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Festival de Locarno 2021: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Silvero Pereira no curta Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 01/07, os filmes selecionados para a 74ª edição do Festival de Cinema de Locarno, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de agosto. Com uma programação eclética, o evento é considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo.

Neste ano, o Brasil está representado com dois filmes em competição na mostra Pardi di domani, território de experimentação expressiva e poesia formal inovadora, que exibe curtas e médias-metragens em estreia mundial ou internacional. A seção consiste em três concursos: Concorso internazionale, com trabalhos de cineastas emergentes de todo o mundo; Concorso nazionale, para produções suíças; e Concorso Corti d’autore, com curtas obras de diretores consagrados.

Na competição internacional de curtas, o cinema brasileiro aparece com A Máquina Infernal, de Francis Vogner Dos Reis, que traz Carolina Castanho, Glauber Amaral, Carlos Escher, Talita Araujo, Maria Leite, Martha Guijarro, Carlos Francisco, Renan Rovida, Carlota Joaquina, Luis Chierotto e Allan Peterson dos Reis no elenco; além de Cristina Amaral na edição. Outro destaque nacional em competição é o curta Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli, que traz Dennis Pinheiro e Silvero Pereira no elenco.

Além disso, a cineasta brasileira Ivete Lucas, que hoje mora nos Estados Unidos, aparece com o curta Happiness Is a Journey, codirigido por Patrick Bresnan, na seção Pardi di domani: Concorso Corti d’autore.

Neste ano, a cineasta Eliza Hittman preside o júri da Competição Internacional, que apresenta filmes em estreias mundiais e que disputam o Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento. O time de jurados completa-se com Kevin Jerome Everson, Philippe Lacôte, Leonor Silveira e Isabella Ferrari.

A modelo e atriz francesa Laetitia Casta será a grande homenageada desta edição com o Excellence Award Davide Campari. E mais: a roteirista Gale Anne Hurd receberá o Prêmio Raimondo Rezzonico; Phil Tippett, especialista em efeitos especiais e vencedor do Oscar por Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, receberá o Vision Award Ticinomoda; Dante Spinotti, cineasta italiano e diretor de fotografia, será honrado com o Pardo alla carriera; e o Pardo d’onore Manor será entregue para o cineasta John Landis.

A 74ª edição também marca o retorno da mostra Piazza Grande, realizada ao ar livre, e que não foi realizada no ano passado por conta da pandemia de Covid-19. Além disso, o evento fará uma retrospectiva do cineasta italiano Alberto Lattuada.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Locarno 2021:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

After Blue (Paradis sale), de Bertrand Mandico (França)
Al Naher (The River), de Ghassan Salhab (Líbano/França/Alemanha/Qatar)
Espíritu sagrado (The Sacred Spirit), de Chema García Ibarra (Espanha/França/Turquia)
Gerda, de Natalya Kudryashova (Rússia)
I giganti (The Giants), de Bonifacio Angius (Itália)
Jiao ma tang hui (A New Old Play), de Qiu Jiongjiong (Hong Kong/França)
Juju Stories, de C.J. “Fiery” Obasi, Abba T. Makama e Michael Omonua (Nigéria/França)
La Place d’une autre (Secret Name), de Aurélia Georges (França)
Leynilögga (Cop Secret), de Hannes Þór Halldórsson (Islândia)
Luzifer, de Peter Brunner (Áustria)
Medea, de Alexander Zeldovich (Rússia)
Nebesa (Heavens Above), de Srdjan Dragojević (Sérvia/Alemanha/Macedônia/Eslovênia/Croácia/Montenegro/Bósnia e Herzegovina)
Petite Solange, de Axelle Ropert (França)
Seperti Dendam, Rindu Harus Dibayar Tuntas (Vengeance Is Mine, All Others Pay Cash), de Edwin (Indonésia/Singapura/Alemanha)
Sis dies corrents (The Odd-Job Men), de Neus Ballús (Espanha)
Soul of a Beast, de Lorenz Merz (Suíça)
Zeros and Ones, de Abel Ferrara (Alemanha/Reino Unido/EUA)

CONCORSO CINEASTI DEL PRESENTE

Actual People, de Kit Zauhar (EUA)
Agia Emi (Holy Emy), de Araceli Lemos (Grécia/França/EUA)
Amansa tiafi (Public Toilet Africa), de Kofi Ofosu-Yeboah (Gana)
Brotherhood, de Francesco Montagner (República Tcheca/Itália)
Bu yao zai jian a, Yu hua tang (Virgin Blue), de Xiaoyu Niu (China)
Il legionario (The Legionnaire), de Hleb Papou (Itália/França)
Kun maupay man it panahon (Whether the Weather Is Fine), de Carlo Francisco Manatad (Filipinas/França/Singapura/Indonésia/Alemanha/Qatar)
L’Été l’éternité (Our Eternal Summer), de Émilie Aussel (França)
Mis hermanos sueñan despiertos (My Brothers Dream Awake), de Claudia Huaiquimilla (Chile)
Mostro, de José Pablo Escamilla (México)
Niemand ist bei den Kälbern (No One’s with the Calves), de Sabrina Sarabi (Alemanha)
Shankar’s Fairies, de Irfana Majumdar (Índia)
Streams, de Mehdi Hmili (Tunísia/Luxemburgo/França)
Wet Sand, de Elene Naveriani (Suíça/Geórgia)
Zahorí, de Marí Alessandrini (Suíça/Argentina/Chile/França)

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

A Máquina Infernal, de Francis Vogner Dos Reis (Brasil)
And Then They Burn the Sea, de Majid Al-Remaihi (Qatar)
Atrapaluz (Suncatcher), de Kim Torres (Costa Rica/México)
Dōng dōng de shèng dàn jié (Christmas), de Fengrui Zhang (China/EUA)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (Brasil)
FIRST TIME [The Time for All but Sunset – VIOLET], de Nicolaas Schmidt (Alemanha)
Giochi (Playtime), de Simone Bozzelli (Itália)
Imuhira (Home), de Myriam Uwiragiye Birara (Ruanda)
In Flow of Words, de Eliane Esther Bots (Holanda)
Layl (Night), de Ahmad Saleh (Alemanha/Qatar/Jordânia/Palestina)
Les Démons de Dorothy (The Demons of Dorothy), de Alexis Langlois (França)
Love, Dad, de Diana Cam Van Nguyen (República Tcheca/Eslováquia)
Mask, de Nava Rezvani (Irã)
Papyni krosivky (Dad’s Sneakers), de Olha Zhurba (Ucrânia)
Somleng reatrey (Sound of the Night), de Chanrado Sok e Kongkea Vann (Camboja)
Squish!, de Tulapop Saenjaroen (Tailândia/Singapura)
Steakhouse, de Špela Čadež (Eslovênia/Alemanha/França)
Strawberry Cheesecake, de Siyou Tan (Singapura)
The Sunset Special, de Nicolas Gebbe (Alemanha)
Yi yi (Time Flows in Strange Ways on Sundays), de Giselle Lin (Singapura)

PIAZZA GRANDE

Beckett, de Ferdinando Cito Filomarino (Itália)
Clube dos Cafajestes, de John Landis (EUA)
Free Guy, de Shawn Levy (EUA)
Heat, de Michael Mann (EUA)
Hinterland, de Stefan Ruzowitzky (Áustria/Luxemburgo)
Ida Red, de John Swab (EUA)
Monte Verità, de Stefan Jäger (Suíça/Áustria/Alemanha)
O Exterminador do Futuro, de James Cameron (EUA/Reino Unido)
Respect, de Liesl Tommy (Canadá/EUA)
Rose, de Aurélie Saada (França)
Sing-keu-hol (Sinkhole), de Kim Ji-hoon (Coreia do Sul)
The Alleys, de Bassel Ghandour (Jordânia/Egito/Arábia Saudita/Qatar)
Vortex, de Gaspar Noé (França/Bélgica/Mônaco)
Yaya e Lennie – The Walking Liberty, de Alessandro Rak (Itália)

FUORI CONCORSO

Dal pianeta degli umani (From the Planet of the Humans), de Giovanni Cioni (Itália/Bélgica/França)
Il mostro della cripta (The Crypt Monster), de Daniele Misischia (Itália)
Mad God, de Phil Tippett (EUA)
Pathos Ethos Logos, de Joaquim Pinto e Nuno Leonel (Portugal)
Rampart, de Marko Grba Singh (Sérvia)
The Sadness, de Rob Jabbaz (Taiwan)

*Clique aqui e confira a programação completa com os filmes selecionados.

Foto: Divulgação/Pseudo Filmes.

VII Mostra Curta Vazantes: conheça os filmes premiados

por: Cinevitor
Emilly de Jesus no curta Baile, de Cíntia Domit Bittar: premiada.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 30/06, os vencedores da sétima edição da Mostra Curta Vazantes: Cinema em Comunidade, que aconteceu em formato on-line e exibiu 23 curtas-metragens, entre ficções, animações e documentários, realizados no Brasil, Espanha, México e França.

O curta pernambucano Inabitável, dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho, foi reconhecido pelo Júri Oficial como o melhor filme da programação. A trama conta a história de Marilene, que procura sua filha Roberta, uma mulher trans desaparecida. O Júri Oficial foi formado pelo cineasta e professor André Antônio, pelo cineasta, crítico de cinema e professor Alexandre Figueiroa e pela jornalista, fotógrafa, curadora e produtora cultural Priscila Urpia.

Em parceria com a Aceccine, Associação Cearense de Críticos de Cinema, o Júri da Crítica foi formado por Arthur Gadelha, Rafael M. Vasconcelos e Thiago Henrique Sena. Os críticos reconheceram o pensamento questionador do curta-metragem carioca Neguinho, de Marçal Vianna, e da produção cearense Terceiro Dia, de Jéssica Queiroz. Por meio de votação popular, os espectadores da Mostra Curta Vazantes elegeram Reexisto, dirigido por Lethicia Galo e Rodrigo Campos, como o melhor filme da edição.

Conheça os vencedores da VII Mostra Curta Vazantes:

JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Justificativa: Pela excelência na orquestração de todos os elementos fílmicos – atuação, som, figurino, direção, roteiro – que concorrem para criar uma narrativa emocionante e politicamente importante.

Melhor Direção: Marco Antônio Pereira, por 4 Bilhões de Infinitos
Justificativa: Pelas belas soluções cênicas, pela decupagem delicada, pelo uso inteligente da luz e a ótima direção de atores.

Melhor Roteiro: De Vez Em Quando Eu Ardo, escrito por Carlos Segundo
Justificativa: Pela forma sutil como o filme constrói aos poucos, através de uma protagonista que vai desvelando várias camadas, uma expectativa que ao mesmo tempo se quebra e desabrocha numa imagem onde a linguagem fotográfica e a cinematográfica se encontram.

Melhor Fotografia: A Barca, por Michel Rios
Justificativa: Pela criação de um universo singular, com cores que beiram o fantástico e o alegórico e por nos proporcionar um passeio aquático pela noite iluminada pelo luar.

Melhor Interpretação: Emilly de Jesus, por Baile
Justificativa: Por construir com naturalidade e ao mesmo tempo leveza uma personagem que está lidando pela primeira vez com questões humanas profundas sem abandonar o ponto de vista da infância.

Melhor Montagem: Piccolino – Una Aventura En La Ciudad, por Giovanni Maccelli
Justificativa: Pela habilidade de unir fluidamente a animação stop motion com a filmagem de atores reais, além de manter o ritmo em habilidosos momentos de ação e perseguição.

Prêmio Especial do Júri: Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM)
Justificativa: Pela apresentação de uma Manaus outra, construindo uma representação inusitada da cidade com referências estéticas pop, além de trazer personagens que lidam com as dores da vida com o cuidado e o afeto que vêm da amizade.

JÚRI DA CRÍTICA

Melhor Filme: Neguinho, de Marçal Vianna (RJ), e Terceiro Dia, de Jéssica Queiroz (CE)
Justificativa: “Parece que tá todo mundo ouvindo e ninguém tá falando nada”. A frase composta por Arnaldo Antunes e Nando Reis parece sintetizar essa realidade em que estamos inseridos, apesar de todas as comunicações e novas ferramentas de ação promovidas neste século: um cenário de imobilidade, silenciamento e omissão. No Estado que estamos, pairam as dúvidas e os suspenses, mas também brotam as indignações, sensações que, cada vez mais, vêm sendo expressas por meio do cinema e suas infinitas possibilidades. Independente do espaço e do tempo em que essas imagens e sons se organizam, reações à mesma normalização do absurdo, à tragédia anunciada, à convivência com o desastre e ao ímpeto da resposta. Dessa forma, o júri acredita que  a função da crítica vai além de uma análise técnica da obra, muitas das vezes propondo  olhares que construam alternativas ao lugar-comum, abrindo janelas para um pensamento questionador e de como o cinema se relaciona com nossa realidade. A Aceccine, por meio de seu júri, premia no VII Curta Vazantes os filmes Neguinho e Terceiro Dia.

JÚRI POPULAR

Melhor Filme: Reexisto, de Lethicia Galo e Rodrigo Campos (SP)

Criada em 2013, a Mostra Curta Vazantes: Cinema em Comunidade pretende contribuir para a inclusão e a promoção social e cultural dos moradores da Comunidade de Vazantes e localidades vizinhas a partir da exibição de filmes produzidos em qualquer parte do mundo com a ideia de compreender, observar e fazer visível os processos sociais e culturais que se desenvolvem tanto no sul como no norte do planeta.  Além da variedade de filmes, o evento promove oficinas, palestras e encontros que reflitam, discutam e divulguem a cultura presente na região.

*Clique aqui e aqui para assistir aos programas especiais que fizemos no IGTV sobre a sétima edição da Mostra Curta Vazantes com participações especiais.

Foto: Divulgação/Novelo Filmes.

5º Festival ECRÃ: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Rafael Rudolf em Desaprender a Dormir, de Gustavo Vinagre.

Entre os dias 15 e 25 de julho acontecerá a quinta edição do Festival ECRÃ, que apresenta um panorama de experimentações audiovisuais das mais variadas abordagens. Ainda longe de sua tradicional casa, a Cinemateca do MAM, no Rio de Janeiro, o evento será realizado novamente no formato on-line por conta da pandemia de Covid-19; o acesso é gratuito.

O Festival ECRÃ aproveita o sucesso da quarta edição, que registrou cerca de 30 mil visitantes únicos e 80 mil streamings, e traz novidades para este ano. Entre elas, está a presença de games na programação com cinco jogos disponíveis para o público aproveitar entre uma sessão e outra; quatro destes jogos são produções brasileiras produzidas entre 2020 e 2021. Outra novidade é o programa Novas Películas Espanholas, dedicado aos realizadores Elena Duque, Jorge Suárez-Quiñones Rivas e Valentina Alvarado Matos que produzem filmes em 16mm e Super 8 com curadoria de Gabriel Linhares Falcão

O veterano diretor americano Ken Jacobs ganha janela especial com dois longas-metragens, incluindo o filme de abertura do evento, o ainda inédito no Brasil O Céu Socialista e sua continuação, O Céu Socialista: Arredores e Outtakes, realizado em 2019. Ken e Flo Jacobs conversarão com a realizadora Paula Gaitán sobre seus trabalhos no dia 17 de julho, às 19h.

Filmes exibidos em grandes festivais também estão na programação, como Canções Engarrafadas 1-4, de Chloé Galibert-Laîné e Kevin B. Lee, selecionado para o Festival de Roterdã; Venha Aqui, da tailandesa Anocha Suwichakornpong e Ste. Anne, de Rhayne Vermette, que foram selecionados para Berlim. E mais: Um Gato Sonha com o Norte, de Diogo Oliveira, que passou no FID Marseille; Liminal, de Phillipe Grandrieux, Lav Diaz, Manuela de La Borde e Óscar Henriquez e Icemeltland Park, de Liliana Colombo, que foram selecionados para o Festival de Locarno.

Mestres do cinema experimental como o austríaco Michael Pilz, os norte-americanos James Benning e Khalik Allah e o argentino Raúl Perrone também estão na lista de longas-metragens do ECRÃ com os filmes Com Amor, exibido em Roterdã; De Bakersfield Para Mojave, em estreia mundial; Eu Ando Sobre a Água, selecionado para o CPH: DOX; e S4D3, em estreia mundial. O videoartista israelense Guli Silberstein com Imagem da Percepção junto com Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval, diretores de Saxifraga, Quatro Noites Brancas, selecionado para o Cinéma du Réel, completam a lista.

Entre os longas e médias-metragens nacionais, seis são estreias mundiais: Desaprender a Dormir, de Gustavo Vinagre; Você nos queima, de Caetano Gotardo; Centro, de Peter Azen; A Última Imagem, de Benedito Ferreira; Natalis, de Raquel Monteiro; e Sombra, de João Pedro Faro. A lista inclui também Benjamin Zambraia e o Autopanóptico, de Felipe Cataldo, selecionado para o Festival de Brasília, e o média Apyãwa (Tapirapé) Iraxao Rarywa, projeto coletivo de Paula Grazielle Viana dos Reis, Luis Oliveira, Koria Tapirapé e Vandimar Marques Damas. O ECRÃ abre as portas para novos realizadores estrangeiros em longas, como é o caso da realizadora trans Frances Arpaia com 52 Filmes Curtos e a mexicana Mariana Dianela Torres com Mudando de Sonhos.

Na seleção de curtas-metragens, experimentos e texturas voltam aos holofotes em filmes selecionados para grandes festivais, de realizadores consagrados e novatos. Também integram a seleção cineastas conhecidos das edições anteriores: Fábio Andrade volta com Construção de uma Vista; Charlotte Clermont retorna aos objetos em super 8 com Lucina Annulata; Joshua Troxler expande o pavor filmado do cotidiano na cidade em Arsonista; Vinicius Romero traz suas texturas digitais agora em um curta, Bai gosti/eros afogado em lágrimas; e Leonardo Pirondi anima um sonho contado por James Benning em O Sonho de Benning.

A seleção de performances desta edição conta com artistas cuja inventividade se propõe a borrar ainda mais as fronteiras entre conceitos de presença e proximidade. Os oito trabalhos selecionados para esta edição modificam ideias de experiência e preenchem espaços antes considerados inférteis para modelos performáticos. As performances desta edição provam que a exploração do corpo, do espaço e da tela não cessa com a distância física e provam que a pandemia é mais um ambiente desafiador do que um cenário de infertilidade.

O 5° Festival ECRÃ desliza definições entre as suas diversas categorias. Os filmes e performances são acompanhados de remixes, vídeos em 360° e outras obras participativas que compõem a categoria de instalações e artes interativas. Uma seleção de nove trabalhos que exploram a imagem em movimento e sua relação de dependência com o público.

Além disso, os games expandem a edição do festival esse ano, abrindo um novo espaço para a exploração narrativa no festival. Durante o evento haverá uma mesa de debate sobre a conservação de game em parceria com a Cinemateca do MAM com a presença de Rafael Zamorano, Thays Pantuza, Rian Rezende com mediação de Ines Aisengart Menezes. E mais: o evento traz mais de trinta videoartes para o ambiente on-line, categoria na qual o festival ainda não teve a possibilidade de explorar em um ambiente físico.

O ECRÃ promoverá debates durante todo o evento com realizadores através de suas redes, além de uma mesa de debate sobre a edição para o cinema experimental promovida pela EDT.

Conheça os filmes selecionados para o 5º Festival ECRÃ:

LONGA E MÉDIA-METRAGEM

52 Filmes Curtos (52 Short Films), de Frances Arpaia (EUA)
A Última Imagem, de Benedito Ferreira (Brasil/França)
Apyãwa (Tapirapé) Iraxao Rarywa, de Paula Grazielle Viana dos Reis, Luis Oliveira, Koria Tapirapé e Vandimar Marques Damas (Brasil)
Benjamin Zambraia e o Autopanóptico, de Felipe Cataldo (Brasil)
Canções Engarrafadas 1-4 (Bottled Songs 1-4), de Chloé Galibert Lainé e Kevin B. Lee (Alemanha/França/EUA)
Centro, de Peter Azen (Brasil)
Com Amor: Volume 1 1987-1996 (With Love: Volume 1 1987-1996), de Michael Pilz (Áustria)
De Bakersfield para Mojave (From Bakersfield To Mojave), de James Benning (EUA)
Desaprender a Dormir, de Gustavo Vinagre (Brasil)
Edição Vídeos Digitais Com Adobe Première-Pro: Guia do Mundo Real para Configurações e Fluxo de Trabalho (그녀를지우는 시간), de Hong Seong-yoon (Coreia do Sul)
Eu Ando Sobre a Água (Iwow: I Walk On Water), de Khalik Allah (EUA)
Icemeltland Park, de Liliana Colombo (Itália)
Imagem da Percepção (Image Of Perception), de Guli Silberstein (Reino Unido)
Liminal, de Philipe Grandrieux, Lav Diaz, Manuela de Laborde e Óscar Henriquez (México/França/Filipinas)
Mudando de Sonhos (Mudar de Sueños), de Mariana Dianela Torres (México)
Natalis, de Raquel Monteiro (Brasil)
O Céu Socialista (The Sky Socialist), de Ken Jacobs (EUA)
O Céu Socialista: Arredores e Outtakes (The Sky Socialist: The Environs And Outtakes), de Ken Jacobs (EUA)
S4d3, de Raúl Perrone (Argentina)
Saxifraga, Quatro Noites Brancas (Saxifrages, Quatre Nuits Blanches), de Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval (França)
Sombra, de João Pedro Faro (Brasil)
Ste. Anne, de Rhayne Vermette (Canadá)
Toda Luz que Podemos Ver (Toda La Luz que Podemos Ver), de Pablo Escoto (México)
Um Gato Sonha com o Norte (Un Chat Revê Du Nord), de Diogo Oliveira (França)
Venha Aqui (Jai Jumlong), de Anocha Suwichakornpong (Tailândia)
Você nos Queima, de Caetano Gotardo (Brasil)

CURTA-METRAGEM

80.000 Anos (80.000 Ans), de Christelle Lheureux (França)
A Casa é a Viagem, de Bárbara Bergamaschi (Brasil)
A Memória Sitiada da Noite, de Ewerton Belico (Brasil)
A Menina do Capim-limão (Lemongrass Girl), de Pom Bumservicha (Tailândia)
Abutre Negro (Black Vulture), de Kevin Jerome Everson (EUA)
Amostra de Corpos (Corps Samples), de Astrid de La Chapelle (França)
Arsonista (Arsonist), de Joshua Troxler (EUA)
As Guardiãs de Memórias (Prisiminim Nešjai), de Migl Križinauskait-Bernotien (Lituânia)
Bai Gosti/Eros Afogado em Lágrimas, de Vinicius Romero (Brasil)
Condor, de Kevin Jerome Everson (EUA)
Construção de uma Vista, de Fábio Andrade (Brasil)
Deep Blue, de Sebastian Wiedemann (Colômbia)
Descompostura, de Alline Torres (Brasil)
Fase Dupla (Double Phase), de Takashi Makino (Japão)
Febre 40º, de Natália Reis (Brasil)
Fronteiras II (Fronteras II), de Victoria Maréchal (Argentina)
Lucina Annulata, de Charlotte Clermont (Canadá)
Mil e Uma Tentativas de Se Tornar um Oceano (One Thousand And One Attempts To Become An Ocean), de Wang Yuhan (França/China)
O Fim do Sofrimento (The End Of Suffering), de Jacqueline Lentzou (Grécia)
O Sonho de Benning (Benning’s Dream), de Leonardo Pirond (EUA/Brasil)
Os Mestres da Terra (Masters Of The Land), de Jan Locus (Bélgica)
Restos e Memórias de Filmagem (Film-related Scrap And Wood Projects), de Alex Cox (EUA)
Senhor Jean-Claude (Monsieur Jean-Claude), de Guillaume Vallée (Canadá)
Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi dos Santos (Brasil)
Te Vejo em Meus Sonhos (See You In My Dreams), de Shun Ikezoe (Japão)
TV a Cabo (Ou Uma Noite na Vida) (Cable Box), de Rob Feulner (Canadá)
Um Sol do Cão (Sundog), de Dorian Jespers (Bélgica)
Usina Desejo Contra a Indústria do Medo, de Clarissa Ribeiro, Lorran Dias e Amanda Seraphico (Brasil)
Vai!, de Bruno Christofoletti Barrenha (Brasil)
Vitrines, de Coletivo Olhares (Brasil)
Zona Abissal, de Darks Miranda e Luísa Marques (Brasil)

PROGRAMA NOVAS PELÍCULAS ESPANHOLAS

Coleção Privada (Colección Privada), de Elena Duque
Doze Filmes Sazonais (Twelve Seasonal Films), de Jorge Suárez Quiñones-Rivas
O Mar Penteou a Costa (El Mar Peinó a la Orilla), de Valentina Alvarado Matos
Meihôdô, de Jorge Suárez Quiñones-Rivas
Propriedades de uma Esfera Paralela (Propiedades de una Esfera Paralela), de Valentina Alvarado Matos
Valdediós, de Elena Duque

O Festival ECRÃ não possui patrocinadores e seu acesso é gratuito. Para custear o festival, o ECRÃ criou uma campanha no site Benfeitoria que o público poderá ajudar o evento com valores e ganhar recompensas estipuladas pelo evento: clique aqui.

*Clique aqui e confira a seleção completa.

Foto: Divulgação.

In-Edit Brasil 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do filme Canto de Família, de Paula Bessa Braz e Mihai Andrei Leaha.

Foram anunciados neste domingo, 27/06, em uma cerimônia virtual apresentada por Marcelo Aliche e Leonardo Kehdi, os vencedores da 13ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical. Com mais de 50 títulos nacionais e internacionais, o evento contou também com uma homenagem ao aclamado cineasta D.A. Pennebaker, masterclass, debates, shows e encontros musicais.

O longa Alzira E. Aquilo que eu nunca perdi, de Marina Thomé, sobre a cantora, compositora e instrumentista Alzira E foi o grande vencedor da Competição Nacional segundo o Júri Oficial, que contou com a cineasta Lucia Murat, a jornalista, apresentadora e escritora Lorena Calábria, a jornalista e pesquisadora musical Kamille Viola e o diretor e produtor Cavi Borges

Segundo o júri, “Alzira E é uma artista plural, que conjuga história, música e poesia com uma sensibilidade incomum. O filme de Marina Thomé articula todas as dimensões da personagem em uma narrativa enxuta e criativa, que flui entre o registro íntimo e o material de arquivo, o presente e a memória, o corriqueiro e o intangível, sem nunca perder o ritmo”.

O longa Toada Para José Siqueira, de Rodrigo T. Marques e Eduardo Consonni, recebeu o Prêmio Especial do Júri “pelo primoroso trabalho de pesquisa e tributo cinematográfico imponente a um nome lapidar da cultura brasileira que a ditadura militar de 1964 tentou apagar”. O júri dedicou ainda uma Menção Especial – Música que Transforma ao longa Canto de Família, de Paula Bessa Braz e Mihai Andrei Leaha, pela “autenticidade com que apresenta a música como semeadora de afetos, esperança e dignidade humana frente a realidades sociais cronicamente adversas”.

O festival ganha uma repescagem especial com a exibição dos premiados Aquilo que eu nunca Perdi, Toada Para José Siqueira e Canto de Família, além de filmes que se destacaram entre os mais assistidos nesta edição do festival. Os dez filmes ficam disponíveis gratuitamente até quarta, 30/06, na plataforma do evento. Toda a receita arrecadada pelo In-Edit Brasil 2021 será revertida em prol da Pastoral do Povo da Rua, coordenada pelo Padre Julio Lancellotti.

A partir de 28 de junho até 28 de setembro, o festival apresentará uma programação especial na Spcine Play com onze títulos que também foram destaques nesta edição, com acesso gratuito.

Foto: Divulgação.

Festival de Cannes 2021 anuncia integrantes do júri; Kleber Mendonça Filho está confirmado

por: Cinevitor
Cineasta brasileiro integra o time que escolherá a Palma de Ouro.

Presidido pelo cineasta americano Spike Lee, o júri da 74ª edição do Festival de Cannes agora está completo. Foram anunciados nesta quinta-feira, 24/06, os nomes das personalidades da sétima arte que terão a missão de avaliar e premiar os filmes da Competição Oficial.

O time que escolherá o grande vencedor da Palma de Ouro conta com cinco mulheres e três homens de sete nacionalidades, vindos dos cinco continentes, entre eles, o brasileiro Kleber Mendonça Filho, que em 2017 foi presidente do júri da Semana da Crítica. Os premiados serão anunciados na cerimônia de encerramento, marcada para o dia 17 de julho.

Conheça os integrantes do júri deste ano: a cineasta francesa Mati Diop, vencedora do Grande Prêmio do Júri, em 2019, com Atlantique; a cantora e compositora francesa, de origem canadense, Mylène Farmer; a atriz e diretora americana Maggie Gyllenhaal, indicada ao Oscar por Coração Louco; a cineasta e roteirista austríaca Jessica Hausner, que passou por Cannes com Inter-View, Lovely Rita, Hotel, Amour fou e Little Joe; a atriz e cineasta francesa Mélanie Laurent, de Respire e De moins en moins; o cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho, que passou por Cannes em 2016 com Aquarius e com Bacurau, em 2019, codirigido por Juliano Dornelles e que recebeu o Prêmio do Júri; o ator francês de ascendência argelina Tahar Rahim; e o ator sul-coreano Song Kang-ho, de Parasita.

O Festival de Cannes 2021 acontecerá entre os dias 6 e 17 de julho.

Foto: Getty Images Europe.

Festival de Berlim 2021: A Última Floresta, de Luiz Bolognesi, é premiado pelo público

por: Cinevitor

Por conta da pandemia de Covid-19, a 71ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim aconteceu em duas etapas. A primeira, realizada no começo do ano, exibiu os filmes da programação em um novo formato e anunciou os vencedores do Júri Oficial. Além disso, as plataformas da indústria European Film Market, Berlinale Co-Production Market, Berlinale Talents e World Cinema Fund foram realizadas virtualmente.

Já a segunda parte, chamada de Especial de Verão, aconteceu entre os dias 9 e 20 de junho, com exibições dos filmes ao ar livre. Ao total, 126 títulos foram apresentados para o público. Além disso, quase todas as equipes dos filmes conseguiram marcar presença para apresentar pessoalmente seus trabalhos.

Neste domingo, 20/06, foram anunciados os vencedores do Prêmio do Público. Da Mostra Panorama, entre 16 longas, foram computados 5.658 votos; já da Competição Oficial, entre 15 títulos, foram 8.498 votos.

O brasileiro A Última Floresta, de Luiz Bolognesi, foi o grande vencedor, segundo o público, da Mostra Panorama. Em imagens poderosas, alternando entre observação documental e sequências encenadas, além de paisagens sonoras densas, o diretor documenta a comunidade indígena dos Yanomami e retrata seu ambiente natural ameaçado na floresta amazônica.

O filme retrata o cotidiano de um grupo Yanomami isolado, que vive em um território ao norte do Brasil e ao sul da Venezuela há mais de mil anos. O xamã Davi Kopenawa Yanomami busca proteger as tradições de sua comunidade e contá-las para o homem branco que, segundo ele, nunca os viu, nem os ouviu. Enquanto Kopenawa tenta manter vivos os espíritos da floresta, ele e os demais indígenas lutam para que a lei seja cumprida e os invasores do garimpo retirados do território legalmente demarcado. Mais de dez mil garimpeiros ilegais, que invadiram o local em 2020, derrubam a floresta, envenenam os rios e espalham Covid-19 e outras doenças entre os indígenas.

Bolognesi, que foi premiado em Berlim com Ex-Pajé, em 2018, assina o roteiro com Davi Kopenawa Yanomami, escritor, xamã e líder político yanomami. O filme é produzido pela Gullane (dos irmãos Caio e Fabiano Gullane) e Buriti Filmes (Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi), e tem distribuição da Gullane. A estreia no Brasil está prevista para o segundo semestre deste ano.

Conheça os vencedores do voto popular do Festival de Berlim 2021:

PRÊMIOS DO PÚBLICO

MELHOR FILME | COMPETIÇÃO OFICIAL
1º lugar: Herr Bachmann und seine Klasse (Mr Bachmann and His Class), de Maria Speth (Alemanha)
2º lugar: Ich bin dein Mensch (I’m Your Man), de Maria Schrader (Alemanha)
3º lugar: Ghasideyeh gave sefid (Ballad of a White Cow), de Behtash Sanaeeha e Maryam Moghaddam (Irã/França)

MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA
1º lugar: A Última Floresta, de Luiz Bolognesi (Brasil)
2º lugar: Miguel’s War, de Eliane Raheb (Líbano/Alemanha/Espanha)
3º lugar: Genderation, de Monika Treut (Alemanha)

Foto: Pedro J. Márquez.

Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral, é premiado no Festival de Annecy 2021

por: Cinevitor
Animação brasileira em stop motion premiada.

Foram anunciados neste sábado, 19/06, os vencedores do Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, considerado o maior e mais importante do setor no mundo. Criado em 1960, o evento apresenta diversas animações, destacando o dinamismo e a riqueza criativa que este gênero representa.

O longa brasileiro Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral, dos curtas Dossiê Rê Bordosa e Tempestade, foi eleito o melhor filme da mostra Feature Films Contrechamp in Competition. No filme, Bob, um personagem de quadrinhos, vive em um deserto pós-apocalíptico na mente de seu criador, o lendário cartunista Angeli. Quando Angeli decide matar Bob, o velho punk deixa este deserto e encara seu criador. O filme conta com a voz do ator e cantor Paulo Miklos.

Neste ano, o cinema brasileiro também estava representado com outras duas produções: o curta ALIMA “AFRI-CAN”, de Daniel Bruson e Theo Gottlieb, na mostra Commissioned Films in Competition; e o longa-metragem baiano Meu Tio José, escrito e dirigido por Ducca Rios, na mostra Contrechamp.

Organizado pela Association d’International du Film d’Animation, a edição de 2021 recebeu mais de 2.700 filmes inscritos de quase cem países; os consagrados recebem o Prêmio Cristal do Júri Oficial. Vale lembrar que o Brasil já venceu o prêmio principal duas vezes: em 2013 com Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi; e em 2014 com O Menino e o Mundo, de Alê Abreu.

Conheça os vencedores do Festival de Annecy 2021:

LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: Flee, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca/França/Suécia/Noruega/EUA/Eslovênia/Estônia/Espanha/Itália/Finlândia)
Prêmio do Júri: Ma Famille Afghane, de Michaela Pavlátová (República Checa/França/Eslováquia)
Destaque do Júri: La Traversée, de Florence Miailhe (Alemanha/França/República Checa)
Prêmio Gan Foundation de Distribuição: Flee, de Jonas Poher Rasmussen
Mostra Contrechamp | Melhor Filme: Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral (Brasil)
Mostra Contrechamp | Destaque do Júri: Archipel, de Félix Dufour-Laperrière (Canadá)

CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Écorce, de Samuel Patthey e Silvain Monney (Suíça)
Prêmio do Júri: Easter Eggs, de Nicolas Keppens (Bélgica/França/Holanda)
Destaque do Júri | Melhor Direção: Joanna Quinn, por Affairs of the Art (Reino Unido/Canadá)
Prêmio Jean-Luc Xiberras | Filme de Estreia: Hold Me Tight, de Mélanie Robert-Tourneur (Bélgica/França)
Prêmio Off-Limits: Tunable Mimoid, de Vladimir Todorovic (Austrália)

MOSTRA COMMISSIONED FILMS E TV

Melhor Produção para TV: Vanille, de Guillaume Lorin (França/Suíça)
Prêmio do Júri | Série de TV: Japan Sinks: 2020 “The Beginning of the End”, de Masaaki Yuasa (Japão)
Prêmio do Júri | Especial de TV: Maman pleut des cordes, de Hugo de Faucompret (França)
Mostra Commissioned Film | Melhor Filme: Kai “A Little Too Much”, de Martina Scarpelli (EUA)
Prêmio do Júri | Commissioned Film: Hjelp, vi har en blind pasient, de Robin Jensen (Noruega)

FILMES ESTUDANTIS

Melhor Filme: Hippocampus, de Zehao Li (China)
Prêmio do Júri: Avant, de Marcell Mostoha (Hungria)
Destaque do Júri | Direção de Arte: La Confiture de papillons, por Shih-Yen Huang (França/Taiwan)

REALIDADE VIRTUAL

Melhor Filme: Replacements (Penggantian), de Jonathan Hagard (Alemanha/Indonésia/Japão)

PRÊMIOS ESPECIAIS

City of Annecy Award: Clara with a Mustache, de Ilir Blakcori (Kosovo)
Prêmio YouTube: Wochenbett, de Henriette Rietz (Alemanha)
Prêmio André-Martin | Melhor curta-metragem francês: Maalbeek, de Ismaël Joffroy Chandoutis
Prêmio André-Martin | Melhor longa-metragem francês: L’Extraordinaire Voyage de Marona, de Anca Damian (Romênia/França/Bélgica)
Melhor Trilha Sonora Original | Curta-metragem: Le Réveil des insectes, por Denis Vautrin (França)
Melhor Trilha Sonora Original | Longa-metragem: Flee, por Uno Helmersson
Prêmio FIPRESCI: Angakuksajaujuq, de Zacharias Kunuk (Canadá)
Prêmio CANAL+ Junior Jury: Un caillou dans la chaussure, de Éric Montchaud (França/Suíça)
Young Audience Award: Kiko et les Animaux, de Yawen Zheng (França/Suíça)
Junior Jury Award | Filme Estudantil: Mon ami qui brille dans la nuit, de Grégoire de Bernouis, Jawed Boudaoud, Simon Cadilhac e Hélène Ledevin (França)
Junior Jury Award | Curta-metragem: People in Motion, de Christoph Lauenstein e Wolfgang Lauenstein (Alemanha)
Prêmio Festivals Connexion: Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile)

Foto: Coala Filmes.

Cannes 2021: curtas-metragens brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta brasileiro Cantareira, de Rodrigo Ribeyro.

Depois de anunciar a seleção de longas, a 74ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá entre os dias 6 e 17 de julho, revelou os curtas-metragens selecionados para a Competição Oficial e também para a mostra Cinéfondation, criada para inspirar e apoiar a próxima geração de cineastas.

Neste ano, o comitê de seleção assistiu 3.739 curtas-metragens; dez foram escolhidos. Os filmes disputam a Palma de Ouro de curta-metragem, que será entregue pelo júri formado por: Kaouther Ben Hania, cineasta tunisiana; Tuva Novotny, atriz e cineasta sueca; Alice Winocour, roteirista e cineasta francesa; Sameh Alaa, cineasta do Egito; Carlos Muguiro, roteirista e cineasta espanhol; e Nicolas Pariser, ator e diretor francês.

Duas produções brasileiras estão na disputa pela Palma de Ouro. A primeira delas é a ficção paulista Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci, com Badu Moraes no elenco. Na trama, em um mundo em chamas, uma enfermeira grávida de sete meses lida com uma crescente ansiedade enquanto se vê, aos poucos, atraída por uma fiel da igreja pentecostal e por sua comunidade.

Outro destaque nacional na Competição Oficial é Sideral, de Carlos Segundo. Filmado nas cidades de Natal, Parnamirim e Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, o curta foi parcialmente financiada pela Lei Aldir Blanc e conta com produção da Casa da Praia Filmes. Em sua redes sociais, o diretor comentou: “Tenho estado completamente fora de órbita desde que a gente recebeu essa notícia incrível. Uma alegria imensa poder agora dividir esse momento com vocês. Filmado em Natal e região, o filme é uma coprodução Brasil e França, produzido por Mariana Hardi, Pedro Fiuza, Justin Pechberty e Damien Megherbi. Além, claro, dessa equipe, pessoas muito competentes e extremamente queridas que sou e serei eternamente grato. Onde querem corte, seremos plano contínuo!”.

Para a 24ª edição da Cinéfondation, 17 filmes foram selecionados, dentre os 1.835 inscritos por escolas de cinema do mundo todo. A lista conta com 13 ficções e 4 animações, de 8 realizadoras e 9 diretores. Criada em 1998 por Gilles Jacob e dedicada à busca de novos talentos, a Cinéfondation proporciona uma oportunidade para que jovens realizadores vejam os melhores filmes do ano exibidos no festival e absorvam a atmosfera inspiradora na companhia de realizadores de renome.

Entre os selecionados deste ano, destaque para o curta brasileiro Cantareira, dirigido pelo cineasta paulistano Rodrigo Ribeyro. O paradoxo entre a metrópole e a natureza, que literalmente a rodeia, ganha corpo numa localidade: a Serra da Cantareira. Esse é o tema do filme produzido como trabalho de conclusão de curso da Academia Internacional de Cinema de São Paulo. O curta conta a história de Bento e Sylvio, neto e avô respectivamente, ambos com raízes profundas na Serra da Cantareira, mas em momentos diferentes de vida. O mais velho contempla preocupado o atual estado da Serra, com o avanço à espreita do aspecto natural do lugar, já cicatrizado por lojas e estradas abertas em meio a mata. O jovem vive em São Paulo, solitário, envolto pela cacofonia da cidade grande. Seria melhor voltar ao lugar onde cresceu?   

O diretor baseou muito de sua vivência para criar o roteiro: “Eu cresci na Cantareira, nesse lugar tranquilo, onde o tempo corre (ou corria) numa outra velocidade e onde o som colabora (ou colaborava) para um estado muito mais sereno. Mudar para o centro de São Paulo, fazer amizade com os trabalhadores da região e perceber todas essas diferenças foi a faísca”. Com fotografia de Dani Drummond e arte de Gabriela Taiara, o elenco conta com Emiliano Favacho, Almir Guilhermino, Guilherme Dourado, Margot Varella e Gelson dos Santos.

Conheça os curtas-metragens selecionados para o Festival de Cannes 2021:

CURTAS-METRAGENS | COMPETIÇÃO OFICIAL

All The Crows In The World, de Tang Yi (Hong Kong)
Céu de Agosto (August Sky), de Jasmin Tenucci (Brasil/Islândia)
Det Er i Jorden (In The Soil), de Casper Kjeldsen (Dinamarca)
Noite Turva (Through The Haze), de Diogo Salgado (Portugal)
Orthodontics, de Mohammadreza Mayghani (Irã)
Pa Vend (Displaced), de Samir Karahoda (Kosovo)
Severen Pol (North Pole), de Marija Apcevska (Macedônia)
Sideral, de Carlos Segundo (Brasil/França)
The Right Words, de Adrian Moyse Dullin (França)
Xue Yun (Absence), de Lang Wu (China)

CINÉFONDATION

Billy Boy, de Sacha Amaral (Argentina) (Universidad Nacional de las Artes Argentina)
Prin Oras Circula Scurte Povesti de Dragoste (Love Stories On The Move), de Carina-Gabriela Dașoveanu (Romênia) (UNATC I. L. CARAGIALE)
L’enfant Salamandre (The Salamander Child), de Théo Degen (Bélgica) (INSAS)
Bestie Wokół Nas (Beasts Among Us), de Natalia Durszewicz (Polônia) (The Polish National Film School in Łódź)
Oyogeruneko (The Cat From The Deep Sea), de Huang Menglu (Japão) (Musashino Art University)
Other Half, de Lina Kalcheva (Reino Unido) (NFTS)
Habikur (Night Visit), de Mya Kaplan (Israel) (The Steve Tisch School of Film & Television, Tel Aviv University)
Bill and Joe Go Duck Hunting, de Auden Lincoln-Vogel (EUA) (University of Iowa)
Frida, de Aleksandra Odić (Alemanha) (DFFB)
Rudé Boty (Red Shoes), de Anna Podskalská (República Checa) (FAMU)
La Caída Del Vencejo (The Fall Of The Swift), de Gonzalo Quincoces (Espanha) (ESCAC)
Cantareira, de Rodrigo Ribeyro (Brasil) (Academia Internacional de Cinema)
Fonica M-120, de Olivér Rudolf (Hungria) (SZFE)
Frie Mænd (Free Men), de Óskar Kristinn Vignisson (Dinamarca) (Den Danske Filmskole)
King Max, de Adèle Vincenti-Crasson (França) (La Fémis)
Saint Android, de Lukas Von Berg (Alemanha) (Filmakademie Baden-Württemberg)
Cicada, de Yoon Daewoen (Coreia do Sul) (Korea National University of Arts)

Foto: Divulgação.

Conheça os integrantes do júri da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2021

por: Cinevitor
Andrea Arnold, em 2016, em Cannes: Prêmio do Júri.

A mostra Un Certain Regard, paralela ao Festival de Cannes, coloca em evidência filmes mais atípicos que os da Competição Oficial e que oferecem uma perspectiva única para o público.

Neste ano, a cineasta britânica Andrea Arnold, premiada em Cannes por Marcas da Vida, Aquário e Docinho da América, presidirá o júri da mostra, também conhecida como Um Certo Olhar, que começa no dia 7 de julho, depois da abertura da 74ª edição do festival. Nesta segunda-feira, 14/06, os integrantes do júri, que acompanharão Arnold na jornada, foram anunciados.

O time de jurados completa-se com: Mounia Meddour, cineasta franco-argelina, que passou pela Un Certain Regard, em 2019, com Papicha; Elsa Zylberstein, atriz francesa e vencedora do César pelo drama Há Tanto Tempo que Te Amo; Daniel Burman, cineasta e produtor argentino, premiado em Berlim por O Abraço Partido; e Michael Angelo Covino, cineasta, produtor e ator americano, que passou pela mostra Um Certo Olhar, em 2019, com a comédia dramática A Subida.

Os vencedores da mostra Un Certain Regard serão anunciados na sexta-feira, 16 de julho.

Foto: Andreas Rentz/Getty Images Europe.

16ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto exibirá 118 filmes

por: Cinevitor
Cena do documentário Aquilo que Eu Nunca Perdi, de Marina Thomé.

A 16ª edição da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, que acontecerá entre os dias 23 e 28 de junho com transmissão gratuita e on-line, exibirá 118 filmes em pré-estreias e mostras temáticas (32 longas, 6 médias e 80 curtas-metragens) de 4 países e 14 estados brasileiros; todos estarão disponíveis no site oficial do evento (clique aqui).

Nos longas e médias-metragens, com curadoria de Francis Vogner dos Reis e Cleber Eduardo, novamente a CineOP chama atenção para a produção contemporânea brasileira que, de alguma forma, dialoga com o passado para reconfigurar questões do presente; através do uso de documento, memória, perspectivas ou reflexões afetivas.

“De uns anos para cá, temos nos esforçado mais para fazer essa relação, principalmente porque os filmes inscritos tocam em questões que demandam recuos históricos relevantes ou lidam com matéria de arquivo. Os filmes da Mostra Contemporânea estabelecem uma forte relação com as questões históricas, seja a partir de perspectivas de um determinado caso ou determinada questão da política ou imaginário cultural e social brasileiro, seja de materiais de arquivo que lidam com a materialidade da memória do país”, afirma o curador Francis Vogner.

Para 2021, os longas da Mostra Contemporânea foram divididos em quatro eixos: Indígenas e as imagens: entre o passado e o presente, que como o nome adianta, inclui filmes que tratam da cultura indígena, recolocando elementos de suas histórias em relação à história brasileira; Os espaços e os vestígios da história, que reúne trabalhos que ecoam obsessivamente o ambiente onde filmam ou onde buscam suas relações com a história, ecoando processos históricos do passado ou memórias de um imaginário cultural a partir das reminiscências encontradas nas buscas empreendidas em cena.

E mais: Passado em investigação, com a ditadura militar como tema central em três longas, em recortes pouco abordados pela documentação brasileira do período, desde a busca por um ex-oficial nazista foragido no Brasil até a espoliação de recursos naturais milionários cujo dinheiro nunca foi efetivamente visto; e Memórias das artes brasileiras, que resgata figuras importantes da cultura no país, como o dramaturgo José Celso Martinez Correa, a cantora e compositora Alzira Espíndola e o casal de pesquisadores e cineastas Conceição Senna e Orlando Senna, a partir do uso de arquivos e entrevistas que os recolocam diante da própria história do país.

A Mostra Contemporânea de curtas-metragens tem curadoria de Camila Vieira, que selecionou 18 títulos com propósito também de dialogar com as noções de resgate, memória, novas perspectivas do presente e experimentações com o passado. Os títulos se espalham pelos tradicionais recortes de Cine-Praça, Cine-Teatro e Cine Vila Rica, mantendo os perfis de cada sessão. A seleção inclui documentários que partem de revisitações historiográficas para reescrever o passado do Brasil, ensaios narrados em primeira pessoa que resgatam memórias entre diferentes gerações e curtas experimentais que exploram a materialidade das imagens de arquivo.

Além disso, uma nova parceria da mostra com a TV UFOP apresenta duas sessões e um total de 8 curtas-metragens brasileiros realizados em universidades, escolas de cinema ou núcleos de formação em audiovisual.

Como anunciado antes, a 16ª CineOP presta homenagem ao ator Chico Diaz, um dos principais profissionais do teatro, TV e cinema brasileiro desde os anos 1980 e que esteve em alguns dos títulos mais representativos dos anos 90; década que está no centro da temática do evento em 2021.

Neste ano, a Temática Histórica vai focar no cinema brasileiro da década de 1990, sob o título Memórias entre diferentes tempos – O passado segundo as imagens dos anos 90. A ideia é justamente encontrar os paralelos entre o período e este começo de anos 2020, a partir da constatação de que, após mais de 30 anos do fim da Embrafilme e da eleição do primeiro presidente por voto direto depois do fim do regime militar, há muitas camadas do país e do cinema, hoje reposicionadas, que foram semeadas como espécie de gênese desde aquela época.

Dedicada a filmes do passado, a mostra Temática Preservação de 2021 traz títulos relevantes da historiografia do cinema brasileiro, em versões restauradas ou retrabalhadas, em diálogo com alguns debates da 16ª CineOP. Um dos principais destaques é a exibição de uma nova cópia de O País de São Saruê (1971), clássico de Vladimir Carvalho, que carrega ainda questões urgentes de nossa sociedade. O filme será apresentado em sua versão restaurada fotoquimicamente ao final da década de 1990 pelo CPCB, Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro.

Os filmes da Temática Educação se constituem de trabalhos audiovisuais que se relacionam à temática do ano e que venham de produções dos bancos escolares ou utilizadas numas relação pedagógica com alunos de todo o Brasil. Serão mais de 20 títulos apresentados durante a mostra a partir de proposições vindas do que intitula a temática este ano: Das ruínas às utopias: processos de criação audiovisual e metodologias de ensino, sendo 18 curtas inscritos selecionados, 3 curtas do Projeto Cero En Conducta e outros títulos do Projeto Escuela ao Cine.

Mantendo o distanciamento social, as sessões Cine-Escola continuam virtuais, em colaboração com professores e pedagogos para um melhor aproveitamento dos alunos interessados, na busca pela formação de novos públicos e olhares para o cinema brasileiro, assim como a Mostrinha, que conta com títulos em pré-estreia especialmente escolhidos para agradar os pequenos e as famílias. Os títulos contam com acessibilidade: Libras, audiodescrição e legendas descritivas.

Conheça os filmes selecionados para a 16ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto:

MOSTRA CONTEMPORÂNEA | LONGAS

A Senhora que Morreu no Trailer, de Alberto Camarero e Alberto de Oliveira (SP)
A Trilha dos Ratos, de Marcelo Felipe Sampaio (SP)
Aquilo que Eu Nunca Perdi, de Marina Thomé (SP/MS/RJ)
Golpe de Ouro, de Chaim Litewski (SP)
Kunhangue Arandu: A Sabedoria das Mulheres, de Alberto Alvares e Cristina Flória (SP)
Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina, de Lucas Weglinski e Joaquim Castro (SP)
Mata, de Fábio Nascimento e Ingrid Fadnes (RJ)
Muribeca, de Alcione Ferreira e Camilo Soares (PE)
O Amor Dentro da Câmera, de Jamille Fortunato e Lara Beck Belov (BA/RJ)
O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível – A Peleja de Noel Nutels, de Tiago Carvalho (RJ)
Operação Camanducaia, de Tiago Rezende de Toledo (SP/BA/CE)
Xadalu e o Jaguaretê, de Tiago Bortolini de Castro e Ariel Kuaray Ortega (RS)

MOSTRA CONTEMPORÂNEA | CURTAS

Descompostura, de Alline Torres, Anaduda Coutinho, Marcio Plastina e Víctor Alvino (RJ)
Desvio, de Flora Nakazone (SP)
Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry (CE)
Fôlego, de Sofia Badim (RJ)
Igual/Diferente/Ambas/Nenhuma, de Adriana Barbosa e Fernanda Pessoa (SP)
Memória Presença, de Gabriel Carneiro (MG)
Não Se Pode Abraçar uma Memória, de Pedro Tavares (RJ)
No Verso Tem Um Céu, de Jonta Oliveira (SE)
Novo Rio, de Lorran Dias (RJ)
O Suposto Filme, de Rafael Conde (MG)
Ouro para o Bem do Brasil, de Gregory Baltz (RJ)
Pequenas Considerações Sobre o Espaço-tempo, de Micheline Helena (CE)
República do Mangue, de Julia Chacur, Mateus Sanches Duarte e Priscila Serejo (RJ)
Rocio das Vagas, de Rodrigo Faustini (SP)
Trópico de Capricórnio, de Juliana Antunes (SP)
Uma Invenção sem Futuro, de Francisco Miguez (SP)
Vai!, de Bruno Christofoletti Barrenha (SP)
Zona Abissal, de Luisa Marques e Darks Miranda (RJ)

MOSTRA CONTEMPORÂNEA | MÉDIA E CURTAS REDE MINAS

25 Anos sem Asfalto, de Fabi Andrade (SP)
A Casa e a Rua, de Taise Andrade Ribeiro (BA)
Adeus aos Livros, de Diego Quinderé de Carvalho (RJ)
Caixinha de Música, de Ana Carolina do Monte (SP)
Coleção Preciosa, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA)
Napo, de Gustavo Ribeiro (PR)
Sem Chão, Sem Medo, de Guilherme Escapacherri e Jefferson Mendes (SP)
Subsolo, de Erica Maradona e Otto Guerra (RS)

MOSTRA CONTEMPORÂNEA | CURTAS TV UFOP

A Luz Incidiu Sobre Nós Como a Pálida Noite, de Lucca Girardi (SP)
Bizú, de Dan Jonathan, Gil Sousa e Pedro Higor (CE)
Doze, de Clara Tempone (MG)
Eu Sou da Lyra, de Beatriz Lira (RJ/AC)
Pot-pourri, de Leonardo da Rosa, Gianluca Cozza, André Berzagui e Guilherme Tusset (RS)
Presente de Casamento, de Viviane Goulart (GO)
Reduto, de Michel Santos (BA)
Visões de Copacabana – Uma Breve Trilogia do Acaso, de Rita Brás (RJ)

MOSTRA HOMENAGEM

A Cor do seu Destino, de Jorge Durán (1986)
Amarelo Manga, de Cláudio Assis (2002)
Cachaça, de Adelina Pontual (1995)
Corisco e Dadá, de Rosemberg Cariry (1996)
De Sentinela, de Katia Maciel (1993)
O Ano da Morte de Ricardo Reis, de João Botelho (2020)
Os Matadores, de Beto Brant (1997)
Praça Saens Peña, de Vinicius Reis (2008)
Quem Você mais Deseja, de André Sturm e Silvia Rocha Campos (2005)
Girassol Vermelho, de Éder Santos (filme em processo)

MOSTRA HISTÓRICA

A Negação do Brasil, de Joel Zito Araújo (2000)
Amélia, de Ana Carolina (2000)
Baile Perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas (1997)
Brava Gente Brasileira, de Lúcia Murat (2000)
Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati (1995)
Carmen Miranda: Bananas Is My Business, de Helena Solberg (1995)
Lamarca, de Sergio Rezende (1994)
O Mandarim, de Júlio Bressane (1995)
Tudo é Brasil, de Rogério Sganzerla (1997)
Yndio do Brasil, de Sylvio Back (1995)

MOSTRA PRESERVAÇÃO

Acervo Djalma Corrêa, de Cecília Mendonça
Cinemateca Brasileira, de Ozualdo R. Candeias
Circo Voador – A Nave, de Tainá Menezes
Marechal Rondon: Patrono das Comunicações, de Acervo Arquivo Nacional
O País de São Saruê, de Vladimir Carvalho
Revista da Tela nº 177 x 74 (cinejornal), de Acervo Arquivo Nacional
Revista do Cinema Brasileiro #38, de Marco Altberg
Revista do Cinema Brasileiro #77, de Marco Altberg
Revista do Cinema Brasileiro #98, de Marco Altberg

MOSTRA EDUCAÇÃO

A História da Lagarta, de Aline Caetano Begossi (SP)
A Ilha é um Mundo, de Profa. Liana Lobo Baptista, Alunos e Famílias do CP/UFMG (SP)
Cartas Visuales, de Isabel Tapia e Javiera Quintanilla (Chile)
Cem Crianças Esperando um Trem (Chile)
De La Cama Al Living, de Tomás Norambuena e Isabel Tapia (Chile)
Desde Mi Piel, de Victoria Antío (Chile)
Diálogos na Quarentena – Nossas Frutas, de Karla Lopes Beck, Vanessa Faria dos Santos e Vitor Farias (SP)
Diálogos na Quarentena – Pé de Manga, de Karla Lopes Beck e Vanessa Faria dos Santos (SP)
Diario de Sensaciones, de Juan José Sanchez (Colômbia)
Educação em Tempo de Pandemia, de Diogo Santos (MG)
El Regalo de La Huerta en Pandemia, de Vicente Navarrete (Chile)
Encontros: Escola-cinema e Cinema-escola Cartografias do Feminino, de Marcelly Camacho Torteli Faria (SP)
Irreal, de Brenda Andrade (BA)
Janela Invertida, de Daniele Grazinoli (RJ)
Made in Japan, de Victoria Cifuentes (Chile)
Minuto Realiza – Haideya, de Realizacine (RJ)
Minuto Realiza – Otelo, de Realizacine (RJ)
No Coração da Escola, de Monica Araujo (SP)
O Audiovisual e as Sensações, de Profa. Liana Lobo Baptista, Alunos e Famílias do CP/UFMG (MG)
O que Você Faz Quando Não Tem Ninguém Olhando?, de Gangue do Van Gogh
Raíces, de Nahuel Espinoza (Chile)
Sobre Ruedas, de Valeria Cuevas (Chile)
Sorvete e Conversas com Mariana, de Mauro Guari (SP)
Um Diário de Viajantes, de Gabriela Capper (RJ)
Un Minuto, de Isabel Tapia, Santiago Martínez e Sebastián Rojas (Chile)
Velhos Tempos, de Clarice Gouveia e Ceci Colares (RJ)
Xeque Não Mate o Professor, de Brunna D’ Luise Turato Lotti Alves e Camila Santos da Silva (SP)

SESSÕES CINE-ESCOLA

A Menina e o Velho, de Luciano Fusinato (SC)
Ana & Copacabana, de Edem Ortegal (RJ)
Atravessa a Vida, de João Jardim (RJ)
Mensagem das Estrelas, de Ariel Pereira Quintela (SP)
O Menino e o Ovo, de Juliana Capilé (MT)
O Meu Bichinho de Estimação, de Jaqueline Dulce Moreira (MG)
Raone, de Camila Santana (SP)
Vento Viajante, de Alunos do Projeto Animação Ambiental/IMA, Escolas Municipais de Icapuí (CE)

MOSTRINHA

As Novas Aventuras do Kaiser, de Marcos Maglhães (RJ)
Me Liga na Lata – Episódio 09 – Maranhão 1 – Ma, de Renata Meirelles e David Reeks (SP)
Passagem Secreta, de Rodrigo Grota (PR)
Dentro da Caixinha – Segredo de Criança, de Guilherme Reis (MG)

MOSTRA VALORES

Bordando o Patrimônio – Costurando Memórias, de Fabiano Souza (MG)
Mais que Doce, de Arthur Medrado (MG)
Série Minha Voz Minha Vez – Episódio 1 – D. Cecília – Tapetes de Arraiolo, de Gabriel Caram (MG)
Série Minha Voz Minha Vez – Episódio 1 – Capitão Xisto – Congado, de Gabriel Caram (MG)

Foto: Divulgação.

In-Edit Brasil 2021 anuncia seleção internacional

por: Cinevitor
Cena do documentário peruano The Rumba Kings, de Alan Brain.

Depois de anunciar os títulos nacionais da 13ª edição, o In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que acontecerá entre os dias 16 e 27 de junho, completa sua programação com filmes internacionais inéditos no circuito comercial.

Pelo segundo ano consecutivo, o festival será on-line para todo território nacional. A programação estará disponível na plataforma do evento com filmes gratuitos e com limite de visualizações. Parte da seleção estará disponível também nas plataformas do Sesc Digital e Spcine Play, com acesso gratuito.

Todos os filmes do Panorama Brasileiro, os debates e os shows desta edição terão acesso gratuito através do site, da plataforma e das redes sociais do festival; o acesso aos filmes do Panorama Mundial terão custo simbólico de R$ 3,00. Como já aconteceu na edição de 2020, toda a receita arrecadada este ano será revertida em prol de projetos sociais de amparo a pessoas especialmente afetadas pela pandemia de Covid-19.

O grande homenageado desta edição é o diretor D. A. Pennebaker, considerado um dos maiores nomes do documentário mundial de todos os tempos, e um dos pioneiros do Cinema Direto. O festival apresenta dois clássicos da fase musical do cineasta: o lendário Dont Look Back sobre a turnê inglesa de Bob Dylan e Monterey Pop sobre o evento que inaugurou a era dos grandes festivais de rock; além de curtas metragens pouco conhecidos do diretor. Completando a homenagem, o In-Edit convida a premiada diretora Chris Hegedus, sua viúva e parceira artística, para um bate-papo virtual sobre a carreira e obra do diretor.

No Panorama Mundial, o festival traz 22 títulos inéditos, sobre artistas contemporâneos e que marcaram a música internacional das últimas décadas, entre eles: a banda dinamarquesa Lukas Graham, a pioneira do rock Suzi Quatro, o DJ MOBY, o cantor Phil Lynott (da banda Thin Lizzy), a banda inglesa Idles, o cantor Shane MacGowan (vocalista da banda The Pogues), o cantor Shannon Hoon (da banda Blind Melon), o cantor chileno Jorge Farías (El Negro Farías), Poly Styrene (vocalista da banda X-Ray Spex) e a banda pop The Go-Go’s, que entrou para a história da música como a primeira, e até hoje a única, banda formada só por mulheres a chegar ao 1º lugar nas paradas de álbuns mais vendidos da lista da Billboard.

Outros documentários se debruçam sobre histórias que merecem ser contadas, como a do Synthwave, uma corrente eletrônica underground inspirada em certas trilhas sonoras do cinema americano dos anos 80; Rockfield, a Fazenda do Rock, por onde passaram Ozzy Osbourne, Oasis, Queen, entre outros; as pioneiras da música eletroacústica; e da construção de ritmos e projetos musicais de países como Gana, Uganda e Congo.

A programação paralela promoverá debates gratuitos com Chris Hegedus, com o diretor canadense Sam Dunn, com todos os diretores e diretoras dos longas participantes da Competição Nacional e da Mostra Brasil, além de convidados especiais, como o cantor e compositor Nasi, vocalista da banda Ira! e protagonista do documentário Você Não Sabe Quem Eu Sou, que será lançado nacionalmente durante o festival. 

Para finalizar, o cineasta Marcelo Machado, diretor de Tropicália, Com a Palavra, Arnaldo Antunes, O Piano que Conversa, entre outros, ministra uma masterclass sobre as diferentes vertentes do documentário musical exploradas a partir de sua própria obra.

Ainda como parte da programação paralela, o festival apresentará shows inéditos, concebidos em diálogo com os filmes da programação, com a participação de artistas como Nasi, Alzira E, DJ Hum, João Ricardo, a banda Made in Brazil, o grupo Gritando HC, além de homenagens musicais ao maestro José Siqueira e ao rapper Speedfreaks.

Conheça os filmes internacionais selecionados para o In-Edit Brasil 2021:

PANORAMA MUNDIAL | DOCS INTERNACIONAIS

7 Years of Lukas Graham, de René Sascha Johannsen (Dinamarca)
All I Can Say, de Danny Clinch, Taryn Gould, Colleen Hennessy e Shannon Hoon (EUA)
American Rapstar, de Justin Staple (EUA)
Contradict, de Peter Guyer e Thomas Burkhalter (Suíça)
Crock of Gold: A Few Rounds with Shane MacGowan, de Julien Temple (Reino Unido)
Don’t go gentle – a film about the IDLES, de Mark Archer (Reino Unido)
Faith & Branko, de Catherine Harte (Sérvia/Reino Unido)
Fanny: The Right to Rock, de Bobbi Jo Hart (Canadá)
It’s yours: a story of Hip Hop and the Internet, de Marguerite de Bourgoing (EUA)
Metal: A Headbanger’s Journey, de Sam Dunn, Scot McFadyen e Jessica Joy Wise (Canadá)
Moby Doc, de Rob Gordon Bralver (EUA)
Pakko Huutaa, de Kati Grönholm (Finlândia)
Phil Lynott: Songs For While I’m Away, de Emer Reynolds (Irlanda)
Poly Styrene: I Am a Cliché, de Celeste Bell e Paul Sng (Reino Unido)
Rockfield: A Fazenda do Rock, de Hannah Berryman (Reino Unido)
Sisters with Transistors, de Lisa Rovner (Reino Unido)
Suzi Q, de Liam Firmager (Austrália)
The Go-go’s, de Alison Ellwood (EUA)
The Rise of the Synths, de Iván Castell (Espanha)
The Rumba Kings, de Alan Brain (Peru)
TOPOWA! Never Give Up, de Inigo Gilmore e Philip Sansom (Reino Unido)
Yo Volveré a Triunfar, de Gabriel Gallardo e Heidy Iareski (Chile)

HOMENAGEM D. A. PENNEBAKER | LONGAS

Dont Look Back (1967)
Monterey Pop (1968)

HOMENAGEM D. A. PENNEBAKER | CURTAS

Alice Cooper, de D. A. Pennebaker e Chris Hegedus (1970)
Daybreak Express, de D. A. Pennebaker (1953)
Lambert and Co, de D. A. Pennebaker (1964)
Little Richard, de D. A. Pennebaker e Chris Hegedus (1970)

*Clique aqui e confira a programação completa.

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do VI DIGO

por: Cinevitor
Antonio Miano e Lucas Galvino em Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 09/06, em uma cerimônia virtual, os vencedores da sexta edição do DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, que tem como objetivo estimular e promover a conscientização do público, no que tange o respeito integral aos direitos humanos e a inclusão.

Realizado em formato on-line, por conta da pandemia de Covid-19, os premiados foram contemplados com o Troféu DIGO e também com prêmios de parceiros. O Júri Oficial foi presidido por Francisco Carbone e contou com Rosinha Assis, Ida Feldman e Rian Córdova.

O alcance desta sexta edição resultou em centenas de milhares de interações, sendo o público goiano representando 12,8% de visitações, seguido de São Paulo com 5,8% e Rio de Janeiro com 3,9%.

Neste ano, o homenageado foi André Fischer, que recebeu o Troféu DIGO História LGBTI+, por seu desempenho excepcional na história LGBTI+ brasileira com trabalho incansável e pioneiro no audiovisual brasileiro na temática da diversidade; além de desenvolvimento de mídias sociais e tecnológicas no âmbito do ativismo, salvando vidas e inspirando pessoas na luta contra o preconceito, ódio e fascismo por meio das ações culturais há quase 30 anos.

Amanda Costa também foi homenageada e recebeu o Troféu DIGO AMIGUE; especialista em Jornalismo Literário, atua na área da comunicação há 20 anos. Além disso, Carol Breviglieri, que atua no audiovisual desde 2005, recebeu o Troféu Christian Petermann; ganhou destaque por seu trabalho na equipe de arte e/ou figurino de diversos filmes, entre eles, Vento Seco, de Daniel Nolasco.

Conheça os vencedores do DIGO 2021:

MOSTRA NACIONAL | JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Melhor Direção: Luis Carlos de Alencar, por Homens Invisíveis
Melhor Atuação | Trio: Antonio Miano, Lucas Galvino e Vinicius Neri, por Fotos Privadas
Melhor Atuação: Luciana Souza, por Inabitável
Melhor Fotografia: Vagalumes, por Léo Bittencourt

MOSTRA MULHERES LGBTI+ | JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Entre, de Ana Carolina Marinho e Luz Bárbara (SP)
Menção Honrosa: Polifonia – Mulheres na Técnica, de Thais Robaina (SP)

MOSTRA A PANDEMIA É POLÍTICA | JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Café com Rebu, de Danny Barbosa (PB)

MOSTRA INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Água, de Santiago Zermeño (México)
Menção Honrosa: Hugo: 18h30, de James Maciver (França)

MOSTRA LONGA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL

Melhor Filme: Vento Seco, de Daniel Nolasco (GO)
Menção Honrosa: Limiar, de Coraci Ruiz (SP)

PRÊMIO DO PÚBLICO

Nacional: Memória de quem (não fui), de Thiago Kistenmacker (RJ) (30,6% dos votos)
Mulheres LGBTI+: Polifonia – Mulheres na Técnica, de Thais Robaina (SP) (30,8% dos votos)
A Pandemia é Política: DOIS, de Guilherme Jardim e Vinícius Fockiss (MG) (71,6% dos votos)
Internacional: Dois Homens ao Mar, de Gabriel Motta (Brasil/Estônia) (44,3% dos votos)
Prêmio Cinebrac: Vento Seco, de Daniel Nolasco (GO) (50% dos votos)

TROFÉU CHRISTIAN PETERMANN
Carol Breviglieri

*O DIGO ainda continua sua programação durante todo o mês do orgulho com 16 filmes que podem ser assistidos na plataforma Cinebrac e na exposição presencial e on-line Performatividades Drag: As Cores e a Força da Arte.

Foto: Divulgação.