filho em noite emocionante.

Teve uma longa carreira na televisão, em novelas e minisséries, além de atuar em curtas-metragens. Trabalhou na Europa, África, Ásia e América Latina. Recebeu diversos prêmios e troféus como o Candango de melhor ator coadjuvante, no Festival de Brasília, por A Grande Cidade, em 1966, e o prêmio de melhor ator em filme colombiano no Festival de Bogotá, por La mansión de Araucaima, em 1986. No ano passado teve sua história retratada no documentário Pitanga, dirigido por Beto Brant e pela filha Camila Pitanga.

No palco do Cineteatro São Luiz recebeu o troféu das mãos do filho Rocco Pitanga, também ator. Em seu discurso, relembrou colegas com quem trabalhou, falou sobre cultura, elogiou o cinema brasileiro e se emocionou com o carinho da plateia: “Nessa noite generosa eu só quero agradecer. Obrigado pelo carinho”, disse.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem a Antonio Pitanga no 28º Cine Ceará:

Fotos: Thiago Gaspar.

Anjos de Ipanema: Conceição Senna leva o movimento hippie para o 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

anjosipanema1Equipe reunida durante a apresentação do filme no Cineteatro São Luiz.

A produção brasileira Anjos de Ipanema, de Conceição Senna, abriu a Mostra Competitiva Ibero-Americana de longa-metragem desta quinta-feira, 09/08, do 28º Cine Ceará. O documentário fez sua estreia mundial no festival e conta a história do Píer de Ipanema, ícone da contracultura e do surf no Rio de Janeiro dos anos 1970.

Anjos de Ipanema, segundo a sinopse, é um documentário memorialista sobre um verão mágico. Entre 1971 e 1972, enquanto o planeta se encontrava em convulsão, os jovens de Ipanema, felizes e gloriosos, dançam, saúdam o sol, se abraçam, se beijam e brincam. Hoje, mais de quatro décadas depois, essa geração está espalhada pelo mundo, alguns ainda fiéis ao poder da flor, alguns disfarçados com paletós executivos, mas todos marcados para sempre.

No dia seguinte à exibição, a diretora Conceição Senna participou de uma coletiva de imprensa ao lado de Aída Marques, diretora de produção, e de seu marido, o cineasta Orlando Senna. Confira os melhores momentos:

A IDEIA:

“Eu fico assustada com esses momentos obscuros que estamos vivendo e a nossa geração, que já viveu um golpe, fica assustada. Então, resolvi buscar meus amigos, que viveram comigo lá nas dunas do píer. Quis encontrar as pessoas que mantinham esse mesmo sentimento, do amor, da paz, da solidariedade”, revelou Conceição.

“Eu não tenho nenhuma relação direta com a realização do filme; apenas incentivei a Conceição nesse projeto, que foi feito durante um tempo bastante longo. O filme começou sem nenhum edital”, contou Orlando Senna.

NOTAS DA PRODUÇÃO:

“Há uma particularidade muito honrosa da Conceição. Seus três filmes, nos quais eu trabalhei, são muito pessoais; mais do que isso, são amorosos com os assuntos que ela trata. Eu acho que isso transparece ainda mais nesse último filme. É uma forma muito particular, de se colocar no filme e falar da relação que ela estabelece com suas personagens”, disse Aída Marques.

anjosipanema2Orlando e Conceição Senna na coletiva de imprensa.

MULHERES:

“Eu tenho uma ligação maior com as mulheres. Mas o que estava acontecendo naquela época é que a mulher estava liberada de mil preconceitos. Éramos revolucionários e veio também a liberação sexual. Havia uma atuação política forte, não éramos alienados”, contou a diretora.

PAZ E AMOR:

“A violência não acontece só no Rio de Janeiro. Ela está em todos os lugares, no país inteiro. Além da idade, eu não posso mais andar tranquilamente na praia de Ipanema. A gente anda assustado. Estamos vivendo um momento muito terrível, então vir pra cá pra falar de amor e paz tem um interesse muito maior”, disse Conceição.

MOVIMENTO HIPPIE E O CINEMA:

“O movimento hippie se relacionou com todas as expressões artísticas que estavam sendo feitas na época. Em relação ao Cinema, temos o Cinema Marginal. É um movimento muito forte, único, que aparece nessa época e, inclusive, contesta o Cinema Novo e é basicamente filho do píer. Nascem aí os filmes realizados no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Estivemos relacionados com alguns destes filmes, como Caveira My Friend [de Álvaro Guimarães], que eu fui o produtor e a Conceição atuou. Também estivemos muito perto de outros filmes baianos, paulistas e cariocas que foram realizados nessa mesma linha de preocupação, ou seja, um cinema mais solto, aparentemente sem compromisso político, porém evidente. Basta pensar um pouco nesse filme com uma ingerência na política e todo um interesse forte em discutir aqueles momentos terríveis que o Brasil viveu naquela época”, refletiu Orlando.

anjosipanema4Cena do filme: imagem de arquivo.

MOVIMENTO HIPPIE E A POLÍTICA:

“O movimento hippie esteve sempre muito próximo da política tradicional, que era utilizada para circunstâncias e panoramas que já não cabiam naquele tipo de política. Daí nasce o hippieismo como um posicionamento absolutamente político, não só o brasileiro, mas também o europeu e o norte-americano. Foi uma geração política fortíssima que modificou muitas vidas. Aqui no Brasil houve uma palavra de ordem política que desfez o movimento”, relembrou Orlando.

“Mesmo vivendo aquela grande aventura existencial, a nossa intenção era nitidamente de mudar tudo e isso, naquela época, significava sair da ditadura militar violentíssima. A relação é muito próxima entre a guerrilha tradicional e a guerrilha lisérgica dos hippies”, comentou Orlando.

MOVIMENTO HIPPIE NO BRASIL:

“O tropicalismo faz parte desse movimento e é inspirador. O movimento hippie no Brasil é completamente diferente do europeu e do norte-americano, inclusive chega atrasado. Quando esse movimento tem um epicentro ali na praia de Ipanema, nos EUA e na Europa ele já estava indo pro brejo, enquanto a gente estava começando o movimento”, revelou Orlando.

O TÍTULO:

“A palavra anjos no título vem dos próprios entrevistados. Falávamos que éramos puros, pois não se cobrava para fazer sexo, por exemplo. Não fui eu que inventei esse termo, eles que me deram. Mas foi durante as entrevistas que surgiu essa ideia”, revelou Conceição.

anjosipanema3A equipe do filme conversa com os jornalistas.

AMOR E AMIZADE:

“Queria falar da estratégia que a Conceição usou para fazer esse filme. Ela era hippie, umas das primeiras. Viveu todo aquele movimento, aquela aventura. Mas, ao fazer o filme não se jogou naquela enorme comunidade que se encontrava diariamente em Ipanema. Ela procurou exatamente quem era de sua turma particular dentro do movimento hippie. Eram várias tribos dentro de uma grande tribo. E ela escolheu apenas a dela; ou seja, um grupo de pessoas que mantêm uma amizade e um tipo de comportamento e pensamento há quarenta e cinco anos. São amigos que nunca se afastaram um do outro e isso corresponde muito ao comportamento hippie da época, ou seja, todos juntos, com a mesma energia e a mesma percepção de mundo. Eu acho que essa estratégia é que oferece ao filme essa simpatia que ele tem, que são amigos de meio século que voltam a conversar agora diante da câmera, mas que nunca deixaram de se amar e se abraçar”, disse Orlando Senna.

ONTEM E HOJE:

“O píer era um centro de criação e havia também uma harmonia. Essa coisa do corpo era importante, cada encontro era um abraço, um afago, um carinho. Era um alimento muito grande para aquele mundo que a gente estava vivendo escondido atrás das dunas. Hoje, estamos vivendo um novo golpe terrível e não temos mais pernas pra correr. Eu sinto a juventude muito perdida e me assusta muito esses jovens de hoje. Onde eles estão?”, finalizou a diretora.

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Fotos: Divulgação/Cine Ceará.

Amália, a secretária é exibido no 28º Cine Ceará com a presença da atriz colombiana Marcela Benjumea

por: Cinevitor

amaliaceara1Diversão em cena: a comédia dramática agradou o público do festival.

O colombiano Amália, a secretária foi exibido na terça-feira, 07/08, na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem da 28ª edição do Cine Ceará. Com direção de Andrés Burgos, a comédia dramática foi apresentada pela protagonista Marcela Benjumea, que marcou presença no palco do Cineteatro São Luiz.

No longa, Amália é uma secretária rigorosa e chata, que vê sua vida monótona virar de pernas para o ar ao conhecer Lazaro, papel de Enrique Carriazo, o novo responsável pela manutenção da empresa onde trabalha. Ela vive à procura de coisas que precisam de reparo só para passar o tempo com ele e, sem perceber, acaba se contagiando com o desembaraço do faz-tudo.

Marcela Benjumea, conhecida e premiada por seus trabalhos em telenovelas colombianas, fez um discurso antes da exibição do filme: “Quero agradecer ao festival pelo convite. É a primeira vez que venho ao Brasil e estou muito feliz de estar aqui com esse filme que me fez muito feliz”.

amaliaceara2Marcela Benjumea durante a coletiva de imprensa.

No dia seguinte à exibição, Marcela participou de uma coletiva de imprensa e falou sobre o processo de construção de sua personagem: “Visitei um bairro em Bogotá onde ficam todas as oficinas e encontrei muitas Amélias caminhando por lá. Conhecer essas pessoas anônimas foi muito enriquecedor para o meu trabalho. Todas essas mulheres merecem ter suas histórias contadas nas telonas”.

Além disso, falou sobre Lazaro, personagem interpretado por seu colega de cena, o colombiano Enrique Carriazo: “O Lazaro é um personagem masculino diferente e muito interessante, pois traz uma identidade do latino-americano”.

Escrito e dirigido por Andrés Burgos, Amália, a secretária é o terceiro longa do cineasta, que em 2012 foi premiado em diversos festivais com o drama Sofía y el Terco. “O roteiro estava muito bem escrito. Eu faço televisão também e nem sempre os textos chegam completos. Neste filme, as anotações estavam perfeitamente apresentadas de como o elenco tinha que se movimentar. Com o figurino foi diferente, fomos testando até encontrar o ponto certo, já que a mudança dessa personagem era interna”, finalizou a atriz.

Fotos: Divulgação.

Dirigido por Margarita Hernández, Che, Memórias de um Ano Secreto ganha exibição especial no 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

checineceara1A diretora Margarita Hernández apresenta o filme no palco do Cine Ceará.

Dirigido por Margarita Hernández, Che, Memórias de um Ano Secreto teve exibição especial durante o 28º Cine Ceará nesta quarta-feira, 08/08, no Cineteatro São Luiz. O documentário conta a história do misterioso desaparecimento de Ernesto Che Guevara em dezembro de 1965, no auge da Guerra Fria.

O guerrilheiro esconde-se em alguns lugares, aguardando que o serviço de inteligência cubano prepare seu próximo destino. Três ex-agentes secretos que o acompanharam nesse trajeto revelam pela primeira vez os detalhes da operação.

No dia seguinte à exibição, Margarita participou de uma coletiva de imprensa ao lado de Enrique Hernández, que colaborou na pesquisa para a realização do documentário. Confira os melhores momentos da conversa:

O COMEÇO:

“A primeira ideia era fazer um filme sobre o dentista [um dos personagens do filme]. Quando teve uma mostra sobre o Che aqui no Cine Ceará, em 2009, eu vi todos os filmes. Inclusive o do Steven Soderbergh, Che 2: A Guerrilha, que abriu o festival. Logo, começaram a aparecer coisas interessantes que não estavam em outros filmes e acabei lendo todas as biografias. Com isso, Enrique [Hernández] fez a pesquisa”, revelou a diretora.

“A Margarita fez uma grande busca na internet e descobriu muita coisa. Eu fiz uma cobertura no final. Tem muito arquivo fotográfico que apareceu bem disperso. Mas tínhamos que encontrar aquilo que fosse fundamental para contar a história”, disse Enrique.

checineceara2Enrique Hernández e Margarita Hernández na coletiva de imprensa.

ARQUIVO:

“As fotos até estão em outros filmes, mas com uma qualidade muito ruim. Então, o Instituto Che fez um livro sobre o Congo, restaurou as fotos e eu restaurei em cima da restaurada. Agora está muito boa [a foto no Congo], que não tem autor. Ninguém sabe quem fez”, revelou Margarita.

OS PERSONAGENS:

“Essas pessoas não têm acesso fácil. Eu só consegui acesso a duas pessoas, o resto dos personagens foi através de uma negociação oficial com o Itamaraty. Um coronel ou um comandante não vão me dar entrevista se eu chegar e bater na porta deles. Tive que fazer uma negociação demoradíssima com a Embaixada de Cuba, Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores de Havana e Comitê Central do Partido”, contou a diretora.

“O Benicio Del Toro [que interpretou Che Guevara nos filmes de Soderbergh] me deu uma entrevista muito boa, mas acabou não entrando no filme. Eu descartei tanta coisa boa! Por isso, quero fazer uma série, pois tem muita coisa, principalmente do Congo. Espero que alguma televisão tope”.

EQUIPE:

“A trilha sonora é do cubano José María Vitier, que tem uma brilhante carreira e formação clássica. Inclusive ele foi premiado no Festival de Veneza com o filme Un señor muy viejo con unas alas enormes [de Fernando Birri]. Ele é um grande músico”.

“Eu tive dois grandes montadores comigo: uma foi a Leyda Nápoles, que é formada em História, é cubana e é uma pessoa muito crítica. E tinha também o Mair Tavares, um dos melhores montadores do cinema brasileiro. Então, nós três ficávamos debatendo e exercendo esse trabalho de montador, que é tirar coisas, botar, enxergar e limar até chegar no ponto”, contou Margarita.

checineceara3A equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.

FAMÍLIA:

“Se a Aleida [March, viúva de Che] desse entrevista pra mim, eu ficaria muito feliz. Mas ela não quis. Ela escreveu um livro e falou o que tinha que falar nesse livro e pronto. Ela também pediu pra eu não usar suas fotos porque fica com ciúmes dessa história e não aceita nenhuma outra coisa que saia da forma como ela vê tudo isso. A família precisa entender que o Che é do mundo. Então a relação com eles é delicada”, revelou a diretora.

LANÇAMENTO:

“A distribuidora do filme é a ArtHouse, do Rio de Janeiro, e ainda não temos o dinheiro para a distribuição. Agora que vamos entrar num edital de comercialização para fazer o lançamento. Porém, tudo demora muito. Eu gostaria muito que esse filme fosse pra Havana e tenho convite pra ir para dois festivais na República Checa”.

“Eu comecei a fazer qualquer coisa com o filme depois do É Tudo Verdade [festival de documentários] e agora que vamos pensar como vai ser lançado. Tomara que as pessoas assistam, não somente aquelas interessadas em política, em história. Quero que as pessoas possam se entreter com esse tipo de filme”, finalizou Margarita.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 28º Cine Ceará por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Thiago Gaspar.