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Entrevista: Thomás Aquino e Rodrigo García falam sobre Curral, exibido na 44ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

curral1mostraspThomás Aquino e Rodrigo García em cena.

Dirigido pelo cineasta pernambucano Marcelo Brennand, Curral faz parte da Mostra Brasil e da Competição Novos Diretores, dedicada a cineastas que realizam seu primeiro ou segundo longa-metragem, da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Exibido virtualmente na plataforma Mostra Play e também no Belas Artes Drive-in, o filme é um drama político que acontece no interior do Brasil, no município de Gravatá, em Pernambuco. Durante as eleições, a população se divide entre as cores azul e vermelho, que representam os partidos políticos e lutam pelo poder desde sempre. Devido a seca, a água é a principal moeda de troca.

Thomás Aquino interpreta Chico Caixa, um homem humilde recrutado por seu amigo de infância Joel, papel de Rodrigo García, candidato a vereador, para ajudar na conquista de votos em um importante bairro da cidade. Chico é o ponto central para situações que vão questionar os processos eleitorais no interior do Nordeste. O elenco ainda conta com José Dumont e Carla Salle.

Em 2007, o diretor filmou o premiado documentário Porta a Porta, onde acompanhou o passo a passo de candidatos a vereador da cidade de Gravatá, no interior de Pernambuco, e as estratégias dos seus cabos eleitorais para conquistar os votos da população. Inspirado na trajetória de sucesso do documentário, que foi lançado em 2011, Marcelo criou a história de seu primeiro longa de ficção.

A direção de fotografia é de Beto Martins; a direção de arte é assinada por Juliano Dornelles e o figurino por Rita Azevedo. O roteiro foi escrito por Brennand, ao lado de Fernando Honesko e Marcelo Muller.

Para falar mais sobre Curral, entrevistamos os atores Thomás Aquino e Rodrigo García por e-mail. Confira:

O filme chega à 44ª edição da Mostra em época de eleições, algo que é retratado no longa. Vocês acreditam que isso possa reverberar ainda mais no público, além da identificação imediata com o tema?

Thomás Aquino: Eu espero que sim. Acredito que muitas pessoas estão cansadas dessa velha política, desde os tempos mais remotos da história e de como ela foi construída para favorecer apenas alguns. Esses gritos fortes, que estão ficando cada vez mais fortes, são gritos políticos; de pessoas pretas, o grito feminista, o grito das pessoas LGBTQIA+. São gritos de quem já cansou de ficar calado para esse tipo de política velha e conservadora. Espero que o filme possa reverberar as emoções de cada um e que possa também ser uma bandeira promovida pela cultura, que ensina como ter e dar o livre arbítrio para que cada um possa movimentar e tentar constituir uma sociedade mais sólida e beneficente para todos. Vai gerar uma identificação, sim, e espero que isso possa movimentar e mover algo dentro de nós.

Rodrigo García: Isso estimula o público que gosta de ver um filme que condiz com o que acontece no momento. Porém, entendo que a pandemia reduziu bastante a ida aos cinemas. Por isso, achei tão importante o filme ser disponibilizado até o dia 4 de novembro dentro da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. As pessoas podem assistir pagando apenas seis reais pelo site.

curral2mostraspPolítica, corrupção e eleições em cena.

Os personagens são estereótipos muito conhecidos do público e vocês os retratam muito bem. Como foi a construção desses personagens?

Rodrigo García: Acredito que os personagens de Curral são completamente reais. Temos pessoas no nosso governo que me parecem muito mais caricaturas do que os personagens do filme. Na construção de Joel, tentei entender o que leva um político a agir de maneira errada. Quis entender quais são as doenças psicológicas que nos levam a errar. Quais são os problemas que carregamos da nossa História que acabaram sendo “normalizados”? Penso que o personagem é um bom exemplo de até onde podemos errar até sermos colocados perante a consciência de nossas doenças sociais.

Thomás Aquino: Foi muito bacana construir o Chico Caixa. Primeiro porque eu vi o Porta Porta [documentário do Marcelo] e vivendo na cidade de Gravatá para esse processo deu para conhecer o cabo eleitoral e como as pessoas se comunicam diante da política. Também estive na zona rural, local que ainda é bastante castigado, e na zona urbana. Minha experiência de vida também ajudou, pois vamos agregando todos os conhecimentos. Foi importante estar na cidade e vivenciar com aquelas pessoas, perceber como funciona o assentamento, ouvir aqueles que ali habitam e que sofrem os castigos determinados por essa velha política. Com isso, agreguei muitas emoções, muitos sentimentos e muitas características para esse personagem. Também procurei colocar as características da política ética, que é a temática do filme. Sempre tem o jeitinho brasileiro de fazer as coisas e sempre tem o movimento de corrupção. Esse personagem acaba tentando ajudar e, de uma certa maneira, acaba se atropelando em suas constituições éticas. Eu também trouxe a questão da cultura social: é mais um homem preto que está sendo explorado por essa categoria política branca. Vemos muito essa questão na atual conjuntura social que vivemos. Eu trouxe essa cultura conservadora, o machismo tóxico desses homens. O personagem vai percebendo aos poucos como se organizar nessa estrutura cultural que foi concebida através de um patriarcado cultural. Foi muito bacana absorver tudo isso, viver as coisas no dia a dia. Tudo isso me levou a dar credibilidade ao personagem.

Curral coloca nossa realidade na telona: a briga entre partidos, a corrupção, a compra de votos, as promessas, os discursos ilusórios. O próprio diretor, Marcelo Brennand, acompanhou de perto as eleições de Gravatá, no Pernambuco, em 2007. Como foi o processo de entrosamento entre a direção e elenco; no caso de retratar com naturalidade aqueles acontecimentos que inspiraram o diretor e os roteiristas?

Rodrigo García: René Guerra é dono de grande crédito quando elogiam o elenco do filme. Ele foi responsável pelos ensaios e ajudou nas construções dos personagens. Um ponto interessante de Curral foi a mistura do elenco de atores experientes com os atores que não haviam trabalhado nesta posição anteriormente. Tornando o filme muito mais dinâmico e realista. Pra mim, esta mistura sempre é bem-vinda.

Thomás Aquino: Conhecer Marcelo foi massa porque eu pude ver o quanto ele é empolgado e o quanto quer falar sobre arte. Então, a minha empolgação junto com a dele deu bons resultados. Ele me mostrou o documentário [Porta a Porta] e me mostrou o roteiro baseado nesse documentário. Ele também me apresentou uma pessoa que tinha visualizado como Caixa [o personagem] e depois falou que eu transcendi o Caixa que ele imaginava. Isso é muito bacana! Você estar no local, viver com as pessoas, estudar sobre a temática principal do filme; tudo isso vai gerar naturalidade nas personagens. Dissecamos o roteiro juntos, coletivamente, com os outros atores e atrizes. Foram muitas reuniões para entender o que aquele roteiro queria falar. Isso realmente faz com que os discursos que estão ali escritos se tornem crível na boca desses personagens. Fora que a política é isso: o que a gente vê, o que a gente tá acostumado; vários políticos colocando dinheiro em cueca, meia… é um descaso na cara da sociedade! Tem toda uma corrupção que acontece, que se mostra nos jornais, e as promessas de campanhas e os mandatos que não se cumprem. Todo esse descaso, que já é a realidade, a gente perpassa trazendo mais dessa naturalidade, infelizmente. Mas, como modificar isso? Como que a gente pode transcender como ser humano numa sociedade em relação a isso? Espero que Curral possa mostrar mais ainda, junto com as outras provas que existem por aí, o quão estamos à mostra de tudo que está acontecendo e o que podemos fazer em relação a isso para que não continue.

Entrevista e edição: Vitor Búrigo
Fotos: Daniela Nader.

44ª Mostra de São Paulo: conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista

por: Cinevitor

valentinafinalistamostraspThiessa Woinbackk e Ronaldo Bonafro em Valentina, de Cássio Pereira dos Santos.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/10, os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Durante a primeira semana, foram computados os votos do público dos filmes que participam da Competição Novos Diretores.

As obras mais bem votadas serão submetidas ao júri desta edição, que avaliará e escolherá os longas vencedores do Troféu Bandeira Paulista, uma criação da artista plástica Tomie Ohtake, na categoria de melhor filme; os jurados também podem premiar obras em outras categorias.

O júri deste ano é formado por: Cristina Amaral, uma das principais e mais importantes montadoras do país; Felipe Hirsch, diretor, dramaturgo, cenógrafo e produtor de teatro; e Sara Silveira, nome fundamental da produção cinematográfica brasileira e homenageada desta edição com o Prêmio Leon Cakoff.

Além disso, a Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, também realiza uma premiação que escolhe o melhor filme brasileiro entre os diretores estreantes e, nesta edição, a tarefa está a cargo dos jornalistas e críticos Ela Bittencourt, Francisco Carbone e Juliana Costa, que formam o júri do Prêmio Abraccine. A imprensa também concede o Prêmio da Crítica e o público escolhe seus preferidos nos gêneros ficção e documentário.

Os vencedores serão anunciados no dia 4 de novembro, durante a cerimônia de encerramento da 44ª Mostra, que ocorrerá às 20h, no palco da área externa do Auditório Ibirapuera, antecedendo a exibição do filme de encerramento.

Conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista 2020 da Mostra de São Paulo:

17 Quadras, de Davy Rothbart (EUA)
Al-Shafaq – Quando o Céu se Divide, de Esen Isik (Suíça)
Casulo, de Leonie Krippendorff (Alemanha)
Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado (Brasil)
De Volta para Casa – Marina Abramovic e Seus Filhos, de Boris Miljkovic (Sérvia)
Eyimofe (Esse é o Meu Desejo), de Arie Esiri e Chuko Esiri (Nigéria)
Feels Good Man, de Arthur Jones (EUA)
Filho de Boi, de Haroldo Borges (Brasil)
Josep, de Aurel (França/Espanha/Bélgica)
Mãe de Aluguel, de Jeremy Hersh (EUA)
Mar de Dentro, de Dainara Toffoli (Brasil)
Mosquito, de João Nuno Pinto (Portugal/Brasil/França)
O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy (Brasil/Argentina)
Problemas com a Natureza, de Illum Jacobi (Dinamarca/França)
Valentina, de Cássio Pereira dos Santos (Brasil)

Foto: Leonardo Feliciano.

O Século 20

por: Cinevitor

seculo20poster1The 20th Century

Direção: Matthew Rankin

Elenco: Dan Beirne, Sarianne Cormier, Catherine St-Laurent, Mikhaïl Ahooja, Brent Skagford, Seán Cullen, Louis Negin, Kee Chan, Trevor Anderson, Emmanuel Schwartz, Richard Jutras, Satine Scarlett Montaz, Charlotte Legault, Marc Ducusin, Jadyn Malone, Raynnie Platz, Brandon Lising, Élia St-Pierre.

Ano: 2019

Sinopse: Toronto, 1899. O jovem aspirante a político Mackenzie King sonha em se tornar o primeiro-ministro do Canadá. Em sua jornada na busca pelo poder, ele enfrentará a mãe controladora, um governador-geral belicista e o idealismo utópico de um místico quebequense. Enquanto isso, King se divide entre o amor de uma soldado britânica e uma enfermeira franco-canadense e, aos poucos, entrega-se a um fetiche obsessivo por calçados femininos. Quando sua corrida pela liderança do país culminar em um confronto épico entre o bem e o mal, King aprenderá que a decepção pode ser a única maneira de sobreviver ao século 20.

Crítica: A comédia dramática O Século 20, dirigida pelo cineasta canadense Matthew Rankin, passou pela mostra Forum do Festival de Berlim e recebeu o Prêmio da FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema. Também foi consagrada em Toronto e Vancouver e venceu em três categorias do Canadian Screen Awards. Com um roteiro criativo, assinado por Rankin, a trama beira o nonsense e traz toques surrealistas para sua narrativa. Tudo se passa em 1899, quando um jovem chamado Mackenzie King, interpretado por Dan Beirne, busca alcançar seu maior objetivo de vida: se tornar o primeiro-ministro do Canadá. As peripécias para conseguir tal cargo rendem momentos hilários no filme, como um concurso que testa o poder de liderança de seus candidatos em provas sem cabimento algum, como: luta de pernas, resistência à cócegas, aptidão para cortar decentemente uma fita de inauguração, entre outros absurdos inúteis. Nessa disputa, há espaço também para um jogo de ego e vaidade; algo que remete, imediatamente, aos ultrapassados concursos de Miss. É notório o deboche do diretor ao retratar tais situações insignificantes com a intenção de construir uma crítica social às escolhas de governantes que chegam ao poder. A maneira como se apresenta visualmente talvez seja o que mais chama a atenção nesse filme. O impecável design de produção, assinado por Dany Boivin, traz traços futuristas mas, ao mesmo tempo, imprime uma tendência retrô, que dialoga perfeitamente com a narrativa. Cenários com traços retos e triangulares, que valorizam as formas, as cores e as texturas, remetem instantaneamente ao abstrato. Ou seja, não faltam referências em O Século 20, tanto na direção de arte quanto na trama e em outros elementos: a começar pelo surrealismo abstrato, passando brevemente por um Salvador Dalí mais onírico; encenações teatrais em algumas situações; um toque de Fellini; recriações de figurinos, como o clássico corselete cônico de Jean Paul Gaultier para Madonna; personagens mais excêntricos originais de tantos outros filmes, entre eles, O Mágico de Oz; entre outras. Mesmo criando uma atmosfera extravagante, Rankin não deixa de evidenciar os bastidores de uma típica guerra política, repleta de marionetes do governo envoltos em uma insana concorrência partidária. Dividido em capítulos temáticos, como A Ternura Nacional, Bênção da Mãe e O Vício Solitário, o longa não perde o humor, mas fala também de ganância e decadência, satiriza situações de falsa bondade e dá espaço para o amor. Há ainda mais momentos cômicos quando Mackenzie King se apaixona; e também quando divide a cena com os pais nada tradicionais. O Século 20 funciona por proporcionar uma divertida miscelânea de acontecimentos e referências com doses de humor sem cair no clichê estereotipado e sem deixar de destacar questões políticas, sociais e econômicas com críticas bem construídas e inseridas com graça. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Walden

por: Cinevitor

waldenposter1Direção: Bojena Horackova

Elenco: Fabienne Babe, Ina Marija Bartaité, Andrzej Chyra, Laurynas Jurgelis, Mantas Janciauskas, Nele Savicenko, Povilas Budrys, Eleonoras Koriznaite, Sharunas Bartas, Darius Gumauskas, Auguste Dudutyte, Lyja Maknaviciute, Martynas Alisauskas, Lukas Malinauskas, Karolis Vilkas, Domante Dududyte, Laimutis Sedzhius, Paulius Paulionis, Darius Badikonis, Egidijus Civilis, Robertas Odavas.

Ano: 2020

Sinopse: Depois de 30 anos de exílio em Paris, Jana viaja de volta a Vilnius, capital da Lituânia. Ela quer ver novamente o lago que Paulius, seu primeiro amor, chamava de Walden. O filme é um conto da juventude lituana antes da queda do comunismo. Entre as primeiras descobertas e o mercado negro estão os sonhos de liberdade e de partida para o Ocidente.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

Sem Ressentimentos

por: Cinevitor

semressentimentosposter1Futur Drei

Direção: Faraz Shariat

Elenco: Benny Radjaipour, Banafshe Hourmazdi, Eidin Jalali, Knut Berger, Niels Bormann, Katarina Gaub, Hadi Khanjanpour, Vanessa Loibl, Paul Lux, Sevil Mokhtare, Abak Safaei-Rad, Jürgen Vogel, Armin Wahedi Yeganeh, Maryam Zaree, Mashid, Nasser, Ali Alik, Mark Tumba, Zabi Tajik, Massoud Raeisi, Eli Levy, Pamir Toryakhil, Mohamed Alik, Qassem Bibo, Amir021, Dilara Altincekic, Nadiah Riebensahm.

Ano: 2020

Sinopse: Na noite de seu aniversário, Parvis rouba uma garrafa de bebida em uma danceteria. Porém, ele acaba pego e, como é filho de iranianos exilados, é obrigado a fazer trabalhos comunitários em um centro de refugiados na Saxônia, Alemanha, onde vive. Lá, ele se apaixona por Amon, que fugiu do Irã com a irmã, Banafshe. Juntos, os três curtem um verão com noites sem fim, primeiros amores, a força a juventude; e a percepção de que nenhum deles se sente plenamente em casa na Alemanha. Em um filme semi biográfico, o realizador oferece uma visão sensível sobre imigrantes em terras alemãs.

Crítica: Vencedor do principal prêmio no Teddy Award, premiação que elege os melhores filmes com temática LGBT do Festival de Berlim, o alemão Sem Ressentimentos marca a estreia do cineasta Faraz Shariat na direção de um longa-metragem. Embalado por uma trilha sonora eletrizante, que permeia muito bem o desenrolar da trama, o filme apresenta as aventuras de três amigos durante o verão. Fala-se de descobertas, paixões, medos e responsabilidades. E também sobre preconceito e aceitação. Enquanto Parvis se apaixona por Amon, irmão de sua amiga Banafshe, há também uma questão importante que aparece como pano de fundo: todos eles não pertencem àquele lugar. Shariat, que assina o roteiro ao lado de Paulina Lorenz e Jan Künemund, evidencia a questão dos refugiados na Alemanha e trata também das angústias em relação à uma suposta deportação, que pode acontecer a qualquer momento. Mais do que mostrar a paixão entre os dois jovens, que domina a narrativa com cenas que retratam tudo que um relacionamento tem direito (o frio na barriga, os conflitos internos, a paixão e a entrega de corpo e alma), o diretor escolhe dividir o foco de sua história com o medo que ronda seus protagonistas sobre um futuro próximo nada satisfatório: a volta para casa e perder a liberdade de ser quem você é. Com toques de Xavier Dolan, Sem Ressentimentos se mostra ainda mais interessante ao retratar relações homoafetivas sem cair no clichê melodramático. Claro que há momentos vistos com frequência em filmes desta temática, como a homofobia, mas que são necessários que estejam ali pois refletem a cruel realidade que impera a sociedade. Porém, é por meio do amor que existe entre seus personagens que o longa encontra seu lugar de fala para passar uma mensagem importante sobre liberdade de expressão, preconceito étnico-racial, desigualdade social e minorias. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

De Perto Ela Não é Normal

por: Cinevitor

depertoelanaoenormalposterDireção: Cininha de Paula

Elenco: Suzana Pires, Marcelo Serrado, Cristina Pereira, Angélica Ksyvickis Huck, Camila Amado, Ricardo Pereira, Gaby Amarantos, Ivete Sangalo, Marcos Caruso, Anna Lima, Samantha Schmütz, Heloisa Périssé, Orlando Drummond, Henri Castelli, Maria Clara Gueiros, Otaviano Costa, Sarajane, Jane di Castro, Maria Clara Spinelli, Daniel Barbosa, Mateus Pato, Samyr Moreira, Leticia Karneiro, Beto Bardawil, Leo Fuchs, Alex Slama, Elvis Moreira, Gominho, Amanda Maia, Livia Garcia, Renan dos Reis Dias, Saulo Rodrigues, Pedro Lima, Izak Dahora, Sylvio Senges, Marlon Neves, Lívia Bravo, Júlia Bravo, Raul Bavia, Renata Brás, Julio Oliveto, Rebecca Solter, Vinicius Mattar, Roberta Vaz, Júlio Braga, Tatianna Trinxet, Renata Ghelli, Yane Marques, Kyara Jacob, Pablo Morais, Tulio Schuelter, Rafael Cupello, Tame Uemura, Joao Marcelo de Martino, Lara Saad, João Bravo, Lara Fróes, Mei Goya, Alice Arruda, Pedro Guilherme, Karolina Albertassi, Karina Marthin, Luana Xavier, Chan Suan, Alice Gigliotti.

Ano: 2020

Sinopse: Aos 40 e poucos anos, Suzie tem exatamente a vida tradicional que sua mãe, Neide, sonhou pra ela. Com duas filhas crescidas, Suzie é casada com seu amor de infância, Pedrinho, um homem preguiçoso e sem opinião própria manipulado pela mãe, a rabugenta Dora, que mora com eles. Sentindo-se infeliz num casamento monótono e pressionada por tudo e por todos, Suzie não consegue mais se enxergar como a menina sensível e criativa que foi na infância. Quando reencontra sua Tia Suely, uma mulher livre e decidida, ela resolve dar uma guinada na vida e encara uma jornada em busca de si mesma. Baseado na peça homônima escrita por Suzana Pires.

Nota do CINEVITOR:

nota-1-estrelas

Filmes brasileiros se destacam na programação da 44ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

verlustmostraspMarina Lima e Andrea Beltrão em Verlust, de Esmir Filho.

Neste ano, a 44ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece em formato on-line, exibirá mais de 30 filmes brasileiros, entre longas-metragens premiados, títulos de diretores consagrados e obras de diretores estreantes.

Filmes produzidos em 2020 e ainda inéditos em São Paulo compõem a seção Mostra Brasil. As obras de diretores estreantes, que exibem seus primeiros ou segundos filmes, estão na seção Competição Novos Diretores. Os títulos de ambas as seções concorrem ao prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich.

A seleção nacional traz títulos que foram exibidos em diversos festivais, como: Cidade Pássaro, de Matias Mariani, que fez parte da mostra Panorama de Berlim; Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, que participou dos festivais de Cannes, San Sebastián e Toronto; Filho de Boi, de Haroldo Borges, exibido no Festival de Busan, na Coreia do Sul, e premiado no Festival de Málaga; Mulher Oceano, de Djin Sganzerla, que levou o prêmio de melhor longa-metragem na Competição Internacional do Porto Femme International Film Festival e também foi selecionado para o Providence Latin American Film Festival; Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira, grande vencedor do Festival de Cinema de Caruaru e exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes; Valentina, de Cássio Pereira dos Santos, que rendeu o prêmio de melhor interpretação para Thiessa Woinbackk no Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival; Êxtase, de Moara Passoni, que integrou a seleção do CPH:DOX, Festival Internacional de Documentários de Copenhagen; e Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, exibido na mostra Generation do Festival de Berlim.

valentinamostraspThiessa Woinbackk em Valentina, de Cássio Pereira dos Santos.

Filmes inéditos de ficção ganham destaque entre os títulos brasileiros, como: o pernambucano Curral, de Marcelo Brennand, com Thomás Aquino e Rodrigo García, que se passa durante as eleições em um município do interior; Dente por Dente, de Julio Taubkin e Pedro Arantes, com Juliano Cazarré, Paolla Oliveira e Renata Sorrah; a animação O Pergaminho Vermelho, de Nelson Botter Jr; o drama político #eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald; O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy, uma livre adaptação da obra Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector, com Simone Spoladore; Verlust, de Esmir Filho, baseado no livro homônimo de Ismael Caneppele, com Andrea Beltrão e Marina Lima; As Órbitas da Água, de Frederico Machado, com Antonio Saboia e Rejane Arruda; Lamaçal, de Franco Verdoia, uma coprodução com a Argentina; o drama Mar de Dentro, de Dainara Toffoli, com Monica Iozzi; e O Lodo, de Helvécio Ratton, com Eduardo Moreira, Renato Parara e Inês Peixoto.

A lista apresenta também filmes que estarão disponíveis gratuitamente na plataforma Sesc Digital, como: os documentários Cracolândia, de Edu Felistoque, e Sobradinho, de Marília Hughes e Cláudio Marques; e Luz Acesa, de Guilherme Coelho. E na Spcine Play: os documentários La Planta, de Beto Brant, e Candango: Memórias do Festival, de Lino Meireles, sobre a trajetória do Festival de Brasília e exibido no LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival.

O cineasta baiano Fernando Coni Campos ganha homenagem póstuma nesta edição do evento com a apresentação especial de três de seus sete longas-metragens, todos exibidos na plataforma Sesc Digital: Viagem ao Fim do Mundo (1968), vencedor do Leopardo de Prata no Festival de Locarno; O Mágico e o Delegado, melhor filme no Festival de Brasília, em 1983; e Ladrões de Cinema (1977). A Mostra proporciona uma rara oportunidade de revisitar o universo desse autor original e originário do Recôncavo Baiano.

dentepordentemostraspJuliano Cazarré em Dente por Dente, de Julio Taubkin e Pedro Arantes.

Além dos já citados, outros documentários completam a seleção brasileira, entre eles: Ana. Sem Título, de Lúcia Murat, que mistura ficção e traz Roberta Estrela D’Alva no elenco com depoimentos sobre a realidade de mulheres latino-americanas que viveram durante a ditadura; Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado, sobre um rei congolês escravizado que lutou pela liberdade durante o Ciclo do Ouro em Minas Gerais; Entre Nós, Um Segredo, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté; Glauber, Claro, de César Meneghetti, sobre o cineasta Glauber Rocha e os tempos de exílio na Itália; Nas Asas da Pan Am, de Silvio Tendler, uma autobiografia do diretor; Nheengatu, de José Barahona; Samba de Santo – Resistência Afro-Baiana, de Betão Aguiar, sobre três blocos de Carnaval (Ilê Aiyê, Cortejo Afro e Bankoma) nascidos em terreiros de candomblé na Bahia; Tentehar – Arquitetura do Sensível, de Paloma Rocha; Todas as Melodias, de Marco Abujamra, que narra a vida e obra de um dos maiores artistas da música nacional, Luiz Melodia; Xeque-Mate, de Bruna Piantino, uma coprodução com Uruguai sobre a legalização da cannabis; entre outros.

Por conta do Prêmio Leon Cakoff, que será entregue à produtora Sara Silveira, a Mostra irá exibir, em sua homenagem, sua mais recente produção, o longa Todos os Mortos, de Marco Dutra e Caetano Gotardo, no CineSesc Drive-in (unidade Sesc Parque Dom Pedro II) no dia 2 de novembro, onde a produtora receberá o prêmio. O filme disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano, foi exibido em San Sebastián, no IndieLisboa e premiado no Festival de Gramado.

Confira a lista completa com os filmes brasileiros da 44ª Mostra de São Paulo:

#eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald
Ana. Sem Título, de Lúcia Murat (Brasil/Argentina)
As Órbitas da Água, de Frederico Machado
Candango: Memórias do Festival, de Lino Meireles
Casa de Antiguidades
, de João Paulo Miranda Maria
Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado
Cidade Pássaro, de Matias Mariani (Brasil/França)
Cracolândia, de Edu Felistoque
Curral, de Marcelo Brennand
Dente por Dente, de Julio Taubkin e Pedro Arantes
Entre Nós, Um Segredo, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté (Brasil/México/Burkina Faso)
Êxtase, de Moara Passoni
Filho de Boi, de Haroldo Borges
Glauber, Claro, de César Meneghetti
Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes
Xeque-Mate (Jaque Mate), de Bruna Piantino (Brasil/Uruguai)
La Planta, de Beto Brant
Ladrões de Cinema, de Fernando Coni Campos
Lamaçal, de Franco Verdoia (Brasil/Argentina)
Luz Acesa, de Guilherme Coelho
Mar de Dentro, de Dainara Toffoli
Mulher Oceano, de Djin Sganzerla (Brasil/Japão)
O Mágico e o Delegado, de Fernando Coni Campos
Nas Asas da Pan Am, de Silvio Tendler
Nheengatu, de José Barahona (Brasil/Portugal)
O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy (Brasil/Argentina)
O Lodo, de Helvécio Ratton
O Pergaminho Vermelho, de Nelson Botter Jr
Samba de Santo – Resistência Afro-Baiana, de Betão Aguiar
Sobradinho, de Marília Hughes e Cláudio Marques
Tentehar – Arquitetura do Sensível, de Paloma Rocha
Todas as Melodias, de Marco Abujamra
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira
Valentina, de Cássio Pereira dos Santos
Verlust, de Esmir Filho (Brasil/Uruguai)
Viagem ao Fim do Mundo, de Fernando Coni Campos

Fotos: Divulgação.

Fevereiro

por: Cinevitor

fevereirocannesposter1Février

Direção: Kamen Kalev

Elenco: Lachezar Dimitrov, Kolyo Dobrev, Ivan Nalbantov, Hristo Dimitrov-Hindo, Milko Lazarov, Aleksiya Georgieva, Nencho Kostov, Nikolay Todorov, Stanislav Kondov, Stivan Mitev, Georgi Dimitrov, Veselina Terzieva, Maria Velichkova, Marina Dimitrova, Kamen Kalev, Ilian Illiev.

Ano: 2020

Sinopse: Três momentos na vida. Três épocas nos limites do leste rural da Bulgária. A narrativa se debruça sobre Petar aos oito, aos 18 e aos 82 anos. Ele vive o tempo de sua vida de maneira humilde e comum, assim como encara o trabalho, a terra e a natureza, seja em sua aldeia ou fora dela, no calor ou na neve gelada. Ao longo dos anos, esse homem segue seu caminho e aceita seu destino sem arrependimento. O curso de sua vida monótona parece sem sentido. E, ainda assim, existe uma força invisível dentro dele e que de uma forma misteriosa o empurra para a frente, em direção à morte.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Malmkrog

por: Cinevitor

malmkrogposter1Direção: Cristi Puiu

Elenco: Frédéric Schulz-Richard, Agathe Bosch, Marina Palii, Diana Sakalauskaité, Ugo Broussot, István Téglás, Zoe Puiu, Sorin Dobrin, Simona Ghita, Judith State, Edith Alibee, Vitalie Bichir, Lucian Diaconu, Bogdan Farcas, Bogdan Geambasu, László Mátray, Levente Nemes, Christian Rummel, Mugur Szabo, Jonathan Christy Thompson, Bogdan Zarnoianu.

Ano: 2020

Sinopse: Nikolai é um rico fazendeiro que deixa sua propriedade no campo à disposição de alguns amigos. Para os convidados, o tempo passa regado a fartas refeições, jogos sociais e longas discussões sobre a morte e o Anticristo, o progresso e a moralidade. O debate se torna mais acalorado, os temas tratados cada vez mais sérios e, logo, as diferenças culturais e de pontos de vista revelam-se evidentes e intransponíveis. Definitivamente, nenhum deles é capaz de perceber a dimensão da situação em que involuntariamente se meteram. Adaptação do livro Three Conversations, do filósofo russo Vladimir Solovyov.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Nadando Até o Mar se Tornar Azul

por: Cinevitor

nadandoateomarposter1Yi zhi you dao hai shui bian lan

Direção: Jia Zhangke

Elenco: Jia Pingwa, Yu Hua, Liang Hong, Wu Shixiong, Huifang Duan, Liang Xiumei, Wang Yiliang, Su Tong, Ge Fei, Li Jingze, A Lai, Yin Xueyun, Lü Xin, Mo Yan, Zhang Shishan, Ye Zhaoyan, Yu Jian, Ouyang Jianghe, Han Dong, Xi Chuan, Huang Deng, Xing Limin, Guo Xiling, Yuan Wenqian, Zhao Huan, Jia Qianqian, Zhang Ying, Song Liancheng, Xie Yashan, Han Quanwu, Zhao Wangjin, Ren Zhixiao, Zhao Dongge, Ren Xiaojuan, Ren Yanyan.

Ano: 2020

Sinopse: Em maio de 2019, importantes escritores e acadêmicos chineses se reuniram em um vilarejo na província de Shanxi, na China, que, por acaso, é a província natal do diretor Jia Zhangke. As imagens desse evento literário iniciam uma narrativa em 18 capítulos que abrange a história da sociedade chinesa desde 1949. Essa história é contada por meio das memórias do falecido escritor e ativista Ma Feng e dos testemunhos de três grandes escritores: Jia Pingwa, Yu Hua e Liang Hong, nascidos nas décadas de 1950, 1960 e 1970, respectivamente. Eles falam sobre a vida e suas carreiras literárias, transformando o filme em uma trajetória espiritual dos últimos 70 anos do povo chinês.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

30º Festival Curta Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

jardimfantasticocurtacinemaCena do curta O Jardim Fantástico, de Fábio Baldo e Tico Dias.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 28/10, os selecionados para o Festival Curta Cinema 2020, que acontecerá entre os dias 20 e 28 de novembro em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.

A curadoria foi realizada por Gustavo Duarte e Paulo Roberto Junior, que resultou em 69 títulos para a 30ª edição. Este ano, foram programadas apenas as mostras competitivas, espinha dorsal do festival. “Mudanças tão profundamente radicais em nosso modus operandi nos fez agir com prudência e apresentar um conteúdo mais enxuto. Isso mudou bastante a forma como a seleção foi pensada e teve um impacto conceitual e estético que poderá ser conferido no momento das exibições”, diz o comunicado oficial.

O evento apresentará 16 programas competitivos e será exibido pela plataforma FesthomeTV, através do site do festival. O Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro é exclusivamente dedicado à exibição e à promoção de obras audiovisuais de curta-metragem. O evento exibe trabalhos finalizados em suportes digitais, com duração máxima de 30 minutos, e tem caráter competitivo e informativo.

“Este é certamente o ano mais difícil de toda a nossa história. Não apenas porque, pela primeira vez, estamos trabalhando sem qualquer patrocínio publico ou privado, como também por causa dos terríveis efeitos da pandemia no setor cultural. Mas fomos resilientes e topamos o desafio de realizar a 30ª edição na garra”, diz o comunicado. E segue: “O apoio de amigos, parceiros e entusiastas foi fundamental para que pudéssemos ter sucesso. As pessoas que acreditaram e apoiaram a nossa campanha ‘Amigos do Curta Cinema’, as realizadoras e realizadores estrangeiros que aceitaram pela primeira vez pagar uma pequena taxa de inscrição, as realizadoras e realizadores brasileiros que se inscreveram massivamente, os consulados e as instituições: todos esses foram fundamentais para que tivéssemos força para seguir adiante. O festival deste ano é dedicado com muito amor a todos vocês”.

Conheça os filmes selecionados para o Curta Cinema 2020:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Adeus aos Livros, de Diego Quinderé de Carvalho (RJ/Portugal)
Agahü: O Sal do Xingu, de Takumã Kuikuro (SC)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
Antes do Çairé, de Rodrigo Ribeyro (SP)
Babelon, de Leon Barbero (SP)
Cidade Sem Mar, de Felipe Nepomuceno (RJ)
Celio’s Circle, de Diego Lisboa (CE)
Corpo Oco, de Pedro Severien (PE)
De um Lado do Atlântico, de Milena Manfredini (RJ)
Deserto Estrangeiro, de David Pretto (RS)
Egum, de Yuri Costa (RJ)
Eu Também Não Te Vejo Daqui, de Ariela Calanca (SP)
Inabitável, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Killing Me Softly, de Gabriela Giffoni (RJ/Portugal)
Magnética, de Marco Arruda (RS)
Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM)
Medo da Chuva em Noite de Frio, de Victor Hugo Fiuza (RJ)
Menarca, de Lillah Halla (SP)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
Não Quero Ir Nada Mais Que Até o Fundo, de Thaís Frech Mandarino (RJ)
O Babado da Toinha, de Sergio Bloch (RJ)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
O Jardim Fantástico, de Fábio Baldo e Tico Dias (SP)
O que Pode um Corpo, de Marcio Picoli e Victor di Marco (RS)
Pausa Para o Café, de Tamiris Tertuliano (PR)
Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha (RJ)
Prata, de Lucas Melo (RJ)
Sabrina, de Jéssica Barreto (SP)
Saudade, de Denize Galiao (SP/Alemanha)
Ser Feliz no Vão, de Lucas Rossi (RJ)
Tempos de Caça, de Diego Amorim (RJ)
Voyage Voyage, de Sabrina Fidalgo (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL

3 Logical Exits, de Mahdi Fleifel (Dinamarca/Líbano/Reino Unido)
84, de Daniel Santiago Cortés (Colômbia)
Acapulco, de Lucía Malandro e Daniel D. Saucedo (Uruguai)
Ayn Levana, de Tomer Shushan (Israel)
Bad Badakha, de Seyed Payam Hosseini (Irã)
Buzzkill, de Kathy E. Mitrani (EUA)
Cell 364, de Zoé Rossion e Mathilde Babo (Alemanha/França)
Dirt Devil 550 XS, de Rolf Hellat (Suíça)
Disillusioned, de Kyuho Sim (Coreia do Sul)
Dustin, de Naïla Guiguet (França)
Ekstase, de Marion Kellmann (Alemanha)
Gravedad, de Matisse Gonzales (Alemanha/Bolívia)
Have You Seen That Man?, de Yotam Ben-David (Romênia)
Here, Here, de Joanne Cesario (Filipinas)
Huir, de Daniel Hernandez Delgadillo (México/Alemanha/Chile)
How to Dissapear, de Robin Klengel, Leonhard Müllner e Michael Strumpf (Áustria)
Judoka, de Daniel Belenguer (Espanha)
La Bobine 11004, de Mirabelle Fréville (França)
L’Enfant du Métro, de Nathan Le Graciet (França)
L’ile et le Continent, de Laurie Bost e Sébastien Savine (França)
Lumbalú: Agonía, de Jorge Perez (Colômbia)
O Black Hole!, de Renee Zhan (Reino Unido)
Piao Liu, de Hanxiong Bo (China/EUA)
Poikien Puhelin, de Laura Rantanen (Finlândia)
Pond, de Tyler Macri (EUA)
Push This Button If You Begin To Panic, de Gabriel Böhmer (Reino Unido)
Recrue, de Pier-Philippe Chevigny (Canadá)
Red Aninsri; or, Tiptoeing on The Still Trembling Berlin Wall, de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia)
Sun Dog, de Dorian Jespers (Bélgica/Rússia)
Suspensão, de Luís Soares (Portugal)
Trip to Heaven, de Linh Duong (Vietnã)
The Present, de Farah Nabulsi (Palestina)
Wan Ju Wu, de Isabela Bianchi (Espanha)
Witness, de Ali Asgari (Irã/França)
Vaivén, de Nisha Platzer (Cuba/Canadá)
Xiao Qiang Had a Daydream, de Xisi Sofia Ye Chen (Espanha)

Foto: Allis Bezerra.

Entre Mortes

por: Cinevitor

entremortesposter1Sepelenmis Ölümler Arasinda

Direção: Hilal Baydarov

Elenco: Orkhan Iskandarli, Rana Asgarova, Huseyn Nasirov, Samir Abbasov, Kamran Huseynov, Maryam Naghiyeva, Kubra Shukurova, Narmin Hasanova, Oktay Namazov, Murvat Abdulazizov, Gulara Huseynova, Gulnaz Ismayilova, Parviz Isagov, Seymur Rafiyev, Asim Ahmadzade, Seyfaddin Ahmadov, Hasan.

Ano: 2020

Sinopse: Davud é um jovem incompreendido e inquieto em busca de sua “verdadeira” família, aqueles que ele tem certeza de que trarão significado e amor para sua vida. Quando, ao longo de um dia, o rapaz experimenta uma série de inesperados incidentes que cada vez têm como resultado uma morte, memórias invisíveis, narrativas e preocupações vêm à tona. Davud se vê em uma jornada de descoberta, até que, finalmente, passa a aceitar que viver em perigo é seu destino, e que a morte sempre será mais forte do que suas próprias narrativas. Davud, enfim, retorna ao lugar onde sempre viveu. Lá, ele descobre que o amor o espera. Mas talvez seja tarde demais.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

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