Benicio del Toro, Michael Cera e Mia Threapleton em O Esquema Fenício, de Wes Anderson
Fundada em 1937, a Art Directors Guild (ADG, IATSE Local 800) reúne mais de 3.000 membros do mundo todo, principalmente americanos e canadenses, que trabalham como designers de produção, diretores de arte, cenógrafos, ilustradores, modeladores, assistentes de arte, entre outros.
Em 1996, foi realizado o primeiro ADG Awards, prêmio anual de excelência em design de produção no cinema, na TV e no teatro. Ao longo dos anos, filmes consagrados pela associação também receberam o Oscar nesta categoria. No ano passado, Nathan Crowley foi premiado pela ADG por Wicked e também recebeu a estatueta dourada. Vale lembrar que, dentro da estrutura do cinema brasileiro, o designer de produção é mais conhecido como diretor de arte.
Os vencedores da 30ª edição do Annual Excellence in Production Design Awards nas categorias de filmes, televisão/streaming, videoclipes e comerciais serão anunciados no dia 28 de fevereiro, no InterContinental Los Angeles Downtown.
Em comunicado oficial, Dina Lipton, presidente do Sindicato dos Diretores de Arte, disse: “Ao comemorarmos o 30º aniversário do Prêmio de Excelência em Design de Produção, celebramos não apenas as conquistas extraordinárias do ano passado, mas também três décadas de arte visionária que definiram a narrativa visual do cinema e da televisão. Este marco homenageia os diretores de arte, ilustradores, artistas de storyboard, cenógrafos, artistas cênicos e gráficos e todas as mentes criativas que trabalham no departamento de arte e continuam a cativar e inspirar o público em todo o mundo”.
Os homenageados deste ano com o Lifetime Achievement Award serão: o designer de produção Bo Welch, indicado ao Oscar por MIB: Homens de Preto, A Gaiola das Loucas, A Princesinha e A Cor Púrpura; a diretora de arte Jann Engel, de Vingadores: Ultimato e Era Uma Vez em… Hollywood; o artista de storyboard Tom Southwell, de X-Men: O Filme e Advogado do Diabo; e o artista cênico Stephen McNally, de Venom: Tempo de Carnificina. E mais: Jon M. Chu, diretor da franquia Wicked, receberá o Cinematic Imagery Award.
Conheça os indicados ao 30º ADG Awards nas categorias de cinema:
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ÉPOCA Frankenstein, por Tamara Deverell Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Fiona Crombie Marty Supreme, por Jack Fisk O Esquema Fenício, por Adam Stockhausen Pecadores, por Hannah Beachler
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE FANTASIA Avatar: Fogo e Cinzas, por Dylan Cole e Ben Procter Mickey 17, por Fiona Crombie Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, por Kasra Farahani Superman, por Beth Mickle Wicked: Parte II, por Nathan Crowley
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME CONTEMPORÂNEO Bugonia, por James Price F1: O Filme, por Ben Munro e Mark Tildesley Missão: Impossível – O Acerto Final, por Gary Freeman Uma Batalha Após a Outra, por Florencia Martin Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, por Rick Heinrichs
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ANIMAÇÃO Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada, por Sean Haworth e Pablo R. Mayer Elio, por Harley Jessup Guerreiras do K-Pop, por Mingjue Helen Chen e Dave Bleich Os Caras Malvados 2, por Luc Desmarchelier Zootopia 2, por Cory Loftis
Cena do longa amazonense Obeso Mórbido, de Diego Bauer
A 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 23 e 31 de janeiro, contará novamente com duas mostras competitivas de longas-metragens: Olhos Livres e Aurora. Os filmes selecionados, todos em pré-estreia mundial, reafirmam o papel do evento como um dos principais espaços de lançamento e reflexão do cinema brasileiro contemporâneo.
A temática desta edição, Soberania Imaginativa, atravessa os pensamentos em torno da seleção, ainda que não seja preponderante para as escolhas. De muitas maneiras, o conceito tende a se ampliar na relação com os filmes tanto nas sessões quanto em debates e encontros entre crítica, cineastas e público. As seleções das duas mostras foram realizadas pela curadoria de longas-metragens da Mostra de Tiradentes, formada por Francis Vogner dos Reis, Juliano Gomes e Juliana Costa.
A Mostra Olhos Livres segue um espaço de abordagens estéticas arrojadas, voltado a possibilidades lúdicas e criativas da linguagem cinematográfica desenvolvidas por realizadores que já possuem alguma circulação em festivais. Desde o ano passado, a mostra mudou um pouco de perfil e reforçou o objetivo de desbravar novos caminhos da produção autoral e acompanhar cineastas que apostam na radicalidade inventiva mesmo após trajetórias já consolidadas.
Para o coordenador curatorial Francis Vogner dos Reis, a Olhos Livres reflete um traço marcante do cinema brasileiro atual: “Se algo aparece hoje como determinante, não é uma linha estética única ou um traço político homogêneo, mas a diversidade imaginativa muito forte”, afirma. Segundo ele, trata-se de uma geração de realizadores que muitas vezes iniciou trajetórias há dez ou quinze anos e que, agora em seus terceiros, quartos ou até sextos longas-metragens, continuam a produzir filmes à revelia das condições difíceis ou limitadoras e mantendo compromisso com o risco e a invenção.
“Se você olha para a Olhos Livres, você percebe que há vários jovens veteranos do cinema independente brasileiro, artistas e cineastas que já têm uma assinatura e que estão escolhendo estrear em Tiradentes”, reforça o curador. “Isso consolida um cenário de cinema autoral brasileiro que não é necessariamente formado apenas por estreantes ou novidades, mas por pessoas que estão amadurecendo, desdobrando sua obra e consolidando um estilo, uma linha específica”.
A Mostra Aurora, por sua vez, é dedicada a longas-metragens de estreia e reúne em 2026 novos caminhos possíveis na expressão audiovisual brasileira independente. A seção segue como um dos principais espaços de revelação do cinema no país, com títulos de diferentes territórios, contextos e formas de produção que ajudam a redesenhar o mapa da produção a partir de realizadores em começo de carreira na direção.
Francis Vogner chama atenção para as condições de realização desses filmes da Aurora: “Boa parte é feita com recursos próprios ou com editais de valores muito pequenos, muito aquém daquilo que seria trabalhado como um baixo orçamento”, observa. Para o curador, esse cenário evidencia tanto a urgência de políticas públicas voltadas aos primeiros longas quanto a força de um cinema que constrói uma linha evolutiva dentro do lastro do cinema independente brasileiro das últimas duas décadas.
Os filmes da Mostra Olhos Livres concorrem a prêmios concedidos pelo Júri Oficial, composto por Alvaro Arroba (programador, Argentina), Daniela Giovana (professora e pesquisadora, MS), Darks Miranda (artista, RJ), Hermano Callou (crítico de cinema, RJ) e Renato Novaes (ator, MG). Já os títulos da Mostra Aurora serão avaliados pelo Júri Jovem, formado por estudantes selecionados a partir de uma oficina de crítica realizada em setembro, durante a CineBH.
Os filmes vencedores de cada Mostra recebem o Troféu Barroco, oficial do evento, prêmio em serviços oferecidos por empresas parceiras e o Prêmio Embratur, no valor de R$20.000,00. Ao articular Olhos Livres e Aurora, a Mostra de Tiradentes, que homenageará a atriz Karine Teles, reafirma sua aposta em um cinema plural, diverso e inventivo, em sintonia com a noção de soberania imaginativa: “O cinema brasileiro nunca foi uma coisa só, ele é múltiplo”, lembra Francis Vogner.
Conheça os primeiros filmes selecionados para a Mostra de Cinema de Tiradentes 2026:
MOSTRA AURORA A Voz da Virgem, de Pedro Almeida (RJ) Obeso Mórbido, de Diego Bauer (AM) Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha (MG) Politiktok, de Álvaro Andrade (BA) Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF) Vulgo Jenny, de Viviane Goulart (GO)
MOSTRA OLHOS LIVRES Amante Difícil, de João Pedro Faro (RJ) Anistia 79, de Anita Leandro (RJ) Ao Sabor das Cinzas, de Taciano Valério (PE) As Florestas da Noite, de Priscyla Bettim e Renato Coelho (SP) Meu Tio da Câmera, de Bernard Lessa (ES) O Enigma de S., de Gustavo de Mattos Jahn (RJ) Tannhäuser, de Vinícius Romero (SP)
Foram anunciados nesta segunda-feira, 05/01, os indicados ao 53º Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, organizado pela ASIFA-Hollywood, International Animated Film Society, que é considerada a primeira e principal organização profissional do mundo dedicada a promover a arte da animação e celebrar as pessoas que as criam.
Fundada em 1960, a associação premiava os melhores nomes da animação simbolicamente, até a lendária dubladora June Foray criar a cerimônia oficial em 1972. O prêmio de melhor animação cinematográfica só surgiu na 20ª edição do evento, em 1992, que consagrou A Bela e a Fera.
Neste ano, os longas Guerreiras do K-Pop, dirigido por Maggie Kang e Chris Appelhans, e Elio, de Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi, lideram a lista com dez indicações cada, entre elas, melhor animação.
O Brasil marca presença entre os indicados com dois profissionais: Fernando Peque, que faz parte da equipe do filme Os Pestes e concorre em duas categorias (melhor design de personagem em animação e melhor design de produção em animação); e Diego de Paula Pereira Batista, da equipe de Superman e indicado na categoria de melhor animação de personagem em live-action. Os vencedores serão anunciados no dia 21 de fevereiro no Royce Hall da UCLA, em Los Angeles.
Os homenageados desta 53ª edição serão: o animador Michaël Dudok de Wit, vencedor do Oscar pelo curta Father and Daughter e indicado por Le moine et le poisson e A Tartaruga Vermelha, os roteiristas e produtores Christopher Miller e Phil Lord, vencedores do Oscar por Homem-Aranha no Aranhaverso, e Chris Sanders, roteirista de Robô Selvagem e Lilo & Stitch, que receberão o Winsor McCay Award; o June Foray Award será entregue para a produtora Sandy Rabins; o Ub lwerks Award, que reconhece o avanço técnico que afeta a indústria da animação, vai para a empresa Wacom; e o Special Achievement Award homenageará a importância da LightBox Expo, evento anual que reúne a comunidade criativa de cineastas, estudantes de animação e fãs.
Conheça os indicados nas categorias de cinema do Annie Awards 2026:
MELHOR ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes Elio Guerreiras do K-Pop Os Caras Malvados 2 Zootopia 2
MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE Arco Marcel et Monsieur Pagnol Scarlet Separados pelas Estrelas Soy Frankelda
MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO Maggie Kang e Chris Appelhans, por Guerreiras do K-Pop Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, por Amélie et la métaphysique des tubes Mamoru Hosoda, por Scarlet Tatsuya Yoshihara, por Chainsaw Man – O Filme: Arco da Reze Ugo Bienvenu, Adam Sillard e Anaëlle Saba, por Arco
MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, escrito por Liane-Cho Han, Aude Py, Maïlys Vallade e Eddine Noël Elio, escrito por Julia Cho, Mark Hammer e Mike Jones Guerreiras do K-Pop, escrito por Danya Jimenez, Hannah McMechan, Maggie Kang e Chris Appelhans Scarlet, escrito por Mamoru Hosoda Zootopia 2, escrito por Jared Bush
MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO Arden Cho, por Guerreiras do K-Pop Craig Robinson, por Nos Seus Sonhos Lil Rel Howery, por O Homem-Cão Maitreyi Ramakrishnan, por Os Pestes Remy Edgerly, por Elio
MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM Cardboard Ovary-Acting Pillowzzz Snow Bear The Girl Who Cried Pearls
MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL Adult Swim’s the Elephant Not Just a Goof Snoopy Apresenta: Um Musical de Verão The Loud House: Um Natal Fora do Normal Véspera de Natal no País das Maravilhas
MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL A Sparrow’s Song, de Tobias Eckerlin (Filmakademie Baden-Württemberg GmbH) Acrobats, de Eloïse Alluyn, Hugo Danet, Anna Despinoy, Antonin Guerci, Alexandre Marzin e Shali Reddy (Gobelins) Jour de vent, de Martin Chailloux, Ai Kim Crespin, Elise Golfouse, Chloé Lab, Hugo Taillez e Camille Truding (École des Nouvelles Images) The Undying Pain of Existence, de Oscar Jacobson (Filmakademie Baden-Württemberg GmbH) TRASH, de Maxime Crançon e Alexis Le Ral (ESMA)
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS EM ANIMAÇÃO Elio, por Ferdi Scheepers, Shaun Galinak, Alyssa Lee, Nate Skeen e Gary Bruins Guerreiras do K-Pop, por Filippo Macari, Nicola Finizio, Simon Lewis, Naoki Kato e Daniel La Chapelle Nos Seus Sonhos, por Dmitriy Kolesnik, Stephen Paschk, David Sellares e Stephanie McNair Os Caras Malvados 2, por Landon Gray, Michael Losure, Zachary Glynn, Chris Wombold e Olivier Malric Zootopia 2, por Le Joyce Tong, Shamintha Kalamba Arachchi, Dimitre Berberov, Chris Carignan e Cristiana Covone
MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, por Juliette Laurent Elio, por Jonah Sidhom Guerreiras do K-Pop, por Ryusuke Furuya Os Caras Malvados 2, por Ludovic Bouancheau Zootopia 2, por Tony Smeed
MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION Capitão América: Admirável Mundo Novo, por Sidney Kombo-Kintombo, Andrew William Park, Marco Röth, Paul Seyb e Thien Ly Como Treinar o Seu Dragão, por Kayn Garcia, Jean-Denis Haas, Meena Ibrahim, Nathan McConnel e Nick Tripodi Planeta Pré-Histórico: O Grande Congelamento, por Adrien Annesley, Alvise Avati, Riyad Chalakkara, Daniel Mizuguchi e Liam Russell Superman, por Loic Mireault, Michael Elder, Philipp Winterstein, Victor Dinis e Diego De Paula Pereira Batista Um Filme Minecraft, por Kevin Estey, Anthony McIndoe, Jade Lorier, Caroline Ting e Luisma Lavin Peredo
MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada, por Adam Paloian, Thaddeus Couldron e Alvi Ramirez Elio, por Matt Nolte, Yingzong Xin, James Woods, Kaleb Rice e Bob Pauley Guerreiras do K-Pop, por Scott Watanabe e Ami Thompson O Dia da Castração, por Craig Kellman Os Pestes, por Kei Acedera, Tristan Poulain, Jules Rigolle, Fernando Peque e Remi Salmon
MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, por Mari Fukuhara Arco, por Arnaud Toulon Elio, por Rob Simonsen Guerreiras do K-Pop, por KPop Demon Hunters Music Team Zootopia 2, por Shakira, Ed Sheeran, Blake Slatkin e Michael Giacchino
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO Elio, por Harley Jessup, Ernesto Nemesio, Maria Lee, Kristian Norelius e Kyle Jones Guerreiras do K-Pop, por Helen Chen, Dave Bleich, Wendell Dalit, Scott Watanabe e Celine Kim Os Caras Malvados 2, por Luc Desmarchelier e Floriane Marchix Os Pestes, por Estefania Pantoja, Alexandre Diboine, Clement Dartigues, Fernando Peque e Remi Salmon Zootopia 2, por Cory Loftis e Limei Z. Hshieh
MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, por Nicolas Pawlowski Arco, por Ugo Bienvenu Elio, por Tony Rosenast Os Caras Malvados 2, por Anthony Holden e Young Ki Yoon Zootopia 2, por Hikari Toriumi
MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, por Ludovic Versace Arco, por Nathan Jacquard Elio, por Anna Wolitzky, Steve Bloom, Noah Newman, Greg Snyder e Ben Morris Guerreiras do K-Pop, por KPop Demon Hunters Editorial Team Olivia & Las Nubes, por Tomás Pichardo Espaillat
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto: filme brasileiro premiado
Foram anunciados neste domingo, 04/01, em cerimônia apresentada por Chelsea Handler, os vencedores da 31ª edição do Critics Choice Awards, importante premiação que elege os melhores da TV e do cinema e é realizada pela Broadcast Film Critics Association, maior organização de críticos americanos e canadenses, que conta com mais de 600 membros.
Neste ano, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, foi eleito o melhor filme e também recebeu os prêmios de melhor direção e roteiro adaptado. Pecadores, de Ryan Coogler, e Frankenstein, de Guillermo del Toro, se destacaram com quatro prêmios cada.
O Brasil foi consagrado com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que levou o prêmio de melhor filme em língua estrangeira. Com isso, torna-se o primeiro longa brasileiro premiado nesta categoria na história da premiação. No passado, os outros títulos nacionais indicados foram: Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, em 2003; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, em 2016; e Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, em 2025.
O Agente Secreto, que também apareceu na shortlist do Critics Choice nas categorias de melhor elenco por Gabriel Domingues e melhor figurino para Rita Azevedo, é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O brasileiro Adolpho Veloso: melhor fotografia por Sonhos de Trem
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de um milhão de espectadores nos cinemas.
Wagner Moura estava indicado em duas categorias: melhor ator por O Agente Secreto, mas infelizmente perdeu para Timothée Chalamet, por Marty Supreme; e melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme para televisão por Ladrões de Drogas, que foi para Owen Cooper, de Adolescência. Vale destacar também que Kleber e Wagner apresentaram a principal categoria da noite: melhor filme.
Além disso, o brasileiroAdolpho Veloso levou o prêmio de melhor fotografia por Sonhos de Trem, da Netflix. Natural de São Paulo, Veloso já foi indicado ao prêmio da American Society of Cinematographers por seu trabalho em Jockey e conta com diversas obras em seu currículo, como: Mosquito, On Yoga: Arquitetura da Paz, Tungstênio, Rodantes, Becoming Elizabeth, entre outros. O fotógrafo, que também é membro da Associação Brasileira de Cinematografia, já está confirmado na equipe de Remain, novo filme de M. Night Shyamalan.
Nas categorias televisivas, The Pitt, O Estúdio, Adolescência, Pluribus, Hacks, All Her Fault, Ruptura, Abbott Elementary, South Park e Round 6 se destacaram.
Conheça os vencedores do 31º Critics Choice Awards nas categorias de cinema:
MELHOR FILME Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson
MELHOR ATOR Timothée Chalamet, por Marty Supreme
MELHOR ATRIZ Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR ATOR COADJUVANTE Jacob Elordi, por Frankenstein
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Amy Madigan, por A Hora do Mal
MELHOR ATOR ou ATRIZ JOVEM Miles Caton, por Pecadores
MELHOR ELENCO Pecadores, por Francine Maisler
MELHOR DIREÇÃO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Pecadores, escrito por Ryan Coogler
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR FOTOGRAFIA Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau
MELHOR EDIÇÃO F1: O Filme, por Stephen Mirrione
MELHOR FIGURINO Frankenstein, por Kate Hawley
MELHOR PENTEADO E MAQUIAGEM Frankenstein, por Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett
MELHOR DESIGN DE DUBLÊ Missão: Impossível – O Acerto Final, por Wade Eastwood
MELHOR FILME DE COMÉDIA Corra que a Polícia Vem Aí!, de Akiva Schaffer
MELHOR ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang
MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
MELHOR FILME PARA TV Bridget Jones: Louca pelo Garoto, de Michael Morris
MELHOR CANÇÃO Golden, por Ejae, Mark Sonnenblick, Ido, 24 e Teddy (Guerreiras do K-Pop)
MELHOR TRILHA SONORA Pecadores, por Ludwig Göransson
MELHOR SOM F1: O Filme, por Al Nelson, Gareth John, Gary A. Rizzo, Gwendolyn Yates Whittle e Juan Peralta
Hermila Guedes em O Agente Secreto: filme brasileiro premiado
Fundada em 1966, a National Society of Film Critics é formada por importantes críticos dos Estados Unidos e seu prêmio anual, que elege os melhores da sétima arte, é considerado um dos mais prestigiados da indústria cinematográfica.
Os 65 membros da NSFC, que conta com Justin Chang, da revista The New Yorker, como presidente, trabalham nos principais jornais e veículos de Los Angeles, Boston, Nova York, Filadélfia e Denver, incluindo: Wall Street Journal, Rolling Stone, Los Angeles Times, Variety, TheWrap, IndieWire, The Washington Post, Deadline, The Hollywood Reporter, Time, entre outros.
Vale lembrar que qualquer filme que estrear nos Estados Unidos durante o ano, nos cinemas ou em plataformas de streaming, é elegível para consideração. Não há processo de indicação e nem de inscrições. Porém, links podem ser enviados para os membros antes da votação.
Nesta 60ª edição, o cinema brasileiro se destacou com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi eleito o melhor filme em língua não inglesa. Além disso, o longa apareceu também nas categorias de melhor filme (em terceiro lugar), melhor ator para Wagner Moura (em segundo lugar) e melhor roteiro (em terceiro lugar). E mais: o brasileiro Adolpho Veloso também se destacou pela fotografia de Sonhos de Trem e ficou em segundo lugar.
Os vencedores foram anunciados neste sábado, 03/01, pelas redes sociais e, como de costume, não haverá cerimônia de entrega dos prêmios.
Conheça os melhores de 2025 do National Society of Film Critics Awards:
MELHOR FILME Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (57 pontos) 2º: Pecadores, de Ryan Coogler (29 pontos) 3º: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (27 pontos)
MELHOR DIREÇÃO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra (54 pontos) 2º: Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente (48 pontos) 3º: Richard Linklater, por Blue Moon e Nouvelle Vague (39 pontos)
MELHOR ATRIZ Kathleen Chalfant, por Toque Familiar (45 pontos) 2º: Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (39 pontos) 3º: Renate Reinsve, por Valor Sentimental (37 pontos)
MELHOR ATOR Ethan Hawke, por Blue Moon (57 pontos) 2º: Wagner Moura, por O Agente Secreto (43 pontos) 3º: Michael B. Jordan, por Pecadores (36 pontos)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra (56 pontos) 2º: Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental (47 pontos) 3º: Wunmi Mosaku, por Pecadores (41 pontos)
MELHOR ATOR COADJUVANTE Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra (54 pontos) 2º: Delroy Lindo, por Pecadores (37 pontos) 3º: Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental (30 pontos)
MELHOR ROTEIRO Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi (53 pontos) 2º: Blue Moon, escrito por Robert Kaplow (50 pontos) 3º: O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho (40 pontos)
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) (58 pontos) 2º: Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo/EUA) (57 pontos) 3º: Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega) (38 pontos)
MELHOR DOCUMENTÁRIO My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev (56 pontos) 2º: A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir (22 pontos) 3º: Orwell: 2+2=5, de Raoul Peck (18 pontos)
MELHOR FOTOGRAFIA Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw (50 pontos) 2º: Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso (36 pontos) 3º: Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman (29 pontos)
MELHOR FILME EXPERIMENTAL Morgenkreis (Morning Circle), de Basma al-Sharif
PRÊMIO ESPECIAL *filme sem distribuição nos Estados Unidos Nuestra Tierra (Landmarks), de Lucrecia Martel (Argentina)
FILM HERITAGE AWARD Ken Jacobs e Flo Jacobs: um centro gravitacional insubstituível da vanguarda americana com uma sensibilidade artística compartilhada que ajudou a definir o cinema experimental The Film Desk: responsável pelo lançamento de filmes importantes do mundo todo, em cópias de 35mm e em vídeo doméstico, e pela publicação de livros que enriqueceram o conhecimento do público sobre cinema Cinema Tropical: por seus incansáveis esforços na distribuição, programação e promoção do cinema latino-americano nos EUA
Amy Madigan em A Hora do Mal, de Zach Cregger: três indicações
O Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros, Make-Up Artists and Hair Stylists Guild, foi fundado em novembro de 1937 e hoje conta com mais de 2.300 membros da indústria do entretenimento de todo o mundo.
Como de costume, anualmente realiza o Make-Up Artists and Hair Stylists Guild Awards, prêmio que elege as melhores maquiagens e estilos de penteados em diversas plataformas de entretenimento, como: cinema, TV, streaming, videoclipes e teatro. Os indicados da 13ª edição foram anunciados nesta segunda-feira, 29/12, pela presidente Julie Socash. Os vencedores serão revelados no dia 14 de fevereiro de 2026, no Westin Bonaventure Hotel and Suites, em Los Angeles.
Neste ano, o Lifetime Achievement Award, que homenageia um maquiador e um cabeleireiro que possuem um conjunto extraordinário de trabalhos aclamados, contribuições excepcionais para a indústria do entretenimento e serviços notáveis prestados ao seu sindicato ou à sua profissão, será entregue para: Greg Nelson, indicado ao Oscar pela maquiagem de Meu Pai, uma Lição de Vida e vencedor do Emmy por Star Trek: Voyager e The Tracey Ullman Show; e a cabeleireira Judy Alexander Cory, indicada ao Oscar por A Lista de Schindler e Forrest Gump: O Contador de Histórias. O maquiador Michael Johnston, indicado ao Emmy por American Horror Stories, Brilhante Victória e iCarly, também será homenageado e receberá o Vanguard Award.
Conheça os indicados ao MUAHS Awards 2026 nas categorias de cinema:
MELHOR MAQUIAGEM | FILME CONTEMPORÂNEO Bugonia, por Torsten Witte Eddington, por Colin Penman e Lisa Hansell Jurassic World: Recomeço, por Jana Carboni, Charlie Hounslow, Nik Buck, Aisling Nairn e Lauren Baldwin Superman, por Alexei Dmitriew, LuAndra Whitehurst, Nicole Sortillon Amos e Amanda Sprunger Uma Batalha Após a Outra, por Heba Thorisdottir e Mandy Artusato
MELHOR MAQUIAGEM | FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO A Hora do Mal, por Leo Satkovich, Mark Ross, Jason Collins, Kaylee Kehne-Swisher e Brie Bastianson Coração de Lutador: The Smashing Machine, por Felix Fox, Darah Wyant, Amanda Imeson, Harlow MacFarlane e Maiko Gomyo Frankenstein, por Jordan Samuel, Oriana Rossi, Kristin Wayne, Patricia Keighran e Lizzi Lawson Zeiss Pecadores, por Ken Diaz, Siân Richards, Ned Neidhardt, Allison laCour e Lana Mora Wicked: Parte II, por Frances Hannon, Alice Jones, Nuria Mbomio e Sarah Nuth
MELHOR MAQUIAGEM DE EFEITOS ESPECIAIS A Hora do Mal, por Jason Collins, Leo Satkovich, Mike McCarty, Mark Ross e Kaylee Kehne-Swisher Frankenstein, por Mike Hill e Megan Many Pecadores, por Mike Fontaine, Bailey Domke, Kelsey Berk, Kevin Wasner e Cristina Patterson Uma Batalha Após a Outra, por Arjen Tuiten e Jessica Nelson Wicked: Parte II, por Frances Hannon, Mark Coulier, Stephen Murphy e Susie Redfern
MELHOR PENTEADO | FILME CONTEMPORÂNEO Balada de um Jogador, por Heike Merker e Alex Kwan Bugonia, por Torsten Witte Corra que a Polícia Vem Aí!, por Joyce M. Gilliard, Nadia Sobh e Tomica Sarver Superman, por Peter Swords King, Lindsay McAllister e Magnolia Lowe Uma Batalha Após a Outra, por Ahou Mofid, Gina Maria DeAngelis e Sacha Quarles
MELHOR PENTEADO EM FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO A Hora do Mal, por Melizah Wheat, Monty Schuth e Nashi Tumlinson Frankenstein, por Cliona Furey, Tim Nolan, Laura Solari, Tori Binns e Katarina Chovanec Marty Supreme, por Kay Georgiou, Jimmy Goode, Michael Buonincontro e Mitchell Beck Pecadores, por Shunika Terry-Jennings, Elizabeth Robinson, Tene Wilder, Jove Edmond e Sherri B. Hamilton Wicked: Parte II, por Frances Hannon, Sim Camps, Gabor Kerekes e Laura Blount
Brigitte Bardot em O Desprezo, de Jean-Luc Godard: ícone mundial
Morreu neste domingo, 28/12, aos 91 anos, a atriz, cantora, modelo e ativista francesa Brigitte Bardot. Considerada uma estrela mundial, foi uma figura feminina de destaque nas décadas de 1950 e 1960, atuou em mais de 45 filmes, virou referência na moda, gravou diversas músicas, foi eleita uma das mulheres mais bonitas do mundo e se dedicou à defesa dos animais.
A morte foi confirmada pela Fondation Brigitte Bardot em comunicado oficial nas redes sociais: “A Fundação Brigitte Bardot anuncia com imensa tristeza o falecimento de sua fundadora e presidente, Brigitte Bardot, a mundialmente famosa atriz e cantora, que optou por renunciar à sua prestigiosa carreira para dedicar sua vida e energia ao bem-estar animal e à sua Fundação. Uma verdadeira pioneira: aos 39 anos abdicou dos holofotes e do mundo do entretenimento para dedicar sua fama e determinação inabalável ao serviço dos animais e dos mais vulneráveis, como os idosos. Em 1977, ela viajou para as geleiras do Ártico para ajudar filhotes de foca, um ato emblemático de sua luta pela proteção de espécies vulneráveis. Sob sua liderança, a Fundação Brigitte Bardot, criada em 1986, tornou-se uma referência na proteção animal na França e no mundo”.
E segue o comunicado: “A Fundação Brigitte Bardot deseja honrar a memória de uma mulher excepcional que deu tudo e se sacrificou por um mundo mais respeitoso com os animais. Seu legado continua vivo por meio das ações e campanhas que a Fundação realiza com a mesma paixão e compromisso inabalável com seus ideais. Expressamos nossas mais profundas condolências à família, aos entes queridos, ao município de Saint-Tropez e seus moradores, e a todos que compartilham dessa dor. A Fundação continuará, agora mais do que nunca, a defender o legado de Brigitte Bardot”.
Nascida em 28 de setembro de 1934, começou a participar de aulas de dança ainda criança. Em 1947, foi aceita no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris e cursou aulas de balé por três anos ministradas pelo coreógrafo russo Boris Knyazev. Dois anos depois, iniciou sua carreira como modelo e, aos quinze anos, foi contratada pela revista francesa Elle. Em 1950, foi capa da publicação e chamou a atenção do jovem cineasta Roger Vadim, que a convidou para um teste; Bardot foi aprovada, mas o filme não aconteceu.
Não demorou muito para que Brigitte Bardot se tornasse atriz: em 1952 fez sua primeira participação nas telonas em Le Trou normand, de Jean Boyer. Depois disso, vieram outros trabalhos no cinema, como: Manina, la fille sans voiles, de Willy Rozier; Les dents longues, de Daniel Gélin; A Noite de Núpcias, de Mario Bonnard; A Mais Linda Vedete, de Marc Allégret; A Noiva do Comandante, de Ralph Thomas; Mademoiselle Pigalle, de Michel Boisrond; Brotinho do Outro Mundo, de Pierre Gaspard-Huit; entre muitos outros.
Brigitte Bardot em A Verdade, de Henri-Georges Clouzot
Mas foi em 1956 que Bardot ganhou destaque mundial ao protagonizar E Deus Criou a Mulher (Et Dieu… créa la femme), dirigido por Roger Vadim, seu então marido. Entre diversas polêmicas, o filme sofreu censura e chegou a ser proibido em alguns países. Quando foi exibido nos Estados Unidos, Brigitte transformou-se em um fenômeno da noite para o dia. Já na década de 1960, a atriz voltou aos holofotes do mundo da moda e foi eleita a deusa sexual da década.
Com o cineasta Henri-Georges Clouzot, se destacou em A Verdade (La vérité), que lhe rendeu uma indicação de melhor atriz estrangeira no David di Donatello, mais importante prêmio cinematográfico da Itália; o longa também foi indicado ao Oscar de melhor filme internacional. Na sequência, filmou Torneio de Amor (La bride sur le cou), de Roger Vadim e Jean Aurel; Amores Célebres (Amours célèbres), de Michel Boisrond; e Vida Privada (Vie privée), de Louis Malle, ao lado de Marcello Mastroianni.
Já em 1963, sob o comando de Jean-Luc Godard, filmou O Desprezo (Le mépris), outro grande sucesso de sua carreira. Foi nessa época que Bardot se encantou pelo Brasil e morou quatro meses em Búzios, no Rio de Janeiro, com o então namorado Bob Zagury, marroquino que vivia no país como jogador de basquete do Flamengo.
Depois dessa passagem brasileira, voltou às telonas em Viva Maria!, novamente dirigida por Louis Malle. Aqui, dividiu a telona com Jeanne Moreau e foi indicada ao BAFTA, o Oscar britânico, de melhor atriz estrangeira. Seguiu na sétima arte em outros sucessos, como: Histórias Extraordinárias, de Federico Fellini, Louis Malle e Roger Vadim, ao lado de Alain Delon; Shalako, de Edward Dmytryk, com Sean Connery; As Mulheres, de Jean Aurel; O Urso e a Boneca, de Michel Deville; As Noviças, de Guy Casaril e Claude Chabrol; Boulevard do Rum, de Robert Enrico; As Petroleiras, de Christian-Jaque e Guy Casaril; Se Don Juan Fosse Mulher, de Roger Vadim; e L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise, de Nina Companeez, seu último filme. Além disso, também gravou diversas músicas, como La Madrague, entre as décadas de 1960 e 1970.
Cansada da indústria cinematográfica, Bardot anunciou o fim definitivo de sua carreira de atriz em meados de 1974, pouco antes de completar 40 anos. Na sequência, recusou inúmeros convites para voltar a atuar e resolveu se dedicar aos direitos dos animais. Já em sua trajetória humanitária, fundou a Fondation Brigitte Bardot, em 1986, e participou de diversos protestos.
Além de ser a responsável pela popularização de Saint-Tropez, na França, ao se mudar para lá no começo dos anos 1960, foi considerada ícone pop, símbolo sexual, musa e influenciou a moda mundial. Porém, sua vida também foi marcada por polêmicas: apoiou a extrema direita francesa e foi condenada por incitação ao ódio racial, entre tantas outras declarações questionáveis.
Fotos: Divulgação/Kingsley International Pictures Corporation.
Karine Teles: destaque no cinema brasileiro contemporâneo
A Mostra de Cinema de Tiradentes, que será realizada entre os dias 23 e 31 de janeiro de 2026, abre o calendário audiovisual brasileiro como o primeiro grande encontro do setor no ano. Consolidado como uma das principais plataformas de lançamento, reflexão e debate do cinema nacional, o evento reúne centenas de espectadores, pesquisadores, jornalistas e profissionais em torno de uma programação gratuita e diversificada, com pré-estreias, mostras temáticas, atividades formativas e encontros do audiovisual.
Para 2026, a Mostra propõe como eixo curatorial a temática Soberania imaginativa. O conceito surge a partir do debate contemporâneo sobre autonomia, independência e protagonismo cultural do Brasil, fruto de reflexões da curadoria coordenada pelo crítico de cinema Francis Vogner dos Reis. Para ele, a escolha desse tema justamente agora responde a um momento histórico específico: “A palavra soberania voltou a organizar o debate público, e ela não diz respeito apenas à política ou à economia, mas também à capacidade de imaginar, criar e sustentar projetos próprios no campo simbólico e cultural”.
Junto com Francis Vogner, assinam a curadoria da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Juliano Gomes e Juliana Costa (longas-metragens); Camila Vieira, Leonardo Amaral, Lorenna Rocha, Mariana Queen e Rubens Anzolin (curtas-metragens); e as assistências de Barbara Bello (longas) e João Rego (curtas).
A temática, que envolve todo um pensamento em torno dos debates que devem ocupar algumas das mesas durante a Mostra, parte de uma leitura retrospectiva do cinema brasileiro das últimas duas décadas ao reconhecer que a emergência de obras, artistas, coletivos e produtoras inovadoras não ocorreu de forma isolada: “Não se trata apenas de identificar filmes ou artistas originais, mas de compreender as dinâmicas profundas de criação que permitiram o surgimento de um cinema diverso, arriscado e inventivo”, afirma Francis. Com isso, a Mostra reforça seu papel histórico de mapear, reconhecer e dar visibilidade a forças criativas em pleno e constante movimento de reconfiguração das práticas artísticas no país.
Num cenário marcado pela retomada das políticas públicas, pela reorganização do setor audiovisual e pela urgência da regulação das plataformas, a Mostra propõe avançar no pensamento: “O cinema brasileiro revelou tecnologias, modos de produção e imaginações que respondem a contextos, territórios e sujeitos muito distintos. Essa imaginação, vasta e muitas vezes ainda sem nome, pode ser um laboratório de futuro para o país”, diz o curador. A soberania imaginativa, assim, carrega a ideia de um canal para garantir condições de continuidade a uma produção plural e ousada.
Dentro desse contexto, a Mostra de Cinema de Tiradentes 2026 homenageará a atriz fluminense Karine Teles, uma das figuras centrais do cinema brasileiro contemporâneo. Com trajetória marcada pelo trânsito entre o cinema independente e o audiovisual de grande alcance, Karine construiu uma carreira que dialoga diretamente com os valores defendidos pela temática desta edição. Para Francis Vogner, a escolha da atriz evidencia um ponto de intersecção fundamental de hoje: “A Karine é uma atriz que se formou na relação entre um cinema independente, de fatura autoral e inventiva, e as incursões no mainstream, em filmes e novelas voltados a um público mais amplo”. A versatilidade fez dela um rosto amplamente reconhecido, sem que isso a afastasse do núcleo mais experimental e criativo da produção nacional, defende o curador.
A homenagem para a atriz, roteirista e diretora Karine Teles destaca ainda como sua carreira traduz a pluralidade do próprio campo audiovisual autônomo: “O cinema brasileiro nunca foi uma coisa só. Ele é múltiplo, diverso, e a trajetória da Karine prova isso”, observa Francis. A atriz, assim, sintetiza o desejo da Mostra de aproximar inventividade estética e diálogo com o público: “Ela é uma figura reconhecida pelo grande público e, ao mesmo tempo, profundamente respeitada no cinema independente. É um caso muito expressivo desse nosso desejo”. Inclusive, a atriz teve seu primeiro grande papel num filme exibido na Mostra Aurora, Riscado, de Gustavo Pizzi, em 2010, no Cine-Tenda, em Tiradentes.
Karine Teles no longa Riscado, de Gustavo Pizzi
Em sua trajetória, a atriz de 47 anos fez diversos trabalhos com a produtora mineira Filmes de Plástico, como os curtas-metragens Quinze, de Maurílio Martins (2014) e Nada, de Gabriel Martins (2017) e o longa-metragem No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins (2019); esteve em sucessos de repercussão internacional, como Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (2015), Benzinho, de Gustavo Pizzi (2018) e Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (2019); e participou de séries e telenovelas, entre elas, o remake de Vale Tudo, na Rede Globo.
A 29ª Mostra Tiradentes é também um grande encontro de exibição, formação e debate que acontece no cenário audiovisual no primeiro mês do ano. A programação reúne mais de 100 filmes brasileiros entre longas e curtas-metragens inéditos divididos em diversas mostras de filmes, entre elas: Aurora, Olhos Livres, Autorias, Panorama, Praça, Foco, Foco Minas, Formação, Temática, Homenagem, Clássicos de Tiradentes, Mostrinha, Jovem, Regional e Valores.
O evento também se constrói em calorosas atividades formativas e de reflexão, com o Seminário do Cinema Brasileiro, debates, Encontros com os Filmes, rodas de conversa e sessões comentadas. Isso amplia a experiência cinematográfica para além das salas de exibição e promove o encontro direto entre público, realizadores e pesquisadores, expandindo o impacto dos filmes e da própria ideia do que é o cinema brasileiro de agora.
Outro eixo central da programação é o Fórum de Tiradentes – Encontros pelo Audiovisual Brasileiro, espaço dedicado à discussão de políticas públicas, diagnóstico do setor e à articulação entre diferentes agentes da cadeia audiovisual. Em 2026, será realizada a 4ª edição do Fórum, que se tornou oportunidade de escuta, debate e proposições, com a presença de gestores públicos, pesquisadores, produtores, realizadores e representantes de instituições e áreas específicas do ecossistema audiovisual que se encontram para refletir os rumos do cinema e do audiovisual no país. Ao fim, propõem-se documentos a serem encaminhados para o poder público, com balanços e reivindicações do setor.
A Mostra conta ainda com a Conexão Brasil CineMundi, iniciativa voltada ao mercado e à circulação internacional de projetos brasileiros, que prepara a produção do futuro a partir de olhares de convidados do meio que tomam contato pela primeira vez com obras em fase de finalização; e o Programa de Formação Audiovisual, com oficinas, laboratórios e atividades educativas. Nisso, a Mostra promove atividades variadas para todo tipo de público, do infantil e juvenil ao adulto, performances, exposições, lançamentos de livros e intervenções artísticas. Por nove dias, Tiradentes, em Minas Gerais, se transforma num vasto território de criação, encontros e imaginação coletiva, bem dentro do conceito inclusive de soberania que mobiliza o evento este ano.
A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes amplia seu papel formativo com um programa que reúne laboratórios e oficinas voltados a públicos adulto e jovem. Ao todo, serão mais de dez atividades, com oferta superior a 200 vagas, reforçando o compromisso do evento com a qualificação profissional e o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro.
Com arte por toda parte, a Mostra ainda ocupa a cidade com várias manifestações criativas e populares, com intuito de ser também um grande evento para toda a família. Isso inclui atividades lúdicas e circenses no Largo das Fôrras, sessões da Mostrinha e do Cine-Escola, com filmes infantis e infantojuvenis, cortejo da arte para celebrar o aniversário do município, shows de mágica e apresentações musicais interativas.
Taís Araujo e Lázaro Ramos: primeiro casal a receber homenagem máxima do festival
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris anunciou que os grandes homenageados de sua 28ª edição serão Lázaro Ramos e Taís Araujo. Juntos como casal desde 2004 e pais de dois filhos, eles se tornaram uma das duplas mais admiradas do país pela força de suas trajetórias individuais e pela relevância de sua atuação conjunta no audiovisual.
Taís, que em 2025 celebrou 30 anos de carreira, soma mais de 30 produções na televisão e 10 filmes no cinema; Lázaro, com 27 anos de trajetória, participou de mais de 30 produções na TV e mais de 40 longas-metragens. A consistência, a amplitude e o impacto das trajetórias de ambos fazem com que, pela primeira vez, um casal receba a homenagem máxima do festival, reconhecendo sua contribuição decisiva para o teatro, cinema e televisão. A mostra acontecerá entre os dias 7 e 14 de abril de 2026, no histórico cinema L’Arlequin, em Saint-Germain-des-Prés, e a programação completa será anunciada em breve.
A curadora e diretora da mostra, Katia Adler, preparou uma seleção especial de filmes que celebram diferentes momentos da trajetória dos dois artistas. Entre os destaques está Medida Provisória, longa que marcou a estreia de Lázaro Ramos na direção de ficção e que também traz Taís Araujo em um dos papéis centrais. A homenagem inclui ainda títulos emblemáticos de suas filmografias: de Lázaro, Madame Satã, de Karim Aïnouz e Tudo que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado; e de Taís, Pixinguinha: Um Homem Carinhoso, de Denise Saraceni e Allan Fiterman, e Garrincha: Estrela Solitária, de Milton Alencar.
Segundo Katia Adler, a escolha dos homenageados reflete a importância simbólica e artística da dupla para o país: “A escolha de homenagear Lázaro Ramos e Taís Araujo é porque eles representam, de forma rara e complementar, a força, a inteligência e a diversidade do cinema e da cultura brasileira contemporânea. Ao longo de suas trajetórias, ambos construíram personagens marcantes, ampliaram espaços de representação e usaram sua visibilidade para dialogar com a sociedade, dentro e fora das telas. Como artistas e como cidadãos, Lázaro e Taís ajudam a contar um Brasil plural, complexo e em constante transformação; um Brasil que queremos celebrar, refletir e compartilhar com o público”.
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris é a principal vitrine da cultura brasileira na Europa e todo ano reúne mais de cinco mil pessoas para celebrar o audiovisual brasileiro na capital francesa. Realizado pela Jangada, o evento exibe uma seleção das melhores produções do cinema nacional, entre ficções e documentários, além de realizar workshops e debates sobre os filmes apresentados com a presença dos criadores.
Foram anunciados neste sábado, 20/12, os vencedores da 16ª edição do Festival de Cinema de Triunfo em cerimônia realizada no Theatro Cinema Guarany, no Sertão do Pajeú, em Pernambuco.
Ao longo de seis dias de programação, o evento promoveu mostras competitivas, sessões especiais, oficinas, ações educativas e encontros formativos, consolidando-se como um importante espaço de difusão, formação e valorização do cinema, especialmente no Sertão do estado.
Os homenageados deste ano foram: a diretora Uilma Queiroz, que exibiu o curta-metragem Presente de Aniversário; a atriz, realizadora e curadora Cíntia Lima; o guardião da tradição dos Caretas, Nino Abraão; e o realizador Marcos Carvalho, reconhecido por sua contribuição ao cinema produzido no Sertão do Pajeú, em carta lida pelo artista local Teco de Agamenon.
Um dos momentos de destaque da noite foi a entrega de uma bolsa integral para o curso on-line de Cinema da AIC, Academia Internacional de Cinema, ao estudante Jesus Cabral, do EREM Alfredo de Carvalho. A premiação reconheceu sua participação de destaque em oficina formativa realizada durante o festival, marcada por escuta atenta, iniciativa e criatividade. A ação é fruto de parceria entre a Secult-PE e a Academia Internacional de Cinema, reforçando o investimento na formação de jovens talentos e no estímulo à criação audiovisual.
A noite de encerramento também celebrou a quarta edição da Mostra Judith Quinto, dedicada à valorização da produção audiovisual local. A mostra leva o nome de Judith Quinto, conhecida carinhosamente como Ju ou Juju, que trabalhou durante muitos anos na bilheteria do Theatro Cinema Guarany. Figura marcante da história do espaço, Judith contribuiu de forma afetiva para a construção da memória do cinema em Triunfo, ao lado de seu irmão Bau, que atuava como maquinista.
O Troféu Caretas é concedido aos filmes escolhidos pelos júris oficial e popular, uma referência às tradicionais figuras dos Caretas, manifestação da cultura popular triunfense. O time de jurados desta edição foi formado por: Leonardo Lemos, Danielle Valentim, Yane Mendes e Chico Ludermir nas mostras de curtas e médias-metragens e filmes experimentais; Pedro Severien, Nayane Nayse e Priscila Nascimento na mostra de longa-metragem; Gildenice Ferreira Tenório Maia, Lucyle Araújo da Silva e Victor Douglas da Silva Ramos no Júri Popular das mostras de curtas, médias-metragens e filmes experimentais; João Diniz ou Zinid, Janaina Alencar de Araújo e Teco de Agamenon no Júri Popular da mostra de longa-metragem; Felipe dos Santos, Montez e Rafa Montteiro no Júri Especial Fepec; e Antônio Carrilho e Marcos Carvalho Xolaká Xuku Xunuã (o Curupira) no Júri Especial Apeci/ABD-PE.
Conheça os vencedores do Festival de Cinema de Triunfo 2025:
JÚRI OFICIAL | LONGA-METRAGEM
MELHOR FILME Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (RJ)
MELHOR DIREÇÃO Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa, por Timidez
MELHOR ROTEIRO Timidez, escrito por Susan Kalik, Claudia Barral e Marcos Barbosa
MELHOR ATRIZ Danny Barbosa, por Gravidade
MELHOR ATOR Antônio Marcelo, por Timidez
MELHOR PERSONAGEM | TROFÉU FERNANDO SPENCER Olinda Tupinambá, por Originárias
MELHOR PRODUÇÃO Gravidade, por Priscila Lima e Teta Maia
MELHOR FOTOGRAFIA Gravidade, por Petrus Cariry
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Timidez, por Carol Tanajura
MELHOR TRILHA SONORA Gravidade, por João Victor Barroso
MELHOR SOM Gravidade, por Guma Farias e Érico Paiva
MELHOR MONTAGEM Timidez, por Lucilo Jota e Quito Ribeiro
JÚRI OFICIAL | CURTAS, MÉDIAS E EXPERIMENTAL
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM NACIONAL O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol Aó (BA/SP)
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM INFANTOJUVENIL Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM PERNAMBUCANO Mar de Dentro, de Lia Letícia (Recife)
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM DOS SERTÕES Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso (Petrolina)
MELHOR FILME EXPERIMENTAL Ecos do Tempo, de Renato Izaias (PE)
MELHOR PERSONAGEM | PRÊMIO FERNANDO SPENCER Biu Neguinho, por Ô Celina, Ô Celina: Biu Neguinho
Melhor Direção: Fábio Narciso, por Um Dia de Todos os Dias Melhor Roteiro: Pé de Chinelo, escrito por Cátia Cardoso Melhor Ator: Pedro Lucas, por Queimando por Dentro Melhor Atriz: Lacerda, por Mal Sagrado Melhor Fotografia: Akaîutĩ, por Sylara Silvério Melhor Direção de Arte: Mal Sagrado, por Gustavo Costa Melhor Trilha Sonora: Ecos do Tempo, por Renato Izaias e Lucas Oliveira Melhor Som: Boiuna, por Lucas Coelho Melhor Montagem: Queimando por Dentro, por Matheus Farias Melhor Produção: Boiuna, por Luis Fernando Pontes Menção Honrosa: Encruza, de Guilherme Cavalcante e Rafael Costa (PE)
JÚRI POPULAR
LONGA-METRAGEM NACIONAL Originárias (Native Worldviews), de Marcilia Cavalcante Barros (BA)
LONGA-METRAGEM NACIONAL | MENÇÃO HONROSA Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (RJ)
CURTA OU MÉDIA NACIONAL Iluminação Especial 7.0, de Mayara Bezerra (PE)
CURTA OU MÉDIA INFANTOJUVENIL Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
CURTA OU MÉDIA PERNAMBUCANO Ô Celina, Ô Celina: Biu Neguinho, de Jadson André e Sheilla Moreno (Arcoverde)
CURTA OU MÉDIA PERNAMBUCANO | MENÇÃO HONROSA Noé da Ciranda, de João Marcelo (Surubim)
CURTA OU MÉDIA DOS SERTÕES Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso (Petrolina)
FILME EXPERIMENTAL Recife: Enquanto os Monstros Dormem, de Widio Joffre (PE)
OUTROS PRÊMIOS
TROFÉU APECI/ABD Troféu do Júri Especial: Sertão 2138, de Deuilton B Junior (Recife) Menção Honrosa: Mar de Dentro, de Lia Letícia (Recife) Menção Honrosa: Iluminação Especial 7.0, de Mayara Bezerra (PE)
PRÊMIO FEPEC Prêmio Cineclubista | Melhor Filme para Reflexão: Um Dia de Todos os Dias, de Fábio Narciso (MG) Menção Honrosa: Areias do Céu, de Virgínia Guimarães (PE)
Sophia em A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
A 76ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de fevereiro de 2026, acaba de anunciar os primeiros filmes selecionados para as mostras Panorama e Generation; outros títulos serão revelados em breve.
Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que exploram as vidas e os mundos de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora de um cinema jovem que quebra convenções. As obras fazem parte das mostras Generation Kplus e Generation 14plus, dois programas de competição que exibem um cinema internacional de última geração para o público jovem e para todos os outros.
O comunicado oficial diz: “A Generation cria um espaço central no festival para vozes jovens: na tela e além do cinema. Curiosidade, raiva e esperança, tristeza e terna solidariedade; do Brasil a Taiwan, a programação mergulha nas realidades vividas por jovens protagonistas. O espectro varia de trabalhos documentais colaborativos a reinos de fantasia cativantes, convidando o público a reivindicar seu lugar no mundo”.
O cinema brasileiro marca presença na Generation Kplus com dois títulos, entre eles, o documentário A Fabulosa Máquina do Tempo, dirigido por Eliza Capai. A sinopse diz: no árido interior brasileiro, meninas brincam em equilíbrio entre o passado difícil de suas mães e sonhos fantásticos para o futuro. Em um lugar onde os homens ainda são vistos como gigantes em comparação às mulheres, as meninas cruzam o limiar da infância para a adolescência.
Com produção da Amana Cine, coprodução da Globo Filmes e GloboNews, apoio da RioFilme e distribuição da Descoloniza Filmes, o longa foi rodado em Guaribas, uma pequena cidade do sertão do Piauí. Em comunicado nas redes sociais, a equipe do filme disse: “Esta estreia em Berlim vem sendo sonhada há anos. E saber que ela se realizará, que o filme desta primeira geração de meninas que nasceu com o direito de comer e sonhar será recebido em salas de cinema lotadas na cidade que traz em suas ruas e arquitetura a divisão do comunismo e capitalismo é de encher o coração. Comemoramos este belo momento do cinema nacional, ontem com cinco filmes na shortlist do Oscar, hoje com duas diretoras mulheres na primeira lista de filmes selecionados pela Berlinale. Este filme é fruto de políticas públicas, de muito trabalho e de muita troca. Ele nos ensina sobre empatia e projetará no Brasil e no mundo a alegria, resiliência e história destas crianças do sertão – e de nosso país. Viva o cinema brasileiro!”.
O outro título que representa o Brasil é Papaya, de Priscilla Kellen, primeiro longa de animação brasileiro selecionado para a Berlinale. O filme acompanha uma pequena semente de mamão que, apaixonada pela ideia de voar, precisa seguir em movimento para evitar enraizar-se. Ao longo da jornada, a semente descobre a força transformadora de suas raízes, capazes de conectar vidas por caminhos profundos e misteriosos e provocar uma verdadeira revolução em seu ambiente.
Cena do longa de animação Papaya, de Priscilla Kellen
Produzido pela Boulevard Filmes, em coprodução com Birdo Studio, Priscilla Kellen e Alê Abreu, diretor de O Menino e o Mundo, o longa tem participação especial da cantora Tulipa Ruiz e combina formas bidimensionais, colagens e uma paleta visual inspirada em grafismos latino-americanos e nas obras paper-cutout do pintor francês Henri Matisse. Um estilo que Priscilla Kellen define como tropicalismo pós-apocalíptico e que reforça a singularidade estética do filme agora reconhecido por um dos maiores festivais de cinema do mundo.
Em comunicado oficial, a diretora disse: “A ideia do filme nasceu de uma conexão profunda com a natureza e das transformações provocadas pela maternidade. Quis contar uma história sobre movimento, crescimento e a coragem de criar raízes. Estar na seleção oficial do Festival de Berlim me dá confiança de que Papaya tocará corações ao redor do mundo”. Letícia Friedrich, produtora da Boulevard Filmes, completou: “A presença de Papaya no Festival de Berlim é histórica para a animação brasileira. Essa colaboração internacional reforça nossa crença na força universal das nossas histórias e na capacidade da animação de conectar culturas e gerações”.
Além disso, também foram revelados os primeiros filmes da mostra Panorama, que destaca o cinema internacional contemporâneo, ousado e não convencional. Neste ano, a seleção apresenta um cinema independente impactante, documentários que equilibram poesia e urgência e o ousado cinema jovem de língua alemã.
Neste ano, o consagrado cineasta alemão Wim Wenders, premiado em Berlim com O Hotel de Um Milhão de Dólares e homenageado em 2015, será o presidente do júri da 76ª edição: “Nunca me passou pela cabeça, nem remotamente, ser presidente do júri na minha cidade natal até que Tricia Tuttle me convidou. E então percebi: Uau! Será uma maneira totalmente nova de assistir filmes na Berlinale, finalmente ver todos os filmes da competição e discuti-los a fundo com um grupo de pessoas inteligentes e apaixonadas por cinema. Tem coisa melhor? Sou grato a Tricia por me convidar para essa experiência única”, disse o diretor.
E mais: a atriz malaia Michelle Yeoh, vencedora do Oscar por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, será homenageada com o Urso de Ouro honorário: “Berlim sempre ocupou um lugar especial no meu coração. Foi um dos primeiros festivais a acolher meu trabalho com tanto carinho e generosidade. Voltar depois de todos esses anos, em reconhecimento à minha trajetória no cinema, é algo verdadeiramente significativo”.
Conheça os primeiros filmes selecionados para o 76º Festival de Berlim:
PANORAMA
Allegro Pastell, de Anna Roller (Alemanha) Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha/Alemanha/Bélgica) London, de Sebastian Brameshuber (Áustria) Mouse, de Kelly O’Sullivan e Alex Thompson (EUA) Only Rebels Win, de Danielle Arbid (França/Líbano/Qatar) Shibire (Numb), de Takuya Uchiyama (Japão) Staatsschutz (Prosecution), de Faraz Shariat (Alemanha)
PANORAMA DOKUMENTE
Bucks Harbor, de Pete Muller (EUA) Jaripeo, de Efraín Mojica e Rebecca Zweig (México/EUA/França) Trop c’est trop (Enough is Enough), de Elisé Sawasawa (França/Congo) Two Mountains Weighing Down My Chest, de Viv Li (Alemanha/Holanda) Un hiver russe (A Russian Winter), de Patric Chiha (França)
GENERATION KPLUS
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (Brasil) Bats & Bugs (Nachtschwärmer), de Lena von Döhren (Suíça) Ghost School, de Seemab Gul (Paquistão/Alemanha/Arábia Saudita) Ni Chui Do Wo Chui Si (Tutti), de Zhuang Rong Zuo (Taiwan) ÖÖmõtted (A Serious Thought), de Jonas Taul (Estônia) Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil) Riding Time, de Roopa Gogineni e Farhaan Mumtaz (Reino Unido/França) Tegenwoordig heet iedereen Sorry (Everyone’s Sorry Nowadays), de Frederike Migom (Bélgica/Holanda/Alemanha)
GENERATION 14PLUS
Black Burns Fast, de Sanduela Asanda (África do Sul) Memories of a Window, de Mehraneh Salimian e Amin Pakparvar (EUA) Ni’er (The Girl/Das Mädchen), de Yucheng Tan (China) The Thread, de Fenn O’Meally (Reino Unido)
A APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte, existe desde 1973. Sua base surgiu em 1951, contando exclusivamente como uma premiação teatral. Mais de 20 anos depois, uma reestruturação redefiniu seu alcance para todas as formas de arte.
Cada grupo de críticos se reúne para escolher os melhores de cada ano e a Comissão de Cinema da APCA revelou nesta quarta-feira, 17/12, os indicados para a temporada 2025 em seis categorias: melhor filme de ficção, melhor filme documental, melhor direção, melhor roteiro, melhor ator e melhor atriz. Fizeram parte da comissão: André Rossi, Cecilia Barroso, Chico Fireman, Flávia Guerra, Francisco Carbone, Luiz Carlos Merten, Natália Bocanera, Orlando Margarido e Viviane Pistache.
Os campeões de indicações deste ano foram O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e Oeste Outra Vez, de Erico Rassi, ambos com cinco citações. O primeiro é a maior bilheteria de um filme nacional lançado em 2025, já tendo ultrapassado o milhão de espectadores, e um dos filmes mais premiados do ano, e não apenas no Brasil. O segundo foi o grande vencedor do Festival de Gramado do ano passado, mas estreou somente em março deste ano; trata-se de uma das produções mais elogiadas da temporada, e que esteve junto a O Agente Secreto na lista do Brasil para a vaga de filme internacional no Oscar.
Além deles, Baby, de Marcelo Caetano recebeu quatro indicações e A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, se destacou com três. Completam os indicados a melhor longa de ficção: Manas, de Mariana Brennand, e O Último Azul, de Gabriel Mascaro. Os vencedores serão anunciados em data a ser marcada pela direção da entidade.
Conheça os finalistas ao Prêmio APCA 2025 nas categorias de Cinema:
MELHOR FILME | FICÇÃO A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo Baby, de Marcelo Caetano Manas, de Marianna Brennand O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho O Último Azul, de Gabriel Mascaro Oeste Outra Vez, de Erico Rassi
MELHOR FILME | DOCUMENTÁRIO 3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken Seu Cavalcanti, de Leonardo Lacca Tijolo por Tijolo, de Victoria Álvares e Quentin Delaroche
MELHOR DIREÇÃO Erico Rassi, por Oeste Outra Vez Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, por A Queda do Céu Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto Luciano Vidigal, por Kasa Branca Marcelo Caetano, por Baby Rafaela Camelo, por A Natureza das Coisas Invisíveis
MELHOR ROTEIRO A Natureza das Coisas Invisíveis, escrito por Rafaela Camelo Baby, escrito por Gabriel Domingues e Marcelo Caetano Homem com H, escrito por Esmir Filho O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho O Último Episódio, escrito por Maurílio Martins e Thiago Macêdo Correia Oeste Outra Vez, escrito por Erico Rassi
MELHOR ATOR Ângelo Antônio, por Oeste Outra Vez Big Jaum, por Kasa Branca Jesuíta Barbosa, por Homem com H Ricardo Teodoro, por Baby Rodger Rogério, por Oeste Outra Vez Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATRIZ Alice Carvalho, por O Agente Secreto Denise Weinberg, por O Último Azul Gilda Nomacce, por Prédio Vazio Jamilli Correa, por Manas Leandra Leal, por Os Enforcados Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo