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Shorts México 2021: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader.

A 16ª edição do Shorts México – Festival Internacional de Cortometrajes de México acontecerá entre os dias 1 e 8 de setembro. Neste ano, filmes do mundo todo foram inscritos e a programação contará também com atividades paralelas, como concurso de roteiro e pitching.

Realizado na Cidade do México, desde 2006, e fundado por Jorge Magaña, o evento é certificado pela AMACC, Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas; a direção de programação é assinada pelo produtor Isaac Basulto. O júri será formado por mais de 40 membros e alguns nomes já estão confirmados, como: a atriz Danae Reynaud, o ator Armando Espitia e o cineasta Rodrigo Ruiz Patterson.

Além de promover o cinema mexicano, com mostras temáticas e homenagens, o festival também apresenta produções de vários países. Nesta edição, filmes brasileiros, entre eles, dois amazonenses, se destacam em diversas categorias.

Conheça os curtas-metragens brasileiros selecionados para o 16º Shorts México:

A Terra em que Pisar, de Fáuston da Silva (DF)
Inabitável, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
Prata, de Lucas Melo (RJ)
Same/Different/Both/Neither, de Adriana Barbosa e Fernanda Pessoa (SP/EUA)
Vagalumes, de Léo Bittencourt (RJ)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 4º FestCine Pedra Azul

por: Cinevitor
Premiado: cena do curta Não me Esqueças, Me Ame para Sempre.

Foram anunciados neste domingo, 29/08, em uma cerimônia virtual, os vencedores da quarta edição do Fest Cine Pedra Azul – Festival Internacional de Cinema, que aconteceu, novamente, em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.

Neste ano, entre os longas-metragens, o pernambucano A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó, foi o grande vencedor com seis prêmios, entre eles, o de melhor filme e direção. Já entre os curtas, Não me Esqueças, Me Ame para Sempre, de Guilherme Andrade, foi consagrado em cinco categorias.

Com direção de Marcoz Gomez e produção executiva de Lucia Caus, o festival exibiu 37 filmes, entre longas e curtas-metragens, de diversos gêneros, além de webséries, que disputaram o Troféu Rota do Lagarto. O filme mais assistido desta edição foi o longa O Olhar de Edite, de Daniel Fagundes, com 814 espectadores.

O homenageado deste ano foi Paulo Betti, um dos atores mais talentosos do Brasil e que transita com versatilidade entre o teatro, o cinema e a televisão. Ao longo da carreira, participou de dezenas de filmes, novelas e espetáculos, além de vários trabalhos como diretor, tanto no cinema quanto no teatro.

Conheça os vencedores do 4º Fest Cine Pedra Azul:

MELHOR LONGA-METRAGEM
A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó (PE)

MELHOR DIREÇÃO | LONGA-METRAGEM
Eduardo Morotó, por A Morte Habita à Noite, e Luan Cardoso, por Ménage

MELHOR ROTEIRO | LONGA-METRAGEM
A Morte Habita à Noite, escrito por Eduardo Morotó

MELHOR ATOR | LONGA-METRAGEM
Roney Villela, por A Morte Habita à Noite

MELHOR ATRIZ | LONGA-METRAGEM
Mariana Nunes, por A Morte Habita à Noite

MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM
A Morte Habita à Noite, por Marcelo Martins Santiago, e Ménage, por Luan Cardoso e Vinicius Duran

MELHOR CURTA-METRAGEM
Não me Esqueças, Me Ame para Sempre, de Guilherme Andrade (SP)

MELHOR DIREÇÃO | CURTA-METRAGEM
Guilherme Andrade, por Não me Esqueças, Me Ame para Sempre

MELHOR ROTEIRO | CURTA-METRAGEM
Não me Esqueças, Me Ame para Sempre, escrito por Guilherme Andrade

MELHOR ATOR | CURTA-METRAGEM
Erom Cordeiro, por Besta-Fera

MELHOR ATRIZ | CURTA-METRAGEM
Zezita Matos, Tuna Dwek e Fernanda Viacava, por Não me Esqueças, Me Ame para Sempre

MELHOR FOTOGRAFIA | CURTA-METRAGEM
Não me Esqueças, Me Ame para Sempre, por André Tashiro

MELHOR DOCUMENTÁRIO
É Capixaba, de Gustavo Marcolino (ES)

MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
Items of Interest, de Scott Hellon (EUA)

MELHOR CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL
Being Brave, de Joffre Faria Silva (Canadá)

MELHOR WEBSÉRIE
58 Segundos, de JJ Erenberg, Juliana Del Rosso (aka Jota Del Rosso), Bia Erenberg, Paula Weiss, Fernando Farias e Flavio Langoni (SP) e Valerianas, de Renan Amaral (RJ)

Foto: Kenzo Sanematsu.

Curta Kinoforum 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Grace Passô em República: prêmio de melhor curta brasileiro.

Foram anunciados neste sábado, 28/08, em uma cerimônia virtual apresentada pela jornalista Flavia Guerra, os vencedores da 32ª edição do Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum.

Dirigido e protagonizado por Grace Passô, República foi eleito o melhor filme da Mostra Competitiva Brasil. No curta, um país em meio à quarentena de Covid-19 é retratado como um sonho que acabou. O júri justificou a premiação pela capacidade do curta em “dialogar com aspectos muito importantes de uma cinematografia necessária, e articular o experimento narrativo de maneira muitíssimo sofisticada, colocando em evidência aspectos que nos parecem impactantes do ponto de vista formal e discursivo, com o olhar muito afiado em seu jogo de cena”.

Formado pela produtora cultural e curadora Márcia Vaz, pelo cineasta Hilton Lacerda e por Ana Ventura Miranda, jornalista, produtora cultural e promotora artística portuguesa, o júri da competição outorgou uma Menção Honrosa para o curta mineiro 4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antônio Pereira. A obra mostra crianças fabulando diante de uma tela em branco e impressionou os jurados “pela delicadeza e precisão em sua escritura visual, pela construção da fantasia a partir de suas brechas, pela capacidade de investigar e mergulhar no universo sensível através do cinema, onde a vida parece sonho”.

Já o Prêmio Revelação, oferecido a cineastas com filmes realizados em escolas e cursos audiovisuais, foi conquistado por Kimberly Palermo, de Cenas da Infância. Trata-se de uma animação produzida na UFF, Universidade Federal Fluminense, que focaliza um jovem rato que vive a vida perfeita até que uma noite de insônia muda tudo. A realizadora recebeu, para a produção de um próximo curta-metragem, diárias de locação de equipamentos, serviços de finalização, edição de som, mixagem e dotação de R$ 5 mil.

O júri, que também levou em conta o argumento desse futuro título, foi formado pelo cineasta Arthur Freitas e pelos críticos Amanda Aouad e Marcus Mello. Eles assim justificaram a decisão: “Pelo surpreendente olhar sobre a infância e a perda da inocência, através de uma combinação inusitada entre erotismo, humor e delicadeza, fazendo uso da técnica da animação em stop motion para oferecer ao espectador uma representação explícita de comportamentos sexuais menos ortodoxos”.

Vale lembrar que a programação do 32º Curta Kinoforum, dirigido pela produtora cultural Zita Carvalhosa, continua até à meia-noite deste domingo, 29/08, com todos os filmes da programação disponíveis no site oficial (clique aqui). Na nova plataforma Itaú Cultural Play é exibida por quatro meses a primeira temporada de curtas vencedores das edições do Prêmio Revelação; já a Spcine Play mantém em cartaz, até 20/11, 13 títulos da programação deste ano do festival.

No canal da Kinoforum no YouTube ficam disponíveis os encontros promovidos pelo evento em 2021. As conversas tiveram foco na cultura indígena, a realização nas periferias, a influência da obra de Chris Marker e uma homenagem à montadora Vânia Debs, entre outros temas. Já no blog Crítica Curta estão resenhas de filmes e programas do 32º Curta Kinoforum, resultado de oficina de crítica cinematográfica coordenada pelo jornalista e crítico Thiago Stivaletti.

Conheça os vencedores do Curta Kinoforum 2021:

MOSTRA COMPETITIVA BRASIL
Melhor Filme: República, de Grace Passô (SP)
Menção Honrosa: 4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antônio Pereira (MG)

PRÊMIO REVELAÇÃO
Cenas da Infância, de Kimberly Palermo (RJ)

10+ BRASIL | VOTO DO PÚBLICO

Cenas da Infância, de Kimberly Palermo (RJ)
Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci (SP)
Como Respirar Fora d’Água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros (SP)
Ela Luta, de Luiza Giuliani (SP)
Gilson, de Vitoria Di Bonesso (SP)
Hawalari, de Cássio Domingos (GO)
O Babado de Toinha, de Sérgio Bloch (RJ)
Pandelivery, de Guimel Salgado e Antonio Silva Matos (SP)
Seiva Bruta, de Gustavo Milan (AM/EUA)
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno Moreira (PR)

10+ ESTRANGEIROS | VOTO DO PÚBLICO

A Felicidade do Motociclista Não Cabe em Seu Traje (Al Motociclista No Le Cabe La Felicidad En El Traje), de Gabriel Herrera (México)
Dentro (Inside), de Yann Chapotel (França)
Dustin, de Naïla Guiguet (França)
Escondido (Hide), de Daniel Gray (França/Canadá/Hungria)
Grab Them, de Morgane Dziurla-Petit (Suécia)
Ônibus Noturno (Night Bus), de Joe Hsieh (Taiwan)
Os Convidados (Los Invitados), de Valentina Arango Villalon (Chile)
Passarinho (Galchenok), de Marat Narimanov (Rússia)
Trânsito (Jam), de Brendan Canty (Irlanda)
Um Lugar de Veraneio (A Summer Place), de Alexandra Matheou (Grécia/França/Chipre)

DESTAQUE LGBTQIA+ | TROFÉU BORBOLETA DE OURO
Brasileiro: Você Já Tentou Olhar nos Meus Olhos?, de Tiago Felipe (PR)
Internacional: Chega pra Lá (Breaking Ground), de Inès Girihirwe (Ruanda)
Prêmio Especial: Hawalari, de Cássio Domingos (GO)

DESTAQUE ABCA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CINEMA DE ANIMAÇÃO | MELHOR ANIMAÇÃO | TROFÉU KAISER
Ônibus Noturno (Night Bus), de Joe Hsieh (Taiwan)
Menção Honrosa: Cicatrizes (Scars), de Alex Anna (Canadá/França)

PRÊMIO ABD – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTARISTAS E CURTAS-METRAGISTAS
Mostra latino-americana: A Felicidade do Motociclista Não Cabe em Seu Traje (Al Motociclista No Le Cabe La Felicidad En El Traje), de Gabriel Herrera (México)
Mostra Limite: Abrir Monte, de Maria Rojas Arias (Colômbia/Portugal)
Menção Honrosa: Correspondência, de Carla Simón e Dominga Sotomayor (Chile/Espanha)

PRÊMIOS AQUISIÇÃO

Prêmio Canal Brasil: Pandelivery, de Guimel Salgado e Antonio Silva Matos (SP)
Prêmio Sesc TV | Mostra Internacional: Chega pra Lá (Breaking Ground), de Inès Girihirwe (Ruanda)
Prêmio Sesc TV | Mostra Brasil: Gilson, de Vitoria Di Bonesso (SP)
Prêmio Cardume: Gilson, de Vitoria Di Bonesso; 5 Fitas, de Heraldo de Deus e Vilma Carla Martins (BA); e Você Já Tentou Olhar nos Meus Olhos?, de Tiago Felipe (PR)
Prêmio Porta Curtas/Tamanduá: Acesso, de Julia Leite (SP), e Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry (CE)

Foto: Divulgação.

VI Cine Jardim: conheça os filmes premiados

por: Cinevitor
Cena do longa Casa, de Letícia Simões: premiado.

Foram anunciados neste sábado, 28/08, em uma cerimônia virtual, os vencedores da sexta edição do Cine Jardim – Festival Latino-americano de Cinema de Belo Jardim, que contou com dezenas de filmes na programação.

As atividades do festival, sediado originalmente na cidade de Belo Jardim, no interior pernambucano, começaram no dia 9 de agosto com oito oficinas voltadas ao audiovisual, em sua maioria remotas. Segundo Leo Tabosa, diretor do festival, “o Cine Jardim já faz parte do calendário cultural da cidade e, mesmo com as restrições impostas pela pandemia, a programação ofereceu experiências de cinema diversas para o público”.

O júri da Mostra Competitiva de longas-metragens brasileiros, formado pelo diretor e roteirista Allan Ribeiro, pelo cineasta e professor Bertrand Lira e pela atriz, roteirista e diretora Fernanda Chicolet, consagrou Sertânia, dirigido por Geraldo Sarno; a coprodução entre Bahia e Ceará recebeu quatro prêmios, entre eles, melhor filme. O longa pernambucano Casa, de Letícia Simões, saiu com os prêmios de melhor direção e melhor trilha sonora.

Já a Mostra Competitiva de curtas-metragens latino-americanos teve como jurados o diretor e roteirista Eduardo Mattos, a pesquisadora e produtora executiva Gabriela Saldanha e a atriz, curadora e produtora Majeca Angelucci. O troféu de melhor filme foi para animação pernambucana Nimbus, de Marcos Buccini, que também conquistou o Prêmio Edina Fujii no valor de R$ 6 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinária da empresa Naymovie. Outras sete obras dividiram os demais prêmios da competição. O Júri Jovem, formado por participantes da Oficina de Crítica de Cinema do festival, reconheceu o curta-metragem Cadeia Alimentar, de Raphael Medeiros, que recebeu também o Prêmio Mistika Post com R$ 4 mil em serviços de pós-produção.

Além das mostras principais, o VI Cine Jardim também organizou outros cinco programas paralelos. O Júri Oficial da Mostra Diversidade de Voos, que destaca filmes que contribuem para a humanização dos corpos trans em espaços de poder na nossa sociedade, foi formado pela atriz e performer Divina Núbia e pela realizadora audiovisual Mariana Luiza, que concederam o Troféu Roberta Gretchen Coppola de melhor curta-metragem para Piu Piu, de Alexandre Figueirôa. Para o Júri Popular, o destaque ficou com o paraibano Batom Vermelho Sangue, de R.B. Lima.

As mostras Rotas de Imigração, Voo Livre, Revoada e Passarinho foram avaliadas pelo público por meio de votação nas plataformas de exibição do Cine Jardim. Por fim, o Prêmio de Aquisição Elo Company, que se compromete a representar o filme comercialmente em território nacional pelo período de 12 meses, ficou com o curta-metragem mineiro Angela, de Marília Nogueira.

Conheça os vencedores do VI Cine Jardim – Festival Latino-americano de Cinema de Belo Jardim:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: Sertânia, de Geraldo Sarno (BA/CE)
Prêmio Especial do Júri: A Mulher da Luz Própria, de Sinai Sganzerla (SP)
Melhor Direção: Letícia Simões, por Casa
Melhor Atuação: Julio Adrião e Vertin Moura, por Sertânia
Melhor Imagem: Vil, Má, de Gustavo Vinagre (SP)
Melhor Roteiro: Vermelha, escrito por Getúlio Ribeiro
Melhor Montagem: Sertânia, por Renato Vallone
Melhor Trilha Sonora: Casa, por O Grivo
Melhor Concepção de Som: Sertânia, por Toninho Muricy
Melhor Filme | Júri Popular: A Mulher da Luz Própria, de Sinai Sganzerla

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS LATINO-AMERICANOS

Melhor Filme: Nimbus, de Marcos Buccini (PE)
Prêmio Especial do Júri: 23 Minutos, de Rodrigo Beetz e Wesley Figueiredo (MG)
Melhor Direção: Vinícius Eliziário, por Rebento
Melhor Atuação: Teuda Bara, por Angela
Melhor Imagem: Epirenov, de Alejandro Ariel Martin (Argentina)
Melhor Roteiro: Baile, escrito por Cíntia Domit Bittar
Melhor Montagem: Atordoado, Eu Permaneço Atento, por Lucas H. Rossi dos Santos
Melhor Concepção de Som: Ex-humanos, por Caio Domingues e Nicolau Domingues 
Melhor Filme | Júri Popular: Memórias de Quintal, de Lorena D’avila e Simony Leite Siqueira (ES)
Melhor Filme | Júri Jovem: Cadeia Alimentar, de Raphael Medeiros (RJ)

MOSTRA DIVERSIDADE DE VOOS

Melhor Filme | Júri Oficial: Piu Piu, de Alexandre Figueirôa (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: Batom Vermelho Sangue, de R.B. Lima (PB)

JÚRI POPULAR | MOSTRAS PARALELAS

Mostra Rotas de Migração: Elevador, de Heleno Florentino (PB)
Mostra Voo Livre: Azul, de Tauana Uchôa (PE)
Mostra Revoada: Hoje Sou Felicidade, de João Luís e Tiago Aguiar (PE)
Mostra Passarinho: Vento Viajante, de Alunos do Projeto Animação Ambiental, Escolas Municipais de Icapuí (CE)

*Clique aqui e aqui e assista aos nossos programas especiais sobre o VI Cine Jardim no IGTV.

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

Um Animal Amarelo

por: Cinevitor

Direção: Felipe Bragança

Elenco: Higor Campagnaro, Isabél Zuaa, Tainá Medina, Catarina Wallenstein, Sophie Charlotte, Matamba Joaquim, Lucília Raimundo, Diogo Dória, Adriano Luz, Herson Capri, Thiago Lacerda, Matheus Macena, Márcio Vito, Samuel Toledo, Pedro Enrico, Renato Ferreira, Felizardo Jequecene, Thiago Lopes, Enrico Madruga, Dominique Mendel, Cláudio Mendes, Junior Moura, Digão Ribeiro, Felipe Rocha, Nídia Roque, Helton Sacramento, Patrick Sampaio, Hugo Seixas, Luiz Zhita.

Ano: 2020

Sinopse: Brasil, final de 2017. Fernando, um falido cineasta brasileiro, cresceu assombrado pelas memórias violentas de seu avô e assombrado pelo espírito de um homem moçambicano que lhe prometia riquezas e glória. Acossado pelo estado político e cultural de seu país, o cineasta mergulha em uma jornada de desventuras e inesperados milagres, em busca de fantasmas do passado.

*Filme visto no 48º Festival de Cinema de Gramado.

Nota do CINEVITOR:

Homem Onça

por: Cinevitor

Direção: Vinícius Reis

Elenco: Chico Diaz, Silvia Buarque, Bianca Byington, Emílio de Mello, Valentina Herszage, Tom Karabachian, Álamo Facó, Dani Ornellas, Guti Fraga, Kadu Garcia, Daniele do Rosário, Tracy Segal, Cristina Amadeo, Fernanda Chicolet, Juliana Thiré, Ronnie Marruda, Pierre Santos, Allan Jacinto Santana, Higor Campagnaro, Barnaby Lankester-Owen, Ole Erdmann, Julio Adrião, Vinícius Reis, León Camara Reis, Gustavo Mandina, Otávio Wanderley, Paula Sandroni, Alexandre da Costa, Marcio Fonseca, Maha Sati, Caetano Barreto Tendler, Vitor Augusto, Eduardo Martino, Demétrius Reis, Samira Reis, Everton Reis, Joana Caetano, Lúcia Barros, Joana Castro, Duda Gambogi, Florencia Santangelo, Regina Oliveira, Márcia Latini, Julio Martins, Pedro Prado.

Ano: 2021

Sinopse: Rio de Janeiro, segunda metade dos anos 1990, era das privatizações. Pedro trabalha em uma grande empresa estatal que em breve será privatizada. Pressionado por um cruel processo de reestruturação, Pedro tem que demitir sua equipe e antecipar a sua aposentadoria, contra sua vontade. Aposentado e com uma doença na pele, ele decide se separar da família e se mudar para Barbosa, sua pequena cidade natal, no interior distante. Lá, descobre que a onça pintada que habitava a floresta ao redor de Barbosa, no tempo da sua infância, está mais viva do que nunca.

*Filme visto no 49º Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e leia a matéria especial sobre o filme em Gramado.

Nota do CINEVITOR:

CINEVITOR #396: Entrevista com Thaila Ayala + Marco Ricca | Filme: Lamento

por: Cinevitor
Protagonista: Marco Ricca em cena.

Depois de passar pelos festivais de Brasília, Nashville, Burbank e Cairo, Lamento, filme de estreia dos diretores Diego Lopes e Claudio Bitencourt, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 26/08, com distribuição da Moro Filmes.

Na trama, Elder, interpretado por Marco Ricca, administra o hotel herdado de seu pai. Em suas mãos, o local passou de um resort de luxo para um hotel à beira da falência. Ele é a epítome da pessoa cuja vida foi fácil, mas no auge dos cinquenta anos enfrenta as consequências de uma vida excessiva, com um vício errático em álcool e cocaína. O fracasso de sua vida profissional reflete em seu casamento, que está em ruínas e sem perspectivas de melhoria. No limite de seu equilíbrio emocional, Elder coloca tudo em risco ao enfrentar seus demônios e as consequências de suas decisões.

Figura central dos devaneios de Elder, a garota de programa Letícia, vivida por Thaila Ayala, aparece na vida do protagonista e logo some, misteriosamente. Outro ponto importante em Lamento é o hotel. Mais do que uma locação, o hotel é um personagem dentro da história e por isso de grande importância para a narrativa. Um desafio da produção foi conciliar o orçamento do projeto com o que era viável produzir de fato; a solução foi usar um hotel em operação, que possuía um andar inteiro com a decoração original, e que permitisse ter um ponto de partida nas intervenções necessárias.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Marco Ricca e Thaila Ayala sobre preparação de elenco, caracterização, bastidores, filmagens e expectivas para o lançamento.

Aperte o play e confira:

Foto: Nick Maftum.

A Nuvem Rosa

por: Cinevitor

Direção: Iuli Gerbase

Elenco: Renata De Lélis, Eduardo Mendonça, Girley Brasil Paes, Kaya Rodrigues, Helena Becker, Lívia Perrone Pires.

Ano: 2021

Sinopse: O mundo enfrenta um fenômeno assustador: uma nuvem rosa e mortal tomou conta do planeta, obrigando todos a ficarem em casa. Giovana está presa em um apartamento com Yago, um cara que havia recém conhecido em uma festa. Enquanto esperam a nuvem passar, eles precisam viver como um casal. Ao longo dos anos, Yago vive sua própria utopia, enquanto Giovana sente-se cada vez mais aprisionada e luta para se adaptar à nova realidade.

Nota do CINEVITOR:

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, com Tom Holland, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Tom Holland: o super-herói amigo da vizinhança.

Dirigido por Jon Watts, dos dois primeiros filmes da franquia, De Volta Ao Lar e Longe de Casa, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa traz de volta Tom Holland como o amigão da vizinhança e Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho.

Pela primeira vez na história cinematográfica do Homem-Aranha, o herói amigo da vizinhança é desmascarado e não consegue mais separar sua vida normal dos grandes riscos de ser um super-herói. Quando ele pede ajuda ao Doutor Estranho, os riscos se tornam ainda mais perigosos, e o forçam a descobrir o que realmente significa ser o Homem-Aranha.

Com estreia prevista nos cinemas brasileiros para o dia 16 de dezembro, o elenco conta também com Zendaya, Jon Favreau, Angourie Rice, Marisa Tomei, J.K. Simmons, Willem Dafoe, Benedict Wong, Jamie Foxx e Alfred Molina.

Confira o trailer de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa:

Foto: Divulgação/Sony Pictures.

Prêmio Goya 2022: A Febre, de Maya Da-Rin, será o representante brasileiro no Oscar espanhol

por: Cinevitor
Regis Myrupu e Rosa Peixoto em cena.

A comissão de seleção formada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais escolheu o filme A Febre, dirigido por Maya Da-Rin, para representar o Brasil na disputa por uma indicação na categoria de melhor filme ibero-americano da 36ª edição do Prêmio Goya (ou Premios Goya), evento realizado pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.

Escolhido a partir de uma lista com 15 longas-metragens inscritos, A Febre se destacou no Festival de Locarno com o prêmio de melhor ator para Regis Myrupu e também com o Prêmio FIPRESCI. Além disso, no Festival de Biarritz, na França, no Festival de Pingyao, na China, e no IndieLisboa, em Portugal, foi eleito o melhor longa. Também recebeu o prêmio de melhor direção no Festival de Chicago, cinco troféus no Festival de Brasília, entre eles, melhor filme, e duas estatuetas no Festival do Rio.

A trama acompanha a rotina de Justino, um indígena que trabalha como guarda de segurança no porto de Manaus, no Amazonas. Enquanto sua filha se prepara para ingressar na faculdade de medicina, em Brasília, Justino é dominado por uma febre misteriosa. Paralelamente, uma série de estranhos ataques a animais ganha destaque nos noticiários locais. No Brasil, o filme está disponível no catálogo da Netflix.

A comissão foi formada por Flávio R. Tambellini, produtor, diretor e sócio-fundador da Tambellini Filmes; Carlos Heli de Almeida, repórter e crítico de cinema; Jom Tob Azulay, produtor e diretor; Sabrina Fidalgo, diretora e roteirista; e Virgínia Cavendish, atriz, roteirista e produtora.

Presidente da comissão, Flávio R. Tambellini contou que a votação, realizada na manhã desta segunda-feira, 23/08, aconteceu em dois turnos: “A Febre é um filme sensível não apenas pela linguagem, como também pela temática indígena e amazônica, que tem hoje uma enorme relevância global”, disse em comunicado. O Prêmio Goya 2022 acontecerá no dia 12 de fevereiro.

Conheça os filmes que também estavam na disputa:

A Mulher da Luz Própria, de Sinai Sganzerla
Abraço, de DF Fiuza
Alice Júnior, de Gil Baroni
Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz
Boca de Ouro, de Daniel Filho
Cidade Pássaro, de Matias Mariani
M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, de Jeferson De
Mulher Oceano, de Djin Sganzerla
O Auto da Boa Mentira, de José Eduardo Belmonte
Pacarrete, de Allan Deberton
Se Arrependimento Matasse, de Lilia Moema
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra
Três Verões, de Sandra Kogut

Foto: Divulgação.

Carro Rei, de Renata Pinheiro, é o grande vencedor do 49º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor
Cinema pernambucano: cinco prêmios para Carro Rei, de Renata Pinheiro.

Foram anunciados neste sábado, 21/08, no Palácio dos Festivais, em cerimônia apresentada por Marla Martins e Renata Boldrini, os vencedores da 49ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que este ano, por conta da pandemia de Covid-19, foi realizado novamente pela TV e pela internet.

Carro Rei, da cineasta pernambucana Renata Pinheiro, foi eleito o melhor longa-metragem brasileiro deste ano pelo Júri Oficial. A produção levou também os kikitos de melhor trilha musical, direção de arte e desenho de som, além do Prêmio Especial do Júri para o ator Matheus Nachtergaele.

Neste ano, concorreram aos kikitos 14 filmes de curtas brasileiros, quatro de longas estrangeiros, três filmes de longas gaúchos e, por fim, sete filmes entre os longas brasileiros. Os concorrentes em cada categoria são indicados pelos próprios filmes. Além dos troféus, os vencedores ainda receberam premiação em dinheiro. 

Dirigido por Diego Benevides, o curta paraibano A Fome de Lázaro, foi consagrado com dois kikitos, entre eles, o de melhor filme. Além disso, o cinema da Paraíba também se destacou com Animais na Pista, de Otto Cabral, que levou dois prêmios. A produção paulista Entre Nós e o Mundo, de Fabio Rodrigo, saiu da premiação com quatro kikitos, entre eles, o de melhor direção e melhor filme pelo Júri da Crítica.

Entre os longas estrangeiros, La teoría de los vidrios rotos, de Diego Fernández Pujol, uma coprodução entre Uruguai, Brasil e Argentina, foi eleita o melhor filme pelo Júri Oficial e popular. Na mostra de longas gaúchos, o documentário Cavalo de Santo, de Mirian Fichtner e Carlos Caramez, venceu na categoria de melhor filme.

Outro destaque da noite foi o diretor de fotografia Bruno Polidoro premiado duas vezes: na mostra de longas brasileiros por A Primeira Morte de Joana, de Cristiane Oliveira; e na mostra de longas gaúchos por A Colmeia, de Gilson Vargas

Exibidor oficial do Festival de Cinema de Gramado, o Canal Brasil escolhe o melhor curta-metragem brasileiro em competição para receber o Prêmio Canal Brasil de Curtas, no valor de R$ 15 mil e ainda a exibição do filme na programação do canal; neste ano, o premiado foi o cearense A Beleza de Rose, de Natal Portela. O júri contou com Ivonete Pinto, Luiz Zanin, Maria Do Rosário Caetano, Mônica Kanitz e Robledo Milani.

Com exceção dos longas estrangeiros, todos os melhores filmes de cada mostra foram reconhecidos pelo Prêmio Edina Fujii, que oferece premiação em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinária da empresa NAYMOVIE.

Durante a cerimônia, que contou também com a banda local Jazz Cinnamon, o festival apresentou uma homenagem a todos os realizadores do audiovisual brasileiro em um videoclipe com imagens de bastidores e grandes cenas do cinema com locução do ator Lázaro Ramos.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Gramado 2021:

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: Carro Rei, de Renata Pinheiro (PE)
Melhor Direção: Aly Muritiba, por Jesus Kid
Melhor Ator: Nando Cunha, por O Novelo
Melhor Atriz: Gloria Pires, por A Suspeita
Melhor Roteiro: Jesus Kid, escrito por Aly Muritiba
Melhor Fotografia: A Primeira Morte de Joana, por Bruno Polidoro
Melhor Montagem: A Primeira Morte de Joana, por Tula Anagnostopoulos
Melhor Trilha Musical: Carro Rei, por DJ Dolores
Melhor Direção de Arte: Carro Rei, por Karen Araújo
Melhor Atriz Coadjuvante: Bianca Byington, por Homem Onça
Melhor Ator Coadjuvante: Leandro Daniel Colombo, por Jesus Kid
Melhor Desenho de Som: Carro Rei, por Guile Martins
Prêmio Especial do Júri: Matheus Nachtergaele, por Carro Rei
Menção Honrosa: Isabél Zuaa e elenco infantil (Fernando Lufer, Michel Gomes, Victor Alves, Kaik Pereira, Pedro Guilherme e Caio Patricio), de O Novelo
Melhor Filme | Júri da Crítica: A Primeira Morte de Joana, de Cristiane Oliveira (RS)
Melhor Filme | Júri Popular: O Novelo, de Claudia Pinheiro (SP)

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

Melhor Filme: La teoría de los vidrios rotos, de Diego Fernández Pujol (Uruguai/Brasil/Argentina)
Prêmio Especial do Júri: Planta permanente, de Ezequiel Radusky (Argentina/Uruguai)
Melhor Filme | Júri da Crítica: Planta permanente, de Ezequiel Radusky
Melhor Filme | Júri Popular: La teoría de los vidrios rotos, de Diego Fernández Pujol (Uruguai/Brasil/Argentina)

LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS

Melhor Filme: Cavalo de Santo, de Mirian Fichtner e Carlos Caramez (Porto Alegre)
Melhor Direção: Gilson Vargas, por A Colmeia
Melhor Ator: João Pedro Prates, por A Colmeia
Melhor Atriz: Luciana Renatha, Alexia Kobayashi e Veronica Challfom, por Extermínio
Melhor Roteiro: Cavalo de Santo, por Carlos Eduardo Caramez
Melhor Fotografia: A Colmeia, por Bruno Polidoro
Melhor Direção de Arte: A Colmeia, por Gilka Vargas e Iara Noemi
Melhor Montagem: Extermínio, por Joana Bernardes e Mirela Kruel
Melhor Desenho de Som: A Colmeia, por Gabriela Bervian
Melhor Trilha Musical: Cavalo de Santo, por Cânticos sagrados dos Orixás preservados nos terreiros gaúchos e Alabê Ôni
Melhor Filme | Júri Popular: Cavalo de Santo, de Mirian Fichtner e Carlos Caramez

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: A Fome de Lázaro, de Diego Benevides (PB)
Melhor Direção: Fabio Rodrigo, por Entre Nós e o Mundo
Melhor Ator: Lucas Galvino, por Fotos Privadas
Melhor Atriz: Tieta Macau, por Quanto Pesa
Melhor Roteiro: Fotos Privadas, por Marcelo Grabowsky, Aline Portugal e Manoela Sawitzki
Melhor Fotografia: Animais na Pista, por Rodolpho de Barros
Melhor Montagem: Entre Nós e o Mundo, por Caroline Neves
Melhor Trilha Musical: Animais na Pista, por Eli-Eri Moura
Melhor Direção de Arte: A Fome de Lázaro, por Torquato Joel
Melhor Desenho de Som: Quanto Pesa, por Breno Nina
Prêmio Especial do Júri: Entre Nós e o Mundo, de Fabio Rodrigo (SP)
Melhor Filme | Júri da Crítica: Entre Nós e o Mundo, de Fabio Rodrigo
Melhor Filme | Júri Popular: Desvirtude, de Gautier Lee (RS)
Prêmio Canal Brasil: A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)
Menção Honrosa: A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)

Prêmio Leonardo Machado: Sirmar Antunes
Prêmio Novas Façanhas: Festival de Cinema Estudantil de Guaíba, Coletivo Mbyá | Guarani de Cinema e APTC RS – Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos

*Clique aqui e confira os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas.
*Clique aqui e confira a lista completa com o time de jurados desta edição.

Foto: Edison Vara/Ag. Pressphoto.

49º Festival de Cinema de Gramado: conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas

por: Cinevitor
Desvirtude, de Gautier Lee: quatro prêmios.

Foram anunciados na tarde deste sábado, 21/08, os vencedores do Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas da 49ª edição do Festival de Cinema de Gramado. O filme Desvirtude, de Gautier Lee, foi consagrado com quatro prêmios, entre eles, melhor filme e melhor direção.

O curta traz um forte roteiro sobre racismo ao contar a história de Kenia, uma menina negra, estudante de jornalismo que, após ser agredida durante uma atividade na universidade, tem de lidar com repercussões e retaliações de seu caso: “Eu nem sei o que dizer, estou dividida entre chorar, rir, pensar e falar. Quero aproveitar esse espaço para agradecer a toda nossa equipe que pilhou fazer esse projeto sem nenhum centavo. Eu gastei um total de R$ 17 para comprar uma base para a nossa atriz, é um curta de dezessete reais”, falou emocionada a diretora do filme, Gautier Lee, virtualmente ao vivo na cerimônia.

Ela lembrou ainda que o prêmio vem em um momento muito triste para a equipe, especialmente para o produtor Jéferson Silva, que recentemente passou por um episódio de racismo em um shopping quando foi parado no banheiro e teve uma arma apontada: “É uma honra estar aqui, um baita privilégio poder fazer cinema nesse cenário que temos no Brasil tanto político, econômico, social e sanitário. Estar aqui é um baita privilégio e não quero nunca esquecer disso e quero que isso deixe de ser um privilégio. Quero que fazer cinema seja algo fácil, bem remunerado, que a gente não precise trabalhar em outras coisas pra poder pagar as nossas contas e viver com decência e conforto”, afirmou a diretora. Desvirtude também foi selecionado para competir entre os curtas-metragens brasileiros

O filme Eu Não Sou um Robô, de Gabriela Lamas, que trata do tema da robotização das pessoas, também foi destaque na mostra deste ano, garantindo quatro prêmios, entre eles, melhor roteiro e melhor filme segundo o Júri da Crítica. O Júri Oficial dos curtas-metragens gaúchos foi formado por: Danielle Bertolini da Silva, diretora, roteirista e produtora executiva; Fernando Alves Pinto, ator; Humberto Pereira da Silva, professor e crítico de cinema; e Nathália Tereza, roteirista, diretora e fotógrafa.

A cerimônia teve participação dos músicos da região de Gramado, Ástrid Godoi no vocal e Felipe Saul na guitarra com intervenções ao vivo. O Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcho de Curtas é uma promoção da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, realizado há 18 anos em parceria com a Prefeitura Municipal de Gramado, firmada por meio de Termo de Acordo de Mútua Colaboração, com a interveniência da Gramadotur.

Conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas 2021:

Melhor Filme: Desvirtude, de Gautier Lee (Porto Alegre)
Melhor Direção: Gautier Lee, por Desvirtude
Melhor Roteiro: Eu Não Sou um Robô, escrito por Felipe Yurgel, Gabriela Lamas e Maurilio Almeida
Melhor Ator: Álvaro Rosacosta, por Rufus
Melhor Atriz: Evellyn Santos, por Desvirtude
Melhor Fotografia: Eu Não Sou um Robô, por Lívia Pasqual
Melhor Montagem: Desvirtude, por Gabriel Borges
Melhor Direção de Arte: Eu Não Sou um Robô, por Gabriela Lamas
Melhor Trilha Sonora: Noite Macabra, por Renan Franzen
Melhor Desenho de Som: Um Dia de Primavera, por Kiko Ferraz e Chrístian Vaisz
Melhor Produção Executiva: Era Uma Vez uma Princesa, por Álvaro Rosa Costa, Carmem Fernandes, Fernanda Kern, Laura Cohen, Lisiane Cohen e Maurício Borges de Medeiros
Melhor Filme | Júri da Crítica: Eu Não Sou um Robô, de Gabriela Lamas
Menção Honrosa: Rota, de Mariani Ferreira

Foto: Edison Vara/Ag. Pressphoto.