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Notícias do Fim do Mundo: Rosemberg Cariry e elenco falam sobre o filme exibido no 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

rosembergceara19O cineasta Rosemberg Cariry no palco do Cineteatro São Luiz.

Na sessão de domingo, 01/09, da Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem do 29º Cine Ceará, foi exibido o filme Notícias do Fim do Mundo, de Rosemberg Cariry. O argumento nasceu de um conto, escrito pelo próprio diretor em 1996, que ganhou novas camadas a partir do olhar atencioso às mudanças que afetaram o mundo nos últimos anos.

Imerso nos questionamentos sobre as diversidades culturais, hibridismos e trânsitos identitários, na chamada sociedade da violência e do espetáculo, Cariry traz para o seu novo longa-metragem uma experiência concebida a partir da leitura de alguns pensadores latino-americanos sobre o sentido conceitual do transbarroco, que o leva a explorar as sinuosidades e os contrastes dos símbolos e da violência em um país periférico e dependente.

A trama se passa na cidade de Kibuna, onde vive Alexandre Taylor, interpretado por Everaldo Pontes, um ator que, no final da vida, decide ganhar o seu sustento dando cursos nas favelas das periferias e é um dos organizadores de um grupo de folguedo popular. Quando surge o convite para se apresentar no palácio do governador, o ator enxerga nesse gesto uma das últimas chances de fazer uma ousada e perigosa performance pública. Durante a apresentação, o grupo resolve sequestrar um embaixador, papel de João Paulo Soares, dando início a uma perseguição policial descontrolada do governo e à transformação de Alexandre Taylor em Mestre Jacaúna.

Com produção executiva de Bárbara Cariry e fotografia de Petrus Cariry, Notícias do Fim do Mundo também aborda a construção e o consumo desenfreados de imagens, de fake news, das manipulações políticas e de consciências, das construções identitárias, das fronteiras móveis, do papel polêmico dos veículos de comunicação e das redes sociais em um mundo globalizado, além de explorar as contradições de seus personagens.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, o diretor e os atores Everaldo Pontes, João Paulo Soares e Majô de Castro falaram sobre o filme, bastidores, distribuição, entrosamento do elenco e cinema brasileiro.

Aperte o play e confira:

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Foto: Arlindo Barreto.

Lilia Cabral é homenageada com o Troféu Eusélio Oliveira no 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

liliahomenagemcearaCarreira consagrada e talento reconhecido.

A programação de sábado, 31/08, do 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema começou com a entrega do Troféu Eusélio Oliveira para a atriz Lilia Cabral. A homenagem foi apresentada pelo amigo e colega de trabalho, o ator José Loreto, com quem atuou recentemente na novela O Sétimo Guardião.

Além de tantas personagens marcantes na TV, Lilia Cabral também se destacou nas telonas. Seu maior sucesso, Divã, de José Alvarenga Jr., levou mais de um milhão de espectadores aos cinemas. A comédia dramática lhe rendeu vários prêmios por sua atuação, entre eles, Miami Brazilian Film Festival e Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em seu currículo constam também: Dias Melhores Virão (1989), Stelinha (1990), Como Ser Solteiro (1998), A Partilha (2001), Julio Sumiu (2014), entre outros.

Na TV, com sua personagem Marta, da novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, foi aclamada pelo público e pela crítica. Por essa atuação, foi indicada ao Emmy Internacional e premiada pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte.

No palco do Cineteatro São Luiz, relembrou sua trajetória: “Acho que eu gostaria de ter feito mais filmes. E se eu não fiz, não foi porque não quisesse, mas porque eu tinha outros trabalhos que me impediram de fazer”.

Durante a homenagem também relembrou sua paixão pela sétima arte: “Quando criança, tinha um cinema no bairro que eu morava, o Cine Nacional. Foi através desse cinema que eu quis ser atriz. Na verdade, foi com o cinema que eu me encontrei e achei que era aquilo que eu queria”. E completou: “Lá passavam todos os filmes do Marcello Mastroianni, Fellini, Mazzaropi, todos os filmes da Atlântida [companhia cinematográfica], da Dercy Gonçalves e os desenhos do Walt Disney. Quando a gente olha pra trás, vemos nossas referências”, finalizou.

Depois da receber a honraria do Cine Ceará, Lilia apresentou, ao lado da equipe, o filme Maria do Caritó, exibido fora de competição. No longa, dirigido por João Paulo Jabur, interpreta uma solteirona em busca do amor verdadeiro. O filme é baseado em uma peça homônima, “escrita especialmente para o retorno da atriz Lilia Cabral ao teatro”, como conta o escritor Newton Moreno. A comédia dramática ficou cinco anos em cartaz antes de ganhar as telas dos cinemas e foi um verdadeiro sucesso de público. Indicada a seis categorias no Prêmio Shell, em 2010, a peça Maria do Caritó contou ainda com a vitória de Lilia na categoria de melhor atriz no Prêmio Contigo!, em 2011.

O elenco conta ainda com Kelzy Ecard, Leopoldo Pacheco, Gustavo Vaz, Sylvio Zilber, Juliana Carneiro da Cunha, Fernando Sampaio, Alice Assef, Larissa Bracher, Priscila Steinman e Fernando Neves.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da homenagem:

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Foto: Arlindo Barreto.

A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, é exibido na noite de abertura do 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

aberturacinecearakarim1Equipe do filme reunida no palco.

Depois de receber uma emocionante homenagem na primeira noite do 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, o cineasta cearense Karim Aïnouz continuou no palco para apresentar A Vida Invisível, o filme de abertura deste ano.

Escolhido recentemente para ser o representante brasileiro na disputa por uma vaga entre os finalistas da categoria de melhor filme internacional no Oscar 2020, o longa foi premiado como melhor filme da mostra Un Certain Regard, paralela ao Festival de Cannes. Além da consagração no festival francês, sendo o primeiro filme brasileiro a receber o prêmio máximo na categoria, também foi contemplado com o CineCoPro Award no Filmfest München, na Alemanha, e consagrado no Festival de Cine de Lima.

O filme conta a história das irmãs inseparáveis Guida, que sonha em casar e ter uma família, e Eurídice, a mais nova, pianista prodígio. Um dia, as duas são separadas para sempre e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

O longa é uma livre adaptação da obra homônima de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregorio Duvivier, Maria Manoella, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Flavio Bauraqui no elenco. Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa, ambientado majoritariamente na década de 1950, foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão. A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, de As Praias de Agnès e Lazzaro Felice, que assina seu primeiro longa brasileiro, e a alemã Heike Parplies, de Toni Erdmann, assina a montagem.

No palco, ainda emocionado com as palavras de Fernanda Montenegro em sua homenagem, Karim apoiou o protesto dos estudantes da Universidade Federal do Ceará, UFC, contra a intervenção na instituição em relação ao reitor. Depois, chamou outros integrantes de sua equipe, como as protagonistas Carol Duarte e Júlia Stockler e o ator Flavio Bauraqui.

“O Cineteatro São Luiz foi o lugar que eu vi meu primeiro filme numa tela de cinema. Estar aqui com vocês é uma alegria gigante. A Vida Invisível tem me dado muitas razões para eu estar feliz hoje; o prêmio em Cannes e agora a indicação para representar o Brasil numa possível corrida no Oscar”, disse. E completou: “É importante que esse país defenda seus artistas, defenda seu cinema. É importante a defesa da Agência Nacional do Cinema [Ancine], que virou alvo do obscurantismo. Um país que não protege sua cultura é um país sem nome e sem história”, discursou.

Entre aplausos, finalizou seu discurso: “Esse filme tem o DNA cearense porque é muito pessoal. Fala da vida de tantas mulheres que abdicaram seus sonhos por conta do regime patriarcal. Um filme que fala da minha mãe, da minha avó, das minhas tias”.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da apresentação do filme no Cine Ceará 2019:

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Foto: Rogerio Resende.

29º Cine Ceará começa com homenagem a Karim Aïnouz e discurso de Fernanda Montenegro

por: Cinevitor

fernandakarimcearaEmoção na noite de abertura: homenagem e aplausos.

A 29ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema começou na sexta-feira, 30/08, no Cineteatro São Luiz, em uma noite que já entrou para a história do evento. Entre aplausos e muita comoção da plateia, o cineasta cearense Karim Aïnouz foi homenageado.

Primeiro, Karim subiu ao palco para receber uma placa do governador Camilo Santana e do secretário da Cultura do Estado, Fabiano Piúba. Depois, relembrou momentos marcantes de sua carreira em um vídeo exibido com trechos de seus filmes e entrevistas.

O momento mais emocionante aconteceu quando Fernanda Montenegro apareceu no palco para entregar o troféu Eusélio Oliveira ao diretor. A atriz, que foi ovacionada pelo público, integra o elenco de A Vida Invisível, novo filme de Karim Aïnouz, que foi recentemente premiado na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, e escolhido para abrir o Cine Ceará deste ano.

No palco, Fernanda fez um discurso emocionante: “O Brasil vai dar certo. É na arte que o Brasil vai dar certo. É na arte que o Brasil dá certo”, sendo muito aplaudida pelo público. Depois de entregar o troféu, ela leu a carta que Karim enviou no início do projeto pedindo para que ela lesse o roteiro: “Eu já tinha visto Madame Satã, O Céu de Suely, Praia do Futuro e pensava: ‘Meu Deus! Que diretor!’. Aí um dia, recebo uma carta”. Ao final da leitura, foi ainda mais aplaudida ao relembrar o primeiro contato com Aïnouz.

Depois disso, Wolney Oliveira, diretor executivo do Cine Ceará, subiu ao palco para cumprimentar o homenageado, que aproveitou o momento para fazer seu discurso: “Eu queria agradecer uma pessoa que estava no começo de tudo, que é o nome desse troféu: Eusélio Oliveira. Minha mãe ligou pra ele e contou que eu queria fazer um filme e pediu uma ajuda. Hoje eu recebo esse prêmio, nesse cinema, com o maior retrato do Brasil, a coisa mais potente que temos no país hoje, que é a Fernanda. Somos todos Fernanda Montenegro”, finalizou.

Aperte o play e assista aos discursos na íntegra e os melhores momentos da homenagem:

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Foto: Chico Gadelha.

Conheça os vencedores do 6º Festival de Cinema de Caruaru

por: Cinevitor

caruaruvencedores2019Os vencedores de 2019 no palco.

Foram anunciados neste sábado, 31/08, os vencedores da 6ª edição do Festival de Cinema de Caruaru, evento que acontece na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, e que realiza também ações educativas, como mostras itinerantes nas escolas, debates e oficinas.

Rebento, de André Morais, foi o grande vencedor da Mostra Brasil de longas-metragens e levou três prêmios, entre eles, o de melhor filme. A justificativa do júri diz: “pelo olhar poético sobre o feminino e suas desconstruções, os múltiplos femininos na vivacidade do contexto sertanejo, mostrado por meio de uma fotografia sensível, as paisagens e personagens conflituosos demonstram a visceralidade da atuação e do roteiro. O Sertão vivo e pulsante, desmitificado, por meio de uma construção visual potente”.

Na Mostra Brasil de curtas-metragens, A Volta Para Casa, de Diego Freitas e protagonizado por Lima Duarte, foi premiado em três categorias, entre elas, a de melhor filme segundo o Júri Jovem, que justificou: “proporciona ao espectador pisar no solo das expectativas vindouras ao abordar questionamentos sobre a vida idosa, as novas problemáticas em relação ao escanteamento social e as possibilidades de reinserção nesse meio. Cada contribuição dos elementos narrativos do filme torna-o mais coeso em sua proposta: o cotidiano de um idoso em um asilo é exposto a um caráter fotográfico suave e equilibrado com a musicalidade que conta o cotidiano metódico dos personagens. Assiste-se e vive-se os momentos do idoso, a saudade, suas decisões e alegrias em tomadas que oscilam entre o desistir e o desenrolar proposto pelo roteiro e estar na ótica dele”.

Além disso, foi exibido na noite de encerramento o curta-metragem Mata, realizado pela oficina Documentando e ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles, da Eixo Audiovisual. O filme foi gravado na Serra dos Cavalos, reserva ecológica em Caruaru, com a participação de Seu João da Mata.

Conheça os vencedores do 6º Festival de Cinema de Caruaru:

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM:

Melhor Filme: Rebento, de André Morais (PB)
Melhor Filme | Júri Jovem: Rebento, de André Morais (PB)
Melhor Direção: Dea Ferraz, por Mateus
Melhor Roteiro: Rebento, escrito por André Morais
Melhor Ator: Diego Avelino, por Meio Irmão
Melhor Atriz: Ingrid Trigueiro, por Rebento
Melhor Fotografia: Meio Irmão, por Cleisson Vidal
Melhor Pôster: Mateus, de Dea Ferraz (PE)
Menção Honrosa: Mateus, de Dea Ferraz e para a atriz Natália Molina, de Meio Irmão

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM:

Melhor Filme: O Grande Amor de Um Lobo, de Adrianderson Barbosa e Kennel Rógis (São Miguel do Gostoso, RN)
Melhor Filme | Júri Jovem: A Volta Para Casa, de Diego Freitas (São Paulo, SP)
Melhor Direção: Adrianderson Barbosa e Kennel Rogis, por O Grande Amor de Um Lobo
Melhor Roteiro: A Volta Para Casa, escrito por Diego Freitas e Diego Olivares
Melhor Ator: Jean-Claude Bernardet, por Nuvem Negra
Melhor Atriz: Mayara Millane, por Deusa
Melhor Fotografia: A Volta Para Casa, por Kauê Zilli
Melhor Pôster: O Menino que Morava no Som, de Felipe Soares (Recife, PE)

MOSTRA AGRESTE | CURTA-METRAGEM:

Melhor Filme: Mucunã, de Carol Correia (Recife, PE)
Melhor Direção: Wagno Godez, por Besta-Fera (Arapiraca, AL)
Melhor Roteiro: Mucunã, escrito por Carol Correia
Melhor Ator: Felipe Rios, por Besta-Fera
Melhor Atriz: Mariah Morello, por Besta-Fera
Melhor Fotografia: O Balido Interno, por Junior Siqueira
Melhor Pôster: Mucunã
Menção Honrosa: Besta-Fera, de Wagno Godez

MOSTRA UNIVERSITÁRIA DE CURTA-METRAGEM:

Melhor Filme: Dissonância, de Thiago Muniz (Caruaru, PE)
Melhor Direção: Thiago Muniz, por Dissonância
Melhor Roteiro: Dança, escrito por Virgínia Guimarães
Melhor Ator: Hamilton Torres, por Dissonância
Melhor Atriz: Sofia Fragoso, por Galega da Cadisa
Melhor Fotografia: Dissonância, por João Victor Soares
Melhor Pôster: Remu, de Jonas dos Santos
Menção Honrosa: Dança, de Virgínia Guimarães, Devaneios, de Amanda Menezes e Galega da Cadisa, de Petryk Lucas e João Marcelo

MOSTRA ADOLESCINE DE CURTA-METRAGEM:

Melhor Filme: Arani Tempo Furioso, de Roobertchay Rocha (Vitória, ES)

MOSTRA INFANTIL DE CURTA-METRAGEM:

Melhor Filme: Bicho do Mato, de Juliana Sanson (Curitiba, PR)

MOSTRA LATINO-AMERICANA DE CURTA-METRAGEM:

Melhor Filme: La Eternidad de Paula, de Dayana Gauthier (Venezuela)

Foto: Divulgação.

Com Jacqueline Laurence e Emilio Orciollo Netto, Jovens Polacas, de Alex Levy-Heller, ganha trailer

por: Cinevitor

jovenspolacastrailerO filme reacende a força feminina do início do século XX.

O cineasta carioca Alex Levy-Heller assina a direção de Jovens Polacas, longa que conta uma história forte e polêmica, que até hoje é cercada de tabus: a das jovens mulheres, judias e pobres do Leste Europeu, que no início do século passado eram trazidas ao Brasil sob a promessa de uma vida melhor, mas, na verdade, eram exploradas em meretrício.

Com distribuição da Pipa Produções, o filme traça de forma lúdica um retrato da vida à qual eram submetidas estas estrangeiras, traficadas para a prostituição no Rio de Janeiro. Na época, eram conhecidas como Polacas apesar de terem vindo de diversos países da Europa. “Minha intenção sempre foi retratá-las de forma poética. Para isso, busquei inspirações em pinturas, obras de arte e fotografias reais destas mulheres”, resume o diretor.

Livremente adaptado do livro homônimo de Esther Largman, o longa ilustra as memórias quase apagadas de Mira, papel de Jacqueline Laurence, filha de uma Polaca que passou parte da primeira infância num Lupanar, vendo sua mãe e as outras mulheres, a quem chamava de tias, sendo exploradas sexualmente pelos cafetões.

Em busca de detalhes para sua tese de doutorado, o jornalista Ricardo, vivido por Emilio Orciollo Netto, traz à tona as dificuldades destas mulheres desde sua chegada até o fim de suas vidas. Renegadas pela própria comunidade judaica foram obrigadas a construir sua própria sinagoga e seu próprio cemitério, conhecido como Cemitério das Polacas, localizado em Inhaúma, onde a produção foi autorizada a rodar trechos do filme. O local, que ficou por anos abandonado, foi tombado pela Prefeitura do Rio e, hoje, é mantido pela sociedade comunal israelita.

O filme traz referências estéticas das obras de artes de Henry Asencio, Jan Saudek, Henri Lebasque, Matisse, entre outros. No elenco também estão Berta Loran, Flávio Migliaccio e Lorena Castanheira.

Confira o trailer de Jovens Polacas:

Foto: Divulgação/Afinal Filmes.

A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2020

por: Cinevitor

vidainvisiveloscar2020Júlia Stockler e Carol Duarte em cena.

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta terça-feira, 27/08, na Cinemateca, em São Paulo, o longa brasileiro que vai disputar uma vaga entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) no Oscar 2020.

Entre 12 inscritos, o escolhido foi A Vida Invisível, dirigido por Karim Aïnouz, que foi premiado recentemente como melhor filme da mostra Un Certain Regard, paralela ao Festival de Cannes. Além da consagração no festival francês, sendo o primeiro filme brasileiro a receber o prêmio máximo na categoria, o longa foi contemplado com o CineCoPro Award no Filmfest München, na Alemanha.

O filme conta a história das irmãs inseparáveis Guida, que sonha em casar e ter uma família, e Eurídice, a mais nova, pianista prodígio. Um dia, as duas são separadas para sempre e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

O longa é uma livre adaptação da obra homônima de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregorio Duvivier, Maria Manoella, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Flavio Bauraqui no elenco. Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa, ambientado majoritariamente na década de 1950, foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão. A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, de As Praias de Agnès e Lazzaro Felice, que assina seu primeiro longa brasileiro, e a alemã Heike Parplies, de Toni Erdmann, assina a montagem.

Além de Cannes e Munique, o filme esteve nas seleções oficiais dos festivais de Sydney, do Midnight Sun, na Finlândia, e de Karlovy Vary, na República Tcheca, e será exibido no Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Cinema da Nova Zelândia; e nas próximas semanas novos anúncios virão.

Em cartaz no circuito comercial a partir do dia 31 de outubro, A Vida Invisível é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures Brasil, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

Com distribuição conjunta da Vitrine Filmes e Sony Pictures, o filme se tornou o primeiro título latino-americano a ganhar distribuição pela Amazon Studios nos cinemas dos Estados Unidos. Além disso, estreará antecipadamente nas telonas do Nordeste no dia 19 de setembro e ganhará sua primeira exibição em território brasileiro na abertura do Cine Ceará 2019, no dia 30 de agosto.

A definição dos membros da comissão ficou a critério da Academia Brasileira de Cinema, entidade formada por mais de 200 profissionais da área cinematográfica nacional. Ricardo Rihan, da Secretaria do Audiovisual, acompanhou a coletiva ao lado de Jorge Peregrino, Presidente da Academia.

A Comissão Especial de Seleção foi composta pelos seguintes nomes: a cineasta Anna Muylaert, que representou o Brasil com Que Horas Ela Volta?; David Schurmann, diretor de Pequeno Segredo, representante do Brasil no Oscar 2017; o diretor de fotografia Walter Carvalho; o cineasta Zelito Viana; as produtoras Sara Silveira e Vania Catani; o roteirista Mikael de Albuquerque, de A Glória e a Graça; o crítico e fundador do festival É Tudo Verdade, Amir Labaki; e a diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago. Além dos membros titulares, fizeram parte da comissão de suplentes: o distribuidor e produtor Marcio Fraccaroli e a documentarista e produtora Adriana Dutra.

Estavam na disputa este ano: A Última Abolição, de Alice Gomes; A Voz do Silêncio, de André Ristum; Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles; Bio – Construindo uma Vida, de Carlos Gerbase; Chorar de Rir, de Toniko Melo; Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai; Humberto Mauro, de André Di Mauro; Legalidade, de Zeca Brito; Los Silencios, de Beatriz Seigner; Simonal, de Leonardo Domingues; e Sócrates, de Alex Moratto.

Em dezembro, antes do anúncio final, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood selecionará nove produções estrangeiras. Desse grupo, saem os cinco finalistas. A lista com os indicados ao Oscar 2020 será divulgada no dia 13 de janeiro e a cerimônia está marcada para o dia 9 de fevereiro, em Los Angeles.

O representante brasileiro disputará uma vaga na 92ª edição da premiação mais importante do cinema com diversas produções de outros países, como: o sul-coreano Parasite, de Bong Joon-ho; La mala noche, de Gabriela Calvache, do Equador; o japonês Weathering With You, de Makoto Shinkai; Papicha, de Mounia Meddour, da Argélia; It Must Be Heaven, de Elia Suleiman, da Palestina; entre outros.

No ano passado, o longa selecionado para disputar uma vaga entre os indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro foi O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues. Nos últimos anos foram selecionados os seguintes longas: Bingo: O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende; Pequeno Segredo, de David Schurmann; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert; Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro; O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho; O Palhaço, de Selton Mello; Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, de José Padilha; Lula, o Filho do Brasil, de Fabio Barreto; e Salve Geral, de Sérgio Rezende.

Foto: Reprodução/YouTube.

Dirigido por Woody Allen, Um Dia de Chuva em Nova York, com Timothée Chalamet, ganha trailer

por: Cinevitor

chuvanovayorktrailerTimothée Chalamet em cena: protagonista.

O mais novo filme escrito e dirigido por Woody Allen, Um Dia de Chuva em Nova York, acaba de ganhar seu primeiro trailer. Repetindo a parceria com o premiado diretor de fotografia Vittorio Storaro, com quem Allen já trabalhou outras duas vezes, o filme conta com um elenco de peso, encabeçado por Timothée Chalamet, Elle Fanning, Selena Gomez, Jude Law, Diego Luna, Rebecca Hall e Liev Schreiber.

A comédia romântica acompanha a história de um jovem casal, Gatsby (Timothée Chalamet) e Ashleigh (Elle Fanning), que decidem passar um fim de semana romântico em Nova York. Gatsby é completamente apaixonado pela cidade e fica animado com a possibilidade de apresentá-la à amada, mas seus planos logo vão por água abaixo. Aspirante a jornalista, Ashleigh se depara com a chance de entrevistar um dos maiores diretores de cinema, Roland Pollard (Liev Schreiber), e não tem como deixar uma oportunidade dessas passar. Gatsby, por sua vez, encontra Chan (Selena Gomez), a irmã mais nova de sua ex-namorada, que acaba lhe fazendo companhia durante o restante da viagem.

O casal logo se vê diante de uma série de encontros e desencontros que farão com que Ashleigh redescubra suas verdadeiras paixões e Gatsby aprenda que só se vive uma vez – mas que é o suficiente se for ao lado da pessoa certa.

O filme conta ainda com Kelly Rohrbach, Suki Waterhouse, Annaleigh Ashford, Cherry Jones e Griffin Newman no elenco.

Confira o trailer de Um Dia de Chuva em Nova York, que chega aos cinemas em janeiro de 2020:

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

Com oito kikitos, Pacarrete, de Allan Deberton, é o grande vencedor do 47º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

pacarretevencegramadoEquipe de Pacarrete no palco: premiados!

Foram anunciados neste sábado, 24/08, no Palácio dos Festivais, os vencedores da 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Pacarrete, de Allan Deberton, foi eleito o melhor longa-metragem brasileiro deste ano. A produção cearense levou mais sete kikitos, entre eles, o de melhor direção e melhor atriz para Marcélia Cartaxo.

Já entre os longas estrangeiros, a escolha do júri premiou cinco filmes diferentes em seis categorias oficiais. El Despertar de Las Hormigas levou o kikito de melhor filme. Entre os curtas-metragens brasileiros, os prêmios foram distribuídos para onze produções diferentes. Animações, documentários e trabalhos experimentais foram contemplados pelo júri.

A edição 2019 do Festival de Cinema de Gramado foi marcada pela força do audiovisual brasileiro neste momento do país, demonstrada pela qualidade dos concorrentes e pela união dos participantes em defesa do setor. O Palácio dos Festivais foi palco de protestos e manifestações de resistência, que culminou na Carta de Gramado, assinada por 63 entidades. Nela destacou-se a importância do cinema para a cultura e autoestima de um país, assim como sua relevância na economia nacional.

Além disso, durante a cerimônia de premiação, o presidente da Gramadotur, autarquia municipal responsável pelo evento, anunciou a nova curadoria do festival para 2019. Além de renovar a parceria com o jornalista Marcos Santuario, Pedro Bial e Soledad Villamil passam a integrar o time.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Gramado 2019:

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: Pacarrete, de Allan Deberton
Melhor Direção: Allan Deberton, por Pacarrete
Melhor Ator: Paulo Miklos, por O Homem Cordial
Melhor Atriz: Marcélia Cartaxo, por Pacarrete
Melhor Roteiro: Pacarrete, escrito por Allan Deberton, André Araújo, Natália Maia e Samuel Brasileiro
Melhor Fotografia: Raia 4, por Edu Rabin
Melhor Montagem: Hebe: A Estrela do Brasil, por Joana Collier e Fernanda Krumel
Melhor Trilha Musical: O Homem Cordial, por Sascha Kratzer
Melhor Direção de Arte: Veneza, por Tulé Peake
Melhor Atriz Coadjuvante (empate): Carol Castro, por Veneza e Soia Lira, por Pacarrete
Melhor Ator Coadjuvante: João Miguel, por Pacarrete
Melhor Desenho de Som: Pacarrete, por Rodrigo Ferrante e Cauê Custódio
Prêmio Especial do Júri: 30 Anos Blues, de Andradina Azevedo e Dida Andrade
Júri da Crítica: Raia 4, de Emiliano Cunha
Melhor Filme | Júri Popular: Pacarrete, de Allan Deberton

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

Melhor Filme: El Despertar de Las Hormigas, de Antonella Sudasassi Furnis
Melhor Direção: Juan Cáceres, por Perro Bomba
Melhor Ator: Fernando Arze, por Muralla
Melhor Atriz: Julieta Díaz, por La forma de las horas
Melhor Roteiro: En el Pozo, escrito por Bernardo e Rafael Antonaccio
Melhor Fotografia: En el Pozo, por Rafael Antonaccio
Prêmio Especial do Júri: para as meninas Isabella Moscoso e Avril Alpizar do filme El Despertar de Las Hormigas, por suas excelentes atuações.
Menção Honrosa: para a direção de arte de Dos Fridas
Júri da Crítica: El Despertar de Las Hormigas, de Antonella Sudasassi Furnis
Melhor Filme | Júri Popular: Perro Bomba, de Juan Cáceres

LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS
Melhor Filme: Raia 4, de Emiliano Cunha

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes
Melhor Direção: Diogo Leite, por O Menino Pássaro
Melhor Ator: Rômulo Braga, por Marie
Melhor Atriz: Cassia Damasceno, por A Mulher que Sou
Melhor Roteiro: O Véu de Amani, escrito por Renata Diniz
Melhor Fotografia: A Ética das Hienas, por Sebastian Cantillo
Melhor Montagem: Invasão Espacial, por Daniel Sena e Thiago Foresti
Melhor Trilha Musical: Teoria Sobre um Planeta Estranho, por Carlos Gomes
Melhor Direção de Arte: Sangro, por Gutor BR
Melhor Desenho de Som: Um Tempo Só, por Gustavo Soesi
Prêmio Especial do Júri: para as atrizes Divina Valéria e Wallie Ruy, em Marie, por nos permitirem vivenciar deslocamentos corporais inesperados e por imaginarem um futuro travesti num país que mais mata trans no mundo
Júri da Crítica: Marie, de Leo Tabosa
Melhor Filme | Júri Popular: Teoria Sobre um Planeta Estranho, de Marco Antônio Pereira
Menção Honrosa: Ester Amanda Schafe, de A Pedra, pela vigorosa interpretação e pelo talento promissor que revela
Prêmio Aquisição Canal Brasil: Marie, de Leo Tabosa

Aperte o play e confira os melhores momentos da cerimônia de premiação:

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Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Andradina Azevedo e Dida Andrade apresentam 30 Anos Blues no 47º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

30anosbluesgramado1Os diretores com a atriz Claudia Alencar no tapete vermelho.

O filme 30 Anos Blues, de Andradina Azevedo e Dida Andrade, encerrou a Mostra Competitiva de Longas Brasileiros do 47º Festival de Cinema de Gramado na sexta-feira, 23/08.

O longa retrata os sintomas da síndrome de Peter Pan vivida pelos personagens que chegam à idade adulta. Ambientada em São Paulo, a trama tem seus diretores como protagonistas e traz Carol Melgaço, Julia Ianina, Adriano Toloza, Bruna Yamatogue, Fabio Penna, Juan Manuel Tellategui e Mariana Hein no elenco, além da participação especial da atriz Claudia Alencar.

A produção é a segunda da dupla formada por Azevedo e Andrade, que levaram o kikito de melhor direção na edição de 2013 do festival por A Bruta Flor do Querer, vencedor ainda do prêmio de melhor fotografia. A produção é assinada por Mayra Faour Auad, ao lado de Dida e Andradina.

No palco do Palácio dos Festivais, diversos integrantes da equipe marcaram presença: “É a terceira vez que viemos para o festival, eu e meu parceiro Diego, que é o cara que diariamente não me faz desistir e que me dá coragem para continuar. Tivemos todos os motivos do mundo para desistir de fazer cinema, assim como muita gente deve ter. Mas, por alguma teimosia, estamos aqui”, disse Andradina Azevedo.

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Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Leonardo Sbaraglia é homenageado com o Kikito de Cristal no 47º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

sbaragliakikitocristal2Simpatia e talento no Palácio dos Festivais.

Na sexta-feira, 23/08, antes da exibição do último filme da Mostra Competitiva do 47º Festival de Cinema de Gramado, o Palácio dos Festivais recebeu a ilustre presença do ator argentino Leonardo Sbaraglia, que foi homenageado com o Kikito de Cristal, honraria que destaca expoentes do cinema latino-americano.

Antes do momento especial, quando recebeu a homenagem das mãos do amigo Jean Pierre Noher, à tarde concedeu uma entrevista coletiva na Cristais de Gramado. Seguindo a tradição, começou a dar forma à estatueta que será entregue ao homenageado da edição de 2020.

Sbaraglia contabiliza mais de cinquenta filmes no currículo. Entre os destaques estão: Relatos Selvagens; No Fim do Túnel; Neve Negra; O Outro Irmão; Las viudas de los jueves; Ar Livre; El Campo; Sin Retorno; Plata Quemada; e O Silêncio do Céu, vencedor dos prêmios de melhor filme brasileiro pelo Júri da Crítica, melhor desenho de som e Prêmio Especial do Júri em Gramado, em 2016.

Também integrou o elenco da série brasileira O Hipnotizador, de José Eduardo Belmonte. Na televisão, seu projeto mais recente é a série Maradona: Sueño Bendito, que deve ser lançada pela Amazon Prime Video ainda neste ano.  No Brasil, Sbaraglia está em cartaz no mais recente filme de Pedro Almodóvar, Dor e Glória. Entre seus projetos mais recentes no cinema estão: Orígenes Secretos, de David Galán Galindo, e Wasp Network, de Olivier Assayas, inspirado no livro Os Últimos Dias da Guerra Fria, de Fernando Morais, com Wagner Moura, Penélope Cruz e Gael García Bernal, e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features.

Depois de passar pelo tapete vermelho, Sbaraglia subiu ao palco, foi recebido pelo amigo Jean Pierre Noher e, muito simpático, fez um discurso de agradecimento: “É muita emoção estar recebendo todo esse afeto de vocês e do cinema brasileiro. Tenho 49 anos e pela primeira vez sinto que estou descobrindo o mundo. Espero voltar aqui trinta anos depois. Este é o momento de começar a ver o mundo como uma criança”.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da homenagem:

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Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Miguel Falabella apresenta Veneza no 47º Festival de Gramado e lê carta em defesa do audiovisual brasileiro

por: Cinevitor

venezafilmegramadoDiretor e elenco no tapete vermelho.

Dirigido por Miguel Falabella, Veneza foi exibido na Mostra Competitiva de Longas Brasileiros do 47º Festival de Cinema de Gramado na quinta-feira, 22/08. O filme conta a história de Gringa, uma cafetina que tem como sonho reencontrar o único homem que amou. Para realizar seu desejo, as prostitutas que trabalham em seu bordel se unem a uma trupe circense e idealizam um plano que atravessa a realidade para levá-la de encontro ao seu amado.

Filmado no Uruguai e na Itália, o filme é uma ode às mulheres latino-americanas com um elenco estrelado pela atriz espanhola Carmen Maura, a argentina Georgina Barbarossa, a uruguaia Camila Vives e a colombiana Carolina Virguez, além das brasileiras Dira Paes, Carol Castro e Danielle Winits. Eduardo Moscovis, Caio Manhente e Magno Bandarz completam o elenco.

Antes de apresentar o filme no Palácio dos festivais, Miguel Falabella subiu ao palco acompanhado por sua equipe e fez a leitura da Carta de Gramado, documento assinado por entidades representativas do audiovisual brasileiro em defesa do setor. Confira na íntegra do documento:

CARTA DE GRAMADO

Profissionais e entidades representativas do Audiovisual Brasileiro vêm se manifestar em apoio à manutenção e ao fortalecimento das políticas públicas para o desenvolvimento do setor. Apoiamos a permanência e independência da Ancine, agência responsável pelas políticas públicas de fomento e regulamentação, cada vez mais ativa, livre e desburocratizada com foco no desenvolvimento de uma cinematografia forte, capaz de representar o Brasil em toda a sua diversidade. Apoiamos o Fundo Setorial do Audiovisual e a sua vinculação à Ancine. Seus recursos são gerados pelo próprio setor de forma autossustentável. Apoiamos a Lei da TV Paga, pelo seu papel decisivo no crescimento do setor e por facilitar o acesso da população ao conteúdo nacional independente. Reivindicamos a renovação da Cota de Tela cujo decreto para o ano de 2019 ainda não foi assinado pelo governo brasileiro. Reivindicamos a renovação imediata do Recine e da Lei do Audiovisual, antes da sua expiração em dezembro deste ano. Apoiamos a regulação do VOD, que precisa estabelecer as bases deste novo mercado e integrar este segmento às políticas de estímulo à produção nacional. Repudiamos a suspensão do Edital de Chamamento das TVs Públicas publicada ontem. Repudiamos qualquer ataque infundado e qualquer tipo de censura que atenta à liberdade de expressão e fere os preceitos constitucionais garantidos pelo Art. 5o da Constituição. O audiovisual brasileiro vive o seu melhor momento, com reconhecido potencial cultural, artístico e econômico dentro e fora do país. A nossa cadeia produtiva é dinâmica e movimenta mais de 25 bilhões de reais por ano, representando 0,46% do PIB brasileiro, tem uma taxa de crescimento de 8,8% ao ano e é responsável por mais de 330 mil empregos. Garantir um audiovisual fortalecido e livre é fundamental para nossa soberania nacional.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da apresentação do filme e também entrevistas exclusivas com Miguel Falabella, Carol Castro, Eduardo Moscovis e Magno Bandarz:

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Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.