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FIDMarseille 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Mariah Teixeira em A Vida São Dois Dias, de Leonardo Mouramateus.

O FIDMarseille, Festival Internacional de Cinema de Marselha, é reconhecido como uma fonte de novos cinemas, com uma programação plural que apresenta, em destaque, documentários, mas também filmes de ficção.

Para esta 33ª edição, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de julho, 2.734 filmes foram inscritos, sendo 42% dirigidos por mulheres. Ao total, 123 títulos, de 37 países, foram selecionados. As exibições acontecem em cinemas, teatros, bibliotecas, galerias de arte e anfiteatros ao ar livre em toda a cidade, localizada no sul da França.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com algumas obras, entre elas, A Vida São Dois Dias, do cineasta cearense Leonardo Mouramateus, na Competição Internacional. Na trama, a pacata rotina de Rómulo, no Rio de Janeiro, muda da noite para o dia quando um acidente dá início a uma onda de eventos absurdos. Longe dali, Orlando, seu irmão gêmeo e negociante de obras raras, tenta comprar o livro de uma estudante brasileira com problemas financeiros. O elenco conta com Mauro Soares, Mariah Teixeira, Sara Hana, Nuno Lucas, Rita Azevedo Gomes, Helena Lessa e Jorge Polo.

O júri da Competição Internacional será presidido pela cineasta Mati Diop e contará também com: Ted Fendt, diretor americano; João Pedro Rodrigues, cineasta português; o crítico de cinema austríaco, Patrick Holzapfel; e Bani Khoshnoudi, diretora iraniana.

Na mostra First Film Competition, mais duas produções brasileiras ganham destaque. Em Vermelho Bruto, de Amanda Devulsky, quatro mulheres tornam-se mães durante a adolescência, na década após o início do período chamado redemocratização brasileira (1985-1995). É 2018 e, em Brasília, os seus arquivos domésticos misturam-se enquanto elas concebem novas imagens. O elenco conta com Jô Carvalho, Fabiana Matos, Eunice Oliveira e Alessa Machado.

Já em Maputo Nakuzandza, de Ariadine Zampaulo, uma coprodução entre Brasil e Moçambique, jovens saem de uma festa e nos quintais senhoras iniciam o dia. Um homem corre, uma mulher chega de viagem, um turista passeia, um trabalhador apanha o transporte público e a rádio Maputo Nakuzandza anuncia o desaparecimento de uma noiva. O elenco conta com Sabina Tembe, Fernando Macamo, Luis Napaho, Silvana Pombal, Eunice Mandlate, Malua Saveca, Paulo Zacarias, Salvado Mabjaia, Domingos Bié e Maria Clotilde Guirrugo.

Na mostra Other Gems, o Brasil aparece com o documentário Filme Particular, de Janaína Nagata. A partir de um rolo de filme comprado pela internet sem conhecimento sobre seu conteúdo, a realizadora inicia uma investigação, também on-line, que vai revelar segredos inesperados sobre as imagens presentes naquele material de arquivo familiar.

O filme de abertura desta edição será o romance francês Chronique d’une liaison passagère, de Emmanuel Mouret, com Sandrine Kiberlain e Vincent Macaigne no elenco. Além disso, o festival apresentará uma retrospectiva do cineasta catalão Albert Serra e exibirá seu novo filme, Tourment sur les îles; um programa especial dedicado ao ator e diretor francês Mathieu Amalric; e uma seleção com treze curtas-metragens, desenvolvida em colaboração com o crítico e cineasta inglês Neil Young, dirigidos por jovens realizadores ucranianos.

Foto: Divulgação.

Serial Kelly, de René Guerra, encerra edição especial do Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Gaby Amarantos em cena: heroína marginal.

Depois de dois anos em formato on-line, o Festival de Cinema de Vitória realizou uma edição especial entre os dias 21 e 25 de junho; um desdobramento da primeira parte do evento, que aconteceu virtualmente em novembro do ano passado. 

O 28º Festival de Cinema de Vitória: Reencontro apresentou uma seleção de 30 filmes, entre curtas e longas-metragens, premiados com o Troféu Vitória e que foram exibidos em 2021. O público conferiu produções em programas especiais preparados pela curadoria, três sessões especiais com filmes convidados, o lançamento da edição física dos cadernos das homenageadas Marcélia Cartaxo e Margarete Taqueti, além de oito oficinas com foco nas diversas etapas da produção audiovisual. 

Na noite de encerramento, foi exibido o longa inédito Serial Kelly, dirigido por René Guerra. O filme acompanha a trajetória de Kelly, interpretada por Gaby Amarantos, uma artista em busca de reconhecimento, com uma intuição criativa muito aguçada, mas que sofre pela ausência de oportunidades em sua carreira. Conforme ela cumpre sua agenda de shows pelo sertão, a cantora de forró eletrônico também vai deixando um rastro de sangue pelo caminho. Quando passa a ser investigada pelos assassinatos de três homens, sua turnê mambembe também se transforma numa estratégia de fuga. De estrela ascendente ela se torna uma heroína marginal.

Com roteiro de Marcelo Caetano e René Guerra, Serial Kelly foi todo rodado em Alagoas. O elenco conta também com Paula Cohen, Thomás Aquino, Pedro Wagner, Thardelly Lima, Igor de Araújo, Roberta Gretchen, entre outros. Produzido pela Bananeira Filmes, o filme será distribuído pela Vitrine Filmes.

René Guerra estreou no cinema com o curta-metragem Os Sapatos de Aristeu, em 2008; a produção foi um dos filmes nacionais mais premiados daquele ano, com 37 prêmios nacionais e internacionais. Dirigiu também os curtas O Olho e o Zarolho e Vaca Profana; e o longa Guigo Offline, grande vencedor do 25º Festival Mix Brasil, em 2017.

A equipe do filme no festival.

Para apresentar Serial Kelly em Vitória, o diretor marcou presença no evento ao lado da atriz Paula Cohen e da produtora Elaine Azevedo e Silva, representante da Bananeira Filmes. No palco do Teatro Glória, fez um discurso emocionante: “Toda equipe de cinema deveria estar em estado de vulnerabilidade para saber o que é a função de um ator. No Vaca Profana e em todos os meus curtas que passaram aqui, sempre coloquei os atores como representantes dos filmes. Roberta Gretchen, que não tinha pudor em dizer que era uma profissional do sexo, saiu deste festival dizendo que era atriz”.

E completou: “Nós vamos sobreviver. Um país sem cultura é um país sem nada. Eu vou ficar mais radical possível no sentido artístico e o que eles não querem ver, eu vou mostrar. Agradeço todas as mulheres da equipe, que são mulheres fortes e que, inclusive, sobreviveram ao machismo estrutural dentro do set. Sem Elaine [produtora], esse filme não estaria aqui. Sem a Paula [atriz], não estaria na luminosidade. Gaby, eu sei que você está aqui. Eu te amo, te honro. Você foi foda!”.

A produtora Elaine Azevedo e Silva também discursou: “Estamos muito felizes e honrados em participar do festival. É importante passar o filme pela primeira vez ao público em um festival que prestigia o acesso ao público, que ultrapassa o muro do cinema e que vai atrás do espectador de verdade”. A atriz Paula Cohen completou: “Quando eu li esse roteiro pela primeira vez, fui atravessada por um lugar muito profundo. Eu acho que esse filme vai entrar em um lugar de destruir velhos padrões. É um filme que vem com um pé na porta”.

Depois da exibição do filme, foi realizado um grande show, com entrada franca, que marcou o lançamento do festival musical Tenda Lab. No Parque da Prainha, em Vila Velha, se apresentaram: a cantora Letrux, os DJs Amigos da Onça e a Banda Malacaxeta, com participação da atriz e cantora Letícia Persiles.

*O CINEVITOR esteve em Vitória e você acompanha a cobertura por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Divulgação e Thaís Gobbo.

In-Edit Brasil 2022: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do documentário Manguebit, de Jura Capela: vencedor.

Foram anunciados neste sábado, 25/06, os vencedores da 14ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical. Com um total de 67 títulos, entre longas e curtas, nacionais e internacionais, inéditos no circuito comercial, a programação segue ainda com exibições e atividades paralelas.

Neste ano, Manguebit, de Jura Capela, foi o grande vencedor da Competição Nacional segundo o Júri Oficial, que foi formado por André Barcinski, Andréa Alves, Beth Formaggini e Juliana Vicente. A justificativa diz: “O primeiro prêmio vai para um filme que, com um trabalho exuberante de recuperação de acervo e montagem, eterniza um movimento não apenas musical, mas cultural, que uniu os sons pernambucanos com a música do mundo e criou um estilo único: o manguebit”.

O longa, que será exibido na edição do In-Edit Barcelona, conta a história de um dos mais importantes movimentos culturais das últimas décadas, o Manguebeat, através de depoimentos de seus criadores, companheiros, herdeiros, produtores e músicos.

O júri concedeu ainda um Prêmio Especial para Cafi, de Lirio Ferreira e Natara Ney, “pela beleza de suas imagens e a liberdade narrativa desse tributo a um grande criador de imagens, muitas delas dedicadas a artistas e capas de discos icônicos da música brasileira”, e uma Menção Honrosa para o documentário Alan, de Daniel Lisboa e Diego Lisboa (Irmãos Lisboa), “pelo processo de realização e por revelar um personagem único, que usou a força de sua arte para levar beleza a seu mundo tão duro”.

Vale lembrar que todos os filmes da Competição Nacional serão exibidos no domingo, 26/06, na Cinemateca Brasileira. O vencedor ganha ainda uma sessão extra na quarta-feira, 29/06, às 18h30, no CineSesc.

Conheça os vencedores do 14º In-Edit Brasil:

MELHOR FILME
Manguebit, de Jura Capela

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Cafi, de Lirio Ferreira e Natara Ney

MENÇÃO HONROSA
Alan, de Daniel Lisboa e Diego Lisboa (Irmãos Lisboa)

Foto: Reprodução/Vimeo.

Espetáculo Polêmica Cultura: Cinemateca Brasileira promove mostra especial com clássicos

por: Cinevitor
Leonardo Villar em A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos.

A SAC, Sociedade Amigos da Cinemateca, foi fundada em 1962 com o objetivo de articular apoio dos poderes públicos e da iniciativa privada para obter os recursos materiais necessários ao desenvolvimento dos trabalhos da Cinemateca Brasileira. No núcleo desta empreitada estavam Dante Ancona Lopez, publicitário e distribuidor de filmes, Florentino Llorente e Paulo Sá Pinto, exibidores, e Rudá de Andrade, Conservador-Adjunto da Cinemateca.

A ideia havia sido lançada em 1957 por Paulo Emílio após o primeiro incêndio na Cinemateca. Ao constatar a fragilidade da instituição e analisar as relações dela com as esferas políticas e sociais e o impacto da tragédia na opinião pública, concluiu: “Se todos se agruparem numa Sociedade de Amigos da Cinemateca Brasileira será evitado um colapso cuja consequência impediria por tempo indeterminado que o nosso país continue participando do mais importante fenômeno de aprofundamento da cultura democratizada no mundo moderno: a aproximação cultural do cinema”.

A SAC foi constituída oficialmente no dia 2 de julho de 1962. Seu primeiro presidente foi Dante Ancona Lopez, que também exerceu o cargo de diretor, juntamente com Florentino Llorente, João Guilherme de Oliveira Costa e Rui Nogueira Martins. Rudá de Andrade era responsável pela orientação técnica, Jean-Claude Bernardet coordenava as publicações, enquanto Alexandre Wollner orientava a identidade gráfica.

A proposta de Dante Ancona Lopez era oferecer filmes de arte “que geram polêmica, que possuem um valor estético e apresentam um testemunho político-social”. Daí o slogan Espetáculo Polêmica Cultura, que reforçava o perfil da sala como um espaço de estímulo mais amplo à cultura cinematográfica. A partir da inauguração do Cine Coral, Dante criou o conceito de cinema de arte em São Paulo.

Para celebrar os 60 anos da fundação da SAC, a Cinemateca Brasileira organizou uma mostra dividida em três blocos, reproduzindo a prática de programação da época. Ao longo do evento, os familiares de Dante Ancona Lopez farão a doação do acervo do empresário à instituição.

A mostra Espetáculo Polêmica Cultura, que acontecerá entre os dias 30 de junho e 10 de julho, contará com uma homenagem a Dante Ancona Lopez e a primeira exibição pública no país da cópia restaurada de Deus e o Diabo na Terra do Sol, que passou recentemente pelo Festival de Cannes.

Confira a programação:

PROGRAMAÇÃO 1: GRANDES ESTREIAS NACIONAIS

Muitos dos grandes nomes do cinema brasileiro exibiram seus filmes pela primeira vez em uma das salas administradas pela SAC. A Mostra SAC vai apresentar clássicos do nosso cinema, entre os quais, Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha; Garrincha, Alegria do Povo, de Joaquim Pedro de Andrade; e A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos.

PROGRAMAÇÃO 2: GRANDES ESTREIAS INTERNACIONAIS

Dante Ancona Lopez trouxe filmes raríssimos de diversos países para as salas da SAC, ajudando a formar o público cinéfilo de São Paulo. A mostra contará com sessões dos espetaculares Faraó, de Jerzy Kawalerowicz; O Momento da Verdade, de Francesco Rosi; dos polêmicos A Passageira, de Andrzej Munk e Witold Lesiewicz, Os Subversivos, dos irmãos Taviani; e do raro O Crime da Aldeia Velha, de Manuel Guimarães; além de Um Cão Andaluz e O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel; Mickey One, de Arthur Penn; Cinzas e Diamantes, de Andrzej Wajda; entre outros.

PROGRAMAÇÃO 3: FILMES EXIBIDOS NAS INAUGURAÇÕES DAS SALAS

Os cinemas e auditórios programados pela SAC desde 1962 sempre foram reconhecidos como singulares centros de formação cultural. Gerações de artistas, intelectuais e cinéfilos frequentaram esses espaços e puderam conhecer e tomar gosto pelos filmes de arte e, ao mesmo tempo, reconhecer a importância da Cinemateca Brasileira e de seu acervo-repertório na formação de uma sólida cultura cinematográfica. A Mostra SAC traz todos os filmes que foram exibidos na abertura de cada uma das salas programadas pela organização. Confira:

Cine Coral 
Projetado pelo arquiteto Túlio Ficarelli, o cinema foi inaugurado em 1958, na Rua 7 de Abril, 381, com a exibição do filme Esses Maridos, de Luigi Comencini.

Cine Picolino
Inaugurado em 1955, a sala localizada na Rua Augusta 1513 (ao lado do prédio ocupado hoje pelo Espaço Itaú de Cinema), era propriedade da empresa Rilo de Cinemas e Hoteis S.A. e também integrava o circuito da Cia. Serrador. A partir de março de 1965, a Serrador e a SAC passaram a programar as atividades do Picolino. Para a inauguração dessa nova fase, foi lançado o filme italiano Os Amantes de Florença, de Carlo Lizzani, com Marcelo Mastroianni no elenco. O evento mereceu um elogioso artigo de Glauber Rocha no Diário Carioca.

Cine Scala
O Scala, localizado na rua Aurora, 720, Santa Ifigênia, foi inaugurado em 1962 com uma sessão de Ópera dos Pobres, de George W. Pabst. No ano seguinte, um incêndio destruiu suas instalações. A partir de 1965, já recuperado, passou a integrar o circuito de cinemas de arte da Cia. Serrador, acolhendo as programações da SAC, em paralelo às atividades do Cine Picolino.

Auditório do Museu de Arte de São Paulo
No final de 1962, a SAC passou a promover atividades no auditório do MASP. No início de 1963, foram feitas reformas nas instalações e adequação das cabines de projeção. Em março, na solenidade que marcou o início das atividades da SAC no Museu, foi apresentado o filme Harakiri, de Masaki Kobayashi, que um mês depois seria exibido em Cannes como representante oficial do Japão.

Belas Artes
Em 14 de julho de 1967, foi inaugurado o Cine Belas Artes, com a exibição da comédia Os russos estão chegando! Os russos estão chegando!, dirigido por Norman Jewison, indicado a quatro categorias do Oscar e ganhador do Globo de Ouro de melhor comédia. A pretensão inicial era exibir um filme de autor, mas a Serrador preferiu obra mais comercial para a inauguração. Além de programações comerciais e das sessões especiais transferidas do Picolino, o Belas Artes acolheu outras manifestações artísticas (apresentações musicais, peças teatrais e exposições), buscando se tornar um verdadeiro centro de cultura. O lema Espetáculo Polêmica Cultura foi incorporado à marca do novo cinema. 

Sala Cinemateca 
Por oito anos, a Sala Cinemateca ocupou o espaço do antigo Cine Fiametta, na rua Fradique Coutinho (atual Cinesala). Em sua inauguração, foi exibida a versão restaurada de A paixão de Joana D’Arc, de Carl Theodor Dreyer, mesma obra projetada à época da inauguração da Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo (embrião da Cinemateca Brasileira). O filme integrava o ciclo inaugural da sala, intitulado Cinemateca 40 anos, composto por obras expressivas do acervo da instituição. 

Os ingressos para a mostra são gratuitos e distribuídos uma hora antes de cada sessão.

Foto: Divulgação.

Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Cena do documentário brasileiro Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi.

A Outfest é uma organização LGBTQIA+ global de artes, mídia e entretenimento com programas que capacitam artistas, comunidades e cineastas que transformam o mundo com suas histórias. Com a missão de dar visibilidade aos profissionais LGBTQIA+, também abre caminhos que destacam trabalhos destes artistas.

O Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival é um dos eventos mais consagrados do mundo que aborda temáticas LGBTQIA+ e promove a igualdade por meio de narrativas criativas. Neste ano, acontecerá entre os dias 14 e 24 de julho, com exibições presenciais e virtuais.

Para esta 40ª edição, mais de 200 títulos, de 29 países, serão exibidos. O filme de abertura será o romance Tudo é Possível, no original Anything’s Possible, dirigido por Billy Porter, conhecido pela série Pose. Já na noite de encerramento, será exibido o suspense They/Them, de John Logan, em estreia mundial.

Neste ano, o cinema brasileiro se destaca com diversas produções, entre elas, o longa Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira, na mostra Narrative Features. O filme, que já está em cartaz nos cinemas, se passa no começo dos anos 1980, em Vitória, Espírito Santo, e acompanha membros da comunidade LGBTQIAP+ que buscam formas de resistir à epidemia de AIDS. O elenco conta com Johnny Massaro, Renata Carvalho, Vitor Camilo, Clara Choveaux, Alex Bonin, Higor Campagnaro, entre outros.

Ainda na mesma mostra, o brasileiro Marte Um, de Gabriel Martins, que foi exibido no Festival de Sundance deste ano, ganha destaque. O filme retrata uma família negra de classe média baixa, que vive às margens de uma grande cidade brasileira após a decepcionante posse de um presidente de extrema direita. O elenco conta com Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião e Cícero Lucas

Cena do curta paraibano Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima.

O terceiro longa brasileiro selecionado para a mostra Narrative Features foi Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre, grande vencedor do Teddy Award deste ano. A trama mostra jovens queer em São Paulo desafiando tanto o vírus quanto o fracasso político de seu governo. O elenco conta com Pedro Ribeiro, Jonata Vieira e Isabella Pereira; com participações especiais de Cida Moreira, Carlos Escher, Víctor Ivanon, Julia Katharine, Gilda Nomacce, Majeca Angelucci, Nilceia Vicente, Everaldo Pontes, Gabriel Stippe, Inês Brasil, Filipe Rossato e Lizette Negreiros.

Na mostra Short Films, o cinema brasileiro marca presença com: o curta-metragem paraibano Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima, com Danny Barbosa, Lay Gonçalves, Manoa Vitorino, Margarida Santos e William Cabral; e com o premiado Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet, que traz Zélia Duncan, Bruna Linzmeyer, Camila Rocha, Clarissa Ribeiro e Lorre Motta no elenco.

Outro destaque nacional é o documentário Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi, uma coprodução com Estados Unidos, na mostra Documentary Features. Nesta odisseia poética e visualmente hipnótica pela floresta amazônica, o artista indígena Uýra aproveita o poder de interconexão de suas identidades nativas, queer e trans para abrir um caminho de ativismo ecológico e orgulho LGBTQ+ em grandes cidades e pequenas aldeias.

A programação conta também com estreias mundiais, entre elas: o documentário Stay on Board: The Leo Baker Story, dirigido por Nicola Marsh e Giovanni Reda; o suspense Phea, de Rocky Palladino, protagonizado por Sherika Sherard; a comédia Youtopia, dirigida por Scout Durwood; o documentário Art and Pep, de Mercedes Kane; entre outros.

Nesta edição de aniversário, o Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival também realizará uma exibição especial do drama Longe do Paraíso, de Todd Haynes, protagonizado por Julianne Moore, que completa 20 anos de seu lançamento.

Fotos: Divulgação.

A Jangada de Welles: documentário de Firmino Holanda e Petrus Cariry chega aos cinemas no dia 23 de junho

por: Cinevitor
O documentário revisita a passagem de Orson Welles por Fortaleza.

Depois de passar por mais de 20 festivais em 10 países, o longa-metragem cearense A Jangada de Welles chega aos cinemas a partir desta quinta-feira, 23/06. O documentário, dirigido por Firmino Holanda e Petrus Cariry, retorna à fascinante experiência de Orson Welles no Brasil durante a gravação de It’s All True, especificamente a passagem do cineasta pela praia de Iracema e dunas do Mucuripe, em Fortaleza, em junho de 1942.

As filmagens, também lembradas pela trágica morte do jangadeiro cearense Manuel Jacaré, no Rio de Janeiro, se estenderiam pelo mês de julho na capital cearense, com imagens ainda sendo posteriormente registradas em Recife e Salvador.

Firmino Holanda, pesquisador e autor do livro Orson Welles no Ceará, afirma que Welles, antes de filmar em Fortaleza, já contava com as imagens cariocas que recriavam a chegada da jangada São Pedro ao Rio de Janeiro, tripulada por Manuel Jacaré, Jerônimo, Tatá e Manuel Preto. Este fato histórico ocorrera no ano anterior, em 15 de novembro de 1941, depois de 61 dias de travessia pelo mar Atlântico. A viagem, que chamou atenção de Welles, através da revista norte-americana Time, pela determinação dos envolvidos, os levou até o presidente Getúlio Vargas, para apresentar-lhe reivindicações trabalhistas da classe.

Vindo ao Brasil para registrar um segmento sobre carnaval carioca, Welles decidiu encontrar e filmar esses jangadeiros, criando um outro episódio para o longa It’s All True. Neste, a comunidade de pescadores, em Fortaleza, colaborou com a produção, fornecendo intérpretes principais e figurantes, engajando-se no movimento encabeçado pelo cineasta americano.

“Em 19 de maio de 1942, durante os trabalhos no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, um acidente tirou a vida de Jacaré, que sumiu nas águas do mar. Welles, que muito o admirava, sentiu-se mais ainda obrigado a concluir seu episódio, isto quando os produtores já demonstravam desinteresse pelo projeto It’s All True, de modo geral. Isidro, irmão do desaparecido herói jangadeiro, o substituiu discretamente nas imagens feitas no Ceará, a partir de junho de 1942, atuando ao lado de Manuel Preto, Tatá e Jerônimo”, lembra Firmino.

A comunidade de pescadores, em Fortaleza, colaborou com a produção.

Holanda ainda ressalta que a equipe de Welles veio a Fortaleza bastante reduzida, formada pelo assistente Richard Wilson, sua esposa Elizabeth Wilson e a secretária Shifra Haran. Técnicos ligados à produtora carioca Cinédia, que cedeu a câmera principal utilizada, também participaram, sendo estes o diretor de fotografia George Fanto, seu assistente Reginaldo Calmon e Roberto Cavalieri, responsável pelo som guia.

“A gravação ainda contou com o apoio da Aba Film, empresa de Adhemar Bezerra Albuquerque, pioneiro do cinema cearense, que emprestou uma outra câmera para o filme, mais leve, que posteriormente se perderia no mar. Juntaram-se também ao grupo visitante o fotógrafo still Chico Albuquerque e a educadora Aída Balaio, que colaborou nos contatos no Mucuripe e na tradução, para que Welles se comunicasse com os intérpretes locais”, continua.

Essa não é a primeira vez que Holanda e Cariry se debruçam na coleta de depoimentos e de imagens de arquivo para falar sobre a jornada de Welles no Brasil. Em 2005, os dois dirigiram o média-metragem para a televisão Cidadão Jacaré, projeto do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DOCTV). Para Cariry, esse passo inicial foi muito importante não apenas para se conectar com os registros históricos sobre Welles no Brasil, mas também na parceria que seria construída com Holanda.

“Desde então, passamos a trabalhar juntos em diversos projetos dirigidos por mim, tanto de curta quanto de longa-metragem, em que ele colabora e assina também como roteirista e montador de vários deles. Poder ampliar a nossa visão sobre Welles no Ceará em A Jangada de Welles foi mais um desafio para o nosso trabalho em dupla, um esforço de pesquisa imenso para tentar mergulhar nessa história com a ajuda de estudiosos, intelectuais, participantes originais das filmagens e parentes do próprio Jacaré”, finaliza Cariry.

Com distribuição da Sereia Filmes, o longa foi premiado na 24ª edição do FAM, Florianópolis Audiovisual Mercosul, e exibido em diversos países, como, Estados Unidos, Chile, Espanha, Portugal, Argentina, França, Colômbia, Reino Unido.

Confira o trailer de A Jangada de Welles:

Foto: Chico Albuquerque.

17ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto exibirá 151 filmes

por: Cinevitor
Cena do curta Política e Tradição-Carta Kuikuro, de Marrayury Jair Kuikuro.

A 17ª edição da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto acontecerá entre os dias 22 e 27 de junho em formato híbrido com uma seleção de 151 filmes, entre pré-estreias contemporâneas e mostras temáticas. Serão exibidos 20 longas, 14 médias e 117 curtas-metragens, vindos de 8 países e de 21 estados brasileiros, distribuídos em oito mostras: Contemporânea, Homenagem, Preservação, Histórica, Educação, Mostrinha e Cine-Escola.

A programação, ao longo de seis dias de evento, contará também com debates, seminários e atividades complementares que dialogam diretamente com a experiência dos filmes. As exibições acontecem no Centro de Artes e Convenções e na Praça Tiradentes, em Ouro Preto, e também on-line no site oficial.

O recorte da Mostra Histórica deste ano se dá a partir da proposição Cinemas Indígenas: Memórias em Transmissão. Nos últimos 20 anos, vivencia-se uma transição progressiva para a autocriação de filmes de povos indígenas, sem interferências de não-indígenas na construção da estética e da linguagem, o que traz a percepção e recepção cada vez mais amplas das singularidades formais dessa produção. A curadoria de Cleber Eduardo atentou para isso e fez seu recorte a partir dessa autêntica novidade no cenário de produção brasileiro. Houve o movimento deliberado de se evitar um recorte puramente histórico, como se convencionou em outras edições, e priorizar universos fílmicos que soassem mais urgentes e palpitantes.

“Foi como cheguei na produção indígena, ao perceber que ela sempre foi tratada um tanto na paralela do cinema brasileiro, e nunca tanto agregada ao cinema brasileiro. Então me interessava mergulhar nesses filmes e detectar mudanças de fases e traços de singularidade ou, no nosso palavrório branco-ocidental, alguma autoralidade”, comentou o curador. Da empreitada, ele recortou 35 títulos que estão na programação da CineOP, de 17 povos  distintos: “O que vejo nessa programação são dois grandes grupos de filmes muito particulares: os que giram em torno da terra, do território, das demarcações, das invasões, nos quais a presença branca é sempre o inimigo, sejam atritos do passado ou do presente; e os que trabalham a resistência de certas tradições, rituais e reelaborações identitárias a partir de suas espiritualidades”.

A partir disso, Cleber elaborou títulos para as sessões: Políticas da imagem e terras em disputa, que inclui filmes como Já me Transformei em Imagem, de Zezinho Yube, e Zawxiperkwer Ka’a – Guardiões da Floresta, de Jocy Guajajara e Milson Guajajara; e Mitos, espíritos e a vida, que conta com trabalhos como Nguné Elu: O Dia em que a Lua Menstruou, de Takumã Kuikuro e Maricá Kuikuro, e Watoriki Xapiripë Yanopë: Casa dos Espíritos, de Morzaniel Iramari e Dário Kopenawa. Entre os curtas, destaque para a premiada animação Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho.

A homenagem à dupla de cineastas M’bya Guarani, Kuaray (Ariel Ortega) e Pará Yxapy (Patrícia Ferreira), inclui diversos filmes realizados por eles, incluindo os títulos da abertura oficial, na noite de 23 de junho: Bicicletas de Nhanderú e o curta-metragem Nossos Espíritos Seguem Chegando – Nhe’e Kuery Jogueru Teri.

Cena do curta cearense Primos, de Daniel Pustowka.

Os filmes da Mostra Preservação se atentam aos trabalhos audiovisuais que, como definido por uma das curadoras, Fernanda Coelho, são “objetos de memória, que são estudados para educar e fazer história, que perpetuam suas reflexões”. Para Fernanda e Daniela Giovana Siqueira, também curadora, a temática Memória audiovisual no Brasil: resistência e resiliência no tempo permitiu a elas que, a partir da questão indígena como símbolo de luta e permanência no tempo, descobrissem um universo grande e invisibilizado: “Entramos em contato com a produção de periferias, de imigrantes, de MST, que se espalharam pelas sessões e pelas mesas de debate. Uma produção que não é tão visível como os filmes mais ‘oficiais’, e sim de grupos invisibilizados”, disse Fernanda.

Serão então tratados e exibidos na CineOP filmes de núcleos ligados a povos indígenas, movimento de sem-terra, LGBTQIA, imigantes, comunidades, movimentos negros e outros: “Temos duas vertentes: trazer as pessoas que estão pensando em guardar e preservar essas produções; e a preocupação técnica de como fazer isso”, concluiu.

Na programação de filmes da Preservação, o público tomará contato com alguns trabalhos que nem mesmo a autoria se faz conhecida, por se apresentarem como formas de registro fora dos cânones, como é o caso de Viagem a Manaus (título atribuído, direção desconhecida), que integra o programa de cinco filmes silenciosos em bitola 9,5mm do acervo do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense, digitalizados pelo próprio Lupa-UFF, entre 2021 e 2022, a partir da constituição de uma estrutura interna para digitalização de filmes de arquivo.

Além destes, a Mostra Preservação traz à luz processos de restauração e resgate de filmes importantes, ou que tenham a memória como elemento constituinte de sua feitura, como São Paulo em Hi-Fi, de Lufe Steffen, que resgata histórias das noites gays em São Paulo nas décadas de 1960, 1970 e 1980 e a relação com a ditadura e a explosão do vírus HIV; Cine Marrocos, de Ricardo Calil, no qual tem-se a história de sem-teto, refugiados africanos e imigrantes latino-americanos que ocuparam o prédio de um antigo cinema do centro de São Paulo e o processo artístico que os transformou em estrelas de cinema; e o curta-metragem Confissões Documentais, de Lúcio Vilar, que mostra um diálogo entre os cineastas Linduarte Noronha, de Aruanda, e João Batista de Andrade, de Liberdade de Imprensa, que se encontraram pela primeira e única vez em dezembro de 2007, em João Pessoa, na Paraíba.

Por fim, há a sessão especial de História da Guerra Civil, de Dziga Vertov e Nikolai Izvolov, que recupera um dos filmes perdidos da Rússia pós-revolução e dirigido por um de seus maiores nomes. Conecta-se ainda a essa exibição o case de restauro on-line: A Guerra Civil na Rússia pela câmera de Dziga Vertov e o restauro do filme 100 Anos Depois com Nikolai Izvolov, responsável pela organização, reconstituição e restauração da obra.

Este ano acontece, na Mostra Educação, houve um movimento de aproximar o cinema ameríndio dos processos educacionais num momento de “audiovisualização da vida” por conta da pandemia, como afirma Adriana Fresquet, curadora, junto com Clarisse Alvarenga. Entre os selecionados, destaque para o curta Antígona 442 a.C. – Prólogo, de Maurício Farias, e a série La Combi del Arte: Dicionários Audiovisuais Comunitários, desenvolvido pela convidada peruana Teresa Castillo com o objetivo de revitalização das línguas indígenas: “Ela viaja produzindo, com as comunidades nativas, uma série de ações para fortalecer e revitalizar as respectivas línguas a partir do aprendizado e técnicas audiovisuais”, conta Fresquet. Parte desse trabalho de Castillo será apresentado nas sessões dos Dicionários na CineOP, assim como na masterclass da própria realizadora.

A presença do documentarista e professor boliviano Miguel Hilari inclui na CineOP alguns de seus trabalhos mais essenciais: O Curral e o Vento (2014), que se conecta à origem aymara do cineasta por meio de imagens e sons que evocam o tempo e espaço andinos; e Companhia (2019) e Bocamina (2020), de clara inspiração nas suas origens e na defesa da educação do campo. “Ele estará conosco também contando seus processos de criação e os processos de formação que realiza com jovens na Bolívia”, adianta Adriana Fresquet.

Ainda conectada a atividades extras, no caso, a masterclass da professora e realizadora argentina Aldana Loiseau sobre processos de criação envolvendo a técnica da animação, em que os elementos a serem animados estão vinculados à terra, haverá também as sessões de filmes Tierra Animada e Pacha: Somos Barro, que mostram seus trabalhos em stop motion.

Renata Carvalho no longa Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira.

Os filmes da Mostra Contemporânea tiveram curadoria de Camila Vieira, a partir de mais 1.000 curtas inscritos e 57 médias, dos quais estarão em Ouro Preto 28 curtas e um média, incluindo três sessões na Praça, espaço tradicional das exibições na CineOP. Numa relação com a temática geral do evento, a curadoria selecionou, em especial para a praça, documentários em torno de personagens que contam a história de um lugar ou de lutas, como Santo Rio, de Lucas de P. Oliveira e Guilherme Nascimento, que resgata São Sebastião do Soberbo, comunidade destruída para a construção da Usina Hidrelétrica Candonga, em Minas Gerais. Ou Central de Memórias, de Rayssa Coelho e Filipe Gama, sobre quatro mulheres de um bairro de Vitória da Conquista, na Bahia, e o encontro com o universo do cinema nos anos 1990.

Outros curtas que se destacam na Mostra Contemprânea são: A Ordem Reina, de Fernanda Pessoa; Vermelho Guanabara, de Andrea França; Através dos Sentidos, de Gilson Nascimento; Tecido, Sigilo, de Lucílio Jota; Armarinho Aracy, de Camila Matos; Madá, de San Marcelo; Primos, de Daniel Pustowka; Super Panc Me, de Marcus Vinícius Oliveira, entre outros.

Camila também destaca documentários que recuperam lembranças de famílias a partir de registros domésticos: “São atravessamentos que tentam restaurar relações que já se foram e são reconstruídas pela experiência dos filmes”, disse. Entre esses trabalhos, estão Sei que é Tudo Memória, de Nathália Oliveira, no qual a diretora  faz um processo de luto e afirmação da vida a partir da morte dos pais; e O Lugar que Somos, de San Marcelo, em que a personagem se vê num dilema, após ser demitida, entre o sonho de ser dançarina profissional ou ficar perto da família e enfrentar os problemas diários agravados pela condição física da mãe.

“Para a programação on-line da mostra, pois parte da programação será híbrida, temos duas sessões de recorte mais conceitual”, adianta Camila Vieira. Ela se refere à sessão Preservar a História e seus Registros, composta por cinco curtas-metragens: Quem de Direito, de Ana Galizia; Ressaca, de Andrea França; Ensaio sobre Abismos ou as Imagens que Resgastei de Algum Lugar da Minha Mente, de Rafael Luan; Carta para Glauber, de Gregory Baltz; e Cinzas Digitais, de Bruno Christofoletti Barrenha.

A CineOP sempre procura valorizar em sua programação filmes realizados em outras décadas e contextos históricos do século XX no cinema brasileiro e busca enfatizar na programação contemporânea os longas-metragens com foco direto ou indireto em momentos anteriores da sociedade. A programação contemporânea desta edição é conduzida por esta perspectiva de um olhar do presente para os rastros da(s) história(s) e suas possibilidades de regeneração e persistência no tempo e na matéria.

Serão exibidos dez longas-metragens, seis deles presencialmente em Ouro Preto e quatro disponibilizados virtualmente. É um conjunto bastante heterogêneo a partir dessa premissa mais óbvia ou mais tênue de relação com outro momento histórico. São eles:

A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira
Adeus, Capitão, de Vincent Carelli e Tatiana Almeida (filme de encerramento)
Belchior – Apenas um Coração Selvagem, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti
Bem-Vindos de Novo, de Marcos Yoshi
Glauber, Claro, de César Meneghetti
Katharsys, de Roberto Moura
O Bom Cinema, de Eugenio Puppo
Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira
Quem Tem Medo?, de Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr.
Tempo Ruy, de Adilson Mendes

Novamente em parceria com a TV UFOP, a 17ª CineOP conta ainda com duas sessões de curtas brasileiros realizados em universidades, escolas de cinema ou núcleos de formação em audiovisual, apresentados na plataforma do evento e na grade da TV UFOP.

Espaço de confraternização e aprendizado entre estudantes a partir do cinema, o Cine-Escola segue no objetivo de formação de novos públicos e olhares para a produção. As sessões contam com curtas adequados para cada uma das faixas etárias montadas na seleção: entre 5 e 7 anos; de 8 a 10 anos; e entre 11 e 13 anos. Entre os selecionados da mostra Cine-Escola, destacam-se os curtas: Vivências, de Everton Amorim; Aurora – A Rua que Queria Ser um Rio, de Radhi Meron; Rua Dinorá, de Natália Maia e Samuel Brasileiro; entre outros.

A sessão Mostrinha tem objetivo similar, incluindo pais e familiares que estejam em Ouro Preto para poderem acompanhar a programação com os pequenos. Esse ano o filme será Poropopó, de Luis Antonio Igreja, acompanhado de um show de mágica com a Família Kradyn.

Durante seis dias de evento, o público terá oportunidade de vivenciar um conteúdo inédito, descobrir novas tendências, assistir aos filmes, curtir atrações artísticas, trocar experiências com importantes nomes da cena cultural, do audiovisual, da preservação e da educação, participar do programa de formação e debates temáticos de forma gratuita.

Clique aqui e confira a seleção completa dos filmes selecionados para a 17ª CineOP.

Fotos: Divulgação.

6º Cine Sítio divulga filmes selecionados e programação completa

por: Cinevitor
João Cândido no curta Condomínio Fechado, realizado pela Oficina Documentando.

A sexta edição do Cine Sítio, que acontecerá entre os dias 16 e 18 de junho, no município de Nazarezinho, alto sertão da Paraíba, celebra o retorno das atividades depois de um período de pausa. O festival itinerante apresenta o universo do audiovisual para os sítios Caiçara, Cedro do Luiz e Cedro de Cima.

O Cine Sítio nasceu da necessidade de levar a sétima arte para os confins do sertão rural, lugares improváveis e geralmente esquecidos das rotas culturais de forma geral. A iniciativa do cineasta Ramon Batista e da produtora cultural Iris Mendes é democratizar com a população rural as produções realizadas dentro e fora da Paraíba, inclusive do próprio sertão, como forma de fazer entender que é possível sonhar e realizar produções audiovisuais, mesmo morando entre serras e silêncios prolongados. 

Com curadoria do professor e cineasta Bertrand Lira e produção da também professora e cineasta Veruza Guedes, o evento vai além das exibições de filmes. A programação conta com três oficinas realizadas nas escolas de Nazarezinho: Fazendo Filmes Curtíssimos, com o cineasta Marcelo Quixaba; O uso de filmes em sala de aula, ministrada por Orlando Junior; e Entendendo o cinema 3D e produzindo óculos para exibições, com Adilson Barros. A arte desta edição foi criada por Getúlio Saviano e remete à casa onde viveu o cangaceiro Chico Pereira, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico da Paraíba e localizada na Fazenda Jacu, em Nazarezinho; esta construção ajuda a contar a história do cangaço no estado.

O Cine Sítio, assumindo o compromisso de divulgar notáveis obras de cineastas paraibanos e não paraibanos, traz visibilidade e atua como uma importante vitrine para estes profissionais. Além disso, a democratização do acesso à cultura através da gratuidade de todas as ações promovidas pelo evento, como parte de uma iniciativa voltada para formação do público, o Cine Sítio amplia sua audiência através de parcerias formadas com escolas públicas e privadas da rede de ensino da cidade de Nazarezinho; levando alunos do ensino fundamental e médio para sessões exclusivas, de caráter lúdico e educativo, com conteúdo específico para cada faixa etária.

Além dos filmes, a programação traz também diversas atrações especiais, como: exposição fotográfica Moagem, de Ramon Batista; apresentação musical com a dupla de violeiros Ivanildo Vila Nova e Raimundo Caetano; apresentação de Iponax Vila Nova; apresentação teatral Torturas de um Coração, do Grupo Teatro Oficina; palestra Os Desafios da produção cultural no sertão: do financiamento à divulgação, com Laércio Ferreira; apresentação musical de Bichara do Acordeon e Forrozão Xote Bom; além de uma homenagem à produtora cultural Iris Mendes.

Conheça os filmes que serão exibidos no Cine Sítio 2022:

DIA 1 – 16/06 (quinta-feira)
SÍTIO CEDRO DO LUIZ

Cabocolino, de João Marcelo (PE)
Derradeiro de Maio, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques (SP)
No Oco do Tempo, de Antonio Fargoni (PB)
Nonna, de Maria Augusta V. Nunes (SC)
Rasga Mortalha, de Pattrícia de Aquino (PB)

DIA 2 – 17/06 (sexta-feira)
SÍTIO CEDRO DE CIMA

Cine Aurélio, de Kennel Rógis (PE)
Condomínio Fechado, de Oficina Documentando (PB)
Nem Todas as Manhã são Iguais, de Fabi Melo (PB)
Remoinho, de Tiago A. Neves (PB)
Terra Vermelha, de Allan Marcus e Leonardo Gonçalves (PB)
Uma Passagem em 3 Tempos, de Rebeca Souza (PB)

DIA 3 – 18/06 (sábado)
SÍTIO CAIÇARA

Cercas, de Ismael Moura (PB)
Quitéria, de Tiago A. Neves (PB)
Reinado Imaginário, de Hipólito Lucena (PB)
Shakti, de Ricardo Peres (SP)
Um Som de Resistência, de Genilson de Coxixola (PB)
Uma Aventura na Caatinga, de Laércio Ferreira (PB)
Uma Noite no Sítio, de Lucas Galvão (PB)

Foto: Marlom Meirelles.

6º Festival ECRÃ: conheça as obras selecionadas

por: Cinevitor
Cena do curta-metragem Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade.

A sexta edição do Festival ECRÃ acontecerá em formato presencial entre os dias 1 e 10 de julho nas salas da Cinemateca do MAM e do Estação Botafogo; e entre os dias 16 e 24 de julho em formato on-line.

Além de sua tradicional casa, a Cinemateca do Museu de Artes Modernas do Rio de Janeiro, o ECRÃ traz a novidade do Estação Net Botafogo em sua programação. Em parceria com a Cavideo, o festival promoverá exibições especiais como o programa Mestres do Cinema Brasileiro, com curadoria de Cavi Borges, que exibirá filmes raros de realizadores como Neville D’Almeida, Helena Ignez, Helena Solberg, André Parente, entre outros.

Neste ano, o ECRÃ é marcado pela presença de realizadores internacionais como Gastón Solnicki, que marcará presença para apresentar seu novo filme, Um Pequeno Pacote de Amor, que abrirá o festival no dia 1º de julho na Cinemateca do MAM. Além disso, Eric Souther promoverá uma oficina de TouchDesigner, programa que gera, dentre outros, sistemas audiovisuais interativos.

A grande atração desta edição será a vinda do realizador norte-americano James Benning pela primeira vez ao Brasil. Ele é um dos maiores nomes do cinema experimental contemporâneo com cerca de 80 filmes em seu currículo entre longas, médias, curtas e videoinstalações. Prestes a completar 80 anos de idade, Benning estará no Rio de Janeiro para uma masterclass, além de apresentar seu mais novo filme, Os Estados Unidos da América, selecionado para a mostra Forum do Festival de Berlim deste ano.

Além disso, mais de 100 obras serão exibidas e divididas nas já conhecidas categorias do festival. A seleção da sexta edição do ECRÃ traz filmes inéditos no país, estreias mundiais e filmes premiados em grandes festivais. Na seleção dos longas e médias-metragens, junto aos filmes já citados, estão Do Absoluto Nada e Imenso Azul da veterana cineasta experimental Holly Fisher e filmes exibidos na Berlinale, como o premiado Sol no Escuro, de Mawena Yehouessi, e Kinorama, de Edgar Pêra. Do Festival de Roterdã, o ECRÃ apresenta O Sonho e o Rádio, da dupla Ana Tapia Rousiouk e Renaud Després-Laroud, que passou pela Tiger Competition.

A seleção traz mais destaques em outros festivais, como: Inverno, de Vadim Kostrov, vindo do DocLisboa; Lago Gatún, de Kevin Jérome Everson, selecionado para o CPH:DOX, e Animal Macula, de Sylvain L’Esperance, vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Montreal. E mais: o sci-fi experimental Guardiões da Eternidade, do grego Aristotelis Maragkos; Lake Forest Park, de Kersti Jan Werdal, selecionado para o IDFA; o poético O Amparo do Céu, de Diego Acosta, também selecionado para o CPH:DOX; e o filipino Tug, dirigido por Jon Salazam, outro destaque do DocLisboa.

Entre as estreias mundiais, destacam-se: o média-metragem Coisas a Vir, de Ken Jacobs; Uma História de uma Nação, do português Júlio F.R Costa; Blissed, de Maximilian Le Cain; Um Filme Feito em Casa, de Andrew Power; e o denso Há Muito Tempo Não Tenho Medo de Ficar Cego, dirigido por Yannick Mosiman, filme que narra através da contemplação a perda da visão de seu protagonista.

Já entre os filmes brasileiros estão as estreias mundiais de: Cantochão, de Vinícius Romero, um dos grandes destaques do cenário experimental nacional; Diários de uma Paisagem, de Gabraz Sanna e Anne Santos, uma espécie de continuação de Eu sou o Rio, que acompanha o músico Tantão por Berlim; o mockumentary experimental Infinito Ábaco, de Bruno Lisboa; Xiang, de Vitória Severo, todo feito com imagens de câmera de segurança; e Sinfonia do Fim do Mundo, de Isabella Raposo e Thiago Brito, uma espécie de musical em close enquanto o contracampo se explode.

Completam a seleção de longas e médias nacionais: Filme Particular, de Janaína Nagata, um desktop movie feito a partir de imagens de arquivo, que foi exibido recentemente no Olhar de Cinema; e Extremo Ocidente, de João Pedro Faro, exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes e que encerrará a etapa presencial do Festival ECRÃ. As sessões destes filmes terão a presença dos realizadores.

Entre os curtas brasileiros, o ECRÃ destaca na abertura Inferno Remix, de Natália Reis, que retorna ao festival pelo terceiro ano seguido, desta vez em duas categorias. Também retorna ao evento o cineasta Rodrigo Ribeiro-Andrade com Solmatalua, seu novo filme-ensaio sobre diferentes registros do que pode ser uma cultura afro-brasileira.

Além dos filmes, a diversidade marca o segundo ano dos jogos no Festival ECRÃ. Pensando em ocupar ambos os espaços, presencial e on-line, o ECRÃ também selecionou cuidadosamente as Instalações e Artes Interativas desta edição. Na categoria de Performances, num processo de cicatrização, o festival híbrido se mostra forte em conceito. Com obras de duração média de 10 minutos, a seleção das 28 videoartes explora técnicas de criação de imagem em movimento, viaja por diversos países, são realizadas pelas mais diferentes pessoas e estilos  e conta com 8 estreias mundiais.

Confira a seleção completa do Festival ECRÃ 2022:

LONGA E MÉDIA-METRAGEM

Animal Macula, de Sylvain L’Ésperance (Canadá)
As Fitas de Turismo de Denver (Denver Tourism Tapes), de Mike Schwanke (EUA)
Blissed, de Maximilian Le Cain (Irlanda)
Buraco na Cabeça (Hole in the Head), de Dean Kavanagh (Irlanda)
Cantochão, de Vinicius Romero (Brasil)
Cinéfilos (Los Visionadores), de Néstor Frankel (Argentina)
Coisas a Vir (Things to Come), de Ken Jacobs (EUA)
Diários de uma Paisagem, de Gabraz Sanna e Anne Santos (Brasil)
Do Absoluto Nada e Imenso Azul (Out of the Blue), de Holly Fisher (EUA)
Extremo Ocidente, de João Pedro Faro (Brasil) (encerramento presencial)
Filme Particular, de Janaína Nagata (Brasil)
Guardiões da Eternidade (The Timekeepers of Eternity), de Aristotelis Maragkos (Grécia)
Há Muito Tempo Não Tenho Medo de Ficar Cego (I Have Not Been Afraid of Going Blind For a Long Time), de Yannick Mosiman (Suíça)
Infinito Ábaco, de Bruno Lisboa (Brasil)
Inverno (Zima), de Vadim Kostrov (Rússia)
Kinorama, de Edgar Pêra (Portugal)
Lago Gatún, de Kevin Jérome Everson (EUA)
Lake Forest Park, de Kersti Jan Werdal (EUA)
O Amparo do Céu (El Amparo del Cielo), de Diego Acosta (Chile)
O Sonho e o Rádio (Le Rêve et La radio), de Ana Tapia Rousiouk e Renaud Després-Laroud (Canadá)
Os Estados Unidos da América (The United States of America), de James Benning (EUA)
Sinfonia do Fim do Mundo, de Isabella Raposo e Thiago Brito (Brasil)
Sol no Escuro (Sol in the Dark), de Mawena Yehouessi (França)
Tug (Higit), de Jon Salazam (Filipinas)
Um Filme Feito em Casa (A Homemade Film), de Andrew Power (Inglaterra)
Um Pequeno Pacote de Amor (A Little Love Package), de Gastón Solnicki (Áustria) (abertura presencial)
Uma História de uma Nação, de Julio F.R Costa (Portugal)
Xcxhxexrxrxixexsx, de Ken Jacobs (EUA)
相 Xiàng, de Vitória Severo (Brasil)

CURTA-METRAGEM

A Ilha de Podesta (Podesta Island), de Stéphanie Roland (França/Bélgica/Micronésia)
Abismo (Abyss), de Jeppe Lange (Dinamarca)
Anastática, de Juana Robles (Irlanda)
Castelo da Xelita, de Lara Ovídio (Brasil)
Criando Cenas do Crime (The Making of Crime Scenes), de Hsu Che-Yu (Taiwan)
Cristais do Tempo (Time Crystals), de Abinadi Meza (EUA)
Curupira e a Máquina do Destino, de Janaína Wagner (Brasil)
Diário de Luta (Tuggin’ Diary), de Yai Wan-Win (Hong Kong)
Espectro Restauracíon, de Felippe Mussel (Brasil)
Eternidade em Loop, de Isabela Costa (Brasil)
Eu Pensava o Mundo de Você (I Thought the World of You), de Kurt Walker (EUA)
Há Algo Além do Horizonte, de Marcos Paulo Alcântara (Brasil)
Inferno Remix, de Natália Reis (Brasil) (abertura presencial)
Laika, de Deborah Stratman (EUA)
Mar de Sussurros (Sea of Sights), de J.M. Martínez (EUA)
Memorial Maracanã, de Darks Miranda e Pedro França (Brasil) (encerramento presencial)
Morte por Fantasia e Espelhos (Death by Fantasies by Mirrors), de Charlotte Clermont (Canadá)
Moune Ô, de Maxime Jean-Baptiste (Bélgica/Guiana Francesa)
Notas Periféricas (Notes from the Periphery), de Tulapop Saenjaroen (Tailândia/Reino Unido)
O Crepúsculo de Purkyne (Purkyne’s Dusk), de Helena Gouveia (Irlanda)
Oceano Análogo (El Oceano Analogo), de Luis Macias (Espanha/México)
Orgulho (Pride), de Kevin Jerome Everson e Claudrena N. Harold (EUA)
Park Slope, de Felipe André Silva (Brasil)
Prekasno (Muito Tarde) (Prekasno (Too Late)), de Diana Toucedo (Espanha)
Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade (Brasil)
Son Chant, de Vivian Ostrovsky (EUA)
Sycorax, de Lois Patiño e Matías Piñeiro (Portugal)
Terra Devastada #3: Luas, Filhos (Wasteland #3: Moons, Sons), de Jodie Mack (EUA)
Vida Instantânea (Instant Life), de Anja Dornieden, Juan David Gonzalez Monroy e Andrew Kim (Alemanha)
Vs, de Lydia Nsiah (Áustria)
Yacht Trip, de Paula Mermelstein (Brasil)

GAMES

Clóvis – Memórias de um Carnaval, por Desenvolvimento de Jogos UFF (DJUFF) (Brasil)
Ominira, por Afrogames (Brasil)
Stand By Me, por Victor Corrêa (Brasil)

INSTALAÇÕES E ARTES INTERATIVAS

Comos•Átomos (Cosmic•Atomic), de Christopher Boulton (EUA)
Equivoca-se Quem Pensa que a Terra Vai Acabar, de Maria Antonia (Brasil)
Liturgias Virtuais, de Marisa Arraes (Brasil)
Melting Movie Places, de Wilson Oliveira da Silva Filho (Brasil)
O Meio é a Mensagem, de Kirk Tougas (Canadá)
O Milagre de Santo Antônio, de Alfonso Camarero e Jose Luis Ducid (Espanha)
O Próximo Nascer do Sol, de Arthur Gustavo (Brasil)
Soñé Con Un ✨Golpe De Estado✨, de Julia Brasil (Brasil)
Uku Pacha, de Diego Bonilla (Equador/EUA)
“Video-música Jamming” Episódio 1: Vazio (“Video-music Jamming” Episode 1: Void), de Seyeong Yoon (Coreia do Sul)

PERFORMANCES

Buscando (Searching), de Hu Liwei (China)
Fibonacci Me Deixou Hardcore (Fibonacci Made Me Hardcore), de Marie Meyer e Patric Kuo (França) (encerramento on-line)
Fronteira, de Maíra Campos (Brasil)
Ir-se, de Igor Corrêa e Carlos Laerte (Brasil)
Lilien, de Liv Massei (Brasil)
Loucura Suave (A Soft Lunacy), de Shanthal Caba Mojica (EUA)
Mūtātiōnem, de Maile Costa Colbert (Portugal)
Par (Peer), de Lee Campbell (Reino Unido)
X-votive, de Trish Denton (EUA) (abertura on-line)
Yersinia, de Samira Marana (Brasil)

VIDEOARTES

14875, de Estudantes do Liceo Artistico Preziosissimo Sangue Monza (Itália)
A Primeira Memória Com Você (The First Memory With You), de Hsuan-Kuang Hsieh (Taiwan/EUA)
À Procura do Monte Análogo (In Search of Mount Analogue), de Leonardo Pirondi (EUA)
A Visitação (The Visitation), de Toby Tatum (Reino Unido)
A.o.k, de Christopher Tym (Reino Unido)
Boom, de Diane Nerwen (EUA)
Canto, de Alexandre Alagôa (Portugal/Luxemburgo)
Catálogo de Simulacros, de Levy Freitas (Brasil)
Como Dançar Funk, de Ilana Paterman Brasil (Brasil)
Controle de Tráfego, de Jackson Abacatu (Brasil)
É Hoje o Dia da Alegria, de Greg Penn (Austrália)
Feed, de Michael Etzensperger e Mateo Hurtado (Suíça)
Frágil (Fragile), de Sasha Waters (EUA)
Frequências do Tempo (Frequencies of Deep Time), de Eric Souther (EUA)
Gilgamesh, de Lucrécia L. (Brasil)
Grécia pra que Te Quero (All You Want is Greece), de Alex Morelli (Grécia/EUA)
L A V A, de Francisco Cesar, Natália Reis e Luiz Pretti (Brasil)
Labirinto, de Filipe dos Santos Barrocas, Isadora Maria Torres, Léo Bortolin, Lucas Eskinazi e Yuji Kodato (Brasil/Portugal)
Lugar Nenhum, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Brasil/Portugal)
Luz, Câmera, Istambul (Night, Light, Istanbul), de Can Ege İlhan (Turquia)
Melancolia (Melancholia), de Michael Amter (EUA)
Nós, de Diego Ramos (Brasil)
Pedra e Planta, de Teodoro Pimenta (Brasil)
Pequena Estatura, Grandes Ideias (Si Petit Mais Avec Grandes Idées Dans Sa Tête), de Pierre Villemin (França)
Seliberation #2, de Estela Lapponi (Brasil)
Sombra do Vento (Shadow of the Wind), de Pobwarat Maprasob (Tailândia)
Teoria de Unificação dos Corpos, de Amanda & Isadora (Brasil)
Um Lugar no Cosmos (A Place in the Cosmos), de Gavin Hipkins (Nova Zelândia)

Foto: Divulgação.

O Lendário Cão Guerreiro: Paulo Vieira, Deborah Secco e Ary Fontoura dublam animação

por: Cinevitor
Paulo Vieira interpreta o personagem principal Hank.

A Paramount Pictures divulgou recentemente o trailer dublado da animação O Lendário Cão Guerreiro, que ganhou uma nova data de estreia nos cinemas brasileiros: 25 de agosto; o longa-metragem conta com Paulo Vieira, Ary Fontoura e Deborah Secco no elenco de dublagem.

A animação conta a história de Hank, um cão de caça sem muita sorte que está em uma cidade cheia de gatos. O local precisa de um herói para defendê-los do plano maligno de um vilão que quer varrer a cidade do mapa. Com a ajuda de Shogun, um professor relutante, para treiná-lo, o cachorro deve assumir o papel de um samurai e se unir aos aldeões para salvar o dia.

O Lendário Cão Guerreiro marca a estreia do humorista Paulo Vieira, conhecido por diversos trabalhos na TV, como dublador interpretando o personagem principal Hank. Deborah Secco dubla Yuki, uma mãe preocupada e muito protetora; e Ary Fontoura aparece no papel de Xogum, a autoridade máxima do território onde se passa o filme.

Paulo Vieira afirma que a experiência com O Lendário Cão Guerreiro foi a realização de um desejo antigo: “Esse é um dos maiores sonhos da minha vida. Eu sempre quis dublar um desenho animado. Meu personagem é um cachorro que vai passar por muitas provas para se tornar um samurai”, destacou.

Ary Fontoura conta que a dublagem é uma área diferente dentro da atuação, mas que ele gosta de explorar: “Eu gosto muito de dublar. Nunca foi o meu campo, mas descobri agora que é um prazer fazê-lo. Além disso, é um filme para todos, é um filme no qual eu acredito e uma produção maravilhosa. Foi um trabalho que me deu muito prazer”, disse.

Deborah Secco, por sua vez, afirma que se identificou muito com a sua personagem, uma mãe protetora apaixonada pela filha. Para a atriz, a experiência com a dublagem se trata de um novo processo em sua carreira: “A parte mais legal foi tentar entender que voz você vai dar para aquela imagem, aquele desenho. É diferente de uma atuação na qual você trabalha com seu corpo inteiro. É só atuar com sua voz, a colocando dentro de um outro corpo. É completamente novo e diferente de atuar somente. Foi uma experiência super interessante”, concluiu.

Além do elenco brasileiro de dubladores, as vozes originais contam com Michael Cera no papel de Hank, Samuel L. Jackson como Jimbo e Michelle Yeoh como Yuki. A trama é uma adaptação do live-action Banzé no Oeste, lançado em 1974, obra de Mel Brooks, que também é produtor executivo da animação. A direção é de Rob Minkoff, conhecido por O Rei Leão e O Pequeno Stuart Little.

Confira o novo trailer de O Lendário Cão Guerreiro:

Foto: Divulgação/Paramount Pictures.

Circuito Penedo de Cinema 2022 abre inscrições para mostras competitivas

por: Cinevitor
A edição do ano passado aconteceu em formato híbrido.

A 12ª edição do Circuito Penedo de Cinema, que acontecerá entre os dias 14 e 20 de novembro, será realizada em formato híbrido e totalmente gratuito, consolidando-se como uma das iniciativas mais importantes de estímulo à produção e difusão do audiovisual brasileiro.

As inscrições para os curtas-metragens já estão abertas e seguem até o dia 15 de julho. Os realizadores devem se inscrever on-line e exclusivamente através da plataforma FilmFreeway (clique aqui). As produções podem ser inscritas em uma das três mostras competitivas que compõem o Circuito: 15º Festival do Cinema Brasileiro de Penedo, aberto para todos os realizadores, sem nenhuma restrição de abordagem, exceto filmes publicitários e institucionais; 12º Festival de Cinema Universitário de Alagoas, direcionado para produções feitas nas instituições de ensino superior e escolas técnicas de cinema de qualquer parte do país; e 9º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental, que recebe curtas com temáticas direcionadas ao meio ambiente com abordagem nos ambientes natural ou antrópico.

Para concorrer, os proponentes têm que ser diretores ou produtores dos filmes, que devem ter até 25 minutos de duração, incluindo os créditos, e não haver participado de seletivas em edições anteriores do Circuito Penedo. O resultado da seleção está programado para ser divulgado no dia 31 de agosto

As produções selecionadas para as mostras competitivas serão avaliadas por um Júri Oficial convidado pelo festival, a ser divulgado posteriormente, e também pelo Júri Popular, que será definido a partir da votação do público durante o evento. Os realizadores concorrem ao Troféu Canoa de Tolda de melhor filme em cada categoria.

Além das tradicionais mostras, o Circuito conta com a mostra não competitiva de Cinema Infantil, que também está recebendo propostas de curtas-metragens. A seleção da curadoria se dará a partir das inscrições voluntárias dos produtores, conforme o edital lançado.

Ano após ano, o Circuito se reinventa e busca abrir espaço para novas discussões, sempre reafirmando seu papel como instrumento para olhares e perspectivas sobre o vasto patrimônio audiovisual alagoano e nacional, em diálogo com a educação. Durante sete dias, a cidade histórica de Penedo recebe uma programação intensa e gratuita. Com a execução também digital do Circuito, além dos filmes disponibilizados no site do evento, debates, rodas de conversa e oficinas passaram a acontecer em formato on-line. O programa engloba ainda a exibição de longas-metragens brasileiros e uma retrospectiva da Mostra Sururu de Cinema Alagoano.

O festival se apresenta como lugar de resistência e luta diante das situações adversas para o campo da cultura no país. É nesse contexto de reafirmação do cinema nacional, de suas produções e da empregabilidade promovida pelo setor  que o evento se faz ainda mais importante.

Foto: Kamylla Rafael.

Marighella, de Wagner Moura, lidera indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2022

por: Cinevitor
Seu Jorge em Marighella: filme com 17 indicações.

Foram divulgados nesta terça-feira, 14/06, os finalistas ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2022. Esta edição marca o retorno ao formato presencial da maior premiação do setor, realizada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, que nos dois últimos aconteceu virtualmente, e também a volta ao Rio de Janeiro depois de três anos em São Paulo.

Nesta 21ª edição, Marighella, dirigido por Wagner Moura, lidera com 17 indicações, entre elas, melhor longa de ficção e melhor ator para Seu Jorge e Bruno Gagliasso. Na sequência, aparece O Silêncio da Chuva, de Daniel Filho, com 11 indicações. A lista de finalistas de 2022 reúne mais de 200 profissionais indicados, 17 longas-metragens brasileiros e 10 longas estrangeiros. Ao todo, este ano também estão na disputa 15 curtas brasileiros e 18 séries. Os finalistas concorrem em 31 categorias ao Troféu Grande Otelo e foram escolhidos em votação pelos sócios da Academia.

Com direção do artista visual Batman Zavareze e roteiro de Bebeto Abrantes, a cerimônia será realizada na Cidade das Artes, no dia 10 de agosto, com transmissão ao vivo na TV pelo Canal Brasil, pelo YouTube e pelo Instagram da Academia.

“Essa edição será mais representativa, pois vai marcar o reencontro presencial de todo o setor para celebrar o nosso audiovisual. Também destaco a alegria de voltarmos ao Rio de Janeiro depois de três anos em São Paulo, onde fomos muito bem recebidos. E, graças ao apoio do prefeito Eduardo Paes retornamos ao Rio, onde esperamos permanecer por muitos anos, contribuindo para a recuperação da cidade”, disse Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é votado por profissionais das mais diversas áreas do setor que são associados à Academia, entidade aberta a toda a classe. Como acontece todos os anos, a abertura dos envelopes com os vencedores será auditada pela PwC (a mesma que faz a apuração do Oscar). Em 2022, foram inscritos mais de mil profissionais nas diferentes categorias: 53 longas de ficção (incluindo infantis e animação), 33 longas documentários, 61 curtas-metragens, 40 séries brasileiras, 35 longas-metragens internacionais e 11 longas ibero-americanos.

Os vencedores serão escolhidos no segundo turno, que começa no dia 20 de junho, com votação entre os sócios da Academia. Em data que será divulgada em breve, a votação popular pela internet será iniciada para que o público eleja seu filme favorito entre os longas brasileiros finalistas de ficção (drama e comédia) e documentário.

Com sede no Rio de Janeiro e representatividade nacional, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é uma entidade independente criada no dia 20 de maio de 2002 com a finalidade, entre outras, de instituir o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e contribuir para a discussão, promoção e fortalecimento da indústria audiovisual em todo o Brasil.

Em 2020, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais foi reconhecida pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, como a única entidade credenciada para indicar o filme que representa o cinema brasileiro na categoria de melhor longa-metragem internacional no Oscar, sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.

O processo de definição dos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é dividido em duas etapas: indicação e premiação. A partir de 2004, a votação passou a ser feita via internet, pelos sócios da Academia, que recebem uma senha eletrônica para votar pela internet.

Na fase de indicação são escolhidas as cinco obras e profissionais representantes de cada categoria que passarão para a etapa seguinte. A escolha é feita pelos sócios através de uma cédula de votação eletrônica com a lista completa de todos os concorrentes. Terminado o processo de apuração do primeiro turno, uma nova relação com os cinco escolhidos em cada categoria é enviada aos sócios que escolhem, então, os vencedores. Nas duas etapas a votação é secreta e a abertura das cédulas, bem como a apuração dos votos, é realizada pela PwC.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é presidida por Jorge Peregrino e a diretoria é composta por Paulo Mendonça (vice-presidente), Alexandre Duvivier, Bárbara Paz, Iafa Britz e Renata Almeida Magalhães.

Conheça os indicados ao 21º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO
7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto
Depois a Louca Sou Eu, de Julia Rezende
Deserto Particular, de Aly Muritiba
Homem Onça, de Vinícius Reis
Marighella, de Wagner Moura

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA
A Sogra Perfeita, de Cris D’Amato
Depois a Louca Sou Eu, de Julia Rezende
O Auto da Boa Mentira, de José Eduardo Belmonte
Quem Vai Ficar com Mário?, de Hsu Chien Hsin
Um Casal Inseparável, de Sergio Goldenberg

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
8 Presidentes 1 Juramento – A História de um Tempo Presente, de Carla Camurati
A Última Floresta, de Luiz Bolognesi
Alvorada, de Anna Muylaert e Lô Politi
Chacrinha: Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar, de Micael Langer e Cláudio Manoel
Cine Marrocos, de Ricardo Calil

MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL
Turma da Mônica – Lições, de Daniel Rezende
Um Tio Quase Perfeito 2, de Pedro Antônio Paes

MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral

MELHOR DIREÇÃO
Alexandre Moratto, por 7 Prisioneiros
Aly Muritiba, por Deserto Particular
Anna Muylaert e Lô Politi, por Alvorada
Daniel Filho, por O Silêncio da Chuva
Daniel Rezende, por Turma da Mônica – Lições
Luiz Bolognesi, por A Última Floresta

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
Camila Freitas, por Chão
Cesar Cabral, por Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente
Déo Cardoso, por Cabeça de Nêgo
Iuli Gerbase, por A Nuvem Rosa
Madiano Marcheti, por Madalena
Wagner Moura, por Marighella

MELHOR ATRIZ
Adriana Esteves, por Marighella
Andreia Horta, por O Jardim Secreto de Mariana
Débora Falabella, por Depois a Louca Sou Eu
Dira Paes, por Veneza
Marieta Severo, por Noites de Alface

MELHOR ATOR
Antonio Saboia, por Deserto Particular
Bruno Gagliasso, por Marighella
Chico Diaz, por Homem Onça
Irandhir Santos, por Piedade
Seu Jorge, por Marighella

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Bárbara Paz, por Por Que Você Não Chora?
Bella Camero, por Marighella
Carol Castro, por Veneza
Claudia Abreu, por O Silêncio da Chuva
Zezé Motta, por Doutor Gama

MELHOR ATOR COADJUVANTE
André Abujamra, por 7 Prisioneiros
Augusto Madeira, por Acqua Movie
Danton Mello, por Um Tio Quase Perfeito 2
Emilio de Mello, por Homem Onça
Humberto Carrão, por Marighella
Luiz Carlos Vasconcelos, por Marighella
Rodrigo Santoro, por 7 Prisioneiros

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
7 Prisioneiros, escrito por Thayná Mantesso e Alexandre Moratto
A Última Floresta, escrito por Davi Kopenawa Yanomami e Luiz Bolognesi
Alvorada, escrito por Anna Muylaert e Lô Politi
Deserto Particular, escrito por Henrique dos Santos e Aly Muritiba
Piedade, escrito por Hilton Lacerda, Anna Carolina Francisco e Dillner Gomes

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ana. Sem Título, escrito por Lucia Murat e Tatiana Salem Levy
Marighella, escrito por Felipe Braga e Wagner Moura
O Silêncio da Chuva, escrito por Lusa Silvestre
Turma da Mônica – Lições, escrito por Mariana Zatz e Thiago Dottori
Veneza, escrito por Miguel Falabella

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Acqua Movie, por Gustavo Hadba
Deserto Particular, por Luis Armando Arteaga
Doutor Gama, por Cristiano Conceição
Marighella, por Adrian Teijido
O Silêncio da Chuva, por Felipe Reinheimer
Turma Da Mônica – Lições, por Azul Serra
Veneza, por Gustavo Hadba

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
4×100 – Correndo por um Sonho, por Claudio Amaral Peixoto
7 Prisioneiros, por William Valduga
Deserto Particular, por Fabíola Bonofiglio e Marcos Pedroso
Marighella, por Frederico Pinto
O Silêncio da Chuva, por Mário Monteiro
Veneza, por Tulé Peake

MELHOR FIGURINO
7 Prisioneiros, por Aline Canella
Doutor Gama, por Rô Nascimento
Marighella, por Verônica Julian
O Silêncio da Chuva, por Kika Lopes
Veneza, por Bia Salgado

MELHOR MAQUIAGEM
Deserto Particular, por Britney Federline
Marighella, por Martín Macías Trujillo
O Silêncio da Chuva, por Adriano Manques
Turma da Mônica – Lições, por Gabi Britzki
Veneza, por Martín Macías Trujillo

MELHOR EFEITO VISUAL
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, por Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel
Contos do Amanhã, por Pedro de Lima Marques
Marighella, por Saulo Silva
O Silêncio da Chuva, por Emerson Bonadias
Turma da Mônica – Lições, por Marco Prado
Veneza, por Luiz Adriano

MELHOR MONTAGEM | FICÇÃO
7 Prisioneiros, por Germano de Oliveira
Marighella, por Lucas Gonzaga
O Silêncio da Chuva, por Diana Vasconcellos
Piedade, por Karen Harley
Veneza, por Diana Vasconcellos

MELHOR MONTAGEM | DOCUMENTÁRIO
8 Presidentes 1 Juramento – A História de um Tempo Presente, por Joana Ventura
A Última Floresta, por Ricardo Farias
Alvorada, por Vania Debs
Boa Noite, por Eva Randolph e Yan Motta
Cine Marrocos, por Jordana Berg
Zimba, por Idê Lacreta

MELHOR SOM
7 Prisioneiros, por Lia Camargo e Tom Myers
Acqua Movie, por Valéria Ferro, Tiago Bittencourt, Daniel Turini, Fernando Henna e Sérgio Abdalla
Marighella, por George Saldanha, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima e Renan Deodato
O Silêncio da Chuva, por Marcel Costa, Simone Petrillo e Paulo Gama
Turma da Mônica – Lições, por Jorge Rezende, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Toco Cerqueira

MELHOR TRILHA SONORA
Acqua Movie, por Antonio Pinto
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, por André Abujamra e Márcio Nigro
Deserto Particular, por Felipe Ayres
Marighella, por Antonio Pinto
O Silêncio da Chuva, por Berna Ceppas
Pixinguinha, Um Homem Carinhoso, por Cristovão Bastos

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Aurora – A Rua que Queria Ser um Rio, de Radhi Meron
Batchan, de Ester Harumi Kawai
Cenas da Infância, de Kimberly Palermo
Mitos Indígenas em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues
Solitude, de Tami Martins

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
A Fome de Lázaro, de Diego Benevides
Fogo Baixo Alto Astral, de Helena Ignez
Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry
Mãe Solo, de Camila de Moraes
Yaõkwa, Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO
A Máquina Infernal, de Francis Vogner dos Reis
Ato, de Bárbara Paz
Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci
Chão de Fábrica, de Nina Kopko
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo (México)
Aranha, de Andrés Wood (Argentina/Brasil/Chile)
Coração Errante, de Leonardo Brzezicki (Brasil/Argentina/Chile/Espanha/Holanda)
Ema, de Pablo Larraín (Chile)
Um Crime em Comum, de Francisco Márquez (Argentina)

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Druk – Mais uma Rodada, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
Duna, de Denis Villeneuve (EUA)
Meu Pai, de Florian Zeller (Reino Unido/França/EUA)
Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)
Summer Of Soul (…Ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada), de Questlove Thompson (EUA)

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA | ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Angeli The Killer (2ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: Cesar Cabral
Aventuras de Amí (1ª temporada) (Globoplay); Direção Geral: Maria Carolina e Igor Souza
Os Under-Undergrounds (2ª temporada) (Nickelodeon); Direção Geral: Fernando Alonso e Nelson Botter Jr.
Planeta Palavra (1ª temporada) (Discovery+); Direção Geral: Claudio Peralta

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA | DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Abre Alas (1ª temporada) (YouTube Originals); Direção Geral: Maristela Mattos
Sociedade do Cansaço (1ª temporada) (GNT); Direção Geral: Patrick Hanser
Som da Rua (3ª temporada) (Canal Curta); Direção Geral: Roberto Berliner
Transamazônica – Uma Estrada para o Passado (1ª temporada) (HBO e HBO Go); Direção Geral: Jorge Bodanzky
Tu Casa es Mi Casa (1ª temporada) (HBO Mundi e HBO Go); Direção Geral: Paulinho Moska e Pablo Casacuberta

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT
Chão de Estrelas (1ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: Hilton Lacerda
Colônia (1ª temporada) (Canal Brasil); Direção Geral: André Ristum
Detetives do Prédio Azul (15ª temporada) (Gloob e Globoplay); Direção Geral: Tatiana de Lamare
Dom (1ª temporada) (Amazon Prime Video); Direção Geral: Breno Silveira
Manhãs de Setembro (1ª temporada) (Amazon Prime Video); Direção Geral: Luis Pinheiro
Sintonia (2ª temporada) (Netflix); Direção Geral: Kondzilla

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA
Exterminadores do Além (1ª temporada) (SBT); Direção Geral: Fabricio Bittar
Laboratório Aloprado Tá On (1ª temporada) (TVE RS); Direção Geral: Edye
Sob Pressão (4ª temporada) (Globo); Direção Geral: Andrucha Waddington

Foto: Ariela Bueno.