Todos os posts de Cinevitor

Raw

por: Cinevitor

rawposterGrave

Direção: Julia Ducournau

Elenco: Garance Marillier, Ella Rumpf, Rabah Nait Oufella, Laurent Lucas, Joana Preiss, Bouli Lanners, Marion Vernoux, Thomas Mustin, Marouan Iddoub, Jean-Louis Sbille, Benjamin Boutboul, Virgil Leclaire, Anna Solomin, Sophie Breyer, Danel Utegenova, Bérangère McNeese, Morgan Politi, Alice D’Hauwe, Pierre Nisse, Maïté Katinka Lonne, Amandine Hinnekens, Sibylle du Plessy, Denis Mpunga, Alexis Julemont, Lich Jass, Helena Coppejans, Charlotte Sandersen, Christophe Menier.

Ano: 2016

Sinopse: A jovem Justine nasceu no seio de uma família de veterinários. Aos 16 anos, a aplicada e talentosa adolescente está prestes a ingressar na faculdade, seguindo os passos de seus familiares na mesma universidade onde sua irmã mais velha faz sua graduação. Os trotes promovidos por veteranos começam já nos primeiros dias de aula e, em um dos desafios promovidos, Justine, que é vegetariana, é forçada a comer carne crua pela primeira vez em sua vida. As consequências desse ato são inesperadas e logo Justine descobre sua verdadeira natureza.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Conheça os vencedores do 74º Festival Internacional de Cinema de Veneza

por: Cinevitor

deltorovenezapremioGuillermo del Toro recebe o Leão de Ouro.

Foram anunciados neste sábado, 09/09, os vencedores do 74º Festival de Cinema de Veneza. O júri, presidido pela atriz Annette Bening, concedeu o Leão de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento, para The Shape of Water, dirigido pelo cineasta mexicano Guillermo del Toro.

Na Mostra Orizzonti, competição internacional dedicada a filmes que representam as últimas tendências estéticas e expressivas no cinema internacional, a cineasta italiana Susanna Nicchiarelli levou o prêmio de melhor filme pelo drama musical Nico, 1988.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cinema de Veneza 2017:

COMPETIÇÃO OFICIAL:

MELHOR FILME | LEÃO DE OURO: The Shape of Water, de Guillermo del Toro (EUA)
MELHOR DIREÇÃO | LEÃO DE PRATA: Xavier Legrand, por Jusqu’à la garde (França)
GRANDE PRÊMIO DO JÚRI: Foxtrot, de Samuel Maoz (Israel/Alemanha/França/Suíça)
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATRIZ: Charlotte Rampling, por Hannah (Itália/França/Bélgica)
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATOR: Kamel El Basha, por L’insulte (The Insult) (Líbano/França/EUA/Bélgica/República do Chipre)
PRÊMIO MARCELLO MASTROIANNI | ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO: Charlie Plummer, por Lean on Pete (França/Alemanha)
MELHOR ROTEIRO: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, escrito por Martin McDonagh (Reino Unido/EUA)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Sweet Country, de Warwick Thornton (Austrália)

MOSTRA ORIZZONTI:

MELHOR FILME: Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli (Itália/Bélgica)
MELHOR DIREÇÃO: Vahid Jalilvand, por Bedoune Tarikh, Bedoune Emza (No date, no signature) (Irã)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Caniba, de Lucien Castaing-Taylor e Verena Paravel (França)
MELHOR ATOR: Navid Mohammadzadeh, por Bedoune Tarikh, Bedoune Emza (No date, no signature)
MELHOR ATRIZ: Lyna Khoudri, por Les Bienheureux (França/Bélgica/Qatar)
MELHOR ROTEIRO: Los Versos del Olvido, escrito por Alireza Khatami (França/Alemanha/Holanda/Chile)
MELHOR CURTA-METRAGEM: Gros Chagrin, de Céline Devaux (França)

VENICE VIRTUAL REALITY:

Melhor História: Bloodless, de Gina Kim (Coreia do Sul)
Melhor Experiência em Realidade Virtual: La Camera Insabiatta, de Laurie Anderson e Hsin-Chien Huang (Taiwan)
Prêmio Virtual Reality: Arden’s Wake (Expanded), de Eugene YK Chung (EUA)

VENEZIA CLASSICI:

Melhor Documentário: The Prince and the Dybbuk, de Elwira Niewiera e Piotr Rosolowski  (Polônia/Alemanha)
Melhor Filme Restaurado: Vá e Veja (Idi i smotri), de Elem Klimov (1985)

LEÃO DO FUTURO | MELHOR FILME DE ESTREIA: Jusqu’à la garde, de Xavier Legrand (França)

LEÃO DE OURO | Lifetime Achievement: Jane Fonda e Robert Redford

JAEGER-LECOULTRE GLORY TO THE FILMMAKER AWARD: Stephen Frears

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #245: Entrevistas com o elenco de Polícia Federal – A Lei é Para Todos

por: Cinevitor

policiapgmcinevitorBruce Gomlevsky e Antonio Calloni em cena.

Inspirado no livro homônimo de Carlos Graieb e Ana Maria Santos, Polícia Federal – A Lei é Para Todos, dirigido por Marcelo Antunez, narra os bastidores da Operação Lava Jato, maior investigação contra a corrupção e lavagem de dinheiro da história do Brasil.

O longa monta o passo a passo da investigação, desde sua origem até março de 2016 sob a ótica da equipe da Polícia Federal, e os esforços para desvendar o esquema de lavagem de dinheiro e desvios para pagamento de propina para executivos de uma estatal petróleo, empreiteiras, partidos políticos e parlamentares.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com os atores Antonio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky e Rainer Cadete e também fizemos uma brincadeira sobre os nomes de outras Operações que marcaram a história do país, como a Operação Avalanche, Operação Navalha, Operação Anaconda, entre outras.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

It – A Coisa

por: Cinevitor

itcoisaposternovoIt

Direção: Andy Muschietti

Elenco: Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff, Bill Skarsgård, Nicholas Hamilton, Jake Sim, Logan Thompson, Owen Teague, Jackson Robert Scott, Stephen Bogaert, Stuart Hughes, Geoffrey Pounsett, Pip Dwyer, Mollie Jane Atkinson, Steven Williams, Elizabeth Saunders, Megan Charpentier, Joe Bostick, Ari Cohen, Anthony Ulc, Javier Botet, Katie Lunman, Carter Musselman, Tatum Lee, Edie Inksetter, Martha Gibson, Isabelle Nélisse, Neil Crone, Sonia Gascón, Janet Porter, Roberto Campanella, Kelly Van der Burg.

Ano: 2017

Sinopse: Quando crianças começam a desaparecer misteriosamente na pequena cidade de Derry, no estado de Maine, um grupo de jovens é obrigado a enfrentar seus maiores medos ao desafiar um palhaço maligno chamado Pennywise, que há séculos deixa um rastro de morte e violência.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Uma Mulher Fantástica

por: Cinevitor

mulherfantastica2Una Mujer Fantástica

Direção: Sebastián Lelio

Elenco: Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco, Aline Küppenheim, Nicolás Saavedra, Amparo Noguera, Trinidad González, Néstor Cantillana, Alejandro Goic, Antonia Zegers, Sergio Hernandez, Roberto Farias, Cristián Chaparro, Diana Cassis, Eduardo Paxeco, Paola Lattus, Pablo Cerda, Felipe Zambrano, Erto Pantoja, Loreto Leonvendagar, Marcial Tagle, Senen Selim, Veronica Garcia-Huidobro, Moises Angulo.

Ano: 2017

Sinopse: Marina é uma garçonete transexual que gasta seus dias procurando sustento. Seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e se apresenta nos clubes noturnos da cidade. Após uma perda inesperada, sua vida muda do avesso, e Marina terá de lutar para impor sua identidade a todo custo, enfrentando preconceito e falta de compreensão.

Crítica do CINEVITOR: Depois do sucesso de Gloria, lançado em 2013, Sebastián Lelio começou sua pesquisa para Uma Mulher Fantástica, seu quinto longa-metragem. Nesse processo, chamou a cantora lírica e transexual Daniela Vega para contar sua história. Ela, que já tinha feito uma pequena participação como atriz no filme La Visita, de Mauricio López Fernández, em 2014, a princípio, serviria como uma consultora para Lelio, mas acabou se tornando a grande estrela de seu filme. Em Uma Mulher Fantástica, acompanhamos a vida de Marina, uma garçonete transexual que vê sua vida virar do avesso depois da perda de Orlando, seu companheiro. A partir daqui, ela terá que enfrentar uma batalha contra o preconceito de familiares de seu recém-falecido amante que decidem afastá-la desse momento tão íntimo e doloroso. Mesmo não aceita por eles e tratada como uma mera desconhecida, Marina não se faz de vítima em nenhum momento. Segue na luta por respeito e por seus direitos. Sebastián Lelio conduz seu drama com toques de suspense e coloca em pauta assuntos tão atuais e importantes a serem discutidos, como a transfobia. Em seu roteiro, premiado no Festival de Berlim, retrata com veracidade a violência social sofrida por sua protagonista, que, consequentemente, leva para a violência física. Mas Lelio foge do óbvio. A humilhação e a agressão aparecem verbalmente em diálogos homofóbicos e atitudes constrangedoras. Daniela Vega entrega uma atuação sublime e delicada, com um olhar melancólico e ao mesmo tempo voraz para alcançar seus objetivos. Com uma trilha sonora enigmática e potente, criada por Matthew Herbert, um conhecido compositor de música eletrônica, Uma Mulher Fantástica apresenta traços de Almodóvar em seus momentos melodramáticos e intensos, mas conquista sua própria identidade ao retratar a violência de gênero com profundidade, mesclando sensibilidade com desconforto e fantasia com delicadeza. Aqui, escancara-se o preconceito com franqueza por conta de uma personagem abatida pelo luto e pela indiferença social, que volta e meia se esbalda em devaneios imaginários em busca de esperança e acalento. Uma Mulher Fantástica é uma obra de ficção, mas dialoga com a vida real de pessoas que sofrem ataques diários por conta da intolerância em relação à orientação sexual. É um filme doloroso e sensível que discute a identidade de gênero perante uma sociedade extremamente preconceituosa e se preocupa em retratar a história de um ser humano em busca de paz e respeito. (Vitor Búrigo)

*Filme assistido no 27º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Polícia Federal – A Lei é Para Todos

por: Cinevitor

policialeiposterDireção: Marcelo Antunez

Elenco: Antonio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky, Marcelo Serrado, João Baldasserini, Ary Fontoura, Rainer Cadete, Roberto Berindelli, Leonardo Medeiros, Sandra Corveloni, Juliana Schalch, Leonardo Franco, Adélio Lima, Roney Facchini, Tadeu Aguiar, Samuel Toledo, Cris Flores, Iaçanã Martins, Genésio de Barros, Laura Proença, Beth Zalcman, Marco Esch.

Ano: 2017

Sinopse: O filme conta a saga da maior e mais bem-sucedida operação de combate à corrupção da história do país: a Operação Lava Jato. Pelo ponto de vista do delegado Ivan e de sua equipe da Polícia Federal, em conjunto com a força-tarefa do Ministério Público Federal, o longa revela os esforços para desvendar o esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas a executivos de uma estatal de petróleo, empreiteiras, partidos políticos e parlamentares, além de mostrar o papel decisivo da Justiça para que a investigação não fosse destruída pelas forças políticas envolvidas.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

2:22 – Encontro Marcado

por: Cinevitor

encontromarcado2poster2:22

Direção: Paul Currie

Elenco: Michiel Huisman, Teresa Palmer, Sam Reid, Maeve Dermody, Remy Hii, Simone Kessell, John Waters, Kerry Armstrong, Richard Davies, Carma Sharon, Michael-Anthony Taylor, Marisa Lamonica, Jessica Clarke, Dean Kyrwood, Mitchell Butel, Morrison James, Zara Michales, Amanda Azarian, Gordon Waddell, Shameer Birges, Emanuele Avezzano.

Ano: 2017

Sinopse: O controlador de tráfego aéreo Dylan Branson, de Nova York, é um homem que tem a sua vida modificada quando uma série de eventos se repete exatamente no mesmo horário todos os dias, às 2h22 da tarde. Quando se apaixona por Sarah, uma jovem mulher que tem sua vida ameaçada pelos eventos ocorridos, ele percebe que precisa assumir o controle do próprio tempo para resolver o mistério que o cerca para preservar o amor que a vida lhe ofereceu como uma segunda chance.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

Agnès Varda e Donald Sutherland serão homenageados com o Oscar honorário

por: Cinevitor

agnesoscarAgnès Varda no Festival de Cannes deste ano.

O Conselho da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta quarta-feira, 06/09, os quatro homenageados que receberão o Oscar honorário, também conhecido como Governors Awards. Segundo o presidente da Academia, John Bailey, “este ano, os prêmios refletem a amplitude do cinema internacional, independente e mainstream, e são tributos para quatro grandes artistas que incorporam a diversidade com seus trabalhos”.

O Prêmio Honorário celebra o conjunto da obra de importantes personalidades, suas contribuições pelas artes e ciências cinematográficas ou algum serviço excepcional prestado para a Academia. Neste ano, receberão esta estatueta dourada: o cineasta e roteirista Charles Burnett; o diretor de fotografia Owen Roizman; o ator canadense Donald Sutherland; e a cineasta Agnès Varda.

Nascido no Mississippi, Charles Burnett se destacou no cinema independente ao retratar com realismo as famílias negras americanas. Em 1978, escreveu, dirigiu, produziu, fotografou e editou seu primeiro longa-metragem, o drama Killer of Sheep, premiado no Festival de Berlim. My Brother’s Wedding (1983), Não Durma Nervoso (1990), Conspiração Policial (1994) e Namibia: The Struggle for Liberation (2007) são outros destaques de seu currículo, que conta também com diversos documentários, como: America Becoming (1991) e Nat Turner: A Troublesome Property (2003).

Owen Roizman começou a trabalhar como diretor de fotografia em comerciais de TV, até que em 1970 assinou seu primeiro longa-metragem como fotógrafo, o drama Stop, de Bill Gunn. Ganhou destaque ao longo dos anos e foi indicado ao Oscar cinco vezes, por: Operação França (1971), O Exorcista (1973), Rede de Intrigas (1976), Tootsie (1982) e Wyatt Earp (1994). Também trabalhou como diretor de fotografia em videoclipes da cantora Madonna e em diversos outros filmes, como: O Sequestro do Metrô (1974), Três Dias do Condor (1975), A Família Addams (1991) e Surpresas do Coração (1995).

donaldoscarDonald Sutherland no papel de Presidente Snow em Jogos Vorazes: Em Chamas.

Com mais de 180 trabalhos como ator no currículo, Donald Sutherland nunca foi indicado ao Oscar, mas foi premiado duas vezes no Globo de Ouro como ator coadjuvante: em 1996 pela série Cidadão X e em 2003 pelo filme televisivo Path to War. Começou sua carreira na década de 1960 com pequenas participações em seriados e logo ganhou destaque. Em seu currículo, destacam-se os filmes: Fanatismo Macabro (1965), Os Doze Condenados (1967), M.A.S.H (1970), Inverno de Sangue em Veneza (1973), Laços de Sangue (1978), O Clube dos Cafajestes (1978), O Mistério do Rosário Negro (1987), No Coração da Montanha (1991), Desejo Assassino (1993), Assédio Sexual (1994), Ponto de Impacto (1996), Conspiração (1997), Pânico (2000), Cowboys do Espaço (2000), Final Fantasy (2001), Uma Saída de Mestre (2003), Orgulho e Preconceito (2005), Quero Matar Meu Chefe (2011), e quatro filmes da franquia Jogos Vorazes.

Agnès Varda nasceu na Bélgica, em 1928, mas é radicada na França. Sua carreira antecede o início da Nouvelle Vague e ficou marcada pelos documentários e pela maneira como aborda questões sociais relevantes, como o feminismo. No Festival de Cannes deste ano, recebeu o prêmio L’Œil d’or (Olho de Ouro) de melhor documentário por Visages, villages, no qual divide a direção com JR. Mas, Agnès já marcou presença no festival francês outras vezes, sendo homenageada em 2012 com o prêmio Golden Coach e em 2015 com a Palma de Ouro honorária. Além disso, disputou a Palma de Ouro em 1958 com o curta-metragem documental O saisons, ô châteaux e em 1962 com a comédia dramática Cléo das 5 às 7. Premiada em Berlim, Veneza, no prêmio César, Locarno, entre outros, destacam-se em seu currículo: As Duas Faces da Felicidade (1965), As Criaturas (1966), Uma Canta, a Outra Não (1977), Os Renegados (1985), Kung-fu master! (1988), As Cento e Uma Noites (1995), Os Catadores e Eu (2000), Quelques veuves de Noirmoutier (2006), As Praias de Agnès (2008), entre outros.

A entrega das estatuetas douradas do Oscar honorário está marcada para o dia 11/11, em Hollywood.

Fotos: M. Petit/FDC e Murray Close.

Conheça os vencedores do 16º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

elisgpvenceAndréia Horta em Elis: melhor atriz.

Foram anunciados na noite desta terça-feira, 05/09, os vencedores do 16º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, o Oscar do cinema nacional, realizado pela Academia Brasileira de Cinema. Neste ano, Elis, de Hugo Prata, que conta a história da cantora Elis Regina, se consagrou como o grande campeão da noite com oito prêmios, incluindo melhor atriz para Andréia Horta.

O evento, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e transmitido ao vivo pelo Canal Brasil, foi apresentado pela atriz Bárbara Paz e pelo cineasta Zelito Viana, e homenageou o ator Antonio Pitanga, um dos maiores representantes do Cinema Novo, que participou de mais de 50 produções cinematográficas, e a atriz e diretora Helena Ignez, musa de Glauber Rocha e ícone do Cinema Marginal.

Confira os vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2017:

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO:
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Cinema Novo, de Eryk Rocha e Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil, de Belisario Franca

MELHOR LONGA-METRAGEM | COMÉDIA:
O Shaolin do Sertão, de Halder Gomes

MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM INFANTIL:
Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina, de Mauricio Eça

MELHOR DIREÇÃO:
Kleber Mendonça Filho, por Aquarius

MELHOR ATRIZ:
Andréia Horta, por Elis

MELHOR ATOR:
Juliano Cazarré, por Boi Neon

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Laura Cardoso, por De Onde Eu Te Vejo

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Flavio Bauraqui, por Nise – O Coração da Loucura

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA:
Adrian Teijido, por Elis e Diego Garcia, por Boi Neon

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Boi Neon, escrito por Gabriel Mascaro e BR 716, escrito por Domingos Oliveira

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Big Jato, escrito por Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco e Minha Mãe é uma Peça 2, escrito por Fil Braz e Paulo Gustavo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Elis, por Frederico Pinto

MELHOR FIGURINO:
Elis, por Cristina Camargo

MELHOR MAQUIAGEM:
Elis, por Anna Van Steen

MELHOR EFEITO VISUAL:
Pequeno Segredo, por Marcelo Siqueira

MELHOR MONTAGEM | FICÇÃO:
Elis, por Tiago Feliciano

MELHOR MONTAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Cinema Novo, por Renato Vallone

MELHOR SOM:
Elis, por Jorge Rezende, Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond Lima

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Elis, por Otavio de Moraes

MELHOR TRILHA SONORA:
Aquarius, por Mateus Alves e Kleber Mendonça Filho

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
A Chegada, de Denis Villeneuve (EUA)

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Vida de Boneco, de Flávio Gomes

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Buscando Helena, de Ana Amélia Macedo e Roberto Berliner

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO:
O Melhor Som do Mundo, de Pedro Paulo de Andrade

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO | VOTO POPULAR:
Boi Neon, de Gabriel Mascaro

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO | VOTO POPULAR:
Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil, de Belisario Franca

MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO | VOTO POPULAR:
A Garota Dinamarquesa, de Tom Hooper (Reino Unido/EUA/Alemanha/Dinamarca/Bélgica)

Foto: Divulgação/Globo Filmes.

Festival do Rio 2017: conheça os filmes brasileiros selecionados

por: Cinevitor

coisassimrioCaroline Abras e André Antunes em Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos.

O Festival do Rio 2017, que acontecerá entre os dias 5 e 15 de outubro, acaba de anunciar a lista de filmes brasileiros que farão parte da programação de sua 19ª edição. Serão 75 produções inéditas, com 59 longas e 16 curtas nacionais.

Na Première Brasil, uma das mostras mais aguardadas e concorridas do evento, destacam-se produções de diretores estreantes e consagrados, com filmes cobrindo a diversidade de temas e regiões do país. O público escolhe o melhor filme nas categorias de ficção, documentário e curta, através do voto popular e um júri oficial elege as demais categorias.

A mostra competitiva Novos Rumos, que se consolida como o espaço de diversas linguagens cinematográficas, vai exibir 6 longas e 4 curtas de cineastas estreantes e veteranos em sua seleção; já a mostra Retratos vai apresentar 8 longas, com recortes que registram de maneira singular personalidades e temas relevantes na história do país.

O Festival do Rio este ano conta com o Prêmio Petrobras de Cinema, oferecido pela empresa para a distribuição comercial do melhor filme de ficção da competição da Première Brasil, e melhor filme da mostra Première Brasil Novos Rumos, escolhidos pelos júris oficiais.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para a Première Brasil e também em outras mostras do Festival do Rio 2017:

LONGAS MOSTRAS COMPETITIVAS | FICÇÃO:
Açúcar
, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira
Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos
As Boas Maneiras
, de Juliana Rojas e Marco Dutra
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
Como é Cruel Viver Assim, de Júlia Rezende
O Animal Cordial
, de Gabriela Amaral Almeida
O Nome da Morte, de Henrique Goldman
Praça Paris, de Lúcia Murat
Unicórnio, de Eduardo Nunes

LONGAS MOSTRAS COMPETITIVAS | DOCUMENTÁRIO:
Cartas para um Ladrão de Livros
, de Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini
Dedo na Ferida, de Silvio Tendler
Em Nome da América, de Fernando Weller
Iran, de Walter Carvalho
Pastor Cláudio, de Beth Formaggini
Piripkura, de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge
SLAM: Voz De Levante, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva

COMPETIÇÃO NOVOS RUMOS:
A Parte do Mundo que me Pertence, de Marcos Pimentel
Amores de Chumbo, de Tuca Siqueira
Até o Próximo Domingo, de Evaldo Mocarzel
Copa 181, de Dannon Lacerda
O Muro, de Lula Buarque
Vende-se Esta Moto, de Marcus Faustini

CURTAS-METRAGENS | MOSTRAS COMPETITIVAS:
Adeus à Carne, de Júlia Anquier
Alcibíades, de Breno Nina
O Bagre de Bolas, de Luiz Botosso e Thiago Veiga
Borá, de Angelo Defanti
Maria, de Lucas Pena
Namoro à Distância, de Carolina Markowicz
Vaca Profana, de René Guerra

CURTAS-METRAGENS | NOVOS RUMOS:
Atrito, de Diego Lima
Capitão Brasil, de Felipe Arrojo Poroger
Sandra Chamando, de João Cândido Zacharias
Tailor, de Calí dos Anjos

LONGAS-METRAGENS | MOSTRAS NÃO COMPETITIVAS:

Hors Concours | Ficção:
Entre Irmãs, de Breno Silveira
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa
Legalize Já!, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé
Motorrad, de Vicente Amorim
Zama, de Lucrecia Martel
Bio, de Carlos Gerbase

Hors Concours | Documentário:
Eu, Pecador, de Nelson Hoineff
Os 8 Magníficos, de Domingos de Oliveira
Todos os Paulos do Mundo, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo De Oliveira
Torquato Neto – Todas as horas do fim, de Eduardo Ades e Marcus Fernando

Curta:
O Quebra-cabeça de Sara, de Allan Ribeiro

Retratos:
A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro, de Leo Garcia e Zeca Brito
Callado, de Emília Silveira
Clara Estrela, de Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir
Desarquivando Alice Gonzaga, de Betse de Paula
Fevereiros, de Marcio Debellian
Henfil, de Angela Zoé
O Cravo e a Rosa, de Jorge Farjalla
Querido Embaixador, de Luiz Fernando Goulart

Première Latina:
Invisible, de Pablo Giorgelli (Brasil/Argentina)
Los territórios, de Iván Granovsky (Argentina/Brasil/Palestina)
Ninguém Está Olhando (Nadie nos Mire), de Julia Solomonoff (Argentina/Brasil/Colômbia)
O Gato de Havana, de Dacio Malta (Brasil)
Severina, de Felipe Hirsch (Brasil/Uruguai)

Panorama do Cinema Mundial:
A Comédia Divina, de Toni Venturi
A Última Chance, de Paulo Thiago
Berenice Procura, de Allan Fiterman
On Yoga the Architecture of Peace, de Heitor Dhalia

Expectativa:
Todas As Razões Para Esquecer, de Pedro Coutinho

Fronteiras:
Limpam com Fogo, de César Vieira, Conrado Ferato e Rafael Crespo
Livres, de Patrick Granja

Mostra Geração:
Que Língua Você Fala?, de Elisa Bracher
Sobre Rodas, de Mauro D’Addio
Yonlu, de Henrique Montanari
Curta:
Caminho dos Gigantes, de Alois Di Leo
Cabelo Bom, de Swahili Vidal
Em busca da terra sem males, de Anna Azevedo

Itinerários Únicos:
Maria – Não Esqueça que Eu Venho Dos Trópicos, de Francisco C. Martins
O Silêncio é uma Prece, de Candé Salles
Tudo é Projeto, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano

Midnight:
Serguei, O Último Psicodélico, de Ching Lee
Curta:
Sal, de Diego Freitas

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

Morre, aos 74 anos, a divina diva Rogéria

por: Cinevitor

morrerogeriacinevitorRogéria, em junho deste ano, em entrevista ao CINEVITOR.

Morreu nesta segunda-feira, 04/09, aos 74 anos, a artista Rogéria. Internada em julho por conta de uma infecção urinária, a atriz e cantora ficou duas semanas em estado grave depois de sofrer uma convulsão. Após receber alta, precisou voltar ao hospital outras vezes. Nesta noite, seu quadro piorou e, infelizmente, não resistiu. Segundo informações divulgadas, a causa da morte foi um choque séptico.

Nascida Astolfo Barroso Pinto, começou sua carreira como maquiador da extinta TV Rio. Empolgada com o mundo das celebridades, se apresentou pela primeira vez, profissionalmente, em maio de 1964, em uma casa de shows voltada ao público LGBT, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Seu nome artístico surgiu neste mesmo ano durante um baile de carnaval durante um concurso de fantasias.

Rogéria quebrou paradigmas, virou ícone e se considerava “a travesti da família brasileira”. Se apresentou em palcos do mundo todo, foi capa de revistas, vedete de Carlos Machado, jurada em programas de auditório e teve uma consagrada carreira no teatro, onde recebeu o Troféu Mambembe por uma peça em que atuava com Grande Otelo, no cinema e na TV.

Nas telonas, estreou em 1953 em uma participação especial no filme Balança Mas Não Cai, de Paulo Wanderley. Seu primeiro papel de destaque foi em Enfim Sós… Com o Outro, de 1968. Depois disso, atuou também em: O Sexualista (1975), O Gigante da América (1978), Gugu, O Bom de Cama (1979), A Maldição do Sanpaku (1991), A Causa Secreta (1994), Copacabana (2001), Mulheres no Poder (2016) e recentemente protagonizou o documentário Divinas Divas, de Leandra Leal, que conta a história de ícones da primeira geração de artistas travestis no Brasil.

Na TV, participou de diversas novelas, como: Tieta (1989), Desejos de Mulher (2002), Paraíso Tropical (2007), Duas Caras (2008), Lado a Lado (2013) e Babilônia (2015), além de seriados e programas especiais.

Aperte o play e relembre nosso programa especial sobre o documentário Divinas Divas, realizado em junho deste ano, com entrevista com Rogéria:

Foto: Reprodução.

CINEVITOR #244: 45º Festival de Cinema de Gramado | Edição Especial

por: Cinevitor

especialgramado4545 anos de festival: edição histórica.

De 17 a 26 de agosto, a serra gaúcha respirou cinema. Foram dias de muitos filmes, debates, encontros, coletivas e personalidades. A 45ª edição do Festival de Cinema de Gramado apresentou diversas produções brasileiras e estrangeiras em sua programação, entre longas e curtas, além de homenagear nomes importante da sétima arte.

Para encerrar nossa cobertura, fizemos um programa especial e entrevistamos convidados ilustres, como: Rodrigo Pandolfo, do filme de abertura João, o Maestro; Dira Paes, homenageada com o Troféu Oscarito; do premiado Como Nossos Pais, conversamos com Maria Ribeiro, Paulo Vilhena e Clarisse Abujamra; sobre O Matador, primeiro filme brasileiro original Netflix, batemos um papo com o diretor Marcelo Galvão e com as atrizes Thaila Ayala, Daniela Galli e Maytê Piragibe; Eliane Giardini e Paulo Betti, diretores e protagonistas de A Fera na Selva; Magali Biff, do filme Pela Janela; as atrizes Tainá Müller e Branca Messina, de Bio; o ator uruguaio Alvaro Armand Ugon, do longa El Sereno; a atriz Camila Morgado, protagonista de Vergel; e a equipe de As Duas Irenes, o diretor Fabio Meira, o ator Marco Ricca e a atriz Isabela Torres.

Aperte o play e confira nosso programa especial sobre o Festival de Gramado 2017:

Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto.