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Mar de Dentro

por: Cinevitor

mardedentroposter1Direção: Dainara Toffoli

Elenco: Monica Iozzi, Rafael Losso, Gilda Nomacce, Fabiana Gugli, Zé Carlos Machado, Magali Biff, Rodrigo Bolzan, Marcelo Airoldi, Nani de Oliveira, Klarah Lobato, Daniel Tavares, Gabriela Yoon, Bruno Lourenço, Thomaz Huzars, Fernanda Rocha, Débora Carolyne, Ivy Souza, Chico Américo, Belize Pombal, André Madrini, Anthony da Silva Gueriero, Lorenzo da Silva Gueriero, Matteo Fernandes Silva, Pietro Antonio Gonzaga de Freitas, Daniel Ortega, Fernanda Stefanski, Fafá Rennó.

Ano: 2020

Sinopse: Manuela é uma profissional de sucesso que, ao se descobrir grávida de um colega de trabalho, tem de lidar com a transformação de seu corpo e sua vida. Em meio a tantos desafios, ela se defronta com uma fatalidade que afetará ainda mais seu destino. Quando o bebê nasce, ela tem de aprender a ser mãe mesmo sem gostar, a priori, da maternidade.

*Clique aqui e leia nossa entrevista com a diretora.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Curral

por: Cinevitor

curralposter1Direção: Marcelo Brennand

Elenco: Thomás Aquino, Rodrigo García, Carla Salle, José Dumont, Ane Oliva, Thardelly Lima, Clebia Sousa, Fernando Teixeira, Marvin Mendes, Walter Damatta, João Ferreira, Zoraide Coleto, Aline Marta, Maria das Dores, Rubens Santos, Nataly Rocha, Quiercles Santana, Pedro Wagner, Mayara Milane, Gilberto Brito, Andrea Rosa, Mauricéia Conceição, Giordano Castro.

Ano: 2020

Sinopse: Chico Caixa é um homem humilde e ex-funcionário da distribuidora de água de Gravatá, em Pernambuco, local que sofre com a escassez hídrica. Ele é recrutado por um amigo de infância, o advogado Joel, que precisa conquistar votos de um bairro popular fundamental para conseguir se tornar vereador. Para se eleger os dois usam o fornecimento de água como moeda de troca com a população. Chico se vê confrontado entre suas necessidades financeiras e seus princípios.

*Clique aqui e leia a entrevista com os atores Thomás Aquino e Rodrigo García.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

O Nariz ou a Conspiração dos Dissidentes

por: Cinevitor

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Direção: Andrey Khrzhanovskiy

Ano: 2020

Sinopse: Nessa mistura de animação e ópera, acompanhamos o século 20 na Rússia e o reinado de terror de Josef Stalin por meio de fragmentos inspirados no clássico O Nariz, escrito por Nikolai Gógol em 1836. Com trilha da obra homônima da década de 1920 do compositor Dmitri Shostakovitch, a narrativa combina cenários históricos, biografias de importantes personagens da época e obras-primas de artistas, compositores e escritores russos de vanguarda que viveram durante esse período de totalitarismo.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Indie Festival 2020 anuncia seleção e edição on-line

por: Cinevitor

rodantes2indiefestivalCaroline Abras em Rodantes, de Leandro Lara.

O Indie Festival foi criado em 2001, em Belo Horizonte, e desde 2007 acontece também em São Paulo. A missão do evento é levar o cinema independente internacional ao maior público possível no Brasil. O festival visa fornecer uma alternativa cultural à experiência do cinema comercial, apoiar cineastas independentes e promover a arte do cinema.

Pela primeira vez, em quase 20 anos, o Indie será realizado no formato on-line, por conta da pandemia de Covid-19, entre os dias 4 e 11 de novembro. O festival foi criado para incentivar a exibição de novos filmes sem distribuição no Brasil, principalmente de novos diretores. Nos últimos anos, contou com mais de 490 mil espectadores.

Esta 19ª edição é dedicada a curtas e longas-metragens independentes nacionais e internacionais. A programação, dividida em mostra competitiva e sessões informativas, apresenta 35 filmes, de 16 países, entre longas e curtas, em 43 sessões. Durante os oito dias do festival, as sessões começarão a partir das 15h, todas gratuitas, e o site terá cerca de oito horas diárias de cinema. Os filmes terão sessões e limites de views/espectadores que variam de 200 a 800 por sessão, portanto, fora do horário das sessões ou se alcançar o limite de views, os filmes ficarão indisponíveis.

Pela primeira vez, em 19 edições, o Indie realiza uma Mostra Competitiva. Foram selecionados oito filmes, em que latinos e asiáticos dominam o programa; há títulos de diretores veteranos e estreantes, documentário e ficções: o cinema contemporâneo atual em transição.

O Indie 2020 apresenta na seção Retrospectiva o cinema do diretor americano Dan Sallitt. Um dos principais autores do cinema independente americano contemporâneo, Sallitt traz filmes com uma aparente simplicidade que se revelam de alta complexidade; seja em diálogos cotidianos, em pequenos acontecimentos que se mostram de grande relevância. Sallitt, que nasceu na Pensilvânia, Estados Unidos, em 1955, além de cineasta, é roteirista, foi crítico de cinema, além de escrever para várias publicações.

Nove filmes em pré-estreia estão na seção Première, programa que propõe sessões únicas de filmes inéditos do circuito que tiveram seus lançamentos interrompidos pela pandemia.

Para a Sessão Especial, o Indie convidou o diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul para escolher uma das suas obras para o festival on-line. O diretor escolheu o curta Vapor, de 2015, que mostra a cidade onde Apichatpong mora sendo envolvida por nuvens brancas de inseticida. Outro filme convidado foi o longa Memórias do Meu Corpo, do diretor indonésio Garin Nugroho, que trata a questão da sexualidade como uma questão política.

Para complementar o programa, a diretora americana Jennifer Reeder foi convidada a escolher alguns curtas realizados por ela. Sua obra traz a marca do universo feminino, jovem e adolescente para o cinema que realiza. Em Jennifer Reeder: FFDF (FEMINIST FUTURE DREAM FEVER) quatro curtas da diretora criam uma identidade única para seus filmes sobre relacionamentos, traumas, angústias e como amadurecer com tais experiências.

Seis curtas nacionais e internacionais foram escolhidos exclusivamente para a versão virtual do festival e estão no programa Sessão Fluxus. O nome é uma referência ao festival pioneiro de exibição de filmes na internet, que teve sua primeira edição há 20 anos atrás, realizado pela Zeta Filmes, mesma produtora do Indie.

O júri da Mostra Competitiva traz três nomes importantes do pensamento crítico do país: Ivana Bentes, Pablo Villaça e Cassio Starling Carlos.

Conheça os filmes selecionados para o 19º Indie Festival:

MOSTRA COMPETITIVA

Agosto, de Armando Capó (Cuba)
Edição Ilimitada (Edición Ilimitada), de Edgardo Cozarinsky, Santiago Loza, Virginia Cosin e Romina Paula (Argentina)
Lost Lotus, de Liu Shu (Hong Kong/Países Baixos)
Love Poem, de Wang Xiaozhen (Hong Kong/China)
On Paradise Road, de James Benning (EUA)
Sanctorum, de Joshua Gil (México/República Dominicana/ Qatar)
Uma Nuvem no Quarto Dela (The Cloud in Her Room), de Zheng Lu Xinyuan (Hong Kong/China)
Zero, de Kazuhiro Soda (Japão/EUA)

PREMIÈRE

A Barqueira (La Bottera), de Sabrina Blanco (Argentina/Brasil)
De Volta para Casa (Coming Home Again), de Wayne Wang (EUA/Coreia do Sul)
Eu Estava em Casa, mas… (Ich war zuhause, aber…), de Angela Schanelec (Alemanha/Sérvia)
Knives and Skin, de Jennifer Reeder (EUA)
Liberté, de Albert Serra (França/Portugal/Espanha/Alemanha)
Perfil de uma Mulher (A Girl Missing), de Koji Fukada (Japão/França)
PJ Harvey: Um Cão Chamado Dinheiro (A Dog Called Money), de Seamus Murphy (Irlanda/Reino Unido)
Rodantes, de Leandro Lara (Brasil)
Vitalina Varela, de Pedro Costa (Portugal)

SESSÃO ESPECIAL

A Milhões de Milhas Distantes (A Million Miles Away), de Jennifer Reeder (EUA)
As Dunas (The Dunes), de Jennifer Reeder (EUA)
Marietta Brimble, de Jennifer Reeder (EUA)
Memórias do Meu Corpo (Memories Of My Body), de Garin Nugroho (Indonésia)
Sonhei que Você Sonhava Comigo (I Dream You Dream of Me), de Jennifer Reeder (EUA)
Vapor (Vapour), de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia/ Coreia/ China)

RETROSPECTIVA DAN SALLITT

Caterina, de Dan Sallitt (2019, EUA)
Fourteen, de Dan Sallitt (2019, EUA)
Lua de mel (Honeymoon), de Dan Sallitt (1998, EUA)
O Ato Indizível (The Unspeakable Act), de Dan Sallitt (2012, EUA)
Polly Perversa Volta a Atacar! (Polly Perverse Strikes Again!), de Dan Sallitt (1986, EUA)
Todos os Barcos no Mar (All the Ships at Sea), de Dan Sallitt (1998, EUA)

SESSÃO FLUXUS

Leo, de Fabienne Mahé (Suíça)
Motriz, de Rodolfo Magalhães (Brasil)
Noites mais Longas (Longer Nights), de J Frisch-Wang (Alemanha)
O Apicultor (The Beekeeper), de Mohammad Talebi (Irã)
O Diário das Árvores (Tree Time), de Alexandra Lerman (EUA)
Ritu Vende Online (Ritu Goes Online), de Vrinda Samartha (Índia)

*Confira a programação completa no site (clique aqui).

Foto: Divulgação/Zeta Filmes.

Em Meus Sonhos

por: Cinevitor

emmeussonhosposter1Bir Düs Gördüm

Direção: Murat Çeri

Elenco: Harun Reha Pakoğlu, Nevzat Yilmaz, Ferda Işıl, Recep Çavdar, Furkan Aydın Çelik, Muhemmet Yakup Baybar, Muhammet Emir Balci, Yusuf Ekinci, Emin Yalçın, Fatih Dokgöz, Nurdan Albamya İnce, Mustafa Halezeroğlu, İsmail Kavrakoğlu, Ali Çelik, Esra Ocak, Yasin Konuksever, İsmail Hakkı.

Ano: 2020

Sinopse: Tarik é um menino de oito anos de idade que sofre um acidente de carro com a família. Seu pai acaba morrendo e sua mãe fica em coma no hospital. O garoto perde a memória e, sem outros parentes na cidade, é enviado a um vilarejo para morar com os avós. Ainda que não se lembre de nada, ele sonha constantemente e passa a criar uma conexão com um burrinho que perdeu a mãe em um acidente de carro na aldeia.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

A Pequena Guerreira

por: Cinevitor

Beans

Direção: Tracey Deer

Elenco: Kiawentiio, Rainbow Dickerson, Violah Beauvais, Paulina Alexis, D’Pharaoh Woon-A-Tai, Joel Montgrand, Taio Gélinas, Brittany LeBorgne, Kelly Beaudoin, Jay Cardinal Villeneuve, Dawn Ford, Ida Labillois-Montour, Caroline Gelinas, Angie Reid, Adam LeBlanc, Jérémie Earp-Lavigne, Karl Farah, Sebastien Beaulac, Sara Sue Vallee, Jonathan-David Bédard, Robert Mai, James Milvain, Ryan Bommarito, Alexandre Lavigne, Lucinda Davis, Michel Eid, Max Lafferrière, Karl Walcolt, River Tioherot Dailleboust, Camden Andrew Rakenhnhalénia, Paul Graif, Herb Luft, Olivia Fillion, Mégane Lemée, Kaylin Montour, Mckenzie Kahnekaroroks Deer-Robinson, Carlo Harrietha, Jean-Mathieu Bérubé, Thomas Liccioni, Tyler Hall, Frank Marrs, Emilie Paquet, Line Lafontaine, Natalie Tannous, Amanda Silveira, Stella St-Onge, Myriam Côté.

Ano: 2020

Sinopse: Beans é uma garota de 12 anos da tribo indígena Mohawk, que é forçada a amadurecer rapidamente para enfrentar o impasse de 78 dias, ocorrido no Canadá, na década de 1990, citado na mídia como a Crise Oka, entre a sua comunidade e as forças do governo. Enquanto vive as situações complexas tão características da adolescência, Beans descobre as dificuldades enfrentadas por usar sua voz para o ativismo e os impactos devastadores do racismo. Baseado em eventos reais.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Conheça os vencedores do 43º Festival Guarnicê de Cinema

por: Cinevitor

sertaniaguarniceCena de Sertânia, de Geraldo Sarno: cinco prêmios.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 26/10, os vencedores da 43ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que este ano aconteceu em formato híbrido, por conta da pandemia de Covid-19, com transmissão on-line pelas redes sociais e pela plataforma de streaming da Universidade Federal do Maranhão.

A cerimônia de encerramento aconteceu ao vivo pela TV UFMA e pelo canal do festival no YouTube. Os realizadores dos filmes acompanharam os anúncios dos prêmios reunidos em uma sala do Google Meet.

O cinema nordestino foi o grande destaque da premiação do Guarnicê. O filme Sertânia, do Ceará, venceu o prêmio de melhor longa-metragem, melhor direção para Geraldo Sarno, melhor ator para Vertin Moura e melhor ator coadjuvante para Lourinelson Vladimir; Wolney Oliveira levou o Troféu Guarnicê de melhor roteiro com Soldados da Borracha, que também venceu na categoria de melhor trilha sonora.

Também entre os longas, o filme maranhense Terminal Praia Grande foi premiado em três categorias. O curta Quanto Pesa, único representante maranhense entre os curtas-metragens nacionais, venceu como melhor filme da categoria.

O júri da Mostra Nacional Competitiva contou com José Fernando Peixoto de Azevedo, Carol Benjamin e Sabrina Fidalgo; já a Mostra Maranhense teve Dida Maranhão, Stella Lindoso e Taciano Brito no júri. O Troféu ABD, da Associação Brasileira de Documentaristas, ABD-MA, contou com Rose Panet, Monica Rodrigues de Farias, Naýra Albuquerque e Fábio Azevêdo no júri. O Prêmio Assembleia Legislativa foi entregue para o melhor filme realizado por maranhenses com premiação em dinheiro, no valor de dez salários mínimos dedutíveis de impostos.

Conheça os vencedores do 43º Festival Guarnicê de Cinema:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

Melhor Filme: Sertânia, de Geraldo Sarno (CE)
Melhor Filme | Júri Popular: Vidas Barradas, de Cid Faria (DF)
Melhor Direção: Geraldo Sarno, por Sertânia
Melhor Roteiro: Soldados da Borracha, escrito por Wolney Oliveira
Melhor Atriz: Helena Ignez, por A Mulher da Luz Própria
Melhor Atriz Coadjuvante: Tieta Macau, por Terminal Praia Grande
Melhor Ator: Vertin Moura, por Sertânia
Melhor Ator Coadjuvante: Lourinelson Vladmir, por Sertânia
Melhor Direção de Fotografia: Sertânia, por Miguel Vassy
Melhor Montagem/Edição: Terminal Praia Grande, por Lucas Sá
Melhor Trilha Sonora Original: Soldados da Borracha, por DJ Dolores
Melhor Desenho de Som: A Mulher da Luz Própria, por Jesse Marmo e Vinícius Leal
Melhor Direção de Arte: Terminal Praia Grande, por Cris Quaresma
Menção Honrosa: A Mulher da Luz Própria, de Sinai Sganzerla; pelo projeto, realização e qualidade técnica e artística do filme, além do resgate da trajetória e obra de suma importância no cenário artístico e cinematográfico brasileiro da figura de Helena Ignez, que é também a artista homenageada por essa menção.

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS

Melhor Filme: Quanto Pesa, de Breno Nina (MA)
Melhor Filme | Júri PopularAçaí, de André Cantuária (AP)
Melhor Direção: Marçal Viana, por Neguinho
Melhor Roteiro: Terceiro Andar, escrito por Deuilton B. Júnior
Melhor Atriz: Juliana França, por Neguinho
Melhor Atriz Coadjuvante: Aisha Jambo, por Neguinho
Melhor Ator: Herberth Vital, por Amanhã
Melhor Ator Coadjuvante: Guilherme Rodio, por A Volta para Casa
Melhor Direção de Fotografia: No Oco do Tempo, por Antonio Fargoni e Tiago A. Neves
Melhor Montagem/Edição: Teoria Sobre um Planeta Estranho, por Marco Antônio Pereira
Melhor Trilha Sonora Original: Açaí, por Manoel Cordeiro e O Sósia
Melhor Desenho de Som: Teoria Sobre um Planeta Estranho, por Marco Antônio Pereira
Melhor Direção de Arte: O Balido Interno, por Monique Oliveira

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS MARANHENSES

Melhor Filme: 3x Melhor, de Andriolli Araújo
Melhor Filme | Júri Popular: Querida!, de Geovane Camargo
Melhor Direção: Andriolli Araújo, por 3x Melhor
Melhor Roteiro: Querida!, escrito por Livia Lima
Melhor Atriz: Allane Demétrio, por O Devaneio
Melhor Atriz Coadjuvante: Lúcia Reis, por Querida!
Melhor Ator: Wenderson Abreu, por Vítor
Melhor Ator Coadjuvante: Matheus Kristian, por Vítor
Melhor Direção de Fotografia: Princesa do Meu Lugar, por Pablo Monteiro
Melhor Montagem/Edição: 3x Melhor, por Andriolli Araújo
Melhor Trilha Sonora Original: 3x Melhor, por Gláucio Alves
Melhor Desenho de Som: Vítor, por João Victor Carvalho e Josh Baconi
Melhor Direção de Arte: Éramos Três, por Carlos Maranhão
Menção Honrosa: Cicatrizes, de Nadson Paixão e JhonnzzyEsperança 1770, de Carmen Kemoly

VIDEOCLIPES MARANHENSES

Melhor Videoclipe: Batidão, de Enme; Direção: Jessica Laune/Produtora: Clock Work Filmes
Menção Honrosa: Intelecto de Quebrada, de Carmen Kemoly; Direção: Cleiton Santos/Produtora: Rua 2 Filmes e Brooklyn Filmes

PRÊMIOS ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Prêmio Mauro Bezerra | melhor curta-metragem maranhense: 3x Melhor, de Andriolli Araújo
Prêmio Bernardo Almeida | melhor longa-metragem maranhense: não foi concedido em virtude de não apresentar um quantitativo de trabalhos que justificasse uma competição
Prêmio Erasmo Dias | melhor longa ou curta-metragem pelo júri popular: Querida!, de Geovane Camargo

TROFÉU ABD

Melhor curta-metragem maranhense: 3x Melhor, de Andriolli Araújo (MA)
Menção Honrosa: Éramos Três, de Fernando Braga; Quanto Pesa, de Breno Nina; e Esperança 1770, de Carmen Kemoly

Melhor longa metragem: A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, de Pablo Guelli (SP)
Menção Honrosa: Negro em Mim, de Macca Ramos (SP)

Foto: Miguel Vassy.

O Charlatão

por: Cinevitor

charlataoposter1Charlatan

Direção: Agnieszka Holland

Elenco: Ivan Trojan, Juraj Loj, Joachim Paul Assböck, Jan Vlasák, Jan Budar, Marek Epstein, Josef Trojan, Jaroslava Pokorná, Martin Mysicka, Jana Kvantiková, Jana Olhová, Claudia Vaseková, Miroslav Hanus, Tomás Jerábek, Václav Kopta, Jirí Cerný, Martin Sitta, Daniela Vorácková, Frantisek Trojan, Melika Yildiz, Kamil Svejda, Matej Frantisek Preisler.

Ano: 2020

Sinopse: Inspirado na história do herborista Jan Mikolášek, que dedicou a vida aos cuidados de pessoas doentes, apesar dos imensos obstáculos que enfrentou nas esferas pública e privada. Nascido na virada do século 20, Mikolášek ganha fama e fortuna usando métodos de tratamento pouco ortodoxos para curar uma ampla gama de doenças. Renomado na Checoslováquia antes da Segunda Guerra Mundial, o curandeiro aumenta a reputação e a riqueza durante a ocupação nazista e sob o regime comunista. Todos esses regimes, um após o outro, se beneficiam das habilidades de Mikolášek e dão proteção a ele em troca. Mas quão altos devem ser os custos para manter esse status quando as coisas mudarem?

Crítica: Escolhido para representar a República Checa na categoria de melhor filme internacional do Oscar, O Charlatão é baseado na vida de Jan Mikolášek, que ficou conhecido como o oráculo da urina. A trama destaca o dom do curandeiro, que virou popular por ajudar muitas pessoas ao descobrir seus problemas de saúde, e ajudá-los na prevenção, ao analisar a urina apenas ao bater o olho num frasco transparente com o líquido. Focado na vida adulta do protagonista, o filme utiliza-se de flashbacks para explicar o passado e mostrar acontecimentos que respingam na atualidade. É inegável a presença de clichês na narrativa e na maneira clássica de retratar uma biografia nas telonas, porém, a cineasta Agnieszka Holland vai além disso ao explorar com coesão uma certa tensão apresentada no roteiro escrito por Marek Epstein. O desempenho do elenco, encabeçado pelos talentosos Ivan Trojan e Juraj Loj, também contribui para o eloquente desenrolar dos acontecimentos e pelo ritmo satisfatório; assim como o eficaz trabalho de direção de arte, figurino e fotografia. A história fica ainda mais interessante quando O Charlatão parte para a vida pessoal de seus personagens e escancara segredos inadmissíveis para aquela época, como a orientação sexual de seus protagonistas. Em tempos onde a homossexualidade era considerada crime, a única opção era resguardar os sentimentos mais profundos. Mas, ainda assim, é possível conhecer um outro lado do carrancudo curandeiro e até entender certas reações caricatas, que servem mais como um escudo de sua personalidade. Exibido no Festival de Berlim deste ano, o filme não se prende apenas em contar mais uma história de alguém conhecido e ganha pontos ao contextualizar o espectador tanto no passado como no presente de maneira ágil e sem cair no melodrama. Como biografia, O Charlatão cumpre bem o seu papel ao revelar camadas instigantes dos nomes retratados. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Lua Vermelha

por: Cinevitor

luavermelhaposter1Lúa vermella

Direção: Lois Patiño

Elenco: Ana Marra, Carmen Martínez, Pilar Rodlos, Rubio de Camelle.

Ano: 2020

Sinopse: O tempo parece ter parado em uma vila na costa da Galícia, na Espanha. Os habitantes aparentam uma espécie de paralisia, mas ainda conseguimos ouvir suas vozes: eles falam sobre fantasmas, sobre monstros, sobre a lua vermelha. Três mulheres descem das montanhas e chegam ao povoado em busca de Rubio, um marinheiro que desapareceu no mar. A história desse possível resgate se mistura a figuras fantásticas.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Os Nomes das Flores

por: Cinevitor

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Direção: Bahman Tavoosi

Elenco: Bárbara Cameo de Flores, José Luis Garibaldi Durán, Abraham Flores Heredia, Sergio Wilson Tapia Echalar, Jorge Marcelo Hidalgo Aillón, Isaac Barrientos Carillo, Esteban Choque Escarate, Alfredo Eduardo Martinez Rada, Fermina Torrez de Morales, Cristian Romy Bueno Ayaviri, Jonathan Katriel Hidalgo Serrano, Luisa Rosado, María Luque de Poma, María Susana Condori Kantuta, Gumercinda Mamani, Juana Castro Viuda de Alejo, Felipa Alejo Castro, Angelino Flores Huanca, Victor Huruña Ajata, Juana Mamani Gonza, Carmen Patricia Aranibar Alvarez, Susy Cameo de Flores, Iby Cristina Pacheco, Delia Fabian Mamani, Andre Cidrim Goés, Ruxandra Calin Jordan, Chihiro Yamamura, Kenichi Kuwabara, Kohei Watanabe, José Ibata, Hiroyuki Akimoto, Ivonne Carrasco, Shogun Shimose, Huascar Orlando Alvarez Castro, Carlos Suxo Pari, Limber Acero Torrez, Ronald Mauricio Tejada, Diego Fernando Rosas Estrada, Axel Luis Ibañex Mejia.

Ano: 2019

Sinopse: A Bolívia celebra o aniversário dos 50 anos da morte de Ernesto Che Guevara. Julia, uma professora do interior, é convidada a contar sua história: ela abrigou membros da guerrilha e serviu-lhes uma sopa de amendoim, enquanto Che recitava um poema sobre flores, poucas horas antes de morrer. O convite, porém, é retirado depois que outras mulheres aparecem reivindicando como sendo delas, e não de Julia, a história da sopa e das flores.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Conheça os vencedores do Los Angeles Brazilian Film Festival 2020

por: Cinevitor

fernandamontenegroLABRFF2020Fernanda Montenegro: premiada por Piedade, de Cláudio Assis.

Foram anunciados neste domingo, 25/10, os vencedores da 13ª edição do LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, que este ano aconteceu de forma on-line, por conta da pandemia de Covid-19, na plataforma Filmocracy. Também foram divulgados os vencedores do 2º Los Angeles International Music Video Festival, competição de videoclipes lançada ano passado.

O longa pernambucano King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante, foi consagrado com o prêmio de melhor filme de ficção desta edição; o protagonista Andrade Júnior, que faleceu em maio do ano passado, recebeu a honraria de melhor ator in memorian. Além disso, o filme também foi premiado na categoria de melhor direção.

Os pernambucanos Piedade, de Cláudio Assis, e Acqua Movie, de Lírio Ferreira, também se destacaram na cerimônia com cinco prêmios cada um. Matheus Nachtergaele, Bruno Gagliasso, Fernanda Montenegro, Alessandra Negrini, Cauã Reymond, Augusto Madeira e Mariana Ruggiero foram consagrados por suas atuações.

Porém, além da premiação, a noite também foi marcada pela difícil missão de anunciar ao público o fim do festival que, desde 2008, foi responsável por conectar os mercados americano e brasileiro, e por gerar negócios entre os dois países. O anúncio foi feito durante a cerimônia de premiação, realizada na plataforma Filmocracy: “Foi a decisão mais difícil da minha vida. O LABRFF é um filho pra mim e eu dediquei os últimos treze anos a ele. Mas só quem realiza um evento do porte do LABRFF sabe da luta que é, e nunca vivemos de maneira tão intensa a falta de valorização, de incentivo, e de prestígio à cultura. É uma discussão ampla, mas o resumo é que não dá para seguir assim”, lamentou Meire Fernandes, fundadora do Los Angeles Brazilian Film Festival.

Em treze edições já realizadas, o LABRFF teve apoio de um edital público em apenas uma delas. Na edição deste ano, uma campanha de financiamento coletivo foi realizada, mas apenas 1% da meta foi arrecadado. O festival, que já exibiu mais de 800 títulos e premiou mais de 300 profissionais do cinema, não tem recursos para seguir com o trabalho que vem sendo realizado. “O custo médio para a realização de uma edição do LABRFF é de um milhão e duzentos mil reais. E se pensarmos na estrutura que o festival merece, e nos custos dos 25 profissionais envolvidos, teríamos que ter pelo menos 400 mil dólares, o que corresponderia a cerca de dois milhões de reais atualmente. Os aluguéis de teatro e cinema são caros, e em dólar. Temos uma equipe com profissionais de designer, comunicação, marketing, e também os nossos produtores. São profissionais que precisam receber pelo trabalho prestado. Nós não conseguimos recursos para isso. Mesmo na versão online, a realização do festival custou muito, e outras despesas surgiram, como a plataforma que abrigou o catálogo de filmes e toda estrutura para realização das palestras, workshops e shows musicais que transmitimos online. Arrecadar pouco mais de 2 mil reais na nossa campanha de financiamento coletivo também foi uma frustração imensa, e eu não posso esconder isso”, afirma Manoel Neto, diretor do LABRFF.

Em seu discurso na cerimônia de encerramento, a fundadora do LABRFF afirmou que a decisão vinha sendo pensada há anos: “Para chegarmos neste momento, a diretoria do festival vem discutindo muito o assunto nos últimos anos. Nós contamos nos dedos os apoiadores do festival, e quero registrar a nossa gratidão a cada um deles, mas o suporte recebido não é suficiente. Ano após ano, temos colocado dinheiro dos nossos bolsos por acreditar nos resultados positivos do LABRFF. Mas qual o sentido de continuarmos dessa forma? Eu faço essa indagação a mim mesma todos os dias”, contou Meire Fernandes.

Por mais de uma década, a capital mundial do cinema abriu as portas para os talentos brasileiros mostrarem o que vinha sendo feito de melhor na sétima arte no nosso país. Essa vitrine de oportunidades para os profissionais do Brasil se repetiu desde 2008, quando foi fundado o Los Angeles Brazilian Film Festival. Idealizado pela produtora de cinema Meire Fernandes, e pelo jornalista Nazareno Paulo, o evento já nasceu forte, com apoio de astros brasileiros e americanos que compreenderam as portas que estavam sendo abertas a partir das conexões que um festival de cinema poderia gerar.

Conheça os vencedores do Los Angeles Brazilian Film Festival 2020:

Melhor Filme: King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante
Melhor Direção: Camilo Cavalcante, por King Kong en Asunción
Melhor Ator (empate): Matheus Nachtergaele, por Piedade e Bruno Gagliasso, por Loop
Melhor Atriz (empate): Fernanda Montenegro, por Piedade e Alessandra Negrini, por Acqua Movie
Melhor Ator Coadjuvante (empate): Cauã Reymond, por Piedade e Augusto Madeira, por Acqua Movie
Melhor Atriz Coadjuvante: Mariana Ruggiero, por Piedade
Melhor Roteiro: Acqua Movie, escrito por Lírio Ferreira, Marcelo Gomes e Paulo Caldas
Melhor Fotografia: Acqua Movie, por Gustavo Hadba
Melhor Edição: Acqua Movie, por Vania Debs
Melhor Trilha Sonora: Piedade, por Jorge dü Peixe

Melhor Documentário | Brasileiro: O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes
Melhor Documentário | Internacional: Passages, de Lúcia Nagib e Samuel Paiva
Melhor Animação: Napo, de Gustavo Ribeiro
Melhor curta-metragem | Brasileiro: Esmalte Vermelho Sangue, de Gabriela Altaf

Melhor Ator in memorian: Andrade Júnior, por King Kong en Asunción
Life Achievement: Ivan Cardoso, por Ivan, O Terrível, de Mario Abbade
Menção Honrosa: Gracindo Junior, por A Queda
Menção Honrosa: Mangueira em 2 tempos, de Ana Maria Magalhães
Menção Honrosa: Quitéria, de Tiago A. Neves

BWIE Brazilian Women in Entertainment (empate): Rosa das Aroeiras, de Monica Mac Dowell e Windows to the World – AM to PM, de Bia Oliveira
Mostra 60 segundos (empate): Stonely Language, de Reza Saveys e Forest League, de Sergio Kalili
International Shorts (empate): Piece of Me, de Bruna Cabral e Broken Hills, de Edmilson Filho

LAMV | Los Angeles Latin Music Video Festival

Melhor Videoclipe | Voto Popular: Vivência, de Ramonzin e BK (Direção: Isabelle Lopes)
Melhor Performance Artística | Voto Popular: Desce pro Play (Pa Pa Pa), de Mc Zaac, Anitta e Tyga (Direção: Thiago Eva)

BRAZIL COMPETITION

Melhor Videoclipe: Pedrinho, de Tulipa Ruiz (Direção: Fabio Lamounier, Pedro França e Rodrigo Ladeira)
Melhor Direção: Fabio Lamounier, Pedro França e Rodrigo Ladeira, por Pedrinho, de Tulipa Ruiz
Melhor Fotografia: Casmurro, de Alex Albino
Melhor Edição: Amigo da Onça & Beija Flor, da banda Amigos da Onça
Melhor Narrativa: A Cada Passo, da banda Trema
Melhor Direção de Arte: My Girl, de Vintage Culture
Melhor Voz: Alan Rocha
Melhor Animação: Canção de Partida, de GA Setubal (Direção: Deco Farkas)
Melhor Instrumental: Alumiou, de Alan Rocha
Melhor Canção: Alumiou, de Alan Rocha

INTERNATIONAL COMPETITION

Melhor Videoclipe: I Have No Home, de Odyn V Kanoe (Direção: Volodymyr Vlasenko)
Melhor Direção: Sito Ruiz e Esteve Pulg, por Teleapàtic, de Minova
Melhor Fotografia: I Have No Home, de Odyn V Kanoe
Melhor Edição: Akudama, de Alpha Wolf
Melhor Narrativa: In Front, de Las Abejas
Melhor Direção de Arte: De Ontem, de Liniker e os Caramelows
Melhor Voz: Amanda Magalhães
Melhor Instrumental: Akudama, de Alpha Wolf
Melhor Canção: O Amor te Dá, de Amanda Magalhães

*Clique aqui e acompanhe também a cobertura do CINEVITOR pelas redes sociais.

Foto: Suzanna Tierie.

Sibéria

por: Cinevitor

siberiaposter1Siberia

Direção: Abel Ferrara

Elenco: Willem Dafoe, Dounia Sichov, Simon McBurney, Cristina Chiriac, Daniel Giménez Cacho, Fabio Pagano, Anna Ferrara, Phil Neilson, Laurent Arnatsiaq, Valentina Rozumenko, Trish Osmond, Stella Pecollo, Marc Pistono, Cornelia Nguyen Luu, Ilham Midjiyawa, Maria Knofe, Hannah Gross, Francesco Laterza, Flavio Arcangeli, Giulio Tromboni, Christian De Angelis, Roni Pandolfo, Chiara Bersani, Luca Colombo, Arianna Pozzoli, Alessandra Cristiani.

Ano: 2020

Sinopse: Clint, um homem atormentado pelo passado, decide se isolar em uma casa nas montanhas. Nesse ambiente frio e hostil, ele vive sozinho e, em alguns raros momentos, interage com viajantes e nativos que não falam seu idioma e que visitam sua cafeteria. O isolamento, porém, não é o bastante para que Clint encontre paz. Certa noite, confrontando seus problemas, ele acaba embarcando em uma viagem interna por meio de sonhos, memórias e delírios.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas