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Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

por: Cinevitor

valerianposter1Valerian and the City of a Thousand Planets

Direção: Luc Besson

Elenco: Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rihanna, Ethan Hawke, Herbie Hancock, Kris Wu, Sam Spruell, Alain Chabat, Rutger Hauer, Peter Hudson, Xavier Giannoli, Louis Leterrier, Eric Rochant, Benoit Jacquot, Olivier Megaton, Gerard Krawczyk, Andrew Tisba, Sasha Luss, Aymeline Valade, Elizabeth Debicki, Pauline Hoarau, Barbara Weber Scaff, Marilhéa Peillard, Lee Delong, Diva Cam, Judith Brunett, Marie Barrouillet, Ola Rapace, Mahamadou Coulibaly, Abel Jafri, John Goodman, Peter Eberst, Aurélien Gaya, Jean-François Lenogue, Eric Lampaert, Sam Douglas, Mathieu Kassovitz, Velvet D’Amour, Grant Moninger, Robbie Rist, Christopher Swindel, Emilie Goldblum, Claire Tran, Anders Heinrichsen, Sissi Duparc, Sand Van Roy, Tristan Robin, Alexandre Willaume, Reginal Kudiwu, Etienne Menard, Jonas Bloquet, Chloe Hollings, Cédric Chevalme, Alexandre Nguyen.

Ano: 2017

Sinopse: O filme narra a história de Valerian e Laureline, uma dupla de agentes espaciais encarregados de manter a ordem em todos os territórios humanos no século 28. Por ordem do Ministro da Defesa, os dois embarcam em uma missão para a surpreendente cidade Alpha, uma metrópole em constante expansão, onde milhares de espécies de todo o universo se reúnem há séculos para compartilhar conhecimento, inteligência e cultura uns com os outros. Há um mistério no centro de Alpha, forças obscuras ameaçam a pacífica existência da Cidade dos Mil Planetas e Valerian e Laureline devem correr para identificar a ameaça e proteger não só Alpha, como o futuro de todo o universo. Adaptação da HQ Valerian: O Agente Espaço-Temporal, de Pierre Christin, Jean-Claude Mézières e Évelyne Tranlé.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki

por: Cinevitor

ollimakiposternovoHymyilevä mies

Diretor: Juho Kuosmanen

Elenco: Jarkko Lahti, Oona Airola, Joonas Saartamo, Eero Milonoff, Olli Mäki, Henri Waltter Rehnström, Joanna Haartti, Mika Melender, Deogracias Masomi, Olli Rahkonen, Marko Wilskman, Jarmo Kiuru, Pia Andersson, John Bosco Jr., Ilkka Pekkarinen, Kikka Rytkönen, Elma Milonoff, Nelly Nilsson, Shamuel Kohen, Henrik Palosaari, Hilma Milonoff, Esko Barquero, Eija Leinonen.

Ano: 2016

Sinopse: No verão de 1962, Olli Mäki tem a chance de disputar o título mundial dos pesos-penas de boxe. Em todos os lugares, do interior da Finlândia às luzes da cidade de Helsinque, tudo está pronto para o seu sucesso iminente. A única coisa que ele precisa fazer é perder peso e se concentrar. No entanto, há um problema: Olli está apaixonado por Raija.

*Filme assistido na 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Diretor cubano Carlos Lechuga apresenta Santa e Andrés, com Lola Amores, no 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

cubaceara2O diretor Carlos Lechuga com a atriz Lola Amores durante o debate.

Dirigido por Carlos Lechuga, o cubano Santa e Andrés narra a amizade improvável entre uma jovem camponesa revolucionária, encarregada de vigiar um escritor dissidente e homossexual. Isolados na região rural de Cuba, ainda comandado por Fidel Castro, no início dos anos 1980, os personagens, aos poucos, vão descobrindo que têm mais coisas em comum do que suspeitam.

Exibido na terça-feira, 08/08, na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem do 27º Cine Ceará, o filme, que destaca o regime cubano daquela época, tem chamado atenção por onde passa por ter sido proibido em seu próprio país, mesmo filmado com autorização do Estado: “Nunca escondemos o roteiro, por isso, nunca foi algo clandestino. Foram três anos de pesquisa, entrevistando pessoas que passaram por isso. Eu soube de histórias parecidas com a do filme e assisti muitos documentários como referência. Os cubanos que me encontram no exterior sempre expressam muita gratidão. O filme agrada ao público, mas desagrada quem já tem opinião formada. É muito importante receber o feedback de pessoas que viveram naquela época”, contou o diretor durante a coletiva de imprensa realizada no dia seguinte à exibição do filme.

“Não foi exibido em Cuba, mas passou em mais de quarenta festivais e foi premiado em alguns. As pessoas se emocionam, mas também há quem diga que isso não aconteceu. Porém, não me arrependo de ter feito esse filme e faria tudo de novo. Minha família é de revolucionários e recebi muito apoio“, completou o diretor.

cubaceara1Equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.

A produtora Claudia Calviño comentou sobre a situação atual do país: “As coisas estão piores hoje em dia para o cinema cubano. Tudo está difícil, não só para os cineastas independentes. Sinto que estamos no pior momento do nosso cinema. Eu era muito otimista, mas hoje estou mais pessimista por conta de tudo o que está acontecendo. Fazemos cinema porque somos malucos, visto que não há verba. Eu tento fazer coprodução para conseguir algum dinheiro, mas também há muitos obstáculos para isso“.

A protagonista Lola Amores, que faz sua estreia como atriz neste filme, falou sobre essa nova experiência e inspirações: “Eu fiz muita pesquisa dentro da minha própria família, principalmente com meus avós e bisavós, onde busquei inspiração, e isso me enriqueceu muito como atriz“.

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Fotos: Rogerio Resende.

Com Guillermo Pfening, filme argentino Ninguém Está Olhando, de Julia Solomonoff, é exibido no 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

ninguemolha1Guillermo Pfening e Julia Solomonoff conversam com a imprensa.

Na segunda-feira, 07/08, foi dia de cinema argentino na Mostra Competitiva de longa-metragem do 27º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Dirigido por Julia Solomonoff, Ninguém Está Olhando, no original Nadie nos mira, foi exibido no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.

O longa, que é uma coprodução entre Espanha, Brasil, Colômbia e Estados Unidos, conta a história de Nico, um ator argentino de televisão de sucesso em seu país, interpretado por Guillermo Pfening, que tenta a sorte em Nova York, mas logo descobre que não se encaixa no clichê de ator latino. Sua boa aparência o ajuda a esconder a solidão e a vida precária, e sobrevive de bicos e trabalhando como babá, cuidando do menino Theo.

No dia seguinte à exibição, a equipe de Ninguém Está Olhando participou de um debate com a imprensa. “A Argentina tem uma fascinação pelo exterior. Mas, depois da crise de 2001, sinto que essa dependência com algo de fora está muito menor. Há uma necessidade de colocar mais coisas regionais em nossas produções“, revelou a diretora. “Não deveríamos ter salas de cinema que só dependessem de pipoca e, sim, de arte também. Hoje, o cinema tem que propor um lugar de encontros“, completou.

diretoraninguemcearaA diretora durante o debate.

Guillermo Pfening, que começou sua carreira fazendo uma participação em Coração Iluminado, de Hector Babenco, falou sobre sua preparação para Ninguém Está Olhando: “Fiz muita leitura de roteiro com a Julia pelo Skype. Para a preparação do personagem, trabalhei em um bar, em Nova York, por exemplo. A diretora me propôs muitas atividades para que eu entendesse o papel que interpretaria. Eu também sugeri algumas ideias e juntos pensamos melhor sobre o filme“, contou. “Eu sou muito curioso e vivi em diversos lugares de Nova York. Estava sempre por todos os lados. Antes de filmar qualquer projeto gosto de conhecer o ambiente em que vou trabalhar e estar em contato com as pessoas locais. É sempre um trabalho antropológico profundo“, revelou Guillermo, que também atuou em A Viagem de Lucia, O Médico Alemão e em séries de TV e curtas-metragens.

equipeninguemcearaA equipe no palco do Cineteatro São Luiz.

No filme, há uma participação especial da atriz uruguaia Mirella Pascual, conhecido por seu trabalho em Whisky, de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll: “Eu amo a Mirella Pascual. Sempre que for possível quero trabalhar com ela. Neste filme, sua personagem cresce ao desenrolar da narrativa“, disse a diretora. E finalizou: “Além disso, neste longa existem vários olhares e não só uma história. São tópicos diversos apresentados de diferentes lados e é interessante mostrar como esse artista vive por lá“.

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Fotos: Rogerio Resende.

Santa e Andrés

por: Cinevitor

santaandresposter1Santa y Andrés

Direção: Carlos Lechuga

Elenco: Lola Amores, Eduardo Martinez, Cesar Domínguez, Luna Tinoco, George Abreu, Ederlys Rodriguez Perez, Maikel Alexi Sánchez.

Ano: 2016

Sinopse: O filme narra a amizade improvável entre uma jovem camponesa revolucionária, encarregada de vigiar um escritor dissidente, homossexual. Isolados na região rural de Cuba, no início dos anos 1980, os personagens aos poucos vão descobrindo que têm mais coisas em comum do que suspeitam.

*Filme assistido no 27º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Malasartes e o Duelo com a Morte é exibido no 27º Cine Ceará com a presença de Jesuíta Barbosa e Paulo Morelli

por: Cinevitor

malasartescearaPaulo Morelli e Jesuíta Barbosa no palco.

Malasartes e o Duelo com a Morte chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 10/08. Mas, antes de entrar em circuito comercial, o longa foi exibido no domingo, 06/08, na Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem do 27º Cine Ceará.

O diretor Paulo Morelli subiu ao palco do Cineteatro São Luiz acompanhado pelo protagonista Jesuíta Barbosa e pelo preparador de elenco Chico Accioly: “Eu fui atrás de um personagem brasileiro, rural, dessa nossa tradição, que é esperto, malandro, mas tem um bom coração. E acho importante resgatar isso para mostrar aos jovens brasileiros”, disse o diretor.

“Malasartes é um espírito da cultura ibero-americana. É uma espécie de homem que quer se dar bem a qualquer custo. É um sobrevivente. E fiquei muito feliz de ter sido escolhido pelo Paulo para interpretá-lo”, disse o protagonista.

Aperte o play e confira a apresentação de Malasartes e o Duelo com a Morte no Cine Ceará 2017:

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Foto: Rogerio Resende.

Walter Carvalho é homenageado com o troféu Eusélio Oliveira no 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

waltercearaO homenageado recebe o troféu das mãos do irmão Vladimir Carvalho.

Considerado um dos principais fotógrafos e diretores da cinematografia brasileira, Walter Carvalho subiu ao palco do 27º Cine Ceará, no Cineteatro São Luiz, no domingo, 06/08, para receber o Troféu Eusélio Oliveira, que foi entregue por seu irmão, o também cineasta Vladimir Carvalho.

Como diretor de fotografia, já realizou mais de 70 longas, entre eles, trabalhos marcantes dos mais destacados diretores brasileiros, que alcançaram grande sucesso de crítica e público, além de numerosos prêmios, como: Terra Estrangeira, Central do Brasil e Abril Despedaçado, de Walter Salles; Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho; Carandiru, de Hector Babenco; O Céu de Suely e Madame Satã, de Karim Aïnouz; A Erva do Rato, Educação Sentimental e Cleópatra, de Julio Bressane; Baixio das Bestas, Febre do Rato e Amarelo Manga, de Cláudio Assis, entre outros. Dos trabalhos mais recentes, destacam-se: Redemoinho, de José Luiz Villamarim; e O Filme da Minha Vida, de Selton Mello.

Walter Carvalho já recebeu mais de 70 prêmios nacionais e internacionais ao longo de 45 anos de carreira. Como diretor, além de Um filme de Cinema, que estreia no dia 24 de agosto, realizou: Brincante, Raul – O Início, o Fim e o Meio, Budapeste, Moacir Arte Bruta e Lunário Perpétuo. Também codirigiu Cazuza – O Tempo Não Pára, com Sandra Werneck, e Janela da Alma, com João Jardim. Carvalho já tem outro documentário inédito a ser lançado em breve: Manter a Linha da Cordilheira sem o Desmaio da Planície, sobre o poeta Armando Freitas Filho.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem:

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Foto: Rogerio Resende.

Com Jennifer Lawrence e Javier Bardem, Mãe!, de Darren Aronofsky, ganha primeiro trailer

por: Cinevitor

mothertrailer1Jennifer Lawrence: revelações sobre um casal.

Dirigido por Darren Aronofsky, de Réquiem Para um Sonho, O Lutador, Cisne Negro e Noé, o suspense Mãe!, protagonizado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem, que será exibido no Festival de Veneza deste ano, acaba de ganhar seu primeiro trailer.

A menos de dois meses da estreia, apenas um teaser e dois cartazes foram apresentados ao público. Agora, o mistério ganha novos contornos. No trailer, um pouco mais da história do casal principal é revelada, além de dois novos personagens, interpretados por Ed Harris e Michelle Pfeiffer, que surgem para visitar os protagonistas. Todas as cenas do vídeo se passam dentro da mesma casa e o clima angustiante fica ainda mais intenso.

Domhnall Gleeson, Brian Gleeson, Stephen McHattie e Kristen Wiig também integram o elenco do longa, que tem estreia prevista para o dia 21 de setembro nos cinemas brasileiros.

Confira o primeiro trailer de Mãe!:

Foto: Divulgação/Paramount Pictures.

Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio, abre o 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

cearanoite1Soledad Salfate no palco do festival: noite de abertura.

A 27ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema começou neste sábado, 05/08, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. Neste ano, as produções foram escolhidos dentre mais de mil inscritos, dos quais 260 longas de 17 países e 853 curtas de 25 estados do Brasil, sendo 97 do Ceará. Nesta edição, participam sete longas e 14 curtas.

O chileno Uma Mulher Fantástica, dirigido por Sebastián Lelio, premiado com o Urso de Prata de melhor roteiro e com o Prêmio Teddy no Festival de Berlim deste ano, foi o filme de abertura. A montadora Soledad Salfate subiu ao palco para apresentar o longa e no dia seguinte participou de uma coletiva de imprensa, ao lado de Jean-Thomas Bernardini, da Imovision, distribuidora do filme no Brasil.

Captura de Tela 2017-08-07 às 17.57.39Soledad e Jean-Thomas Bernardini no debate.

“O Chile está superando a Argentina, começando a se destacar. Há muitos diretores competentes por lá, com uma cinematografia particular”, disse Bernardini. Soledad, que já havia trabalhado com Sebastián Lelio em outros filmes, como Gloria, de 2013, afirmou: “Ele é um diretor especial. Nos conhecemos muito bem. E esse filme, que passa por diversos gêneros, é diferente. A novidade é que ele não se parece com os trabalhos anteriores do Sebastián”.

Confira os melhores momentos de Soledad Salfate na coletiva de imprensa:

EDIÇÃO E TRILHA SONORA:

Antes de começar a montar, Soledad analisa o roteiro e a maneira como ele se desenvolve para depois fazer um desenho dos personagens. Seu envolvimento também se dá na trilha sonora. “Faço uma maquete da história e dos personagens. A partir disso, começo a pensar nos efeitos e na música. Neste caso, tivemos referências de filmes noir dos anos 1950. E depois entra o trabalho de Matthew Herbert, um compositor de música eletrônica, que faz a junção desses elementos na trilha do filme”.

PROTAGONISTA:

“Daniela Vega tinha feito apenas um trabalho em cinema, uma participação no filme La Visita, de Mauricio López Fernández, em 2014. Na verdade, ela é uma cantora lírica, e em Uma Mulher Fantástica fez sua primeira protagonista. Assim como sua personagem, ela também é transexual e, inicialmente, tinha sido chamada apenas para contar sua história, como uma espécie de consultoria para o diretor. Com o filme, Daniela teve uma grande transformação social e passou a ser aceita pela sociedade chilena. A Variety a colocou em uma lista de possíveis indicadas ao Oscar”.

cinecearaselecaoDaniela Vega: protagonista em cena.

PÚBLICO:

“É importante separar crítica e público. São opiniões bem diferentes. Mas, depois do Festival de Berlim, o filme recebeu críticas muito acolhedoras e teve, aproximadamente, 50 mil espectadores no Chile. Esse número é muito positivo pra nós, levando em conta o tipo de filme que foi apresentado. Numa sociedade pós-Pinochet, pode ser considerado um fenômeno“.

REALIDADE:

“Há muita violência de gênero no Chile com homossexuais e transgêneros. Em Uma Mulher Fantástica, queríamos contar a história de um ser humano e não tratar somente da parte óbvia do assunto. Aqui, abordamos a violência social, que, consequentemente, leva para a violência física“.

cearanoite2Soledad conversa com a imprensa.

IDENTIDADE DE GÊNERO:

“Uma Mulher Fantástica abriu muitas portas e importantes discussões sobre identidade de gênero, assunto que não se falava antes no Chile, por ser considerado tabu. Pessoas de todas as idades foram aos cinemas para assistir, assim como minha vó, por exemplo, que adorou“.

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Fotos: Rogerio Resende/Divulgação.

Conheça os filmes selecionados para o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

eraumavezfestbrasiliaCena do filme Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós: selecionado.

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontecerá de 15 a 24 de setembro, anunciou nesta segunda-feira, 07/08, os filmes selecionados para a Mostra Competitiva de sua 50ª edição. Na categoria longa-metragem, nove filmes concorrem ao Troféu Candango e outros 12 competem na categoria de curta-metragem. Neste ano, todos os selecionados receberão cachê de seleção, que soma R$ 340 mil.

Maior vitrine do cinema nacional e mais antigo evento do gênero no país, o Festival de Brasília mostra nesta edição a força da produção audiovisual brasileira, com nove longas de nove estados. Além disso, é importante notar a diversidade das obras em competição, reflexo de uma política de promoção cultural atenta à diversidade do país. “Há produções que abordam questões identitárias, raciais e de gênero, assim como os dilemas éticos do Brasil de hoje. O festival também mantém toda sua tradição, como centro de efervescência de debates estéticos e políticos, mas também se alinha às principais questões do mercado cinematográfico e das novas tendências“, avalia o secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, presidente do festival.

Em sua 50ª edição, 778 produções foram inscritas na Mostra Competitiva, um recorde. Do número total, 608 produções são de curta-metragem; os longas correspondem a 170 filmes.

Confira os filmes selecionados para o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS:

Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans (MG)
Café com Canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA)
Construindo Pontes, de Heloisa Passos (PR)
Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós (DF)
Música para Quando as Luzes se Apagam, de Ismael Cannepele (RS)
O Nó do Diabo, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhesus Tribuzi (PB)
Pendular, de Julia Murat (RJ)
Por Trás da Linha de Escudos, de Marcelo Pedroso (PE)
Vazante, de Daniela Thomas (SP)

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS:

A Passagem do Cometa, de Juliana Rojas (SP)
As Melhores Noites de Veroni, de Ulisses Arthur (AL)
Baunilha, de Leo Tabosa (PE)
Carneiro de Ouro, de Dácia Ibiapina (DF)
Chico, de Irmãos Carvalho (RJ)
Inocentes, de Douglas Soares (RJ)
Mamata, de Marcus Curvelo (BA)
Nada, de Gabriel Martins (MG)
O Peixe, de Jonathas de Andrade (PE)
Peripatético, de Jessica Queiroz (SP)
Tentei, de Laís Melo (PR)
Torre, de Nadia Mangolini (SP)

Foto: Divulgação.

Ícaro

por: Cinevitor

icaroposterIcarus

Direção: Bryan Fogel

Elenco: Bryan Fogel, Lance Armstrong, Dave Zabriskie, Don Catlin, Grigory Rodchenkov, Scott A. Brandt, Ben Stone, Richard Dick Pound, Craig Reedie, Richard McLaren, Peter Pouly, Nikita Kamaev, Thomas Bach, Sebastian Coe, Vitaly Mutko, Dan Cogan, Vladimir Putin, Jacques Rogge, Ed Stier, Olivier Rabin, David Howman, Olivier Niggli, Yuri Niagornykh, Marina Rodchenkova, Jun Walden, Christiane Ayotte, Mathieu Holz, Beckie Scott, Claudia Bokel, Yelena Isinbayeva, Alex Mihailovich, Veronika.

Ano: 2017

Sinopse: Um ciclista e cineasta americano acaba envolvido em um escândalo global quando um cientista russo revela os detalhes chocantes de um grande esquema de doping.

Crítica do CINEVITOR: Em novembro de 2015, um escândalo envolvendo a Federação Russa de Atletismo tomou conta dos noticiários mundiais. Um relatório divulgado pela WADA (World Anti-Doping Agency), Agência Mundial Antidoping, revelava que mais de 1.400 amostras de controle de doping de atletas russos, com resultado positivo, foram destruídas e fraudadas. Com isso, a Rússia foi suspensa de competições internacionais de atletismo, por tempo indeterminado, inclusive dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que aconteceriam no ano seguinte. Mas o que essa história tem a ver com Ícaro, longa premiado com o Oscar de melhor documentário este ano? Tudo! O diretor Bryan Fogel começa seu filme falando de Lance Armstrong, ex-ciclista americano sete vezes vencedor do Tour de France, que, depois de tantas acusações sobre casos de doping, confessou ter usado anabolizantes. Ele perdeu seus títulos e foi banido para sempre de competições oficiais. Inspirado nessa e em tantas outras histórias de fraudes, Fogel, que também é ciclista, resolveu documentar sua própria experiência: orientado por especialistas, quis mostrar que conseguiria participar de uma prova de ciclismo usando anabolizantes sem ser pego no controle de antidoping. Porém, uma reviravolta acontece quando ele pede ajuda a Grigory Rodchnenkov, chefe do laboratório antidoping da Rússia. Durante as filmagens, o escândalo é revelado e o filme toma outro rumo. A partir daqui, o cineasta começa a revelar detalhes chocantes do grande esquema de doping que chocou o mundo e passa a acompanhar Grigory, que acaba virando o protagonista. Ícaro vai além da polêmica ao retratar com rigor os bastidores de um caso que comprova um sistema falho que, visivelmente, se mostra mais preocupado em ter atletas no pódio do que com a saúde destes. O longa também aborda questões políticas que influenciaram tais decisões e, corajosamente, aponta nomes e comprova a fraude apontada com matérias jornalísticas e depoimentos de envolvidos. À medida que a situação se agrava, o documentário segue para uma linha narrativa repleta de tensão, sem medo de expor a verdade. Com isso, fica a dica: mais vale seguir as regras do que garantir erroneamente uma medalha de ouro. Será que aprenderam a lição? (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

CINEVITOR #237: 12º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

por: Cinevitor

corpofestlatinoElenco de Corpo Elétrico no Memorial da América Latina, na noite de abertura.

Com mais de 100 filmes na programação, de 18 países, o 12º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo aconteceu entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, em 26 pontos culturais da cidade. Como de costume, fizemos um programa especial com um resumo dessa edição, com convidados especiais.

Conversamos com o diretor de Corpo Elétrico, Marcelo Caetano, que abriu o festival este ano, e também com os atores Kelner Macêdo e Nash Laila, e registramos também os melhores momentos da apresentação do filme na noite de abertura; o cineasta Beto Brant, homenageado deste ano, falou sobre Zócalo, seu novo documentário, e também sobre a homenagem; da mostra Foco Chile, que destacou produções do país, entrevistamos o diretor chileno Fernando Guzzoni, do filme Jesus; e para encerrar nossa cobertura, conversamos com um dos diretores e curados do Festival Latino-Americano de São Paulo, Francisco Cesar Filho.

Aperte o play e confira:

Foto: Aline Arruda.