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42º Festival de Havana: filmes brasileiros se destacam na programação

por: Cinevitor

todososmortoshavana2020Carolina Bianchi, Mawusi Tulani e Clarissa Kiste em Todos os Mortos.

A primeira edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, foi realizada em dezembro de 1979, em Cuba, pelo ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos), com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.

Nesta quinta-feira, 19/11, foram anunciados os selecionados para a 42ª edição do evento, que acontecerá entre os dias 3 e 13 de dezembro. Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, são divididos em categorias: ficção, documentário e animação.

Por conta da pandemia de Covid-19, o festival será realizado em duas etapas: em dezembro serão exibidos filmes fora de competição; em março, as produções selecionadas para as mostras competitivas serão projetadas para o público e para os jurados nos cinemas com todos os protocolos de segurança.

Em comunicado oficial, Iván Giroud Gárate, presidente do festival, disse: “Sentiremos, na primeira parte, a ausência de cineastas estrangeiros; alguns virão, mas não todos que normalmente vêm nesse período, já que a situação da pandemia na Europa e na América Latina ganhou força. Ou seja, sentiremos a ausência de discussões teóricas, das coletivas de imprensa, daquele movimento que também é muito importante, não só para os cineastas, mas para nós, cineastas cubanos, para promover toda aquela sinergia que um festival é capaz”.

Sobre uma possível edição on-line, falou: “Outros festivais da América Latina, em circunstâncias mais adversas, foram obrigados a fazer uso de plataformas virtuais. Não estamos preparados para enfrentar esse desafio, não tecnologicamente, nem sentimos que foi coerente seguir esse caminho. Por isso, acredito que podemos correr o risco de sustentar este modelo de festival presencial com capacidade limitada de público. Por isso, faremos mais exibições dos filmes selecionados tentando compensar. Vai ser um momento muito diferente, mas acho que o público vai ficar grato por nunca termos hesitado em tentar fazer o festival”.

E completou: “A pandemia atingiu tudo, inclusive a indústria cinematográfica que vai sofrer esse impacto. Este ano não lamentamos tanto em termos de inscrições, mas acho que na próxima edição isso fará sentido. Quantos projetos pararam de rodar? Quantos filmes não puderam ser concluídos? Portanto, o impacto da Covid-19 na indústria cinematográfica é brutal. Mas, temos que lutar para defender os espaços físicos, os espaços de contato porque faz parte do cinema; essa energia que se cria, que não é só individual, é coletiva”.

A seleção deste ano, que recebeu mais de dois mil inscritos, como de costume conta com uma forte presença do cinema brasileiro. Os premiados Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, e Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, estão na disputa com outras produções nacionais. Entre curtas e longas, destacam-se diversos trabalhos brasileiros e coproduções na lista.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para a 42ª edição do Festival de Havana:

COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO

Ana. Sem Título, de Lúcia Murat (Brasil/Argentina/México/Chile/Cuba)
Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha (Brasil/França/Argentina)
Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (Brasil)
Pacificado, de Paxton Winters (Brasil/EUA)
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)

COMPETIÇÃO | MÉDIA E CURTA-METRAGEM

A Barca, de Nilton Resende
Menarca, de Lillah Halla

COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO

Antena da Raça, de Paloma Rocha e Luís Abramo
Fé e Fúria, de Marcos Pimentel
Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil
Once Upon a Time in Venezuela (Érase una vez en Venezuela, Congo Mirador), de Anabel Rodríguez (Venezuela/Reino Unido/Áustria/Brasil)
Por onde anda Makunaíma?, de Rodrigo Séllos
Vil, Má, de Gustavo Vinagre

COMPETIÇÃO | ANIMAÇÃO

Magnética, de Marcos Costa
O Homem das Gavetas, de Duda Rodrigues
Rasga Mortalha, de Thiago Martins Melo

COMPETIÇÃO | PRIMEIRO FILME

A Morte Habita a Noite, de Eduardo Morotó
Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda
Chico ventana también quisiera tener un submarino, de Alex Piperno (Uruguai/Argentina/Brasil/Holanda/Filipinas)
Cidade Pássaro, de Matias Mariani (Brasil/França)
Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes
Los Conductos, de Camilo Restrepo (Colômbia/França/Brasil)
Mirador, de Bruno Costa
Rodantes, de Leandro Lara

COMPETIÇÃO | MELHOR CARTAZ

Algoritmo, por William Jungmann
Amanhã, por Bruno Autran
Amazon Mirror, por Renata Mello Segtowick
Aurora, por Ricardo Carvalho
Beco, por David Alfonso
Los niños lobo, por Pedro Matallo (Cuba/Brasil)
You Tubers (1), por Thiago Lacaz

PERSPECTIVA LATINO-AMERICANA

PANORAMA LATINO-AMERICANO:

A Cisterna, de Cristiano Vieira
Aos Nossos Filhos, de Maria de Medeiros
Fim de Festa, de Hilton Lacerda
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Pureza, de Renato Barbieri
Un crimen común, de Francisco Márquez (Argentina/Brasil/Suíça)

LA HORA DEL CORTO:

Amanhã, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro
Meninos Rimam, de Lucas Nunes

EN SOCIEDAD:

Alvorada, de Anna Muylaert e Lô Politi
De Olhos Abertos, de Charlotte Dafol
Dentro da Minha Pele, de Val Gomes
The Coup d’État Factory, de Victor Fraga e Valnei Nunes (Brasil/Reino Unido)

PUEBLOS Y CULTURAS ORIGINARIOS:

O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels, de Tiago Carvalho
Nheengatu, de José Barahona (Brasil/Portugal)

LOS COLORES DE LA DIVERSIDAD:

Desconexo, de Lui Avallos
Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Beto Amaral e Carla Caffé
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira

CULTURA:

Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar, de Henrique Dantas

CINEMATECA LATINOAMERICANA:

Walter Tournier, de Sávio Leite

VANGUARDIA:

A Cor Branca, de Afonso Nunes
Vaga Carne, de Ricardo Alves Jr. e Grace Passô

ÉXODOS:

Nós, de Letícia Simões

PARA TODAS LAS EDADES:

Boy in the Woods, de Fabiano Leandro Pandolfi

ENTORNOS

APRESENTAÇÃO ESPECIAL:

O Amor Dentro da Câmera, de Jamille Fortunato e Lara Beck Belov

Foto: Hélène Louvart.

Documentário sobre Hector Babenco, dirigido por Bárbara Paz, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2021

por: Cinevitor

babencooscar2021Hector Babenco em cena do filme.

A Academia Brasileira de Cinema anunciou virtualmente nesta quarta-feira, 18/11, o longa brasileiro que vai disputar uma vaga entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) no Oscar 2021.

Entre 19 inscritos, o escolhido foi Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, dirigido por Bárbara Paz, documentário que traça um paralelo entre a arte e a doença do cineasta Hector Babenco. O filme revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida.

O longa já foi selecionado para mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza do ano passado, no qual recebeu o prêmio de melhor documentário na mostra Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019, entregue pela crítica independente. No início do ano, foi premiado no Festival internacional de Cinema de Mumbai, na Índia. Também foi selecionado para os festivais do Cairo, Havana, Mar del Plata, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Festival do Rio, Mostra Tiradentes, Fest Aruanda, FIDBA, na Argentina, Baltic Sea Docs, na Letônia e para o Mill Valley Film Festival, nos Estados Unidos.

Com produção da HB Filmes e produzido por Bárbara Paz, o filme tem coprodução da Gullane (pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane), Ava Filmes, Lusco Fusco, Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil. No Brasil, a distribuição é da Imovision; Willem Dafoe e Petra Costa assinam como produtores associados.

O Comitê Brasileiro de Seleção deste ano foi presidido pela cineasta e roteirista Viviane Ferreira e contou também com: Affonso Beato, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Clélia Bessa, produtora; Laís Bodanzky, cineasta, produtora e membro da AMPAS; Leonardo Monteiro de Barros, produtor; Lula Carvalho, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Renata Magalhães, produtora; Rodrigo Teixeira, produtor e membro da AMPAS; e Roberto Berliner, cineasta e produtor. Além dos membros titulares, a comissão de suplentes foi formada por: André Ristum, cineasta e roteirista; e Toni Venturi, diretor.

Na última edição do Oscar, o Brasil esteve na disputa com A Vida Invisível, dirigido por Karim Aïnouz, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.

Além de Babenco, também estavam na disputa este ano: A Divisão, de Vicente Amorim e Rodrigo Monte; A Febre, de Maya Werneck Da-Rin; Alice Júnior, de Gil Baroni; Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo; Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria; Cidade Pássaro, de Matias Mariani; Jovens Polacas, de Alex Levy-Heller; M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De; Macabro, de Marcos Prado; Marighella, de Wagner Moura; Minha Mãe é uma Peça 3, de Susana Garcia; Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil; Pacarrete, de Allan Deberton; Pureza, de Renato Barbieri; Sertânia, de Geraldo Sarno; Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra; Três Verões, de Sandra Kogut; e Valentina, de Cássio Pereira Dos Santos.

Em fevereiro, antes do anúncio final, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood selecionará dez produções estrangeiras. Desse grupo, saem os cinco finalistas. A lista com os indicados ao Oscar 2021 será divulgada no dia 15 de março e a cerimônia, adiada por conta da pandemia de Covid-19, está marcada para o dia 25 de abril, em Los Angeles.

O representante brasileiro disputará uma vaga na 93ª edição da premiação mais importante do cinema com diversas produções de outros países, como: o espanhol La trinchera infinita, de Jon Garaño, Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga; Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição, de Lemohang Jeremiah Mosese, de Lesoto; o japonês Mães de Verdade, de Naomi Kawase; O Charlatão, de Agnieszka Holland, da República Checa; Beginning, de Dea Kulumbegashvili, da Geórgia; La Llorona, de Jayro Bustamante, da Guatemala; o palestino Gaza mon amour, de Tarzan Nasser e Arab Nasser; entre outros.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) foi reconhecida oficialmente este ano pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS) como única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional na 93ª edição do Oscar.

Foto: Divulgação.

Conheça os filmes das Mostras Sociais do 30º Cine Ceará

por: Cinevitor

violetacinecearaEugenia Chaverri em Violeta ao Fim, de Hilda Hidalgo.

Cinema de animação, drama e documentário são os gêneros das Mostras Sociais da 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de dezembro deste ano.

Em formato híbrido, para atender à necessidade de manter o isolamento social devido à pandemia de Covid-19, esta edição terá as mostras O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, Melhor Idade e Acessibilidade exibidas na TV Ceará. São mostras que, anualmente, reúnem um público cativo e especial nas salas de cinema do festival, proporcionando momentos de encantamento e inesquecíveis para muitos da plateia. Porém, dessa vez, chegam à residência de cada um por meio da televisão, para que não sejam expostos a riscos de contaminação.

A animação Os Under-Undergrounds, O Começo, do cineasta Nelson Botter Jr., é o filme da mostra O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, dedicada ao público infantil. O longa-metragem conta a história do jovem Heitor Villa-Lobos que é expulso de sua banda por ter orelhas consideradas chamativas demais. Após cair em um bueiro, ele vai parar em um desconhecido mundo subterrâneo.

Para os que têm muita história de vida para contar, o Cine Ceará realiza a mostra Melhor Idade, que nesta edição exibe o longa-metragem Violeta ao fim (Violeta al fin), uma coprodução entre Costa Rica e México, com direção da cineasta Hilda Hidalgo. O filme narra a história de Violeta, uma mulher de 72 anos, recentemente divorciada. Ela mora sozinha em sua casa de infância, cuidando de seu exuberante jardim tropical e planejando transformar sua propriedade em uma pensão. Quando descobre que o banco está prestes a tomar sua casa, Violeta quebra todas as regras para manter seu lar e sua liberdade.

A mostra Acessibilidade exibe, com legenda descritiva, o documentário Um Dia para Susana, dirigido por Rodrigo Boecker e Giovanna Giovanini. O longa-metragem conta a história de superação da triatleta Susana Schnarndorf, que mesmo diagnosticada com uma doença degenerativa permaneceu ligada ao esporte. Mesmo com o avanço de sua condição, ela seguiu com os treinos para competir nas Paralimpíadas de 2016.

O 30º Cine Ceará também terá programação presencial no Cineteatro São Luiz, com exibições de longas-metragens das mostras Competitiva Ibero-americana e Olhar do Ceará, seguindo os protocolos de reabertura para cinemas do Governo do Ceará; e também no Canal Brasil no serviço de streaming Canais Globo, que exibirá os filmes das mostras competitivas. Na TVC, além das Mostras Sociais, serão exibidos os curtas-metragens da Mostra Olhar do Ceará.

Foto: Divulgação.

Festival Varilux de Cinema Francês 2020 anuncia seleção com filmes inéditos e clássicos

por: Cinevitor

binochevarilux2020Juliette Binoche em A Boa Esposa, de Martin Provost.

Confirmado com sessões nas salas de cinema de todo o país, o Festival Varilux de Cinema Francês 2020 acontecerá entre os dias 19 de novembro e 3 de dezembro, com 18 longas-metragens, sendo 17 inéditos e recentes, e o clássico Acossado, de Jean Luc-Godard, em homenagem aos 60 anos da Nouvelle Vague.

Com uma edição atípica devido à pandemia de Covid-19, o evento estará nas redes exibidoras que seguem rígidos protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias a fim de oferecer segurança tanto ao público quanto aos profissionais envolvidos na sua realização.

No reencontro tão aguardado com a filmografia francesa nos cinemas, os espectadores poderão conferir trabalhos de diretores, astros e estrelas consagrados e de expoentes da nova geração. Comédia dramática, comédia romântica, animação e documentário são alguns dos gêneros das produções participantes. Como atividade paralela gratuita, será oferecida uma mostra com oito filmes de cineastas integrantes da Nouvelle Vague e palestra on-line com Jean-Michel Frodon, crítico e ex-diretor da Cahiers du Cinéma, sobre o movimento francês que teve início no fim da década de 1950.

Na programação do Festival Varilux com filmes inéditos estão diretores consagrados como François Ozon, presença recorrente, que apresenta Verão de 85, longa que integrou a seleção oficial do Festival de San Sebastián. De Cannes, a programação traz DNA, de Maïwenn, com Louis Garrel e Fanny Ardant; Minhas Férias com Patrick, de Caroline Vignal; Slalom, de Charlène Favier; e Gagarine, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh.

A edição 2020 também traz filmes premiados, como: Apagar o Histórico, de Benoît Delépine e Gustave Kervern, que recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim deste ano; Belle Epoque, de Nicolas Bedos, premiado em três categorias no César, entre elas, melhor roteiro original; e a animação A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília, que recebeu o Prêmio da Fondation Gan pour le Cinéma em Cannes, do ilustrador e autor de histórias em quadrinhos Lorenzo Mattotti e inspirado no livro de Dino Buzatti.

vincentcasselvarilux2020Vincent Cassel em Mais que Especiais, de Éric Toledano e Olivier Nakache.

Sucessos de bilheteria também foram selecionados, entre eles: Sou Francês e Preto, de Jean-Pascal Zadi e John Wax, que somou mais de um milhão de espectadores na França após a reabertura dos cinemas. Outro que levou o público às salas foi Minhas Férias com Patrick, de Caroline Vignal, visto por mais de 500 mil pessoas desde seu lançamento; e Meu Primo, de Jan Kounen, por 300 mil.

Atores e atrizes conhecidos do público brasileiro também não podem faltar. Juliette Binoche volta ao Festival Varilux como protagonista de A Boa Esposa, de Martin Provost; e o ator Vincent Cassel estrela Mais que Especiais, de Éric Toledano e Olivier Nakache, diretores dos sucessos Intocáveis e Samba, que já integram o festival. Daniel Auteuil, Fanny Ardant e Guillaume Canet estarão juntos em Belle Epoque.

Roschdy Zem, outro nome que também já prestigiou o festival, estará em dois filmes: Persona non grata e A Garota da Pulseira. O ator Jérémie Renier, convidado de 2018, interpreta um professor de esqui em Slalom, produção que acaba de estrear na França. E vale ficar de olho em novos rostos como os de Félix Lefebvre e Benjamin Voisin, protagonistas de Verão de 85; e Melissa Guers, intérprete de Lisa em A Garota da Pulseira, de Stéphane Demoustier.

Em homenagem aos 60 anos da Nouvelle Vague, a Embaixada da França no Brasil e o Festival Varilux oferecem a mostra paralela 60 anos da Nouvelle Vague com a exibição gratuita de oito filmes de expoentes do movimento francês. Serão dois curtas e seis longas-metragens.

Conheça os filmes do Festival Varilux de Cinema Francês 2020:

A Boa Esposa (La Bonne Épouse), de Martin Provost
A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília (La fameuse invasion des ours en Sicile), de Lorenzo Mattotti
A Garota da Pulseira (La fille au bracelet), de Stéphane Demoustier
Acossado (A bout de souffle), de Jean-Luc Godard
Apagar Histórico (Effacer l’historique), de Gustave Kervern e Benoît Delépine
Belle Epoque (La Belle Époque), de Nicolas Bedos
DNA (Adn), de Maïwenn
Donas da Bola (Une Belle Equipe), de Mohamed Hamidi
Gagarine, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh
Mais que Especiais (Hors Normes), de Éric Toledano e Olivier Nakache
Meu Primo (Mon Cousin), de Jan Kounen
Minhas Férias com Patrick (Antoinette Dans Les Cévennes), de Caroline Vignal
Notre Dame, de Valérie Donzelli
O Capital no Século XXI (Le capital au xxie siècle), de Justin Pemberton
Persona Non Grata, de Roschdy Zem
Slalom, de Charlène Favier
Sou Francês e Preto (Tout Simplement Noir), de Jean-Pascal Zadi e John Wax
Verão de 85 (Eté 85), de François Ozon

MOSTRA PARALELA | NOUVELLE VAGUE | CURTAS:

Os Panteras Negras (Black Panthers), de Agnès Varda (1968)
Todos os Rapazes se Chamam Patrick (Tous les garçons s’appellent Patrick), de Jean-Luc Godard (1959)

MOSTRA PARALELA | NOUVELLE VAGUE | LONGAS:

Acossado (A bout de souffle), de Jean-Luc Godard (1959)
Ascensor para o Cadafalso (Ascenseur pour l’échafaud), de Louis Malle (1958)
Cleo das 5 às 7 (Cléo de 5 à 7), de Agnès Varda (1962)
O Desprezo (Le mépris), de Jean-Luc Godard (1963)
Os Guarda-Chuvas do Amor (Les parapluies de Cherbourg), de Jacques Demy (1964)
Paris nos Pertence (Paris nous appartient), de Jacques Rivette (1961)

*As cidades e os cinemas participantes podem ser conferidos no site.

Fotos: Divulgação.

Tom & Jerry: O Filme, com Chloë Grace Moretz, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor

tomjerrytrailerChloë Grace Moretz: animação e live-action em cena.

Criada por Hanna-Barbera, a dupla Tom and Jerry apareceu pela primeira vez em um curta da MGM chamado Puss Gets the Boot, que foi exibido nos cinemas em fevereiro de 1940. O sucesso foi tão grande que, ao longo dos anos, a série com mais de cem episódios chegou a vencer sete vezes o Oscar de melhor curta de animação. Na década de 1960, os curtas foram editados para a TV e também ganharam destaque.

Agora, uma combinação impressionante de animação clássica e live-action surge em uma nova aventura de Tom e Jerry nas telonas, que abre novos caminhos para os personagens icônicos e os força a fazer o impensável: trabalhar juntos para salvar o dia. Uma das rivalidades mais amadas da história é reacendida quando Jerry se muda para o melhor hotel de Nova York na véspera do casamento do século, forçando a desesperada organizadora do evento a contratar Tom para se livrar do rato. A batalha de gato e rato que se segue ameaça destruir a carreira dela, o casamento e até o próprio hotel. Mas logo surge um problema ainda maior: um funcionário diabolicamente ambicioso conspira contra os três.

Dirigido por Tim Story, de Uma Turma do Barulho, Táxi e Quarteto Fantástico, Tom & Jerry: O Filme é estrelado por Chloë Grace Moretz, Michael Peña, Rob Delaney, Colin Jost e Ken Jeong. O roteiro é escrito por Kevin Costello, baseado nos personagens criados por William Hanna e Joseph Barbera; a música é composta por Christopher Lennertz.

Confira o trailer de Tom & Jerry: O Filme, que chega aos cinemas brasileiros no dia 4 de março de 2021:

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures.

Documentário AmarElo – É Tudo Pra Ontem, com Emicida, ganha trailer e data de estreia na Netflix

por: Cinevitor

emicidanetflixtrailerNa telinha: referências à história da cultura negra brasileira.

O documentário AmarElo – É Tudo Pra Ontem mergulha no processo criativo e na gravação do projeto de estúdio AmarElo e ainda no show de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo, em 2019, para contar a história da cultura negra do Brasil nos últimos 100 anos.

Com  realização da Laboratório Fantasma, produção de Evandro Fióti e direção de Fred Ouro Preto, o filme traz entrevistas exclusivas com relevantes personalidades brasileiras, como: Fernanda Montenegro, Zeca Pagodinho e Pabllo Vittar. A narrativa é costurada ainda por cenas de bastidores, imagens de arquivo e animações.

“Foram as histórias dos livros e dos filmes que me fizeram sonhar com outra possibilidade de ser, viver e existir. A ideia do documentário é a de colocar as pessoas em contato com uma história que as façam se perguntar: se já houve neste país tanta grandiosidade, por que essas histórias vão sendo, de alguma maneira, invisibilizadas e esquecidas? Estou feliz que vamos conseguir apresentar em escala global outra perspectiva a respeito do Brasil. Isso é mágico”, avalia Emicida.

O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro na Netflix. Assista ao trailer:

Foto: Jef Delgado.

Oscar 2021: 19 longas disputam indicação brasileira ao prêmio de melhor filme internacional

por: Cinevitor

pacarreteoscar2021Marcélia Cartaxo no longa cearense Pacarrete, de Allan Deberton: na disputa.

A Academia Brasileira de Cinema divulgou a lista com os longas-metragens brasileiros que disputarão uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor filme internacional do Oscar 2021, que será realizado no dia 25 de abril, em Los Angeles, pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences.

O título escolhido pelo Comitê Brasileiro de Seleção para representar o Brasil será divulgado no dia 18 de novembro, depois da reunião que ocorrerá no mesmo dia, através de um release para a imprensa e nas redes sociais da Academia Brasileira de Cinema. Vale lembrar que o filme candidato à vaga deverá ter sua estreia no Brasil entre 1º de outubro de 2019 e 31 de dezembro de 2020.

O comitê deste ano é presidido pela cineasta e roteirista Viviane Ferreira e conta também com: Affonso Beato, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Clélia Bessa, produtora; Laís Bodanzky, cineasta, produtora e membro da AMPAS; Leonardo Monteiro de Barros, produtor; Lula Carvalho, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Renata Magalhães, produtora; Rodrigo Teixeira, produtor e membro da AMPAS; e Roberto Berliner, cineasta e produtor. Além dos membros titulares, compõem a comissão de suplentes: André Ristum, cineasta e roteirista; e Toni Venturi, diretor.

Na última edição do Oscar, o Brasil esteve na disputa com A Vida Invisível, dirigido por Karim Aïnouz, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.

Conheça os 19 longas brasileiros inscritos neste ano:

A Divisão, de Vicente Amorim e Rodrigo Monte
A Febre, de Maya Werneck Da-Rin
Alice Júnior, de Gil Baroni
Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz
Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria
Cidade Pássaro, de Matias Mariani
Jovens Polacas, de Alex Levy-Heller
M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De
Macabro, de Marcos Prado
Marighella, de Wagner Moura
Minha Mãe é uma Peça 3, de Susana Garcia
Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil
Pacarrete, de Allan Deberton
Pureza, de Renato Barbieri
Sertânia, de Geraldo Sarno
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra
Três Verões, de Sandra Kogut
Valentina, de Cássio Pereira Dos Santos

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) foi reconhecida oficialmente este ano pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS) como única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional na 93ª edição do Oscar.

Foto: Luiz Alves.

Silêncio da Chuva, de Daniel Filho, será o filme de encerramento do 30º Cine Ceará

por: Cinevitor

silenciochuvacinecearaThalita Carauta e Lázaro Ramos em cena.

Inspirado no romance policial de Luiz Alfredo Garcia-Roza, Silêncio da Chuva, dirigido por Daniel Filho, será o filme de encerramento do 30º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema; o longa será exibido em sessão hors-concours no dia 11 de dezembro, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, respeitando os protocolos de reabertura para cinemas do Governo do Ceará.

Com roteiro assinado por Lusa Silvestre, de Estômago, O Roubo da Taça e A Glória e a Graça, o longa narra a saga do detetive Espinosa, papel de Lázaro Ramos, e da policial Daia, vivida por Thalita Carauta, em solucionar o mistério que envolve a morte do executivo Ricardo, interpretado por Guilherme Fontes, encontrado baleado sentado ao volante de seu carro, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. A primeira atitude da dupla é procurar pela viúva, Bia, papel de Cláudia Abreu. Tudo se complica quando ocorre outro assassinato e pessoas envolvidas no caso começam a desaparecer.

O longa-metragem conta ainda com Mayana Neiva, Otávio Müller, Bruno Gissoni, Anselmo Vasconcelos, entre outros no elenco. E mais: Thalita Carauta recebeu o prêmio de melhor atriz no BRICS Film Festival, realizado na Rússia.

Publicado em 1996, O Silêncio da Chuva, que abre a série de livros do emblemático detetive Espinosa, recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti e foi publicado em nove países. Para fazer a transcrição do livro para as telas, Daniel Filho trouxe a história do romântico Bairro Peixoto da década de 1990 para o Rio de Janeiro hostil e chuvoso de 2018.

Foto: M. Vianna.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é indicado ao Gotham Awards 2020

por: Cinevitor

bacuraugotham2020Bárbara Colen em Bacurau: representante brasileiro na disputa.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 12/11, os indicados ao 30º Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP (Independent Filmmaker Project), que dá início à temporada de premiações.

Os candidatos são selecionados por comitês de críticos de cinema, jornalistas e curadores de festivais. Júris distintos, compostos por roteiristas, diretores, atores, produtores e editores escolhem os vencedores, que serão anunciados no dia 11 de janeiro, em Nova York.

Neste ano, vale destacar a presença do brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, na categoria de melhor filme internacional. Sucesso de público e crítica, o longa recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes do ano passado.

A cerimônia do IFP Gotham Awards será apresentada ao vivo em formato híbrido com mesas virtuais interativas para seguir os protocolos de saúde e segurança por conta da pandemia de Covid-19. Os homenageados deste ano serão anunciados em breve.

Confira a lista completa com os indicados ao Gotham Awards 2020:

MELHOR FILME
A Assistente, de Kitty Green
First Cow, de Kelly Reichardt
Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman
Nomadland, de Chloé Zhao
Relic, de Natalie Erika James

MELHOR DOCUMENTÁRIO
76 Days, de Hao Wu, Weixi Chen e Anonymous
A Thousand Cuts, de Ramona S. Diaz
City Hall, de Frederick Wiseman
Our Time Machine, de S. Leo Chiang e Yang Sun
Time, de Garrett Bradley

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (Brasil/França)
Lindinhas, de Maïmouna Doucouré e Denny Shoopman (França)
Martin Eden, de Pietro Marcello (Itália/França/Alemanha)
Sin Señas Particulares (Identifying Features), de Fernanda Valadez (México/Espanha)
Uma Mulher Alta, de Kantemir Balagov (Rússia)
Wolfwalkers, de Tomm Moore e Ross Stewart (Irlanda/Luxemburgo/França)

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO | PRÊMIO BINGHAM RAY
Alex Thompson, por Saint Frances
Andrew Patterson, por A Vastidão da Noite
Carlo Mirabella-Davis, por Swallow
Channing Godfrey Peoples, por Miss Juneteenth
Radha Blank, por The Forty-Year-Old Version

MELHOR ROTEIRO
A Vastidão da Noite, escrito por James Montague e Craig Sanger
First Cow, escrito por Jon Raymond e Kelly Reichardt
Fourteen, escrito por Dan Sallitt
Má Educação, escrito por Mike Makowsky
The Forty-Year-Old Version, escrito por Radha Blank

MELHOR ATOR
Chadwick Boseman, por A Voz Suprema do Blues
Jesse Plemons, por Estou Pensando em Acabar com Tudo
John Magaro, por First Cow
Jude Law, por The Nest
Riz Ahmed, por Sound of Metal

MELHOR ATRIZ
Carrie Coon, por The Nest
Frances McDormand, por Nomadland
Jessie Buckley, por Estou Pensando em Acabar com Tudo
Nicole Beharie, por Miss Juneteenth
Yuh-Jung Youn, por Minari

MELHOR ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Jasmine Batchelor, por Mãe de Aluguel
Kelly O’Sullivan, por Saint Frances
Kingsley Ben-Adir, por One Night in Miami…
Orion Lee, por First Cow
Sidney Flanigan, por Never Rarely Sometimes Always

MELHOR SÉRIE | LONGA
Immigration Nation (Netflix)
Nada Ortodoxa (Netflix)
P-Valley (Starz)
The Great (Hulu)
Watchmen (HBO)

MELHOR SÉRIE | CURTA
Betty (HBO)
Dave (FX Networks)
I May Destroy You (HBO)
Taste the Nation (Hulu)
Work in Progress (Showtime)

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

Novo Cine PE 2020 anuncia filmes selecionados e edição on-line

por: Cinevitor

mulheroceanoCinePE2020Djin Sganzerla: atriz, diretora e produtora de Mulher Oceano.

Em um ano totalmente atípico por conta da pandemia de Covid-19, o Novo Cine PE – Festival do Audiovisual será um pouco diferente. Prevista inicialmente para o mês de maio, a 24ª edição do festival ganha nova data e será realizada exclusivamente pelo Canal Brasil na televisão e na internet, por meio da plataforma de streaming Canais Globo (antigo Canal Brasil Play), além da TV Pernambuco, uma vez que ainda não é recomendável a realização de eventos presenciais de grande porte.

O formato multiplataforma vai possibilitar que ainda mais pessoas possam ter acesso ao conteúdo do festival, democratizando o acesso ao cinema. Entre os dias 23 e 25 de novembro, a programação do horário nobre do Canal Brasil será ocupada pelos longas-metragens selecionados para a Mostra Competitiva do Novo Cine PE 2020, sendo dois por noite, a partir das 18h, com exibição simultânea no streaming Canais Globo.

Já os 31 curtas escolhidos para as mostras competitivas de curtas-metragens Nacional e Pernambuco ficarão disponíveis on-line para assinantes da plataforma Canais Globo, durante os três dias de festival, o que possibilitará que os cinéfilos assistam às produções nos horários que lhes forem convenientes. As mostras competitivas de curtas ainda serão exibidas na TV Pernambuco, com data a ser definida.

Dos 941 filmes inscritos para as mostras competitivas, número que representa um crescimento de discretos 5,37% em relação ao número de 2019, que foi de 892 filmes, seis títulos, sendo três na categoria ficção e três na categoria documentário, estarão juntos na Mostra Competitiva de longas-metragens; oito títulos na Mostra Competitiva de curtas-metragens pernambucanos; e vinte e três na Mostra Competitiva de curtas nacionais.

A missão de selecionar os curtas e longas das mostras competitivas do Novo Cine PE 2020 ficou nas mãos dos curadores Edu Fernandes, crítico e programador do circuito Cine Materna; e Nayara Reynaud, crítica de cinema, repórter, criadora e editora-chefe do site cultural Nervos. Vale a pena destacar o crescimento da participação de produções pernambucanas. De acordo com Edu Fernandes, foram mais filmes avaliados e com alto grau de qualidade: “Por essa razão, a Mostra Nacional de Curtas abriga mais produções pernambucanas do que nos últimos anos, para poder contemplar as realizações locais que precisam ser vistas. Outro desdobramento dessa maior participação dos produtores locais é a alegria de voltar a ter um longa pernambucano em competição no Novo Cine PE, algo que não acontecia há alguns anos”, comemora o curador.

A ideia dos curadores para a edição 2020 foi compor um retrato mais diverso possível da produção nacional de cinema, com filmes das cinco regiões do país. De acordo com Edu, “o público pode esperar, de alguma forma, se ver na tela. Os temas e abordagens dos filmes da seleção dialogam com diversos assuntos da pauta que a sociedade vem discutindo. Ainda nesse assunto, a mostra de longa tem uma paridade de gêneros entre os diretores e diretoras. Não foi algo que determinamos no começo do processo de curadoria, acabou acontecendo assim e considero mais um aspecto a se comemorar nesta edição do festival”.

O Júri Oficial das mostras competitivas será constituído por cineastas, críticos, pesquisadores e artistas com comprovada experiência, que serão responsáveis por indicar os vencedores do Troféu Calunga em diversas categorias. Além disso, o público irá selecionar os premiados pelo Júri Popular, por meio do aplicativo oficial do festival; a Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, também reunirá um time para eleger o melhor filme de cada uma das três categorias no Júri da Crítica.

Além da premiação oficial, o Canal Brasil oferece o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas, contemplando os vencedores na categoria curta-metragem dos mais representativos festivais de cinema do país. Um júri convidado pelo Canal Brasil e composto por jornalistas especializados em cinema escolhe o melhor curta da Mostra Nacional em competição que recebe o troféu e um prêmio no valor de R$ 15 mil.

Sobre as dificuldades para a realização do Novo Cine PE 2020, ano marcado pela pandemia de Covid-19, a diretora e idealizadora do festival, Sandra Bertini, conta que os desafios foram muitos: “Foi um ano desafiador para todos os profissionais que trabalham com eventos presenciais. Tivemos que mergulhar para criar um modelo que atendesse aos realizadores dos filmes, público, patrocinadores e produtores do evento, seguindo todas as normas de segurança. Alteramos o projeto na Lei de Incentivo à Cultura, já que o projeto aprovado antes era no modelo presencial. Mas o mais fácil mesmo foram os realizadores dos filmes. Conversei com todos e 100% deles abraçaram a proposta. Muitas vezes me emocionei com tamanho apoio”, relata.

Embora o formato seja diferente em 2020, a produção do Novo Cine PE fez questão de seguir com a cerimônia de apresentação dos curtas e longas direto do Cinema São Luiz, um dos últimos grandes cinemas de rua do país, tradicional palco do Festival Audiovisual, para manter o clima. A cerimônia foi gravada e será exibida sempre antes dos longas. Quem assume a apresentação do festival, pelo segundo ano consecutivo, é a atriz pernambucana Nínive Caldas.

O festival terá ainda espaço para a formação com seminários realizados de forma on-line e temáticas girando em torno da interrogativa “Como encarar o desafio de empreender e fazer novos negócios num mundo afetado pela pandemia?”. Os encontros virtuais deverão acontecer entre os meses de novembro de 2020 e março de 2021, com divulgação de mais informações em breve.

A Mostra Infantil de Cinema, uma das ações sociais do projeto, só será realizada com o retorno às aulas dos alunos das escolas públicas municipais e estaduais de Pernambuco. Além disso, não haverá artista homenageado neste formato de festival. Para Sandra Bertini, a homenagem só faz sentido com o calor do público: “É uma forma do artista chegar perto do fã, trocar energia. Um momento único tanto para o homenageado quanto para o público. Na edição de 2021 retomamos com os Calungas de Ouro”, explicou.

Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2020:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS

Ioiô de Iaiá, de Paula Braun (RJ)
Memórias Afro-Atlânticas, de Gabriela Barreto (BA)
Mudança, de Fabiano de Souza (RS)
Mulher Oceano, de Djin Sganzerla (SP)
Nós, que ficamos, de Eduardo Monteiro (PE)
O Buscador, de Bernardo Barreto (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

A Casa e o Medo, de Eduardo Aliberti, Henrique Truffi e Valentina Salvestrini (SP)
Baixas Lendas da Classe Média Alta I: Janaína sem-cabeça, de Bruna Schelb Corrêa (MG)
Bonde, de Asaph Luccas (SP)
Celular, de Amanda Treze (PE)
Céu da Boca, de Amanda Treze (SP)
Cidade Natal, de Ana Luísa Mariquito (SP)
Cronofobia, de Luis Calil (GO)
Duda, de Eugenia Castello e William Biagioli (PR)
Estação Aquarius, de Fernando Brandão, Flávia Correia, Jairis Meldrado, Levy Paz, Rayane Góes e Ticiane Simões (AL)
Eu.tempo, de Thaíse Moura (PE)
Ex-Humanos, de Mariana Porto (PE)
Fragile, de Ramon Faria (MG)
Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM)
Metroréquiem, de Adalberto Oliveira (PE)
Neguinho, de Marçal Vianna (RJ)
O Homem das Gavetas, de Duda Rodrigues (SP)
O Que pode um corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
O Sentinela da Frágil Fortaleza, de Alexandre Vale (CE)
Reagente, de Paulo Copioba (RJ)
Ta Foda, de Aline Golart, Denis Souza, Fernanda Maciel, Icaro Castello, Ligia Torres e Victoria Sugar (RS)
Taoquei?, de Klaus Hastenreiter, Chris Mariani e Clara Ballena (BA)
Vai Melhorar, de Pedro Fiuza (RN)
Vigia – Um Olhar Para a Morte, de Victor Marinho (BA)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

Cozinheiras de Terreiro, de Tauana Uchôa
Mata, de Oficina Documentando/Marlom Meirelles
Nimbus, de Marcos Buccini
O Menino que Morava no Som, de Felipe Soares
O Mundo de Clara, de Ayodê França
O Quarto Negro, de Carlos Kamara
Perdidos, de Eduardo Santos e Renata Malta
Presente de Deus, de Daniel Barros

Foto: André Guerreiro Lopes.

Com Marcélia Cartaxo, Pacarrete, de Allan Deberton, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor

marceliacartaxopacarretetrailerMarcélia Cartaxo: diversos prêmios por Pacarrete.

Estrelado por Marcélia Cartaxo e filmado na cidade de Russas, interior do Ceará, o aguardado Pacarrete, dirigido por Allan Deberton, ganha data de estreia: 26 de novembro. O filme, que seria lançado em abril deste ano, foi adiado por conta da pandemia de Covid-19.

Um dos filmes mais elogiados e festejados pela crítica e pelo público, Pacarrete foi o grande vencedor da 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado e foi consagrado com oito kikitos, entre eles, melhor filme e melhor atriz. Exibido em 39 festivais, desde então, já coleciona vinte e sete prêmios ao redor do mundo e, com a definição de sua data de estreia, é elegível e pretende concorrer a uma vaga na categoria de melhor filme internacional do Oscar 2021, como representante brasileiro.

Primeiro longa-metragem de Allan Deberton, Pacarrete aborda questões como a loucura, os desafios de ser artista e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gosta de ser chamada de Pacarrete, que significa margarida em francês. O filme é livremente inspirado na conterrânea do diretor e demorou 12 anos para ser realizado. Foi filmado em sua cidade natal, Russas, no Ceará, tentando colocar na tela todas as lembranças da época: “Fico pensando nas inadequações e em como é triste ter que gritar para ser ouvido, para ser respeitado. Quem assiste ao filme sai modificado, eu tenho certeza, pensando em alguém não muito distante. Pode ser uma vizinha, uma tia, ou um senhor excêntrico. Pacarrete pode ser um estado de espírito. É quando a gente vive quem a gente é”, conta o diretor.

Nascida e criada em Russas, Pacarrete alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora, onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela consegue estar no centro dos holofotes como bailarina clássica e se torna professora de ballet. Com a aposentadoria, ela retorna para sua cidade natal onde pretende continuar seu trabalho artístico, mas só encontra desrespeito à sua arte: em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com o despeito daqueles que cruzam seu caminho; e a bailarina e professora de outrora se transforma na “louca da cidade”.

Para viver essa mulher que fez da aspiração de ser uma bailarina o objetivo de sua vida, Deberton convidou a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1985, por A Hora da Estrela; sua amiga e colaboradora, ela também atuou e fez preparação de elenco do primeiro curta-metragem de Allan, Doce de Coco: “O Allan teve muita segurança de me convidar, até mesmo porque eu não sou bailarina e nem tenho esse ouvido da personagem para música. A Pacarrete é muito culta: toca piano, fala francês e tem um corpo que fala todo o tempo. Foi um grande desafio de resistência e enfrentamento e fiquei muito feliz porque isso me mostrou que, se eu me esforçar bastante, consigo chegar bem longe”, contou a atriz. Para viver a personagem, Marcélia teve aulas de voz e canto, aprendeu francês e fez aulas de ballet, com a supervisão do coreógrafo Fauller e da bailarina cearense Wilemara Barros.

O elenco principal ainda conta com as elogiadas atrizes paraibanas Zezita Matos e Soia Lira; o ator baiano João Miguel; e os cearenses Rodger Rogério, Débora Ingrid, Samya De Lavor e Edneia Tutti Quinto; além da participação de atores e atrizes da própria cidade. A preparação do elenco é de Christian Duurvoort, que trabalhou em Ensaio Sobre a Cegueira e O Banheiro do Papa.

Com roteiro escrito por Allan Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia, o filme conta com fotografia de Beto Martins e trilha sonora de Fred Silveira; César Teixeira e Clara Bastos assinam como produtores e Deberton, ao lado de Ariadne Mazzetti, assinam a produção executiva. A distribuição é da Vitrine Filmes.

“Pacarrete é um acontecimento além-filme. É fazer justiça com uma mulher que pedia um palco e dizia, aos berros, que ainda iriam ouvir falar dela. Quando eu vejo a plateia em silêncio, sentindo o filme, tenho certeza que estão pensando na vida, no tempo que passa rápido e em alguém que passou e não tivemos a oportunidade de pedir desculpas. Pacarrete é um detalhe importante pra gente prestar atenção. Quando o filme fez sua estreia em Xangai, no outro lado do mundo, fico pensando aonde a história de Pacarrete conseguiu chegar. E foi lindo em Gramado, e igualmente emocionante em Russas, na praça, quando a cidade parou para assisti-la”, finaliza o diretor.

Assista ao novo trailer de Pacarrete, que chega aos cinemas no dia 26 de novembro:

Foto: Luiz Alves.

Conheça os vencedores da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

por: Cinevitor

thiessamostraspvenceMenção Honrosa para Thiessa Woinbackk, de Valentina: melhor atriz.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 04/11, na área externa do Auditório Ibirapuera, os vencedores da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que este ano, por conta da pandemia de Covid-19, aconteceu majoritariamente on-line e disponível para todo Brasil. A cerimônia foi apresentada por Serginho Groisman, direto de sua casa, e Renata de Almeida, diretora da Mostra, presencialmente.

Os filmes da Competição Novos Diretores mais votados pelo público foram submetidos ao júri, que foi formado por: Cristina Amaral, uma das principais e mais importantes montadoras do país; Felipe Hirsch, diretor, dramaturgo, cenógrafo e produtor de teatro; e Sara Silveira, nome fundamental da produção cinematográfica brasileira.

Thiessa Woinbackk, que recebeu uma Menção Honrosa por sua atuação em Valentina, subiu ao palco emocionada: “Esse prêmio é muito importante para nós mulheres trans. Sabemos que o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo e isso aqui é uma vitória nossa. Obrigada, mesmo”, disse sob aplausos.

Joyce Prado, diretora de Chico Rei Entre Nós, subiu ao palco duas vezes: a primeira para receber o prêmio do público de melhor documentário brasileiro; a segunda por uma Menção Honrosa concedida pelo júri oficial. Emocionada, discursou: “Muito honrada em receber esse prêmio. Mais uma vez, dedicando a todas as pessoas que nos antecederam. Chico Rei é sobre isso. É sobre continuidade, é sobre mudança, é sobre possibilidade. Cada vez mais, o cinema tem que ser um lugar possível para a representatividade negra, para nossa historicidade, para nossa perspectiva e para todos os profissionais que estão dia a dia acreditando que é possível ser atuante em uma área que tem tanto desafio e retrocesso. Mas ainda existe o progresso, que está presente também entre esses realizadores e realizadoras negras que estão por aí país afora”.

joycepradomostraspJoyce Prado, diretora de Chico Rei Entre Nós, no palco.

O público da 44ª Mostra também escolhe seu preferidos. A escolha popular é feita por votação: a cada título assistido, o espectador recebia da Mostra Play uma mensagem indicando como votar em uma escala de 1 a 5, sempre ao final do filme. O resultado proporcional dos títulos com maiores pontuações determinou os vencedores.

A Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, escolheu o melhor filme brasileiro entre os realizados por diretores estreantes. Neste ano, o eleito foi o longa Êxtase, de Moara Passoni. O filme foi escolhido pela inventividade com que equilibra o corpo fílmico e o corpo físico, trazendo novas texturas para um tema raro no cinema brasileiro e ampliando as possibilidades do documentário. Ella Bittencourt, Francisco Carbone e Juliana Costa formaram o júri Abraccine. Além disso, a imprensa especializada que cobre o evento e tradicionalmente confere o Prêmio da Crítica, também participou da premiação.

Todos os diretores que tiveram títulos selecionados para a Mostra Brasil poderiam inscrever um novo projeto para concorrer a um prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich. A bolsa, no valor de R$30 mil, é destinada ao roteirista do projeto em fase de desenvolvimento e inclui ainda mentorias, coaching para o produtor, workshop de audiência e participação em mercados internacionais. O projeto premiado neste ano foi Neuros, de Guilherme Coelho.

Dois Prêmios Humanidade foram entregues nesta noite: um para os funcionários da Cinemateca Brasileira, que fizeram um discurso emocionante; e o outro para o documentarista americano Frederik Wiseman. Já o Prêmio Leon Cakoff foi entregue à produtora Sara Silveira. A solenidade também contou com a presença do diretor Walter Salles, que recebeu o Prêmio da FIAF, Federação Internacional de Arquivos de Filmes, órgão que reúne cinematecas do mundo todo.

Confira a lista completa com os vencedores da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo:

TROFÉU BANDEIRA PAULISTA 2020 | JÚRI INTERNACIONAL

Melhor Ficção: Eyimofe (Esse é o Meu Desejo), de Arie Esiri e Chuko Esiri (Nigéria)
Melhor Documentário: 17 Quadras, de Davy Rothbart (EUA)
Menção Honrosa | Atriz: Thiessa Woinbackk, por Valentina, de Cássio Pereira dos Santos
Menção Honrosa: Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado

PRÊMIO DO PÚBLICO

Melhor Ficção Brasileira: Valentina, de Cássio Pereira dos Santos
Melhor Documentário Brasileiro: Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado
Melhor Ficção Internacional: Não Há Mal Algum (Sheytan vojud nadarad), de Mohammad Rasoulof (Irã/Alemanha/República Tcheca)
Melhor Documentário Internacional: Welcome to Chechnya, de David France (EUA)

PRÊMIO ABRACCINE

Melhor Filme Brasileiro: Êxtase, de Moara Passoni

PRÊMIO DA CRÍTICA

Melhor Filme Brasileiro: Glauber, Claro, de César Meneghetti
Melhor Filme Estrangeiro: Mosquito, de João Pinto Nuno (Portugal/Brasil/França)

PRÊMIO INCUBADORA PARADISO 2020

Neuros, de Guilherme Coelho

*Clique aqui e assista à premiação no YouTube.
*Clique aqui e confira os filmes que participarão da repescagem.

Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto.