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17ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto exibirá 151 filmes

por: Cinevitor
Cena do curta Política e Tradição-Carta Kuikuro, de Marrayury Jair Kuikuro.

A 17ª edição da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto acontecerá entre os dias 22 e 27 de junho em formato híbrido com uma seleção de 151 filmes, entre pré-estreias contemporâneas e mostras temáticas. Serão exibidos 20 longas, 14 médias e 117 curtas-metragens, vindos de 8 países e de 21 estados brasileiros, distribuídos em oito mostras: Contemporânea, Homenagem, Preservação, Histórica, Educação, Mostrinha e Cine-Escola.

A programação, ao longo de seis dias de evento, contará também com debates, seminários e atividades complementares que dialogam diretamente com a experiência dos filmes. As exibições acontecem no Centro de Artes e Convenções e na Praça Tiradentes, em Ouro Preto, e também on-line no site oficial.

O recorte da Mostra Histórica deste ano se dá a partir da proposição Cinemas Indígenas: Memórias em Transmissão. Nos últimos 20 anos, vivencia-se uma transição progressiva para a autocriação de filmes de povos indígenas, sem interferências de não-indígenas na construção da estética e da linguagem, o que traz a percepção e recepção cada vez mais amplas das singularidades formais dessa produção. A curadoria de Cleber Eduardo atentou para isso e fez seu recorte a partir dessa autêntica novidade no cenário de produção brasileiro. Houve o movimento deliberado de se evitar um recorte puramente histórico, como se convencionou em outras edições, e priorizar universos fílmicos que soassem mais urgentes e palpitantes.

“Foi como cheguei na produção indígena, ao perceber que ela sempre foi tratada um tanto na paralela do cinema brasileiro, e nunca tanto agregada ao cinema brasileiro. Então me interessava mergulhar nesses filmes e detectar mudanças de fases e traços de singularidade ou, no nosso palavrório branco-ocidental, alguma autoralidade”, comentou o curador. Da empreitada, ele recortou 35 títulos que estão na programação da CineOP, de 17 povos  distintos: “O que vejo nessa programação são dois grandes grupos de filmes muito particulares: os que giram em torno da terra, do território, das demarcações, das invasões, nos quais a presença branca é sempre o inimigo, sejam atritos do passado ou do presente; e os que trabalham a resistência de certas tradições, rituais e reelaborações identitárias a partir de suas espiritualidades”.

A partir disso, Cleber elaborou títulos para as sessões: Políticas da imagem e terras em disputa, que inclui filmes como Já me Transformei em Imagem, de Zezinho Yube, e Zawxiperkwer Ka’a – Guardiões da Floresta, de Jocy Guajajara e Milson Guajajara; e Mitos, espíritos e a vida, que conta com trabalhos como Nguné Elu: O Dia em que a Lua Menstruou, de Takumã Kuikuro e Maricá Kuikuro, e Watoriki Xapiripë Yanopë: Casa dos Espíritos, de Morzaniel Iramari e Dário Kopenawa. Entre os curtas, destaque para a premiada animação Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho.

A homenagem à dupla de cineastas M’bya Guarani, Kuaray (Ariel Ortega) e Pará Yxapy (Patrícia Ferreira), inclui diversos filmes realizados por eles, incluindo os títulos da abertura oficial, na noite de 23 de junho: Bicicletas de Nhanderú e o curta-metragem Nossos Espíritos Seguem Chegando – Nhe’e Kuery Jogueru Teri.

Cena do curta cearense Primos, de Daniel Pustowka.

Os filmes da Mostra Preservação se atentam aos trabalhos audiovisuais que, como definido por uma das curadoras, Fernanda Coelho, são “objetos de memória, que são estudados para educar e fazer história, que perpetuam suas reflexões”. Para Fernanda e Daniela Giovana Siqueira, também curadora, a temática Memória audiovisual no Brasil: resistência e resiliência no tempo permitiu a elas que, a partir da questão indígena como símbolo de luta e permanência no tempo, descobrissem um universo grande e invisibilizado: “Entramos em contato com a produção de periferias, de imigrantes, de MST, que se espalharam pelas sessões e pelas mesas de debate. Uma produção que não é tão visível como os filmes mais ‘oficiais’, e sim de grupos invisibilizados”, disse Fernanda.

Serão então tratados e exibidos na CineOP filmes de núcleos ligados a povos indígenas, movimento de sem-terra, LGBTQIA, imigantes, comunidades, movimentos negros e outros: “Temos duas vertentes: trazer as pessoas que estão pensando em guardar e preservar essas produções; e a preocupação técnica de como fazer isso”, concluiu.

Na programação de filmes da Preservação, o público tomará contato com alguns trabalhos que nem mesmo a autoria se faz conhecida, por se apresentarem como formas de registro fora dos cânones, como é o caso de Viagem a Manaus (título atribuído, direção desconhecida), que integra o programa de cinco filmes silenciosos em bitola 9,5mm do acervo do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense, digitalizados pelo próprio Lupa-UFF, entre 2021 e 2022, a partir da constituição de uma estrutura interna para digitalização de filmes de arquivo.

Além destes, a Mostra Preservação traz à luz processos de restauração e resgate de filmes importantes, ou que tenham a memória como elemento constituinte de sua feitura, como São Paulo em Hi-Fi, de Lufe Steffen, que resgata histórias das noites gays em São Paulo nas décadas de 1960, 1970 e 1980 e a relação com a ditadura e a explosão do vírus HIV; Cine Marrocos, de Ricardo Calil, no qual tem-se a história de sem-teto, refugiados africanos e imigrantes latino-americanos que ocuparam o prédio de um antigo cinema do centro de São Paulo e o processo artístico que os transformou em estrelas de cinema; e o curta-metragem Confissões Documentais, de Lúcio Vilar, que mostra um diálogo entre os cineastas Linduarte Noronha, de Aruanda, e João Batista de Andrade, de Liberdade de Imprensa, que se encontraram pela primeira e única vez em dezembro de 2007, em João Pessoa, na Paraíba.

Por fim, há a sessão especial de História da Guerra Civil, de Dziga Vertov e Nikolai Izvolov, que recupera um dos filmes perdidos da Rússia pós-revolução e dirigido por um de seus maiores nomes. Conecta-se ainda a essa exibição o case de restauro on-line: A Guerra Civil na Rússia pela câmera de Dziga Vertov e o restauro do filme 100 Anos Depois com Nikolai Izvolov, responsável pela organização, reconstituição e restauração da obra.

Este ano acontece, na Mostra Educação, houve um movimento de aproximar o cinema ameríndio dos processos educacionais num momento de “audiovisualização da vida” por conta da pandemia, como afirma Adriana Fresquet, curadora, junto com Clarisse Alvarenga. Entre os selecionados, destaque para o curta Antígona 442 a.C. – Prólogo, de Maurício Farias, e a série La Combi del Arte: Dicionários Audiovisuais Comunitários, desenvolvido pela convidada peruana Teresa Castillo com o objetivo de revitalização das línguas indígenas: “Ela viaja produzindo, com as comunidades nativas, uma série de ações para fortalecer e revitalizar as respectivas línguas a partir do aprendizado e técnicas audiovisuais”, conta Fresquet. Parte desse trabalho de Castillo será apresentado nas sessões dos Dicionários na CineOP, assim como na masterclass da própria realizadora.

A presença do documentarista e professor boliviano Miguel Hilari inclui na CineOP alguns de seus trabalhos mais essenciais: O Curral e o Vento (2014), que se conecta à origem aymara do cineasta por meio de imagens e sons que evocam o tempo e espaço andinos; e Companhia (2019) e Bocamina (2020), de clara inspiração nas suas origens e na defesa da educação do campo. “Ele estará conosco também contando seus processos de criação e os processos de formação que realiza com jovens na Bolívia”, adianta Adriana Fresquet.

Ainda conectada a atividades extras, no caso, a masterclass da professora e realizadora argentina Aldana Loiseau sobre processos de criação envolvendo a técnica da animação, em que os elementos a serem animados estão vinculados à terra, haverá também as sessões de filmes Tierra Animada e Pacha: Somos Barro, que mostram seus trabalhos em stop motion.

Renata Carvalho no longa Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira.

Os filmes da Mostra Contemporânea tiveram curadoria de Camila Vieira, a partir de mais 1.000 curtas inscritos e 57 médias, dos quais estarão em Ouro Preto 28 curtas e um média, incluindo três sessões na Praça, espaço tradicional das exibições na CineOP. Numa relação com a temática geral do evento, a curadoria selecionou, em especial para a praça, documentários em torno de personagens que contam a história de um lugar ou de lutas, como Santo Rio, de Lucas de P. Oliveira e Guilherme Nascimento, que resgata São Sebastião do Soberbo, comunidade destruída para a construção da Usina Hidrelétrica Candonga, em Minas Gerais. Ou Central de Memórias, de Rayssa Coelho e Filipe Gama, sobre quatro mulheres de um bairro de Vitória da Conquista, na Bahia, e o encontro com o universo do cinema nos anos 1990.

Outros curtas que se destacam na Mostra Contemprânea são: A Ordem Reina, de Fernanda Pessoa; Vermelho Guanabara, de Andrea França; Através dos Sentidos, de Gilson Nascimento; Tecido, Sigilo, de Lucílio Jota; Armarinho Aracy, de Camila Matos; Madá, de San Marcelo; Primos, de Daniel Pustowka; Super Panc Me, de Marcus Vinícius Oliveira, entre outros.

Camila também destaca documentários que recuperam lembranças de famílias a partir de registros domésticos: “São atravessamentos que tentam restaurar relações que já se foram e são reconstruídas pela experiência dos filmes”, disse. Entre esses trabalhos, estão Sei que é Tudo Memória, de Nathália Oliveira, no qual a diretora  faz um processo de luto e afirmação da vida a partir da morte dos pais; e O Lugar que Somos, de San Marcelo, em que a personagem se vê num dilema, após ser demitida, entre o sonho de ser dançarina profissional ou ficar perto da família e enfrentar os problemas diários agravados pela condição física da mãe.

“Para a programação on-line da mostra, pois parte da programação será híbrida, temos duas sessões de recorte mais conceitual”, adianta Camila Vieira. Ela se refere à sessão Preservar a História e seus Registros, composta por cinco curtas-metragens: Quem de Direito, de Ana Galizia; Ressaca, de Andrea França; Ensaio sobre Abismos ou as Imagens que Resgastei de Algum Lugar da Minha Mente, de Rafael Luan; Carta para Glauber, de Gregory Baltz; e Cinzas Digitais, de Bruno Christofoletti Barrenha.

A CineOP sempre procura valorizar em sua programação filmes realizados em outras décadas e contextos históricos do século XX no cinema brasileiro e busca enfatizar na programação contemporânea os longas-metragens com foco direto ou indireto em momentos anteriores da sociedade. A programação contemporânea desta edição é conduzida por esta perspectiva de um olhar do presente para os rastros da(s) história(s) e suas possibilidades de regeneração e persistência no tempo e na matéria.

Serão exibidos dez longas-metragens, seis deles presencialmente em Ouro Preto e quatro disponibilizados virtualmente. É um conjunto bastante heterogêneo a partir dessa premissa mais óbvia ou mais tênue de relação com outro momento histórico. São eles:

A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira
Adeus, Capitão, de Vincent Carelli e Tatiana Almeida (filme de encerramento)
Belchior – Apenas um Coração Selvagem, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti
Bem-Vindos de Novo, de Marcos Yoshi
Glauber, Claro, de César Meneghetti
Katharsys, de Roberto Moura
O Bom Cinema, de Eugenio Puppo
Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira
Quem Tem Medo?, de Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr.
Tempo Ruy, de Adilson Mendes

Novamente em parceria com a TV UFOP, a 17ª CineOP conta ainda com duas sessões de curtas brasileiros realizados em universidades, escolas de cinema ou núcleos de formação em audiovisual, apresentados na plataforma do evento e na grade da TV UFOP.

Espaço de confraternização e aprendizado entre estudantes a partir do cinema, o Cine-Escola segue no objetivo de formação de novos públicos e olhares para a produção. As sessões contam com curtas adequados para cada uma das faixas etárias montadas na seleção: entre 5 e 7 anos; de 8 a 10 anos; e entre 11 e 13 anos. Entre os selecionados da mostra Cine-Escola, destacam-se os curtas: Vivências, de Everton Amorim; Aurora – A Rua que Queria Ser um Rio, de Radhi Meron; Rua Dinorá, de Natália Maia e Samuel Brasileiro; entre outros.

A sessão Mostrinha tem objetivo similar, incluindo pais e familiares que estejam em Ouro Preto para poderem acompanhar a programação com os pequenos. Esse ano o filme será Poropopó, de Luis Antonio Igreja, acompanhado de um show de mágica com a Família Kradyn.

Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir atrações artísticas, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação e debates temáticos de forma gratuita.

Clique aqui e confira a seleção completa dos filmes selecionados para a 17ª CineOP.

Fotos: Divulgação.

Lightyear

por: Cinevitor

Direção: Angus MacLane

Elenco: Marcos Mion, Chris Evans, César Marchetti, Peter Sohn, Flora Paulita, Keke Palmer, Henrique Reis, Taika Waititi, Lúcia Helena Azevedo, Dale Soules, Adriana Pissardini, Uzo Aduba, James Brolin, Carlos Campanile, Tati Keplmair, Francisco Júnior, Dláigelles Silva, Yuri Chesman, Gauco Marques, Beatriz Singer, Mary McDonald-Lewis, Isiah Whitlock Jr., Angus MacLane, Bill Hader, Efren Ramirez, Keira Hairston.

Ano: 2022

Sinopse: A animação acompanha o lendário patrulheiro espacial Buzz Lightyear após ser abandonado no planeta hostil a 4,2 milhões de anos-luz da Terra, T’Kani Prime, ao lado de sua comandante e sua equipe. Enquanto Buzz tenta encontrar um caminho de volta para casa através do espaço e tempo, um grupo de recrutas ambiciosos e o encantador gato-robô de companhia, Sox, se juntam ao herói. Para complicar a situação, Zurg, uma presença imponente, e seu exército de robôs impiedosos chegam no planeta com um compromisso misterioso.

Nota do CINEVITOR:

6º Cine Sítio divulga filmes selecionados e programação completa

por: Cinevitor
João Cândido no curta Condomínio Fechado, realizado pela Oficina Documentando.

A sexta edição do Cine Sítio, que acontecerá entre os dias 16 e 18 de junho, no município de Nazarezinho, alto sertão da Paraíba, celebra o retorno das atividades depois de um período de pausa. O festival itinerante apresenta o universo do audiovisual para os sítios Caiçara, Cedro do Luiz e Cedro de Cima.

O Cine Sítio nasceu da necessidade de levar a sétima arte para os confins do sertão rural, lugares improváveis e geralmente esquecidos das rotas culturais de forma geral. A iniciativa do cineasta Ramon Batista e da produtora cultural Iris Mendes é democratizar com a população rural as produções realizadas dentro e fora da Paraíba, inclusive do próprio sertão, como forma de fazer entender que é possível sonhar e realizar produções audiovisuais, mesmo morando entre serras e silêncios prolongados. 

Com curadoria do professor e cineasta Bertrand Lira e produção da também professora e cineasta Veruza Guedes, o evento vai além das exibições de filmes. A programação conta com três oficinas realizadas nas escolas de Nazarezinho: Fazendo Filmes Curtíssimos, com o cineasta Marcelo Quixaba; O uso de filmes em sala de aula, ministrada por Orlando Junior; e Entendendo o cinema 3D e produzindo óculos para exibições, com Adilson Barros. A arte desta edição foi criada por Getúlio Saviano e remete à casa onde viveu o cangaceiro Chico Pereira, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico da Paraíba e localizada na Fazenda Jacu, em Nazarezinho; esta construção ajuda a contar a história do cangaço no estado.

O Cine Sítio, assumindo o compromisso de divulgar notáveis obras de cineastas paraibanos e não paraibanos, traz visibilidade e atua como uma importante vitrine para estes profissionais. Além disso, a democratização do acesso à cultura através da gratuidade de todas as ações promovidas pelo evento, como parte de uma iniciativa voltada para formação do público, o Cine Sítio amplia sua audiência através de parcerias formadas com escolas públicas e privadas da rede de ensino da cidade de Nazarezinho; levando alunos do ensino fundamental e médio para sessões exclusivas, de caráter lúdico e educativo, com conteúdo específico para cada faixa etária.

Além dos filmes, a programação traz também diversas atrações especiais, como: exposição fotográfica Moagem, de Ramon Batista; apresentação musical com a dupla de violeiros Ivanildo Vila Nova e Raimundo Caetano; apresentação de Iponax Vila Nova; apresentação teatral Torturas de um Coração, do Grupo Teatro Oficina; palestra Os Desafios da produção cultural no sertão: do financiamento à divulgação, com Laércio Ferreira; apresentação musical de Bichara do Acordeon e Forrozão Xote Bom; além de uma homenagem à produtora cultural Iris Mendes.

Conheça os filmes que serão exibidos no Cine Sítio 2022:

DIA 1 – 16/06 (quinta-feira)
SÍTIO CEDRO DO LUIZ

Cabocolino, de João Marcelo (PE)
Derradeiro de Maio, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques (SP)
No Oco do Tempo, de Antonio Fargoni (PB)
Nonna, de Maria Augusta V. Nunes (SC)
Rasga Mortalha, de Pattrícia de Aquino (PB)

DIA 2 – 17/06 (sexta-feira)
SÍTIO CEDRO DE CIMA

Cine Aurélio, de Kennel Rógis (PE)
Condomínio Fechado, de Oficina Documentando (PB)
Nem Todas as Manhã são Iguais, de Fabi Melo (PB)
Remoinho, de Tiago A. Neves (PB)
Terra Vermelha, de Allan Marcus e Leonardo Gonçalves (PB)
Uma Passagem em 3 Tempos, de Rebeca Souza (PB)

DIA 3 – 18/06 (sábado)
SÍTIO CAIÇARA

Cercas, de Ismael Moura (PB)
Quitéria, de Tiago A. Neves (PB)
Reinado Imaginário, de Hipólito Lucena (PB)
Shakti, de Ricardo Peres (SP)
Um Som de Resistência, de Genilson de Coxixola (PB)
Uma Aventura na Caatinga, de Laércio Ferreira (PB)
Uma Noite no Sítio, de Lucas Galvão (PB)

Foto: Marlom Meirelles.

6º Festival ECRÃ: conheça as obras selecionadas

por: Cinevitor
Cena do curta-metragem Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade.

A sexta edição do Festival ECRÃ acontecerá em formato presencial entre os dias 1 e 10 de julho nas salas da Cinemateca do MAM e do Estação Botafogo; e entre os dias 16 e 24 de julho em formato on-line.

Além de sua tradicional casa, a Cinemateca do Museu de Artes Modernas do Rio de Janeiro, o ECRÃ traz a novidade do Estação Net Botafogo em sua programação. Em parceria com a Cavideo, o festival promoverá exibições especiais como o programa Mestres do Cinema Brasileiro, com curadoria de Cavi Borges, que exibirá filmes raros de realizadores como Neville D’Almeida, Helena Ignez, Helena Solberg, André Parente, entre outros.

Neste ano, o ECRÃ é marcado pela presença de realizadores internacionais como Gastón Solnicki, que marcará presença para apresentar seu novo filme, Um Pequeno Pacote de Amor, que abrirá o festival no dia 1º de julho na Cinemateca do MAM. Além disso, Eric Souther promoverá uma oficina de TouchDesigner, programa que gera, dentre outros, sistemas audiovisuais interativos.

A grande atração desta edição será a vinda do realizador norte-americano James Benning pela primeira vez ao Brasil. Ele é um dos maiores nomes do cinema experimental contemporâneo com cerca de 80 filmes em seu currículo entre longas, médias, curtas e videoinstalações. Prestes a completar 80 anos de idade, Benning estará no Rio de Janeiro para uma masterclass, além de apresentar seu mais novo filme, Os Estados Unidos da América, selecionado para a mostra Forum do Festival de Berlim deste ano.

Além disso, mais de 100 obras serão exibidas e divididas nas já conhecidas categorias do festival. A seleção da sexta edição do ECRÃ traz filmes inéditos no país, estreias mundiais e filmes premiados em grandes festivais. Na seleção dos longas e médias-metragens, junto aos filmes já citados, estão Do Absoluto Nada e Imenso Azul da veterana cineasta experimental Holly Fisher e filmes exibidos na Berlinale, como o premiado Sol no Escuro, de Mawena Yehouessi, e Kinorama, de Edgar Pêra. Do Festival de Roterdã, o ECRÃ apresenta O Sonho e o Rádio, da dupla Ana Tapia Rousiouk e Renaud Després-Laroud, que passou pela Tiger Competition.

A seleção traz mais destaques em outros festivais, como: Inverno, de Vadim Kostrov, vindo do DocLisboa; Lago Gatún, de Kevin Jérome Everson, selecionado para o CPH:DOX, e Animal Macula, de Sylvain L’Esperance, vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Montreal. E mais: o sci-fi experimental Guardiões da Eternidade, do grego Aristotelis Maragkos; Lake Forest Park, de Kersti Jan Werdal, selecionado para o IDFA; o poético O Amparo do Céu, de Diego Acosta, também selecionado para o CPH:DOX; e o filipino Tug, dirigido por Jon Salazam, outro destaque do DocLisboa.

Entre as estreias mundiais, destacam-se: o média-metragem Coisas a Vir, de Ken Jacobs; Uma História de uma Nação, do português Júlio F.R Costa; Blissed, de Maximilian Le Cain; Um Filme Feito em Casa, de Andrew Power; e o denso Há Muito Tempo Não Tenho Medo de Ficar Cego, dirigido por Yannick Mosiman, filme que narra através da contemplação a perda da visão de seu protagonista.

Já entre os filmes brasileiros estão as estreias mundiais de: Cantochão, de Vinícius Romero, um dos grandes destaques do cenário experimental nacional; Diários de uma Paisagem, de Gabraz Sanna e Anne Santos, uma espécie de continuação de Eu sou o Rio, que acompanha o músico Tantão por Berlim; o mockumentary experimental Infinito Ábaco, de Bruno Lisboa; Xiang, de Vitória Severo, todo feito com imagens de câmera de segurança; e Sinfonia do Fim do Mundo, de Isabella Raposo e Thiago Brito, uma espécie de musical em close enquanto o contracampo se explode.

Completam a seleção de longas e médias nacionais: Filme Particular, de Janaína Nagata, um desktop movie feito a partir de imagens de arquivo, que foi exibido recentemente no Olhar de Cinema; e Extremo Ocidente, de João Pedro Faro, exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes e que encerrará a etapa presencial do Festival ECRÃ. As sessões destes filmes terão a presença dos realizadores.

Entre os curtas brasileiros, o ECRÃ destaca na abertura Inferno Remix, de Natália Reis, que retorna ao festival pelo terceiro ano seguido, desta vez em duas categorias. Também retorna ao evento o cineasta Rodrigo Ribeiro-Andrade com Solmatalua, seu novo filme-ensaio sobre diferentes registros do que pode ser uma cultura afro-brasileira.

Além dos filmes, a diversidade marca o segundo ano dos jogos no Festival ECRÃ. Pensando em ocupar ambos os espaços, presencial e on-line, o ECRÃ também selecionou cuidadosamente as Instalações e Artes Interativas desta edição. Na categoria de Performances, num processo de cicatrização, o festival híbrido se mostra forte em conceito. Com obras de duração média de 10 minutos, a seleção das 28 videoartes explora técnicas de criação de imagem em movimento, viaja por diversos países, são realizadas pelas mais diferentes pessoas e estilos  e conta com 8 estreias mundiais.

Confira a seleção completa do Festival ECRÃ 2022:

LONGA E MÉDIA-METRAGEM

Animal Macula, de Sylvain L’Ésperance (Canadá)
As Fitas de Turismo de Denver (Denver Tourism Tapes), de Mike Schwanke (EUA)
Blissed, de Maximilian Le Cain (Irlanda)
Buraco na Cabeça (Hole in the Head), de Dean Kavanagh (Irlanda)
Cantochão, de Vinicius Romero (Brasil)
Cinéfilos (Los Visionadores), de Néstor Frankel (Argentina)
Coisas a Vir (Things to Come), de Ken Jacobs (EUA)
Diários de uma Paisagem, de Gabraz Sanna e Anne Santos (Brasil)
Do Absoluto Nada e Imenso Azul (Out of the Blue), de Holly Fisher (EUA)
Extremo Ocidente, de João Pedro Faro (Brasil) (encerramento presencial)
Filme Particular, de Janaína Nagata (Brasil)
Guardiões da Eternidade (The Timekeepers of Eternity), de Aristotelis Maragkos (Grécia)
Há Muito Tempo Não Tenho Medo de Ficar Cego (I Have Not Been Afraid of Going Blind For a Long Time), de Yannick Mosiman (Suíça)
Infinito Ábaco, de Bruno Lisboa (Brasil)
Inverno (Zima), de Vadim Kostrov (Rússia)
Kinorama, de Edgar Pêra (Portugal)
Lago Gatún, de Kevin Jérome Everson (EUA)
Lake Forest Park, de Kersti Jan Werdal (EUA)
O Amparo do Céu (El Amparo del Cielo), de Diego Acosta (Chile)
O Sonho e o Rádio (Le Rêve et La radio), de Ana Tapia Rousiouk e Renaud Després-Laroud (Canadá)
Os Estados Unidos da América (The United States of America), de James Benning (EUA)
Sinfonia do Fim do Mundo, de Isabella Raposo e Thiago Brito (Brasil)
Sol no Escuro (Sol in the Dark), de Mawena Yehouessi (França)
Tug (Higit), de Jon Salazam (Filipinas)
Um Filme Feito em Casa (A Homemade Film), de Andrew Power (Inglaterra)
Um Pequeno Pacote de Amor (A Little Love Package), de Gastón Solnicki (Áustria) (abertura presencial)
Uma História de uma Nação, de Julio F.R Costa (Portugal)
Xcxhxexrxrxixexsx, de Ken Jacobs (EUA)
相 Xiàng, de Vitória Severo (Brasil)

CURTA-METRAGEM

A Ilha de Podesta (Podesta Island), de Stéphanie Roland (França/Bélgica/Micronésia)
Abismo (Abyss), de Jeppe Lange (Dinamarca)
Anastática, de Juana Robles (Irlanda)
Castelo da Xelita, de Lara Ovídio (Brasil)
Criando Cenas do Crime (The Making of Crime Scenes), de Hsu Che-Yu (Taiwan)
Cristais do Tempo (Time Crystals), de Abinadi Meza (EUA)
Curupira e a Máquina do Destino, de Janaína Wagner (Brasil)
Diário de Luta (Tuggin’ Diary), de Yai Wan-Win (Hong Kong)
Espectro Restauracíon, de Felippe Mussel (Brasil)
Eternidade em Loop, de Isabela Costa (Brasil)
Eu Pensava o Mundo de Você (I Thought the World of You), de Kurt Walker (EUA)
Há Algo Além do Horizonte, de Marcos Paulo Alcântara (Brasil)
Inferno Remix, de Natália Reis (Brasil) (abertura presencial)
Laika, de Deborah Stratman (EUA)
Mar de Sussurros (Sea of Sights), de J.M. Martínez (EUA)
Memorial Maracanã, de Darks Miranda e Pedro França (Brasil) (encerramento presencial)
Morte por Fantasia e Espelhos (Death by Fantasies by Mirrors), de Charlotte Clermont (Canadá)
Moune Ô, de Maxime Jean-Baptiste (Bélgica/Guiana Francesa)
Notas Periféricas (Notes from the Periphery), de Tulapop Saenjaroen (Tailândia/Reino Unido)
O Crepúsculo de Purkyne (Purkyne’s Dusk), de Helena Gouveia (Irlanda)
Oceano Análogo (El Oceano Analogo), de Luis Macias (Espanha/México)
Orgulho (Pride), de Kevin Jerome Everson e Claudrena N. Harold (EUA)
Park Slope, de Felipe André Silva (Brasil)
Prekasno (Muito Tarde) (Prekasno (Too Late)), de Diana Toucedo (Espanha)
Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade (Brasil)
Son Chant, de Vivian Ostrovsky (EUA)
Sycorax, de Lois Patiño e Matías Piñeiro (Portugal)
Terra Devastada #3: Luas, Filhos (Wasteland #3: Moons, Sons), de Jodie Mack (EUA)
Vida Instantânea (Instant Life), de Anja Dornieden, Juan David Gonzalez Monroy e Andrew Kim (Alemanha)
Vs, de Lydia Nsiah (Áustria)
Yacht Trip, de Paula Mermelstein (Brasil)

GAMES

Clóvis – Memórias de um Carnaval, por Desenvolvimento de Jogos UFF (DJUFF) (Brasil)
Ominira, por Afrogames (Brasil)
Stand By Me, por Victor Corrêa (Brasil)

INSTALAÇÕES E ARTES INTERATIVAS

Comos•Átomos (Cosmic•Atomic), de Christopher Boulton (EUA)
Equivoca-se Quem Pensa que a Terra Vai Acabar, de Maria Antonia (Brasil)
Liturgias Virtuais, de Marisa Arraes (Brasil)
Melting Movie Places, de Wilson Oliveira da Silva Filho (Brasil)
O Meio é a Mensagem, de Kirk Tougas (Canadá)
O Milagre de Santo Antônio, de Alfonso Camarero e Jose Luis Ducid (Espanha)
O Próximo Nascer do Sol, de Arthur Gustavo (Brasil)
Soñé Con Un ✨Golpe De Estado✨, de Julia Brasil (Brasil)
Uku Pacha, de Diego Bonilla (Equador/EUA)
“Video-música Jamming” Episódio 1: Vazio (“Video-music Jamming” Episode 1: Void), de Seyeong Yoon (Coreia do Sul)

PERFORMANCES

Buscando (Searching), de Hu Liwei (China)
Fibonacci Me Deixou Hardcore (Fibonacci Made Me Hardcore), de Marie Meyer e Patric Kuo (França) (encerramento on-line)
Fronteira, de Maíra Campos (Brasil)
Ir-se, de Igor Corrêa e Carlos Laerte (Brasil)
Lilien, de Liv Massei (Brasil)
Loucura Suave (A Soft Lunacy), de Shanthal Caba Mojica (EUA)
Mūtātiōnem, de Maile Costa Colbert (Portugal)
Par (Peer), de Lee Campbell (Reino Unido)
X-votive, de Trish Denton (EUA) (abertura on-line)
Yersinia, de Samira Marana (Brasil)

VIDEOARTES

14875, de Estudantes do Liceo Artistico Preziosissimo Sangue Monza (Itália)
A Primeira Memória Com Você (The First Memory With You), de Hsuan-Kuang Hsieh (Taiwan/EUA)
À Procura do Monte Análogo (In Search of Mount Analogue), de Leonardo Pirondi (EUA)
A Visitação (The Visitation), de Toby Tatum (Reino Unido)
A.o.k, de Christopher Tym (Reino Unido)
Boom, de Diane Nerwen (EUA)
Canto, de Alexandre Alagôa (Portugal/Luxemburgo)
Catálogo de Simulacros, de Levy Freitas (Brasil)
Como Dançar Funk, de Ilana Paterman Brasil (Brasil)
Controle de Tráfego, de Jackson Abacatu (Brasil)
É Hoje o Dia da Alegria, de Greg Penn (Austrália)
Feed, de Michael Etzensperger e Mateo Hurtado (Suíça)
Frágil (Fragile), de Sasha Waters (EUA)
Frequências do Tempo (Frequencies of Deep Time), de Eric Souther (EUA)
Gilgamesh, de Lucrécia L. (Brasil)
Grécia pra que Te Quero (All You Want is Greece), de Alex Morelli (Grécia/EUA)
L A V A, de Francisco Cesar, Natália Reis e Luiz Pretti (Brasil)
Labirinto, de Filipe dos Santos Barrocas, Isadora Maria Torres, Léo Bortolin, Lucas Eskinazi e Yuji Kodato (Brasil/Portugal)
Lugar Nenhum, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Brasil/Portugal)
Luz, Câmera, Istambul (Night, Light, Istanbul), de Can Ege İlhan (Turquia)
Melancolia (Melancholia), de Michael Amter (EUA)
Nós, de Diego Ramos (Brasil)
Pedra e Planta, de Teodoro Pimenta (Brasil)
Pequena Estatura, Grandes Ideias (Si Petit Mais Avec Grandes Idées Dans Sa Tête), de Pierre Villemin (França)
Seliberation #2, de Estela Lapponi (Brasil)
Sombra do Vento (Shadow of the Wind), de Pobwarat Maprasob (Tailândia)
Teoria de Unificação dos Corpos, de Amanda & Isadora (Brasil)
Um Lugar no Cosmos (A Place in the Cosmos), de Gavin Hipkins (Nova Zelândia)

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #414: Entrevista com Marianna Alexandre e Murilo Armacollo | Um Broto Legal

por: Cinevitor
Marianna Alexandre e Murilo Armacollo em cena.

A cinebiografia da cantora brasileira Celly Campello, Um Broto Legal, que narra a trajetória de sucesso da artista, chega aos cinemas no dia 16 de junho, com distribuição da Pandora Filmes.

Conhecida como a primeira popstar do rock nacional, Celly Campello emplacou músicas de sucesso entre as décadas de 1950 e 1970, como Estúpido Cupido, Banho de Lua e Túnel do Amor. O longa-metragem é ambientado no fim dos anos 1950 e início dos 1960, mostrando a transformação da artista, que foi de uma aspirante a cantora no interior de São Paulo aos 16 anos, à um ícone cultural da música brasileira, ao lado de seu irmão, Tony Campello.

Um Broto Legal conta com a direção de Luiz Alberto Pereira, cineasta conhecido por Hans Staden e Tapete Vermelho; o filme marca a estreia de Marianna Alexandre no cinema, como intérprete de Celly. Por mais que nunca tenham se encontrado pessoalmente, Pereira acompanhou a trajetória de sucesso da cantora, visto que ambos moravam em Taubaté. Segundo o diretor, a artista é um ponto importante para “o nascimento do que poderíamos chamar de música jovem”, e a agitação em torno de Celly o motivou a realizar o filme.

A artista faleceu em 2003, mas o longa contou com uma consultoria especial: seu irmão mais velho, Tony Campello, que, aos 85 anos, se envolveu com o projeto e compartilhou várias histórias que serviram de base para o roteiro.

O filme é roteirizado por Pereira e Dimas de Oliveira Jr, que chegou a conhecer Celly e assistir pessoalmente aos seus shows. O elenco conta ainda com Murilo Armacollo, como Tony Campello; Danilo Franccesco, como Eduardo, namorado de Celly; Paulo Goulart Filho e Martha Meola, como os pais dos cantores; Petrônio Gontijo, como o produtor que descobre os irmãos; Felipe Folgosi, como o diretor da gravadora; Claudio Fontana, como o divulgador da gravadora; e Carlos Meceni, como diretor artístico.

Para falar mais sobre o longa, conversamos com a protagonista Marianna Alexandre e também com Murilo Armacollo sobre preparação de elenco, bastidores, músicas, referências, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

O Lendário Cão Guerreiro: Paulo Vieira, Deborah Secco e Ary Fontoura dublam animação

por: Cinevitor
Paulo Vieira interpreta o personagem principal Hank.

A Paramount Pictures divulgou recentemente o trailer dublado da animação O Lendário Cão Guerreiro, que ganhou uma nova data de estreia nos cinemas brasileiros: 25 de agosto; o longa-metragem conta com Paulo Vieira, Ary Fontoura e Deborah Secco no elenco de dublagem.

A animação conta a história de Hank, um cão de caça sem muita sorte que está em uma cidade cheia de gatos. O local precisa de um herói para defendê-los do plano maligno de um vilão que quer varrer a cidade do mapa. Com a ajuda de Shogun, um professor relutante, para treiná-lo, o cachorro deve assumir o papel de um samurai e se unir aos aldeões para salvar o dia.

O Lendário Cão Guerreiro marca a estreia do humorista Paulo Vieira, conhecido por diversos trabalhos na TV, como dublador interpretando o personagem principal Hank. Deborah Secco dubla Yuki, uma mãe preocupada e muito protetora; e Ary Fontoura aparece no papel de Xogum, a autoridade máxima do território onde se passa o filme.

Paulo Vieira afirma que a experiência com O Lendário Cão Guerreiro foi a realização de um desejo antigo: “Esse é um dos maiores sonhos da minha vida. Eu sempre quis dublar um desenho animado. Meu personagem é um cachorro que vai passar por muitas provas para se tornar um samurai”, destacou.

Ary Fontoura conta que a dublagem é uma área diferente dentro da atuação, mas que ele gosta de explorar: “Eu gosto muito de dublar. Nunca foi o meu campo, mas descobri agora que é um prazer fazê-lo. Além disso, é um filme para todos, é um filme no qual eu acredito e uma produção maravilhosa. Foi um trabalho que me deu muito prazer”, disse.

Deborah Secco, por sua vez, afirma que se identificou muito com a sua personagem, uma mãe protetora apaixonada pela filha. Para a atriz, a experiência com a dublagem se trata de um novo processo em sua carreira: “A parte mais legal foi tentar entender que voz você vai dar para aquela imagem, aquele desenho. É diferente de uma atuação na qual você trabalha com seu corpo inteiro. É só atuar com sua voz, a colocando dentro de um outro corpo. É completamente novo e diferente de atuar somente. Foi uma experiência super interessante”, concluiu.

Além do elenco brasileiro de dubladores, as vozes originais contam com Michael Cera no papel de Hank, Samuel L. Jackson como Jimbo e Michelle Yeoh como Yuki. A trama é uma adaptação do live-action Banzé no Oeste, lançado em 1974, obra de Mel Brooks, que também é produtor executivo da animação. A direção é de Rob Minkoff, conhecido por O Rei Leão e O Pequeno Stuart Little.

Confira o novo trailer de O Lendário Cão Guerreiro:

Foto: Divulgação/Paramount Pictures.

Circuito Penedo de Cinema 2022 abre inscrições para mostras competitivas

por: Cinevitor
A edição do ano passado aconteceu em formato híbrido.

A 12ª edição do Circuito Penedo de Cinema, que acontecerá entre os dias 14 e 20 de novembro, será realizada em formato híbrido e totalmente gratuito, consolidando-se como uma das iniciativas mais importantes de estímulo à produção e difusão do audiovisual brasileiro.

As inscrições para os curtas-metragens já estão abertas e seguem até o dia 15 de julho. Os realizadores devem se inscrever on-line e exclusivamente através da plataforma FilmFreeway (clique aqui). As produções podem ser inscritas em uma das três mostras competitivas que compõem o Circuito: 15º Festival do Cinema Brasileiro de Penedo, aberto para todos os realizadores, sem nenhuma restrição de abordagem, exceto filmes publicitários e institucionais; 12º Festival de Cinema Universitário de Alagoas, direcionado para produções feitas nas instituições de ensino superior e escolas técnicas de cinema de qualquer parte do país; e 9º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental, que recebe curtas com temáticas direcionadas ao meio ambiente com abordagem nos ambientes natural ou antrópico.

Para concorrer, os proponentes têm que ser diretores ou produtores dos filmes, que devem ter até 25 minutos de duração, incluindo os créditos, e não haver participado de seletivas em edições anteriores do Circuito Penedo. O resultado da seleção está programado para ser divulgado no dia 31 de agosto

As produções selecionadas para as mostras competitivas serão avaliadas por um Júri Oficial convidado pelo festival, a ser divulgado posteriormente, e também pelo Júri Popular, que será definido a partir da votação do público durante o evento. Os realizadores concorrem ao Troféu Canoa de Tolda de melhor filme em cada categoria.

Além das tradicionais mostras, o Circuito conta com a mostra não competitiva de Cinema Infantil, que também está recebendo propostas de curtas-metragens. A seleção da curadoria se dará a partir das inscrições voluntárias dos produtores, conforme o edital lançado.

Ano após ano, o Circuito se reinventa e busca abrir espaço para novas discussões, sempre reafirmando seu papel como instrumento para olhares e perspectivas sobre o vasto patrimônio audiovisual alagoano e nacional, em diálogo com a educação. Durante sete dias, a cidade histórica de Penedo recebe uma programação intensa e gratuita. Com a execução também digital do Circuito, além dos filmes disponibilizados no site do evento, debates, rodas de conversa e oficinas passaram a acontecer em formato on-line. O programa engloba ainda a exibição de longas-metragens brasileiros e uma retrospectiva da Mostra Sururu de Cinema Alagoano.

O festival se apresenta como lugar de resistência e luta diante das situações adversas para o campo da cultura no país. É nesse contexto de reafirmação do cinema nacional, de suas produções e da empregabilidade promovida pelo setor  que o evento se faz ainda mais importante.

Foto: Kamylla Rafael.

Marighella, de Wagner Moura, lidera indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2022

por: Cinevitor
Seu Jorge em Marighella: filme com 17 indicações.

Foram divulgados nesta terça-feira, 14/06, os finalistas ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2022. Esta edição marca o retorno ao formato presencial da maior premiação do setor, realizada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, que nos dois últimos aconteceu virtualmente, e também a volta ao Rio de Janeiro depois de três anos em São Paulo.

Nesta 21ª edição, Marighella, dirigido por Wagner Moura, lidera com 17 indicações, entre elas, melhor longa de ficção e melhor ator para Seu Jorge e Bruno Gagliasso. Na sequência, aparece O Silêncio da Chuva, de Daniel Filho, com 11 indicações. A lista de finalistas de 2022 reúne mais de 200 profissionais indicados, 17 longas-metragens brasileiros e 10 longas estrangeiros. Ao todo, este ano também estão na disputa 15 curtas brasileiros e 18 séries. Os finalistas concorrem em 31 categorias ao Troféu Grande Otelo e foram escolhidos em votação pelos sócios da Academia.

Com direção do artista visual Batman Zavareze e roteiro de Bebeto Abrantes, a cerimônia será realizada na Cidade das Artes, no dia 10 de agosto, com transmissão ao vivo na TV pelo Canal Brasil, pelo YouTube e pelo Instagram da Academia.

“Essa edição será mais representativa, pois vai marcar o reencontro presencial de todo o setor para celebrar o nosso audiovisual. Também destaco a alegria de voltarmos ao Rio de Janeiro depois de três anos em São Paulo, onde fomos muito bem recebidos. E, graças ao apoio do prefeito Eduardo Paes retornamos ao Rio, onde esperamos permanecer por muitos anos, contribuindo para a recuperação da cidade”, disse Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é votado por profissionais das mais diversas áreas do setor que são associados à Academia, entidade aberta a toda a classe. Como acontece todos os anos, a abertura dos envelopes com os vencedores será auditada pela PwC (a mesma que faz a apuração do Oscar). Em 2022, foram inscritos mais de mil profissionais nas diferentes categorias: 53 longas de ficção (incluindo infantis e animação), 33 longas documentários, 61 curtas-metragens, 40 séries brasileiras, 35 longas-metragens internacionais e 11 longas ibero-americanos.

Os vencedores serão escolhidos no segundo turno, que começa no dia 20 de junho, com votação entre os sócios da Academia. Em data que será divulgada em breve, a votação popular pela internet será iniciada para que o público eleja seu filme favorito entre os longas brasileiros finalistas de ficção (drama e comédia) e documentário.

Com sede no Rio de Janeiro e representatividade nacional, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é uma entidade independente criada no dia 20 de maio de 2002 com a finalidade, entre outras, de instituir o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e contribuir para a discussão, promoção e fortalecimento da indústria audiovisual em todo o Brasil.

Em 2020, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais foi reconhecida pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, como a única entidade credenciada para indicar o filme que representa o cinema brasileiro na categoria de melhor longa-metragem internacional no Oscar, sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.

O processo de definição dos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é dividido em duas etapas: indicação e premiação. A partir de 2004, a votação passou a ser feita via internet, pelos sócios da Academia, que recebem uma senha eletrônica para votar pela internet.

Na fase de indicação são escolhidas as cinco obras e profissionais representantes de cada categoria que passarão para a etapa seguinte. A escolha é feita pelos sócios através de uma cédula de votação eletrônica com a lista completa de todos os concorrentes. Terminado o processo de apuração do primeiro turno, uma nova relação com os cinco escolhidos em cada categoria é enviada aos sócios que escolhem, então, os vencedores. Nas duas etapas a votação é secreta e a abertura das cédulas, bem como a apuração dos votos, é realizada pela PwC.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é presidida por Jorge Peregrino e a diretoria é composta por Paulo Mendonça (vice-presidente), Alexandre Duvivier, Bárbara Paz, Iafa Britz e Renata Almeida Magalhães.

Conheça os indicados ao 21º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO
7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto
Depois a Louca Sou Eu, de Julia Rezende
Deserto Particular, de Aly Muritiba
Homem Onça, de Vinícius Reis
Marighella, de Wagner Moura

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA
A Sogra Perfeita, de Cris D’Amato
Depois a Louca Sou Eu, de Julia Rezende
O Auto da Boa Mentira, de José Eduardo Belmonte
Quem Vai Ficar com Mário?, de Hsu Chien Hsin
Um Casal Inseparável, de Sergio Goldenberg

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
8 Presidentes 1 Juramento – A História de um Tempo Presente, de Carla Camurati
A Última Floresta, de Luiz Bolognesi
Alvorada, de Anna Muylaert e Lô Politi
Chacrinha: Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar, de Micael Langer e Cláudio Manoel
Cine Marrocos, de Ricardo Calil

MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL
Turma da Mônica – Lições, de Daniel Rezende
Um Tio Quase Perfeito 2, de Pedro Antônio Paes

MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral

MELHOR DIREÇÃO
Alexandre Moratto, por 7 Prisioneiros
Aly Muritiba, por Deserto Particular
Anna Muylaert e Lô Politi, por Alvorada
Daniel Filho, por O Silêncio da Chuva
Daniel Rezende, por Turma da Mônica – Lições
Luiz Bolognesi, por A Última Floresta

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
Camila Freitas, por Chão
Cesar Cabral, por Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente
Déo Cardoso, por Cabeça de Nêgo
Iuli Gerbase, por A Nuvem Rosa
Madiano Marcheti, por Madalena
Wagner Moura, por Marighella

MELHOR ATRIZ
Adriana Esteves, por Marighella
Andreia Horta, por O Jardim Secreto de Mariana
Débora Falabella, por Depois a Louca Sou Eu
Dira Paes, por Veneza
Marieta Severo, por Noites de Alface

MELHOR ATOR
Antonio Saboia, por Deserto Particular
Bruno Gagliasso, por Marighella
Chico Diaz, por Homem Onça
Irandhir Santos, por Piedade
Seu Jorge, por Marighella

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Bárbara Paz, por Por Que Você Não Chora?
Bella Camero, por Marighella
Carol Castro, por Veneza
Claudia Abreu, por O Silêncio da Chuva
Zezé Motta, por Doutor Gama

MELHOR ATOR COADJUVANTE
André Abujamra, por 7 Prisioneiros
Augusto Madeira, por Acqua Movie
Danton Mello, por Um Tio Quase Perfeito 2
Emilio de Mello, por Homem Onça
Humberto Carrão, por Marighella
Luiz Carlos Vasconcelos, por Marighella
Rodrigo Santoro, por 7 Prisioneiros

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
7 Prisioneiros, escrito por Thayná Mantesso e Alexandre Moratto
A Última Floresta, escrito por Davi Kopenawa Yanomami e Luiz Bolognesi
Alvorada, escrito por Anna Muylaert e Lô Politi
Deserto Particular, escrito por Henrique dos Santos e Aly Muritiba
Piedade, escrito por Hilton Lacerda, Anna Carolina Francisco e Dillner Gomes

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ana. Sem Título, escrito por Lucia Murat e Tatiana Salem Levy
Marighella, escrito por Felipe Braga e Wagner Moura
O Silêncio da Chuva, escrito por Lusa Silvestre
Turma da Mônica – Lições, escrito por Mariana Zatz e Thiago Dottori
Veneza, escrito por Miguel Falabella

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Acqua Movie, por Gustavo Hadba
Deserto Particular, por Luis Armando Arteaga
Doutor Gama, por Cristiano Conceição
Marighella, por Adrian Teijido
O Silêncio da Chuva, por Felipe Reinheimer
Turma Da Mônica – Lições, por Azul Serra
Veneza, por Gustavo Hadba

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
4×100 – Correndo por um Sonho, por Claudio Amaral Peixoto
7 Prisioneiros, por William Valduga
Deserto Particular, por Fabíola Bonofiglio e Marcos Pedroso
Marighella, por Frederico Pinto
O Silêncio da Chuva, por Mário Monteiro
Veneza, por Tulé Peake

MELHOR FIGURINO
7 Prisioneiros, por Aline Canella
Doutor Gama, por Rô Nascimento
Marighella, por Verônica Julian
O Silêncio da Chuva, por Kika Lopes
Veneza, por Bia Salgado

MELHOR MAQUIAGEM
Deserto Particular, por Britney Federline
Marighella, por Martín Macías Trujillo
O Silêncio da Chuva, por Adriano Manques
Turma da Mônica – Lições, por Gabi Britzki
Veneza, por Martín Macías Trujillo

MELHOR EFEITO VISUAL
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, por Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel
Contos do Amanhã, por Pedro de Lima Marques
Marighella, por Saulo Silva
O Silêncio da Chuva, por Emerson Bonadias
Turma da Mônica – Lições, por Marco Prado
Veneza, por Luiz Adriano

MELHOR MONTAGEM | FICÇÃO
7 Prisioneiros, por Germano de Oliveira
Marighella, por Lucas Gonzaga
O Silêncio da Chuva, por Diana Vasconcellos
Piedade, por Karen Harley
Veneza, por Diana Vasconcellos

MELHOR MONTAGEM | DOCUMENTÁRIO
8 Presidentes 1 Juramento – A História de um Tempo Presente, por Joana Ventura
A Última Floresta, por Ricardo Farias
Alvorada, por Vania Debs
Boa Noite, por Eva Randolph e Yan Motta
Cine Marrocos, por Jordana Berg
Zimba, por Idê Lacreta

MELHOR SOM
7 Prisioneiros, por Lia Camargo e Tom Myers
Acqua Movie, por Valéria Ferro, Tiago Bittencourt, Daniel Turini, Fernando Henna e Sérgio Abdalla
Marighella, por George Saldanha, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima e Renan Deodato
O Silêncio da Chuva, por Marcel Costa, Simone Petrillo e Paulo Gama
Turma da Mônica – Lições, por Jorge Rezende, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Toco Cerqueira

MELHOR TRILHA SONORA
Acqua Movie, por Antonio Pinto
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, por André Abujamra e Márcio Nigro
Deserto Particular, por Felipe Ayres
Marighella, por Antonio Pinto
O Silêncio da Chuva, por Berna Ceppas
Pixinguinha, Um Homem Carinhoso, por Cristovão Bastos

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Aurora – A Rua que Queria Ser um Rio, de Radhi Meron
Batchan, de Ester Harumi Kawai
Cenas da Infância, de Kimberly Palermo
Mitos Indígenas em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues
Solitude, de Tami Martins

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
A Fome de Lázaro, de Diego Benevides
Fogo Baixo Alto Astral, de Helena Ignez
Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry
Mãe Solo, de Camila de Moraes
Yaõkwa, Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO
A Máquina Infernal, de Francis Vogner dos Reis
Ato, de Bárbara Paz
Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci
Chão de Fábrica, de Nina Kopko
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo (México)
Aranha, de Andrés Wood (Argentina/Brasil/Chile)
Coração Errante, de Leonardo Brzezicki (Brasil/Argentina/Chile/Espanha/Holanda)
Ema, de Pablo Larraín (Chile)
Um Crime em Comum, de Francisco Márquez (Argentina)

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Druk – Mais uma Rodada, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
Duna, de Denis Villeneuve (EUA)
Meu Pai, de Florian Zeller (Reino Unido/França/EUA)
Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)
Summer Of Soul (…Ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada), de Questlove Thompson (EUA)

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA | ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Angeli The Killer (2ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: Cesar Cabral
Aventuras de Amí (1ª temporada) (Globoplay); Direção Geral: Maria Carolina e Igor Souza
Os Under-Undergrounds (2ª temporada) (Nickelodeon); Direção Geral: Fernando Alonso e Nelson Botter Jr.
Planeta Palavra (1ª temporada) (Discovery+); Direção Geral: Claudio Peralta

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA | DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Abre Alas (1ª temporada) (YouTube Originals); Direção Geral: Maristela Mattos
Sociedade do Cansaço (1ª temporada) (GNT); Direção Geral: Patrick Hanser
Som da Rua (3ª temporada) (Canal Curta); Direção Geral: Roberto Berliner
Transamazônica – Uma Estrada para o Passado (1ª temporada) (HBO e HBO Go); Direção Geral: Jorge Bodanzky
Tu Casa es Mi Casa (1ª temporada) (HBO Mundi e HBO Go); Direção Geral: Paulinho Moska e Pablo Casacuberta

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Chão de Estrelas (1ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: Hilton Lacerda
Colônia (1ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: André Ristum
Detetives do Prédio Azul (15ª temporada) (Gloob e Globoplay); Direção Geral: Tatiana de Lamare
Dom (1ª temporada) (Amazon Prime Video); Direção Geral: Breno Silveira
Manhãs de Setembro (1ª temporada) (Amazon Prime Video); Direção Geral: Luis Pinheiro
Sintonia (2ª temporada) (Netflix); Direção Geral: Kondzilla

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA
Exterminadores do Além (1ª temporada) (SBT); Direção Geral: Fabricio Bittar
Laboratório Aloprado Tá On (1ª temporada) (TVE RS); Direção Geral: Edye
Sob Pressão (4ª temporada) (Globo); Direção Geral: Andrucha Waddington

Foto: Ariela Bueno.

Jennifer Lopez: Halftime

por: Cinevitor

Direção: Amanda Micheli, Sam Wrench.

Elenco: Jennifer Lopez, Ben Affleck, Elaine Goldsmith-Thomas, Lorene Scafaria, Benny Medina, Shakira, Lupe Rodriguez, David Lopez, George Clooney, Jimmy Fallon, Kim Burse, Tabitha Dumo, Parris Goebel, Ricky Kirshner, Hamish Hamilton, Johanna Sapakie, Matt Lauer, Trey Parker, Donatella Versace, Anna Wintour, Adam Blackstone, Ana Carballosa, Christy Lemire, Talha Şentürk, Christopher Appleton, Laura Dern, Kathie Lee Gifford, Tom Hanks, Jimmy Kimmel, David Letterman, Emme Muñiz, Max Muñiz, Conan O’Brien, Rosie O’Donnell, Keke Palmer, Julia Stiles, Constance Wu.

Ano: 2022

Sinopse: Um olhar íntimo sobre Jennifer Lopez enquanto ela reflete sobre suas metas e sua evolução como artista, e navega na segunda metade de sua carreira continuando a entreter, capacitar e inspirar. O filme destaca os bastidores da apresentação no Super Bowl com Shakira, temporada de premiações, como Oscar e Globo de Ouro, entre outros tantos momentos da carreira da cantora e atriz.

Nota do CINEVITOR:

Prêmio ABRA de Roteiro 2022: conheça os indicados

por: Cinevitor
Jéssica Ellen em Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso.

O Prêmio ABRA de Roteiro é produzido pela Abra, Associação Brasileira de Autores Roteiristas, e tem a finalidade de valorizar os autores-roteiristas e ressaltar a importância do roteiro na cadeia de produção da indústria audiovisual do país.

A votação que determina indicados e vencedores é realizada pelas próprias pessoas associadas da Abra em dois turnos; podem concorrer ao prêmio as produções cujos roteiros são de autoria ou coautoria de roteiristas brasileiros, associados à Abra ou não. Vinicius Augusto Bozzo é o presidente da Comissão Organizadora do 6º Prêmio ABRA de Roteiro.

Para esta sexta edição foram aceitos filmes, séries e outros programas de TV e streaming, estreados no país entre 1º de janeiro de 2021 a 28 de fevereiro de 2022. Na edição passada, foi criado o Prêmio Paulo Gustavo, categoria que elegeu os melhores roteiros de longa-metragem de comédia, em uma homenagem póstuma ao ator e comediante Paulo Gustavo.

Fundada a partir da fusão da AR, Associação Brasileira de Roteiristas Profissionais de Televisão e Outros Veículos de Comunicação, e da AC, Autores de Cinema, a ABRA atua há mais de duas décadas no Brasil para representar e defender os direitos dos autores de roteiros e argumentos de obras audiovisuais de qualquer natureza, proporcionando a valorização da profissão de autor-roteirista nas mais diversas instâncias e fomentando um cenário de aproximação entre os roteiristas e o mercado. Atualmente, conta com mais de 800 profissionais associados, posicionando-se, portanto, como instância legítima de representação da profissão de autor-roteirista no Brasil.

Neste ano, Joel Zito Araújo será o roteirista homenageado. Conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira, sua obra inclui o livro e filme A Negação do Brasil, ganhador do É Tudo Verdade em 2001; o longa ficcional As Filhas do Vento, de 2005, premiado na Mostra Tiradentes e vencedor de oito kikitos no Festival de Gramado; o documentário Cinderelas, Lobos e Um Príncipe Encantado, de 2009; Raça, de 2013, filme codirigido com a vencedora do Oscar, Megan Mylan; e Meu Amigo Fela, exibido no Festival de Roterdã. Seu novo longa ficcional, O Pai da Rita, baseado em uma música de Chico Buarque, está em cartaz nos cinemas após ter passado por festivais em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Em maio deste ano, lançou a série PCC – Poder Secreto, em parceria com a plataforma de streaming HBO Max. A produção estreou como Top 1 no Brasil e despontou como Top 2 na América Latina.

Já o Prêmio Parceria será entregue para o Frapa – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, considerado o primeiro e maior evento inteiramente voltado ao roteiro de cinema e televisão na América Latina. Inspirado em festivais do gênero consagrados no exterior, o FRAPA acontece de maneira ininterrupta desde 2013.

Conheça os indicados ao 6º Prêmio ABRA:

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL | FILME DE FICÇÃO

A Mesma Parte de um Homem, escrito por Ana Johann e Alana Rodrigues
Cabeça de Nêgo, escrito por Déo Cardoso
Deserto Particular, escrito por Henrique dos Santos e Aly Muritiba
Doutor Gama, escrito por Luiz Antônio
Juntos a Magia Acontece 2, escrito por Cleissa Regina Martins; supervisão de George Moura
Madalena, escrito por Madiano Marcheti, Thiago Gallego, Thiago Ortman e Tiago Coelho
Vento Seco, escrito por Daniel Nolasco

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO | FILME DE FICÇÃO

Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, escrito por Leandro Maciel e Cesar Cabral; livremente inspirado na obra de Angeli
Eduardo e Mônica, escrito por Matheus Souza, Claudia Souto, Jessica Candal e Michele Frantz; inspirado na música original de Renato Russo
Marighella, escrito por Felipe Braga e Wagner Moura; adaptado da obra Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo, de Mario Magalhães
Meu Nome é Bagdá, escrito por Caru Alves de Souza e Josefina Trotta; livremente inspirado na obra Bagdá, o Skatista, de Toni Brandão
O Silêncio da Chuva, escrito por Lusa Silvestre; inspirado no livro O Silêncio da Chuva, de Luiz Alfredo Garcia-Roza

MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO

A Última Floresta, escrito por Davi Kopenawa Yanomami e Luiz Bolognesi
Aleluia – O Canto Infinito do Tincoã, escrito por Tenille Bezerra
Chão, escrito por Camila Freitas e Marina Meliande
Entre Nós, Um Segredo, escrito por Beatriz Seigner, Toumani Kouyaté e Ricardo Terto
Limiar, escrito por Coraci Ruiz e Luiza Fagá
Por Onde Anda Makunaíma?, escrito por Juliana Colares; argumento de Rodrigo Séllos e Klaus Schmaelter

MELHOR ROTEIRO | FILME DE COMÉDIA | PRÊMIO PAULO GUSTAVO

A Sogra Perfeita, escrito por Flávia Guimarães e Bia Crespo
Cabras da Peste, escrito por Denis Nielsen e Vitor Brandt
Depois a Louca Sou Eu, escrito por Gustavo Lipsztein; adaptado do livro homônimo de Tati Bernardi
O Auto da Boa Mentira, escrito por João Falcão, Tatiana Maciel e Célio Porto; baseado nas histórias de Ariano Suassuna
Tô Ryca 2, escrito por Fil Braz

MELHOR ROTEIRO | CURTA-METRAGEM

Céu de Agosto, escrito por Jasmin Tenucci
Chão de Fábrica, escrito por Nina Kopko e Tainá Muhringer
Como respirar fora d’água, escrito por Júlia Fávero e Victoria Negreiros
Desvirtude, escrito por Gautier Lee
Ibeji Ibeji, escrito por Victor Rodrigues
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, escrito por Érica Sarmet

MELHOR ROTEIRO DE OBRA INFANTIL/INFANTOJUVENIL

Clube da Anittinha (3ª temporada), escrito por Marcos Ferraz (chefe de roteiro), Elena Altheman, Fernanda Brandalise, Guilherme Freitas, Janaina Tokitaka, Letícia Bulhões Padilha, Nigel Goodman, Pedro Riera, Tereza Temer e Victor Sarro (Gloob)
De volta aos 15 (1ª temporada), escrito por Janaína Tokitaka (chefe de roteiro), Renata Kochen, Alice Marcone e Bryan Ruffo; Vivianne Jundi e Dainara Toffoli (colaboração de roteiro); baseado no livro de Bruna Vieira (consultora de roteiro) (Netflix)
Escola de Gênios (5ª temporada), escrito por Ângela Hirata Fabri e Marcos Ferraz (chefes de roteiro), Guilherme Temponi, Joana Brea, Pedro Riera, Ana Durães, Tereza Temer e Mirtes Agda Santana; David França Mendes (supervisão de roteiro) (Gloob)
Irmão do Jorel (4ª temporada), escrito por Juliano Enrico, Daniel Furlan, Valentina Castello Branco, Arnaldo Branco, Raoni Marqs, Lucas Pelegrineti, Nigel Goodman, Caíto Mainier, Felipe Berlinck, Allan Sieber, Zé Brandão, Elena Altheman, Raul Chequer, David Benincá e Leandro Ramos; Guto BR (colaborador especial) (Cartoon Network)
Turma da Mônica – Lições, escrito por Thiago Dottori e Mariana Zatz; adaptado da obra Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa e inspirado na graphic novel Lições, de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DE FICÇÃO | DRAMA

Cidade Invisível (1ª temporada); criada por Carlos Saldanha; baseada em uma história desenvolvida por Raphael Draccon e Carolina Munhóz; escrita por Mirna Nogueira (chefe de roteiro), Rodrigo Baptista, Ludmila Naves, Antonio Arruda, Felipe Sant’Angelo, Marco Borges, Regina Negrini e Ricardo Inham; Andrea Yaghi, Cauê Laratta, Fabio Montanari, Muriel Moraes e Rodrigo Nogueira (colaboradores de roteiro); Giuliano Dedroni (colaborador de desenvolvimento) (Netflix)
Manhãs de Setembro (1ª temporada), escrito por Josefina Trotta, Alice Marcone, Marcelo Montenegro e Carla Meireles; baseado em ideia original de Miguel de Almeida (Prime Video)
Segunda Chamada (2ª temporada); criada por Carla Faour, Julia Spadaccini e Jô Bilac; escrita por Carla Faour e Julia Spadaccini, com Dino Cantelli, Giovana Moraes, Maíra Motta e Marco Borges (Globoplay)
Sintonia (2ª temporada), escrito por Guilherme Quintella e Denis Nielsen (roteiristas chefes); Denis Nielsen, Guilherme Quintella, Duda de Almeida, Thayná Mantesso, Guilherme Freitas, Luíza Fazio (sala de roteiro); Fernanda Terepins (coordenação de roteiro); André “Hanks” de Paula (assistente de roteiro); baseado em ideia original de Kondzilla; criada por Kondzilla, Guilherme Quintella e Felipe Braga (Netflix)
Sob Pressão (4ª temporada); escrita por Lucas Paraizo; roteiro de Marcio Alemão, Flavio Araujo, André Sirangelo e Pedro Righetti; criada por Luiz Noronha, Claudio Torres, Renato Fagundes e Jorge Furtado; baseado no filme Sob Pressão, livremente inspirado no livro homônimo de Marcio Maranhão em depoimento à Karla Monteiro; ideia original de Mini Kerti (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DE FICÇÃO | COMÉDIA

5x Comédia; criada por Monique Gardenberg; baseada em espetáculo teatral idealizado por Sylvia Gardenberg; roteiro de Monique Gardenberg (redação final de alguns episódios), Felipe Cabral (redação final de alguns episódios), Vinicius Calderoni, Rafael Primot, Charly Braun, Martha Nowill, Jô Bilac, Pedro Coutinho e Lucas Calmon; Renato Candido (colaboração de roteiro); e Helen Beltrame-Linné (consultoria de roteiro) (Prime Video)
Angeli the Killer (2ª temporada); escrito por Carla Gallo, Daniel Chaia, Gabriel Jubé e Leandro Maciel; Cesar Cabral e Leandro Maciel (coordenação de roteiro); inspirado livremente na obra de Angeli (Canal Brasil)
Desjuntados (1ª temporada); escrita e criada por Dani Valente e Mina Nercessian; Paula Belchior e Juliana Rosenthal (consultoras de roteiro) (Prime Video)
Hit Parade, escrita por André Barcinski, Ricardo Grynszpan e Marcelo Caetano; criada por André Barcinski (Canal Brasil)
Lov3; criada por Felipe Braga e Rita Moraes; escrita por Rafael Lessa, Duda de Almeida, Filipe Valerim Serra e Natália Sellani; Elton de Almeida (colaborador de roteiro) (Prime Video)
Vai que Cola (9ª temporada); argumento da série por Leandro Soares; direção de criação por Renato Fagundes; histórias e equipe de roteiro por Alan Ferreiras, André Gabeh, Arnaldo Bloch, Chrystiano Ferraz, Cíntia Portella, Daniel Porto, Felipe Vianna, Jaiê, João Niella, João Santucci, Julia Lordello, Maíra Azevedo, Marcélli Oliveira, Mariah Schwartz, Molusco, Mônica Ramalho, Monique Rangel, Taísa Machado, Thatiana Guimarães, Vinnicius Morais e Vitor de Oliveira; coordenação de roteiro por Arnaldo Bloch e Felipe Vianna; assistentes de roteiro por Alan Ferreiras e André Gabeh; colaboração de roteiro por Marcelo Souza e Fil Braz; supervisão de roteiro por João Paulo Horta e Renato Fagundes (Multishow)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DOCUMENTAL

Doutor Castor, escrito por Marco Antonio Araujo e Rodrigo Araujo (Globoplay)
Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime, escrito por Diana Golts; consultoria de roteiro por Ilana Casoy; Nina Kopko e Valentina Castello Branco (roteiristas de desenvolvimento); desenvolvimento de Bíblia por Angelo Defanti; Elaine Perrote (roteirista assistente de dramaturgia); pesquisa por Julia Zylbersztajn; e Thaís Nunes (jornalista investigativa) (Netflix)
O Caso Celso Daniel; argumento e roteiro por Marcos Jorge e Bernardo Rennó; colaboração no roteiro de Lusa Silvestre e Gisele Vitória (Globoplay)
O Caso Evandro, escrito por Angelo Defanti, Arthur Warren, Ludmila Naves e Tainá Muhringer; pesquisa e colaboração de roteiro de Ivan Mizanzuk (Globoplay)
Sociedade do Cansaço, escrito por Laura Artigas e Henrique Melhado; argumento de Martina Franchini e Patrick Hanser (GNT)

MELHOR ROTEIRO DE PROGRAMA DE REALITY OU VARIEDADES

Big Brother Brasil 21; redação final de Rafael Chachê; redação por Cristiana Bittencourt, Clarissa Frajdenrajch, Camilla Gismondi, Chris Alcazar, Eduardo Belo, Jorge Pestana e Saulo Aride (Rede Globo)
Greg News com Gregorio Duvivier (5ª temporada); redação final de Gregorio Duvivier, Alessandra Orofino e Bruno Torturra; Arnaldo Branco e Eduardo Branco (redatores); e Isabel Pessanha (assistente de redação) (HBO)
Lady Night (6ª temporada); Caíto Mainier e João Marcos Rodrigues (chefes de roteiro); redação final de Tatá Werneck; roteiro de Caíto Mainier, David Beninca, Flavia Boggio, Franco Fanti, Guilherme Sousa, João Marcos Rodrigues, Leandro Muniz, Marco Gonçalves e Rafael Queiroga (Multishow)
Que História é Essa, Porchat? (3ª temporada); criação de Fabio Porchat; redação final de Paula Miller e Fabio Porchat; roteiro de Jô Hallack e Pedro Henrique França (GNT)
The Masked Singer Brasil (1ª temporada); coordenadora de conteúdo: Larri Andrade; roteiro de Jéssica Reis, Tomás Fleck, Letícia Bulhões Padilha e Priscila Nicolielo; e Aline Cabral (assistente de roteiro) (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO DE TELENOVELA

Além da Ilusão; novela de Alessandra Poggi; escrita com Adriana Chevalier, Letícia Mey, Flávio Marinho e Rita Lemgruber (Rede Globo)
Gênesis; novela de Camilo Pellegrini, Raphaela Castro e Stephanie Ribeiro; escrita com André Rodrigues, Ecila Pedroso, Jaqueline Corrêa, Marcos Ferraz, Meuri Luiza, Valéria Motta e Vânia Matos; supervisão de texto de Cristiane Cardoso (Rede Record)
Quanto mais vida, melhor!; novela de Mauro Wilson; escrita com Marcelo Gonçalves, Mariana Torres e Rodrigo Salomão (Rede Globo)
Um Lugar ao Sol; novela de Lícia Manzo; escrita com Leonardo Moreira e Rodrigo Castilho; colaboração de Carla Madeira, Cecília Giannetti, Dora Castellar e Marta Goés (Rede Globo)
Verdades Secretas 2; novela de Walcyr Carrasco; escrita com Márcio Haiduck, Nelson Nadotti e Vinícius Vianna (Globoplay)

PRÊMIO ABRAÇO | EXCELÊNCIA EM ROTEIRO
Ariel L. Ferreira
Andrea Yagui
Érica Sarmet
Gautier Lee
Natália Maia e Samuel Brasileiro
Nina Kopko

ROTEIRISTA DO ANO | PRÊMIO PARADISO
Ana Paula Maia
Arnaldo Branco
Felipe Braga
Ludmila Naves
Luiz Bolognesi

Foto: Marcos Hirano.

Araci Esteves e Joel Zito Araújo serão homenageados no 50º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor
Joel Zito Araújo: um dos homenageados deste ano.

A 50ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 12 e 20 de agosto, acaba de anunciar os nomes dos primeiros homenageados e importantes figuras do audiovisual brasileiro: a atriz gaúcha Araci Esteves, que receberá o Troféu Cidade de Gramado, e o diretor Joel Zito Araújo, que será honrado com o Troféu Eduardo Abelin.

Com sólida carreira no teatro, cinema e televisão, Araci Esteves é uma emblemática personalidade da história do audiovisual gaúcho. Nascida em Osório, mudou-se para Porto Alegre ainda no começo dos anos de 1950, onde posteriormente viria a cursar artes dramáticas na Universidade Federal do Estado, UFRGS. Foi uma das fundadoras do Grupo de Teatro Independente, inspirado pelos paulistanos Teatro de Arena e Teatro Oficina. Durante a década de 1970, excursionou pela Europa com a Companhia de Comédias, onde atuou ao lado de nomes como Dercy Gonçalves.

Seu primeiro trabalho no cinema foi no filme Um é pouco, dois é bom, do diretor Odilon Lopez. Em 2022, completam-se 25 anos de seu mais simbólico papel, a andarilha Anahy, do longa Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, filme considerado um marco para o cinema gaúcho e brasileiro. Em 2017, Araci deu vida à Anahy uma última vez para entregar o Troféu Oscarito à atriz Dira Paes, com quem contracenou em 1997. Clique aqui e confira os melhores momentos.

Sua última passagem nas telas de Gramado foi em 2018, com O Avental Rosa, dirigido por Jayme Monjardim. O amor pelo cinema e por Gramado é tão forte que Araci se tornou gramadense de coração, escolhendo a cidade como seu lar: “Me enternece porque é um acolhimento da cidade que eu escolhi para viver os últimos longos anos da minha vida”, disse.

Dira Paes e Araci Esteves em Gramado, em 2017.

Em reconhecimento ao trabalho realizado em prol do cinema brasileiro, do Festival de Cinema de Gramado e da cidade, a atriz Araci Esteves será homenageada com o Troféu Cidade de Gramado, que é dedicado a nomes ligados a Gramado e ao festival, contribuindo para o crescimento e divulgação da cidade e do evento. Entregue pela primeira vez em 2012 à atriz Eva Wilma, a mais jovem honraria entregue pelo festival completa sua primeira década em 2022. Tony Ramos, Ney Latorraca e Antonio Pitanga foram outros nomes homenageados.

Premiado diretor conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira, Joel Zito Araújo receberá o Troféu Eduardo Abelin, honraria concedida a diretores, cineastas e entidades de cinema pelo trabalho feito em benefício do cinema brasileiro. A honraria leva o nome de um dos pioneiros do cinema gaúcho, o diretor Eduardo Abelin. O cineasta Carlos Reichenbach foi o primeiro a receber, em 2001. Juntam-se a ele nomes como Cacá Diegues, Arnaldo Jabor, Canal Brasil, Carla Camurati e Laís Bodanzky.

Cineasta, roteirista e produtor, Araújo é doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e fez pós-doutorado no departamento de rádio, TV e cinema na University of Texas, em Austin, nos Estados Unidos, onde também foi professor. Em 1999, finalizou seu primeiro longa para a televisão, o documentário O efêmero estado União de Jeová, sobre uma revolta camponesa liderada por negros no norte do Espírito Santo. Em 2004, estreou seu primeiro longa-metragem de ficção, Filhas do Vento, vencedor de oito kikitos no Festival de Gramado. O aclamado filme teve ainda participações em festivais na Índia, China, França, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Burkina Faso.

Reconhecido internacionalmente, lançou, em 2013, o documentário Raça, filme codirigido com a vencedora do Oscar, Megan Mylan. Em 2019, fez a estreia mundial de Meu amigo Fela no Festival de Roterdã. Seu novo longa ficcional, O Pai da Rita, baseado em uma música de Chico Buarque, está em cartaz nos cinemas após ter passado por festivais em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Em maio deste ano, lançou a série PCC – Poder Secreto, em parceria com a plataforma de streaming HBO Max. A produção estreou como Top 1 no Brasil e despontou como Top 2 na América Latina.

Fotos: Divulgação e Edison Vara/Agência Pressphoto.

Conheça os vencedores do III Cine Caatinga

por: Cinevitor
Cena do curta A Botija, o Beato e a Besta-Fera, de Túlio Beat: premiado.

Foram anunciados neste domingo, 12/06, os vencedores da terceira edição do Cine Caatinga – Experiências Audiovisuais no Sertão, que apresenta diversas produções realizadas desde grandes centros do semiárido até rincões.

Além de promover a produção audiovisual, o festival estimula a disseminação de informação e iniciativas de preservação do bioma Caatinga, apresentando a região a partir da visão dos próprios produtores locais, principalmente.

Elaborado pelo artista plástico Emerson Silva, o troféu Cabrito Dourado, entregue aos vencedores, é uma homenagem ao animal que tanto representa o Vale do São Francisco, que tem o maior rebanho de caprinos no Brasil. Com curadoria de Wllyssys Wolfgang, a edição deste ano contou com mais de 30 mil votos do Júri Popular, que consagrou diversos títulos.

Conheça os vencedores do III Cine Caatinga:

MELHOR CURTA CAATINGUEIRO | FICÇÃO
A Botija, o Beato e a Besta-Fera, de Túlio Beat (PE)

MELHOR CURTA CAATINGUEIRO | DOCUMENTÁRIO
A Caatinga Vive!, de Helder Marreta (PB)

MELHOR CURTA CAATINGUEIRO | JÚRI POPULAR
1º lugar: Solo Negro, de Passos Júnior (RN)
2º lugar: Ritual de Penitência na Caatinga, de Wandreson Rodrigues de Lima
3º lugar: A Botija, o Beato e a Besta-Fera, de Túlio Beat (PE)

MELHOR CURTA ESTUDANTIL DA CAATINGA
Chaves da Confecção, de Hércules Monteiro (PE)

MELHOR DIREÇÃO CAATINGUEIRA
Antônio Galdino, por O Pato

MELHOR ATRIZ
Cecília Myrelle, por A Menina da Ilha

MELHOR ATOR
Alexandre Muniz, por P’s

MELHOR TRILHA SONORA
Redundância, por Jlb

MELHOR MONTAGEM/EFEITOS ESPECIAIS
A Botija, o Beato e a Besta-Fera, por Paulo César Araújo

MELHOR FOTOGRAFIA CAATINGUEIRA e PRÊMIO SUSTENTABILIDADE
Rio Mar, de Paloma da Silva Oliveira; fotografia de Tiago Scorza (PE)

PRÊMIO ESTÍMULO | LINGUAGEM EXPERIMENTAL
A Primeira Casa, de Alana Barbo (BA)

MELHOR CLIPE MUSICAL DA CAATINGA
Eu Sou o Sertão, de Fabiana Santiago (PE)

MENÇÃO HONROSA
D-20 Vermelha, de Djaelton Quirino (PE)
Chico e Flor: A Lenda do Rio Opará, de Antonio Veronaldo (PE)

Foto: Divulgação.