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14ª CineBH: filmes selecionados, atividades paralelas e projetos do 11º Brasil CineMundi

por: Cinevitor

gracepassocinebh2020Cena do curta República, de Grace Passô.

Por conta da pandemia de Covid-19, a 14ª edição da CineBH – Mostra de Cinema de Belo Horizonte e o 11º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting acontecem em ambiente virtual entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, nas redes sociais da Universo Produção e no site (clique aqui) gratuitamente.

Serão cinco dias de atividades, com 54 filmes nacionais e internacionais em pré-estreias e mostras temáticas (14 longas, 4 médias e 35 curtas), de 12 estados brasileiros e 12 países. Além disso, a programação apresenta mais 15 debates, painéis e rodas de conversa, 4 masterclasses internacionais, 3 laboratórios de roteiro, 1 oficina, 1 estudo de caso, encontros de coprodução e diversas outras atividades que convidam o público a pensar o mercado audiovisual a partir do que está sendo feito e do que ainda será visto nas telas. Mesmo com as dificuldades impostas pelo distanciamento social, a CineBH se reafirma como um espaço de perspectivas e possibilidades do cinema do presente e do futuro.

“Vivemos numa sociedade cheia de estímulos visuais e o audiovisual assumiu papel central no cotidiano das pessoas. Realizar este empreendimento internacional ousado e inovador neste cenário de transições e transformações representa compromisso, responsabilidades e ações compartilhadas em que a vontade, a persistência e a determinação são ingredientes que ampliam as possibilidades de seguir acreditando na potência da nossa cultura”, destaca a diretora da Universo Produção e coordenadora geral da Mostra CineBH e do Brasil CineMundi, Raquel Hallak.

Para este ano, a CineBH adotou a temática Arte viva: Redes em expansão, que dialoga diretamente com o impacto da pandemia na produção artística brasileira. Proposta pela equipe curatorial do evento, formada pelos críticos e pesquisadores Pedro Butcher, Francis Vogner dos Reis e Marcelo Miranda, a temática busca pensar a rede de relações construída entre as artes presenciais (teatro, performance, shows) e a linguagem audiovisual, adotada por criadores e espectadores num período em que os espaços de convivência, como cinemas, casas de espetáculos e teatros, foram fechados. Para colaborar na construção dessas relações, a CineBH incorporou a pesquisadora de artes cênicas Daniele Ávila Small ao time de curadores da Mostra Temática.

Escolhido como destaque de 2020, o Pandêmica Coletivo Temporário de Criação, agremiação de artistas de várias regiões do Brasil formada em março com objetivo de promover exibições teatrais on-line durante a pandemia, reúne em seus trabalhos a essência do que será discutido ao longo da CineBH em filmes, performances audiovisuais e debates. “É inegável que um campo de investigação de linguagem se abriu no encontro entre o teatro, o audiovisual e o meio virtual, e o Pandêmica é um dos pioneiros na abertura dessa trilha”, exalta Daniele Ávila. De integrantes do Pandêmica, serão apresentados ao vivo 12 Pessoas com Raiva, de Juracy de Oliveira, na abertura do evento (29/10); e Museu dos Meninos – Arqueologias do Futuro, de Maurício Lima, no dia 31.

Ainda na Mostra Temática, todos são projetos desenvolvidos ou apresentados desde o começo da pandemia, respondendo, pelo audiovisual, como se dão outras possibilidades de representar a presença. Vários dos artistas presentes nesta mostra participarão de debates e encontros durante a CineBH em transmissões ao vivo com mediação dos curadores.

Na Mostra Contemporânea, a CineBH conta com 10 longas e 5 curtas-metragens brasileiros e estrangeiros. Do Brasil, vários dos títulos lidam com a história de violências que fundaram o país. Os curtas nacionais completam a programação nacional com trabalhos provocativos de várias situações vivenciadas ou sentidas ao longo de 2020.

A mostra Diálogos Históricos, que tem objetivo de apresentar obras importantes na história do cinema de forma contextualizada e aprofundada e segue a estrutura de introdução de um crítico e/ou pesquisador, exibição do filme e comentário posterior, esse ano conta com parceria do Instituto Goethe. Os títulos a serem exibidos em 2020 apresentam três momentos distintos e significativos da produção alemã, de longa e rica tradição de obras e artistas dispostos à experimentação.

A Sessão Welket Bungué vai apresentar ao público brasileiro os curtas-metragens desse artista singular, dos mais diferentes estilos e formatos e exemplos de uma obra audiovisual em que realização e performance se tornam aspectos indissociáveis. Bungué atuou recentemente na nova adaptação cinematográfica do romance Berlin Alexanderplatz, que disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano. Bungué nasceu em Guiné-Bissau e já morou em Portugal, no Brasil (onde fez uma pós-graduação em performance na Uni-Rio, entre 2012 e 2013) e na Alemanha, com passagens por Cabo Verde e outros países. A seleção na CineBH tenta dar conta de sua capacidade múltipla e dialoga com a proposta deste ano de lançar alguma luz para trabalhos que buscam nas ferramentas da linguagem audiovisual uma potencialização da performance e do “ao vivo”.

Já a mostra A Cidade em Movimento é composta por trabalhos realizados em bairros e comunidades de Belo Horizonte e região metropolitana, com curadoria de Paula Kimo. Ao longo de 16 trabalhos espalhados por quatro sessões, diversas questões serão discutidas tanto nas exibições quanto na presença de convidados para as Rodas de Conversa. Clique aqui e conheça os selecionados, que foram anunciados anteriormente.

Por fim, na programação de filmes da CineBH, estudantes e educadores têm programação garantida com a realização das sessões Cine-Escola e Cine-Debates planejados para atender a alunos a partir de 5 anos de idades. Os filmes ficam disponíveis de 29 de outubro a 6 de novembro no site possibilitando que os professores tenham mais tempo para trabalhar os títulos com os alunos.

Para formar novas audiências e inserir famílias e crianças na programação, a CineBH conta com a Mostrinha, apostando em futuros espectadores de cinema brasileiro; serão exibidos dois filmes de longa-metragem.

Em sua 11ª edição, o Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting segue como o grande encontro brasileiro de coprodução, reunindo dezenas de participantes para discutirem projetos futuros de cinema no país. Por razão da pandemia, algumas alterações foram feitas pelo programa para que os encontros virtuais fossem aproveitados ao máximo pelos 23 projetos participantes. Uma das novidades desta edição é que os projetos de filmes brasileiros de longa-metragem serão avaliados em três categorias: desenvolvimento, produção e finalização.

A nova categorização foi necessária diante da atual circunstância mundial, unindo gêneros, formatos e estilos divididos em estágios distintos. A categoria de finalização, em especial, foi criada pensando justamente nas dificuldades dos filmes em conseguirem espaços de exibição desde quando festivais e salas fecharam mundo afora, ainda em março. O Brasil CineMundi terá este ano a participação de 30 convidados de 14 países; são produtores, distribuidores, curadores, agentes de venda, representantes de fundos de investimento audiovisual e representantes de festivais que estarão em contato direto com realizadores brasileiros e seus projetos de futuros filmes.

Com a parceria de diversas iniciativas de fundos de produção, o CineMundi conta com prêmio aos projetos mais bem cotados pelos júris de avaliação. Há bolsas de desenvolvimento, participação em eventos internacionais de coprodução e incentivos à criação.

Com o propósito de fornecer ferramentas conceituais e práticas para capacitação de profissionais, troca de experiências entre diferentes agentes do setor audiovisual, ao mesmo tempo, que propõe gerar intercâmbio, promover encontros, diálogos, discussões e estabelecer redes de contato e conexões globais com foco no mercado audiovisual, o Programa de Formação Audiovisual integra a programação da 14ª Mostra CineBH e do 11º Brasil CineMundi. Nesta edição, o programa reúne 40 profissionais brasileiros e estrangeiros de destaque na cena audiovisual no centro de oito debates, quatro masterclasses internacionais, um painel, um estudo de caso, três laboratórios de roteiro e uma oficina.

A 14ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, o evento de cinema da capital mineira, integra o Cinema sem Fronteiras 2020, programa internacional de audiovisual idealizado e realizado pela Universo Produção, que promove a conexão entre o cinema brasileiro e o mercado internacional. Apresenta-se como instrumento de formação, reflexão, exibição e difusão do audiovisual em diálogo com outros países, fomento o empreendedorismo, dissemina a informação, produz e difunde conhecimento, cria oportunidades de rede de contatos e negócios, reúne a cadeia produtiva do audiovisual em uma programação abrangente e gratuita.

Conheça os filmes selecionados para a 14ª CineBH e os projetos do 11º Brasil CineMundi:

MOSTRA TEMÁTICA

12 Pessoas com Raiva, de Juracy de Oliveira (performance)
Canção das Filhas das Águas, de Laís Machado (BA)
Coisas Úteis e Agradáveis, de Germano Melo e Ricardo Alves Jr. (MG)
Museu dos Meninos – Arqueologias do Futuro, de Fabiano de Freitas e Maurício Lima (performance)
Navalha na Carne Negra, de José Fernando Peixoto de Azevedo (SP)
República, de Grace Passô (SP)

CONTEMPORÂNEA BRASIL

5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
Corpo Monumento, de Alexandre Salomão (PE)
Do Pó ao Pó, de Beatriz Saldanha (SP)
Entre Nós, Um Segredo, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté (Brasil/México/Burquina Fasso)
Eu Sou a Destruição, de Eduardo Camargo (PR)
Extratos, de Sinai Sganzerla (SP)
Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán (RJ)
O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão (ES)
Rodson ou (Onde o Sol Não Tem Dó), de Cleyton Xavier, Clara Chroma e Orlok Sombra (CE)
Rua Guaicurus, de João Borges (MG)
Terminal Praia Grande, de Mavi Simão (MA)

CONTEMPORÂNEA INTERNACIONAL

Isabella, de Matías Piñeiro (Argentina)
Meus Queridos Espiões, de Vladimir Léon (Rússia/França)
Nós, Os Bárbaros, de Juan Alvarez-Durán (Bolívia)
Ouvertures, de Louis Henderson e Olivier Marboeuf (Reino Unido/França/Haiti)

DIÁLOGOS HISTÓRICOS

Kuhle Wampe ou: Quem é o Dono do Mundo?, de Slatan Dudow (Alemanha)
Os não reconciliados ou só a violência ajuda onde a violência reina, de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet (Alemanha)
Viver na RFA, de Harun Farocki (Alemanha)

SESSÃO BRASIL CINEMUNDI

Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (SP) (filme de encerramento)

WELKET BUNGUÉ

Buôn, de Miguel Munhá (Portugal/Guiné-Bissau)
Corre Quem Pode, Dança Quem Aguenta, de Welket Bungué (Brasil)
É Bom Te Conhecer (N’Sumande Tchalih Hudi), de Welket Bungué (Brasil/Guiné-Bissau)
Eu Não Sou Pilatus, de Welket Bungué (Portugal)
Intervenção Jah, de Daniel Santos (Brasil/Guiné-Bissau)
Mensagem, de Welket Bungué (Brasil)

MOSTRINHA

Dentro da Caixinha, de Guilherme Reis (MG)
Para’Í, de Vinicius Toro (SP)

CINE-ESCOLA

Antes que Vire Pó, de Danilo Custódio (PR)
Dilúvio, de Gustavo Spolidoro (RS)
Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves (RJ)
Renascida das Águas, de Júlio Quinan (GO)
Tem Um Monstro na Loja, de Jaqueline Dulce Moreira (RJ)
Torcida Única, de Catarina Forbes (SP)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)

BRASIL CINEMUNDI

PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO:

Acalanto, de Marcelo Lordello e Letícia Simões; produção: Emilie Lescaux (PE)
A Cor da Margem, de Mariana Luiza; produção: Joelma Oliveira Gonzaga (RJ)
A Voz de Deus, de Miguel Antunes Ramos; produção: Alice Riff (SP)
Cartas para o passado, de Mannu Costa; produção: Rayssa Costa (PE)
Hotel Califórnia, de Daniel Nolasco; produção: Cecília Brito (GO)
Mãe do Ouro, de Madiano Marcheti; produção: Beatriz Martins (MT)
Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur; produção: Thamires Vieira (AL/BA)
O Vale dos Homossexuais, de Fábio Leal; produção: Dora Amorim e Júlia Machado (PE)
Paralaxe, de Ricardo Murad e Cao Guimarães; produção: Mariana Andrade (MG)
Retomada, de Hidalgo Romero e Alice Villela; produção: Julio Matos (SP)

PROJETOS EM PRODUÇÃO:

A Mensageira, de Cláudio Marques; produção: Marília Hughes (BA)
Ausente, de Ana Carolina Soares; produção: Denise Flores (MG)
Casa no Campo, de Davi Pretto; produção: Paola Wink (RS)
Corpo Presente, de Leonardo Barcelos; produção: André Hallak e Joana Braga (MG)
É Tudo Parente, de Mariana Fagundes; produção: André Hallak (MG)
Peixe, de Rafael Saar; produção: Eduardo Cantarino (RJ)
Toda Noite Estarei Lá, de Tati Franklin; produção: Thiago Moulin (ES)

PROJETOS FINALIZADOS:

A Flecha e a Farda, de Miguel Antunes Ramos; produção: Angelo Ravazi e Paulo Serpa (SP)
A Matéria Noturna, de Bernard Lessa; produção: Bernard Lessa, Eduardo Cantarino e Vitor Graize (ES/RJ)
Anastácias, de Thati Almeida; produção: Sebastião Braga (SP)
Casa Vazia, de Giovani Borba; produção: Tatiana Sager (RS)
Lavra, de Lucas Bambozzi; produção: André Hallak (MG)
Os ossos da saudade, de Marcos Pimentel; produção: Luana Melgaço (MG)

Foto: Divulgação.

Coronation

por: Cinevitor

coronationposter1Direção: Ai Weiwei

Elenco: Chen Bing, Da Xie, Guo Ke, Huang Kankan, Li Wen, Peng Liming, Rachel, Shu Dizhan, Tong Hao, Tsering Woeser, Wang Kunpeng, Yu Wei, Zhang Sanfeng, Zhang Wenwu.

Ano: 2020

Sinopse: Em 31 de dezembro de 2019, o primeiro caso do novo coronavírus foi confirmado em Wuhan. As autoridades chinesas negaram repetidamente que a transmissão de pessoa para pessoa era possível, ocultaram o número de pacientes diagnosticados e puniram a equipe médica por divulgar informações sobre a epidemia. Em 23 de janeiro de 2020, a cidade foi colocada sob lockdown e, logo, a Covid-19 tornou-se uma pandemia global. Coronation examina o controle político do Estado chinês do primeiro ao último dia do lockdown em Wuhan. O filme registra a resposta militarizada e brutalmente eficiente do governo para controlar o vírus, os amplos hospitais de campanha que foram erguidos em questão de dias, os 40 mil médicos e enfermeiros que foram trazidos de ônibus de toda a China, além dos moradores locais, que foram trancados em casa. Ai Weiwei dirigiu, produziu e completou a pós-produção do longa remotamente da Europa. As filmagens foram feitas por cidadãos comuns que moram em Wuhan.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Pari

por: Cinevitor

pariposter1Direção: Siamak Etemadi

Elenco: Melika Foroutan, Shahbaz Noshir, Sofia Kokkali, Argyris Pandazaras, Lena Kitsopoulou, Lefteris Tsatsis, Bijan Daneshmand, Dimitris Xanthopoulos, Aspasia Kokosi, Vassilis Koukalani, Kimonas Kouris, Romanna Lobach, Marianthi Pantelopoulou, Efthalia Papacosta, Konstatinos Siradakis, Nikos Flessas, Nafsika Tarazi, Aliki Alexandraki, Nikos Aktvpis, Romanos Argyropoulos, Mary Samari, Thanassis Tompoulis, Hooman Lotfinejad, Hamid Sharokhi, Duncan Skinner, Paria Nejad, Shirin Maahian, Solon Charitonidis, Andreas Massios, Xanthos Papaigannou, Aris Rammos, Giannis Voulgaris, Panos Papaioannou, Vassilis Tzepelis, Argyris Pandazaras, Giorgos Souksis, Niki Papamichael, May Sevastopoulou, Chrissostomos Nomikou, Melita Scabeau, Christos Argyrelis, Giorgos Valais, Pierre Levy, Fidel Talamboukas, Lefteris Tsatsis, Markos Papadokonstantanis, Hossain Amibi, Stephania Sanko.

Ano: 2020

Sinopse: Babak é um estudante iraniano que mora na Grécia. Quando seus pais vão visitá-lo, ele não aparece para recebê-los no aeroporto. Pari e o marido, um homem mais velho, ambos muçulmanos devotos, fazem sua primeira viagem para o exterior e não estão preparados para procurar pelo filho em um ambiente desconhecido e intimidador. Todas as tentativas dos dois para encontrar uma pista que pudesse guiá-los ao paradeiro do garoto não os leva a lugar algum e eles logo chegam a um beco sem saída. Mas Pari não desiste de procurar por Babak, mesmo quando retornar ao Irã parece ser a única opção. Seguindo os passos do filho rebelde nos cantos mais sombrios da cidade, ela usa sua força interior para realizar mais do que a busca de uma mãe pelo filho desaparecido.

Crítica: Exibido no Festival de Berlim e dirigido pelo cineasta iraniano Siamak Etemadi, Pari conta a história de um casal muçulmano que viaja para a Grécia para visitar o filho que mora por lá. Porém, logo na chegada, o encontro marcado no aeroporto não acontece. A partir daqui, começam a busca para encontrá-lo. A saga em um país desconhecido é retratada por meio de uma narrativa bem construída em cima da tensão. Além da dificuldade em se comunicar, há uma angústia sobre o paradeiro do filho. Ao desenrolar da história, o casal tenta juntar as peças do quebra-cabeça com a ajuda de pistas que possam decifrar o enigma do tal sumiço do ente querido. Não demora muito para que o filme se volte à sua protagonista, interpretada pela talentosa Melika Foroutan. No papel da personagem-título, ela acaba virando o centro das atenções dessa história. Ainda que a trama se desenvolva na busca pelo filho, é em Pari que passamos a compreender mais a relação desses familiares e o suposto motivo do sumiço. A construção da personagem é muito bem elaborada, tanto pela atuação quanto pelo seu lugar na narrativa, e as camadas desenvolvidas para criar tal personalidade são reveladas aos poucos e, ao longo do filme, fica ainda mais interessante observar a maneira como ela vai se transformando em uma outra mulher, diferente daquela vista no começo. Ou talvez esteja apenas se despindo de algo que já estava em si. Há os costumes culturais de seu país de origem e também as demandas religiosas que andam ao seu lado, mas, ainda assim, Pari não hesita em se desprender do passado para alcançar seu objetivo; ela se realoca e se encaixa com uma certa facilidade à novas situações culturais e locais. É possível que tal desprendimento esteja ligado a algo repressor que ficou para trás e, agora, mesmo em uma situação difícil, consegue se desapegar do medo como se tivesse sentindo a liberdade pela primeira vez. Com a situação caótica da Grécia como pano de fundo, Pari não é apenas um filme sobre a busca esperançosa de uma mãe pelo filho. É também sobre uma mulher que se reencontra, mesmo na angústia e em circunstâncias de dor, e que busca forças para seguir em frente no seu propósito, repensar sobre tudo que passou e, quem sabe, começar uma nova vida a partir daquilo que encontrar pela frente. Seja seu filho, um novo destino ou se reconectar com sua própria essência. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo, é o grande vencedor do Inffinito Film Festival 2020

por: Cinevitor

olhosernestoinffinito2020Jorge Bolani e Julio Andrade em Aos Olhos de Ernesto.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 23/10, os vencedores da 24ª edição do Inffinito Film Festival, o maior e mais importante festival de cinema brasileiro realizado no exterior. A noite de premiação aconteceu de forma remota e foi transmitida ao vivo pela plataforma de streaming do evento.

Apresentada por Flávia Guimarães e Eloisa Lopez, a cerimônia contou também com uma homenagem ao ator e diretor Daniel Filho e terminou com uma festa virtual que teve a participação dos atores Lucio Mauro Filho e Natália Lage como DJs.

O longa-metragem Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo, foi eleito pelo júri como o melhor filme de ficção desta edição e levou o Troféu Lente de Cristal; também ganhou os prêmios de melhor direção e melhor roteiro. Dira Paes, de Pureza, e Roney Villela, de A Morte que Habita À Noite, foram premiados por suas atuações.

O júri do Inffinito Film Festival 2020 foi composto por: Carol Marra, Joelzito Araújo, Maria Sanchez e Tizuka Yamasaki (longa-metragem de ficção); e Fabricio Boliveira, Graci Guarani e Malu de Martino (longa-metragem documentário).

Conheça os vencedores do Inffinito Film Festival 2020:

Melhor Filme | Ficção: Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
Melhor Filme | Documentário: De Olhos Abertos, de Charlotte Dafol
Melhor Direção: Ana Luiza Azevedo, por Aos Olhos de Ernesto
Melhor Ator: Roney Villela, por A Morte que Habita à Noite
Melhor Atriz: Dira Paes, por Pureza
Melhor Direção de Fotografia: Felipe Reinheimer, por Pureza
Melhor Roteiro: Aos Olhos de Ernesto, escrito por Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado
Prêmio Especial do Júri: Fernanda Montenegro, por Piedade
Prêmio Especial do Júri | Documentário: Diz a Ela que me Viu Chorar, de Maíra Bühler
Melhor Filme de Ficção | Público: Três Verões, de Sandra Kogut
Melhor Documentário | Público: Fico te Devendo uma Carta sobre o Brasil, de Carol Benjamim

Foto: Divulgação/Elo Company.

A Caminho da Lua

por: Cinevitor

acaminhodaluaposterOver the Moon

Direção: Glen Keane, John Kahrs

Elenco: Cathy Ang, John Cho, Ruthie Ann Miles, Sandra Oh, Phillipa Soo, Edie Ichioka, Glen Keane, Brycen Hall, Greg Watanabe, Elizabeth Pan, James Taku Leung, Josiah D. Lee, Lucy Lin, David Chen, Robert G. Chiu, Margaret Cho, Kimiko Glenn, Artt Butler, Irene Tsu, Clem Cheung, Brittany Ishibashi, Janice Kawaye, Trisha Vo, Ken Jeong, Conrad Ricamora, Isabella Abiera, Jeremy Bowker, Ewan Chung, Meilee Condron, John Kahrs, Albert Kong, Esther Chae.

Ano: 2020

Sinopse: Estimulada pelas histórias da mãe, Fei Fei decide construir uma nave espacial para ir até a Lua e comprovar a existência de uma lendária deusa.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Conheça os filmes selecionados para o Cinefest Gato Preto 2020

por: Cinevitor

gatopreto2020atordoadoatentoCena do curta Atordoado, Eu Permaneço Atento sobre o jornalista Dermi Azevedo.

O Cinefest Gato Preto é um festival de curtas-metragens realizado na cidade de Lorena, região do Vale do Paraíba, em São Paulo, que se caracteriza por valorizar todas as áreas do processo da produção cinematográfica, criando sessões temáticas de acordo com os filmes recebidos pela curadoria.

Nesta XVI edição, o evento acontecerá em formato on-line, por conta da pandemia de Covid-19, entre os dias 3 e 7 de novembro. Pela primeira vez, o festival abre espaço para uma sessão de videoclipes com a intenção de fomentar a produção audiovisual na região.

Ao longo do festival serão exibidos 61 filmes e 26 videoclipes. Ao todo, o Gato Preto 2020 reunirá obras cinematográficas de 17 estados. O objetivo dos organizadores está na descentralização do cinema, a fim de ir além do eixo São Paulo e Rio e também no fomento da produção de cinema do Vale Paraibano.

Haverá ainda sessões especiais levantadas pela curadoria, que apresentarão produções de animações para adultos, sessão infantil e adolescente, produções LGBTQIA+ e de cinema preto, que farão parte da disputa de troféus na mostra competitiva. A programação terá também oficinas, debates e encontros entre os cineastas e realizadores com o público.

Três oficinas gratuitas estão programadas para acontecer durante o festival: Cinema da Escuta, com Victor Fisch; As relações entre o cinema na formação do ator, com Raissa Gregori; e com um viés antirracista sobre a dramaturgia brasileira, Viviane Pistache apresentará um recorte e reflexões sobre a realidade das produções.

Com direção de Polyana Zappa, o Cinefest Gato Preto 2020 contou com a curadoria de Rodrigo Tons, Fábio Rodrigo e Carolina Serra.

Conheça os curtas e videoclipes selecionados para o XVI Cinefest Gato Preto:

SESSÃO ROTEIRO

Laura Denver, de João Iglesias e Antonia Cattan (RJ)
O Grande Amor de um Lobo, de Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa (RN)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)
Rebento, de Vinicius Eliziário (BA)

SESSÃO ATUAÇÃO

5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
Chica, de Andrea Guanais (BA)
Ditadura Roxa, de Matheus Moura (MG)
Receita de Caranguejo, de Issis Valenzuela (SP)

SESSÃO MONTAGEM

Atordoado, Eu Permaneço Atento, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud (SP)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (ES)
Luís Humberto: O Olhar Possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo (DF)
Onde Nascem os Deuses, de Henrique DPK (SP)

SESSÃO INFANTIL

A Manta, de Igor Pitta Simões e Luis da Matta Almeida (SC)
Antes que vire pó, de Danilo Custódio (PR)
Fome, de Felipe Fré (SP)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)
Véu de Amani, de Renata Diniz (DF)

SESSÃO PRODUÇÃO

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Diriti De Bdé Burê, de Silvana Beline (GO)
Sábado Não é Dia de Ir Embora, de Luísa Giesteira (RJ)

SESSÃO ADOLESCENTE

Eu Me Chamo Darwin, de Well Darwin (SP)
Eu te Protejo, de Allê Maia (RJ)
Pátria, de Lívia Costa e Sunny Maia (PB)
Rua Augusta, 1029, de Mirrah Ianez da Silva (SP)

SESSÃO DIREÇÃO

A Profundidade da Areia, de Hugo Reis (ES)
Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE)
Crua, de Diego Lima (PB)
Práticas do Absurdo, de Alexander S. Buck (ES)

SESSÃO ANIMAÇÃO ADULTO

31 de Março, de Emerson Rodrigues (GO)
A Casa e o Medo, de Eduardo Aliberti, Henrique Truffi e Valentina Salvestrini (SP)
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
Chiara, de Caroline Grigato (RJ)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Ta Foda, de Aline Goulart, Denis Gabriel, Fernanda Maciel, Icaro Castello, Lígia Torres e Victoria Alvez (RS)
The Drawers Man, de Duda Rodrigues (PE)

SESSÃO DIREÇÃO DE ARTE

Baixas Lendas da Classe Média Alta: Janaína Sem Cabeça, de Bruna Schelb Corrêa (MG)
Mansão do Amor, de Renata Pinheiro (PE)
Nervo, de Pedro Jorge e Sabrina Maróstica (SP)
Prefiro não ser identificada, de Juliana Muniz (RJ)
Ratoeira, de Carlos Adelino (SC)

TRANSGRESSORA

Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)
Downpression, de Assaggi Piá e Rodrigo Mends (BA)
I Have To Say I Love You, de Ariel Nobre (SP)
Modelo Morto, Modelo Vivo, de Iuri Bermudes e Leona Jhovs (SP)

SESSÃO DESENHO DE SOM

Cidade São Mateus, de Gabriel César (SP)
Hoje sou Felicidade, de João Luís e Tiago Aguiar (PE)
Joderismo, de Marcus Curvelo (DF/BA/SP)

COSMOVISÃO PRETA

A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)
CoroAção, de Juciara Áwô e Luana Arah (RJ)
Homens Invisíveis, de Luís Carlos de Alencar (RJ)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (SP)
Neguinho, de Marçal Vianna (RJ)

SESSÃO FOTOGRAFIA

Nadir, de Fábio Rogério (SE)
O Filho do Homem, de Fillipe Rodrigues (PA)
Quero ir para Los Angeles, de Juliana Balhego (RS)
Quitéria, de Tiago A. Neves (PB)

MOSTRA DO VALE

Antes que eu esqueça, de Isabela Correia (Jacareí, São José dos Campos e São Francisco Xavier)
Brazilian indigenous etnomedia, de Icaro Cooke Vieira (São Sebastião e São José dos Campos)
Em nome de Teresa, de Marcella Arnulf (São José dos Campos)
Três tiros para o Paraíso, de Marianne Farias (Lorena)
Weaving Freedom, de Luiza Matravolgyi Damião (Tremembé)

VIDEOCLIPES

Até o Sol Raiar, de Alex Correia (São José dos Campos/SP)
BAE, de Sunday James (MA)
Batidão, de Jessica Lauane (MA)
Caboclo Véio, de Ricardo Camargo (SP)
Corações Roubados, de Guilherme Jardim e Samuel Fávero (MG)
Corpos Vermelhos, de Letícia Antunes e Thierry Lucas (SP)
Errante, de Gabriel Motta (RS)
Erupção, de João Folharini (SP)
Fonte da Tristeza, de Samira Daher (RJ)
Gigantesca, de Leticia Pires (RJ)
Inside My Head, de Vitor Keese (SP)
Jessi – Kilat$, de Laura Crepaldi (SP)
Killa, de Jessica Lauane (MA)
Minha Carne, de Preta Ferreira, Sonia Ara Mirim e Taesila Araújo (SP)
Monção, de Blendda Corrêa (RJ)
Nega que Saudade, de Bruno Cabral Viana (Lorena/SP)
Nois ta de olho, de Elder Soares (São José dos Campos/SP)
O Clã, de Raymundo Calumby (CE)
O Ir e Vir das Coisas, de Diego Freitas (SP)
Overdrive, de Gui Midões e Jean Furquim (Jacareí/SP)
Peter Banana, de Diego Scarparo (ES)
Pôr do Sol, de Jr Franch (SP)
Prevejo, de Sunday James (MA)
Relíquia, de Ricardo Camargo (SP)
She’s falling, de Ricardo Camargo (SP)
Vazio, de Maurício Coutinho (DF)

Foto: Divulgação.

Borat: Fita de Cinema Seguinte

por: Cinevitor

borat2posterBorat Subsequent Moviefilm

Direção: Jason Woliner

Elenco: Sacha Baron Cohen, Maria Bakalova, Tom Hanks, Dani Popescu, Manuel Vieru, Miroslav Tolj, Alin Popa, Ion Gheorghe, Nicolae Gheorghe, Marcela Codrea, Luca Nelu, Tamara Georgievna Abrosimova, Chase Fein, Jeanise Jones, Macy Chanel, Nicoleta Ciobanu, Rudy Giuliani, Jair Bolsonaro, Mike Pence, Noah Segura, Donald Trump, Barack Obama.

Ano: 2020

Sinopse: Entrega de Prodigioso Suborno a Regime Americano para Beneficiar Outrora Gloriosa Nação do Cazaquistão.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Nova Ordem

por: Cinevitor

novaordemfilmeposter1Nuevo Orden

Direção: Michel Franco

Elenco: Naian González Norvind, Diego Boneta, Mónica Del Carmen, Dario Yazbek Bernal, Patricia Bernal, Analy Castro, Fernando Cuautle, Zamira Franco, Samantha Yazareth Anaya, Ximena García, Claudia Lobo, Roberto Medina, Eligio Meléndez, Eli Nassau, Lisa Owen, Javier Sepulveda, Sebastian Silveti, Enrique Singer, Alejandro Sánchez de la Peña, Gustavo Sánchez Parra.

Ano: 2020

Sinopse: Enquanto a Cidade do México ferve com protestos, em um bairro chique um casamento luxuoso da elite mexicana dá errado. Uma revolta inesperada abre caminho para um violento golpe de Estado. Visto pelos olhos de Marian, a jovem e simpática noiva, e dos criados que trabalham para, e contra, sua família abastada, o filme mostra o colapso de um sistema político, enquanto ele é substituído por algo ainda mais angustiante.

Crítica: Premiado no Festival de Veneza deste ano, Nova Ordem, dirigido pelo cineasta mexicano Michel Franco, já prepara o espectador logo no início para o que será mostrado ao longo dos 88 minutos de projeção. Em meio ao caos violento nas ruas da Cidade do México, um casamento luxuoso acontece tranquilamente em um bairro repleto de mansões, como se aquilo fizesse parte de um universo paralelo. Convidados muito bem alinhados e endinheirados se reúnem para celebrar o amor de Marian e Alan. Entre conversas políticas e financeiras, risos plastificados e muito requinte, o festejo passa longe da realidade lá fora. Mas, antes mesmo da bênção nupcial, a festa acaba se tornando alvo certeiro de manifestantes. Aqui, começa a confusão. Uma sucessão de acontecimentos transforma a festa da elite mexicana em um show de violência e revolta. Os funcionários da própria mansão lideram o movimento e a sangria desatada parece não ter hora para acabar, dando início à decadência daquela nobreza e ao desmoronamento do castelo de areia. Com resquícios de obras aclamadas como Relatos Selvagens e Parasita, Nova Ordem propõe-se a debater as desigualdades sociais e as consequências de atos egoístas daqueles que fazem parte de uma sociedade privilegiada. Michel Franco evidencia a relação patrão e empregado, fura a bolha aristocrata e escancara a injustiça social. Há um certo abuso na quantidade de cenas extremamente violentas e, até certo ponto, desnecessárias para a narrativa; o contexto em que o espectador é apresentado já carrega, por si só, um furor exacerbado. Ainda assim, a tensão presente desde o primeiro minuto do filme segue o desenrolar das situações sem perder o fôlego. Nova Ordem parte do glamour da nata da sociedade para realocar o espectador em circunstâncias que retratam uma realidade repleta de interesses pessoais, na qual os ricos desviam seus olhares arrogantes de pessoas mais desfavorecidas. Porém, uma hora ou outra, alguém terá que acertar essa conta e pagar as dívidas (nesse caso, sociais). E, nem sempre, será aceito apenas dinheiro para quitar tanto retrocesso. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

O Barco, de Petrus Cariry, ganha trailer e data de estreia nos cinemas

por: Cinevitor

obarcotrailercariryRômulo Braga e Everaldo Pontes em cena.

Vencedor de quatro prêmios na 28ª edição do Festival Cine Ceará, entre eles, melhor filme pelo júri Olhar Universitário, O Barco, de Petrus Cariry, acaba de ganhar data de lançamento nos cinemas: 5 de novembro pela Sereia Distribuidora.

No filme, Esmerina, papel de Verônica Cavalcanti, é mãe de 26 filhos, cada um chamado por uma letra do alfabeto. A família leva uma vida pacata em uma vila de pescadores até que um barco naufraga trazendo Ana, vivida por Samya de Lavor, uma misteriosa mulher que vai mudar a rotina da família. O mais afetado é o filho A, interpretado por Rômulo Braga, o mais velho da prole, que desperta para a vontade de romper com o lugar onde passou sua vida inteira para, finalmente, conhecer o mundo. O elenco ainda conta com a participação dos atores paraibanos Everaldo Pontes, que interpreta um velho sábio da vila; e Nanego Lira, como o patriarca da família.

A história é inspirada no conto homônimo do escritor cearense Carlos Emílio Corrêa Lima, que foi adaptado para o cinema pelo próprio diretor em parceria com Rosemberg Cariry e Firmino Holanda (também montador do filme). A produção executiva é de Bárbara Cariry, a direção de produção de Teta Maia e a trilha sonora original de João Victor Barroso. O Barco foi filmado durante quatro semanas no cenário paradisíaco da Praia das Fontes, reunindo uma equipe técnica formada, em sua maioria, por profissionais cearenses.

Para Petrus Cariry, lançar um filme nas salas de cinema é sempre um desafio para realizadores autorais: “Essa é mais uma conquista que temos com ‘O Barco’, um filme que nos instigou e desafiou desde o primeiro momento de sua concepção. A trajetória que tivemos até aqui foi bastante rica e abriu espaço para diálogos sobre as histórias que temos interesse em contar e, sobretudo, pela história que o cinema cearense está contando dentro da filmografia brasileira”, afirma o cineasta.

Além de diretor, roteirista e montador, Petrus também assina a direção de fotografia, trabalho que foi premiado no Islantilla Cineforum (Espanha), no 3º Rivne International Film Festival (Ucrânia), no Rio Fantastik Festival (Brasil), no  Festicini 2018 – Festival Internacional de Cinema Independente (Brasil) e no 13º Encontro Nacional de Cinema dos Sertões (Brasil). O longa também foi exibido em festivais e mostras dos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Nigéria, México, Chile, Colômbia e Portugal.

Assista ao trailer de O Barco:

Foto: Petrus Cariry.

Para Onde Voam as Feiticeiras é o grande vencedor do Queer Porto 2020

por: Cinevitor

voamfesticeirasqueerportoPara Onde Voam as Feiticeiras: cinema brasileiro premiado.

Em 2015, a equipe do já consagrado Queer Lisboa, festival que apresenta filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transsexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas, realizou a primeira edição do Queer Porto.

Após uma edição zero em outubro de 2014, o projeto de um festival queer na cidade começou a tomar forma. Em outubro de 2015, a Associação Cultural Janela Indiscreta organizou o Queer Porto que, com sede no Teatro Rivoli, foi ao longo dos anos ocupando vários outros espaços da cidade do Porto. A programação não se trata de uma extensão dos filmes da seleção de Lisboa e tem como objetivo apresentar uma identidade própria com títulos inéditos em Portugal.

Neste sábado, 17/10, foram anunciados os vencedores da sexta edição do Queer Porto. O júri da Competição Oficial, composto por Amanda Ribeiro, Daniel Gorjão e Francisco Alves, decidiu atribuir o prêmio de melhor filme ao documentário brasileiro Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral.

O filme une encenações e improvisos de sete artistas pelas ruas de São Paulo, expondo a permanência de antigos preconceitos de gênero e raça. O elenco traz Ave Terrena Alves, Fernanda Ferreira Ailish, Gabriel Lodi, Mariano Mattos Martins, Preta Ferreira, Thata Lopes e Wan Gomez.

Sobre Para Onde Voam as Feiticeiras, o júri declarou: “Um filme fundamental e desafiante nos dias que correm, tanto no Brasil como no mundo. Simultaneamente disruptivo e pedagógico, mostra a importância da rua como palco da luta social, mantendo o espectador colado à tela pela sua energia, humor, algum refrescante otimismo e apelo à ação”. O longa também ganhou um prêmio no valor de 3 mil euros atribuído pela emissora RTP2, pela compra dos direitos de exibição do filme neste canal.

Entre os curtas-metragens, na competição In My Shorts, o filme português À Tarde, sob o Sol, de Gonçalo Pina, foi consagrado. Segundo o júri, o prêmio foi atribuído “pelo rigor técnico; e esperamos que este jovem realizador se possa afirmar em futuras obras”.

Foto: Divulgação.

Os 7 de Chicago

por: Cinevitor

os7chicagoposterThe Trial of the Chicago 7

Direção: Aaron Sorkin

Elenco: Eddie Redmayne, Sacha Baron Cohen, Mark Rylance, Alex Sharp, Jeremy Strong, John Carroll Lynch, Yahya Abdul-Mateen II, Joseph Gordon-Levitt, Ben Shenkman, J.C. MacKenzie, Frank Langella, Danny Flaherty, Noah Robbins, John Doman, Michael Keaton, Kelvin Harrison Jr., Caitlin FitzGerald, Brady Jenness, Meghan Rafferty, Juliette Angelo, Brendan Burke, Tah von Allmen, Alan Metoskie, John Gawlik, Kevin O’Donnell, Gavin Haag, Alice Kremelberg, Tiffany Denise Hobbs, Steve Routman, Madison Nichols, John F. Carpenter, Larry Mitchell, Wayne Duvall, Mike Geraghty, Michael Brunlieb, James Pravasilis, Vic Kuligoski, Calvin Ticknor-Swanson, Damian Young, Michelle Hurst, Tony Lawry, Kathleen Garrett, Christian Litke, Max Adler, Michael Bassett, Shawn Parsons, John Quilty, Kate Miller, Edward Fletcher, C.J. Wilson, Blair Lewin, Steven Komito, Marco Lama, Ben Kass, Ed Flynn, Alex Henderson, David Fierro, Sam Nelson Harris, Michael A. Dean, Elizabeth Holder, Robert L. Anderson III, Leonardo Bevilacqua, David Bianco, Clay Blanchette, Colin Bowles, Jamaal Burcher, Dj Nino Carta, Bobby Easley, Lex Elle, Brandon Essig, George Field, Theodora Loukas, Brianna Masyn, Kevin D. McGee, Elissa Piszel, Ariona Rose, James Sarli, Joseph Thomas, Matthew J. Valadez, Tim Wilson, Lauren Yaffe.

Ano: 2020

Sinopse: O que era pra ser um protesto pacífico contra a guerra do Vietnã, em Chicago, em 1968, se transformou em um confronto violento com a polícia. O resultado foi um dos julgamentos mais famosos da história.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Time

por: Cinevitor

timeposterDireção: Garrett Bradley

Elenco: Sibil Fox Richardson, Robert G. Richardson, Mahlik Richardson, Remington B. Richardson, Laurence Mathews Richardson, Freedom Fox Richardson, Justus Fox Richardson, Robert Fox Richardson II, Peggy V. Autrey.

Ano: 2020

Sinopse: Nesta íntima e épica história de amor filmada através de duas décadas, a indomável matriarca Fox Rich batalha para criar seus seis filhos e manter a família unida, à medida que luta pela liberação do marido da Penitenciária Estadual de Louisiana, conhecida como Angola.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas