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Festival Curta Cinema 2020: conheça os vencedores

por: Cinevitor

menarcacurtacinemaAmanda Yamamoto no curta Menarca, de Lillah Halla.

Foram anunciados neste sábado, 28/11, os vencedores da 30ª edição do Festival Curta Cinema, que, por conta da pandemia de Covid-19, foi realizado em formato on-line.

O evento é exclusivamente dedicado à exibição e à promoção de obras audiovisuais de curta-metragem. O festival exibe trabalhos finalizados em suportes digitais, com duração máxima de 30 minutos, e tem caráter competitivo e informativo. A programação deste ano foi constituída por: Competição Internacional e Nacional, Panorama Latino-Americano e Programas Especiais.

Neste ano, o Júri da Competição Nacional foi formado por Marina Pessanha, Alejo Franzetti e Nina Rodriguez; já a Competição Internacional contou com Lorenna Montenegro, Lucas Murari e Sinai Sganzerla no júri.

Conheça os vencedores do Festival Curta Cinema 2020:

JÚRI OFICIAL | COMPETIÇÃO NACIONAL

Grande Prêmio: Prata, de Lucas Melo (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
Melhor Direção: Menarca, por Lillah Halla (SP)
Menção Honrosa: O Jardim Fantástico, de Fábio Baldo e Tico Dias (SP)

JÚRI OFICIAL | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Grande Prêmio: 84, de Daniel Santiago Cortés (Colômbia)
Prêmio Especial do Júri: How to Dissapear, de Robin Klengel, Leonhard Müllner e Michael Strumpf (Áustria)
Melhor Direção (empate): The Present, por Farah Nabulsi (Palestina) e Ayn Levana, por Tomer Shushan (Israel)
Menção Honrosa: Wan Ju Wu, de Isabela Bianchi (Espanha)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
O que Pode um Corpo?, de Marcio Picoli e Victor di Marco (RS)

PRÊMIO DO PÚBLICO | COMPETIÇÃO NACIONAL
Sabrina, de Jéssica Barreto (SP)

PRÊMIO DO PÚBLICO | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Ayn Levana (White Eye), de Tomer Shushan (Israel)

Foto: Divulgação/Ana Zero Produções.

14º For Rainbow: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

desyrreforrainbowCena do curta pernambucano Desyrrê.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 27/11, os filmes selecionados para a 14ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero, que, geralmente acontece em Fortaleza. Porém, por conta da pandemia de Covid-19, este ano será realizado em formato on-line e gratuito entre os dias 12 e 18 de dezembro.

Para esta edição, doze longas-metragens disputam o Troféu Elke Maravilha em várias categorias; desta seleção, o dobro da edição anterior, cinco são brasileiros. O aumento, entende a produção do evento, se deve à urgência em dar visibilidade à produção brasileira, que vive um momento muito rico e premiado internacionalmente, embora, ao mesmo tempo, submetida a situação de abandono, haja visto o desmonte da Ancine, Agência Nacional do Cinema.

Entre os curtas-metragens, foram selecionadas 32 produções, sendo 23 brasileiras. Para este ano, o festival recebeu 1.479 inscrições de obras audiovisuais de 98 países. Além dos prêmios principais, o evento também entrega o Prêmio João Nery, que reconhece produções que abordam a militância LGBTQIA+ e o reflexo positivo dessa atuação na vida das pessoas; e o Júri da Crítica de melhor longa e melhor curta.

Há também o Troféu Artur Guedes, que reconhece pessoas que lutam pelos direitos humanos, dentre estes, o respeito à diversidade sexual e de gênero. Criado pelo artista plástico José Tarcísio, o troféu é uma homenagem ao ator, dramaturgo e poeta cearense Artur Guedes.

De maneira inédita, esta edição do For Rainbow acontecerá em formato virtual. O público poderá conferir, gratuitamente, os filmes e as demais atrações por meio do canal oficial do festival no YouTube.

Neste ano, o júri de longas-metragens será formado por: Bertrand Lira, Diego Benevides, Karla Bessa e Roberta Marques; para os curtas, o time contará com: Kiko Alves, Arthur Leite, Andréia Pires e Amanda Pontes. A curadoria desta 14ª edição foi realizada por Émerson Maranhão, jornalista e cineasta; Andrei Bessa, diretor, ator, pesquisador e professor de teatro; e Eunice Gutman, cineasta, roteirista e editora.

Conheça os filmes selecionados para o For Rainbow 2020:

LONGA-METRAGEM

7 Minutes, de Ricky Mastro (França)
A White Winter (L’altra luna), de Carlo Chiaramonte (Itália)
Advento de Maria, de Vinicius Machado (Brasil)
As Cores do Divino, de Victor Costa Lopes (Brasil)
El Laberinto de las Lunas, de Lucrecia Mastrangelo (Argentina)
II, de Vlada Senkova (Bielorrússia)
Limiar, de Coraci Ruiz (Brasil)
Mães do Derick, de Dê Kelm (Brasil)
Prazer em Conhecer, de Susanna Lira (Brasil)
Red Yellow Pink, de Jolanta Warpechowski (Áustria)
Tahara, de Olivia Peace (EUA)
Trans Resistance, de Claudia Reig (Espanha)

CURTAS-METRAGENS

A Vapor, de Sávio Fernandes (Brasil, CE)
Algo_1, de Diego Martins (Brasil, SP)
Balizando 2 de Julho, de Marcio Lima e Fabíola Aquino (Brasil, BA)
Batom Vermelho, de R.B. Lima (Brasil, PB)
Bhoreal, de Bernardo de Assis (Brasil, RJ)
Clovito 2069, de João Manteufel (Brasil, MT)
De Vez em quando eu Ardo, de Carlos Segundo (Brasil, RN)
Desyrrê, de Coletivo Documentando (Brasil, PE)
Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (Brasil, PR)
Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky (Brasil, SP/RJ)
God’s Daughter Dances, de Sungbin Byun (Coreia do Sul)
Hoje Eu Não Saio do Vestiário, de Nicole Lopes (Brasil, PR)
Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (Brasil, RJ)
Iauaraete, de Xan Marçall (Brasil)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (Brasil, ES)
Islas, de Mauricio Sandoval Ron (Argentina)
Itinerâncias de Gênero, de Alexandre Vale (Brasil, CE)
Letícia, Monte Bonito, 04, de Julia Regis (RS)
Mall, de Jerry Hoffmann (Alemanha)
Nicki, de Saman Haghighivand (Irã)
O Mistério da Carne, de Rafaela Camelo (Brasil, SP)
O que Pode um Corpo?, de Victor de Marco e Marcio Picoli (Brasil, RS)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (Brasil, PE)
Para Verônica, de Fran Lipinski (Brasil, SP)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Vita Pereira e Stheffany Fernanda (Brasil, SP)
Prom Date, de James Buck (Reino Unido)
Quebramar, de Cris Lyra (Brasil, SP)
Sina Alexa, Xander at Ang Universe, de Vahn Leinard C. Pascual (Filipinas)
So long, Paris!, de Charles Dudoignon-Valade (França)
The Golden Gate, de Pietro Pinto (EUA)
Un Trono para Miss Gana, de David Munoz (Espanha)
Vó, a Senhora é Lésbica?, de Larissa Lima e Bruna Fonseca (Brasil, RJ)

Foto: Oficina Documentando.

Pacarrete

por: Cinevitor

pacarreteposter2020Direção: Allan Deberton

Elenco: Marcélia Cartaxo, João Miguel, Zezita Matos, Soia Lira, Samya De Lavor, Edneia Tutti, Débora Ingrid, Rodger Rogério.

Ano: 2019

Sinopse: Pacarrete é uma bailarina incomum que vive em Russas, no interior do Ceará. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente, para o povo. Mas parece que ninguém se importa.

Crítica do CINEVITOR: Em seu primeiro longa-metragem como diretor, o cearense Allan Deberton, que já tinha realizado outros três curtas, se baseou numa história verídica sobre uma bailarina nascida em Russas, no Ceará, sua cidade natal. Pacarrete, que alimentava o sonho de brilhar com suas sapatilhas, foi morar em Fortaleza para aperfeiçoar sua arte. Lá, subiu aos palcos como bailarina clássica e se tornou professora de ballet. Quando retorna para sua cidade, com a intenção de continuar seu trabalho, enfrenta preconceito e desrespeito dos moradores, que, muitas vezes, a chamaram de louca. Inspirado no legado dessa mulher, Deberton revisitou suas lembranças no interior para registrar com afeto a história dessa ilustre cidadã e artista rejeitada, que faleceu aos 90 anos com desejo de seguir em frente com sua arte. Pacarrete é uma bela homenagem à artista, mas vai muito além disso. É um filme sobre amor, que também aborda questões como a loucura, sonhos e velhice. Envolto em emoção e sensibilidade, o roteiro, escrito por Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia, ainda trata de assuntos como a relação dos administradores locais da cidade com a arte, a maneira como se relacionam com tal e como a tratam em prol de seus interesses. Dona de uma voz estridente e personalidade forte, Pacarrete é brilhantemente interpretada pela atriz paraibana Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata, no Festival de Berlim, por seu trabalho em A Hora da Estrela, de Suzana Amaral, em 1985. A atriz surge esplendorosa na telona, logo na primeira cena, em um número musical cativante que já prepara o espectador para os próximos acontecimentos. Aqui, já é possível perceber que seremos surpreendidos ao longo dos 97 minutos de projeção. No Festival de Cinema de Gramado, no qual o filme saiu vitorioso com oito kikitos, a cena de abertura foi aplaudida pelo público. Na sequência, vamos conhecendo aos poucos a história dessa artista, apaixonada pela arte, e que sonha em se apresentar no aniversário da cidade. Rejeitada pela prefeitura, Pacarrete não desiste fácil e segue no árduo trabalho de conseguir um espaço na grande festa. O trabalho de Marcélia é primoroso ao construir diversas camadas para sua personagem, que dialogam entre si de maneira natural: há momentos de histeria e exagero, em que a protagonista exala raiva, que logo se confrontam com uma certa tristeza e fraqueza. É fato que essa mulher esconde suas angústias e decepções nesse temperamento explosivo como forma de defesa para enfrentar a rejeição e se mostrar forte diante daqueles que a caçoam. Porém, Deberton cativa o público com uma sensibilidade extrema ao conduzir a trama de maneira que o espectador se identifique com aquela história e com aqueles personagens. Marcélia também faz isso muito bem. Seu olhar melancólico e seu jeito ranzinza emocionam ainda mais quando se conectam à sua ternura e ao seu amor pela arte. Pacarrete provoca diversos sentimentos e transita com leveza entre o drama e a comédia, mas sempre acaba na emoção. Tudo aqui é baseado na emoção e torna-se fascinante: o jeito como Pacarrete anda, fala, observa, chora, ri e se relaciona com os outros. Além da performance esplendorosa de Cartaxo, os coadjuvantes também se destacam em cena: João Miguel cativa pela doçura de seu personagem, que brinca com a ingenuidade, e consegue desmontar a explosão da protagonista; e as atrizes Soia Lira e Zezita Matos, junto com Marcélia, formam um trio divertidíssimo, que cativa pelo entrosamento perfeito entre elas. O trabalho impecável da direção de arte e do figurino também dialogam muito bem com a narrativa, assim como a trilha sonora que evidencia os acontecimentos da trama com precisão. Tudo é muito bem sincronizado por Deberton, que constrói o arco dramático de sua protagonista com empatia e emoção. Fala-se de uma mulher com um legado cultural vastíssimo, considerada um exemplo de resistência; uma bailarina apaixonada por seu ofício. Com diversos momentos comoventes e inesquecíveis, Pacarrete já nasce como um clássico do cinema brasileiro e não faltam indícios para perceber isso. Há cenas, por exemplo, que serão lembradas para sempre, como a de abertura e a final (a mais linda do longa). Pacarrete nos presenteia com a potência de Marcélia Cartaxo em cena, em uma de suas atuações mais brilhantes, e emociona ao contar uma história digna de compaixão em um belíssimo filme envolto em sensibilidade e afeto. Em um certo momento, a personagem diz: “Uma artista nunca deve deixar os palcos”. Depois desse filme, Pacarrete nunca mais sairá de cena. Impossível não se emocionar! (Vitor Búrigo)

*Filme visto no 47º Festival de Cinema de Gramado.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

CINEVITOR #378: Entrevista com Marcélia Cartaxo | Edição Especial + Pacarrete

por: Cinevitor

pacarreteestreiamarceliaProtagonista em cena: atuação premiada.

Estrelado por Marcélia Cartaxo e filmado na cidade de Russas, interior do Ceará, o aguardado Pacarrete, dirigido por Allan Deberton, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 26/11, depois de ter sido adiado por conta da pandemia de Covid-19.

Um dos longas mais elogiados e festejados pela crítica e pelo público, Pacarrete foi o grande vencedor da 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado e foi consagrado com oito kikitos, entre eles, melhor filme e melhor atriz. Exibido em 39 festivais, desde então, já coleciona vinte e sete prêmios ao redor do mundo.

Primeiro longa-metragem de Allan Deberton, aborda questões como a loucura, os desafios de ser artista e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gosta de ser chamada de Pacarrete, que significa margarida em francês. O filme é livremente inspirado na conterrânea do diretor e demorou 12 anos para ser realizado.

Nascida e criada em Russas, Pacarrete alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora, onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela consegue estar no centro dos holofotes como bailarina clássica e se torna professora de ballet. Com a aposentadoria, ela retorna para sua cidade natal onde pretende continuar seu trabalho artístico, mas só encontra desrespeito à sua arte: em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com o despeito daqueles que cruzam seu caminho; e a bailarina e professora de outrora se transforma na “louca da cidade”.

Para viver essa mulher que fez da aspiração de ser uma bailarina o objetivo de sua vida, Deberton convidou a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1985, por A Hora da Estrela; sua amiga e colaboradora, ela também atuou e fez preparação de elenco do primeiro curta-metragem de Allan, Doce de Coco. Para viver a personagem, Marcélia teve aulas de voz e canto, aprendeu francês e fez aulas de ballet com a supervisão do coreógrafo Fauller e da bailarina cearense Wilemara Barros.

O elenco principal ainda conta com as elogiadas atrizes paraibanas Zezita Matos e Soia Lira; o ator baiano João Miguel; e os cearenses Rodger Rogério, Débora Ingrid, Samya De Lavor e Edneia Tutti Quinto; além da participação de atores e atrizes da própria cidade. A preparação do elenco é de Christian Duurvoort, que trabalhou em Ensaio Sobre a Cegueira e O Banheiro do Papa.

Com roteiro escrito por Allan Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia, o filme conta com fotografia de Beto Martins e trilha sonora de Fred Silveira; César Teixeira e Clara Bastos assinam como produtores e Deberton, ao lado de Ariadne Mazzetti, assinam a produção executiva. A distribuição é da Vitrine Filmes.

Para falar mais sobre o longa, conversamos com a protagonista Marcélia Cartaxo sobre a preparação de sua personagem, bastidores, equipe e também relembramos alguns sucessos de sua consagrada carreira, como Madame Satã, A História da Eternidade, entre outros.

Aperte o play e confira:

*Entrevista inédita gravada durante o Festival de Gramado, em agosto de 2019.

Foto: Luiz Alves.

Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou

por: Cinevitor

babencodocposter2Direção: Bárbara Paz

Elenco: Hector Babenco, Regina Braga, Willem Dafoe, Paulo José, Xuxa Lopes, Selton Mello, Fernanda Montenegro, Bárbara Paz, Carmo Sodré, Fernanda Torres, Dráuzio Varella, Michael Wade.

Ano: 2019

Sinopse: “Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela”, disse o cineasta Hector Babenco a Bárbara Paz, ao perceber que não lhe restava muito tempo de vida. Ela aceitou a missão e realizou o último desejo do companheiro: ser protagonista de sua própria morte. Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, ele se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física que marcou sua vida. Do primeiro câncer, aos 38 até a morte, aos 70 anos, Babenco fez do cinema remédio e alimento para continuar vivendo. Um filme sobre filmar para não morrer jamais.

*Filme visto na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevista com Bárbara Paz.

*Clique aqui e assista aos melhores momentos da apresentação do filme na Mostra de São Paulo e uma entrevista com a diretora.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Mulher Oceano

por: Cinevitor

mulheroceanoposterDireção: Djin Sganzerla

Elenco: Djin Sganzerla, Kentaro Suyama, Stênio Garcia, Lucélia Santos, Gustavo Falcão, Jandir Ferrari, Rafael Zulu, Steve Berg, Flávio Veras, Clara Santhana, Rafael França, Sandra Calaça, Clara Melo, Mari Saade, Leandro Carvalho, Lucas Oliveira, Sandro Rabello, Stênio Garcia, Sergio Fonta, Mateus Gomes, Dja Martins, Adherbal Treidler, Marcos Arzua, Nakamura Sayuri, Uemura Yoshino, Nakazeko Mie, Matsui Sumiko, Nakayama Shigeyo.

Ano: 2020

Sinopse: Ao se mudar para Tóquio, uma escritora brasileira se dedica a escrever seu novo romance, instigada por suas experiências no Japão e por uma das últimas cenas que presenciou no Rio de Janeiro: uma nadadora de travessia oceânica rasgando o horizonte com vigorosas braçadas em mar aberto. Essas duas mulheres aparentemente não compartilham nenhuma conexão, até que suas vidas começam a interferir uma na outra, estranhamente ligadas pelo mar. Hannah, a escritora, mergulha em uma jornada de auto descoberta no Japão, enquanto Ana, a nadadora no Rio, estranhamente tem seu corpo transformado em uma espécie de Oceano interior.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Conheça os filmes selecionados para o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

longedoparaisobrasilia2020Emanuelle Araújo em Longe do Paraíso, de Orlando Senna.

Foram anunciados nesta terça-feira, 24/11, os selecionados para a 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais antigo encontro dedicado ao cinema nacional do país, prestigiado por realizadores e críticos por oferecer espaço à apreciação, à reflexão e à participação do público e de profissionais do cinema.

Após duas semanas de avaliações, as três comissões de seleção escolheram os 30 filmes dos 698 que foram inscritos para o festival, que acontecerá entre os dias 15 e 20 de dezembro pelo Canal Brasil e também pelo streaming Play Brasil. As produções disputam o cobiçado Troféu Candango.

A seleção deste ano foi divulgada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e o resultado foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Vale lembrar que é considerado provisório, pois cabe recurso em até cinco dias, a partir da data de publicação.

Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Cultura, a edição deste ano tem rosto e personalidade traçados. É fortemente documental, com produções das cinco regiões brasileiras, e marca presença equilibrada feminina e de criadores negros. O desenho dessa face nasceu do trabalho intenso dos 13 jurados da comissão de seleção, sob a orientação do curador e diretor artístico do festival, o cineasta Silvio Tendler: “Foram quase 700 filmes que se apresentaram às comissões de seleção do Festival de Brasília. Isso demonstra uma produtividade intensa num momento de crise. O Brasil, por meio do cinema, quer mostrar sua verdadeira cara, e o Festival de Brasília será sua vitrine”, disse o cineasta.

Dos seis filmes selecionados para a Mostra Oficial de Longas, cinco são documentários, dando vazão a homenagens viscerais ao cinema nacional e ao diálogo com figuras emblemáticas da cultura nacional.

Para a Mostra Oficial de Curta, foram escolhidas 12 produções de 463 inscritos. São filmes que formam o expressivo e guerreiro mosaico do atual audiovisual no Brasil: “Foi um trabalho árduo em função do volume de filmes inscritos e do curto período de tempo”, conta o realizador e presidente da Comissão de Seleção de Curtas do FBCB, Clementino Junior. Diferentemente da Mostra Oficial de Longas, na seleção dos filmes de curtas, o gênero ficção se sobressaiu entre os filmes escolhidos pelos jurados. Foram seis produções, seguidas de quatro documentários, uma animação e um projeto experimental. A comissão  contou também com: Cíntia Domit Bittar, cineasta; Edileuza Penha de Souza, professora, documentarista e pesquisadora; André Carvalheira, diretor de fotografia; e Nara Normande, cineasta.

A Mostra Brasília, que ocorre desde 1996, teve 12 filmes selecionados. Ao todo, a Comissão de Seleção avaliou 79 curtas-metragens e 23 longas. “Trabalhamos sempre em equipe. Nenhuma decisão foi tomada sem amplo debate ou de forma individual. Não foi uma decisão fácil, vimos muitos filmes excelentes. Para além do lazer, estou convicta de que as obras selecionadas vão representar muito bem o DF”, explica a professora, atriz e cineasta Glória Teixeira, presidente dessa comissão. Completam o time: Maria Gal, atriz, apresentadora, criadora de conteúdo, produtora e palestrante; e Carina Bini, realizadora audiovisual, especializada em direção e narrativas.

Conheça os filmes selecionados para o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

MOSTRA OFICIAL | LONGA-METRAGEM

A Luz de Mario Carneiro, de Betse de Paula (RJ)
Entre Nós Talvez Estejam Multidões, de Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito (MG/PE)
Espero que Esta te Encontre e que Esteja Bem, de Natara Ney (PE/RJ/MS)
Ivan, O TerrirVel, de Mario Abbade (RJ)
Longe do Paraíso, de Orlando Senna (BA)
Por Onde anda Makunaíma?, de Rodrigo Séllos (RO)

MOSTRA OFICIAL | CURTA-METRAGEM

À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (BA)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
A Tradicional Família Brasileira KATU, de Rodrigo Sena (RN)
Distopia, de Lilih Curi (BA)
Guardião dos Caminhos, de Milena Manfredini (RJ)
Inabitável, de Matheus Faria e Enock Carvalho (PE)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Ouro Para o Bem do Brasil, de Gregory Baltz (RJ)
Pausa para o Café, de Tamiris Tertuliano (PR)
Quanto Pesa, de Breno Nina (MA)
República, de Grace Passô (SP)
Vitória, de Ricardo Alves Jr. (MG)

MOSTRA BRASÍLIA | LONGA-METRAGEM

Cadê Edson?, de Dácia Ibiapina
Candango: Memórias do Festival, de Lino Meirelles
O Mergulho na Piscina Vazia, de Edson Fogaça
Utopia e Distopia, de Jorge Bodanzky

MOSTRA BRASÍLIA | CURTA-METRAGEM

Algoritmo, de Thiago Foresti
Brasília 60 + 60: Do Sonho ao Futuro, de Raquel Piantino
Curumins, de Pablo Ravi
Delfini Brasília, Olhar Operário, de Maria do Socorro Madeira
Do Outro Lado, de David Murad
Eric, de Letícia Castanheira
Questão de Bom Senso, de Péterson Paim
Rosas do Asfalto, de Daiane Cortes

Foto: Reprodução YouTube.

Canvas

por: Cinevitor

canvasposter1Direção: Frank E. Abney III

Ano: 2020

Sinopse: Após uma grande perda, um avô abandona o entusiasmo pela pintura até encontrar a inspiração para voltar a criar.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Era uma Vez um Sonho

por: Cinevitor

Hillbilly Elegy

Direção: Ron Howard

Elenco: Amy Adams, Glenn Close, Gabriel Basso, Haley Bennett, Freida Pinto, Bo Hopkins, Owen Asztalos, Jesse C. Boyd, Stephen Kunken, Keong Sim, Morgan Gao, Ethan Suess, Jono Mitchell, Bill Kelly, David Dwyer, Sarah Hudson, Ted Huckabee, Nathan Hesse, Max Barrow, Sunny Mabrey, Brett Lorenzini, Tierney Smith, Helen Abell, Kinsley Isla Dillon, Ryan Homchick, Joshua Stenvick, Bill Winkler, Chase Anderson, Amy Parrish, Ed Amatrudo, David de Vries, Holly A. Morris, Brandon Hirsch, David Alexander, Alexander Baxter, Steven Reddington, Angelo Reyes, John Rymer, Abigail Rose Cornell, Lowrey Brown, Hunter James Evers, Riley McNerney, Zele Avradopoulos, David Jensen, Skylar Denney, John Whitley, Zac Pullam, Shane Donovan Lewis, Mike Senior, William Mark McCullough, Dylan Gage, Hannah Pniewski, David Silverman, Jason Davis, Joshua Brady, Cory Chapman, Tatom Pender, Cathy Hope, David Atkinson, Adam Murray, Dianna Craig, Emery Mae Edgeman, Rohan Myers, Matthew Brady, Lucy Capri, Deja Dee, Daniel R. Hill, Jordan Trovillion, Yossie Mulyadi, Alisa Harris, Tiger Dawn, Darla Robinson, Belinda Keller, Jessie Faye Shirley, Cheryl Howard, Tim Abou-Nasr, Tony Ward, Mara Hall, Tess Malis Kincaid, Chris Charm, Mary Kraft, Judy McQueen Bauer, Ny’Jal Blair, Adrian Bond, David Boston, Bria Brimmer, Christopher Cocke, Gianna Desch, Carrie Anne Hunt, Bret Aaron Knower, Ethan Levy, Guy Wellman.

Ano: 2020

Sinopse: De volta à sua cidade natal devido a uma emergência, um estudante de Direito reflete sobre a história da família e o próprio futuro. Baseado no livro homônimo de J.D. Vance.

Nota do CINEVITOR:

Conheça os vencedores do 28º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

por: Cinevitor

valentinamixbrasilvencedorThiessa Woinbackk em Valentina, de Cássio Pereira dos Santos: quatro prêmios.

Os vencedores da 28ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade foram anunciados na noite deste domingo, 22/11, em uma cerimônia virtual realizada no canal do YouTube do evento, apresentada por André Fischer e Josi Geller.

Dirigido por Cássio Pereira dos Santos, Valentina foi o grande vencedor desta edição com quatro prêmios, entre eles, o Coelho de Ouro de melhor filme. O longa conta a história de uma jovem trans que se muda para o interior de Minas com a mãe, Márcia, para um recomeço. Com receio de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu nome social. No entanto, a menina e a mãe começam a enfrentar dilemas quando a escola começa a exigir, de forma injusta, a assinatura do pai ausente para realizar a matrícula.

E mais: o Prêmio Canal Brasil de Curtas tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas, contemplando os vencedores na categoria curta-metragem dos mais representativos festivais de cinema do país. Convidado pelo Canal Brasil, o júri deste ano foi composto pelos jornalistas e críticos de cinema Tiago Dias, Leticia Paiva e Vitor Búrigo, do CINEVITOR. O vencedor desta 28ª edição foi Inabitáveis, de Anderson Bardot, que recebe o troféu e um prêmio no valor de 15 mil reais, além da exibição do filme na programação do Canal Brasil.

Além disso, neste ano a parte teatral do Mix trouxe a primeira edição do Prêmio Dramática. Seis textos inéditos, selecionados a partir de um edital, concorreram ao Coelho de Ouro (Prêmio do Júri) e Coelho de Prata (Prêmio do Público).

Confira a lista completa com os vencedores do 28º Festival Mix Brasil:

COELHO DE OURO
Prêmios dos Júris da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem: Valentina, de Cássio Pereira dos Santos (MG/DF)
Melhor curta-metragem: A Mordida, de Pedro Neves Marques (SP/Portugal)

COELHO DE PRATA | CURTA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens

Melhor Direção: O Que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
Melhor Roteiro: Inabitável, escrito por Enock Carvalho e Matheus Farias
Melhor Interpretação: Luciana Souza, por Inabitável
Menção Honrosa: Castiel Vitorino Brasileiro, de Inabitáveis

COELHO DE PRATA | LONGA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para longas-metragens

Melhor Direção: Limiar, de Coraci Ruiz
Melhor Roteiro: Valentina, escrito por Cássio Pereira dos Santos
Melhor Interpretação: Thiessa Woinbackk, por Valentina
Menção Honrosa: Mães do Derick, de Dê Kelm

INCENTIVO: O longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também receberão os prêmios DOTCINE, CTAV e MISTIKA de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com apoiadores da área cinematográfica.

PRÊMIO DRAMÁTICA

Coelho de Ouro: O Armário Normando, de Janaina Leite
Menção Honrosa: MINI-BIUs, BILs, BIOs, de Andreya Sá e Carlos Jordão

PRÊMIO DO PÚBLICO:

Melhor curta-metragem nacional: Letícia, Monte Bonito, 04, de Julia Regis
Melhor curta-metragem internacional: Cua de Sirena, de Alba Barbé i Serra (Espanha)

Melhor longa-metragem nacional: Valentina, de Cássio Pereira dos Santos
Melhor longa-metragem internacional: Pequena Garota (Petite fille), de Sébastian Lifshitz (França)

Prêmio Dramática: Rainha, de Guilherme Gonzalez

PRÊMIOS ESPECIAIS:

PRÊMIO ÍCONE MIX: Marcia Pantera
PRÊMIO SUZY CAPÓ: Wallie Ruy, pela peça Wonder! Vem pra Barra Pesada
PRÊMIO SESC TV: O Que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS: Inabitáveis, de Anderson Bardot
PRÊMIO IDA FELDMAN: Roberto Polastri
BOLSA ATELIÊ BUCARESTE: Julia Leite, pela fotografia de Letícia, Monte Bonito, 04
PRÊMIO CAIO FERNANDO ABREU DE LITERATURA: Alagoas Azul, de Bruno Coelho
PRÊMIO MIX LITERÁRIO: Cartas para Luísa, de Maria Freitas
PRÊMIO MIX LITERÁRIO | MENÇÃO HONROSA: Panaceia, de Cecília Floresta
SHOW DO GONGO: Lipsync for your life, de Glauber Rodrigues 

Foto: Leonardo Feliciano.

CINEVITOR #377: Entrevista com Bárbara Paz | Documentário BABENCO + Oscar 2021

por: Cinevitor

babencobarbaracinevitorTell me when I die: vida e obra de Hector Babenco.

Dirigido por Bárbara Paz, o documentário Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou traça um paralelo entre a arte e a doença do cineasta Hector Babenco. O filme revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida.

Recentemente, o longa foi escolhido pelo Comitê Brasileiro de Seleção da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais para representar o Brasil na categoria de melhor filme internacional do Oscar 2021; sendo assim, agora disputa uma vaga entre os finalistas da premiação americana.

Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, Bárbara se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Do primeiro câncer, aos 38, até a morte, aos 70 anos, Babenco fez do cinema remédio e alimento para continuar vivendo.

O filme já foi selecionado para mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza do ano passado, no qual recebeu o prêmio de melhor documentário na mostra Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019, entregue pela crítica independente. No início do ano, foi premiado no Festival internacional de Cinema de Mumbai, na Índia. Também foi selecionado para os festivais do Cairo, Havana, Mar del Plata, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Festival do Rio, Mostra Tiradentes, Fest Aruanda, FIDBA, na Argentina, Baltic Sea Docs, na Letônia e para o Mill Valley Film Festival, nos Estados Unidos.

Para falar mais sobre o documentário, conversamos com a diretora Bárbara Paz sobre o processo de criação, montagem, Hector Babenco e, claro, a tão cobiçada estatueta dourada.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

Welcome to Chechnya

por: Cinevitor

welcomechechnyaposter2Direção: David France

Elenco: Maxim Lapunov, David Isteev, Olga Baranova.

Ano: 2020

Sinopse: O documentário nos leva para dentro do trabalho de um grupo clandestino de ativistas que enfrentam enormes riscos para resgatar vítimas LGBTQ da brutal campanha governamental da Chechênia. A república, que faz parte da federação russa, é um local onde a comunidade LGBTQ vive sob medo, ameaça de detenção, tortura e morte, ações que, na maioria das vezes, são cometidas pelas mãos das próprias autoridades. O amplo acesso a esse notável grupo de ativistas, da Rede LGBT Russa e do Centro Comunitário de Moscou para Iniciativas LGBTI+, e as imagens assustadoramente brutais de abuso trazem à tona as atrocidades pouco relatadas e os perigos de expô-las publicamente.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas