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CINEVITOR #374: Entrevista com Laís Bodanzky | Troféu Eduardo Abelin + 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

laisbodanzkygramado2020A diretora no Festival de Gramado, em 2017: premiada por Como Nossos Pais.

Filha do cineasta Jorge Bodanzky e da professora de História da Arte, Lena Coelho, Laís Bodanzky se aventurou pelo teatro, como atriz, antes de se dedicar à sétima arte. Sua estreia na direção de um filme aconteceu em 1994 com o curta Cartão Vermelho, exibido no New York Film Festival.

Em seguida, em 1999, realizou o documentário Cine Mambembe – O Cinema Descobre o Brasil ao lado de Luiz Bolognesi, seu marido na época e parceiro de jornada artística até hoje. O filme, premiado no Festival de Havana, registra as exibições itinerantes de títulos brasileiros para os públicos sem acesso às salas de cinema.

Logo, um ano depois, se consagrou com o longa de ficção Bicho de Sete Cabeças, protagonizado por Rodrigo Santoro. Aclamado como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, Bicho de Sete Cabeças é também um dos mais premiados longas nacionais do século 21. A produção recebeu, entre outros, o Prêmio Qualidade Brasil, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e o Troféu APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte. Foi consagrado também no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no Cine PE.

Ao longo da carreira, realizou outras obras aclamadas pelo público e pela crítica, como: Chega de Saudade, com Tônia Carrero e Leonardo Villar, premiado nos festivais de Cartagena, Brasília, Miami, entre outros; As Melhores Coisas do Mundo, com Francisco Miguez e Caio Blat, e vencedor de sete troféus Calunga no Cine PE, no Recife; além de trabalhos na TV, como a série Psi.

Em 2017, depois de passar pelo Festival de Berlim com boa recepção, o drama Como Nossos Pais, protagonizado por Maria Ribeiro, foi consagrado na 45ª edição do Festival de Cinema de Gramado e levou seis kikitos, entre eles, o de melhor filme e direção. A carreira do longa continuou a fazer sucesso em outras premiações, como: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, FESTin, Sesc Melhores Filmes, Troféu APCA, Festival de Vitória, entre outros.

Laís Bodanzky sempre trabalhou com o cinema e para o cinema. Por quinze anos coordenou o projeto social Cine Tela Brasil, voltado ao ensino e exibição de filmes nas periferias do Brasil. Atualmente, exerce o cargo de diretora-presidente da Spcine e faz parte do Comitê Brasileiro de Seleção do Oscar 2021.

Neste ano, pelo seu trabalho destacado como artista comprometida com o crescimento do cinema brasileiro, foi homenageada na 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Eduardo Abelin.

Para falar mais sobre a homenagem e relembrar momentos marcantes de sua carreira, conversamos com Laís Bodanzky virtualmente no dia do seu aniversário. Entre tantos assuntos, a cineasta falou de seus filmes com carinho, dos atores e equipes, contou histórias divertidas de bastidores de filmagens e adiantou novidades sobre seu próximo trabalho, o filme de época A Viagem de Pedro (título provisório), no qual Cauã Reymond interpreta Dom Pedro I.

Aperte o play e confira:

Foto: Diego Vara/Agência Pressphoto.

68º Festival de San Sebastián: conheça os vencedores

por: Cinevitor

sansebastianvencedores2020Michel Franco entrega o prêmio de melhor direção para Dea Kulumbegashvili.

Foram anunciados neste sábado, 26/09, os vencedores da 68ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. O drama Dasatskisi (Beginning), de Dea Kulumbegashvili, recebeu a Concha de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento, e ainda foi consagrado em outras três categorias.

O Júri Oficial foi presidido pelo cineasta italiano Luca Guadagnino e contou também com: Joe Alwyn, ator britânico; Marisa Fernández Armenteros, produtora; Michel Franco, cineasta mexicano; e Lena Mossum, figurinista.

A cerimônia de premiação foi apresentada por Edurne Ormazabal e Juan Diego Botto, que agradeceram o apoio do público: “Cada edição do festival é, por definição, única e irrepetível, mas a deste ano tem sido ainda mais. Não houve festas e nem multidões, nem mesmo para sussurrar algo no ouvido de nossos companheiros de assento, e temos que dizer que nos comove com o comportamento exemplar do público. Obrigado pelo seu apoio incondicional”, comentaram.

O evento aconteceu de forma presencial, porém seguiu todos os protocolos de segurança por conta da pandemia de Covid-19. O cineasta francês Eugène Green, que estava com o filme Atarrabi & Mikelats, foi expulso pela organização do evento durante a apresentação do seu longa por se recusar a usar máscara.

O cinema brasileiro marcou presença nesta edição com Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, na mostra Horizontes Latinos; e Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, na seção New Directors.

Além dos filmes, o festival também presta homenagens a grandes nomes da sétima arte. O Prêmio Donostia foi entregue para o ator americano Viggo Mortensen; já o Zinemira Award foi para Sara Bilbatua, diretora de elenco.

Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 2020:

CONCHA DE OURO | MELHOR FILME:
Dasatskisi (Beginning), de Dea Kulumbegashvili (França/Geórgia)

CONCHA DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO:
Dea Kulumbegashvili, por Dasatskisi (Beginning)

CONCHA DE PRATA | MELHOR ATRIZ:
Ia Sukhitashvili, por Dasatskisi (Beginning)

CONCHA DE PRATA | MELHOR ATOR:
Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Magnus Millang e Lars Ranthe, por Druk (Another Round)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Crock of Gold: A Few Rounds with Shane MacGowan, de Julien Temple (Reino Unido)

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR ROTEIRO:
Dasatskisi (Beginning), escrito por Dea Kulumbegashvili e Rati Oneli

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FOTOGRAFIA:
Nakuko wa ineega (Any Crybabies Around?), por Yuta Tsukinaga

PRÊMIO NOVOS DIRETORES:
La última primavera (Last Days of Spring), de Isabel Lamberti (Holanda/Espanha)
Menção Especial: Gē shēng yuán hé màn bàn pāi (Slow Singing), de Xingyi Dong (China)

PRÊMIO HORIZONTES:
Sin señas particulares (Identifying Features), de Fernanda Valadez (México/Espanha)
Menção Especial: Las mil y una (One in a Thousand), de Clarisa Navas (Argentina/Alemanha)

PRÊMIO  ZABALTEGI-TABAKALERA:
A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)
Menção Especial: Domangchin yeoja (The Woman Who Ran), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME | CITY OF DONOSTIA:
The Father, de Florian Zeller (Reino Unido)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME EUROPEU | CITY OF DONOSTIA:
El agente topo (The Mole Agent), de Maite Alberdi (Chile/EUA/Alemanha/Holanda/Espanha)

PRÊMIO FIPRESCI:
Wuhai, de Zhou Ziyang (China)

IRIZAR BASQUE FILM AWARD:
Ane (Ane Is Missing), de David Pérez Sañudo (Espanha)
Menção Especial: Non Dago Mikel? (Where Is Mikel?), de Amaia Merino e Miguel Angel Llamas (Espanha)

SIGNIS AWARD:
Druk (Another Round), de Thomas Vinterberg (Dinamarca/Suécia/Holanda)

SEBASTIANE AWARD:
Falling, de Viggo Mortensen (Canadá/Reino Unido)

YOUTH AWARD:
Limbo, de Ben Sharrock (Reino Unido)

Foto: Montse Castillo.

Conheça os vencedores do Queer Lisboa 2020; Quebramar, de Cris Lyra, é premiado

por: Cinevitor

quebramarlisboa2020Curta brasileiro se destacou na programação.

Foram anunciados neste sábado, 26/09, os vencedores da 24ª edição do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, que tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transsexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas.

O cinema brasileiro, que marcou presença com diversas produções, foi premiado na mostra competitiva de curtas-metragens com Quebramar, de Cris Lyra. O júri, formado por José Magro, Ricardo Barbosa e Rita Natálio, justificou a escolha: “Pelo mergulho no cuidado comunitário e reparador que conecta as vidas de jovens lésbicas de São Paulo. Um filme líquido atravessado pelas ocupações das escolas secundárias em 2015, pelo candomblé, pela música, pela ternura, e também pelo luto face a um Brasil despedaçado pela sua história política mais recente e pela violência colonial e racista que marca a sua fundação histórica”.

Entre os longas, Lingua Franca, de Isabel Sandoval, foi o grande vencedor. O filme foi escolhido pela singularidade e sutileza com que retrata uma realidade de vulnerabilidade e resistência, num contexto contemporâneo extremamente adverso.

Em comunicado oficial, a organização do evento destacou a presença do público: “Em um ano com dificuldades por conta da pandemia de Covid-19, o Queer Lisboa salienta a grande afluência de público, confirmando assim a vontade por parte dos espectadores em continuar a celebrar o cinema queer de forma presencial e também a crucial importância dos festivais de cinema, contrariando os números das salas de cinema comerciais”.

Conheça os vencedores do Queer Lisboa 2020:

MELHOR FILME | LONGAS-METRAGENS | FICÇÃO
Lingua Franca, de Isabel Sandoval (EUA/Filipinas)

MELHOR FILME | LONGAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO
Toutes les Vies de Kojin, de Diako Yazdani (França)

COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Quebramar, de Cris Lyra (Brasil)
Menção Especial: Aline, de Simon Guélat (França/Suíça)

IN MY SHORTS | COMPETIÇÃO
Why Do I Feel like a Boy?, de Kateřina Turečková (República Checa)

QUEER ART | COMPETIÇÃO
Melhor Filme: Santos, de Alejo Fraile (Argentina)
Menção Especial: Hiding in the Lights, de Katrina Daschner (Áustria/Itália/Espanha/Alemanha)

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #373: Entrevista com Sidney Magal e Joana Mariani | Me Chama Que Eu Vou | 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

magalcinevitor1Hey, eh, oh, eh, oh: o amante latino nas telonas.

Exibido na mostra competitiva de longas brasileiros do 48º Festival de Cinema de Gramado, o documentário Me Chama Que Eu Vou, de Joana Mariani, de Todas as Canções de Amor, é repleto de músicas, narrado em primeira pessoa sobre Sidney Magal, nascido Sidney Magalhães, e resgata sua trajetória desde a infância até o presente, repassando os seus mais de 50 anos de carreira e mostrando o homem por trás do artista.

A emocionante vida de Magal mostrada no longa fará o público rir e chorar com um homem real, que por trás da figura pública, exuberante e sexy, tem histórias inusitadas, como quando pediu a Vinicius de Moraes que compusesse uma música para ele, a maneira como escolheu o seu nome artístico na Itália, e até a rejeição inicial da Rede Globo, que logo depois o transformou em convidado de honra em seus programas musicais. O título do filme vem de uma das músicas mais famosas de Magal, que serviu de tema de abertura da novela Rainha da Sucata, em 1990 e que de certa forma, também brinca com uma característica especial de Magal, que costuma aceitar a maioria dos convites que recebe.

A diretora Joana Mariani conheceu o cantor no começo dos anos 2000, durante as filmagens do clipe da música Tenho, dirigido por Pedro Becker, que foi lançado no Fantástico, e se aproximou do artista e de sua família. Magal também já participou de peças de teatro, filmes e programas de televisão e encara o documentário como uma espécie de coroação.

Repleto de imagens de arquivos de televisão e do próprio Magal, o filme explora tanto o lado artístico quanto pessoal. Assim, o documentário encontra um Magal que se abre à câmera numa conversa franca sobre sua família, sua música, sua carreira. O filme tem também depoimentos de sua companheira, Magali West, que conta, entre outras coisas, como o cantor a conquistou, quando ela ainda era uma jovem estudante em Salvador; e do filho, Rodrigo West.

Para falar mais sobre o longa, batemos um papo virtual com a diretora e com a grande estrela, Sidney Magal. Entre tantos assuntos, o cantor falou da alegria de ser selecionado para Gramado, relação com a família e fãs, relembrou trabalhos marcantes, entre outros. Joana também falou sobre a parceria com Magal, lançamento do filme e da ficção Meu Sangue Ferve por Você, uma comédia romântica musical livremente adaptada na vida do cantor, que será dirigida por Paulo Machline, com José Loreto como protagonista.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

Carlinhos e Carlão

por: Cinevitor

carlinhoscarlaoposterDireção: Pedro Amorim

Elenco: Luis Lobianco, Thati Lopes, Marcelo Souza, Luis Miranda, Marcelo Flores, Saulo Rodrigues, Pedroca Monteiro, Otávio Augusto, Claudio Mendes, Bemvindo Sequeira, Thiago Rodrigues, Letícia Isnard, Anja Bittencourt, Victoria Lamoglia, Claudia Mauro, Matheus Costa, Davi Cunha, Bernardo Alves, Guel Villela, Saulo Eduardo, Felipe Dutra, Edney D’Conti, William Freitas, Allan Rodrigues, Ângelo Flávio, Mery Horta, Dhan Marcell, Andreia Pimentel, Olívia Vivone, Melina Moura, Núbia Pinheiro, Morgado, Rogério da Costa Jr., Gabriel Bing, Victor Kalab, Arthur Gregory, Thiago di Sabbato, Gustavo Salgado, Daniel Vasques, João di Sabbato, Fabiano Krieger, Mariana Rebelo, Igor Durkowski, Felipe Fontoura, Leonardo Correa, Flávia Seixas, Alan Nunes, Manoel Gomes, Eduardo Ravenna, Fabricio Gomes, Guilherme Trestini, Elthon Charles, Celso Cardoso, Raphaella Barros, Alainstar Aredes, Alexandre Freixo, Alick Akio Bergstron, André Sabino, Andy Almeida, Arthur Prado, Erick Jackson, Jonatas Mozer, Lohan Figueiredo, Marcelo Barreto, Marcelo Guerra, Raphael D’Avila, Rafael Mattos, Robson Lins, Ruan Teixeira, Vitor Renoldi.

Ano: 2020

Sinopse: Carlão trabalha em uma concessionária de carros, acha que sabe tudo de mecânica e futebol e está sempre no bar com os amigos, em meio a conversas machistas e piadas homofóbicas. A compra de um armário, vendido por Evaristo, muda sua rotina e o transforma. A partir daí, surgem dois personagens: de dia, o machão Carlão; à noite, Carlinhos, simpático, talentoso e divertido.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

48º Festival de Cinema de Gramado: conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas

por: Cinevitor

vencedoresgauchos2020gramadoIsabél Zuaa no telão: melhor atriz por Deserto Estrangeiro, de Davi Pretto.

Realizada à distância pela primeira vez, a cerimônia de premiação do 17º Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas, do 48º Festival de Cinema de Gramado, foi apresentada por Roger Lerina e Marla Martins e contou com recursos tecnológicos para aproximar as equipes.

Transmitida ao vivo pelas redes sociais nesta quarta-feira, 23/09, direto do Palácio dos Festivais, os concorrentes nas categorias de melhor atriz, melhor ator, melhor direção e melhor filme aguardaram o resultado ao vivo, no telão.

O grande vencedor deste ano foi o curta Construção, de Leonardo da Rosa, que também levou os troféus de melhor direção e melhor montagem para André Berzagui e Arthur Amaral. O filme narra a história de Andréia, que depois de despejada de sua casa volta para a comunidade de Getúlio Vargas com seus filhos Augusto, Gustavo e Bruno e inicia, com a ajuda deles, a construção da casa própria.

Deserto Estrangeiro, de Davi Pretto, venceu em três categorias: melhor ator para Mauro Soares, melhor atriz para Isabél Zuaa, que também participa do longa brasileiro em competição Um Animal Amarelo, e melhor fotografia para Luciana Baseggio. “Para mim, é muito importante estar perto do cinema brasileiro a esta altura. Fico muito agradecido e comovido por isso, o cinema brasileiro é de grande qualidade”, agradeceu Mauro Soares. Deserto Estrangeiro conta a história de um jovem brasileiro que recém começou a trabalhar em uma imensa floresta em Berlim, e é arrastado para um pesadelo envolvendo o passado colonial alemão quando tenta encontrar uma garota perdida na mata.

Este ano, foram 113 produções inscritas, de 17 cidades. A Comissão de Seleção composta pelo diretor e roteirista Lucas Cassales, pela produtora Tatiana Behar, pelo publicitário e servidor da Assembleia Legislativa Rafael Severo, pelo crítico Yuri Correa, e pela produtora Gisele Hiltl foi a responsável por escolher os 19 concorrentes que foram exibidos no serviço de streaming do Canal Brasil.

Já o júri formado pelo jornalista, crítico e pesquisador Adriano Garret, pela cineasta e professora universitária Karla Holanda, pelo produtor executivo Fernando Dias, pela atriz, educadora e presidenta da Academia Paraibana de Cinema, Zezita Matos e pela produtora cultural e diretora do Icumam Cultural e Instituto, Maria Abdalla, teve a responsabilidade de escolher os vencedores da noite.

A emoção extra ficou por conta dos depoimentos de nomes como o do fotógrafo e diretor de cena Gilberto Perin, do cineasta Boca Migotto, do ator Sirmar Antunes, do montador Giba Assis Brasil, do cineasta José Pedro Goularte, do ator Werner Schünneman, do cineasta e roteirista Jorge Furtado e da jornalista e produtora cultural Alice Urbim. O ator e locutor, João França, que faleceu em março, foi lembrado por ajudar a organizar a categoria no Rio Grande do Sul e também, pela sua generosidade recebeu uma homenagem especial in memoriam.

Conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas Metragens 2020:

Melhor Filme: Construção, de Leonardo da Rosa (Pelotas)
Melhor Ator: Mauro Soares, por Deserto Estrangeiro
Melhor Atriz: Isabél Zuaa, por Deserto Estrangeiro
Melhor Direção: Leonardo da Rosa, por Construção
Melhor Roteiro: Desencanto, escrito por Richard Tavares
Melhor Fotografia: Deserto Estrangeiro, por Luciana Baseggio
Melhor Montagem: Construção, por André Berzagui e Arthur Amaral
Melhor Direção de Arte: Sopa Noir, por Alice Sperb e Thiago Dorsch
Melhor Música (Trilha Sonora): Magnética, por Valmor Pedretti
Melhor Edição de Som (Desenho de Som): Letícia Monte Bonito 04, por Gabriel Portela
Melhor Produção Executiva: Lacrimosa, por Matheus Heinz
Prêmio da Crítica: Fragmentos ao Vento 1945, de Ulisses Da Motta (Porto Alegre)
Menção Honrosa: Construção, de Leonardo da Rosa
Prêmio Especial do Júri: O que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Bagé)

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

Fazendo Meu Filme, livro de Paula Pimenta, será adaptado para o cinema

por: Cinevitor

paulapimentalivrofilmenovoSucesso nas livrarias e nas telonas!

Depois do sucesso de Cinderela Pop, com Maisa Silva, a Galeria Distribuidora anuncia a aquisição dos direitos para a adaptação cinematográfica de outro livro de Paula Pimenta: Fazendo Meu Filme – A Estreia de Fani. Com produção da Panorâmica e coprodução e distribuição da Galeria Distribuidora, as filmagens estão previstas para 2021.

Com mais de 250 mil cópias vendidas, a obra é sobre uma adolescente igual a tantas outras. Fani adora suas amigas, precisa estudar para passar de ano na escola, vive apaixonada e é louca por cinema. Um dia, porém, é convidada a fazer um intercâmbio cultural e vê sua vida mudar completamente.

“O público infantojuvenil tem um grande potencial comercial e é parte significativa das estratégias da empresa. Nosso objetivo é continuar apresentando histórias que cativem os adolescentes; como aconteceu com Cinderela Pop, outro livro da Paula que virou filme com a gente e fez muito sucesso”, explica Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora.

“Estou muito empolgada para ver ‘Fazendo Meu Filme’ transformado em longa, por vários motivos! Dos livros que já escrevi, esse é o meu queridinho, por ser o meu primeiro romance e também pela história ter sido um pouco inspirada na minha própria vida”, comenta Paula Pimenta. “Além disso, meus leitores pedem para ver o livro nas telas desde que o lancei, há 12 anos, e agora finalmente vou poder atender esse desejo deles! Para completar, a Fani, personagem principal, é louca por cinema e com certeza iria ficar muito feliz de ver sua própria história ganhando as telas.”

Fazendo Meu Filme se desdobrou em série literária, composta por outras três histórias, e vendeu mais de 870 mil livros. O elenco e a equipe técnica, entre outros detalhes do longa, serão divulgados nos próximos meses pela Galeria Distribuidora.

Foto: Reprodução/Facebook.

Mostra Tiradentes | SP 2020: filmes, debates virtuais e homenagem ao coletivo Filmes do Caixote

por: Cinevitor

filmesdocaixotetiradentesColetivo paulista Filmes do Caixote: sessões especiais dos trabalhos do grupo.

A oitava edição da Mostra Tiradentes | SP acontecerá entre os dias e 7 de outubro, de forma gratuita, graças a parceria entre a Universo Produção e o Sesc SP, com um panorama do cinema brasileiro contemporâneo.

O evento elegeu como tema A Imaginação como Potência, mote que também norteou a 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O objetivo é dar sequência e ampliar com novas vozes e olhares as reflexões e discussões iniciadas em janeiro na cidade mineira. A Mostra acontecerá no formato digital, por conta da pandemia de Covid-19, e poderá ser acessada pelos sites do Sesc e do evento.

A temática foi proposta pelo curador Francis Vogner dos Reis para reforçar que, mesmo numa época de dúvidas, o cinema brasileiro vive um momento de absoluta efervescência criativa e de recepção. O tema foi definido em janeiro, portanto, antes do cenário de pandemia que estamos vivendo, mas o enfoque está mais atual do que nunca. Francis destaca: “O que emerge na atual produção no país é o desejo de interpretar nossa experiência hoje, de projetar caminhos possíveis, de provocar imagens que nos remetam a uma perspectiva sobre o passado tendo em vista não só um olhar original sobre fraturas sociais e políticas, mas também uma superação destas num desejo de futuro. Existem filmes, documentários e ficções, que olham o presente e colocam as coisas em termos históricos, atentando para o mundo como ele é e se questionando como ele poderia ser”.

Na Mostra A Imaginação como Potência serão exibidos filmes que saíram vencedores da 23ª Mostra Tiradentes, como: Até o Fim, de Ary Rosa e Glenda Nicácio e A Parteira, de Catarina Doolan, eleitos melhor longa e curta pelo júri popular; além do longa Yãmĩyhex: as mulheres-espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali, vencedor do Prêmio Carlos Reichenbach, entregue ao melhor filme da Mostra Olhos Livres eleito pelo Júri Jovem. Os curtas A Felicidade Delas, de Carol Rodrigues; Inabitáveis, de Anderson Bardot; O Verbo Se Fez Carne, de Ziel Karapotó; e Pattaki, de Everlane Moraes completam a programação da seção.

inabitaveistiradentesspCena do curta Inabitáveis, de Anderson Bardot.

Integra a programação da 8ª Mostra Tiradentes | SP a homenagem ao coletivo paulista Filmes do Caixote, com sessões especiais do trabalho do grupo. Formado por Caetano Gotardo, João Marcos de Almeida, Juliana Rojas, Marco Dutra e Sergio Silva, o Filmes do Caixote foi uma das mais notórias experiências de coletivo cinematográfico em São Paulo, criado na primeira década do século XXI quando despontavam também em outro estados coletivos fundamentais no cinema contemporâneo brasileiro, como a Teia, em Minas Gerais, e Alumbramento, no Ceará. “Esse fenômeno dos coletivos se viabilizou como uma produção artesanal que ia, inicialmente, na contramão do cinema incentivado por editais e que demandavam uma forma de trabalho e criação profissionalizadas (ou seja, industriais)”, comenta Francis Vogner dos Reis.

O início da atuação do coletivo inclui produções pequenas e experimentais realizadas em VHS, vídeo digital e película. Curtas marcados por empreitadas estéticas mais impressionistas do que discursivas, quase sempre performáticas e que levam em consideração a criação de formas a partir de uma exploração da câmera, fazendo dela mais um instrumento de poesia do que um meio de registro de realismo narrativo. Com diversos trabalhos que não responderam a um método único e a um sistema muito rígido de realização, a liberdade sempre foi a tônica desse conjunto de filmes e realizadores.

Fizeram muitos filmes de curta-metragem experimentais com aparato parcimonioso via coletivo assinando as obras individualmente, em dupla ou em grupo. No entanto, também filmaram longas e curtas pelos meios mais oficiais, como editais e coproduções, com aparato mais robusto e circulação internacional, nos quais seus integrantes exercem diversas funções nos filmes uns dos outros. Exemplo mais bem sucedido disto, Todos os Mortos, último longa do coletivo dirigido por Marco Dutra e Caetano Gotardo e com Juliana Rojas assinando a montagem, uma coprodução Brasil e França, que concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano.

Também se destaca a rede de colaboradores que tomam parte decisiva na história do Filmes do Caixote, como as atrizes Gilda Nomace, Helena Albergaria, Helena Ignez, o ator Eduardo Gomes, o fotógrafo Matheus Rocha, a produtora Sara Silveira, entre muitos outros produtores, atores, atrizes e profissionais técnicos.

trabalharcansatiradentesSPHelena Albergaria e Gilda Nomace em Trabalhar Cansa: exibido em Cannes.

“O trabalho da Filmes do Caixote nos coloca questões não só sobre o cinema contemporâneo, mas também sobre a produção paulista como um todo. Se historicamente São Paulo se notabiliza por uma produção de filmes realizada em um esquema industrial, é importante notar que as maiores e mais imaginativas contribuições estéticas no cinema realizado na cidade sempre vieram de pequenos grupos criativos que buscaram reinventar (ainda que provisoriamente) modos de criação. Do cinema marginal à Produtora Paraísos Artificiais, os celeiros de invenção mais efusivos surgem na contramão do esquemas de criação e trabalho mais hegemônicos”, define o curador.

O público poderá conhecer a trajetória do coletivo em filmes e debate na programação do evento. Dentre os filmes que integram a Mostra Homenagem está o longa Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra, curtas-metragens que marcaram a carreira dos cineastas, como Desculpa, Dona Madama, único filme dirigido por todos integrantes, e A Bela P…,  de João Marcos de Almeida e que teve participação de todos os membros como elenco ou trilha sonora. “Estamos muito felizes com a homenagem e acreditamos que é uma grande oportunidade para dar destaque a nossos curtas, que é como a gente se firmou”, comenta o coletivo.

A abertura da programação será no dia 1º de outubro, às 20h, na plataforma do Sesc. Uma performance audiovisual que apresentará a temática, a programação, a homenagem e o conceito do evento dá início as atrações da noite. Na sequência, o debate inaugural vai reunir os cinco integrantes da Filmes do Caixote, homenageados desta edição do evento.

A programação do dia se completa com a pré-estreia do filme Canto dos Ossos, de Jorge Polo e Petrus de Bairros. O longa foi eleito o melhor filme da Mostra Aurora pelo Júri Oficial da 23ª Mostra Tiradentes. Após o filme, será exibido um bate-papo com a equipe do longa.

Confira a lista completa com os selecionados para a 8ª Mostra Tiradentes | SP:

MOSTRA AURORA

Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso (CE)
Cadê Edson?, de Dácia Ibiapina (DF)
Canto dos Ossos, de Jorge Polo e Petrus de Bairros (CE/RJ)
Mascarados, de Marcela Borela e Henrique Borela (GO)
Natureza Morta, de Clarissa Ramalho (MG)
Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu, de Bruno Risas (SP)
Pão e Gente, de Renan Rovida (SP)
Sequizágua, de Maurício Rezende (MG)

MOSTRA FOCO

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Aos Cuidados Dela, de Marcos Yoshi (SP)
Calmaria, de CATAPRETA (MG)
Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE)
Egum, de Yuri Costa (RJ)
Estamos Todos na Sarjeta, Mas Alguns de Nós Olham as Estrelas, de João Marcos de Almeida e Sergio Silva (SP)
Mansão do Amor, de Renata Pinheiro (PE)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)
Rancho da Goiabada, de Guilherme Martins (SP)

MOSTRA A IMAGINAÇÃO COMO POTÊNCIA

A Felicidade Delas, de Carol Rodrigues (SP)
A Parteira, de Catarina Doolan (RN)
Até o Fim, de Glenda Nicácio e Ary Rosa (BA)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (ES)
O Verbo se Fez Carne, de Ziel Karapotó (PE)
Pattaki, de Everlane Moraes (SE)
Yãmĩyhex: As Mulheres-espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali (MG)

MOSTRA PAULISTA

Bonde, de Asaph Luccas
Carne, de Camila Kater
Entre Nós e o Mundo, de Fabio Rodrigo
Mona, de Luíza Zaidan e Thiago Schindler
Três Bailarinas, de Leonel Costa

MOSTRA HOMENAGEM

A Bela P…, de João Marcos de Almeida (2008)
A Criada da Condessa, de Juliana Rojas (2006)
A vida do fósforo não é bolinho, gatinho, de Sergio Silva (2014)
As Sombras, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2009)
Carne, de Sergio Silva (2008)
Choclo, de Caetano Gotardo (2015)
Desculpa, Dona Madama, de Filmes do Caixote (2013)
Eva Nil, Cem Anos Sem Filmes, de João Marcos de Almeida (2009)
Matéria, de Caetano Gotardo (2013)
Minha Única Terra é na Lua, de Sergio Silva (2017)
Nascemos hoje, quando o céu estava carregado de ferro e veneno, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2013)
O Papel do Manto, de Sergio Silva (2009)
O que Se Move, de Caetano Gotardo  (2012)
Os Barcos, de Caetano Gotardo e Thaís de Almeida Prado (2012)
Rede de Dormir, de Marco Dutra (2009)
Sarau na cama, de João Marcos de Almeida e Sergio Silva (2008)
Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2011)

Foto: Leo Lara/Universo Produção/Divulgação.

Uma Canção para Latasha

por: Cinevitor

cancaolatashaposterA Love Song for Latasha

Direção: Sophia Nahli Allison

Elenco: Raigan Alex, Zoe Flint, Shinese Harlins, Tybie O’Bard, Londyn Sharp, Nnenna Brown, Marley Cortez, Juanita Jennings, Richard Cortez, Hannah Martin, Faith Martin, Irie Hudson, Tatiana Johnson, Tanya Smith-Johnson, Mikayla Roberts, Jazzena Booth, Lena Hightower, Kyndall Dowell.

Ano: 2019

Sinopse: O assassinato de Latasha Harlins foi o estopim para os protestos de 1992 em Los Angeles. Este documentário emocionante conta a vida e os sonhos da jovem de 15 anos.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Conheça os vencedores do 10º CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico

por: Cinevitor

cinefantasy5estrelasvenceLuciana Paes e Gilda Nomacce no curta 5 Estrelas, de Fernando Sanches.

Foram anunciados neste domingo, 20/09, em uma cerimônia virtual, os vencedores da 10ª edição do CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico, que foi criado com o objetivo de incentivar, debater e divulgar o cinema fantástico e seu universo; mas também, fomentar a reflexão e fortalecer os laços entre realizadores, produtores e distribuidores.

Com uma seleção de 140 filmes, entre longas e curtas de 30 países, o CINEFANTASY aconteceu em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19. Os filmes foram exibidos na plataforma Belas Artes À La Carte.

Nesta 10ª edição, o CINEFANTASY homenageou a atriz Gilda Nomacce, que tem mais de cem filmes na carreira, entre curtas e longas, como: Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra; Ausência, de Chico Teixeira; Trabalhar Cansa e As Boas Maneiras, da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra; Minha Única Terra é na Lua, de Sergio Silva; os recentes Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra; Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza; e os esperados Casa das Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, Adeus ao Comandante, de Sérgio Machado e Obsolência, de João Marcos de Almeida. A atriz também esteve presente na programação com o curta-metragem 5 Estrelas, de Fernando Sanches.

Conheça os vencedores do 10º CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico:

LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: A Mulher da Foto (Woman of the Photographs), de Takeshi Kushida (Japão)
Melhor Direção: Mercedes Moreira, por O Patalarga (El Patalarga)
Melhor Roteiro: A Voz do Pai (Az Úr Hangja), escrito por György Pálfi, Zsófia Ruttkay e Gergö V. Nagy
Melhor Ator: Samir Hauaji, por Cabrito
Melhor Atriz: Jazmir Stuart, por A Festa Silenciosa (La Fiesta Silenciosa)

CURTAS-METRAGENS

Melhor Curta | Amador: Náusea, de Thomas Webber (Brasil, PR)
Melhor Curta | Animação: O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto, de Bruno Caetano (França/Portugal)
Melhor Curta | Brasil Fantástico: 5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
Melhor Curta | Espanha Fantástica: Um Gostinho (A Little Taste), de Victor Català
Menção Honrosa | Espanha Fantástica: Maré (Mare), de Guiller Vázquez
Melhor Curta | Estudante: O Filho do Homem, de Fillipe Rodrigues (FAV/UFPA, Belém/PA)
Menção Honrosa | Estudante: O Repto, de Ana Carolina e Lays Kislley (Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação – Projeto LuCa, Santa Luzia do Itanhy/SE)
Melhor Curta | Fantasia: Reflexo (Reflet), de Paul Guerin e François Guerin (França)
Melhor Curta | FantasTeen: O Poço (The Well), de Neal Dhand (República Tcheca)
Melhor Curta | Fantástica Diversidade: Polter, de Álvaro Vicario (Espanha)
Menção Honrosa | Fantástica Diversidade: Purpleboy, de Alexandre Siqueira (Portugal/França/Bélgica)
Melhor Curta | Ficção Científica: Eco, de Aitor de Miguel (Espanha)
Menção Honrosa | Ficção Científica: DAR(K)WIN Project, de Charles Mercier (França)
Melhor Curta | Horror: O Barbeiro (The Barber), de Sergiy Pudich (Ucrânia)
Menção Honrosa | Horror: Limbo, de Dani Viqueira (Espanha)
Melhor Curta | Mulheres Fantásticas: Lili, de Yfke Van Berckelaer (Holanda)
Menção Honrosa | Mulheres Fantásticas: O Presente (The Gift), de Jacintha Charles (EUA)
Melhor Curta | Pequenos Fantásticos: Lembrancinhas (Souvenir), de Cristina Vilches Estella (Espanha/Suíça)
Menção Honrosa | Pequenos Fantásticos: Robô (Bot), de Jing-Yu Wang (Taiwan)

PRÊMIO TANU DISTRIBUICION AMERICALATINA

Curta-metragem: Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes (Brasil, BA)
Longa-metragem: Terminal Praia Grande, de Mavi Simão (Brasil, MA)

PRÊMIO AIC

Melhor Curta | Amador: Náusea, de Thomas Webber
Melhor Curta | Estudante: O Filho do Homem, de Fillipe Rodrigues (FAV/UFPA, Belém/PA)

PRÊMIO AQUISIÇÃO ELO COMPANY: 5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
PRÊMIO CTAv: Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes
PRÊMIO MISTIKA: Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes

PRÊMIO INSTITUTO DE CINEMA

Curso Cinema Total em Casa: Sempre que Chove, de Pierre Rodrigues (AIC, São Paulo/SP)
Roteiro Avançado: Astro, de Flora Serra (Brasil, SP)
Cultura Fílmica: A Balada dos Anjos e Demônios, de Marcelo Domingues (Brasil, SP)
Oficina de Projetos: Sussurros, de Fabio Knoll (SP)
Horror no Cinema Brasileiro: Boar’s Road, de Jorge F. S. Neto (Brasil, SP)
Drácula no Cinema: O Toque dos Meus Lábios te Visita na Penumbra da Noite, de Caio de Santis (Brasil, SP)

Foto: Divulgação.

Dirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, Todos os Mortos é exibido no 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

todososmortosdebate1Carolina Bianchi e Mawusi Tulani em cena.

A segunda noite da 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que este ano acontece em formato multi plataforma e com exibição no Canal Brasil, começou com os curtas Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho, e Subsolo, de Erica Maradona e Otto Guerra. O longa estrangeiro deste sábado, 19/09, foi o colombiano La Frontera, de David David.

Dirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, Todos os Mortos, que disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim, foi exibido na mostra competitiva de longas brasileiros. No filme, ambientado em São Paulo entre 1899 e 1900, duas famílias, uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento, guiam a trama, que se passa onze anos após o fim do período escravista; passado recente que ainda mantém os decadentes Soares presos à ideia de superioridade e posse. O elenco conta com Mawusi Tulani, Clarissa Kiste, Carolina Bianchi, Thaia Perez, Agyei Augusto, Alaíde Costa, Leonor Silveira, Thomás Aquino, Rogério Brito, Andrea Marquee, Gilda Nomacce e Tuna Dwek.

Na manhã seguinte à exibição, integrantes da equipe participaram de um debate virtual comandado por Roger Lerina. Marcaram presença: Caetano Gotardo, um dos diretores; as atrizes Mawusi Tulani e Thaia Perez; e o compositor da trilha original e consultor de roteiro, Salloma Salomão.

Em sua apresentação, Gotardo falou sobre o problema que ocorreu na exibição do longa na noite anterior: “Infelizmente, ontem aconteceu um grave problema técnico na transmissão do filme. Eu acho importante deixar isso claro pra quem assistiu pela primeira vez nessa transmissão. Teve algum erro na compreensão do som para a TV. O som do filme não é como foi exibido. Muitas vezes os diálogos foram sobrepostos completamente pelos outros sons, pela música. O filme tem um trabalho de som muito delicado e tem uma narrativa sonora e musical importante. Mas, a maneira como ele foi exibido ontem não reflete o trabalho de som do filme. E isso prejudicou bastante a relação de algumas pessoas com o filme, pelo que a gente viu por meio de vários depoimentos. Além disso, os créditos finais foram acelerados. Não nos consultaram sobre isso, que também acho um profundo desrespeito com toda a equipe. Foi a primeira exibição do filme no Brasil e os créditos passaram em uma velocidade maior que o dobro. Existe uma canção nos créditos finais, composta pelo Salloma Salomão, que não tocou nem a metade. Foi impossível ler os nomes das pessoas que realizaram esse filme”.

Depois disso, Caetano contou sobre o início da ideia de Todos os Mortos: “O filme começou com uma ideia do Marco Dutra, que dirige e escreve comigo. Ele teve uma primeira ideia a partir de uma pesquisa que estava fazendo para outro projeto. Na nossa primeira conversa já ficou claro o que nos interessava em pensar nesse período histórico brasileiro: era no quanto víamos uma relação profunda entre aquele período e o período que estamos vivendo”.

todososmortosdebate2Debate virtual no Palácio dos Festivais em tempos de pandemia. 

Mawusi Tulani, que interpreta Iná Nascimento, falou sobre seu papel: “O que mais me encantou na minha personagem foi que realmente, até então pra mim, artista preta, nunca tinha sido apresentada a um personagem de época. Uma personagem que não passa só ao fundo. É uma personagem que tem algo a dizer, que traz sua subjetividade enquanto mulher preta. É uma mulher que quer mudar de vida. Conseguimos, de alguma maneira, introduzir no filme dados importantes da história da luta do povo preto. É extremamente gratificante fazer parte desse ponto de virada. A Iná traz uma nova experiência para dentro do cinema”.

O compositor Salloma Salomão fez um discurso importante e necessário durante a coletiva: “Tenho sido crítico dos filmes produzidos por uma elite branca brasileira, que sempre nos coloca, e também os indígenas, como materiais de estudo e exploração econômica e estética. Mas, raramente, os artistas da elite branca entram em contato direto conosco no corpo a corpo. Os filmes rendem prêmios, rendem visibilidade artística e intelectual, mas eles produzem uma leitura completamente distorcida da nossa presença política, econômica e, principalmente, cultural na formação do Brasil”.

E continuou, falando também de Todos os Mortos: “No meu entendimento, qual é a importância do filme do Caetano e do Marco? Eles produzem uma virada nessa produção de estereotipia, nessa máquina de deterioração da nossa construção, da nossa imagem. Ele desliga a chave da violência para conectarmos com experiências históricas, como os quatrocentos anos de dominação violenta do escravismo e da produção capitalista reacionária para uma alteração nessa historicidade. Ou seja, Caetano e Marco abrem uma janela temporal que nos permite ver os dez anos; ou entender esses anos de república que desaguam nessa coisa terrível, que atualmente é esse autoritarismo de barbárie que estamos vivendo. Nós tivemos autoritarismo o tempo inteiro, mas não nesse nível, que inclusive está atingindo a própria elite intelectual e artística branca. Caetano e Marco trazem uma nova sensibilidade. O filme é corajoso porque interpreta esse tempo de construção da modernidade reacionária brasileira a partir de São Paulo”.

*Você acompanha a cobertura do CINEVITOR por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

*Clique aqui e assista ao nosso segundo programa especial sobre o Festival de Gramado no IGTV, com entrevistas com a equipe do filme.

Fotos: Hélène Louvart, Dezenove Som e Imagens/Edison Vara, Agência Pressphoto.

Nomadland, de Chloé Zhao, é o grande vencedor do Festival de Toronto 2020

por: Cinevitor

nomadlandtoronto2020Frances McDormand em Nomadland, de Chloé Zhao: grande vencedor.

Foram anunciados neste domingo, 20/09, os vencedores da 45ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Conhecido como um termômetro para o Oscar, o festival, um dos mais importantes do mundo, entrega o prêmio de melhor filme para o longa mais votado pelo público. Neste ano, o drama Nomadland, de Chloé Zhao, se consagrou como o grande campeão.

Também premiado no Festival de Veneza, com o Leão de Ouro de melhor filme, o longa, protagonizado por Frances McDormand, conta a história de Fern, que parte na estrada com sua van depois de um colapso econômico em uma cidade na zona rural de Nevada. Na estrada, pelo oeste americano, ela passa a explorar a vida fora da sociedade convencional como uma nômade moderna.

Por conta da pandemia de Covid-19, a organização garantiu que as exibições presenciais estariam de acordo com os protocolos de segurança, respeitando o distanciamento social. Nos primeiros cinco dias, os filmes tiveram sessões físicas e a programação também apresentou exibições em drive-in. Pela primeira vez em sua história, o TIFF lançou uma plataforma digital para o festival com novas oportunidades de conexão com o público além de Toronto. Ao longo dos dez dias, a plataforma sediou exibições digitais, além de inúmeras palestras e eventos especiais. Os filmes elegíveis para o Prêmio do Público, tradicional e mais importante honraria do festival, foram exibidos em diversos cinemas drive-in e também de forma on-line.

Sobre a edição deste ano, Cameron Bailey, diretor artístico e codiretor do TIFF, disse: “Foi um ano que não esqueceremos tão cedo. A pandemia atingiu o TIFF fortemente, mas conseguimos manter nossa inspiração original: trazer o melhor do cinema para o público mais amplo possível e transformar a maneira como as pessoas veem o mundo através do cinema. Vimos como o público abraçou a capacidade do cinema de transportá-los através de telas de todos os tamanhos, juntando-se a nós virtualmente de todos o países, algo que nunca teríamos visto em anos anteriores. O TIFF cumpriu sua promessa de fornecer aos frequentadores do festival e à indústria uma programação impactante. Estamos muito orgulhosos”.

A diretora executiva do festival, Joana Vicente, também falou sobre a 45ª edição: “Os filmes e realizadores apresentados no festival deste ano deixaram-nos inspirados e emocionados. Em uma época em que o próprio futuro de nossa amada forma de arte era questionado devido às paralisações de produção, salas de cinema e cancelamentos de festivais, vimos uma tenacidade de espírito. Estamos entusiasmados com o fato de que 46% dos filmes exibidos este ano foram dirigidos, codirigidos ou criados por mulheres. Nos inspiramos na generosidade da indústria, que cedeu seu tempo para estar presente, virtualmente, em apoio ao festival”.

Além disso, o TIFF Tribute Actor Awards foi entregue para a atriz Kate Winslet e para o ator britânico Anthony Hopkins. A cineasta chinesa Chloé Zhao, grande vencedora deste ano, recebeu o TIFF Ebert Director Award, honraria que reconhece e homenageia um ilustre cineasta por sua excelente contribuição ao cinema. A diretora indiana Mira Nair recebeu o Jeff Skoll Award in Impact Media; o trompetista Terence Blanchard foi homenageado com o TIFF Variety Artisan Award; e a cineasta canadense Tracey Deer, de Beans, foi honrada com o TIFF Emerging Talent Award.

Apresentado pela Shawn Mendes Foundation, o Prêmio Changemaker 2020 foi concedido a um filme que abordava questões de mudança social. Enquanto isso, a Canada Goose abraçou a diversidade em todas as suas formas e definições, incluindo técnica e paixão que transporta a narrativa para a tela, e apresentou o Prêmio Amplify Voices aos três melhores filmes de cineastas sub-representados.

Entre os filmes desta edição, o cinema brasileiro estava representado por Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, que também foi selecionado para a edição especial do Festival de Cannes deste ano. No longa, Antonio Pitanga dá vida a Cristovam, um homem simples do interior que precisa mudar de cidade em busca de melhores condições de vida e trabalho. Porém, ele precisa se adaptar a uma realidade diferente daquela que estava acostumado, sofrendo com a solidão e o preconceito dos moradores locais.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Toronto 2020:

MELHOR FILME | People’s Choice Award
Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)
2º lugar: One Night in Miami, de Regina King (EUA)
3º lugar: Beans, de Tracey Deer (Canadá)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | People’s Choice Documentary Award
Inconvenient Indian, de Michelle Latimer (Canadá)

PRÊMIO MOSTRA MIDNIGHT MADNESS | People’s Choice Award
Shadow In The Cloud, de Roseanne Liang (EUA/Nova Zelândia)

PRÊMIO CHANGEMAKER
Black Bodies, de Kelly Fyffe-Marshall (EUA/Canadá)

PRÊMIO AMPLIFY VOICES
Melhor Filme Canadense: Inconvenient Indian, de Michelle Latimer
Melhor Filme: The Disciple, de Chaitanya Tamhane (Índia) e La nuit des rois (Night of the Kings), de Philippe Lacôte (França/Costa do Marfim/Canadá/Senegal)
Menção Especial: Fauna, de Nicolás Pereda (México/Canadá) e Downstream to Kinshasa, de Dieudo Hamadi (Congo/Bélgica/França)

PRÊMIO IMDbPro | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Dustin, de Naïla Guiguet (França)
Melhor Filme Canadense: Benjamin, Benny, Ben, de Paul Shkordoff
IMDbPro Short Cuts Share Her Journey Award: Sing Me a Lullaby, de Tiffany Hsiung (Canadá/Taiwan)
Menção Honrosa: O Black Hole!, de Renee Zhan (Reino Unido)

PRÊMIO FIPRESCI
Beginning (Dasatskisi), de Dea Kulumbegashvili (Geórgia/França)

PRÊMIO NETPAC
Gaza mon amour, de Tarzan Nasser e Arab Nasser (Palestina/França/Alemanha/Portugal/Qatar)

Foto: Divulgação/Searchlight Pictures.