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9º Olhar de Cinema: filmes brasileiros ganham destaque na programação e repercussão on-line

por: Cinevitor

cabecadenegoolhardecinemaLucas Limeira em Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso.

O Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba tem como objetivo destacar e celebrar o cinema independente realizado em todo mundo e apresenta filmes que se arriscam em novas formas de linguagem cinematográfica, que estão abertos ao experimentalismo e que possuem um grande potencial de comunicação com o público. Com isso, forma-se uma programação de grande diversidade temática e estética, que não rejeita gêneros, formatos e durações.

Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, sua nona edição teve que ser adaptada ao formato virtual. Sendo assim, a seleção com aproximadamente 130 filmes, como acontece de costume, teve que ser reduzida por diversos motivos. Mas, nem por isso, a programação perdeu qualidade. Mesmo sem algumas tradicionais mostras, como Olhares Clássicos, Olhar Retrospectivo e Pequenos Olhares, o festival também conseguiu atrair seu público com outras atividades, além dos filmes, e ganhou uma abrangência ainda maior por conta das sessões on-line.

Mesmo sendo um festival internacional, o Olhar de Cinema sempre valorizou o cinema brasileiro e também paranaense, ao garimpar o que há de mais precioso e urgente nessas cinematografias, garantindo cuidado especial ao programar tais obras. Além da mostra Olhares Brasil, que apresenta um panorama de curtas e longas brasileiros, o festival busca compor mostras que mesclam filmes brasileiros e estrangeiros possibilitando o diálogo e a troca entre todos esses universos.

Neste ano, 78 títulos completam a programação, entre longas e curtas, sendo 41 filmes brasileiros. As produções nacionais também ganham destaque na mostra Foco, que celebra a trajetória do diretor Daniel Nolasco.

Sobre a forte presença brasileira na programação, conversamos com Eduardo Valente, que é membro da equipe de programação do Olhar de Cinema desde 2016. Neste ano, ao lado de Aaron Cutler, Carla Italiano e Camila Macedo, assinou a curadoria de longas-metragens: “Eu acho que um festival que acontece no Brasil tem obrigação, tanto ética e moral, de estar envolvido no todo que significa o cinema brasileiro. Temos uma produção tão vasta hoje em dia, tão ampla de possibilidades e tão interessante. Tem oferta de todos os tipos”, ressaltou.

ventosecoqueerlisboa2020Leandro Faria Lelo em Vento Seco, de Daniel Nolasco: sessões disputadas.

Fato é que os festivais realizados em formato on-line ganharam uma abrangência maior. Filmes que antes ficavam limitados ao público presencial, agora estão disponíveis para o Brasil todo. Com isso, a repercussão ganha outras proporções, principalmente nas redes sociais, com comentários diversos (não só de críticos, mas do público em geral) e uma divulgação ainda maior por parte das equipes dos filmes: “Claro que os realizadores e produtores têm feito um movimento muito grande de mobilizar atenção e público. Eu não tenho esses dados exatos, porque quem coleta isso é a produção em Curitiba, mas pelo que eu soube de cinco ou seis sessões lotadas nesse formato on-line, quase 70% ou 80% foram de filmes brasileiros. Além das informações e do interesse das pessoas sobre o festival e os filmes em geral, os próprios produtores e realizadores fazem uma divulgação muito específica”, comentou Valente.

Esse novo formato também tem agradado os realizadores: “O feedback do público foi muito incrível nas redes sociais depois da primeira sessão”, disse Henrique Arruda ao CINEVITOR, diretor do premiado curta Os Últimos Românticos do Mundo, que será exibido novamente nesta segunda-feira, 12/10.

Pedro Diogenes, diretor do longa Pajeú, que reprisa na quarta-feira, 14/10, destacou o alcance da primeira sessão virtual do filme: “Estou surpreendido e feliz com a repercussão do Pajeú. Estou recebendo muitos retornos calorosos. Ler sobre o filme e as experiências com o Pajeú está suprindo um pouco as trocas dos corredores e debates dos festivais. Várias pessoas que viram o filme estão fazendo questão de escrever alguma coisa, mandar uma mensagem e conversar. Os filmes, os espectadores, o festival, nós (os diretores e diretoras), vocês (crítica), todos estamos tentando se adaptar ao momento e, de alguma forma, estamos sobrevivendo”.

Sobre esse novo formato, Henrique Arruda completou: “Tem sido absurdamente diferente de todas as minhas experiências anteriores. É muito lindo sentir que o filme tem sido um respiro bom para as pessoas a cada nova sessão; e pela primeira vez eu vejo que a obra em si vai formando um público fiel que nos acompanha e divulga a cada nova exibição online. Isso tem sido muito carinhoso, apesar de não substituir o calor do encontro que uma sala de cinema de festival proporciona”.

romanticosdomundomexicoCarlos Eduardo Ferraz no curta Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda.

Com um público fiel de várias partes do Brasil, alguns festivais virtuais também precisam limitar o número de ingressos e visualizações por conta de contratos de exibição com produtoras, distribuidoras, entre outros. Algo parecido com o que acontece no formato presencial, no qual as salas possuem um número exato de ingressos, sujeito a lotação máxima; algo que quase sempre acontece. “Existe muito interesse pelas obras, mas também existe a dificuldade do acesso aos filmes e o on-line quebra um pouco isso”, comenta Eduardo Valente.

Outro lado positivo destes festivais virtuais é o acesso aos filmes brasileiros, que, mesmo premiados e muito comentados durante tal evento pelo público presente, acabavam perdendo força até o lançamento, seja pela pequena janela de exibição comercial ou dificuldades de conseguir uma distribuição. Com essa propagação da divulgação constante nas redes sociais, filmes que talvez não conseguissem tal alcance anteriormente, agora estão sendo vistos e falados por mais tempo por espectadores diversos. A disponibilidade dessas obras em vários festivais que adotaram esse novo formato, faz com que elas fiquem em evidência em um prazo maior, gerando interesse de outras pessoas que talvez não teriam acesso a esses títulos.

Sobre esse assunto, Eduardo Valente cita dois exemplos: Cabeça de Nêgo [de Déo Cardoso] foi exibido em Tiradentes, em janeiro, no formato tradicional. Teve uma recepção muito forte na sala, na sessão, nos textos. Semana passada, ficou disponível on-line na Mostra Tiradentes SP e teve uma quantidade enorme de pessoas do país inteiro que acabaram vendo o filme, que não tinham como ver antes, mas que já tinham ouvido falar em um momento inicial. Os festivais chamam atenção para os filmes, despertam interesse e curiosidade, mas como e quando as pessoas vão assistir? Nos cinemas, muitas vezes, demora muito e quando chega passa muito rápido. Então, a Mostra Tiradentes SP trouxe o filme de volta, com uma reação ainda maior. E agora entrou no Olhar e está sendo muito procurado”.

“Mesma coisa com Sertânia [de Geraldo Sarno]. Passou em Tiradentes e no Ecrã e teve uma reação incrível; no Letterboxd, por exemplo, tem quase mil visualizações. Depois de ter ficado também de graça quase dez dias no mês passado, agora está no Olhar com sessões cheias e as pessoas interessadas porque as informações estão circulando e os filmes estão disponíveis”.

pajeuolhardecinemaYuri Yamamoto e Fátima Muniz em Pajeú, de Pedro Diogenes.

A disputa por um destaque digno no circuito comercial destes filmes brasileiros, considerados independentes, não é de hoje e torna-se quase impossível conseguir um lugar ao sol entre tantos títulos de super-heróis e outros blockbusters que dominam as bilheterias. “Claro que ninguém acha que Sertânia ou Canto dos Ossos vai ter 3 milhões de espectadores como Minha Mãe é uma Peça. Isso não é da natureza destes filmes. Mas, agora, estão mais acessíveis para muita gente, que inclusive sabem que eles existem. Mas aí vem a questão: e depois dos festivais? Quanto tempo leva para esses filmes estarem disponíveis efetivamente para as pessoas? Essa oportunidade de ocupar um lugar quase de serviços de streaming, com extrema curadoria e divulgação, tem comprovado como tem demanda, principalmente por esses filmes brasileiros”.

Por conta de festivais como o Olhar de Cinema, títulos nacionais, não só premiados internacionalmente, têm sido enaltecidos pelo público e pela crítica; principalmente os curtas, que, geralmente, possuem uma janela de exibição quase que restrita a esses eventos e não chegam ao grande público. “Eu senti que a equipe do festival encontrou uma forma bacana de deixar o filme acessível para o Brasil inteiro. Dessa forma, conseguimos atingir novos públicos e estou recebendo muito feedback bacana, de pessoas do Brasil todo. Mesmo não estando lá presencialmente para comentar sobre, temos encontrado novas formas de chegar ao número máximo de pessoas possíveis. É isso que a gente quer, na verdade, que o filme seja visto”, disse Sávio Fernandes, que divide a direção de Noite de Seresta com Muniz Filho. O curta, em competição, reprisa na terça-feira, 13/10.

sertaniacenaexclusivaVertin Moura em Sertânia, de Geraldo Sarno: sucesso de público.

A imprensa, acostumada a cobrir os festivais de cinema de forma presencial, também precisou se adaptar ao novo formato e analisa, para os próximos anos, edições multiplataforma: “A pandemia nos trouxe muitos desafios que foram parcialmente contornados pela virtualização das coisas. Há um lado muito positivo com os festivais on-line. Filmes que nem todos veriam nascer nesse eventos pela incapacidade de deslocamento acabaram alcançando um público vasto ao serem disponibilizados na internet e isso colabora fortemente com o acesso e a democratização dessas obras e desses eventos de cinema. Acredito que temos muito a aprender com essa experiência, mas também devemos ter em mente que esse é um ano de exceção”, declarou Diego Benevides, jornalista, crítico, curador e pesquisador de cinema, membro da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, e da Aceccine, Associação Cearense de Críticos de Cinema.

E completou: “Os festivais de cinema são, per si, eventos que agregam muito mais do que a simples exibição de filmes. Um festival se dá nos debates, nas conversas pós-sessão, nos encontros, nas relações que se estabelecem em sua vivência presencial a partir de um ritmo próprio que esses eventos impõem a quem participa deles. Talvez seja a hora de, a partir dessa experiência pandêmica, propor novos formatos para o futuro, apostando na união tanto da programação presencial quanto online e na ampliação do alcance dessas obras, que é o mais importante”.

noitedeserestaolhardecinemaKatia Blander no curta Noite de Seresta.

A curadoria da nona edição do Olhar de Cinema tem sido elogiada com frequência nas redes sociais, tanto pelo público como pelos realizadores: “Sempre desejei participar do Olhar de Cinema porque considero uma das melhores curadorias atualmente no circuito de festivais: criteriosa e criativa”, disse a cineasta Paula Gaitán, em entrevista ao CINEVITOR. Seu filme Luz nos Trópicos, exibido no Festival de Berlim, está na mostra competitiva e reprisa na terça-feira, 13/10.

O cineasta cearense Pedro Diogenes também falou sobre isso: “Sempre tive vontade de participar do Olhar de Cinema. Acompanhei de longe as edições anteriores com muita curiosidade, pois o festival sempre prezou por uma curadoria corajosa e instigante. Me mantinha atento para ver os filmes que tinham passado no Olhar pois sempre era garantia de uma boa experiência. Os outros realizadores e realizadoras com quem conversava sobre o festival sempre falaram com muito carinho do Olhar. Então, a vontade de passar aqui sempre foi enorme. Neste ano, esse desejo se tornou realidade. Um ano atípico, com um festival virtual. Mas mesmo à distância estou conseguindo sentir toda a potência do festival e o carinho com eles tratam os filmes”.

“Outra coisa que eu percebi é que todos os meus amigos estavam marcando os mesmos filmes no Letterboxd, todos do Olhar. E achei isso incrível. Mesmo cada um em suas casas conseguimos preservar esse espírito de coletividade”, comentou Sávio Fernandes.

Como de costume, um festival de cinema é pensado para acontecer dentro da sala de cinema. Porém, vale destacar o esforço dos organizadores em manter esses eventos de forma virtual por conta de sua importância, principalmente para o setor audiovisual brasileiro. “Os festivais estão, ao mesmo tempo suprindo uma série de demandas e trazendo uma série de coisas interessantes, mas também demonstrando como ainda há gargalos e dificuldades; como esse mercado é difícil de enfrentar algo que parece tão simples que é o interesse das pessoas pelos filmes e a capacidade de acessá-los ou não”, finaliza Eduardo Valente.

Ainda que nossa cultura esteja sob ameaça constante, é preciso resistir e tentar olhar para frente com esperança. O desmonte da cultura brasileira é assustador, mas é na arte que retratamos nossas histórias e personagens. Esses registros, que se multiplicam em diversas telas e formatos, ficam marcados para sempre e ajudam a enaltecer nossos profissionais e suas obras. Assim como os festivais de cinema e seu público fiel. Seja virtual ou presencial.

Entrevistas e edição: Vitor Búrigo
Fotos: Divulgação.

Conheça os filmes selecionados para o 9º Festival Curta Brasília

por: Cinevitor

abarcacurtabrasiliaAne Oliva no curta alagoano A Barca, de Nilton Resende.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 12/10, os selecionados para a 9ª edição do Festival Curta Brasília, que acontecerá entre os dias 17 e 20 de dezembro, em formato digital por conta da pandemia de Covid-19.

Ao longo de oito edições, o festival recebeu 7.053 filmes inscritos de 26 estados e do Distrito Federal, com 1.356 inscrições só em 2019. Em oito anos, foram exibidos quase 700 filmes, sendo 440 curtas nacionais, 125 curtas do DF e 153 curtas internacionais. Neste ano, foram 1.114 filmes inscritos, cuidadosamente analisados pela comissão de curadoria, que selecionou 15 produções para a Mostra Nacional e Tesourinha.

Além disso, nesta edição a Tesourinha se tornou um selo dos filmes do DF que compõem a programação, ou seja, participarão da mostra competitiva nacional e também concorrem a prêmios específicos para a produção local.

Ao se aproximar de uma década de existência, o Curta Brasília está consolidado no calendário de festivais de cinema do Distrito Federal e do Brasil. O número de inscrições recebidas cresce a cada ano e é comparável a outros grandes festivais nacionais e internacionais. Cada vez mais conhecido por realizadores de todo o país, o evento carrega o nome da capital e busca valorizar de maneira expressiva a identidade local.

Ao expandir para a versão on-line, o festival reforça sua missão de valorizar o cinema local, regional e nacional em maior amplitude, dando destaque para obras cinematográficas recentes por meio de inscrições gratuitas e curadoria feita por profissionais da área; sendo de vital importância num momento delicado para as artes no Brasil, no contexto de isolamento social, impedimento de eventos presenciais e tornando o espaço virtual uma vitrine para o cinema atual.

Conheça os filmes selecionados para o Curta Brasília – Festival Internacional de curta-metragem 2020:

MOSTRA NACIONAL E TESOURINHA

A Barca, de Nilton Resende (Maceió/AL)
À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (Salvador/BA)
A Terra das Muitas Águas, de Catu Rizo (Nilópolis/RJ)
A Terra em que Pisar, de Fáuston da Silva (Estrutural/DF)
Ainda Te Amo Demais, de Flávia Correia (Maceió/AL)
As Rendas de Dinho, de Adriane Canan (Florianópolis/SC)
Exu Matou um Pássaro, de Vinicius Sassine (Brasília/DF)
Filme de Domingo, de Lincoln Péricles (São Paulo/SP)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (Vila Velha/ES)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (Recife/PE)
Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (Duque de Caxias/RJ)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (Belo Horizonte/MG)
Mundo Pequeno, de Gustavo Amora e Cícero Fraga (Brasília/DF)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (Recife/PE)
Quantos Eram Pra Tá?, de Vinícius Silva (São Paulo/SP)

Foto: Vanessa Mota.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é consagrado no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020

por: Cinevitor

bacurauvenceGPdocinemaThomás Aquino e Bárbara Colen em Bacurau: seis prêmios.

Foram anunciados neste domingo, 11/10, os vencedores da 19ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A cerimônia, transmitida pela TV Cultura e também pelo YouTube e Facebook da emissora, foi apresentada por Marina Person e Adriana Couto. Diferente dos outros anos, o evento não contou com a presença do público por conta da pandemia de Covid-19.

A noite começou com a participação especial do artista Paulinho Moska, que abriu o evento em uma apresentação virtual. Joyce Moreno e Francis Hime também participaram, assim como Pedro Luís e Teresa Cristina. Além disso, o 19º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro homenageou não apenas uma personalidade, mas todos os profissionais do setor audiovisual coletivamente.

Os finalistas ao Troféu Grande Otelo concorreram em 32 categorias e foram escolhidos em votação pelos sócios da Academia, além da categoria voto popular, que, por abarcar produções de todo o setor, este ano passa a se chamar Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais.

Bacurau, dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que liderava a lista de indicações (dezessete em 15 categorias), foi o grande vencedor deste ano com seis prêmios, entre eles, melhor filme de ficção e melhor ator para Silvero Pereira, que dividiu a estatueta com Fabrício Boliveira, de Simonal. A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, também se destacou com cinco prêmios, entre eles, o de melhor atriz coadjuvante para Fernanda Montenegro.

Conheça os vencedores do 19º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes

MELHOR LONGA-METRAGEM | COMÉDIA
Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral, de Halder Gomes

MELHOR LONGA-METRAGEM | INFANTIL
Turma da Mônica – Laços, de Daniel Rezende

MELHOR LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Tito e os Pássaros, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto

MELHOR DIREÇÃO
Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, por Bacurau

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
Leonardo Domingues, por Simonal

MELHOR ATRIZ
Andrea Beltrão, por Hebe: A Estrela do Brasil

MELHOR ATOR (empate)
Fabrício Boliveira, por Simonal e Silvero Pereira, por Bacurau

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Fernanda Montenegro, por A Vida Invisível

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Chico Diaz, por Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Hélène Louvart, por A Vida Invisível

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Bacurau, escrito por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Vida Invisível, escrito por Karim Aïnouz, Inés Bortagaray e Murilo Hauser

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Vida Invisível, por Rodrigo Martirena

MELHOR FIGURINO
A Vida Invisível, por Marina Franco

MELHOR MAQUIAGEM
Hebe: A Estrela do Brasil, por Simone Batata

MELHOR EFEITO VISUAL
Bacurau, por Mikaël Tanguy e Thierry Delobel

MELHOR MONTAGEM | FICÇÃO
Bacurau, por Eduardo Serrano

MELHOR MONTAGEM | DOCUMENTÁRIO
Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, por Karen Harley

MELHOR SOM
Simonal, por Marcel Costa, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond, Armando Torres Jr. e Renan Deodato

MELHOR TRILHA SONORA
Simonal, por Wilson Simoninha e Max de Castro

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Parasita (Gisaengchung), de Bong Joon-Ho (Coreia do Sul)

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO:
A Odisseia dos Tontos (La Odisea de los Giles), de Sebastián Borensztein (Argentina/Espanha)

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Sem Asas, de Renata Martins (SP)

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Viva Alfredinho!, de Roberto Berliner (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Ressurreição, de Otto Guerra (RS)

MELHOR SÉRIE ANIMAÇÃO TV PAGA/ OTT
Turma da Mônica Jovem (1ª temporada) (Cartoon Network)

MELHOR SÉRIE DOCUMENTÁRIO TV PAGA/OTT
Quebrando o Tabu (2ª temporada) (GNT)

MELHOR SÉRIE FICÇÃO TV PAGA/ OTT
Sintonia (1ª temporada) (Netflix)

MELHOR SÉRIE FICÇÃO TV ABERTA
Cine Holliúdy (1ª temporada) (Globo)

MELHOR LONGA-METRAGEM | VOTO POPULAR
Eu Sou Mais Eu, de Pedro Amorim

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, criada no dia 20 de maio de 2002, foi reconhecida este ano pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, como a única entidade credenciada para indicar o filme que representa o cinema brasileiro na categoria de melhor longa-metragem internacional no Oscar, sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.

Profissionais do setor, das mais diversas áreas, podem se associar à Academia, adquirindo assim não apenas o direito de votar no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, mas de participar das assembleias e eventos que acontecem ao longo do ano, como a eleição para a comissão que escolhe o filme brasileiro indicado para representar o país no Oscar.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é presidida por Jorge Peregrino e a diretoria é composta por Paulo Mendonça (diretor vice-presidente), Alexandre Duvivier, Bárbara Paz, Iafa Britz e Renata Almeida Magalhães.

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

Letra Maiúscula

por: Cinevitor

letramaiusculaposter1Tipografic Majuscul

Direção: Radu Jude

Elenco: Șerban Lazarovici, Bogdan Zamfir, Ioana Iacob, Șerban Pavlu, Robert Arsenie, Bogdan Romedea, Alexandru Potocean, Silvian Vâlcu, Constantin Dogioiu, Ruxandra Maniu, Ilinca Harnut, Eduard Cirlan, Nicodim Ungureanu, Iosif Pastina, Alexandru Bîscoveanu, Marian Râlea, Doru Catanescu, Ion Rizea, Florin Kevorkian, Rareș Hontzu, Eugen Ciurtin, Claudia Ieremia, Ilinca Manolache, Doriana Talmazan, Gabriel Spahiu, Gianina Cărbunariu, Irina Vacarciuc, Gheorghe Mezei, Gabriel Răuță, Ilie Gâlea, Ștefan Crudu.

Ano: 2020

Sinopse: A união de um jovem opositor e a história oficial da Romênia de Ceausescu traz à luz um herói desconhecido 30 anos após a queda do comunismo.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Entre Nós Talvez Estejam Multidões

por: Cinevitor

entrenosmultidoesposter1Direção: Pedro Maia de Brito, Aiano Bemfica.

Elenco: Poliana Souza, Madu Carvalho, Sandro Alberto, Indianara Conceição, Joyce Felipe Pinho, Rosemary Luzia de Souza (Meire), Luana Dias de Souza, Lorrayne Antonielle de Souza Rodrigues, Kenia Pereira, Adriel Cassio Pereira, Kauan Pereira, Leonardo Péricles Vieira, Cadu, Jr Magrin, Matheus, Wandin, Alexsandro Ribeiro dos Santos (Gordinho), Eldis Dias Costa, Ricardo P. da Fonseca (Mano Próprio), Cristiane Verissimo da Silva, Ederson Santiago de Souza (Dedé), Ana Paula Rodrigues de Souza D’assunção, Cleber Nunes Batista (DJ Kleber BH), Marcela Martins Leocádio, Samuel Pereira de Corte, Lôra, Juliano Tiago de Souza.

Ano: 2019

Sinopse: Filmada na Ocupação Eliana Silva, em Belo Horizonte, ao longo das eleições que levaram Bolsonaro ao poder, a obra propõe uma jornada experiencial ao compartilhar experiências existenciais de seus moradores na busca pela vida em tempos de morte.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Longa Noite

por: Cinevitor

longanoiteposter1Direção: Eloy Enciso

Elenco: Misha Bies Golas, Manuel Pumares, Celsa Araujo, Nuria Lestegás, Suso Meilan, Verónica Quintana, Alberto Albite, Fernando García, Luís Martínez, Cristian Díaz, Antón Sampaio, Rafael de la Fuente, Ramón Portas, Simón Onteniente, Carlos Meixide, Manuel Pozas, Zé Paredes.

Ano: 2019

Sinopse: Anxo regressa à sua cidade natal na zona rural galega. Ao chegar, ele é saudado com preocupação pelos vencedores e pelos derrotados, que enxergam nele o perigo de mergulharem de volta em suas memórias silenciadas.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

A Metamorfose dos Pássaros

por: Cinevitor

metamorfosepassarosposter1Direção: Catarina Vasconcelos

Elenco: Manuel Rosa, João Móra, Ana Vasconcelos, Henrique Vasconcelos, Inês Campos, Catarina Vasconcelos, José Manuel Mendes, João Pedro Mamede, Cláudia Varejão, Luísa Ministro, José Maria Rosa, Ana Margarida Vasconcelos, José Vasconcelos, João Vasconcelos, Nuno Vasconcelos, Teresa Vasconcelos, Pedro Vasconcelos, Henrique Serpa de Vasconcelos, Burak Agan, Ana Sofia Domingues Cabeça, Anita Carvalho, Ana Fernandes da Silva, Pedro Fernandes Duarte, Pedro Farinha, Tiago Gaio, João Guimarães, Laura Guimarães, Leonor Macedo, Manuel Molarinho, Damien Monteau, Henrique Móra, Elisa Costa Pinto, Francisco Rosa, Margarida Rêgo, Francisco Vasconcelos, Maria Vasconcelos, Pedro Maia Vasconcelos.

Ano: 2020

Sinopse: Beatriz casou-se com Henrique no dia de seu aniversário de 21 anos. Henrique, oficial da Marinha, passava longos períodos no mar. Em terra, Beatriz, que aprendeu tudo com a verticalidade das plantas, cuidou muito bem das raízes dos seis filhos.

Crítica: Depois de receber o Prêmio FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, no Festival de Berlim, o belíssimo A Metamorfose dos Pássaros, da cineasta portuguesa Catarina Vasconcelos, também foi consagrado no IndieLisboa, San Sebastián e Taipei. Logo nos primeiros minutos de projeção, o longa arrebata o espectador com a sensibilidade do texto narrado. A história de uma família, contada de maneira comovente e apaixonante, traz o passado à tona, realoca-se no presente e vislumbra o futuro. Trata a saudade como um ofício e faz isso da maneira mais sublime e poética que poderia ser vista em uma obra tão particular, mas ao mesmo tempo tão ampla e universal. Catarina mergulha em suas memórias para falar de almas que transbordam e detalha com preciosidade o amor que envolve aquele clã. Tudo em A Metamorfose dos Pássaros é sobre saudade e também sobre transformações; daquelas relações, de cada época vivida, daquele país, de cada pessoa. A nostalgia marca presença constante na narrativa, seja na lembrança de uma coleção de selos, as recordações infantis, o crescimento dos filhos. As cartas narradas trazem angústias, mas também alívio; as metáforas, perfeitamente aplicadas, desvendam a percepção de cada objeto destacado; e tudo que é falado ganha relevância: as plantas, as flores, as árvores, a oração, a música, as penas de um pavão. Cada detalhe traz uma lembrança para exemplificar aquele amor retratado em belíssimas palavras. A história da formiga, da baleia, do cavalo-marinho; tudo é recordação. O futuro imaginado naquelas cartas vem premeditado com traços de melancolia e Catarina transita, com tons de fabulação, por gerações familiares com afeto que extravasa: como esses entes queridos lidam com seus contemporâneos e com o legado que lhe deixaram, seja ele emocional ou material? A Metamorfose dos Pássaros é encantador e amoroso; é poesia transformada em cinema; é afeto, na sua mais pura essência, que ganha vida em uma obra tão linda, única e sentimental. É arrebatador, inebriante e sublime. (Vitor Búrigo)

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-5-estrelas

15º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro anuncia curtas-metragens em competição e filme de abertura

por: Cinevitor

festaruandareinadoimaginarioCena do curta Reinado Imaginário, de Hipólito Lucena.

Foram anunciados neste sábado, 10/10, os curtas-metragens selecionados para a mostra competitiva e o filme de abertura da 15ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 10 e 17 de dezembro, em João Pessoa.

O documentário Os Quatro Paralamas, inspirado na história da banda e a relação entre os músicos, vai abrir o evento, que será realizado no Cinépolis do Manaíra Shopping. Dirigido por Roberto Berliner e Paschoal Samora, o filme, exibido recentemente no É Tudo Verdade, acompanha a banda desde o início no Circo Voador, em 1983, e mostra a relação dos três músicos que sobem ao palco: Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone; além de José Fortes, o empresário.

A seleção da mostra competitiva de curtas-metragens foi constituída pelos jornalistas e críticos Amilton Pinheiro, Suyene Correia e Marcus Mello. Foram contemplados filmes das regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Da Paraíba, foram selecionados quatro filmes.

Para o presidente do Comitê de Seleção, Amilton Pinheiro, no ano de comemorações e festividades, pelos quinze anos de existência do festival, “foram mais de dois meses debruçados sobre os 666 inscritos, número recorde, das quatro regiões do país, com inúmeros curtas que trataram da pandemia da Covid-19 como tema e possibilidade de produzir numa situação tão adversa e extraordinária”. Ele justificou ainda porque o comitê decidiu selecionar mais do que os 12 curtas usuais das edições passadas: “Deve-se à excelente qualidade técnica e de linguagem dos filmes, além da abordagem assertiva de temáticas importantes e urgentes para um país que viveu durante quase dois anos na eminência de ruptura da sua tão combalida democracia”.

Já o jornalista e crítico Marcus Mello, de Porto Alegre, que participou pela primeira vez do comitê, disse: “Sem dúvida alguma, a melhor experiência que tive ao longo desses meses de isolamento social em função da pandemia do novo coronavírus. Ao longo de 18 semanas assistimos centenas de filmes, que são uma comprovação da extraordinária diversidade do cinema brasileiro contemporâneo”. Para ele, mesmo em um momento tão dramático, em que o Governo Federal claramente quer acabar com a produção audiovisual no Brasil, “nossos cineastas resistem, apresentando filmes de grande vitalidade e força criativa”, ressaltou. Ainda segundo o jornalista, é bastante significativa a presença de cinco títulos realizados em cidades do interior, bem como de obras vindas de estados que costumam ficar esquecidas na seleção de festivais, como o Piauí e o Maranhão.

Para a jornalista Suyene Correia, de Sergipe, que participou pelo terceiro ano consecutivo do comitê e, por essa razão, será seu último ano na função, foi um duplo sentimento experimentado na maratona 2020: “Se fico triste, por um lado, por ser o último ano, por outro, alegro-me pela oportunidade de assistir produções audiovisuais tão ricas de temáticas urgentes, criativas em sua artesania e oriundas de todas as regiões do Brasil. Não foi tarefa fácil chegar aos 15 curtas selecionados de um universo de 666 inscritos. Mas a satisfação foi grande ao ver a região Nordeste pulsando no setor do audiovisual, mesmo em tempos adversos, e constatar a presença significativa das mulheres por trás das câmeras. Agora, é esperar a realização da 15ª edição do Fest Aruanda e conferir quais os filmes que sairão vencedores desta edição histórica”.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Competitiva de curtas-metragens do Fest Aruanda 2020:

À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (Salvador/BA)
A Pontualidade dos Tubarões, de Raysa Prado (João Pessoa/PB)
A Profundidade da Areia, de Hugo Reis (Vitória/ES)
Construção, de Leonardo de Rosa (Pelotas/RS)
Filme_Urgência_Curte1, de Paulo Silver (Maceió/AL)
La Travessia, de Otávio Almeida (Teresina/PI)
Mãtãnãg, a Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (Ladainha/Belo Horizonte/MG)
Piu Piu, de Alexandre Figueirôa (Recife/PE)
Pranto, de Jaime Guimarães (Campina Grande/PB)
Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Mello (São Luís/MA)
Recôncavo, de Pedro Henrique Barbosa (Brasília/DF)
Reinado Imaginário, de Hipólito Lucena (Campina Grande/PB)
Remoinho, de Tiago A. Neves (Ingá/PB)
Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes (Salvador/BA)
Vai Melhorar, de Pedro Fiuza (Natal/RN)

Foto: Divulgação/Cinema Instantâneo.

Visão Noturna

por: Cinevitor

visaonoturnaposter1Visión Nocturna

Direção: Carolina Moscoso Briceño

Elenco: Carolina Moscoso Briceño, Antonio San Martin, Camila Moreno, Gabriel Holzapfel, Simone Verdugo, José Eduardo Moscoso, Fabiola Machado, María Quiñelén, Matías Mardones, Maga Cid, Silvio Cuneo, Mauricio Cid.

Ano: 2019

Sinopse: Oito anos após ser estuprada em uma praia perto de Santiago, uma jovem cineasta arma um caleidoscópio com dezenas de diários em vídeo, mostrando as feridas dos abusos, os procedimentos legais revitimizantes e a amizade que a acompanha.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Na Cabine de Exibição

por: Cinevitor

nacabineexibicaoposter1The Viewing Booth

Direção: Ra’anan Alexandrowicz

Elenco: Maia Levi.

Ano: 2019

Sinopse: Em um laboratório cinematográfico, Maia, uma estudante judia americana, assiste a vídeos online da Cisjordânia. Enquanto acompanhamos essas imagens que desafiam sua visão de mundo, o conflito do Oriente Médio, a era da mídia, e sua autopercepção colidem de frente.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Crônica do Espaço

por: Cinevitor

cronicadoespacoposter1Sthalpuran

Direção: Akshay Indikar

Elenco: Neel Deshmukh, Anushree Wani.

Ano: 2020

Sinopse: Um retrato de uma inocência infantil, o processo de crescer dia após dia, compreendendo o ciclo inevitável de vida e morte, abarcando as tantas conhecidas e raras desconhecidas maravilhas da natureza pela ótica de Dighu.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

A Alma do Gesto

por: Cinevitor

almadogestoposter1Direção: Eduardo Baggio, Juslaine Abreu-Nogueira.

Elenco: Ana Saldanha, Ana Faria, Ana Luiza Filimberti, Ana Pellegrini, Anna Karina Chaiber Atab, Beatriz Pimenta, Bruna Póvoa, Cristhian Kuhnen, Daniele Durães, Fádua Mattei, Felipe de Araújo, Fernando Vidal, Gal Freire, Gabrielle Vasconcelos, Jean Hannig, Juliana Virtuoso, Mônica Schreiber, Pablo Vinícius, Rodrigo Rhenan, Sissi Valente.

Ano: 2020

Sinopse: Pode um filme dar a ver e a pensar os atos criativos que constroem uma outra obra artística? Partindo desta inquietação, este documentário, realizado em contexto de pesquisa na Universidade Estadual do Paraná, Unespar, registra e reflete o processo de criação da Téssera Companhia de Dança da Universidade Federal do Paraná, UFPR, para o espetáculo Black Dog, cuja concepção coreográfica foi inspirada nas dores emocionais ligadas à depressão.

*Filme visto no 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas