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Nomadland, de Chloé Zhao, é o grande vencedor do Festival de Toronto 2020

por: Cinevitor

nomadlandtoronto2020Frances McDormand em Nomadland, de Chloé Zhao: grande vencedor.

Foram anunciados neste domingo, 20/09, os vencedores da 45ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Conhecido como um termômetro para o Oscar, o festival, um dos mais importantes do mundo, entrega o prêmio de melhor filme para o longa mais votado pelo público. Neste ano, o drama Nomadland, de Chloé Zhao, se consagrou como o grande campeão.

Também premiado no Festival de Veneza, com o Leão de Ouro de melhor filme, o longa, protagonizado por Frances McDormand, conta a história de Fern, que parte na estrada com sua van depois de um colapso econômico em uma cidade na zona rural de Nevada. Na estrada, pelo oeste americano, ela passa a explorar a vida fora da sociedade convencional como uma nômade moderna.

Por conta da pandemia de Covid-19, a organização garantiu que as exibições presenciais estariam de acordo com os protocolos de segurança, respeitando o distanciamento social. Nos primeiros cinco dias, os filmes tiveram sessões físicas e a programação também apresentou exibições em drive-in. Pela primeira vez em sua história, o TIFF lançou uma plataforma digital para o festival com novas oportunidades de conexão com o público além de Toronto. Ao longo dos dez dias, a plataforma sediou exibições digitais, além de inúmeras palestras e eventos especiais. Os filmes elegíveis para o Prêmio do Público, tradicional e mais importante honraria do festival, foram exibidos em diversos cinemas drive-in e também de forma on-line.

Sobre a edição deste ano, Cameron Bailey, diretor artístico e codiretor do TIFF, disse: “Foi um ano que não esqueceremos tão cedo. A pandemia atingiu o TIFF fortemente, mas conseguimos manter nossa inspiração original: trazer o melhor do cinema para o público mais amplo possível e transformar a maneira como as pessoas veem o mundo através do cinema. Vimos como o público abraçou a capacidade do cinema de transportá-los através de telas de todos os tamanhos, juntando-se a nós virtualmente de todos o países, algo que nunca teríamos visto em anos anteriores. O TIFF cumpriu sua promessa de fornecer aos frequentadores do festival e à indústria uma programação impactante. Estamos muito orgulhosos”.

A diretora executiva do festival, Joana Vicente, também falou sobre a 45ª edição: “Os filmes e realizadores apresentados no festival deste ano deixaram-nos inspirados e emocionados. Em uma época em que o próprio futuro de nossa amada forma de arte era questionado devido às paralisações de produção, salas de cinema e cancelamentos de festivais, vimos uma tenacidade de espírito. Estamos entusiasmados com o fato de que 46% dos filmes exibidos este ano foram dirigidos, codirigidos ou criados por mulheres. Nos inspiramos na generosidade da indústria, que cedeu seu tempo para estar presente, virtualmente, em apoio ao festival”.

Além disso, o TIFF Tribute Actor Awards foi entregue para a atriz Kate Winslet e para o ator britânico Anthony Hopkins. A cineasta chinesa Chloé Zhao, grande vencedora deste ano, recebeu o TIFF Ebert Director Award, honraria que reconhece e homenageia um ilustre cineasta por sua excelente contribuição ao cinema. A diretora indiana Mira Nair recebeu o Jeff Skoll Award in Impact Media; o trompetista Terence Blanchard foi homenageado com o TIFF Variety Artisan Award; e a cineasta canadense Tracey Deer, de Beans, foi honrada com o TIFF Emerging Talent Award.

Apresentado pela Shawn Mendes Foundation, o Prêmio Changemaker 2020 foi concedido a um filme que abordava questões de mudança social. Enquanto isso, a Canada Goose abraçou a diversidade em todas as suas formas e definições, incluindo técnica e paixão que transporta a narrativa para a tela, e apresentou o Prêmio Amplify Voices aos três melhores filmes de cineastas sub-representados.

Entre os filmes desta edição, o cinema brasileiro estava representado por Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, que também foi selecionado para a edição especial do Festival de Cannes deste ano. No longa, Antonio Pitanga dá vida a Cristovam, um homem simples do interior que precisa mudar de cidade em busca de melhores condições de vida e trabalho. Porém, ele precisa se adaptar a uma realidade diferente daquela que estava acostumado, sofrendo com a solidão e o preconceito dos moradores locais.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Toronto 2020:

MELHOR FILME | People’s Choice Award
Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)
2º lugar: One Night in Miami, de Regina King (EUA)
3º lugar: Beans, de Tracey Deer (Canadá)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | People’s Choice Documentary Award
Inconvenient Indian, de Michelle Latimer (Canadá)

PRÊMIO MOSTRA MIDNIGHT MADNESS | People’s Choice Award
Shadow In The Cloud, de Roseanne Liang (EUA/Nova Zelândia)

PRÊMIO CHANGEMAKER
Black Bodies, de Kelly Fyffe-Marshall (EUA/Canadá)

PRÊMIO AMPLIFY VOICES
Melhor Filme Canadense: Inconvenient Indian, de Michelle Latimer
Melhor Filme: The Disciple, de Chaitanya Tamhane (Índia) e La nuit des rois (Night of the Kings), de Philippe Lacôte (França/Costa do Marfim/Canadá/Senegal)
Menção Especial: Fauna, de Nicolás Pereda (México/Canadá) e Downstream to Kinshasa, de Dieudo Hamadi (Congo/Bélgica/França)

PRÊMIO IMDbPro | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Dustin, de Naïla Guiguet (França)
Melhor Filme Canadense: Benjamin, Benny, Ben, de Paul Shkordoff
IMDbPro Short Cuts Share Her Journey Award: Sing Me a Lullaby, de Tiffany Hsiung (Canadá/Taiwan)
Menção Honrosa: O Black Hole!, de Renee Zhan (Reino Unido)

PRÊMIO FIPRESCI
Beginning (Dasatskisi), de Dea Kulumbegashvili (Geórgia/França)

PRÊMIO NETPAC
Gaza mon amour, de Tarzan Nasser e Arab Nasser (Palestina/França/Alemanha/Portugal/Qatar)

Foto: Divulgação/Searchlight Pictures.

Por que Você Não Chora?, de Cibele Amaral, abre a 48ª edição do Festival de Gramado

por: Cinevitor

porquevcnchoragramado2020Elenco em cena: Bárbara Paz e Carolina Monte Rosa.

A 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou nesta sexta-feira, 18/09, em formato multi plataforma por conta da pandemia de Covid-19. Sem o evento presencial, as mostras competitivas são transmitidas pelo Canal Brasil e por streaming, no Canal Brasil Play. Pela TV, os espectadores podem acompanhar os longas-metragens brasileiros e estrangeiros e os curtas nacionais.

Com apresentação de Renata Boldrini e Marla Martins, direto do Palácio dos Festivais, a primeira noite contou com as exibições dos curtas 4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antonio Pereira, e Receita de Caranguejo, de Issis Valenzuela. O longa argentino El silencio del cazador, de Martin Desalvo, também foi exibido.

A competição de longas-metragens brasileiros começou com Por que Você Não Chora?, de Cibele Amaral. O filme aborda o delicado tema do suicídio: Jéssica, interpretada por Carolina Monte Rosa, é muito fechada; Bárbara, papel de Bárbara Paz, é uma bomba relógio. As duas se encontram quando, no estágio da faculdade de psicologia, Jéssica atende Bárbara. A convivência leva Jéssica a questionar sua vida vazia e sem significado. O elenco conta também com Cristiana Oliveira, Elisa Lucinda, Maria Paula, Priscila Camargo, Rodrigo Brassoloto, Erik Doria, Valentina Cysne e Luciana Martuchelli.

Em 2004, a cineasta Cibele Amaral participou do Festival de Gramado com o curta-metragem Momento Trágico e ganhou quatro kikitos, entre eles, o de melhor filme segundo o júri popular. Agora, de volta ao evento gaúcho, falou sobre a repercussão de seu novo filme: “A reação foi gigante. O festival é muito importante e, mesmo virtual, tem um poder grande”, disse durante o debate virtual, comandado por Roger Lerina.

Sobre a ideia do projeto, comentou: “A pesquisa começa pela minha formação. Sou psicóloga e faço terapia a vida inteira. A questão do transtorno de Borderline foi algo que me tocou, pois eu tenho traços, e na faculdade mesmo eu fui me autodiagnosticando. É importante eu dizer isso, até por causa do estigma. E eu dei muito trabalho aos meus psicólogos. Em determinado momento, percebi que queria falar sobre esse transtorno e não sabia como”. E completou: “É um filme que fala sobre a vontade de viver e de morrer”.

barbarapazpqvcnchoraBárbara Paz interpreta uma mulher com Transtorno de Personalidade Borderline.

Em entrevista realizada por e-mail, na sexta-feira, antes da exibição, conversamos com o produtor do longa, Patrick de Jongh, que também assina a trilha sonora original. Confira:

ABORDAGEM DOS TEMAS

“Tivemos muito cuidado para não tratar o tema de forma superficial. O filme passou por diversas consultorias e sofreu alterações importantíssimas antes de chegar a esse resultado. Foi discutido por um grupo de psicólogos que trabalha com prevenção ao suicídio. Não temos o fenômeno do gatilho no filme, o que é muito importante. E também não glamourizamos o tema. O filme é uma oportunidade para debater, sem tabus, o sofrimento psíquico e a saúde mental. Cibele é psicóloga e eu vi o quanto ela estava preocupada em tratar este tema tão delicado da forma mais madura e autêntica possível”.

ELENCO

“Eu fiz questão de trazer a Elisa Lucinda para o elenco. Sempre gostamos muito do trabalho dela e do que ela tem a dizer como artista. Foi uma contribuição minha. A Cibele sempre quis a Carolina e a Bárbara nos papeis principais e eu acho que elas foram as escolhas perfeitas. Elas estão muito bem. A preparação do elenco foi feita pela própria diretora. Além dessas atrizes, temos a Cristiana Oliveira, que foi genial como a professora Do Carmo. A atuação dela traz muita credibilidade para o papel. Maria Paula, que é psicóloga na vida real, atuou como uma das psicólogas do filme e também está ótima. Priscila Camargo faz a ‘vilã’ na trama; é uma atriz experiente e talentosa, que não precisa dizer muito para transmitir uma carga muito grande de emoções”.

TRILHA SONORA

“A trilha é muito importante no filme. Ela revela um lado oculto da protagonista, um lado sombrio. Além disso, tem canções que são como um grito de mulheres que estão fartas da opressão machista. As vozes são todas femininas. Mas tem momentos em que entram músicas com letras bem machistas, cantadas por homens, e que servem – propositadamente – para mostrar como a nossa sociedade está impregnada por isso. Esse é o mundo no qual a protagonista vive, um mundo machista com músicas que objetificam a mulher”.

REPERCUSSÃO

“Gramado é uma vitrine da produção nacional, é muito importante. O filme está nascendo hoje, e já conseguimos perceber o tamanho do interesse que as pessoas possuem para conferir essa história e isso já é muito gratificante! O público quer falar sobre saúde mental, é um assunto urgente, que ganhou ainda mais força em meio a esse quadro mundial de pandemia no qual estamos todos vivendo. Esse momento fez a nossa atenção se voltar para todas essas questões emocionais, psicológicas e afetivas. Estamos mais sensíveis e suscetíveis a uma série de circunstâncias e chegou a hora de desmistificarmos esses assuntos, sem partir para a glamourização. E eu acho que o fato do filme ser lançado nesse momento carrega um valor muito especial. Nossa expectativa é que ele cresça, que tenha vida longa e que alcance seu público. O cinema nacional também atravessa uma crise e o reconhecimento das nossas obras por parte do público, da imprensa e dos veículos de difusão é vital”.

*Você acompanha a cobertura do CINEVITOR por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

*Clique aqui e assista ao nosso primeiro programa especial sobre o Festival de Gramado no IGTV.

Foto: Divulgação/O2 Play.

43º Festival Guarnicê de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

noocodotempoguarniceHipolito Lucena no curta No Oco do Tempo, de Antonio Fargoni.

Foram anunciados, pela Universidade Federal do Maranhão, os selecionados para a 43ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 14 e 21 de outubro, em formato híbrido com transmissão on-line pelas redes sociais e pela plataforma de streaming da Ufma.

Neste ano, a seleção conta com 51 títulos selecionados que resumem o melhor do cinema nacional na atualidade. Com isso, o público assistirá produções de alta qualidade técnica e conteúdos que vão despertar atitudes, provocar emoções e levar o internauta a novas narrativas sob o olhar diferenciado dos seus realizadores. O já tradicional evento acontece sempre em São Luís, capital do Maranhão.

A Mostra Competitiva Nacional de Longas terá nove filmes concorrentes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Maranhão e do Distrito Federal. A Mostra Competitiva Nacional de Curtas reunirá 23 filmes. Exclusivas para realizadores do Maranhão, haverá ainda as mostras maranhenses de curtas, que será disputada por 11 filmes estaduais, e a de videoclipes, com oito produções locais selecionadas para a competição. Por falta de quórum não acontecerão as Mostras Competitivas Maranhenses de Filmes Publicitários, Curtíssima e de Longas.

A pró-reitora de Extensão e Cultura, Zefinha Bentivi, destacou que os filmes locais e nacionais foram selecionados após uma rigorosa avaliação técnica da equipe de curadores: “Após criterioso trabalho técnico, a equipe da curadoria definiu os 51 filmes das mostras competitivas do 43º Guarnicê. Atendendo a uma orientação do reitor Natalino Salgado, realizaremos uma programação híbrida, com transmissão online dos filmes pela plataforma digital da Ufma. A abertura e o encerramento do festival será em formato do cinema drive-in, na Concha Acústica da Cidade Universidade Dom José Delgado”, afirmou.

O time de curadores foi formado por Carlos Benalves, Danielle Bertolini, Marla Silveira, Miguel Garcia, Maira Rocha e Marcus Lavarda. O júri da Mostra Nacional Competitiva contará com José Fernando Peixoto de Azevedo, Carol Benjamin e Sabrina Fidalgo; já a Mostra Maranhense terá Dida Maranhão, Stella Lindoso e Taciano Brito no júri.

Para esta edição, serão exibidos três filmes de abertura: O Paciente – O Caso Tancredo Neves, de Sergio Rezende; Selvagem, de Diego Costa; e Três Verões, de Sandra Kugot. Além disso, pelo menos doze ações formativas farão parte do evento: 6 oficinas, 3 master classes e 3 webnários, que serão realizados no canal do YouTube e na plataforma da AIC, Academia Internacional de Cinema.

E mais: o festival homenageará a importância da atuação dos profissionais de saúde durante a pandemia e também grandes nomes que fizeram parte da história do evento, como: o ator Othon Bastos, a atriz Dida Maranhão, o desenhista industrial Ezequiel Filho, e o ator e professor Luiz Pazzini.

Conheça os filmes selecionados para o 43º Festival Guarnicê de Cinema:

LONGAS NACIONAIS

A MULHER DA LUZ PRÓPRIA, de Sinai Sganzerla (SP)
A NOSSA BANDEIRA JAMAIS SERÁ VERMELHA, de Pablo Lopez Guelli (SP)
DIGA MEU NOME, de Juliana Chagas Gouveia (RJ)
NEGRO EM MIM, de Macca Ramos (SP)
SERTÂNIA, de Geraldo Sarno (CE)
SERVIDÃO, de Renato Barbieri (DF)
SOLDADOS DA BORRACHA, de Wolney Oliveira (CE)
TERMINAL PRAIA GRANDE, de Mavi Simão (MA)
VIDAS BARRADAS, de Cid Faria (DF)

CURTAS NACIONAIS

A PRAGA DO CINEMA BRASILEIRO, de Zefel Coff e William Alves (DF)
A VOLTA PARA CASA, de Diego Freitas (SP)
AÇAÍ, de André Cantuária (AP)
AMANHÃ, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro (SP)
APERTO, de Alexandre Estevanato (SP)
AS VIAJANTES, de Davi Mello (SP)
BAILE, de Cíntia Domit Bittar (SC)
BARCO DE PAPEL, de Thais Scabio (SP)
DEPOIS, de Marcello Quintella e Boynard (RJ)
MOCINHO E BANDIDO, de Guto Bozzetti (RS)
MUCUNÃ, de Carol Correia (PE)
NEGUINHO, de Marçal Vianna (RJ)
NO OCO DO TEMPO, de Antonio Fargoni (PB)
O BALIDO INTERNO, de Eder Deó (PE)
OSMILDO, de Pedro Daldegan (DF)
PEGA-SE FACÇÃO, de Thais Braga (PE)
QUANTO PESA, de Breno Nina (MA)
RATOEIRA, de Romulo Sousa (AM)
RISCADOS PELA MEMÓRIA, de Alex Vidigal (DF)
SANGRO, de Tiago Minamisawa, Bruno H. Castro e Guto BR (SP)
SEREMOS OUVIDAS, de Larissa Nepomuceno (PR)
TEORIA SOBRE UM PLANETA ESTRANHO, de Marco Antonio Pereira (MG)
TERCEIRO ANDAR, de Deuilton B. Júnior (PE)

CURTAS MARANHENSES

3X MELHOR, de Andriolli Araújo
ANASTÁCIO, O VAGABUNDO, de Jean Goldenberg-Boás
CABOCLO DE PENA, de Calu Zabel, Gabriel Gutierrez e Paula Porta
CICATRIZES, de Nadson Paixão e Jhonzzy
COLIDIREMOS, de George Pedrosa
DEVANEIO, de Lucas Pessuti
ÉRAMOS TRÊS, de Fernando Braga
ESPERANÇA 1770, de Carmen Kemoly
PRINCESA DO MEU LUGAR, de Pablo Monteiro
QUERIDA!, de Geovane Camargo
VÍTOR, de Josh Baconi

VIDEOCLIPES MARANHENSES

BATIDÃO , de ENME
CAMBURÃO, de CARMEN KEMOLY e KARMA
DEIXA, de JEFFERSON CARVALHO
INTELECTO DE QUEBRADA, de CARMEN KEMOLY
KILLA, de ENME
LÁ FORA, de JEFFERSON CARVALHO
UMA NOITE, de JEFFERSON CARVALHO
VOCÊ BAGUNÇOU COMIGO, de YHAGO SEBAZ e ALLVDIN

MOSTRA OTHON BASTOS

DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL, de Glauber Rocha
O PACIENTE – O CASO TANCREDO NEVES, de Sérgio Rezende
O ÚLTIMO CINE DRIVE-IN, de Iberê Carvalho

MOSTRA MULHERES

ALFAZEMA, de Sabrina Fidalgo
AMORES DE CHUMBO, de Tuca Siqueira
AS MIL MULHERES, de Rita Toledo
CARNAVALHA, de Áurea Maranhão e Ramusyo Brasil
O HOMEM QUE RI, de Rose Panet
PI’Õ RÓMNHA MA’UBUMRÕI’WA – MULHERES XAVANTES COLETORAS DE SEMENTES, de Danielle Bertolini

MOSTRA CINEMA NÃO TEM IDADE

AMANHECENDO CICATRIZES, de Nelson Brauwers, Juarez Braga Zamberlan, Ivânio Dalagno e Valdinei de Vargas
DITADURA ROXA, de Matheus Moura
GAZ, de Helen Lopes
HOJE SOU FELICIDADE, João Luís e Tiago Aguiar
PELOS CORREDORES DE NOSSA CASA, de Bárbara Ferreira, Lipe Canêdo e Ricardo Murad
SORRISO, de J.C Oliveira

MOSTRA AP43

A GRÁVIDA DA CINEMATECA, de Christian Saghaard
AP43 LABS – ESTUDOS DE CENAS, de Nara Sakarê
AP43 – NARA SAKARÊ E O TRABALHO DE PREPARAÇÃO DO ATOR
CYLENE

MOSTRA ESCOLA DE CINEMA DO IEMA

A ESPERA, de Bruno Guerra e Jô Brandão
ALICES, de Isis Reis
ARTISTA DE RUA, de Renan Brandão
CARTA VERMELHA, de Josh Baconi e Nat Maciel
CONFIA EM MIM, de Luiza Travassos
CONSUMO-ME, realizado pela II Turma da Escola de Cinema IEMA
ESTATÍSTICA(S), de Nádia Maria
FAMÍLIA PERFEITA, de Wêrany Portugal
MARGEM, de Namíbya Aick
NAMORADEIRA, de Nayza Soares
O MÉTODO, de Bruno Guerra
OFF LIFE, de Valéria Veluz
OLHO QUE NÃO QUER VER, de Matheus Khrystian
QUAL SEU GRANDE SONHO?, de Guilherme Verde e Érico Alessandro
REC “POR TRÁS DAS LENTES”, de Isis Reis
SERÁ QUE ELA VOLTA?, de Isis Reis
TRAÇOS, de Bruno Guerra
VOCÊ É DIFERENTE, de George Pedrosa

Foto: Divulgação/Cinema Instantâneo.

Exclusivo: confira uma cena de Aos Olhos de Ernesto; filme já está disponível nas plataformas digitais

por: Cinevitor

aosolhosdeernestocenaexclusivaJorge Bolani e Jorge d’Elia em cena.

Com estreia programada para abril deste ano, Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo, teve sua estreia adiada por conta da pandemia de Covid-19. Agora, o longa foi lançado nesta quinta-feira, 17/09, nas plataformas Net Now, Vivo Play e Oi Play e também será exibido no Canal Brasil.

Além disso, seguindo as orientações do protocolo de segurança, o filme também entra em cartaz no Rio de janeiro, no drive-in Cinesystem; em Brasília, na sala Cineflix JK; e em Belém, no cinema Moviecom. Protagonizado pelo ator uruguaio Jorge Bolani, o longa é uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre e tem distribuição da Elo Company.

Premiado pela crítica na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Aos Olhos de Ernesto também recebeu os prêmios de melhor filme pelo público e melhor ator, para o uruguaio Jorge Bolani, no 23º Festival Internacional de Cine de Punta del Este.

O longa teve sua estreia mundial em outubro no 24º Festival Internacional de Busan, na Coreia do Sul, o maior festival de cinema da Ásia, na categoria World Cinema. Muito bem recebido em terras asiáticas, foi considerado “ao mesmo tempo, bem-humorado, poético, sério e comovente”.

Com recepção similar por aqui, Aos Olhos de Ernesto foi laureado pela crítica da Mostra de São Paulo justamente “por tratar a solidão de maneira realista, sem abrir mão do humor e por apostar, com segurança, num estilo narrativo que dialoga tanto com cinéfilos, quanto com amplas plateias”. O longa também já foi exibido na Mostra Latina do Festival do Rio e no 41º Festival de Havana.

Na trama, a solidão, a amizade, o amor e as redescobertas na terceira idade permeiam a história de Ernesto, vivido pelo ator uruguaio Jorge Bolani, do filme Whisky. Aos 78 anos, o personagem, ex-fotógrafo uruguaio, se depara com uma crescente cegueira e as limitações diversas que acompanham a avançada idade. Viúvo e pai de filho único, Ramiro, papel de Julio Andrade, que vive longe, Ernesto ressignifica sua vida e os padrões da velhice ao conhecer a jovem Bia, interpretada por Gabriela Poester, que o ajuda, até mesmo a reencontrar um grande amor.

Também estão no elenco: Jorge d’Elia, como Javier, o vizinho de Ernesto; Glória Demassi, que vive Lucía, o amor uruguaio do protagonista; e as participações de Mirna Spritzer, Áurea Baptista, Janaína Kremer, Celina Alcântara e Marcos Contreras.

Escrito por Ana Luiza, em parceria com Jorge Furtado, o roteiro passou por laboratórios de desenvolvimento e teve consultoria do escritor cubano Senel Paz, autor de Morango e Chocolate. Entre diversos aspectos e processos de criação do filme, a mescla de várias culturas e o uso do portunhol são marcas do projeto.  A proximidade cultural entre as cidades do sul do Brasil, Uruguai e Argentina estão presentes na obra através da música, da língua e da literatura.

A história de Ernesto foi inspirada na vida do fotógrafo italiano Luigi Del Re: “O personagem surgiu a partir da história dele, fotógrafo italiano que vivia em Porto Alegre, e que com a idade e avanço da cegueira já não conseguia mais se corresponder com a irmã, que morava na França”, conta a diretora e roteirista. “Em homenagem a Luigi, usamos na direção de arte as suas fotos e equipamentos de filmagem para compor o universo de Ernesto e seu apartamento. Mas Ernesto não é só Luigi: é um pouco de nossos pais, e de nós mesmos”, complementa a cineasta.

Confira, com exclusividade no CINEVITOR, uma cena de Aos Olhos de Ernesto que mostra o hilário embate entre os personagens de Jorge Bolani e Jorge d’Elia, que enquanto jogam uma partida de xadrez disputam quem tem o pior exame de sangue:

Foto: Divulgação/Elo Company.

48º Festival de Cinema de Gramado: conheça os integrantes dos júris

por: Cinevitor

sabrinafidalgojurigramado2020Cineasta Sabrina Fidalgo: presidente do júri.

A 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, será multi plataforma. As mostras competitivas serão transmitidas pelo Canal Brasil e por streaming, no Canal Brasil Play. Pela TV, os espectadores poderão acompanhar os longas-metragens brasileiros e estrangeiros e os curtas brasileiros.

Um grupo de atrizes, atores, diretores, produtores e críticos compõem os diferentes júris das mostras competitivas deste ano. O júri dos Longas Brasileiros será composto por: Caco Ciocler, ator e diretor; pelo roteirista e diretor Jeferson De; pela atriz e roteirista Karine Telles; pelo pós-produtor Kiko Ferraz; e pela cineasta e roteirista Sabrina Fidalgo, que na noite da última quarta-feira, 16/09, foi eleita a presidenta do júri.

A premiada diretora e roteirista carioca já foi apontada pela publicação americana Bustle em oitavo lugar como uma das cineastas mais promissoras ao redor do mundo em uma lista com 36 diretoras internacionais. Seus filmes já foram exibidos em mais de 300 festivais no mundo, como o média-metragem Rainha, que ganhou mais de 20 prêmios. Recentemente, Sabrina também conquistou diversos prêmios com seu curta Alfazema, um dos finalistas ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

“Acho que essa eleição aponta claramente para uma mudança definitiva de paradigmas sobre o fazer cinema no Brasil. Aponta para um caminho novo e sem volta sobre os olhares e decisões nesse setor que durante um século apagou tantas narrativas, carreiras e possibilidades de um fazer cinema democrático. Portanto, ser uma mulher negra na presidência do júri do festival de cinema mais tradicional do Brasil tem o significado do espírito do tempo do mundo atual; diverso e incluso. Nós, mulheres e homens negros, somos a maioria absoluta da população brasileira, mas estamos na base da pirâmide em frente e, sobretudo, atrás das câmeras, nas comissões julgadoras de editais, festivais e delegações de festivais internacionais”, avalia Sabrina.

Os integrantes do júri de Longas Estrangeiros são: o diretor de fotografia Bruno Polidoro; o diretor e roteirista Fabio Meira; a realizadora e produtora Lucia Caus; a diretora, roteirista e produtora Beatriz Seigner; e o ator e produtor Armando Babaioff.

Os Longas Gaúchos serão avaliados pelo cofundador da Cardume, streaming dedicado exclusivamente a filmes brasileiros, ator e bailarino Daniel Jaber; pelo curador das salas Derby e Museu do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, Ernesto Barros; pelo produtor e documentarista Daniel Santiago; pela jornalista e crítica de cinema Cecilia Barroso; e por Tatiana Sager, sócia-diretora da produtora e distribuidora Panda Filmes.

Os nomes que irão avaliar os Curtas Brasileiros são: a diretora de fotografia, diretora e roteirista Safira Moreira; a roteirista, diretora e produtora Juliana Balhego; a diretora Nara Normande; o roteirista, produtor, sócio da Coelho Voador e diretor-geral do FRAPA, o maior Festival de Roteiro da América Latina, Leo Garcia; e Breno Nina, ator, roteirista e diretor.

Os jurados dos Curtas Gaúchos são: o jornalista, crítico e pesquisador de cinema Adriano Garrett; a professora universitária e diretora Karla Holanda; a atriz e presidenta da Academia Paraibana de Cinema, Zezita Matos; o sócio-fundador da produtora Grifa Filmes, Fernando Dias; e Maria Abdalla, fundadora, produtora cultural e diretora do Icumam Cultural e Instituto.

O Júri da Crítica, por sua vez, terá os seguintes integrantes: Isabel Wittmann, Amanda Aouad, Lúcio Vilar, Caroline Zatt da Silva e Matheus Pannebecker.

Clique aqui e relembre os filmes selecionados desta edição: longas e homenageados; curtas brasileiros; longas gaúchos; filme de encerramento; e curtas gaúchos.

Foto: Divulgação.

7º Cine Kurumin – Festival de Cinema Indígena: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

majurcinekuruminCena do curta Majur, de Rafael Irineu: selecionado.

A sétima edição do Cine Kurumin – Festival de Cinema Indígena acontecerá entre os dias 20 de setembro e 20 de outubro e, pela primeira vez, será realizado em formato totalmente on-line por conta da pandemia de Covid-19.

O evento, que apresenta títulos com temática indígena, conta também com debates e mostras especiais. Toda a programação estará disponível de maneira gratuita para o público.

Neste ano, os filmes selecionados abordam questões sobre a pandemia, a defesa dos territórios indígenas, questões de gênero, mulheres, LGBTQIA+, entre outros. A curadoria se dedicou a um trabalho intenso para conceber uma experiência virtual que potencialize as provocações e aprendizados que o cinema indígena traz.

O time de curadores foi formado por: Amandine Goisbault, Edgar Correa Kanaykõ, Graci Guarani, Olinda Muniz, Aline Frey, Sarah Shamash, Thaís Brito e Ana Carvalho.

Conheça os filmes selecionados para o 7º Cine Kurumin:

LONGA E MÉDIA-METRAGEM

ARA PYAU – PRIMAVERA GUARANI, de Carlos Eduardo Magalhães (Brasil)
BIMI SHU YKAYA, de Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Zezinho Yube (Brasil)
PISADA FORTE, de Coletivo Beture Audiovisual
RÍO VERDE. EL TIEMPO DE LOS YAKURUNAS, de Alvaro Sarmiento e Diego Sarmiento (Peru)
TEKO HAXY – Ser Imperfeita, de Patrícia Ferreira e Sophia Pinheiro (Brasil)
UJIREI, de Mateo Sobode Chiqueno (Paraguai)
ZAWXIPERKWER KA’A – Guardiões da Floresta, de Jocy Guajajara e Milson Guajajara (Brasil)
VIROU BRASIL, de Coletivo Awá Guaja (Brasil)
TIEMPO DE LLUVIA, de Itandehui Jansen (México)
YAMIYHEX, AS MULHERES ESPÍRITO, de Sueli Maxakali e Isael (Brasil)

CURTA NACIONAL

BAKUËBOM BOMPISËN TËKIKBO (Meninos soprando cana fina), de Damë Bëtxun Matis, Chawa Wassa Matis, Damë Matis, Kaxë Mentuk Matis, Shapu Sibo Matis, Dani Matis, Damba Matis, Chawa Atsa Matis e Tumi Rieli Matis
Cartas Nhemongueta Kunhã Mbaraete, de Michele Kaiowá, Graciela Guarani, Patrícia Ferreira e Sophia Pinheiro
Entre Parentes, de Tiago de Aragão
Filhos de Guerreiros, de Sofia Amaral
Kapuakit Nëtë (Dia de caçada), de Damë Bëtxun Matis, Chawa Wassa Matis, Damë Matis, Kaxë Mentuk Matis, Shapu Sibo Matis, Dani Matis, Damba Matis, Chawa Atsa Matis e Tumi Rieli Matis
Majur, de Rafael Irineu
Sobre câmeras, espíritos e ocupações, de Lucinho Tavares Kanamari, Markus Schall Enk e Shapu Mëo Matis
Sonho de Fogo, de Alberto Alvares
Tupinambá, de Sebastián Arias, Sergio Guzzetti e Leandro Maldonado
Yvy reñoy, Semente da Terra, de Direção Coletiva da ASCURI

CURTA INTERNACIONAL

Biidaaban (the dawn comes), de Amanda Strong/Metis, Michif (Canadá)
Carlito Se Va Para Siempre, de Quentin Lazzaratto (Peru)
OChiSkwaCho, de Jules Koostachin (Canadá)
Shásh Jaa’: Bears Ears, de Angelo Baca (EUA)
Uma Semente de Ara Pyau, de Coletivo de Cine Ara Pyau. Mbyá-Guarani (Argentina/Brasil)

Foto: Divulgação.

9ª Mostra Ecofalante de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor

indianaraecofalantevenceIndianare Siqueira no documentário Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 16/09, os vencedores da 9ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, que este ano foi realizado em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.

O documentário Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, se consagrou como o grande vencedor e foi premiado com o Troféu Ecofalante e quinze mil reais. O anúncio aconteceu em uma cerimônia de premiação virtual, transmitida ao vivo pelo Facebook e YouTube. Segundo o júri, composto por Beth Formaggini, Caru Alves de Souza e Kiko Goifman, Indianara “é um filme que tem uma personagem inacreditável, completamente surpreendente, forte e urgente. Ao mesmo tempo, o olhar da direção é muito cuidado. É um filme interessantíssimo, que não é do passado nem do futuro, é um filme do presente”.

O longa Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes, recebeu Menção Especial do júri: “Por fazer uma crítica sagaz e criativa dos efeitos do empreendedorismo em uma população rural do Pernambuco, revelando a face mais brutal da indústria do tecido”. O colombiano Suspensão, de Simón Uribe, também recebeu Menção Especial: “É um documentário de grande força estética e narrativa que nos faz refletir sobre a reação da natureza às mudanças climáticas e às políticas desastrosas de governos latino-americanos, que nós bem conhecemos por aqui, com relação ao meio ambiente. Suspensão nos faz perceber com todos os nossos sentidos, através de uma linguagem inovadora, a grandiosidade da Floresta Amazônica e a fragilidade das suas populações”, disse o júri.

O documentário Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira, foi o vencedor do Prêmio do Público na categoria longa-metragem. O filme documenta a saga de cerca de 60 mil brasileiros enviados para a região amazônica pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial em um mirabolante plano para extrair látex, material estratégico imprescindível para a vitória dos Aliados.

O grande vencedor do Concurso Curta Ecofalante foi O Verbo Se Fez Carne, de Ziel Karapotó, da Universidade Federal de Pernambuco. No filme, o diretor utiliza seu corpo para denunciar cinco séculos de colonização e suas consequências nos povos originários. Segundo o júri, composto por Felipe André Silva, Gabriela Yamaguchi e Kênia Freitas, o filme foi escolhido “por abordar de forma poética e fabular temas centrais ao cinema brasileiro como a colonização e a perseguição ainda permanente dos povos indígenas, com uma experimentação formal e performática precisa e incisiva”. O curta ganhou o Troféu Ecofalante e R$ 4 mil de prêmio.

O vencedor do Prêmio do Público do Concurso Curta Ecofalante foi Hoje Sou Felicidade, dos diretores João Luís e Tiago Aguiar, da Universidade Federal de Pernambuco. O curta tem como protagonista Aldir Felicidade: negro, cadeirante, periférico e intérprete de samba 14 vezes campeão de desfile das escolas de samba no carnaval do Recife. Novidade desta edição, a Mostra Ecofalante criou dois novos prêmios escolhidos pelo público: melhor filme do Panorama Internacional Contemporâneo e Melhor Filme da Mostra.

Conheça os vencedores da 9ª Mostra Ecofalante de Cinema:

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | LONGAS

Melhor Filme: Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa (Brasil)
Menção Especial: Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes (Brasil) e Suspensão, de Simón Uribe (Colômbia)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | MÉDIAS E CURTAS

Melhor Filme: Mamapara, de Alberto Flores Vilca (Peru/Argentina/Bolívia)
Menção Especial: O Delegado, de Samuel Moreno Alvarez (Colômbia) e Guaxuma, de Nara Normande (Brasil)

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

Melhor Filme: O Verbo Se Fez Carne, de Ziel Karapotó (Universidade Federal de Pernambuco)
Menção Especial: Território: nosso corpo, nosso espírito, de Clea Torres e João Paulo Fernandes (Universidade Federal de Mato Grosso) e Estado de Neblina, de Bruno Ramos (Centro Universitário Senac)

PRÊMIO DO PÚBLICO | COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | LONGAS

1º: Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira (Brasil)
2º: Amazônia Sociedade Anônima, de Estevão Ciavatta (Brasil)
3º: Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa (Brasil)

PRÊMIO DO PÚBLICO | PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO

1º: Triste Oceano (Blue), de Karina Holden (Austrália)

PRÊMIO DO PÚBLICO | COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | MÉDIAS E CURTAS

1º: Resplendor, de Claudia Nunes e Erico Rassi (Brasil)
2º: Por Trás da Cortina Verde, de Caio Silva Ferraz e Paulo Plá (Brasil)
3º: Mitos Indígenas em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues (Brasil)

PRÊMIO DO PÚBLICO| CONCURSO CURTA ECOFALANTE

1º: Hoje sou Felicidade, de João Luís e Tiago Aguiar (Universidade Federal de Pernambuco)
2º: Ângelo, de Mariana Machado (Universidade Federal de Minas Gerais)
3º: Cidade de Quem Corre, de Fernando Martins (curso É Nóis Na Fita)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FILME DA 9ª MOSTRA ECOFALANTE

Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira (Brasil)

Foto: Divulgação/O2 Play.

44ª Mostra de São Paulo revela pôster assinado por Jia Zhangke; novo filme do cineasta também será exibido

por: Cinevitor

jiazhangkepostermostraspCena do documentário Nadando até o Mar Ficar Azul: inédito no Brasil.

A 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontecerá entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro, em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19, acaba de divulgar o pôster desta edição.

O cartaz é assinado pelo cultuado cineasta chinês Jia Zhangke, que optou por fotografar o acendedor de incensos de Fenyang executando sua nobre função para o Deus da Literatura, símbolo da cidade que é muito visitada por artistas e escritores daquele país.

Jia Zhangke nasceu em Fenyang, na província de Shanxi, na China, em 1970. Um dos mais importantes cineastas em atividade, realizou, entre outros, os filmes: Plataforma, premiado no Festival de Veneza; O Mundo, vencedor do Prêmio da Crítica na 29ª Mostra; Em Busca da Vida, vencedor do Leão de Ouro em Veneza; 24 City (2008), exibido em Cannes; Um Toque de Pecado, vencedor do prêmio de melhor roteiro em Cannes; e Amor Até as Cinzas, selecionado para San Sebastián; todos foram exibidos na Mostra.

Em 2007, durante a 31ª Mostra, o cineasta esteve em São Paulo para apresentar uma retrospectiva de sua obra. Na 38ª edição, foi homenageado com o Prêmio Leon Cakoff. Neste ano, além de assinar o pôster, seu novo filme, o documentário Nadando até o Mar Ficar Azul, selecionado para o Festival de Berlim, será exibido na programação do evento.

Confira o pôster da 44ª Mostra de São Paulo:

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Foto: X Stream Pictures/Divulgação.

Conheça os vencedores do 7º Festival de Cinema de Caruaru

por: Cinevitor

curtabailecaruaruEmilly de Jesus no curta Baile, de Cíntia Domit Bittar.

Os vencedores da sétima edição do Festival de Cinema de Caruaru foram anunciados neste domingo, 13/09, em uma cerimônia virtual, apresentada por Stephanie Sá, pelo YouTube. O evento, que aconteceu de forma on-line por conta da pandemia de Covid-19, contou com a curadoria de Edvaldo Santos, Luciano Torres, Priscila Urpia, Lucineide Sales e Renata Villa Nova. Os filmes foram exibidos na plataforma Cardume.

O festival, que acontece na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, é um espaço de difusão da cultura local, de intercâmbio entre realizadores, de incentivo às produções locais e de formação de público para o cinema independente. Neste ano, além dos debates virtuais, a programação contou também com duas atividades paralelas: De Espectador Passivo para Espectador Ativo, oficina de crítica com Sihan Felix; e O Ator no Audiovisual, com Luciano Torres.

O time de jurados foi formado por: Cynthia Falcão, Claudia Pinheiro e Alexandre Soares na Mostra Brasil de longa-metragem; Giselle Geney, Valeria Perez e Caroline Pavez na Mostra Brasil de curta-metragem; e Eudaldo Monção Jr., Meire Oliveira e Fabi Penna na Mostra Agreste. O Júri da Crítica contou com membros da ACCiRNAssociação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte: Tatiana Lima, Gianfranco Marchi, Laísa Trojaike, Rômulo Sckaff, Dan Hetzel, Paula Pardillos e Jonathan DeAssis.

Conheça os vencedores do 7º Festival de Cinema de Caruaru:

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira (SP)
Melhor Direção: Viviane Ferreira, por Um Dia com Jerusa
Melhor Roteiro: A Batalha de Shangri-lá, escrito por Severino Neto
Melhor Ator: Gustavo Machado, por A Batalha de Shangri-lá
Melhor Atriz: Débora Marçal e Léa Garcia, por Um Dia com Jerusa
Melhor Fotografia: O Céu Perdeu a Cor, por Gustavo Serrate
Melhor Direção de Arte: Um Dia com Jerusa, por Jamille Coelho e Béa Gerolin
Melhor Desenho de Som: Mito e Música: A Mensagem de Fernando Pessoa, por Laurent Mis Song Estúdio
Melhor PôsterO Céu Perdeu a Cor, de Gustavo Serrate Maia (DF)

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM

Melhor Filme: Baile, de Cíntia Domit Bittar (SC)
Melhor Direção: Felipe André Silva, por Cinema Contemporâneo
Melhor Roteiro: Claudete e o Bolo, escrito por Fádhia Salomão
Melhor Ator: Pedro Wagner, por Rarefeito
Melhor Atriz: Emilly de Jesus, por Baile
Melhor Fotografia: Antônia, por Helen Quintans
Melhor Direção de Arte: Trincheira, por Nina Magalhães
Melhor Desenho de Som: Nimbus, por Carlinhos Borges e Diego Santana
Melhor Pôster: Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (PR)

Menção Honrosa: pela animação final de Marcos Andrés Caraciolo, por Trincheira
Menção Honrosa: para o personagem (póstumo) Alê do Rosário do documentário Alê – Resistir pela Existência
Menção Honrosa: para a visibilização da comunidade e temática relevante da direção de Larissa Nepomuceno, por Seremos Ouvidas
Menção Honrosa: para o ator de dublagem em uma animação, Isaac Bardavid (voz do personagem Jeremías), por O Celaticomus
Menção Honrosa: para FX e maquiagem de Lua Tiomi, por Antônia
Menção Honrosa: para a trilha sonora feita por Piratas FM – Banda Sonoro e Sound Design, por Em Cima do Muro
Menção Honrosa: para o documentário Atordoado, Eu Permaneço Atento, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud

MOSTRA AGRESTE

Melhor Filme: Pega-se Facção, de Thais Braga (Caruaru, PE)
Melhor Direção: Tiago Neves, por Remoinho
Melhor Roteiro: Caminho das Águas, escrito por Antonio Fargoni e Karla Ferreira
Melhor Fotografia: Caminho das Águas, por Antonio Fargoni
Melhor Direção de Arte: Rocha, por Eduarda Morais e Mariana Araújo
Melhor Desenho de Som: O Repto, por Orquestra Imaginária PIOC
Melhor Ator: Sebá, por Sebá – Faces das Artes
Melhor Atriz: Zezita Matos, por Remoinho
Melhor Pôster: Pare, Olhe, Escute, de Maria Ferrera, Urbano Leafa e Davi Batista (Caruaru, PE)

Menção Honrosa: David do filme Bravo, Antônia do filme Antônia, Zanata do filme Zanata, Fotógrafo do Campo e aos realizadores estudantes da Escola Municipal Alfredo Pinto Vieira de Melo, localizada no povoado de Itaúna em Caruaru, do filme Açude nº 50
Justificativa: Representações de personagens da vida real que, mesmo em meio a adversidades, expressam protagonismo de (re)existências no mundo e contribuem com as narrativas de suas trajetórias para a sobrevivência de artes e memórias.

Menção Honrosa: para a trilha sonora do filme O Abraço Logo Vem
Justificativa: A trilha sonora contribui plasticamente para a arte dessa animação conferindo-lhe lirismo.

Menção Honrosa: para a fotografia e montagem do filme Reisado
Justificativa: O filme possui uma montagem que permite um avanço na narrativa, de modo suave, que se apresenta de maneira muito bem atrelada a trilha sonora. A fotografia faz emergir ainda mais a luz e as cores dos personagens que com alegria mantêm a tradição do Reisado.

Menção Honrosa: para o roteiro do filme Era Para Ser Nosso Road Movie
Justificativa: Ao roteiro devido aos moldes inspirados pelo gênero carta que, de modo sensível, estabelece interlocução com um receptor ausente, ao emitir afetivamente as fragilidades do distanciamento de suas trajetórias também marcadas pelas incertezas da carreira audiovisual.

JÚRI DA CRÍTICA | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme de Ficção: O Céu Perdeu a Cor, de Gustavo Serrate Maia (DF)
Justificativa: Pela sua ousadia experimental, fugindo narrativamente do lugar comum, pela sua fotografia exuberante e a poética de sua condução.

Melhor Filme Documentário: A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, de Pablo Lopes Guelli (SP)
Justificativa: Pela pungência de sua temática, urgente e necessária, pela força de suas entrevistas e grande e coerente escolha de seus entrevistados.

Menção Honrosa: Mito e Música: A Mensagem de Fernando Pessoa, de Rama de Oliveira e André Luiz Oliveira (DF)
Justificativa: Pela fusão artística entre música, cinema e literatura, de forma coesa e bela, dando luz à jornada de toda uma vida de um homem, obstinado pela arte em si.

JÚRI DA CRÍTICA | CURTA-METRAGEM

Melhor curta-metragem: Playlist, de Pedro Melo (PE)
Justificativa: Em uma abordagem moderna e inventiva, o curta fragmenta o tempo nos colocando no caldeirão de emoções que é a relação entre os três amigos e o amor perdido. A preocupação com cada detalhe da mise-en-scène nos revela informações preciosas que pedem atenção do espectador para construir uma narrativa densa, mas ao mesmo tempo divertida.

Menção Honrosa: Baile, de Cíntia Domit Bittar (SC)
Justificativa: O curta articula uma encenação delicada e imersiva através de uma proposta de enquadramento vertical e plano longo que conseguem captar os anseios dos personagens.

JÚRI DA CRÍTICA | MOSTRA AGRESTE

Melhor Filme: Reisado, de Dan Victor e Val Barreto (Araci, BA)
Justificativa: Fazer um documentário competente sobre qualquer tema não é fácil. Ultrapassar isso e utilizar uma estética autoral em prol do engrandecimento do tema é um diferencial raramente encontrado e foi um dos elementos que contribuíram para que Reisado se destacasse em uma mostra com tantos excelentes trabalhos. Reisado cruza com responsabilidade os limites do simples registro, com direção, fotografia e montagem se destacando pela construção da narrativa.

Menção Honrosa: Pega-se Facção, de Thais Braga (Caruaru, PE)
Justificativa: Pelo respeito demonstrado com o tema, pela execução técnica primorosa e pelo alerta necessário gerado pela temática, potencializada pelo trabalho notável de direção.

JÚRI DA CRÍTICA | MOSTRA LATINO-AMERICANA

Melhor Filme: O Que Você Vê?, de Tania Cattebeke (Paraguai)
Justificativa: Por tratar de um tema universal urgente, em um microcosmo que valoriza o regionalismo, aliado a uma direção e roteiro ricos de significados implícitos.

Menção Honrosa: Dulce Espera, de Paula Llerena (Equador)
Justificativa: o domínio do ritmo pela direção e montagem, como também a atuação precisa da protagonista, constroem um filme realmente envolvente.

JÚRI DA CRÍTICA | MOSTRA NORDESTE

Melhor Filme: Marie, de Leo Tabosa (Recife, PE)
Justificativa: Pela junção de rigor técnico, especialmente na direção de fotografia, e delicadeza narrativa, competente em construir personagens densos e com forte conexão afetiva.

JÚRI DA CRÍTICA | MOSTRA ADOLESCINE

Melhor Filme: Minha Querida Ansiedade, de Paulo Ernesto (SP)
Justificativa: Um filme que ultrapassa a tela e toca talvez no maior problema da adolescência, a obra é o diálogo com os dramas da juventude. Filme necessário, bem dirigido e com uma fotografia que trabalha a serviço do filme.

JÚRI DA CRÍTICA | MOSTRA INFANTIL

Melhor Filme: Antes que Vire Pó, de Danilo Custódio (PR)
Justificativa: Com ternura, o curta aborda de forma lúdica o áspero tema da finitude, de modo a emocionar não só os pequenos, como também os adultos, com muita qualidade técnica.

JÚRI POPULAR

Mostra Brasil | Longa-metragem: Palavras de Rua, de Léo Batista e Paula Monteiro (PE) – 322 votos
Mostra Brasil | Curta-metragem: O Colecionador, de Christian Jafas, Felipe Davson, Tiago Bravo Quintes e Vinícius A. Carvalho (RJ) – 760 votos
Mostra Agreste: Era pra Ser o Nosso Road Movie, de Carolina Timoteo, Lucas Menezes, Clécia Borges e Júlia Costa (Aracaju, SE) – 915 votos
Mostra Latino-Americana: Conventillo, de Lucia Horvath (Argentina) – 187 votos
Mostra Nordeste: Hoje Sou Felicidade, de João Luís e Tiago Aguiar (Recife, PE) – 943 votos
Mostra Adolescine: Minha Querida Ansiedade, de Paulo Ernesto (SP) – 2630 votos
Mostra Infantil: Onde Fica a Casa do Meu Pai?, de Pedro Furquim (SP) – 1573 votos

Foto: Kamila Novaes.

Queer Lisboa e Queer Porto 2020: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor

ventosecoqueerlisboa2020Leandro Faria Lelo em Vento Seco, de Daniel Nolasco: em competição.

O Queer Lisboa tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transsexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas. Com a expansão crescente do cinema queer em grandes festivais internacionais, o evento português, criado em 1997, cumpre seu objetivo de divulgar estéticas e narrativas mundiais que ainda possuem acesso limitado para o grande público.

Em 2015, a equipa do Queer Lisboa realizou a primeira edição do Queer Porto. Após uma edição zero em outubro de 2014, o projeto de um festival queer na cidade começou a tomar forma. Em outubro de 2015, a Associação Cultural Janela Indiscreta organizou o Queer Porto que, com sede no Teatro Rivoli, foi ao longo dos anos ocupando vários outros espaços da cidade do Porto. A programação não se trata de uma extensão dos filmes da seleção de Lisboa e tem como objetivo apresentar uma identidade própria com títulos inéditos em Portugal.

Neste ano atípico, o Queer Lisboa e o Queer Porto assumem o formato presencial, celebrando a ideia de comunidade e socialização, dentro das restrições necessárias. Através de um conjunto de termos-chave transversais às muitas expressões da cultura queer (como cruising, sex, bodies, play, skin e memory), o festival celebra o corpo e a sua diversidade sexual. Os filmes compõem diferentes sessões competitivas dos festivais das duas cidades, reforçados por um conjunto de sessões especiais e de conversas, debates e performances. Em 2020, mais de mil filmes foram inscritos.

A 24ª edição do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro; a sexta edição do Queer Porto será realizada entre os dias 13 e 17 de outubro.

O cinema brasileiro ganha destaque nos dois festivais. Em Lisboa, Vento Seco, de Daniel Nolasco, aparece na competitiva de longas de ficção. O diretor também apresenta seu trabalho anterior, Mr. Leather, na mostra Queer Focus. Na competição de documentários, destaque para Vil, Má, de Gustavo Vinagre. Entre os curtas-metragens estão: Carne, de Camila Kater; Minha História é Outra, de Mariana Campos; Quebramar, de Cris Lyra; Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca; e a coprodução entre Holanda e Brasil, In His Bold Gaze, de Bernardo Zanotta. Na seleção do Queer Porto, destaque para o longa em competição Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral.

O time de jurados do Queer Lisboa será formado por: André Tecedeiro, Joana Ascenção e Miguel Nunes na competição de longas de ficção; Catarina Alves Costa, Margarida Mercês de Mello e Paulo Pascoal para os documentários; José Magro, Ricardo Barbosa e Rita Natálio nas mostras de curtas e In My Short; e Hugo Dinis, Sérgio Braz d’Almeida e Sónia Baptista para a Queer Art. No Queer Porto, o júri será formado por: Amanda Ribeiro, Daniel Gorjão e Francisco Alves.

Conheça os filmes selecionados para o Queer LisboaQueer Porto 2020:

QUEER LISBOA

COMPETIÇÃO | LONGAS-METRAGENS | FICÇÃO

El Cazador, de Marco Berger (Argentina)
El Príncipe, de Sebastián Muñoz (Chile/Argentina/Bélgica)
Las Mil y Una, de Clarisa Navas (Argentina/Alemanha)
Lingua Franca, de Isabel Sandoval (EUA/Filipinas)
Make Up, de Claire Oakley (Reino Unido)
Neubau, de Johannes Maria Schmit (Alemanha)
No Hard Feelings, de Faraz Shariat (Alemanha)
Vento Seco, de Daniel Nolasco (Brasil)

COMPETIÇÃO | LONGAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO

All We’ve Got, de Alexis Clements (EUA)
La Casa dell’Amore, de Luca Ferri (Itália)
Miserere, de Francisco Ríos Flores (Argentina)
Queer Genius, de Chet Catherine Pancake (EUA)
The Art of Fallism, de Aslaug Aarsæther e Gunnbjørg Gunnarsdóttir (Noruega/África do Sul)
Toutes les Vies de Kojin, de Diako Yazdani (França)
Vil, Má, de Gustavo Vinagre (Brasil)
Welcome to Chechnya, de David France (EUA)

COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM

Aline, de Simon Guélat (França/Suíça)
At Home but Not at Home, de Suneil Sanzgiri (EUA/Índia)
Babydyke, de Tone Ottilie (Dinamarca)
Carne, de Camila Kater (Brasil/Espanha)
Cause of Death, de Jyoti Mistry (África do Sul/Áustria)
Chrishna Ombwiri, de Claire Doyon (França)
Extérieur Crépuscule, de Roman Kané (França)
Funeral, de Thinh Nguyen (Dinamarca)
I Am an Other, de Victoria Salomonsen (Dinamarca)
In His Bold Gaze, de Bernardo Zanotta (Holanda/Brasil)
La Traction des Pôles, de Marine Levéel (França)
Mach Stem, de Daniel McIntyre (Canadá)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (Brasil)
Moonlight People, de Dmitri Frolov (Rússia)
Progressive Touch, de Michael Portnoy (Áustria/Holanda/EUA)
Quebramar, de Cris Lyra (Brasil)
Red Ants Bite, de Elene Naveriani (Suíça/Geórgia)
Stray Dogs Come Out at Night, de Hamza Bangash (Paquistão)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (Brasil)
The Institute, de Alexander Glandien (Áustria/Alemanha)
Una Dedicatoria a lo Bestia, de Andrea Beade e Quiela Nuc (Espanha)

IN MY SHORTS | COMPETIÇÃO

An Act of Affection, de Viet Vu (Portugal/Vietnã)
eadem cutis: the same skin, de Nina Hopf (Alemanha)
J’ador, de Simone Bozzelli (Itália)
L’Homme Jetée, de Loïc Hobi (Suíça/França)
Le Dragon à Deux Têtes, de Páris Cannes (Bélgica)
Narkissos, de Nora Štrbová (República Checa)
Queens, de Youssef Youssef (Suíça)
Revolvo, de Francy Fabritz (Alemanha)
Rose Minitel, de Olivier Cheval (França)
Why Do I Feel like a Boy?, de Kateřina Turečková (República Checa)

QUEER ART | COMPETIÇÃO

Ask Any Buddy, de Evan Purchell (EUA)
Comets, de Tamar Shavgulidze (Geórgia)
El Viaje de Monalisa, de Nicole Costa (Chile)
Hiding in the Lights, de Katrina Daschner (Áustria/Itália/Espanha/Alemanha)
Judy versus Capitalism, de Mike Hoolboom (Canadá)
Les Nuits d’Allonzo, de Antoine Granier (França)
Padrone Dove Sei, de Carlo Michele Schirinzi (Itália)
Santos, de Alejo Fraile (Argentina)

QUEER FOCUS

(W/Hole), de Mahx Capacity (EUA)
Afterimages, de Karol Radziszewski (Polônia)
Blondi, de La Rubia (performance)
Bodies without Bodies in Outer Space, de Rafał Morusiewicz (Áustria/Polônia)
Chronic, de Jennifer Reeves (EUA)
Équation à un Inconnu, de Dietrich de Velsa (França)
Fuck Tree, de Liz Rosenfeld (Alemanha)
GUO4, de Peter Strickland (Hungria/Reino Unido)
Monsters in the Closet, de Jennifer Reeves (EUA)
Mr. Leather, de Daniel Nolasco (Brasil)
Sodom, de Luther Price (EUA)
Un Uomo Deve Essere Forte, de Ilaria Ciavattini e Elsi Perino (Itália)

FILME DE ABERTURA: Los Fuertes, de Omar Zúñiga (Chile)
FILME DE ENCERRAMENTO: Petite Fille, de Sébastien Lifshitz (França)
SESSÃO ESPECIAL: Race d’Ep!, de Lionel Soukaz e Guy Hocquenghem (França)

QUEER PORTO

COMPETIÇÃO OFICIAL

A Perfectly Normal Family, de Malou Reymann (Dinamarca)
Always Amber, de Lia Hietala e Hannah Reinikainen Bergenman (Suécia)
Deux, de Filippo Meneghetti (França/Luxemburgo/Bélgica)
Dopamina, de Natalia Imery Almario (Colômbia/Uruguai/Argentina)
Hombres de Piel Dura, de José Celestino Campusano (Argentina)
L’Acrobate, de Rodrigue Jean (Canadá)
Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral (Brasil)
Rescue the Fire, de Jasco Viefhues (Alemanha)

IN MY SHORTS | COMPETIÇÃO

A Dança do Narciso Inseguro, de Ana Matos (Portugal)
À Tarde, sob o Sol, de Gonçalo Pina (Portugal)
Caravagyo, de Ana Manana e Joana Lourenço (Portugal)
De A a D, de Maria João Paiva (Portugal)
Somewhere in Outer Space this Might Be Happening Somehow, de Paulo Malafaya (Portugal)
Test Room, de Pedro Antunes (Portugal)

QUEER FOCUS #CRUISING

Afterimages, de Karol Radziszewski (Polônia)
Bodies without Bodies in Outer Space, de Rafał Morusiewicz (Áustria/Polônia)
Et in Arcadia Ego, de Sam Ashby (Reino Unido)
Kisieland, de Karol Radziszewski (Polônia)
liz/james/stillholes, de Liz Rosenfeld (Alemanha/EUA)
Museum, de Arnoud Holleman (Holanda)
Tearoom, de William E. Jones (EUA)
Umbrales, de Marie Louise Alemann (Argentina)
Underground, de Peter de Rome (EUA)

FILME DE ABERTURA: Si C’Était de L’Amour, de Patric Chiha (França)
FILME DE ENCERRAMENTO: Le Milieu de l’Horizon, de Delphine Lehericey (Suíça/Bélgica)
SESSÃO ESPECIAL: Days, de Tsai Ming-liang (Taiwan)

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

Festival de Veneza 2020: conheça os vencedores

por: Cinevitor

vanessakirbyveneza2020Vanessa Kirby: prêmio de melhor atriz por Pieces of a Woman.

Foram anunciados neste sábado, 12/09, os vencedores da 77ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. O júri, presidido pela atriz australiana Cate Blanchett, concedeu o Leão de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento, para Nomadland, de Chloé Zhao.

Completavam o time de jurados da Competição Internacional deste ano: Veronika Franz, cineasta e roteirista austríaca; Joanna Hogg, cineasta britânica; Nicola Lagioia, escritor italiano; Christian Petzold, diretor alemão; Cristi Puiu, cineasta romeno; e Ludivine Sagnier, atriz francesa.

O júri da mostra Orizzonti foi presidido pela cineasta francesa Claire Denis e contou também com Oskar Alegria, Francesca Comencini, Katriel Schory e Christine Vachon. A mostra de Realidade Virtual foi avaliada por Celine Tricart (presidente do júri), Asif Kapadia e Hideo Kojima. O júri do Prêmio Leão do Futuro Luigi De Laurentiis de melhor filme de estreia foi presidido por Claudio Giovannesi e contou com Remi Bonhomme e Dora Bouchoucha.

A cerimônia de encerramento, apresentada pela atriz Anna Foglietta, direto do Palazzo del Cinema do Lido, começou com um vídeo gravado especialmente para a ocasião com Mariangela Gualtieri recitando um poema que comoveu os italianos no início da pandemia, em março. Depois disso, o cantor Diodato fez uma apresentação ao vivo. Nesta edição, o cinema brasileiro estava representado com o documentário Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil, que foi exibido fora de competição.

Por conta da pandemia de Covid-19, o evento apresentou algumas mudanças necessárias de acordo com os protocolos de segurança. Para respeitar o distanciamento social, o número total de filmes diminuiu e as exibições aconteceram nos tradicionais cinemas com todas as medidas estabelecidas pelas autoridades. A mostra de Realidade Virtual foi realizada on-line; já a seção Venice Classics foi apresentada no programa Il Cinema Ritrovato, uma mostra de filmes restaurados promovida pela Cineteca di Bologna, que aconteceu em agosto.

As homenageadas desta 77ª edição, que receberam o Leão de Ouro honorário foram: Ann Hui, diretora, produtora, roteirista e atriz de Hong Kong, premiada em Veneza pelo filme Tou ze; e a atriz britânica Tilda Swinton, que recebeu o prêmio Volpi Cup de melhor atriz por Eduardo II, em 1991, e este ano apresentou o curta-metragem The Human Voice, de Pedro Almodóvar.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cinema de Veneza 2020:

COMPETIÇÃO OFICIAL

MELHOR FILME | LEÃO DE OURO: Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)
GRANDE PRÊMIO DO JÚRI: Nuevo orden, de Michel Franco (México/França)
MELHOR DIREÇÃO | LEÃO DE PRATA: Kiyoshi Kurosawa, por Spy no Tsuma (Wife of a Spy)
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATRIZ: Vanessa Kirby, por Pieces of a Woman
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATOR: Pierfrancesco Favino, por Padrenostro
MELHOR ROTEIRO: The Disciple, escrito por Chaitanya Tamhane (Índia)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Dorogie Tovarischi (Dear Comrades), de Andrei Konchalovsky (Rússia)
PRÊMIO MARCELLO MASTROIANNI | ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO: Rouhollah Zamani, por Khorshid (Sun Children)

MOSTRA ORIZZONTI

MELHOR FILME: Dashte Khamoush (The Wasteland), de Ahmad Bahrami (Irã)
MELHOR DIREÇÃO: Lav Diaz, por Lahi, Hayop (Genus Pan)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Listen, de Ana Rocha de Sousa (Reino Unido/Portugal)
MELHOR ATOR: Yahya Mahayni, por The Man Who Sold His Skin
MELHOR ATRIZ: Khansa Batma, por Zanka Contact
MELHOR ROTEIRO: I predatori, escrito por Pietro Castellitto
MELHOR CURTA-METRAGEM: Entre tú y milagros, de Mariana Saffon (Colômbia)

VENICE VIRTUAL REALITY

Grande Prêmio do Júri: The Hangman at Home. An immersive single user experience, de Michelle Kranot e Uri Kranot (Dinamarca/França/Canadá)
Melhor História: Sha si da ming xing (Killing a Superstar), de Fan Fan (China)
Melhor Experiência Interativa em Realidade Virtual: Finding Pandora X, de Kiira Benzing (EUA)

OUTROS PRÊMIOS

LEÃO DO FUTURO | MELHOR FILME DE ESTREIA: Listen, de Ana Rocha de Sousa (Reino Unido/Portugal)
PRÊMIO FIPRESCI | COMPETIÇÃO: The Disciple, de Chaitanya Tamhane (Índia)
PRÊMIO FIPRESCI | ORIZZONTI E MOSTRAS PARALELAS: Dashte Khamoush (The Wasteland), de Ahmad Bahrami (Irã)
QUEER LION AWARD: The World To Come, de Mona Fastvold (EUA)
GRANDE PRÊMIO | Settimana Internazionale della Critica: Hayaletler (Ghosts), de Azra Deniz Okyay (Turquia/França/Qatar)
PRÊMIO EUROPA CINEMAS LABEL | Giornate degli Autori: Oaza (Oasis), de Ivan Ikić (Sérvia/Eslovênia/Holanda/França/Bósnia e Herzegovina)
MELHOR CURTA-METRAGEM | SIC | Venice International Film Critics Week: J’ador, de Simone Bozzelli (Itália)
PRÊMIO SIGNIS | SIGNIS International (World Catholic Association for Communication): Quo vadis, Aida?, de Jasmila Zbanic (Bósnia e Herzegovina/Áustria/Romênia/Holanda/Alemanha/Polônia/França/Noruega)
PRÊMIO SIGNIS | Menção Especial: Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)

Clique aqui e confira a lista completa com os prêmios paralelos, eleitos de forma independente por associações de críticos de cinema, cineclubes e associações culturais e profissionais do cinema.

Foto: Divulgação.

Selecionado para o É Tudo Verdade, Atravessa a Vida, de João Jardim, ganha trailer

por: Cinevitor

atravessaavidatrailerFilme acompanha os desafios de alunos no último ano do Ensino Médio.

Dirigido por João Jardim, de Getúlio e Janela da Alma, o documentário Atravessa a Vida acompanha o cotidiano de uma turma do 3º ano do Ensino Médio no interior do Sergipe. O longa foi selecionado para a competição brasileira do 25º É Tudo Verdade, que começa no dia 23 de setembro.

O documentário mergulha no universo escolar e adolescente dos jovens de Simão Dias, cidade de 40 mil habitantes no interior sergipano. O Centro de Excelência Dr. Milton Dortas, escola com cerca de mil alunos, representa um recorte das dificuldades na educação brasileira. Enquanto buscam o sonho de garantir um ensino superior gratuito, os alunos refletem temas urgentes, dentro e fora de sala de aula, como futuro, depressão, aborto, pena de morte e Ditadura Militar.

“Atravessa a Vida é um desejo forte de revisitar a vida no ensino médio, momento tão importante. Ao mesmo tempo uma vontade de expor o Brasil emocionalmente. O recorte que me interessou foi aquele de partida e início, quando vamos sair do colégio que tanto nos protege, mesmo com suas precariedades. Na forma, queria fazer um filme só com cinema direto, quase consegui, restaram três entrevistas. No interior de Sergipe, fui à procura de um grupo, não de um ou dois personagens, e encontrei jovens firmes na ideia de que têm potência, que discutem suas vidas e seu país com uma clareza inesperada e forte. Pessoas, na sua maioria, criadas somente por suas mães. São situações com professores e alunos que nos fazem pensar quem somos, para onde estamos indo?”, explica o diretor e roteirista João Jardim.

O filme traz referências ao longa High School, de Frederick Wiseman. Este é o segundo trabalho de João Jardim a abordar o tema. Pro Dia Nascer Feliz, de 2006, trazia histórias de estudantes de Estados e classes sociais distintas sobre medos e anseios da vida escolar. O filme alcançou mais de 50 mil espectadores nos cinemas e conquistou diversos prêmios, incluindo melhor documentário na Mostra de São Paulo. Jardim também é codiretor de Lixo Extraordinário, documentário indicado ao Oscar.

Assista ao trailer de Atravessa a Vida:

Foto: Divulgação/Copacabana Filmes.