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8 ½ Festa do Cinema Italiano 2020 anuncia selecionados e edição on-line

por: Cinevitor

napolesitaliano2020Giovanna Mezzogiorno em Nápoles Velada, de Ferzan Ozpetek.

O 8 ½ Festa do Cinema Italiano é um evento cinematográfico que nasceu em Lisboa, em 2008, e em pouco mais de dez anos expandiu sua programação com crescente sucesso em diferentes países de língua portuguesa, tais como Brasil, Angola e Moçambique, além da região de Macau, na China.

O evento visa não só promover a qualidade do cinema italiano junto ao público brasileiro, mas também colaborar para que o cinema italiano, e também o cinema europeu, possam encontrar espaço sempre maior na oferta cultural do País.

Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, o 8 ½ será realizado em formato totalmente on-line, entre os dias 28 de agosto e 10 de setembro. Os filmes poderão ser acessados diretamente no site do festival (clique aqui) e por meio da plataforma Looke; para assistir é necessário realizar um cadastro gratuito no site.

A programação conta com vinte dos melhores filmes italianos dos últimos anos, a maioria deles ainda inéditos no Brasil, que estarão disponíveis virtualmente para todo o território nacional pelo . Os espectadores terão acesso a uma grande variedade de filmes, recentes e de grande sucesso na Itália e em diversos países. A programação conta também com realizadores, atrizes e atores que estarão presentes virtualmente por meio de vídeos de apresentação preparados especialmente para ocasião.

Nesta edição do 8 ½ Festa do Cinema Italiano estão garantidas as estreias de importantes filmes, que revelam as novas tendências e inovações do cinema italiano e passaram pelos mais importantes festivais internacionais, como: o premiado Normal, de Adele Tulli, que estreou no Festival de Berlim; A Passagem, de Michele Manzolini e Federico Ferrone, exibido no Festival de Veneza; Selfie, de Agostino Ferrente, que também integrou a programação de Berlim; O Aprendizado, de Davide Maldi, que foi exibido no Festival de Locarno.

A lista ainda inclui o premiado e aclamado Martin Eden, de Pietro Marcello, que garantiu a Luca Marinelli a Copa Volpi de melhor ator no Festival de Veneza do ano passado. O longa estreou em circuito no Brasil em março, mas teve sua campanha reduzida por conta da pandemia. A seleção traz também O Rei de Roma, de Daniele Luchetti, uma sátira inteligente sobre a figura controversa de Silvio Berlusconi, que já entrou em circuito no Brasil mas volta ao festival com uma chance rara para o público brasileiro conferir o trabalho do cineasta, que neste ano abre a 77ª edição do Festival de Veneza com seu novo longa, Lacci.

E mais: grandes sucessos de público e crítica como Nápoles Velada, do prestigiado diretor Ferzan Ozpetek, com Giovanna Mezzogiorno e Alessandro Borghi, vencedor do David di Donatello de melhor fotografia e melhor direção de arte; Fortunata, exibido no Festa 2018, mas inédito em circuito comercial no Brasil; o longa deu a Jasmine Trinca o prêmio de melhor atriz da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes, em 2017, e o David di Donatello por sua atuação.

Vale lembrar que todos os filmes estarão disponíveis durante todo o período, com exceção de O Sonho de uma Família e A Gata Cinderela, disponíveis exclusivamente por 24h, durante o período, nos dias 29 de agosto e 5 de setembro, respectivamente a partir das 18h.

Conheça os filmes selecionados para o 8 ½ Festa do Cinema Italiano – Edição Online:

Nápoles Velada (Napoli velata), de Ferzan Ozpetek (filme inédito)
Normal, de Adele Tulli (filme inédito)
Selfie, de Agostino Ferrente (filme inédito)
O Aprendizado (L’apprendistato), de Davide Maldi (filme inédito)
Bendita Loucura (Benedetta follia), de Carlo Verdone (filme inédito)
Como um Peixe Fora d’água (Come un gatto in tangenziale), de Riccardo Milani (filme inédito)
Os Mosqueteiros do Rei (I Moschettieri del Re – La penultima missione), de Giovanni Veronesi (filme inédito)
A Passagem (Il Varco – Once More Unto the Breach), de Federico Ferrone e Michele Manzolini (filme inédito)
Fortunata, de Sergio Castellitto (filme inédito)
A Gata Cinderela (Gatta Cenerentola), de Alessandro Rak, Marino Guarnieri, Ivan Cappiello e Dario Sansone
E agora? A Mamãe saiu de Férias! (10 giorni senza mamma), de Alessandro Genovesi
Martin Eden, de Pietro Marcello
O Rei de Roma (Io sono Tempesta), de Daniele Luchetti
O Sonho de uma Família (Magari), de Ginevra Elkann
Testemunha Invisível (Il testimone invisibile), de Stefano Mordini
O Caravaggio Roubado (Una storia senza nome), de Roberto Andò
Desafio de um Campeão (Il campione), de Leonardo D’Agostini
Uma Questão Pessoal (Una questione privata), de Paolo e Vittorio Taviani
Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli
A Vida em Família (La vita in comune), de Eduardo Winspeare

Foto: Divulgação.

Festival de Gramado 2020: conheça os longas selecionados e os homenageados da 48ª edição

por: Cinevitor

todososmortosgramadoTodos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra: na disputa pelo kikito.

Foram anunciados nesta terça-feira, 18/08, em uma coletiva de imprensa transmitida pela TV Educativa de Porto Alegre (TVE RS), pelos sites tanto da TV quanto do festival e também pelas redes sociais, os filmes selecionados para as mostras competitivas de longas brasileiros e latinos e o time completo de homenageados do 48º Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro.

Com as presenças físicas do curador Marcos Santuario e do presidente da Gramadotur, Rafael Carniel, e com a participação virtual dos curadores Pedro Bial e Soledad Villamil, o apresentador do festival e jornalista Roger Lerina conduziu a divulgação dos longas-metragens brasileiros e estrangeiros selecionados e dos homenageados e, também, a interação com os jornalistas, que participaram enviando perguntas pelo WhatsApp. Em um ano desafiador por conta da pandemia de Covid-19, em que o mundo precisou encontrar outras formas de existir e continuar, o Festival de Gramado também se reinventa; a 48ª edição será multiplataforma.

Neste ano, 146 longas-metragens brasileiros e 93 estrangeiros participaram da seleção. As inscrições dão a dimensão da diversidade cultural do Brasil e dos países ibero-americanos. São Paulo, Rio de Janeiro e  Rio Grande do Sul lideraram as inscrições na categoria LMB, com 46, 30 e 13 títulos inscritos, respectivamente. Já Argentina, Espanha, Uruguai e México saíram à frente com as inscrições entre os longas-metragens estrangeiros, com 49, 10, 6 e 5 títulos inscritos, respectivamente. Ao todo, foram 15 estados mais o DF e 14 países.

“Sempre tivemos orgulho do festival que construímos, mas este ano tem um sabor ainda mais especial. Sabemos o impacto que o Festival de Cinema de Gramado tem para a carreira dos filmes. Manter a realização do evento e essa janela aberta para o mundo é, sobretudo, um compromisso que há 48 anos mantemos com o setor. E como sempre podemos tirar o melhor das situações adversas, não podemos deixar de comemorar o alcance extraordinário que o Festival de Cinema de Gramado terá a partir da exibição pela televisão e por streaming. Esta já é uma edição histórica”, avalia o presidente da Gramadotur, autarquia municipal responsável pela realização do festival, Rafael Carniel.

Completando o time de homenageados em 2020, ao lado de Laís Bodanzky, que receberá o Troféu Eduardo Abelin, e Marco Nanini, homenageado com o Troféu Oscarito, a organização do festival divulga os novos homenageados.

O Troféu Cidade de Gramado será entregue para Denise Fraga. Atriz, autora de dois livros e produtora de teatro, televisão e cinema. Na telona, atuou em doze longas-metragens, entre os quais As Melhores Coisas do Mundo, dirigido pela também homenageada Laís Bodanzky, e Por Trás do Pano, que deu à Denise o kikito de melhor atriz durante o 27º Festival de Cinema de Gramado, em 1999. “O Festival de Gramado é particularmente importante na minha vida. Fui muito feliz em Gramado quando a gente fez Por trás do pano, nosso primeiro filme juntos [Denise se refere ao cineasta e também marido Luiz Villaça, que dirigiu o longa vencedor nas categorias de melhor filme e melhor atriz]. Temos essa parceria sólida na vida e na arte. Nossos filhos eram pequenos, o mais novo estava com seis meses, mas a gente foi. Era muito importante estar no festival. E foi lindo ter ganho o festival”, disse a homenageada.

O Kikito de Cristal será entregue para o ator uruguaio César Troncoso. Habitué do Festival de Cinema de Gramado há mais de 30 anos, frequenta o evento desde quando fazia a cobertura para a Revista da Cinemateca Uruguaia. O primeiro prêmio internacional do ator foi conquistado no Festival de Gramado. Em 2007, Troncoso recebeu o kikito de melhor ator entre os longas-metragens estrangeiros pela atuação em O Banheiro do Papa, dirigido por César Charlone e Enrique Fernández. Rosto conhecido do público brasileiro, César participou, ao longo da carreira, de 15 longas-metragens, muitos deles no Brasil.

Além disso, o espaço do Festival de Gramado dedicado ao mercado também acontece de forma virtual. Já na sua quarta edição, o Gramado Film Market mantém as tradicionais rodadas de negócios. Este ano, a edição acontece em sinergia com o Forcine – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual. Mais informações sobre a programação serão anunciadas em breve.

Os tradicionais debates e coletivas dos filmes em disputa desta vez acontecem pela internet. As conversas serão transmitidas pelo site, pelo YouTube e pelo Facebook do festival. E mais: o podcast do Festival de Cinema de Gramado segue com programas produzidos pela Pauta Conexão e Conteúdo, agência que coordena a comunicação do evento, que vão repercutir as principais notícias e etapas do festival. Dois episódios já estão no ar e podem ser conferidos no Spotify.

Os filmes concorrentes serão transmitidos pelo Canal Brasil, tanto pela televisão quanto pelo serviço de streaming, na Globosat. Para ter acesso ao conteúdo, é necessário ser assinante de TV, cujo plano contemple o Canal Brasil.  Os filmes têm suas peculiaridades de exibição, conforme a categoria. Os longas-metragens brasileiros e estrangeiros terão uma única exibição pela TV. Os curtas-metragens brasileiros serão exibidos uma vez pela TV e ficarão disponíveis por 24 horas através do serviço de streaming. Os curtas-metragens gaúchos serão exibidos pelo streaming em quatro programas, com títulos agrupados conforme a classificação indicativa. O programas serão disponibilizados às 14h do dia 19 de setembro e seguem no ar até as 23h59 do dia 22 de setembro. Já os longas-metragens gaúchos, cujos títulos que ainda serão divulgados, terão exibição por streaming entre os dias 19 e 23 de setembro. A programação do Festival de Cinema no Canal Brasil inicia todas as noites, às 19h.

Conheça os longas-metragens selecionados para o Festival de Gramado 2020:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS BRASILEIROS

Aos Pedaços, de Ruy Guerra (RJ)
King Kong em Asunción, de Camilo Cavalcante (PE)
Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança (RJ)
Por que você não chora?, de Cibele Amaral (DF)
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (SP)
O Samba é primo do Jazz, de Angela Zoé (RJ)
Me Chama que eu Vou, de Joana Mariani (SP)

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS ESTRANGEIROS

Dias de Inverno, de Jaiziel Hernández (México)
El gran viaje al país pequeño, de Mariana Viñoles (Uruguai)
El Silencio del Cazador, de Martín De Salvo (Argentina)
La Frontera, de David David (Colômbia)
Los Fuertes, de Omar Zúñiga Hidalgo (Chile)
Matar a un Muerto, de Hugo Giménez (Paraguai)
Tu me manques, de Rodrigo Bellott (Bolívia)

*Clique aqui e conheça os curtas brasileiros selecionados e aqui para conhecer os curtas gaúchos.

Foto: Hélène Louvart.

9º Olhar de Cinema anuncia filme de abertura e selecionados para a mostra Novos Olhares

por: Cinevitor

pajeuolhardecinemaYuri Yamamoto e Fátima Muniz em Pajeú, de Pedro Diógenes.

A nona edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba acontecerá entre os dias 7 e 15 de outubro de forma on-line por conta da pandemia de Covid-19. O ambiente digital é uma novidade para o festival, mas a inspiração e o cuidado da seleção de filmes continuam os mesmos, sendo que agora todo o país terá a oportunidade de conhecê-lo.

Neste ano, a mostra Novos Olhares, dedicada aos longas-metragens com propostas estéticas mais arriscadas e radicais, dá uma atenção especial ao resgate de um passado que deixou feridas e ausências; destaca a força do cinema em sua relação com o indivíduo e o enxerga como possibilidade de acesso, memória e cura. São seis títulos inéditos no país.

“Vai ser uma edição histórica, a programação já está quase 100% fechada, os filmes estão incríveis. A gente fica triste de não estar exibindo na sala de cinema, mas fica muito feliz de poder estrear esses filmes aqui”, diz Antonio Gonçalves Júnior, diretor do festival. “Agora com o Olhar on-line temos o Brasil inteiro para nos comunicar, o Brasil inteiro como público do festival, e estamos animados com esse desafio”, completa. Para Eugenia Castello, também diretora do festival: “Isso é o mais importante, o que a gente resgata de tudo. O que nos empolga é a possibilidade de pessoas no Brasil inteiro poderem conhecer os filmes que o Olhar traz e com o quais se identifica”.

No dia 7 de outubro, o festival começa em grande estilo com uma produção coletiva, em vários sentidos. O filme escolhido para abrir a 9ª edição do Olhar de Cinema é o brasileiro Para Onde Voam as Feiticeiras, de Beto Amaral, Eliane Caffé e Carla Café, que une encenações e improvisos de sete artistas de rua de São Paulo, expondo a permanência de antigos preconceitos de gênero e raça. O longa foi selecionado para o Cinelatino Rencontres de Toulouse, mas não chegou a ser exibido por causa da pandemia.

O Olhar de Cinema é um festival que busca destacar e celebrar o cinema independente produzido no mundo. São propostas estéticas inventivas, envolventes e com comprometimento temático, que abrange desde a abordagem de inquietações contemporâneas acerca do micro universo cotidiano de relacionamentos, até interpretações e posicionamentos sobre política e economia mundial.

A seleção apresenta ao público filmes que se arriscam em novas formas de linguagem cinematográfica, que estão abertos ao experimentalismo e que, ainda assim, possuem um grande potencial de comunicação com o público. Nesta edição, serão seis mostras: Competitiva, Novos Olhares, Outros Olhares, Exibições Especiais, Olhares Brasil e Mirada Paranaense (estas duas últimas com os filmes já anunciados).

Conheça os filmes selecionados para a mostra Novos Olhares do 9º Olhar de Cinema:

Agora, de Dea Ferraz (Brasil)
O Ano do Descobrimento (El año del descubrimiento), de Luis López Carrasco (Espanha/Suíça)
Los Conductos, de Camilo Restrepo (Colômbia/França/Brasil)
Pajeú, de Pedro Diógenes (Brasil)
Letra Maiúscula (Uppercase Print), de Radu Jude (Romênia)
O que resta/Revisitado (Was bleibt I Šta ostaje I What remains/Re-visited), de Clarissa Thieme (Alemanha/Áustria/Bósnia e Herzegovina)

Foto: Divulgação/Embaúba Filmes.

44ª Mostra de São Paulo: edição on-line e homenagem aos funcionários da Cinemateca Brasileira

por: Cinevitor

mostrasp2020onlineA programação contará com 150 títulos de diversos países.

A 44ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontecerá entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro. Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, o evento exibirá os títulos selecionados em streaming, através de uma plataforma exclusiva, responsável também pelas exibições de Toronto, Tribeca e Mercado de Cannes.

O ingresso para cada filme custará seis reais. Além disso, a Mostra terá também projeções no drive-in Petra Belas Artes e títulos gratuitos disponíveis nas plataformas do CineSesc e da Spcine. Master class, webinar e lives com profissionais da área também estão previstos pelo evento.

Todos os anos, a Mostra de São Paulo convida um artista ou cineasta para fazer o pôster do ano. Ai Weiwei, Andrei Tarkovsky, Martin Scorsese, Os Gêmeos, entre outros, já assinaram o cartaz. Esta 44ª edição terá a arte do pôster assinada pelo cultuado diretor chinês Jia Zhangke, que terá seu mais recente longa, Nadando até o Mar Ficar Azul, na seleção do evento. O filme foi rodado na região da cidade natal do diretor, Fenyang, que hoje é referência cultural para artistas e escritores do país. Jia Zhangke é o Embaixador Cultural da região e há três anos criou um festival de cinema e lançou recentemente um festival literário.

E mais: a Mostra vem fazendo homenagens a grandes nomes do cinema com o Prêmio Humanidade. Abbas Kiarostami, Elia Suleiman, Amos Gitai, Eduardo Coutinho, entre tantos, já foram premiados. Porém, nesta edição o prêmio será dedicado aos funcionários da Cinemateca Brasileira, que desde o ano passado estão sem receber salários e sofrem com o risco que o acervo da instituição corre pelo descaso do governo.

A 44ª Mostra de São Paulo vai exibir cerca de 150 títulos dos mais diversos países. Até o momento estão confirmadas produções da Alemanha, Argentina, Bolívia, Canadá, China, EUA, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irã, Japão, Líbano, México, Noruega, Palestina, Portugal, Suíça, Síria e Turquia.

Foto: Claudio Pedroso/Agência Foto.

Conheça os vencedores do 3º Curta Caicó

por: Cinevitor

limaduartecaicoLima Duarte em A Volta para Casa, de Diego Freitas: cinco prêmios.

Foram anunciados neste domingo, 16/08, os vencedores da terceira edição do Curta Caicó, que aconteceu de forma on-line por conta da pandemia de Covid-19. Realizado no interior do Rio Grande do Norte, o festival vem se consolidando como uma importante vitrine de exibição e fomento ao cinema nacional.

Para esta terceira edição, o Curta Caicó seguiu as recomendações da Organização Mundial de Saúde e todas as atividades formativas foram realizadas em ambiente on-line, bem como a exibição dos filmes selecionados. A coordenação do festival desenvolveu uma plataforma de streaming para exibição dos curtas-metragens selecionados. Ao todo, foram 115 filmes divididos em dez mostras, competitivas e paralelas.

Neste ano, Boi de Prata, do diretor caicoense Carlos Augusto Ribeiro Jr., foi o filme de abertura. Considerado um marco do audiovisual potiguar, o longa produzido no final da década de 1970, possui status de cult e, recentemente, passou por um processo de restauração.

A cerimônia de premiação do Curta Caicó 2020, realizada no YouTube (clique aqui para assistir) revelou, além dos vencedores das mostras competitivas, honrarias especiais como: Prêmio da Crítica, formado por membros da ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte; Prêmio Mistika de pós-produção (no valor de 3 mil reais em serviços para o próximo filme do realizador); Prêmio Elo Company de Distribuição; Prêmio Técnico Audiovisual (que consiste em 8 horas de serviços de mixagem de som); Prêmio Heloísa Passos de Fotografia, cedido pela própria Heloísa, na categoria de fotografia da Mostra Potiguar; e Júri Popular.

Anualmente, o Curta Caicó concede o Prêmio Referência de Contribuição Artística a personalidades ou movimentos que contribuem para o desenvolvimento do cinema regional e nacional. Nesta edição, os homenageados são: o diretor de fotografia Walter Carvalho e o cineasta seridoense Bucka Dantas.

O júri da Mostra Nacional foi formado por: Laísa Trojaike, Rodrigo Aragão e Thomás Aquino; a Mostra Potiguar contou com Nelson Marques, Priscila Urpia e Thardelly Lima; o júri da Mostra Seridó foi formado por Igor Gomes, Hermila Guedes e Vitor Búrigo; a Mostra Nordeste contou com Gianfranco Marchi, César Ferrario e Michelle Ferret; Mostra Cine Pax com Keila Sena e Robledo Milani; Mostra Cine Alvorada: Sergio Villar e Wigna Ribeiro; Mostra Cine Rio Branco: Milene Figueiredo e Mário Bertô; a Mostra Cine São Francisco contou com Rômulo Sckaff e Anna Jailma; o júri da Mostra Diversidade foi formado por Alice Carvalho e Thales Azevedo; e a Mostra Diálogos de Cinema contou com Tatiana Lima e Eduardo Pellejero. A organização e coordenação dos júris ficou por conta de Sihan Felix.

Conheça os vencedores do 3º Curta Caicó:

MOSTRA NACIONAL

Melhor Filme: A Volta para Casa, de Diego Freitas (SP)
Melhor Direção: Diego Freitas, por A Volta para Casa
Melhor Ator: Lima Duarte, por A Volta para Casa
Melhor Atriz: Grace Passô, por Sem Asas
Melhor Personagem | Documentário: As mulheres de Seremos Ouvidas
Melhor Roteiro: Aquele Casal, escrito por William de Oliveira
Melhor Fotografia: Ex-humanos, por Ernesto de Carvalho
Melhor Trilha Sonora: Faixa de Gaza, por Jambo Jones
Melhor Som: Faixa de Gaza, por Diogo Rocha
Melhor Direção de Arte: Ex-humanos, por Lia Letícia
Melhor Montagem: Aquele Casal, por Tamiris Tertuliano
Menção Honrosa | Documentário: Um dois um: Crônicas de Homicídios, de Ana Calline (PB)
Prêmio Elo Company: Ex-humanos, de Mariana Porto (PE)
Prêmio Mistika: A Volta para Casa, de Diego Freitas

MOSTRA NORDESTE

Melhor Filme: Trincheira, de Paulo Silver (AL)
Melhor Direção: Eder Deó, por O Balido Interno
Melhor Ator: Pedro Riccardo, por Rebento
Melhor Atriz: Laís Vieira, por Rosário
Melhor Personagem | Documentário: Ana Maria Macedo Terra, de Ana Terra
Melhor Roteiro: Rebento, escrito por Vinicius Eliziário
Melhor Fotografia: Besta-fera, por Henrique Oliveira
Melhor Trilha Sonora: Dos Filhos Deste Solo és Mãe, por Bruno Gomes
Melhor Som: Trincheira, por Paulo Silver e Pedro Macedo
Melhor Direção de Arte: O Balido Interno, por Monique Oliveira
Melhor Montagem: Rebento, por Vinicius Elizário
Menção Honrosa: Cinema Instantâneo
Prêmio Mistika: Trincheira, de Paulo Silver

MOSTRA POTIGUAR

Melhor Filme: Casa com Parede, de Dênia Cruz
Menção Honrosa: Quando o Vento Passar, de Plínio Sá
Melhor Direção: Rodrigo Sena, por A Tradicional Família Brasileira Katu
Melhor Ator: Igor Soares, por A Casa do Doido Alexandre
Melhor Atriz: Roseane Santana, por Em Reforma
Melhor Roteiro: A Tradicional Família Brasileira Katu, escrito por Rodrigo Sena
Melhor Fotografia: A Casa do Doido Alexandre, por Paulo Lara
Melhor Trilha Sonora Original: A Casa do Doido Alexandre, por Luana Alves e Matheus Ribeiro
Melhor Som: Natureza do Homem, por Ricardo Felix
Melhor Direção de Arte: Madrigal: um conto de imagens por palavras
Melhor Montagem: Madrigal: um conto de imagens por palavras, por Alynne Santos
Prêmio Mistika: Casa com Parede, de Dênia Cruz
Prêmio CTAV: Casa com Parede, de Dênia Cruz

MOSTRA SERIDÓ

Melhor Filme: As Flores de Cacto do João XXIII, de Bruna Justa
Melhor Direção: Alex Macedo, por Vila do Sossego
Melhor Roteiro: Vila do Sossego, escrito por Alex Macedo
Melhor Atriz: Geângela Oliveira, por Vila do Sossego
Melhor Ator: Lucas César e Rauã Lima, por Sicários
Melhor Personagem | Documentário: Alda Lima, por Mãos que Transformam
Melhor Direção de Arte: Sicários, por Gabriel de Souza Santos
Melhor Fotografia: Sicários, por Danúbio da Silva Santos
Melhor Montagem: Prelúdio, por Dynho Silva
Melhor Som: Sicários, por Naiza do Nascimento Silva
Melhor Trilha Sonora Original: Vila do Sossego, por Vagalumes do Mar
Menção Honrosa: A Bulandeira, de Joelma Lobo e Danúbio Silva

PRÊMIO DA CRÍTICA | ACCiRN

Mostra Nacional: A Volta para Casa, de Diego Freitas (SP)
Mostra Seridó: Sicários, de Gabriel Santos e Danúbio Silva
Mostra Nordeste: O Balido Interno, de Eder Deó (PE)
Mostra Potiguar: Casa com Parede, de Dênia Cruz
Mostra Diversidade: Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)
Mostra Diálogos de Cinema: Etnomídia Indígena Brasileira, de Icaro Cooke Vieira (SP)
Mostra Cine Rio Branco: Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR) e Quando a Chuva Vem?, de Jefferson Batista (PE)
Mostra Cine Rio Branco | Destaque: Linha, de Francisco Lira (SP)
Mostra Cine São Francisco: Licença Poética, de Ilaine Melo (SC) e Aperto, de Alexandre Estevanato (SP)
Mostra Cine São Francisco | Menção Honrosa: Vista para Dias Nublados, de Ana Luísa Moura (RJ)
Mostra Cine São Francisco | Menção Honrosa: O Bé Desse Bode é Ibérico, de Carito Cavalcanti (RN)
Mostra Cine Alvorada: Como segurar uma nuvem no chão, de Marco Aurélio Gal (SP)
Mostra Cine Pax: Raimundo Quintela o caçador de Vira Porco, de Robson Fonseca (PA)
Mostra Cine Pax | Destaque: Gilda Nomacce, por As Viajantes
Mostra Cine Pax | Destaque: Direção de Arte de Antônia
Prêmio Heloísa Passos: Em Reforma, de Diana Coelho

JÚRI POPULAR

Mostra Nacional: A Volta para Casa, de Diego Freitas (SP)
Mostra Potiguar: Paralise, de Julia Sena
Mostra Seridó: Morgana, de Alex Macedo
Mostra Nordeste: Nadir, de Fábio Rogério (SE)
Mostra Diversidade: Tônica da Cidade, de Viviane Rodrigues (SP)
Diálogos de Cinema: Inspirações, de Ariany de Souza (RJ)
Mostra Cine Pax: KABUUUM!, de Silvio Toledo (PB)
Mostra Cine Alvorada: Blackout, de Rossandra Leone (RJ)
Mostra Cine Rio Branco: Sonhos da Isah: O Baú do Papai, de Joao Ricardo Costa (SC)
Mostra Cine São Francisco: Sábado Não é Dia de ir Embora, de Luísa Giesteira (RJ)

MAIS VOTADOS JÚRI POPULAR

1º: Pedras Não Flutuam, de Lara Ovídio
2º: Sicários, de Gabriel Santos e Danúbio Silva
3º: A Bulandeira, de Joelma Lobo e Danúbio Silva
4º: O Balido Interno, de Eder Deó
5º: Do Passado ao Fracasso, de Ângelo Gabriel de Lucena Félix

Foto: Guilherme Raya.

15ª edição da CineOP será on-line e com temática que reflete o momento histórico atual

por: Cinevitor

cineoponline2020Edição virtual com programação estruturada em três temáticas: preservação, história e educação.

A 15ª edição da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto acontecerá entre os dias 3 e 7 de setembro de forma on-line por conta da pandemia de Covid-19. Mesmo em ambiente digital, o propósito e o conceito do evento, o espírito do encontro, a valorização do patrimônio audiovisual e a atenção à formação de novos olhares para a produção do país permanecem intactos, adequando-se ao contexto atual e prezando a saúde e a integridade de todos os participantes.

O tema central da 15ª edição da CineOP é Cinema de Todas as Telas e propõe refletir o momento atual mundial, em que a revolução da tecnologia da informação, a transformação dos hábitos culturais, a multiplicação de canais, plataformas, redes e serviços interativos dão o tom da complexidade dos desafios do mundo contemporâneo e globalizado. A coordenadora geral do evento, Raquel Hallak acrescenta: “Mais do que nunca precisamos estar atentos e imbuídos do propósito de salvar as nossas imagens e reconhecer a sua importância como matéria-prima de cidadania”.

Pensado de forma ampla, a temática será desdobrada em três temáticas específicas do evento: Preservação, História e Educação. Em cada uma, as curadorias propuseram reflexões que dialogam com o cenário atual de distanciamento social, em que as pessoas têm sido orientadas a permanecerem em casa, e suas consequências sob a recepção, a memória e o aprendizado na perspectiva audiovisual. A pandemia modificou drasticamente o cenário de produção, preservação e acesso ao audiovisual. Provocou a descontinuidade temporária de novas produções e pesquisas, suspensão de atividades presenciais das instituições de guarda e fechamento de centros culturais e salas comerciais de exibição. Os meios digitais on-line se impuseram de maneira inédita para atender a uma demanda global de conteúdo, seja entretenimento, reflexão, resgate ou aprendizado.

Apesar de não se fixar fisicamente na cidade histórica na qual o evento acontece anualmente, a Mostra segue com Ouro Preto, Patrimônio Histórico da Humanidade, como fonte de inspiração e conexão, mantendo os vínculos na cidade, através da parceria cultural firmada com a Universidade Federal de Ouro Preto, contratação de bandas locais, oferta de sessões cine-escola, realização da Mostra Valores com exibições de filmes produzidos pela TV UFOP e ações de interação visando dar visibilidade à cidade.

raquelcineOPRaquel Hallak, coordenadora geral do evento, na edição do ano passado.

Na temática Histórica, assinada pelo curador Francis Vogner dos Reis, o enfoque será o tema Televisão: o que foi, o que é e o que ainda pode ser visando provocar uma reflexão entre o cinema brasileiro e a televisão, no ano em que a TV brasileira comemora 70 anos. Ao longo das décadas, a TV foi um campo insuspeito de experimentação, especialmente nas realizações de nomes como Jean-Luc Godard, Rainer Werner Fassbinder, Alexander Kluge, Alfred Hitchcock, Roberto Rossellini e Jean Renoir; todos eles figuras essenciais no cinema. A TV não é, como se convencionou, um espaço só de banalidades e futilidades. A questão, em se tratando de Brasil, é que o cinema estrangeiro e a telenovela constituíram o imaginário de várias gerações que tiveram na TV o seu principal meio de consumo de imagens, assim como os telejornais foram os principais mediadores das narrativas históricas, política e social do passado e do presente no país.

No ano que a TV brasileira completa 70 anos, a CineOP propõe refletir sobre formas de disputar esse território do audiovisual e seu modelo ainda forte e hegemônico, tanto no que diz respeito à produção e ao direito à informação, à expressão do imaginário e da representatividade comunitária e regional, quanto em relação à educação (como as TVs públicas, fortes mundo afora), à abertura a novas experimentações com a tecnologia audiovisual e à difusão livre e diversa de nossos bens culturais.

“A TV se tornou um campo que absorve quase toda a produção audiovisual. A multiplicação de telas realizou uma parcial integração entre mídias e criou novas disputas entre o antigo formato televisivo, com canais de TV aberta e paga, e os serviços de streaming de grandes corporações internacionais”, comenta Francis Vogner. “Ainda hoje, com a carência de salas de cinema e pouca oferta audiovisual nos recantos mais longínquos do Brasil, a difusão televisiva ainda tem um inestimável serviço a prestar. Não é só uma questão de mercado, mas, sobretudo, de cidadania”. O digital ampliou ainda o potencial do audiovisual como ferramenta criativa, instrutiva e cívica, através de aulas, seminários e tutoriais, além de visibilizar narrativas pessoais e comunitárias.

O destaque da temática Histórica em 2020 será o trabalho desenvolvido pela TVDO nos anos 1980. O grupo formado por quatro estudantes de cinema e três de televisão se reuniu a partir da exposição Multimedia Internacional, mostra dedicada aos meios eletrônicos organizada por Walter Zanini em 1979. Um ano depois, Tadeu Jungle, Walter Silveira, Ney Marcondes e Paulo Priolli criam a TVDO. Quatro anos depois, Pedro Silveira se incorpora ao grupo. São apadrinhados por Antonio Abujamra e realizam ou participam de programas independentes, como Bvcetas Radycaiz, Mocidade Independente (com Nelson Motta) e Radar, transmitidos em vários canais.

“A TVDO (ou TVTudo, como costuma ser chamada) fez parte de um projeto experimental e subversivo da ascensão do vídeo que combinada as artes visuais com a linguagem da TV. Estava entre o campo da videoarte e o da comunicação”, define o curador Francis Vogner. “Num momento histórico em que a TV era uma coisa malvista que ninguém queria estudar, esses jovens se uniram para pensar profissional e artisticamente uma produção de conteúdos fora do tradicional”. Em seus anos de atuação, a TVDO fez vanguarda e desafiou os preceitos da TV comercial aberta ao não se vincular a nenhum formato pré-definido e num período marcado pela reabertura democrática pós-ditadura militar.

cineOP2020Seminário da edição passada.

A dupla de curadores José Quental e Ines Aisengart Menezes propõe este ano o conceito de Patrimônio Audiovisual: Acervos em risco e novas formas de difusão, tendo por eixo a produção televisiva como elemento central na formação cultural da sociedade brasileira. Apesar de formar parte essencial da nossa memória imagética, pela sua maciça e constante produção há 70 anos, é inevitável também reconhecer o malogro nacional na preservação do patrimônio televisivo. Acervos desmantelados, dispersos, leiloados e escamoteados formam uma triste tradição. A situação vem desde a TV Tupi, primeira emissora do país, fundada em 1950 e em atividade até 1980: parte de seu acervo está sob a guarda da Cinemateca Brasileira, em crise há anos.

“Ao longo das últimas sete décadas, o desenvolvimento tecnológico e a adoção de novos formatos e fluxos para gravação, reprodução e arquivamento têm como consequência um colossal desafio para a gestão e preservação dos conteúdos”, comentam os curadores da temática Preservação. “O patrimônio televisivo é constituído por películas 16mm, 35mm, fitas magnéticas diversas e, mais recentemente, o digital, com conteúdos distintos em finalidades e formatos (humor, teledramaturgia, jornalismo, entretenimento infantil), além de campanhas publicitárias e versões brasileiras de obras estrangeiras”.

Como se percebe, então, o desafio de pensar a preservação em âmbito televisivo é infinito e cheio de possibilidades. Uma das dificuldades, consequência desse contexto digital em relação à difusão, é a presença diminuta da produção audiovisual brasileira nos catálogos de plataformas comerciais de conteúdo sob demanda. Isso reforça a obliteração de obras do passado no repertório cultural e amplia a dificuldade de acesso, visto que trabalhos do passado só aparecem timidamente em plataformas de conteúdo lançadas por arquivos e cinematecas ou outras formas sem os devidos controles legais, como YouTube e sites de compartilhamento.

Diante do cenário catastrófico que se avizinha com o desmantelamento das políticas de cultura do governo federal nos últimos anos, a CineOP vai levar para o debate questões sobre ações específicas e mudanças significativas na valorização do patrimônio audiovisual e das instituições, que dependem de uma transformação da dinâmica entre os distintos agentes que atuam na cadeia produtiva e no ensino do audiovisual.

edgardnavarrocineOPCerimônia de abertura do ano passado com homenagem ao cineasta Edgard Navarro.

No Encontro da Educação – XII Fórum da Rede Kino: Rede Latino-americana de Educação, Cinema e Audiovisual, que anualmente reúne na CineOP educadores do país inteiro para discutir e apresentar metodologias de ensino através do audiovisual, os formatos remotos de aprendizado estarão em pauta. A educação foi um dos setores mais diretamente afetados pela pandemia, com milhares de alunos de todas as idades isolados da escola para evitar aglomerações e contatos pessoais. Uma constatação das curadoras Adriana Fresquet e Clarisse Alvarenga é que o confinamento expôs a assimetria de condições sociais, econômicas e sanitárias da sociedade brasileira, o que naturalmente é atravessado pela questão escolar.

A proposta da temática Educação, que assume este ano o recorte Telas e Janelas: Tempo de cuidado, delicadeza e contato, é refletir como o cinema tem estado, como nunca antes, tão presente nas diferentes telas que circulam em boa parte dos espaços, sejam domésticos ou públicos. As janelas foram resignificadas e se tornaram um novo marco de enquadramento, por onde se vê o mundo de modo direto (porém à distância) e por onde ainda é possível registrá-lo. “Por meio de um gesto similar ao da câmera que enquadra o mundo, as janelas são um outro enquadramento que se sobrepõe aos demais. As janelas estariam propiciando desnaturalizar o modo de olhar ao mundo, um olhar em que o mundo nos surpreende a cada enquadramento”, dizem as curadoras.

O Encontro de Educação deste ano, então, parte da percepção de que é ainda mais fundamental a presença docente para orientar os recortes das informações, programas, filmes, seriados e jogos que circulam nas redes e chegam aos educandos. Esse novo trabalho de seleção, que é também uma forma de curadoria de acervos impressos, digitais e audiovisuais, torna o papel docente nessa pandemia mais potente e insubstituível na relação com o conhecimento disponível na web.

Uma ideia que permeia a temática Educação em 2020 é investigar a produção e apropriação sobre os arquivos de som e de imagem dos diversos grupos sociais a partir do conceito de soberania digital e a importância de se tratar, de maneira emancipadora, a relação de diferentes grupos com as suas próprias imagens. “Estamos interessadas no diálogo desse universo audiovisual com toda a diversidade de telas e janelas pelas quais se produzem formas de contato que atravessam o cotidiano das pessoas”, afirmam as curadoras. “A intensificação da relação das pessoas com o cinema e com todas as demais mídias, seja por meio de plataformas online, grupos de WhatsApp, videoaulas, conferências e formatos remotos de trabalho, nos coloca cara a cara com o desafio de seguir adiante sem ampliar exclusões”.

O destaque da temática Educação será o escritor, ambientalista e filósofo Ailton Krenak, uma das principais lideranças indígenas no Brasil. Figura presente nos mais importantes debates da cultura e política do país nas últimas décadas, Krenak segue como uma voz fundamental. Fez história em 1988, quando integrou a Assembleia Nacional Constituinte e, numa performance que reverbera até hoje, subiu à tribuna do Congresso e discursou contra os retrocessos das políticas indigenistas enquanto pintava o rosto com tinta preta de jenipapo.

Ao longo dos anos, Krenak esteve em diversas experiências audiovisuais no cinema, na televisão e nas redes sociais. Uma de suas defesas é que as telas também precisam ser demarcadas como um “território indígena”, no que ele reconhece a importância da produção e circulação das imagens para a pauta do movimento indígena. “A partir dessa postura que ele vem tomando, queremos pensar sua própria história e reconstruir a transição dele da TV para o vídeo e para o cinema e para as redes sociais sob o ponto de vista dele”, explica Clarisse Alvarenga, uma das curadoras da Educação.

Em seus últimos trabalhos escritos, Krenak prega “adiar o fim do mundo”, apontando que núcleos marginalizados ainda dependem da relação com a terra. “São aqueles que ficaram meio esquecidos pelas bordas do planeta, nas margens dos rios, nas beiras dos oceanos, na África, na Ásia ou na América Latina: caiçaras, índios, quilombolas, aborígenes”, reforça a curadora, que acredita que olhar para essas ideias vai amplificar, na CineOP, as discussões sobre aberturas de telas e janelas.

Como o formato do evento é digital, acompanhe a Universo Produção/CineOP nas redes sociais para ficar por dentro de tudo o que vai acontecer nos bastidores, acompanhar a evolução e notícias do evento, receber conteúdos exclusivos sobre a 15ª edição e muito mais.

Fotos: Jackson Romanelli, Nereu Jr e Leo Lara/Universo Produção.

46º Festival Sesc Melhores Filmes será on-line; Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, será o filme de abertura

por: Cinevitor

bagdasescmelhoresfilmesHelena Luz, Karina Buhr, Grace Orsato e Marie Maymone em Meu Nome é Bagdá.

Tradicionalmente realizado em abril, o Festival Sesc Melhores Filmes, mais longevo festival de cinema de São Paulo, terá uma edição especial este ano, apenas on-line por conta da pandemia de Covid-19. O evento começa no dia 19 de agosto, com a cerimônia de premiação dos filmes mais votados do último ano.

Em transmissão ao vivo, a partir das 19h30, no canal do CineSesc no YouTube, o evento, que visa homenagear o cinema nacional e mundial, os profissionais do audiovisual e o público, terá apresentação da atriz Karine Teles. A live será aberta ao público e gratuita, sem necessidade de cadastro.

Diretamente de sua casa, no Rio de Janeiro, Karine Teles, que recebeu os prêmios de melhor atriz nacional e melhor roteiro, em 2019, pelo filme Benzinho, de Gustavo Pizzi, vai anunciar os vencedores deste ano e ainda bater um papo com alguns premiados. Também participam da cerimônia: os jornalistas e críticos de cinema Flavia Guerra e Thiago Stivaletti; e a cineasta Viviane Ferreira, que aquecem a premiação comentando sobre os filmes mais votados de 2019.

Os vencedores serão conhecidos apenas na transmissão e, após a live, o site do festival publicará a lista completa dos premiados e disponibilizará uma versão digital do catálogo com informações dos filmes mais votados pelo público e pela crítica. Após a cerimônia, e abrindo a 46ª edição do Sesc Melhores Filmes, o público poderá assistir gratuitamente à primeira exibição, única e exclusiva, do filme Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, premiado na mostra Generation do Festival de Berlim.

Criado em 1974, o Festival Sesc Melhores Filmes é o primeiro festival de cinema de São Paulo. Ele oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade. Sua programação é escolhida democraticamente pelo público e pela crítica. Os filmes que participaram da votação deste ano foram aqueles lançados comercialmente nas salas de cinema de São Paulo em 2019.

Para esta edição especial on-line, a equipe do festival preparou um recorte com alguns dos filmes mais votados pelo público e pela crítica que estariam na programação da edição presencial do Melhores. Eles estarão agrupados em sessões especiais, com exibições únicas, disponíveis on demand por 24 horas, uma semana e até um mês, na plataforma do Sesc Digital.

“Há anos o Festival Sesc Melhores Filmes reúne trabalhos selecionados por um júri composto por críticos e pelo público, premiando em pé de igualdade seus favoritos. Excepcionalmente, esse exercício de inteligência e prazer precisa encontrar e oferecer outras formas de fruição e discussão, adaptados ao momento atual de pandemia, para continuar sendo esse espaço de construção do livre pensar, de lapidação do gosto estético e da argumentação publica, com responsabilidade e segurança”, explica Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo.

Conheça os filmes que serão exibidos no 46º Festival Sesc Melhores Filmes:

Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza  (Sessão Única)
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (domingo, 23/8, às 20h)

DISPONÍVEIS POR 24 HORAS:

Greta, de Armando Praça (quinta, 20/8)
Elegia de um Crime, de Cristiano Burlan (sexta, 21/8)
Divino Amor, de Gabriel Mascaro (sábado, 22/8)
Los Silencios, de Beatriz Seigner (domingo, 23/8)

DISPONÍVEIS POR SETE DIAS:
*de 20 a 26/8

Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes
Torre das Donzelas, de Susanna Lira
Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora
No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins

DISPONÍVEIS POR 30 DIAS:
*de 20/8 a 20/09

Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski (Polônia/Reino Unido/França)
Rainha de Copas, de May el-Toukhy (Dinamarca/Suécia)
Border, de Ali Abbasi (Suécia)
Cine São Paulo, de Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli

Um dos cinemas de rua mais queridos da cidade, o CineSesc iniciou seu funcionamento em 21 de setembro de 1979, no número 2075 da Rua Augusta, na cidade de São Paulo, e se dedica à missão de fomentar a difusão do cinema de qualidade, exibindo obras que muitas vezes ficam fora do circuito comercial nas salas de cinema e plataformas online. Sua programação inclui grandes e pequenas produções do mundo todo.

Além de integrar o corpo de curadores em mostras especiais, o CineSesc também recebe festivais importantes do calendário cinematográfico paulistano, como: Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Festival Mix Brasil e o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, entre outros. O cuidado com a programação tem reconhecimento do público e da crítica, que o elegeu, por diversas vezes, a melhor sala especial de cinema na cidade de São Paulo.

Desde o início de junho, o CineSesc realiza a série Cinema #EmCasaComSesc, em sua plataforma com estreias semanais. A iniciativa de oferecer filmes em streaming em sua nova plataforma digital reforça os aspectos que ancoram a ação institucional do Sesc São Paulo, garantindo o acesso a conteúdos da cultura a variados públicos. Com maior presença no ambiente on-line, o Sesc amplia sua ação de difusão cultural, de maneira acessível e permanente. O público ganha assim mais um espaço para contemplar, descobrir e redescobrir o cinema, a partir de grandes obras selecionadas, disponibilizadas online e gratuitamente.

Os filmes ficam disponíveis por um período determinado, com alterações e novas estreias semanais a cada quinta-feira (considerando a semana de cinema de quinta à quarta-feira). Há ainda possibilidade de prorrogação da exibição, conforme a demanda do público, além de sessões especiais por períodos menores (como 24h, por exemplo). A curadoria do Cinema #EmCasaComSesc conta com a experiência do CineSesc, que segue fechado desde o mês de março, por conta da crise causada pelo novo coronavírus.

Foto: Camila Cornelsen.

Festival de Locarno 2020: projetos brasileiros são premiados

por: Cinevitor

miguelgomeslocarno2020O cineasta português Miguel Gomes: premiação virtual.

Por conta da pandemia de Covid-19, a 73ª edição do Festival de Cinema de Locarno, que, primeiramente chegou a ser cancelada, aconteceu de maneira totalmente diferente dos anos anteriores. Mesmo sem as tradicionais exibições ao ar livre na icônica Piazza Grande, com um público de oito mil pessoas, o evento se dividiu entre o formato on-line e algumas sessões presenciais em três cinemas da cidade.

Neste ano, para continuar apoiando o cinema independente, foi criada uma iniciativa chamada Locarno 2020 – For the Future of Films, com a seção The Films After Tomorrow, que oferecia prêmios monetários aos realizadores cujos filmes e projetos foram cancelados ou adiados pela pandemia e causaram danos econômicos. Foram avaliados 545 projetos, de 101 países diferentes; e, a partir disso, uma equipe escolheu vinte nomes que concorreram ao prêmio Leopardo 2020.

O júri dos projetos internacionais foi formado por: Kelly Reichardt, cineasta americana; Nadav Lapid, cineasta israelense; e Lemohang Jeremiah Mosese, de Lesoto, roteirista, cineasta e diretor de fotografia. O júri dos projetos suíços contou com: Alina Marazzi, cineasta italiana; Matías Piñeiro, diretor argentino; e Mohsen Makhmalbaf, cineasta iraniano.

Entre os projetos internacionais, Chocobar, da cineasta argentina Lucrecia Martel, levou o Leopardo 2020 no valor de 70 mil francos suíços. O documentário político narra a história de Javier Chocobar, ativista dos direitos humanos que foi assassinado em 2009. O projeto suíço vencedor do Leopardo 2020 foi Zahorí, de Marí Alessandrini, uma coprodução entre Argentina, Chile e França; o filme, que se passa na Patagônia, conta a história de uma amizade entre uma menina e um senhor mapuche.

lucreciamartellocarno2020A cineasta argentina Lucrecia Martel: vencedora do Leopardo 2020.

O Prêmio Campari, da seleção internacional, no valor de 50 mil francos suíços, foi entregue para o projeto Selvajaria, de Miguel Gomes, uma coprodução entre Portugal, França, Brasil, China e Grécia. O longa é uma adaptação livre de Os Sertões, do escritor e jornalista brasileiro Euclides da Cunha. Com o olhar imaginativo do cineasta português, o longa retrata a guerra de 1897 entre o Exército Brasileiro e os nativos de Canudos. Este épico filme sobre o fim da simbiose entre o homem e a natureza tem enfrentado grandes obstáculos devido à complexa situação política do Brasil, com uma prolongada fase de pré-produção que envolve a reconstrução histórica da aldeia e a estreita colaboração com os descendentes de Canudos. Clique aqui e saiba mais.

Já o júri juvenil, Cinema&Gioventù, escolheu o brasileiro Cidade;Campo, de Juliana Rojas, como o melhor projeto internacional. O longa levou o prêmio no valor de 5 mil francos suíços. Vencedora do Prêmio Especial do Júri em Locarno, em 2017, com As Boas Maneiras, com quem dividiu a direção com Marco Dutra, Juliana estava pronta para filmar Cidade;Campo no dia 29 de maio, quando a pandemia aumentou a turbulência política no Brasil e a obrigou a adiar. O novo projeto estabeleceu um paralelo entre dois modos de vida sociais e históricos brasileiros por meio de personagens femininas fortes, criando uma atmosfera no limite da fantasia e da realidade. Clique aqui e saiba mais.

“Infelizmente, este ano não teve o abraço coletivo na Piazza Grande e o glamour das estrelas de cinema. Ao mesmo tempo, porém, este foi o ano em que o festival se abriu para um público verdadeiramente global com sua primeira programação on-line. Tem sido um ano de solidariedade”, diz o comunicado oficial.

A organização também resolveu realizar a mostra Pardi di domani de curtas-metragens em formato on-line. Neste ano, 2.200 filmes foram inscritos e 43 selecionados (12 nacionais e 30 internacionais). O brasileiro Memby, de Rafael Castanheira Parrode, estava na disputa, mas infelizmente não saiu vitorioso.

A 73ª edição do Festival de Cinema de Locarno trouxe outra novidade: cineastas selecionados para a seção The Films After Tomorrow foram responsáveis por uma nova mostra, chamada A Journey in the Festival’s History, que destacava a história do festival. Os realizadores escolheram vinte títulos emblemáticos para representar a trajetória do evento. O cineasta argentino Lisandro Alonso escolheu o longa brasileiro Terra em Transe, de Glauber Rocha, premiado em Locarno em 1967.

Conheça os vencedores do Festival de Locarno 2020:

THE FILMS AFTER TOMORROW | PROJETOS INTERNACIONAIS

LEOPARDO 2020:
Chocobar, de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/Holanda); produzido por Rei Cine: Benjamin Domenech/Louverture Films/Lemming Film

PRÊMIO CAMPARI | PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Selvajaria (Savagery), de Miguel Gomes (Portugal/França/Brasil/China/Grécia); produzido por O SOM E A FÚRIA: Luís Urbano/Shellac Sud/RT Features/Rediance Films/Faliro House

PRÊMIO SWATCH (projeto mais inovador):
De Humani Corporis Fabrica (The Fabric of the Human Body), de Verena Paravel e Lucien Castaing-Taylor (França/EUA); produzido por Norte Productions: Valentina Novati/Sensory Ethnography Lab: Verena Paravel/Lucien Castaing-Taylor

THE FILMS AFTER TOMORROW | PROJETOS SUÍÇOS

LEOPARDO 2020:
Zahorí, de Marí Alessandrini (Suíça/Argentina/Chile/França)

PRÊMIO SRG SSR (campanha promocional de televisão no valor de 100 mil francos suíços para um projeto suíço, garantindo publicidade em redes nacionais para acompanhar o lançamento nos cinemas do país):
Lux, de Raphaël Dubach e Mateo Ybarra (Suíça)

PARDI DI DOMANI | CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL

PARDINO DE OURO:
I ran from it and was still in it, de Darol Olu Kae (EUA)

PARDINO DE PRATA:
History of Civilization, de Zhannat Alshanova (Cazaquistão)

MENÇÃO ESPECIAL:
Life on the Horn, de Mo Harawe (Somália/Áustria/Alemanha)

PRÊMIO MEDIEN PATENT VERWALTUNG AG:
Thiên đường gọi tên (A Trip to Heaven), de Linh Duong (Vietnã/Singapura)

PARDI DI DOMANI | CURTA-METRAGEM SUÍÇO

PARDINO DE OURO:
Menschen am Samstag (People on Saturday), de Jonas Ulrich
*candidato do Festival de Locarno para o European Film Awards

PARDINO DE PRATA:
Trou Noir (Black Hole), de Tristan Aymon

BEST SWISS NEWCOMER PRIZE:
Lachsmänner (Salmon Men), de Veronica L. Montaño, Manuela Leuenberger e Joel Hofmann

JÚRI CINEMA&GIOVENTÙ | THE FILMS AFTER TOMORROW

Melhor projeto internacional: Cidade;Campo, de Juliana Rojas (Brasil); produzido por Dezenove Som e Imagens: Sara Silveira

Melhor projeto suíço: Azor, de Andreas Fontana (Suíça/França/Argentina)

Prêmio Environment is quality of life: Eureka, de Lisandro Alonso (França/Alemanha/Portugal/México/Argentina); produzido por Luxbox: Fiorella Moretti e Hédi Zardi, Komplizen/Rosa Filmes/Mr. Woo/4L

JÚRI CINEMA&GIOVENTÙ | PARDI DI DOMANI

Melhor curta-metragem internacional: Aninsri Daeng (Red Aninsri; or, Tiptoeing on the Still Trembling Berlin Wall), de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia)

Melhor curta-metragem suíço: Trou Noir (Black Hole), de Tristan Aymon

JÚRI CINEMA&GIOVENTÙ | OPEN DOORS SCREENINGS | CURTA-METRAGEM

Melhor curta-metragem: Kado (A Gift), de Aditya Ahmad (Indonésia)

Menção Especial: Liar Land, de Ananth Subramaniam (Malásia)

JÚRI CINEMA&GIOVENTÙ | OPEN DOORS SCREENINGS | LONGA-METRAGEM

Prêmio Environment is quality of life: Sell Out!, de Yeo Joon Han (Malásia)

Menção Especial: Engkwentro (Clash), de Pepe Diokno (Filipinas)

Foto: Divulgação.

Filmes brasileiros são selecionados para o Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival 2020

por: Cinevitor

ventosecooutfestAllan Jacinto Santana em Vento Seco, de Daniel Nolasco.

A Outfest é uma organização LGBTQIA+ global de artes, mídia e entretenimento com programas que capacitam artistas, comunidades e cineastas que transformam o mundo com suas histórias. Com a missão de dar visibilidade aos profissionais LGBTQIA+, também abre caminhos que destacam trabalhos destes artistas.

O Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival é um dos eventos mais consagrados do mundo que aborda temáticas LGBTQIA+ e promove a igualdade por meio de narrativas criativas. Por conta da pandemia de Covid-19, o festival, que acontecerá entre os dias 20 e 30 de agosto, será on-line e com algumas exibições em drive-in: “Neste território novo e inexplorado de festivais digitais, estamos honrados que tantos filmes maravilhosos confiaram no Outfest LA. Estou extremamente animado com essa impressionante variedade de talentos diversificados, que representam nossa missão de apresentar os melhores trabalhos de artistas LGBTQIA+, agora mais acessível do que nunca”, disse Mike Dougherty, diretor de programação do Outfest LA.

Neste ano, o cinema brasileiro se destaca com diversas produções, como: Vento Seco, de Daniel Nolasco e Alice Júnior, de Gil Baroni, ambos exibidos no Festival de Berlim deste ano; o documentário Eu, Um Outro, de Silvia Godinho, exibido nos festivais de Brasília e Mix Brasil; entre outros.

A programação completa do Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival deste ano conta com mais de 160 filmes, incluindo 35 estreias mundiais. As obras estarão disponíveis em uma plataforma digital especial e também em sessões drive-in no Calamigos Ranch, em Malibu. A seleção apresenta mais de 70% de produções dirigidas por mulheres, trans e POCs (termo utilizado para se referir aos gays considerados mais afeminados e chamativos e que, antigamente, era usado de forma pejorativa).

O evento traz também produções aclamadas em outros festivais, como: No Hard Feelings, de Faraz Shariat, que levou o prêmio de melhor filme de ficção no Teddy Award deste ano; La leyenda negra, de Patricia Vidal Delgado e The Nowhere Inn, de Bill Benz, ambos exibidos no Festival de Sundance; Minyan, de Eric Steel, exibido no Festival de Berlim; If It Were Love, de Patric Chiha, eleito o melhor documentário no Teddy Award, entre outros. Produções selecionados para festivais que foram interrompidos por conta da pandemia também se destacam, como: P.S. Burn This Letter Please, de Michael Seligman e Jennifer Tiexiera, do Tribeca Film Festival; The Carnivores, de Caleb Johnson e Shiva Baby, de Emma Seligman, ambos do SXSW Film Festival; entre outros.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para o Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival 2020:

NARRATIVAS INTERNACIONAIS

Alice Júnior, de Gil Baroni
Vento Seco, de Daniel Nolasco
Valentina, de Cássio Pereira dos Santos

CURTAS-METRAGENS

Antes do Azul (Before the Blue), de Romy Pocztaruk
Antes que seja tarde
, de Leandro Goddinho
Etérea, de Pedro Inoue e Tino Monetti
MC Jess, de Carla Villa-Lobos
Desconexo, de Lui Avallos
Piscina, de Leandro Goddinho
Purpleboy, de Alexandre Siqueira (Portugal/França/Bélgica, diretor brasileiro)
O Presente, de Daniel Wierman

DOCUMENTÁRIO

Eu, Um Outro (I Am The Other One), de Silvia Godinho (Brasil/Reino Unido)
Aconchego da tua Mãe (Your Mother’s Comfort), de Adam Golub (EUA/Brasil)

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

Academia Brasileira de Cinema anuncia Comissão de Seleção para o Oscar 2021

por: Cinevitor

oscar2021selecaobrasilQuem será o representante brasileiro no Oscar de melhor filme internacional?

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira, 12/08, os nomes da comissão responsável por escolher o longa brasileiro que disputará uma vaga entre os cinco indicados ao Oscar de melhor filme internacional na 93ª edição da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, marcada para o dia 25 de abril de 2021.

Além disso, neste ano, a Academia Brasileira de Cinema foi reconhecida oficialmente pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, como única entidade responsável pela seleção: “A Academia Brasileira de Cinema vem estreitando ano a ano a relação com a AMPAS. Hoje, como temos cerca de 50 brasileiros membros da academia americana, nossos laços estão mais fortalecidos e reafirmam a independência da Academia Brasileira”, disse Jorge Peregrino, diretor presidente da Academia Brasileira de Cinema.

Um filme internacional é definido como um longa-metragem (com mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos e de seus territórios, com diálogos predominantemente (mais de 50%) em língua não inglesa. Filmes de animação e documentários são permitidos. E também: o filme não precisa ter sido lançado nos Estados Unidos.

Os nove integrantes da Comissão Brasileira de Seleção são: Affonso Beato, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Clélia Bessa, produtora; Laís Bodanzky, cineasta, produtora e membro da AMPAS; Leonardo Monteiro de Barros, produtor; Lula Carvalho, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Renata Magalhães, produtora; Rodrigo Teixeira, produtor e membro da AMPAS; Roberto Berliner, cineasta e produtor; e Viviane Ferreira, diretora e roteirista. Além dos membros titulares, compõem a comissão de suplentes: André Ristum, cineasta e roteirista; e Toni Venturi, diretor.

Segundo o regulamento, a seleção dos filmes de cada país é feita por uma organização, júri ou comissão aprovada, que deve incluir artistas e/ou profissionais da área de cinema. A lista dos membros da comissão de seleção deve ser enviada à Academia até o dia 31 de agosto de 2020.

laisbodanzkyselecaooscarLaís Bodanzky: cineasta, produtora e presidente da Spcine.

Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia do Oscar mudou a data de sua realização e a premiação ganhou novas regras para a elegibilidade dos concorrentes. Com o fechamento das salas de cinema em todo o mundo, até novo aviso e apenas para a 93ª edição do Oscar, os filmes selecionados pelo país e que tiveram seu lançamento comercial previamente planejado, mas que foram inicialmente disponibilizados por meio de um serviço de distribuição comercial de renome ou em plataformas sob demanda, podem se qualificar para o prêmio da categoria de longa-metragem internacional no Oscar 2021.

Com isso, o escolhido deve ficar atento à novas regras, como: entregar à Academia uma documentação que consta a data de encerramento das salas de cinema exigida pelo governo do país; o lançamento em sala, a distribuição ou os contratos com plataformas sob demanda previamente planejados; entre outras. Os festivais de cinema também foram afetados pela pandemia, sendo assim, a participação de um filme em uma plataforma on-line de um festival não afetará sua elegibilidade aos prêmios, desde que o festival tenha em seu site um link com pagamento ou entrada protegida por senha.

Filmes candidatos ao prêmio de melhor longa-metragem internacional poderão também se inscrever para a 93ª edição do Oscar em outras categorias, incluindo a de melhor filme. Vale lembrar que filmes indicados na categoria de melhor longa internacional no Oscar 2021 não serão elegíveis em nenhuma outra categoria do ano seguinte.

Depois das escolhas de cada país, as nomeações dos longas-metragens internacionais serão determinadas em duas rodadas de votação: a comissão da primeira fase assistirá aos filmes elegíveis na categoria e votará por escrutínio secreto. Logo, elabora uma lista de dez selecionados, sendo sete escolhas principais e três adicionais; depois, a comissão da segunda fase assistirá aos dez filmes selecionados e votará secretamente para determinar os cinco indicados da categoria; e a última etapa, a votação final para o prêmio de melhor longa-metragem internacional, será restrita aos membros ativos e vitalícios da Academia que assistiram aos cinco filmes indicados.

Na última edição do Oscar, o Brasil estava na disputa com A Vida Invisível, dirigido por Karim Aïnouz, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.

Foto: Matt Petit/Getty Images/Diego Vara.

9º Olhar de Cinema: conheça os filmes selecionados para as mostras Mirada Paranaense e Olhares Brasil

por: Cinevitor

inabitavelolhardecinemaErlene Melo, Luciana Souza e Sophia William no curta Inabitável.

A nona edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba acontecerá entre os dias 7 e 15 de outubro de forma on-line, por conta da pandemia de Covid-19. Devido à incerteza do cenário e por medidas de segurança, a organização decidiu que o festival irá acontecer de maneira remota este ano, com exibições nas salas de cinema apenas se a situação da pandemia estiver controlada.

Possibilitando um novo alcance ao público, o festival busca destacar e celebrar o cinema independente realizado em todo o mundo. São propostas estéticas inventivas, envolventes e com comprometimento temático, que abrange desde a abordagem de inquietações contemporâneas acerca do micro universo cotidiano de relacionamentos, até interpretações e posicionamentos sobre política e economia mundial.

A seleção apresenta filmes que se arriscam em novas formas de linguagem cinematográfica, que estão abertos ao experimentalismo e que, ainda assim, possuem um grande potencial de comunicação com o público. Entre as mostras do festival estão: Olhares Brasil, uma seleção especial com filmes nacionais que vêm se destacando ao longo de festivais; e Mirada Paranaense, com um recorte da recente produção do estado.

Os diretores do festival, Antonio Junior e Eugenia Castello, falaram sobre a expectativa para o novo formato e destacaram o lado positivo de alcançar um público que muitas vezes não pode estar presente no festival: “Claro que não estar na sala de cinema gera uma relação completamente diferente, mas é possível participar do festival, e estamos tentando transpor para esse universo online diversas das atividades presenciais que a gente tinha”, explica Antonio. E continua: “O festival mudou pouco, as mostras quase todas continuam intactas e com a sua quantidade de filmes. Vamos fazer alguns ajustes em uma ou outra, cortar algumas que não fazem sentido no online, mas as outras atividades paralelas: oficinas, seminários e Curitiba_Lab estão todas mantidas”.

“Entendemos que é uma edição excepcional e tanto nós como o público estaremos vivenciando um Olhar de Cinema como nunca vimos antes, mas com o mesmo cuidado com a seleção, filmes, público e convidados”, afirma Eugenia Castello. E segue: “Se por um lado a gente pensa num aspecto negativo, de não poder ter algo tão característico do Olhar, que são os encontros presenciais, o público e as salas lotadas; por outro, agora a gente tem a oportunidade de ser conhecido pelo Brasil inteiro”.

Entre os primeiros títulos anunciados estão longas e curtas-metragens que compõem um recorte da nova e mais ousada cinematografia brasileira. A diversidade de olhares e narrativas é o ponto de maior destaque da mostra Olhares Brasil. Já na Mirada Paranaense, o evento traz onze títulos que integram a mostra local: o longa-metragem documental A Alma do Gesto, de Eduardo Baggio e Juslaine Abreu-Nogueira, que explora a criação artística e a construção imagética de outra arte que não o cinema; e nove curtas, com temas como racismo, negritude, preconceito social, entre outros.

Vale lembrar que até o dia 2 de setembro estão abertas as inscrições para o Passaporte Acesso Livre do 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que permitirá ao público acesso à programação. Com a pandemia de Covid-19 e o isolamento social, foi preciso pensar em um novo formato para o evento, com sessões virtuais. Se esta mudança é negativa pelo lado da ausência física, do outro encontra a possibilidade de todo o Brasil conhecer os filmes e o próprio Olhar de Cinema.

O Passaporte Acesso Livre surge como um reconhecimento da importância e fidelidade do público do festival. As inscrições devem ser feitas pelo formulário no site. Com vagas limitadas, os cadastros serão submetidos a um processo de seleção que observará a diversidade, tendo como foco a participação de pessoas de diferentes regiões e realidades sociais. Os selecionados terão acesso a dois ingressos gratuitos por dia para os filmes da programação. Quem não tiver o passaporte, ou mesmo queira assistir mais de dois filmes por dia, poderá adquirir os ingressos para as sessões on-line do festival por R$5,00 cada filme.

Conheça os primeiros selecionados para o 9º Olhar de Cinema:

OLHARES BRASIL | LONGA-METRAGEM

Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança (Brasil/Portugal/Moçambique)
Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso (CE)
Canto dos Ossos, de Jorge Paulo e Petrus de Bairros (CE)
Cavalo, de Raphael Barbosa e Werner Salles Bagetti (AL)
Fakir, de Helena Ignez (SP)
Sertânia, de Geraldo Sarno (CE)
Yãmĩyhex: As Mulheres-espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali (MG)

OLHARES BRASIL | CURTA-METRAGEM

Enraizadas, de Gabriele Roza e Juliana Nascimento (RJ)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Mãtãnãg, a Encantada, de Shawari Maxacali e Charles Bicalho (MG)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)
O Verbo se fez Carne, de Ziel Karapotó (RJ)

MIRADA PARANAENSE | LONGA-METRAGEM

A Alma do Gesto, de Eduardo Baggio e Juslaine Abreu-Nogueira

MIRADA PARANAENSE | CURTA-METRAGEM

Além de Tudo, Ela, de Pedro Vigeta Lopes, Pâmela Regina Kath, Mickaelle Lima Souza e Lívia Zanuni
Aonde Vão os Pés, de Débora Zanatta
Cancha – Domingo é dia de jogo, de Welyton Crestani
Cor de Pele, de Larissa Barbosa
E no rumo do meu sangue, de Gabriel Borges
Exumação da Arte, de Maurício Ramos Marques
Meia Lua Falciforme, de Dê Kelm e Débora Evellyn Olimpio
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza
Napo, de Gustavo Ribeiro
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno

Foto: Divulgação/Gatopardo Filmes.

Festival de Gramado 2020 anuncia curtas brasileiros selecionados e dois homenageados

por: Cinevitor

remoinhogramado2020 Cely Farias e Zezita Matos no curta paraibano Remoinho, de Tiago A. Neves.

A 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, de forma on-line por conta da pandemia de Covid-19, acaba de anunciar os curtas brasileiros selecionados e os homenageados com o Troféu Oscarito e o Troféu Eduardo Abelin.

Este ano,  serão 14 títulos de oito estados e Distrito Federal escolhidos entre 428 inscritos: Rio de Janeiro com quatro filmes, São Paulo com três, e Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Sul, com um título cada. A Comissão de Seleção foi composta pela crítica de cinema, roteirista e jornalista cultural Lorenna Montenegro; pelo consultor, roteirista e diretor Frederico Pinto; pela diretora e roteirista Juliana Antunes; e pela roteirista, diretora e pesquisadora Rosa Miranda.

Sobre o panorama analisado e o trabalho de seleção, Juliana Antunes comenta: “Importante garantir a realização de um festival tão respeitado quanto o de Gramado. A transmissão pela televisão e por streaming alcança quem não iria ao festival e isso é muito importante para realizadores que terão o trabalho divulgado em um ano com tão pouca divulgação. Sobre a seleção, a Comissão pensou em uma cartela de filmes que incluísse mulheres, jovens diretoras e diretores, que fosse diversa, com temáticas e realizadores que fugissem da lógica capitalista e heteronormativa. Olhamos também para trás da tela, para um cinema não tão branco e masculino. Claro, analisando sempre o fazer cinematográfico”, avalia.

Os títulos concorrem em dez categorias e além do disputado kikito, o melhor filme recebe R$ 6.500,00 em dinheiro e os demais R$ 1.000,00 cada. Os curtas brasileiros serão exibidos na grade linear do Canal Brasil e ficarão disponíveis por 24 horas por streaming.

Além dos curtas, a organização do evento divulgou os primeiros homenageados deste ano: dois nomes que fazem história no cinema nacional. O Troféu Eduardo Abelin será entregue para a diretora Laís Bodanzky. Laís dirigiu filmes como o premiado Como Nossos Pais, que recebeu seis kikitos em 2017, e Bicho de Sete Cabeças, de 2000. Atualmente, é diretora-presidente da Spcine. Por mais de dez anos, Laís coordenou projetos sociais de audiovisual como o Tela Brasil, que promove exibição itinerante de filmes nacionais, um programa de educação audiovisual em várias comunidades pelo Brasil e o Tela BR, um curso de educação audiovisual a distância.

Este ano, o Troféu Oscarito, a mais tradicional honraria entregue pelo Festival de Gramado será concedida ao ator, produtor e diretor Marco Nanini. Imortalizado na cultura popular por seus trabalhos na televisão, no cinema e no teatro, Nanini debutou nas telas de cinema no mesmo ano da primeira edição do evento serrano, em 1973, com o longa-metragem As Moças Daquela Hora, de Paulo Porto. Antes, em 1969, já havia atuado em telenovelas e espetáculos teatrais. No currículo, quase uma centena de projetos ao longo dos últimos 50 anos. No ano passado, arrancou elogios da crítica nacional e internacional ao dar vida a personagem Pedro em Greta, do diretor Armando Praça. O filme foi exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim e teve sua estreia nacional no Cine Ceará, no qual foi premiado em três categorias, entre elas, melhor ator para Nanini.

Vale lembrar que o 48º Festival de Cinema de Gramado não será presencial. A programação, em formato multiplataforma, será transmitida pela grade linear do Canal Brasil e, também, pelo serviço de streaming. Cada categoria com suas peculiaridades que serão detalhadas quando a programação for divulgada.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Competitiva de curtas-metragens brasileiros do Festival de Gramado 2020:

Atordoado, Eu Permaneço Atento, de Henrique Amud e Lucas H. Rossi dos Santos (RJ)
Blackout, de Rossandra Leone (RJ)
Dominique, de Tatiana Issa e Guto Barra (RJ)
Extratos, de Sinai Sganzerla (SP)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antonio Pereira (MG)
Receita de Caranguejo, de Issis Valenzuela (SP)
Remoinho, de Tiago A. Neves (PB)
Subsolo, de Erica Maradona e Otto Guerra (RS)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)
Você tem olhos tristes, de Diogo Leite (SP)
Wander Vi, de Augusto Borges e Nathalya Brum (DF)

Foto: Divulgação/Cinema Instantâneo.