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Mormaço

por: Cinevitor

mormacoposterDireção: Marina Meliande

Elenco: Marina Provenzzano, Sandra Souza, Pedro Gracindo, Analú Prestes, Igor Angelkorte, Jéssica Barbosa, Marcio Vito, Diego de Abreu.

Ano: 2018

Sinopse: Rio de Janeiro, 2016. O verão mais quente da história. A cidade está se preparando para os Jogos Olímpicos. Ana, uma defensora pública de 32 anos, trabalha na defesa de uma comunidade ameaçada de remoção pelas obras do Parque Olímpico. Enquanto isso, misteriosas manchas roxas, similares a fungos, aparecem em seu corpo. Coisas estranhas começam a acontecer na cidade e no corpo de Ana. A temperatura sobe, criando uma atmosfera úmida e sufocante. O mormaço acumula, abrindo caminho para uma forte chuva.

*Filme assistido no 46º Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e confira a matéria especial sobre o filme em Gramado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

8º Olhar de Cinema: conheça os filmes selecionados para a mostra Exibições Especiais

por: Cinevitor

seducaocarnecuritibaA atriz Mariana Lima em Sedução da Carne, de Júlio Bressane.

A 8ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 5 e 13 de junho, acaba de anunciar os filmes selecionados para a mostra Exibições Especiais deste ano.

“O Brasil vive no meu imaginário desde minha infância”, diz a cineasta portuguesa Rita Azevedo Gomes, cujo mais recente filme, A Portuguesa, terá sua estreia brasileira nesta mostra. “Uma terra vasta como o mundo; uma terra de contraste, de aflição e de serenidade simultâneas. Exibir um filme meu, em qualquer local deste país, é sempre uma ocasião a ser observada por um ponto de vista parcialmente desconhecido e, por isso mesmo, se torna fascinante e me deixa num estado alerta de curiosidade. No final, não é por acaso que alguns dos mais apurados comentadores, críticos e espectadores que conheço são brasileiros”, complementou a diretora.

A Portuguesa conta a história de uma jovem rica na Itália medieval que se esforça para se habituar em sua nova pátria enquanto seu marido luta em uma guerra longínqua. O filme, exibido em festivais em Mar del Plata e Berlim, ocorre no passado, mas fala diretamente ao público através de métodos teatrais que trazem a sensação urgente e comovente do presente. A diretora estará presente ao festival como parte do corpo de jurados e vai apresentar as sessões de seu filme.

O filme da realizadora portuguesa é um dos cinco programas da mostra Exibições Especiais deste ano. A seleção apresenta dois novos filmes de mestres brasileiros do cinema experimental. Sedução da Carne, que estreou em Locarno no ano passado, é o mais recente longa-metragem de ficção de Júlio Bressane, cuja apresentação delicada da história de vida de uma escritora viúva dá continuidade aos esforços de um dos maiores cineastas brasileiros em explorar os mistérios da humanidade. O filme de Bressane será exibido junto com o novo integrante da série Sem Título de Carlos Adriano, Sem Título #5: A Rotina Terá Seu Enquanto, vencedor da competição de curtas no mês passado no festival É Tudo Verdade e que, liricamente, intercala material do último filme de Yasujiro Ozu com um passeio de trem na companhia de um novo amor.

aportuguescuritibaClara Riedenstein e João Vicente em A Portuguesa, de Rita Azevedo Gomes.

Outra sessão da mostra Exibições Especiais presta homenagem a uma lenda do cinema brasileiro, cujas parcerias incluem renomados nomes, como Bressane, Joaquim Pedro de Andrade, Glauber Rocha, Rogério Sganzerla, além dela mesma. A Mulher da Luz Própria, dirigido por Sinai Sganzerla, presta homenagem à mãe da cineasta, Helena Ignez, ao permitir que a diretora e atriz de teatro e cinema reconte sua vida com suas próprias palavras. A fala de Helena se desenvolve em conjunto com uma coleção de material de arquivo, abrangendo mais de seis décadas de sua atuação como uma importante artista e ativista. O filme terá sua estreia mundial dentro do Olhar de Cinema.

“A Mulher da Luz Própria é um filme de um personagem, a mulher e seus filmes realizados como atriz e diretora, desde o Cinema Novo até os dias atuais”, diz Helena. “O resultado é forte, feminista e livre de noções preconcebidas. Ouvi de Sinai que A Mulher de Luz Própria não seria um filme sobre sua mãe. Nesse momento tive certeza que o filme seria bom e interessante”.

Uma homenagem será feita à cineasta americana falecida recentemente, Barbara Hammer, dentro de um programa de seis curtas-metragens coletivamente chamados de Diálogos Barbara Hammer. A programação apresenta cópias digitais em alta resolução de dois dos filmes mais conhecidos da prolífica Hammer: Dyketactics (1974) e Força Dupla (1978), bem como a bela homenagem de Deborah Stratman, Vever (para Barbara) (2019), cuja estreia se deu este ano em Berlim, pouco antes de sua morte. Esses filmes serão exibidos em diálogo com três curtas brasileiros contemporâneos: Boca de Loba, de Barbara Cabeça; Latifúndio, de Érica Sarmet; e X-Manas, de Clarissa Ribeiro.

“Barbara Hammer foi detentora de uma carreira de mais de 40 anos e 100 filmes, tendo falecido em março deste ano após uma longa batalha contra o câncer”, diz Carla Italiano, programadora no Olhar de Cinema. “Mais do que um tributo à realizadora, que foi responsável por um pioneiro e influente cinema experimental lésbico, a sessão propõe aproximar os trabalhos de Hammer feitos na década de 1970 com curtas-metragens de diretoras brasileiras contemporâneas e o último filme da artista Deborah Stratman. A intenção é atualizar a proposta estética de Hammer com o cinema contemporâneo, com atenção especial aos modos não normativos de abordar cinematograficamente os corpos e as sexualidades LGBTQ. Compõe, assim, um mosaico de tempos e imagens em uma proposição assumidamente queer”.

fabricapaocuritibaTrevor St. John, George Young e Janet Hsieh em Uma Fábrica de Pão, Parte Um.

O último programa da mostra Exibições Especiais é o de duração mais longa, mas possivelmente também a sua maior surpresa. A obra de ficção de Patrick Wang, Uma Fábrica de Pão, consiste em dois filmes, cada um com duas horas de duração, que serão exibidos no Olhar sequencialmente, com um intervalo. A história se desenrola em um centro de artes, uma fábrica de pães reformada, de uma pequena cidade no estado de Nova Iorque e apresenta as aventuras de diversas pessoas que produzem teatro, poesia, cinema entre outras atividades e montam atos de resistência contra os esforços capitalistas de fechar o espaço. Apesar de um elenco composto de atores norte-americanos conhecidos tais como Tyne Daly, James Marsters e Janeane Garofalo, Uma Fábrica de Pão ainda não recebeu a merecida atenção.

“É muito fácil falar em arte independente, outra coisa é apoiá-la”, diz Wang. “Cada vez mais as forças políticas e econômicas buscam sufocá-la, mas um sempre foco resiste aqui e lá. Estou muito feliz por ter encontrado este foco em Curitiba e recebê-lo em nossa irmandade de fábricas de pão”, explica o realizador.

Fotos: Basilisco Filmes/Divulgação.

Heinz Emigholz e Jonathan Perel são os destaques da próxima Sessão Mutual Films

por: Cinevitor

imsmaiomutualJonathan Perel e John Erdman em Streetscapes, de Heinz Emigholz.

Nos dias 8 e 9 de maio, o IMS Paulista promove a nova edição da Sessão Mutual Films, realizada a cada dois meses. Desta vez, será abordada a produção do cineasta alemão Heinz Emigholz e do documentarista argentino Jonathan Perel, ambos dedicados a explorar a paisagem e a arquitetura como expressões da consciência humana. Os dois diretores virão ao evento para apresentar uma sessão e participar de um debate com o público.

No dia 8 de maio, às 20h, será projetado o filme Streetscapes [Dialogue], de Heinz Emigholz. O longa-metragem encena uma conversa entre um cineasta e seu analista enquanto passeiam por construções projetadas por importantes arquitetos. O filme conta com a participação de Jonathan Perel, que atua no papel do analista. Streetscapes [Dialogue] terá sua estreia brasileira no IMS. Antes da sessão, haverá uma breve apresentação de Heinz Emigholz e Perel.

No dia 9 de maio, às 19h30, serão projetados os filmes mais recentes dirigidos por Jonathan Perel: o curta 5-T-2 Ushuaia, que terá sua estreia brasileira no IMS, e o longa-metragem Toponímia. Ambos são estudos documentais sobre o legado de violência da ditadura argentina. Após a sessão, haverá um debate com Emigholz e Perel. Além de falar sobre suas obras anteriores, os dois conversão com o público sobre o seu novo projeto. Eles estão fazendo um filme juntos, que será parcialmente rodado em São Paulo, com direção de Emigholz e a participação de Perel como ator.

Segundo os curadores da Sessão Mutual Films, Aaron Cutler e Mariana Shellard, “os filmes de Emigholz e Perel são tanto registros documentais quanto encenações de jornadas de exumação e catarse. Eles encapsulam camadas temporais ao adotar uma perspectiva subjetiva que coloca os diretores como testemunhas da história recente”.

Streetscapes [Dialogue], 5-T-2 Ushuaia e Toponímia serão exibidos novamente no dia 26 de maio. Para mais informações, clique aqui.

Foto: Filmgalerie 451/Divulgação.

8º Olhar de Cinema: conheça os filmes selecionados para as mostras Pequenos Olhares e Mirada Paranaense

por: Cinevitor

grandeamorlobocuritibaCena do curta O Grande Amor de um Lobo, de Kennel Rogis: selecionado.

No 8º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 5 e 13 de junho, duas mostras já tradicionais reforçam a identidade do festival e destacam um de seu maiores objetivos: fazer com que a produção audiovisual alcance cada vez mais pessoas. As mostras Pequenos Olhares e Mirada Paranaense estão nos dois lados da promoção desse alcance.

A Pequenos Olhares preocupa-se com a formação de público, trazendo filmes que dialoguem com os pequenos e os adolescentes, em programas selecionados para cada faixa de idade. Além de possibilitar a vivência de um festival de cinema, faz com que os títulos cheguem a um público que dificilmente teria acesso a eles se dependesse do circuito comercial.

Nesta oitava edição, a Pequenos Olhares apresenta o longa-metragem Um Filme de Verão, dirigido por Jô Serfaty, sobre o cotidiano de um grupo de jovens em uma comunidade do Rio de Janeiro. O filme foi destaque na última Mostra de Cinema de Tiradentes, onde levou o prêmio de melhor montagem pelo trabalho de Cristina Amaral. Onze curtas-metragens, divididos em três programas, completam a seleção.

A Mirada Paranaense chega completando o ciclo ao fazer com que os títulos produzidos no estado do Paraná sejam conhecidos pelo público paranaense. A mostra demonstra toda a diversidade e pluralidade desta produção em uma seleção de nove filmes. O longa-metragem Pinhão, que fala de uma realidade muito própria de Curitiba, onde a economia encontrou uma nova moeda. A seleção se completa com oito curtas-metragens, numa mistura de temas, abordagens e linguagens, divididos em dois programas.

Confira a lista de filmes selecionados por mostra:

PEQUENOS OLHARES:

Alma, de Santiago León Cuéllar (Colômbia)
Circuito, de Delia Hess (Suíça)
Impermeável Pavio Curto, de Higor Gomes (Brasil)
Kids, de Michael Frei (Suíça)
Lily’s Hair, de Raphael Gustavo da Silva (Brasil)
Marionete, de Thimotée Crabbé (Bélgica)
Mosca Seca (Dry Fly), de Rut Juan (Espanha)
NEGRUM3, de Diego Paulino (Brasil)
O Grande Amor de um Lobo, de Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa (Brasil)
O Malabarista, de Iuri Moreno (Brasil)
Um Filme de Verão, de Jô Serfaty (Brasil)
Vivi Lobo e o Quarto Mágico, de Isabelle Santos e Edu MZ Camargo (Brasil)

MIRADA PARANAENSE:

Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes
Aquele Casal, de William de Oliveira
Bicha-Bomba, de Renan de Cillo
Criativa(mente) Destoante, de Natacha Oleinik
Essa Terra Não Vai Terminar, de Matias Dala Stella
Fronteiras/Guaíra, de Juliana Sanson
Maldita, de Laysa Machado
Mirror Mirror On The Wall, de Igor Urban
Pinhão, de Andréia Kaláboa

Foto: Kennel Rogis.

Com Tom Holland, Homem-Aranha: Longe de Casa ganha novo trailer

por: Cinevitor

longedecasatrailer2Aviso do Tom Holland: trailer contém spoiler de Vingadores: Ultimato.

A Sony Pictures acaba de divulgar o novo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa, filme dirigido por Jon Watts, mesmo diretor de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, e roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers.

Na história, o amigão da vizinhança decide se unir aos seus melhores amigos para passar férias na Europa. Mas o plano de Peter Parker, interpretado por Tom Holland, de abandonar seus feitos heroicos por algumas semanas logo são mudados quando ele concorda em ajudar Nick Fury, vivido por Samuel L. Jackson, a solucionar o mistério de ataques de criaturas elementais, criando uma destruição pelo continente.

O elenco conta também com Jake Gyllenhaal, no papel do vilão Mysterio, Zendaya, Cobie Smulders, Marisa Tomei, Jon Favreau, Michael Keaton, Angourie Rice, Martin Starr, Numan Acar, Tony Revolori e Jacob Batalon.

Assista ao novo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa, que estreia no dia 4 de julho:

Foto: Divulgação/Sony Pictures.

Ilha das Flores, de Jorge Furtado, é eleito o melhor curta-metragem brasileiro de todos os tempos em votação da Abraccine

por: Cinevitor

ilhadasfloresabraccineCena de Ilha das Flores, de Jorge Furtado: medalha de ouro!

No ano em que comemora três décadas de seu lançamento, o filme Ilha das Flores, de Jorge Furtado, foi eleito o melhor curta-metragem brasileiro de todos os tempos, em levantamento realizado pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema, Abraccine, e que servirá de base para o livro Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais, produzido em parceria com o Canal Brasil e a editora Letramento.

A produção gaúcha, vencedora do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1990, aparece na primeira posição de uma lista com cem títulos, que abrange desde obras feitas em 1913, como Os Óculos do Vovô, de Francisco Santos, o mais antigo filme brasileiro ficcional ainda preservado, até curtas recentes como as animações Torre, de Nádia Mangolini e Guaxuma, de Nara Normande.

Em segundo lugar na votação promovida pela Abraccine com críticos, professores e pesquisadores de todo o país, aparece Di, de Glauber Rocha, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes. O cineasta Joaquim Pedro de Andrade tem quatro filmes selecionados entre os 25 primeiros colocados. Porém, o diretor com mais produções na lista é Aloysio Raulino, que, como cineasta, construiu um corpo de obra muito mais prolífico e marcante no curta-metragem.

velhaafiarcurtaA Velha a Fiar, de Humberto Mauro: curta realizado em 1964.

Também ganha destaque na votação a filmografia de Ivan Cardoso com quatro títulos. Da produção mais recente, aparecem Kleber Mendonça Filho e André Novais Oliveira, cada um com três filmes. A votação também levou em consideração os médias-metragens com até 50 minutos, produção feita em menor quantidade no país e que teve grande representatividade na lista.

Organizado por Gabriel Carneiro e Paulo Henrique Silva, a publicação Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais será lançada no segundo semestre de 2019. Produzida em formato de livro de luxo, contará com ensaios dedicados a cada um dos 100 títulos escritos por autores diferentes ligados à crítica e à pesquisa de cinema. Terá ainda 20 artigos sobre a história do curta-metragem no Brasil.

Curta Brasileiro encerra a coleção 100 Melhores Filmes, formada por: 100 Melhores Filmes Brasileiros (2016), Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais e Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais (2018), produzidos em conjunto por Abraccine, Canal Brasil e Editora Letramento. O de animação ainda teve a parceria da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e patrocínio da Secretaria do Audiovisual.

Confira a lista completa com os 100 melhores curtas-metragens segundo a Abraccine:

: Ilha das Flores, de Jorge Furtado (1989)
: Di, de Glauber Rocha (1977)
: Blábláblá, de Andrea Tonacci (1968)
: A Velha a Fiar, de Humberto Mauro (1964)
: Couro de Gato, de Joaquim Pedro de Andrade (1962)
: Aruanda, de Linduarte Noronha (1960)
: SuperOutro, de Edgard Navarro (1989)
: Maioria Absoluta, de Leon Hirszman (1964)
: A Entrevista, de Helena Solberg (1966)
10º: Arraial do Cabo, de Paulo Cezar Saraceni e Mário Carneiro (1959)

11º: Alma no Olho, de Zózimo Bulbul (1973)
12º: Viramundo, de Geraldo Sarno (1965)
13º: Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (2004)
14º: Documentário, de Rogério Sganzerla (1966)
15º: Vereda Tropical, de Joaquim Pedro de Andrade (1977)
16º: Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho (2009)
17º: Nelson Cavaquinho, de Leon Hirszman (1969)
18º: Zezero, de Ozualdo Candeias (1974)
19º: Sangue Corsário, de Carlos Reichenbach (1980)
20º: O dia em que Dorival encarou a guarda, de Jorge Furtado e José Pedro Goulart (1986)

21º: O Poeta do Castelo, de Joaquim Pedro de Andrade (1959)
22º: Brasília, contradições de uma cidade nova, de Joaquim Pedro de Andrade (1967)
23º: Maranhão 66, de Glauber Rocha (1966)
24º: O Som ou Tratado de Harmonia, de Arthur Omar (1984)
25º: Subterrâneos do Futebol, de Maurice Capovilla (1965)
26º: Mato eles?, de Sérgio Bianchi (1983)
27º: Guaxuma, de Nara Normande (2018)
28º: Meow!, de Marcos Magalhães (1981)
29º: Eletrodoméstica, de Kleber Mendonça Filho (2005)
30º: O Rei do Cagaço, de Edgard Navarro (1977)

31º: Fantasmas, de André Novais Oliveira (2010)
32º: Socorro Nobre, de Walter Salles (1995)
33º: À meia noite com Glauber, de Ivan Cardoso (1997)
34º: Dias de Greve, de Adirley Queirós (2009)
35º: A Pedra da Riqueza, de Vladimir Carvalho (1975)
36º: Memória do Cangaço, de Paulo Gil Soares (1965)
37º: O Duplo, de Juliana Rojas (2012)
38º: Quintal, de André Novais Oliveira (2015)
39º: Fala Brasília, de Nelson Pereira dos Santos (1966)
40º: O Porto de Santos, de Aloysio Raulino (1978)

41º: Horror Palace Hotel, de Jairo Ferreira (1978)
42º: Esta rua tão Augusta, de Carlos Reichenbach (1968)
43º: Muro, de Tião (2008)
44º: Manhã Cinzenta, de Olney São Paulo (1969)
45º: O Tigre e a Gazela, de Aloysio Raulino (1977)
46º: Cinema Inocente, de Julio Bressane (1980)
47º: …a rua chamada Triumpho 969/70, de Ozualdo Candeias (1971)
48º: Carro de bois, de Humberto Mauro (1974)
49º: Olho por Olho, de Andrea Tonacci (1966)
50º: Praça Walt Disney, de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira (2011)

51º: Chapeleiros, de Adrian Cooper (1983)
52º: Juvenília, de Paulo Sacramento (1994)
53º: Os óculos do vovô, de Francisco Santos (1913)
54º: Dossiê Rê Bordosa, de Cesar Cabral (2008)
55º: Lampião, o rei do cangaço, de Benjamin Abrahão (1937)
56º: Animando, de Marcos Magalhães (1983)
57º: Jardim Nova Bahia, de Aloysio Raulino (1971)
58º: Partido Alto, de Leon Hirszman (1982)
59º: Torre, de Nádia Mangolini (2017)
60º: Mauro, Humberto, de David Neves (1975)

61º: Ver ouvir, de Antônio Carlos Fontoura (1966)
62º: Congo, de Arthur Omar (1972)
63º: Caramujo-flor, de Joel Pizzini (1988)
64º: Lacrimosa, de Aloysio Raulino e Luna Alkalay (1970)
65º: Palíndromo, de Philippe Barcinski (2001)
66º: Um sol alaranjado, de Eduardo Valente (2002)
67º: Cantos de trabalho, de Humberto Mauro (1955)
68º: O Guru e os Guris, de Jairo Ferreira (1973)
69º: Nosferato no Brasil, de Ivan Cardoso (1970)
70º: Mulheres de Cinema, de Ana Maria Magalhães (1976)

71º: Kbela, de Yasmin Thayná (2015)
72º: A voz e o vazio: a vez de Vassourinha, de Carlos Adriano (1998)
73º: Libertários, de Lauro Escorel (1976)
74º: Meu Compadre Zé Ketti, de Nelson Pereira dos Santos (2001)
75º: Seams, de Karim Aïnouz (1993)
76º: Céu sobre água, de José Agrippino de Paula (1978)
77º: Dov’è Meneghetti?, de Beto Brant (1989)
78º: Teremos infância, de Aloysio Raulino (1974)
79º: Texas Hotel, de Cláudio Assis (1999)
80º: Rituais e Festas Bororo, de Major Thomaz Reis (1917)

81º: Integração Racial, de Paulo Cezar Saraceni (1964)
82º: HO, de Ivan Cardoso (1979)
83º: Kyrie ou o início do caos, de Debora Waldman (1998)
84º: Pouco mais de um mês, de André Novais Oliveira (2013)
85º: Cartão Vermelho, de Laís Bodanzky (1994)
86º: Um dia na rampa, de Luiz Paulino dos Santos (1960)
87º: Moreira da Silva, de Ivan Cardoso (1973)
88º: Nada, de Gabriel Martins (2017)
89º: Nada levarei quando morrer aqueles que mim deve cobrarei no inferno, de Miguel Rio Branco (1981)
90º: O Ataque das Araras, de Jairo Ferreira (1975)

91º: Enigma de um dia, de Joel Pizzini (1996)
92º: Amor!, de José Roberto Torero (1994)
93º: Menino da calça branca, de Sérgio Ricardo (1961)
94º: Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares (2016)
95º: Amor só de mãe, de Dennison Ramalho (2002)
96º: Carolina, de Jeferson De (2003)
97º: Contestação, de João Silvério Trevisan (1969)
98º: Guida, de Rosana Urbes (2014)
99º: Exemplo Regenerador, de José Medina (1919)
100º: Frankstein Punk, de Cao Hamburger e Eliana Fonseca (1986)

Fotos: Reprodução YouTube.

Conheça os vencedores do 30º GLAAD Media Awards; Madonna é homenageada

por: Cinevitor

madonnaglaad2019Madonna no palco: apoio à comunidade LGBTQ.

A GLAAD, Gay & Lesbian Alliance Against Defamation, é uma ONG americana que monitora publicações relacionadas ao público LGBTQ na mídia. Foi fundada em novembro de 1985 por jornalistas e escritores em resposta à uma cobertura sensacionalista do New York Post sobre a epidemia da AIDS.

Desde 1990 realiza uma premiação, conhecida como GLAAD Media Awards, que reconhece e homenageia os meios de comunicação por suas representações justas, precisas e inclusivas da comunidade LGBTQ e os problemas que afetam sua vidas.

Neste ano, em sua 30ª edição, a cerimônia aconteceu no sábado, 04/05, e a cantora Madonna foi homenageada com o Advocate for Change Award, tornando-se a segunda pessoa, e primeira mulher, a receber tal honraria. Em 2013, o prêmio foi entregue ao presidente Bill Clinton por seu trabalho para derrubar a Lei de Defesa do Casamento anti-LGBTQ e promover a igualdade matrimonial em todo o país. Vale lembrar que Madonna já foi homenageada no GLAAD Media Awards, em 1991, com o prêmio Excellence in Media.

A homenagem foi apresentada por Anderson Cooper, Mykki Blanco e Rosie O’Donnell. No palco, Madonna fez um discurso emocionante: “Assim que você realmente entende o que significa amar, você entende o que é preciso para se tornar um ser humano; e que é dever de todo mundo lutar, defender, fazer o que pudermos e o que for preciso”. Além disso, o locutor de rádio Andy Cohen também foi homenageado e recebeu o Vito Russo Award das mãos de Sarah Jessica Parker.

As séries Pose e The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story e a cantora Janelle Monáe foram alguns dos premiados da noite.

Conheça os vencedores do 30º GLAAD Media Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME | LANÇAMENTO AMPLO:
Com Amor, Simon

MELHOR FILME | LANÇAMENTO LIMITADO:
Boy Erased: Uma Verdade Anulada

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Believer

Foto: Getty Images North America.

Confira o trailer de Patrulha Canina: Super Filhotes, animação baseada na popular série de TV

por: Cinevitor

patrulhacaninasuperfilhotestrailerPopular série de TV exibida pela Nickelodeon: sucesso com o público infantil.

Quando um meteoro cai sobre a terra, os cãezinhos mais adorados da TV embarcam numa inédita aventura, que chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de junho. Em Patrulha Canina: Super Filhotes, no original Paw Patrol Mighty Pups, os famosos personagens do universo infantil ganham superpoderes e embarcam numa história colorida repleta de fantasia e mistérios.

Baseado na popular série de TV, o filme de animação dirigido por Charles E. Bastien reúne Chase, Rocky, Marshall, Skye, Everest, Rubble e Zuma que presenciam a queda de um meteoro na Baía da Aventura e uma misteriosa luz faz com que eles ganhem incríveis superpoderes.

Na história, o prefeito Humdinger bola um de seus planos mais ousados: ser o primeiro prefeito a pisar na lua. Com a ajuda de seu sobrinho Harold, ele constrói um foguete no qual pretende chegar até o satélite da Terra. Mas, como sempre, seu plano dá errado e o foguete acaba partindo sem ele. Porém, no caminho o foguete desvia a rota de um meteoro, fazendo com que ele fosse em direção à Terra. Os filhotes da Patrulha Canina unem suas forças para evacuar as ruas e proteger os cidadãos da Baía da Aventura. Após todos estarem em segurança, o meteoro cai na praia.

Os filhotes e o Harold são os primeiros a chegarem perto do meteoro e quando avistam a rocha espacial, uma grande explosão de energia dourada os atinge. Logo eles descobrem que têm superpoderes: o Chase pode correr super rápido, o Rocky cria ferramentas de energia, a Skye pode voar, o Rubble ganha super força, a Everest pode congelar as coisas, o Marshall consegue controlar o calor e o Zuma a água. Juntos eles se tornam os Super Filhotes! Mas eles não foram os únicos que receberam poderes do meteoro. Logo, Harold percebe que consegue construir qualquer tipo de máquina com o poder da mente. Ao saber dos poderes do sobrinho, o Prefeito Humdinger decide ganhar poderes também. Mas para isso, ele precisa da energia do meteoro, que está guardado na prefeitura da Baía da Aventura. O Prefeito Humdinger e seu sobrinho Harold partem então em uma missão para roubar o meteoro, enquanto os Super Filhotes precisam salvar o dia.

Confira o trailer de Patrulha Canina: Super Filhotes, que estreia em junho:

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

8ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

filhosmacunaimaecofalanteCena de Filhos de Macunaíma, dirigido por Miguel Antunes Ramos: selecionado.

A Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais. Realizado anualmente desde 2012, o evento contribui para a difusão de importantes e premiadas obras cinematográficas raras ao público brasileiro. Através de filmes e debates gratuitos, a Mostra amplia e enriquece discussões ambientais que envolvem a totalidade de nossa sociedade.

Neste ano, em sua oitava edição, que acontecerá entre os dias 30 de maio e 12 de junho, foram selecionados 24 filmes, longas e curtas, entre mais de 400 inscrições para a Competição Latino-Americana e o Concurso Curta Ecofalante. Os filmes concorrem a melhor longa-metragem pelo Júri, com prêmio de R$ 15.000,00; melhor curta-metragem pelo Júri, com prêmio de R$ 5.000,00; e melhor filme pelo público.

Já o Concurso Curta Ecofalante, criado para incentivar a produção audiovisual feita por estudantes, recebeu inscrições de alunos de graduação, ensino médio, cursos técnicos e cursos livres de cinema de todas as regiões do Brasil. Os filmes poderão ganhar os prêmios de melhor curta Ecofalante, no valor de R$ 3.000,00, e melhor filme pelo público.

Além disso, a programação conta com o Panorama Internacional Contemporâneo (não competitivo), que apresenta os mais novos filmes dos principais festivais de cinema e documentário do mundo; o Panorama Histórico, com filmes clássicos de diretores renomados que oferecem um outro olhar para a questão ambiental; a Homenagem a um diretor de relevância histórica para a causa, que neste ano será entregue para o cineasta carioca Silvio Tendler; e a Mostra Escola e o Programa Ecofalante Universidades, que levam filmes e debates para dentro do ambiente de ensino.

Em todas as noites do evento, a Mostra promove debates que partem dos filmes exibidos e contam com a participação de especialistas, pesquisadores, críticos e convidados especiais – diretores e produtores nacionais e internacionais – que também acompanham as sessões de seus filmes para conversas com o público.

Confira a lista com os filmes selecionados para a 8ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental:

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | LONGAS

A Camareira, de Lila Avilés (México)
Cartucho, de Andrés Chaves Sánchez (Colômbia)
Empate, de Sérgio de Carvalho (Brasil)
Está Tudo Bem, de Tuki Jencquel (Venezuela/Alemanha)
Filhos de Macunaíma, de Miguel Antunes Ramos (Brasil)
GIG – A Uberização do Trabalho, de Carlos Juliano Barros, Caue Angeli e Maurício Monteiro Filho (Brasil)
Lapü, de Juan Pablo Polanco e César Alejandro Jaimes (Colômbia)
O Espanto, de Pablo Aparo e Martín Benchimol (Argentina)
O Quadrado Perfeito, de Pablo Bagedelli (Argentina)
Parque Oeste, de Fabiana Assis (Brasil)
Um Filósofo na Arena, de Aaron Fernandez e Jesus Munoz (México/Espanha)
Wiñaypacha, de Óscar Catacora (Peru)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | CURTAS

32-Rbit, de Victor Orozco Ramirez (México/Alemanha)
À Cura do Rio, de Mariana Fagundes (Brasil)
Alma Bandida, de Marco Antonio Pereira (Brasil)
Antes do Lembrar, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes (Brasil)
Caçador, de Leonardo Sette (Brasil)
Entremarés, de Anna Andrade (Brasil)
Homens e Caranguejos, de Paulo de Andrade (Brasil)
Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (Brasil)
Meteorito, de Mauricio Sáenz (México)
Palenque, de Sebastian Pinzon Silva (Colômbia)
Terra Molhada, de Juan Sebastián Mesa (Colômbia)
Yover, de Edison Sanchez (Colômbia)

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

À Luz do Sol, de Edielson Shinohara (UFPA – Universidade Federal do Pará)
ATL: Acampamento Terra Livre, de Edgar Kanaykõ Xakriabá (UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais)
Beta, de Beatriz Costa (É Nóis Na Fita – Curso Gratuito de Cinema)
Corpo D’Água, de Aline Alves, Camila Moranelo, Dávison Souza, Elizabete França, Isadora Padilha, Ítalo Rodrigues, Jean Bonifácio, Marcella Farias, Maykson Douglas e Nycollas Augusto (IFAL – Instituto Federal de Alagoas)
Derradeiro, de Renata Alves (Escola Municipal Profª Ana Ribeiro Barbosa)
Estrela D’Água, de Julia Milreu (Univille – Universidade da Região de Joinville)
Laklãnõ/Xokleng: Os Órfãos do Vale, de Andressa Santa Cruz e Clara Comandolli (UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina)
Loucos pelo Bento, de Juliana Chelotti (New York Film Academy)
Mãe do Mangue, de Isabella Cruvinel Santiago e Jonas Torralba Batista (FGV – Fundação Getulio Vargas)
O Pinguim, de Vitor Neves Martins (UFF – Universidade Federal Fluminense)
Prestes, de Gabriela Sallum (É Nóis Na Fita – Curso Gratuito de Cinema)
Reality, de João Victor Nascimento (E.E Paulo Roberto Faggioni)
Vitrine Musical, de Marcos Damasceno (Universidade Anhembi Morumbi)

HOMENAGEM SILVIO TENDLER

Agricultura Tamanho Família (2014)
Dedo na Ferida (2017)
Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá (2006)
Glauber o Filme, Labirinto do Brasil (2003)
Jango (1984)
O Fio Da Meada (2019)
O Veneno Está na Mesa (2011)
O Veneno Está na Mesa II (2014)
Os Anos JK: Uma Trajetória Política (1980)
Sonhos Interrompidos (2016)
Utopia e Barbárie (2009)

O festival é organizado pela Ecofalante, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo a educação para o desenvolvimento sustentável. Para conferir a programação completa com todos os filmes, clique aqui.

Foto: Divulgação.

Olhares Brasil: nova mostra do 8º Olhar de Cinema traz títulos brasileiros que se destacaram em festivais

por: Cinevitor

carnavalchegarcuritibaDocumentário Estou me Guardando para quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes.

Entre as novidades do 8º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba está uma mostra muito especial: a Olhares Brasil. Justamente quando o cinema brasileiro vem sofrendo uma série de ataques e desvalorizações, a seleção demonstra não só a variedade de linguagens e temáticas, mas também o grande alcance das obras aqui produzidas.

Os filmes selecionados pela equipe de curadoria estiveram na última edição do Festival de Berlim, passaram pela Mostra de Cinema Tiradentes, Festival de Brasília e outros. São cinco longas-metragens e quatro curtas.

Diretamente da capital alemã, a Olhares Brasil apresenta ao público do festival Estou me Guardando para quando o Carnaval Chegar, dirigido por Marcelo Gomes, sobre uma pequena cidade no Agreste pernambucano considerada a capital nacional do jeans. O documentário sobre o capitalismo moderno esteve no festival É Tudo Verdade e na mostra Panorama da Berlinale. Também de Berlim, o Olhar de Cinema apresenta A Rosa Azul de Novalis; fruto da parceria entre Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, o longa apresenta ao público Marcelo, com suas histórias de vida e de vidas, em narração, imaginação e representação. O filme também fez parte da seleção da Mostra Aurora, na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Da mostra na histórica cidade mineira chega também uma pequena pérola: o filme Bimi Shu Ykaya, dirigido por Isaka Huni Kuin, Zezinho Yube Huni Kuin e Siã Huni Kuin, sobre a primeira mulher indígena a organizar a sua própria aldeia. Outro filme que passou por Tiradentes, mas também esteve em vários outros festivais do Brasil, é o baiano Ilha, segundo longa-metragem da dupla Ary Rosa e Glenda Nicácio. O passeio entre vida e encenação, unindo experimentações narrativas ao que há de mais usual na linguagem, também esteve no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e levou os prêmios de melhor ator para Aldri Anunciação e melhor roteiro, escrito pela dupla de diretores.

ilhatiradentesAldri Anunciação e Renan Motta em cena de Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio.

O documentário Bloqueio, dirigido por Quentin Delaroche e Victória Álvares, também chega do festival brasiliense e encontra na urgência seu destaque. As lentes da dupla exploram a paralisação nacional de caminhoneiros acontecida em maio de 2018. Para completar, uma seleção de curtas-metragens que chamaram a atenção por onde passaram e que trazem questões pessoais e identitárias relevantes, além de questionar essa relação do ser com o ambiente onde ele está inserido e a realidade que é obrigado a vivenciar.

O 8º Olhar de Cinema tem duas comissões de curadoria, a de longas-metragens é composta por Carla Italiano, Eduardo Valente e Aaron Cutler, a de curtas-metragens, coordenada por Marisa Merlo, é composta por Carol Almeida, Camila Macedo e Kariny Martins. A direção geral e artística do festival é de Antônio Junior.

Confira a lista completa de filmes selecionados para a mostra Olhares Brasil:

LONGAS-METRAGENS:
Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio
A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro
Estou me Guardando para quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes
Bloqueio, de Quentin Delaroche e Victória Álvares
Bimi Shu Ykaya, de Isaka Huni Kuin, Zezinho Yube Huni Kuin e Siã Huni Kuin

CURTAS-METRAGENS:
Vaga Carne, de Ricardo Alves Jr. e Grace Passô
Antes de Ontem, de Caio da Nóbrega Franco
Um ensaio sobre a ausência, de David Aynan
Prefiro Não ser Identificada, de Juliana Muniz

Fotos: Divulgação.

Festival de Cannes 2019 anuncia novos filmes; Quentin Tarantino e Abdellatif Kechiche na disputa pela Palma de Ouro

por: Cinevitor

eraumavezhollywoodcannesBrad Pitt e Leonardo DiCaprio em Era Uma Vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino.

A 72ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio, acaba de revelar novos filmes em sua seleção. Conforme anunciado na coletiva de imprensa, realizada em abril, outros títulos poderiam ser confirmados em breve.

Na Competição Oficial, Quentin Tarantino entra na disputa com Era Uma Vez em… Hollywood, vinte e cinco anos depois de vencer a Palma de Ouro com Pulp Fiction: Tempo de Violência, em 1994. Seu novo longa é estrelado por Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie, e revisita a Los Angeles de 1969 onde tudo estava em transformação, através da história do astro de TV e seu dublê de longa data, que traçam um caminho em meio à uma indústria que eles nem mesmo reconhecem mais. O nono filme do diretor e roteirista conta múltiplas histórias paralelas para fazer um tributo aos momentos finais da era de ouro de Hollywood. Tarantino também passou pelo festival em 2007 com À Prova de Morte e em 2009 com Bastardos Inglórios.

“Estávamos com medo de que o filme não estivesse pronto, mas Quentin Tarantino, que não saiu da sala de edição em quatro meses, é uma criança leal e pontual. Ele definitivamente estará em Cannes, 25 anos depois da Palma de Ouro para Pulp Fiction, com um filme exibido em 35mm, que é uma carta de amor à Hollywood de sua infância, uma turnê de rock de 1969 e uma ode ao cinema como um todo”, revelou Thierry Frémaux, diretor geral do Festival de Cannes.

Abdellatif Kechiche, que em 2013 levou a Palma de Ouro por Azul é a Cor Mais Quente, também estará de volta na Competição Oficial com Mektoub My Love: Intermezzo. “Eu vi o filme na quinta-feira passada e ele ainda estava sendo editado. Mas, vai ser concluído. O diretor disse que serão quatro horas de duração e será exibido no final do festival para que o DCP tenha tempo de chegar lá”, contou Thierry.

Além da Competição Oficial, outros títulos também foram anunciados. Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Cannes 2019:

COMPETIÇÃO OFICIAL:
Era Uma Vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino (EUA/Reino Unido)
Mektoub My Love: Intermezzo, de Abdellatif Kechiche (França/Itália)

MOSTRA UN CERTAIN REGARD:
La famosa invasione degli orsi in Sicilia, de Lorenzo Mattotti (França/Itália)
Odnazhdy v Trubchevske, de Larissa Sadilova (Rússia)

SESSÃO DA MEIA-NOITE:
Lux Æterna, de Gaspar Noé

SESSÕES ESPECIAIS:
Chicuarotes, de Gael García Bernal (México)
La Cordillera de los sueños, de Patricio Guzmán (França/Chile)
Ice on Fire, de Leila Conners (EUA/Costa Rica/Croácia/França/Alemanha/Islândia/Noruega/Suíça/Reino Unido)
5B, de Dan Krauss (EUA)

Foto: Divulgação/Sony Pictures.

A Sombra do Pai

por: Cinevitor

asombradopaiposterDireção: Gabriela Amaral Almeida

Elenco: Nina Medeiros, Julio Machado, Luciana Paes, Rafael Raposo, Clara Moura, Dinho Lima Flor, Eduardo Gomes.

Ano: 2018

Sinopse: Quando uma criança é obrigada a virar o adulto da casa porque seu pai está doente e a sua mãe, morta, há uma inversão na ordem natural das coisas. A infância se transforma em saga. E a paternidade frustrada, em condenação.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevista com a diretora e com o ator Julio Machado.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas