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CINEVITOR #375: Entrevista com Matheus Nachtergaele | 20 Anos de O Auto da Compadecida

por: Cinevitor

matheuscompadecidacinevitorMatheus Nachtergaele no papel de João Grilo: um clássico.

Há 20 anos, O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, baseado na peça clássica de Ariano Suassuna, levou mais de dois milhões de espectadores aos cinemas e se tornou o longa-metragem mais assistido naquele ano e um marco do cinema brasileiro.

O início das comemorações dos vinte anos foi dado em dezembro de 2019 com o lançamento da minissérie remasterizada no Globoplay, já com cenas inéditas, maior qualidade de imagem e novos efeitos especiais. Recentemente, foram realizadas exibições especiais do longa em drive-in e também virtual. A minissérie foi exibida na TV Globo, em 1999, e a versão cinematográfica foi lançada no ano seguinte.

O filme conta as divertidas aventuras de João Grilo, papel de Matheus Nachtergaele, e Chicó, vivido por Selton Mello, e foi rodado em Cabaceiras, no sertão da Paraíba, e no Rio de Janeiro. O elenco reúne também Fernanda Montenegro, Diogo Vilela, Denise Fraga, Rogério Cardoso, Lima Duarte, Marco Nanini, Enrique Diaz, Paulo Goulart, Luís Melo, Maurício Gonçalves, Virgínia Cavendish, Aramis Trindade e Bruno Garcia. O diretor Guel Arraes também é coautor da adaptação ao lado de Adriana Falcão e João Falcão.

Para comemorar os 20 anos de O Auto da Compadecida, batemos um papo virtual com Matheus Nachtergaele sobre a importância do filme na cinematografia brasileira. O ator também relembrou histórias de bastidores, falou com carinho da equipe e dos colegas de cena, revelou futuros projetos envolvendo a obra de Ariano Suassuna, entre muitos outros assuntos.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Globo Filmes.

Quem Tem Medo de Ideologia?

por: Cinevitor

quemtemmedodeideologiaposter1Who is Afraid of Ideology?

Direção: Marwa Arsanios

Ano: 2019

Sinopse: O filme gira em torno das questões de ecologia, feminismo, organização social, construção da nação, guerra e desafios econômicos.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels

por: Cinevitor

indiocorderosaposterDireção: Tiago Carvalho

Ano: 2019

Sinopse: O pensamento e as imagens produzidas pelo sanitarista Noel Nutels entre os povos indígenas do Brasil desde a década de 40 até a de 60. Uma denúncia do massacre histórico contra essas populações.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

O Ano do Descobrimento

por: Cinevitor

anodescobrimentoposter1El año del descubrimiento

Direção: Luis López Carrasco

Elenco: Salvador Muñoz Soriano, Rosario Vera Martínez, Ana Muñoz Vera, Rosario Muñoz Vera, Belén Villaescusa Muñoz, Salvador Villaescusa Muñoz, Raúl Liarte, Víctor Colmenero Mir, Sandra Romero, Noemí Jiménez Lombarte, Tomás Carrión Vidal, Naroa Frauca Fagoaga, Pablo Belchí Martínez, Claudia González Díaz, Enrique Escudero, María Jóse Cánovas, Pilar Vicente, Manuel García Zaplana, Juan Jesús López, Luis Sánchez, José Manuel de Haro, Toñi García, Saray Rosique Vallés, Manuel Cánovas, Miguel Ruiz Pagán, Joaquín Hernández Barcelona, José Ibarra Bastida, Mari Cruz Selas, Mari Carmen Víllora, Juan Agustín Hernández Ferrer, Vicente Séiquer, Mari Carmen Hernández, Vicenta Iborra, Julián Aguado Flores, Sergio Martínez Soto, Josefina Pérez García, Juan Andreu, Diego Sánchez, Antonio Miñarro, José Manuel Regal, Paco Segura, Antonio Sáez de Jódar, Cayetano Jaime Moltó, F. Salvín.

Ano: 2020

Sinopse: Vizinhos, jovens e trabalhadores desempregados conversam em um bar no sudeste da Espanha. Eles lembram de sonhos incomuns, compartilham histórias de trabalho e planejam projetos futuros.

Crítica: Em breve.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Responsabilidade Empresarial

por: Cinevitor

responsabilidadeempresarialposter1Responsabilidad Empresarial

Direção: Jonathan Perel

Elenco: Jonathan Perel

Ano: 2020

Sinopse: O filme se baseia no primeiro relatório produzido pelo Estado argentino, responsável por sistematizar 25 casos em que há evidências de envolvimento empresarial na repressão durante a ditadura de 1976-1983.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Um Filme Dramático

por: Cinevitor

umfilmedramaticoposter1Un Film Dramatique

Direção: Eric Baudelaire

Elenco: Gabriel-David Pop, Anida Ait Abdesselam, Fatimata Sarr, Ambrine Belarbi, Andres Castro Henao, Assia Chaihab, Melinda Damis, Alyssa David, Dafa Diallo, Océane El Faqir, Sabou Fofana, Gaëtan Gichtenaere, Mélinda Hammiche, Lina Ikhlef, Bintou Kamate, Guy-Yanis Kodjo, Ibrahima Konate, Basile Leignel, Aissé Sacko, Rabyatou Saho, Mohammed Samassa, Manelle Zigh.

Ano: 2019

Sinopse: Durante quatro anos, o cineasta Eric Baudelaire se reuniu regularmente com alunos do grupo de cinema do colégio secundário Dora Maar, em Saint-Denis, subúrbio de Paris. Neste projeto coletivo, discutem temas como amizade, emancipação, confiança e o ato de fazer filmes para uma geração criada por selfies e YouTube.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Zona Árida

por: Cinevitor

zonaaridaposter1Direção: Fernanda Pessoa

Elenco: Fernanda Pessoa, Brandon Lax, Brek EJ, Jan Estrin, Kristen Lax, Mike Casillas, Pam Hanny, Peter Caruso, Ricky Gonzalez, Victor Hanny.

Ano: 2019

Sinopse: Como é viver na cidade mais conservadora dos Estados Unidos? Em 2001, a diretora brasileira Fernanda Pessoa tinha 15 anos e foi uma estudante de intercâmbio por um ano em Mesa, Arizona, considerada a cidade mais conservadora dos EUA. Quinze anos depois, e dois meses antes da eleição de Donald Trump, ela está de volta para entender sua experiência e as ideias conservadoras, passando por temas como a fronteira mexicana, o estilo de vida cowboy, religiosidade e patriotismo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Nasir

por: Cinevitor

nasirposter1Direção: Arun Karthick

Elenco: Valavane Koumarane, Jensan Diwakar, Gayathri, Abdul Jaffar, Jaikumar, Meena, Vikramadityan Nambi, Niveditha, Prabanchan, Prasanna, Yasmin Rahman, Rajesh, Sudha Ranganathan, Bharath Rawal, Valli Revathi, Rifa, Saahitya, Sabari, Saimathi, Bakkiyam Sankar, Sharadha, Umavathi, Balasubramanian.

Ano: 2020

Sinopse: Nasir é um homem gentil com uma vida difícil. Apesar de tudo, Nasir permanece otimista. Escreve cartas de amor para sua esposa e declama sua poesia, silenciando até o mais falastrão dos idiotas.

Crítica: Dirigido pelo cineasta indiano Arun Karthick e premiado no Festival de Roterdã, Nasir conta a história de um vendedor de tecidos muçulmano que vive em um país tomado pela intolerância religiosa. Ainda que leve uma vida difícil, em meio ao caos urbano, se agarra no otimismo e no amor para melhorar a situação de sua família. Entre os coloridos das estampas que dominam a loja em que trabalha e sua leveza carismática, o protagonista, interpretado por Valavane Koumarane, se mostra sereno e dedicado aos afazeres profissionais e pessoais, mesmo quando percebe-se que por trás dessa calmaria há conflitos externos ao seu redor. Nota-se, ao longo da narrativa, a presença de discussões políticas e religiosas em torno da história principal, que aparecem, em um espaço diegético, por meio de anúncios ou pessoas gritando nas ruas, por exemplo. Ao revelar também situações precárias de vivência, Nasir cria uma certa tensão que ronda os 85 minutos de projeção. Com uma fotografia elogiável de Saumyananda Sahi, o longa acompanha o cotidiano de seu protagonista de maneira pessoal e leve, mas não deixa também de fazer uma crítica importante e necessária sobre o atual momento de intolerância e desigualdade que permeia o mundo todo. (Vitor Búrigo)

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Oroslan

por: Cinevitor

oroslanposter1Direção: Matjaz Ivanisin

Elenco: Margit Gyécsek, Milivoj Miki Roš, Dejan Spasić, Béla Ropos, Ferenc Rogán, Erzsébet Ropos, Micka Ropos, Ferenc Sulics, Ilonka Braunstein, Tamás Skaper, Alojz Hanzsek, Sándor Labritz, Ervin Fogel, Attila Sulics, Barbara Gyécsek, Gregor Prah, Richárd Bajzek, Tamás Gáspár, Ana Duša, Jože Fingušt, Ana Bajzek, Jožef Vogrincsics, Jožef Krányecz, Gizella Bajzek, László Gyécsek, Lajos Gazdag, Lara Vouk, Maruša Šarfer.

Ano: 2019

Sinopse: Quando um homem conhecido como Oroslan morre, a notícia se espalha rapidamente por uma pequena aldeia. Para superar a tristeza e restaurar o fluxo natural da vida, os moradores começam a compartilhar suas memórias sobre Oroslan. Baseado no conto Pa ravno tako je bilo, de Zdravka Duše.

Crítica: O cineasta esloveno Matjaz Ivanisin já é um nome conhecido do Olhar de Cinema. Em 2018, passou pelo festival com o documentário Homens que Jogam e saiu com o prêmio de melhor filme da mostra competitiva. Dessa vez, ele volta ao evento com o drama Oroslan, exibido também no Festival de Locarno. Na história, o personagem-título vira o centro das atenções de uma pequena aldeia depois de sua morte. Baseado em um conto escrito por Zdravka Duše, o filme, ainda que seja uma ficção, flerta com o gênero documental boa parte do tempo quando os moradores daquele lugar relembram momentos do amigo morto recentemente. A narrativa se costura por meio destes depoimentos, ricos em detalhes, que revelam um pouco da personalidade de Oroslan, cujo espectador se quer conheceu até então. Junto a isso, o diretor retrata o cotidiano daquele pacato lugar com uma bela fotografia de Gregor Bozic, criando uma certa intimidade entre o desconhecido e o público. A rotina da aldeia é mostrada aos poucos, assim como a trajetória de Oroslan por lá. Com isso, ao longo das estações do ano, o filme completa um ciclo de luto e memórias. Ao final da sessão, entre tantas histórias contadas, que em certos momentos beiram à confissão e reflexão dos seus narradores enquanto lembram do amigo, Oroslan deixa sua marca como se fosse um parente próximo ou um colega admirável até por quem não o conhecia. (Vitor Búrigo)

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Sem Seu Sangue

por: Cinevitor

semseusangueposterDireção: Alice Furtado

Elenco: Luiza Kosovski, Juan Paiva, Digão Ribeiro, Silvia Buarque, Lourenço Mutarelli, Ismar Tirelli Neto, Valentina Luz, Nahuel Pérez Biscayart, Fernanda Boechat, Verônica Bonfim, Thiago Mota, Augusto Paes, Fernando Guigon, Emily Brown, Virgínia Maria, Fernando Bittencourt, Claudio Antonio Coelho, Juliana Paty.

Ano: 2019

Sinopse: A vida para a introspectiva Silvia parece fazer mais sentido após conhecer Artur, skatista e poeta nas horas vagas. Os dois mergulham em uma convivência intensa, interrompida por um grave acidente.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

30º Cine Ceará: conheça os longas e curtas selecionados para as mostras competitivas

por: Cinevitor

voltaparacasacinecearaLima Duarte no curta A Volta para Casa, de Diego Freitas.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 08/10, os filmes selecionados para a Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem e para a Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem da 30ª edição do Cine Ceará, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de dezembro.

Devido à pandemia de Covid-19, o festival acontecerá em formato presencial em Fortaleza e também on-line no Canal Brasil, no serviço de streaming, com 22 longas e curtas em competição. Realizado anualmente e de forma ininterrupta desde 1991, o evento cultural mais tradicional do estado do Ceará comemora três décadas em 2020.

Foram escolhidos sete longas-metragens inéditos no Brasil, sendo cinco com passagens por importantes festivais do mundo e dois brasileiros em première mundial. Dos oito diretores da mostra, quatro são mulheres, com destaque para o premiado A Meia Voz, de Patricia Pérez Fernández e Heidi Hassan, documentário autobiográfico vencedor de um dos principais festivais de documentário do mundo, o IDFA, na Holanda, e que conquistou também o prêmio de melhor filme no Festival de Havana, e de direção no Festival de Málaga.

Outro longa reconhecido internacionalmente, que está na lista, é Branco no Branco, de Théo Court, que garantiu prêmios nos festivais de VenezaToulouseHavana e Minsk, na Bielorrússia. Já o documentário Era Uma Vez na Venezuela, de Anabel Rodríguez, passou pelos festivais de Sundance, Miami, Venezuela, Toronto e pelo HotDocs, no Canadá; assim como o argentino As Boas Intenções, de Ana García Blaya, exibido no Festival de Toronto e premiado nos festivais de San Sebastián, Havana e Biarritz.

Representando o Brasil está o longa A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó, que terá sua primeira exibição no país, depois de participar do Festival de Roterdã. Além de dois filmes em première mundial, o documentário Nazinha Olhai Por Nós, de Belisario Franca, sobre presidiários que aguardam um indulto para celebrar o Círio de Nazaré, e a ficção Última Cidade, de Victor Furtado, do Ceará, completam a programação. A curadoria da competitiva de longas ficou a cargo de Margarita Hernandez, diretora de programação do evento. O cineasta Wolney Oliveira é o Diretor Executivo do festival desde 1993.

Para a Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem, os curadores Mariana Medina e Telmo Carvalho selecionaram quinze filmes dentre os 900 inscritos. Foram escolhidos representantes de nove estados do Brasil, dos 25 que enviaram seus curtas. Entre os títulos, estão dois pernambucanos, um cearense, dois produzidos no Rio de Janeiro, três de São Paulo e dois gaúchos; completam a lista filmes do Piauí, Amazonas, Paraná e Paraíba.

Conheça os filmes selecionados para o 30º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema:

COMPETITIVA IBERO-AMERICANA | LONGA-METRAGEM

A Meia Voz (A Media Voz), de Patricia Pérez Fernández e Heidi Hassan (Espanha/França/Suíça/Cuba)
A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó (Brasil)
Última Cidade, de Victor Furtado (Brasil)
Branco no Branco (Blanco en Blanco), de Théo Court (Chile/Espanha/França/Alemanha)
Era uma vez na Venezuela (Érase una vez en Venezuela), de Anabel Rodríguez (Venezuela/Reino Unido/Áustria/Brasil)
As Boas Intenções (Las Buenas Intenciones), de Ana García Blaya (Argentina)
Nazinha Olhai Por Nós, de Belisario Franca (Brasil)

COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTA-METRAGEM

5 estrelas, de Fernando Sanches (SP)
A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)
A Nave de Mané Socó, de Severino Dadá (PE)
A Volta para Casa, de Diego Freitas (SP)
Desaparecido, de Gabriel Calamari (SP)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Magnética, de Marco Arruda (RS)
Não te amo mais, de Yasmin Gomes (CE)
Nós, de Hugo Moura e Ricardo Burgos (RJ)
O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch (RJ)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
O Sal da Vida, de Danilo Carvalho (PI)
Parabéns a Você, de Andreia Kaláboa (PR)
Quitéria, de Tiago A Neves (PB)
Vista para dias nublados, de Ana Luísa Moura (RS)

Foto: Divulgação/Parakino Filmes.

Não Vamos Pagar Nada

por: Cinevitor

naovamospagarnadaposterDireção: João Fonseca

Elenco: Samantha Schmütz, Edmilson Filho, Flavia Reis, Fernando Caruso, Flavio Bauraqui, Leandro Soares, Criolo, Paulinho Serra, Roberto Lobo.

Ano: 2020

Sinopse: A vida não está fácil pra ninguém e a grana é cada dia mais curta para Antônia, que está desempregada. Indignada com os preços dos produtos no único mercado do bairro, a dona de casa arma um escândalo e acaba se metendo em uma enorme enrascada. Agora, ela vai precisar de muito jogo de cintura para ficar de boa com o marido e com os policiais. Baseado na peça Non si paga, non si paga!, de Dario Fo.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas