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Festival do Rio 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Ato Noturno, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon: quatro prêmios

Foram anunciados neste domingo, 12/10, no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, em cerimônia apresentada por Clayton Nascimento e Luisa Arraes, os vencedores do Festival do Rio 2025.

Neste ano, 48 filmes, entre longas e curtas-metragens, competiram nas mostras oficiais e disputaram o Troféu Redentor, da Première Brasil, e o Prêmio Felix; juntos consagraram o melhor do cinema nacional contemporâneo. O festival apresentou novidades, como a inclusão da categoria de melhor figurino na competição principal e o retorno do Prêmio do Público, que elegeu os favoritos em melhor filme de ficção e melhor documentário da Première Brasil, além de melhor filme na mostra Novos Rumos.

Em seu discurso no palco do Odeon, Ilda Santiago, diretora do festival, disse: “Foi um ano muito especial, com salas cheias, encontros importantes de mercado, encontros amorosos de novos projetos. Quero agradecer aos júris, agradecer a todos que participaram e estiveram conosco ao longo desses onze dias. É uma rede de paixão pelo cinema. E um agradecimento especial ao público”

A diretora do festival, Walkiria Barbosa, complementou: “O RioMarket este ano foi histórico porque a gente vem de um processo de incluir, pela primeira vez na história do audiovisual brasileiro, do nosso setor dentro do Ministério do Comércio, com o programa da nova indústria do Brasil. E culminou com a presença do Ministério no RioMarket”

O Festival do Rio ainda trouxe para este ano duas novas competições com o Voto Popular. Pela primeira vez, mostras internacionais são competitivas e os vencedores nas categorias Expectativas e Première Latina serão conhecidos no final desta semana, após o encerramento da votação, que segue durante o período do Chorinho, seleção de filmes que continuam sendo exibidos e votados até quarta-feira, 15/10.

Entre os discursos da noite, Fábio Leal, diretor do premiado curta O Faz-Tudo, emocionou: “Minha mãe sofreu um AVC e está muito limitada. Mas quando fui selecionado para o Festival do Rio, eu contei e ela falou ‘oooo’ e fez assim com a mão. Pode parecer pouco, mas é o mundo. Ela era artista e abdicou da arte para me criar. Os filmes que faço são pornochanchadas, talvez o mais brasileiro e o mais esculhambado de todos os gêneros. Precisamos reconhecer a importância do gênero e recuperar essa história”

A vencedora do Redentor de melhor atriz, Klara Castanho, por #SalveRosa, também discursou: “Já que foi citada aqui Fernanda Torres, quero dizer: a vida presta”. Outro momento marcante da noite foi o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Diva Menner, por Ruas da Glória: “Eu sou uma travesti preta e não poderia deixar de dedicar este prêmio às minhas trans-cestrais, que não estão mais aqui porque foram vítimas da sociedade e não tiveram as mesmas oportunidades que eu tive. E que a minha voz e a minha arte me façam percorrer a distância entre o dedo e a ferida. A arte me salvou!”.

Marcio Reolon, que divide com Filipe Matzembacher a direção de Ato Noturno, discursou ao receber os troféus de melhor filme brasileiro pelo Prêmio Felix e melhor roteiro na Première Brasil: “Hoje no nosso país as forças conservadoras estão organizadas e nós precisamos resistir a isso. E uma coisa que é muito importante, e guia nossos personagens, é o espírito de desobediência. Cabe a nós abraçar isso e usar como uma afirmação”. O filme também venceu nas categoria de melhor ator para Gabriel Faryas e melhor fotografia para Luciana Baseggio

Nesta 27ª edição, o time de jurados foi formado por: Eric Lagesse (presidente), Carolina Kotscho, Claudia Kopke, Elena Manrique, Javier Garcia Puerto, Luciana Bezerra e Paula Astorga na Competição Principal da Première Brasil; Beth Formaggini (presidente), Davi Pretto, Lucas H. Rossi, Rafael Sampaio e Thalita Carauta na Première Brasil Novos Rumo; e Franck Finance-Madureira (presidente), Carolina Durão, Chica Andrade e Hedu Carvalho (em drag, Dudakoo) no Prêmio Felix, que celebra os filmes de temática LGBTQIAP+

Conheça os vencedores do Festival do Rio 2025:

PREMIÈRE BRASIL

Melhor Filme | Ficção: Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães (RJ)
Melhor Filme | Ficção | Voto Popular: #SalveRosa, de Susanna Lira (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins (RJ)
Melhor Direção | Ficção: Rogério Nunes, por Coração das Trevas
Melhor Roteiro: Ato Noturno, escrito por Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
Melhor Curta: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ) e O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE)
Melhor Documentário: Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SP)
Melhor Documentário | Voto Popular: Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins
Melhor Direção | Documentário: Mini Kerti, por Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui
Melhor Atriz: Klara Castanho, por #SalveRosa
Melhor Ator: Gabriel Faryas, por Ato Noturno
Melhor Atriz Coadjuvante: Diva Menner, por Ruas da Glória
Melhor Ator Coadjuvante: Alejandro Claveaux, por Ruas da Glória
Melhor Fotografia: Ato Noturno, por Luciana Baseggio
Melhor Direção de Arte: Pequenas Criaturas, por Claudia Andrade
Melhor Figurino: #SalveRosa, por Renata Russo
Melhor Montagem: Honestino, por André Finotti
Melhor Som: Love Kills, por Ariel Henrique e Tales Manfrinato
Melhor Trilha Sonora Original: Apolo, por Plínio Profeta

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS 

Melhor Longa: Uma em Mil, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert (RJ)
Melhor Filme | Voto Popular: Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias (RJ)
Melhor Direção: João Borges, por Espelho Cigano
Prêmio Especial do Júri: Ângela Leal e Leandra Leal, por Nada a Fazer
Melhor Atriz: Ana Flavia Cavalcanti e Mawusi Tulani, por Criadas
Melhor Atriz | Menção Honrosa: Docy Moreira, por Espelho Cigano
Melhor Ator: Márcio Vito, por Eu Não Te Ouço
Melhor Curta: Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán (CE)
Menção Honrosa | Curta: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)

PRÊMIO FELIX

Melhor Filme Brasileiro: Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (RS)
Melhor Filme Internacional: A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough Hobb (Austrália)
Melhor Documentário: Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Me Ame com Ternura (Love Me Tender), de Anna Cazenave Cambet (França/Luxemburgo)

Foto: Rogério Resende.

Fest Aruanda 2025 anuncia exibições na praia, filme de abertura e homenagem a Geraldo Vandré

por: Cinevitor
Geraldo Vandré: 90 anos e homenagem no festival 

A 20ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 4 e 10 de dezembro, em João Pessoa, na Paraíba, anunciou as primeiras novidades para este ano: exibições na praia, filme de abertura e homenagem a Geraldo Vandré

Neste ano, o formato do festival terá programação dupla com exibição de filmes na rede Cinépolis, no Manaíra Shopping, e na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré. O filme de abertura será o documentário musical Ary sobre o compositor, pianista, cantor e apresentador Ary Barroso. A sessão terá a presença do diretor do filme, André Weller, e o patrocínio do longa-metragem, exibido recentemente no Festival do Rio, é assinado pelo Grupo Energisa.

“Nos 20 anos do Fest Aruanda, o público será contemplado com uma programação diferenciada e sem precedentes nos festivais de cinema nordestinos: o evento sai do shopping durante duas noites e se instala nas areias de Tambaú, democratizando ainda mais o acesso a bons filmes e música de excelente qualidade”, disse Lúcio Vilar, fundador e diretor do festival, cuja ideia ele vem amadurecendo desde antes da pandemia.

Na manhã desta quinta-feira, 09/10, no Cine Bangüê, em João Pessoa, o governador João Azevêdo lançou a primeira edição do Fest Aruanda Praia, em comemoração aos vinte anos do mais antigo festival de cinema da Paraíba. O evento será celebrado na primeira semana do mês de dezembro com cinema e música na Praia de Tambaú

O governador destacou que o Fest Aruanda Praia é mais um evento que vai se consolidar e entrar no calendário de eventos de João Pessoa, oferecendo cinema e música em espaço aberto à população: “O Fest Aruanda tem história, já são 20 anos do festival, que hoje é referência nacional, e este ano nós vamos ter uma ampliação ao associar as telas à música, em que a população terá a oportunidade de assistir a vídeos, documentários, mas também a shows. Essa é uma ação extraordinária, reforçando os investimentos que temos feito na cultura que tem vivido um grande momento na Paraíba, dentro da compreensão que temos de que é preciso investir na saúde, na educação, mas também naquilo que nos forma como cidadão e a cultura faz isso”.

O secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, falou sobre a importância de unir cinema e música na praia como iniciativa pioneira e ousada da gestão estadual: “O encontro de cinema e música em celebração aos vinte anos do festival é algo extraordinário no cenário artístico cultural da Paraíba. O Governo do Estado reconhece a potência do Fest Aruanda quando incentiva eventos dessa natureza, o que culmina em um desenvolvimento assertivo do fomento às artes e também proporciona visibilidade para o estado de uma maneira que é acessível para todos que vão prestigiar o novo formato do festival. Então, sem dúvida nenhuma, será um momento que ficará marcado na memória do povo paraibano”

Ary Barroso no documentário Ary, de André Weller: filme de abertura

Na programação, na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré, no dia 4 de dezembro, às 18h, haverá um Tributo Raul Seixas: 80 anos, com exibição do filme de Walter Carvalho, Raul: O Início, o Fim e o Meio, que conta a trajetória do conhecido cantor e compositor, polêmico, ícone e criador da sociedade alternativa ao lado parceiro inseparável, hoje escritor, Paulo Coelho. Um raio-X do astro do rock brasileiro através de documentos, depoimentos de familiares, ex-esposas, filhas, amigos, músicos e compositores.

Após a exibição, às 21h, terá um tributo musical com dez artistas paraibanos e, às 22h, Paula Chalup e Vivi Seixas, filha de Raul Seixas, trazem pela primeira vez à Paraíba o Rock das Aranhas Show Live, com músicas revisitadas do eterno maluco beleza

Já no dia 5 de dezembro, a programação contará com a exibição do filme documental de Joana Mariani, Me Chama que Eu Vou, que conta toda a trajetória musical de Sidney Magal. Através de depoimentos e recortes que mostram os momentos mais significativos da vida do cantor, o espectador acompanha a trajetória dos 50 anos de carreira do músico, dançarino, dublador e ator que encanta cinco décadas no Brasil. Logo em seguida, o próprio Sidney Magal subirá ao palco Aruanda Praia com sua banda para um show que promete ser apoteótico.

Além disso, a 20ª edição do Fest Aruanda terá uma celebração especial: homenagear os 90 anos do cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré. Embora já tenha sido laureado em 2015, “a organização do festival não podia se furtar a registrar tão importante efeméride de um artista da estatura e renome nacional e internacional”, justificou Lúcio Vilar, fundador e diretor executivo do evento que chega esse ano ao vigésimo aniversário enquanto mais longevo festival de cinema da Paraíba. Por conta disso, o evento promete uma grande festa da arte e da cultura audiovisual brasileira, com uma programação rica e diversificada que vai contemplar todos os públicos.

Geraldo Vandré é cantor, compositor e violonista brasileiro, conhecido por suas canções engajadas e poéticas que marcaram a história da música brasileira. Nascido em 12 de setembro de 1935, Vandré completou 90 anos recentemente. Sua carreira é um testemunho de sua paixão pela música e seu compromisso com a arte, especialmente nos anos 1950, 60 e 70, sendo um dos principais nomes da música brasileira. A homenagem ao artista será uma forma de reconhecer sua contribuição para a cultura brasileira e celebrar sua obra. Sua música e sua história continuam a inspirar novas gerações de músicos e fãs.

A programação do Fest Aruanda será composta por uma variedade de atividades, incluindo: exibição de filmes brasileiros, mostras de curtas e longas-metragens, workshops e palestras sobre audiovisual, exibição de filmes internacionais e música ao vivo com artistas convidados.

Fotos: Mano de Carvalho/Divulgação.

Festival do Rio 2025: conheça os filmes internacionais selecionados

por: Cinevitor
Stellan Skarsgård e Elle Fanning em Valor Sentimental, de Joachim Trier

Depois de anunciar os filmes brasileiros, o Festival do Rio 2025, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de outubro, revelou os títulos internacionais que serão exibidos ao longo da programação com produções aclamadas nos maiores festivais do mundo e os indicados por seus países ao Oscar.

Além da Première Brasil, principal vitrine do cinema brasileiro, a seleção internacional também ocupa lugar de destaque, com mostras tradicionais. A Panorama Mundial apresenta os grandes nomes do ano e obras de cineastas consagrados. Já a mostra Expectativas é o espaço para novas vozes, exibindo os primeiros trabalhos de diretores de diversos países que tenham até três filmes em suas filmografias; nesta edição, a mostra ganha caráter competitivo com o Prêmio do Público Expectativas.

A Première Latina traz cerca de 20 produções de todo o território da América Latina. Para quem busca experiências provocadoras, a Midnight Movies reúne obras intensas que transitam do terror ao erótico. Na mostra Itinerários Únicos, o foco está em documentários sobre a vida e o legado de grandes artistas da história mundial, da música à moda e à arquitetura. Por fim, Clássicos & Cults convida o público a redescobrir ou ter seu primeiro contato com títulos representativos da história do cinema global.

Nesta 27ª edição, uma seleção imperdível de produções internacionais ganha destaque na mostra Panorama Mundial, que traz os títulos mais esperados do ano, escolhidos para refletir perspectivas globais e apresentar os trabalhos mais recentes de cineastas consagrados, além de reunir destaques dos principais festivais internacionais.

Dentre os longas pré-selecionados por seus países para representá-los no Oscar 2026, 14 títulos completam a programação, entre eles, o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura; o aguardado A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania, representante da Tunísia e premiado no Festival de Veneza; o aclamado Valor Sentimental, de Joachim Trier, representante da Noruega e vencedor do Grand Prix em Cannes; o filipino Fernão de Magalhães, de Lav Diaz, com Gael García Bernal; entre outros.

Saja Kilani no premiado A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania

A programação contará também com outros destaques, como: Couture, de Alice Winocour, com Angelina Jolie e Louis Garrel; Alpha, de Julia Ducournau, que disputou a Palma de Ouro em Cannes; Balada de um Jogador, de Edward Berger, exibido nos festivais de Toronto e San Sebastián; Brincando com Fogo, de Delphine Coulin e Muriel Coulin, que rendeu o prêmio de melhor ator para Vincent Lindon no Festival de Veneza do ano passado; In-I in Motion, de Juliette Binoche, que contará com a presença da diretora no evento; O que a Natureza te Conta, de Hong Sang-soo, que disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim; La Grazia, de Paolo Sorrentino, que abriu o Festival de Veneza e rendeu o prêmio de melhor ator para Toni Servillo; Romaria, de Carla Simón, exibido em Cannes; Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, de Mary Bronstein, que rendeu o prêmio de melhor interpretação para Rose Byrne; Orphan, de László Nemes, exibido em Veneza; entre muitos outros.

O cinema latino-americano tem lugar cativo no Festival do Rio com a Première Latina, mostra que celebra a riqueza e a diversidade das narrativas do continente. Em sua edição de 2025, a seleção reúne longas-metragens que montam um rico panorama de culturas, histórias, estéticas e questões relevantes que atravessam as cinematografias autorais da região.

Entre os destaques estão produções como o drama chileno O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes, obra alegórica sobre a epidemia de AIDS na década de 1980 que foi a grande vencedora da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes deste ano, sendo também o longa escolhido para representar seu país na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional. Outro título celebrado nos grandes festivais internacionais que marca presença na seleção é o sensível road movie A Mensageira, de Iván Fund, coprodução entre Argentina e Espanha, que conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Berlim.

Cineastas premiados no circuito internacional também estão representados na seleção, que traz os novos filmes da cultuada realizadora argentina Lucrecia Martel e do chileno Sebastián Lelio. Martel apresenta Nossa Terra, primeiro longa documental de sua carreira, que revisita o assassinato do líder indígena Javier Chocobar e a luta de sua comunidade por justiça; a obra foi reconhecida com o Prêmio Films After Tomorrow em Locarno e exibida em Veneza. Já Lelio retorna às telas com A Onda, musical ousado que representa os eventos reais da primavera feminista que tomou as ruas do Chile em 2018.

O Festival do Rio tem uma mostra dedicada a obras diversas e provocantes, do terror ao erótico, que apresenta o que faz você querer desviar o olhar, mas mantém seus olhos fixos: a Midnight Movies. Neste ano, a seleção reúne filmes de todos os continentes, em sua maioria dirigidos por mulheres e membros da comunidade LGBTQIA+, dos gêneros cinematográficos mais variados, com participação relevante em Sundance, Berlim, Tribeca, Annecy e festivais de cinema fantástico e temática queer.

Angelina Jolie e Louis Garrel em Couture, de Alice Winocour

A mostra Expectativas, que exibe do primeiro ao terceiro filme de diretores e diretoras, revelando novos talentos e vozes de diferentes partes do mundo, vai contar com o Prêmio do Público Expectativas. Já a mostra Itinerários Únicos leva ao público narrativas sobre figuras públicas notáveis e contará com 16 produções. Com os filmes da seleção, focada no cinema documental, o público poderá conhecer mais sobre as trajetórias marcantes de artistas, pensadores e personalidades políticas como John Lennon, Yoko Ono, Jack Kerouac, George Orwell, Dalai Lama, Elizabeth Bishop e Volodymyr Zelensky.

Com a mostra mostra Clássicos & Cults, o Festival do Rio tem um compromisso com a formação e o fomento do público cinéfilo do Rio de Janeiro. Por isso, além de promover o melhor do cinema contemporâneo do Brasil e do mundo, exibindo produções aclamadas nas principais competições internacionais, o festival celebra obras que resistiram ao teste do tempo, amplificando seu impacto cultural e influência ao longo dos anos.

Vale destacar também que o filme de encerramento desta edição será Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland. Inspirado no premiado livro de Maggie O’Farrell, foi o grande vencedor do Festival de Toronto e também aclamado pela crítica durante sua estreia no Festival de Telluride. A trama acompanha Agnes (Jessie Buckley), esposa de William Shakespeare (Paul Mescal), enquanto enfrenta a dor da perda de seu único filho, Hamnet. Emocionante e profundamente humano, o filme explora a força do luto e a capacidade de ressignificação, ao mesmo tempo em que revela o pano de fundo para a criação de Hamlet, a obra mais famosa do dramaturgo inglês.

Conheça os filmes internacionais selecionados para o Festival do Rio 2025:

PANORAMA MUNDIAL

& Filhos (& Sons), de Pablo Trapero (EUA/Canadá)
A Aventura (L’Aventura), de Sophie Letourneur (França)
À Beira (Fuori), de Mario Martone (Itália/França)
A Cerca (Le Cri des Gardes), de Claire Denis (França)
A Cláusula do Amor (Ren’ai saiban), de Koji Fukada (Japão/França)
A Costureira Húngara (Ema a smrtihlav), de Iveta Grofova (Eslováquia/Hungria/República Tcheca)
A Cronologia da Água (The Chronology of Water), de Kristen Stewart (EUA/França/Letônia)
A Divina Comédia (Komedie elahi), de Ali Asgari (Irã/Turquia/Itália/França/Alemanha)
A Festa de Aniversário (The Birthday Party), de Miguel Ángel Jiménez (Grécia/Espanha/Holanda/Reino Unido)
A Ilusão da Ilha de Yakushima (L’illusion de Yakushima), de Naomi Kawase (França/Japão/Bélgica/Luxemburgo)
A Mulher Mais Rica do Mundo (La femme la plus riche du monde), de Thierry Klifa (França)
A Vizinha Perfeita (The Perfect Neighbor), de Geeta Gandbhir (EUA)
A Voz de Hind Rajab (Sawt Hind Rajab), de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França)
Alpha, de Julia Ducournau (França/Bélgica)
Aquilo que Você Mata (Things You Kill), de Alireza Khatami (França/Polônia/Canadá/Turquia)
Ari, de Léonor Serraille (França/Bélgica)
As Provadoras de Hitler (Le Assaggiatrici), de Silvio Soldini (Itália/Bélgica/Suíça)
Balada de um Jogador (Ballad of a Small Player), de Edward Berger (Reino Unido/Alemanha)
Brincando com Fogo (Jouer avec le feu), de Delphine Coulin e Muriel Coulin (França/Bélgica)
Clamor (Bidad), de Soheil Beiraghi (Irã)
Couture, de Alice Winocour (EUA/França)
Diga a Ela que a Amo (Dites-lui que je l’aime), de Romane Bohringer (França)
Divia, a natureza destruída pela guerra, de Dmytro Hreshko (Polônia/Ucrânia/Holanda/EUA)
Dois Pianos (Deux Pianos), de Arnaud Desplechin (França)
Dois Procuradores (Zwei Staatsanwälte), de Sergei Loznitsa (França/Alemanha/Holanda/Letônia/Romênia/Lituânia/Ucrânia)
Dossiê 137 (Case 137), de Dominik Moll (França)
Elefantes Fantasmas (Ghost Elephants), de Werner Herzog (EUA)
Elisa: O Véu da Culpa, de Leonardo Di Costanzo (Itália/Suíça)
Escrevendo a Vida: Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes (Writing Life: Annie Ernaux Through The Eyes Of High School Students), de Claire Simon (França)
Família de Aluguel (Rental Family), de Hikari (EUA/Japão)
Fernão de Magalhães (Magalhães), de Lav Diaz (Portugal/Espanha/França/Filipinas/Taiwan)
Fim de Festa (Fin de fiesta), de Elena Manrique (Espanha)
Franz Antes de Kafka, de Agnieszka Holland (República Checa/Polônia/Alemanha/França/Turquia)
Hedda, de Nia DaCosta (EUA)
Honey, Não! (Honey Don’t), de Ethan Coen (EUA/Reino Unido)
In-I in Motion, de Juliette Binoche (França)
Justa, de Teresa Villaverde (Portugal/França)
Kokuho: O Mestre Kabuki, de Sang-il Lee (Japão)
La Duse: A Diva Contra o Facismo, de Pietro Marcello (Itália/França)
La Grazia, de Paolo Sorrentino (Itália)
Made in Europe (Made in EU), de Stephan Komandarev (Bulgária/Alemanha/República Tcheca)
Madre, de Teona Mitesvka (Bélgica/Macedônia/Dinamarca/Suécia)
Marcel Et Monsieur Pagnol (A Magnificent Life), de Sylvain Chomet (França/Luxemburgo/Bélgica)
Meu Mestre do Tênis (Il Maestro), de Andrea Di Stefano (Itália)
Minha Amiga Eva (Mi Amiga Eva), de Cesc Gay (Espanha)
Morra, Amor (Die My Love), de Lynne Ramsay (EUA/Reino Unido/Canadá)
O Acidente do Piano (L’accident de piano), de Quentin Dupieux (França)
O Estrangeiro (L’Étranger), de François Ozon (França)
O que a Natureza te Conta (Geu jayeoni nege mworago hani), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (Portugal/Brasil/França/Romênia)
O Suflê (The Souffleur), de Gastón Solnicki (Argentina)
Olmo: Entre o Dever e a Festa, de Fernando Eimbcke (EUA/México)
Orphan (Árva), de László Nemes (Hungria/Reino Unido/Alemanha/França)
Remada (Skiff), de Cecilia Verheyden (Bélgica)
Romaria (Romería), de Carla Simón (Espanha/Alemanha)
Rua Málaga (Calle Malaga), de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica)
Salmo Sami de Sobrevivência: Ativismo Indígena na Fronteira Ártica (The Sami Song of Survival: Indigenous Activism on the Northern Frontier), de Iara lee (EUA/Noruega)
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (If I Had Legs I’d Kick You), de Mary Bronstein (EUA)
Sobre Tornar-se uma Galinha d’Angola (On Becoming a Guinea Fowl), de Rungano Nyoni (Zâmbia/Reino Unido/Irlanda)
Sonhos (Dreams), de Michel Franco (México/EUA)
Sonhos de Trem (Train Dreams), de Clint Bentley (EUA)
The Mastermind, de Kelly Reichardt (EUA)
Três Despedidas (Tre Ciotole), de Isabel Coixet (Itália/Espanha)
Um Pai (Otec), de Tereza Nvotová (Eslováquia/República Tcheca/Polônia)
Uma Mulher Diferente (Différente), de Lola Doillon (França)
Valor Sentimental (Sentimental Value/Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/Alemanha/Dinamarca/França/Suécia/Reino Unido/Turquia)
Vida Privada (Vie privée), de Rebecca Zlotowski (França)
Yes (Ken), de Nadav Lapid (França/Israel/Chipre/Alemanha)

PREMIÈRE LATINA

A Cobra Negra (La Couleuvre Noire), de Aurélien Vernhes-Lermusiaux (Colômbia/França/Brasil)
A Filha Condor (La Hija Cóndor), de Álvaro Olmos Torrico (Bolívia/Peru/Uruguai)
A Hera (Hiedra), de Ana Cristina Barragan (Equador/México/Espanha/França)
A Mensageira (El Mensaje), de Iván Fund (Argentina/Espanha/Uruguai)
A Onda (La Ola), de Sebastián Lelio (Chile)
As Correntes (Las Corrientes), de Milagros Mumenthaler (Argentina/Suíça)
Belén, de Dolores Fonzi (Argentina)
Cobre, de Nicolás Pereda (Canadá/México)
É Sempre Noite (Siempre Es de Noche), de Luis Ortega (Argentina)
Filho Mais Velho (Hijo mayor), de Cecilia Kang (Argentina/França)
Homo Argentum, de Gastón Duprat e Mariano Cohn (Argentina)
Nancy: Entre o Desejo e o Passado, de Luciano Zito (Argentina)
Nossa Terra (Nuestra Tierra), de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Holanda/Dinamarca)
O Diabo Fuma (e guarda as bitucas todas na mesma caixa) (El diablo fuma (y guarda las cabezas de los cerillos quemados en la misma caja)), de Ernesto Martínez Bucio (México)
O Lago da Perdição (La virgen de la tosquera), de Laura Casabe (Argentina/Espanha/México)
O Olhar Misterioso do Flamingo (La misteriosa mirada del flamenco), de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Espanha)
O Sítio (La quinta), de Silvina Schnicer (Argentina/Chile/Brasil/Espanha)
Um Cabo Solto (Un Cabo Suelto), de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)

EXPECTATIVA

1001 Frames, de Mehrnoush Alia (Irã)
A Árvore da Autenticidade (L’arbre de l’authenticité), de Sammy Baloji (Congo)
A Fúria (La Furia), de Gemma Blasco (Espanha)
A Hibernação Humana (The Human Hibernation), de Anna Cornudella (Espanha)
A Marca do Tempo (Timestamp), de Kateryna Gornostai (Ucrânia/Luxemburgo/Holanda/França)
A Useful Ghost (Pee chai dai ka), de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia/França/Singapura)
A Vida Luminosa, de João Rosas (Portugal)
A Vida Secreta de Kika (Kika), de Alexe Poukine (Bélgica/França)
Ágon: O Corpo e a Luta (Agon), de Giulio Bertelli (Itália/EUA/França)
Aisha Can’t Fly Away (Eayshat lam taeud qadiratan ealaa altayaran), de Morad Mostafa (Egito/Sudão/Tunísia/Arábia Saudita/Qatar/França/Alemanha)
Alá Não Tem Obrigação (Allah N’Est Pas Obligé), de Zaven Najjar (França/Luxemburgo/Bélgica/Canadá/Arábia Saudita)
Alma de Fibra (Kevlarsjäl), de Maria Eriksson-Hecht (Suécia/Noruega/Finlândia)
Amor, Doce Confusão, de Toti Loureiro (Brasil)
Anotações de um Criminoso (Notes of a True Criminal), de Alexander Rodnyansky e Andriy Alferov (Ucrânia/EUA)
As Garotas Desejo (Les filles désir), de Prïncia Car (França)
As Ilhas (Islands), de Jan-Ole Gerster (Alemanha)
As Meninas (Le bambine), de Valentina Bertani e Nicole Bertani (Itália/Suíça/França)
Cara ou Coroa? (Testa o Croce?), de Alessio Rigo de Righi e Matteo Zoppis (Itália/EUA)
Como Inventar uma Biblioteca (How to Build a Library), de Christopher King e Maia Lekow (Quênia)
Depois do Verão (Tras el verano), de Yolanda Centeno (Espanha)
Desperta-me (Turn Me On), de Michael Tyburski (EUA)
Emoções Represadas (Zecji nasip), de Čejen Černić Čanak (Croácia/Lituânia/Eslovênia)
Entroncamento, de Pedro Cabeleira (França/Portugal)
Estranho Rio (Estrany riu), de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha)
Fragmentos de uma Vida Estrangeira (L’étrangère), de Gaya Jiji (França/Síria)
Frutos do Cacto (Sabar Bonda), de Rohan Parashuram Kanawade (Índia/Reino Unido/Canadá)
Garotas por um Fio (Xiang fei de nü hai), de Vivian Qu (China)
Górgona (Gorgoná), de Evi Kalogiropoulou (Grécia/França)
Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe (Put Your Soul On Your Hand And Walk), de Sepideh Farsi (França/Palestina/Irã)
Histeria (Hysteria), de Mehmet Akif Büyükatalay (Alemanha)
Hotel Amor, de Hermano Moreira (Portugal)
Köln 75, de Ido Fluk (Alemanha/Bélgica/Polônia)
Licença Paternidade (Paternal Leave), de Alissa Jung (Itália/Alemanha)
Living the Land (Sheng Xi Zhi Di), de Meng Huo (China)
Mãe Solo (Solomamma), de Janicke Askevold (Noruega/Letônia/Lituânia/Finlândia)
Me Ame com Ternura (Love Me Tender), de Anna Cazenave Cambet (França/Luxemburgo)
Nawi: Querida Eu no Futuro, de Toby Schmutzler, Kevin Schmutzler, Apuu Mourine Munyes e Vallentine Chelluget (Quênia/Alemanha)
Nino de Sexta a Segunda (Nino), de Pauline Loquès (França)
Nós Acreditamos em Vocês (On vous croit), de Charlotte Devillers e Arnaud Dufeys (Bélgica)
O Acordo (Al mosta’mera), de Mohamed Rashad (Egito/França/Alemanha/Qatar/Arábia Saudita)
O Lago do Tigre (Vaghachipani), de Natesh Hegde (Índia/Singapura)
O Pavão (Pfau: Bin ich echt?), de Bernhard Wenger (Áustria/Alemanha)
O Sequestro de Arabella (Il rapimento di Arabella), de Carolina Cavalli (Itália)
O Último Rio (La Dernière Rive), de Jean-François Ravagnan (Bélgica/França/Qatar)
Orfeu (Orfeo), de Virgilio Villoresi (Itália)
Paraíso Prometido (Promis Le Ciel), de Erige Sehiri (França/Tunísia/Qatar)
Pequenos Pecados (Kaj ti je deklica), de Urška Djukić (Eslovênia/Itália/Croácia/Sérvia)
Policiais do Matrimônio (Marriage Cops), de Cheryl Hess e Shashwati Talukar (Índia/EUA)
Reconstrução (Rebuilding), de Max Walker-Silverman (EUA)
Reedland (Rietland), de Sven Bresser (Holanda/Bélgica)
Renoir, de Chie Hayakawa (Japão/França/Singapura/Filipinas/Indonésia/Qatar)
Sem Dó Nem Piedade (No Mercy), de Isa Willinger (Alemanha/Áustria)
Sem Volta (Aux jours qui viennent), de Nathalie Najem (França)
Sudão, Lembrem-se de nós (Sudan, remember us), de Hind Meddeb (França/Tunísia/Qatar)
Surda (Sorda), de Eva Libertad (Espanha)
Twinless, de James Sweeney (EUA)
Um Dia de Sorte em Nova York (Lucky Lu), de Lloyd Lee Choi (Canadá/EUA)
Um Pedido às Estrelas (Wishing on a Star), de Peter Kerekes (Itália/Eslováquia/República Tcheca/Áustria/Croácia)
Um Poeta (Un Poeta), de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Uma Quinta Portuguesa (Una quinta portuguesa), de Avelina Prat (Espanha/Portugal)
Viva um Pouco (Leva lite), de Fanny Ovesen (Suécia)
Vozes Rachadas (Sbormistr), de Ondřej Provazník (República Tcheca/Eslováquia)

MIDNIGHT MOVIES

A Meia-Irmã Feia (Den stygge stesøsteren), de Emilie Blichfeldt (Dinamarca/Noruega/Polônia/Suécia)
A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough Hobb (Austrália)
Bebê da Mamãe (Mother’s Baby), de Johanna Moder (Alemanha/Áustria/Suíça)
Body Blow, de Dean Francis (Austrália)
Chove sobre Babel (Llueve sobre Babel), de Gala del Sol (Colômbia/Espanha/EUA)
Conselhos de um Serial Killer Aposentado (Psycho Therapy: The Shallow Tale of a Writer Who Decided to Write About a Serial Killer), de Tolga Karaçelik (EUA/Turquia)
Fim de Semana Macabro (The Weekend), de Daniel Oriahi (Nigéria)
Lago dos Ossos (Bone Lake), de Mercedes Bryce Morgan (EUA)
Magras! (Thinestra), de Nathan Hertz (EUA)
O Primata (Primate), de Johannes Roberts (EUA)
Quase Amor (Einskonar Ást), de Sigurður Anton Friðþjófsson (Islândia)
Queens of the Dead, de Tina Romero (EUA)
Saída 8 (8-ban deguchi), de Genki Kawamura (Japão)

CLÁSSICOS & CULTS

Amores Brutos (Amores Perros), de Alejandro González Iñárritu (2000)
Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola (1979)
Eu, Tu, Ele, Ela (Je tu il elle), de Chantal Akerman (1974)
Francis Ford Coppola: O Apocalipse de um Cineasta (Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse), de Eleanor Coppola, Fax Bahr e George Hickenlooper (1991)
Incêndios (Incendies), de Denis Villeneuve (2010)
Maria Candelária (Maria Candelaria), de Emilio Fernández (1944)

ITINERÁRIOS ÚNICOS

A Estrada de Kerouac: O Beat de Uma Nação (Kerouac’s Road: The Beat of a Nation), de Ebs Burnough (Reino Unido/EUA)
Aos Pedaços: A Música de Meredith Monk (Monk In Pieces), de Billy Shebar (EUA/Alemanha/França)
Artista dos Rejeitos (Maintenance Artist), de Toby Perl Freilich (EUA)
Como Volodymyr se tornou Zelensky (Et Volodia devint Zelensky), de Yves Jeuland, Ariane Chemin e Lisa Vapné (França)
Dalai Lama e a Sabedoria da Felicidade (Wisdom of Happiness), de Philip Delaquis e Barbara Miller (Suíça)
Elizabeth Bishop: Do Brasil com Amor (Elizabeth Bishop: From Brazil with Love), de Vivian Ostrovsky e Ruti Gadish (EUA)
James Howell: Pensamentos sobre o Infinito (Thoughts of Infinity), de Halina Dyrschka (Alemanha/EUA)
Krishnamurti, A Revolução do Silêncio (Krishnamurti, la révolution du silence), de Françoise Ferraton (França)
Marlee Matlin: Não Mais Sozinha (Marlee Matlin: Not Alone Anymore), de Shoshannah Stern (EUA)
Mugaritz: Um Ateliê de Culinária (Mugaritz. Sin pan ni postre), de Paco Plaza (Espanha)
O Longo Caminho para a Cadeira de Diretora (The Long Road to the Director’s Chair), de Vibeke Løkkeberg (Noruega)
One to One: John & Yoko, de Kevin Macdonald e Sam Rice-Edward (Reino Unido)
Orwell: 2 + 2 = 5, de Raoul Peck (EUA/França)
Os Diários de Ozu (The Ozu Diaries), de Daniel Raim (EUA)
Rompendo Rochas (Cutting Through Rocks), de Sara Khaki e Mohammadreza Eyni (Irã/Alemanha/EUA/Holanda/Qatar/Chile/Canadá)
Sarah McBride: A Primeira Congressista Trans (State of Firsts), de Chase Joynt (EUA)

Fotos: Divulgação.

19ª CineBH e 16º Brasil CineMundi: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Omágua Kambeba, projeto de Adanilo: premiado

Foram anunciados neste domingo, 28/09, no Cine-Theatro Brasil, os vencedores da 19ª edição da CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e do 16º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting.

A cerimônia de encerramento revelou os projetos premiados no maior programa de coprodução do audiovisual brasileiro; e de longas-metragens da Mostra Território, que contou com Daniela Gillone, Ivette Liang, Marília Rocha, Nelson Carlo De Los Santos Arias e Renato Novaes no Júri Oficial.

O prêmio de melhor filme da Mostra Território foi para Quemadura China, produção do Uruguai dirigida por Verónica Perrotta. Pela justificativa do júri oficial, a obra “ousa encarar de frente a fragilidade, lembrando-nos de que os corpos guardam memória e de que, mesmo na perda, pulsa a ternura”. A decisão destacou ainda “a beleza nascida do imperfeito, a ousadia estética e a entrega absoluta de seus intérpretes” e ressaltou a maneira como o filme entrelaça “o íntimo com o coletivo, o grotesco com o lírico, o teatral com o cinematográfico, num gesto de radical originalidade”.

Na categoria Melhor Presença, na qual o júri pode escolher livremente, foi escolhido o elenco de Chicharras, do México, dirigido por Luna Marán. A justificativa apontou que a obra retrata “atos de resistência dentro do território que percorre” e que experimenta “possibilidade de reinventar seus processos criativos e romper com as hierarquias individuais do cinema”. Foi apontada a consciência coletiva da produção: “Fazer filmes é um processo conjunto capaz de retratar a complexidade e o encanto de uma comunidade”.

O júri deu ainda um destaque à montagem de Huaquero, do Peru, dirigido por Juan Carlos Donoso Gómez. Foi enfatizado o caráter político e a densidade histórica do filme, que constitui “uma arqueologia de terras ainda habitadas por mistérios a serem revelados; uma síntese de oito anos que nos lembra que a verdadeira escrita do cinema está na articulação de suas imagens e sons”. A decisão destacou a capacidade do filme de “tornar visível o invisível, como na alquimia da prata, onde os halos ocultos na emulsão se revelam e se transformam em matéria perceptível”.

O Prêmio Abraccine, que contou com Kel Gomes, Natalia Bocanera e Vivi Pistache no júri, foi para Punku, também do Peru, dirigido por Juan Daniel Fernández Molero e descrito como “uma refinada arquitetura do (in)consciente, entre memória, sonho, mito e realidade”. O júri ressaltou a força do feminino na condução da narrativa, que revela “um território íntimo e múltiplo, em que corpos e paisagens se transformam em matéria poética e perturbadora”. A Abraccine ainda conferiu uma menção honrosa para Chicharras, reconhecendo a vitalidade do filme “ao nos envolver em uma comunidade viva e autônoma, que, mesmo diante das caravelas perenes do colonialismo, afirma-se como um corpo político coletivo e insubmisso, uma verdadeira inspiração”.

A 16ª edição do Brasil CineMundi também anunciou os projetos premiados em suas diferentes categorias, vindos dos vários parceiros que compõem a programação do encontro e colaboram nos processos de parceria, coprodução e fomento para o cinema do futuro.

O prêmio principal do Júri Oficial, formado por Luana Melgaço, Jorge Cohen e Juliette Lepoutre, foi concedido ao alagoano Filhas do Mangue, escrito e dirigido por Stella Carneiro e produzido por Rafhael Barbosa (La Ursa Cinematográfica, Alagoas). O júri destacou que o projeto traz “uma voz jovem, promissora e profundamente singular” ancorando-se em vivências íntimas e familiares que, contadas com humor e ternura, ecoam debates mais amplos sobre preservação ambiental, assimetrias regionais e irreverência das novas gerações. Trata-se de um cinema que “nasce nas margens de uma lagoa, em um estado ainda pouco representado, mas que, pela sua especificidade, tem o poder de dialogar com audiências maiores”.

Na categoria Work in Progress, o Prêmio O2 Pós reconheceu O Filho da Puta, a ser dirigido por Erica Maradona, Otto Guerra, Sávio Leite e Tânia Anaya, com produção de Cissa Carvalho, Elisa Rocha e Tatiana Mitre. A escolha chamou atenção pela “narrativa sólida e envolvente, conduzida com humor ácido e estética crua” e ressaltou que “mais do que uma viagem física, a obra é um percurso de identidade e afirmação”. Já o Prêmio Mistika foi para Lusco-Fusco, de Bel Bechara e Sandro Serpa, produzido por Rafaella Costa, pela “sensibilidade em abordar feminismo e violência contra a mulher” e por sua “coragem em demonstrar esperança mesmo nos territórios mais sombrios”.

O prêmio The End foi para A Fabulosa Máquina do Tempo, com direção de Eliza Capai e produzido por Mariana Genescá. O reconhecimento veio por sua “capacidade de unir potência artística e relevância social” e por oferecer “um olhar sensível sobre a infância feminina no sertão do Piauí, revelando como imaginação e ludicidade se tornam ferramentas de resistência”. Na categoria Foco Minas, o Prêmio Cinecolor/CTAV/Edina Fujii/Parati Films foi para Arrudas, de Matheus Moura, com produção de Antonio Pedroni e roteiro de Ian Chang. A justificativa ressaltou que o projeto “nos confronta com a vulnerabilidade de nossas próprias estruturas sociais” e que transforma “a dor em poesia e o caos em uma reflexão lúcida sobre nossa fragilidade compartilhada”.

Você? Mãe?, direção de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos e produzido por Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia, foi agraciado em mais de uma premiação por júris distintos. Recebeu o DocBrasil, pelo “potencial de transformar o íntimo em universal e o pessoal em político” e pela relevância das questões sobre maternidade e capacitismo, e o Prêmio Conecta, pela “coragem em desafiar convenções visuais com uma estética que parte da perspectiva de uma pessoa cega e de uma cineasta com deficiência motora”. Além disso, Você? Mãe? conquistou o Prêmio DocSP pela “continuidade de uma carreira criativa que amplia perspectivas de viver e experimentar o mundo”.

Já o DocSP Study Center foi para Tomba Homem, de Gibi Cardoso, produzido por Lucas Uchôa e Victória Morais, pela importância de resgatar “a história de vida de referência em BH no movimento LGBTQIA+ e na resistência à ditadura”. O Prêmio FIDBA #Link contemplou Febre Tropical, de Andy Malafaia e Carolina Hofs, pela advertência histórica “em um momento em que discursos autoritários ressurgem”.

O Nuevas Miradas selecionou Toshi Voltou do Japão, direção de Marcos Yoshi e produzido por Rica Saito, por abrir “um espaço de reflexão sobre a experiência silenciada de uma geração de homens imigrantes atravessados pelo sofrimento mental”. Já o RIDM foi atribuído a Enquanto te Escrevo a Paisagem Muda, de Anna Lu Machado e Artur Monteiro, produção de Thaís Vidal, por “reinventar a road movie como cartografia afetiva e ecológica” e por entrelaçar “memória e amizade em uma narrativa poética que denuncia os impactos ambientais do nosso tempo”.

O Prêmio Burning foi para Soberbo, de Camila Matos e Juliana Antunes, pela ousadia de entrelaçar “ficção, fantasia e experimentalismo a partir de um mito urbano de Belo Horizonte”. Já o WCF – World Cinema Fund premiou Sapatour, direção de Gab Laurenzato e produzido por Well Darwin, por ser “uma celebração rebelde e vibrante, com enorme potencial de ressonância global”.

O MAFF/Projeto Paradiso foi para Diamante, o Bailarina, direção de Pedro Jorge e produzido por Heverton Lima, pela “capacidade de promover a inclusão social ao refletir realidades muitas vezes invisibilizadas” e por inspirar “uma cultura de respeito e aceitação em todas as formas de ser e viver”. Já o coletivo Filmes de Plástico, que concedeu prêmios de incentivo, dividiu sua contribuição em duas distinções: um especial para Brilhante, de Carol Silva e Karen Suzane, pela originalidade e relevância LGBTQIAPN+, e o Prêmio Principal para Omágua Kambeba, de Adanilo e produzido por Ítalo Bruce, por ser “um projeto ambicioso e ousado, capaz de renovar a cinematografia brasileira”.

Conheça os vencedores de 2025 da CineBH e do Brasil CineMundi:

MOSTRA TERRITÓRIO | CineBH

MELHOR FILME
Queimadura Chinesa, de Verónica Perrota (Uruguai/Brasil)

MELHOR PRESENÇA
Elenco de Chicharras, de Luna Marán (México)

DESTAQUE DO JÚRI
Huaquero; montagem de Juan Daniel Fernández Molero

JÚRI DA CRÍTICA | PRÊMIO ABRACCINE
Punku, de J. D. Fernández Molero (Peru/Espanha)
Menção Honrosa: Chicharras, de Luna Marán (México)

BRASIL CineMundi

JÚRI OFICIAL
Filhas do Mangue (AL)
Direção: Stella Carneiro
Produção: Rafhael Barbosa

WIP | WORK IN PROGRESS
Prêmio O2 Pós: O Filho da Puta (MG/RS); direção: Erica Maradona, Otto Guerra, Sávio Leite e Tânia Anaya; produção: Cissa Carvalho, Elisa Rocha e Tatiana Mitre
Prêmio Mistika: Lusco-Fusco (SP); direção: Bel Bechara e Sandro Serpa; produção: Rafaella Costa
Prêmio The End: A Fabulosa Máquina do Tempo (RJ); direção: Eliza Capai; produção: Mariana Genescá

FOCO MINAS | PRÊMIO Cinecolor/CTAv/Parati Films EDINA FUJII
Arrudas, de Matheus Moura; produção: Antonio Pedroni e Matheus Moura (MG)

PRÊMIO DocBrasil
Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)

PRÊMIO CONECTA
Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)

PRÊMIO DocSP
Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)

PRÊMIO DocSP Study Center
Tomba Homem, de Gibi Cardoso; produção: Lucas Uchôa e Victória Morais (MG)

PRÊMIO FIDBA #Link
Febre Tropical, de Andy Malafaia e Carolina Höfs; produção: Leonardo Mecchi (SP)

PRÊMIO NUEVAS MIRADAS
Toshi Voltou do Japão, de Marcos Yoshi; produção: Rica Saito (SP)

PRÊMIO RIDM
Enquanto te Escrevo a Paisagem Muda, de Anna Lu Machado e Artur Monteiro; produção: Thaís Vidal (PE)

PRÊMIO BURNING
Soberbo, de Camila Matos e Juliana Antunes; produção: Juliana Antunes (MG)

PRÊMIO MECAS
Omágua Kambeba, de Adanilo; produção: Ítalo Bruce (AM)

PRÊMIO WCF | WORLD CINEMA FUND
Sapatour, de Gab Lourenzato; produção: Well Darwin (SP)

PRÊMIO MAAF | PROJETO PARADISO
Diamante, o Bailarina, de Pedro Jorge; produção: Heverton Lima (SP)

FILMES DE PLÁSTICO | PRÊMIO PRINCIPAL
Omágua Kambeba, de Adanilo; produção: Ítalo Bruce (AM)

FILMES DE PLÁSTICO | PRÊMIO ESPECIAL
Brilhante, de Carol Silva e Karen Suzane; produção: Carol Silva (MG)

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

XI Recifest: conheça os vencedores do Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
William Oliveira, diretor do curta Lança-Foguete: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 27/09, no Cinema São Luiz, no Recife, os vencedores da 11ª edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, que fez jus à história do evento e prezou pela diversidade nas escolhas dos premiados.

Ao todo, 26 obras de 13 estados brasileiros integraram as mostras competitivas, reafirmando o caráter plural do festival. Os vencedores receberam o Troféu Rutílio de Oliveira e o Júri Oficial foi formado por Ziel Karapotó, Sandra Seixas e Ruby Nox. O filme de encerramento deste ano foi o premiado longa pernambucano Salomé, de André Antônio

Além dos prêmios principais, o júri também concedeu Menção Honrosa para Leona Vingativa e todo o elenco de Americana e outra para o ator Buda Lira, pela atuação em Ponto e Vírgula. Para Carla Francine, uma das diretoras do Recifest, os resultados mostram a força da produção contemporânea: “O recorde de inscrições e a qualidade das obras premiadas comprovam a potência do cinema LGBTQIAPN+ em todas as regiões do país. O público caloroso no São Luiz coroou essa trajetória”

Rosinha Assis, também na direção, ressaltou o caráter político do festival: “O Recifest é resistência e celebração. Os filmes premiados carregam histórias de luta, afeto e diversidade, que se tornam ainda mais fortes quando encontram o reconhecimento do público e do júri”.

Com direção e produção de Mauro Lira e Manu Monteiro, a 11ª edição levou sessões e debates ao Recife, às Terras Indígenas Pankararu (Tacaratu e Jatobá, sertão de Pernambuco) e ao ambiente on-line. O festival foi realizado pela Olinda Produções e pela Casa de Cinema de Olinda, com incentivo do Funcultura e apoio da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

Conheça os vencedores da 11ª edição do Recifest:

MELHOR FILME PERNAMBUCANO | JÚRI OFICIAL
Lança-Foguete, de William Oliveira

MELHOR FILME NACIONAL | JÚRI OFICIAL
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)

MELHOR FILME NACIONAL | JÚRI POPULAR
Americana, de Agarb Braga (PA)

MELHOR FILME PERNAMBUCANO | JÚRI POPULAR
Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel

MELHOR DIREÇÃO
Filipe Travanca e Roberto Simão, por Espelho da Memória

MELHOR ROTEIRO ou ARGUMENTO
Espelho da Memória, escrito por Filipe Travanca e Roberto Simão 

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Érika Beatriz, por Descamar

MELHOR PRODUÇÃO
Janaína Bernardes e Dominique Welinski, por A Vaqueira, a Dançarina e o Porco

MELHOR FOTOGRAFIA
Na Volta Eu te Encontro, por Gabriel Texeira

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Americana, por Beatriz de Oliveira e Ana Júlia Antunes

MELHOR SOM
Ponto e Vírgula, por Matheus Tiengo

MELHOR MONTAGEM
Geni & Thor, por Pedro H. Machado

MENÇÃO HONROSA
Americana, de Agarb Braga (PA)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)

Foto: Heudes Regis.

Festival de San Sebastián 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Alauda Ruiz de Azúa, diretora de Los domingos: Concha de Ouro

Foram anunciados neste sábado, 27/09, os vencedores da 73ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. O drama Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa, recebeu a Concha de Ouro de melhor filme

Neste ano, o Júri Oficial foi presidido pelo cineasta espanhol J.A. Bayona, que já foi premiado no festival com Sete Minutos Depois da Meia-Noite e A Sociedade da Neve. O time contou também com: Laura Carreira, cineasta portuguesa; Gia Coppola, diretora e roteirista estadunidense; Zhou Dongyu, atriz chinesa; Lali Espósito, atriz e cantora argentina; Mark Strong, ator britânico; e Anne-Dominique Toussaint, produtora francesa. 

Além disso, o cinema brasileiro marcou presença com diversos títulos, entre eles, Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes, na mostra Horizontes Latinos, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Neste ano, a atriz Jennifer Lawrence foi homenageada com o Prêmio Donostia

O Brasil também se destacou no Foro de Coproducción de Documentales Lau Haizetara, no qual projetos são apresentados em busca de potenciais parceiros para completarem seu financiamento e melhorarem seu acesso no mercado internacional. O título Mariana x BHP, de Renan Flumian, produzido pela Droma Productions e Quijote Films, uma coprodução entre Brasil e Chile, recebeu o Prêmio Music Library & SFX

Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 2025:

CONCHA DE OURO | MELHOR FILME
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)

CONCHA DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO
Joachim Lafosse, por Six jours ce printemps-là

CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO
José Ramón Soroiz, por Maspalomas
Zhao Xiaohong, por Jianyu laide mama

CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Camila Plaate, por Belén

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Historias del buen valle, de José Luis Guerin (Espanha/França)

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR ROTEIRO
Six jours ce printemps-là, escrito por Joachim Lafosse, Chloé Duponchelle e Paul Ismaël

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FOTOGRAFIA
Los Tigres, por Pau Esteve

OUTROS PRÊMIOS

PRÊMIO NEW DIRECTORS
Melhor Filme: Vaegtloes, de Emilie Thalund (Dinamarca)
Menção Especial: Aro berria, de Irati Gorostidi Agirretxe (Espanha)

PRÊMIO HORIZONTES
Melhor Filme: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Menção Especial: Hiedra, de Ana Cristina Barragán (Equador/México/França/Espanha) e Un cabo suelto, de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)

PRÊMIO ZABALTEGI-TABAKALERA
Melhor Filme: La tour de glace, de Lucile Hadzihalilovic (França/Alemanha) e Duas vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques (Portugal)
Menção Especial: Blue Heron, de Sophy Romvari (Canadá/Hungria)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME | CIUDAD DE DONOSTIA
The Voice of Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME EUROPEU | CIUDAD DE DONOSTIA
Amélie et la métaphysique des tubes, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han (França)

PRÊMIO FIPRESCI
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)

PRÊMIO SIGNIS
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)

PRÊMIO SEBASTIANE 2025
Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi (Espanha)

*Clique aqui e confira a lista completa com os premiados em outras categorias paralelas

Foto: Iñaki Luis.

49ª Mostra de São Paulo anuncia os primeiros títulos, filme de abertura e homenagens

por: Cinevitor
Sirât, de Oliver Laxe: filme de abertura 

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou os primeiros títulos confirmados e novidades de sua 49ª edição, que acontecerá entre os dias 16 e 30 de outubro e contará com 18 salas em seu circuito exibidor

Neste ano, o longa-metragem Sirât, de Oliver Laxe, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, vai abrir a 49ª edição. A cerimônia de abertura acontecerá na Sala São Paulo, na Praça Júlio Prestes, com apresentação de Renata de Almeida e Serginho Groisman. O evento contará com a presença de profissionais do setor audiovisual, autoridades e patrocinadores. As atrizes Stefania Gadda e Jade Oukid, que atuam no filme, também estarão presentes na sessão especial.

A produção, distribuída no Brasil pela Retrato Filmes, acompanha um pai e um filho que chegam a uma rave nas montanhas do Marrocos. Ambos estão em busca de Mar, filha e irmã, que desapareceu meses antes em uma dessas festas intermináveis. Cercados por música eletrônica e por uma sensação crua e desconhecida de liberdade, eles saem distribuindo a foto da jovem. A esperança vai se apagando, mas os dois persistem e seguem um grupo de frequentadores rumo a uma última festa no deserto. À medida que avançam por um cenário escaldante, a jornada os obriga a confrontar os próprios limites.

Vale destacar que Sirât foi escolhido pela Espanha para disputar uma vaga no Oscar 2026 na categoria de melhor filme internacional. O diretor Oliver Laxe nasceu na França em 1982 em uma família de imigrantes espanhóis. Os longas anteriores do cineasta foram exibidos na Mostra: Todos são Capitães (2010), na 34ª edição; Mimosas (2016), na 40ª edição; e O que Arde (2019), na 43ª edição. Além da sessão de abertura, Sirât terá exibições comerciais durante o festival. 

Outro destaque internacional da programação é Bugonia, do diretor grego Yorgos Lanthimos. Distribuída no Brasil pela Universal Pictures, a obra estreou mundialmente na competição do Festival de Veneza e acompanha dois jovens obcecados por teorias da conspiração que sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma alienígena prestes a destruir o planeta Terra. No elenco estão Emma Stone, Jesse Plemons, Aidan Delbis, Stavros Halkias e Alicia Silverstone.

A 49ª Mostra de São Paulo amplia sua programação com a exibição dos novos trabalhos de dois realizadores contemporâneos fundamentais, reforçando o papel do evento como ponto de encontro de diferentes cinematografias e olhares artísticos: Richard Linklater e Radu Jude.

Em Nouvelle Vague, exibido nos festivais de Cannes e San Sebastián, Linklater homenageia Jean-Luc Godard e o movimento cinematográfico francês, recriando o processo de filmagem de Acossado (1960) no mesmo espírito inventivo que revolucionou o cinema. O longa será distribuído no Brasil pela Mares Filmes em parceria com a Alpha Filmes. Já em Blue Moon, Linklater retorna ao cinema de personagens em crise existencial, construindo um retrato do compositor Lorenz Hart (Ethan Hawke), da dupla Rodgers & Hart, em uma noite de 1943 marcada pelo contraste entre a glória de Richard Rodgers (Andrew Scott) e a derrocada pessoal de seu antigo parceiro artístico. Pela interpretação, Scott venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante do Festival de Berlim; a Sony é a distribuidora do filme no Brasil.

Jesse Plemons em Bugonia, de Yorgos Lanthimos

A Mostra também apresentará Dracula, do romeno Radu Jude, considerado um dos realizadores mais instigantes do cinema europeu atual. Dono de uma obra que articula experimentação estética e crítica social, ele coleciona prêmios em festivais internacionais. No longa, que estreou no Festival de Locarno, com produção da brasileira RT Features e da Saga Film, o cineasta revisita o mito do Drácula em uma colagem radical, que combina caça a vampiros, zumbis, ficção científica e histórias kitsch geradas por inteligência artificial. Ao mesclar gêneros e linguagens, Jude transforma uma das figuras mais icônicas do imaginário popular em ponto de partida para refletir sobre política, cultura e a própria história do cinema.

O outro título do diretor na Mostra, Kontinental ’25, também produzido pela RT e pela Saga, ganhou o Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim. O filme acompanha Orsolya, oficial de justiça em Cluj, principal cidade da Transilvânia, que precisa desalojar um homem em situação de rua. Um acontecimento inesperado desencadeia um dilema moral que orienta o desenvolvimento da trama.

Outra novidade anunciada na Mostra SP: o cartaz conta com arte criada pelo escritor português Valter Hugo Mãe, autor de títulos célebres da literatura contemporânea como A Máquina de Fazer Espanhóis, O Filho de Mil Homens, A Desumanização e Homens Imprudentemente Poéticos (clique aqui e confira). Também artista plástico, Valter tem um trabalho visual que dialoga com o que escreve: é detalhista, cheio de repetições gráficas, obsessões e gestos quase caligráficos que lembram a sua cadência textual. Em desenhos e pinturas, ele explora linhas sinuosas, padrões acumulativos e imagens que evocam tanto o orgânico (plantas, corpos, cabelos, ondas) quanto o imaginário (criaturas, olhos, símbolos).

Renata de Almeida, diretora da Mostra, conta que ao ver o pôster pela primeira vez, de cara, pensou no processo curatorial: “Pensei no trabalho de curadoria como um mar de filmes com algumas pérolas. Porque é justamente esse o trabalho de curadoria que um festival como a Mostra faz”.

A 49ª edição da Mostra também vai exibir De Lugar Nenhum, realizado por Miguel Gonçalves Mendes (conhecido por filmes documentais como José e Pilar, de 2010, e O Sentido da Vida, de 2022), documentário que faz um retrato delicado de Valter Hugo Mãe. O longa-metragem foi filmado durante sete anos e acompanha os processos criativo e de escrita do livro A Desumanização, cuja história se passa na Islândia; Macau, Brasil e Portugal também são cenários da obra, que conta com participações especiais como Dona Antónia, mãe de Valter, e a cartunista Laerte.

Para celebrar Valter Hugo Mãe, a 49ª Mostra ainda vai exibir o longa-metragem O Filho de Mil Homens, da Netflix. Com direção de Daniel Rezende, de Bingo: O Rei das Manhãs e Turma da Mônica: Laços, e protagonizado por Rodrigo Santoro, o filme é uma adaptação do best-seller homônimo do português lançado em 2011 e a primeira obra do autor a ser adaptada para o cinema. A história acompanha Crisóstomo (Santoro), um pescador solitário que sonha em ter um filho. A vida desse homem muda quando ele encontra Camilo (Miguel Martines), um menino órfão que decide acolher. Em uma tentativa de fugir da própria dor, Isaura (Rebeca Jamir) cruza o caminho dos dois, e, em seguida, Antonino (Johnny Massaro), um jovem incompreendido, também se conecta a eles. Juntos, os quatro aprendem o significado de família e o propósito de compartilhar a vida.

A programação da 49ª Mostra segue com filmes inéditos no Brasil, muitos deles premiados nos principais festivais cinematográficos internacionais. Entre as obras já confirmadas para esta edição estão: Sound of Falling, de Mascha Schilinski, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes e selecionado pela Alemanha para disputar uma indicação ao Oscar de melhor filme internacional; Living the Land, de Meng Huo, que venceu o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim; Urchin, ganhador do prêmio de melhor ator para Frank Dillane da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, além do Prêmio da Crítica (a produção marca a estreia na direção do ator Harris Dickinson, de Babygirl e Triângulo da Tristeza); Eddington, dirigido por Ari Aster, que foi exibido na Competição Oficial de Cannes e conta com Joaquin Phoenix, Pedro Pascal e Emma Stone no elenco; e La Petite Dernière, de Hafsia Herzi, que levou o prêmio de melhor atriz para Nadia Melliti no Festival de Cannes, além da Palma Queer

Josh O’Connor e Paul Mescal em A História do Som

Também integram a programação: No Other Choice (Eojjeol suga eopda), de Park Chan-wook, premiado no Festival de Toronto; A História do Som (The History of Sound), de Oliver Hermanus, com Paul Mescal e Josh O’Connor, que disputou a Palma de Ouro em Cannes; Mirrors No. 3, novo trabalho do cineasta alemão Christian Petzold, exibido na Quinzena de Cineastas; Dead Souls, de Alex Cox; Eleanor the Great, exibido na mostra Un Certain Regard em Cannes, que marca a estreia da atriz Scarlett Johansson na direção, e conta com June Squibb como protagonista; Atropia, de Hailey Gates, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance; Dry Leaf, de Aleksandre Koberidze, vencedor do Prêmio FIPRESCI no Festival de Locarno; It Would Be Night in Caracas, de Mariana Rondón e Marité Ugas, exibido no Festival de Veneza na mostra Venezia Spotlight e no Festival de Toronto; Palestine 36, de Annemarie Jacir, com Jeremy Irons no elenco; The President’s Cake (Mamlaket al-qasab), de Hasan Hadi, vencedor do prêmio Caméra d’Or em Cannes; e o romance White Snail, de Elsa Kremser e Levin Peter, premiado nos festivais de Berlim, Locarno e Sarajevo.

Como era de se esperar, a seleção da Mostra também inclui a preservação de grandes obras do cinema por meio de restaurações. Com o apoio de novas tecnologias, o evento preserva a longevidade desses filmes e mantém inúmeras memórias vivas. As obras são: Queen Kelly, de Erich von Stroheim, com Gloria Swanson no elenco; Aniki Bóbó, de Manoel de Oliveira; Crônica dos Anos de Fogo, de Mohammed Lakhdar-Hamina; Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Garota de Ipanema, de Leon Hirszman; Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio, de Rosemberg Cariry; Sholay, de Ramesh Sippy; Tônica Dominante, de Lina Chamie; e Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral.

A programação documental da 49ª Mostra de São Paulo começa a ganhar forma com os primeiros títulos anunciados, entre eles: Ancestral Visions of the Future, de Lemohang Jeremiah Mosese, exibido na Berlinale; Back Home, de Tsai Ming-liang, que passou pelo Festival de Veneza; Director’s Diary (Zapisnaya knizhka rezhissera), de Aleksandr Sokurov, também exibido em Veneza; Fiume o morte!, de Igor Bezinovic, grande vencedor do Tiger Award e do Prêmio FIPRESCI no Festival de Roterdã e exibido em San Sebastián; Seeds, de Brittany Shyne, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance e exibido no Festival de Guadalajara; e Sotto le nuvole, de Gianfranco Rosi, vencedor do Prêmio Especial do Júri em Veneza

Além disso, a Mostra de São Paulo 2025 celebra a trajetória de Charlie Kaufman, roteirista de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, que será homenageado com o Prêmio Leon Cakoff. E mais: a exibição de seu novo curta-metragem, How to Shoot a Ghost, protagonizado por Jessie Buckley e Josef Akiki, está confirmada na programação e Kaufman participará de uma masterclass durante o festival. 

A 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo também anunciou a segunda edição da Mostrinha, programa dedicado à infância e à juventude com o objetivo de aproximar crianças e adolescentes do cinema, formando uma nova geração de espectadores. A produção brasileira inédita O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, abre a seção voltada ao público infantojuvenil, com uma exibição especial na Sala São Paulo no dia 16 de outubro. Inspirado na série de livros de Flávia Lins e Silva, o filme acompanha Pilar em uma viagem com Breno e o gato Samba pela floresta amazônica, onde eles fazem novos amigos, Maiara e Bira, e vivem várias aventuras. Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde e Thúlio Naab dão vida às crianças. No elenco adulto estão Nanda Costa, Marcelo Adnet, Emílio Dantas e Babu Santana.

Entre os longas-metragens internacionais estão o francês Maya, Me Dê um Título, que o cineasta Michel Gondry fez para a filha. Na obra animada, Maya e o pai, Michel, vivem em países diferentes. Para manter o contato, todas as noites o pai pede à garota: “Maya, me dê um título”. A partir da resposta, ele cria uma pequena animação em que Maya é a heroína. E também Hola Frida, de André Kadi e Karine Vezini, animação franco-canadense sobre a infância da artista plástica Frida Kahlo. A Mostrinha terá ainda um programa especial de curtas-metragens portugueses e britânicos.

Integram a programação da Mostrinha os títulos nacionais inéditos no país: D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, em que os aventureiros Detetives do Prédio Azul encaram mais uma grandiosa missão; e Colegas e o Herdeiro, de Marcelo Galvão, sequência do sucesso Colegas (2012) que segue um grupo de amigos com Síndrome de Down.

Cena da animação Hola Frida, de André Kadi e Karine Vezini

Os brasileiros Criaturas: Uma Aventura entre Dois Mundos, de Juarez Precioso, que acompanha Stela, uma garota que só acredita no que pode ver, ou nem nisso, e Miguel, o irmão, que acredita em tudo, principalmente no que não existe; Papaya, de Priscilla Kellen, animação sobre uma pequena semente de mamão; e Aventuras de Makunáima: Histórias Encantadas da Amazônia, de Chico Faganello, mistura de ficção com documentário sobre Makunáima, que se transforma em bicho e reencontra narrativas ancestrais vivenciadas por crianças; também serão exibidos.

A 2ª Mostrinha homenageia o quadrinista Mauricio de Sousa, que assina o pôster da edição (clique aqui e confira), com a apresentação das obras: Turma da Mônica: Laços (2019), de Daniel Rezende, e Origens (2024), de Rezende e Marina Maria Iorio; além de Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (2025), de Fernando Fraiha e da cinebiografia inédita do criador dos moradores do bairro do Limoeiro, Mauricio de Sousa: O Filme, de Pedro Vasconcelos e Rafael Salgado. Sousa receberá da 49ª Mostra o Prêmio Leon Cakoff, que reconhece personalidades da cultura e do mercado audiovisual.

O mineiro A Família Dionti (2017), de Alan Minas, que narra as saudades e os amores do garotinho Kelton (Murilo Quirino), e a animação mexicana Viagem Gelada: O Resgate do Urso Polar (2022), de Gabriel Riva Palacio Alatriste e Rodolfo Riva Palacio Alatriste, sobre a missão de Toto, que deve devolver um filhote órfão de urso polar ao seu habitat natural, integram a programação. 

Sobre o circuito exibidor desta 49ª edição: onze endereços abrigarão as sessões pagas do evento, totalizando 18 salas. Entre elas estão: Cine Segall, localizado no Museu Lasar Segall; Cinesala; a Sala Petrobras na Mostra e as duas salas da Cinemateca Brasileira; quatro salas do Espaço Petrobras de Cinema, na Rua Augusta; duas salas do Multiplex Marabá e do Reserva Cultural; CineSesc; IMS Paulista; Sato Cinema; Cine Satyros Bijou; e Cultura Artística.

A Mostra é um festival anual e, a cada ano, cinemas entram e saem da programação: “O princípio fundamental para essa parceria é a autonomia da Mostra na programação das salas. Se cada sala fizer exigências (que até prejudicam as outras salas do circuito), isso torna a realização da Mostra inviável. A liberdade curatorial é um princípio básico de qualquer festival. Afinal, um festival dura no máximo 15 dias, e o ano tem 365 dias!”, disse Renata de Almeida, diretora da Mostra.

Os locais com sessões a preços populares são: Biblioteca Roberto Santos, Centro Cultural São Paulo e Spcine Olido. Entre os espaços gratuitos estão 26 unidades dos Centros Educacionais Unificados, os CEUs, e o Centro de Formação Cultural Tiradentes, que exibirão títulos da 2ª Mostrinha. Além disso, a 49ª Mostra terá exibições especiais na Sala São Paulo e no Museu da Língua Portuguesa.

A seleção completa da 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo será anunciada no sábado, 04/10, em uma coletiva de imprensa. 

Fotos: Divulgação/Star Original Productions.

Com Noá Bonoba, Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, encerra a 35ª edição do Cine Ceará

por: Cinevitor
Elenco e equipe no palco do Cineteatro São Luiz

Depois de passar pelo FIDMarseille, na França, e ser premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro como melhor filme pelo Júri da Crítica, Morte e Vida Madalena, escrito e dirigido por Guto Parente, encerrou a 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema nesta sexta-feira, 26/09.

Filmado no Ceará, o longa acompanha Madalena, uma produtora grávida de oito meses que busca concluir um filme de ficção científica escrito pelo pai recém-falecido, enquanto lida com o caos de sua vida pessoal e profissional. Protagonizado por Noá Bonoba, o elenco reúne nomes como Nataly Rocha, Tavinho Teixeira, Marcus Curvelo, David Santos, Carlos Francisco, Linga Acácio, Honório Félix, Jennifer Joingley, Rodrigo Fernandes, Souma, Tavares Neto, Armando Praça, Lui Fontenele, Tuan Fernandes e Raul Lôbo.

Para apresentar o filme na noite de encerramento do festival, depois da premiação, Guto Parente subiu ao palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, com grande parte da sua equipe: “Essa é a sessão mais esperada para mim, com certeza: passar o filme em casa com essa equipe foda que fez tudo isso acontecer. Esse é um filme movido pela paixão pelo cinema, é uma carta de amor ao cinema e para todas essas pessoas, toda essa equipe aqui. O cinema é uma arte coletiva e isso é muito bonito”, disse o cineasta cearense, que já dirigiu obras como A Misteriosa Morte de Pérola, Inferninho, O Clube dos Canibais, Estranho Caminho, entre outros. 

Guto Parente e sua equipe no Cine Ceará: filme de encerramento

A protagonista Noá Bonoba, ovacionada pelo público, também discursou: “Eu vou quebrar um pouco o protocolo, já que tenho algumas coisas para falar. Nós temos profissionais trans maravilhosos nesse estado. Eu acabei de finalizar meu primeiro longa-metragem [Iguaraguá], junto com o izzi vitório, que está aqui na plateia também. É o primeiro longa-metragem dirigido por pessoas trans do estado do Ceará”. E continuou: “E aqui nesse filme, fizemos um esforço que eu acho que todas as produções do Brasil e do mundo precisam fazer: ter um percentual maior de pessoas trans em suas equipes. Além das reservas de vagas para pessoas trans em todos os editais, em todos os processos seletivos”

E seguiu seu discurso: “Agora eu vou deixar um pouco a militância de lado. O Cine Ceará foi um festival muito importante para mim, para a minha formação. Eu acompanho desde os meus 17 anos de idade. Eu tenho 34 anos hoje. E tem uma pessoa que foi fundamental para esse processo, que é o meu pai, que tá aqui hoje. Sempre que tinha o Cine Ceará, ele vinha mais cedo, pegava os ingressos e vinha assistir junto comigo aos filmes. E isso era incrível. Então, queria agradecer a ele hoje, queria dedicar essa sessão ao meu pai”

Produzido por Ticiana Augusto Lima, que também assina a produção executiva com Caroline Louise, Morte e Vida Madalena tem direção de fotografia de Ivo Lopes Araújo e direção de arte de Taís Augusto. O figurino é assinado por Thaís de Campos e a maquiagem por Elen Barbosa; Paulo Gama assina a música original e a mixagem. A montagem é de Guto Parente e Irmãs Augusto Lima; o som direto e a edição de som é de Lucas Coelho. Breno Baptista assina como assistente de direção. A produção é da Tardo Filmes, coprodução do Canal Brasil e C.R.I.M. e distribuição da Embaúba Filmes.

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Fotos: Ribamar Neto e Guilherme Silva.

Cine Ceará 2025: conheça os vencedores; filme equatoriano é consagrado

por: Cinevitor
Misha Vallejo: diretor do premiado Eco de Luz

Foram anunciados nesta sexta-feira, 26/09, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, em cerimônia apresentada por Danilo Castro e Gabriela Dourado, os vencedores da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema

O filme equatoriano Eco de Luz, dirigido por Misha Vallejo, foi eleito pelo Júri Oficial como melhor longa-metragem da mostra competitiva ibero-americana. Além disso, conquistou também o Troféu Mucuripe de melhor roteiro e melhor montagem e o Prêmio da Crítica Abraccine/Aceccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema e Associação Cearense de Críticos de Cinema) de melhor longa. A obra é centrada na história da família do próprio diretor, que também é fotógrafo e usa a câmera do avô para tentar se conectar com esse homem que ele nunca conheceu. O filme foi exibido no IDFA, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, no Festival de Cinema de Guadalajara e no Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias.

Por ter sido eleito o melhor longa-metragem da competição ibero-americana, Eco de Luz também recebeu do festival um prêmio no valor de R$ 40 mil a ser pago sob a forma de recursos para distribuição da obra no Brasil, dentro dos critérios do regulamento. Também foi destaque entre os vencedores o longa Al oeste, en Zapata, de David Beltrán i Mari, coprodução entre Cuba e Espanha, agraciado em três categorias: melhor direção, melhor fotografia e melhor som.

Da mostra competitiva brasileira de curta-metragem, Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni, coprodução entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, levou o Troféu Mucuripe de melhor curta. Na Mostra Olhar do Ceará, o longa Centro Ilusão, de Pedro Diogenes se destacou; o curta Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes foi consagrado e levou também o Prêmio Unifor de Cinema no valor de R$ 5 mil, concedido ao curta da mostra eleito pelo Júri Oficial

O Troféu Samburá de melhor curta-metragem, prêmio especial da mostra concedido pelo jornal O Povo e o Vida & Arte, elegeu como melhor filme o curta paranaense Thayara, de Mila Leão, e como melhor direção o paulista João Toldi, por Brincadeira de Criança. O curta cearense Peixe Morto, de João Fontenele, venceu o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas; o vencedor, além de receber o troféu e um prêmio no valor de R$ 15 mil, entra na grade do canal, que há mais de 27 anos exibe curtas-metragens todos os dias.

O anúncio dos filmes vencedores deu continuidade à programação do festival, iniciada no último sábado, 20/09. A direção do Cine Ceará dedicou a 35ª edição a dois grandes nomes do cinema latino-americano: o cineasta cearense Rosemberg Cariry, que celebra 50 anos de carreira no audiovisual; e o argentino Fernando Birri, que completaria 100 anos e foi um dos fundadores do cinema latino-americano e presidente de honra do festival.

Antes de iniciar a cerimônia de premiação, o Cineteatro São Luiz prestou uma homenagem especial pelos 35 anos do Cine Ceará, como um símbolo de gratidão e parceria. Para este momento, subiram ao palco o diretor do Cineteatro, José Alves Netto, e o diretor do Cine Ceará, o cineasta Wolney Oliveira. Além disso, o filme de encerramento deste ano foi o cearense Morte e Vida Madalena, de Guto Parente

O Júri Oficial desta 35ª edição foi formado por: Alejandro Bazzano, Jorge Durán, Katia Adler, Marta Aurélia e Patricia Pérez na mostra ibero-americana de longa-metragem; Alfredo Calviño, Bianca Lenti, Julia Evangelista, Marcio Sallem e Roger Pires na mostra brasileira de curta-metragem; Joana Claude, João Batista Silva, Lucas Vitor Scalioni, Marcus Antonius e Rosy Lueji na Mostra Olhar do Ceará; Celso Sabadin, Eduarda Porfírio e Thiago Sena no Prêmio da Crítica; Arthur Gadelha, Marcos Tardin, Chico Marinho, Raquel Aquino e Guilherme Gonsalves no Troféu Samburá; e Diego Benevides, Lilianna Bernartt e Vitor Búrigo no Prêmio Canal Brasil de Curtas.

Confira a lista completa com os vencedores do Cine Ceará 2025:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador)
Melhor Direção: David Beltrán i Mari, por Ao Oeste, em Zapata (Al oeste, en Zapata)
Melhor Atuação Principal: Sergio Prina, por Um Cabo Solto (Un cabo suelto)
Melhor Atuação Coadjuvante: Pilar Gamboa, por Um Cabo Solto
Melhor Roteiro: Eco de Luz, escrito por Misha Vallejo e Mayfe Ortega
Melhor Fotografia: Ao Oeste, em Zapata, por David Beltrán i Mari
Melhor Montagem: Eco de Luz, por Andrés Cornejo
Melhor Trilha Sonora Original: Esta Isla, por Alain Emile
Melhor Som: Ao Oeste, em Zapata, por Jesús Bermúdez e David Beltrán
Melhor Direção de Arte: Esta Isla, por Gerardo Veja

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

Melhor Filme: Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni (MS/SP)
Melhor Direção: Caio Barretto Briso e Susanna Lira, por Réquiem para Moïse
Melhor Roteiro: Boi de Salto, escrito por Tássia Araújo

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor longa-metragem: Centro Ilusão, de Pedro Diogenes
Melhor curta-metragem: Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem: Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador)
Melhor curta-metragem: Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)

TROFÉU SAMBURÁ | O Povo e Vida & Arte
Melhor Filme: Thayara, de Mila Leão (PR)
Melhor Direção: João Toldi, por Brincadeira de Criança

Foto: Rogerio Resende.

O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, é exibido em sessão especial no Cine Ceará 2025

por: Cinevitor
Elenco de O Agente Secreto no 35º Cine Ceará

Com ingressos esgotados em minutos, a sessão de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, lotou o Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na quarta-feira, 24/09. 

Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro

Para apresentar o longa no Cine Ceará, integrantes do elenco e da equipe subiram ao palco. O diretor Kleber Mendonça Filho, que estava em viagem internacional, mandou um recado em vídeo que foi exibido na telona para o público do Cineteatro São Luiz: “Queria muito estar com vocês no Cinema São Luiz, de Fortaleza. Durante esse tempo que eu tava fazendo O Agente Secreto, sempre imaginava como seria estar na sessão de première do filme no São Luiz de Fortaleza, que é uma das salas mais espetaculares do mundo. E eu adoro essa sala. Tenho até um histórico de ver filmes nos anos 1990 nesta sala, nas vezes que eu fui a Fortaleza muitos anos atrás. Eu lembro que em 1997 exibi Enjaulado no Cine Ceará. Foi o primeiro festival que exibiu esse meu curta. É muito curioso como festivais fazem parte da sua vida, né? E é muito incrível que O Agente Secreto esteja passando aí hoje”

Kleber finalizou: “Estou na na Espanha e tô mandando um beijo para parte do meu elenco, que são monstros. E monstro significa que são pessoas incríveis, são artistas incríveis que entendem a lógica do nosso país. Eu acho que isso tá muito no filme O Agente Secreto. Vocês são incríveis! No mais, peço para a equipe de projeção que passe o filme com som forte para balançar os esqueletos. Espero que vocês tenham uma sessão eletrizante, incrível, massa, que vocês se divirtam e que vejam O Agente Secreto, que é um filme que eu estava há muito tempo querendo que fosse visto em Fortaleza. Um beijo para vocês! Boa sessão!”

Na sequência, a atriz potiguar Alice Carvalho discursou: “Estou muito feliz de estar aqui. Soube da loucura que foi o esgotamento dos ingressos… Gente, que honra estar aqui apresentando esse filme no Ceará! É um filme de época, mas é um filme que também fala dos últimos dez anos do nosso país. É fundamental que esse filme encontre o público brasileiro nessa corrida que estamos fazendo”

Wagner Moura em cena: na telona do São Luiz

Geane Albuquerque, atriz cearense, se emocionou ao falar com o público: “Eu não sei como começar a falar porque estou especialmente emocionada de estar aqui em casa. É o primeiro longa que eu faço e com um elenco que admiro tanto. É muito especial esse filme e também estar aqui. Ver meus amigos, ver minha mãe, minhas irmãs na plateia. Esperamos que vocês gostem, que celebrem o cinema nacional, o cinema nordestino”

Outro representante do Ceará no elenco, Robério Diógenes também discursou: “É muito emocionante apresentar esse filme aqui no Cine São Luiz. É um cinema que eu frequentava na minha adolescência. O sonho do meu pai é que eu fosse um militar e eu fui fazer teatro. Nesse filme, eu faço um delegado. Então, dedico esse delegado ao meu pai, que está aqui na plateia”

A apresentação do filme no Cine Ceará seguiu com mais discursos. Dessa vez, da atriz mineira Laura Lufési: “Estou muito honrada de estar aqui. É muito incrível tudo o que está acontecendo: filas dobrando a esquina, ingressos esgotados em segundos. Eu acho que isso já é um marco histórico para o nosso cinema. É um filme que se passa em 1977, mas vocês vão entender, né? As coisas se refletem. Aproveitando o momento: sem anistia!”

Hermila Guedes, que exibiu Gravidade, de Leo Tabosa, na noite de abertura do Cine Ceará, voltou para apresentar O Agente Secreto: “Gostei tanto de ter recebido esse recado do Kleber Mendonça. Isso diz muito sobre como ele é respeitoso e generoso com todo o elenco. Estamos felizes de exibir o filme aqui em Fortaleza, nesse festival tão importante. Estar aqui só acende e reforça a força do filme de Kleber Mendonça, do seu trabalho e do cinema brasileiro. Viva o cinema!”

Para finalizar, Joana Claude, da equipe de direção de arte, discursou: “Eu fui assistente do Thales Junqueira e, para mim, é uma honra estar de volta nesse Cineteatro que é incrível e irmão do nosso São Luiz do Recife. Queria falar que foi um trabalho realmente muito incrível de reconstituição, falando do ponto de vista da direção de arte. Thales Junqueira já é um grande mestre, uma grande referência. É um filme que foi feito por muitas mãos. Tem muito do Recife nesse projeto. Uma boa sessão!”

Na mesma noite, antes da sessão de O Agente Secreto no Cine Ceará, foram exibidos três curtas-metragens da mostra competitiva: O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira; Canto, de Danilo Daher; e Thayara, de Mila Leão

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Fotos: Luiz Alves.

Cine Ceará 2025: longa Gravidade, de Leo Tabosa, abre a 35ª edição

por: Cinevitor
Danny Barbosa, Clarisse Abujamra, Leo Tabosa e Hermila Guedes no festival

Além da homenagem para a consagrada atriz Mariana Ximenes, a noite de abertura da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema contou também com a exibição do filme Gravidade, dirigido por Leo Tabosa, que abriu, neste sábado, 20/09, a mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem.

O drama familiar é ambientado às vésperas do fim do mundo e a obra marca a estreia de Leo Tabosa como diretor de longas-metragens após uma trajetória premiada de curtas, entre eles, Cavalo Marinho (2024), Dinho (2023), Marie (2019), Nova Iorque (2018), Baunilha (2017) e Tubarão (2013).  

No filme, Sydia, interpretada por Clarisse Abujamra, e Nina, vivida por Hermila Guedes, são mãe e filha que passam uma noite isoladas na antiga mansão da família. Enquanto enfrentam uma relação difícil, elas são surpreendidas com a chegada de uma desconhecida, Lara, papel de Danny Barbosa, e com o retorno de Joana, interpretada por Marcélia Cartaxo, uma funcionária da casa que havia sumido sem explicações e agora carrega notícias do mundo exterior. Diante de um colapso iminente, as quatro mulheres se deparam com traumas do passado e são confrontadas com o peso de suas escolhas.

Tabosa assina o roteiro do filme com o cineasta cearense Arthur Leite, amigo e colaborador de longa data. O argumento surgiu, inicialmente, como um espetáculo de teatro homônimo que não chegou a ser montado. Tabosa e Leite perceberam as potencialidades da história e decidiram adaptar para o formato cinematográfico, acentuando os conflitos familiares que se revelam aos poucos na vida de cada personagem. As realizadoras e roteiristas Renata Sofia e Julia Katharine participaram como consultoras do roteiro.

Profissionais que já colaboraram com Tabosa em trabalhos anteriores participaram das filmagens de Gravidade, entre eles, Petrus Cariry (direção de fotografia e montagem), Sérgio Silveira (direção de arte) e Bárbara Cariry (produção executiva). A equipe do filme é formada, em sua maioria, por profissionais nordestinos, principalmente de Pernambuco e do Ceará. Destacam-se, ainda, Guma Farias (som direto) e Érico Paiva (mixagem), que realizaram um trabalho expressivo na construção da atmosfera do filme.

Na telona: Hermila Guedes em cena

Hermila Guedes, que estrelou os curtas-metragens Dinho e Nova Iorque, assume mais um papel central na filmografia de Tabosa. Marcélia Cartaxo também retoma a parceria com Leo após Nova Iorque, enquanto Danny Barbosa, que trabalhou como assistente de direção em Cavalo Marinho, participa de Gravidade como atriz. O elenco ainda traz uma participação especial de Helena Ignez

Para apresentar o filme no Cine Ceará 2025, Leo Tabosa subiu ao palco acompanhado por grande parte de sua equipe: “É nosso primeiro longa-metragem e o mais importante é que ele está sendo exibido aqui no Cine Ceará, numa estreia mundial. Eu sou pernambucano, mas meu coração é cearense. Segundo a Bete Jaguaribe, eu tenho até o green card cearense”, disse o diretor. 

Tabosa continuou seu discurso: “Filmamos aqui no Ceará. Filmamos também neste cinema São Luiz, nesse templo. Cinema irmão do São Luiz lá do Recife. O cinema histórico, o cinema de rua, o cinema que resiste”. E seguiu: “O filme é de todos nós. Então, qualquer um aqui estaria habilitado a falar e apresentar o filme. Eu agradeço do fundo do meu coração a essa equipe maravilhosa, ao meu elenco de atrizes consagradas, de mulheres vibrantes, de atrizes que são ícones do cinema brasileiro. Atrizes potentes”

Ao final de sua fala, Leo relembrou sua trajetória no festival cearense: “Eu quero agradecer ao Cine Ceará e agradecer ao Cinema São Luiz. Eu já subi algumas vezes aqui nesse palco para apresentar outras curtas, onde fui premiado. É um festival que sempre me acolheu muito bem, sempre foi muito receptivo, sempre foi muito carinhoso comigo. Então, tenho muito orgulho”

A atriz Clarisse Abujamra também discursou: “Eu só tenho a desejar a vocês uma belíssima exibição. Eu tô tão curiosa, mas tão curiosa, que vocês não fazem ideia. Foi um prazer inenarrável participar dessa produção e contracenar com essas mulheres maravilhosas”

Leo Tabosa e equipe no palco do Cineteatro São Luiz

Hermila Guedes também aproveitou o momento para falar com o público: “Tô bem feliz de voltar a Fortaleza para exibir o filme. Agradeço ao festival e a todos vocês que estão aqui. Agradeço toda a equipe do filme porque como o Leo falou, a gente realmente não faz cinema sozinho. E agradecer minhas colegas de cena e mandar um beijo para as duas deusas que não estão aqui: Marcélia Cartaxo e Helena Ignez”

A atriz paraibana Danny Barbosa também discursou: “Estou muito ansiosa para saber como que o Leo Tabosa, que é um especialista e mestre em trabalhar questões de identidade de gênero e sexualidade, transformou essa história. Se borboletas no estômago representam alguma coisa ou representam vida, eu tô cheia de vida porque tem muita borboleta aqui dentro de ansiedade. Então, tenham uma excelente sessão e obrigada a todos que sonharam junto com o Leo Tabosa e acreditaram na gente”

Ao final da apresentação, a produtora executiva Bárbara Cariry finalizou: “Estamos felizes com essa exibição. Como o Leo comentou, grande parte dessa equipe é cearense. O filme foi filmado aqui, então é uma alegria. Quero dizer que esse filme foi feito a partir de recursos do FSA, ou seja, dinheiro público. Filme feito por brasileiros para brasileiros, para o mundo. É o que foi dito aqui hoje sobre o retorno: investe-se um real e vem mais três reais. E isso é muito. Isso quer dizer que o nosso setor é uma indústria potente. Que bom que vocês estão aqui prestigiando esse momento”

Gravidade é uma produção da Pontilhado Cinematográfico por meio de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O longa-metragem tem previsão de lançamento comercial para 2026 pela Sereia Filmes.

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Fotos: Luiz Alves e Rogerio Resende.

Mariana Ximenes é homenageada na abertura da 35ª edição do Cine Ceará

por: Cinevitor
Mariana Ximenes homenageada: carreira consagrada

A noite de abertura da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema foi marcada pela emocionante homenagem, realizada no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, neste sábado, 20/09, para a consagrada atriz Mariana Ximenes.

A artista começou sua carreira aos 14 anos. Formada pelo Centro de Artes e Educação Célia Helena, vem conquistando o público, as marcas e a crítica ao longo de sua trajetória, acumulando inúmeros prêmios por suas atuações. Além de atriz, tornou-se também produtora, realizando diversos projetos no cinema e no teatro

Ovacionada pelo público, Ximenes subiu ao palco e recebeu o Troféu Eusélio Oliveira das mãos do cineasta cearense Halder Gomes: “Que emoção ver esse teatro cheio. Que lindo! Eu tô profundamente emocionada”, disse a atriz. 

Em seu discurso, enalteceu sua ancestralidade: “O Ceará é parte de mim. É a terra da minha mãe, Fátima, que está sentada com meus tios e meus primos aqui na plateia. E eu recebo essa homenagem como filha de uma cearense que me transmitiu, mesmo à distância, o orgulho de pertencer a esta terra. E sempre que retorno, eu transbordo de emoção”

E seguiu: “É muito emocionante estar aqui hoje nesse palco, nessa terra e receber essa linda homenagem do 35º Cine Ceará, esse festival precioso. E levar esse troféu que carrega o nome de Eusélio Oliveira, que plantou a semente desse festival”. Ximenes também comentou a atual situação do cinema brasileiro: “Fizemos história com Ainda Estou Aqui, O Pagador de Promessas, O Quatrilho, Cidade de Deus, Central do Brasil e tantos outros. E já estou na torcida por O Agente Secreto”

Em seu discurso, Mariana ainda citou a atriz e diretora norueguesa Liv Ullmann e a aclamada Fernanda Montenegro: “O cinema é uma arte coletiva. Estar num set me faz me faz sentir viva e em comunhão com tudo que eu acredito. É onde o meu ofício ganha sentido e onde a magia acontece. Como disse Liv Ullmann no livro Mutações, existe dentro de mim uma menina que se recusa a morrer. Eu diria que entusiasmo é a palavra. Eu conservo dentro de mim essa chama e o frio na barriga é um eterno companheiro. E como disse sabiamente nossa grande dama Fernanda Montenegro, sem isso não tem vida”

Aplaudida pelo público e esbanjando simpatia, Ximenes finalizou: “Essa homenagem é um presente, mas também é um impulso, um estímulo para seguir adiante, para aprender, trocar e continuar transformando a minha arte e a mim mesma através dela. Eu gosto muito de estudar, eu gosto de buscar a origem, a originalidade. Muito obrigada, Ceará, por me acolher como filha e como atriz. Obrigada!”

Depois da homenagem, a noite de abertura do Cine Ceará 2025 seguiu com a exibição do curta-metragem Cada um na sua Tomada, produzido por estudantes de escolas públicas de Fortaleza, que participaram do projeto Compartilha Animação. Na sequência, foi exibido o filme Gravidade, de Leo Tabosa, que abriu a mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Rogerio Resende.