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14ª CineBH: filmes selecionados, atividades paralelas e projetos do 11º Brasil CineMundi

por: Cinevitor

gracepassocinebh2020Cena do curta República, de Grace Passô.

Por conta da pandemia de Covid-19, a 14ª edição da CineBH – Mostra de Cinema de Belo Horizonte e o 11º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting acontecem em ambiente virtual entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, nas redes sociais da Universo Produção e no site (clique aqui) gratuitamente.

Serão cinco dias de atividades, com 54 filmes nacionais e internacionais em pré-estreias e mostras temáticas (14 longas, 4 médias e 35 curtas), de 12 estados brasileiros e 12 países. Além disso, a programação apresenta mais 15 debates, painéis e rodas de conversa, 4 masterclasses internacionais, 3 laboratórios de roteiro, 1 oficina, 1 estudo de caso, encontros de coprodução e diversas outras atividades que convidam o público a pensar o mercado audiovisual a partir do que está sendo feito e do que ainda será visto nas telas. Mesmo com as dificuldades impostas pelo distanciamento social, a CineBH se reafirma como um espaço de perspectivas e possibilidades do cinema do presente e do futuro.

“Vivemos numa sociedade cheia de estímulos visuais e o audiovisual assumiu papel central no cotidiano das pessoas. Realizar este empreendimento internacional ousado e inovador neste cenário de transições e transformações representa compromisso, responsabilidades e ações compartilhadas em que a vontade, a persistência e a determinação são ingredientes que ampliam as possibilidades de seguir acreditando na potência da nossa cultura”, destaca a diretora da Universo Produção e coordenadora geral da Mostra CineBH e do Brasil CineMundi, Raquel Hallak.

Para este ano, a CineBH adotou a temática Arte viva: Redes em expansão, que dialoga diretamente com o impacto da pandemia na produção artística brasileira. Proposta pela equipe curatorial do evento, formada pelos críticos e pesquisadores Pedro Butcher, Francis Vogner dos Reis e Marcelo Miranda, a temática busca pensar a rede de relações construída entre as artes presenciais (teatro, performance, shows) e a linguagem audiovisual, adotada por criadores e espectadores num período em que os espaços de convivência, como cinemas, casas de espetáculos e teatros, foram fechados. Para colaborar na construção dessas relações, a CineBH incorporou a pesquisadora de artes cênicas Daniele Ávila Small ao time de curadores da Mostra Temática.

Escolhido como destaque de 2020, o Pandêmica Coletivo Temporário de Criação, agremiação de artistas de várias regiões do Brasil formada em março com objetivo de promover exibições teatrais on-line durante a pandemia, reúne em seus trabalhos a essência do que será discutido ao longo da CineBH em filmes, performances audiovisuais e debates. “É inegável que um campo de investigação de linguagem se abriu no encontro entre o teatro, o audiovisual e o meio virtual, e o Pandêmica é um dos pioneiros na abertura dessa trilha”, exalta Daniele Ávila. De integrantes do Pandêmica, serão apresentados ao vivo 12 Pessoas com Raiva, de Juracy de Oliveira, na abertura do evento (29/10); e Museu dos Meninos – Arqueologias do Futuro, de Maurício Lima, no dia 31.

Ainda na Mostra Temática, todos são projetos desenvolvidos ou apresentados desde o começo da pandemia, respondendo, pelo audiovisual, como se dão outras possibilidades de representar a presença. Vários dos artistas presentes nesta mostra participarão de debates e encontros durante a CineBH em transmissões ao vivo com mediação dos curadores.

Na Mostra Contemporânea, a CineBH conta com 10 longas e 5 curtas-metragens brasileiros e estrangeiros. Do Brasil, vários dos títulos lidam com a história de violências que fundaram o país. Os curtas nacionais completam a programação nacional com trabalhos provocativos de várias situações vivenciadas ou sentidas ao longo de 2020.

A mostra Diálogos Históricos, que tem objetivo de apresentar obras importantes na história do cinema de forma contextualizada e aprofundada e segue a estrutura de introdução de um crítico e/ou pesquisador, exibição do filme e comentário posterior, esse ano conta com parceria do Instituto Goethe. Os títulos a serem exibidos em 2020 apresentam três momentos distintos e significativos da produção alemã, de longa e rica tradição de obras e artistas dispostos à experimentação.

A Sessão Welket Bungué vai apresentar ao público brasileiro os curtas-metragens desse artista singular, dos mais diferentes estilos e formatos e exemplos de uma obra audiovisual em que realização e performance se tornam aspectos indissociáveis. Bungué atuou recentemente na nova adaptação cinematográfica do romance Berlin Alexanderplatz, que disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano. Bungué nasceu em Guiné-Bissau e já morou em Portugal, no Brasil (onde fez uma pós-graduação em performance na Uni-Rio, entre 2012 e 2013) e na Alemanha, com passagens por Cabo Verde e outros países. A seleção na CineBH tenta dar conta de sua capacidade múltipla e dialoga com a proposta deste ano de lançar alguma luz para trabalhos que buscam nas ferramentas da linguagem audiovisual uma potencialização da performance e do “ao vivo”.

Já a mostra A Cidade em Movimento é composta por trabalhos realizados em bairros e comunidades de Belo Horizonte e região metropolitana, com curadoria de Paula Kimo. Ao longo de 16 trabalhos espalhados por quatro sessões, diversas questões serão discutidas tanto nas exibições quanto na presença de convidados para as Rodas de Conversa. Clique aqui e conheça os selecionados, que foram anunciados anteriormente.

Por fim, na programação de filmes da CineBH, estudantes e educadores têm programação garantida com a realização das sessões Cine-Escola e Cine-Debates planejados para atender a alunos a partir de 5 anos de idades. Os filmes ficam disponíveis de 29 de outubro a 6 de novembro no site possibilitando que os professores tenham mais tempo para trabalhar os títulos com os alunos.

Para formar novas audiências e inserir famílias e crianças na programação, a CineBH conta com a Mostrinha, apostando em futuros espectadores de cinema brasileiro; serão exibidos dois filmes de longa-metragem.

Em sua 11ª edição, o Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting segue como o grande encontro brasileiro de coprodução, reunindo dezenas de participantes para discutirem projetos futuros de cinema no país. Por razão da pandemia, algumas alterações foram feitas pelo programa para que os encontros virtuais fossem aproveitados ao máximo pelos 23 projetos participantes. Uma das novidades desta edição é que os projetos de filmes brasileiros de longa-metragem serão avaliados em três categorias: desenvolvimento, produção e finalização.

A nova categorização foi necessária diante da atual circunstância mundial, unindo gêneros, formatos e estilos divididos em estágios distintos. A categoria de finalização, em especial, foi criada pensando justamente nas dificuldades dos filmes em conseguirem espaços de exibição desde quando festivais e salas fecharam mundo afora, ainda em março. O Brasil CineMundi terá este ano a participação de 30 convidados de 14 países; são produtores, distribuidores, curadores, agentes de venda, representantes de fundos de investimento audiovisual e representantes de festivais que estarão em contato direto com realizadores brasileiros e seus projetos de futuros filmes.

Com a parceria de diversas iniciativas de fundos de produção, o CineMundi conta com prêmio aos projetos mais bem cotados pelos júris de avaliação. Há bolsas de desenvolvimento, participação em eventos internacionais de coprodução e incentivos à criação.

Com o propósito de fornecer ferramentas conceituais e práticas para capacitação de profissionais, troca de experiências entre diferentes agentes do setor audiovisual, ao mesmo tempo, que propõe gerar intercâmbio, promover encontros, diálogos, discussões e estabelecer redes de contato e conexões globais com foco no mercado audiovisual, o Programa de Formação Audiovisual integra a programação da 14ª Mostra CineBH e do 11º Brasil CineMundi. Nesta edição, o programa reúne 40 profissionais brasileiros e estrangeiros de destaque na cena audiovisual no centro de oito debates, quatro masterclasses internacionais, um painel, um estudo de caso, três laboratórios de roteiro e uma oficina.

A 14ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, o evento de cinema da capital mineira, integra o Cinema sem Fronteiras 2020, programa internacional de audiovisual idealizado e realizado pela Universo Produção, que promove a conexão entre o cinema brasileiro e o mercado internacional. Apresenta-se como instrumento de formação, reflexão, exibição e difusão do audiovisual em diálogo com outros países, fomento o empreendedorismo, dissemina a informação, produz e difunde conhecimento, cria oportunidades de rede de contatos e negócios, reúne a cadeia produtiva do audiovisual em uma programação abrangente e gratuita.

Conheça os filmes selecionados para a 14ª CineBH e os projetos do 11º Brasil CineMundi:

MOSTRA TEMÁTICA

12 Pessoas com Raiva, de Juracy de Oliveira (performance)
Canção das Filhas das Águas, de Laís Machado (BA)
Coisas Úteis e Agradáveis, de Germano Melo e Ricardo Alves Jr. (MG)
Museu dos Meninos – Arqueologias do Futuro, de Fabiano de Freitas e Maurício Lima (performance)
Navalha na Carne Negra, de José Fernando Peixoto de Azevedo (SP)
República, de Grace Passô (SP)

CONTEMPORÂNEA BRASIL

5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
Corpo Monumento, de Alexandre Salomão (PE)
Do Pó ao Pó, de Beatriz Saldanha (SP)
Entre Nós, Um Segredo, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté (Brasil/México/Burquina Fasso)
Eu Sou a Destruição, de Eduardo Camargo (PR)
Extratos, de Sinai Sganzerla (SP)
Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán (RJ)
O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão (ES)
Rodson ou (Onde o Sol Não Tem Dó), de Cleyton Xavier, Clara Chroma e Orlok Sombra (CE)
Rua Guaicurus, de João Borges (MG)
Terminal Praia Grande, de Mavi Simão (MA)

CONTEMPORÂNEA INTERNACIONAL

Isabella, de Matías Piñeiro (Argentina)
Meus Queridos Espiões, de Vladimir Léon (Rússia/França)
Nós, Os Bárbaros, de Juan Alvarez-Durán (Bolívia)
Ouvertures, de Louis Henderson e Olivier Marboeuf (Reino Unido/França/Haiti)

DIÁLOGOS HISTÓRICOS

Kuhle Wampe ou: Quem é o Dono do Mundo?, de Slatan Dudow (Alemanha)
Os não reconciliados ou só a violência ajuda onde a violência reina, de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet (Alemanha)
Viver na RFA, de Harun Farocki (Alemanha)

SESSÃO BRASIL CINEMUNDI

Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (SP) (filme de encerramento)

WELKET BUNGUÉ

Buôn, de Miguel Munhá (Portugal/Guiné-Bissau)
Corre Quem Pode, Dança Quem Aguenta, de Welket Bungué (Brasil)
É Bom Te Conhecer (N’Sumande Tchalih Hudi), de Welket Bungué (Brasil/Guiné-Bissau)
Eu Não Sou Pilatus, de Welket Bungué (Portugal)
Intervenção Jah, de Daniel Santos (Brasil/Guiné-Bissau)
Mensagem, de Welket Bungué (Brasil)

MOSTRINHA

Dentro da Caixinha, de Guilherme Reis (MG)
Para’Í, de Vinicius Toro (SP)

CINE-ESCOLA

Antes que Vire Pó, de Danilo Custódio (PR)
Dilúvio, de Gustavo Spolidoro (RS)
Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves (RJ)
Renascida das Águas, de Júlio Quinan (GO)
Tem Um Monstro na Loja, de Jaqueline Dulce Moreira (RJ)
Torcida Única, de Catarina Forbes (SP)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)

BRASIL CINEMUNDI

PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO:

Acalanto, de Marcelo Lordello e Letícia Simões; produção: Emilie Lescaux (PE)
A Cor da Margem, de Mariana Luiza; produção: Joelma Oliveira Gonzaga (RJ)
A Voz de Deus, de Miguel Antunes Ramos; produção: Alice Riff (SP)
Cartas para o passado, de Mannu Costa; produção: Rayssa Costa (PE)
Hotel Califórnia, de Daniel Nolasco; produção: Cecília Brito (GO)
Mãe do Ouro, de Madiano Marcheti; produção: Beatriz Martins (MT)
Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur; produção: Thamires Vieira (AL/BA)
O Vale dos Homossexuais, de Fábio Leal; produção: Dora Amorim e Júlia Machado (PE)
Paralaxe, de Ricardo Murad e Cao Guimarães; produção: Mariana Andrade (MG)
Retomada, de Hidalgo Romero e Alice Villela; produção: Julio Matos (SP)

PROJETOS EM PRODUÇÃO:

A Mensageira, de Cláudio Marques; produção: Marília Hughes (BA)
Ausente, de Ana Carolina Soares; produção: Denise Flores (MG)
Casa no Campo, de Davi Pretto; produção: Paola Wink (RS)
Corpo Presente, de Leonardo Barcelos; produção: André Hallak e Joana Braga (MG)
É Tudo Parente, de Mariana Fagundes; produção: André Hallak (MG)
Peixe, de Rafael Saar; produção: Eduardo Cantarino (RJ)
Toda Noite Estarei Lá, de Tati Franklin; produção: Thiago Moulin (ES)

PROJETOS FINALIZADOS:

A Flecha e a Farda, de Miguel Antunes Ramos; produção: Angelo Ravazi e Paulo Serpa (SP)
A Matéria Noturna, de Bernard Lessa; produção: Bernard Lessa, Eduardo Cantarino e Vitor Graize (ES/RJ)
Anastácias, de Thati Almeida; produção: Sebastião Braga (SP)
Casa Vazia, de Giovani Borba; produção: Tatiana Sager (RS)
Lavra, de Lucas Bambozzi; produção: André Hallak (MG)
Os ossos da saudade, de Marcos Pimentel; produção: Luana Melgaço (MG)

Foto: Divulgação.

Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo, é o grande vencedor do Inffinito Film Festival 2020

por: Cinevitor

olhosernestoinffinito2020Jorge Bolani e Julio Andrade em Aos Olhos de Ernesto.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 23/10, os vencedores da 24ª edição do Inffinito Film Festival, o maior e mais importante festival de cinema brasileiro realizado no exterior. A noite de premiação aconteceu de forma remota e foi transmitida ao vivo pela plataforma de streaming do evento.

Apresentada por Flávia Guimarães e Eloisa Lopez, a cerimônia contou também com uma homenagem ao ator e diretor Daniel Filho e terminou com uma festa virtual que teve a participação dos atores Lucio Mauro Filho e Natália Lage como DJs.

O longa-metragem Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo, foi eleito pelo júri como o melhor filme de ficção desta edição e levou o Troféu Lente de Cristal; também ganhou os prêmios de melhor direção e melhor roteiro. Dira Paes, de Pureza, e Roney Villela, de A Morte que Habita À Noite, foram premiados por suas atuações.

O júri do Inffinito Film Festival 2020 foi composto por: Carol Marra, Joelzito Araújo, Maria Sanchez e Tizuka Yamasaki (longa-metragem de ficção); e Fabricio Boliveira, Graci Guarani e Malu de Martino (longa-metragem documentário).

Conheça os vencedores do Inffinito Film Festival 2020:

Melhor Filme | Ficção: Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
Melhor Filme | Documentário: De Olhos Abertos, de Charlotte Dafol
Melhor Direção: Ana Luiza Azevedo, por Aos Olhos de Ernesto
Melhor Ator: Roney Villela, por A Morte que Habita à Noite
Melhor Atriz: Dira Paes, por Pureza
Melhor Direção de Fotografia: Felipe Reinheimer, por Pureza
Melhor Roteiro: Aos Olhos de Ernesto, escrito por Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado
Prêmio Especial do Júri: Fernanda Montenegro, por Piedade
Prêmio Especial do Júri | Documentário: Diz a Ela que me Viu Chorar, de Maíra Bühler
Melhor Filme de Ficção | Público: Três Verões, de Sandra Kogut
Melhor Documentário | Público: Fico te Devendo uma Carta sobre o Brasil, de Carol Benjamim

Foto: Divulgação/Elo Company.

Conheça os filmes selecionados para o Cinefest Gato Preto 2020

por: Cinevitor

gatopreto2020atordoadoatentoCena do curta Atordoado, Eu Permaneço Atento sobre o jornalista Dermi Azevedo.

O Cinefest Gato Preto é um festival de curtas-metragens realizado na cidade de Lorena, região do Vale do Paraíba, em São Paulo, que se caracteriza por valorizar todas as áreas do processo da produção cinematográfica, criando sessões temáticas de acordo com os filmes recebidos pela curadoria.

Nesta XVI edição, o evento acontecerá em formato on-line, por conta da pandemia de Covid-19, entre os dias 3 e 7 de novembro. Pela primeira vez, o festival abre espaço para uma sessão de videoclipes com a intenção de fomentar a produção audiovisual na região.

Ao longo do festival serão exibidos 61 filmes e 26 videoclipes. Ao todo, o Gato Preto 2020 reunirá obras cinematográficas de 17 estados. O objetivo dos organizadores está na descentralização do cinema, a fim de ir além do eixo São Paulo e Rio e também no fomento da produção de cinema do Vale Paraibano.

Haverá ainda sessões especiais levantadas pela curadoria, que apresentarão produções de animações para adultos, sessão infantil e adolescente, produções LGBTQIA+ e de cinema preto, que farão parte da disputa de troféus na mostra competitiva. A programação terá também oficinas, debates e encontros entre os cineastas e realizadores com o público.

Três oficinas gratuitas estão programadas para acontecer durante o festival: Cinema da Escuta, com Victor Fisch; As relações entre o cinema na formação do ator, com Raissa Gregori; e com um viés antirracista sobre a dramaturgia brasileira, Viviane Pistache apresentará um recorte e reflexões sobre a realidade das produções.

Com direção de Polyana Zappa, o Cinefest Gato Preto 2020 contou com a curadoria de Rodrigo Tons, Fábio Rodrigo e Carolina Serra.

Conheça os curtas e videoclipes selecionados para o XVI Cinefest Gato Preto:

SESSÃO ROTEIRO

Laura Denver, de João Iglesias e Antonia Cattan (RJ)
O Grande Amor de um Lobo, de Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa (RN)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)
Rebento, de Vinicius Eliziário (BA)

SESSÃO ATUAÇÃO

5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
Chica, de Andrea Guanais (BA)
Ditadura Roxa, de Matheus Moura (MG)
Receita de Caranguejo, de Issis Valenzuela (SP)

SESSÃO MONTAGEM

Atordoado, Eu Permaneço Atento, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud (SP)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (ES)
Luís Humberto: O Olhar Possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo (DF)
Onde Nascem os Deuses, de Henrique DPK (SP)

SESSÃO INFANTIL

A Manta, de Igor Pitta Simões e Luis da Matta Almeida (SC)
Antes que vire pó, de Danilo Custódio (PR)
Fome, de Felipe Fré (SP)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)
Véu de Amani, de Renata Diniz (DF)

SESSÃO PRODUÇÃO

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Diriti De Bdé Burê, de Silvana Beline (GO)
Sábado Não é Dia de Ir Embora, de Luísa Giesteira (RJ)

SESSÃO ADOLESCENTE

Eu Me Chamo Darwin, de Well Darwin (SP)
Eu te Protejo, de Allê Maia (RJ)
Pátria, de Lívia Costa e Sunny Maia (PB)
Rua Augusta, 1029, de Mirrah Ianez da Silva (SP)

SESSÃO DIREÇÃO

A Profundidade da Areia, de Hugo Reis (ES)
Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE)
Crua, de Diego Lima (PB)
Práticas do Absurdo, de Alexander S. Buck (ES)

SESSÃO ANIMAÇÃO ADULTO

31 de Março, de Emerson Rodrigues (GO)
A Casa e o Medo, de Eduardo Aliberti, Henrique Truffi e Valentina Salvestrini (SP)
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
Chiara, de Caroline Grigato (RJ)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Ta Foda, de Aline Goulart, Denis Gabriel, Fernanda Maciel, Icaro Castello, Lígia Torres e Victoria Alvez (RS)
The Drawers Man, de Duda Rodrigues (PE)

SESSÃO DIREÇÃO DE ARTE

Baixas Lendas da Classe Média Alta: Janaína Sem Cabeça, de Bruna Schelb Corrêa (MG)
Mansão do Amor, de Renata Pinheiro (PE)
Nervo, de Pedro Jorge e Sabrina Maróstica (SP)
Prefiro não ser identificada, de Juliana Muniz (RJ)
Ratoeira, de Carlos Adelino (SC)

TRANSGRESSORA

Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)
Downpression, de Assaggi Piá e Rodrigo Mends (BA)
I Have To Say I Love You, de Ariel Nobre (SP)
Modelo Morto, Modelo Vivo, de Iuri Bermudes e Leona Jhovs (SP)

SESSÃO DESENHO DE SOM

Cidade São Mateus, de Gabriel César (SP)
Hoje sou Felicidade, de João Luís e Tiago Aguiar (PE)
Joderismo, de Marcus Curvelo (DF/BA/SP)

COSMOVISÃO PRETA

A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)
CoroAção, de Juciara Áwô e Luana Arah (RJ)
Homens Invisíveis, de Luís Carlos de Alencar (RJ)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (SP)
Neguinho, de Marçal Vianna (RJ)

SESSÃO FOTOGRAFIA

Nadir, de Fábio Rogério (SE)
O Filho do Homem, de Fillipe Rodrigues (PA)
Quero ir para Los Angeles, de Juliana Balhego (RS)
Quitéria, de Tiago A. Neves (PB)

MOSTRA DO VALE

Antes que eu esqueça, de Isabela Correia (Jacareí, São José dos Campos e São Francisco Xavier)
Brazilian indigenous etnomedia, de Icaro Cooke Vieira (São Sebastião e São José dos Campos)
Em nome de Teresa, de Marcella Arnulf (São José dos Campos)
Três tiros para o Paraíso, de Marianne Farias (Lorena)
Weaving Freedom, de Luiza Matravolgyi Damião (Tremembé)

VIDEOCLIPES

Até o Sol Raiar, de Alex Correia (São José dos Campos/SP)
BAE, de Sunday James (MA)
Batidão, de Jessica Lauane (MA)
Caboclo Véio, de Ricardo Camargo (SP)
Corações Roubados, de Guilherme Jardim e Samuel Fávero (MG)
Corpos Vermelhos, de Letícia Antunes e Thierry Lucas (SP)
Errante, de Gabriel Motta (RS)
Erupção, de João Folharini (SP)
Fonte da Tristeza, de Samira Daher (RJ)
Gigantesca, de Leticia Pires (RJ)
Inside My Head, de Vitor Keese (SP)
Jessi – Kilat$, de Laura Crepaldi (SP)
Killa, de Jessica Lauane (MA)
Minha Carne, de Preta Ferreira, Sonia Ara Mirim e Taesila Araújo (SP)
Monção, de Blendda Corrêa (RJ)
Nega que Saudade, de Bruno Cabral Viana (Lorena/SP)
Nois ta de olho, de Elder Soares (São José dos Campos/SP)
O Clã, de Raymundo Calumby (CE)
O Ir e Vir das Coisas, de Diego Freitas (SP)
Overdrive, de Gui Midões e Jean Furquim (Jacareí/SP)
Peter Banana, de Diego Scarparo (ES)
Pôr do Sol, de Jr Franch (SP)
Prevejo, de Sunday James (MA)
Relíquia, de Ricardo Camargo (SP)
She’s falling, de Ricardo Camargo (SP)
Vazio, de Maurício Coutinho (DF)

Foto: Divulgação.

O Barco, de Petrus Cariry, ganha trailer e data de estreia nos cinemas

por: Cinevitor

obarcotrailercariryRômulo Braga e Everaldo Pontes em cena.

Vencedor de quatro prêmios na 28ª edição do Festival Cine Ceará, entre eles, melhor filme pelo júri Olhar Universitário, O Barco, de Petrus Cariry, acaba de ganhar data de lançamento nos cinemas: 5 de novembro pela Sereia Distribuidora.

No filme, Esmerina, papel de Verônica Cavalcanti, é mãe de 26 filhos, cada um chamado por uma letra do alfabeto. A família leva uma vida pacata em uma vila de pescadores até que um barco naufraga trazendo Ana, vivida por Samya de Lavor, uma misteriosa mulher que vai mudar a rotina da família. O mais afetado é o filho A, interpretado por Rômulo Braga, o mais velho da prole, que desperta para a vontade de romper com o lugar onde passou sua vida inteira para, finalmente, conhecer o mundo. O elenco ainda conta com a participação dos atores paraibanos Everaldo Pontes, que interpreta um velho sábio da vila; e Nanego Lira, como o patriarca da família.

A história é inspirada no conto homônimo do escritor cearense Carlos Emílio Corrêa Lima, que foi adaptado para o cinema pelo próprio diretor em parceria com Rosemberg Cariry e Firmino Holanda (também montador do filme). A produção executiva é de Bárbara Cariry, a direção de produção de Teta Maia e a trilha sonora original de João Victor Barroso. O Barco foi filmado durante quatro semanas no cenário paradisíaco da Praia das Fontes, reunindo uma equipe técnica formada, em sua maioria, por profissionais cearenses.

Para Petrus Cariry, lançar um filme nas salas de cinema é sempre um desafio para realizadores autorais: “Essa é mais uma conquista que temos com ‘O Barco’, um filme que nos instigou e desafiou desde o primeiro momento de sua concepção. A trajetória que tivemos até aqui foi bastante rica e abriu espaço para diálogos sobre as histórias que temos interesse em contar e, sobretudo, pela história que o cinema cearense está contando dentro da filmografia brasileira”, afirma o cineasta.

Além de diretor, roteirista e montador, Petrus também assina a direção de fotografia, trabalho que foi premiado no Islantilla Cineforum (Espanha), no 3º Rivne International Film Festival (Ucrânia), no Rio Fantastik Festival (Brasil), no  Festicini 2018 – Festival Internacional de Cinema Independente (Brasil) e no 13º Encontro Nacional de Cinema dos Sertões (Brasil). O longa também foi exibido em festivais e mostras dos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Nigéria, México, Chile, Colômbia e Portugal.

Assista ao trailer de O Barco:

Foto: Petrus Cariry.

Para Onde Voam as Feiticeiras é o grande vencedor do Queer Porto 2020

por: Cinevitor

voamfesticeirasqueerportoPara Onde Voam as Feiticeiras: cinema brasileiro premiado.

Em 2015, a equipe do já consagrado Queer Lisboa, festival que apresenta filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transsexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas, realizou a primeira edição do Queer Porto.

Após uma edição zero em outubro de 2014, o projeto de um festival queer na cidade começou a tomar forma. Em outubro de 2015, a Associação Cultural Janela Indiscreta organizou o Queer Porto que, com sede no Teatro Rivoli, foi ao longo dos anos ocupando vários outros espaços da cidade do Porto. A programação não se trata de uma extensão dos filmes da seleção de Lisboa e tem como objetivo apresentar uma identidade própria com títulos inéditos em Portugal.

Neste sábado, 17/10, foram anunciados os vencedores da sexta edição do Queer Porto. O júri da Competição Oficial, composto por Amanda Ribeiro, Daniel Gorjão e Francisco Alves, decidiu atribuir o prêmio de melhor filme ao documentário brasileiro Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral.

O filme une encenações e improvisos de sete artistas pelas ruas de São Paulo, expondo a permanência de antigos preconceitos de gênero e raça. O elenco traz Ave Terrena Alves, Fernanda Ferreira Ailish, Gabriel Lodi, Mariano Mattos Martins, Preta Ferreira, Thata Lopes e Wan Gomez.

Sobre Para Onde Voam as Feiticeiras, o júri declarou: “Um filme fundamental e desafiante nos dias que correm, tanto no Brasil como no mundo. Simultaneamente disruptivo e pedagógico, mostra a importância da rua como palco da luta social, mantendo o espectador colado à tela pela sua energia, humor, algum refrescante otimismo e apelo à ação”. O longa também ganhou um prêmio no valor de 3 mil euros atribuído pela emissora RTP2, pela compra dos direitos de exibição do filme neste canal.

Entre os curtas-metragens, na competição In My Shorts, o filme português À Tarde, sob o Sol, de Gonçalo Pina, foi consagrado. Segundo o júri, o prêmio foi atribuído “pelo rigor técnico; e esperamos que este jovem realizador se possa afirmar em futuras obras”.

Foto: Divulgação.

Conheça os filmes selecionados para a 14ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte

por: Cinevitor

babielviscinebh2020Cena do curta Babi & Elvis, de Mariana Borges.

A CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte promove a conexão entre o cinema brasileiro e o mercado internacional. Além disso, apresenta-se como instrumento de formação, reflexão, exibição e difusão do audiovisual em diálogo com outros países.

A programação de sua 14ª edição, que acontecerá entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, prevê exibições de filmes nacionais e internacionais, pré-estreias e mostras retrospectivas, além de realizar um programa de formação com a oferta de oficina, laboratórios, debates e painéis. Também promove o fomento ao empreendedorismo, dissemina a informação, produz e difunde conhecimento, cria oportunidades de rede de contatos e negócios e reúne a cadeia produtiva do audiovisual em uma programação abrangente e gratuita.

A 14ª CineBH anunciou a seleção de filmes que integram a mostra temática A Cidade em Movimento. São 16 títulos: médias e curtas independentes realizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte e que dialogam com a vivência urbana diante de contextos sociais propostos pela curadoria. A seleção desse ano levou em conta o cenário imposto pela pandemia de Covid-19 para pensar sua temática, definida como Sonhar a cidade. Os filmes poderão ser assistidos entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro no site do evento (clique aqui).

A proposta da curadora Paula Kimo foi de pensar a relação entre a cidade e o sonho a partir dos seguintes questionamentos: qual cinema é produzido quando se parte do sonho, tanto aquele que conduz de forma onírica e inconsciente, quanto aquele que é possível produzir e fabricar na tentativa de imaginar o amanhã? O que o cinema é capaz de produzir quando se é provocado a pensar os desafios da cidade na perspectiva do sonho? Se é impedido de vivenciar a rua, a cidade, como vem acontecendo por conta da pandemia, como é possível experimentá-la através do sonho? Que cidade se pode sonhar, experimentar e debater por meio das imagens?

Diante da seleção dos 16 títulos que vão compor A Cidade em Movimento de 2020, a curadora detectou que a cidade se tornou espaço provisoriamente restrito, o que concentrou a conexão com ambientes domésticos e as redes, sejam virtuais ou psicológicas. “Talvez para a grande maioria de trabalhadores, a vida segue uma falsa normalidade, na qual as máscaras fazem parte do cotidiano e o risco de contrair a doença ameaça, mais uma vez, a população menos favorecida. Ainda nesses tempos, os sonhos passaram a inundar noites e dias, ocupando espaço na arte e na poesia, provocando o trânsito e o encontro mesmo num contexto de confinamento social”, comenta Paula Kimo. “São filmes produzidos na cidade e a partir dela: pessoas, memórias, sonhos, movimentos e forças políticas que fundam a vida cotidiana e projetam pensamentos para algum futuro”.

A curadora definiu quatro sessões, de forma a tematizar diversos aspectos e colocar em debate, nas Rodas de Conversa transmitidas pelo site do evento, as relações e conexões entre os filmes e a temática. A primeira sessão, Pandemia criativa, reúne um conjunto de filmes produzidos nesse cenário de exceção sanitária, na cidade de Belo Horizonte, em sua maioria gravados de forma independente e isolada, mas também em atrito com a cidade e suas subjetividades. Organizados juntos, tais filmes convidam a pensar os limites e as possibilidades de criação audiovisual no contexto da pandemia.

A segunda sessão é intitulada Corpos dissidentes, com filmes que transitam pelo universo LGBTQIA+. Corpos que renunciam aos padrões hétero e cisnormativos buscam falar da diversidade sexual, liberdade, amor e invenção; encontros, olhares e ritos de passagem traduzem gestos políticos de uma comunidade que se coloca e se impõe na dinâmica social e também nas telas do cinema.

Em O teatro em cena, produções que discutem o teatro belo-horizontino e seus desafios diante de uma situação emergencial que fechou as salas de espetáculo e os espaços coletivos onde os artistas se apresentavam, criando um vácuo de incertezas sobre o futuro. Por fim, a quarta sessão se chama A paz é branca ou a resistência tem cor e reúne três curtas-metragens sobre histórias, personagens e obras do cinema negro belo-horizontino, com filmes que tematizam o debate sobre o racismo e seu enfrentamento, por meio da expressão artística e política.

Conheça os filmes selecionados para a 14ª CineBH e a programação completa:

PROGRAMAÇÃO A CIDADE EM MOVIMENTO
(filmes estarão disponíveis de 30 de outubro a 2 de novembro)

SESSÃO 1: PANDEMIA CRIATIVA

Destino, de Matheus Gepeto
Presa, de Joana Bentes
Vem vindo alguém, será?, de Luis Evo (filme convidado)
Aqui, nem eu, de Gustavo Aguiar, Gustavo Koncht, Raiana Viana e Maria Flor de Maio
Cidade sem mar, de Felipe Nepomuceno
O menino e o gato, de Célio Dutra
Submundo, de Adriano Gomez
Vigília, de Rafael dos Santos Rocha

*RODA DE CONVERSA: 30 de outubro, quinta-feira, às 19h
Convidado especial: João Paulo Campos (crítico e pesquisador de cinema)

SESSÃO 2: CORPOS DISSIDENTES

Looping, de Maick Hannder (filme convidado)
Babi & Elvis, de Mariana Borges
Exu matou um pássaro, de Vinicius Sassine

*RODA DE CONVERSA: 31 de outubro, às 19h
Convidada especial: Juhlia Santos (jornalista, performer e produtora)

SESSÃO 3: O TEATRO EM CENA

Ao Teatro, de Rita Clemente
Cenas Curtas 20 Anos: A Festa dos Encontros, de Marcos Coletta e Paula Dante

*RODA DE CONVERSA: 01 de novembro, às 19h
Convidada especial: Marina Viana (atriz e dramaturga)

SESSÃO 4: A PAZ É BRANCA OU A RESISTÊNCIA TEM COR

Kilombo Souza – Memória, história e resistência, de Realização Coletiva
Coragem, de Mel Jhorge
Calmaria, de Catapreta

*RODA DE CONVERSA: 02 de novembro, às 19h
Convidada especial: Maya Quilolo (antropóloga, mestre em Comunicação e realizadora audiovisual)

Vale lembrar que o Brasil CineMundi – 11th International Coproduction Meeting será realizado dentro da programação da 14ª CineBH com 23 projetos para o mercado do cinema brasileiro. Nesse ano, as atividades serão realizadas em plataforma virtual, de forma a respeitar o isolamento social necessário para conter a pandemia de Covid-19.

Foto: Mariana Borges.

Curtas Mix Brasil 2020: conheça os filmes selecionados para os programas especiais do 28º Festival Mix Brasil

por: Cinevitor

curtaflushmixbrasilJoão CôrtesNicolas Prattes no curta Flush, de Diego Freitas.

Depois de anunciar os longas e curtas em competição, a 28ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, que acontecerá entre os dias 11 e 22 de novembro, divulgou os filmes selecionados para os programas especiais do Curtas Mix Brasil.

Além disso, o Prêmio Ícone Mix 2020 será entregue para a drag queen Marcia Pantera, ícone da noite paulistana. Com mais de trinta anos de carreira, é conhecida por ser a criadora e percursora do bate-cabelo. Também ganhou notoriedade por ser a primeira modelo do estilista Alexandre Herchcovitch, que já criou mais de 300 figurinos inspirados nela. Também atuou no premiado curta-metragem Verona e no longa Corpo Elétrico, ambos de Marcelo Caetano.

O Festival Mix Brasil é o maior evento cultural sobre a diversidade sexual da América Latina e um dos maiores do mundo. Desde 1993 traz para o Brasil os destaques da produção cinematográfica do gênero e leva para dezenas de festivais, em todo o mundo, filmes nacionais.

Em junho deste ano, a organização anunciou que o evento seria em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19, porém, não descartou a possibilidade de acontecer em salas de cinema se as orientações dos órgãos públicos locais permitissem tais atividades no período do evento

Conheça os filmes selecionados para o Curtas Mix Brasil 2020:

PROGRAMA CORPOS CÊNICOS
A Mais Forte, de Bruno Sousa (SP)
Antes do Azul, de Romy Pocztaruk (RS)
Morde & Assopra, de Stanley Albano (MG)
Papinha de Goiaba, de Tiago Fonseca (RJ)
Projeção Queer, de Gabriel Turbiani (SC)
Traviatas, de Manuel Alejandro Villalobos González (México)
Venus, de Pedro Estrada (MG)

PROGRAMA GOLDEN GIRLS & BOYS
Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (PR)
La Amante, de Patricia Cruz (Porto Rico)
O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch (RJ)
Ruth, de Igor Dalbone (SP)
Take Me To Prom, de Andrew Moir (Canadá)

PROGRAMA TENSÃO EM FAMÍLIA
Deine Schöne Gestalt, de Bernadette Kolonko (Alemanha)
No Homo, de Omri Laron (Israel)
So Long, Paris!, de Charles Dudoignon-Valade (França)

PROGRAMA CRESCENDO COM A DIVERSIDADE
Cua de Sirena, de Alba Barbé i Serra (Espanha)
Glitter Model – Season 3, de Angelo Nunes e André Nunes (SP)

PROGRAMA SEXY BOYZ 2020
A Walk Home, de Tsuyoshi Shoji (Japão)
Desconexo, de Lui Avallos (SP)
Odisseia, de William Mayer (RS)
Preludio, de Alejandro Sandoval Bertín e Sara Lucía Guerra Larrota (Colômbia)
Stalls, de João Dall’Stella (EUA)
The Lonely Prince, de Shivin & Sunny (Índia)

PROGRAMA SP MIX
Modelo Morto, Modelo Vivo, de Iuri Bermudes e Leona Jhovs (SP)
Não Te Amo Mais, de Yasmin Gomes (SP)
Os Cuidados com a Casa, de Camila Proto e Diego Mauro (SP)

PROGRAMA MIX JOVEM
Es Wird Kein Blut Geben, de Paulo Menezes (Alemanha)
Flush, de Diego Freitas (SP)
Karaoke, de Axel Rezinovsky (Argentina)
Me Falta Tempo para Celebrar teus Cabelos, de Caio Almeida e Daniel Zacariotti (DF)

PROGRAMA MULHERES ALFA
All I Need Is a Ball, de Elena Molina (Espanha)
Anti-corpos: Pedaços de uma Turnê Cúir, de Brunella Martina (SP)
La Vida Es Corta, de Florencia Bastida (Argentina)

PROGRAMA NÓS DUAS
Aonde Vão os Pés, de Débora Zanatta (PR)
La Guerre en Elle, de Yara Atz (Suíça)
Leo y Alex en Pleno Siglo 21, de Nuria Muñoz e Eva Libertad (Espanha)
Los Ultimos Recuerdos de Abril, de Nancy Cruz (México)
The Passing, de Nichola Wong (Reino Unido)

PROGRAMA IDENTIDADE & POLÍTICA
Fora de Época, de Drica Czech e Laís Catalano Aranha (SP)
Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo (MA)
SANTATERROR, de Bruna Provazi (SP)
Terra Sem Pecado, de Marcelo Costa (DF)

PROGRAMA INCONCILIÁVEIS
Conexões, de Rafael Jardim (RJ)
Dois Homens ao Mar, de Gabriel Motta (RS)
Próprio, de Rafael Thomaseto (SP/EUA)
Salvo el Crepúsculo, de Mario Hernández (Espanha)

PROGRAMA PANDEMIX
Abraços, Aline, de Manu Zilveti (RS)
Beat 97, de Washington Calegari (SP)
Eu Sou Outre Você, de Daniel Wierman e Priscila Lima (SP)
O Interior, de Alice Stamato e Márcio Masselli (SP)
Ouça, de Cris Lyra (SP)
Picumã, de Vita Pereira (SP)

PROGRAMA SAGRADES
Exu Matou um Pássaro, de Vinicius Sassine (DF)
Mulheres de Fé, de Bruna Santos e Dalila Ramos (SP)
Sagradas, de Leandro Veneza, Daniela Paixão e Isabella von Haydin (SP)

Foto: Gabriel Côrtes.

Conheça os vencedores do 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

por: Cinevitor

metamorfosepassarosolharcinemaCena do filme português A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos: dois prêmios.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 15/10, em uma cerimônia no YouTube, os vencedores do 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que este ano aconteceu em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19. Criado em 2012, o festival vem se destacando no cenário dos eventos nacionais por uma curadoria apurada e arriscada, sempre em busca de novos olhares e narrativas e atenta a temas pessoais e sociais relevantes.

Em uma noite marcada pela forte presença feminina, passeios pela história foram destaque na mostra competitiva do 9º Olhar de Cinema, que aconteceu de 7 a 15 de outubro, excepcionalmente de maneira inédita, e teve espectadores em todas as regiões do país, com uma grande procura e público recorde.

O júri da Competição, composto por Cynthia García Calvo, Nicolas Feodoroff e Tatiana Carvalho Costa, elegeu o brasileiro Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán, como o melhor filme desta edição. O Prêmio da Crítica Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, foi entregue para o mexicano Los Lobos, de Samuel Kishi. O júri foi formado por Daniel Herculano, Stephania Amaral e Susy Freitas.

Conheça os vencedores do Olhar de Cinema 2020:

COMPETITIVA | LONGA-METRAGEM

Prêmio Olhar de Melhor Filme: Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán (Brasil)
Prêmio Especial do Júri: Victoria, de Sofie Benoot, Liesbeth De Ceulaer e Isabelle Tollenaere (Bélgica)
Prêmio de Contribuição Artística: Catarina Vasconcelos, por A Metamorfose dos Pássaros
Prêmio do Público: A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)

COMPETITIVA | CURTA-METRAGEM

Prêmio Olhar de Melhor Filme: Telas de Shanzhai (Shānzhài Screens), de Paul Heintz (França)

FILME BRASILEIRO | Competitiva, Novos Olhares e Outros Olhares

Melhor longa-metragem brasileiro: Pajeú, de Pedro Diógenes (Brasil)
Menção Especial: Agora, de Dea Ferraz (Brasil)
Melhor curta-metragem brasileiro: Memby, de Rafael Castanheira Parrode (Brasil)

NOVOS OLHARES

Melhor Filme: O Ano do Descobrimento (El año del descubrimiento), de Luis López Carrasco (Espanha/Suíça)

OUTROS OLHARES

Melhor Filme: Visão Noturna (Visión nocturna), de Carolina Moscoso Briceño (Chile)
Menção Honrosa: O índio cor de rosa contra a fera invisível: a peleja de Noel Nutels, de Tiago Carvalho (Brasil)

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio da Crítica | ABRACCINE: Los Lobos, de Samuel Kishi (México)
Prêmio AVEC-PR Berenice Mendes | Melhor curta-metragem | Mirada Paranaense: A Mulher que Sou, de Nathália Tereza
Prêmio AVEC-PR | Destaque do Júri | Mirada Paranaense: Meia Lua Falciforme, de Dê Kelm e Débora Evellyn Olimpio

PRÊMIO CINÉFILO
(será anunciado no dia seguinte, às 16h, depois do fim das exibições virtuais)

Foto: Divulgação.

Conheça os curtas-metragens brasileiros selecionados para o 28º Festival Mix Brasil

por: Cinevitor

romanticosmundomix2020Carlos Eduardo Ferraz e Mateus Maia em Os Últimos Românticos do Mundo.

28ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade acontecerá entre os dias 11 e 22 de novembro. Neste ano, treze curtas-metragens brasileiros foram selecionadas para a competição. São Paulo aparece com cinco produções e Pernambuco com três; Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul completam a lista.

O Festival Mix Brasil é o maior evento cultural sobre a diversidade sexual da América Latina e um dos maiores do mundo. Desde 1993 traz para o Brasil os destaques da produção cinematográfica do gênero e leva para dezenas de festivais, em todo o mundo, filmes nacionais.

Em junho deste ano, a organização anunciou que o evento seria em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19, porém, não descartou a possibilidade de acontecer em salas de cinema se as orientações dos órgãos públicos locais permitissem tais atividades no período do evento.

Conheça os curtas-metragens brasileiros selecionados para o Mix Brasil 2020:

A Mordida, de Pedro Neves Marques (SP/Portugal)
A Vapor, de Sávio Fernandes (CE)
Ar, de Marcelo Oliveira e William Oliveira (PE)
Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky (SP/RJ)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (ES)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Letícia, Monte Bonito, 04, de Julia Regis (RS)
O Presente, de Daniel Wierman (SP)
O Que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)
Polvorosas, de Malu Teodoro e Thaneressa Lima (MG)
Pornô Anos 80, de Mateus Capelo (SP)
Quase Me Fizeram Acreditar que Eu Não Existia, de Rachel Daniel e Arthur Alfaia (SP)

*Clique aqui e conheça os longas brasileiros selecionados.

Foto: Barbara Hostin.

28º Festival Mix Brasil anuncia longas brasileiros selecionados

por: Cinevitor

mixbrasil2020ventosecoRafael Teophilo em Vento Seco, de Daniel Nolasco: selecionado.

28ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade acontecerá entre os dias 11 e 22 de novembro. Neste ano, entre os longas brasileiros, nove produções foram selecionadas e estão na disputa pelo Troféu Coelho de Ouro. A seleção de curtas-metragens nacionais e filmes internacionais será divulgada em breve.

O Festival Mix Brasil é o maior evento cultural sobre a diversidade sexual da América Latina e um dos maiores do mundo. Desde 1993 traz para o Brasil os destaques da produção cinematográfica do gênero e leva para dezenas de festivais, em todo o mundo, filmes nacionais.

Em junho deste ano, a organização anunciou que o evento seria em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19, porém, não descartou a possibilidade de acontecer em salas de cinema se as orientações dos órgãos públicos locais permitissem tais atividades no período do evento.

Conheça os longas brasileiros selecionados para o Mix Brasil 2020:

COMPETITIVA BRASIL | LONGAS

A Torre, de Sérgio Borges (MG)
Alfabeto Sexual, de André Medeiros Martins (SP)
Limiar, de Coraci Ruiz (SP)
Mães do Derick, de Dê Kelm (PR)
Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (SP)
Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral (SP)
Valentina, de Cássio Pereira dos Santos (MG/DF)
Vento Seco, de Daniel Nolasco (GO)
Vil, Má, de Gustavo Vinagre (SP)

MOSTRA VOZES DO BRASIL REAL

Cinema de Amor, de Edson Bastos e Henrique Filho (BA)
Homens Pink, de Renato Turnes (SP/SC)
Prazer em Conhecer, de Susanna Lira (RJ)
Quem Pode Jogar?, de Marcos Ribeiro (RJ)

*Clique aqui e conheça os curtas-metragens brasileiros selecionados.

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

9º Olhar de Cinema: elenco de Vento Seco, dirigido por Daniel Nolasco, fala sobre a primeira exibição no Brasil

por: Cinevitor

ventoseco1olhardecinemaProtagonista: Leandro Faria Lelo em cena.

Depois de passar pelo Festival de Berlim, Queer Lisboa, Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, entre muitos outros, Vento Seco, dirigido por Daniel Nolasco, foi exibido pela primeira vez no Brasil na nona edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

O longa faz parte da Mostra Foco, que este ano destaca o cineasta goiano Daniel Nolasco. Nascido em Catalão, o realizador escreveu e dirigiu mais de nove curtas-metragens e dois documentários; todos os filmes participaram e foram premiados em diversos festivais. Além de Vento Seco, a programação traz também outros dois títulos do diretor: Mr. Leather e Paulistas.

Usando o artificialismo como proposta estética, Vento Seco procura estabelecer um diálogo direto entre alguns elementos do melodrama e do filme erótico, buscando uma reflexão sobre a vida cotidiana dos trabalhadores de uma fábrica de fertilizantes. Além disso, busca levar ao cinema o ambiente pouco representado do interior do centro-oeste brasileiro com todas as suas complexidades. O filme também se debruça sobre a representação do desejo homoerótico buscando um diálogo com filmes que procuraram pensar uma forma de representação que rompesse com a tentativa de enquadrar os laços homoafetivos, exclusivamente, dentro de códigos estabelecidos por uma cultura que nunca teve como preocupação entender os relacionamentos homoeróticos sobre outro prisma, além daquele estabelecido pela moral vigente.

Com reprise na quarta-feira, 14/10, na programação on-line do Olhar de Cinema, o filme foi muito procurado pelo público e gerou bastante repercussão: “Ainda é muito recente nossa estreia por aqui. Mas tenho recebido muitas mensagens de amigos e também de pessoas que me procuram nas redes sociais. Isso tem me deixado muito feliz, pois estava ansioso em ver o filme no Brasil. As pessoas têm recebido de uma maneira muito positiva. Não é um filme fácil e pode ser levado para um lado superficial, porém, tenho recebido o carinho e olhares sensíveis das pessoas que conseguiram ser tocadas pela beleza e sutilezas do longa. É muito bom ver o filme percorrer o mundo”, disse o ator Rafael Teophilo, que interpreta o personagem Maicon, em entrevista ao CINEVITOR.

ventoseco2olhardecinemaRafael Teophilo em cena do filme.

A atriz Renata Carvalho também comentou a estreia nacional: “O filme está fazendo um caminho lindo por festivais no mundo todo, mas quando vem para o nosso país tem um gostinho especial. O público, de uma forma geral, inclusive no exterior, sempre manda mensagens carinhosas a respeito do filme. Estou muito feliz que a minha estreia no cinema tenha sido com Vento Seco”.

Leandro Faria Lelo, que interpreta o protagonista Sandro, também falou ao CINEVITOR sobre as primeiras impressões do público brasileiro: “Eu estava super ansioso pela repercussão do filme e tem sido muito bacana. O público tem se identificado e, até o momento, e o retorno tem sido de manifestações de carinho e agradecimento. As pessoas se reconhecem em alguma característica do Sandro”.

Recentemente, Leandro levou o prêmio de melhor ator no Iris Prize LGBT+ Film Festival: “Ser reconhecido por um trabalho que você fez é sempre muito bacana. Nesse caso, especialmente, é um trabalho no qual foi o mais intenso da minha carreira; de maior entrega, de maior cuidado no sentido de olhar para cada milésimo do personagem, cada respiração, movimento, cada expressão que passava pelo rosto. Foi um personagem muito trabalhado. Eu lembro que no set eu sempre ficava mais isolado porque precisava dessa concentração maior. Eu precisava entrar nesse clima introspectivo que é totalmente ao contrário da minha personalidade. Então, receber esse prêmio é incrível porque mostra que esse trabalho árduo valeu a pena, ter encarado todas as dificuldades do personagem (e não são nem as cenas de nudez). O prêmio vem para coroar esse encontro brilhante orquestrado pelo Daniel Nolasco. Um prêmio de ator nunca é só do ator porque ele não faz sozinho. Eu devo a todo mundo da equipe”, disse.

Allan Jacinto Santana, que além de interpretar o personagem Ricardo, também assinou a preparação de elenco, falou sobre sua relação com o filme: “Eu acho a proposta muito interessante e de como esse projeto foi se formando junto com a ideia do Nolasco, da equipe toda. Eu tenho um caso de afeto com a história e com o espaço em geral por ser goiano. Acho fenomenal participar disso porque, principalmente, é uma forma de catarse. Poder falar sobre isso, da forma que estamos falando, e observar esses corpos é fundamental para me entender. Conseguimos fazer um retrato muito bonito e muito artístico sem perder a força e o peso que tem de você desejar, amar e querer coisas que são fora da caixinha dessa sociedade que vivemos”.

ventoseco3olhardecinemaAlém de atuar, Allan Jacinto Santana também foi responsável pela preparação do elenco.

Sobre as filmagens e o entrosamento com a equipe, Renata Carvalho comentou: “Passamos quase dois meses em Catalão, que foi importante para conseguir unir o elenco. As relações foram daquelas que ficam guardadas para sempre no coração e na memória. E o Daniel Nolasco eu guardo num lugar muito especial, pois foi através dele que realizei um dos maiores sonhos da minha vida: fazer cinema”.

Rafael Teophilo também falou sobre o set e sua amizade com o diretor: “Eu já conhecia o Dani há um tempo quando morei no Rio de Janeiro. Fiz uma peça que ele escreveu e um dia ele me falou que tinha um filme e que teria um personagem para mim; alguns anos depois veio o Vento Seco. Hoje estamos aqui vivenciando todas essas conquistas. Fiquei dois meses em Catalão entre ensaios e filmagens. Não conhecia ninguém, além do Daniel. E foi mágico, foi uma delícia, muitos aprendizados pessoais e profissionais. Não poderia estrear no cinema da melhor forma! O Dani conversou muito conosco e sempre deixou claro que não precisaria fazer nada que não quisesse. Trabalhamos com muita generosidade e respeito”.

“O Nolasco tem uma forma muito sincera de lidar com tudo. Eu achei muito fácil entender o que ele queria pela forma de lidar com muita sinceridade e uma consciência de necessidade de saber o que fazer. Isso ajudou muito a entender as personagens, a história e aquele universo que se passa. Daniel era sempre muito direto no que queria e no que pedia. E isso faz todo sentido, sem grandes elucubrações, sem grandes filosofias porque estávamos ali para realizar uma prática. A filosofia está no filme, na forma como o filme carrega. O Daniel tem talento para falar sobre a realidade que é fenomenal. A sinceridade dele é o que mais me comove”, refletiu Allan Jacinto Santana.

ventoseco4olhardecinemaRenata Carvalho e Leandro Faria Lelo: colegas de cena.

Questionado sobre a importância de fazer parte deste trabalho, ainda mais em um momento no qual o audiovisual brasileiro passa por diversas ameaças, Leandro Faria Lelo comentou: “O meu último trabalho autoral é uma peça chamada Subcutâneo, realizada em 2015, que falava de um Brasil distópico, dominado por um governo fundamentalista religioso com dois personagens gays que viviam escondidos e reprimidos porque não podiam sair à rua sob ameaça de serem mortos. Então, desde já, eu venho trabalhando dentro desse universo, desses questionamentos. Quando eu entrei em contato com o Daniel, essa sinergia foi a primeira coisa que me atraiu. Então, vamos trazer à tona questões que são necessárias. E, obviamente, com toda essa relação com o governo atual, acho que se torna ainda mais necessário. Precisamos falar. Não podemos nos deixar calar por essa onda conservadora, tradicionalista e extremista que o Brasil tem enfrentado. Eu acho que a gente não conseguiria produzir um filme como Vento Seco hoje em dia; sem verba do governo e sem apoio privado. Seria quase inviável. Mas eu fico muito feliz de ter participado e muito honrado de dar minha cara para esse tipo de questionamento e discussão, que eu acho essenciais para esse momento”.

Rafael também comentou: “Sim, o filme é explícito em todos os sentidos. Quebra qualquer preconceito e conservadorismo e não está apenas nas falas em si, mas nas ações. É um filme que é! É corajoso, ousado, assumido, forte e, hoje, mais do que nunca, nós devemos ser e estar atentos e fortes. O Dani merece esse reconhecimento todo e serei eternamente grato a ele pelo Maicon. A arte denuncia, reflete seu tempo, quebra paradigmas, sensibiliza; é caos e beleza. Sempre existirá e nós estamos aqui para servi-la. Tenho orgulho em ser artista, amo meu ofício. Isso basta. Ameaça nenhuma me fará deixar de acreditar. Somos muitos e vamos continuar fazendo, sempre”.

“Estar nesse projeto me deixa muito orgulhosa. O filme, desde sua equipe técnica e elenco, é composto por LGBTs em sua maioria. Essa história ser realizada neste momento onde a cultura e o cinema estão sofrendo grandes ataques de um governo fascista, é uma espécie de farol e respiro para conseguir contar essa história”, finalizou Renata Carvalho.

Vento Seco tem estreia comercial prevista para o primeiro semestre de 2021.

Fotos: Divulgação/Olhar Distribuição.

Cineasta Paula Gaitán fala sobre Luz nos Trópicos, exibido no 9º Olhar de Cinema

por: Cinevitor

luznostropicos1O ator português Carloto Cotta em cena.

Depois de passar pelo Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán, foi exibido na Mostra Competitiva da nona edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

O longa atravessa diferentes épocas galopando como um cavalo selvagem, culminando em uma homenagem às florestas e rios da América do Norte e do Sul e aos povos indígenas que as habitam: “Luz nos Trópicos é um projeto expandido e continua acontecendo. Ele está em movimento, mesmo tendo sido concretizado numa obra. Esse processo do filme abre uma perspectiva não só existencial e filosófica em torno do homem, do estado desse homem no geral, mas nesse momento de tanta violenta e ao mesmo tempo extraordinário porque estamos no combate. O filme, de certa maneira, foi um pouco premonitório”, comentou a diretora em conversa virtual, no canal do YouTube do festival, mediada por Camila Macedo.

Inspirado em uma expedição europeia do século XIX e mobilizado pela busca de Igor, interpretado por Begê Muniz, por sua ancestralidade kuikuro no momento presente, o filme revisita e reinventa, entre Nova York e o Pantanal, imagens, parcerias e procedimentos que atravessam a obra da artista.

O ator Carloto Cotta, em conversa com a equipe do Olhar de Cinema, falou sobre seu trabalho no longa: “Foi a primeira vez que trabalhei com a Paula e não tinha ideia do que ia fazer. Foi realmente um teste de adaptação muito intenso e foi uma experiência de antíteses”. Begê Muniz também comentou: “Foi uma experiência incrível. O filme acabou criando uma linguagem de um lugar onde tudo se encontre e talvez seja o começo de uma nova era ou o fim de tudo. Criou também uma espécie de memória da vida real e um novo sentido a partir dessa nova realidade que vivemos”.

luznostropicos2Kanu Kuikuro em Luz nos Trópicos.

Ainda no mesmo bate-papo virtual, a atriz Clara Choveaux destacou sua personagem: “Foi uma experiência muito forte, principalmente ao que se toca em relação ao corpo. A minha personagem é a única mulher da expedição e ela traduz uma certa emancipação da mulher. Ela tem essa representação. A Paula me indicou muita coisa de filosofia para estudar e eu me inspirei na mulher do Lévi-Strauss, nas falas dela. Sinto que a minha personagem tem uma transformação visceral. Esse filme foi um grande presente para mim”.

Paula Gaitán, que é artista plástica, fotógrafa, poeta e cineasta franco-colombiana, mudou-se para o Brasil em 1977 e logo ingressou na sétima arte. Começou como figurinista de A Idade da Terra, de Glauber Rocha, com quem foi casada e teve dois filhos: o cineasta Eryk Rocha e a cantora Ava Rocha. Com o então marido, também assinou o pôster de seu filme Cabeças Cortadas.

Seu primeiro longa-metragem, Uaka, foi lançado em 1988. Desde então, Paula realizou diversas obras, como: Diário de Sintra, VidaExilados do Vulcão (grande vencedor do Festival de Brasília, em 2013), Agreste, Sutis Interferências e É Rocha e Rio, Negro Leo, exibido recentemente na Mostra de Cinema de Tiradentes e no Festival ECRÃ. Além dos curtas Kogi, exibido no Festival de Tribeca; e Elza Soares: A Mulher do Fim do Mundo.

paulagaitantiradentesA cineasta na Mostra de Cinema de Tiradentes, em janeiro.

Em entrevista ao CINEVITOR, por e-mail, Paula Gaitán falou sobre a participação de Luz nos Trópicos em competição: “Sempre desejei participar do Olhar de Cinema porque considero uma das melhores curadorias atualmente no circuito de festivais: criteriosa e criativa. Porque a seleção de um grupo de filmes específicos do panorama mundial e brasileiro, permeada por um conceito estético intelectual e político, determina o quanto esses filmes/constelações irão dialogar entre si por afinidade e contraste; e, finalmente, um filme sempre ilumina um outro permitindo essa conexão sensível do espectador com aquilo que irá assistir”, declarou. E completou: “Assistir filmes é como ler e estudar. Também é prazeroso ou sofrido. Tem filmes que são mais difíceis, portanto, vão exigir um pouco mais do espectador. Provavelmente, é o que eu mais gosto do cinema: encontrar essas dificuldades para depois aderir totalmente ao filme. Ou ao contrário: ficar à deriva”.

Sobre esse novo formato virtual do festival, a cineasta também comentou: “Sinto muito interesse por novas possibilidades de circulação dos filmes. No caso de É Rocha e Rio, Negro Leo foi uma experiência positiva no Festival ECRÃ. O filme abrangeu um público variado e foi maravilhosa a repercussão; lembrando que o filme tinha estreado no começo do ano na Mostra Tiradentes, na tenda, em uma sessão especialíssima. No caso de Luz nos Trópicos, até agora tem sido muito bom também, porém, acredito que esse filme trabalha com a escala do cinema e não de qualquer cinema porque tem um tom épico e intimista. A composição dos planos, o ritmo, texturas, luz e som… tudo fica muito mais potente no ritual de assistir esse filme em sala. Em Berlim, foi exibido em salas deslumbrantes com som e imagem perfeitos. Foram cinco sessões impecáveis tecnicamente e um público respeitoso e concentrado. Foi emocionante”, finalizou.

Luz nos Trópicos reprisa na programação do Olhar de Cinema nesta terça-feira, 13/10.

Fotos: Divulgação/Netun Lima/Universo Produção.