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FRAPA 2020: conheça os vencedores do 8º Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre

por: Cinevitor

semasasvenceFRAPAKaik Pereira no curta Sem Asas, de Renata Martins: roteiro premiado.

O FRAPA, Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, é o primeiro e maior evento inteiramente voltado ao roteiro de cinema e televisão na América Latina. A intensa programação inclui concursos de roteiro (longa-metragem e piloto de série), laboratório de roteiro, pitchings, mesas de debates, workshops, master classes, estudos de caso, sessões comentadas, rodadas de negócios e mostra competitiva de curtas-metragens.

Inspirado em festivais do gênero consagrados nos Estados Unidos e na Europa, o FRAPA surgiu em 2013 para valorizar a importância do roteiro em qualquer obra audiovisual: filme, série, novela ou programa de TV. Desde então, o festival vem crescendo ano a ano, tanto em número de atividades como em participantes, convidados, players e parcerias institucionais. O ano de 2020 também marca a realização do 2° FRAPA[LAB], um laboratório de roteiros que será realizado durante o próprio festival, com o apoio do Projeto Paradiso. Os finalistas das duas categorias do Concurso de Roteiros terão assessorias com prestigiados consultores do mercado audiovisual.

Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, a oitava edição do FRAPA aconteceu de forma on-line. Os vencedores foram anunciados nesta quinta-feira, 01/10. Os premiados em primeiro lugar receberão prêmios em dinheiro no valor de R$ 2.000,00; Prêmio Projeto Paradiso – uma assinatura anual All Access + um curso do Sundance Collab (equivalente a US$ 1.000), podendo ser trocado por prêmio equivalente em valor a ser investido em formação ou consultoria; uma cópia do software Final Draft 11 (no valor de US$ 250); uma bolsa para um curso de roteiro de férias ou semestral na Academia Internacional de Cinema; um Script Doctoring Comercial com a Product Placement House; e o troféu.

Os vencedores de cada categoria da Mostra de Curtas recebem uma cópia do software Final Draft 11 (no valor de US$ 250) e o troféu. A roteirista da categoria melhor roteiro receberá ainda uma bolsa para o curso de roteiro online da Academia Internacional de Cinema (AIC).

O time de jurados e de banca desta oitava edição foi formado por: Ana Luiza Azevedo, André Novais Oliveira e Marcio Reolon, no júri de longa-metragem; Clarisse Goulart, Gabrielle Joie, João Vieira Jr., Marcos Bernstein e Thamires Vieira, na banca de longa-metragem; Marcelo Starobinas, Mariani Ferreira e Rosane Svartman, no júri de piloto de série; Chloe Gabriel, Eliane Ferreira, Joana Brea, Mariana Jaspe e Renata Sofia, na banca de piloto de série; e Fernando Epstein, Filipe Matzembacher, Julia Katherine, Talita Arruda e Yasmin Thayná, no júri da Mostra de Curtas.

Conheça os vencedores do FRAPA 2020:

CONCURSO DE ROTEIROS | LONGA-METRAGEM

1º lugar: Tempo Meio Azul Piscina, de Sofia Federico
2º lugar: Doce Inferno na Galáxia, de Fábio Baldo

Melhor Pitching: Arvorado, de João Iglesias
Menção Honrosa: Criadas, de Carol Rodrigues

CONCURSO DE ROTEIROS | PILOTO DE SÉRIE

1º lugar: Inimigo Interno, de Eva Freire e Rogério Cathalá
2º lugar: Fim dos Tempos, de Paulo Leierer
3º lugar: Mangue Sujo, de Juliana Colares

Melhor Pitching: Lâne & Eli, de Junia Lemos
Menção Honrosa: Fim dos Tempos, de Paulo Leierer

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS

Melhor Roteiro: Sem Asas, escrito por Renata Martins
Melhor Roteiro | Júri Popular: O Conforto das Ruínas, escrito por Gabriela Lourenzato
Melhor Personagem: Alcina, interpretada por Divina Valéria em Marie, de Leo Tabosa
Melhor Diálogo: Céu da Boca, escrito por Amanda Treze
Melhor Cena: cena do banho de Bonde, roteiro escrito pelo Coletivo Gleba do Pêssego
Melhor Final: A Felicidade Delas, escrito por Carol Rodrigues
Melhor Título: Os Últimos Românticos do Mundo, escrito por Henrique Arruda
Menção Honrosa: Mitos Indígenas em Travessia, escrito por Julia Vellutini e Wesley Rodrigues; e Rebento, escrito por Vinicius Elizario

Foto: Daisy Serena.

Novo filme de Borat, personagem criado por Sacha Baron Cohen, ganha trailer e data de estreia em plataforma digital

por: Cinevitor

boratnovofilmetrailerO segundo melhor repórter do Cazaquistão está de volta!

Criado pelo ator britânico Sacha Baron Cohen, o personagem Borat é o segundo melhor repórter do Cazaquistão, que viaja pelos Estados Unidos entrevistando diversas pessoas dos nichos mais extremados da sociedade.

Originalmente criado para o Da Ali G Show, programa televisivo apresentado por Cohen, Borat fez sucesso e ganhou um longa-metragem chamado Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América, que foi lançado em 2006. O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado e rendeu a Sacha Baron Cohen o Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical.

Na época, o longa começou com um lançamento limitado, porém, estreou em primeiro lugar nas bilheterias, mantendo a liderança por duas semanas seguidas. Por conta do sucesso, as salas de cinema foram ampliadas.

Agora, anos depois, o repórter estrangeiro preferido dos Estados Unidos retorna para salvar o mundo. Só que, dessa vez, conta com a ajuda de sua filha, interpretada por Maria Bakalova. Entre tantas aventuras absurdas, o filme apresenta também situações sobre o novo coronavírus e traz participações de Mike Pence, vice-presidente americano, e Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York.

Dirigido por Jason Woliner, Borat: Fita de Cinema Seguinte, no original Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan, estreia no dia 23 de outubro na plataforma Amazon Prime Video.

Assista ao trailer:

Foto: Divulgação.

24º Florianópolis Audiovisual Mercosul: conheça os vencedores

por: Cinevitor

jangadawellesFAMvenceCena do documentário A Jangada de Welles, de Petrus Cariry e Firmino Holanda: premiado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 30/09, os vencedores da 24ª edição do Florianópolis Audiovisual Mercosul, FAM 2020, que este ano aconteceu em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.

O longa colombiano La Pesca Del Atún Blanco, de Maritza Blanco Ruano, sobre uma adolescente envolvida no tráfico de drogas para financiar seus estudos, recebeu o Troféu Panvision de melhor filme da Mostra de Longas Ficção Mercosul pelo Júri Especializado; Projeção Queer, de Gabriel Turbiani, foi o vencedor na Mostra Curtas Mercosul, segundo o Júri Popular.

O FAM 2020 encerrou pela primeira vez com uma cerimônia on-line, direto do estúdio montado especialmente para o festival, no Hotel Maria do Mar, em Florianópolis. O evento contou com a participação de uma plateia de mais de 100 pessoas conectadas ao vivo, via Zoom, incluindo equipes dos filmes, apoiadores, família, amigos e a equipe do festival que tão arduamente realizou esta 24ª edição. A cerimônia foi apresentada por Alissa Azambuja, com a participação de Tiago Santos, produtor do festival.

Neste ano, foram 60 filmes, em 28 sessões, e oito mostras competitivas com a programação exibida em uma plataforma especial, além de muita interação nas redes sociais, incluindo duas lives diárias e debates com realizadores de filmes.

Antônio Celso dos Santos, idealizador e diretor-geral do FAM, lembrou das dificuldades este ano e agradeceu aos 600 apoiadores da campanha do Benfeitoria, que não alcançou o objetivo, mas “sensibilizou muitos setores em apoio ao FAM”. Lembrou também do novo formato on-line, que veio para ficar, e que precisa ser avaliado: “Que a pandemia acabe e a vacina finalmente chegue para que possamos voltar ao presencial”, considerou. “Foram 60 dias buscando a realização do FAM e com um grande trabalho de planejamento, enfim, conseguimos realizar em tempo recorde de 21 dias e tivemos muito apoios pra isso”, disse Marilha Naccari, diretora de programação do FAM.

O time de jurados deste ano foi formado por: Marina Toledo, Glória Lara e José Vieira Mendes na Mostra Longas Ficção Mercosul; Bertrand Lira, Alina Hleap e Agustín Macedo na Mostra DOC-FAM; Ariadne Mazetti, Carol Peralta e Giseli Hilt na mostra Work in Progress; e Marcelo Mendonça, Silvio Sato e Amancay Stumpfs no Rally Universitário.

Conheça os vencedores do FAM 2020:

MOSTRA LONGAS FICÇÃO MERCOSUL

Melhor Filme | Júri Popular: Pureza, de Renato Barbieri (Brasil, DF/PA)
Melhor Filme | Júri Especializado: La Pesca Del Atún Blanco, de Maritza Blanco Ruano (Colômbia)

*Prêmio apoiador: Serviços de locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar/CiaRio – Prêmio Edna Fuji + serviços de finalização Dot

MOSTRA CURTAS MERCOSUL

Melhor Filme | Júri Popular: Projeção Queer, de Gabriel Turbiani (Brasil)

*Prêmio Apoiador: serviços de finalização da Mistika

MOSTRA CURTAS CATARINENSE

Melhor Filme | Júri Popular: Bença, de Joelmir Zanette (Chapecó)

*Prêmio Apoiador: serviços de locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar/CiaRio – Prêmio Edna Fuji + DCP da Link Digital + Troféu Institucional Águas Santa Rita

MOSTRA DOC-FAM

Melhor Filme | Júri Popular: Dorivando Saravá, O Preto Que Virou Mar, de Henrique Dantas (Brasil, BA)
Melhor Filme | Júri Especializado: A Jangada de Welles, de Petrus Cariry e Firmino Holanda (Brasil, CE)

*Prêmio apoiador: serviços locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da acessórios da Naymar/CiaRio – Prêmio Edna Fuji + serviços de finalização da CineColor

MOSTRA INFANTOJUVENIL

Melhor Filme | Júri Popular: Mi Otro Hijo, de Gustavo Alonso (Argentina)

*Prêmio Apoiador: serviços de locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar/CiaRio – Prêmio Édina Fujii + Link Digital: DCP

MOSTRA VIDEOCLIPE

Júri PopularMañana, de Usted Señalemelo; direção Ezequiel Torres e Pablo Roldán (Argentina)

*Prêmio Apoiador: serviços de locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da parceira Naymar/CiaRio – Prêmio Edina Fuji

WIP (Work in Progress)

Júri EspecializadoOlha pra elas, de Tatiana Sager
*Troféu Panvision + Prêmio Apoiador Mistika com serviços de finalização

Prêmio Especial Graba Mendoza Festival Audiovisual Iberoamericano participação na edição 2021 + acreditação e projeção: Toro, de Adriana Bernal Mor e Ginna Ortega

RALLY UNIVERSITÁRIO

GRUPO G3: Amanda Sant Anna, Thayná dos Santos Cardoso, Eduardo Séllos Rodrigues e Guilherme Inã Ferreira com o videoclipe E quem vai dizer, de Estácio Neto

*Premiação: Assinatura por três meses do pacote Adobe Creative Cloud + Cinco cursos on-line (dois da Navega Rotas Criativas e três da Bucareste)

ECM

O Ouvidor, de Matias Borgström (documentário)
Maneki Neko, de Sarahi Echeverria (ficção)
Uno, de Verónica Pamoukaghlián e Lucía Aljas (ficção)
As Fantasias Eletivas, de André Gevaerd (ficção)
Piscina, de Daniela Cades e Leandro Goddinho (ficção)
*Prêmio de participação no Salón de Cali 2021

O Julgamento do Século, de Fernando Mamari
*Prêmio: convidado para o Bolivia Lab 2021

Foto: Divulgação.

Festival de Cannes 2020 anuncia edição especial e presencial em outubro

por: Cinevitor

cannes2020especialIa Sukhitashvili em Beginning, de Dea Kulumbegashvili: exibição especial na Croisette.

A 73ª edição do Festival de Cannes, que estava marcada para acontecer entre os dias 12 e 23 de maio, teve que ser adiada por conta da pandemia de Covid-19. Entre tantas incertezas na época, uma coisa era certa: Thierry Frémaux, diretor geral do evento, declarou que descartava a hipótese de uma edição on-line.

Até que no começo de junho, um novo formato foi anunciado junto com a Seleção Oficial. Sem as tradicionais exibições na Croisette, a programação foi montada em uma única lista sem registrar os filmes em categorias específicas, como Exibições Especiais, Fora de Competição ou Sessão da Meia-Noite, por exemplo. Além disso, os títulos que receberam o selo de Cannes poderiam competir em outros festivais. Entre os selecionados, destaque para a presença do brasileiro Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria.

Ao longo dos meses, alguns festivais tradicionais foram realizados presencialmente ou com exibições multiplataforma, como Veneza, Toronto e San Sebastián. Sendo assim, a organização do Festival de Cannes bateu o martelo e decidiu, novamente, um novo formato: uma edição especial e extraordinária.

A Spécial Cannes 2020 acontecerá, presencialmente, entre os dias 27 e 29 de outubro no Palácio dos Festivais com quatro pré-estreias de filmes da Seleção Oficial, curtas-metragens selecionados em competição e títulos da Cinéfondation. Este evento extraordinário contará com um júri especial, cuja composição será anunciada em breve, que entregará a Palma de Ouro aos curtas e prêmios da Cinéfondation.

O filme de abertura será a comédia Un Triomphe (The big hit), de Emmanuel Courcol; já na noite de encerramento será exibido Les deux Alfred, de Bruno Podalydès, com a presença do diretor e da atriz principal, Sandrine Kiberlain. A programação contará ainda com o japonês Asa ga Kuru (True Mothers), de Naomi Kawase e Beginning (Au commencement), de Dea Kulumbegashvili, que, recentemente recebeu a Concha de Ouro de melhor filme no Festival de San Sebastián, além de outros prêmios.

“Estamos muito contentes por ver o festival realizado na Câmara Municipal de Cannes em outubro, assim como ficamos tristes por não ter realizado o evento em maio. Graças a esta colaboração, os filmes da Seleção Oficial voltarão a ser exibidos na Croisette. Esta é a nossa forma de estar em Cannes, ao lado da sua população e de todos os profissionais com quem trabalhamos todos os anos”, disse Pierre Lescure, presidente do festival, em comunicado oficial.

Thierry Frémaux também comentou: “A coleção de quatro filmes da Seleção Oficial, a competição de curtas, a competição da escola de cinema e os jantares e encontros são o exemplo da felicidade que todos sentiremos por estarmos juntos Cannes em outubro. Os filmes da Seleção Oficial estão em exibição para os cineastas da França, da Europa e de todo o mundo. É um grande sinal vê-los fazendo escala em Cannes, antes de voltarmos as nossas atenções para a temporada de 2021”.

David Lisnard, prefeito de Cannes, também fez sua declaração: “Queríamos a presença do festival de Cannes em 2020 para simbolizar a nossa luta em prol do setor de eventos, que proporciona a subsistência de centenas de famílias, bem como o impacto cultural para a nossa cidade. Era, portanto, imprescindível que o festival se apresentasse em Cannes para este evento extraordinário, que respeita todas as regras habituais: projeções de qualidade perante um público regular, em traje de gala, no famoso tapete vermelho. Realizar Cannes 2020 no Palais des Festivals et des Congrès é uma demonstração de nossa capacidade econômica, cultural e preocupada com a saúde de hospedar os eventos mais conhecidos, incluindo o mais famoso e glorioso de todos, o Festival de Cannes”.

A 74ª edição do Festival de Cannes já está confirmada e acontecerá entre os dias 11 e 22 de maio de 2021.

Foto: Divulgação.

King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante, é o grande vencedor do 48º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

camilocavalcantevencegramadoCinema pernambucano premiado em Gramado.

Foram anunciados neste sábado, 26/09, no Palácio dos Festivais, os vencedores da 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que este ano aconteceu em formato multiplataforma por conta da pandemia de Covid-19.

King Kong en Asunción, do cineasta pernambucano Camilo Cavalcante, foi eleito o melhor longa-metragem brasileiro deste ano pelo Júri Oficial, que foi presidido pela cineasta Sabrina Fidalgo. A produção levou mais três kikitos, entre eles, o de melhor ator para Andrade Júnior, que faleceu em maio do ano passado.

Já entre os longas estrangeiros, La Frontera, de David David, foi premiado com o kikito de melhor filme. Porém, o uruguaio El gran viaje al país pequeño, de Mariana Viñoles, levou quatro prêmios, entre eles, melhor longa segundo o júri popular.

Dirigido por Bernardo Ale Abinader, o curta amazonense O Barco e o Rio foi consagrado com cinco kikitos, entre eles, o de melhor filme segundo o júri popular e oficial. O pernambucano Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho, venceu em quatro categorias, entre elas, melhor atriz para Luciana Souza.

Isabél Zuaa, que já tinha levado o kikito de melhor atriz pelo curta gaúcho Deserto Estrangeiro, de Davi Pretto, no Prêmio Assembleia Legislativa, que aconteceu na quarta-feira, foi premiada novamente. A atriz portuguesa se destacou por sua atuação no longa Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança.

A primeira edição multiplataforma do Festival de Cinema de Gramado, evento que acontece ininterruptamente há 48 anos, exigiu uma série de adaptações e desafios: “Nesta edição precisamos nos reinventar. Além de pensar no palco do cinema, na apresentação dos cerimoniais, foi preciso dirigir os programas do festival, que foram pensados para exibição na televisão e nas redes sociais. Precisamos ter um novo olhar para esse formato, foi um grande desafio”, contou Rubens Bandeira, que assinou direção artística da cerimônia de premiação.

Com transmissão pelo Canal Brasil, os vencedores foram anunciados pelas apresentadoras Marla Martins e Renata Boldrini. Os comentários no início e ao final da transmissão foram realizados por Simone Zuccolotto e Roger Lerina.

Além dos kikitos, prêmios em dinheiro também são entregues aos vencedores. Entre os longas brasileiros, o melhor filme recebe 25 mil reais e as demais categorias recebem R$ 2 mil. Já os estrangeiros, R$ 12 mil são entregues ao melhor filme e R$ 1,5 mil para os demais; o longa-metragem gaúcho recebe a quantia de R$ 5 mil; e entre os curtas brasileiros, o melhor filme recebe R$ 6,5 mil e as demais categorias ficam com mil reais.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Gramado 2020:

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante (PE)
Melhor Direção: Ruy Guerra, por Aos Pedaços
Melhor Ator: Andrade Júnior, por King Kong en Asunción
Melhor Atriz: Isabél Zuaa, por Um Animal Amarelo
Melhor Roteiro: Um Animal Amarelo, escrito por Felipe Bragança
Melhor Fotografia: Aos Pedaços, por Pablo Baião
Melhor Montagem: Me Chama Que Eu Vou, por Eduardo Gripa
Melhor Trilha Musical (empate): Todos os Mortos, por Salloma Salomão e King Kong en Asunción, por Shaman Herrera
Melhor Direção de Arte: Um Animal Amarelo, por Dina Salem Levy
Melhor Atriz Coadjuvante: Alaíde Costa, por Todos os Mortos
Melhor Ator Coadjuvante: Thomás Aquino, por Todos os Mortos
Melhor Desenho de Som: Aos Pedaços, por Bernardo Uzeda
Prêmio Especial do Júri: Elisa Lucinda, por sua atuação em Por que você não chora?
Menção Honrosa: Higor Campagnaro, por sua atuação em Um Animal Amarelo
Júri da Crítica: Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante (PE)

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

Melhor Filme: La Frontera, de David David (Colômbia)
Melhor Direção: Mariana Viñoles, por El gran viaje al país pequeño
Melhor Ator: Anibal Ortiz, por Matar a un Muerto
Melhor Atriz (empate): Daylin Vega Moreno e Sheila Monterola, por La Frontera
Melhor Roteiro: La Frontera, escrito por David David
Melhor Fotografia: El Silencio del Cazador, por Nicolas Trovato
Prêmio Especial do Júri: El gran viaje al país pequeño, de Mariana Viñoles (Uruguai)
Júri da Crítica: El gran viaje al país pequeño, de Mariana Viñoles
Melhor Filme | Júri Popular: El gran viaje al país pequeño, de Mariana Viñoles

LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS
Melhor Filme: Portuñol, de Thais Fernandes (Porto Alegre)

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
Melhor Direção: Bernardo Ale Abinader, por O Barco e o Rio
Melhor Ator: Daniel Veiga, por Você Tem Olhos Tristes
Melhor Atriz: Luciana Souza, por Inabitável
Melhor Roteiro: Inabitável, escrito por Matheus Farias e Enock Carvalho
Melhor Fotografia: O Barco e o Rio, por Valentina Ricardo
Melhor Montagem: Você Tem Olhos Tristes, por Ana Júlia Travia
Melhor Trilha Musical: Atordoado, Eu Permaneço Atento, por Hakaima Sadamitsu e M. Takara
Melhor Direção de Arte: O Barco e o Rio, por Francisco Ricardo Lima Caetano
Melhor Desenho de Som: Receita de Caranguejo, por Isadora Torres e Vinicius Prado Martins
Prêmio Especial do Júri: Preta Ferreira, por sua atuação em Receita de Caranguejo
Júri da Crítica: Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader
Prêmio Canal Brasil: Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)

CONEXÕES GRAMADO FILM MARKET
Melhor série brasileira: Lupita pelo mundo, de Petit Fabrik e Druzina Content
Melhor documentário brasileiro: Sementes: Mulheres Pretas no Poder, de Éthel Oliveira e Júlia Mariano

*Você acompanha a cobertura do CINEVITOR por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

*Clique aqui e assista ao nosso último programa especial sobre o Festival de Gramado no IGTV.

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

68º Festival de San Sebastián: conheça os vencedores

por: Cinevitor

sansebastianvencedores2020Michel Franco entrega o prêmio de melhor direção para Dea Kulumbegashvili.

Foram anunciados neste sábado, 26/09, os vencedores da 68ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. O drama Dasatskisi (Beginning), de Dea Kulumbegashvili, recebeu a Concha de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento, e ainda foi consagrado em outras três categorias.

O Júri Oficial foi presidido pelo cineasta italiano Luca Guadagnino e contou também com: Joe Alwyn, ator britânico; Marisa Fernández Armenteros, produtora; Michel Franco, cineasta mexicano; e Lena Mossum, figurinista.

A cerimônia de premiação foi apresentada por Edurne Ormazabal e Juan Diego Botto, que agradeceram o apoio do público: “Cada edição do festival é, por definição, única e irrepetível, mas a deste ano tem sido ainda mais. Não houve festas e nem multidões, nem mesmo para sussurrar algo no ouvido de nossos companheiros de assento, e temos que dizer que nos comove com o comportamento exemplar do público. Obrigado pelo seu apoio incondicional”, comentaram.

O evento aconteceu de forma presencial, porém seguiu todos os protocolos de segurança por conta da pandemia de Covid-19. O cineasta francês Eugène Green, que estava com o filme Atarrabi & Mikelats, foi expulso pela organização do evento durante a apresentação do seu longa por se recusar a usar máscara.

O cinema brasileiro marcou presença nesta edição com Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, na mostra Horizontes Latinos; e Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, na seção New Directors.

Além dos filmes, o festival também presta homenagens a grandes nomes da sétima arte. O Prêmio Donostia foi entregue para o ator americano Viggo Mortensen; já o Zinemira Award foi para Sara Bilbatua, diretora de elenco.

Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 2020:

CONCHA DE OURO | MELHOR FILME:
Dasatskisi (Beginning), de Dea Kulumbegashvili (França/Geórgia)

CONCHA DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO:
Dea Kulumbegashvili, por Dasatskisi (Beginning)

CONCHA DE PRATA | MELHOR ATRIZ:
Ia Sukhitashvili, por Dasatskisi (Beginning)

CONCHA DE PRATA | MELHOR ATOR:
Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Magnus Millang e Lars Ranthe, por Druk (Another Round)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Crock of Gold: A Few Rounds with Shane MacGowan, de Julien Temple (Reino Unido)

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR ROTEIRO:
Dasatskisi (Beginning), escrito por Dea Kulumbegashvili e Rati Oneli

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FOTOGRAFIA:
Nakuko wa ineega (Any Crybabies Around?), por Yuta Tsukinaga

PRÊMIO NOVOS DIRETORES:
La última primavera (Last Days of Spring), de Isabel Lamberti (Holanda/Espanha)
Menção Especial: Gē shēng yuán hé màn bàn pāi (Slow Singing), de Xingyi Dong (China)

PRÊMIO HORIZONTES:
Sin señas particulares (Identifying Features), de Fernanda Valadez (México/Espanha)
Menção Especial: Las mil y una (One in a Thousand), de Clarisa Navas (Argentina/Alemanha)

PRÊMIO  ZABALTEGI-TABAKALERA:
A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)
Menção Especial: Domangchin yeoja (The Woman Who Ran), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME | CITY OF DONOSTIA:
The Father, de Florian Zeller (Reino Unido)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME EUROPEU | CITY OF DONOSTIA:
El agente topo (The Mole Agent), de Maite Alberdi (Chile/EUA/Alemanha/Holanda/Espanha)

PRÊMIO FIPRESCI:
Wuhai, de Zhou Ziyang (China)

IRIZAR BASQUE FILM AWARD:
Ane (Ane Is Missing), de David Pérez Sañudo (Espanha)
Menção Especial: Non Dago Mikel? (Where Is Mikel?), de Amaia Merino e Miguel Angel Llamas (Espanha)

SIGNIS AWARD:
Druk (Another Round), de Thomas Vinterberg (Dinamarca/Suécia/Holanda)

SEBASTIANE AWARD:
Falling, de Viggo Mortensen (Canadá/Reino Unido)

YOUTH AWARD:
Limbo, de Ben Sharrock (Reino Unido)

Foto: Montse Castillo.

Conheça os vencedores do Queer Lisboa 2020; Quebramar, de Cris Lyra, é premiado

por: Cinevitor

quebramarlisboa2020Curta brasileiro se destacou na programação.

Foram anunciados neste sábado, 26/09, os vencedores da 24ª edição do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, que tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transsexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas.

O cinema brasileiro, que marcou presença com diversas produções, foi premiado na mostra competitiva de curtas-metragens com Quebramar, de Cris Lyra. O júri, formado por José Magro, Ricardo Barbosa e Rita Natálio, justificou a escolha: “Pelo mergulho no cuidado comunitário e reparador que conecta as vidas de jovens lésbicas de São Paulo. Um filme líquido atravessado pelas ocupações das escolas secundárias em 2015, pelo candomblé, pela música, pela ternura, e também pelo luto face a um Brasil despedaçado pela sua história política mais recente e pela violência colonial e racista que marca a sua fundação histórica”.

Entre os longas, Lingua Franca, de Isabel Sandoval, foi o grande vencedor. O filme foi escolhido pela singularidade e sutileza com que retrata uma realidade de vulnerabilidade e resistência, num contexto contemporâneo extremamente adverso.

Em comunicado oficial, a organização do evento destacou a presença do público: “Em um ano com dificuldades por conta da pandemia de Covid-19, o Queer Lisboa salienta a grande afluência de público, confirmando assim a vontade por parte dos espectadores em continuar a celebrar o cinema queer de forma presencial e também a crucial importância dos festivais de cinema, contrariando os números das salas de cinema comerciais”.

Conheça os vencedores do Queer Lisboa 2020:

MELHOR FILME | LONGAS-METRAGENS | FICÇÃO
Lingua Franca, de Isabel Sandoval (EUA/Filipinas)

MELHOR FILME | LONGAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO
Toutes les Vies de Kojin, de Diako Yazdani (França)

COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Quebramar, de Cris Lyra (Brasil)
Menção Especial: Aline, de Simon Guélat (França/Suíça)

IN MY SHORTS | COMPETIÇÃO
Why Do I Feel like a Boy?, de Kateřina Turečková (República Checa)

QUEER ART | COMPETIÇÃO
Melhor Filme: Santos, de Alejo Fraile (Argentina)
Menção Especial: Hiding in the Lights, de Katrina Daschner (Áustria/Itália/Espanha/Alemanha)

Foto: Divulgação.

48º Festival de Cinema de Gramado: conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas

por: Cinevitor

vencedoresgauchos2020gramadoIsabél Zuaa no telão: melhor atriz por Deserto Estrangeiro, de Davi Pretto.

Realizada à distância pela primeira vez, a cerimônia de premiação do 17º Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas, do 48º Festival de Cinema de Gramado, foi apresentada por Roger Lerina e Marla Martins e contou com recursos tecnológicos para aproximar as equipes.

Transmitida ao vivo pelas redes sociais nesta quarta-feira, 23/09, direto do Palácio dos Festivais, os concorrentes nas categorias de melhor atriz, melhor ator, melhor direção e melhor filme aguardaram o resultado ao vivo, no telão.

O grande vencedor deste ano foi o curta Construção, de Leonardo da Rosa, que também levou os troféus de melhor direção e melhor montagem para André Berzagui e Arthur Amaral. O filme narra a história de Andréia, que depois de despejada de sua casa volta para a comunidade de Getúlio Vargas com seus filhos Augusto, Gustavo e Bruno e inicia, com a ajuda deles, a construção da casa própria.

Deserto Estrangeiro, de Davi Pretto, venceu em três categorias: melhor ator para Mauro Soares, melhor atriz para Isabél Zuaa, que também participa do longa brasileiro em competição Um Animal Amarelo, e melhor fotografia para Luciana Baseggio. “Para mim, é muito importante estar perto do cinema brasileiro a esta altura. Fico muito agradecido e comovido por isso, o cinema brasileiro é de grande qualidade”, agradeceu Mauro Soares. Deserto Estrangeiro conta a história de um jovem brasileiro que recém começou a trabalhar em uma imensa floresta em Berlim, e é arrastado para um pesadelo envolvendo o passado colonial alemão quando tenta encontrar uma garota perdida na mata.

Este ano, foram 113 produções inscritas, de 17 cidades. A Comissão de Seleção composta pelo diretor e roteirista Lucas Cassales, pela produtora Tatiana Behar, pelo publicitário e servidor da Assembleia Legislativa Rafael Severo, pelo crítico Yuri Correa, e pela produtora Gisele Hiltl foi a responsável por escolher os 19 concorrentes que foram exibidos no serviço de streaming do Canal Brasil.

Já o júri formado pelo jornalista, crítico e pesquisador Adriano Garret, pela cineasta e professora universitária Karla Holanda, pelo produtor executivo Fernando Dias, pela atriz, educadora e presidenta da Academia Paraibana de Cinema, Zezita Matos e pela produtora cultural e diretora do Icumam Cultural e Instituto, Maria Abdalla, teve a responsabilidade de escolher os vencedores da noite.

A emoção extra ficou por conta dos depoimentos de nomes como o do fotógrafo e diretor de cena Gilberto Perin, do cineasta Boca Migotto, do ator Sirmar Antunes, do montador Giba Assis Brasil, do cineasta José Pedro Goularte, do ator Werner Schünneman, do cineasta e roteirista Jorge Furtado e da jornalista e produtora cultural Alice Urbim. O ator e locutor, João França, que faleceu em março, foi lembrado por ajudar a organizar a categoria no Rio Grande do Sul e também, pela sua generosidade recebeu uma homenagem especial in memoriam.

Conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas Metragens 2020:

Melhor Filme: Construção, de Leonardo da Rosa (Pelotas)
Melhor Ator: Mauro Soares, por Deserto Estrangeiro
Melhor Atriz: Isabél Zuaa, por Deserto Estrangeiro
Melhor Direção: Leonardo da Rosa, por Construção
Melhor Roteiro: Desencanto, escrito por Richard Tavares
Melhor Fotografia: Deserto Estrangeiro, por Luciana Baseggio
Melhor Montagem: Construção, por André Berzagui e Arthur Amaral
Melhor Direção de Arte: Sopa Noir, por Alice Sperb e Thiago Dorsch
Melhor Música (Trilha Sonora): Magnética, por Valmor Pedretti
Melhor Edição de Som (Desenho de Som): Letícia Monte Bonito 04, por Gabriel Portela
Melhor Produção Executiva: Lacrimosa, por Matheus Heinz
Prêmio da Crítica: Fragmentos ao Vento 1945, de Ulisses Da Motta (Porto Alegre)
Menção Honrosa: Construção, de Leonardo da Rosa
Prêmio Especial do Júri: O que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Bagé)

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

Fazendo Meu Filme, livro de Paula Pimenta, será adaptado para o cinema

por: Cinevitor

paulapimentalivrofilmenovoSucesso nas livrarias e nas telonas!

Depois do sucesso de Cinderela Pop, com Maisa Silva, a Galeria Distribuidora anuncia a aquisição dos direitos para a adaptação cinematográfica de outro livro de Paula Pimenta: Fazendo Meu Filme – A Estreia de Fani. Com produção da Panorâmica e coprodução e distribuição da Galeria Distribuidora, as filmagens estão previstas para 2021.

Com mais de 250 mil cópias vendidas, a obra é sobre uma adolescente igual a tantas outras. Fani adora suas amigas, precisa estudar para passar de ano na escola, vive apaixonada e é louca por cinema. Um dia, porém, é convidada a fazer um intercâmbio cultural e vê sua vida mudar completamente.

“O público infantojuvenil tem um grande potencial comercial e é parte significativa das estratégias da empresa. Nosso objetivo é continuar apresentando histórias que cativem os adolescentes; como aconteceu com Cinderela Pop, outro livro da Paula que virou filme com a gente e fez muito sucesso”, explica Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora.

“Estou muito empolgada para ver ‘Fazendo Meu Filme’ transformado em longa, por vários motivos! Dos livros que já escrevi, esse é o meu queridinho, por ser o meu primeiro romance e também pela história ter sido um pouco inspirada na minha própria vida”, comenta Paula Pimenta. “Além disso, meus leitores pedem para ver o livro nas telas desde que o lancei, há 12 anos, e agora finalmente vou poder atender esse desejo deles! Para completar, a Fani, personagem principal, é louca por cinema e com certeza iria ficar muito feliz de ver sua própria história ganhando as telas.”

Fazendo Meu Filme se desdobrou em série literária, composta por outras três histórias, e vendeu mais de 870 mil livros. O elenco e a equipe técnica, entre outros detalhes do longa, serão divulgados nos próximos meses pela Galeria Distribuidora.

Foto: Reprodução/Facebook.

Mostra Tiradentes | SP 2020: filmes, debates virtuais e homenagem ao coletivo Filmes do Caixote

por: Cinevitor

filmesdocaixotetiradentesColetivo paulista Filmes do Caixote: sessões especiais dos trabalhos do grupo.

A oitava edição da Mostra Tiradentes | SP acontecerá entre os dias e 7 de outubro, de forma gratuita, graças a parceria entre a Universo Produção e o Sesc SP, com um panorama do cinema brasileiro contemporâneo.

O evento elegeu como tema A Imaginação como Potência, mote que também norteou a 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O objetivo é dar sequência e ampliar com novas vozes e olhares as reflexões e discussões iniciadas em janeiro na cidade mineira. A Mostra acontecerá no formato digital, por conta da pandemia de Covid-19, e poderá ser acessada pelos sites do Sesc e do evento.

A temática foi proposta pelo curador Francis Vogner dos Reis para reforçar que, mesmo numa época de dúvidas, o cinema brasileiro vive um momento de absoluta efervescência criativa e de recepção. O tema foi definido em janeiro, portanto, antes do cenário de pandemia que estamos vivendo, mas o enfoque está mais atual do que nunca. Francis destaca: “O que emerge na atual produção no país é o desejo de interpretar nossa experiência hoje, de projetar caminhos possíveis, de provocar imagens que nos remetam a uma perspectiva sobre o passado tendo em vista não só um olhar original sobre fraturas sociais e políticas, mas também uma superação destas num desejo de futuro. Existem filmes, documentários e ficções, que olham o presente e colocam as coisas em termos históricos, atentando para o mundo como ele é e se questionando como ele poderia ser”.

Na Mostra A Imaginação como Potência serão exibidos filmes que saíram vencedores da 23ª Mostra Tiradentes, como: Até o Fim, de Ary Rosa e Glenda Nicácio e A Parteira, de Catarina Doolan, eleitos melhor longa e curta pelo júri popular; além do longa Yãmĩyhex: as mulheres-espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali, vencedor do Prêmio Carlos Reichenbach, entregue ao melhor filme da Mostra Olhos Livres eleito pelo Júri Jovem. Os curtas A Felicidade Delas, de Carol Rodrigues; Inabitáveis, de Anderson Bardot; O Verbo Se Fez Carne, de Ziel Karapotó; e Pattaki, de Everlane Moraes completam a programação da seção.

inabitaveistiradentesspCena do curta Inabitáveis, de Anderson Bardot.

Integra a programação da 8ª Mostra Tiradentes | SP a homenagem ao coletivo paulista Filmes do Caixote, com sessões especiais do trabalho do grupo. Formado por Caetano Gotardo, João Marcos de Almeida, Juliana Rojas, Marco Dutra e Sergio Silva, o Filmes do Caixote foi uma das mais notórias experiências de coletivo cinematográfico em São Paulo, criado na primeira década do século XXI quando despontavam também em outro estados coletivos fundamentais no cinema contemporâneo brasileiro, como a Teia, em Minas Gerais, e Alumbramento, no Ceará. “Esse fenômeno dos coletivos se viabilizou como uma produção artesanal que ia, inicialmente, na contramão do cinema incentivado por editais e que demandavam uma forma de trabalho e criação profissionalizadas (ou seja, industriais)”, comenta Francis Vogner dos Reis.

O início da atuação do coletivo inclui produções pequenas e experimentais realizadas em VHS, vídeo digital e película. Curtas marcados por empreitadas estéticas mais impressionistas do que discursivas, quase sempre performáticas e que levam em consideração a criação de formas a partir de uma exploração da câmera, fazendo dela mais um instrumento de poesia do que um meio de registro de realismo narrativo. Com diversos trabalhos que não responderam a um método único e a um sistema muito rígido de realização, a liberdade sempre foi a tônica desse conjunto de filmes e realizadores.

Fizeram muitos filmes de curta-metragem experimentais com aparato parcimonioso via coletivo assinando as obras individualmente, em dupla ou em grupo. No entanto, também filmaram longas e curtas pelos meios mais oficiais, como editais e coproduções, com aparato mais robusto e circulação internacional, nos quais seus integrantes exercem diversas funções nos filmes uns dos outros. Exemplo mais bem sucedido disto, Todos os Mortos, último longa do coletivo dirigido por Marco Dutra e Caetano Gotardo e com Juliana Rojas assinando a montagem, uma coprodução Brasil e França, que concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano.

Também se destaca a rede de colaboradores que tomam parte decisiva na história do Filmes do Caixote, como as atrizes Gilda Nomace, Helena Albergaria, Helena Ignez, o ator Eduardo Gomes, o fotógrafo Matheus Rocha, a produtora Sara Silveira, entre muitos outros produtores, atores, atrizes e profissionais técnicos.

trabalharcansatiradentesSPHelena Albergaria e Gilda Nomace em Trabalhar Cansa: exibido em Cannes.

“O trabalho da Filmes do Caixote nos coloca questões não só sobre o cinema contemporâneo, mas também sobre a produção paulista como um todo. Se historicamente São Paulo se notabiliza por uma produção de filmes realizada em um esquema industrial, é importante notar que as maiores e mais imaginativas contribuições estéticas no cinema realizado na cidade sempre vieram de pequenos grupos criativos que buscaram reinventar (ainda que provisoriamente) modos de criação. Do cinema marginal à Produtora Paraísos Artificiais, os celeiros de invenção mais efusivos surgem na contramão do esquemas de criação e trabalho mais hegemônicos”, define o curador.

O público poderá conhecer a trajetória do coletivo em filmes e debate na programação do evento. Dentre os filmes que integram a Mostra Homenagem está o longa Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra, curtas-metragens que marcaram a carreira dos cineastas, como Desculpa, Dona Madama, único filme dirigido por todos integrantes, e A Bela P…,  de João Marcos de Almeida e que teve participação de todos os membros como elenco ou trilha sonora. “Estamos muito felizes com a homenagem e acreditamos que é uma grande oportunidade para dar destaque a nossos curtas, que é como a gente se firmou”, comenta o coletivo.

A abertura da programação será no dia 1º de outubro, às 20h, na plataforma do Sesc. Uma performance audiovisual que apresentará a temática, a programação, a homenagem e o conceito do evento dá início as atrações da noite. Na sequência, o debate inaugural vai reunir os cinco integrantes da Filmes do Caixote, homenageados desta edição do evento.

A programação do dia se completa com a pré-estreia do filme Canto dos Ossos, de Jorge Polo e Petrus de Bairros. O longa foi eleito o melhor filme da Mostra Aurora pelo Júri Oficial da 23ª Mostra Tiradentes. Após o filme, será exibido um bate-papo com a equipe do longa.

Confira a lista completa com os selecionados para a 8ª Mostra Tiradentes | SP:

MOSTRA AURORA

Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso (CE)
Cadê Edson?, de Dácia Ibiapina (DF)
Canto dos Ossos, de Jorge Polo e Petrus de Bairros (CE/RJ)
Mascarados, de Marcela Borela e Henrique Borela (GO)
Natureza Morta, de Clarissa Ramalho (MG)
Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu, de Bruno Risas (SP)
Pão e Gente, de Renan Rovida (SP)
Sequizágua, de Maurício Rezende (MG)

MOSTRA FOCO

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Aos Cuidados Dela, de Marcos Yoshi (SP)
Calmaria, de CATAPRETA (MG)
Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE)
Egum, de Yuri Costa (RJ)
Estamos Todos na Sarjeta, Mas Alguns de Nós Olham as Estrelas, de João Marcos de Almeida e Sergio Silva (SP)
Mansão do Amor, de Renata Pinheiro (PE)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)
Rancho da Goiabada, de Guilherme Martins (SP)

MOSTRA A IMAGINAÇÃO COMO POTÊNCIA

A Felicidade Delas, de Carol Rodrigues (SP)
A Parteira, de Catarina Doolan (RN)
Até o Fim, de Glenda Nicácio e Ary Rosa (BA)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (ES)
O Verbo se Fez Carne, de Ziel Karapotó (PE)
Pattaki, de Everlane Moraes (SE)
Yãmĩyhex: As Mulheres-espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali (MG)

MOSTRA PAULISTA

Bonde, de Asaph Luccas
Carne, de Camila Kater
Entre Nós e o Mundo, de Fabio Rodrigo
Mona, de Luíza Zaidan e Thiago Schindler
Três Bailarinas, de Leonel Costa

MOSTRA HOMENAGEM

A Bela P…, de João Marcos de Almeida (2008)
A Criada da Condessa, de Juliana Rojas (2006)
A vida do fósforo não é bolinho, gatinho, de Sergio Silva (2014)
As Sombras, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2009)
Carne, de Sergio Silva (2008)
Choclo, de Caetano Gotardo (2015)
Desculpa, Dona Madama, de Filmes do Caixote (2013)
Eva Nil, Cem Anos Sem Filmes, de João Marcos de Almeida (2009)
Matéria, de Caetano Gotardo (2013)
Minha Única Terra é na Lua, de Sergio Silva (2017)
Nascemos hoje, quando o céu estava carregado de ferro e veneno, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2013)
O Papel do Manto, de Sergio Silva (2009)
O que Se Move, de Caetano Gotardo  (2012)
Os Barcos, de Caetano Gotardo e Thaís de Almeida Prado (2012)
Rede de Dormir, de Marco Dutra (2009)
Sarau na cama, de João Marcos de Almeida e Sergio Silva (2008)
Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2011)

Foto: Leo Lara/Universo Produção/Divulgação.

Conheça os vencedores do 10º CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico

por: Cinevitor

cinefantasy5estrelasvenceLuciana Paes e Gilda Nomacce no curta 5 Estrelas, de Fernando Sanches.

Foram anunciados neste domingo, 20/09, em uma cerimônia virtual, os vencedores da 10ª edição do CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico, que foi criado com o objetivo de incentivar, debater e divulgar o cinema fantástico e seu universo; mas também, fomentar a reflexão e fortalecer os laços entre realizadores, produtores e distribuidores.

Com uma seleção de 140 filmes, entre longas e curtas de 30 países, o CINEFANTASY aconteceu em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19. Os filmes foram exibidos na plataforma Belas Artes À La Carte.

Nesta 10ª edição, o CINEFANTASY homenageou a atriz Gilda Nomacce, que tem mais de cem filmes na carreira, entre curtas e longas, como: Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra; Ausência, de Chico Teixeira; Trabalhar Cansa e As Boas Maneiras, da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra; Minha Única Terra é na Lua, de Sergio Silva; os recentes Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra; Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza; e os esperados Casa das Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, Adeus ao Comandante, de Sérgio Machado e Obsolência, de João Marcos de Almeida. A atriz também esteve presente na programação com o curta-metragem 5 Estrelas, de Fernando Sanches.

Conheça os vencedores do 10º CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico:

LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: A Mulher da Foto (Woman of the Photographs), de Takeshi Kushida (Japão)
Melhor Direção: Mercedes Moreira, por O Patalarga (El Patalarga)
Melhor Roteiro: A Voz do Pai (Az Úr Hangja), escrito por György Pálfi, Zsófia Ruttkay e Gergö V. Nagy
Melhor Ator: Samir Hauaji, por Cabrito
Melhor Atriz: Jazmir Stuart, por A Festa Silenciosa (La Fiesta Silenciosa)

CURTAS-METRAGENS

Melhor Curta | Amador: Náusea, de Thomas Webber (Brasil, PR)
Melhor Curta | Animação: O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto, de Bruno Caetano (França/Portugal)
Melhor Curta | Brasil Fantástico: 5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
Melhor Curta | Espanha Fantástica: Um Gostinho (A Little Taste), de Victor Català
Menção Honrosa | Espanha Fantástica: Maré (Mare), de Guiller Vázquez
Melhor Curta | Estudante: O Filho do Homem, de Fillipe Rodrigues (FAV/UFPA, Belém/PA)
Menção Honrosa | Estudante: O Repto, de Ana Carolina e Lays Kislley (Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação – Projeto LuCa, Santa Luzia do Itanhy/SE)
Melhor Curta | Fantasia: Reflexo (Reflet), de Paul Guerin e François Guerin (França)
Melhor Curta | FantasTeen: O Poço (The Well), de Neal Dhand (República Tcheca)
Melhor Curta | Fantástica Diversidade: Polter, de Álvaro Vicario (Espanha)
Menção Honrosa | Fantástica Diversidade: Purpleboy, de Alexandre Siqueira (Portugal/França/Bélgica)
Melhor Curta | Ficção Científica: Eco, de Aitor de Miguel (Espanha)
Menção Honrosa | Ficção Científica: DAR(K)WIN Project, de Charles Mercier (França)
Melhor Curta | Horror: O Barbeiro (The Barber), de Sergiy Pudich (Ucrânia)
Menção Honrosa | Horror: Limbo, de Dani Viqueira (Espanha)
Melhor Curta | Mulheres Fantásticas: Lili, de Yfke Van Berckelaer (Holanda)
Menção Honrosa | Mulheres Fantásticas: O Presente (The Gift), de Jacintha Charles (EUA)
Melhor Curta | Pequenos Fantásticos: Lembrancinhas (Souvenir), de Cristina Vilches Estella (Espanha/Suíça)
Menção Honrosa | Pequenos Fantásticos: Robô (Bot), de Jing-Yu Wang (Taiwan)

PRÊMIO TANU DISTRIBUICION AMERICALATINA

Curta-metragem: Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes (Brasil, BA)
Longa-metragem: Terminal Praia Grande, de Mavi Simão (Brasil, MA)

PRÊMIO AIC

Melhor Curta | Amador: Náusea, de Thomas Webber
Melhor Curta | Estudante: O Filho do Homem, de Fillipe Rodrigues (FAV/UFPA, Belém/PA)

PRÊMIO AQUISIÇÃO ELO COMPANY: 5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
PRÊMIO CTAv: Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes
PRÊMIO MISTIKA: Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes

PRÊMIO INSTITUTO DE CINEMA

Curso Cinema Total em Casa: Sempre que Chove, de Pierre Rodrigues (AIC, São Paulo/SP)
Roteiro Avançado: Astro, de Flora Serra (Brasil, SP)
Cultura Fílmica: A Balada dos Anjos e Demônios, de Marcelo Domingues (Brasil, SP)
Oficina de Projetos: Sussurros, de Fabio Knoll (SP)
Horror no Cinema Brasileiro: Boar’s Road, de Jorge F. S. Neto (Brasil, SP)
Drácula no Cinema: O Toque dos Meus Lábios te Visita na Penumbra da Noite, de Caio de Santis (Brasil, SP)

Foto: Divulgação.

Dirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, Todos os Mortos é exibido no 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

todososmortosdebate1Carolina Bianchi e Mawusi Tulani em cena.

A segunda noite da 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que este ano acontece em formato multi plataforma e com exibição no Canal Brasil, começou com os curtas Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho, e Subsolo, de Erica Maradona e Otto Guerra. O longa estrangeiro deste sábado, 19/09, foi o colombiano La Frontera, de David David.

Dirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, Todos os Mortos, que disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim, foi exibido na mostra competitiva de longas brasileiros. No filme, ambientado em São Paulo entre 1899 e 1900, duas famílias, uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento, guiam a trama, que se passa onze anos após o fim do período escravista; passado recente que ainda mantém os decadentes Soares presos à ideia de superioridade e posse. O elenco conta com Mawusi Tulani, Clarissa Kiste, Carolina Bianchi, Thaia Perez, Agyei Augusto, Alaíde Costa, Leonor Silveira, Thomás Aquino, Rogério Brito, Andrea Marquee, Gilda Nomacce e Tuna Dwek.

Na manhã seguinte à exibição, integrantes da equipe participaram de um debate virtual comandado por Roger Lerina. Marcaram presença: Caetano Gotardo, um dos diretores; as atrizes Mawusi Tulani e Thaia Perez; e o compositor da trilha original e consultor de roteiro, Salloma Salomão.

Em sua apresentação, Gotardo falou sobre o problema que ocorreu na exibição do longa na noite anterior: “Infelizmente, ontem aconteceu um grave problema técnico na transmissão do filme. Eu acho importante deixar isso claro pra quem assistiu pela primeira vez nessa transmissão. Teve algum erro na compreensão do som para a TV. O som do filme não é como foi exibido. Muitas vezes os diálogos foram sobrepostos completamente pelos outros sons, pela música. O filme tem um trabalho de som muito delicado e tem uma narrativa sonora e musical importante. Mas, a maneira como ele foi exibido ontem não reflete o trabalho de som do filme. E isso prejudicou bastante a relação de algumas pessoas com o filme, pelo que a gente viu por meio de vários depoimentos. Além disso, os créditos finais foram acelerados. Não nos consultaram sobre isso, que também acho um profundo desrespeito com toda a equipe. Foi a primeira exibição do filme no Brasil e os créditos passaram em uma velocidade maior que o dobro. Existe uma canção nos créditos finais, composta pelo Salloma Salomão, que não tocou nem a metade. Foi impossível ler os nomes das pessoas que realizaram esse filme”.

Depois disso, Caetano contou sobre o início da ideia de Todos os Mortos: “O filme começou com uma ideia do Marco Dutra, que dirige e escreve comigo. Ele teve uma primeira ideia a partir de uma pesquisa que estava fazendo para outro projeto. Na nossa primeira conversa já ficou claro o que nos interessava em pensar nesse período histórico brasileiro: era no quanto víamos uma relação profunda entre aquele período e o período que estamos vivendo”.

todososmortosdebate2Debate virtual no Palácio dos Festivais em tempos de pandemia. 

Mawusi Tulani, que interpreta Iná Nascimento, falou sobre seu papel: “O que mais me encantou na minha personagem foi que realmente, até então pra mim, artista preta, nunca tinha sido apresentada a um personagem de época. Uma personagem que não passa só ao fundo. É uma personagem que tem algo a dizer, que traz sua subjetividade enquanto mulher preta. É uma mulher que quer mudar de vida. Conseguimos, de alguma maneira, introduzir no filme dados importantes da história da luta do povo preto. É extremamente gratificante fazer parte desse ponto de virada. A Iná traz uma nova experiência para dentro do cinema”.

O compositor Salloma Salomão fez um discurso importante e necessário durante a coletiva: “Tenho sido crítico dos filmes produzidos por uma elite branca brasileira, que sempre nos coloca, e também os indígenas, como materiais de estudo e exploração econômica e estética. Mas, raramente, os artistas da elite branca entram em contato direto conosco no corpo a corpo. Os filmes rendem prêmios, rendem visibilidade artística e intelectual, mas eles produzem uma leitura completamente distorcida da nossa presença política, econômica e, principalmente, cultural na formação do Brasil”.

E continuou, falando também de Todos os Mortos: “No meu entendimento, qual é a importância do filme do Caetano e do Marco? Eles produzem uma virada nessa produção de estereotipia, nessa máquina de deterioração da nossa construção, da nossa imagem. Ele desliga a chave da violência para conectarmos com experiências históricas, como os quatrocentos anos de dominação violenta do escravismo e da produção capitalista reacionária para uma alteração nessa historicidade. Ou seja, Caetano e Marco abrem uma janela temporal que nos permite ver os dez anos; ou entender esses anos de república que desaguam nessa coisa terrível, que atualmente é esse autoritarismo de barbárie que estamos vivendo. Nós tivemos autoritarismo o tempo inteiro, mas não nesse nível, que inclusive está atingindo a própria elite intelectual e artística branca. Caetano e Marco trazem uma nova sensibilidade. O filme é corajoso porque interpreta esse tempo de construção da modernidade reacionária brasileira a partir de São Paulo”.

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*Clique aqui e assista ao nosso segundo programa especial sobre o Festival de Gramado no IGTV, com entrevistas com a equipe do filme.

Fotos: Hélène Louvart, Dezenove Som e Imagens/Edison Vara, Agência Pressphoto.