Elenco: Fábio Leal, Paulo Cesar Freire, Marcus Curvelo, Lucas Drummond, Vitória Liz, Bruce de Araújo.
Ano: 2022
Sinopse: Sozinho em seu apartamento, Francisco vê os dias passando com marasmo e ansiedade em um momento de recrudescimento da pandemia de Covid-19. Em sua solidão, é cada vez mais tomado pelo desejo do contato humano, e, em especial, do sexo. Após 10 meses sozinho em quarentena, ele quer transar. Disso, nascem formas alternativas de reencontros e a busca por uma maneira de tocar o outro com segurança.
*Filme visto na 10ª Mostra Tiradentes | SP.
*Clique aqui e assista ao programa especial com entrevista com o diretor.
Elenco: Luciano Pedro Jr., Matheus Nachtergaele, Jules Elting, Clara Pinheiro, Adélio Lima, Ane Oliva, Tavinho Teixeira, Alexandre Lima, Joelma Martins, Rizian, Camila Bastos, Isaar Franca, Valmir do Côco, Rubeuza Souza, Rafael Amancio, Sergio Oliveira, Paula Monteiro, Giovani Gomes, Nivaldo Nascimento, Nerisvaldo Alves, Black Jr., Okado do Canal, Hullipop, Ronald Silva, Henrique Daniel, Igor César, Lucas Carvalho, Ayrton Tavares, Anderson Dimas, Maryah Silva, Marcos Mercury, Tarcilio Pereira, Thaysa Maria de Silva, Zaia Brás, Severino Florêncio, Benicio Junior, Joel Duarte, Bruno Kwang Soo Cha, Stiven Wei, Mucio Filho, João Paulo, Almir Nelson dos Santos, William Joao de Brito, Alain Antonio Silva, Anna Clara Senna, Camilly Beatriz Ferrreira, Ítalo Cauã Silva, Lucas Daniel Lopes, Nicolas Gabriel Ferreira, Sofia Silva dos Santos, Tarcila Terto de Lima, Vinícius Terto de Lima.
Ano: 2021
Sinopse: Uno tem um dom fantástico: ele consegue se comunicar com carros. Quando uma nova lei proíbe a circulação de carros velhos e coloca a empresa de táxi do seu pai em perigo, o rapaz busca orientação com seu melhor amigo de infância, um carro de inteligência extraordinária. Junto com seu tio, um mecânico inventivo, eles armam um plano para burlar a lei, transformando carros velhos em novos. O carro renasce e seu nome é Carro Rei, que pode falar, pode ouvir, pode até se apaixonar. Um carro que tem planos para todos.
*Filme visto no 49º Festival de Cinema de Gramado.
Primeiro longa solo do diretor recifense Fábio Leal, Seguindo Todos os Protocolos fala sobre a solidão do isolamento social na fase mais aguda da pandemia de Covid-19. O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30/06, pela Sessão Vitrine.
Exibido no 11º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e consagrado na 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes com o Prêmio Helena Ignez para a produtora executiva Juliana Soares, a comédia dramática resgata dois personagens do último curta-metragem do diretor, Reforma, e acompanha Chico, interpretado também por Leal, que, sozinho em seu apartamento, vê os dias passando com marasmo e ansiedade em um momento de recrudescimento da pandemia. Em sua solidão, é cada vez mais tomado pelo desejo do contato humano, e, em especial, do sexo. Disso, nascem formas alternativas de reencontros e a busca por uma maneira de tocar o outro com segurança.
Fábio Leal, que também dirigiu o curta O Porteiro do Dia, explica que não sentiu um peso grande ao dirigir seu primeiro longa sozinho; ele já fez Deus tem AIDS, codirigido por Gustavo Vinagre e ainda inédito, e o coletivo Furious Desires: “Foi um desdobramento natural. Acho que já tinha tanta tensão pelo momento em que estávamos da pandemia, o orçamento restrito do filme e eu dirigir e protagonizar ao mesmo tempo que eu nem me permiti pensar em nada mais”. Como ator, Leal trabalhou em seus curtas e também no longa Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, e conta que atuar o ajuda, como diretor, a compreender que não existe uma fórmula.
Além de Fábio, Seguindo Todos os Protocolos conta também com Paulo Cesar Freire, Marcus Curvelo, Lucas Drummond, Vitória Liz e Bruce de Araújo no elenco. A fotografia é assinada por Gustavo Pessoa; a montagem é de Matheus Farias e Pedro Giongo; e Amanda Guimarães assumiu a direção de produção.
Para falar mais sobre o longa, conversamos com o diretor durante a 11ª edição do Olhar de Cinema, em Curitiba, que exibiu o filme na mostra Olhares Brasil. Fábio falou sobre a ideia do projeto, Lei Aldir Blanc, confinamento, a importância das cenas de sexo, ensaios, como se dividir entre as funções de diretor e ator no set e a expectativa para o lançamento.
A produtora é a primeira mulher a assumir a presidência da entidade.
A produtora carioca Renata Almeida Magalhães assume a presidência da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais no próximo dia 1º de julho. Eleita pelo Conselho Deliberativo para o biênio 2022-2024, ela ocupa o cargo que, desde 2018, era do produtor Jorge Peregrino, tornando-se a primeira mulher à frente da mais importante entidade do setor audiovisual do país.
A nova diretoria será composta por Paulo Mendonça (vice-presidente), Bárbara Paz (diretora secretária) e três novos membros: Jeferson De (diretor de comunicação), Ariadne Mazzetti (diretora financeira) e Allan Deberton (diretor social).
Jorge Peregrino, que continua no conselho, decidiu deixar a presidência após quatro anos. Sua gestão teve início em 2018, depois do falecimento do então presidente Roberto Farias. Nesse período, promoveu grandes avanços, com destaque para a conquista da independência na escolha do filme que representa o Brasil no Oscar. Em 2020, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais foi reconhecida oficialmente pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, como a única entidade credenciada para indicar o longa que representa o Brasil na categoria de melhor filme internacional. Antes, a seleção era feita pelo governo federal, através do extinto Ministério da Cultura.
Outra importante conquista na gestão de Jorge Peregrino foi o reconhecimento da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, que este ano designou à Academia Brasileira a responsabilidade de escolher o longa brasileiro que disputa uma vaga no Prêmio Goya na categoria melhor filme ibero-americano.
A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais também conseguiu realizar ininterruptamente o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, apesar das dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 nos últimos dois anos. Em 2022, a principal premiação do setor audiovisual voltará ao formato presencial, já sob gestão de Renata Almeida Magalhães, com cerimônia marcada para o dia 10 de agosto, na Cidade das Artes, Rio de Janeiro.
Renata Almeida Magalhães é uma das produtoras mais atuantes do setor audiovisual brasileiro. Graduada em Direito e especializada em legislação de incentivo fiscal para cultura, estreou no cinema aos 17 anos como diretora do curta-metragem Vitória, realizado em 1979. Em seguida foi assistente de direção no longa Menino do Rio (1981), de Antônio Calmon. Mas, depois de acompanhar as filmagens de Quilombo (1983), de Carlos Diegues, e de transformar a experiência em um documentário, passou a focar sua carreira na produção de longas e, posteriormente, comerciais e videoclipes musicais.
Produziu diversos filmes de Cacá Diegues, como Um Trem para as Estrelas, Dias Melhores Virão, Tieta do Agreste, O Melhor Amor do Mundo, Orfeu e O Grande Circo Místico. Produziu sozinha e colaborou no roteiro de Deus é Brasileiro, filme que levou mais de 1,6 milhão de espectadores ao cinema. Assinou a produção da série documental Favela Gay: Periferias LGBTQI+, de Rodrigo Felha, para o Canal Brasil, e do longa Aumenta que é Rock and Roll, de Tomás Portela, que está em finalização e será lançado em breve nos cinemas. Renata foi também coprodutora de Cinema Falado, de Caetano Veloso, e produtora executiva de Dedé Mamata, de Rodolfo Brandão.
Em breve nas telonas: a trajetória da maior dupla de funk melody do país.
Depois de seis semanas de filmagens, Nosso Sonho, dirigido por Eduardo Albergaria e produzido por Leonardo Edde, acaba de ser rodado no Rio de Janeiro. A trajetória da maior dupla de funk melody do país, formada pelos amigos Claudinho e Buchecha, que conquistaram o Brasil com hits como Só Love e Fico Assim Sem Você, ganhará as telas de cinema.
Sob o ponto de vista de Buchecha, a trama revelará o nascimento dessa amizade, quando ainda eram crianças em uma comunidade de Niterói, e a força de superação dessa dupla diante dos dramas e tragédias. Tudo isso embalado pelo ritmo contagiante e a poesia da periferia que conquistou gerações e nem a morte trágica do Claudinho foi capaz de interromper.
Juan Paiva, de M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, interpreta Buchecha, e Lucas Penteado, de Espero Tua (Re)volta, faz sua estreia em longa-metragem de ficção como Claudinho. Os dois já trabalharam juntos em Malhação: Viva a Diferença. Na fase da infância, os papéis principais ficaram a cargo de Vinicius Boca de 09 e Gustavo Coelho, como Claudinho e Buchecha respectivamente.
No elenco também se destacam Tatiana Tiburcio e Nando Cunha, que interpretam Dona Etelma e Souza, os pais do Buchecha; Lellê Landim e Clara Moneke são Rosana e Vanessa, as namoradas dos músicos; e participações especiais de Antonio Pitanga como Seu Américo, Isabela Garcia como Dona Judite, e FP do Trem Bala e Gabriel do Borel como a dupla Cidinho & Doca.
Ritmo contagiante e a poesia da periferia.
“Queremos colocar o cinema para dançar. São muitas cenas de baile funk e muita música. Por isso era tão importante ter dois atores que, além de atuar muito bem, também tivessem a música no coração. Juan e Lucas já eram amigos e estão ainda mais próximos agora nas filmagens. São a dupla perfeita para contar essa história de dois meninos de periferia que ganharam o coração do país com suas canções”, disse o diretor Eduardo Albergaria, de Happy Hour.
O cantor Buchecha e a agência Atabaque assinam a produção musical do longa. Além da trilha sonora, a Urca Filmes está desenvolvendo junto com esta agência uma série de lançamentos musicais associados ao filme, reunindo diferentes gerações de funkeiros.
Com roteiro de Eduardo Albergaria, Daniel Dias, Mauricio Lissovsky e Fernando Velasco, o longa é uma produção da Urca Filmes, em coprodução com a Riofilme, Telecine e Warner Bros Distributing. Com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual e BBDTVM, a distribuição nos cinemas será realizada pela Manequim Filmes.
Mariah Teixeira em A Vida São Dois Dias, de Leonardo Mouramateus.
O FIDMarseille, Festival Internacional de Cinema de Marselha, é reconhecido como uma fonte de novos cinemas, com uma programação plural que apresenta, em destaque, documentários, mas também filmes de ficção.
Para esta 33ª edição, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de julho, 2.734 filmes foram inscritos, sendo 42% dirigidos por mulheres. Ao total, 123 títulos, de 37 países, foram selecionados. As exibições acontecem em cinemas, teatros, bibliotecas, galerias de arte e anfiteatros ao ar livre em toda a cidade, localizada no sul da França.
Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com algumas obras, entre elas, A Vida São Dois Dias, do cineasta cearense Leonardo Mouramateus, na Competição Internacional. Na trama, a pacata rotina de Rómulo, no Rio de Janeiro, muda da noite para o dia quando um acidente dá início a uma onda de eventos absurdos. Longe dali, Orlando, seu irmão gêmeo e negociante de obras raras, tenta comprar o livro de uma estudante brasileira com problemas financeiros. O elenco conta com Mauro Soares, Mariah Teixeira, Sara Hana, Nuno Lucas, Rita Azevedo Gomes, Helena Lessa e Jorge Polo.
O júri da Competição Internacional será presidido pela cineasta Mati Diop e contará também com: Ted Fendt, diretor americano; João Pedro Rodrigues, cineasta português; o crítico de cinema austríaco, Patrick Holzapfel; e Bani Khoshnoudi, diretora iraniana.
Na mostra First Film Competition, mais duas produções brasileiras ganham destaque. Em Vermelho Bruto, de Amanda Devulsky, quatro mulheres tornam-se mães durante a adolescência, na década após o início do período chamado redemocratização brasileira (1985-1995). É 2018 e, em Brasília, os seus arquivos domésticos misturam-se enquanto elas concebem novas imagens. O elenco conta com Jô Carvalho, Fabiana Matos, Eunice Oliveira e Alessa Machado.
Já em Maputo Nakuzandza, de Ariadine Zampaulo, uma coprodução entre Brasil e Moçambique, jovens saem de uma festa e nos quintais senhoras iniciam o dia. Um homem corre, uma mulher chega de viagem, um turista passeia, um trabalhador apanha o transporte público e a rádio Maputo Nakuzandza anuncia o desaparecimento de uma noiva. O elenco conta com Sabina Tembe, Fernando Macamo, Luis Napaho, Silvana Pombal, Eunice Mandlate, Malua Saveca, Paulo Zacarias, Salvado Mabjaia, Domingos Bié e Maria Clotilde Guirrugo.
Na mostra Other Gems, o Brasil aparece com o documentário Filme Particular, de Janaína Nagata. A partir de um rolo de filme comprado pela internet sem conhecimento sobre seu conteúdo, a realizadora inicia uma investigação, também on-line, que vai revelar segredos inesperados sobre as imagens presentes naquele material de arquivo familiar.
O filme de abertura desta edição será o romance francês Chronique d’une liaison passagère, de Emmanuel Mouret, com Sandrine Kiberlain e Vincent Macaigne no elenco. Além disso, o festival apresentará uma retrospectiva do cineasta catalão Albert Serra e exibirá seu novo filme, Tourment sur les îles; um programa especial dedicado ao ator e diretor francês Mathieu Amalric; e uma seleção com treze curtas-metragens, desenvolvida em colaboração com o crítico e cineasta inglês Neil Young, dirigidos por jovens realizadores ucranianos.
Depois de dois anos em formato on-line, o Festival de Cinema de Vitória realizou uma edição especial entre os dias 21 e 25 de junho; um desdobramento da primeira parte do evento, que aconteceu virtualmente em novembro do ano passado.
O 28º Festival de Cinema de Vitória: Reencontro apresentou uma seleção de 30 filmes, entre curtas e longas-metragens, premiados com o Troféu Vitória e que foram exibidos em 2021. O público conferiu produções em programas especiais preparados pela curadoria, três sessões especiais com filmes convidados, o lançamento da edição física dos cadernos das homenageadasMarcélia Cartaxo e Margarete Taqueti, além de oito oficinas com foco nas diversas etapas da produção audiovisual.
Na noite de encerramento, foi exibido o longa inédito Serial Kelly, dirigido por René Guerra. O filme acompanha a trajetória de Kelly, interpretada por Gaby Amarantos, uma artista em busca de reconhecimento, com uma intuição criativa muito aguçada, mas que sofre pela ausência de oportunidades em sua carreira. Conforme ela cumpre sua agenda de shows pelo sertão, a cantora de forró eletrônico também vai deixando um rastro de sangue pelo caminho. Quando passa a ser investigada pelos assassinatos de três homens, sua turnê mambembe também se transforma numa estratégia de fuga. De estrela ascendente ela se torna uma heroína marginal.
Com roteiro de Marcelo Caetano e René Guerra, Serial Kelly foi todo rodado em Alagoas. O elenco conta também com Paula Cohen, Thomás Aquino, Pedro Wagner, Thardelly Lima, Igor de Araújo, Roberta Gretchen, entre outros. Produzido pela Bananeira Filmes, o filme será distribuído pela Vitrine Filmes.
René Guerra estreou no cinema com o curta-metragem Os Sapatos de Aristeu, em 2008; a produção foi um dos filmes nacionais mais premiados daquele ano, com 37 prêmios nacionais e internacionais. Dirigiu também os curtas O Olho e o Zarolho e Vaca Profana; e o longa Guigo Offline, grande vencedor do 25º Festival Mix Brasil, em 2017.
A equipe do filme no festival.
Para apresentar Serial Kelly em Vitória, o diretor marcou presença no evento ao lado da atriz Paula Cohen e da produtora Elaine Azevedo e Silva, representante da Bananeira Filmes. No palco do Teatro Glória, fez um discurso emocionante: “Toda equipe de cinema deveria estar em estado de vulnerabilidade para saber o que é a função de um ator. No Vaca Profana e em todos os meus curtas que passaram aqui, sempre coloquei os atores como representantes dos filmes. Roberta Gretchen, que não tinha pudor em dizer que era uma profissional do sexo, saiu deste festival dizendo que era atriz”.
E completou: “Nós vamos sobreviver. Um país sem cultura é um país sem nada. Eu vou ficar mais radical possível no sentido artístico e o que eles não querem ver, eu vou mostrar. Agradeço todas as mulheres da equipe, que são mulheres fortes e que, inclusive, sobreviveram ao machismo estrutural dentro do set. Sem Elaine [produtora], esse filme não estaria aqui. Sem a Paula [atriz], não estaria na luminosidade. Gaby, eu sei que você está aqui. Eu te amo, te honro. Você foi foda!”.
A produtora Elaine Azevedo e Silva também discursou: “Estamos muito felizes e honrados em participar do festival. É importante passar o filme pela primeira vez ao público em um festival que prestigia o acesso ao público, que ultrapassa o muro do cinema e que vai atrás do espectador de verdade”. A atriz Paula Cohen completou: “Quando eu li esse roteiro pela primeira vez, fui atravessada por um lugar muito profundo. Eu acho que esse filme vai entrar em um lugar de destruir velhos padrões. É um filme que vem com um pé na porta”.
Depois da exibição do filme, foi realizado um grande show, com entrada franca, que marcou o lançamento do festival musical Tenda Lab. No Parque da Prainha, em Vila Velha, se apresentaram: a cantora Letrux, os DJs Amigos da Onça e a Banda Malacaxeta, com participação da atriz e cantora Letícia Persiles.
*O CINEVITOR esteve em Vitória e você acompanha a cobertura por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Neste ano, Manguebit, de Jura Capela, foi o grande vencedor da Competição Nacional segundo o Júri Oficial, que foi formado por André Barcinski, Andréa Alves, Beth Formaggini e Juliana Vicente. A justificativa diz: “O primeiro prêmio vai para um filme que, com um trabalho exuberante de recuperação de acervo e montagem, eterniza um movimento não apenas musical, mas cultural, que uniu os sons pernambucanos com a música do mundo e criou um estilo único: o manguebit”.
O longa, que será exibido na edição do In-Edit Barcelona, conta a história de um dos mais importantes movimentos culturais das últimas décadas, o Manguebeat, através de depoimentos de seus criadores, companheiros, herdeiros, produtores e músicos.
O júri concedeu ainda um Prêmio Especial para Cafi, de Lirio Ferreira e Natara Ney, “pela beleza de suas imagens e a liberdade narrativa desse tributo a um grande criador de imagens, muitas delas dedicadas a artistas e capas de discos icônicos da música brasileira”, e uma Menção Honrosa para o documentário Alan, de Daniel Lisboa e Diego Lisboa (Irmãos Lisboa), “pelo processo de realização e por revelar um personagem único, que usou a força de sua arte para levar beleza a seu mundo tão duro”.
Vale lembrar que todos os filmes da Competição Nacional serão exibidos no domingo, 26/06, na Cinemateca Brasileira. O vencedor ganha ainda uma sessão extra na quarta-feira, 29/06, às 18h30, no CineSesc.
Conheça os vencedores do 14º In-Edit Brasil:
MELHOR FILME Manguebit, de Jura Capela
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Cafi, de Lirio Ferreira e Natara Ney
MENÇÃO HONROSA Alan, de Daniel Lisboa e Diego Lisboa(Irmãos Lisboa)
Leonardo Villar em A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos.
A SAC, Sociedade Amigos da Cinemateca, foi fundada em 1962 com o objetivo de articular apoio dos poderes públicos e da iniciativa privada para obter os recursos materiais necessários ao desenvolvimento dos trabalhos da Cinemateca Brasileira. No núcleo desta empreitada estavam Dante Ancona Lopez, publicitário e distribuidor de filmes, Florentino Llorente e Paulo Sá Pinto, exibidores, e Rudá de Andrade, Conservador-Adjunto da Cinemateca.
A ideia havia sido lançada em 1957 por Paulo Emílio após o primeiro incêndio na Cinemateca. Ao constatar a fragilidade da instituição e analisar as relações dela com as esferas políticas e sociais e o impacto da tragédia na opinião pública, concluiu: “Se todos se agruparem numa Sociedade de Amigos da Cinemateca Brasileira será evitado um colapso cuja consequência impediria por tempo indeterminado que o nosso país continue participando do mais importante fenômeno de aprofundamento da cultura democratizada no mundo moderno: a aproximação cultural do cinema”.
A SAC foi constituída oficialmente no dia 2 de julho de 1962. Seu primeiro presidente foi Dante Ancona Lopez, que também exerceu o cargo de diretor, juntamente com Florentino Llorente, João Guilherme de Oliveira Costa e Rui Nogueira Martins. Rudá de Andrade era responsável pela orientação técnica, Jean-Claude Bernardet coordenava as publicações, enquanto Alexandre Wollner orientava a identidade gráfica.
A proposta de Dante Ancona Lopez era oferecer filmes de arte “que geram polêmica, que possuem um valor estético e apresentam um testemunho político-social”. Daí o slogan Espetáculo Polêmica Cultura, que reforçava o perfil da sala como um espaço de estímulo mais amplo à cultura cinematográfica. A partir da inauguração do Cine Coral, Dante criou o conceito de cinema de arte em São Paulo.
Para celebrar os 60 anos da fundação da SAC, a Cinemateca Brasileira organizou uma mostra dividida em três blocos, reproduzindo a prática de programação da época. Ao longo do evento, os familiares de Dante Ancona Lopez farão a doação do acervo do empresário à instituição.
A mostra Espetáculo Polêmica Cultura, que acontecerá entre os dias 30 de junho e 10 de julho, contará com uma homenagem a Dante Ancona Lopez e a primeira exibição pública no país da cópia restaurada de Deus e o Diabo na Terra do Sol, que passou recentemente pelo Festival de Cannes.
Confira a programação:
PROGRAMAÇÃO 1: GRANDES ESTREIAS NACIONAIS
Muitos dos grandes nomes do cinema brasileiro exibiram seus filmes pela primeira vez em uma das salas administradas pela SAC. A Mostra SAC vai apresentar clássicos do nosso cinema, entre os quais, Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha; Garrincha, Alegria do Povo, de Joaquim Pedro de Andrade; e A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos.
PROGRAMAÇÃO 2: GRANDES ESTREIAS INTERNACIONAIS
Dante Ancona Lopez trouxe filmes raríssimos de diversos países para as salas da SAC, ajudando a formar o público cinéfilo de São Paulo. A mostra contará com sessões dos espetaculares Faraó, de Jerzy Kawalerowicz; O Momento da Verdade, de Francesco Rosi; dos polêmicos A Passageira, de Andrzej Munk e Witold Lesiewicz, Os Subversivos, dos irmãos Taviani; e do raro O Crime da Aldeia Velha, de Manuel Guimarães; além de Um Cão Andaluz e O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel; Mickey One, de Arthur Penn; Cinzas e Diamantes, de Andrzej Wajda; entre outros.
PROGRAMAÇÃO 3: FILMES EXIBIDOS NAS INAUGURAÇÕES DAS SALAS
Os cinemas e auditórios programados pela SAC desde 1962 sempre foram reconhecidos como singulares centros de formação cultural. Gerações de artistas, intelectuais e cinéfilos frequentaram esses espaços e puderam conhecer e tomar gosto pelos filmes de arte e, ao mesmo tempo, reconhecer a importância da Cinemateca Brasileira e de seu acervo-repertório na formação de uma sólida cultura cinematográfica. A Mostra SAC traz todos os filmes que foram exibidos na abertura de cada uma das salas programadas pela organização. Confira:
Cine Coral Projetado pelo arquiteto Túlio Ficarelli, o cinema foi inaugurado em 1958, na Rua 7 de Abril, 381, com a exibição do filme Esses Maridos, de Luigi Comencini.
Cine Picolino Inaugurado em 1955, a sala localizada na Rua Augusta 1513 (ao lado do prédio ocupado hoje pelo Espaço Itaú de Cinema), era propriedade da empresa Rilo de Cinemas e Hoteis S.A. e também integrava o circuito da Cia. Serrador. A partir de março de 1965, a Serrador e a SAC passaram a programar as atividades do Picolino. Para a inauguração dessa nova fase, foi lançado o filme italiano Os Amantes de Florença, de Carlo Lizzani, com Marcelo Mastroianni no elenco. O evento mereceu um elogioso artigo de Glauber Rocha no Diário Carioca.
Cine Scala O Scala, localizado na rua Aurora, 720, Santa Ifigênia, foi inaugurado em 1962 com uma sessão de Ópera dos Pobres, de George W. Pabst. No ano seguinte, um incêndio destruiu suas instalações. A partir de 1965, já recuperado, passou a integrar o circuito de cinemas de arte da Cia. Serrador, acolhendo as programações da SAC, em paralelo às atividades do Cine Picolino.
Auditório do Museu de Arte de São Paulo No final de 1962, a SAC passou a promover atividades no auditório do MASP. No início de 1963, foram feitas reformas nas instalações e adequação das cabines de projeção. Em março, na solenidade que marcou o início das atividades da SAC no Museu, foi apresentado o filme Harakiri, de Masaki Kobayashi, que um mês depois seria exibido em Cannes como representante oficial do Japão.
Belas Artes Em 14 de julho de 1967, foi inaugurado o Cine Belas Artes, com a exibição da comédia Os russos estão chegando! Os russos estão chegando!, dirigido por Norman Jewison, indicado a quatro categorias do Oscar e ganhador do Globo de Ouro de melhor comédia. A pretensão inicial era exibir um filme de autor, mas a Serrador preferiu obra mais comercial para a inauguração. Além de programações comerciais e das sessões especiais transferidas do Picolino, o Belas Artes acolheu outras manifestações artísticas (apresentações musicais, peças teatrais e exposições), buscando se tornar um verdadeiro centro de cultura. O lema Espetáculo Polêmica Cultura foi incorporado à marca do novo cinema.
Sala Cinemateca Por oito anos, a Sala Cinemateca ocupou o espaço do antigo Cine Fiametta, na rua Fradique Coutinho (atual Cinesala). Em sua inauguração, foi exibida a versão restaurada de A paixão de Joana D’Arc, de Carl Theodor Dreyer, mesma obra projetada à época da inauguração da Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo (embrião da Cinemateca Brasileira). O filme integrava o ciclo inaugural da sala, intitulado Cinemateca 40 anos, composto por obras expressivas do acervo da instituição.
Os ingressos para a mostra são gratuitos e distribuídos uma hora antes de cada sessão.
Cena do documentário brasileiro Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi.
A Outfest é uma organização LGBTQIA+ global de artes, mídia e entretenimento com programas que capacitam artistas, comunidades e cineastas que transformam o mundo com suas histórias. Com a missão de dar visibilidade aos profissionais LGBTQIA+, também abre caminhos que destacam trabalhos destes artistas.
O Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival é um dos eventos mais consagrados do mundo que aborda temáticas LGBTQIA+ e promove a igualdade por meio de narrativas criativas. Neste ano, acontecerá entre os dias 14 e 24 de julho, com exibições presenciais e virtuais.
Para esta 40ª edição, mais de 200 títulos, de 29 países, serão exibidos. O filme de abertura será o romance Tudo é Possível, no original Anything’s Possible, dirigido por Billy Porter, conhecido pela série Pose. Já na noite de encerramento, será exibido o suspense They/Them, de John Logan, em estreia mundial.
Neste ano, o cinema brasileiro se destaca com diversas produções, entre elas, o longa Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira, na mostra Narrative Features. O filme, que já está em cartaz nos cinemas, se passa no começo dos anos 1980, em Vitória, Espírito Santo, e acompanha membros da comunidade LGBTQIAP+ que buscam formas de resistir à epidemia de AIDS. O elenco conta com Johnny Massaro, Renata Carvalho, Vitor Camilo, Clara Choveaux, Alex Bonin, Higor Campagnaro, entre outros.
Ainda na mesma mostra, o brasileiro Marte Um, de Gabriel Martins, que foi exibido no Festival de Sundance deste ano, ganha destaque. O filme retrata uma família negra de classe média baixa, que vive às margens de uma grande cidade brasileira após a decepcionante posse de um presidente de extrema direita. O elenco conta com Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião e Cícero Lucas.
Cena do curta paraibano Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima.
O terceiro longa brasileiro selecionado para a mostra Narrative Features foi Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre, grande vencedor do Teddy Award deste ano. A trama mostra jovens queer em São Paulo desafiando tanto o vírus quanto o fracasso político de seu governo. O elenco conta com Pedro Ribeiro, Jonata Vieira e Isabella Pereira; com participações especiais de Cida Moreira, Carlos Escher, Víctor Ivanon, Julia Katharine, Gilda Nomacce, Majeca Angelucci, Nilceia Vicente, Everaldo Pontes, Gabriel Stippe, Inês Brasil, Filipe Rossato e Lizette Negreiros.
Na mostra Short Films, o cinema brasileiro marca presença com: o curta-metragem paraibano Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima, com Danny Barbosa, Lay Gonçalves, Manoa Vitorino, Margarida Santos e William Cabral; e com o premiado Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet, que traz Zélia Duncan, Bruna Linzmeyer, Camila Rocha, Clarissa Ribeiro e Lorre Motta no elenco.
Outro destaque nacional é o documentário Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi, uma coprodução com Estados Unidos, na mostra Documentary Features. Nesta odisseia poética e visualmente hipnótica pela floresta amazônica, o artista indígena Uýra aproveita o poder de interconexão de suas identidades nativas, queer e trans para abrir um caminho de ativismo ecológico e orgulho LGBTQ+ em grandes cidades e pequenas aldeias.
A programação conta também com estreias mundiais, entre elas: o documentário Stay on Board: The Leo Baker Story, dirigido por Nicola Marsh e Giovanni Reda; o suspense Phea, de Rocky Palladino, protagonizado por Sherika Sherard; a comédia Youtopia, dirigida por Scout Durwood; o documentário Art and Pep, de Mercedes Kane; entre outros.
Nesta edição de aniversário, o Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival também realizará uma exibição especial do drama Longe do Paraíso, de Todd Haynes, protagonizado por Julianne Moore, que completa 20 anos de seu lançamento.
Elenco: Michelle Yeoh, Ke Huy Quan, Stephanie Hsu, Jamie Lee Curtis, James Hong, Tallie Medel, Jenny Slate, Harry Shum Jr., Biff Wiff, Sunita Mani, Aaron Lazar, Brian Le, Andy Le, Narayana Cabral, Chelsey Goldsmith, Craig Henningsen, Anthony Molinari, Dan Brown, Anthony Nanakornpanom, Cara Marie Chooljian, Randall Archer, Efka Kvaraciejus, Peter Banifaz, Audrey Wasilewski, Li Jing, Dylan Henry Lau, Peter Boon Koh, Timothy Eulich, Daniel Scheinert, Michiko Nishiwaki, Jane Lui, Jason Hamer, Timothy Ralston, Hiroshi Yada, Elle Alexander, Emmett Ferguson, Freya Fox, Waymond Lee, Amanda MacLeod, Randy Newman, Pablo Ramos, D.Y. Sao.
Ano: 2022
Sinopse: Evelyn Wang é uma imigrante chinesa que se envolve por acaso em uma aventura multidimensional que coloca o destino de todos os universos em suas mãos; e também a faz questionar quem ela é para si mesma e sua família. As realidades estão se fundindo, e a linha entre o normal e o insano está prestes a desaparecer.
O documentário revisita a passagem de Orson Welles por Fortaleza.
Depois de passar por mais de 20 festivais em 10 países, o longa-metragem cearense A Jangada de Welles chega aos cinemas a partir desta quinta-feira, 23/06. O documentário, dirigido por Firmino Holanda e Petrus Cariry, retorna à fascinante experiência de Orson Welles no Brasil durante a gravação de It’s All True, especificamente a passagem do cineasta pela praia de Iracema e dunas do Mucuripe, em Fortaleza, em junho de 1942.
As filmagens, também lembradas pela trágica morte do jangadeiro cearense Manuel Jacaré, no Rio de Janeiro, se estenderiam pelo mês de julho na capital cearense, com imagens ainda sendo posteriormente registradas em Recife e Salvador.
Firmino Holanda, pesquisador e autor do livro Orson Welles no Ceará, afirma que Welles, antes de filmar em Fortaleza, já contava com as imagens cariocas que recriavam a chegada da jangada São Pedro ao Rio de Janeiro, tripulada por Manuel Jacaré, Jerônimo, Tatá e Manuel Preto. Este fato histórico ocorrera no ano anterior, em 15 de novembro de 1941, depois de 61 dias de travessia pelo mar Atlântico. A viagem, que chamou atenção de Welles, através da revista norte-americana Time, pela determinação dos envolvidos, os levou até o presidente Getúlio Vargas, para apresentar-lhe reivindicações trabalhistas da classe.
Vindo ao Brasil para registrar um segmento sobre carnaval carioca, Welles decidiu encontrar e filmar esses jangadeiros, criando um outro episódio para o longa It’s All True. Neste, a comunidade de pescadores, em Fortaleza, colaborou com a produção, fornecendo intérpretes principais e figurantes, engajando-se no movimento encabeçado pelo cineasta americano.
“Em 19 de maio de 1942, durante os trabalhos no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, um acidente tirou a vida de Jacaré, que sumiu nas águas do mar. Welles, que muito o admirava, sentiu-se mais ainda obrigado a concluir seu episódio, isto quando os produtores já demonstravam desinteresse pelo projeto It’s All True, de modo geral. Isidro, irmão do desaparecido herói jangadeiro, o substituiu discretamente nas imagens feitas no Ceará, a partir de junho de 1942, atuando ao lado de Manuel Preto, Tatá e Jerônimo”, lembra Firmino.
A comunidade de pescadores, em Fortaleza, colaborou com a produção.
Holanda ainda ressalta que a equipe de Welles veio a Fortaleza bastante reduzida, formada pelo assistente Richard Wilson, sua esposa Elizabeth Wilson e a secretária Shifra Haran. Técnicos ligados à produtora carioca Cinédia, que cedeu a câmera principal utilizada, também participaram, sendo estes o diretor de fotografia George Fanto, seu assistente Reginaldo Calmon e Roberto Cavalieri, responsável pelo som guia.
“A gravação ainda contou com o apoio da Aba Film, empresa de Adhemar Bezerra Albuquerque, pioneiro do cinema cearense, que emprestou uma outra câmera para o filme, mais leve, que posteriormente se perderia no mar. Juntaram-se também ao grupo visitante o fotógrafo still Chico Albuquerque e a educadora Aída Balaio, que colaborou nos contatos no Mucuripe e na tradução, para que Welles se comunicasse com os intérpretes locais”, continua.
Essa não é a primeira vez que Holanda e Cariry se debruçam na coleta de depoimentos e de imagens de arquivo para falar sobre a jornada de Welles no Brasil. Em 2005, os dois dirigiram o média-metragem para a televisão Cidadão Jacaré, projeto do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DOCTV). Para Cariry, esse passo inicial foi muito importante não apenas para se conectar com os registros históricos sobre Welles no Brasil, mas também na parceria que seria construída com Holanda.
“Desde então, passamos a trabalhar juntos em diversos projetos dirigidos por mim, tanto de curta quanto de longa-metragem, em que ele colabora e assina também como roteirista e montador de vários deles. Poder ampliar a nossa visão sobre Welles no Ceará em A Jangada de Welles foi mais um desafio para o nosso trabalho em dupla, um esforço de pesquisa imenso para tentar mergulhar nessa história com a ajuda de estudiosos, intelectuais, participantes originais das filmagens e parentes do próprio Jacaré”, finaliza Cariry.
Com distribuição da Sereia Filmes, o longa foi premiado na 24ª edição do FAM, Florianópolis Audiovisual Mercosul, e exibido em diversos países, como, Estados Unidos, Chile, Espanha, Portugal, Argentina, França, Colômbia, Reino Unido.