If Anything Happens I Love You
Direção: Michael Govier, Will McCormack.
Ano: 2020
Sinopse: Um casal enfrenta o vazio emocional e o luto pela morte da filha em um tiroteio na escola.
Nota do CINEVITOR:

If Anything Happens I Love You
Direção: Michael Govier, Will McCormack.
Ano: 2020
Sinopse: Um casal enfrenta o vazio emocional e o luto pela morte da filha em um tiroteio na escola.
Nota do CINEVITOR:

Carolina Bianchi, Mawusi Tulani e Clarissa Kiste em Todos os Mortos.
A primeira edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, foi realizada em dezembro de 1979, em Cuba, pelo ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos), com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.
Nesta quinta-feira, 19/11, foram anunciados os selecionados para a 42ª edição do evento, que acontecerá entre os dias 3 e 13 de dezembro. Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, são divididos em categorias: ficção, documentário e animação.
Por conta da pandemia de Covid-19, o festival será realizado em duas etapas: em dezembro serão exibidos filmes fora de competição; em março, as produções selecionadas para as mostras competitivas serão projetadas para o público e para os jurados nos cinemas com todos os protocolos de segurança.
Em comunicado oficial, Iván Giroud Gárate, presidente do festival, disse: “Sentiremos, na primeira parte, a ausência de cineastas estrangeiros; alguns virão, mas não todos que normalmente vêm nesse período, já que a situação da pandemia na Europa e na América Latina ganhou força. Ou seja, sentiremos a ausência de discussões teóricas, das coletivas de imprensa, daquele movimento que também é muito importante, não só para os cineastas, mas para nós, cineastas cubanos, para promover toda aquela sinergia que um festival é capaz”.
Sobre uma possível edição on-line, falou: “Outros festivais da América Latina, em circunstâncias mais adversas, foram obrigados a fazer uso de plataformas virtuais. Não estamos preparados para enfrentar esse desafio, não tecnologicamente, nem sentimos que foi coerente seguir esse caminho. Por isso, acredito que podemos correr o risco de sustentar este modelo de festival presencial com capacidade limitada de público. Por isso, faremos mais exibições dos filmes selecionados tentando compensar. Vai ser um momento muito diferente, mas acho que o público vai ficar grato por nunca termos hesitado em tentar fazer o festival”.
E completou: “A pandemia atingiu tudo, inclusive a indústria cinematográfica que vai sofrer esse impacto. Este ano não lamentamos tanto em termos de inscrições, mas acho que na próxima edição isso fará sentido. Quantos projetos pararam de rodar? Quantos filmes não puderam ser concluídos? Portanto, o impacto da Covid-19 na indústria cinematográfica é brutal. Mas, temos que lutar para defender os espaços físicos, os espaços de contato porque faz parte do cinema; essa energia que se cria, que não é só individual, é coletiva”.
A seleção deste ano, que recebeu mais de dois mil inscritos, como de costume conta com uma forte presença do cinema brasileiro. Os premiados Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, e Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, estão na disputa com outras produções nacionais. Entre curtas e longas, destacam-se diversos trabalhos brasileiros e coproduções na lista.
Conheça os filmes brasileiros selecionados para a 42ª edição do Festival de Havana:
COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Ana. Sem Título, de Lúcia Murat (Brasil/Argentina/México/Chile/Cuba)
Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha (Brasil/França/Argentina)
Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (Brasil)
Pacificado, de Paxton Winters (Brasil/EUA)
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
COMPETIÇÃO | MÉDIA E CURTA-METRAGEM
A Barca, de Nilton Resende
Menarca, de Lillah Halla
COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Antena da Raça, de Paloma Rocha e Luís Abramo
Fé e Fúria, de Marcos Pimentel
Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil
Once Upon a Time in Venezuela (Érase una vez en Venezuela, Congo Mirador), de Anabel Rodríguez (Venezuela/Reino Unido/Áustria/Brasil)
Por onde anda Makunaíma?, de Rodrigo Séllos
Vil, Má, de Gustavo Vinagre
COMPETIÇÃO | ANIMAÇÃO
Magnética, de Marcos Costa
O Homem das Gavetas, de Duda Rodrigues
Rasga Mortalha, de Thiago Martins Melo
COMPETIÇÃO | PRIMEIRO FILME
A Morte Habita a Noite, de Eduardo Morotó
Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda
Chico ventana también quisiera tener un submarino, de Alex Piperno (Uruguai/Argentina/Brasil/Holanda/Filipinas)
Cidade Pássaro, de Matias Mariani (Brasil/França)
Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes
Los Conductos, de Camilo Restrepo (Colômbia/França/Brasil)
Mirador, de Bruno Costa
Rodantes, de Leandro Lara
COMPETIÇÃO | MELHOR CARTAZ
Algoritmo, por William Jungmann
Amanhã, por Bruno Autran
Amazon Mirror, por Renata Mello Segtowick
Aurora, por Ricardo Carvalho
Beco, por David Alfonso
Los niños lobo, por Pedro Matallo (Cuba/Brasil)
You Tubers (1), por Thiago Lacaz
PERSPECTIVA LATINO-AMERICANA
PANORAMA LATINO-AMERICANO:
A Cisterna, de Cristiano Vieira
Aos Nossos Filhos, de Maria de Medeiros
Fim de Festa, de Hilton Lacerda
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Pureza, de Renato Barbieri
Un crimen común, de Francisco Márquez (Argentina/Brasil/Suíça)
LA HORA DEL CORTO:
Amanhã, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro
Meninos Rimam, de Lucas Nunes
EN SOCIEDAD:
Alvorada, de Anna Muylaert e Lô Politi
De Olhos Abertos, de Charlotte Dafol
Dentro da Minha Pele, de Val Gomes
The Coup d’État Factory, de Victor Fraga e Valnei Nunes (Brasil/Reino Unido)
PUEBLOS Y CULTURAS ORIGINARIOS:
O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels, de Tiago Carvalho
Nheengatu, de José Barahona (Brasil/Portugal)
LOS COLORES DE LA DIVERSIDAD:
Desconexo, de Lui Avallos
Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Beto Amaral e Carla Caffé
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira
CULTURA:
Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar, de Henrique Dantas
CINEMATECA LATINOAMERICANA:
Walter Tournier, de Sávio Leite
VANGUARDIA:
A Cor Branca, de Afonso Nunes
Vaga Carne, de Ricardo Alves Jr. e Grace Passô
ÉXODOS:
Nós, de Letícia Simões
PARA TODAS LAS EDADES:
Boy in the Woods, de Fabiano Leandro Pandolfi
ENTORNOS
APRESENTAÇÃO ESPECIAL:
O Amor Dentro da Câmera, de Jamille Fortunato e Lara Beck Belov
Foto: Hélène Louvart.
Direção: Marcelo Díaz
Elenco: Maria Luiza da Silva, Gabriel Graça, Suboficial Matos, Terceiro Sargento Maia, Brigadeiro Gabriel, Dr. Serrano, Sandra Studart, Diáulas Ribeiro, Max Telesca, Maria de Fátima, Lilia Simone, Jaqueline de Jesus, Luciana Loureiro.
Ano: 2019
Sinopse: Maria Luiza da Silva é a primeira transexual na história das Forças Armadas Brasileiras. Após 22 anos de trabalho como militar, foi aposentada por invalidez. O filme investiga as motivações para impedi-la de vestir a farda feminina e a sua trajetória de afirmação como mulher trans, militar e católica.
Nota do CINEVITOR:

Direção: Matias Mariani
Elenco: O.C. Ukeje, Chukwudi Iwuji, Indira Nascimento, Paolo André, Barry Igujie, Yasmin Thin Qi, George Fodor, Ernesto Lusala, Max Lund, Acauã Sol, Carmeline Mudiayi, Ivo Daniel Induaya Madu, Tiago Marinho, Oula Alsaghir, Estrela Straus, Malayka Sn, Fernando Teixeira, Francisco de Freitas Lima, Alassana Balde, Thaís Cabral, Ike Barry, Lawrita Chizoba Eze, Tomatala Leonard Miradi, Clenie Dutrevil, Chukwudi Iwuji, Carmen Ferreira, Erik Verlinde, Leonard Susskind, Juan Maldacena, Márcio Almeida, Hu Xiau Den, Michael Wang, Mike Indigo, Gabriel Ebuka Duru, Cauandê Santos, Anne Marrie, Hadand Bene, Shambuyi Wetu, André Luís Patrício, Oula Alsaghir, Ivaldino de Assis, Lheo Shiroma, Nathalie Stutzmann, Preta Ferreira, Camila Sobrinho, Nathalia Mina, Roberto Casella, Obinna Anyanwu, Ugonna Anyanwu, Carlota Joaquina, Nour Massoud, Rodrigo Andreolli, Rodrigo Bolzan.
Ano: 2020
Sinopse: O nigeriano Amadi procura seu irmão Ikenna na cidade de São Paulo. Aos poucos percebe que o supostamente bem sucedido professor de matemática inventou para sua família uma narrativa imaginária de sua vida no Brasil. Amadi descobre lentamente a verdade em uma missão pelo submundo da cidade.
Nota do CINEVITOR:

Direção: João Paulo Miranda Maria
Elenco: Antonio Pitanga, Ana Flavia Cavalcanti, Aline Marta Maia, Sam Louwyck, Gilda Nomacce, Soren Hellerup, Murilo Augusto Serpa, Alexandre Brick Ancilieiro, Lorenzo Perondi Concato, Luan Serighelli, Gabriel José da Silva, Norberto João, Silvestre Etges, Allan Giovani Dalla Costa, Raphael Pezzi, Robson Luiz Zanatta, Valter Zagonel, Jhonatan Granzoto, Lucas Ansiliero, Jair Tasca, Jefferson Lopes, Thiago Abreu.
Ano: 2020
Sinopse: Cristovam é um caipira do interior do Brasil que busca em outras terras melhores condições de trabalho. Mas, o contraste cultural e étnico da nova morada em relação à sua terra natal provoca no vaqueiro um processo de solidão e perda de identidade. Boatos e maldades dos habitantes locais o levam ao desespero e a decisões equivocadas, fazendo-o perder a razão e a lucidez. Sem saída, ele passa a reviver o passado para suportar o presente.
*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Nota do CINEVITOR:

Hector Babenco em cena do filme.
A Academia Brasileira de Cinema anunciou virtualmente nesta quarta-feira, 18/11, o longa brasileiro que vai disputar uma vaga entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) no Oscar 2021.
Entre 19 inscritos, o escolhido foi Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, dirigido por Bárbara Paz, documentário que traça um paralelo entre a arte e a doença do cineasta Hector Babenco. O filme revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida.
O longa já foi selecionado para mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza do ano passado, no qual recebeu o prêmio de melhor documentário na mostra Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019, entregue pela crítica independente. No início do ano, foi premiado no Festival internacional de Cinema de Mumbai, na Índia. Também foi selecionado para os festivais do Cairo, Havana, Mar del Plata, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Festival do Rio, Mostra Tiradentes, Fest Aruanda, FIDBA, na Argentina, Baltic Sea Docs, na Letônia e para o Mill Valley Film Festival, nos Estados Unidos.
Com produção da HB Filmes e produzido por Bárbara Paz, o filme tem coprodução da Gullane (pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane), Ava Filmes, Lusco Fusco, Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil. No Brasil, a distribuição é da Imovision; Willem Dafoe e Petra Costa assinam como produtores associados.
O Comitê Brasileiro de Seleção deste ano foi presidido pela cineasta e roteirista Viviane Ferreira e contou também com: Affonso Beato, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Clélia Bessa, produtora; Laís Bodanzky, cineasta, produtora e membro da AMPAS; Leonardo Monteiro de Barros, produtor; Lula Carvalho, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Renata Magalhães, produtora; Rodrigo Teixeira, produtor e membro da AMPAS; e Roberto Berliner, cineasta e produtor. Além dos membros titulares, a comissão de suplentes foi formada por: André Ristum, cineasta e roteirista; e Toni Venturi, diretor.
Na última edição do Oscar, o Brasil esteve na disputa com A Vida Invisível, dirigido por Karim Aïnouz, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.
Além de Babenco, também estavam na disputa este ano: A Divisão, de Vicente Amorim e Rodrigo Monte; A Febre, de Maya Werneck Da-Rin; Alice Júnior, de Gil Baroni; Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo; Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria; Cidade Pássaro, de Matias Mariani; Jovens Polacas, de Alex Levy-Heller; M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De; Macabro, de Marcos Prado; Marighella, de Wagner Moura; Minha Mãe é uma Peça 3, de Susana Garcia; Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil; Pacarrete, de Allan Deberton; Pureza, de Renato Barbieri; Sertânia, de Geraldo Sarno; Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra; Três Verões, de Sandra Kogut; e Valentina, de Cássio Pereira Dos Santos.
Em fevereiro, antes do anúncio final, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood selecionará dez produções estrangeiras. Desse grupo, saem os cinco finalistas. A lista com os indicados ao Oscar 2021 será divulgada no dia 15 de março e a cerimônia, adiada por conta da pandemia de Covid-19, está marcada para o dia 25 de abril, em Los Angeles.
O representante brasileiro disputará uma vaga na 93ª edição da premiação mais importante do cinema com diversas produções de outros países, como: o espanhol La trinchera infinita, de Jon Garaño, Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga; Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição, de Lemohang Jeremiah Mosese, de Lesoto; o japonês Mães de Verdade, de Naomi Kawase; O Charlatão, de Agnieszka Holland, da República Checa; Beginning, de Dea Kulumbegashvili, da Geórgia; La Llorona, de Jayro Bustamante, da Guatemala; o palestino Gaza mon amour, de Tarzan Nasser e Arab Nasser; entre outros.
A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) foi reconhecida oficialmente este ano pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS) como única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional na 93ª edição do Oscar.
Foto: Divulgação.
Eugenia Chaverri em Violeta ao Fim, de Hilda Hidalgo.
Cinema de animação, drama e documentário são os gêneros das Mostras Sociais da 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de dezembro deste ano.
Em formato híbrido, para atender à necessidade de manter o isolamento social devido à pandemia de Covid-19, esta edição terá as mostras O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, Melhor Idade e Acessibilidade exibidas na TV Ceará. São mostras que, anualmente, reúnem um público cativo e especial nas salas de cinema do festival, proporcionando momentos de encantamento e inesquecíveis para muitos da plateia. Porém, dessa vez, chegam à residência de cada um por meio da televisão, para que não sejam expostos a riscos de contaminação.
A animação Os Under-Undergrounds, O Começo, do cineasta Nelson Botter Jr., é o filme da mostra O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, dedicada ao público infantil. O longa-metragem conta a história do jovem Heitor Villa-Lobos que é expulso de sua banda por ter orelhas consideradas chamativas demais. Após cair em um bueiro, ele vai parar em um desconhecido mundo subterrâneo.
Para os que têm muita história de vida para contar, o Cine Ceará realiza a mostra Melhor Idade, que nesta edição exibe o longa-metragem Violeta ao fim (Violeta al fin), uma coprodução entre Costa Rica e México, com direção da cineasta Hilda Hidalgo. O filme narra a história de Violeta, uma mulher de 72 anos, recentemente divorciada. Ela mora sozinha em sua casa de infância, cuidando de seu exuberante jardim tropical e planejando transformar sua propriedade em uma pensão. Quando descobre que o banco está prestes a tomar sua casa, Violeta quebra todas as regras para manter seu lar e sua liberdade.
A mostra Acessibilidade exibe, com legenda descritiva, o documentário Um Dia para Susana, dirigido por Rodrigo Boecker e Giovanna Giovanini. O longa-metragem conta a história de superação da triatleta Susana Schnarndorf, que mesmo diagnosticada com uma doença degenerativa permaneceu ligada ao esporte. Mesmo com o avanço de sua condição, ela seguiu com os treinos para competir nas Paralimpíadas de 2016.
O 30º Cine Ceará também terá programação presencial no Cineteatro São Luiz, com exibições de longas-metragens das mostras Competitiva Ibero-americana e Olhar do Ceará, seguindo os protocolos de reabertura para cinemas do Governo do Ceará; e também no Canal Brasil no serviço de streaming Canais Globo, que exibirá os filmes das mostras competitivas. Na TVC, além das Mostras Sociais, serão exibidos os curtas-metragens da Mostra Olhar do Ceará.
Foto: Divulgação.
Juliette Binoche em A Boa Esposa, de Martin Provost.
Confirmado com sessões nas salas de cinema de todo o país, o Festival Varilux de Cinema Francês 2020 acontecerá entre os dias 19 de novembro e 3 de dezembro, com 18 longas-metragens, sendo 17 inéditos e recentes, e o clássico Acossado, de Jean Luc-Godard, em homenagem aos 60 anos da Nouvelle Vague.
Com uma edição atípica devido à pandemia de Covid-19, o evento estará nas redes exibidoras que seguem rígidos protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias a fim de oferecer segurança tanto ao público quanto aos profissionais envolvidos na sua realização.
No reencontro tão aguardado com a filmografia francesa nos cinemas, os espectadores poderão conferir trabalhos de diretores, astros e estrelas consagrados e de expoentes da nova geração. Comédia dramática, comédia romântica, animação e documentário são alguns dos gêneros das produções participantes. Como atividade paralela gratuita, será oferecida uma mostra com oito filmes de cineastas integrantes da Nouvelle Vague e palestra on-line com Jean-Michel Frodon, crítico e ex-diretor da Cahiers du Cinéma, sobre o movimento francês que teve início no fim da década de 1950.
Na programação do Festival Varilux com filmes inéditos estão diretores consagrados como François Ozon, presença recorrente, que apresenta Verão de 85, longa que integrou a seleção oficial do Festival de San Sebastián. De Cannes, a programação traz DNA, de Maïwenn, com Louis Garrel e Fanny Ardant; Minhas Férias com Patrick, de Caroline Vignal; Slalom, de Charlène Favier; e Gagarine, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh.
A edição 2020 também traz filmes premiados, como: Apagar o Histórico, de Benoît Delépine e Gustave Kervern, que recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim deste ano; Belle Epoque, de Nicolas Bedos, premiado em três categorias no César, entre elas, melhor roteiro original; e a animação A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília, que recebeu o Prêmio da Fondation Gan pour le Cinéma em Cannes, do ilustrador e autor de histórias em quadrinhos Lorenzo Mattotti e inspirado no livro de Dino Buzatti.
Vincent Cassel em Mais que Especiais, de Éric Toledano e Olivier Nakache.
Sucessos de bilheteria também foram selecionados, entre eles: Sou Francês e Preto, de Jean-Pascal Zadi e John Wax, que somou mais de um milhão de espectadores na França após a reabertura dos cinemas. Outro que levou o público às salas foi Minhas Férias com Patrick, de Caroline Vignal, visto por mais de 500 mil pessoas desde seu lançamento; e Meu Primo, de Jan Kounen, por 300 mil.
Atores e atrizes conhecidos do público brasileiro também não podem faltar. Juliette Binoche volta ao Festival Varilux como protagonista de A Boa Esposa, de Martin Provost; e o ator Vincent Cassel estrela Mais que Especiais, de Éric Toledano e Olivier Nakache, diretores dos sucessos Intocáveis e Samba, que já integram o festival. Daniel Auteuil, Fanny Ardant e Guillaume Canet estarão juntos em Belle Epoque.
Roschdy Zem, outro nome que também já prestigiou o festival, estará em dois filmes: Persona non grata e A Garota da Pulseira. O ator Jérémie Renier, convidado de 2018, interpreta um professor de esqui em Slalom, produção que acaba de estrear na França. E vale ficar de olho em novos rostos como os de Félix Lefebvre e Benjamin Voisin, protagonistas de Verão de 85; e Melissa Guers, intérprete de Lisa em A Garota da Pulseira, de Stéphane Demoustier.
Em homenagem aos 60 anos da Nouvelle Vague, a Embaixada da França no Brasil e o Festival Varilux oferecem a mostra paralela 60 anos da Nouvelle Vague com a exibição gratuita de oito filmes de expoentes do movimento francês. Serão dois curtas e seis longas-metragens.
Conheça os filmes do Festival Varilux de Cinema Francês 2020:
A Boa Esposa (La Bonne Épouse), de Martin Provost
A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília (La fameuse invasion des ours en Sicile), de Lorenzo Mattotti
A Garota da Pulseira (La fille au bracelet), de Stéphane Demoustier
Acossado (A bout de souffle), de Jean-Luc Godard
Apagar Histórico (Effacer l’historique), de Gustave Kervern e Benoît Delépine
Belle Epoque (La Belle Époque), de Nicolas Bedos
DNA (Adn), de Maïwenn
Donas da Bola (Une Belle Equipe), de Mohamed Hamidi
Gagarine, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh
Mais que Especiais (Hors Normes), de Éric Toledano e Olivier Nakache
Meu Primo (Mon Cousin), de Jan Kounen
Minhas Férias com Patrick (Antoinette Dans Les Cévennes), de Caroline Vignal
Notre Dame, de Valérie Donzelli
O Capital no Século XXI (Le capital au xxie siècle), de Justin Pemberton
Persona Non Grata, de Roschdy Zem
Slalom, de Charlène Favier
Sou Francês e Preto (Tout Simplement Noir), de Jean-Pascal Zadi e John Wax
Verão de 85 (Eté 85), de François Ozon
MOSTRA PARALELA | NOUVELLE VAGUE | CURTAS:
Os Panteras Negras (Black Panthers), de Agnès Varda (1968)
Todos os Rapazes se Chamam Patrick (Tous les garçons s’appellent Patrick), de Jean-Luc Godard (1959)
MOSTRA PARALELA | NOUVELLE VAGUE | LONGAS:
Acossado (A bout de souffle), de Jean-Luc Godard (1959)
Ascensor para o Cadafalso (Ascenseur pour l’échafaud), de Louis Malle (1958)
Cleo das 5 às 7 (Cléo de 5 à 7), de Agnès Varda (1962)
O Desprezo (Le mépris), de Jean-Luc Godard (1963)
Os Guarda-Chuvas do Amor (Les parapluies de Cherbourg), de Jacques Demy (1964)
Paris nos Pertence (Paris nous appartient), de Jacques Rivette (1961)
*As cidades e os cinemas participantes podem ser conferidos no site.
Fotos: Divulgação.
Chloë Grace Moretz: animação e live-action em cena.
Criada por Hanna-Barbera, a dupla Tom and Jerry apareceu pela primeira vez em um curta da MGM chamado Puss Gets the Boot, que foi exibido nos cinemas em fevereiro de 1940. O sucesso foi tão grande que, ao longo dos anos, a série com mais de cem episódios chegou a vencer sete vezes o Oscar de melhor curta de animação. Na década de 1960, os curtas foram editados para a TV e também ganharam destaque.
Agora, uma combinação impressionante de animação clássica e live-action surge em uma nova aventura de Tom e Jerry nas telonas, que abre novos caminhos para os personagens icônicos e os força a fazer o impensável: trabalhar juntos para salvar o dia. Uma das rivalidades mais amadas da história é reacendida quando Jerry se muda para o melhor hotel de Nova York na véspera do casamento do século, forçando a desesperada organizadora do evento a contratar Tom para se livrar do rato. A batalha de gato e rato que se segue ameaça destruir a carreira dela, o casamento e até o próprio hotel. Mas logo surge um problema ainda maior: um funcionário diabolicamente ambicioso conspira contra os três.
Dirigido por Tim Story, de Uma Turma do Barulho, Táxi e Quarteto Fantástico, Tom & Jerry: O Filme é estrelado por Chloë Grace Moretz, Michael Peña, Rob Delaney, Colin Jost e Ken Jeong. O roteiro é escrito por Kevin Costello, baseado nos personagens criados por William Hanna e Joseph Barbera; a música é composta por Christopher Lennertz.
Confira o trailer de Tom & Jerry: O Filme, que chega aos cinemas brasileiros no dia 4 de março de 2021:
Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures.
Na telinha: referências à história da cultura negra brasileira.
O documentário AmarElo – É Tudo Pra Ontem mergulha no processo criativo e na gravação do projeto de estúdio AmarElo e ainda no show de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo, em 2019, para contar a história da cultura negra do Brasil nos últimos 100 anos.
Com realização da Laboratório Fantasma, produção de Evandro Fióti e direção de Fred Ouro Preto, o filme traz entrevistas exclusivas com relevantes personalidades brasileiras, como: Fernanda Montenegro, Zeca Pagodinho e Pabllo Vittar. A narrativa é costurada ainda por cenas de bastidores, imagens de arquivo e animações.
“Foram as histórias dos livros e dos filmes que me fizeram sonhar com outra possibilidade de ser, viver e existir. A ideia do documentário é a de colocar as pessoas em contato com uma história que as façam se perguntar: se já houve neste país tanta grandiosidade, por que essas histórias vão sendo, de alguma maneira, invisibilizadas e esquecidas? Estou feliz que vamos conseguir apresentar em escala global outra perspectiva a respeito do Brasil. Isso é mágico”, avalia Emicida.
O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro na Netflix. Assista ao trailer:
Foto: Jef Delgado.
Marcélia Cartaxo no longa cearense Pacarrete, de Allan Deberton: na disputa.
A Academia Brasileira de Cinema divulgou a lista com os longas-metragens brasileiros que disputarão uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor filme internacional do Oscar 2021, que será realizado no dia 25 de abril, em Los Angeles, pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences.
O título escolhido pelo Comitê Brasileiro de Seleção para representar o Brasil será divulgado no dia 18 de novembro, depois da reunião que ocorrerá no mesmo dia, através de um release para a imprensa e nas redes sociais da Academia Brasileira de Cinema. Vale lembrar que o filme candidato à vaga deverá ter sua estreia no Brasil entre 1º de outubro de 2019 e 31 de dezembro de 2020.
O comitê deste ano é presidido pela cineasta e roteirista Viviane Ferreira e conta também com: Affonso Beato, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Clélia Bessa, produtora; Laís Bodanzky, cineasta, produtora e membro da AMPAS; Leonardo Monteiro de Barros, produtor; Lula Carvalho, diretor de fotografia e membro da AMPAS; Renata Magalhães, produtora; Rodrigo Teixeira, produtor e membro da AMPAS; e Roberto Berliner, cineasta e produtor. Além dos membros titulares, compõem a comissão de suplentes: André Ristum, cineasta e roteirista; e Toni Venturi, diretor.
Na última edição do Oscar, o Brasil esteve na disputa com A Vida Invisível, dirigido por Karim Aïnouz, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.
Conheça os 19 longas brasileiros inscritos neste ano:
A Divisão, de Vicente Amorim e Rodrigo Monte
A Febre, de Maya Werneck Da-Rin
Alice Júnior, de Gil Baroni
Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz
Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria
Cidade Pássaro, de Matias Mariani
Jovens Polacas, de Alex Levy-Heller
M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De
Macabro, de Marcos Prado
Marighella, de Wagner Moura
Minha Mãe é uma Peça 3, de Susana Garcia
Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil
Pacarrete, de Allan Deberton
Pureza, de Renato Barbieri
Sertânia, de Geraldo Sarno
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra
Três Verões, de Sandra Kogut
Valentina, de Cássio Pereira Dos Santos
A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) foi reconhecida oficialmente este ano pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS) como única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional na 93ª edição do Oscar.
Foto: Luiz Alves.
La vita davanti a sé
Direção: Edoardo Ponti
Elenco: Sophia Loren, Ibrahima Gueye, Abril Zamora, Renato Carpentieri, Iosif Diego Pirvu, Massimiliano Rossi, Babak Karimi, Malich Cissé, Vittoria Loiacono, Cesare Pastanella, Costanta Fana Pirvu, Rav Mario Sonnino, Simone Surico, Nicola Valenzano, Francesco Cassano.
Ano: 2020
Sinopse: Uma sobrevivente do Holocausto abre as portas de sua casa para um garoto de rua complicado. É o começo de uma amizade improvável.
Nota do CINEVITOR:
