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Conheça os filmes selecionados para o 10º Festival Internacional de Cinema em Balneário Camboriú

por: Cinevitor

gildanomacceviajantesGilda Nomacce no curta As Viajantes, de Davi Mello.

O Festival Internacional de Cinema em Balneário Camboriú apresenta o melhor do cinema brasileiro e estrangeiro para o público. A curadoria busca apresentar o trabalho de diretores estreantes ou consolidados, que estimulem diferentes tipos de sensibilidade, através de filmes exclusivos e inéditos de longa, média e curta-metragem, além de obras audiovisuais inovadoras realizadas em diferentes formatos de produção e destinadas às variadas formas de exibição.

Nesta edição comemorativa de dez anos do FICBC, o evento acontecerá entre os dias 26 de novembro e 6 de dezembro no espaço da Arthousebc e no Estaleiro Village, na praia do Estaleiro, com filmes de vários países, oficinas e debates. O festival seguirá todos os protocolos de segurança por conta da pandemia de Covid-19.

A programação é dividida em várias sessões: na Internacional, filmes brasileiros e estrangeiros fazem sua estreia internacional ou nacional; a sessão Vivo é aberta a novas manifestações da linguagem audiovisual através de novos meios de produção e diferentes suportes de exibição; já a sessão Catarina projeta filmes realizados por diretores catarinenses ou que possuam alguma relação (diretor, produtor, elenco, equipe, locação, outros) com o estado de Santa Catarina; a Noturna abre uma janela para o cinema fantástico em sessões noturnas; e a Corujinha traz filmes para todas as idades, formando jovens cinéfilos.

Os filmes selecionados são avaliados pelo Júri Oficial, que escolhe os vencedores da Coruja de Ouro em diversas categorias. O festival poderá contemplar uma produção de longa-metragem com o Prêmio de Distribuição, que garantirá a distribuição do filme no circuito comercial brasileiro de cinema. As produções também serão premiadas pelo Prêmio do Público e pelo Prêmio da Crítica.

Conheça os filmes selecionados para o 10º Festival Internacional de Cinema em Balneário Camboriú:

SESSÃO INTERNACIONAL | LONGA-METRAGEM

As Fúrias (Las Furias), de Tamae Garateguy (Argentina)
Cidade Pequena em Wisconsin (Small Town Wisconsin), de Niels Mueller (EUA)
Colômbia em Meus Braços (Colombia in My Arms), de Jenni Kivistö e Jussi Rastas (Noruega/Dinamarca/França/Colômbia)
De Olhos Fechados (Iz zavyazanymy ochyma), de Taras Dron (Ucrânia)
Desaparecer, de Gwai Lou (Espanha)
Nona – Se Me Molham Eu Os Queimo (Nona. Si me mojan, yo los quemo), de Camila José Donoso (Chile/França/Brasil)
O Nome das Flores (Los nombres de las flores), de Bahman Tavoosi (Bolívia)
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
Um Burro Chamado Geronimo (Der Esel hieß Geronimo), de Arjun Talwar e Bigna Tomschin (Alemanha)
Um Crime em Comum (Un crimen común), de Francisco Marquez (Argentina/Brasil/Suíça)

SESSÃO INTERNACIONAL | MÉDIA-METRAGEM

Calor, de Martin Liji (Argentina)
Chuveiro (Sekt), de Eric M. Weglehner (Áustria)
Fabiu, de Stefan Langthaler (Áustria)
Flor Azul, de Saadi Constantine (Suíça)
Homens Pink, de Renato Turnes (Brasil)
Lar, e um Arquivo Distante (Home, and a Distant Archive), de Dorothy Cheung (Hong Kong)
Mulheres da Terra, de Isadora Carneiro, Katia Lund e Mayara Boaretto (Brasil)
Passeata (Parede), de Yohann Gloaguen (França)

SESSÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM

Acabarei na Prisão (I’ll End Up in Jail), de Alexandre Dostie (Canadá)
Amanhã, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro (Brasil)
Barroco (Baroque), de Chrysa Koutrakou (Grécia)
Cheito, de Alejandro Sandoval Bertín (Colômbia)
Cleo, de Arthur Ianckivicz (Brasil)
Gilson, de Vitoria Di Bonesso (Brasil)
Gosta de Poesia?, de Eduardo Mattos (Brasil)
Kini, de Hernan Olivera (Uruguai)
Leite de Limão (Lemon Milk), de Wylie Chan Wai Yee (Hong Kong)
O Eletricista e as Três Elfas (The Electrishman and the three Elves), de Fabian Joest (Espanha)
O Retratista (The Portraitist), de Roman Kosov (Rússia)
Troca por Troca, de Pedro M. Afonso (Portugal)

SESSÃO VIVO | LONGA-METRAGEM

Estamos Aqui Agora (Vi er her nå), de Mariken Halle (Noruega)
Fendas, de Carlos Segundo (Brasil)

SESSÃO VIVO | MÉDIA-METRAGEM

O que Acontece Quando Nada Acontece, de Alcimar Verissimo (Brasil)
O Velho Homem Sonhava Sobre Os Leões – Volume I (The Old Man Was Dreaming About The Lions – Volume Ⅰ), de Moojin Brothers (Coreia)

SESSÃO VIVO | CURTA-METRAGEM

Corações Delicados (Tender Hearts), de Lauren Jevnikar (EUA)
Haiku, de Martin Gerigk (Alemanha)
Leite Selecionado – Adicionado de Pó Reconstituído de Leite Totalmente Pasteurizado e Homogeneizado (Selected Milk Added from Reconstituted Milk Powder Whole Pasteurized Homogenized), de Jose Luis Ducid (Espanha)
Natureza. Prado. Céu. Plano Longo. (Nature. Meadow. Sky. Long Shot.), de Yannick Mosimann (Suíça)
Rebocando o Pavilhão Philips, de Filipe Maliska e Kauê Werner (Brasil)
Um Novo Normal (A New Normal), de Luzie Loose (Alemanha)

SESSÃO NOTURNA | LONGA-METRAGEM

Rio em Chamas (The Flaming River), de Dima Kosygin (Ucrânia)

SESSÃO NOTURNA | MÉDIA-METRAGEM

Animais Anônimos (Les Animaux Anonymes), de Baptiste Rouveure (França)
Mamãe têm um Demônio, de Demmerson Souza (Brasil)

SESSÃO NOTURNA | CURTA-METRAGEM

As Viajantes, de Davi Mello (Brasil)
Cuidado com os Australianos (Watch Out For Australians), de Steven Arriagada e Kuni Hashimoto (Austrália)
Estudos em Huningue/Basel ou a Árvore para Dormir (Etudes à Huningue/Bâle ou l’Arbre pour Dormir), de Lutz P. Kayser (Alemanha)
Fim da Rua (End Of The Road), de Ahmad Adnan Al-Sharif (Qatar)
Mar (Mare), de Guille Vásquez (Espanha)
Salgado e Doce (Salty, Sweet), de Péter Hajmási (Hungria)
Um Golpe de Sorte, de Antonia Baudouin (Argentina)

SESSÃO CATARINA | MÉDIA-METRAGEM

As Rendas de Dinho, de Adriane Canan (Florianópolis)
Desassossego, de Fabiana Pena (Florianópolis)

SESSÃO CATARINA | CURTA-METRAGEM

Chave Paraíso, de Marcos Pacheco (Garopaba)
Copi, de André Gevaerd (Balneário Camboriú)
Diálogo com a Morte, de Willian Bongiolo (Içara)
Estilhaços, de Julie de Oliveira (Florianópolis)
Estou a Contar Cerejas, de Gabriele Mendonça (Florianópolis)
Travesia, de Décio Gorini e Sander Hahn (Criciúma)

CORUJINHA | CURTA-METRAGEM

Antes que Vire Pó, de Danilo Custódio (Brasil)
Campo (Pastourelle), de Maria Giménez Cavallo (França)
Espírito das Garotas Afogadas (Spirit of the Drowning Girls), de Runze Cao (China)
Frágil (Fragille), de Kholood Al Ali (Qatar)
Glitter Model, de Angelo Nunes (Brasil)
Mimi Conhece Livros (Mimi Meets Books), de Yih-Fen Chou (Taiwan)
Mimi Diz Não (Mimi Says No), de Yih-Fen Chou (Taiwan)
Nano, de Christian Pincheira (Chile)
Narratal de Faz de Contos, de Diego Rezende (Brasil)
Padrões (Patterns), de Tomoko Inaba (Japão)
Um Homem, Uma Verdade (Un Homme, Un Vrai), de Aurélian Mathieu (França)
Uma Carta para Meu Amigo na França (A Letter To My Friend In France), de Akram Elbezzawy (Egito)

FOCO ARGENTINA
*Festival parceiro: FESAALP, Festival de cine latinoamericano de La Plata

As Fúrias, de Tamae Garateguy (Argentina)
Calor, de Martin Liji (Argentina)
Copi, de André Gevaerd (Balneário Camboriú)
Leite Selecionado – Adicionado de Pó Reconstituido de Leite Totalmente Pasteurizado e Homogeneizado, de Jose Luis Ducid (Espanha)
Um Crime em Comum, de Francisco Marquez (Argentina/Brasil/Suíça)
Um Golpe de Sorte, de Antonia Baudouin (Argentina)

Foto: Viktor Ximenes Ferraz.

Morre, aos 90 anos, o ator Sean Connery

por: Cinevitor

seanconnerymorreO eterno James Bond e mais de noventa filmes ao longo da carreira.

Morreu neste sábado, 31/10, aos 90 anos, o ator escocês Sean Connery, conhecido por ter sido o primeiro intérprete do agente secreto James Bond nos cinemas. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Connery estava doente há algum tempo e morreu enquanto dormia em sua casa em Nassau, capital das Bahamas.

Nascido em Edimburgo, na Escócia, Sean Connery trabalhou como motorista de caminhão, leiteiro, jogador de futebol e modelo vivo antes de ingressar no mundo artístico. Depois de ficar em terceiro lugar no concurso de Mister Universo, foi convencido por um amigo a fazer um teste para a peça musical South Pacific, que acabou lhe abrindo muitas portas para sua nova carreira.

Como ator, começou em curtas-metragens e pequenas participações em seriados de TV. Seu primeiro longa foi o policial No Road Back, de Montgomery Tully, lançado em 1957. Depois disso, atuou em diversas produções.

Porém, o reconhecimento mundial aconteceu em 1962 quando interpretou James Bond, pela primeira vez, em O Satânico Dr. No, de Terence Young. Com isso, foi indicado ao prêmio de melhor ator em filme de ação no Laurel Awards. Depois de inaugurar uma das mais bem sucedidas franquias cinematográficas, na qual atuou em seis filmes oficiais, Connery ganhou ainda mais destaque no cinema.

No papel do agente secreto mais famoso das telonas, criado pelo escritor Ian Fleming, também apareceu em: Moscou Contra 007, de Terence Young; 007 Contra Goldfinger, de Guy Hamilton, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator em filme de ação no Laurel Awards; 007 Contra a Chantagem Atômica, de Terence Young, que lhe rendeu outro prêmio no Laurel Awards; Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, de Lewis Gilbert; 007 – Os Diamantes São Eternos, de Guy Hamilton; e 007 – Nunca Mais Outra Vez, de Irvin Kershner, que não faz parte da saga original.

sean007Bond, James Bond: cena de 007 Contra Goldfinger, de 1964.

Além do personagem marcante, Sean Connery também atuou em diversas produções que fizeram sucesso, como: Os Intocáveis, de Brian De Palma, que lhe rendeu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante, em 1988, e uma indicação ao BAFTA. Ainda pelo papel de Jim Malone, foi eleito o ator do ano pelo London Critics Circle Film Awards e premiado na National Board of Review.

Dirigido por Jean-Jacques Annaud em O Nome da Rosa, Connery levou o prêmio de melhor ator no BAFTA, o Oscar britânico, e também no German Film Awards. Por sua atuação em Indiana Jones e a Última Cruzada, de Steven Spielberg, também foi indicado ao BAFTA e ao Globo de Ouro e premiado no Jupiter Award como melhor ator internacional.

Ao longo da carreira, se destacou em filmes como: A Caçada ao Outubro Vermelho, de John McTiernan, que lhe rendeu outra indicação ao BAFTA; Outland: Comando Titânio, de Peter Hyams; Armadilha, de Jon Amiel, no qual foi indicado ao Framboesa de Ouro ao lado da parceira de cena Catherine Zeta-Jones; A Rocha, de Michael Bay; Os Bandidos do Tempo, de Terry Gilliam; A Colina dos Homens Perdidos, de Sidney Lumet; Encontrando Forrester, de Gus Van Sant, que também atuou como produtor e foi indicado ao Satellite Awards; Marnie, Confissões de uma Ladra, de Alfred Hitchcock; Ver-te-ei no Inferno, de Martin Ritt; Coração de Dragão, de Rob Cohen, que lhe rendeu uma indicação ao Annie Awards; entre muitos outros.

Outro momento marcante de sua trajetória foi quando protagonizou O Homem que Queria ser Rei, de John Huston, que foi indicado em diversas premiações. Além do elogiado trabalho como ator e produtor, também se arriscou na direção com o documentário The Bowler and the Bunnet.

seanintocaveisCom Andy Garcia, Kevin Costner e Charles Martin Smith em Os Intocáveis.

Sua carreira como ator conta também com: Na Rota do Inferno (1957), A Maior Aventura de Tarzan (1959), Até o Último Gangster (1961), A Colina dos Homens Perdidos (1965), Shalako (1968), O Golpe de John Anderson (1971), Assassinato no Expresso Oriente (1974), O Vento e o Leão (1975), Robin e Marian (1976), O Próximo Homem (1976), Highlander: O Guerreiro Imortal (1986), Mais Forte que o Ódio (1988), A Casa da Rússia (1990), Sol Nascente (1993), Lancelot, o Primeiro Cavaleiro (1995), A Liga Extraordinária (2003), entre outros. Seu último trabalho como ator foi na animação Sir Billi, de Sascha Hartmann, na qual dublou o protagonista.

Em 1991, recebeu a Legião de Honra do governo francês e, anos depois, foi agraciado com o título de Sir pela Rainha Elizabeth II, em julho de 2000, em uma cerimônia realizada na Escócia, por sua contribuição às artes cinematográficas e ao Império Britânico.

Além dos prêmio que recebeu, Connery também foi homenageado diversas vezes, entre elas: no Globo de Ouro, em 1996, recebeu o Cecil B. DeMille Award; em 1998 foi honrado com o Academy Fellowship do BAFTA; foi consagrado pelo conjunto da obra pela National Board of Review, American Film Institute, Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, CinEuphoria Awards, David di Donatello Awards, European Film Awards, Film Society of Lincoln Center, Gold Derby Awards, Karlovy Vary International Film Festival, Palm Springs International Film Festival, Festival de Roma, entre outras.

Fotos: Frazer Harrison/Getty Images Entertainment.

4º Prêmio ABRA de Roteiro: conheça os vencedores

por: Cinevitor

bacuraupremioABRAThomás Aquino em Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

A ABRA, Associação Brasileira de Autores Roteiristas, nasceu após a junção das duas principais associações de roteiristas brasileiros: a AR (Associação de Roteiristas) e a AC (Autores de Cinema). A união, oficializada em meados de 2016, visa unir a classe de roteiristas sob a mesma organização.

A Associação Brasileira de Autores Roteiristas tem como objetivo representar, exercer e defender os direitos dos autores de roteiros e argumentos de obras audiovisuais de qualquer natureza, televisão, cinema ou quaisquer meios eletrônicos de difusão de roteiros de obras audiovisuais, existentes ou a serem criadas, bem como aproximar os roteiristas de um modo geral.

O Prêmio ABRA surgiu em 2017 com a finalidade de valorizar os autores-roteiristas e ressaltar a importância do roteiro na cadeia de produção da indústria audiovisual nacional. Na primeira edição, Kleber Mendonça Filho foi premiado por Aquarius na categoria de ficção e Di Moretti venceu pelo documentário Do Pó da Terra.

Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia de premiação da quarta edição do Prêmio ABRA foi realizada nesta sexta-feira, 30/10, pelo YouTube com apresentação da atriz Nany People e da roteirista Nathália Cruz, do canal Porta dos Fundos. O evento virtual contou também com a participação de Carolina Kotscho, presidente da ABRA.

A vencedora da categoria Roteirista do Ano foi Rosane Svartman, que levou também o Prêmio Paradiso, que conta com o apoio, pelo segundo ano consecutivo, do Projeto Paradiso e oferece um encontro virtual com roteiristas em formação de carreira. Os outros indicados à categoria, que se destacaram em 2019, foram: Carol Rodrigues, Cleissa Regina Martins, Gabriel Martins e Luh Maza.

O cineasta, escritor, jornalista e roteirista Orlando Senna foi o homenageado desta edição. A cineasta e produtora Carla Esmeralda recebeu o Prêmio ABRA Parceria. Além disso, nesta edição, 440 obras que estrearam na TV e no cinema, em circuito comercial, no ano passado foram inscritas.

Conheça os vencedores do 4º Prêmio ABRA de Roteiro:

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Bacurau, escrito por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
A Vida Invisível, escrito por Murilo Hauser, Inés Bortagaray e Karim Aïnouz; baseado no livro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha

MELHOR ROTEIRO | LONGA-METRAGEM | COMÉDIA
A Primeira Tentação de Cristo, escrito por Fabio Porchat e Gustavo Martins (Porta dos Fundos)

MELHOR ROTEIRO | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Bixa Travesty, escrito por Claudia Priscilla, Linn da Quebrada e Kiko Goifman

MELHOR ROTEIRO | CURTA-METRAGEM
Sem Asas, escrito por Renata Martins

MELHOR ROTEIRO | TELENOVELA
Órfãos da Terra, criada por Duca Rachid e Thelma Guedes; escrita por Dora Castellar, Aimar Labaki, Carolina Ziskind e Cristina Biscaia (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DE FICÇÃO | DRAMA
Segunda Chamada (1ª Temporada), criada por Carla Faour, Julia Spadaccini e Jo Bilac; escrita por Carla Faour, Julia Spadaccini, Victor Atherino, Giovana Moraes e Maira Motta (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DE FICÇÃO | COMÉDIA
Tá no Ar: a TV na TV (6ª Temporada), redação final: Marcius Melhem e Marcelo Adnet; escrita por Alexandre Pimenta, Carolina Warchavski, Daniela Ocampo, Edu Krieger, Leonardo Lanna, Luiza Yabrudi, Marcelo Adnet, Marcelo Martinez, Marcius Melhem, Maurício Rizzo, Renata Corrêa, Thiago Gadelha e Wagner Pinto (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE OU LONGA-METRAGEM INFANTIL/INFANTOJUVENIL
Turma da Mônica – Laços, escrito por Thiago Dottori; baseado nos personagens de Mauricio de Sousa e inspirado na HQ Laços, de Vitor e Lu Cafaggi

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE | REALITY OU VARIEDADES
Que História É Essa, Porchat? (1ª temporada), redação final: Paula Miller e Fabio Porchat; roteiro de Jô Hallack e Douglas Vieira (GNT)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE | DOCUMENTÁRIO
Bandidos na TV (1ª temporada), escrito por Daniel Bogado e Suemay Oram (Netflix)

ROTEIRISTA DO ANO
Rosane Svartman

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

15º Comunicurtas UEPB: conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas

por: Cinevitor

faixadegazacomunicurtasMarcélia Cartaxo no curta paraibano Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/10, os filmes selecionados para as mostras competitivas da 15ª edição do Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB, que acontecerá entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro, em formato híbrido por conta da pandemia de Covid-19.

Com o tema Reinvenções, a curadoria foi realizada por Hipólito Lucena, Nivaldo Rodrigues e Tiago A. Neves. Ao todo, foram 597 trabalhos inscritos e 77 filmes escolhidos para competição. Completando 15 anos, o Comunicurtas UEPB promete uma edição especial. A temática é uma proposta de lançar olhares para os novos caminhos que estão sendo construídos no cinema e na sociedade, extremamente afetados pela pandemia.

Além das mostras, integram a programação do festival oficinas, palestras, workshops, debates e o Fórum do Audiovisual Paraibano, espaço para discussão de políticas públicas voltadas para o incentivo de produções audiovisuais no estado. O Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB surgiu com a premissa de abrir um espaço para a democratização e o acesso ao cinema na Paraíba, visando socializar e aumentar a produção local e regional. Realizado desde 2006, na Rainha da Borborema, através da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o Comunicurtas tem como prioridade oferecer aos profissionais envolvidos nas práticas audiovisuais como cinema, publicidade e telejornalismo, a abertura necessária para a divulgação de suas produções criativas.

Nesta 15ª edição, o filme de abertura será o alagoano Cavalo, de Rafhael Barbosa e Werner Salles. Para a noite de encerramento será exibido o documentário Ziraldo – Uma obra que pede Socorro, de Guga Dannemann. Além disso, o consagrado cartunista paraibano Fred Ozanan será homenageado.

Este ano, o evento vai enfatizar o debate em torno da questão dos festivais on-line e dos modos de consumo da produção audiovisual. A edição 2020 contará com o prêmio revelação de diretores em suas primeiras produções, incentivando coletivos e produtos de pesquisa de universidades, institutos federais e escolas públicas, com o Troféu Maria Bonita.

A premiação acontecerá na noite do dia 3 de dezembro e serão concedidos aos premiados, nas mostras competitivas, o Troféu Machado Bittencourt. O Júri Oficial poderá ainda conceder menções honrosas, se achar necessário.

Conheça os filmes selecionados para o 15º Comunicurtas – Festival Audiovisual:

MOSTRA TROPEIROS

A Pontualidade dos Tubarões, de Raysa Prado (João Pessoa/PB)
Ameaça Comunista, de Yan Araujo (Campina Grande/PB)
Aquele Infindável Mês de Agosto, de R.B. Lima (São Bento/PB)
Banco de Dados, de Paulo Philippe e Raysa Prado (João Pessoa/PB)
Carne Seca, de Daniel Rizzi (João Pessoa/PB)
Dias Sombrios, de Michael de Andrade (Queimadas/PB)
Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes (João Pessoa/PB)
Fim, de Ana Isaura (João Pessoa/PB)
Grão de Areia, de Eduardo P. Moreira (Cabedelo/PB)
Isolamento Rural, de Leonardo Gonçalves (Alagoa Grande/PB)
Margaridas, de Luana Gregório e Valtyennya Pires (Remígio/PB)
Rocha, de Bianca Rocha (Campina Grande/PB)
Será que ele volta, de Roberto di Freitas (Guarabira/PB)
Súbito, de Dimas Carvalho (Campina Grande/PB)
Um dois um: crônicas de homicídios, de Ana Calline (Queimadas/PB)

MOSTRA BRASIL

A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)
Ana Terra, de Alunos do Curso de Produção de Documentário SESC Alagoas (AL)
Aonde Vão os Pés, de Débora Zanatta (PR)
Aperto, de Alexandre Estevanato (SP)
Aula de Hoje, de Dário Junior (AL)
Desassossego, de Fabi Penna (SC)
Em Cima do Muro, de Hilda Lopes Pontes (BA)
Em Quadro, de Luiza Campos (SP)
Joãosinho da Goméa, O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
Naticorda, de Taciano Valério (PE)
Recôncavo, de Pedro Henrique Chaves (DF)
Ser Tão Nossa, de Antonio Fargoni (CE)
Sob o Olhar da Chuva, de Nalú Souza e Walklenguer Oliveira (SP)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)
Um Terço de Mim, de Sihan Felix (RN)
Vai Melhorar, de Pedro Fiuza (RN)

MOSTRA TROPIQUEERS

Aquele Casal, de William de Oliveira (PR)
Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)
Batom Vermelho Sangue, de R.B. Lima (PB)
Diriti de Bdè Burè, de Silvana Beline (GO)
Dôniara, de Kaco Olimpio (GO)
Endless Love, de Duda Gambogi (RJ)
Eu Vejo Névoas Coloridas, de Pedro Jorge (SP)
Filadelphia, de Dani Drumond (SP)
Invasão Drag, de Thiago da Silva Tavares (RJ)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Não Moro Mais em Mim, de Vitor Celso e Bruna Guido (PB)
O Fim é o Princípio, de Antonio Fargoni (SP)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)
Pronome Definido, de Giovanna Azevêdo (PB)
Vinde como estais, de Rafael Ribeiro e Galba Gogóia (RJ)

MOSTRA ESTALO

Campina Grande – O Maior São João do Mundo, de Saulo Emerson (Campina Grande/PB)
Campina Grande em um minuto, de Saulo Emerson (Campina Grande/PB)
Coronavírus e o Jornalismo – Fique em casa, de Gabriel Heitor (Patos/PB)
Cumplicidad Brasileña, de Nelson Rossiter (João Pessoa/PB)
Experimento Líquido, de Nelson Rossiter (João Pessoa/PB)
Mais Humanos, de Nelson Rossiter (João Pessoa/PB)
Nossa Vida é uma Canção, de Leonardo Pereira Tavares (Campina Grande/PB)
Prosa de Mercearia, de Erivan Lima (João Pessoa/PB)
São João: digitais do Povo Nordestino, de Gabriel Heitor de Morais Alves (Campina Grande/PB)
Ultimátum, de Alison Bernardes (João Pessoa/PB)

MOSTRA SOM DA SERRA

Black Bag – Baile do Lampião, de Renaly Oliveira (Campina Grande/PB)
Clipe Especial -#FiqueEmCasa, de Ana Calline (Queimadas/PB)
Flores Estereotipadas, de Luanna Alves de Oliveira (Campina Grande/PB)
Helrison – Feitiço, de Saulo Emerson (Campina Grande/PB)
Hoje eu ia terminar, de Saulo Emerson (Campina Grande/PB)
Noites, de Heloisa Araújo (João Pessoa/PB)
Pirando, de Arquiza (João Pessoa/PB)
Poet, de Yuri da Costa (João Pessoa/PB)
Trapped in Our Bones, de Eduardo P. Moreira (Cabedelo/João Pessoa, PB)

MOSTRA TROPEIROS DE TELEJORNALISMO

90 anos de Antônio Barros, de Hebert Araújo (João Pessoa/PB)
Barulho Branco -Memórias do Telejornalismo Campinense, de Taís Resende (Campina Grande/PB)
Central de Aulas da UEPB recebe exposição de arte com material reciclável, por Rafael Costa (Campina Grande/PB)
Cordel no Ônibus, de Anderson Santana (João Pessoa/PB)
É Preciso Falar Sobre HIV, de Anderson Santana (João Pessoa/PB)
Estudantes da UEPB aprendem técnicas de rapel na prática, por Rafael Costa (Campina Grande/PB)
Jackson sem Moderação: o início, de Hebert Araújo (João Pessoa/PB)
Jackson sem moderação: o legado, de Hebert Araújo (João Pessoa/PB)
Jackson sem moderação: o sucesso, de Hebert Araújo (João Pessoa/PB)
No lume da fogueira, de Inaldete Almeida Oliveira (Campina Grande/PB)
O Abrigo, de Gustavo Camelo de Lima (Campina Grande/PB)
Temper Artes em Caiana dos Matias, de Paulo Ítalo Silva Araújo (Campina Grande/PB)

Foto: Divulgação.

30º Cine Ceará anuncia curtas e longas selecionados para a Mostra Olhar do Ceará

por: Cinevitor

noiteserestaolharcearaKatia Blander no curta Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/10, os filmes selecionados para a Mostra Olhar do Ceará, que faz parte da programação da 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de dezembro.

Entre longas e curtas foram 121 inscritos. Dentre os 26 selecionados, 30% têm direção de mulheres. Vale destacar que os longas da mostra serão exibidos presencialmente em Fortaleza e os curtas poderão ser conferidos pela TVC e pelo canal do festival no YouTube.

A seleção de curtas-metragens é, em sua maioria, composta por documentários e ficções, com dez produções de cada gênero; a lista se completa com um trabalho experimental e um drama com suspense. O melhor longa-metragem e o melhor curta da Mostra Olhar do Ceará, eleitos pelo júri oficial, recebem o Troféu Mucuripe.

Conheça os filmes da Mostra Olhar do Ceará 2020:

LONGAS-METRAGENS

Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso (CE)
Pajeú, de Pedro Diógenes (CE)
Rio de Vozes, de Andrea Santana e Jean-Pierre Duret (BA/PE)
Swingueira, de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula (CE/BA)

CURTAS-METRAGENS

A Fome que Devora o Coração, de Raiane Ferreira
A Gaiola, de Jaildo Oliveira
A Retirante, de Débora Ingrid e Henrique Oliveira
Aqui é Flamengo, de Rafael Luís Azevedo
Aqui Entre Nós, de Alexia Holanda e Daniel Sobral
Cacau, de Ton Martins
Cidade Pacata, de Ezequias Andrade
Doce Veneno, de Waleska Santiago
Futebol para Todos, de Rafael Luís Azevedo
Luna e Sol, de Dado Fernandes
Movimento, de Lucas Tomaz Neves
Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho
O Prisma, de Augusto Cesar dos Santos
Pequenas Considerações sobre o Espaço-Tempo, de Michelline Helena
Plástico, de João Paulo Duarte
Quando Vier a Primavera, Se Eu Já Estiver Morto…, de Robson Lima
Santa Mãe, de Thiago Barbosa
Scelus, de Edmilson Filho
Ser Tão Nossa, de Antonio Fargoni
Sombra do Tempo, de Naiana Magalhães
Terceiro Dia, de Jéssica Queiroz
Todos Nós Moramos na Rua, de Marcus Antonius Melo

Foto: Divulgação.

Entrevista: Thomás Aquino e Rodrigo García falam sobre Curral, exibido na 44ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

curral1mostraspThomás Aquino e Rodrigo García em cena.

Dirigido pelo cineasta pernambucano Marcelo Brennand, Curral faz parte da Mostra Brasil e da Competição Novos Diretores, dedicada a cineastas que realizam seu primeiro ou segundo longa-metragem, da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Exibido virtualmente na plataforma Mostra Play e também no Belas Artes Drive-in, o filme é um drama político que acontece no interior do Brasil, no município de Gravatá, em Pernambuco. Durante as eleições, a população se divide entre as cores azul e vermelho, que representam os partidos políticos e lutam pelo poder desde sempre. Devido a seca, a água é a principal moeda de troca.

Thomás Aquino interpreta Chico Caixa, um homem humilde recrutado por seu amigo de infância Joel, papel de Rodrigo García, candidato a vereador, para ajudar na conquista de votos em um importante bairro da cidade. Chico é o ponto central para situações que vão questionar os processos eleitorais no interior do Nordeste. O elenco ainda conta com José Dumont e Carla Salle.

Em 2007, o diretor filmou o premiado documentário Porta a Porta, onde acompanhou o passo a passo de candidatos a vereador da cidade de Gravatá, no interior de Pernambuco, e as estratégias dos seus cabos eleitorais para conquistar os votos da população. Inspirado na trajetória de sucesso do documentário, que foi lançado em 2011, Marcelo criou a história de seu primeiro longa de ficção.

A direção de fotografia é de Beto Martins; a direção de arte é assinada por Juliano Dornelles e o figurino por Rita Azevedo. O roteiro foi escrito por Brennand, ao lado de Fernando Honesko e Marcelo Muller.

Para falar mais sobre Curral, entrevistamos os atores Thomás Aquino e Rodrigo García por e-mail. Confira:

O filme chega à 44ª edição da Mostra em época de eleições, algo que é retratado no longa. Vocês acreditam que isso possa reverberar ainda mais no público, além da identificação imediata com o tema?

Thomás Aquino: Eu espero que sim. Acredito que muitas pessoas estão cansadas dessa velha política, desde os tempos mais remotos da história e de como ela foi construída para favorecer apenas alguns. Esses gritos fortes, que estão ficando cada vez mais fortes, são gritos políticos; de pessoas pretas, o grito feminista, o grito das pessoas LGBTQIA+. São gritos de quem já cansou de ficar calado para esse tipo de política velha e conservadora. Espero que o filme possa reverberar as emoções de cada um e que possa também ser uma bandeira promovida pela cultura, que ensina como ter e dar o livre arbítrio para que cada um possa movimentar e tentar constituir uma sociedade mais sólida e beneficente para todos. Vai gerar uma identificação, sim, e espero que isso possa movimentar e mover algo dentro de nós.

Rodrigo García: Isso estimula o público que gosta de ver um filme que condiz com o que acontece no momento. Porém, entendo que a pandemia reduziu bastante a ida aos cinemas. Por isso, achei tão importante o filme ser disponibilizado até o dia 4 de novembro dentro da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. As pessoas podem assistir pagando apenas seis reais pelo site.

curral2mostraspPolítica, corrupção e eleições em cena.

Os personagens são estereótipos muito conhecidos do público e vocês os retratam muito bem. Como foi a construção desses personagens?

Rodrigo García: Acredito que os personagens de Curral são completamente reais. Temos pessoas no nosso governo que me parecem muito mais caricaturas do que os personagens do filme. Na construção de Joel, tentei entender o que leva um político a agir de maneira errada. Quis entender quais são as doenças psicológicas que nos levam a errar. Quais são os problemas que carregamos da nossa História que acabaram sendo “normalizados”? Penso que o personagem é um bom exemplo de até onde podemos errar até sermos colocados perante a consciência de nossas doenças sociais.

Thomás Aquino: Foi muito bacana construir o Chico Caixa. Primeiro porque eu vi o Porta Porta [documentário do Marcelo] e vivendo na cidade de Gravatá para esse processo deu para conhecer o cabo eleitoral e como as pessoas se comunicam diante da política. Também estive na zona rural, local que ainda é bastante castigado, e na zona urbana. Minha experiência de vida também ajudou, pois vamos agregando todos os conhecimentos. Foi importante estar na cidade e vivenciar com aquelas pessoas, perceber como funciona o assentamento, ouvir aqueles que ali habitam e que sofrem os castigos determinados por essa velha política. Com isso, agreguei muitas emoções, muitos sentimentos e muitas características para esse personagem. Também procurei colocar as características da política ética, que é a temática do filme. Sempre tem o jeitinho brasileiro de fazer as coisas e sempre tem o movimento de corrupção. Esse personagem acaba tentando ajudar e, de uma certa maneira, acaba se atropelando em suas constituições éticas. Eu também trouxe a questão da cultura social: é mais um homem preto que está sendo explorado por essa categoria política branca. Vemos muito essa questão na atual conjuntura social que vivemos. Eu trouxe essa cultura conservadora, o machismo tóxico desses homens. O personagem vai percebendo aos poucos como se organizar nessa estrutura cultural que foi concebida através de um patriarcado cultural. Foi muito bacana absorver tudo isso, viver as coisas no dia a dia. Tudo isso me levou a dar credibilidade ao personagem.

Curral coloca nossa realidade na telona: a briga entre partidos, a corrupção, a compra de votos, as promessas, os discursos ilusórios. O próprio diretor, Marcelo Brennand, acompanhou de perto as eleições de Gravatá, no Pernambuco, em 2007. Como foi o processo de entrosamento entre a direção e elenco; no caso de retratar com naturalidade aqueles acontecimentos que inspiraram o diretor e os roteiristas?

Rodrigo García: René Guerra é dono de grande crédito quando elogiam o elenco do filme. Ele foi responsável pelos ensaios e ajudou nas construções dos personagens. Um ponto interessante de Curral foi a mistura do elenco de atores experientes com os atores que não haviam trabalhado nesta posição anteriormente. Tornando o filme muito mais dinâmico e realista. Pra mim, esta mistura sempre é bem-vinda.

Thomás Aquino: Conhecer Marcelo foi massa porque eu pude ver o quanto ele é empolgado e o quanto quer falar sobre arte. Então, a minha empolgação junto com a dele deu bons resultados. Ele me mostrou o documentário [Porta a Porta] e me mostrou o roteiro baseado nesse documentário. Ele também me apresentou uma pessoa que tinha visualizado como Caixa [o personagem] e depois falou que eu transcendi o Caixa que ele imaginava. Isso é muito bacana! Você estar no local, viver com as pessoas, estudar sobre a temática principal do filme; tudo isso vai gerar naturalidade nas personagens. Dissecamos o roteiro juntos, coletivamente, com os outros atores e atrizes. Foram muitas reuniões para entender o que aquele roteiro queria falar. Isso realmente faz com que os discursos que estão ali escritos se tornem crível na boca desses personagens. Fora que a política é isso: o que a gente vê, o que a gente tá acostumado; vários políticos colocando dinheiro em cueca, meia… é um descaso na cara da sociedade! Tem toda uma corrupção que acontece, que se mostra nos jornais, e as promessas de campanhas e os mandatos que não se cumprem. Todo esse descaso, que já é a realidade, a gente perpassa trazendo mais dessa naturalidade, infelizmente. Mas, como modificar isso? Como que a gente pode transcender como ser humano numa sociedade em relação a isso? Espero que Curral possa mostrar mais ainda, junto com as outras provas que existem por aí, o quão estamos à mostra de tudo que está acontecendo e o que podemos fazer em relação a isso para que não continue.

Entrevista e edição: Vitor Búrigo
Fotos: Daniela Nader.

44ª Mostra de São Paulo: conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista

por: Cinevitor

valentinafinalistamostraspThiessa Woinbackk e Ronaldo Bonafro em Valentina, de Cássio Pereira dos Santos.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/10, os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Durante a primeira semana, foram computados os votos do público dos filmes que participam da Competição Novos Diretores.

As obras mais bem votadas serão submetidas ao júri desta edição, que avaliará e escolherá os longas vencedores do Troféu Bandeira Paulista, uma criação da artista plástica Tomie Ohtake, na categoria de melhor filme; os jurados também podem premiar obras em outras categorias.

O júri deste ano é formado por: Cristina Amaral, uma das principais e mais importantes montadoras do país; Felipe Hirsch, diretor, dramaturgo, cenógrafo e produtor de teatro; e Sara Silveira, nome fundamental da produção cinematográfica brasileira e homenageada desta edição com o Prêmio Leon Cakoff.

Além disso, a Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, também realiza uma premiação que escolhe o melhor filme brasileiro entre os diretores estreantes e, nesta edição, a tarefa está a cargo dos jornalistas e críticos Ela Bittencourt, Francisco Carbone e Juliana Costa, que formam o júri do Prêmio Abraccine. A imprensa também concede o Prêmio da Crítica e o público escolhe seus preferidos nos gêneros ficção e documentário.

Os vencedores serão anunciados no dia 4 de novembro, durante a cerimônia de encerramento da 44ª Mostra, que ocorrerá às 20h, no palco da área externa do Auditório Ibirapuera, antecedendo a exibição do filme de encerramento.

Conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista 2020 da Mostra de São Paulo:

17 Quadras, de Davy Rothbart (EUA)
Al-Shafaq – Quando o Céu se Divide, de Esen Isik (Suíça)
Casulo, de Leonie Krippendorff (Alemanha)
Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado (Brasil)
De Volta para Casa – Marina Abramovic e Seus Filhos, de Boris Miljkovic (Sérvia)
Eyimofe (Esse é o Meu Desejo), de Arie Esiri e Chuko Esiri (Nigéria)
Feels Good Man, de Arthur Jones (EUA)
Filho de Boi, de Haroldo Borges (Brasil)
Josep, de Aurel (França/Espanha/Bélgica)
Mãe de Aluguel, de Jeremy Hersh (EUA)
Mar de Dentro, de Dainara Toffoli (Brasil)
Mosquito, de João Nuno Pinto (Portugal/Brasil/França)
O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy (Brasil/Argentina)
Problemas com a Natureza, de Illum Jacobi (Dinamarca/França)
Valentina, de Cássio Pereira dos Santos (Brasil)

Foto: Leonardo Feliciano.

Filmes brasileiros se destacam na programação da 44ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

verlustmostraspMarina Lima e Andrea Beltrão em Verlust, de Esmir Filho.

Neste ano, a 44ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece em formato on-line, exibirá mais de 30 filmes brasileiros, entre longas-metragens premiados, títulos de diretores consagrados e obras de diretores estreantes.

Filmes produzidos em 2020 e ainda inéditos em São Paulo compõem a seção Mostra Brasil. As obras de diretores estreantes, que exibem seus primeiros ou segundos filmes, estão na seção Competição Novos Diretores. Os títulos de ambas as seções concorrem ao prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich.

A seleção nacional traz títulos que foram exibidos em diversos festivais, como: Cidade Pássaro, de Matias Mariani, que fez parte da mostra Panorama de Berlim; Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, que participou dos festivais de Cannes, San Sebastián e Toronto; Filho de Boi, de Haroldo Borges, exibido no Festival de Busan, na Coreia do Sul, e premiado no Festival de Málaga; Mulher Oceano, de Djin Sganzerla, que levou o prêmio de melhor longa-metragem na Competição Internacional do Porto Femme International Film Festival e também foi selecionado para o Providence Latin American Film Festival; Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira, grande vencedor do Festival de Cinema de Caruaru e exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes; Valentina, de Cássio Pereira dos Santos, que rendeu o prêmio de melhor interpretação para Thiessa Woinbackk no Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival; Êxtase, de Moara Passoni, que integrou a seleção do CPH:DOX, Festival Internacional de Documentários de Copenhagen; e Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, exibido na mostra Generation do Festival de Berlim.

valentinamostraspThiessa Woinbackk em Valentina, de Cássio Pereira dos Santos.

Filmes inéditos de ficção ganham destaque entre os títulos brasileiros, como: o pernambucano Curral, de Marcelo Brennand, com Thomás Aquino e Rodrigo García, que se passa durante as eleições em um município do interior; Dente por Dente, de Julio Taubkin e Pedro Arantes, com Juliano Cazarré, Paolla Oliveira e Renata Sorrah; a animação O Pergaminho Vermelho, de Nelson Botter Jr; o drama político #eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald; O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy, uma livre adaptação da obra Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector, com Simone Spoladore; Verlust, de Esmir Filho, baseado no livro homônimo de Ismael Caneppele, com Andrea Beltrão e Marina Lima; As Órbitas da Água, de Frederico Machado, com Antonio Saboia e Rejane Arruda; Lamaçal, de Franco Verdoia, uma coprodução com a Argentina; o drama Mar de Dentro, de Dainara Toffoli, com Monica Iozzi; e O Lodo, de Helvécio Ratton, com Eduardo Moreira, Renato Parara e Inês Peixoto.

A lista apresenta também filmes que estarão disponíveis gratuitamente na plataforma Sesc Digital, como: os documentários Cracolândia, de Edu Felistoque, e Sobradinho, de Marília Hughes e Cláudio Marques; e Luz Acesa, de Guilherme Coelho. E na Spcine Play: os documentários La Planta, de Beto Brant, e Candango: Memórias do Festival, de Lino Meireles, sobre a trajetória do Festival de Brasília e exibido no LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival.

O cineasta baiano Fernando Coni Campos ganha homenagem póstuma nesta edição do evento com a apresentação especial de três de seus sete longas-metragens, todos exibidos na plataforma Sesc Digital: Viagem ao Fim do Mundo (1968), vencedor do Leopardo de Prata no Festival de Locarno; O Mágico e o Delegado, melhor filme no Festival de Brasília, em 1983; e Ladrões de Cinema (1977). A Mostra proporciona uma rara oportunidade de revisitar o universo desse autor original e originário do Recôncavo Baiano.

dentepordentemostraspJuliano Cazarré em Dente por Dente, de Julio Taubkin e Pedro Arantes.

Além dos já citados, outros documentários completam a seleção brasileira, entre eles: Ana. Sem Título, de Lúcia Murat, que mistura ficção e traz Roberta Estrela D’Alva no elenco com depoimentos sobre a realidade de mulheres latino-americanas que viveram durante a ditadura; Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado, sobre um rei congolês escravizado que lutou pela liberdade durante o Ciclo do Ouro em Minas Gerais; Entre Nós, Um Segredo, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté; Glauber, Claro, de César Meneghetti, sobre o cineasta Glauber Rocha e os tempos de exílio na Itália; Nas Asas da Pan Am, de Silvio Tendler, uma autobiografia do diretor; Nheengatu, de José Barahona; Samba de Santo – Resistência Afro-Baiana, de Betão Aguiar, sobre três blocos de Carnaval (Ilê Aiyê, Cortejo Afro e Bankoma) nascidos em terreiros de candomblé na Bahia; Tentehar – Arquitetura do Sensível, de Paloma Rocha; Todas as Melodias, de Marco Abujamra, que narra a vida e obra de um dos maiores artistas da música nacional, Luiz Melodia; Xeque-Mate, de Bruna Piantino, uma coprodução com Uruguai sobre a legalização da cannabis; entre outros.

Por conta do Prêmio Leon Cakoff, que será entregue à produtora Sara Silveira, a Mostra irá exibir, em sua homenagem, sua mais recente produção, o longa Todos os Mortos, de Marco Dutra e Caetano Gotardo, no CineSesc Drive-in (unidade Sesc Parque Dom Pedro II) no dia 2 de novembro, onde a produtora receberá o prêmio. O filme disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano, foi exibido em San Sebastián, no IndieLisboa e premiado no Festival de Gramado.

Confira a lista completa com os filmes brasileiros da 44ª Mostra de São Paulo:

#eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald
Ana. Sem Título, de Lúcia Murat (Brasil/Argentina)
As Órbitas da Água, de Frederico Machado
Candango: Memórias do Festival, de Lino Meireles
Casa de Antiguidades
, de João Paulo Miranda Maria
Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado
Cidade Pássaro, de Matias Mariani (Brasil/França)
Cracolândia, de Edu Felistoque
Curral, de Marcelo Brennand
Dente por Dente, de Julio Taubkin e Pedro Arantes
Entre Nós, Um Segredo, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté (Brasil/México/Burkina Faso)
Êxtase, de Moara Passoni
Filho de Boi, de Haroldo Borges
Glauber, Claro, de César Meneghetti
Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes
Xeque-Mate (Jaque Mate), de Bruna Piantino (Brasil/Uruguai)
La Planta, de Beto Brant
Ladrões de Cinema, de Fernando Coni Campos
Lamaçal, de Franco Verdoia (Brasil/Argentina)
Luz Acesa, de Guilherme Coelho
Mar de Dentro, de Dainara Toffoli
Mulher Oceano, de Djin Sganzerla (Brasil/Japão)
O Mágico e o Delegado, de Fernando Coni Campos
Nas Asas da Pan Am, de Silvio Tendler
Nheengatu, de José Barahona (Brasil/Portugal)
O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy (Brasil/Argentina)
O Lodo, de Helvécio Ratton
O Pergaminho Vermelho, de Nelson Botter Jr
Samba de Santo – Resistência Afro-Baiana, de Betão Aguiar
Sobradinho, de Marília Hughes e Cláudio Marques
Tentehar – Arquitetura do Sensível, de Paloma Rocha
Todas as Melodias, de Marco Abujamra
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira
Valentina, de Cássio Pereira dos Santos
Verlust, de Esmir Filho (Brasil/Uruguai)
Viagem ao Fim do Mundo, de Fernando Coni Campos

Fotos: Divulgação.

30º Festival Curta Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

jardimfantasticocurtacinemaCena do curta O Jardim Fantástico, de Fábio Baldo e Tico Dias.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 28/10, os selecionados para o Festival Curta Cinema 2020, que acontecerá entre os dias 20 e 28 de novembro em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.

A curadoria foi realizada por Gustavo Duarte e Paulo Roberto Junior, que resultou em 69 títulos para a 30ª edição. Este ano, foram programadas apenas as mostras competitivas, espinha dorsal do festival. “Mudanças tão profundamente radicais em nosso modus operandi nos fez agir com prudência e apresentar um conteúdo mais enxuto. Isso mudou bastante a forma como a seleção foi pensada e teve um impacto conceitual e estético que poderá ser conferido no momento das exibições”, diz o comunicado oficial.

O evento apresentará 16 programas competitivos e será exibido pela plataforma FesthomeTV, através do site do festival. O Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro é exclusivamente dedicado à exibição e à promoção de obras audiovisuais de curta-metragem. O evento exibe trabalhos finalizados em suportes digitais, com duração máxima de 30 minutos, e tem caráter competitivo e informativo.

“Este é certamente o ano mais difícil de toda a nossa história. Não apenas porque, pela primeira vez, estamos trabalhando sem qualquer patrocínio publico ou privado, como também por causa dos terríveis efeitos da pandemia no setor cultural. Mas fomos resilientes e topamos o desafio de realizar a 30ª edição na garra”, diz o comunicado. E segue: “O apoio de amigos, parceiros e entusiastas foi fundamental para que pudéssemos ter sucesso. As pessoas que acreditaram e apoiaram a nossa campanha ‘Amigos do Curta Cinema’, as realizadoras e realizadores estrangeiros que aceitaram pela primeira vez pagar uma pequena taxa de inscrição, as realizadoras e realizadores brasileiros que se inscreveram massivamente, os consulados e as instituições: todos esses foram fundamentais para que tivéssemos força para seguir adiante. O festival deste ano é dedicado com muito amor a todos vocês”.

Conheça os filmes selecionados para o Curta Cinema 2020:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Adeus aos Livros, de Diego Quinderé de Carvalho (RJ/Portugal)
Agahü: O Sal do Xingu, de Takumã Kuikuro (SC)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
Antes do Çairé, de Rodrigo Ribeyro (SP)
Babelon, de Leon Barbero (SP)
Cidade Sem Mar, de Felipe Nepomuceno (RJ)
Celio’s Circle, de Diego Lisboa (CE)
Corpo Oco, de Pedro Severien (PE)
De um Lado do Atlântico, de Milena Manfredini (RJ)
Deserto Estrangeiro, de David Pretto (RS)
Egum, de Yuri Costa (RJ)
Eu Também Não Te Vejo Daqui, de Ariela Calanca (SP)
Inabitável, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Killing Me Softly, de Gabriela Giffoni (RJ/Portugal)
Magnética, de Marco Arruda (RS)
Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM)
Medo da Chuva em Noite de Frio, de Victor Hugo Fiuza (RJ)
Menarca, de Lillah Halla (SP)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
Não Quero Ir Nada Mais Que Até o Fundo, de Thaís Frech Mandarino (RJ)
O Babado da Toinha, de Sergio Bloch (RJ)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
O Jardim Fantástico, de Fábio Baldo e Tico Dias (SP)
O que Pode um Corpo, de Marcio Picoli e Victor di Marco (RS)
Pausa Para o Café, de Tamiris Tertuliano (PR)
Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha (RJ)
Prata, de Lucas Melo (RJ)
Sabrina, de Jéssica Barreto (SP)
Saudade, de Denize Galiao (SP/Alemanha)
Ser Feliz no Vão, de Lucas Rossi (RJ)
Tempos de Caça, de Diego Amorim (RJ)
Voyage Voyage, de Sabrina Fidalgo (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL

3 Logical Exits, de Mahdi Fleifel (Dinamarca/Líbano/Reino Unido)
84, de Daniel Santiago Cortés (Colômbia)
Acapulco, de Lucía Malandro e Daniel D. Saucedo (Uruguai)
Ayn Levana, de Tomer Shushan (Israel)
Bad Badakha, de Seyed Payam Hosseini (Irã)
Buzzkill, de Kathy E. Mitrani (EUA)
Cell 364, de Zoé Rossion e Mathilde Babo (Alemanha/França)
Dirt Devil 550 XS, de Rolf Hellat (Suíça)
Disillusioned, de Kyuho Sim (Coreia do Sul)
Dustin, de Naïla Guiguet (França)
Ekstase, de Marion Kellmann (Alemanha)
Gravedad, de Matisse Gonzales (Alemanha/Bolívia)
Have You Seen That Man?, de Yotam Ben-David (Romênia)
Here, Here, de Joanne Cesario (Filipinas)
Huir, de Daniel Hernandez Delgadillo (México/Alemanha/Chile)
How to Dissapear, de Robin Klengel, Leonhard Müllner e Michael Strumpf (Áustria)
Judoka, de Daniel Belenguer (Espanha)
La Bobine 11004, de Mirabelle Fréville (França)
L’Enfant du Métro, de Nathan Le Graciet (França)
L’ile et le Continent, de Laurie Bost e Sébastien Savine (França)
Lumbalú: Agonía, de Jorge Perez (Colômbia)
O Black Hole!, de Renee Zhan (Reino Unido)
Piao Liu, de Hanxiong Bo (China/EUA)
Poikien Puhelin, de Laura Rantanen (Finlândia)
Pond, de Tyler Macri (EUA)
Push This Button If You Begin To Panic, de Gabriel Böhmer (Reino Unido)
Recrue, de Pier-Philippe Chevigny (Canadá)
Red Aninsri; or, Tiptoeing on The Still Trembling Berlin Wall, de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia)
Sun Dog, de Dorian Jespers (Bélgica/Rússia)
Suspensão, de Luís Soares (Portugal)
Trip to Heaven, de Linh Duong (Vietnã)
The Present, de Farah Nabulsi (Palestina)
Wan Ju Wu, de Isabela Bianchi (Espanha)
Witness, de Ali Asgari (Irã/França)
Vaivén, de Nisha Platzer (Cuba/Canadá)
Xiao Qiang Had a Daydream, de Xisi Sofia Ye Chen (Espanha)

Foto: Allis Bezerra.

Indie Festival 2020 anuncia seleção e edição on-line

por: Cinevitor

rodantes2indiefestivalCaroline Abras em Rodantes, de Leandro Lara.

O Indie Festival foi criado em 2001, em Belo Horizonte, e desde 2007 acontece também em São Paulo. A missão do evento é levar o cinema independente internacional ao maior público possível no Brasil. O festival visa fornecer uma alternativa cultural à experiência do cinema comercial, apoiar cineastas independentes e promover a arte do cinema.

Pela primeira vez, em quase 20 anos, o Indie será realizado no formato on-line, por conta da pandemia de Covid-19, entre os dias 4 e 11 de novembro. O festival foi criado para incentivar a exibição de novos filmes sem distribuição no Brasil, principalmente de novos diretores. Nos últimos anos, contou com mais de 490 mil espectadores.

Esta 19ª edição é dedicada a curtas e longas-metragens independentes nacionais e internacionais. A programação, dividida em mostra competitiva e sessões informativas, apresenta 35 filmes, de 16 países, entre longas e curtas, em 43 sessões. Durante os oito dias do festival, as sessões começarão a partir das 15h, todas gratuitas, e o site terá cerca de oito horas diárias de cinema. Os filmes terão sessões e limites de views/espectadores que variam de 200 a 800 por sessão, portanto, fora do horário das sessões ou se alcançar o limite de views, os filmes ficarão indisponíveis.

Pela primeira vez, em 19 edições, o Indie realiza uma Mostra Competitiva. Foram selecionados oito filmes, em que latinos e asiáticos dominam o programa; há títulos de diretores veteranos e estreantes, documentário e ficções: o cinema contemporâneo atual em transição.

O Indie 2020 apresenta na seção Retrospectiva o cinema do diretor americano Dan Sallitt. Um dos principais autores do cinema independente americano contemporâneo, Sallitt traz filmes com uma aparente simplicidade que se revelam de alta complexidade; seja em diálogos cotidianos, em pequenos acontecimentos que se mostram de grande relevância. Sallitt, que nasceu na Pensilvânia, Estados Unidos, em 1955, além de cineasta, é roteirista, foi crítico de cinema, além de escrever para várias publicações.

Nove filmes em pré-estreia estão na seção Première, programa que propõe sessões únicas de filmes inéditos do circuito que tiveram seus lançamentos interrompidos pela pandemia.

Para a Sessão Especial, o Indie convidou o diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul para escolher uma das suas obras para o festival on-line. O diretor escolheu o curta Vapor, de 2015, que mostra a cidade onde Apichatpong mora sendo envolvida por nuvens brancas de inseticida. Outro filme convidado foi o longa Memórias do Meu Corpo, do diretor indonésio Garin Nugroho, que trata a questão da sexualidade como uma questão política.

Para complementar o programa, a diretora americana Jennifer Reeder foi convidada a escolher alguns curtas realizados por ela. Sua obra traz a marca do universo feminino, jovem e adolescente para o cinema que realiza. Em Jennifer Reeder: FFDF (FEMINIST FUTURE DREAM FEVER) quatro curtas da diretora criam uma identidade única para seus filmes sobre relacionamentos, traumas, angústias e como amadurecer com tais experiências.

Seis curtas nacionais e internacionais foram escolhidos exclusivamente para a versão virtual do festival e estão no programa Sessão Fluxus. O nome é uma referência ao festival pioneiro de exibição de filmes na internet, que teve sua primeira edição há 20 anos atrás, realizado pela Zeta Filmes, mesma produtora do Indie.

O júri da Mostra Competitiva traz três nomes importantes do pensamento crítico do país: Ivana Bentes, Pablo Villaça e Cassio Starling Carlos.

Conheça os filmes selecionados para o 19º Indie Festival:

MOSTRA COMPETITIVA

Agosto, de Armando Capó (Cuba)
Edição Ilimitada (Edición Ilimitada), de Edgardo Cozarinsky, Santiago Loza, Virginia Cosin e Romina Paula (Argentina)
Lost Lotus, de Liu Shu (Hong Kong/Países Baixos)
Love Poem, de Wang Xiaozhen (Hong Kong/China)
On Paradise Road, de James Benning (EUA)
Sanctorum, de Joshua Gil (México/República Dominicana/ Qatar)
Uma Nuvem no Quarto Dela (The Cloud in Her Room), de Zheng Lu Xinyuan (Hong Kong/China)
Zero, de Kazuhiro Soda (Japão/EUA)

PREMIÈRE

A Barqueira (La Bottera), de Sabrina Blanco (Argentina/Brasil)
De Volta para Casa (Coming Home Again), de Wayne Wang (EUA/Coreia do Sul)
Eu Estava em Casa, mas… (Ich war zuhause, aber…), de Angela Schanelec (Alemanha/Sérvia)
Knives and Skin, de Jennifer Reeder (EUA)
Liberté, de Albert Serra (França/Portugal/Espanha/Alemanha)
Perfil de uma Mulher (A Girl Missing), de Koji Fukada (Japão/França)
PJ Harvey: Um Cão Chamado Dinheiro (A Dog Called Money), de Seamus Murphy (Irlanda/Reino Unido)
Rodantes, de Leandro Lara (Brasil)
Vitalina Varela, de Pedro Costa (Portugal)

SESSÃO ESPECIAL

A Milhões de Milhas Distantes (A Million Miles Away), de Jennifer Reeder (EUA)
As Dunas (The Dunes), de Jennifer Reeder (EUA)
Marietta Brimble, de Jennifer Reeder (EUA)
Memórias do Meu Corpo (Memories Of My Body), de Garin Nugroho (Indonésia)
Sonhei que Você Sonhava Comigo (I Dream You Dream of Me), de Jennifer Reeder (EUA)
Vapor (Vapour), de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia/ Coreia/ China)

RETROSPECTIVA DAN SALLITT

Caterina, de Dan Sallitt (2019, EUA)
Fourteen, de Dan Sallitt (2019, EUA)
Lua de mel (Honeymoon), de Dan Sallitt (1998, EUA)
O Ato Indizível (The Unspeakable Act), de Dan Sallitt (2012, EUA)
Polly Perversa Volta a Atacar! (Polly Perverse Strikes Again!), de Dan Sallitt (1986, EUA)
Todos os Barcos no Mar (All the Ships at Sea), de Dan Sallitt (1998, EUA)

SESSÃO FLUXUS

Leo, de Fabienne Mahé (Suíça)
Motriz, de Rodolfo Magalhães (Brasil)
Noites mais Longas (Longer Nights), de J Frisch-Wang (Alemanha)
O Apicultor (The Beekeeper), de Mohammad Talebi (Irã)
O Diário das Árvores (Tree Time), de Alexandra Lerman (EUA)
Ritu Vende Online (Ritu Goes Online), de Vrinda Samartha (Índia)

*Confira a programação completa no site (clique aqui).

Foto: Divulgação/Zeta Filmes.

Conheça os vencedores do 43º Festival Guarnicê de Cinema

por: Cinevitor

sertaniaguarniceCena de Sertânia, de Geraldo Sarno: cinco prêmios.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 26/10, os vencedores da 43ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que este ano aconteceu em formato híbrido, por conta da pandemia de Covid-19, com transmissão on-line pelas redes sociais e pela plataforma de streaming da Universidade Federal do Maranhão.

A cerimônia de encerramento aconteceu ao vivo pela TV UFMA e pelo canal do festival no YouTube. Os realizadores dos filmes acompanharam os anúncios dos prêmios reunidos em uma sala do Google Meet.

O cinema nordestino foi o grande destaque da premiação do Guarnicê. O filme Sertânia, do Ceará, venceu o prêmio de melhor longa-metragem, melhor direção para Geraldo Sarno, melhor ator para Vertin Moura e melhor ator coadjuvante para Lourinelson Vladimir; Wolney Oliveira levou o Troféu Guarnicê de melhor roteiro com Soldados da Borracha, que também venceu na categoria de melhor trilha sonora.

Também entre os longas, o filme maranhense Terminal Praia Grande foi premiado em três categorias. O curta Quanto Pesa, único representante maranhense entre os curtas-metragens nacionais, venceu como melhor filme da categoria.

O júri da Mostra Nacional Competitiva contou com José Fernando Peixoto de Azevedo, Carol Benjamin e Sabrina Fidalgo; já a Mostra Maranhense teve Dida Maranhão, Stella Lindoso e Taciano Brito no júri. O Troféu ABD, da Associação Brasileira de Documentaristas, ABD-MA, contou com Rose Panet, Monica Rodrigues de Farias, Naýra Albuquerque e Fábio Azevêdo no júri. O Prêmio Assembleia Legislativa foi entregue para o melhor filme realizado por maranhenses com premiação em dinheiro, no valor de dez salários mínimos dedutíveis de impostos.

Conheça os vencedores do 43º Festival Guarnicê de Cinema:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

Melhor Filme: Sertânia, de Geraldo Sarno (CE)
Melhor Filme | Júri Popular: Vidas Barradas, de Cid Faria (DF)
Melhor Direção: Geraldo Sarno, por Sertânia
Melhor Roteiro: Soldados da Borracha, escrito por Wolney Oliveira
Melhor Atriz: Helena Ignez, por A Mulher da Luz Própria
Melhor Atriz Coadjuvante: Tieta Macau, por Terminal Praia Grande
Melhor Ator: Vertin Moura, por Sertânia
Melhor Ator Coadjuvante: Lourinelson Vladmir, por Sertânia
Melhor Direção de Fotografia: Sertânia, por Miguel Vassy
Melhor Montagem/Edição: Terminal Praia Grande, por Lucas Sá
Melhor Trilha Sonora Original: Soldados da Borracha, por DJ Dolores
Melhor Desenho de Som: A Mulher da Luz Própria, por Jesse Marmo e Vinícius Leal
Melhor Direção de Arte: Terminal Praia Grande, por Cris Quaresma
Menção Honrosa: A Mulher da Luz Própria, de Sinai Sganzerla; pelo projeto, realização e qualidade técnica e artística do filme, além do resgate da trajetória e obra de suma importância no cenário artístico e cinematográfico brasileiro da figura de Helena Ignez, que é também a artista homenageada por essa menção.

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS

Melhor Filme: Quanto Pesa, de Breno Nina (MA)
Melhor Filme | Júri PopularAçaí, de André Cantuária (AP)
Melhor Direção: Marçal Viana, por Neguinho
Melhor Roteiro: Terceiro Andar, escrito por Deuilton B. Júnior
Melhor Atriz: Juliana França, por Neguinho
Melhor Atriz Coadjuvante: Aisha Jambo, por Neguinho
Melhor Ator: Herberth Vital, por Amanhã
Melhor Ator Coadjuvante: Guilherme Rodio, por A Volta para Casa
Melhor Direção de Fotografia: No Oco do Tempo, por Antonio Fargoni e Tiago A. Neves
Melhor Montagem/Edição: Teoria Sobre um Planeta Estranho, por Marco Antônio Pereira
Melhor Trilha Sonora Original: Açaí, por Manoel Cordeiro e O Sósia
Melhor Desenho de Som: Teoria Sobre um Planeta Estranho, por Marco Antônio Pereira
Melhor Direção de Arte: O Balido Interno, por Monique Oliveira

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS MARANHENSES

Melhor Filme: 3x Melhor, de Andriolli Araújo
Melhor Filme | Júri Popular: Querida!, de Geovane Camargo
Melhor Direção: Andriolli Araújo, por 3x Melhor
Melhor Roteiro: Querida!, escrito por Livia Lima
Melhor Atriz: Allane Demétrio, por O Devaneio
Melhor Atriz Coadjuvante: Lúcia Reis, por Querida!
Melhor Ator: Wenderson Abreu, por Vítor
Melhor Ator Coadjuvante: Matheus Kristian, por Vítor
Melhor Direção de Fotografia: Princesa do Meu Lugar, por Pablo Monteiro
Melhor Montagem/Edição: 3x Melhor, por Andriolli Araújo
Melhor Trilha Sonora Original: 3x Melhor, por Gláucio Alves
Melhor Desenho de Som: Vítor, por João Victor Carvalho e Josh Baconi
Melhor Direção de Arte: Éramos Três, por Carlos Maranhão
Menção Honrosa: Cicatrizes, de Nadson Paixão e JhonnzzyEsperança 1770, de Carmen Kemoly

VIDEOCLIPES MARANHENSES

Melhor Videoclipe: Batidão, de Enme; Direção: Jessica Laune/Produtora: Clock Work Filmes
Menção Honrosa: Intelecto de Quebrada, de Carmen Kemoly; Direção: Cleiton Santos/Produtora: Rua 2 Filmes e Brooklyn Filmes

PRÊMIOS ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Prêmio Mauro Bezerra | melhor curta-metragem maranhense: 3x Melhor, de Andriolli Araújo
Prêmio Bernardo Almeida | melhor longa-metragem maranhense: não foi concedido em virtude de não apresentar um quantitativo de trabalhos que justificasse uma competição
Prêmio Erasmo Dias | melhor longa ou curta-metragem pelo júri popular: Querida!, de Geovane Camargo

TROFÉU ABD

Melhor curta-metragem maranhense: 3x Melhor, de Andriolli Araújo (MA)
Menção Honrosa: Éramos Três, de Fernando Braga; Quanto Pesa, de Breno Nina; e Esperança 1770, de Carmen Kemoly

Melhor longa metragem: A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, de Pablo Guelli (SP)
Menção Honrosa: Negro em Mim, de Macca Ramos (SP)

Foto: Miguel Vassy.

Conheça os vencedores do Los Angeles Brazilian Film Festival 2020

por: Cinevitor

fernandamontenegroLABRFF2020Fernanda Montenegro: premiada por Piedade, de Cláudio Assis.

Foram anunciados neste domingo, 25/10, os vencedores da 13ª edição do LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, que este ano aconteceu de forma on-line, por conta da pandemia de Covid-19, na plataforma Filmocracy. Também foram divulgados os vencedores do 2º Los Angeles International Music Video Festival, competição de videoclipes lançada ano passado.

O longa pernambucano King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante, foi consagrado com o prêmio de melhor filme de ficção desta edição; o protagonista Andrade Júnior, que faleceu em maio do ano passado, recebeu a honraria de melhor ator in memorian. Além disso, o filme também foi premiado na categoria de melhor direção.

Os pernambucanos Piedade, de Cláudio Assis, e Acqua Movie, de Lírio Ferreira, também se destacaram na cerimônia com cinco prêmios cada um. Matheus Nachtergaele, Bruno Gagliasso, Fernanda Montenegro, Alessandra Negrini, Cauã Reymond, Augusto Madeira e Mariana Ruggiero foram consagrados por suas atuações.

Porém, além da premiação, a noite também foi marcada pela difícil missão de anunciar ao público o fim do festival que, desde 2008, foi responsável por conectar os mercados americano e brasileiro, e por gerar negócios entre os dois países. O anúncio foi feito durante a cerimônia de premiação, realizada na plataforma Filmocracy: “Foi a decisão mais difícil da minha vida. O LABRFF é um filho pra mim e eu dediquei os últimos treze anos a ele. Mas só quem realiza um evento do porte do LABRFF sabe da luta que é, e nunca vivemos de maneira tão intensa a falta de valorização, de incentivo, e de prestígio à cultura. É uma discussão ampla, mas o resumo é que não dá para seguir assim”, lamentou Meire Fernandes, fundadora do Los Angeles Brazilian Film Festival.

Em treze edições já realizadas, o LABRFF teve apoio de um edital público em apenas uma delas. Na edição deste ano, uma campanha de financiamento coletivo foi realizada, mas apenas 1% da meta foi arrecadado. O festival, que já exibiu mais de 800 títulos e premiou mais de 300 profissionais do cinema, não tem recursos para seguir com o trabalho que vem sendo realizado. “O custo médio para a realização de uma edição do LABRFF é de um milhão e duzentos mil reais. E se pensarmos na estrutura que o festival merece, e nos custos dos 25 profissionais envolvidos, teríamos que ter pelo menos 400 mil dólares, o que corresponderia a cerca de dois milhões de reais atualmente. Os aluguéis de teatro e cinema são caros, e em dólar. Temos uma equipe com profissionais de designer, comunicação, marketing, e também os nossos produtores. São profissionais que precisam receber pelo trabalho prestado. Nós não conseguimos recursos para isso. Mesmo na versão online, a realização do festival custou muito, e outras despesas surgiram, como a plataforma que abrigou o catálogo de filmes e toda estrutura para realização das palestras, workshops e shows musicais que transmitimos online. Arrecadar pouco mais de 2 mil reais na nossa campanha de financiamento coletivo também foi uma frustração imensa, e eu não posso esconder isso”, afirma Manoel Neto, diretor do LABRFF.

Em seu discurso na cerimônia de encerramento, a fundadora do LABRFF afirmou que a decisão vinha sendo pensada há anos: “Para chegarmos neste momento, a diretoria do festival vem discutindo muito o assunto nos últimos anos. Nós contamos nos dedos os apoiadores do festival, e quero registrar a nossa gratidão a cada um deles, mas o suporte recebido não é suficiente. Ano após ano, temos colocado dinheiro dos nossos bolsos por acreditar nos resultados positivos do LABRFF. Mas qual o sentido de continuarmos dessa forma? Eu faço essa indagação a mim mesma todos os dias”, contou Meire Fernandes.

Por mais de uma década, a capital mundial do cinema abriu as portas para os talentos brasileiros mostrarem o que vinha sendo feito de melhor na sétima arte no nosso país. Essa vitrine de oportunidades para os profissionais do Brasil se repetiu desde 2008, quando foi fundado o Los Angeles Brazilian Film Festival. Idealizado pela produtora de cinema Meire Fernandes, e pelo jornalista Nazareno Paulo, o evento já nasceu forte, com apoio de astros brasileiros e americanos que compreenderam as portas que estavam sendo abertas a partir das conexões que um festival de cinema poderia gerar.

Conheça os vencedores do Los Angeles Brazilian Film Festival 2020:

Melhor Filme: King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante
Melhor Direção: Camilo Cavalcante, por King Kong en Asunción
Melhor Ator (empate): Matheus Nachtergaele, por Piedade e Bruno Gagliasso, por Loop
Melhor Atriz (empate): Fernanda Montenegro, por Piedade e Alessandra Negrini, por Acqua Movie
Melhor Ator Coadjuvante (empate): Cauã Reymond, por Piedade e Augusto Madeira, por Acqua Movie
Melhor Atriz Coadjuvante: Mariana Ruggiero, por Piedade
Melhor Roteiro: Acqua Movie, escrito por Lírio Ferreira, Marcelo Gomes e Paulo Caldas
Melhor Fotografia: Acqua Movie, por Gustavo Hadba
Melhor Edição: Acqua Movie, por Vania Debs
Melhor Trilha Sonora: Piedade, por Jorge dü Peixe

Melhor Documentário | Brasileiro: O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes
Melhor Documentário | Internacional: Passages, de Lúcia Nagib e Samuel Paiva
Melhor Animação: Napo, de Gustavo Ribeiro
Melhor curta-metragem | Brasileiro: Esmalte Vermelho Sangue, de Gabriela Altaf

Melhor Ator in memorian: Andrade Júnior, por King Kong en Asunción
Life Achievement: Ivan Cardoso, por Ivan, O Terrível, de Mario Abbade
Menção Honrosa: Gracindo Junior, por A Queda
Menção Honrosa: Mangueira em 2 tempos, de Ana Maria Magalhães
Menção Honrosa: Quitéria, de Tiago A. Neves

BWIE Brazilian Women in Entertainment (empate): Rosa das Aroeiras, de Monica Mac Dowell e Windows to the World – AM to PM, de Bia Oliveira
Mostra 60 segundos (empate): Stonely Language, de Reza Saveys e Forest League, de Sergio Kalili
International Shorts (empate): Piece of Me, de Bruna Cabral e Broken Hills, de Edmilson Filho

LAMV | Los Angeles Latin Music Video Festival

Melhor Videoclipe | Voto Popular: Vivência, de Ramonzin e BK (Direção: Isabelle Lopes)
Melhor Performance Artística | Voto Popular: Desce pro Play (Pa Pa Pa), de Mc Zaac, Anitta e Tyga (Direção: Thiago Eva)

BRAZIL COMPETITION

Melhor Videoclipe: Pedrinho, de Tulipa Ruiz (Direção: Fabio Lamounier, Pedro França e Rodrigo Ladeira)
Melhor Direção: Fabio Lamounier, Pedro França e Rodrigo Ladeira, por Pedrinho, de Tulipa Ruiz
Melhor Fotografia: Casmurro, de Alex Albino
Melhor Edição: Amigo da Onça & Beija Flor, da banda Amigos da Onça
Melhor Narrativa: A Cada Passo, da banda Trema
Melhor Direção de Arte: My Girl, de Vintage Culture
Melhor Voz: Alan Rocha
Melhor Animação: Canção de Partida, de GA Setubal (Direção: Deco Farkas)
Melhor Instrumental: Alumiou, de Alan Rocha
Melhor Canção: Alumiou, de Alan Rocha

INTERNATIONAL COMPETITION

Melhor Videoclipe: I Have No Home, de Odyn V Kanoe (Direção: Volodymyr Vlasenko)
Melhor Direção: Sito Ruiz e Esteve Pulg, por Teleapàtic, de Minova
Melhor Fotografia: I Have No Home, de Odyn V Kanoe
Melhor Edição: Akudama, de Alpha Wolf
Melhor Narrativa: In Front, de Las Abejas
Melhor Direção de Arte: De Ontem, de Liniker e os Caramelows
Melhor Voz: Amanda Magalhães
Melhor Instrumental: Akudama, de Alpha Wolf
Melhor Canção: O Amor te Dá, de Amanda Magalhães

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Foto: Suzanna Tierie.