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Vera Fischer é homenageada no 26º Festival de Cinema de Vitória e relembra trajetória, filmes e personagens marcantes

por: Cinevitor

verafischervitoria2A homenageada no palco do Teatro Glória.

A noite de quinta-feira, 26/09, da 26ª edição do Festival de Cinema de Vitória foi tomada por muita emoção por conta da presença da atriz Vera Fischer, uma das homenageadas deste ano. Com um extenso currículo, que inclui 22 filmes, 23 novelas e mais de 10 séries e programas especiais de TV, além de 12 peças para o teatro, a atriz recebeu o Troféu Vitória no Centro Cultural Sesc Glória.

A cerimônia começou com os discursos do produtor Marcio Rosario e do diretor Daniel Ghivelder, responsáveis pela volta de Vera ao cinema, depois de duas décadas, com Quase Alguém, que está em fase de produção e teve um teaser apresentado com exclusividade no evento. Depois disso, um vídeo com os melhores momentos da carreira da homenageada, realizado pelo Canal Brasil, foi exibido e, na sequência, o público foi surpreendido pelo músico George Israel, que tocou uma versão instrumental de Luíza, de Tom Jobim, no saxofone pelos corredores do teatro. No palco, ele cantou Olhar de Mangá, música de Erasmo Carlos, que cita a atriz.

Depois dos momentos musicais, Vera subiu ao palco para receber o Troféu Vitória, entregue pela diretora do Festival de Cinema de Vitória, Lucia Caus. Com seu discurso, a homenageada emocionou e divertiu o público: “Eu amo o cinema e a gente não vai parar. Eu fico sempre muito prosa quando vejo essas pessoas novas que estão começando, pessoas das antigas, todo mundo participando junto. Eu sou das antigas e sou das novas também. Estamos juntos. Eu estou sempre junto. Feliz de estar aqui mesmo”.

Dona de uma presença marcante nas produções das quais participou, Vera Fischer nasceu em Blumenau, Santa Catarina, e iniciou sua carreira artística sendo eleita Miss Brasil em 1969, o que lhe conferiu projeção nacional. Sua primeira incursão no universo audiovisual foi no cinema nacional, em 1973, no longa A Super Fêmea, de Anibal Massaini Neto. Porém, sua estreia nas telenovelas como Diana Queiroz, em Espelho Mágico, de 1977, na Rede Globo, elevou seu status para atriz de grandes produções televisivas, que permanecem na mente de muitos brasileiros, como Sinal de Alerta (1978), Os Gigantes (1979), Coração Alado (1980), Laços de Família (2000) e Brilhante (1981). Clique aqui para saber mais sobre a carreira da atriz.

vera2vitoriaA homenageada na plateia.

Antes da cerimônia no Centro Cultural Sesc Glória, aconteceu uma coletiva de imprensa junto com o lançamento do Caderno da Homenageada no Hotel Senac Ilha do Boi. O bate-papo foi mediado por Lobo Pasolini e contou com a participação do jornalista Jace Theodoro, autor da publicação.

Entre os diversos assuntos, ela falou sobre o amor que sente por seu ofício: “Eu sou apaixonada por arte. Ela está dentro de mim e eu preciso colocar pra fora”. Questionada sobre a atual situação do país, Vera disse: “O governo está com ódio e com raiva de artista. É um ódio geral contra a arte. Artista é perigoso porque pensa e é isso que eles não querem”.

Para falar mais sobre a homenageada, fizemos dois vídeos especiais. No primeiro, registramos os melhores momentos da coletiva, na qual Vera falou sobre: a polêmica do filme Amor Estranho Amor com Xuxa Meneghel, o afastamento do cinema, o novo trabalho nas telonas, política brasileira, redes sociais, aulas de canto, concurso Miss Brasil, preconceito, pornochanchada, rótulos, relembrou personagens e trabalhos marcantes, como os filmes Navalha na Carne e A Super Fêmea, a novela Pátria Minha, a minissérie Desejo, entre outros. No segundo vídeo, registramos os melhores momentos da homenagem no palco do Teatro Glória.

Aperte o play e confira:

COLETIVA DE IMPRENSA:

HOMENAGEM:

*O CINEVITOR está em Vitória e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Levi Mori.

Com Eriberto Leão, Intruso, de Paulo Fontenelle, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor

intrusotrailerEriberto Leão em cena.

Dirigido por Paulo Fontenelle, de Apaixonados e Divã a 2, o suspense Intruso, que acaba de divulgar seu trailer oficial, conta com Eriberto Leão, Danton Mello, Genézio de Barros, Lu Grimaldi, Juliana Knust, Karla Muga (também responsável pela produção executiva), Charles Daves e Ingrid Clemente no elenco.

O thriller conta a história de uma família obrigada a receber em casa um visitante inesperado. Tensos, assustados e cheios de questionamentos, todos tentam manter suas vidas normalmente, mas a chegada desse hóspede, vivido por Eriberto Leão, muda o cotidiano da família ao exigir que certas regras sejam seguidas. Apenas o patriarca e sua esposa, interpretados por Genézio de Barros e Lu Grimaldi, parecem saber o motivo da visita. Ninguém pode deixar o local ou comunicar-se com outras pessoas. Aqueles que quebram as regras são severamente punidos; ninguém pode ajudá-los.

O diretor também assina o roteiro e a montagem. A ideia original era fazer um filme claustrofóbico, rodado em uma casa antiga, exatamente como descreveu no roteiro, onde uma família passa por tortura psicológica sem entender claramente os motivos que trazem o visitante indesejado até sua moradia.

Rodado em 2007 em apenas doze dias em Itaipava, região serrana do Rio de Janeiro, Intruso foi realizado com recursos próprios de Paulo Fontenelle, sem recorrer a leis de incentivo: “Filmamos com 10 mil reais, com todo o elenco e os profissionais envolvidos trabalhando porque se apaixonaram pelo roteiro. Todos se tornaram um pouco donos do projeto. A filmagem em si foi uma aventura, todos em prol de uma causa, reunidos numa casa, numa imersão total na história”, revelou o diretor.

Premiado na categoria de melhor filme pelo Júri Popular no Rio Fantastik Film Festival, em 2016, o longa também foi exibido no Festival do Rio, em 2009, e no FESTin Lisboa, em 2017.

Confira o trailer de Intruso, que chega aos cinemas no dia 31 de outubro, com distribuição da Pipa Produções:

Foto: Reprodução/Vimeo.

43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo divulga pôster e destaques da programação

por: Cinevitor

parasita43mostraPark So-dam e Choi Woo-shik em Parasita: um dos destaques da programação.

O cartaz da 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontecerá entre os dias 17 e 30 de outubro, acaba de ser divulgado. Este ano, o pôster é assinado pela artista brasileira Nina Pandolfo, conhecida por pintar universos lúdicos compostos de meninas de olhos grandes e expressivos em grafites nas ruas da cidade e em telas expostas em galerias paulistas e estrangeiras.

Segundo a artista, o pôster desta edição da Mostra destaca a arte do cinema: “Tudo começa na cabeça: as ideias, a parte da cenografia, o ator, quando lê o roteiro, pensa o personagem na cabeça dele. Por isso a cabeça é o centro”.

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É dessa cabeça descrita por Nina que nascem todos os outros elementos do cartaz: ela é composta de um olho azul e outro vermelho, que simboliza as antigas experiências com óculos 3D, e balões que saem deles, além de uma casa que lembra contos de fadas. “Quando você entra no universo do cinema, é uma viagem, que conduz tanto os criadores quanto quem está assistindo. É a união de várias pessoas, de várias ideias que constroem o universo principal, o filme. Por isso tem essa miscelânea de inspirações”, completa.

Nina Pandolfo iniciou sua carreira artística nos anos 1990 usando como suporte para sua arte telas e muros. Desde então participou de projetos de intervenção urbana e exposições em galerias no Brasil e ao redor do mundo, como Alemanha, Inglaterra, Espanha, EUA, Suécia, França, Grécia, entre outros. Em 2007, integrou a equipe responsável pela criação e execução da pintura na fachada do Castelo Kelburn, em Glasgow, na Escócia. Sua obra Um amor sem igual, de 2013, está no MAC-SP. Atualmente, Nina está se preparando para outros eventos no Brasil e para sua próxima exposição em Londres.

Além do pôster, a 43ª edição da Mostra de São Paulo já anunciou alguns destaques da sua programação, como o filme de abertura que será Wasp Network, de Olivier Assayas. O longa, que é inspirado na obra Os Últimos Soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais, foi produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, e conta com Gael García Bernal, Wagner Moura e Penélope Cruz no elenco.

Na noite de encerramento, o longa escolhido foi Dois Papas, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, e exibido recentemente no Festival de Toronto. O longa, inspirado em fatos reais, apresenta a história dos bastidores de uma das mais dramáticas transições de poder nos últimos dois mil anos. Frustrado com a direção da Igreja, o cardeal Bergoglio, interpretado por Jonathan Pryce, pede permissão ao papa Bento XVI, vivido por Anthony Hopkins, para se aposentar em 2012. Em vez disso, enfrentando escândalos e sua própria insegurança, o introspectivo papa chama seu maior crítico e futuro sucessor a Roma para revelar um segredo que abalaria os alicerces da Igreja Católica. O que se vê dentro dos muros do Vaticano, então, é a disputa entre a tradição e o progresso, a culpa e o perdão, e dois homens muito diferentes confrontando seus passados em busca de terreno comum para forjar o futuro de um bilhão de seguidores em todo o mundo.

meirellestoronto2019Anthony Hopkins e Jonathan Pryce em Dois Papas, do brasileiro Fernando Meirelles.

O Theatro Municipal de São Paulo, localizado no centro da cidade, vai abrigar um pedacinho da programação da 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema. As exibições no local histórico fazem parte de uma parceria da Mostra com a Spcine e serão realizadas nos dias 18, 19 e 20 de outubro. A Vida Invisível, do cineasta Karim Aïnouz, filme vencedor do prêmio máximo da mostra Un Certain Regard no último Festival de Cannes, vai inaugurar as sessões especiais.

Outros filmes já confirmados nesta 43ª edição: Parasita, de Bong Joon-ho, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano; Cavalos Roubados (Ut og stjæle hester), de Hans Petter Moland e premiado no Festival de Berlim; Abe, de Fernando Grostein Andrade, com Noah Schnapp e Seu Jorge, exibido no Festival de Sundance; Três Verões, de Sandra Kogut e protagonizado por Regina Casé, exibido em Toronto; o documentário Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz, premiado no Festival de Veneza; Cães do Espaço (Space Dogs), de Elsa Kremser e Levin Peter, premiado no Festival de Locarno; Afterlife (Hiernamaals), de Willem Bosch; Sem Túmulo (As I Lay Dying), de Mostafa Sayari, exibido em Veneza; Viver para Cantar (To Live to Sing), de Johnny Ma e exibido em Cannes; entre outros que devem ser anunciados em breve.

Fotos: Pandora Filmes e Netflix/Divulgação.

Entrevista: Marcélia Cartaxo e Soia Lira falam sobre Pacarrete, exibido no 26º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor

marceliasoiavitoriaMarcélia Cartaxo e Soia Lira no palco.

A cerimônia de abertura da 26ª edição do Festival de Cinema de Vitória, apresentada pelas atrizes Letícia Persiles e Lica Oliveira, aconteceu na terça-feira, 24/09, no Teatro Glória, do Centro Cultural Sesc Glória, com a exibição dos curtas da 8ª Mostra Foco Capixaba e também do primeiro filme da 9ª Mostra Competitiva Nacional de Longas.

No palco, a produtora executiva do festival, Larissa Delbone, lembrou da força econômica da cultura para a geração de empregos: “Hoje, nesse momento, o audiovisual representa 3% do PIB do nosso país. Nós somos uma economia. Nós somos uma indústria. O Festival de Cinema de Vitória gerou neste último ano 500 empregos diretos. A gente forma plateia, gera emprego e renda, tudo isso com a energia super renovável que é o capital humano”.

A governadora em exercício do Espírito Santo, Jaqueline Moraes, também fez seu discurso e destacou a importância feminina para a produção cultural e homenageou a diretora do Festival de Cinema de Vitória: “Eu não posso deixar de falar, como governadora em exercício, dessa mulher guerreira que está aqui abrindo a 26ª edição do Festival de Cinema, Lucia Caus. A história da Lucia é de luta para realizar seus sonhos. E mesmo diante da ausência de patrocínio, como já aconteceu algumas vezes, ela não se abateu e, ainda assim, a maior festa capixaba do cinema está acontecendo e está resistindo”.

Dirigido por Allan Deberton, Pacarrete, o grande vencedor do Festival de Cinema de Gramado deste ano, abriu a Mostra Competitiva Nacional de Longas. Acompanhado pelas atrizes Marcélia Cartaxo e Soia Lira, o diretor discursou no palco: “O filme só foi feito por conta de um edital de baixo orçamento do extinto Ministério da Cultura e fico bastante triste de saber que não temos mais esse Ministério quando ele deveria se manter firme, forte e nos protegendo”.

Inspirado em fatos reais, o longa foi filmado na cidade de Russas, no Ceará, onde viveu a protagonista, e aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gostava de ser chamada de Pacarrete, margarida em francês. Zezita Matos, João Miguel, Débora Ingrid, Samya de Lavor, Edneia Tutti e Rodger Rogério completam o elenco. No filme, Pacarrete é uma bailarina incomum que vive no interior. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente, para o povo. Mas parece que ninguém se importa.

Para falar mais sobre o longa, que foi aplaudido na noite de abertura do 26º Festival de Cinema de Vitória, conversamos com as atrizes Marcélia Cartaxo e Soia Lira.

Aperte o play e confira:

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Foto: Sérgio Cardoso.

O Juízo, suspense sobrenatural com Fernanda Montenegro, ganha trailer

por: Cinevitor

ojuizotrailerCarma e vingança: Fernanda Montenegro interpreta uma espírita.

O suspense sobrenatural O Juízo, dirigido por Andrucha Waddington e escrito por Fernanda Torres, acaba de divulgar seu trailer oficial. O longa, estrelado por Felipe Camargo, Carol Castro, Criolo, Joaquim Torres Waddington, Lima Duarte e Fernanda Montenegro narra um acerto de contas que leva mais de duzentos anos para se concretizar.

O Juízo conta a história de Augusto Menezes, interpretado por Felipe Camargo, que está em crise no casamento com Tereza, papel de Carol Castro. Na esperança de colocar sua vida nos eixos, depois de perder o emprego na cidade e sofrer com o alcoolismo, decide mudar-se com a mulher e o filho Marinho, vivido por Joaquim Torres Waddington em sua estreia nos cinemas, para uma fazenda herdada do avô. Mas a propriedade carrega uma história de traição e vingança que pode custar mais caro a Augusto e sua família do que ele imaginava.

No longa, Criolo e Kênia Bárbara vivem Couraça e Ana, escravos determinados a se vingar dos antepassados de Augusto, que os traíram no passado. Fernanda Montenegro interpreta a espírita Marta Amarantes e Fernando Eiras, o psiquiatra Doutor Lauro; além de Lima Duarte como o joalheiro Costa Breves.

Confira o trailer de O Juízo, que estreia no dia 12 de dezembro:

Foto: Suzanna Tierie.

13ª CineBH anuncia os projetos vencedores do 10º Brasil CineMundi

por: Cinevitor

cinebh2019premiadosNo palco: projetos vencedores do programa de coprodução.

A cerimônia de encerramento da 13ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e do 10º Brasil CineMundi – 10th International Coproduction Meeting aconteceu na noite de domingo, 22/09, no Teatro Sesiminas, com o anúncio dos projetos vencedores do programa de coprodução.

Durante a última semana, foram realizadas 279 rodadas de one-on-one meetings e 22 consultorias na Central do Cinema, localizada no Palácio das Artes, onde 44 produtores e diretores, representantes de 22 projetos, apresentaram suas ideias aos 25 convidados de 16 países. Na ocasião, o público e realizadores presentes conheceram os vencedores nas categorias CineMundi, Doc Brasil Meeting, Foco Minas, além dos contemplados com as premiações oferecidas pelos programas de cooperação e intercâmbio parceiros.

O projeto ganhador na categoria CineMundi foi escolhido pelos jurados Eduardo Villalobos, produtor executivo da Molotov Cine e diretor de Indústria da BioBioCine (Chile); Janaina Oliveira, curadora, programadora de festivais e coordenadora da Ficine (Brasil); e Leila Bourdoukan, produtora cultural (Brasil). O projeto Sião levou o Troféu Horizonte e ganhou prêmios dos parceiros da 13ª CineBH: Prêmio Edina Fujii – Naymar/CiaRio (R$ 15.000 em serviços de iluminação, acessórios e maquinaria), CTAv (empréstimo de câmera digital SI-2K ou Black Magic e acessórios por quatro semanas), DOT (R$ 15.000 em serviços de finalização), MISTIKA (R$ 15.000 em serviços de pós-produção) e PARATI FILMS (tradução de roteiro para o francês). Além disso, a produtora Joyce Prado ganhou uma vaga no Proyecta na próxima edição do Ventana Sur, a ser realizado na Argentina em dezembro de 2019.

Na categoria Doc Brasil Meeting, Dragões da Independência foi consagrado e receberá prêmios dos parceiros da 13ª CineBH. O projeto conquistou ainda o prêmio do DocMontevideo, definido pelo diretor executivo Luis González Zaffaroni, que garante a um produtor o acesso aos encontros e workshop da próxima edição do evento no Uruguai em julho de 2020.

Na categoria Foco Minas, o ganhador foi Ausente, que foi escolhido por Anke Pettersen, “por sua coragem e cuidado em contar essa história de crianças que não se encaixam” e recebe do CTAv o empréstimo de câmera digital SI-2 ou Black Magic por 4 semanas. Além disso, conquistou também a vaga nas Rodadas de Negócios na próxima edição do DocSP em novembro de 2019, na capital paulista.

Os programas de coprodução parceiros do 10º Brasil CineMundi também definiram seus premiados dentre os projetos participantes do evento. O Torino Film Lab, representado no Brasil CineMundi pelo curador e programador Davide Oberto, escolheu Terremoto Mãe, produção de Aline Mazzarella, direção de Will Domingos e inscrito pela empresa Estúdio Giz para participar do TFL Extended Creative Production e Meeting Event que será realizado na Itália em novembro próximo. O projeto também recebeu o Prêmio Itamaraty.

Um dos produtores, Thiago Macêdo Correia e Tatiana Leite, do projeto Princesa, que tem direção de Karine Teles, inscrito pela empresa Bubbles Project, conquistou uma vaga para a próxima edição do MAFF – Málaga Festival Fund&Co-productionEvent, que acontece na Espanha em março de 2020, representado no 10º Brasil CineMundi pela coordenadora do MAFIZ, Annabelle Aramburu. A justificativa é de que o projeto “debate a questão do conservadorismo quando ele principalmente afeta a mulher”.

A 10ª edição do Brasil CineMundi contou com três novas e inéditas parcerias, numa expansão da cooperação e intercâmbio do programa com importantes eventos do mercado internacionais: BioBioCine (Chile), Conecta (Chile) e Projeto Paradiso (Brasil). Um dos produtores, Bruno Greco e Jacson Dias, do projeto Tempestade Ninja, dirigido por Higor Gomes, foi selecionado por Eduardo Villalobos, diretor da área de Formação e Indústria do Festival Biobiocine, para participar do Encuentros BioBioCine 2020, encontro da indústria do BioBioCine Festival Internacional de Cinema, a ser realizado em abril de 2020, em Concepción, no Chile. Tempestade Ninja também foi o projeto de ficção selecionado para integrar a Incubadora Paradiso 2020, programa do Projeto Paradiso, mantido pelo Instituto Olga Rabinovich, iniciativa de apoio aos talentos do audiovisual brasileiro.

André Hallak, produtor do projeto É Tudo Parente, dirigido por Mariana Fagundes e inscrito pela Noctua Ideias e Conteúdo na categoria Doc Brasil Meeting, foi o escolhido pela comissão da Corporación Chilena del Documental para participar do Conecta – International Documentary Industry Meeting na próxima edição do Chiledoc, em dezembro.

Confira a lista de premiados:

PRÊMIO BRASIL CINEMUNDI

Projeto: Sião
Direção: Bruno Ribeiro
Produção: Joyce Prado
Empresa produtora: Oxalá Produções

TORINO FILM LAB

Projeto: Terremoto Mãe
Direção: Will Domingos
Produção: Aline Mazzarella
Empresa produtora: Estúdio Giz

PRÊMIO MAFF

Projeto: Princesa
Direção: Karine Teles
Produção: Tatiana Leite e Thiago Macêdo Correia
Empresa produtora: Bubbles Project

DOC MONTEVIDEO

Projeto: Dragões da Independência
Direção: Miguel Ramos
Produção: Julia Murat e Otávio de Castro Domingues
Empresa produtora: Esquina Produções Artísticas

DOCSP

Projeto: Ausente
Direção: Ana Caroline Soares
Produção: Denise Flores
Empresa produtora: A Itinerante Filmes

ENCUENTROS BIOBIOCINE 2020

Projeto: Tempestade Ninja
Direção: Higor Gomes
Produção: Bruno Greco e Jacson Dias
Empresa produtora: Ponta de Anzol Filmes

CONECTA – CHILE

Projeto: É Tudo Parente
Direção: Mariana Fagundes
Produção: André Hallak
Empresa produtora: Noctua Ideias e Conteúdo

PRÊMIO INCUBADORA PARADISO 2020

Projeto: Tempestade Ninja
Direção: Higor Gomes
Produção: Bruno Greco e Jacson Dias
Roteirista: Higor Gomes

FOCO MINAS

Projeto: Ausente
Direção: Ana Caroline Soares
Produção: Denise Flores
Empresa produtora: A Itinerante Filmes

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

Simonal é o grande vencedor do 23º Festival de Cinema Brasileiro de Miami

por: Cinevitor

boliveiramiamisimonalFabrício Boliveira: melhor ator por Simonal.

Os vencedores da 23ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Miami foram anunciados neste sábado, 21/09, no tradicional Colony Theatre, em South Beach. Dirigido por Leonardo Domingues, Simonal, que no Brasil foi lançado em agosto, levou o troféu Lente de Cristal em quatro das sete categorias da premiação, incluindo melhor filme.

Além da premiação, a noite teve homenagem à atriz Dira Paes e contou com o ator e cantor Daniel Del Sarto como mestre de cerimônia. Nesta edição, o júri foi composto por: Adriana Sabino, fundadora e presidente do Centro Cultural Brasil-USA; Ana François, professora de cinema da University of Miami; Maria Sanchez, head da Amazon Prime para a América Latina; Monica Sufar, produtora e consultora de cinema; e Yago Mariño, diretor da VICE Media.

A curadoria do BRAFF Miami foi composta por profissionais do setor audiovisual, do mercado brasileiro e latino. Esta é uma estratégia que vem sendo utilizada há décadas pelo festival e tem contribuído de maneira efetiva no network dos profissionais brasileiros com players internacionais. A comissão de seleção foi formada por: Adriana L. Dutra, cineasta, documentarista e diretora do Circuito Inffinito; Jal Guerreiro, diretora da Box Brazil; Liliana Kawase, produtora independente; e Viviane Spinelli, produtora e diretora do Circuito Inffinito.

Idealizado pelas produtoras Adriana L. Dutra, Claudia Dutra e Viviane Spinelli, o BRAFF (Brazilian Film Festival of Miami, Festival de Cinema Brasileiro de Miami) é pioneiro na exibição exclusiva de cinema brasileiro no exterior e tem sido o maior responsável, nas últimas décadas, pelo fomento do audiovisual nacional no exterior. O evento integra o calendário oficial da cidade de Miami e Miami Beach, e é reconhecido como um festival de mercado, considerado uma importante plataforma de negócios e comunicação entre profissionais e empresas do setor audiovisual nas Américas.

Conheça os vencedores do 23º Festival de Cinema Brasileiro de Miami:

Melhor Filme: Simonal, de Leonardo Domingues
Melhor Ator: Fabrício Boliveira, por Simonal
Melhor Atriz: Lorena Comparato, por Boca de Ouro
Melhor Direção: Joana Mariani, por Todas as Canções de Amor
Melhor Fotografia: Simonal, por Pablo Baião
Melhor Roteiro: Veneza, escrito por Miguel Falabella
Melhor Filme | Júri Popular: Simonal, de Leonardo Domingues

Foto: Demetrius Borges.

A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, com Carol Duarte, Julia Stockler e Fernanda Montenegro, ganha trailer

por: Cinevitor

avidainvisiveltraileroficialMelodrama tropical: Carol Duarte e Julia Stockler em cena.

Escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional, A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, estreia em circuito comercial no dia 31 de outubro. Porém, o longa entra em cartaz hoje, 19/09, em Fortaleza, com sessões diárias até o dia 25.

O cartaz, que acaba de ser divulgado junto com o trailer, é assinado pela artista visual Manuela Eichner, que vive e trabalha entre São Paulo e Berlim, e que usou como referências Almodóvar, Pop Art e o Tropicalismo.

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Com distribuição conjunta da Sony Pictures e Vitrine Filmes, o sétimo longa-metragem da carreira de Karim Aïnouz já conquistou prêmios importantes nos principais festivais do mundo, como o Grand Prix da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, inédito na história do cinema brasileiro; além de prêmios do público de melhor filme e do júri de melhor fotografia, no Festival de Cine de Lima; e o CineCoPro Award, no Festival de Munique. Exibido no Festival de Toronto para uma plateia com importantes nomes do cinema mundial, como a atriz francesa Isabelle Huppert, o filme teve longos minutos de aplausos ao final da projeção.

A Vida Invisível, que ganhou sua primeira exibição nacional na abertura do último Cine Ceará, segue ainda para os festivais Mill Valley, em São Francisco; Aspen Film Festival, no Colorado; e segue para o BFI London Film Festival, em outubro. Esses festivais concentram grande número de votantes do Oscar e dá início à campanha para a premiação em Los Angeles. Além disso, terá distribuição nos Estados Unidos pela Amazon Studios e já foi vendido para mais de 30 países, incluindo Grécia, França, Polônia, China, Hungria, Eslovênia, Croácia, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Sérvia, Argélia, Egito, Irã, Israel, Jordânia, Líbia, Marrocos, Emirados Árabes, Reino Unido, Portugal, Itália, Coreia do Sul, Rússia, Cazaquistão, Ucrânia, Taiwan, Suíça, Espanha e Turquia.

O longa é uma livre adaptação da obra A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, e traz Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Maria Manoella, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Flavio Bauraqui no elenco. Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa, ambientado majoritariamente na década de 1950, foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão. A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, de As Praias de Agnès e Lazzaro Felice, que assina seu primeiro longa brasileiro, e a alemã Heike Parplies, de Toni Erdmann, assina a montagem.

Definido pelo cineasta como um melodrama tropical, a obra apresenta nos papeis principais duas jovens estreantes no cinema: “Eu trabalhei com um maravilhoso grupo de atrizes e atores. Eles são todos muito diferentes, de diferentes gerações, diferentes registros de atuação; e o desafio foi alcançar o mesmo tom, a mesma vibração”, conta o diretor. Segundo Karim, trata-se de um melodrama tropical porque a abordagem mistura preceitos clássicos do gênero, mas com um olhar que busca se adaptar a uma contemporaneidade brasileira.

A colaboração de Rodrigo Teixeira, da RT Features, com Karim começou na origem do projeto. Ao receber o manuscrito de Martha Batalha, o produtor pensou imediatamente no diretor, não apenas pelo estilo de sua filmografia, mas também pela interseção entre o livro e a história familiar do diretor, onde observou a invisibilidade das mulheres conduzidas por uma geração machista.

Na trama, que se passa no Rio de Janeiro, as irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda: irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar com um príncipe encantado e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sozinha, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

Confira o trailer de A Vida Invisível:

Foto: Bruno Machado.

Produtora mineira Filmes de Plástico é homenageada na abertura da 13ª Mostra CineBH e anuncia parceria com Rodrigo Teixeira

por: Cinevitor

filmesplasticocinebhTroféu Horizonte para a produtora Filmes de Plástico.

A Mostra CineBH, realizada pela Universo Produção, é o evento internacional de cinema da capital mineira e sua 13ª edição acontecerá entre os dias 17 e 22 de setembro, em cinco espaços da cidade, com a intenção de promover a conexão entre o cinema brasileiro e o mercado internacional. Assim, apresenta-se como instrumento de formação, reflexão, exibição e difusão do audiovisual em diálogo com outros países.

Em seis dias, a programação oferece gratuitamente exibições de 85 filmes nacionais e internacionais, pré-estreias e mostras retrospectivas, realiza programa de formação com a oferta de oficina, workshops laboratórios, debates e painéis, que promove o fomento ao empreendedorismo, dissemina a informação, produz e difunde conhecimento, cria oportunidades de rede contatos e negócios, reúne a cadeia produtiva do audiovisual numa programação abrangente e gratuita e ainda realiza homenagem, Mostrinha de Cinema, programa Cine-Expressão e apresentações artísticas.

Além de filmes, debates, masterclasses e rodas de conversa, a programação conta também com a realização do Brasil CineMundi – 10th International Coproduction Meeting, o encontro de coprodução do cinema brasileiro.

O evento começou na terça-feira, 17/09, e a cerimônia de abertura foi cheia de emoção e novidades no Cine Theatro Brasil Vallourec. A noite iniciou com uma homenagem à produtora mineira Filmes de Plástico, hoje reconhecida mundialmente e que completou uma década de atuação, e pelo anúncio da parceira com Rodrigo Teixeira, da produtora RT Features, no novo projeto Vicentino pede desculpas.

A temática da 13ª CineBH, A internacionalização do cinema brasileiro e os desafios para o futuro foi apresentada em um vídeo para a plateia. Imagens de acontecimentos no Brasil e no mundo alternaram com notícias sobre o status do cinema brasileiro no país e no exterior, destacando iniciativas do atual governo para minimizar as políticas públicas voltadas para a cultura e, em especial, para o audiovisual, mostrando esse paradoxo.

Os quatro integrantes da Filmes de Plástico, Thiago Macêdo Correia, André Novais Oliveira, Maurílio Martins e Gabriel Martins, receberam o Troféu Horizonte das mãos de Norberto Novais de Oliveira, pai de André e ator em vários filmes da produtora, como Ela Volta na Quinta e Quintal, títulos que serão exibidos ao longo da Mostra. Emocionado, Norberto dedicou a homenagem à memória da esposa: “Ela estaria muito orgulhosa e feliz neste momento. Sinto como se ela estivesse aqui conosco. Mais que amigos, esses rapazes se tornaram uma verdadeira família. E isso é essencial”.

filmesplasticoRTcinebh2Rodrigo Teixeira e os integrantes da Filmes de Plástico: nova parceria.

Maurílio Martins ressaltou a importância de receber esta homenagem: “Comecei a frequentar este cinema aos doze anos de idade. Era o ingresso mais barato de Belo Horizonte e por isso, era o cinema mais acessível e mais democrático. É muito significativo receber essa homenagem num espaço como este”. A celebração à Filmes de Plástico foi marcada por uma performance audiovisual toda pensada em relação à trajetória do grupo. Com direção de Grazi Medrado e Chico de Paula, a apresentação teve as atrizes Rejane Faria e Grace Passô, ambas atuaram em filmes da produtora, como Temporada e No Coração do Mundo, o multiartista Robert Frank, também ator em vários trabalhos do quarteto, e a banda Diplomattas, que fez a trilha sonora do último longa dos mineiros.

Conectando diretamente a homenagem ao filme de abertura, Thiago Macêdo anunciou no palco uma coprodução entre a Filmes de Plástico e a RT Features, capitaneada por Rodrigo Teixeira, que estava presente e produziu o filme exibido logo em seguida, o premiado A Vida Invisível, de Karim Aïnouz. Thiago comentou sobre o projeto: “É uma ideia do Gabriel, uma história muito bonita, que estamos desenvolvendo com muito carinho há alguns anos. Essa parceria vai marcar uma nova fase da produtora. Queremos cada vez mais levar essas histórias periféricas para todas as telas”.

“É um prazer para nós produzimos um roteiro tão sensível, de um projeto tão especial. O filme será totalmente financiado, não utilizará recursos públicos. Esperamos contribuir para que este e outros filmes da produtora mineira conquistem o mundo”, ressaltou Rodrigo Teixeira.

A exibição, em pré-estreia nacional, de A Vida Invisível, filme que vai tentar uma indicação ao Oscar em 2020, contou com a presença de Carol Duarte, Julia Stockler e Maria Manoella, entre outros atores e atrizes do elenco, que acompanharam o encantamento do público mineiro com a história das irmãs Eurídice e Guida, separadas na juventude, nos anos 1950, por conta de uma gravidez inesperada. Adaptado do livro de Martha Batalha, o filme atravessa décadas e gerações ao seguir a tentativa de ambas em se reencontrarem num Brasil marcado pela opressão, machismo e preconceito.

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

Teaser de Minha Mãe é uma Peça 3, com Paulo Gustavo, é divulgado

por: Cinevitor

minhamaepeca3teaserPaulo Gustavo e Rodrigo Pandolfo em cena.

A primeira cena de Minha Mãe é uma Peça 3 acaba de ser divulgada e revela que a família de Dona Hermínia vai aumentar. No terceiro filme da franquia, protagonizado por Paulo Gustavo e dirigido por Susana Garcia, essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com tantas novidades e um novo cenário de vida.

Marcelina, papel de Mariana Xavier, está grávida e Juliano, interpretado por Rodrigo Pandolfo, vai casar. Ela recebe as duas notícias ao mesmo tempo e da forma mais improvável possível: sendo atendida no hospital. Na cena, ela tem um piripaque e tira o soro do braço por conta própria.

Com os filhos formando novas famílias, Dona Hermínia precisa se reinventar e se redescobrir. A comédia retrata justamente como ela vai lidar com essas novidades que vão deixá-la mais ansiosa do que nunca. Para completar as confusões, Carlos Alberto, vivido por Herson Capri, seu ex-marido, que esteve sempre por perto, agora resolve ficar ainda mais próximo.

A franquia Minha Mãe é uma Peça é baseada na peça de mesmo nome, criada e estrelada por Paulo Gustavo que levou milhões de espectadores ao teatro ao longo dos anos em cartaz. Lançados em 2013 e 2016, os dois primeiros filmes levaram juntos mais de 13 milhões de espectadores aos cinemas. No último longa da personagem, Dona Hermínia se tornou uma famosa apresentadora de TV e a sua história bateu, na época, o recorde de maior arrecadação do cinema brasileiro, com R$ 173.798.332,00.

Assista ao teaser de Minha Mãe é uma Peça 3, que estreia no dia 26 de dezembro:

Foto: Reprodução/YouTube.

Marcélia Cartaxo será homenageada no 12º Los Angeles Brazilian Film Festival

por: Cinevitor

marcelialabrffA atriz no Festival de Gramado deste ano: ovacionada.

O Los Angeles Brazilian Film Festival acaba de anunciar que a atriz Marcélia Cartaxo será a grande homenageada da 12ª edição do evento, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de outubro. Com isso, passa a compor o time de atores e atrizes renomados que já receberam a homenagem do LABRFF, a exemplo de Tuna Dwek e José de Abreu.

A paraibana, que foi ovacionada no Festival de Cinema de Gramado e levou o kikito de melhor atriz pelo filme Pacarrete, de Allan Deberton, integrante da Seleção Oficial do LABRFF 2019, estará em Los Angeles para receber a homenagem durante a noite de abertura do festival.

Nascida em Cajazeiras, no sertão da Paraíba, Marcélia estreou nas telonas em A Hora da Estrela como Macabéa, personagem da obra-prima de Clarice Lispector, papel que lhe rendeu o primeiro de quatro Candangos no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, incluindo a viúva Querência de A História da Eternidade, do pernambucano Camilo Cavalcante.

Com uma trajetória brilhante, Marcélia acumula ainda outros grandes prêmios, como o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; melhor atriz no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, por Madame Satã; entre outros. Além disso, também foi homenageada em outros festivais, como: Festival Aruanda de Cinema, Curta na Serra, Cine Amazônia e Cine Belo Jardim.

“Marcélia é uma legítima representante do cinema brasileiro. Uma atriz com uma vida dedica à arte, com um trabalho magnífico que resiste a todas as adversidades que os artistas brasileiros passaram ao longo das últimas décadas. É uma honra poder homenageá-la e ter a presença dela no nosso festival”, afirma Meire Fernandes, fundadora do LABRFF.

O 12º Los Angeles Brazilian Film Festival começa no dia 13 de outubro no Harmony Gold Theater, em Hollywood. O evento segue até o dia 17 de outubro, no Monica Film Center, no coração de Santa Mônica, onde será realizada a noite de premiação. No total, 48 filmes foram selecionados e estão divididos em mostras competitivas e de exibição especial. O LABRFF 2019 ainda estreia uma competição de videoclipes com a fundação do Los Angeles Latin Music Video Festival.

Fundado em 2008, o LABRFF se tornou uma vitrine para as produções brasileiras em Hollywood. O festival já exibiu mais de 680 títulos, premiou mais de 250 profissionais do cinema e contribuiu para a realização de longas metragens no Brasil em parceria com os Estados Unidos, além de ter colaborado para o licenciamento de diversos títulos brasileiros para majors de distribuição americana. O LABRFF se tornou o festival de cinema brasileiro de maior prestígio no exterior.

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Jojo Rabbit, de Taika Waititi, é o grande vencedor do Festival de Toronto 2019

por: Cinevitor

jojorabbitvencetorontoRoman Griffin Davis, Taika Waititi e Scarlett Johansson em Jojo Rabbit.

Foram anunciados neste domingo, 15/09, os vencedores da 44ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Conhecido como um termômetro para o Oscar, o festival, um dos mais importantes do mundo, entrega o prêmio de melhor filme para o longa mais votado pelo público. Neste ano, entre 245 produções, de 82 países, Jojo Rabbit, dirigido por Taika Waititi, se consagrou como o grande campeão.

A comédia dramática conta a história de um garoto membro da Juventude Hitlerista, que passa boa parte do tempo com seu amigo imaginário, uma versão diferenciada de Adolf Hitler. Quando descobre que sua mãe está escondendo uma judia em casa, o menino fica furioso e tenta expulsá-la de diversas maneiras, até criar uma certa amizade com ela. O elenco conta com Sam Rockwell, Scarlett Johansson, Rebel Wilson, Thomasin McKenzie e Roman Griffin Davis.

Nesta edição, a atriz e cineasta francesa Mati Diop, recentemente premiada no Festival de Cannes com Atlantique, foi homenageada com o Mary Pickford Award, que reconhece um talento feminino emergente que tem inovado no audiovisual. O prêmio, criado este ano, segue o compromisso de defender as mulheres e diversas vozes que estão em frente e atrás das câmeras.

Além disso, o TIFF Tribute Actor Awards foi entregue para: o ator Joaquin Phoenix, que marcou presença no festival com Coringa, de Todd Phillips; e Meryl Streep, que exibiu em Toronto o drama The Laundromat, de Steven Soderbergh. O diretor neozelandês Taika Waititi, que apresentou seu novo filme, a comédia dramática Jojo Rabbit, recebeu o TIFF Ebert Director Award, honraria que reconhece e homenageia um ilustre cineasta por sua excelente contribuição ao cinema. A produtora cinematográfica americana Participant Media recebeu o TIFF Impact Award.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Toronto 2019:

MELHOR FILME | Grolsch People’s Choice Award:
Jojo Rabbit, de Taika Waititi (Alemanha/EUA)
2º lugar: História de um Casamento (Marriage Story), de Noah Baumbach (EUA)
3º lugar: Parasita (Gisaengchung/Parasite), de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | People’s Choice Documentary Award:
The Cave, de Feras Fayyad (Síria/Dinamarca/Alemanha/EUA/Qatar)
2º lugar: I Am Not Alone, de Garin Hovannisian (Armênia/EUA)
3º lugar: Dads, de Bryce Dallas Howard (EUA)

PRÊMIO MOSTRA MIDNIGHT MADNESS | Grolsch People’s Choice Award:
The Platform (El hoyo), de Galder Gaztelu-Urrutia (Espanha)
2º lugar: The Vast of Night, de Andrew Patterson (EUA)
3º lugar: Blood Quantum, de Jeff Barnaby (Canadá)

PRÊMIO TORONTO PLATFORM | Melhor Filme:
Martin Eden, de Pietro Marcello (Itália/França/Alemanha)
Menção Honrosa: Anne at 13,000 ft, de Kazik Radwanski (Canadá) e Proxima, de Alice Winocour (França/Alemanha)

PRÊMIO CANADA GOOSE | Melhor Filme Canadense:
Antigone, de Sophie Deraspe
Menção Especial: The Body Remembers When the World Broke Open, de Elle-Máijá Tailfeathers e Kathleen Hepburn

PRÊMIO CITY OF TORONTO | Melhor Filme Canadense de Estreia:
The 20th Century, de Matthew Rankin

MELHOR CURTA-METRAGEM CANADENSE:
Delphine, de Chloé Robichaud
Menção Especial: The Physics of Sorrow, de Theodore Ushev

MELHOR CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL:
All Cats Are Grey in the Dark, de Lasse Linder (Suíça)
Menção Especial: The Nap (La Siesta), de Federico Luis Tachella (Argentina)

PRÊMIO FIPRESCI | Discovery Programme:
Murmur, de Heather Young (Canadá)

PRÊMIO FIPRESCI | Special Presentations:
How to Build a Girl, de Coky Giedroyc (Reino Unido)

PRÊMIO NETPAC:
1982, de Oualid Mouaness (Líbano/EUA/Noruega/Qatar)

Foto: Divulgação/Fox Searchlight.