Cinevitor

Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #374: Entrevista com Laís Bodanzky | Troféu Eduardo Abelin + 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

laisbodanzkygramado2020A diretora no Festival de Gramado, em 2017: premiada por Como Nossos Pais.

Filha do cineasta Jorge Bodanzky e da professora de História da Arte, Lena Coelho, Laís Bodanzky se aventurou pelo teatro, como atriz, antes de se dedicar à sétima arte. Sua estreia na direção de um filme aconteceu em 1994 com o curta Cartão Vermelho, exibido no New York Film Festival.

Em seguida, em 1999, realizou o documentário Cine Mambembe – O Cinema Descobre o Brasil ao lado de Luiz Bolognesi, seu marido na época e parceiro de jornada artística até hoje. O filme, premiado no Festival de Havana, registra as exibições itinerantes de títulos brasileiros para os públicos sem acesso às salas de cinema.

Logo, um ano depois, se consagrou com o longa de ficção Bicho de Sete Cabeças, protagonizado por Rodrigo Santoro. Aclamado como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, Bicho de Sete Cabeças é também um dos mais premiados longas nacionais do século 21. A produção recebeu, entre outros, o Prêmio Qualidade Brasil, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e o Troféu APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte. Foi consagrado também no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no Cine PE.

Ao longo da carreira, realizou outras obras aclamadas pelo público e pela crítica, como: Chega de Saudade, com Tônia Carrero e Leonardo Villar, premiado nos festivais de Cartagena, Brasília, Miami, entre outros; As Melhores Coisas do Mundo, com Francisco Miguez e Caio Blat, e vencedor de sete troféus Calunga no Cine PE, no Recife; além de trabalhos na TV, como a série Psi.

Em 2017, depois de passar pelo Festival de Berlim com boa recepção, o drama Como Nossos Pais, protagonizado por Maria Ribeiro, foi consagrado na 45ª edição do Festival de Cinema de Gramado e levou seis kikitos, entre eles, o de melhor filme e direção. A carreira do longa continuou a fazer sucesso em outras premiações, como: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, FESTin, Sesc Melhores Filmes, Troféu APCA, Festival de Vitória, entre outros.

Laís Bodanzky sempre trabalhou com o cinema e para o cinema. Por quinze anos coordenou o projeto social Cine Tela Brasil, voltado ao ensino e exibição de filmes nas periferias do Brasil. Atualmente, exerce o cargo de diretora-presidente da Spcine e faz parte do Comitê Brasileiro de Seleção do Oscar 2021.

Neste ano, pelo seu trabalho destacado como artista comprometida com o crescimento do cinema brasileiro, foi homenageada na 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Eduardo Abelin.

Para falar mais sobre a homenagem e relembrar momentos marcantes de sua carreira, conversamos com Laís Bodanzky virtualmente no dia do seu aniversário. Entre tantos assuntos, a cineasta falou de seus filmes com carinho, dos atores e equipes, contou histórias divertidas de bastidores de filmagens e adiantou novidades sobre seu próximo trabalho, o filme de época A Viagem de Pedro (título provisório), no qual Cauã Reymond interpreta Dom Pedro I.

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Foto: Diego Vara/Agência Pressphoto.

CINEVITOR #373: Entrevista com Sidney Magal e Joana Mariani | Me Chama Que Eu Vou | 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

magalcinevitor1Hey, eh, oh, eh, oh: o amante latino nas telonas.

Exibido na mostra competitiva de longas brasileiros do 48º Festival de Cinema de Gramado, o documentário Me Chama Que Eu Vou, de Joana Mariani, de Todas as Canções de Amor, é repleto de músicas, narrado em primeira pessoa sobre Sidney Magal, nascido Sidney Magalhães, e resgata sua trajetória desde a infância até o presente, repassando os seus mais de 50 anos de carreira e mostrando o homem por trás do artista.

A emocionante vida de Magal mostrada no longa fará o público rir e chorar com um homem real, que por trás da figura pública, exuberante e sexy, tem histórias inusitadas, como quando pediu a Vinicius de Moraes que compusesse uma música para ele, a maneira como escolheu o seu nome artístico na Itália, e até a rejeição inicial da Rede Globo, que logo depois o transformou em convidado de honra em seus programas musicais. O título do filme vem de uma das músicas mais famosas de Magal, que serviu de tema de abertura da novela Rainha da Sucata, em 1990 e que de certa forma, também brinca com uma característica especial de Magal, que costuma aceitar a maioria dos convites que recebe.

A diretora Joana Mariani conheceu o cantor no começo dos anos 2000, durante as filmagens do clipe da música Tenho, dirigido por Pedro Becker, que foi lançado no Fantástico, e se aproximou do artista e de sua família. Magal também já participou de peças de teatro, filmes e programas de televisão e encara o documentário como uma espécie de coroação.

Repleto de imagens de arquivos de televisão e do próprio Magal, o filme explora tanto o lado artístico quanto pessoal. Assim, o documentário encontra um Magal que se abre à câmera numa conversa franca sobre sua família, sua música, sua carreira. O filme tem também depoimentos de sua companheira, Magali West, que conta, entre outras coisas, como o cantor a conquistou, quando ela ainda era uma jovem estudante em Salvador; e do filho, Rodrigo West.

Para falar mais sobre o longa, batemos um papo virtual com a diretora e com a grande estrela, Sidney Magal. Entre tantos assuntos, o cantor falou da alegria de ser selecionado para Gramado, relação com a família e fãs, relembrou trabalhos marcantes, entre outros. Joana também falou sobre a parceria com Magal, lançamento do filme e da ficção Meu Sangue Ferve por Você, uma comédia romântica musical livremente adaptada na vida do cantor, que será dirigida por Paulo Machline, com José Loreto como protagonista.

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #372: Entrevistas com Nicolas Prattes, João Côrtes e Diego Freitas | Bastidores do curta FLUSH

por: Cinevitor

curtaflushcinevitorProtagonistas em cena: encontro inusitado.

Protagonizado por João Côrtes e Nicolas Prattes, o curta-metragem Flush, que está em processo de finalização, aborda a temática LGBTQIA+ em uma história que discute identidade de gênero, liberdade do corpo e da mente.

Dirigido por Diego Freitas, do longa O Segredo de Davi e dos premiados curtas Sal e A Volta para Casa, o filme se passa durante uma madrugada em um banheiro de um colégio, onde dois jovens ficam presos em uma situação inusitada. Duas pessoas completamente diferentes, de raízes distintas e que terão que conviver juntos e se entender durante uma noite. O curta, que foi filmado em português e inglês, discute assuntos comportamentais da sociedade e aspectos psicológicos.

Na história, Nicolas Prattes é Tom, um jovem estudante de Direito e filho de pais conservadores, que se encontra em um momento de reflexão sobre a vida e suas escolhas. João Côrtes, que também assina o roteiro, interpreta Sarah, que se identifica como não-binária. Esse encontro não programado estabelecerá diálogos importantes em relação à identidade de gênero, trazendo à tona questões sobre diversidade e preconceito.

Filmado durante dois dias em São Paulo, em junho do ano passado, o curta deve estrear no circuito de festivais a partir de agosto. O CINEVITOR visitou o set e conversou com os atores e com o diretor sobre as filmagens, personagens e a importância dos temas discutidos no filme.

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Foto: Gabriel Côrtes.

CINEVITOR #371: Bastidores Música para Morrer de Amor com Fafá de Belém + elenco e equipe

por: Cinevitor

fafamusicamorrercinevitorParticipação especial: Fafá de Belém nas telonas.

Dirigido por Rafael Gomes, Música para Morrer de Amor é baseado na peça Música para cortar os Pulsos, vencedora do Prêmio APCA de melhor peça jovem, e assim como em sua versão teatral, acompanha o romance entre três jovens: Isabela, Ricardo e Felipe, vividos por Mayara Constantino, Victor Mendes e Caio Horowicz.

O longa, que foi selecionado para o NewFest, em Nova York, um dos mais importantes festivais de cinema LGBTQ+ do mundo, fez sua estreia no Brasil na Mostra Competitiva do 27º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade. Com data de lançamento prevista para o primeiro semestre deste ano, foi adiado por conta da pandemia de Covid-19, porém, estará disponível nos dias 23 e 24 de junho no festival on-line de pré-estreias do Espaço Itaú.

O texto, em sua versão para os palcos, tornou-se referência na dramaturgia para jovens, tendo ficado três anos em cartaz e viajado para mais de 30 cidades brasileiras, colecionando prêmios, elogios da crítica e sucesso junto ao público. Além do amor, seus temas abarcam também a sexualidade, a presença das canções em nossa construção emocional e, especialmente na adaptação para o cinema, a influência da tecnologia nos relacionamentos contemporâneos.

Inteiramente rodado na cidade de São Paulo, a paisagem urbana é mostrada por meio do cotidiano das personagens, como trabalho, faculdade, bares, ruas, cinemas, festas e transporte público. No elenco ainda estão Denise Fraga, interpretando Berenice, mãe de Felipe, e Ícaro Silva, como Gabriel, ex-namorado de Isabela. Já o papel de Alice, avó de Isabela, fica por conta de Suely Franco.

Além de uma vasta trilha sonora com mais de 35 canções, passando por diversos artistas e estilos, o filme conta ainda com participações especiais de nomes conhecidos de diferentes gerações da música brasileira, como Milton Nascimento, Tim Bernardes, Fafá de Belém, Clarice Falcão, Maria Gadú, Mauricio Pereira e César Lacerda.

O filme conta uma história urbana, intensa e sentimental sobre três jovens de vinte e poucos anos provando que na vida, assim como nas canções de amor, só os clichês são verdade. Isabela sofre de um coração partido, Felipe quer desesperadamente se apaixonar, e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele.

Em maio de 2018, o CINEVITOR acompanhou um dia de filmagem do longa e conversou com o diretor Rafael Gomes, com a produtora Diana Almeida, com a cantora Fafá de Belém e com os atores Caio Horowicz e Denise Fraga.

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Foto: Divulgação/Lacuna Filmes.

CINEVITOR #370: Entrevista com Dira Paes | Edição Especial + Veneza

por: Cinevitor

venezadirapaescinevitorDira Paes em Veneza, de Miguel Falabella: estreia adiada por conta da pandemia.

Com 35 anos de carreira e mais de 40 filmes no currículo, a atriz paraense Dira Paes já estava com data marcada para voltar às telonas depois de Divino Amor, filme de Gabriel Mascaro lançado em junho do ano passado. Porém, por conta da pandemia mundial de Covid-19, muitas estreias foram adiadas, entre elas, Veneza, de Miguel Falabella, e Pureza, de Renato Barbieri, ambos com Dira no elenco.

Com as salas de cinema fechadas e muitas incertezas no calendário de lançamentos e festivais, a população segue em isolamento social seguindo a proposta da OMS, Organização Mundial da Saúde, de redobrar os cuidados e ficar em casa para combater o novo coronavírus.

Por conta disso, nessa quarentena resolvemos publicar entrevistas inéditas que estavam programadas para datas próximas aos lançamentos dos filmes. Entre tantas dúvidas relacionadas às estreias nacionais e ao cenário cultural brasileiro, lançamos o #CineVitorEmCasa, com conteúdo exclusivo. Começamos com um bate-papo com a atriz Dira Paes, que aconteceu no Festival de Gramado em agosto do ano passado.

Depois de ser homenageada com o Troféu Oscarito, destinado a grandes atores da cinematografia brasileira, em 2017, e ter levado dois kikitos ao longo da carreira, Dira passou pelo festival para exibir Veneza, de Miguel Falabella, que tinha estreia prevista para abril de 2020.

O longa, que é uma adaptação da peça de teatro homônima escrita pelo argentino Jorge Accame, conta a história de Gringa, uma cafetina que tem como sonho reencontrar o único homem que amou. Para realizar seu desejo, as prostitutas que trabalham em seu bordel se unem a uma trupe circense e idealizam um plano para levá-la ao encontro de seu amado.

Na entrevista, Dira falou sobre trabalhar com Miguel Falabella e com a atriz espanhola Carmen Maura, destacou a repercussão do filme em Gramado e relembrou, com carinho, alguns sucessos de sua carreira, como Amarelo Manga e Baixio das Bestas.

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Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

CINEVITOR #369: Entrevistas com Bella Piero e Caroline Fioratti | Bastidores do filme Sobre Girassóis

por: Cinevitor

sobregirassoisbastidoresBella Piero e Maria Luisa Mendonça com a diretora nos bastidores.

Entre fevereiro e março deste ano, a cineasta Caroline Fioratti, de Meus 15 Anos, rodou o longa Sobre Girassóis, protagonizado por Maria Luisa Mendonça, Bella Piero, Michel Joelsas, Mariana Oliveira e Daniel Botelho. O filme, que teve como set único um condomínio em São Paulo, apresenta como trama principal o luto e a transformação causados a partir da morte inesperada de uma adolescente do conjunto residencial.

Em Sobre Girassóis, Virgínia, papel de Bella Piero, comemora seus 17 anos em uma festa na cobertura onde vive com os pais. O drama se desenrola em pequenas narrativas que jogam com pontos de vistas de amigos, da mãe de Virgínia, interpretada por Maria Luisa Mendonça, e da própria aniversariante. Toda a história se passa em um período de 24 horas que coloca em questão, para cada um dos personagens, as formas de se relacionar e as trocas de afetos de uma vida toda. Também fazem parte do elenco: Caco Ciocler, Marat Descartes, Flávia Garrafa, Debora Duboc, entre outros. Produzido pela Aurora Filmes, o longa tem previsão de estreia para 2021.

A ideia surgiu quando a diretora fazia o curta-metragem Algum Lugar no Recreio, em 2013, premiado no Festival Mix Brasil, que aborda as relações entre adolescentes no intervalo de um colégio. Para desenvolver o roteiro, Caroline conversou com diversos psicólogos, psiquiatras e psicanalistas para compreender melhor as relações dos jovens, seus sofrimentos e sintomas nos dias atuais: “Me proponho olhar para a classe média em que eu cresci, em que os jovens refletem seus pais: ora reproduzindo ações ora rebelando-se contra elas”. E completou: “Há muita humanidade no filme que evita maniqueísmos, se aprofunda na complexidade da relação pais e filhos e nas dificuldades das relações de amizade e afeto. A história se aprofunda nas vivências dos adolescentes em um microcosmo típico das grandes cidades brasileiras, que é o condomínio”.

O CINEVITOR visitou o set de Sobre Girassóis no último dia de filmagens, pouco antes do início da quarentena por conta da pandemia de Covid-19, e conversou com a diretora, que falou sobre a concepção do roteiro, bastidores, elenco e expectativa de lançamento, e também com a atriz Bella Piero, que falou sobre sua personagem.

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Foto: Stella Carvalho.

CINEVITOR #368: DICAS DE FILMES BRASILEIROS NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

por: Cinevitor

cinemabrasilcinevitor1Filmes brasileiros de todos os gêneros para todos os públicos.

Em dezembro do ano passado, foi identificado na cidade de Wuhan, na China, o primeiro caso de COVID-19, uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Depois disso, os casos se espalharam pelo mundo. Em fevereiro, a Itália sofreu um grande surto, principalmente no norte, perto de Milão.

No Brasil, o primeiro caso foi confirmado no dia 25 de fevereiro. Em março, a OMS, Organização Mundial da Saúde, definiu o surto da doença como pandemia. Com isso, diversas medidas foram tomadas para alertar e prevenir a população, como a quarentena. Em São Paulo, por exemplo, o governador do Estado, João Doria, decretou quarentena por quinze dias, a partir de 24/03, com possibilidade de ser prolongado ou reduzido.

Porém, antes mesmo dos decretos oficias de governantes, milhares de pessoas no país optaram pela quarentena para evitar o pior, já que o novo coronavírus é altamente contagioso. A regra, nesse momento, é clara: fique em casa, lave as mãos com água e sabão, passe álcool em gel e evite locais com aglomerações.

Essa pandemia trouxe muitas consequências na rotina das pessoas e afetou diversos setores, entre eles, o cinema. Por aqui, salas foram fechadas e estreias de filmes e festivais adiados. Na semana do dia 19/03, por exemplo, nenhum filme estreou nos cinemas brasileiros. O mesmo tem acontecido no mundo todo.

Para entreter nossos leitores, seguidores e espectadores cinéfilos nesta época de quarentena, resolvemos realizar dois programas especiais com dicas de filmes brasileiros disponíveis nas plataformas digitais, como Netflix, Telecine Play, NOW, entre outras. Para isso, convidamos a crítica de cinema Flavia Guerra, do site Tela Tela, para nos ajudar nessa missão.

Com um cardápio variado, com produções nacionais de todos os gêneros e para todos os públicos, as plataformas digitais ganharam um impulso, que deve se expandir ao longo da quarentena.

No primeiro programa, selecionamos diversos títulos que estão disponíveis em serviços de streaming gratuitos e pagos. Aqui, destacamos filmes que podem ser encontrados na Netflix, Spcine Play, Petra Belas Artes À La Carte, Filme Filme e Canal Brasil Play (Curta na Tela).

Além disso, também destacamos: títulos que foram disponibilizados por cineastas e produtores, como Allan Deberton, Aly Muritiba e Esmir Filho, com links abertos no YouTube e no Vimeo; um acervo diverso de filmes paraibanos disponíveis gratuitamente; e documentários realizados na oficina Documentando, de Pernambuco. E também: a seleção do É Tudo Verdade 2020 – Festival Internacional de Documentários (ver programação no site), que disponibilizará alguns filmes online depois de adiar sua 25ª edição, que aconteceria no final de março.

Na segunda parte, falamos sobre produções nacionais atuais, alguns clássicos e também de filmes premiados de diretores consagrados e promissores disponíveis no Telecine Play, Canal Brasil Play e NOW. Além disso, destacamos o site Porta Curtas, que conta com um acervo de mais de mil curtas-metragens.

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PARTE 1:

PARTE 2:

*FILMES, DIRETORES E PLATAFORMAS CITADAS | PARTE 1

Netflix: O Som ao Redor e Aquarius (Kleber Mendonça Filho); Como Nossos Pais (Laís Bodanzky); Califórnia (Marina Person); Democracia em Vertigem, Olmo e a Gaivota e Elena (Petra Costa); La Vingança (Fernando Fraiha); Colegas (Marcelo Galvão); Chatô – O Rei do Brasil (Guilherme Fontes); Na Quebrada (Fernando Grostein Andrade); Branco Sai, Preto Fica (Adirley Queirós); Mais Forte que o Mundo (Afonso Poyart); Mãe Só Há Uma (Anna Muylaert); Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar e Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes); Operações Especiais (Tomás Portella); Temporada (André Novais Oliveira); O Homem do Futuro (Cláudio Torres); O Filme da Minha Vida (Selton Mello); Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro); Todas as Razões para Esquecer (Pedro Coutinho); Elon Não Acredita na Morte (Ricardo Alves Jr.); Fala Comigo (Felipe Sholl); Ponte Aérea (Julia Rezende); O Último Cine Drive-in (Iberê Carvalho); A Estrada 47 (Vicente Ferraz); Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava (Fernanda Pessoa).

Spcine Play: José Mojica Marins, Tata Amaral, Laís Bodanzky, Lucia Murat; O Rei da Noite, Coração Iluminado e Carandiru (Hector Babenco); ABC da Greve (Leon Hirszman); A Dama do Cine Shanghai (Guilherme de Almeida Prado); A Hora da Estrela (Suzana Amaral).

Petra Belas Artes À La Carte: Domésticas (Nando Olival e Fernando Meirelles); O Rei da Noite e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (Hector Babenco).

Filme Filme: Central do Brasil (Walter Salles); Ferrugem (Aly Muritiba); Gabriel e a Montanha (Fellipe Barbosa); Morto Não Fala (Dennison Ramalho); Los Silencios (Beatriz Seigner); Aos Teus Olhos (Carolina Jabor); Divinas Divas (Leandra Leal); O Auto da Compadecida (Guel Arraes).

Telecine Play: Bacurau (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles); Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert); Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (Marcelo Gomes e Karim Aïnouz).

Canal Brasil Play (Curta na Tela): Recife Frio (Kleber Mendonça Filho); Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas.

NOW: Joaquim (Marcelo Gomes)

LINKS/OUTROS: Doce de Coco e O Melhor Amigo (Allan Deberton); Pixote: A Lei do Mais Fraco (Hector Babenco); Para Minha Amada Morta (Aly Muritiba); Batguano (Tavinho Teixeira); Mubi (O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho); Esmir Filho; Filmes Paraibanos; É Tudo Verdade; e Documentando.

*FILMES, DIRETORES E PLATAFORMAS CITADAS | PARTE 2

Telecine Play: Todas as Canções de Amor (Joana Mariani), Turma da Mônica – Laços (Daniel Rezende), De Pernas Pro Ar 3 (Julia Rezende), TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva (Paulinho Caruso e Teodoro Poppovic), Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert), Legalize Já – Amizade Nunca Morre (Johnny Araujo e Gustavo Bonafé), Cidade de Deus (Fernando Meirelles), Sangue Azul (Lírio Ferreira), Meu Pé de Laranja Lima (Marcos Bernstein) e Era Uma Vez Eu, Verônica (Marcelo Gomes).

Canal Brasil Play: Tatuagem (Hilton Lacerda), O Palhaço (Selton Mello), Ex-Pajé (Luiz Bolognesi), Casa Grande (Fellipe Barbosa), Pastor Cláudio (Beth Formaggini), Waiting for B. (Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel) e Jonas e o Circo Sem Lona (Paula Gomes).

NOW: Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga); Sócrates (Alexandre Moratto); Hebe: A Estrela do Brasil (Mauricio Farias); Bixa Travesty (Kiko Goifman e Claudia Priscilla); A Sombra do Pai e O Animal Cordial (Gabriela Amaral Almeida); Deslembro (Flavia Castro); Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos); O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte); Auto de Resistência (Natasha Neri e Lula Carvalho); Flores Raras e Dona Flor e Seus Dois Maridos (Bruno Barreto); O Segredo de Davi (Diego Freitas); Benzinho (Gustavo Pizzi); Greta (Armando Praça); A História da Eternidade (Camilo Cavalcante); O Quatrilho (Fábio Barreto); Divino Amor (Gabriel Mascaro); Big Jato (Cláudio Assis); A Luta do Século (Sérgio Machado); O Roubo da Taça (Caito Ortiz); Alguma Coisa Assim (Esmir Filho e Mariana Bastos); Babilônia 2000 (Eduardo Coutinho); Bete Balanço (Lael Rodrigues); O Processo (Maria Augusta Ramos); Diários de Classe (Maria Carolina da Silva e Igor Souza); Jogo de Cena (Eduardo Coutinho); Arábia (Affonso Uchoa e João Dumans); Cinema Novo (Eryk Rocha); A Luneta do Tempo (Alceu Valença); Corpo Elétrico (Marcelo Caetano); As Boas Maneiras (Juliana Rojas e Marco Dutra); Tito e os Pássaros (André Catoto, Gabriel Bitar e Gustavo Steinberg); Bicho de Sete Cabeças (Laís Bodanzky); Madame Satã, Praia do Futuro e A Vida Invisível (Karim Aïnouz); Inferninho (Guto Parente e Pedro Diogenes); Mormaço (Marina Meliande); Bingo: O Rei das Manhãs (Daniel Rezende); Meu Nome é Daniel (Daniel Gonçalves); Rasga Coração (Jorge Furtado); O Silêncio do Céu (Marco Dutra); Baronesa (Juliana Antunes); e Amazônia Groove (Bruno Murtinho).

Foto: Montagem CINEVITOR.

CINEVITOR #367: Entrevista com Regina Casé | Três Verões

por: Cinevitor

reginacase3veroescinevitorPremiada: Regina Casé em cena.

Dirigido por Sandra Kogut, de Mutum e Campo Grande, Três Verões teve estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido pela primeira vez no Brasil na 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Também passou pelo Festival do Rio e no Antalya Golden Orange Film Festival, na Turquia, onde garantiu à Regina Casé dois prêmios de melhor atriz por seu papel como Madá.

O longa, que chega aos cinemas no dia 19 de março, faz um retrato do Brasil contemporâneo e das consequências da Operação Lava Jato. Através do olhar de Madá, uma caseira em um condomínio de luxo à beira mar, acompanhamos o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos que abalaram o país. A trama se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. A personagem de Madá está entre dois mundos, ela é dona da casa sem ser: Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões.

O filme nasceu do desejo da diretora Sandra Kogut de falar sobre o que vem acontecendo no Brasil nestes últimos anos através de personagens que estão geralmente num canto do quadro. Além de Regina Casé, completam o elenco: Rogério Fróes, Otávio Müller, Gisele Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano VidigalJéssica Ellen e Daniel Rangel.

Para falar mais sobre Três Verões, conversamos com a protagonista Regina Casé, que relembrou bastidores das filmagens, entrosamento com o elenco, personagens marcantes de sua carreira, como a Val, de Que Horas Ela Volta?, e Lurdes, da novela Amor de Mãe, entre outros assuntos.

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Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

CINEVITOR #366: Entrevistas com Irandhir Santos + Hilton Lacerda + Suzy Lopes | Fim de Festa

por: Cinevitor

fimdefestapgmcinevitorArthur Canavarro e Irandhir Santos em cena.

Vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor roteiro na última edição do Festival do Rio, Fim de Festa chega aos cinemas no dia 5 de março. Com direção e roteiro do cineasta pernambucano Hilton Lacerda, de Tatuagem, o filme é o segundo longa do diretor, que se inspirou num caso real para apresentar as mudanças que ocorrem no Brasil de hoje. Clique aqui e leia a crítica.

Irandhir Santos é o protagonista do drama em que vive um investigador de polícia encarregado de desvendar o assassinato de uma turista francesa durante o carnaval de Recife. O exibidor e distribuidor Jean-Thomas Bernardini, da Imovision, faz uma participação especial no longa de Hilton, autor várias vezes premiado como roteirista de mais de 20 títulos, entre eles, Corpo Elétrico, Big Jato, Febre do Rato, Baixio das Bestas, Amarelo Manga, entre outros.

Na trama, o carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife, em Pernambuco. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.

Com fotografia de Ivo Lopes Araújo e trilha sonora de DJ Dolores, o longa conta também com Suzy Lopes, Gustavo Patriota, Arthur Canavarro, Geyson Luiz, Nash Laila, Amanda Beça, Safira Moreira, Leandro Vila, Ariclenes Barroso e uma participação especial de Hermila Guedes no elenco.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais. Na primeira parte você confere um bate-papo com o protagonista Irandhir Santos, que, além de falar sobre o longa, também relembrou alguns sucessos de sua carreira. No segundo programa, conversamos com o diretor e com a atriz Suzy Lopes.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Irandhir Santos

PARTE 2:
Entrevistas com Hilton Lacerda e Suzy Lopes

Foto: Victor Jucá.

CINEVITOR #365: Entrevista com Bruna Marquezine | Edição Especial | Vou Nadar Até Você

por: Cinevitor

brunamarquezinecinevitorBruna Marquezine em Gramado: estreia como protagonista nas telonas.

Com estreia prevista para o dia 5 de março, Vou Nadar Até Você, primeiro longa-metragem de Klaus Mitteldorf, foi exibido na 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado, em agosto do ano passado, na Mostra Competitiva de Longas Brasileiros.

O filme conta a história de Ophelia, interpretada por Bruna Marquezine, uma jovem fotógrafa que decide ir, a nado, em busca do pai que nunca conheceu. Ela acredita ter descoberto quem é seu pai e, determinada, sai de Santos, a nado, rumo a Ubatuba, onde espera encontrá-lo. Antes de partir, envia-lhe uma carta avisando que está a caminho.

Com cenas filmadas na Alemanha e no litoral paulista, ao longo da estrada Rio-Santos, o longa conta também com o ator alemão Peter Ketnath, Ondina Clais, Fernando Alves Pinto, Fabio Audi e Clara Gallo no elenco.

Para falar mais sobre o filme, entrevistamos Bruna Marquezine durante o festival, que falou sobre sua experiência como protagonista nas telonas, preparação da personagem, tapete vermelho em Gramado e também contou histórias divertidas de bastidores.

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Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

CINEVITOR #364: Entrevistas com Maeve Jinkings + Renata Pinheiro + Sergio Oliveira | Açúcar

por: Cinevitor

maeveacucarcinevitorProtagonista: Maeve Jinkings em cena.

Exibido no Festival de Roterdã, Açúcar, escrito e dirigido por Renata Pinheiro e Sergio Oliveira, mostra uma visão contemporânea das relações coronelistas dos antigos engenhos de cana-de-açúcar. O longa acompanha a volta de Bethânia, interpretada por Maeve Jinkings, uma mulher madura, miscigenada, criada em uma família branca, à fazenda da Zona da Mata onde nasceu.

Bethânia carrega em si a formação crucial do povo brasileiro e se perde em um dilema onde nem o preto nem o branco se encaixam nela. Enquanto tenta se reconectar com o local, enfrenta os antigos empregados, agora donos de parte da terra. A narrativa de Açúcar flerta com elementos de realismo fantástico e adentra na dicotomia senhor de engenho versus escravos (branco versus negro, alta cultura versus cultura popular, realidade versus imaginação) presente em todo o filme, tanto psicologicamente quanto geograficamente, refletindo uma divisão social secular na qual o país ainda está preso.

O filme é ambientado num universo de realismo fantástico, que cruza a história pessoal de Bethânia com a formação da identidade de um país que é, ao mesmo tempo, moderno e arcaico, contemporâneo e ancestral, branco e muito, muito mais negro.

Essa é a segunda vez que Renata Pinheiro e Sergio Oliveira trabalham com a atriz Maeve Jinkings. A primeira foi no longa Amor, Plástico e Barulho, dirigido por Renata e produzido por Sergio. No elenco estão ainda Dandara de Morais, Magali Biff e Zé Maria.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais. Na primeira parte você confere um bate-papo com a protagonista Maeve Jinkings, que além de falar sobre Açúcar, relembrou outros trabalhos marcantes de sua carreira, destacou o cinema nordestino e refletiu sobre a atual situação política cultural do país. No segundo programa, uma conversa com os diretores Sergio Oliveira e Renata Pinheiro.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Maeve Jinkings

PARTE 2:
Entrevista com Sergio Oliveira e Renata Pinheiro

Foto: Divulgação/Boulevard Filmes.

CINEVITOR #363: Entrevista com Léa Garcia | Edição Especial | 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

leagarciatiradentesA atriz esteve em Tiradentes para a exibição de seu novo filme.

Considerada uma das maiores atrizes brasileiras, Léa Garcia começou sua carreira na década de 1950 no Teatro Experimental do Negro, fundado por Abdias do Nascimento, um dos maiores expoentes da cultura negra no Brasil.

Dos palcos, ganhou destaque nas telonas ao interpretar Serafina em Orfeu Negro, do cineasta francês Marcel Camus, uma coprodução entre Brasil, França e Itália. O longa foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e levou o Globo de Ouro e o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Sua estreia na TV aconteceu no Grande Teatro, da TV Tupi, na década de 1950. Depois, atuou na novela Acorrentados, exibida na a TV Rio. Estreou na Rede Globo em 1970, na novela Assim na Terra como no Céu, de Dias Gomes. Na emissora carioca, participou de diversas produções, como: Minha Doce Namorada, O Homem que Deve Morrer, Selva de Pedra, Os Ossos do Barão, Fogo Sobre Terra, A Moreninha, Araponga, A Viagem, Anjo Mau, Suave Veneno, O Clone, Sol Nascente, entre outras. A atriz também passou pela TV Manchete, em Xica da Silva e Tocaia Grande, e outras emissoras.

A novela Escrava Isaura, exibida em 1976 na Rede Globo, foi um fenômeno de audiência no Brasil e no exterior e é considerado um dos trabalhos mais marcantes na carreira de Léa Garcia, que interpretava a vilã Rosa.

No cinema, a atriz também ganhou reconhecimento: foi premiada no Festival de Gramado pelo longa As Filhas do Vento e pelo curta Acalanto, que também lhe rendeu prêmios no Brazilian Film Festival of Toronto e no Festival de Cuiabá; com Memórias da Chibata foi consagrada na Jornada Internacional de Cinema da Bahia; no Festival de Natal levou o prêmio de melhor atriz por Dias Amargos. Além disso, atuou em Ganga Zumba, Ladrões de Cinema, A Deusa Negra, Quilombo, Viva Sapato!, Mulheres do Brasil, O Maior Amor do Mundo, Billi Pig, Sudoeste, Boca de Ouro, entre outros.

Recentemente, a atriz passou pela 23ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes para apresentar o longa Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira, exibido no Cine-Tenda na mostra A imaginação como potência. O filme conta o encontro da sensitiva Silvia, uma jovem pesquisadora de mercado que enfrenta as agruras do subemprego enquanto aguarda o resultado de um concurso público, e da graciosa Jerusa, uma senhora de 77 anos, testemunha ocular do cotidiano vivido no bairro do Bixiga, recheado de memórias ancestrais. No dia do aniversário de Jerusa, enquanto espera sua família para comemorar, o encontro entre suas memórias e a mediunidade de Silvia lhes proporciona transitar por tempos e realidades comuns às suas ancestralidades.

No dia seguinte à emocionante exibição, conversamos com a atriz sobre o longa, cinema brasileiro, mulheres negras no audiovisual e carreira.

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Foto: Leo Lara/Universo Produção.