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Macabro

por: Cinevitor

macabroposterDireção: Marcos Prado

Elenco: Renato Góes, Amanda Grimaldi, Guilherme Ferraz, Diego Francisco, Eduardo Tomaz, Juliana Schalch, Flávio Bauraqui, Paulo Reis, João Pydd, Claudia Assunção, Osvaldo Mil, Thelmo Fernandes, Regiana Antonini, Laila Garin, Flavia Santana, Alex Nader, Xando Graça, Eduardo Speroni, Dani Barros, Clarice Paixão, Jack Berraqueiro, Nicolas Salim, Daniel Chagas, Edgar Amorim, Paloma Riani, Victor Gabriel Alves, Ismael Queiroz, Leonardo Rosa, Val Perré, Seu Tadeu, Marcos Sorriso, Herval Martins, Noel Zózimo, Denis Sauer.

Ano: 2020

Sinopse: Baseado na história real dos Irmãos Necrófilos, dois jovens que nos anos 1990 foram acusados de brutais assassinatos na Serra dos Órgãos. O suspense segue o sargento Teo em sua busca pelos suspeitos escondidos na Mata Atlântica. Enquanto a população, a imprensa e a polícia local condenam os irmãos, Teo percebe que um deles pode ser inocente e que a sociedade revela um padrão histórico de abuso racial, uma realidade tão violenta quanto os crimes em série.

Nota do CINEVITOR:

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Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança, será o filme de encerramento do IndieLisboa 2020

por: Cinevitor

animalamarelolisboaProtagonista: Higor Campagnaro em cena.

Escrito e dirigido pelo carioca Felipe Bragança, de Não Devore Meu Coração e Tragam-me a Cabeça de Carmen M., Um Animal Amarelo será o filme de encerramento da 17ª edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema, que tem como objetivo promover filmes independentes e apoiar a divulgação destes títulos na capital portuguesa, sendo considerado o maior festival português de cinema.

O evento estava marcado para acontecer no final de abril, porém, por conta da pandemia mundial de Covid-19, foi adiado e confirmado entre os dias 25 de agosto e 5 de setembro. Com isso, será um dos primeiros festivais europeus a acontecer com a presença de público nas salas, que deverão cumprir novas normas de segurança e regras sanitárias.

O diretor Felipe Bragança e parte do elenco, como Catarina Wallenstein, Isabél Zuaa, Matamba Joaquim e Lucília Raimundo, representarão o filme, que teve sua estreia mundial no Festival de Roterdã, em janeiro deste ano, e deve estrear comercialmente em Portugal e no Brasil em novembro. A curadoria do IndieLisboa considerou Um Animal Amarelo como um filme que reúne de forma inovadora alguns dos principais assuntos do ano em Portugal e na Europa: questões pós-coloniais e anticoloniais; além de discutir a atual situação política e cultural no Brasil.

No longa, descrito como uma tragicômica e melancólica fábula tropical sobre as heranças do colonialismo português no Brasil de hoje, Bragança traz suas memórias e impressões de cidadão brasileiro e artista vivendo no conturbado Brasil atual: “O filme é feito no encontro misterioso entre o pesadelo político cultural que estamos vivendo e histórias muito pessoais e escondidas sobre as quais os brasileiros nem sempre gostam de falar”, explica o diretor.

Filmado no Brasil, Portugal e Moçambique, Um Animal Amarelo traz a inquietação do diretor sobre questões de identidade individual e coletiva: “Filmar nesses países não foi como filmar no estrangeiro exatamente, mas filmar ainda mais perto de mim, nesse continente cultural instalado nas minhas vísceras, como que me vendo pela nuca, reinstalado como cineasta brasileiro. E, claro, voltei desse mergulho cheio de dúvidas, com a sensação de que a própria ideia de Brasil como harmonia construída sobre as ruínas coloniais está hoje se desfazendo por completa, e se tornando uma ainda mais nova ruína. Com a sensação de que meu lugar criativo, eu, ‘branco brasileiro’, mestiço de tantos medos e fantasmas, deveria estar além do silêncio diante dos dilemas raciais e culturais que me ocupam o imaginário familiar e pessoal e suas origens ibéricas, ameríndias e africanas”.

E completou: “Porque pensar qualquer construção, ou reconstrução de um sentido de comunidade que possa enfrentar o desmonte conservador e extremista no poder agora, vamos ter de encarar de forma nova a equação da nossa antropofagia cultural para além das sínteses sonhadas no passado. E esse pensamento novo deverá passar pelo fim na crença de um futuro paraíso prometido, mas acreditar na potência de um presente sempre feito da nossa autodestruição, demolição, numa autofagia poética urgente e necessária. Talvez um Neo-Tropicalismo possível, uma nova modernidade almejada que nos tire desse atoleiro conservador, esteja na construção de uma linguagem multi-idiomática, auto-debochada, sem síntese, e que não esteja preocupada em se, e nos, salvar”.

O longa tem produção da carioca Marina Meliande e de Luis Urbano, produtor português de filmes de diretores como Miguel Gomes e Manoel de Oliveira, e traz no elenco o protagonismo de Higor Campagnaro acompanhado de nomes como Herson Capri, Thiago Lacerda, Marcio Vito, Sophie Charlotte e Tainá Medina, além de um elenco luso-africano e de portugueses como Diogo Dória e Adriano Luz.

Vale lembrar que a seleção do IndieLisboa 2020 conta com produções brasileiras em diversas mostras e que foram anunciadas em abril. Clique aqui e saiba mais.

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

Festival de Veneza 2020 anuncia seleção; documentário com Caetano Veloso será exibido fora de competição

por: Cinevitor

caetanovelosoveneza1Selecionado: documentário sobre a prisão de Caetano Veloso, em 1968.

A 77ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de setembro, acaba de anunciar a lista completa com os filmes selecionados para este ano. Por conta da pandemia de Covid-19, o evento apresentará algumas mudanças necessárias de acordo com os protocolos de segurança.

Para respeitar o distanciamento social, o número total de filmes será menor e as exibições acontecerão nos tradicionais cinemas com todas as medidas estabelecidas pelas autoridades. Porém, a mostra de Realidade Virtual será realizada inteiramente on-line. Já a seção Venice Classics será apresentada no programa Il Cinema Ritrovato, uma mostra de filmes restaurados promovida pela Cineteca di Bologna, que acontecerá entre os dias 25 e 31 de agosto.

Alberto Barbera, diretor artístico do festival, falou sobre a atual situação: “Sem esquecer as inúmeras vítimas desses últimos meses, a quem prestaremos homenagem, o primeiro festival internacional após a interrupção forçada ditada pela pandemia se torna a celebração significativa da reabertura pela qual todos esperávamos, além de passar uma mensagem concreta de otimismo para todos do cinema que sofreram muito com essa crise. A seleção fornecerá sua visão tradicional do melhor que a indústria cinematográfica produziu nos últimos meses, graças à extraordinária resposta de diretores e produtores, apesar das árduas condições de trabalho nos últimos meses. Um número significativo de diretores e atores acompanhará os filmes, enquanto as conexões com a internet permitirão realizar entrevistas coletivas com todos aqueles que não puderem participar pessoalmente, devido às restrições de viagem que permanecem em vigor”.

Neste ano, o cinema brasileiro estará representado na seção Fora de Competição com o documentário Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil. No longa, Caetano Veloso relembra sua prisão na Ditadura Militar, quando ele e Gilberto Gil foram retirados de suas casas em São Paulo por agentes à paisana no dia 27 de dezembro de 1968, 14 dias depois de decretado o AI-5. Sem receber explicações do regime, foram levados ao Rio de Janeiro, deixados em duas solitárias por uma semana e depois transferidos para celas. A censura prévia impediu os jornais de divulgarem suas prisões. Cinquenta e dois anos depois, Caetano relata o período mais duro de sua vida e reflete sobre os 54 dias que passou encarcerado.

“Estrear o filme em Veneza é um sonho. Duas pessoas tiveram papel fundamental nesse processo: João Moreira Salles e Paula Lavigne. Conheci o João há 12 anos e, por causa dele, convivi com Eduardo Coutinho. Cada decisão que tomei no projeto veio desse aprendizado com João e Coutinho. A Paula teve a iniciativa do filme e, desde o convite, apoiou todas as decisões que tomei, confiou, me deu confiança. Narciso em Férias respeita e amplifica cada palavra, memória, gesto, silêncio de Caetano. Agora, queremos mostrar isso para o mundo”, afirma Renato Terra. “Estamos felizes e honrados de iniciar a trajetória do filme pelo Festival de Veneza, que é ao mesmo tempo o primeiro festival de cinema do mundo e o primeiro que será presencial no mundo pós-pandemia. É um evento histórico que pode apontar como será o cinema nessa nova realidade. Para nós, faz todo sentido que a estreia seja lá. É um filme que fala do passado do Brasil, por meio das memórias de Caetano Veloso sobre sua prisão na ditadura, mas também tem muito a dizer sobre o presente do país”, explica Ricardo Calil.

Por conta da pandemia, a organização de Veneza decidiu colaborar com outros festivais: “A forma de arte que amamos está em crise. Nossas próprias organizações enfrentaram desafios sem precedentes ao nosso trabalho e à nossa segurança financeira. A pandemia pegou cada um de nós quando estávamos nos preparando para o maior evento do ano no outono de 2020. Sabíamos que tínhamos que nos adaptar. Decidimos colaborar como nunca fizemos antes”, diz o comunicado oficial.

A colaboração será entre Veneza e os festivais de Toronto, New York e Telluride: “Este ano, deixamos de competir com nossos colegas e nos comprometemos com a colaboração. Estamos compartilhando ideias e informações. Estamos oferecendo nosso festival como uma plataforma unida para o melhor cinema que podemos encontrar. Estamos aqui para servir cineastas, audiências, jornalistas e membros da indústria que mantêm o ecossistema do cinema em expansão. Precisamos fazer isso juntos. Acreditamos que o cinema tem um poder único de iluminar o mundo ao nosso redor e nossas percepções mais íntimas”, finaliza o comunicado.

Neste ano, a atriz australiana Cate Blanchett presidirá o Júri Internacional, que será formado por: Veronika Franz, cineasta e roteirista austríaca; Joanna Hogg, cineasta britânica; Nicola Lagioia, escritor italiano; Christian Petzold, diretor alemão; Cristi Puiu, cineasta romeno; e Ludivine Sagnier, atriz francesa. O time será responsável pelos principais prêmios, como Leão de Ouro e Leão de Prata.

As homenageadas desta 77ª edição, que receberão o Leão de Ouro honorário serão: Ann Hui, diretora, produtora, roteirista e atriz de Hong Kong, premiada em Veneza pelo filme Tou ze; e a atriz britânica Tilda Swinton, que recebeu o prêmio Volpi Cup de melhor atriz por Eduardo II, em 1991.

Conheça os filmes selecionados para o 77º Festival de Veneza:

VENEZIA 77 | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

In Between Dying, de Hilal Baydarov (Azerbaijão/EUA)
Le sorelle Macaluso, de Emma Dante (Itália)
The World To Come, de Mona Fastvold (EUA)
Nuevo orden, de Michel Franco (México/França)
Amants (Lovers), de Nicole Garcia (França)
Laila in Haifa, de Amos Gitai (Israel/França)
Und morgen die ganze Welt, de Julia von Heinz (Alemanha/França)
Dorogie Tovarischi (Dear Comrades), de Andrei Konchalovsky (Rússia)
Spy no Tsuma (Wife of a Spy), de Kiyoshi Kurosawa (Japão)
Khorshid (Sun Children), de Majid Majidi (Irã)
Pieces of a Woman, de Kornél Mundruczó (Canadá/Hungria)
Miss Marx, de Susanna Nicchiarelli (Itália/Bélgica)
Padrenostro, de Claudio Noce (Itália)
Notturno, de Gianfranco Rosi (Itália/França/Alemanha)
Śniegu już nigdy nie będzie (Never Gonna Snow Again), de Małgorzata Szumowska e Michał Englert (Polônia/Alemanha)
The Disciple, de Chaitanya Tamhane (Índia)
Quo vadis, Aida?, de Jasmila Zbanic (Bósnia e Herzegovina/Áustria/Romênia/Holanda/Alemanha/Polônia/França/Noruega)
Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)

FORA DE COMPETIÇÃO | FICÇÃO

Mandibules, de Quentin Dupieux (França/Bélgica)
Di yi lu xiang (Love After Love), de Ann Hui (China)
Lacci, de Daniele Luchetti (Itália) (filme de abertura)
Assandira, de Salvatore Mereu (Itália)
The Duke, de Roger Michell (Reino Unido)
Lasciami andare, de Stefano Mordini (Itália)
Nak won eui bam (Night in Paradise), de Hoon-jung Park (Coreia do Sul)
Mosquito State, de Filip Jan Rymsza (Polônia)

FORA DE COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO

Sportin’ Life, de Abel Ferrara (Itália)
Crazy Not Insane, de Alex Gibney (EUA)
Greta, de Nathan Grossman (Suécia)
Salvatore – Shoemaker of Dreams, de Luca Guadagnino (Itália)
Final Account, de Luke Holland (Reino Unido)
La verità su La dolce vita, de Giuseppe Pedersoli (Itália)
Molecole, de Andrea Segre (Itália)
Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil (Brasil)
Paolo Conte, Via con me, de Giorgio Verdelli (Itália)
Hopper/Welles, de Orson Welles (EUA)
City Hall, de Frederick Wiseman (EUA)

EXIBIÇÕES ESPECIAIS

30 monedas – Episode 1, de Álex de la Iglesia (Espanha)
Princesse Europe, de Camille Lotteau (França)
Omelia contadina, de Alice Rohrwacher (Itália/França)

ORIZZONTI

La troisième guerre, de Giovanni Aloi (França)
Meel Patthar (Milestone), de Ivan Ayr (Índia)
Dashte Khamoush (The Wasteland), de Ahmad Bahrami (Irã)
The Man Who Sold His Skin, de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França/Alemanha/Bélgica/Suécia)
I predatori, de Pietro Castellitto (Itália)
Mainstream, de Gia Coppola (EUA)
Lahi, Hayop (Genus Pan), de Lav Diaz (Filipinas)
Zanka Contact, de Ismaël el Iraki (França/Marrocos/Bélgica)
La nuit des rois, de Philippe Lacôte (Costa do Marfim/França/Canadá)
The Furnace, de Roderick MacKay (Austrália)
Jenayat-e bi deghat (Careless Crime), de Shahram Mokri (Irã)
Gaza mon amour, de Tarzan Nasser e Arab Nasser (Palestina/França/Alemanha/Portugal/Qatar)
Mila (Apples), de Christos Nikou (Grécia/Polônia/Eslovênia)
Selva trágica, de Yulene Olaizola (México/França/Colômbia)
Guerra e pace, de Martina Parenti e Massimo D’Anolfi (Itália/Suíça)
Nowhere Special, de Uberto Pasolini (Itália/Romênia/Reino Unido)
Listen, de Ana Rocha de Sousa (Reino Unido/Portugal)
Bu zhi bu xiu (The Best Is Yet To Come), de Jing Wang (China)
Zheltaya koshka (Yellow cat), de Adilkhan Yerzhanov (Cazaquistão/França)

Foto: Divulgação.

LABRFF anuncia canal de distribuição para filmes selecionados em 2020

por: Cinevitor

labrffstayhomeOs filmes selecionados para a #StayHomeEdition poderão receber distribuição on-line.

O LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, chega à sua 13ª edição entre os dias 21 e 25 de outubro, de forma on-line, por meio da plataforma Filmocracy, que além de hospedar o evento também passa a ter o canal LABRFF On Demand de maneira permanente. Com isso, os produtores interessados poderão manter seus filmes on-line para o público do mundo todo, sem nenhum custo adicional.

“Nós fechamos uma parceria importantíssima com a Filmocracy e tenho certeza que será de grande valor para muitos realizadores brasileiros. A possibilidade de distribuição é algo distante para muitos no Brasil, principalmente para o pequeno realizador. Mas desta maneira, ele estará expondo e tendo retorno financeiro com o seu filme. Tenho certeza que é uma excelente oportunidade para os nossos realizadores”, explica Meire Fernandes, fundadora e diretora do LABRFF.

A Filmocracy é uma plataforma inovadora que permitirá uma vivência do festival quase que presencial. Ela funciona como um serviço de streaming avançado, com catálogo de filmes, teatros virtuais com as salas de cinema, além das salas de reuniões e palestras, onde os participantes poderão acompanhar discussões e debates por meio de videoconferências. A capacidade chega a dez mil pessoas on-line ao mesmo tempo por prédio. Além disso, há uma proposta lúdica que torna a vivência on-line mais interessante. Os teatros virtuais do LABRFF, por exemplo, receberão nomes de pessoas que são especiais para o cinema brasileiro. Atualmente, mais de dois mil filmes fazem parte do catálogo da Filmocracy e a distribuição funciona por meio de revenue share (participação nos lucros).

E mais: a conhecida feira de mercado do LABRFF também está mantida nesta edição on-line. O BFM, Brazilian Film Market, terá extensa programação de palestras, mesas redondas e rodadas de negócios entre produtores, cineastas, investidores, distribuidores e agentes de vendas de filmes, televisão e mídia digital. Foi no BFM, por exemplo, que o contrato de O Matador, de Marcelo Galvão, foi fechado como primeiro filme brasileiro original Netflix; além de outros projetos com grandes estúdios, como MGM.

Os interessados em apresentar projetos nas rodadas de negócios devem enviar e-mail para bfm@labrff.com e as inscrições para o 13º Los Angeles Brazilian Film Festival, assim como o LAMV, Los Angeles International Music Video Festival, seguem até o próximo dia 31 de julho, por meio do FilmFreeway.

Fundado em 2008, o LABRFF preencheu uma lacuna na terra do cinema, se tornando uma vitrine para as produções brasileiras em Hollywood. O festival já exibiu mais de 800 títulos, premiou mais de 300 profissionais do cinema e contribuiu para a realização de longas-metragens no Brasil em parceria com os Estados Unidos, além de ter colaborado para o licenciamento de diversos títulos brasileiros para majors de distribuição americana. O LABRFF se tornou o festival de cinema brasileiro de maior prestígio no exterior.

No ano passado, o longa cearense Pacarrete, dirigido por Allan Deberton, foi o grande vencedor com cinco prêmios, entre eles, o de melhor filme e melhor atriz para Marcélia Cartaxo, que foi homenageada na edição. Clique aqui e relembre a cobertura do CINEVITOR.

Foto: Ruth de Souza.

Drive-in Paradiso: programação celebra o cinema brasileiro com filmes para todos os públicos

por: Cinevitor

meunomebagdadriveinGrace Orsato em Meu Nome é Bagdá, premiado filme de Caru Alves de Souza.

Mantido pelo Instituto Olga Rabinovich, o Projeto Paradiso visa impulsionar o crescimento profissional dos talentos do setor audiovisual com foco na criação de histórias conectadas com seus públicos. Além disso, atua na formação e capacitação, no apoio a roteiros e desenvolvimento de projetos de ficção, bem como na busca de novas referências e práticas pautadas pela inteligência em audiências.

Durante a pandemia de Covid-19, o Projeto Paradiso lança o Drive-in Paradiso, com correalização da Secretaria Municipal de Cultura e da Spcine e parceria do Cine Autorama, uma sala de cinema ao ar livre para que o espectador assista aos filmes gratuitamente dentro de seu carro. O drive-in será instalado no estacionamento da Alesp, Assembleia Legislativa de São Paulo, em frente ao Parque Ibirapuera, entre os dias e 23 de agosto.

Gratuito e com curadoria da cineasta Marina Person, o projeto tem como foco a celebração das produções nacionais que emocionam. Serão disponibilizados ingressos para 100 carros por sessão, que poderão ser reservados pela plataforma Sympla a partir do dia 27 de julho.

A programação conta com uma diversidade de sessões para todos os públicos: pré-estreias de filmes nacionais premiados em festivais; a faixa #VidasNegrasImportam, com co-curadoria de Rayanne Layssa, exclusivamente dedicada a filmes de cineastas negros brasileiros; filmes infantis; comédias com sucessos de público; biografias musicais; e grandes clássicos do antigo e novo cinema brasileiro.

Só no primeiro dia serão exibidos os longas: Café com Canela, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, premiado no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; o inédito Meu nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, premiado na mostra Generation do Festival de Berlim deste ano; além do clássico e premiado Central do Brasil, de Walter Salles, com Fernanda Montenegro.

As sessões serão realizadas às 17h, 20h e 23h, aos sábados e domingos. Antes dos longas, ainda haverá a exibição de curtas-metragens produzidos por cineastas das periferias de São Paulo para o projeto Curta em Casa, realizado durante a pandemia pelo Projeto Paradiso em parceria com o Instituto Criar de Cinema, TV e Novas Mídias e a Spcine.

Com a exibição da campanha #JuntosPeloCinema antes das sessões, o Drive-in Paradiso, que é uma grande celebração do talento e da diversidade do cinema nacional com filmes para todos os públicos, se junta a esta ação que reúne exibidores, distribuidores, produtores, e parceiros da indústria audiovisual no Brasil para resgatar a experiência de imersão dos espectadores nas salas de cinema.

Confira a programação do primeiro fim de semana do Drive-in Paradiso:

Sábado, 1º de agosto

17h: Sessão #VidasNegrasImportam
CAFÉ COM CANELA, de Glenda Nicácio e Ary Rosa

20h: Pré-estreia
MEU NOME É BAGDÁ, de Caru Alves de Souza

23h: Clássicos Brasileiros
CENTRAL DO BRASIL, de Walter Salles

Domingo, 2 de agosto

17h: Sessão Infantil
AS AVENTURAS DO AVIÃO VERMELHO, de Frederico Pinto e José Maia

20h: Biografias Musicais
ELIS, de Hugo Prata

23h: Grandes Comédias
DE PERNAS PRO AR 3, de Julia Rezende

Para mais informações e novas sessões, acompanhe o Projeto Paradiso nas redes sociais. Clique aqui.

Foto: Camila Cornelsen.

Morre, aos 104 anos, a atriz Olivia de Havilland

por: Cinevitor

oliviadehavillandmorreEm cena do filme …E o Vento Levou: reconhecimento mundial.

Morreu neste domingo, 26/07, aos 104 anos, a atriz Olivia de Havilland, uma das mais respeitadas estrelas da Era de Ouro de Hollywood. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a atriz faleceu de causas naturais em sua casa em Paris, onde vivia há 60 anos.

Filha de pais ingleses, nasceu em Tóquio, no Japão. Porém, três anos depois, se mudou para a Califórnia com a família. Depois de terminar o colegial, onde protagonizou a peça Alice no País das Maravilhas, entrou para a companhia teatral da cidade em que morava e atuou em Sonho de uma Noite de Verão, inspirada na obra de Shakespeare. Ganhou destaque nos palcos e foi para Hollywood participar de uma nova versão do espetáculo, onde substituiu a atriz Gloria Stuart.

Sua primeira aparição nas telonas foi em 1935, na comédia Esfarrapando Desculpas. Mas, a notoriedade veio mesmo com a versão cinematográfica de Sonho de uma Noite de Verão, realizada no mesmo ano e dirigida por William Dieterle e Max Reinhardt, que recebeu duas estatuetas no Oscar.

Já conhecida, ganhou destaque mundial com sua atuação no clássico …E o Vento Levou, de Victor Fleming, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante ao interpretar Melanie Hamilton. Empolgados com o sucesso estrondoso da atriz, os executivos da Warner Bros. começaram a oferecer papéis que deixavam Olivia frustrada por não conseguir ganhar espaço para mostrar todo seu potencial artístico. Logo, começou a recusar certos trabalhos e personagens, já que o estúdio não atendia seus pedidos. Por conta disso, recebeu uma suspensão contratual de seis meses.

oliviaventolevouNos bastidores de …E o Vento Levou com Hattie McDaniel e Vivien Leigh.

Quando o contrato foi encerrado, Olivia viu a possibilidade de trabalhar com outras produtoras, porém foi avisada que deveria continuar trabalhando por mais seis meses para compensar a suspensão. Apoiada pelo Screen Actors Guild, abriu um processo contra o estúdio. Durante a batalha judicial, ficou fora de Hollywood por dois anos. Tal atitude lhe rendeu uma vitória no processo, reduzindo o poder dos grandes estúdios e gerando mais liberdade aos atores em seus contratos. A decisão judicial originou a Lei De Havilland, que lhe garantiu ainda mais respeito e admiração de seus colegas, inclusive da irmã, a também atriz Joan Fontaine.

Em 1942, Olivia e Joan, que, segundo boatos, mantinham uma relação difícil desde a infância, foram indicadas ao Oscar na mesma categoria: melhor atriz. A estatueta dourada acabou sendo entregue à Joan Fontaine pelo filme Suspeita, de Alfred Hitchcock; Olivia disputou por seu trabalho em A Porta de Ouro.

Uma parceria marcante na carreira de Olivia foi com o ator Errol Flyn. Juntos, atuaram em oito filmes e ficaram conhecidos como um dos casais mais queridos de Hollywood pelos filmes: Capitão Blood, A Carga da Brigada Ligeira, As Aventuras de Robin Hood, Amando Sem Saber, Dodge City, Meu Reino por um Amor, A Estrada de Santa Fé e O Intrépido General Custer. Com Bette Davis, uma de suas melhores amigas, atuou em diversas produções, como: Nascida para o Mal, Com a Maldade na Alma, entre outras.

oliviairmaAs irmãs Olivia de Havilland e Joan Fontaine.

A primeira estatueta dourada de Olivia de Havilland como melhor atriz veio em 1947, com o drama Só Resta uma Lágrima; em 1950, venceu na mesma categoria por Tarde Demais. No ano anterior, foi indicada por Na Cova da Serpente. Em 1987, foi premiada no Globo de Ouro pela minissérie Anastácia: O Mistério de Ana e indicada ao Emmy.

Foi consagrada também no Festival de Veneza, pelos críticos de Nova York e pela National Board of Review. Pelo conjunto da obra, foi homenageada no Gold Derby Awards e no CinEuphoria Awards, além de receber uma estrela na Calçada da Fama. Em 1999, foi nomeada uma das 500 grandes lendas do cinema pelo American Film Institute. Em 1965, se tornou a primeira mulher a presidir o júri do Festival de Cannes.

Dentre tantas honrarias, recebeu também a Medalha Nacional das Artes, concedida pelo presidente americano George W. Bush, em 2008; a Ordem Nacional da Legião de Honra, com a qual foi condecorada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, em 2010; e a Excelentíssima Ordem do Império Britânico, sendo condecorada com o título de Dama do Império Britânico, em 2017, pela Rainha Elizabeth II por serviços prestados às artes.

Além disso, publicou um livro, em 1962, chamado Every Frenchman Has One, sobre as dificuldades e aventuras de sua vida na França. Logo depois, no mesmo ano, voltou às telonas depois de três anos de ausência.

oliviabetteCom a amiga Bette Davis no filme Com a Maldade na Alma, de Robert Aldrich.

Prestes a completar 101 anos, Olivia resolveu processar a FX e a Ryan Murphy Productions por ter sido mencionada na minissérie Feud, que mostra os bastidores de O que Terá Acontecido a Baby Jane?, filme com Bette Davis e Joan Crawford. Porém, não saiu vitoriosa no processo. Na ficção, ela foi interpretada pela atriz Catherine Zeta-Jones.

Entre tantos trabalhos, também se destacou em: Devoção, Champanhe Para Dois, Eu Te Matarei, Querida!, Espelho d’Alma, Difícil de Apanhar, O Grande Garrick, Uma Loira com Açúcar, Asas da Esquadra, O Enxame, A Filha do Embaixador, Luz na Praça, A Dama Enjaulada, O Quinto Mosqueteiro, entre outros. Olivia atuou até a década de 1980, dando destaque à produções televisivas.

Em 2009, narrou o documentário I Remember Better When I Paint, de Eric Ellena e Berna Huebner, sobre a importância da arte no tratamento da doença de Alzheimer. Até então, Olivia era a mais antiga atriz a ter vencido o Oscar que ainda estava viva e também a única entre os ícones da Era de Ouro.

Fotos: Divulgação/20th Century Fox.

Conheça os vencedores do 3º FECSTA – Festival de Cinema de Santa Teresa

por: Cinevitor

obalidointernofecstaGlissia Paixão no curta pernambucano O Balido Interno, de Eder Deó: melhor filme.

A terceira edição do FECSTA – Festival de Cinema de Santa Teresa, que aconteceu entre os dias 23 e 25 de julho, apresentou 36 curtas-metragens brasileiros nas categorias de ficção, animação, documentário, filmes ambientais e híbridos.

Realizado em Santa Teresa, no Espírito Santo, conhecida como a primeira cidade brasileira formada por imigrantes italianos, o festival, que este ano foi totalmente on-line por conta da pandemia de Covid-19, homenageou a atriz capixaba Inácia Regina Pacheco Freitas e contou com 507 filmes inscritos, de 21 estados brasileiros. Neste ano, o troféu foi assinado pelo Ateliê Denise Alvim Mosaicos e a arte do evento apresentou ícones do cinema italiano, como a atriz Anita Ekberg, eternizada em A Doce Vida, de Federico Fellini.

A programação contou com exibições no YouTube e também com atividades paralelas, como oficinas, exposição de arte e bate-papo virtual com Viviane Mosé, Leticia Sabatella, entre outros. Além das mostras competitivas, o evento também realizou a Mostra Índio: Esplendor e Resistência, que homenageia povos originários, realizadores indígenas e temas ambientais.

A Mostra Frenética, que tem classificação acima de 16 anos, apresenta temas mais densos como sexualidade, homofobia, racismo, pedofilia, incesto, preconceito e feminicídio; a Mostra Beija-flor traz obras carregadas de emoção, realidades delicadas e muita reflexão; já a Mostra Livre – A Escola Vai ao Cinema, com filmes com censura livre e voto dos alunos pelo júri popular, surgiu em parceria com a SMED, Secretaria Municipal de Educação de Santa Teresa, com a intenção de envolver a comunidade escolar ao festival.

Conheça os vencedores do 3º FECSTA – Festival de Cinema de Santa Teresa:

ANIMAÇÃO: O Malabarista, de Iuri Moreno (GO)
DOCUMENTÁRIO: Luis Humberto: O Olhar Possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo (DF)
FICÇÃO: Aperto, de Alexandre Estevanato (SP)
MENÇÃO HONROSA: Modelo Morto, Modelo Vivo, de Iuri Bermudes e Leona Jhovs (SP)
MELHOR FILME CAPIXABA: Supremacia da Fumaça, de Marcelo Mendes Gomes (ES)
MELHOR FILME: O Balido Interno, de Eder Deó (PE)
MELHOR FILME | JÚRI POPULAR: Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)

Foto: Divulgação.

4º Festival ECRÃ anuncia seleção e edição on-line

por: Cinevitor

sertaniaecra2020Vertin Moura em Sertânia, de Geraldo Sarno.

Entre os dias 20 e 30 de agosto acontecerá a quarta edição do Festival ECRÃ, que por conta da pandemia de Covid-19 será em formato on-line. O festival traz mais de cem obras entre filmes, instalações, performances, videoarte e realidade virtual com acesso gratuito. O evento também oferecerá mesas redondas, lives e sessões especiais.

A programação apresenta obras exibidas em grandes festivais, como Cannes, Berlim, Roterdã, Locarno e expostas em diversos museus pelo mundo. As obras estarão disponíveis 24h por dia durante os onze dias de evento através do site (clique aqui). Vale lembrar que alguns títulos estarão disponíveis somente no Brasil.

Entre os destaques da Experiência Cinema da quarta edição estão: a estreia mundial de Prazeres Circunstanciais, do diretor americano Lewis Klahr; Não Haverá Mais Noite, de Eléonore Weber, selecionado para o Cinéma du Réel; Gerações, de Lynne Siefert, exibido em Berlim; Meu Pretzel Mexicano, de Nuria Gimenez e Não Há Lado Sombrio, de Erik Negro, ambos selecionados para o último festival de Roterdã. E mais: Calidris, de Peter Azen, exibido no Festival de Munique; O Documento Giverny (Canal Único), de Já’Tovia Gary, premiado em Locarno e Ariadne, de Jacky Connolly, filme produzido em machinima e selecionado para o Festival de Milão.

Entre os curtas-metragens a seleção segue com Monstro Deus, de Agustina San Martín, que recebeu uma Menção Especial no Festival de Cannes; Daltônicos, de Ben Russel, que foi selecionado para Locarno; A Correnteza X, de Hiroya Sakurai, que ganhou o prêmio de melhor curta experimental no Festival de Veneza; entre outros.

Entre os destaques nacionais estão: É Rio e Rocha, Negro Leo de Paula Gaitán, exibido na última Mostra de Cinema de Tiradentes. Também de Tiradentes, estão: Sofá, de Bruno Safadi, Sertânia, de Geraldo Sarno, Cavalo, de Rafhael Barbosa e Werner Salles, e o curta-metragem Pattaki, de Everlane Moraes. O festival também traz estreias de filmes nacionais como os longas Passou, do pernambucano Felipe André Silva; A Densa Nuve, o seio, de Vinícius Romero; os curtas Replay, de Julio Napoli; Céu na Terra, de Raquel Monteiro; Duas Imagens de Guerra, de João Pedro Faro; além de No Olho do Outro, do cineasta e crítico de cinema Fábio Andrade.

A curadoria foi formada por: Daniel Diaz e Rian Rezende (instalações, poerformances, videoartes e VR/360°); Gabriel Papaélo (curtas-metragens); e Pedro Tavares (longas e médias-metragens).

Conheça os filmes selecionados para o 4º Festival ECRÃ:

LONGAS E MÉDIAS-METRAGENS

4LGUNXS PIBXS, de Raúl Perrone (Argentina)
中孚 61. A VERDADE INTERIOR (中孚 61. LA VERDAD INTERIOR), de Sofia Brito (Argentina)
A CASA DE PLÁSTICO (THE PLASTIC HOUSE), de Allison Chhorn (Austrália)
A DENSA NUVE, O SEIO, de Vinicius Romero (Brasil)
A FORMA DO QUE ESTÁ POR VIR (A SHAPE OF THINGS TO COME), de J.P Sniadecki e Lisa Marie Malloy (EUA)
ARIADNE, de Jacky Connolly (EUA)
CALIDRIS, de Peter Azen (Brasil/EUA)
CAVALO, de Rafhael Barbosa e Werner Salles (Brasil)
CIDADEFANTASMA (鬼鎮), de Jon Cates (EUA)
É ROCHA E RIO, NEGRO LEO, de Paula Gaitán (Brasil)
ESTÁTICO APÓS O VERÃO (STATIC AFTER SUMMER), de Eli Hayes (EUA)
ESTRATOS FANTASMAS (GHOST STRATA), de Ben Rivers (Reino Unido)
GERAÇÕES (GENERATIONS), de Lynne Siefert (EUA)
MEU PRETZEL MEXICANO (MY MEXICAN PRETZEL), de Nuria Giménez (Espanha)
NÃO HÁ LADO SOMBRIO (ATO 1: 2007-2019) (NON C’È NESSUNA DARK SIDE (ATTO UNO 2007-2019)), de Erik Negro (Itália)
NÃO HAVERÁ MAIS NOITE (THERE WILL BE NO MORE NIGHT), de Eléonore Weber (França)
O DOCUMENTO GIVERNY (CANAL ÚNICO) (THE GIVERNY DOCUMENT (SINGLE CHANNEL)), de Ja’tovia M. Gary (EUA)
PASSOU, de Felipe André Silva (Brasil)
PRAZERES CIRCUNSTÂNCIAIS (CIRCUMSTANTIAL PLEASURES), de Lewis Klahr (EUA)
PRESSÃO ATMOSFÉRICA (ATMOSPHERIC PRESSURE), de Peter Treherne (Reino Unido)
REVOLUÇÃO LAVANDERIA (信念のメリーゴーランド), de Mark Chua e Lam Li Shuen (Singapura)
SERTÂNIA, de Geraldo Sarno (Brasil)
SOFÁ, de Bruno Safadi (Brasil)
SONO DE OUTONO (AUTUMNAL SLEEPS), de Michael Higgins (Irlanda)
TELEMUNDO, de James Benning (EUA)
VIAGEM FANTASMA (PHANTOM RIDE), de Stephen Broomer (Canadá)

CURTAS-METRAGENS

A CORRENTEZA X (THE STREAM X), de Hiroya Sakurai (Japão)
A MORTE BRANCA DO FEITICEIRO NEGRO, de Rodrigo Ribeiro (Brasil)
A QUARTA ERA (FOURTH ERA), de Aaron Berry (EUA)
A TERRA TEVE PROBLEMAS DE CARREGAR…, de Leonardo Pirondi (Brasil/EUA)
A VIDA DENTRO DE UM MELÃO, de Helena Frade (Brasil)
AQUELES QUE NÃO SE LEMBRAM DO PASSADO ESTÃO CONDENADOS A REPETÍ-LO (THOSE WHO DO NOT REMEMBER THE PAST ARE CONDEMNED TO REPEAT IT), de Edwin Lo (Hong Kong)
ASSISTINDO A DOR DOS OUTROS (WATHCING THE PAIN OF OTHERS), de Chloé Galibert-laîné (França)
AS BELEZAS DE GARDEN CITY (GARDEN CITY BEAUTIFUL), de Ben Balcom (EUA)
BOOKANIMA: ANDY WARHOL, de Shon Kim (Coreia do Sul)
CÉU NA TERRA, de Raquel Monteiro (Brasil)
CRESCIMENTO PESSOAL (PERSONAL GROWTH), de Vicky Langan e Maximilian Le Cain (Irlanda)
DALTÔNICOS (COLOR-BLIND), de Ben Russell (Reino Unido)
DO OBSERVATÓRIO EU VI, de Thaís Inácio (Brasil)
DUAS IMAGENS DE GUERRA, de João Pedro Faro (Brasil)
E UM GATO DE PORCELANA… (Y UN GATO DE PORCELANA…), de Juana Robles (Irlanda)
ESPECTROS DA TERRA, de Daniel & Clara (Reino Unido)
FRATURA EXPOSTA, Pt. I “A SONÂMBULA”, de Natália Reis (Brasil)
FREEZE FRAME, de Soetkin Verstegen (Bélgica)
HOMENAGEM AO VENTO (HOMAGE TO AIRWAY), de Sophia Ioannou Gjerding (Dinamarca)
UMA HISTÓRIA DA ÁFRICA (A STORY FROM AFRICA), de Billy Woodberry (EUA/Portugal)
LYZ PARAYZO – ARTISTA DO FIM DO MUNDO, de Fernando Santana (Brasil)
MONSTRO DEUS (MONSTRUO DÍOS), de Agustina San Martín (Argentina)
ONDE EU NÂO TE ENCONTRE (WHERE I DON’T MEET YOU), de Charlotte Clermont (Canadá)
PAPAI SE FOI (DAD IS GONE), de Pere Ginard (Espanha)
PATTAKI, de Everlane de Moraes (Brasil)
PELANO!, de Calebe Lopes e Christiana Mariani (Brasil)
PERDIDA EM SEUS CABELOS (SEGUNDA-FEIRA) (LOST IN HER HAIR (MONDAY)), de Pegah Pasalar (Irã)
POTÊNCIA BRUTA (RAW POWER), de Pierre-luc Vaillancourt (França)
REPLAY, de Julio Napoli (Brasil)
RIO SUBMERSO, de Ivan Ignacio, Lucas Bártolo, Beatriz Leonardo e Luís Fellipe (Brasil)
SDtoHDuprezMaxV2_009.mp4, de Anna Spence (EUA)
SE VOCÊ PUDESSE VOLTAR, EU PODERIA VÊ-LA (IF YOU COULD GO BACK, I WOULD SEE HER), de Joshua R. Troxler (EUA)
TEMPORAL, de Maíra Campos e Michel Ramos (Brasil)
TERRA VELHA, de Andrew Lima (Canadá)
TRANSPARENTE, O MUNDO É (TRANSPARENT, THE WORLD IS), de Yuri Muraoka (Japão)
TU QUE FLUTUAS E PASSAS POR MIM, de André Sarmento (Portugal)

CURTAS E MÉDIAS-METRAGENS | REALIDADE VIRTUAL

ADEUS PARAÍSO (GOODBYE PARADISE), de Scott Schimmel (EUA)
AK, de Giorgio Barchetti (Itália)
A PROMESSA DE IRACEMA, de Larissa Ribeiro (Brasil)

*Clique aqui e confira a programação completa.

Foto: Miguel Vassy.

Sequência de Deus é Brasileiro, de Cacá Diegues, é confirmada por Antonio Fagundes

por: Cinevitor

deusbrasileirocontinuacaoAntonio Fagundes e Wagner Moura em cena: sucesso nas telonas.

Lançada em janeiro de 2003, a comédia Deus é Brasileiro, de Cacá Diegues, fez sucesso nas bilheterias com mais de 1,6 milhão de espectadores. Baseado no conto O Santo que não Acreditava em Deus, de João Ubaldo Ribeiro, o roteiro foi escrito por Diegues, ao lado de João Emanuel Carneiro e Renata Almeida Magalhães.

A produção, filmada em Tocantins, Alagoas, Rio de Janeiro e Pernambuco, também se destacou pela trilha sonora formada por músicos nordestinos, como: Djavan, Lenine, Cordel do Fogo Encantado, Chico Science & Nação Zumbi, DJ Dolores e Banda Ôxe. Na época, o longa rendeu a Wagner Moura o Troféu APCA de melhor ator e também de Revelação no Prêmio Guarani; foi exibido nos festivais de Tóquio e Cartagena; e indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

No filme, cansado dos erros cometidos pela humanidade, Deus, interpretado por Antonio Fagundes, resolve tirar umas férias nas estrelas, a fim de descansar de seus aborrecimentos com o ser humano. Mas, para isso, ele precisa encontrar um santo que se ocupe de seus deveres enquanto ele estiver ausente. Resolve procurá-lo no Brasil, país tão religioso que, no entanto, nunca teve um santo reconhecido oficialmente.

O guia de Deus pelo Brasil será Taoca, papel de Wagner Moura, esperto borracheiro e pescador que enxerga, nesse encontro inesperado, a oportunidade de resolver seus problemas materiais. Mais tarde, se junta aos dois a solitária Madá, vivida por Paloma Duarte, uma jovem tomada por uma grande paixão. Do litoral de Alagoas ao interior do Tocantins, passando por Pernambuco, Taoca, Madá e Deus vivem diferentes aventuras enquanto procuram por Quinca das Mulas, interpretado por Bruce Gomlevsky, o candidato de Deus a santo. Stepan Nercessian, Castrinho, Hugo Carvana, Chico Assis, Thiago Farias, Susana Werner, Toni Garrido, Ivana Iza e Vitor Diegues Meuren completam o elenco.

deusbrasileiro2Wagner Moura, Paloma Duarte e Antonio Fagundes em cena.

Recentemente, em uma das lives realizadas pelo Canal Brasil no Instagram durante a quarentena, Antonio Fagundes conversou com a repórter Maria Clara Senra sobre uma série de filmes que carrega no currículo e confirmou a sequência de Deus é Brasileiro, um de seus maiores sucessos nas telonas. “Cacá me ligou dia desses dizendo que nós vamos fazer ‘Deus Ainda É Brasileiro’. Eu falei para o Cacá: ‘e você quer que eu faça?’. Ele falou: ‘claro, você é Deus’ e eu falei: ‘não sei, de repente Deus podia fazer uma plástica, ser mais moço, sei lá, não sei o que você tem na cabeça’. Ele me chamou e eu fiquei muito, muito, muito feliz”, contou.

Deus Ainda é Brasileiro já está com o roteiro pronto e em fase avançada de pré-produção: “Se Deus quiser vai dar certo e eu quero, então vai dar certo”, brincou. Fagundes contou ainda sobre o período da Boca do Lixo e da Pornochanchada: “Eu fui à Boca do Lixo, um bairro que tinha em São Paulo onde ficavam todos os cineastas que não tinham dinheiro e que queriam fazer filme de qualquer jeito. Era um lugar efervescente porque as pessoas queriam muito fazer cinema. E eu fiz um monte de filmes na Boca do Lixo, na década de 1970”, explica. “Quando na época as pessoas me perguntavam ‘como você se sente fazendo pornochanchada?’ eu dizia ‘vocês ainda vão me entrevistar sobre esse movimento daqui 20, 30 anos'”.

A live com Antonio Fagundes está disponível, na íntegra, no IGTV do Canal Brasil.

Fotos: Divulgação.

Fluxo, de André Pellenz, é rodado durante a pandemia; produção segue protocolos de segurança

por: Cinevitor

fluxofilmepandemiaBruna Guerin e Gabriel Godoy em cena: diretor acompanha por videochamada.

Diretor de grandes sucessos de bilheteria, como Minha Mãe é uma Peça – O Filme e D.P.A. – Detetives do Prédio Azul, o cineasta carioca André Pellenz começou a rodar Fluxo, seu novo longa, remotamente em São Paulo, Rio e Fortaleza.

A produção segue os rígidos protocolos de distanciamento social, por conta da pandemia de Covid-19: não há contato físico entre diretor, equipe técnica e elenco, com exceção do casal de protagonistas, Bruna Guerin e Gabriel Godoy, os únicos que contracenam presencialmente.

O roteiro original de André Pellenz tem diversas camadas, mas o ponto de partida para o drama, que tem uma distopia como pano de fundo, é a história de um casal em crise. Carla, advogada que tem o trabalho como prioridade, e o terapeuta motivacional Rodrigo vivem uma situação delicada. Para ela, a relação acabou e Rodrigo deve sair de casa o mais rápido possível. Mas essa separação física vai ter que esperar porque no mesmo dia uma quarentena é decretada para conter a insólita pandemia que chegou ao Brasil. Rodrigo não pode se mudar e, agora, eles são obrigados a conviver por mais tempo sob o mesmo teto e lidar com as dificuldades do confinamento e de uma ameaça ainda maior do que o próprio vírus. O único contato externo é através de mensagens e chamadas de vídeo com familiares, amigos, colegas de trabalho e clientes.

“Escrevi o roteiro no início da pandemia. É um drama visceral de relacionamento que em alguns momentos parece que vai apontar para a comédia mas se transforma numa distopia, com um desfecho que pode ser identificado com o momento atual”, define o diretor.

Bruna Guerin e Gabriel Godoy filmam de seu apartamento em São Paulo, enquanto André Pellenz dirige de sua casa no Rio de Janeiro e outros atores estão em diferentes cidades: “Não teremos o diretor no set. Nem os assistentes, nem o fotógrafo, que vão ver o que estamos fazendo e conversar conosco sempre por vídeo. Além disso, moramos na locação, que teremos que imaginar como não sendo nossa casa e sim a dos nossos personagens”, explica Bruna. Gabriel concorda: “É um método totalmente novo, jamais testado no cinema. Estamos confiantes, o roteiro é engenhoso e vibrante, mas com certeza será uma interpretação diferente do que seria da maneira normal. Nem melhor, nem pior, apenas diferente”.

O elenco também conta com nomes como Silvero Pereira, num papel-chave para a distopia final (e que vai filmar de Fortaleza), Guida Vianna (que está no Rio), Ronaldo Reis, Alana Ferri, Monika Salvino e Adriana Bellonga; todos filmados em suas casas através de seus próprios dispositivos, como laptops e smartphones. “Minhas cenas são todas por videochamada, o que envolve não só desafios técnicos, como também os das relações que não se estabelecem fisicamente, mas pelo olhar que procura os olhos do outro na tela do computador ou celular. É uma maneira diferente de encontro, que reproduz o que estamos vivendo agora, mas, como interpretação, será uma descoberta”, diz a jovem atriz Alana Ferri, em sua estreia na telona, interpretando uma amiga de Carla, com quem tem um contato mais íntimo mesmo com as limitações do isolamento.

“Fluxo não é ‘o filme da pandemia’. Não estamos retratando a Covid-19, mas o isolamento social é o ponto de partida para discutirmos a crise de um casal que acaba refletindo uma situação maior e mais grave”, diz Cosimo Valerio, sócio de Angelo Salvetti na produtora MediaBridge. “Estamos fazendo um filme para as salas de cinema e para festivais, renovando nossa aposta na tela grande, na sala escura, no cinema como arte. O cinema não só vai sobreviver como sairá disso tudo com mais força”, completa. “O cinema nos faz refletir sobre o que passamos. No meu caso, fico feliz de estar filmando dois meses depois de ser diagnosticado com a Covid-19, que é muito grave e precisa ser encarada com seriedade”, conclui Angelo Salvetti.

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #372: Entrevistas com Nicolas Prattes, João Côrtes e Diego Freitas | Bastidores do curta FLUSH

por: Cinevitor

curtaflushcinevitorProtagonistas em cena: encontro inusitado.

Protagonizado por João Côrtes e Nicolas Prattes, o curta-metragem Flush, que está em processo de finalização, aborda a temática LGBTQIA+ em uma história que discute identidade de gênero, liberdade do corpo e da mente.

Dirigido por Diego Freitas, do longa O Segredo de Davi e dos premiados curtas Sal e A Volta para Casa, o filme se passa durante uma madrugada em um banheiro de um colégio, onde dois jovens ficam presos em uma situação inusitada. Duas pessoas completamente diferentes, de raízes distintas e que terão que conviver juntos e se entender durante uma noite. O curta, que foi filmado em português e inglês, discute assuntos comportamentais da sociedade e aspectos psicológicos.

Na história, Nicolas Prattes é Tom, um jovem estudante de Direito e filho de pais conservadores, que se encontra em um momento de reflexão sobre a vida e suas escolhas. João Côrtes, que também assina o roteiro, interpreta Sarah, que se identifica como não-binária. Esse encontro não programado estabelecerá diálogos importantes em relação à identidade de gênero, trazendo à tona questões sobre diversidade e preconceito.

Filmado durante dois dias em São Paulo, em junho do ano passado, o curta deve estrear no circuito de festivais a partir de agosto. O CINEVITOR visitou o set e conversou com os atores e com o diretor sobre as filmagens, personagens e a importância dos temas discutidos no filme.

Aperte o play e confira:

Foto: Gabriel Côrtes.

Amazônia Doc 2020 anuncia filmes selecionados e edição on-line

por: Cinevitor

amazoniadocsoldadoswolneyCena do documentário cearense Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira.

O Amazônia Doc – Festival Pan-Amazônico de Cinema faz um recorte único no Brasil com foco na produção audiovisual de cinema documentário e de ficção dos nove países que compõem a Amazônia. Importante espaço de formação, difusão e de reflexão do cinema produzido nesta rica região, o festival já acumulou um acervo de mais de 800 filmes nas suas cinco últimas edições.

O evento, que acontece na cidade de Belém, capital do Pará, busca aprofundar as questões sociopolíticas e de fomento relativas ao audiovisual com perfil de integração dos países da Pan-Amazônia, através da exibição, debates e palestras sobre as produções cinematográficas, entre documentários, animações e obras de ficção que retratam a realidade amazônica e/ou expressam seus desejos, suas vicissitudes, seus sonhos.

Neste ano, o festival tomou a ousada decisão de ampliar seus horizonte. A partir desta sexta edição, o Amazônia Doc se torna 3 em 1 e passa a abrigar dois novos festivais: o 1º Festival Curta Escolas contará com a Mostra Competitiva Primeiro Olhar, reunindo curtas documentais inscritos por jovens das Escolas Públicas do Estado; já o 1º Festival As Amazonas do Cinema vai reunir documentários de mulheres diretoras da Amazônia.

O Amazônia Doc 3 em 1 estava marcado para maio, mas foi adiado por conta da pandemia de Covid-19. Agora, acontecerá de forma on-line entre os dias 12 e 23 de setembro. Além das mostras competitivas, todas as atividades paralelas, que contam com oficinas, bate-papos e masterclass, serão transmitidas gratuitamente por uma plataforma especial.

A Mostra Pan-Amazônica é uma Mostra Internacional, que apresenta um painel da produção de cinema documental do Brasil e seus vizinhos amazônicos. A curadoria assistiu mais de 300 filmes, de nove países. Este ano, competem 16 curtas vindos de sete estados brasileiros e do Distrito Federal, além de filmes da Colômbia e do Peru, países da Amazônia Legal. São ainda mais 17 filmes entre longas e médias-metragens vindos de mais estados brasileiros, além da Colômbia, Peru e Guiana Francesa, que também estão na competição.

A realização do 1º Festival As Amazonas do Cinema reafirma discussões já realizada na edição de 2019, com temáticas voltadas à presença da mulher no cinema documentário. Em sua primeira mostra competitiva, serão exibidos 21 filmes, entre curtas e longas, que irão concorrer ao troféu Eneida de Moraes, uma homenagem à personalidade da escritora, que fundou o Museu da Imagem e do Som, em 1971. O troféu traz criação assinada pela designer Bárbara Müller. E haverá ainda o Prêmio Selo Ela, de distribuição.

O 1º Curta Escolas, festival que também se integra ao Projeto Amazônia Doc, que tem como objetivo estimular a expressão artística dos alunos do Ensino Médio das Escolas Públicas Estaduais do Pará através da linguagem cinematográfica, realiza a Mostra Primeiro Olhar, que também será exibida para todos os municípios, por meio da TV Cultura do Pará. A mostra exibirá filmes curtas documentários de até quinze minutos, produzidos por jovens/alunos/realizadores.

A abertura do evento contará com o web encontro A Floresta do Cinema e o cinema da Floresta no Século XX e XXI, que traz como convidados os cineastas Luiz Arnaldo Campos, Eduardo Morettin, Gustavo Soranz, Silvio Tendler, Edna Castro, Camila Loboguerrero e Januário Guedes. A mediação será do cineasta Victor Lopes, da produtora executiva e diretora geral do Amazônia Doc, Zienhe Castro, e do pesquisador Felipe Pamplona.

O Festival Amazônia Doc também se tornou embaixador da Campanha Povos da Floresta contra a Covid-19. Durante todo o festival será intensificada a divulgação desta ação que visa arrecadar fundos para a aquisição de itens indispensáveis para a proteção dos Povos da Floresta, como kits contendo álcool em gel e máscaras, assim como ajudar na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de produtos alimentícios. O apoio do público vai beneficiar 3.638 famílias residentes nas Resexs Alto Juruá, Riozinho da Liberdade, Alto Tarauacá e Chico Mendes, e em 15 Terras Indígenas no Acre.

Além do voto popular, as mostras contam também com um júri especializado. Na Amazônia Doc, o time que escolherá os melhores longas será formado por: Flavia Guerra, Victor Lopes, Ismaelino Pinto, John Fletcher e Susanna Lira; já os curtas serão avaliados por Rodrigo Antônio, Bruno Assis, Fernanda Kopanakis e Bibiana de Sá. O júri da mostra As Amazonas do Cinema contará com: Célia Maracajá, Júlia Katherine e Sabrina Fidalgo para os longas; e Larissa Bezerra, Kênia Freitas e Anna Karina para os curtas. O time de jurados da mostra Primeiro Olhar (Curta Escolas) será formado por: Lilia Melo, Angela Gomes, Wellignta Cruz e Joyce Cursino.

A curadoria da mostra Amazônia Doc foi formada por: Marco Moreira, Felipe Pamplona, Carol Abreu, Manoel Leite, Yasmim Pires, Zienhe Castro e Bia Senna. Da mostra As Amazonas do Cinema, a curadoria contou com Carol Abreu, Lorena Montenegro, Flávia Abtibol e Zienhe Castro. Já os curadores da mostra Curta Escolas foram: Felipe Cortez, Kleidiane Souza, Natasha Angel e Vanessa Vasconcelos.

Conheça os filmes selecionados para o 6º Amazônia Doc:

LONGA/MÉDIA-METRAGEM

A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, de Pablo Lopez Guelli (SP)
Amazônia Sociedade Anônima, de Estêvão Ciavatta (RJ)
Amoka, de Maria Jose Bermudez Jurado (Colômbia)
As we are, de Jose Carlos Garcia e Carlos Granda (Peru)
Eu, um outro: Uma experiência na Justiça do Trabalho, de Maiara Líbano (RJ)
Homo botanicus, de Guillermo Quintero (Colômbia)
Identidade, de José Carlos García e Carlos Granda (Peru)
Jaburu, de Chico Carneiro (PA)
Maria Luiza, de Marcelo Díaz (DF)
Mestre Cupijó e Seu Ritmo, de Jorane Castro (PA)
Servidão, de Renato Barbieri (DF)
Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira (CE)
Transamazonia, de Renata Taylor, Bea Morbach e Débora McDowell (PA)
Xadalu e o Jaguaretê, de Tiago Bortolini de Castro (RS)

CURTA-METRAGEM

À beira do planeta mainha soprou a gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (BA)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
A Praga do Cinema Brasileiro, de Zefel Coff e William Alves (DF)
A Viagem de Ícaro, de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes (GO)
Ari y Yo, de Adriana Faria (PA)
Bicha-Bomba, de Renan de Cillo (PR)
Copacabana Madureira, de Leonardo Martinelli (RJ)
Fantasia de Índio, de Manuela Andrade (PE)
Ferroada, de Adriana Barbosa e Bruno Mello Castanho (SP)
Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza (DF)
Hmong de Javouhey, de François Gruson (Guiana Francesa)
Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (RJ)
Imagens de um sonho, de Leandro Olimpio (SP)
Jaçanã, de Clarissa Virmond, Laryssa Machada e Yasmin Alves (SP)
Mãe Chuva, de Alberto Flores Vilca (Peru)
Nasa Yuwe, língua mãe, de Yaid Bolaños e Mateo Leguizamón (Colômbia)
O Mestre da Farinha, de Leandro Miranda e Luiza Fecarotta (MG)
Preciso dizer que te amo, de Ariel Nobre (SP)
Quentura, de Mari Corrêa (SP)
Ruído Branco, de Gabriel Fonseca (SP)

1º FESTIVAL AS AMAZONAS DO CINEMA

LONGA-METRAGEM
A Mulher da Luz Própria, de Sinai Sganzerla (SP)
Currais, de Sabina Colares e David Aguiar (CE)
Fakir, de Helena Ignez (SP)
Portuñol, de Thais Fernandes (RS)
Rosa Vênus, de Marcela Morê (RJ)
Saudade Mundão, de Julia Hannud e Catharina Scarpellini (SP)
Um conto de duas cidades de empresas, de Priscilla Brasil (PA) (título provisório)

CURTA-METRAGEM
Adelante: a luta das refugiadas venezuelanas no Brasil, de Luiza Trindade (RJ)
Às vezes desapareço, de Manuela Santana
Até o fim do mundo (Nakua pewerewerekae jawabelia), de Margarita Rodrigues Weweli-Lukana e Juma Gitirana Tapuya Marruá (Colômbia)
Câmera, tá OK?, de Nathalia Oliveira
Dança Sem Nome, de María Contreras (Colômbia)
Doce Veneno, de Waleska Santiago (CE)
Extratos, de Sinai Sganzerla (SP)
Matança Popular Brasileira (MPB), de Edileuza Penha de Souza
Mulheres Xavantes Coletoras de Sementes (Pi’õ rómnha ma’ubumrõi’wa), de Danielle Bertolini (MT)
Nova Iorque, mais uma cidade, de Joana Brandão e André Lopes (SP)
Opará – Morada dos nossos ancestrais, de Graciela Guarani (PE)
Recomendado, de Roberta Barboza de Oliveira Machado (RS)
Sabrina, de Jéssica Barreto (SP)
Tesouro Escondido do Equador, de Dan Davies e Farid Barsoum (Equador)

Foto: Divulgação.