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Com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio, Era Uma Vez em… Hollywood, novo filme de Quentin Tarantino, ganha trailer

por: Cinevitor

novotarantinotrailerBrad Pitt, Leonardo DiCaprio e Al Pacino em cena.

Com estreia prevista para 15 de agosto, Era Uma Vez em… Hollywood, novo filme do cineasta Quentin Tarantino, acaba de divulgar seu primeiro trailer. O longa é estrelado por Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie.

A comédia dramática do aclamado diretor conhecido por Pulp Fiction: Tempo de Violência, Cães de Aluguel, Django Livre, Kill Bill, entre outros, é ambientada em Hollywood, nos ano de 1969. Rick Dalton (DiCaprio) e Cliff Booth (Pitt) são, respectivamente, um ex-astro de TV e seu dublê. A história mostra a dupla lutando para chegar a Hollywood.

O longa revisita a Los Angeles de 1969 onde tudo estava em transformação, através da história do astro de TV e seu dublê de longa data, que traçam um caminho em meio à uma indústria que eles nem mesmo reconhecem mais. O nono filme do diretor e roteirista conta múltiplas histórias paralelas para fazer um tributo aos momentos finais da era de ouro de Hollywood.

O elenco conta também com Luke Perry, Timothy Olyphant, Dakota Fanning, Al Pacino, Tim Roth, Emile Hirsch, Damian Lewis, Damon Herriman, Kurt Russell, Margaret Qualley, Samantha Robinson, James Marsden, Scoot McNairy, Rumer Willis, Michael Madsen, Bruce Dern, entre outros.

Confira o trailer de Era Uma Vez em… Hollywood:

Foto: Divulgação/Sony Pictures.

Confira o trailer de Toy Story 4, que chega aos cinemas em junho

por: Cinevitor

toystory4trailer1As novas aventuras dos brinquedos nas telonas!

Em 1995 chegava aos cinemas Toy Story, o primeiro filme realizado pela Disney em parceria com a Pixar, que logo fez sucesso com o público e com a crítica. Depois disso, ganhou duas sequências, sendo que o terceiro longa da franquia, Toy Story 3, está entre os cinco filmes mais rentáveis da Disney e foi premiado com duas estatuetas douradas no Oscar de 2011, como melhor filme de animação e melhor canção original.

Agora, uma nova aventura chega às telonas este ano em Toy Story 4. Na trama, Woody, voz de Tom Hanks, sempre soube qual era seu lugar no mundo, e que sua prioridade é cuidar de suas crianças, seja Andy ou Bonnie. Então, quando o novo e adorado projeto artesanal de Bonnie transformado em brinquedo, Forky, voz de Tony Hale, declara-se lixo e não brinquedo, Woody toma para si a responsabilidade de mostrar a Forky por que ele deveria abraçar a ideia de ser um brinquedo.

Quando Bonnie resolve levar toda a gangue na sua viagem com a família, Woody acaba se dispersando inesperadamente e se juntando à sua amiga Bo Peep, voz de Annie Potts, que há muito tempo não via. Depois de passar anos sozinha, o espírito aventureiro de Bo e a vida na estrada acabam por esconder seu delicado exterior de porcelana. À medida que Woody e Bo percebem que pertencem a mundos diferentes quando se trata da vida como um brinquedo, logo descobrem que esse é o menor dos seus problemas.

Dirigido por Josh Cooley e produzido por Jonas Rivera e Mark Nielsen, Toy Story 4 o longa conta também com as vozes de Jordan Peele, Keanu Reeves, Patricia Arquette, Joan Cusack, Laurie Metcalf, entre outros.

Confira o trailer de Toy Story 4, que chega aos cinemas no dia 20 de junho:

Foto: Divulgação/Disney·Pixar.

Protagonizado por Leonardo Medeiros, filme sobre Allan Kardec ganha trailer

por: Cinevitor

kardectrailer1Protagonizado por Leonardo Medeiros, o longa também foi rodado em Paris.

Dirigido por Wagner de Assis, de Nosso Lar e A Menina Índigo, Kardec é baseado no livro Kardec – A Biografia, de Marcel Souto Maior. Leonardo Medeiros interpreta Allan Kardec e Sandra Corveloni vive sua esposa, Amélie-Gabrielle Boudet.

O trailer, que acaba de ser divulgado, mostra o cético professor Rivail, apaixonado pelo conhecimento científico, em sua jornada para entender a origem das mensagens que lhe são enviadas através de diferentes médiuns. Em plena Paris do século XIX, ele investiga o fenômeno das mesas girantes até se tornar o codificador da doutrina espírita e assumir o pseudônimo Allan Kardec.

Leonardo Medeiros é o protagonista Hippolyte Léon Denizard Rivail, reconhecido depois como Allan Kardec, o educador francês nascido em 1804 que codificou o espiritismo a partir de 1857. O roteiro, assinado por Wagner de Assis e L.G. Bayão, acompanha a trajetória de Kardec desde o período em que atuava como educador, passando pela investigação dos fenômenos, pelo processo de codificação da doutrina espírita, até a publicação e repercussão de O Livro dos Espíritos.

O elenco conta também com Guilherme Piva, Genézio de Barros, Guida Vianna, Julia Konrad, Charles Fricks, Licurgo Spinola, Leticia Braga, Júlia Svacinna, Dalton Vigh e Louise D’Tuani.

Confira o trailer de Kardec, que estreia nos cinemas no dia 16 de maio:

Foto: Daniel Behr.

Caixa de Pandora: parceria entre Cinépolis e Pandora Filmes exibirá longas independentes

por: Cinevitor

sombradopaipandoraNina Medeiros e Julio Machado em A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida.

Nesta sexta-feira, 15/03, foi lançado o projeto Caixa de Pandora, criado com o objetivo de fortalecer a exibição de filmes independentes, de diversas nacionalidades, em cidades que atualmente não costumam receber esse tipo de produção. O evento, realizado para a imprensa, aconteceu no Cinépolis JK Iguatemi, em São Paulo, e contou com a presença de Luiz Gonzaga de Luca, presidente da Cinépolis Brasil, e André Sturm e Paula Cosenza, da Pandora Filmes.

Quinzenalmente, 25 salas da rede Cinépolis, em 16 estados, abrirão espaço na programação para exibir um conteúdo audiovisual culturalmente diversificado. A curadoria fica por conta da distribuidora Pandora Filmes, que completa 30 anos de mercado em 2019. Pretende-se, assim, promover e fomentar o cinema independente para além das grandes capitais brasileiras.

A partir de abril de 2019, a Cinépolis começa a exibir em sua programação filmes inéditos nacionais e internacionais, de diretores consagrados e jovens talentos, com passagens nos festivais mais importantes mundo afora, como Cannes, Sundance, Veneza, Berlim e Toronto, que já fazem parte do histórico da Pandora Filmes.

“A Pandora sempre buscou ampliar os horizontes da distribuição de filmes independentes no Brasil e este projeto com a Cinépolis é a síntese dessa missão, um grande estímulo à diversidade cultural”, comentou Paula Cosenza, sócia da distribuidora.

eventocaixadepandoraLuiz Gonzaga de Luca, André Sturm e Paula Cosenza no evento.

O primeiro longa exibido pelo Caixa de Pandora será o francês Quando Margot Encontra Margot, de Sophie Fillières, protagonizado pela premiada atriz Sandrine Kiberlain, no dia 4 de abril. No mesmo mês, no dia 18, estreia O Mau Exemplo de Cameron Post, com Chloë Grace Moretz e vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance do ano passado.

Na primeira semana de maio, chega às telas da Cinépolis o novo longa da diretora Gabriela Amaral Almeida, A Sombra do Pai, com Julio Machado e Nina Medeiros, premiado no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Já no dia 16 de maio, será a vez de Compre-me um Revólver, longa mexicano de Julio Hernández Cordón, exibido nos festivais de Cannes e San Sebastián.

Confira a vinheta de lançamento do projeto:

Saiba quais serão os complexos Cinépolis que participarão da Caixa de Pandora:

São Paulo: Cinépolis JK Iguatemi
Barueri: Cinépolis Iguatemi Alphaville
Bauru: Cinépolis Nações Bauru
Campinas: Cinépolis Campinas Shopping
Guarulhos: Cinépolis Parque Maia
Jundiaí: Cinépolis Jundiaí Shopping
Sorocaba: Cinépolis Iguatemi Esplanada Sorocaba
Ribeirão Preto: Cinépolis Iguatemi Ribeirão Preto
São José do Rio Preto: Cinépolis Iguatemi São José do Rio Preto
Rio de Janeiro: Cinépolis Lagoon
São José: Cinépolis Continente Park
Uberlândia: Cinépolis Center Shopping Uberlândia
Curitiba: Cinépolis Pátio Batel
Caxias do Sul: Cinépolis San Pelegrino
Santa Maria: Cinépolis Praça Nova
Olinda: Cinépolis Patteo Olinda
Macapá: Cinépolis Amapá Garden
João Pessoa: Cinépolis Manaíra Shopping
São Luis: Cinépolis São Luís Shopping
Natal: Cinépolis Natal Shopping
Belém: Cinépolis Boulervard Belém
Manaus: Cinépolis Millennium
Salvador: Cinépolis Bela Vista
Teresina: Cinépolis Rio Poty
Fortaleza: Cinépolis RioMar Fortaleza

Fotos: Divulgação.

Confira o trailer de António Um Dois Três, primeiro longa-metragem de Leonardo Mouramateus

por: Cinevitor

trailerantonio123Protagonista: Mauro Soares em cena.

Primeiro longa-metragem dirigido por Leonardo Mouramateus, António Um Dois Três conta as aventuras e desventuras de António, um jovem lisboeta que vive as dúvidas e inseguranças comuns dos jovens adultos na casa dos vinte anos.

Uma coprodução entre Brasil e Portugal, o filme é inspirado no livro As Noites Brancas, de Dostoiévski, e explora as diferenças culturais entre os dois países. Nascido em Fortaleza, Leonardo dirigiu diversos curtas-metragens e foi morar em Lisboa para estudar na faculdade de Belas Artes. Segundo ele, o projeto do longa nasceu de forma natural: “Vivendo faz pouco tempo em Lisboa, entrei em contato com o Miguel Ribeiro [produtor], e logo depois conheci o Mauro Soares, ator que faz o António. Tínhamos algumas ideias e toda a concepção da obra surgiu desse e de outros encontros com a Deborah Viegas e com a Aline Belfort, por exemplo. Nossa ideia era fazer um pequeno filme, de cerca de 30 minutos, a cada 6 meses, com baixo orçamento, seguindo um mesmo personagem sem saber exatamente o rumo que a história desse rapaz tomaria”.

Depois de sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Roterdã, António Um Dois Três participou de diversos festivais pelo mundo como: BAFICI (Argentina), IndieLisboa (Portugal), Filmadrid (Espanha), Pesaro Film Festival (Itália), Taipei Film Festival (Taiwan), Filmfest Hamburg (Alemanha), Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Mostra Cinema e Resistência (Fortaleza), Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, entre outros.

No 23º Caminhos do Cinema Português, em Coimbra, foi premiado nas categorias de melhor filme, melhor filme da crítica e Prêmio Revelação para o ator Mauro Soares; no Crossing Europe Film Festival, na Áustria, ganhou como melhor filme.

Confira o trailer de António Um Dois Três, que estreia no dia 28 de março:

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

Sessão Mutual Films apresenta o programa Dois Lados do Pacífico com filmes de Seijun Suzuki e Lewis Klahr

por: Cinevitor

marcaassassinoimsMariko Ogawa e Jô Shishido em A Marca do Assassino, do cineasta japonês Seijun Suzuki.

A Sessão Mutual Films, realizada no Instituto Moreira Salles, é um evento bimestral com o propósito de criar diálogos entre as várias faces do meio cinematográfico, trazendo para o público, sempre que possível, filmes, restaurações e eventos inéditos em sessões duplas. A curadoria é realizada pelo crítico de cinema e programador Aaron Cutler e a artista plástica Mariana Shellard.

O programa Dois Lados do Pacífico, que será realizado em março, apresenta um diálogo entre Tóquio e Los Angeles por meio de filmes de um recém-falecido mestre do cinema pop japonês e de um cineasta experimental americano contemporâneo, muito influenciado por ele. A sessão mergulha no universo de vanguarda pop, a partir de uma obra marcante e icônica da época e uma contemporânea que se volta às referências do passado com o olhar do presente.

A Marca do Assassino (1967), um dos filmes mais cultuados de Seijun Suzuki, é um neo-noir sobre a manipulação corporativa na disputa entre os maiores assassinos de aluguel do Japão; será exibido em uma nova cópia DCP. A animação 66 (2015), de Lewis Klahr, é um filme colagem de narrativa fragmentada com referências à mitologia grega, organizado em 12 episódios que representam o ano 1966; e terá sua estreia brasileira no IMS.

Os filmes serão exibidos em São Paulo nos dias 21 e 24 de março, e no Rio de Janeiro nos dias 23 e 27. A primeira sessão em São Paulo de A Marca do Assassino terá apresentação de Fernando Brito, curador da Versátil Home Video; a primeira sessão de 66 no Rio de Janeiro será apresentada pelo designer gráfico e pesquisador Lucas Albuquerque. Também, no Rio, haverá um debate com o crítico Ruy Gardnier após a primeira exibição do filme de Seijun Suzuki.

Para mais informações, clique aqui.

Foto: Divulgação.

Vingadores: Ultimato, que chega aos cinemas em abril, ganha novo trailer

por: Cinevitor

ultimatovingadorestrailer2 Homem de Ferro: Robert Downey Jr. em cena.

No capítulo anterior, Os Vingadores e seus aliados super-heróis tiveram que sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o poderoso Thanos no maior e mais mortal confronto de todos os tempos. O novo longa, Vingadores: Ultimato, no original Avengers: Endgame, marca o fim da Fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel, que começou há dez anos.

Dirigido por Anthony Russo e Joe Russo, o filme conta com Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Chris Evans, Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Brie Larson, Michelle Pfeiffer, Elizabeth Olsen, Jeremy Renner, Evangeline Lilly, Letitia Wright, Chadwick Boseman, Gwyneth Paltrow, Josh Brolin, Jon Favreau, Sebastian Stan, Tilda Swinton, Dave Bautista, Bradley Cooper, Karen Gillan, Paul Rudd, entre outros no elenco.

Confira o novo trailer de Vingadores: Ultimato, que chega aos cinemas brasileiros no dia 25 de abril de 2019:

Foto: Divulgação/Marvel Studios.

Entrevista: Beth Formaggini fala sobre o documentário Pastor Cláudio, direitos humanos e tempos sombrios

por: Cinevitor

bethpastorclaudioA diretora do documentário no debate em São Paulo.

Escrito e dirigido por Beth Formaggini, o documentário Pastor Cláudio mostra o encontro entre o bispo evangélico Cláudio Guerra, ex-delegado responsável por assassinar e incinerar opositores à ditadura militar no Brasil (1964-1985), e Eduardo Passos, psicólogo e ativista dos Direitos Humanos, que trabalha no atendimento às vítimas da violência do Estado.

No longa, Cláudio, respaldado por uma polêmica Lei da Anistia e hoje membro ativo da comunidade evangélica, revela, dentre outros crimes, como fazia para desaparecer com corpos durante sua atuação no período da ditadura. Com a abertura política, Cláudio trabalhou na segurança pública. Para registrar o diálogo entre o pastor e o psicólogo, a diretora Beth Formaggini montou um cenário com um telão em que são projetadas fotografias e vídeos de vítimas de um passado que perdura.

Nesta terça-feira, 12/03, aconteceu a pré-estreia do filme em São Paulo com a presença da diretora, que logo depois da sessão participou de um debate com o público ao lado de Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo e ex-senador, e Maurice Politi, pesquisador, militante de direitos humanos e ex-preso político.

Antes da exibição, conversamos com Beth Formaggini, que falou sobre o filme, seu personagem principal, ditadura militar, bastidores e a maneira como o longa dialoga com os dias de hoje. Confira:

O INÍCIO:

“Eu encontrei o Cláudio por meio dos biógrafos [Rogério Medeiros e Marcelo Netto] que escreveram Memórias de uma Guerra Suja [livro com depoimentos do ex-delegado do DOPS] e no primeiro telefonema ele já topou. Muito vaidoso. Eu acho que esse tipo de filme é um álibi para ele, que já deixou claro que tem a documentação de todo mundo. E isso, de certo forma, o protege porque ele tem uma carta na manga. O que ele não fala é uma garantia”.

“Foram quatro horas de filmagem. Não vimos ele antes e nem depois. A ideia era registrar o momento presente, uma conversa, esse encontro entre um psicólogo clínico e um violador de direitos humanos. O Eduardo Passos trabalhou num projeto lindo que atende pessoas afetadas pela violência do Estado, onde um ajuda o outro a enunciar essas experiências dolorosas”.

pastorclaudio1filmeConversa: Cláudio Guerra e Eduardo Passos em cena.

O PERSONAGEM:

“Ele cria um personagem de cordeiro de Deus, porém, em alguns momentos dá uma quebrada. Mas são coisas mínimas, você só percebe com uma lupa. Sou discípula do Eduardo Coutinho [documentarista]. Acredito que quando você coloca uma câmera, a pessoa cria um personagem. Sabemos que o documentário também tem isso. Mas, por outro lado, você tem também um ponto de vista, mas com algumas frestas”.

“A forma como ele fala é o que mais choca porque as coisas que ele relata, bem ou mal, sabemos que aconteceu. Quando você capta a questão das palavras e do discurso e passa numa tela de cinema você quase consegue ler as frestas. Você tem ali um rosto muito presente e as palavras dele estão enunciadas com orgulho e poder. Eu mandei o filme para o Cláudio. Hoje ele é pastor de uma igreja e tem vários vídeos dele pregando na internet. O que dá mais poder e controle na vida das pessoas do que ser pastor?”.

PASSADO E PRESENTE:

“Todas as práticas [citadas no filme] se repetem e a atualidade está totalmente impregnada disso. Elas continuaram se repetindo, ao longo dos anos, com os negros, pobres. O discurso é muito revelador e esse filme é baseado na palavra falada. Se não tivesse tantas nuances e tantas brechas seria um filme desinteressante. É um filme impactante, ainda mais pela forma como esse cara fala. Mas acho muito interessante conseguir trabalhar essa palavra falada estimulada por um ouvinte maravilhoso que é o Eduardo, que tem uma prática de psicologia”.

“Se o Brasil tivesse feito a lição de casa, não estaríamos na situação que estamos hoje”

“As pessoas levam uma porrada, principalmente no final do filme, que ele prenuncia [o documentário foi filmado em 2015] o que está acontecendo agora. Ele fala que estão voltando ao poder: a extrema direita, os banqueiros, a elite brasileira. E estão voltando para flexibilizar as leis trabalhistas, que o Michel Temer já tinha começado e o outro [Jair Bolsonaro] vai terminar; com a aposentadoria e etc. Cria-se um discurso de ódio e uma limitação de controle. A população também estimula o desrespeito aos direitos humanos”.

pastorclaudio2filmePersonagem principal: Cláudio Guerra relata crimes que aconteceram durante a ditadura militar.

OS CRIMES:

“A maneira como as pessoas que cometeram crimes contra a humanidade são tratadas é uma interpretação, ao meu ver, errada da Lei da Anistia porque o judiciário interpretou assim. Mas é contestada o tempo todo, não só pelas famílias que sofreram esse tipo de violência, mas também internacionalmente. Esses crimes não são passíveis de perdão, então, essas pessoas tinham que ser, no mínimo, julgadas. Se o Brasil tivesse feito a lição de casa, não estaríamos na situação que estamos hoje”.

TEMPOS SOMBRIOS:

“Levei dois anos pra fazer o longa e ele chega num momento em que precisamos tirar o lixo debaixo do tapete e encarar esses fatos que aconteceram para evitar que voltem a acontecer. É um momento que todo mundo precisa conversar com todo mundo e debater, cada um na sua profissão, da sua maneira e tentar fazer alguma coisa. Os tempos estão muito sombrios. Fazem elogio à tortura e o pior não é só o que é enunciado, o pior é a receptividade disso, que me assusta ainda mais. Esse filme é uma porrada para a pessoa levar pra casa e não dormir, pra começar a conversar com o vizinho. Não podemos nos atrasar mais”.

Entrevista: Vitor Búrigo
Fotos: Divulgação/ArtHouse.

Versão live-action de Aladdin, dirigida por Guy Ritchie, ganha trailer

por: Cinevitor

aladdintrailernovoMena Massoud e Will Smith em cena!

Em novembro de 1992, a animação Aladdin, da Disney, foi lançada nos cinemas e recebeu críticas positivas, tornando-se o filme mais bem sucedido daquele ano, faturando mais de 217 milhões de dólares nos Estados Unidos e mais de 504 milhões em todo o mundo.

No ano seguinte, foi premiado no Oscar em duas categorias: melhor trilha sonora e melhor canção original para A Whole New World, de Alan Menken e Tim Rice. Além disso, o filme também foi premiado no Globo de Ouro, Annie Awards, Grammy Awards, entre outros. Robin Williams, Scott Weinger e Linda Larkin integraram o elenco de dubladores.

Anos depois, a Disney resolveu produzir uma nova versão do clássico animado, só que dessa vez em live-action, com atores e cenários reais. Com direção de Guy Ritchie e roteiro de John August, o novo Aladdin é baseado no filme de animação de 1992 e nas histórias de As Mil e uma Noites.

O elenco conta com Will Smith como o Gênio que tem o poder de conceder três desejos a quem possui sua lâmpada mágica; Mena Massoud como Aladdin, o morador de rua que se apaixona pela filha do Sultão; Naomi Scott como a princesa Jasmine, a bela filha do sultão que não aceita as ordens do pai; Marwan Kenzari como Jafar, um feiticeiro maligno que tem um plano nefasto para governar Agrabah; Navid Negahban como o sultão, o governante de Agrabah que está ansioso para encontrar um marido apropriado para sua filha; Nasim Pedrad como Dalia, donzela e confidente da princesa Jasmine; Billy Magnussen como Prince Anders, um pretendente de Skanland e marido potencial da princesa Jasmine; e Numan Acar como Hakim, o homem da mão direita de Jafar e chefe dos guardas do palácio.

O compositor Alan Menken preparou novas gravações das músicas originais escritas pelos letristas Howard Ashman e Tim Rice, bem como duas novas músicas escritas pelos compositores Benj Pasek e Justin Paul, de La La Land: Cantando Estações e O Rei do Show.

Confira o trailer de Aladdin, que chega aos cinemas brasileiros no dia 23 de maio:

Foto: Divulgação/Disney.

59º Festival de Cinema de Cartagena anuncia vencedores; documentário brasileiro é qualificado para o Oscar 2020

por: Cinevitor

meunomedanieloscarDaniel Gonçalves, diretor do documentário Meu Nome é Daniel, na premiação.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 11/03, os vencedores da 59ª edição do FICCI, Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias, conhecido como o festival cinematográfico mais antigo de América Latina. O evento, realizado na Colômbia, prioriza em sua seleção filmes que promovem a identidade cultural dos países ibero-americanos.

Neste ano, a cineasta colombiana Marta Rodríguez foi homenageada com um prêmio especial por sua carreira. Entre tantos filmes, em 1982 recebeu o Prêmio FIPRESCI no Festival de Berlim pelo documentário Nuestra voz de tierra, memoria y futuro.

O cinema brasileiro se destacou no FICCI 2019: o documentário Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves, foi aprovado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos e conseguiu se qualificar para o Oscar 2020. Além disso, o longa Los Silencios, de Beatriz Seigner, também foi exibido no festival e Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu, de Bruno Risas, foi premiado nas categorias Work in Progress PUERTO LAB Cinecolor e WIP Puerto Lab.

Conheça os vencedores do 59º Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias:

FICÇÃO | PRÊMIO DO PÚBLICO:
Monos, de Alejandro Landes (Colômbia/Argentina/Holanda/Alemanha/Suécia/Uruguai)

DOCUMENTÁRIO | PRÊMIO DO PÚBLICO:
La Paz, de Tomás Pinzón Lucena (Colômbia/França)

QUALIFICADO PARA O OSCAR | DOCUMENTÁRIO:
Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves (Brasil)

QUALIFICADO PARA O OSCAR | CURTA-METRAGEM:
La última marcha, de Ivo Aichenbaum (Argentina/Colômbia)

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores.

Foto: Divulgação.

É Tudo Verdade 2019 – 24º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados e os homenageados

por: Cinevitor

2019verdade5O cineasta alemão Werner Herzog com Mikhail Gorbatchov no filme Encontrando Gorbachev.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 11/03, em uma coletiva de imprensa, em São Paulo, os filmes selecionados para a 24ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Neste ano, mais de 1.600 títulos foram inscritos e 66 selecionados.

Entre os dias 4 e 14 de abril, em São Paulo, e 8 e 14 de abril, no Rio de Janeiro, será exibida uma programação com os melhores documentários produzidos no Brasil e no mundo: “É um privilégio apresentar uma safra excepcional como esta, tanto brasileira quanto internacional. Foi um dos processos de seleção mais intensos nesta década”, revela Amir Labaki, criador e diretor do É Tudo Verdade.

Os filmes premiados no É Tudo Verdade 2019, nas competições de curtas e longas-metragens estarão automaticamente classificados para serem examinados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para uma disputa ao Oscar do ano que vem.

2019verdade1Cena de Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes.

Além disso, o documentário americano Mike Wallace Está Aqui, de Avi Belkin, vai abrir a 24ª edição do É Tudo Verdade em São Paulo. No Rio, o festival será inaugurado com a estreia mundial de Memórias do Grupo Opinião, de Paulo Thiago.

O festival deste ano celebra a memória e a obra de dois mestres falecidos em 2018: Nelson Pereira dos Santos e Claude Lanzmann. Em parceria com o Instituto Moreira Salles, o É Tudo Verdade destaca parte da produção documental de Nelson Pereira dos Santos, diretor de clássicos como Vidas Secas. O programa destaca seus ensaios sobre dois influentes pensadores brasileiros: Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda. Serão exibidos Casa Grande & Senzala, realizado para TV a partir do livro de Freyre, e Raízes do Brasil, sobre a obra e a vida do historiador Sérgio Buarque de Holanda.

O outro homenageado é o francês Claude Lanzmann, considerado um dos maiores documentaristas da história e diretor do clássico Shoah, que levou doze anos para ser concluído. Em parceria com o Consulado da França no Rio de Janeiro, o festival apresentará a estreia brasileira dos últimos retratos dirigidos por Lanzmann. Lançado na França, meses antes da morte do diretor, em julho passado, As Quatro Irmãs desenvolve-se em quatro filmes concentrados cada qual em uma sobrevivente do genocídio nazista, todas entrevistadas durante o processo de realização de Shoah.

2019verdade2Cena do filme sobre a montadora Ziva Postec, que trabalhou com Claude Lanzmann.

Em parceria com o É Tudo Verdade, o Itaú Cultural apresentará exibições exclusivas no site (clique aqui). Comentados pelo diretor do festival, Amir Labaki, os títulos deste ano têm como foco o cinema brasileiro: Dino Cazzola – Uma Filmografia de Brasília, de Cleisson Vidal e Andrea Prattes; O Galante Rei da Boca, de Alessandro Gamo e Luis Rocha Melo; Histórias Cruzadas, de Alice de Andrade; e Tudo por Amor ao Cinema, de Aurélio Michiles.

Durante todo o mês de abril, o Itaú Cultural dedicará a sessão das 19h das terças-feiras aos documentários. Além de Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins, de André Barcinski e André Finotti, e O Homem que Matou John Wayne, de Diogo Oliveira e Bruno Laet, que integraram edições anteriores do É Tudo Verdade, serão exibidos também os vencedores das competições brasileira e latino-americana de longas e da competição de curtas, tantos os nacionais quanto os estrangeiros.

Após o fim do festival em São Paulo e no Rio, seis filmes da seleção de 2019 serão exibidos em cinco unidades do Sesc no interior de São Paulo. Os títulos serão programados durante o mês de maio nas seguintes cidades: Araraquara, Jundiaí, Santos, São José dos Campos e Sorocaba. Todas as sessões têm entrada gratuita.

2019verdade4O Caso Hammarskjöld: sobre a morte do secretário-geral das Nações Unidas.

Além disso, pela primeira vez, o É Tudo Verdade, em parceria com o Spcine Play, vai disponibilizar alguns títulos da seleção internacional deste ano na plataforma online (clique aqui). O acesso é gratuito e os filmes ficarão disponíveis por um período de 30 dias.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2019 – 24º Festival Internacional de Documentários:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Cine Marrocos, de Ricardo Calil
Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos, de Daniela Broitman
Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes
Niède, de Tiago Tambelli
Rumo, de Flavio Frederico e Mariana Pamplona
Soldado Estrangeiro, de José Joffily e Pedro Rossi
Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
A Beira (The Brink), de Alison Klayman (EUA)
“Agora Algo Está Mudando Lentamente” (‘Nu verandert er langzaam iets’), de Menna Laura Meijer (Holanda)
O Caso Hammarskjöld (Cold Case Hammarskjöld), de Mads Brügger (Dinamarca/Noruega/Suécia/Bélgica)
Defensora (Advocate), de Rachel Leah Jones e Philippe Bellaïche (Israel/Canadá/Suíça)
Encontrando Gorbachev (Meeting Gorbachev), de Werner Herzog e Andre Singer (Reino Unido/EUA/Alemanha)
Hungria 2018 – Bastidores da Democracia (Hungary 2018), de Eszter Hajdu (Hungria)
Meu Amigo Fela (My Friend Fela), de Joel Zito Araújo (Brasil)
Piazzolla: Os Anos do Tubarão (Piazzolla, los años del tiburón), de Daniel Rosenfeld (Argentina/França)
Reconstruindo Utoya (Reconstructing Utøya), de Carl Javér (Suécia/Noruega/Dinamarca)
Retrato Chinês (Chinese Portrait), de Wang Xiaoshuai (Hong Kong)
Testemunhas de Putin (Svideteli Putina), de Vitaly Mansky (Letônia/Suíça/República Checa)
Ziva Postec. A Montadora por Trás do Filme ‘Shoah’ (Ziva Postec), de Catherine Hébert (Canadá)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTA-METRAGEM:
As Constituintes de 88, de Gregory Baltz (RJ)
Kerexu, de Denis Rodriguez e Leonardo Remor (RS)
Nome de Batismo – Frances, de Tila Chitunda (PE)
Partir, de Sonia Guggisberg (SP)
Planeta Fábrica, de Julia Zakia (SP)
A Primeira Foto, de Tiago Pedro (CE)
Retratos Sobre o Não Ver, de Erik Gasparetto (PR)
Sem Título # 5: A Rotina Terá seu Enquanto, de Carlos Adriano (SP)
Vento de Sal, de Anna Azevedo (RJ)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM:
2001 – Faíscas na Escuridão (2001 Sparks in the dark), de Pedro González Bermúdez (Espanha)
O Costureiro Debaixo da Ponte, de Banpark Jieun (Coreia do Sul)
As Instruções (Odprawa), de Filip Drzewiecki (Polônia)
Lily, de Adrienne Gruben (EUA)
O Mar Enrola na Areia, de Catarina Mourão (Portugal)
Na Boca da Mina (In the mouth of the mine), de Brandán Cerviño (Cuba)
Na Nossa Casa (In our home), de Iban Colón (Espanha)
Nove Cinco, de Tomás Arcos (Chile)
Swatted, de Ismaël Joffroy Chandoutis (França)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA:
A Arrancada (La Arrancada), de Aldemar Matias (França/Cuba/Brasil)
Está Tudo Bem, de Tuki Jencquel (Venezuela/Alemanha)
Hoje e Não Amanhã, de Josefina Morandé (Chile)
A Liberdade é uma Palavra Grande (Freedom is a big word), de Guillermo Rocamora (Uruguai/Brasil)
Maricarmen, de Sergio Morkin (México)
Piazzolla: Os Anos do Tubarão (Piazzolla, los años del tiburón), de Daniel Rosenfeld (Argentina/França)

O ESTADO DAS COISAS:
Carta a Theo (Lettre A Théo), de Elodie Lélu (Bélgica)
Marceline. Uma Mulher. Um Século, de Cordelia Dvorák (França/Holanda)
Maria Luiza, de Marcelo Díaz (Brasil)

PROGRAMAS ESPECIAIS:
O Barato de Iacanga, de Thiago Mattar (Brasil)
Fotografação, de Lauro Escorel (Brasil)
Milú, de Tarso Araujo e Raphael Erichsen (Brasil)

Fotos: Divulgação.

Festival de Gramado 2019: inscrições abertas para as mostras competitivas

por: Cinevitor

inscricoesgramado2019Os vencedores da 47ª edição serão anunciados no dia 24 de agosto.

As inscrições para as mostras competitivas do 47º Festival de Cinema de Gramado já estão abertas e a ficha está disponível no site oficial do evento (clique aqui); o prazo final para a submissão de filmes é dia 18 de abril.

O evento, que inicia em 15 de agosto e entregará os kikitos aos vencedores de cada categoria na noite de 24 de agosto, apresenta uma novidade: a Mostra de Longas Gaúchos passa a ser competitiva. Além das tradicionais premiações em doze categorias de longas-metragens brasileiros, seis de longas estrangeiros e dez de curtas brasileiros, o festival vai premiar também em 2019 o melhor filme de longa-metragem gaúcho. Os consagrados na 47ª edição do maior festival de cinema ininterrupto do Brasil recebem ainda premiação em dinheiro; o total a ser entregue neste ano é R$ 285 mil.

Entre as exigências para a inscrição na competição estão critérios como a conclusão dos filmes de longa-metragem e curta-metragem a partir de 1º de maio de 2018; duração mínima de 70 minutos para longas e máxima de 20 minutos para curtas; ineditismo regional para longas gaúchos e curtas brasileiros (sem exibição pública e comercial no Rio Grande do Sul) e ineditismo nacional para longas brasileiros e estrangeiros (sem exibição pública e comercial no Brasil). O regulamento completo também pode ser acessado no site do festival.

Realizado anualmente em Gramado, no Rio Grande do Sul, o Festival de Cinema tem como cenário uma das cidades mais visitas e prestigiadas do Brasil. Durante o período de realização do evento, a cidade da Serra Gaúcha chega a receber um público superior a oito vezes sua população, de aproximadamente 32 mil habitantes.

No ano passado, Ferrugem, de Aly Muritiba, foi eleito pelos jurados o melhor longa-metragem brasileiro da 46ª edição. A produção paranaense levou ainda os kikitos de melhor roteiro e melhor desenho de som. Benzinho, de Gustavo Pizzi, venceu os prêmios de melhor filme pelo Júri da Crítica e pelo voto do Júri Popular, além dos prêmios de melhor atriz para Karine Teles e melhor atriz coadjuvante para Adriana Esteves.

Foto: Diego Vara.