Todos os posts de Cinevitor

Maligno

por: Cinevitor

malignoposterThe Prodigy

Direção: Nicholas McCarthy

Elenco: Jackson Robert Scott, Taylor Schilling, Peter Mooney, Colm Feore, Paul Fauteux, Brittany Allen, Paula Boudreau, Elisa Moolecherry, Olunike Adeliyi, Janet Land, Martin Roach, Byron Abalos, Ashley Black, Tristan Vasquez, Nicholas McCarthy, Jim Annan, Milton Barnes, Johnson Brock, Michael Dyson, Mark Sparks, Martha Girvin, Ava Augustin, David Kohlsmith, Alexander Campos, Andrew MacDonald, Chris Scian.

Ano: 2019

Sinopse: A repentina mudança no comportamento do jovem Miles Blume faz Sarah suspeitar que algo maligno está agindo sobre seu filho e controlando suas ações. Com um crescente terror tomando conta de sua família, ela se vê entre o medo e a razão à medida em que tenta descobrir o que há de errado com ele.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Pastor Cláudio

por: Cinevitor

pastorclaudioposterDireção: Beth Formaggini

Elenco: Cláudio Guerra, Eduardo Passos, Ivanilda Veloso, Marival Chaves, Maria Helena Vignoli de Morais.

Ano: 2017

Sinopse: Conversa entre o Bispo evangélico Cláudio Guerra, ex-chefe da polícia civil que assassinou e incinerou militantes que se opunham à Ditadura Militar brasileira e Eduardo Passos, psicólogo militante dos direitos humanos.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Suprema

por: Cinevitor

supremaposter1On the Basis of Sex

Direção: Mimi Leder

Elenco: Felicity Jones, Armie Hammer, Justin Theroux, Sam Waterston, Kathy Bates, Cailee Spaeny, Jack Reynor, Stephen Root, Chris Mulkey, Gary Werntz, Francis X. McCarthy, Ben Carlson, Ronald Guttman, Wendy Crewson, John Ralston, Karl Graboshas, Arthur Holden, Angela Galuppo, Geordie Johnson, Jeff Lillico, Callum Shoniker, Joe Cobden, Sharon Washington, Warona Setshwaelo, Arlen Aguayo-Stewart, Holly Gauthier-Frankel, Tom Irwin, Alexandra Petrachuk, Paul Spera, Aiza Ntibarikure, Patrick Ryan, Marina Moreira, Julie Trépanier, Julia Borsellino, Nick Baillie, Anton Koval, Gabrielle Graham, Amanda MacDonald, Ruth Bader Ginsburg.

Ano: 2018

Sinopse: Baseado na vida de Ruth Bader Ginsburg, uma das primeiras mulheres a fazer parte da Suprema Corte Americana. Ela se tornou um símbolo da luta pelos direitos iguais e hoje, aos 85 anos, ainda é referência, inclusive para as gerações atuais. O filme acompanha a trajetória da então jovem advogada que, ao lado de seu marido, Martin, apresenta um caso inovador ao Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para que as leis baseadas em gênero fossem abolidas.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Imagem e Palavra

por: Cinevitor

imagempalavraposter1Le livre d’image

Direção: Jean-Luc Godard

Elenco: Jean-Luc Godard, Dimitri Basil, Buster Keaton.

Ano: 2018

Sinopse: Você ainda se lembra de como, há muito tempo, treinamos nossos pensamentos? Na maioria das vezes, partimos de um sonho. Nos perguntamos como, na escuridão total, cores de tal intensidade poderiam emergir dentro de nós. Em voz baixa e suave, dizendo coisas maravilhosas, surpreendentes, profundas e precisas. Imagem e palavras como um sonho ruim escrito em uma noite tempestuosa. Sob os olhos ocidentais. Os paraísos perdidos. A guerra está aqui. Narrado pelo próprio Jean-Luc Godard, o longa mostra o mundo árabe e ocidental com imagens de diversas origens: filmes antigos, fotografias, imagens de arquivo e, por meio de uma linguagem que remete aos filmes de terror, retrata a violência da atualidade.

*Filme visto na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Entrevista: Beth Formaggini fala sobre o documentário Pastor Cláudio, direitos humanos e tempos sombrios

por: Cinevitor

bethpastorclaudioA diretora do documentário no debate em São Paulo.

Escrito e dirigido por Beth Formaggini, o documentário Pastor Cláudio mostra o encontro entre o bispo evangélico Cláudio Guerra, ex-delegado responsável por assassinar e incinerar opositores à ditadura militar no Brasil (1964-1985), e Eduardo Passos, psicólogo e ativista dos Direitos Humanos, que trabalha no atendimento às vítimas da violência do Estado.

No longa, Cláudio, respaldado por uma polêmica Lei da Anistia e hoje membro ativo da comunidade evangélica, revela, dentre outros crimes, como fazia para desaparecer com corpos durante sua atuação no período da ditadura. Com a abertura política, Cláudio trabalhou na segurança pública. Para registrar o diálogo entre o pastor e o psicólogo, a diretora Beth Formaggini montou um cenário com um telão em que são projetadas fotografias e vídeos de vítimas de um passado que perdura.

Nesta terça-feira, 12/03, aconteceu a pré-estreia do filme em São Paulo com a presença da diretora, que logo depois da sessão participou de um debate com o público ao lado de Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo e ex-senador, e Maurice Politi, pesquisador, militante de direitos humanos e ex-preso político.

Antes da exibição, conversamos com Beth Formaggini, que falou sobre o filme, seu personagem principal, ditadura militar, bastidores e a maneira como o longa dialoga com os dias de hoje. Confira:

O INÍCIO:

“Eu encontrei o Cláudio por meio dos biógrafos [Rogério Medeiros e Marcelo Netto] que escreveram Memórias de uma Guerra Suja [livro com depoimentos do ex-delegado do DOPS] e no primeiro telefonema ele já topou. Muito vaidoso. Eu acho que esse tipo de filme é um álibi para ele, que já deixou claro que tem a documentação de todo mundo. E isso, de certo forma, o protege porque ele tem uma carta na manga. O que ele não fala é uma garantia”.

“Foram quatro horas de filmagem. Não vimos ele antes e nem depois. A ideia era registrar o momento presente, uma conversa, esse encontro entre um psicólogo clínico e um violador de direitos humanos. O Eduardo Passos trabalhou num projeto lindo que atende pessoas afetadas pela violência do Estado, onde um ajuda o outro a enunciar essas experiências dolorosas”.

pastorclaudio1filmeConversa: Cláudio Guerra e Eduardo Passos em cena.

O PERSONAGEM:

“Ele cria um personagem de cordeiro de Deus, porém, em alguns momentos dá uma quebrada. Mas são coisas mínimas, você só percebe com uma lupa. Sou discípula do Eduardo Coutinho [documentarista]. Acredito que quando você coloca uma câmera, a pessoa cria um personagem. Sabemos que o documentário também tem isso. Mas, por outro lado, você tem também um ponto de vista, mas com algumas frestas”.

“A forma como ele fala é o que mais choca porque as coisas que ele relata, bem ou mal, sabemos que aconteceu. Quando você capta a questão das palavras e do discurso e passa numa tela de cinema você quase consegue ler as frestas. Você tem ali um rosto muito presente e as palavras dele estão enunciadas com orgulho e poder. Eu mandei o filme para o Cláudio. Hoje ele é pastor de uma igreja e tem vários vídeos dele pregando na internet. O que dá mais poder e controle na vida das pessoas do que ser pastor?”.

PASSADO E PRESENTE:

“Todas as práticas [citadas no filme] se repetem e a atualidade está totalmente impregnada disso. Elas continuaram se repetindo, ao longo dos anos, com os negros, pobres. O discurso é muito revelador e esse filme é baseado na palavra falada. Se não tivesse tantas nuances e tantas brechas seria um filme desinteressante. É um filme impactante, ainda mais pela forma como esse cara fala. Mas acho muito interessante conseguir trabalhar essa palavra falada estimulada por um ouvinte maravilhoso que é o Eduardo, que tem uma prática de psicologia”.

“Se o Brasil tivesse feito a lição de casa, não estaríamos na situação que estamos hoje”

“As pessoas levam uma porrada, principalmente no final do filme, que ele prenuncia [o documentário foi filmado em 2015] o que está acontecendo agora. Ele fala que estão voltando ao poder: a extrema direita, os banqueiros, a elite brasileira. E estão voltando para flexibilizar as leis trabalhistas, que o Michel Temer já tinha começado e o outro [Jair Bolsonaro] vai terminar; com a aposentadoria e etc. Cria-se um discurso de ódio e uma limitação de controle. A população também estimula o desrespeito aos direitos humanos”.

pastorclaudio2filmePersonagem principal: Cláudio Guerra relata crimes que aconteceram durante a ditadura militar.

OS CRIMES:

“A maneira como as pessoas que cometeram crimes contra a humanidade são tratadas é uma interpretação, ao meu ver, errada da Lei da Anistia porque o judiciário interpretou assim. Mas é contestada o tempo todo, não só pelas famílias que sofreram esse tipo de violência, mas também internacionalmente. Esses crimes não são passíveis de perdão, então, essas pessoas tinham que ser, no mínimo, julgadas. Se o Brasil tivesse feito a lição de casa, não estaríamos na situação que estamos hoje”.

TEMPOS SOMBRIOS:

“Levei dois anos pra fazer o longa e ele chega num momento em que precisamos tirar o lixo debaixo do tapete e encarar esses fatos que aconteceram para evitar que voltem a acontecer. É um momento que todo mundo precisa conversar com todo mundo e debater, cada um na sua profissão, da sua maneira e tentar fazer alguma coisa. Os tempos estão muito sombrios. Fazem elogio à tortura e o pior não é só o que é enunciado, o pior é a receptividade disso, que me assusta ainda mais. Esse filme é uma porrada para a pessoa levar pra casa e não dormir, pra começar a conversar com o vizinho. Não podemos nos atrasar mais”.

Entrevista: Vitor Búrigo
Fotos: Divulgação/ArtHouse.

Versão live-action de Aladdin, dirigida por Guy Ritchie, ganha trailer

por: Cinevitor

aladdintrailernovoMena Massoud e Will Smith em cena!

Em novembro de 1992, a animação Aladdin, da Disney, foi lançada nos cinemas e recebeu críticas positivas, tornando-se o filme mais bem sucedido daquele ano, faturando mais de 217 milhões de dólares nos Estados Unidos e mais de 504 milhões em todo o mundo.

No ano seguinte, foi premiado no Oscar em duas categorias: melhor trilha sonora e melhor canção original para A Whole New World, de Alan Menken e Tim Rice. Além disso, o filme também foi premiado no Globo de Ouro, Annie Awards, Grammy Awards, entre outros. Robin Williams, Scott Weinger e Linda Larkin integraram o elenco de dubladores.

Anos depois, a Disney resolveu produzir uma nova versão do clássico animado, só que dessa vez em live-action, com atores e cenários reais. Com direção de Guy Ritchie e roteiro de John August, o novo Aladdin é baseado no filme de animação de 1992 e nas histórias de As Mil e uma Noites.

O elenco conta com Will Smith como o Gênio que tem o poder de conceder três desejos a quem possui sua lâmpada mágica; Mena Massoud como Aladdin, o morador de rua que se apaixona pela filha do Sultão; Naomi Scott como a princesa Jasmine, a bela filha do sultão que não aceita as ordens do pai; Marwan Kenzari como Jafar, um feiticeiro maligno que tem um plano nefasto para governar Agrabah; Navid Negahban como o sultão, o governante de Agrabah que está ansioso para encontrar um marido apropriado para sua filha; Nasim Pedrad como Dalia, donzela e confidente da princesa Jasmine; Billy Magnussen como Prince Anders, um pretendente de Skanland e marido potencial da princesa Jasmine; e Numan Acar como Hakim, o homem da mão direita de Jafar e chefe dos guardas do palácio.

O compositor Alan Menken preparou novas gravações das músicas originais escritas pelos letristas Howard Ashman e Tim Rice, bem como duas novas músicas escritas pelos compositores Benj Pasek e Justin Paul, de La La Land: Cantando Estações e O Rei do Show.

Confira o trailer de Aladdin, que chega aos cinemas brasileiros no dia 23 de maio:

Foto: Divulgação/Disney.

59º Festival de Cinema de Cartagena anuncia vencedores; documentário brasileiro é qualificado para o Oscar 2020

por: Cinevitor

meunomedanieloscarDaniel Gonçalves, diretor do documentário Meu Nome é Daniel, na premiação.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 11/03, os vencedores da 59ª edição do FICCI, Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias, conhecido como o festival cinematográfico mais antigo de América Latina. O evento, realizado na Colômbia, prioriza em sua seleção filmes que promovem a identidade cultural dos países ibero-americanos.

Neste ano, a cineasta colombiana Marta Rodríguez foi homenageada com um prêmio especial por sua carreira. Entre tantos filmes, em 1982 recebeu o Prêmio FIPRESCI no Festival de Berlim pelo documentário Nuestra voz de tierra, memoria y futuro.

O cinema brasileiro se destacou no FICCI 2019: o documentário Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves, foi aprovado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos e conseguiu se qualificar para o Oscar 2020. Além disso, o longa Los Silencios, de Beatriz Seigner, também foi exibido no festival e Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu, de Bruno Risas, foi premiado nas categorias Work in Progress PUERTO LAB Cinecolor e WIP Puerto Lab.

Conheça os vencedores do 59º Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias:

FICÇÃO | PRÊMIO DO PÚBLICO:
Monos, de Alejandro Landes (Colômbia/Argentina/Holanda/Alemanha/Suécia/Uruguai)

DOCUMENTÁRIO | PRÊMIO DO PÚBLICO:
La Paz, de Tomás Pinzón Lucena (Colômbia/França)

QUALIFICADO PARA O OSCAR | DOCUMENTÁRIO:
Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves (Brasil)

QUALIFICADO PARA O OSCAR | CURTA-METRAGEM:
La última marcha, de Ivo Aichenbaum (Argentina/Colômbia)

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores.

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #328: Entrevista com Wendel Bezerra, Lucas Veloso e Rafael Infante | O Parque dos Sonhos

por: Cinevitor

parquedossonhoscinevitorpgmOs dubladores na pré-estreia do filme com o personagem Boomer.

A animação O Parque dos Sonhos, que estreia nesta quinta-feira, 14/02, conta a história de um parque de diversões onde a imaginação de June, uma garota de 12 anos, ganha vida. Roteirizada por Josh Appelbaum e André Nemec, o longa conta com as vozes originais de Jennifer Garner, Matthew Broderick, John Oliver, Mila Kunis, Kenan Thompson, Ken Jeong, Norbert Leo Butz, Brianna Denski e Ken Hudson Campbell.

No Brasil, os atores Rafael Infante e Lucas Veloso são os dubladores oficiais da animação e dão voz a uma dupla de irmãos bem atrapalhada. Os castores Cooper e Gus são os responsáveis pela manutenção dos brinquedos do parque. A direção de dublagem é de Wendel Bezerra, um dos principais dubladores brasileiros, conhecido por interpretar as vozes dos icônicos Bob Esponja, Goku e Buddy Valastro.

Para falar mais sobre o longa e dublagens, conversamos com Wendel Bezerra, Lucas Veloso e Rafael Infante. Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Paramount Pictures.

É Tudo Verdade 2019 – 24º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados e os homenageados

por: Cinevitor

2019verdade5O cineasta alemão Werner Herzog com Mikhail Gorbatchov no filme Encontrando Gorbachev.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 11/03, em uma coletiva de imprensa, em São Paulo, os filmes selecionados para a 24ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Neste ano, mais de 1.600 títulos foram inscritos e 66 selecionados.

Entre os dias 4 e 14 de abril, em São Paulo, e 8 e 14 de abril, no Rio de Janeiro, será exibida uma programação com os melhores documentários produzidos no Brasil e no mundo: “É um privilégio apresentar uma safra excepcional como esta, tanto brasileira quanto internacional. Foi um dos processos de seleção mais intensos nesta década”, revela Amir Labaki, criador e diretor do É Tudo Verdade.

Os filmes premiados no É Tudo Verdade 2019, nas competições de curtas e longas-metragens estarão automaticamente classificados para serem examinados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para uma disputa ao Oscar do ano que vem.

2019verdade1Cena de Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes.

Além disso, o documentário americano Mike Wallace Está Aqui, de Avi Belkin, vai abrir a 24ª edição do É Tudo Verdade em São Paulo. No Rio, o festival será inaugurado com a estreia mundial de Memórias do Grupo Opinião, de Paulo Thiago.

O festival deste ano celebra a memória e a obra de dois mestres falecidos em 2018: Nelson Pereira dos Santos e Claude Lanzmann. Em parceria com o Instituto Moreira Salles, o É Tudo Verdade destaca parte da produção documental de Nelson Pereira dos Santos, diretor de clássicos como Vidas Secas. O programa destaca seus ensaios sobre dois influentes pensadores brasileiros: Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda. Serão exibidos Casa Grande & Senzala, realizado para TV a partir do livro de Freyre, e Raízes do Brasil, sobre a obra e a vida do historiador Sérgio Buarque de Holanda.

O outro homenageado é o francês Claude Lanzmann, considerado um dos maiores documentaristas da história e diretor do clássico Shoah, que levou doze anos para ser concluído. Em parceria com o Consulado da França no Rio de Janeiro, o festival apresentará a estreia brasileira dos últimos retratos dirigidos por Lanzmann. Lançado na França, meses antes da morte do diretor, em julho passado, As Quatro Irmãs desenvolve-se em quatro filmes concentrados cada qual em uma sobrevivente do genocídio nazista, todas entrevistadas durante o processo de realização de Shoah.

2019verdade2Cena do filme sobre a montadora Ziva Postec, que trabalhou com Claude Lanzmann.

Em parceria com o É Tudo Verdade, o Itaú Cultural apresentará exibições exclusivas no site (clique aqui). Comentados pelo diretor do festival, Amir Labaki, os títulos deste ano têm como foco o cinema brasileiro: Dino Cazzola – Uma Filmografia de Brasília, de Cleisson Vidal e Andrea Prattes; O Galante Rei da Boca, de Alessandro Gamo e Luis Rocha Melo; Histórias Cruzadas, de Alice de Andrade; e Tudo por Amor ao Cinema, de Aurélio Michiles.

Durante todo o mês de abril, o Itaú Cultural dedicará a sessão das 19h das terças-feiras aos documentários. Além de Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins, de André Barcinski e André Finotti, e O Homem que Matou John Wayne, de Diogo Oliveira e Bruno Laet, que integraram edições anteriores do É Tudo Verdade, serão exibidos também os vencedores das competições brasileira e latino-americana de longas e da competição de curtas, tantos os nacionais quanto os estrangeiros.

Após o fim do festival em São Paulo e no Rio, seis filmes da seleção de 2019 serão exibidos em cinco unidades do Sesc no interior de São Paulo. Os títulos serão programados durante o mês de maio nas seguintes cidades: Araraquara, Jundiaí, Santos, São José dos Campos e Sorocaba. Todas as sessões têm entrada gratuita.

2019verdade4O Caso Hammarskjöld: sobre a morte do secretário-geral das Nações Unidas.

Além disso, pela primeira vez, o É Tudo Verdade, em parceria com o Spcine Play, vai disponibilizar alguns títulos da seleção internacional deste ano na plataforma online (clique aqui). O acesso é gratuito e os filmes ficarão disponíveis por um período de 30 dias.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2019 – 24º Festival Internacional de Documentários:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Cine Marrocos, de Ricardo Calil
Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos, de Daniela Broitman
Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes
Niède, de Tiago Tambelli
Rumo, de Flavio Frederico e Mariana Pamplona
Soldado Estrangeiro, de José Joffily e Pedro Rossi
Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
A Beira (The Brink), de Alison Klayman (EUA)
“Agora Algo Está Mudando Lentamente” (‘Nu verandert er langzaam iets’), de Menna Laura Meijer (Holanda)
O Caso Hammarskjöld (Cold Case Hammarskjöld), de Mads Brügger (Dinamarca/Noruega/Suécia/Bélgica)
Defensora (Advocate), de Rachel Leah Jones e Philippe Bellaïche (Israel/Canadá/Suíça)
Encontrando Gorbachev (Meeting Gorbachev), de Werner Herzog e Andre Singer (Reino Unido/EUA/Alemanha)
Hungria 2018 – Bastidores da Democracia (Hungary 2018), de Eszter Hajdu (Hungria)
Meu Amigo Fela (My Friend Fela), de Joel Zito Araújo (Brasil)
Piazzolla: Os Anos do Tubarão (Piazzolla, los años del tiburón), de Daniel Rosenfeld (Argentina/França)
Reconstruindo Utoya (Reconstructing Utøya), de Carl Javér (Suécia/Noruega/Dinamarca)
Retrato Chinês (Chinese Portrait), de Wang Xiaoshuai (Hong Kong)
Testemunhas de Putin (Svideteli Putina), de Vitaly Mansky (Letônia/Suíça/República Checa)
Ziva Postec. A Montadora por Trás do Filme ‘Shoah’ (Ziva Postec), de Catherine Hébert (Canadá)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTA-METRAGEM:
As Constituintes de 88, de Gregory Baltz (RJ)
Kerexu, de Denis Rodriguez e Leonardo Remor (RS)
Nome de Batismo – Frances, de Tila Chitunda (PE)
Partir, de Sonia Guggisberg (SP)
Planeta Fábrica, de Julia Zakia (SP)
A Primeira Foto, de Tiago Pedro (CE)
Retratos Sobre o Não Ver, de Erik Gasparetto (PR)
Sem Título # 5: A Rotina Terá seu Enquanto, de Carlos Adriano (SP)
Vento de Sal, de Anna Azevedo (RJ)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM:
2001 – Faíscas na Escuridão (2001 Sparks in the dark), de Pedro González Bermúdez (Espanha)
O Costureiro Debaixo da Ponte, de Banpark Jieun (Coreia do Sul)
As Instruções (Odprawa), de Filip Drzewiecki (Polônia)
Lily, de Adrienne Gruben (EUA)
O Mar Enrola na Areia, de Catarina Mourão (Portugal)
Na Boca da Mina (In the mouth of the mine), de Brandán Cerviño (Cuba)
Na Nossa Casa (In our home), de Iban Colón (Espanha)
Nove Cinco, de Tomás Arcos (Chile)
Swatted, de Ismaël Joffroy Chandoutis (França)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA:
A Arrancada (La Arrancada), de Aldemar Matias (França/Cuba/Brasil)
Está Tudo Bem, de Tuki Jencquel (Venezuela/Alemanha)
Hoje e Não Amanhã, de Josefina Morandé (Chile)
A Liberdade é uma Palavra Grande (Freedom is a big word), de Guillermo Rocamora (Uruguai/Brasil)
Maricarmen, de Sergio Morkin (México)
Piazzolla: Os Anos do Tubarão (Piazzolla, los años del tiburón), de Daniel Rosenfeld (Argentina/França)

O ESTADO DAS COISAS:
Carta a Theo (Lettre A Théo), de Elodie Lélu (Bélgica)
Marceline. Uma Mulher. Um Século, de Cordelia Dvorák (França/Holanda)
Maria Luiza, de Marcelo Díaz (Brasil)

PROGRAMAS ESPECIAIS:
O Barato de Iacanga, de Thiago Mattar (Brasil)
Fotografação, de Lauro Escorel (Brasil)
Milú, de Tarso Araujo e Raphael Erichsen (Brasil)

Fotos: Divulgação.

Festival de Gramado 2019: inscrições abertas para as mostras competitivas

por: Cinevitor

inscricoesgramado2019Os vencedores da 47ª edição serão anunciados no dia 24 de agosto.

As inscrições para as mostras competitivas do 47º Festival de Cinema de Gramado já estão abertas e a ficha está disponível no site oficial do evento (clique aqui); o prazo final para a submissão de filmes é dia 18 de abril.

O evento, que inicia em 15 de agosto e entregará os kikitos aos vencedores de cada categoria na noite de 24 de agosto, apresenta uma novidade: a Mostra de Longas Gaúchos passa a ser competitiva. Além das tradicionais premiações em doze categorias de longas-metragens brasileiros, seis de longas estrangeiros e dez de curtas brasileiros, o festival vai premiar também em 2019 o melhor filme de longa-metragem gaúcho. Os consagrados na 47ª edição do maior festival de cinema ininterrupto do Brasil recebem ainda premiação em dinheiro; o total a ser entregue neste ano é R$ 285 mil.

Entre as exigências para a inscrição na competição estão critérios como a conclusão dos filmes de longa-metragem e curta-metragem a partir de 1º de maio de 2018; duração mínima de 70 minutos para longas e máxima de 20 minutos para curtas; ineditismo regional para longas gaúchos e curtas brasileiros (sem exibição pública e comercial no Rio Grande do Sul) e ineditismo nacional para longas brasileiros e estrangeiros (sem exibição pública e comercial no Brasil). O regulamento completo também pode ser acessado no site do festival.

Realizado anualmente em Gramado, no Rio Grande do Sul, o Festival de Cinema tem como cenário uma das cidades mais visitas e prestigiadas do Brasil. Durante o período de realização do evento, a cidade da Serra Gaúcha chega a receber um público superior a oito vezes sua população, de aproximadamente 32 mil habitantes.

No ano passado, Ferrugem, de Aly Muritiba, foi eleito pelos jurados o melhor longa-metragem brasileiro da 46ª edição. A produção paranaense levou ainda os kikitos de melhor roteiro e melhor desenho de som. Benzinho, de Gustavo Pizzi, venceu os prêmios de melhor filme pelo Júri da Crítica e pelo voto do Júri Popular, além dos prêmios de melhor atriz para Karine Teles e melhor atriz coadjuvante para Adriana Esteves.

Foto: Diego Vara.

Hebe: A Estrela do Brasil, protagonizado por Andrea Beltrão, ganha trailer

por: Cinevitor

hebetrailer1cinevitorGracinha: Andrea Beltrão interpreta Hebe Camargo nas telonas!

Nesta sexta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, foi divulgado o trailer oficial do filme Hebe: A Estrela do Brasil, cinebiografia da Rainha da Televisão Brasileira. O vídeo foi apresentado primeiramente para a imprensa em um evento especial, realizado na casa da própria Hebe Camargo, que hoje completaria 90 anos. Marcaram presença o diretor Maurício Farias, a protagonista Andrea Beltrão, a roteirista Carolina Kotscho e o sobrinho da apresentadora, Claudio Pessutti.

O longa se passa nos anos 1980 e traz como pano de fundo um retrato dos costumes, da cultura e da política do Brasil pelo olhar de Hebe Camargo. Sem pudor ou medo da crítica, como sempre foi na vida, a loira se revela inteira: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Além de Andréa Beltrão, o elenco conta também com Marco Ricca, Caio Horowicz, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Danilo Grangheia, Otávio Augusto, Claudia Missura, Karine Telles e Daniel Boaventura.

Com direção de Maurício Farias, da franquia Vai que dá Certo, e roteiro de Carolina Kotscho, de 2 Filhos de Francisco, o filme mostra como Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras dona de sua voz e única autora de sua própria história.

Na trama, que se passa em São Paulo, o Brasil vive uma de suas piores crises e Hebe aparece na tela exuberante: é a imagem perfeita do poder e do sucesso. Ao completar 40 anos de profissão, perto de chegar aos 60 anos de vida, está madura e já não aceita ser apenas um produto que vende bem na tela da TV. Mais do que isso, já não suporta ser uma mulher submissa ao marido, ao salário, ao governo e aos costumes vigentes. Durante o período de abertura política do país, na transição da ditadura militar para a democracia, Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras dona de sua voz e única autora de sua própria história.

Entre o brilho da vida pública e a escuridão da dor privada, Hebe enfrenta o preconceito, o machismo, o marido ciumento, os chefes poderosos e a ditadura militar para se tornar a mais autêntica e mais querida celebridade da história da nossa TV: uma personagem extraordinária, com dramas comuns a qualquer um de seus milhões de fãs.

Confira o trailer de Hebe: A Estrela do Brasil, que chega aos cinemas no dia 15 de agosto:

Foto: Reprodução YouTube/Warner Bros. Pictures.

Confira o trailer de Jorginho Guinle – Só Se Vive uma Vez, com Guilhermina Guinle e Saulo Segreto

por: Cinevitor

jorginhoguinletrailerCinebiografia de Jorge Guinle estreia no dia 21 de março.

Jorge Eduardo Guinle, mais conhecido como Jorginho Guinle, foi um dos personagens mais emblemáticos da história da sociedade brasileira e tem uma cadeira cativa no imaginário do brasileiro que ouviu falar de suas aventuras. Se envolveu com as mulheres mais desejadas do seu tempo, como Marilyn Monroe, Hedy Lamarr, Kim Novak, Rita Hayworth e Jayne Mansfield, conheceu os políticos mais influentes, viveu permanentemente cercado de luxo, riquezas e não trabalhou nem um dia sequer. E, talvez, por isso, morreu, em 2004, na miséria.

O diretor Otavio Geminiani Escobar recriou no filme Jorginho Guinle – $ó Se Vive uma Vez cenas em dramaturgia em cenários belíssimos, como o Palácio Laranjeiras e o Copacabana Palace; selecionou imagens de arquivos do carnaval carioca dos anos 1950 e de grandes estrelas de Hollywood, com trechos de clássicos do cinema, como: Rita Hayworth em Gilda; Louis Armstrong em The Five Pennies, onde Jorge Guinle aparece numa ponta; takes dos bastidores dos filmes e do Porto de Santos dos anos 1920; e adicionou depoimentos dos filhos, amigos e da ex-mulher, que resultaram em um filme divertido, combinando as linguagens da dramaturgia e do documentário.

“É uma cinebiografia que conta a trajetória do playboy e, ao mesmo tempo, as mudanças que ocorreram na sociedade brasileira, desde a República Velha aos nossos dias. À medida em que Jorge Guinle entra em decadência e, em vão, tenta recuperar o único estilo de vida que conheceu, o filme acaba revelando um personagem muito mais profundo do que simplesmente o homem que nunca trabalhou. Vemos, enfim, o playboy se transformando num personagem muito mais rico do que a herança milionária que ganhou e torrou até o último centavo”, explica Escobar.

No papel de Jorge Guinle está o ator Saulo SegretoLetícia Spiller vive a governanta da família, Fraulei Emy; e Guilhermina Guinle recria sua bisavó, Guilhermina. Os musicais de abertura e encerramento têm arranjos do maestro Guto Graça Mello e a trilha sonora vai do melhor estilo big bands dos anos 1940 e 1950 ao clássico Maurice Ravell, sublinhando o auge e a decadência da vida do playboy.

Confira o trailer de Jorginho Guinle – Só Se Vive uma Vez, que estreia no dia 21 de março:

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.