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Oscar 2018: 92 países disputam o prêmio de melhor filme estrangeiro

por: Cinevitor

oscarestrangeiro17Vladimir Brichta: protagonista do representante brasileiro.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta quinta-feira, 05/10, a lista oficial com os filmes elegíveis que estão na disputa pela estatueta dourada de melhor filme estrangeiro no Oscar 2018.

Neste ano, em número recorde, 92 países foram classificados, entre eles: Laos, Moçambique, Haiti, Honduras, Senegal e Síria, candidatos pela primeira vez. Em dezembro, antes do anúncio final dos indicados, a Academia reduz essa lista para nove longas. Desse grupo, saem os cinco finalistas que serão apresentados no dia 23 de janeiro. A cerimônia está marcada para o dia 4 de março, em Los Angeles, e o Brasil está na disputa com Bingo: O Rei das Manhãs, dirigido por Daniel Rezende, que já foi indicado ao Oscar, em 2004, na categoria de melhor edição por Cidade de Deus.

Uma das regras da categoria, que foi criada em 1956, é que os filmes apresentados devem ser primeiramente lançados nos cinemas de seus respectivos países entre 1º de outubro de 2016 e 30 de setembro de 2017.

Confira a lista completa com os 92 filmes estrangeiros candidatos ao Oscar 2018:

AFEGANISTÃO: Namai ba rahis gomhor (A Letter to the President), de Roya Sadat
ALEMANHA: Em Pedaços (Aus dem Nichts/In the Fade), de Fatih Akin
ÁFRICA DO SUL: Os Iniciados (Inxeba/The Wound), de John Trengove
ALBÂNIA: Dita zë fill (Daybreak), de Gentian Koçi
ARGÉLIA: La route d’Istanbul (Road to Istanbul), de Rachid Bouchareb
ARGENTINA: Zama, de Lucrecia Martel
ARMÊNIA
: Yeva, de Anahit Abad
AUSTRÁLIA: The Space Between, de Ruth Borgobello
ÁUSTRIA: Happy End, de Michael Haneke
AZERBAIJÃO
: Pomegranate Orchard, de Ilgar Najaf
BANGLADESH: Khacha (The Cage), de Akram Khan
BÉLGICA: Le Fidèle (Racer and the Jailbird), de Michaël R. Roskam
BOLÍVIA: Viejo Calavera (Dark Skull), de Kiro Russo

BÓSNIA E HERZEGOVINA: Muskarci ne placu (Men Don’t Cry), de Alen Drljevic
BRASIL: Bingo: O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende
BULGÁRIA: Glory, de Kristina Grozeva e Petar Valchanov
CAMBOJA: First They Killed My Father, de Angelina Jolie
CANADÁ: Hochelaga, Terre des Âmes (Hochelaga, Land of Souls), de François Girard
CAZAQUISTÃO: Doroga k materi (Road to Mother), de Akan Satayev
CHILE: Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica), de Sebastián Lelio
CHINA: Zhan lang II (Wolf Warriors II), de Jing Wu
COLÔMBIA: Pariente (Guilty Men), de Iván Gaona
COREIA DO SUL: O Motorista de Táxi (Taeksi Woonjunsa/A Taxi Driver), de Hun Jang
COSTA RICA: El Sonido de las Cosas (The Sound of Things), de Ariel Escalante
CROÁCIA: Ne gledaj mi u pijat (Quit Staring at My Plate), de Hana Jusic
DINAMARCA: Du forsvinder (You Disappear), de Peter Schønau Fog
EQUADOR: Alba, de Ana Cristina Barragán
EGITO: Sheikh Jackson, de Amr Salama
ESLOVÁQUIA: Ciara (The Line), de Peter Bebjak
ESLOVÊNIA: Rudar (The Miner), de Hanna Antonina Wojcik Slak
ESPANHA: Verão 1993 (Estiu 1993/Summer 1993), de Carla Simón
ESTÔNIA
: November, de Rainer Sarnet
FILIPINAS: Birdshot, de Mikhail Red
FINLÂNDIA: Tom of Finland, de Dome Karukoski
FRANÇA: 120 Batimentos por Minuto (120 battements par minute), de Robin Campillo
GEÓRGIA: Sashishi deda (Scary Mother), de Ana Urushadze
GRÉCIA: Plateia Amerikis (Amerika Square), de Yannis Sakaridis
HAITI
: Ayiti mon amour, de Guetty Felin
HONDURAS
: Morazán, de Hispano Durón
HONG KONG: Yat nim mou ming (Mad World), de Chun Wong
HOLANDA: Layla M., de Mijke de Jong
HUNGRIA
: Corpo e Alma (Teströl és lélekröl/On Body and Soul), de Ildikó Enyedi
ÍNDIA: Newton, de Amit Masurkar
INDONÉSIA: Turah, de Wicaksono Wisnu Legowo
IRÃ: Respiro (Nafas/Breath), de Narges Abyar
IRAQUE: Reseba (The Dark Wind), de Hussein Hassan Ali
IRLANDA
: Canção de Granito (Song of Granite), de Pat Collins
ISLÂNDIA
: A Sombra da Árvore (Undir trénu), de Hafsteinn Gunnar Sigurðsson
ISRAEL: Foxtrot, de Samuel Maoz
ITÁLIA: A Ciambra, de Jonas Carpignano
JAPÃO: Yu wo wakasuhodo no atsui ai (Her Love Boils Bathwater), de Ryôta Nakano
KOSOVO: T’padashtun (Unwanted), de Edon Rizvanolli
LAOS
: Nong hak (Dearest Sister), de Mattie Do
LETÔNIA: Melanijas hronika (The Chronicles of Melanie), de Viesturs Kairiss
LÍBANO: L’insulte (The Insult), de Ziad Doueiri
LITUÂNIA: Serksnas (Frost), de Sarunas Bartas
LUXEMBURGO: Barreiras (Barrage), de Laura Schroeder
MARROCOS: Razzia, de Nabil Ayouch
MÉXICO: Tempestad, de Tatiana Huezo
MOÇAMBIQUE
: Comboio de Sal e Açucar (The Train of Salt and Sugar), de Licinio Azevedo
MONGÓLIA: Chingisiin huuhduud (The Children of Genghis)
, de Zolbayar Dorj
NEPAL: Seto Surya (White Sun), de Deepak Rauniyar
NORUEGA: Thelma, de Joachim Trier
NOVA ZELÂNDIA: Mil Cordas (One Thousand Ropes), de Tusi Tamasese
PALESTINA
: Wajib, de Annemarie Jacir
PANAMÁ
: Mas Que Hermanos (Beyond Brotherhood), de Arianne Benedetti
PAQUISTÃO: Saawan, de Farhan Alam
PARAGUAI
: Los Buscadores, de Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori
PERU: Rosa Chumbe, de Jonatan Relayze
POLÔNIA: Rastros (Pokot/Spoor), de Agnieszka Holland e Kasia Adamik
PORTUGAL: São Jorge, de Marco Martins
QUÊNIA
: Kati Kati, de Mbithi Masya
QUIRGUISTÃO: Centauro (Centaur), de Aktan Arym Kubat
REINO UNIDO: My Pure Land, de Sarmad Masud
REPÚBLICA CHECA: Mãe no Gelo (Bába z ledu/Ice Mother), de Bohdan Sláma
REPÚBLICA DOMINICANA: Carpinteros (Woodpeckers), de José María Cabral
ROMÊNIA: Fixeur (The Fixer), de Adrian Sitaru
RÚSSIA: Nelyubov (Loveless), de Andrey Zvyagintsev
SENEGAL
: Félicité, de Alain Gomis
SÉRVIA: Rekvijem za gospodju J (Requiem for Mrs. J), de Bojan Vuletic
SINGAPURA: Pop Aye, de Kirsten Tan
SÍRIA
: Little Gandhi, de Sam Kadi
SUÉCIA: The Square, de Ruben Östlund
SUÍÇA: Mulheres Divinas (Die göttliche Ordnung/The Divine Order), de Petra Volpe
TAIWAN: Conversa Fiada (Ri Chang Dui Hua/Small Talk), de Hui-Chen Huang
TAILÂNDIA: Dao khanong (By the Time It Gets Dark), de Anocha Suwichakornpong
TUNÍSIA
: The Last of Us, de Ala Eddine Slim
TURQUIA: Ayla: The Daughter of War, de Can Ulkay
UCRÂNIA: Riven chornoho (Black Level), de Valentyn Vasyanovych
URUGUAI: Otra historia del mundo, de Guillermo Casanova
VENEZUELA: El Inca, de Ignacio Castillo Cottin
VIETNÃ: Father and Son (Cha cõng con), de Dung Luong Dinh

Foto: Luiz Maximiano.

Confira o trailer de Henfil, documentário dirigido por Angela Zoe sobre o cartunista Henrique de Souza

por: Cinevitor

henfiltrailerO cartunista Ziraldo em cena do documentário.

Henfil, documentário dirigido por Angela Zoe, que terá sua estreia no dia 6 de outubro na Mostra Retratos, dentro da Première Brasil do Festival do Rio, resgata a vida do cartunista e ativista Henrique de Souza e acompanha uma turma de animadores que descobre o legado do artista em um workshop.

O longa conta com a participação de figuras ilustres do mundo do cartoon como Ziraldo, Jaguar, Sérgio Cabral e Tárik de Souza relembrando sua convivência com o cartunista. Henfil percorre o presente e o passado fazendo uso de técnicas de animação 2D e 3D, e, ao mesmo tempo explora a película Super 8 com imagens íntimas e inéditas, filmadas pelo próprio personagem ao longo de suas viagens, e que revelam aparições familiares como sua mãe Dona Maria e os irmãos Betinho e Glorinha.

Através das conversas são feitas revelações sobre a maneira como o artista usou seus desenhos como um aparato para driblar a censura política e também como um recurso para lidar com sua saúde frágil, por causa da hemofilia, e expor sua inquietação criativa.

Confira o trailer de Henfil:

Foto: Anne Hinds.

Conheça os vencedores do 65º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián

por: Cinevitor

jamessebastianJames Franco: premiado no palco.

Foram anunciados neste sábado, 30/09, os vencedores da 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. A comédia dramática americana The Disaster Artist, dirigida por James Franco, recebeu a Concha de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento.

A cineasta belga e radicada na França Agnès Varda, o ator argentino Ricardo Darín e a atriz italiana Monica Bellucci foram os homenageados deste ano com o Prêmio Donostia. A atriz espanhola Paz Vega recebeu o Prêmio Jaeger-LeCoultre Latin Cinema.

O brasileiro Ferrugem, dirigido por Aly Muritiba, foi o grande vencedor da mostra Films in Progress, criada em 2002 com a intenção de apoiar a produção cinematográfica latino-americana com ajuda à conclusão de filmes na fase de pós-produção.

Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 2017:

CONCHA DE OURO | MELHOR FILME:
The Disaster Artist, de James Franco (EUA)

CONCHA DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO:
Anahí Berneri, por Alanis (Argentina)

CONCHA DE PRATA | MELHOR ATRIZ:
Sofía Gala Castiglione, por Alanis
Menção Especial: Anne Gruwez, por Ni juge, ni soumise (So Help Me God) (França/Bélgica)

CONCHA DE PRATA | MELHOR ATOR:
Bogdan Dumitrache, por Pororoca (Romênia/França)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Handia, de Aitor Arregi e Jon Garaño (Espanha)

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR ROTEIRO:
Una especie de familia, escrito por Diego Lerman e María Meira (Argentina/Brasil/França/Polônia/Alemanha/Dinamarca)

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FOTOGRAFIA:
Der Hauptmann (The Captain), por Florian Ballhaus (Alemanha/Polônia/Portugal/França)

PRÊMIO NOVOS DIRETORES:
Le semeur, de Marine Franssen (França)
Menção Especial: Matar a Jesús, de Laura Mora Ortega (Colômbia)

PRÊMIO HORIZONTES:
Los perros, de Marcela Said (Chile/França)

PRÊMIO  ZABALTEGI-TABAKALERA:
Braguino, de Clément Cogitore (França)
Menção Especial | Atriz: Darya Zhovnar, por Tesnota (Closeness) (Rússia)
Menção Especial: Spell Reel, de Filipa César (França)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME | CITY OF DONOSTIA:
Três Anúncios para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), de Martin McDonagh (Reino Unido/EUA)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME EUROPEU | CITY OF DONOSTIA:
Jusqu’à la garde, de Xavier Legrand (França)

PRÊMIO FIPRESCI:
Life & Nothing More, de Antonio Méndez Esparza (Espanha/EUA)

IRIZAR BASQUE FILM AWARD:
Handia, de Aitor Arregi e Jon Garaño (Espanha)

EROSKI YOUTH AWARD:
Matar a Jesús (Killing Jesus), de Laura Mora Ortega (Colômbia)

PRÊMIOS FILMS IN PROGRESS:
32 Industry Awards: Ferrugem, de Aly Muritiba (Brasil)
Prêmio Film Factory: Ferrugem, de Aly Muritiba
Prêmio CAACI/IBERMEDIA TV Films in Progress: Ferrugem, de Aly Muritiba

Foto: Gorka Estrada.

Teaser trailer de Aniquilação, com Natalie Portman, é divulgado

por: Cinevitor

natalieaniquilacaotrailerDrama e ficção científica com a vencedora do Oscar.

Dirigido por Alex Garland, de Ex Machina: Instinto Artificial, Aniquilação é baseado no livro homônimo da trilogia Comando Sul, de Jeff Vandermeer, e conta com Natalie Portman como protagonista.

A atriz interpreta uma cientista que busca respostas em uma misteriosa zona de desastre ambiental, a Área X, região isolada do restante do mundo há décadas, onde a natureza apagou os últimos vestígios da presença humana.

No filme, um grupo de cientistas participa de uma missão em uma zona de desastre ambiental. O grupo é formado por quatro mulheres: uma antropóloga, uma topógrafa, uma psicóloga, que é líder da missão, e uma bióloga, personagem de Portman. As mulheres atravessam a fronteira esperando o inesperado e é exatamente isso o que encontram. O elenco conta também com Jennifer Jason Leigh, Tessa Thompson, Oscar Isaac, Gina Rodriguez, Sonoya Mizuno e Benedict Wong.

Confira o teaser trailer de Aniquilação, que chega aos cinemas brasileiros no dia 22 de fevereiro de 2018:

Foto: Divulgação/Paramount Pictures.

Dirigido por Fellipe Barbosa, Gabriel e a Montanha, com João Pedro Zappa, ganha trailer

por: Cinevitor

gabrielmontanhatrailerProtagonista: João Pedro Zappa em filme baseado em fatos reais.

A história da famosa viagem do economista Gabriel Buchmann pela África, que terminou com a morte do carioca em uma montanha no Maláui, chegará às telonas com Gabriel e a Montanha, segundo longa-metragem de ficção do cineasta Fellipe Barbosa. A coprodução entre Brasil e França, rodada em quatro países do continente africano mostra Gabriel, interpretado por João Pedro Zappa, vivendo como um local nos quatro países pelos quais passou: Quênia, Zâmbia, Tanzânia e Maláui.

Em maio, Gabriel e a Montanha recebeu dois prêmios na prestigiada Semana da Crítica, mostra paralela ao Festival de Cannes, com um prêmio de revelação, entregue ao diretor Fellipe Barbosa, e um de distribuição, que ajudou a alavancar a estreia do filme, em agosto, na França, onde o filme já superou a marca dos 70 mil espectadores. Barbosa começou a desenvolver o roteiro logo após receber a notícia do desaparecimento de Gabriel, seu amigo de infância do Rio de Janeiro.

Gabriel Buchmann viajou para a África com o objetivo de analisar de perto a pobreza e se preparar para um doutorado em políticas públicas na Universidade da Califórnia. O carioca morreu de hipotermia, em 2009, após decidir subir o Monte Mulanje, pico mais alto do Maláui, com mais de três mil metros de altitude, sem a companhia de um guia. Seu corpo foi encontrado 19 dias depois na subida da montanha. O longa tem roteiro baseado em anotações, e-mails de Gabriel para a mãe e a namorada e entrevistas com pessoas que cruzaram seu caminho na África.

Ao longo da viagem, Gabriel aventura-se por outras subidas difíceis, como o Kilimanjaro, ponto mais alto do continente africano. Ele também recebe a visita de sua namorada, Cris, interpretada por Caroline Abras no longa, que estava na África do Sul participando de um seminário sobre economia.

Confira o trailer de Gabriel e a Montanha, que estreia no Brasil no dia 2 de novembro, depois da exibição no Festival do Rio:

Foto: Divulgação.

Confira o trailer de Manifesto, protagonizado por Cate Blanchett e dirigido por Julian Rosefeldt

por: Cinevitor

manifesto2trailerCate Blanchett interpreta 13 personagens no filme.

O artista visual Julian Rosefeldt, nascido em Munique, na Alemanha, estudou arquitetura e foi professor de instituições como a Universidade Bauhaus. Suas obras integram o acervo de museus como o MoMA, em Nova York, e a Saatchi Gallery, em Londres. Já teve exposições individuais em mais de 30 países, em espaços como Hamburger Bahnhof, em Berlim, e agora lança Manifesto, seu primeiro longa-metragem, no qual assina o roteiro e a direção.

Os históricos manifestos de arte podem ser aplicados à sociedade contemporânea? Uma homenagem às declarações artísticas e inovadoras do século XX, dos futuristas e dadaístas ao Pop Art, Fluxus, Lars von Trier e Jim Jarmusch, esta série de reencenações interpretadas por Cate Blanchett explora os componentes performativos e o significado político dessas declarações.

Depois de passar pelos festivais de Sundance, Roterdã e Tribeca, o filme será um dos destaques da programação do Festival do Rio deste ano.

Confira o trailer legendado de Manifesto, que chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de outubro:

Foto: Divulgação/Mares Filmes.

Exodus – De Onde Eu Vim Não Existe Mais: produtor Fernando Sapelli fala sobre o documentário

por: Cinevitor

exodus4Tarcha, do Saara Ocidental: personagem do filme.

O documentário Exodus – De Onde Eu Vim Não Existe Mais faz um retrato das dramáticas e íntimas histórias de refugiados de diferentes partes do mundo que tiveram de deixar suas casas por motivos distintos.

Escrito e dirigido por Hank Levine, o longa, exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, foi produzido por Fernando Sapelli e Fernando Meirelles, e conta com narração de Wagner Moura. Realizado em coprodução com a Alemanha, as filmagens aconteceram em diversos países como Sudão do Sul, Argélia, Congo, Mianmar, Cuba, Brasil e Alemanha, ao longo de dois anos.

Conversamos com o produtor Fernando Sapelli antes de um debate sobre o filme, que aconteceu nesta terça-feira, 26/09, no Caixa Belas Artes, em São Paulo, mediado pelo jornalista Sandro Macedo e que também contou com a presença do padre Paolo Parise, da Missão Paz São Paulo, e de Talal Al-tinawi, refugiado da Síria.

exodusprodutorO produtor Fernando Sapelli no campo de refugiados Saharauís, na Argélia.

Confira os melhores momentos da entrevista:

A IDEIA:

“O Hank Levine [diretor] fez uma viagem para o Senegal em 2008/2009. Lá, teve contato com pescadores que faziam a pesca de subsistência e que tinha deixado de existir porque o governo vendeu toda a costa para navios pesqueiros enormes, acabando com a pesca menor. A única solução era usar os barcos para começar a fazer a cruzada para as ilhas espanholas, que ficam próximas da costa, mesmo sendo uma jornada perigosa“.

“Ele viu isso naquela época e entendeu que tinha uma nova onda de movimentação global. Depois disso, fez um curta sobre essa viagem e nos conhecemos em 2011, quando eu tinha recém voltado de um projeto no qual passei quase um ano documentando o trabalho de ONGs mundo afora. O Hank veio com essa proposta sobre refugiados, que até então era uma temática desconhecida. A gente começou a se aprofundar nessa pesquisa e primeiro fomos identificando regiões do mundo para depois definir os lugares que faziam sentido para o filme. Com isso, começamos a buscar personagens em cada local. A produção começou em 2014 e foram dois anos acompanhando os protagonistas“.

exodusbastidoresNa Argélia: equipe consegue autorização com representantes do campo de refugiados Saharauís.

PERSONAGENS:

“Fizemos uma pesquisa na Alemanha e no Brasil, mas a busca por personagens de países mais distantes contava com o apoio de um produtor local, que fazia uma peneira de pessoas interessantes, de acordo com a nossa demanda. Quando chegávamos no lugar, passávamos alguns dias com essas pessoas e aí começávamos uma relação para entender se fazia sentido para o filme“.

“Temos quase 500 horas de material e muita coisa não entrou. Tem um personagem do Congo, por exemplo, que a ideia era fazer uma viagem para acompanhá-lo, mas não conseguimos encaixar no filme. Aqui em São Paulo também tinha o Talal Al-tinawi, que acabou ficando de fora. Tínhamos essa ideia de fazer algo global, numa dimensão de cinema, algo grandioso, mas você precisa ter um tempo para contar a história“.

REFUGIADOS:

“Em 2015, que foi aquele momento do grande êxito dos sírios, principalmente indo para Europa, a grande mídia começou a reportar essa situação. Isso gerou uma grande quantidade de material, porém, algo mais jornalístico que acabou gerando um afastamento do público por conta da saturação do tema. O que não significa que o problema não esteja lá; ele continua na mesma dimensão. Acredito que o filme volta nesse momento, que é importante para retomar uma discussão. Exodus é diferente de outros filmes [dessa temática] porque traz uma visão do pós refúgio“.

exodus1Dana, da Síria: uma das personagens do documentário.

O TEMA:

“Desde o início o filme foi concebido com uma ideia de trazer uma discussão em cima dessa temática. Não é um filme político. É muito mais para trazer à tona essa questão para que nós, como sociedade, consigamos descobrir qual o melhor caminho para lidar com essa situação. É o momento de entender as questões humanas e culturais para buscar soluções“.

NARRAÇÃO:

“O Wagner [Moura] aceitou nosso convite e acabou fazendo a narração em inglês e português. O texto é de uma autora chamada Taiye Selasi, que é inglesa, mas a família é de Gana. O Hank leu um de seus livros [Ghana Must Go], gostou muito da obra e a convidou para fazer o texto do filme. E foram meses para conseguir chegar nessa versão por conta da enorme variedade para contar essa história“.

Exodus – De Onde Eu Vim Não Existe Mais estreia nesta quinta-feira, 28/09.

Fotos: Divulgação.

Terminaram as filmagens de Los Silencios, novo filme de Beatriz Seigner

por: Cinevitor

lossilenciosfimBastidores do filme.

Diretora do premiado Bollywood Dream – O Sonho Bollywoodiano, seu primeiro longa totalmente filmado na Índia, Beatriz Seigner rodou a ficção Los Silencios na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. O filme se passa em quatro níveis distintos do Rio Amazonas, o que fez a diretora e sua equipe se dividirem em barcos durante as filmagens, rodando sem chão sob os pés.

O longa conta a história de Amparo, interpretada por Marleyda Soto, e seus dois filhos Núria, papel de María Paula Tabares Peña, e Fabio, vivido por Adolfo Savinvino, que reencontram o pai Adão, interpretado por Enrique Diaz, supostamente morto, vivendo numa ilha repleta de casas de palafitas no meio do Rio Amazonas.

Com medo de trair o segredo de família, Núria emudece, enquanto Fábio parece conviver com isso sem problemas. Em meio a esse processo, a família tenta receber uma indenização pela morte do pai e obter um visto para fugir para o Brasil. Ao encobrir essa história, descobrem mais sobre o passado da família, intrincados nos conflitos armados que já duram mais de meio século na Colômbia.

A Miríade Filmes e a Enquadramento Produções assinam a produção junto com a conceituada produtora francesa Ciné-Sud Promotion e a colombiana DíaFragma Fábrica de Películas. O filme foi destacado como uma das cinco produções brasileiras para ficar de olho pela revista do Marché du Film do Festival de Cannes e a Vitrine Filmes será a distribuidora no Brasil.

Foto: Juliana Vasconcelos.

Conheça os vencedores do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

arabiabrasiliavenceCena de Arábia: quatro prêmios em Brasília.

Foram anunciados na noite deste domingo, 24/09, os vencedores do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Apresentada pelos atores Caco Ciocler e Mariana Nunes, a cerimônia de encerramento premiou as produções eleitas pelo Júri Oficial e Popular com o cobiçado Troféu Candango, um dos mais prestigiados prêmios do cinema brasileiro. No total, o festival apresentou 144 obras que compuseram mostras competitivas e retrospectivas, durante 10 dias de evento, propondo uma reflexão sobre o presente e o futuro do audiovisual brasileiro.

O Júri Oficial premiou Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, como o melhor filme desta edição. O longa ainda recebeu mais quatro prêmios: melhor ator para Aristides de Sousa, montagem, trilha sonora e o Prêmio da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). Entre os curtas, o prêmio de melhor filme segundo o Júri Oficial foi entregue para Tentei, de Laís Melo, também premiado nas categorias de melhor atriz para Patrícia Saravy e melhor fotografia.

Além do Troféu Candango e dos cachês de seleção, distribuídos entre todos os filmes selecionados, prêmios em dinheiro também foram concedidos. O Prêmio Petrobras de Cinema celebra o melhor longa-metragem segundo o Júri Popular na Mostra Competitiva com R$ 200 mil; e o melhor longa-metragem segundo o Júri Popular na Mostra Brasília, com R$ 100 mil. Os prêmios de R$ 200 mil vão contemplar a distribuição do filme em pelo menos 15 salas e 5 praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial. Já os de R$ 100 mil vão garantir a distribuição em pelo menos 10 salas e três praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial.

Conheça os vencedores do Festival de Brasília 2017:

LONGA-METRAGEM | TROFÉU CANDANGO:

Melhor Filme: Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans
Melhor Direção: Adirley Queirós por Era uma vez Brasília
Melhor Ator: Aristides de Sousa, por Arábia
Melhor Atriz: Valdinéia Soriano, por Café com Canela
Melhor Ator Coadjuvante: Alexandre Sena, por Nó do Diabo
Melhor Atriz Coadjuvante: Jai Baptista, por Vazante
Melhor Roteiro: Café com Canela, escrito por Ary Rosa
Melhor Fotografia: Era uma vez Brasília, por Joana Pimenta
Melhor Montagem: Arábia, por Luiz Pretti e Rodrigo Lima
Melhor Som: Era uma vez Brasília, por Guile Martins, Daniel Turini e Fernando Henna
Melhor Direção de Arte: Vazante, por Valdy Lopes JN
Melhor Trilha Sonora: Arábia, por Francisco Cesar e Cristopher Mack
JÚRI POPULAR (Prêmio Petrobras de Cinema): Café com Canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Melhor Ator Social para Emelyn Fischer, por Música para quando as Luzes se apagam

CURTA-METRAGEM| TROFÉU CANDANGO:

Melhor Filme: Tentei, dirigido por Laís Melo
Melhor Direção: Irmãos Carvalho, por Chico
Melhor Ator: Marcus Curvelo, por Mamata
Melhor Atriz: Patricia Saravy, por Tentei
Melhor Roteiro: Peripatético, escrito por Ananda Radhika
Melhor Fotografia: Tentei, por Renata Corrêa
Melhor Direção de Arte: Torre, por Pedro Franz e Rafael Coutinho
Melhor Som: Chico, por Gustavo Andrade
Melhor Trilha Sonora: Nada, por Marlon Trindade
Melhor Montagem: Mamata, por Amanda Devulsky e Marcus Curvelo
JÚRI POPULAR: Carneiro de Ouro, dirigido por Dácia Ibiapina
PRÊMIO ESPECIAL: Peripatético, dirigido por Jéssica Queiroz
PRÊMIO CiaRio/Naymar, para o melhor curta-metragem pelo Júri Popular: Carneiro de Ouro, dirigido por Dácia Ibiapina

PRÊMIO ABRACCINE:
Melhor curta-metragem: Mamata, dirigido por Marcus Curvelo
Melhor longa-metragem: Arábia, dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans

MOSTRA BRASÍLIA | 22º TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL:

Melhor longa-metragem (R$ 100 mil): O Fantástico Patinho Feio, de Denilson Félix
Melhor curta-metragem (R$ 30 mil): UrSortudo, de Januário Jr. e Tekoha – Som da Terra, de Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron
Melhor Direção (R$ 12 mil): Dácia Ibiapina, por Carneiro de Ouro
Melhor Ator (R$ 6 mil): Elder de Paula, por UrSortudo
Melhor Atriz (R$ 6 mil): Rafaela Machado, por Menina de Barro
Melhor Roteiro (R$ 6 mil): UrSortudo, escrito por Januário Jr.
Melhor Fotografia (R$ 6 mil): A margem do Universo, por Gustavo Serrate
Melhor Montagem (R$ 6 mil): Afronte, por Lucas Araque
Melhor Direção de Arte (R$ 6 mil): O Menino Leão e a Menina Coruja, por Bianca Novais, Flora Egécia e Pato Sardá
Melhor Edição de Som (R$ 6 mil): Tekoha – Som da Terra, por Maurício Fonteles
Melhor Trilha Sonora (R$ 6 mil): O Vídeo de 6 faces, por Ramiro Galas
JÚRI POPULAR | Melhor longa-metragem (R$ 40 mil): Menina de Barro, de Vinícius Machado
JÚRI POPULAR | Melhor curta-metragem (R$ 10 mil): O Menino Leão e a Menina Coruja, de Renan Montenegro

PRÊMIO PETROBRAS DE CINEMA, para o melhor longa-metragem pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de Barro, dirigido por Vinícius Machado

PRÊMIO PLUG.IN, para o melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de Barro, dirigido por Vinícius Machado

PRÊMIO CiaRIO, para o melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília: Menina de Barro, dirigido por Vinícius Machado

FESTUNIBRASÍLA – 1º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE CINEMA DE BRASÍLIA:

Melhor Filme: O Arco do Medo, de Juan Rodrigues (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Melhor Direção: Fervendo, de Camila Gregório (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Júri Popular: O Homem que não cabia em Brasília, de Gustavo Menezes (UnB)
Menção Honrosa | Método de Construção Criativa: Afronte, de Bruno Victor e Marcus Azevedo (UnB)
Menção Honrosa | Fotografia: Gabriela Akashi, por Serenata (USP)
Menção Honrosa | Filme de Animação: Mira, de Janaína da Veiga (Unespar)

OUTROS PRÊMIOS:

PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES: Construindo Pontes, dirigido por Heloísa Passos
PRÊMIO CANAL BRASIL: Chico, dirigido por Irmãos Carvalho
PRÊMIO SARUÊ: Afronte, de Marcus Azevedo e Bruno Victor
Prêmio ABCV (Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo): Marco Curi, Manfredo Caldas e Gerlado Moraes

Foto: Katasia Filmes.

Filmes brasileiros são premiados no 21º Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer

por: Cinevitor

corpoeletricolisboaProtagonista: Kelner Macêdo em Corpo Elétrico.

Foram anunciados neste sábado, 23/09, os vencedores do 21º Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, que aborda novas propostas cinematográficas de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero e transexual.

Criado em 1997, o Queer Lisboa é considerado um dos festivais de gênero mais reconhecidos mundialmente e neste ano exibiu 90 filmes, de 32 países, ao longo de sua programação. Além disso, é o festival de cinema mais antigo de Lisboa, em Portugal.

O cinema brasileiro marcou presença no evento e foi premiado com quatro filmes: Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano, que recebeu Menção Especial do júri da Competição de Longas-metragens, formado por Isabel Abreu, Marcos Rocha e Yann Gonzalez; Entre os Homens de Bem, que acompanha o deputado Jean Wyllys, eleito pelo público como o melhor documentário desta edição; Tailor, de Calí dos Anjos, premiado como o melhor curta-metragem segundo o público; e o documentário A Destruição de Bernardet, que recebeu Menção Especial na mostra Queer Art.

Conheça os vencedores do Queer Lisboa 2017:

MELHOR FILME:
Los Objetos Amorosos, de Adrian Silvestre (Espanha)

MELHOR ATRIZ:
Laura Rojas Godoy e Nicole Costa, por Los Objetos Amorosos

MELHOR ATOR:
Owen Campbell, por Como Você É (As You Are)

MENÇÃO ESPECIAL:
Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano (Brasil)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FILME:
Close-Knit (Karera ga honki de amu toki wa,), de Naoko Ogigami (Japão)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Small Talk (Ri Chang Dui Hua), de Hui-Chen Huang (Taiwan)

MENÇÃO ESPECIAL:
Vivir y otras ficciones, de Jo Sol (Espanha)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Entre os Homens de Bem, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros (Brasil)

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Les Îles, de Yann Gonzalez (França)

MENÇÃO ESPECIAL:
Coelho Mau, de Carlos Conceição (Portugal/França)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR CURTA-METRAGEM:
Tailor, de Calí dos Anjos (Brasil)

COMPETIÇÃO IN MY SHORTS | MELHOR FILME UNIVERSITÁRIO:
Étage X, de Francy Fabritz (Alemanha)

MENÇÃO ESPECIAL:
Loris Sta Bene, de Simone Bozzelli (Itália) e Rute, de Ricardo Branco (Portugal)

COMPETIÇÃO QUEER ART | MELHOR FILME:
Occidental, de Neïl Beloufa (França)

MENÇÃO ESPECIAL:
A Destruição de Bernardet, de Claudia Priscilla e Pedro Marques (Brasil)

Foto: Joana Luz.

41ª Mostra de São Paulo divulga destaques da programação e pôster assinado por Ai Weiwei

por: Cinevitor

mostra41squareTerry Notary em The Square: Palma de Ouro em Cannes.

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acaba de divulgar o cartaz de sua 41ª edição, que acontecerá entre os dias 19/10 e 01/11, com a arte assinada pelo artista chinês Ai Weiwei, que tem uma trajetória marcada pela questão dos direitos humanos em seu país e, nos últimos anos, pela crise global dos refugiados.

O artista, que trabalha também com cinema e arquitetura, ganhou reconhecimento mundial pela sua abordagem do tema, como pode ser visto na obra Hands Without Bodies, que estampa o pôster, e também no seu filme Human Flow, selecionado para o Festival de Veneza deste ano, que será exibido na abertura do evento, no dia 18/10, no Auditório Ibirapuera, e também estará na programação.

A arte do cartaz destaca a peça de mármore branco, pertencente a um conselho do Israel Museum, em Jerusalém, que traz duas mãos se unindo para simbolizar a ideia do artista de que o futuro da humanidade se encontra na força da conexão entre as pessoas. A falta disso é explorada em seu filme, centrado no fluxo humano migratório em meio a uma grave crise mundial neste sentido.

A temática também permeia parte da seleção desta edição da Mostra, além de Human Flow e do pôster, em longas de diversos países. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, a 41ª edição da Mostra terá cerca de 300 filmes, entre eles, o vencedor do Festival de Toronto deste ano, Três Anúncios para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), de Martin McDonagh, também premiado em Veneza como melhor roteiro; Happy End, dirigido por Michael Haneke; o sueco The Square, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes; o drama Scary Mother, premiado em Locarno; entre outros.

happyendmostraCena de Happy End, dirigido por Michael Haneke e protagonizado por Isabelle Huppert.

Além disso, nas últimas edições a Mostra vem desenvolvendo a tradição de levar para o público um panorama da produção cinematográfica de um país diferente. Neste ano, destaca-se o Foco Suíça, com filmes contemporâneos e clássicos, encontros, debates e uma retrospectiva do cineasta Alain Tanner.

Neste ano, o cineasta francês Paul Vecchiali, diretor de Corps à coeur (1979), En haut des marches (1983), Once More (1988), À vot’ bon coeur (2004), Noites Brancas no Píer (2014) e O Ignorante (2016), será homenageado com o Prêmio Leon Cakoff, segundo informação divulgada pelo portal do Estado de S. Paulo.

Conheça alguns filmes já confirmados para a 41ª Mostra de São Paulo:

24 Frames, de Abbas Kiarostami (Irã/França)
Nelyubov (Loveless), de Andrey Zvyagintsev (Rússia/França)
O Amante de um Dia (L’amant d’un jour), de Philippe Garrel (França)
La Cordillera, de Santiago Mitre (Argentina/França/Espanha)
La telenovela errante, de Raúl Ruiz e Valeria Sarmiento (Chile)
L’atelier, de Laurent Cantet (França)
No Date, No Signature (Bedoune tarikh, bedoune emza), de Vahid Jalilvand (Irã)
Los Versos del Olvido (Oblivion Verses), de Alireza Khatami (França/Alemanha/Holanda/Chile)
Human Flow, de Ai Weiwei (Alemanha)
Free and Easy, de Jun Geng (China)
Três Anúncios para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), de Martin McDonagh (Reino Unido/EUA)
O Outro Lado da Esperança (Toivon tuolla puolen), de Aki Kaurismäki (Finlândia/Alemanha)
Visages, villages, de Agnès Varda e JR (França)
Loving Vincent, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman (Reino Unido/Polônia)
The Square, de Ruben Östlund (Suécia/Alemanha/França/Dinamarca)
O Homem Mosca, de Fred C. Newmeyer e Sam Taylor (EUA) (exibição ao ar livre no Parque Ibirapuera)
Mulheres Divinas (Die göttliche Ordnung), de Petra Volpe (Suíça)
Happy End, de Michael Haneke (França/Áustria/Alemanha)
Hikari (Radiance), de Naomi Kawase (Japão/França)
Félicité, de Alain Gomis (França/Bélgica/Senegal/Alemanha/Líbano)
Jusqu’à la garde (Custody), de Xavier Legrand (França)
Scary Mother, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia)

Confira o pôster da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo:

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Fotos: Divulgação.

A Forma da Água, de Guillermo del Toro, será o filme de abertura do Festival do Rio 2017

por: Cinevitor

aguadeltororioConto de fadas mundano ambientado na América.

Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Veneza deste ano, A Forma da Água, no original The Shape of Water, do mexicano Guillermo del Toro, de Hellboy e O Labirinto do Fauno, foi escolhido para abrir o Festival do Rio 2017, no dia 05/10.

A sessão de gala para convidados acontece no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro e dá início à maior maratona cinematográfica da América Latina. O filme é distribuído pela Fox Film do Brasil e estreia nos cinemas brasileiros em janeiro de 2018.

Ambientado no auge da Guerra Fria, na década de 1960, a produção conta a história de Eliza, interpretada por Sally Hawkins, uma mulher que trabalha para o governo em um laboratório secreto de experimentações científicas e se apaixona por uma das criaturas fantásticas mantidas em cativeiro no local.

No laboratório oculto de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Eliza está presa em uma vida de isolamento. Sua vida muda para sempre quando ela e sua colega de trabalho Zelda, papel de Octavia Spencer, descobrem uma experiência secreta confidencial. Michael Shannon, Richard Jenkins, Doug Jones e Michael Stuhlbarg completam o elenco.

Clique aqui e confira a lista completa com as atrações da 19ª edição do Festival do Rio.

Foto: Divulgação.