Wagner Moura em O Agente Secreto: ator e filme premiados
O New York Film Critics Circle conta com um seleto e respeitado grupo de críticos e jornalistas que elege as melhores produções do ano, tornando-se um termômetro para a temporada de premiações. O evento surgiu com o objetivo de defender filmes que poderiam ser desprezados pelo público e também pela indústria do entretenimento.
Os críticos de Nova York elegem os melhores do cinema desde 1935 e, inicialmente, eram conhecidos por premiar filmes que de certa forma eram injustiçados pelo Oscar, que realizou sua primeira cerimônia em 1929. Cidadão Kane, de Orson Welles, por exemplo, foi eleito o melhor filme de 1941 pelos críticos e não recebeu a famosa estatueta dourada da Academia. O mesmo aconteceu com Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, em 1971; Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese, em 1990; entre outros.
Neste ano, o cinema brasileiro ganha destaque no New York Film Critics Circle Awards com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi eleito o melhor filme internacional do ano e rendeu também o prêmio de melhor ator para Wagner Moura. Em 2020, Kleber venceu nesta mesma categoria, ao lado de Juliano Dornelles, por Bacurau. Na história da premiação do NYFCC, o Brasil já foi premiado outras vezes: em 1981 com Pixote: A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco; e em 2003 com Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund.
Premiado no Festival de Cannes, O Agente Secreto é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de 900 mil espectadores nos cinemas.
Vale destacar que vinte anos antes da Academia começar a entregar o Oscar de melhor filme internacional, o NYFCC já reconhecia e celebrava filmes de outros países, incluindo: os franceses A Grande Ilusão, de Jean Renoir, em 1938, e As Diabólicas, de Henri-Georges Clouzot, em 1955; o italiano Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, em 1946; entre outros.
Confira a lista completa com os vencedores do New York Film Critics Circle Awards 2025:
MELHOR FILME Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson
MELHOR DIREÇÃO Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente
MELHOR ROTEIRO Marty Supreme, escrito por Josh Safdie e Ronald Bronstein
MELHOR ATRIZ Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
MELHOR ATOR Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Amy Madigan, por A Hora do Mal
MELHOR ATOR COADJUVANTE Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR FOTOGRAFIA Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw
MELHOR ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang
MELHOR DOCUMENTÁRIO My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev
MELHOR FILME INTERNACIONAL O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
MELHOR PRIMEIRO FILME Eephus, de Carson Lund
PRÊMIO ESPECIAL Museum of the Moving Image Screen Slate
STUDENT PRIZES London Xhudo (NYU) Tan Zhiyuan (The New School)
Jafar Panahi, diretor de Foi Apenas um Acidente: três prêmios
Foram anunciados nesta segunda-feira, 01/12, no Cipriani Wall Street, em Nova York, os vencedores da 35ª edição do Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP, Independent Filmmaker Project, que dá início à temporada de premiações.
Neste ano, Foi Apenas um Acidente, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e dirigido pelo cineasta iraniano Jafar Panahi, se destacou com três prêmios, entre eles, melhor filme internacional. Vale destacar que no mesmo dia da premiação, o diretor foi condenado pelo Irã a um ano de prisão e proibido de viajar para fora do país por dois anos. Em um de seus discursos, disse: “Dedico aos cineastas independentes do Irã e de todo o mundo. Espero que esta dedicatória seja considerada uma pequena homenagem a todos os cineastas que foram privados do direito de ver e de serem vistos, mas que continuam a criar e a existir”.
Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que liderava a lista com seis indicações, levou o principal prêmio da noite: melhor filme. No palco, o diretor dedicou o prêmio para sua esposa, a atriz Maya Rudolph: “Há 24 anos, no dia 1º de dezembro, eu conheci uma mulher que me tornou um cineasta melhor. Obrigado, Maya!”.
O Brasil também estava na disputa desta 35ª edição com O Agente Secreto nas categorias de melhor roteiro original, escrito por Kleber Mendonça Filho, e melhor atuação para Wagner Moura. Porém, o filme brasileiro, infelizmente, não foi premiado. Ainda assim, Moura subiu ao palco e apresentou a categoria de melhor direção revelação ao lado de Rose Byrne.
Além dos prêmios, a noite contou também com homenagens: a atriz e cantora Tessa Thompson foi honrada com o Spotlight Tribute; o elenco de Pecadores recebeu o Ensemble Tribute; Guillermo del Toro, Oscar Isaac e Jacob Elordi, de Frankenstein, foram homenageados com o Vanguard Tribute; o cineasta Noah Baumbach recebeu o Director Tribute; Luca Guadagnino e Julia Roberts, de Depois da Caçada, foram honrados com o Visionary Tribute; Kate Hudson e Hugh Jackman, de Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, receberam o Musical Tribute; e Jeremy Allen White e Scott Cooper, de Springsteen: Salve-me do Desconhecido, foram homenageados com o Cultural Icon Tribute.
Conheça os vencedores do Gotham Awards 2025:
MELHOR FILME Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson
MELHOR DIREÇÃO Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente
MELHOR DOCUMENTÁRIO My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev
MELHOR FILME INTERNACIONAL Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo/EUA)
MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO Akinola Davies Jr., por My Father’s Shadow
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Pillion, escrito por Harry Lighton
MELHOR ATUAÇÃO Sopé Dìrísù, por My Father’s Shadow
MELHOR ATUAÇÃO COADJUVANTE Wunmi Mosaku, por Pecadores
ATUAÇÃO REVELAÇÃO Abou Sangaré, por A História de Souleymane
Harry Melling e Alexander Skarsgård em Pillion: filme consagrado
O British Independent Film Awards foi criado em 1998 por Elliot Grove e Suzanne Ballantyne, fundadores do Raindance Film Festival, com o objetivo de celebrar o cinema britânico financiado de forma independente, homenageando novos talentos e promovendo tais produções para o grande público.
Neste ano, em sua 28ª edição, os vencedores do BIFA 2025 foram anunciados no domingo, 30/11, em Londres, em cerimônia apresentada pelas comediantes Lou Sanders e Harriet Kemsley. Dirigido por Harry Lighton, o longa Pillion se consagrou com quatro prêmios, entre eles, melhor filme britânico independente.
Os premiados nas categorias técnicas do British Independent Film Awards foram revelados anteriormente e vale destacar a presença da brasileiraDiandra Ferreira, que levou o prêmio de melhor maquiagem e penteado por Pillion. Formada em Cinema pela PUC, no Rio de Janeiro, Diandra foi morar no Reino Unido, em 2014, e já acumula diversos trabalhos em seu currículo, entre eles, o filme Bob Marley: One Love e a série Heartstopper, da Netflix.
Além disso, a consagrada atriz britânica Emily Watson, indicada ao Oscar por Ondas do Destino e Hilary e Jackie, foi homenageada com o Prêmio Richard Harris por sua contribuição artística ao cinema britânico: “Vocês, pensadores críticos, criativos e independentes, vão nos salvar quando as histórias que nos contam, sobre nós ou por nós, forem todas impulsionadas por um algoritmo voraz e faminto. A verdade incômoda dessas histórias é o nosso suporte vital”, disse em seu discurso.
Conheça os vencedores do British Independent Film Awards 2025:
MELHOR FILME BRITÂNICO INDEPENDENTE Pillion, de Harry Lighton
MELHOR DOCUMENTÁRIO A Want in Her, de Myrid Carten
MELHOR FILME INTERNACIONAL INDEPENDENTE Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR ROTEIRO The Ballad of Wallis Island, escrito por Tom Basden e Tim Key
MELHOR DIREÇÃO Akinola Davies Jr., por My Father’s Shadow
MELHOR INTERPRETAÇÃO Robert Aramayo, por I Swear
MELHOR INTERPRETAÇÃO CONJUNTA Tempo de Guerra, com D’Pharaoh Woon-A-Tai, Will Poulter, Cosmo Jarvis, Kit Connor, Finn Bennett, Joseph Quinn e Charles Melton
MELHOR INTERPRETAÇÃO PROTAGONISTA CONJUNTA Tim Key e Tom Basden, por The Ballad of Wallis Island
MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE Jay Lycurgo, por Steve
MELHOR INTERPRETAÇÃO REVELAÇÃO Posy Sterling, por Lollipop
MELHOR ELENCO I Swear, por Lauren Evans
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | PRÊMIO DOUGLAS HICKOX Cal McMau, por Wasteman
MELHOR ROTEIRISTA ESTREANTE Harry Lighton, por Pillion
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | DOCUMENTÁRIO Myrid Carten, por A Want in Her
MELHOR FOTOGRAFIA Morra, Amor, por Seamus McGarvey
MELHOR FIGURINO Pillion, por Grace Snell
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO Pillion, por Diandra Ferreira
MELHOR EDIÇÃO Tempo de Guerra, por Fin Oates
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL The Ballad of Wallis Island, por Tom Basden e Adem Ilhan
MELHOR SUPERVISÃO MUSICAL Morra, Amor, por Raife Burchell e Ian Neil
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO A Colheita, por Nathan Parker
MELHOR SOM Tempo de Guerra, por Glenn Freemantle, Mitch Low, Howard Bargroff, Ben Barker e Richard Spooner
MELHORES EFEITOS Tempo de Guerra, por Simon Stanley-Clamp e Ryan Conder
RAINDANCE MAVERICK AWARD A Want in Her, de Myrid Carten
PRODUTOR REVELAÇÃO Dhiraj Mahey, por Ish
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO Magid/Zafar, de Luís Hindman
Tânia Maria em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
Fundada em 1951, a revista francesa Cahiers du Cinéma é considera uma das mais prestigiadas publicações sobre a sétima arte. Como de costume, a redação divulga em dezembro a aguardada lista com os 10 melhores filmes do ano.
Para os críticos da revista, o melhor filme de 2025 foi o docudrama Tardes de soledad, do cineasta espanhol Albert Serra, que faz um retrato provocativo e hipnótico das touradas centrado no jovem toureiro peruano Andrés Roca Rey. O longa foi o grande vencedor do Festival de San Sebastián do ano passado e levou a Concha de Ouro.
Vale destacar a presença do brasileiroO Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que aparece em quarto lugar na lista; o filme, aliás, é a capa da edição de dezembro. Protagonizado por Wagner Moura, o longa foi consagrado no Festival de Cannes com os prêmios de melhor direção e melhor ator. Este é o terceiro título de Kleber na lista da Cahiers du Cinéma: em 2016 apareceu com Aquarius e em 2019 com Bacurau, codirigido por Juliano Dornelles.
E mais: O Riso e a Faca, do cineasta português Pedro Pinho, aparece em quinto lugar entre os melhores filmes de 2025. Batizado a partir de uma música homônima do músico cantor e compositor baiano Tom Zé, o longa foi rodado na Guiné-Bissau e no deserto da Mauritânia entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2024 e é coproduzido pela brasileira Bubbles Project, com distribuição no Brasil da Vitrine Filmes.
Nas listas individuais dos críticos votantes, o cinema brasileiro também marcou presença com: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, e Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sergio Borges, por Claire Allouche; e A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, por Thierry Méranger.
Sobre a lista, o editorial diz: “Compilar nosso Top 10 foi particularmente difícil, já que o outono trouxe diversas surpresas agradáveis e pintou um retrato sombrio de um mundo abalado por níveis sem precedentes de violência política”. A publicação também destacou os trabalhos de Cindy Sherman, fotógrafa e diretora norte-americana, e do engenheiro de som Stéphane Thiébaut, de A Substância, Titane e Ainda Estou Aqui, e o último mês do 130º aniversário da invenção do cinema.
Conheça o Top 10 de 2025 da Cahiers du Cinéma, publicado no editorial da 826ª edição:
1º: Tardes de soledad, de Albert Serra (Espanha/França/Portugal) 2º: Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA) 3º: Ken (Yes/Oui), de Nadav Lapid (França/Chipre/Alemanha/Israel) 4º: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Holanda/Alemanha) 5º: O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (França/Portugal/Brasil/Romênia) 6º: L’aventura, de Sophie Letourneur (França) 7º: Sept promenades avec Mark Brown, de Vincent Barré e Pierre Creton (França) 8º: Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França/EUA) 9º: Laurent dans le vent, de Anton Balekdjian, Léo Couture e Mattéo Eustachon (França) 10º: Miroirs No. 3, de Christian Petzold (Alemanha)
Foram anunciados na noite desta segunda-feira, 24/11, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, os vencedores da 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso. A cerimônia de encerramento aconteceu na sala de cinema montada ao ar livre nas areias da Praia do Maceió.
Durante cinco dias, o evento atraiu um público recorde superior a 8 mil pessoas, que vibraram com uma programação cinematográfica diversificada e de alta qualidade. A noite de encerramento foi o ponto alto, com a aguardada cerimônia de premiação que revelou os filmes vencedores de 2025, seguida pela exibição especial do longa documental Dona Onete: Meu Coração Nesse Pedacinho Aqui, da diretora Mini Kerti.
Os diretores da Mostra, Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, conduziram a cerimônia, que premiou talentos e produções em diversas categorias escolhidos tanto pelo Júri Popular quanto pelo Júri da Imprensa; a atriz potiguar Tânia Maria, de O Agente Secreto, e o ator Matheus Nachtergaele abriram os envelopes. Os vencedores receberam o Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo.
Além das premiações tradicionais, do público e imprensa, também foram entregues os prêmios Mistika e DOT no valor total de R$ 8.000,00 em serviços de pós-produção para um curta-metragem; e R$ 30.000,00 em serviços de pós-produção para um longa-metragem. Neste ano, a Heco Produções, o CDHEC e a Mostra de Cinema de Gostoso, em parceria com a O2 Pós e o apoio da Secretaria Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte, entregaram dois prêmios de finalização para longas-metragens potiguares realizados a partir da Lei Paulo Gustavo.
Conheça os vencedores da Mostra de Cinema de Gostoso 2025:
MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (MG)
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR Pupá, de Osani (RN)
PRÊMIO DA IMPRENSA | LONGA-METRAGEM A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
PRÊMIO DA IMPRENSA | CURTA-METRAGEM Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
PRÊMIO DOT Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (MG) Ressonância, de Anna Zêpa (RN)
PRÊMIO MISTIKA A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
PRÊMIO O2 PÓS Almeidinha, de Gustavo Guedes e Júlio Castro Paradiso, de Davi Revodero
Entre sessões ao ar livre, debates e atividades paralelas, a 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso contou com uma presença ilustre neste ano: o ator e diretor Matheus Nachtergaele, um dos maiores nomes das artes brasileiras.
Presente em todas as exibições, como espectador e convidado especial, Matheus circulou pela Mostra ao lado de amigos, colegas e profissionais do audiovisual. Depois de interpretar Poliana, no remake de Vale Tudo, na Rede Globo, e reviver João Grilo em O Auto da Compadecida 2 nas telonas, Nachtergaele prepara-se para novos projetos no cinema.
Em um bate-papo descontraído com o CINEVITOR e com o podcast Plano Geral, Matheus elogiou a Mostra de Cinema de Gostoso e o audiovisual produzido no Rio Grande do Norte: “A parte mais bonita aqui foi ver a reação da plateia no que eles chamam de Sessão Potiguar com filmes feitos aqui no Rio Grande do Norte. Os realizadores estão aqui com seus convidados e tem aquela torcida bonita das pessoas daqui vendo os filmes feitos aqui no Rio Grande do Norte. Essa foi uma parte bonita do festival e que de novo nos confirma a impressão de que todo festival de cinema no Brasil é importantíssimo. As maiores pérolas do cinema brasileiro você vai encontrar nos festivais”.
E continuou: “Um festival move muitas instâncias da economia de um local. Não só a economia como um todo, com tudo que isso envolve, mas em termos de funções, trabalhos, hospedagem, alimentação… movimenta a economia! E também movimenta as águas da imaginação, a substância interior do ser humano. Nos festivais você vai encontrar os filmes mais corajosos, mais autorais, os filmes que vão ter, muito provavelmente, um lançamento mais discreto nas salas comerciais, os filmes que arriscam um olhar corajoso sobre o país”.
Nachtergaele também elogiou a equipe curatorial da Mostra de Gostoso: “Nessa 12ª edição da Mostra de Gostoso, eu fiquei impressionado com a curadoria. O Brasil sempre tem um cinema impressionantemente cômodo, interessante, ao mesmo tempo incompleto, humorado e muito corajoso. Sempre em todos os gêneros. O cinema brasileiro surpreende. Eu percebi que a curadoria procurou observar os temas mais urgentes que o Brasil precisa olhar, para quais os brasileiros precisam se debruçar. As questões fundamentais da nossa identidade, a visibilidade das diferenças, as questões fundamentais, identitárias, de gênero, de raça, de geografia, as questões sociais. Muito bonita a curadoria. Sem contar a projeção linda na praia e na Sala Petrobras”.
Matheus Nachtergaele nos debates da 12ª edição
Depois de participar de duas novelas na Rede Globo, Renascer e Vale Tudo, Matheus falou sobre o seu retorno ao cinema: “Eu passei dois anos fazendo novela. Eu estava no palco principal para um ator brasileiro na atualidade, se apresentando no horário nobre da maior TV aberta do país. E em duas novelas muito diferentes, ambas com um sucesso bonito dentro do que elas queriam ser. Então, eu estou aproveitando essas pequenas férias para percorrer um ou outro festival e botar o pé na realidade dos últimos filmes brasileiros realizados. Ah! E estou doido para fazer cinema e saber o que os meus familiares de cinema estão pensando, estão fazendo. Estou encantado. Quero levar daqui algumas sensações para os próximos filmes que eu vou fazer”. Vale destacar que Matheus foi homenageado recentemente na 24ª edição do Curta-SE, Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, em Aracaju.
O ator também destacou o sucesso do longa O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi exibido em sessão especial em Gostoso: “Já consegui ver várias coisas legais, inclusive O Agente Secreto, que tá bombando agora com toda a razão porque é um filme muito legal, muito corajoso, inteligente, charmoso, cheio de pirraça mesmo. Kleber fez o filme que ele queria, sem concessão, que está tendo uma entrada e uma aceitação linda. É na ousadia que a gente acerta o nervo. Bonito que seja esse filme que está movendo o Brasil agora nas salas mais comerciais”.
Matheus Nachtergaele também celebrou o cinema brasileiro: “Eu percebi aqui em Gostoso que o nosso cinema não tá de bobeira. Eu acho que talvez seja a cinematografia atual mais corajosa nos temas urgentes da humanidade. Não posso afirmar com todas as palavras porque não sei tudo o que tá rolando mundo afora. Mas, minha intuição e o meu pouco saber me dizem que o Brasil tá sendo, como sempre, corajoso nessa aproximação dos temas que queremos falar. Muita coisa bonita com povos originários, muita coisa bonita sobre feminismo, sobre a questão das cores, da raça. Trabalhos corajosas que o cinema brasileiro sempre toca. Eu adoro o nosso cinema, acho o mais bonito de todos. Por ser brasileiro, ele me pertence, me retrata, me forma. O Brasil faz um cinema que tem que ser muito pensado para poder ser feito, tem que ser muito batalhado. O nosso cinema é contundente, fora da curva, surpreendente, colorido, mal-educado, oversexualizado. O nosso cinema é muito vibrante. É o mais legal de todos”.
E finalizou: “Eu tinha perdido as esperanças do novo para o Brasil. Mas eu estou agora revigorado. Estou achando que a gente aprumou de novo o nosso barco. Aqui não é só o celeiro da melhor música, dos melhores ritmos, da pluralidade genética, ética. É também um lugar que possa ensinar o novo para o ser humano. Vamos ver se a gente consegue. Aqui da nossa parte, no cinema, garanto que a gente tá cutucando a onça com a vara curta. Tá bonito de ver”.
*O CINEVITOR está em São Miguel do Gostoso e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Bruno Gagliasso no longa Honestino, de Aurélio Michiles
A 20ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro acontecerá entre os dias 3 e 10 de dezembro em João Pessoa, na Paraíba, com uma programação diversificada e turbinada, que foi anunciada nesta segunda-feira, 24/11, em uma coletiva de imprensa.
O fundador e diretor executivo do festival, Lúcio Vilar, destacou a celebração dos 20 anos do evento paraibano, que promete reeditar 2018, ano em que se registrou a primavera do cinema paraibano com um número recorde de longas-metragens sem precedentes na história da cinematografia do estado. O cenário se repete, em 2025, e uma segunda onda primaveril deverá ganhar contornos reveladores de novos filmes em longa-metragem, entre ficções e documentários, no mais antigo festival da Paraíba.
Com curadoria de Amilton Pinheiro e Lúcio Vilar, a Mostra Competitiva Nacional de Longas exibirá quatro títulos; já a Mostra Competitiva Nacional de Curtas, que teve curadoria assinada por Amilton Pinheiro, Rodrigo Fonseca e Vivi Pistache, contará com oito filmes. A seleção segue com: a Mostra Caleidoscópio Universitário, voltada a estudantes de graduação de todos os cursos da UFPB; Mostra Cine Aruandinha, com sessões especiais (sábado e domingo, às 11h) com o objetivo de incentivar o contato de crianças e adolescentes com o cinema nacional e regional, promovendo cultura, educação e inclusão; a Mostra Competitiva Cinema dos 4 Cantos do Mundo, com exibição de curtas-metragens de estudantes da China, França, Alemanha, Portugal e Estados Unidos; e as mostras competitivas Sob o Céu Nordestino com curtas paraibanos e longas-metragens da região.
O Fest Aruanda abrirá na próxima quarta-feira, 03/12, no Cinépolis do Manaíra Shopping, com o filme documental Ary, de André Weller, que apresenta a intensa vida do autor de Aquarela do Brasil, Ary Barroso, e é narrado em primeira pessoa pelo ator Lima Duarte. Da infância mineira aos dias de glória no Rio, passando pela parceria com os estúdios Disney, o filme mistura ficção e imagens de arquivo raras, embaladas por clássicos como No Rancho Fundo e No Tabuleiro da Baiana. Um ensaio cinematográfico íntimo sobre a mente criativa do homem que inventou o Brasil brasileiro. Também será exibido o curta Index, do fotógrafo e artista visual João Lobo, atualmente radicado em Lisboa.
Já no dia 4 de dezembro, às 18h, na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré, haverá um Tributo Raul Seixas: 80 anos, com a exibição do filme de Walter Carvalho, Raul: O Início, o Fim e o Meio, que conta a trajetória do conhecido cantor e compositor baiano, polêmico, ícone e criador da sociedade alternativa ao lado parceiro inseparável, hoje escritor, Paulo Coelho. Um raio-x do astro do rock brasileiro através de documentos, depoimentos de familiares, ex-esposas, filhas, amigos, músicos e compositores. Após a exibição, às 21h, terá um tributo musical com dez artistas paraibanos e, às 22h, Paula Chalup e Vivi Seixas, filha de Raul Seixas, trazem pela primeira vez à Paraíba o Rock das Aranhas Show Live, com músicas revisitadas do eterno maluco beleza.
No dia seguinte, 05/12, a programação contará com a exibição do filme documental de Joana Mariani, Me Chama que Eu Vou, que conta toda a trajetória musical de Sidney Magal. Através de depoimentos e recortes que mostram os momentos mais significativos da vida do cantor, acompanhamos a trajetória dos 50 anos de carreira do músico, dançarino, dublador e ator que encanta cinco décadas no Brasil. Logo em seguida, o próprio Magal subirá ao palco do Aruanda Praia com sua banda para um show com seus maiores sucessos de todos os tempos.
O Fest Aruanda 2025 também prestará algumas homenagens: a jornalista Maria do Rosário Caetano receberá o Troféu Aruanda por ser considerada uma missionária do cinema nacional; a deputada federal Jandira Feghali também receberá o Troféu Aruanda com Honra ao Mérito Cultural pela criação e legado da Lei Aldir Blanc; e a rede Cinépolis será honrada pela difusão do cinema brasileiro através do Fest Aruanda. Além disso, Jean-Claude Bernardet e Silvio Tendler, que faleceram este ano, receberão homenagens póstumas. E mais: anunciado anteriormente, Geraldo Vandré, cantor e compositor paraibano, será honrado por seus 90 anos.
Luiza Mariani e Karine Teles em Cyclone, de Flavia Castro
A sexta edição do Laboratório Aruanda/Energisa também está confirmada: idealizado e ministrado pela diretora, roteirista e produtora Susanna Lira, a atividade resultará em uma imersão de três dias em que serão analisados argumentos, roteiro, estratégia de produção, técnicas de direção, entre outros aspectos importantes para a realização e aprimoramento dos projetos para que as propostas sejam apresentadas em forma de pitching para diversos representantes dos streamings. Vale registrar que vários filmes que passaram por esse processo com Susanna Lira já estão prontos.
Outro destaque da programação é a oficina com o montador Renato Vallone, que trabalhou em filmes como Sertânia, Breve Miragem do Sol e Rua do Pescador, nº6. Em A Montagem e o Trágico no Documentário, será proposta uma reflexão teórica sobre o papel da montagem na forma como o documentário organiza e devolve ao espectador imagens do trágico. Com exemplos de filmes e arquivos documentais, desde o neorrealismo italiano até as novas tendências do cinema contemporâneo, serão discutidos decisões de corte, ritmo e relação entre planos que podem tensionar a imagem técnica e reabrir o olhar para aquilo que muitas vezes já foi normalizado ou espetacularizado. A montagem abordada como gesto político e sensível capaz de desafiar automatismos perceptivos e provocar formas outras de escuta e atenção diante do real
Ministrada pela diretora e pesquisadora Carine Fiúza, a oficina Cartografias do Corpo Negro na Tela propõe uma imersão crítica nas formas como pessoas negras foram representadas na história do cinema produzido na Paraíba. A partir da análise iconográfica e iconológica de Aruanda e do debate aberto pelo artigo África e Sertão da Paraíba: Luanda, Aruanda, o encontro discute o modo como a narrativa de Linduarte Noronha constrói uma visão externa sobre o Quilombo do Talhado, evidenciando tensões entre mito, sertão e raça. Em diálogo com essas leituras, a oficina desloca o debate para as epistemologias do Cinema Negro Paraibano no feminino, destacando processos de memória, autorrepresentação e reelaboração política da imagem desenvolvidos por cineastas negras contemporâneas. O encontro combina exposição teórica, análise de trechos fílmicos e exercícios de leitura crítica de imagens, estimulando participantes a compreender como o ato de olhar também é um ato de poder e como novas práticas de criação e crítica podem reorientar esse olhar.
A programação apresentará também a Masterclass Mistika: Do corte ao DCP, com Thiago Belconfine, gerente técnico da Mistika Post. Thiago é um profissional da área de pós-produção audiovisual e coordenador de projetos, com atuação destacada em cinema, TV e streaming.
Mesas e debates também estão confirmados na programação do 20º Fest Aruanda, além de uma conversa sobre o Fórum Nacional dos Festivais com Josiane Osório de Carvalho, Sandra Bertini (Cine PE), Rosélis Barbosa (Guarnicê), Hipolito Lucena (Comunicurtas) e Lúcio Vilar (Fest Aruanda). Vale destacar também a mesa Núcleo Memória e Preservação Audiovisual do Fest Aruanda, com o tema Da película ao digital: impasses e desafios da contemporaneidade, que exibirá Os Cinemas Estão Fechando, de Abrão Berman e lançado em 1977, e contará com a presença de José Maria Lopes e Tamires Conceição. A programação contará também com lançamentos literários: Lula, Volume 1, de Fernando Morais; Cultura é Poder, de Jandira Feghali; e Luz & Sombra, de André Cananéa.
O júri deste ano será formado por: Caco Ciocler, Fernando Morais e Simone Zuccolotto na Mostra Nacional; Marco Túlio Alencar, Hermila Guedes e Susanna Lira na mostra Sob o Céu Nordestino; João Lobo, Bruna Alves Lobo e Sérgio Rodrigo Ferreira no Júri Internacional; e Amanda Aouad, Hipolito Lucena e Ricardo Félix no Júri da Crítica Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).
Conheça os filmes selecionados para o Fest Aruanda 2025:
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS
Ato Noturno, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (RS) Corpo da Paz, de Torquato Joel (PB) Cyclone, de Flavia Castro (RJ) Honestino, de Aurélio Michiles (DF)
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS
A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, de Rodolpho de Barros (PB) A Nave que Nunca Pousa, de Ellen de Morais (PB) Axé Meu Amor, de Thiago Costa (SP) Gilson de Souza: Na Corda Bamba, de Brunno Alexandre (SP) Safo, de Rosana Urbes (SP) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS) Vulkan, de Julia Zakia (SP)
MOSTRA COMPETITIVA | SOB O CÉU NORDESTINO | LONGAS
Batguano Returns: Roben na Estrada, de Frederico Benevides e Tavinho Teixeira (PB/CE/RJ/SP) Malaika, de André Morais (PB) O Nordeste Sob a Caravana Farkas, de Arthur Lins e André Moura Lopes (PB) Outono em Gotham City, de Tiago A. Neves (PB)
MOSTRA COMPETITIVA | SOB O CÉU NORDESTINO | CURTAS PARAIBANOS
Aláfia, de Cecilia Fontenele (João Pessoa) Boi do Mato, de Ana Calline (Cabaceiras) Cantilena, de Dhiones do Congo (Congo) Colmeia, de Tatiane de Oliveira (Campina Grande) Jacu, de Ramon Batista (Nazarezinho) No Compasso do Coração, de Ary Régis Lima (Alagoa Grande) Teatro em Jampa Vive, de Kelly Freire Moreira (João Pessoa) Valéria di Roma, de Carlos Mosca (Campina Grande)
SESSÕES ESPECIAIS
SESSÃO PATROCINADA CAGEPA | TV & Cinema *Filme produzido pela Rede Paraíba de Televisão Jorge Quer Ser Repórter, de Lula Queiroga e Victor Germano (PB)
SESSÃO CINEMA & EDUCAÇÃO Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira (Brasil/EUA)
SESSÃO PATROCINADA ENERGISA A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero, de Manuel Dantas Vilar (PB) Habeas Pinho, de Aluízio Guimarães e Nathan Cirino (PB)
SESSÃO ESPECIAL PBGÁS A Alma do Onze, de Caetano Moura Alves A Receita da Felicidade, de Mikaëli Santos Para o Corpo, a Luta, de Mayara Valentim Pereira Paris Gaza, de Mariana Inacio Silveira Saint Germain, 40 graus, de Bruno Soares da Costa Araujo
Ela é o momento: a atriz potiguar Tânia Maria na Mostra de Cinema de Gostoso
Na noite de sábado, 22/11, a 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso lotou a sala ao ar livre na Praia do Maceió, no litoral potiguar, para a exibição especial de O Agente Secreto, premiado filme de Kleber Mendonça Filho e escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026.
Protagonizado por Wagner Moura, que levou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes deste ano, o longa é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.
Sob muitos aplausos do público presente, os artistas potiguares Kaiony Venâncio e Tânia Maria, que fazem parte do elenco do longa, subiram ao palco da Mostra de Gostoso para a apresentação do filme. Ovacionados, discursaram: “Isso é um sonho realizado. Quando eu era criança e assistia televisão nos anos 1980, vendo desenho animado, filmes e novelas, o meu sonho era ser ator de filme de ação. E, por acaso, hoje estou em um filme de ação. Olhar para vocês é como se eu estivesse vendo o meu sonho olhando de volta para mim e dizendo que eu consegui”, disse, emocionado, Kaiony.
Na ocasião, Tânia Maria, que é natural de Cobra, povoado de Parelhas, no Rio Grande do Norte, localizado na zona rural do Seridó potiguar, foi homenageada com o Troféu Cascudo, entregue por Eugenio Puppo, por sua participação especial na 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso: “É um prazer imenso estar aqui. É muito importante esse filme”. Depois disso, parabenizou o cineasta Kleber Mendonça Filho, que fazia aniversário na data, e cantou parabéns junto com o público.
Sessão Especial do filme na 12ª edição da Mostra
No dia seguinte à exibição, Tânia Maria, que vem sendo aclamada pelo público brasileiro e internacional ao interpretar Dona Sebastiana, esbanjou simpatia ao conversar com o CINEVITOR e com o podcast Plano Geral: “A Mostra de Cinema de Gostoso é bom demais. Tô sendo muito bem recepcionada. É muito bom! Muito carinho aqui em Gostoso. Os filmes são ótimos, tanto os curtas quanto os longas. É nota 10!”.
A artesã de 78 anos, que foi descoberta durante as filmagens de Bacurau, falou sobre o diretor e colegas de elenco: “Trabalhar com Wagner e com Kleber é bom demais. É um sonho e muita emoção! Eu contracenei com atrizes e atores famosos. E eu não tenho curso de nada. Foi uma coisa espontânea”. E brincou: “Agora estou concorrendo com Maria Fernanda Cândido e Alice Carvalho. Tudo famoso! O Wagner nem se fala… mas o Wagner já ganhou como ator. Ninguém passa na frente dele. Ele já é grande”.
Sobre o carinho do público, comentou: “Eu não me sinto cansada. Eu canso porque sou ansiosa. Mas com meus fãs, não. Faço tudo para satisfazer todos. Não rejeito nada. Entrevista e retrato é comigo mesmo! É muito carinho que eu recebo do público. Sou muito aplaudida e Graças a Deus que o público me quer”.
Tânia Maria também falou sobre sua personagem no filme, que recebe aplausos toda vez que aparece em cena: “A vida da Dona Sebastiana é a minha vida real. É a vida que eu vivo. Quem me conhece, sabe. Somos iguais. Eu não sou velha, só tenho 78 anos. Eu gravo tudo. Comecei agora. Quero gravar até os 90, 100 anos. É muito bom filmar!”.
Além do destaque para o filme e para Wagner Moura, que aparecem frequentemente nas previsões da temporada de premiações, Tânia Maria também se destacou recentemente em uma lista da Variety como um possível nome para a categoria de melhor atriz coadjuvante. Sobre o sucesso mundial, falou: “Estou me preparando para as viagens internacionais. Já tirei o passaporte. Vou para Recife pegar o visto para viajar. Vou para os Estados Unidos”. E revelou seu figurino para o tapete vermelho do Oscar: “Eu que vou fazer meu vestido. Vai ser vermelho com brilho. É a cor que eu gosto. Vou brilhar no tapete vermelho do Oscar. Eu deixei de costurar para os outros, mas para mim eu gosto. Eu trabalho sob medida”.
Tânia Maria, Fátima Bezerra e Kaiony Venâncio na plateia: pé na areia
Tânia Maria também contou que parou de fumar por conta das possíveis viagens internacionais: “Eu fumei por 65 anos. Comecei a fumar com 13 anos. Até que a mulher do Kleber perguntou se eu tinha coragem de ir para Cannes. Eu falei que tinha e que queria ir para o Festival de Cannes. Começaram a preparar tudinho e fui falar com meu médico. Ele perguntou se eu tinha parado de fumar. Eu disse que não. Ele alertou que eu não aguentaria passar seis horas sem fumar, disse que eu entraria em pânico e me aconselhou a deixar de fumar. Mas faltavam poucos dias para tirar o passaporte. E eu deixei de ir para Cannes por conta do cigarro. No dia 31 de maio eu deixei de fumar. Faz seis meses que eu não fumo. Mas ando, viu? Não fico em casa. Já engordei 12 quilos. Agora eu sinto o gosto da comida. Eu não comia, não. Achava melhor só café e cigarro. Eu passava o dia todinho com uma garrafa de café e com cigarro. Não me dava fome, não”.
Sobre sua estreia nas telonas, Tânia contou: “Eu fui descoberta em Cobra, no distrito que eu moro. Foram atrás de figurantes para Bacurau. Eu estava costurando, ouvi uma conversa na sala e fui lá. E aí a Renata Roberta [produtora e diretora de casting] me convidou. Eu ganhava cinquenta reais por dia… foi bom demais! Eu ia toda dia para o povoado de Barra gravar. Era melhor do que costurar. Quando eu terminei de ser figurante, virei atriz. A diária [de filmagem] agora é melhor”.
No início de agosto, O Agente Secreto ganhou uma exibição especial no Palácio da Alvorada para o presidente Lula: “A primeira vez que eu vi o filme foi lá em Lula. E eu só vi eu. Não vi ninguém, ninguém. Na segunda vez eu já vi algumas pessoas. Cada vez que eu assisto é uma pessoa diferente que vejo”. E continuou: “Eu fui para a casa do presidente. É muita honra. Em Parelhas, foi a primeira pessoa que foi à casa de Lula, me falaram isso. Eu passei no tapete vermelho de mãos dadas com o Lula. Era Lula e Wagner me levando. Muita honra. Porque não é por ser Lula, é o presidente. É que nem aqui. Não é com Fátima [Bezerra], é com a governadora”.
Depois de sua participação em Bacurau, filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Dona Tânia participou também do longa Seu Cavalcanti, de Leonardo Lacca, que estreou recentemente. Os próximos trabalhos já rodados são: Yellow Cake, de Tiago Melo; Almeidinha, de Gustavo Guedes e Júlio Castro; e a série Delegado, de Leonardo Lacca, Marcelo Lordello e Tião.
*O CINEVITOR está em São Miguel do Gostoso e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Carlos Francisco em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho: representante brasileiro
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta sexta-feira, 21/11, a lista oficial com os títulos elegíveis que estão na disputa pela estatueta dourada de melhor filme internacional no Oscar 2026.
Para esta 98ª edição, 86 países foram classificados, entre eles, Madagascar, que enviou um título pela primeira vez. Ao total, 92 longas foram inscritos, porém, alguns ficaram de fora, como Papua-Nova Guiné, que faria sua estreia na lista; Camarões, Guatemala, Nigéria, Paquistão, Sudão, Ruanda e Zimbábue não enviaram representantes. Pelo terceiro ano consecutivo, Kosovo preferiu não inscrever seu candidato; Malta chegou a receber uma inscrição, mas optou por não submeter nenhum filme.
Vale lembrar que um longa-metragem internacional é definido como um filme de longa duração (mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos com uma faixa de diálogo predominantemente (mais de 50%) não falada em inglês.
Os membros da Academia, de todos os ramos, são convidados a participar da rodada preliminar de votação e devem atender a um requisito mínimo de visualização para serem elegíveis para votar na categoria. A shortlist com os 15 filmes escolhidos será anunciada no dia 16 de dezembro. Desse grupo saem os cinco finalistas, que serão revelados no dia 22 de janeiro de 2026.
A cerimônia acontecerá no dia 15 de março de 2026, no Dolby Theatre, em Hollywood. O Brasil, que foi o grande vencedor deste ano nesta categoria com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, está na disputa com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.
Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e tem distribuição nacional pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme, que já alcançou mais de 750 mil espectadores, já é a maior bilheteria nacional de 2025.
Além da lista de filmes internacionais, a Academia também divulgou os títulos elegíveis em outras categorias, como: animação (com 35 filmes) e documentário, com 201 longas, entre eles, o brasileiro Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa.
Confira a lista completa com os 86 filmes internacionais candidatos ao Oscar 2026:
ÁFRICA DO SUL: The Heart Is a Muscle, de Imran Hamdulay ALBÂNIA: Luna Park, de Florenc Papas ALEMANHA: O Som da Queda (In Die Sonne Schauen), de Mascha Schilinski ARÁBIA SAUDITA: Hijra, de Shahad Ameen ARGENTINA: Belén, de Dolores Fonzi ARMÊNIA: Meus Fantasmas Armênios (Mes fantômes arméniens), de Tamara Stepanyan AUSTRÁLIA: The Wolves Always Come at Night, de Gabrielle Brady ÁUSTRIA: O Pavão (Pfau: Bin ich echt?), de Bernhard Wenger AZERBAIJÃO: Taghiev: Oil, de Zaur Gasimli BANGLADESH: A House Named Shahana (Barir Naam Shahana), de Leesa Gazi BÉLGICA: Jovens Mães (Jeunes Mères), de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne BOLÍVIA: La casa del sur, de Carina Oroza e Ramiro Fierro BÓSNIA E HERZEGOVINA: Blum: Gospodari svoje buducnosti, de Jasmila Žbanić BRASIL: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho BULGÁRIA: Tarika, de Milko Lazarov BUTÃO: I, the Song, de Dechen Roder CANADÁ: Aquilo que Você Mata (The Things You Kill/Öldürdüğün Şeyler), de Alireza Khatami CHILE: O Olhar Misterioso do Flamingo (La misteriosa mirada del flamenco), de Diego Céspedes CHINA: Nanjing: Luz na Escuridão (Nanjing Zhao Xiang Guan), de Shen Ao COLÔMBIA: Um Poeta (Un Poeta), de Simón Mesa Soto COREIA DO SUL: No Other Choice (Eojjeol Suga Eopda), de Park Chan‑wook COSTA RICA: El monaguillo, el cura y el jardinero, de Juan Manuel Fernandez CROÁCIA: Fiume o Morte!, de Igor Bezinović DINAMARCA: Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin EGITO: Feliz Aniversário (Eid Milad Saeed/Happy Birthday), de Sarah Goher EQUADOR: Chuzalongo, de Diego Ortuño ESLOVÁQUIA: Um Pai (Otec), de Tereza Nvotová ESLOVÊNIA: Pequenos Pecados (Kaj ti je deklica), de Urška Djukić ESPANHA: Sirât, de Oliver Laxe ESTÔNIA: Rolling Papers, de Mitch Dickman FILIPINAS: Fernão de Magalhães (Magellan), de Lav Diaz FINLÂNDIA: 100 litraa sahtia (100 Litres of Gold), de Teemu Nikki FRANÇA: Foi Apenas um Acidente (Yek tasadef sadeh/It Was Just an Accident), de Jafar Panahi GEÓRGIA: Panoptikoni (Panopticon), de George Sikharulidze GRÉCIA: Arcadia, de Yorgos Zois GROENLÂNDIA: Walls: Akinni Inuk, de Sofie Rørdam e Nina Paninnguaq Skydsbjerg HAITI: Kidnapping Inc., de Bruno Mourral HOLANDA: Reedland (Reedland), de Sven Bresser HONG KONG: The Last Dance (Po · Dei juk), de Anselm Chan HUNGRIA: Órfão (Árva), de László Nemes ÍNDIA: Homebound, de Neeraj Ghaywan INDONÉSIA: Sore: Wife from the Future (Sore: Istri dari Masa Depan), de Yandy Laurens IRÃ: Cause of Death: Unknown, de Ali Zarnegar IRAQUE: The President’s Cake (Mamlaket al-qasab), de Hasan Hadi IRLANDA: Sanatorium, de Gar O’Rourke ISLÂNDIA: O Amor que Resta (Ástin sem eftir er/The Love That Remains), de Hlynur Pálmason ISRAEL: Ha’yam (The Sea), de Shai Carmeli-Pollak ITÁLIA: Família, de Francesco Costabile JAPÃO: Kokuho: O Mestre Kabuki (Kokuhô), de Sang-il Lee JORDÂNIA: Allly baqi mink (All That’s Left of You), de Cherien Dabis LETÔNIA: Dieva suns (Dog of God), de Lauris Abele e Raitis Abele LÍBANO: Um Mundo Triste e Belo (Nujum Alamal wa Alam), de Cyril Aris LITUÂNIA: Pietinia Kronikas (The Southern Chronicles), de Ignas Miškinis LUXEMBURGO: Hors d’haleine (Breathing Underwater), de Eric Lamhène MACEDÔNIA DO NORTE: The Tale of Silyan, de Tamara Kotevska MADAGASCAR: Disco Afrika: une histoire malgache, de Luck Razanajaona MALÁSIA: Pavane for an Infant, de Chong Keat Aun MARROCOS: Calle Málaga, de Maryam Touzani MÉXICO: Não nos Moverão (No nos moverán), de Pierre Saint-Martin Castellanos MONGÓLIA: Chimeegüi khotyn jolooch (Silent City Driver), de Janchivdorj Sengedorj MONTENEGRO: Obraz (The Tower of Strength), de Nikola Vukčević NEPAL: Anjila, de Milan Chams NORUEGA: Valor Sentimental (Affeksjonsverdi/Sentimental Value), de Joachim Trier PALESTINA: Palestina 36 (Filastin 36), de Annemarie Jacir PANAMÁ: Querido Trópico, de Ana Endara Mislov PARAGUAI: Sob as Bandeiras, o Sol (Bajo las banderas, el sol), de Juanjo Pereira PERU: Kinra, de Marco Panatonic POLÔNIA: Franz Antes de Kafka, de Agnieszka Holland PORTUGAL: Banzo, de Margarida Cardoso QUIRGUISTÃO: Black Red Yellow, de Aktan Arym Kubat REINO UNIDO: My Father’s Shadow, de Akinola Davies REPÚBLICA CHECA: Eu Não Sou Tudo o que Eu Quero Ser (Jeste nejsem, kým chci být), de Klára Tasovská REPÚBLICA DOMINICANA: Pepe, de Nelson Carlo de Los Santos Arias ROMÊNIA: Reostat (Traffic), de Teodora Mihai SÉRVIA: Sunce nikad više (Sun Never Again), de David Jovanović SINGAPURA: Mò shì lù (Stranger Eyes), de Yeo Siew Hua SUÉCIA: Águias da República (Eagles of the Republic), de Tarik Saleh SUÍÇA: Heldin (Late Shift), de Petra Biondina Volpe TAIWAN: Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou TUNÍSIA: A Voz de Hind Rajab (Sawt Hind Rajab/The Voice of Hind Rajab), de Kaouther Ben Hania TURQUIA: Hemme’nin Öldüğü Günlerden Biri (One of Those Days When Hemme Dies), de Murat Fıratoğlu UCRÂNIA: 2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov UGANDA: Kimote, de Hassan Mageye URUGUAI: Agarrame fuerte, de Ana Guevara e Leticia Jorge VENEZUELA: Alí Primera, de Daniel Yegres VIETNÃ: Red Rain (Mưa đỏ), de Đặng Thái Huyền
Noá Bonoba recebe os prêmios do longa Morte e Vida Madalena, de Guto Parente
Os vencedores da 33ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade foram anunciados nesta quarta-feira, 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Com o tema A Gente Quer+ e trazendo uma das maiores programações da sua história, o evento segue até domingo com cinema, teatro, exposição, experiências XR, literatura e games.
Neste ano, A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, foi consagrado com o Coelho de Ouro de melhor longa-metragem brasileiro. Além disso, Arrenego, de Fernando Weller e Alan Oliveira, foi o grande vencedor da Mostra Reframe; Boi de Salto, de Tássia Araújo, levou na categoria de melhor curta-metragem brasileiro. Vale lembrar que os filmes nacionais premiados também recebem prêmios de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Mix Brasil com a DOT Cine e Mistika.
O Júri Oficial deste ano foi formado por: Andrezza Czech, João Pedro Mariano e Wiktor Morka na Competitiva Brasil de Longas; Clari Ribeiro, Márcio Picoli e Marina Bastos na Competitiva Brasil de Curtas; André Pitol, Francesca Fini e Raya Martigny na Mostra Reframe; Grace Lis, Mario Londoño e Marcos Serafim na Mostra de IA; be rgb, Gabriela Soutello e Jean Cândido no Mix Literário; Leonardo Maciel, Paulo Cibella e Filipe Chagas em Artes Visuais; Antônio Féres, Formigão e Aramyz no Prêmio Caio Fernando Abreu; e Aline Pereira, Francisco Carbone e Paulo Ernesto no Prêmio Canal Brasil de Curtas.
Confira a lista completa com os vencedores do 33º Festival MixBrasil:
COELHO DE OURO Prêmios dos Júris da Mostra Competitiva Brasil
Melhor longa-metragem: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF) Melhor curta-metragem: Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI) Melhor Filme | Mostra Reframe: Arrenego, de Fernando Weller e Alan Oliveira (PE/PI)
COELHO DE PRATA | CURTA-METRAGEM Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens
Melhor Direção: Rosa Caldeira e Nay Mendl, por Fronteriza Melhor Roteiro: Como Nasce um Rio, escrito por Luma Flôres Melhor Interpretação: Leona Vingativa, Aria Nunes, Laiana do Socorro, Victor Henrique Oliver, Agarb Braga, Mac Silva e Juan Moraes, por Americana Menção Honrosa: A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE) e Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS)
COELHO DE PRATA | LONGA e MÉDIA-METRAGEM Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para longas e médias
Melhor Direção: Guto Parente, por Morte e Vida Madalena Melhor Roteiro: Morte e Vida Madalena, escrito por Guto Parente Melhor Interpretação: Laura Brandão e Serena, por A Natureza das Coisas Invisíveis Menção Honrosa: Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SE/SP) e Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (GO) Menção Honrosa | Mostra Reframe: Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda (CE)
COELHO DE PRATA | INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Melhor Filme: Sakura Gansha, de Sijin Liu (Reino Unido/Taiwan) Menção Honrosa: Essa Não é uma Carta de Amor, de Danilo Craveiro (Brasil, SP)
PRÊMIO DO PÚBLICO
Melhor curta-metragem nacional: Fardado, de Dan Biurrum (BA) Melhor curta-metragem internacional: Tão Pouco Tempo (Short Notice), de Athina Gendry (França/Alemanha) Melhor longa-metragem nacional: Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SE/SP) Melhor longa-metragem internacional: A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough Hobbs (Austrália)
OUTROS PRÊMIOS
PRÊMIO ÍCONE MIX: Marisa Orth PRÊMIO SESC TV APRESENTA: Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS: Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP/PR) PRÊMIA IDA FELDMAN: Patrice Pauc SHOW DO GONGO: A Perna Cabeluda, de Manequins Harmonizades PRÊMIO CAIO FERNANDO ABREU: Rebu, por Marina Monteiro MIX LITERÁRIO | Coelho de Prata: Água de Maré, por Tatiana Nascimento MIX LITERÁRIO | Menção Honrosa: Samba Fandango, de Andreas Chamorro DRAMÁTICA | MELHOR ESPETÁCULO | Prêmio do Público | Coelho de Prata: Aqui, Agora, Todo Mundo, de Felipe Barros PRÊMIO VÓRTICE | ARTES VISUAIS: Seja Você, por Marcelo Magnani
Renate Reinsve e Inga Ibsdotter Lilleaas em Valor Sentimental
Foram anunciados nesta terça-feira, 18/11, os indicados ao 38º European Film Awards, premiação criada pela European Film Academy que elege as melhores produções cinematográficas europeias. Os vencedores serão escolhidos pelos membros da EFA, que conta com 5.400 integrantes, e serão revelados no dia 17 de janeiro de 2026, em Berlim, na Alemanha.
Neste ano, o norueguês Valor Sentimental, de Joachim Trier, que foi premiado no Festival de Cannes, se destaca com nove indicações, assim como Sirât, de Oliver Laxe. O alemão O Som da Queda, de Mascha Schilinski, aparece na sequência com oito indicações.
Além disso, a consagrada atriz norueguesa Liv Ullmann, indicada ao Oscar por Os Emigrantes e Face a Face, e a cineasta italiana Alice Rohrwacher, de Lazzaro felice e La Chimera, serão homenageadas com o European Lifetime Achievement Award.
Conheça os indicados ao European Film Awards 2026:
MELHOR FILME EUROPEU Amélie et la métaphysique des tubes, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Ha (França) Arco, de Ugo Bienvenu (França) Dieva suns, de Raitis Ābele e Lauris Ābele (Letônia/EUA) Fiume o morte!, de Igor Bezinović (Croácia/Eslovênia/Itália) Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (França/Irã/Luxemburgo) L’Olívia i el terratrèmol invisible, de Irene Iborra Rizo (Espanha/França/Bélgica/Suíça/Chile) O Som da Queda (In die Sonne schauen), de Mascha Schilinski (Alemanha) Riefenstahl, de Andres Veiel (Alemanha) Sirât, de Oliver Laxe (Espanha/França) Songs of Slow Burning Earth, de Olha Zhurba (Ucrânia/França/Dinamarca/Suécia) Tales from the Magic Garden, de David Súkup, Patrik Pašš, Leon Vidmar e Jean-Claude Rozec (República Checa/Eslováquia/Eslovênia/França) Tardes de soledad, de Albert Serra (Espanha/França) The Voice of Hind Rajab (Sawt Hind Rajab), de Kaouther Ben Hania (França/Tunísia) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega/França/Dinamarca/Alemanha/Suécia) With Hasan in Gaza, de Kamal Aljafari (Alemanha)
MELHOR DIREÇÃO Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente (Yek tasadef sadeh) Joachim Trier, por Valor Sentimental (Affeksjonsverdi) Mascha Schilinski, por O Som da Queda (Sound of Falling) Oliver Laxe, por Sirât Yorgos Lanthimos, por Bugonia
MELHOR ATRIZ EUROPEIA Léa Drucker, por Dossier 137 Leonie Benesch, por Heldin (Late Shift) Renate Reinsve, por Valor Sentimental Valeria Bruni Tedeschi, por Duse Vicky Krieps, por Me Ame com Ternura (Love Me Tender)
MELHOR ATOR EUROPEU Idan Weiss, por Franz Mads Mikkelsen, por Den sidste viking Sergi López, por Sirât Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental Toni Servillo, por La grazia
MELHOR ROTEIRO Foi Apenas um Acidente (Un Simple Accident), escrito por Jafar Panahi La grazia, escrito por Paolo Sorrentino O Som da Queda, escrito por Mascha Schilinski e Louise Peter Sirât, escrito por Santiago Fillol e Oliver Laxe Valor Sentimental (Sentimental Value), escrito por Eskil Vogt e Joachim Trier
MELHOR DOCUMENTÁRIO EUROPEU Fiume o morte!, de Igor Bezinović (Croácia/Eslovênia/Itália) Riefenstahl, de Andres Veiel (Alemanha) Songs of Slow Burning Earth, de Olha Zhurba (Ucrânia/França/Dinamarca/Suécia) Tardes de soledad, de Albert Serra (Espanha/França) With Hasan in Gaza, de Kamal Aljafari (Alemanha)
MELHOR FILME EUROPEU DE ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Ha (França) Arco, de Ugo Bienvenu (França) Dieva suns (Dog of God), de Raitis Ābele e Lauris Ābele (Letônia/EUA) L’Olívia i el terratrèmol invisible, de Irene Iborra Rizo (Espanha/França/Bélgica/Suíça/Chile) Tales from the Magic Garden, de David Súkup, Patrik Pašš, Leon Vidmar e Jean-Claude Rozec (República Checa/Eslováquia/Eslovênia/França)
EUROPEAN DISCOVERY | PRÊMIO FIPRESCI A Sombra do Meu Pai (My Father’s Shadow), de Akinola Davies Jr (Reino Unido/Nigéria) On Falling, de Laura Carreira (Reino Unido/Portugal) One of Those Days When Hemme Dies (Hemme’nin Öldüğü Günlerden Biri), de Murat Fıratoğlu (Turquia/Alemanha) Pequenos Pecados (Kaj ti je deklica), de Urška Djukić (Eslovênia/Itália/Croácia/Sérvia) Sauna, de Mathias Broe (Dinamarca) Under the Grey Sky (Pod szarym niebem), de Mara Tamkovich (Polônia)
MELHOR CURTA-METRAGEM EUROPEU | PRÊMIO VIMEO Being John Smith, de John Smith (Reino Unido) City Of Poets, de Sara Rajaei (Holanda) L’avance, de Djiby Kebe (França) Man Number 4, de Miranda Pennell (Reino Unido) The Flowers Stand Silently, Witnessing, de Theo Panagopoulos (Reino Unido)
LUX AUDIENCE AWARD Christy, de Brendan Canty (Irlanda/Reino Unido) Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (França/Irã/Luxemburgo) Me Ame com Ternura, de Anna Cazenave Cambet (França) Sorda (Deaf), de Eva Libertad (Espanha) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega/França/Dinamarca/Alemanha/Suécia)
PRÊMIO DO PÚBLICO JOVEM Arco, de Ugo Bienvenu (França) La vita da grandi, de Greta Scarano (Itália) Véletlenül írtam egy könyvet, de Nóra Lakos (Hungria/Holanda)
MELHOR DIREÇÃO DE ELENCO O Som da Queda, por Karimah El-Giamal e Jacqueline Rietz Sirât, por Nadia Acimi, Luís Bértolo e María Rodrigo Valor Sentimental, por Yngvill Kolset Haga e Avy Kaufman
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA L’étranger, por Manu Dacosse O Som da Queda, por Fabian Gamper Sirât, por Mauro Herce
MELHOR COMPOSITOR EUROPEU | TRILHA SONORA ORIGINAL Hania Rani, por Valor Sentimental Jerskin Fendrix, por Bugonia Michael Fiedler e Eike Hosenfeld, por O Som da Queda
MELHOR FIGURINO Duse, por Ursula Patzak Franz, por Michaela Horáčková Hořejší O Som da Queda, por Sabrina Krämer
MELHOR EDIÇÃO Bugonia, por Yorgos Mavropsaridis Morra, Amor, por Toni Froschhammer Sirât, por Cristóbal Fernández
MELHOR MAQUIAGEM E CABELO Bugonia, por Torsten Witte Franz, por Gabriela Poláková O Som da Queda, por Irina Schwarz e Anne-Marie Walther
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Bugonia, por James Price Sirât, por Laia Ateca Valor Sentimental, por Jørgen Stangebye Larsen
MELHOR DESIGN DE SOM Bugonia, por Johnnie Burn Sirât, por Laia Casanovas The Voice of Hind Rajab, por Gwennolé Le Borgne, Marion Papinot, Lars Ginzel, Elias Boughedir e Amal Attia
A 20ª edição do Festival Audiovisual Comunicurtas UEPB será realizada entre os dias 19 e 30 de novembro celebrando duas décadas de difusão do cinema, formação audiovisual e valorização da cultura paraibana. Em 2025, o festival reafirma sua identidade marcada pela descentralização, levando cinema e arte para diversos territórios da cidade.
Assim como nas últimas edições, o Comunicurtas expande suas fronteiras e ocupa vários ambientes culturais e comunitários de Campina Grande, na Paraíba. As sessões e atividades estarão distribuídas entre: Cine São José (sede principal da programação), Museu de Arte e Ciência de Campina Grande (MAC), Museu de Arte Popular da Paraíba (MAAP), Arcca Titão, Feira Central de Campina Grande, bairros da Ramadinha, São Januário e Catingueira e Instituto de Educação e Assistência aos Cegos do Nordeste (ICENO), em ação voltada para acessibilidade.
Essa circulação reafirma o papel do festival como um evento democrático, inclusivo e profundamente comprometido com a aproximação entre cinema, cidade e comunidade. Durante onze dias, Campina Grande se transformará em um grande circuito de exibições, debates, oficinas e experiências audiovisuais.
A 20ª edição presta tributo a duas figuras de grande relevância para as artes e para a educação: Professor Luiz Custódio, referência na pesquisa e na formação em comunicação e audiovisual; e Reginaldo Faria, consagrado ator brasileiro, com vasta contribuição ao cinema e à televisão. As homenagens destacam trajetórias que dialogam diretamente com a história do cinema nacional e com a missão do Comunicurtas de valorizar diferentes formas de expressão e criação audiovisual.
Criado em 2005, o Comunicurtas consolidou-se como um dos mais importantes festivais de audiovisual da Paraíba e do Nordeste. Nestes 20 anos, tornou-se referência na formação de criadores, na circulação de obras e na democratização do acesso ao cinema. A edição comemorativa reforça o compromisso do festival com a diversidade, a inclusão e a potência criativa das narrativas que emergem de diferentes territórios.
Conheça os filmes selecionados para o Comunicurtas 2025:
MOSTRA TROPEIROS | CURTAS PARAIBANOS
A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, de Rodolpho de Barros (João Pessoa) A Menina que Amava Gatos, de Maria Tereza Azevedo (Aparecida) Animais na Pista, de Otto Cabral (Santa Rita) As Caras da Paraíba, de Gitana Pimentel (Campina Grande/João Pessoa) Campina Noir, de Kennyo Alex e Kleyner Arley (Campina Grande) Cantilena, de Dhiones do Congo (Congo) Comadre Florzinha, de Rai Diniz e Carlos Mosca (Campina Grande) Das Crianças para a Natureza, de Direção Coletiva: Alunos da Escola João Paulo II (Bananeiras) Habeas Pinho, de Nathan Cirino e Aluízio Guimarães (Campina Grande) Lá Em Cima Não Há Céu, de Yan Araujo e Óscar Araújo (Campina Grande) Ninguém (mais) Verá, de Fabiano Raposo (Campina Grande) Nua, de Fabi Melo (Campina Grande) O Colecionador de Cheiros de Nucas Femininas, de Natália Damião e Ana Clara Vidal de Negreiros (Campina Grande) O Mistério dos Olhos de Luzia, de Cassandra Bizai (Matinhas) Os Pioneiros, de Everton Xavier (Campina Grande) Retomada Étnica, de Jorge Elô (Esperança) Vento Sussurrante, de Juliete Lima (Campina Grande/Pocinhos) Visita, de André Leite (Campina Grande)
MOSTRA BRASIL | CURTAS NACIONAIS
Amargo, de Bruno Henrique Lima de Araujo (PE) Cinema Sem Teto, de Denise Szabo (SP) Gira, de Maiara Líbano (RJ) Homenagem a Kiarostami, de Jean-Claude Bernardet e Fábio Rogério (SP) Meu Superman, de Alexandre Estevanato (SP) Quando Eu For Grande, de Mano Cappu (PR) Ressonância, de Anna Zêpa (RN) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Serenata do Adeus, de Marcio Mehiel (SP) Tamarindo Seco, de Dinorá Melo (CE) Um Dia Daqueles, de Walbert Vinicius (PE)
MOSTRA BRASIL | LONGAS-METRAGENS
Enquanto o Céu Não me Espera, de Christiane Garcia (AM) Moagem, de Ramon Batista (PB) Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE) Perto do Sol é Mais Claro, de Regis Faria (RJ)
MOSTRA ESTALO | FILMES CURTÍSSIMOS
A Liberdade de Ser, de Elisandra Neves (PB) Com Poesia, as Drogas Foram Retiradas de seu Pequeno Corpo, Mas Nenhuma Palavra Restou Daquele Poema, de Inaz Javan (Irã) Gota de Óleo, de Brenno Lucena (PB) Muito, de Camila Correia (RS) Palavra, de Marcella Boehler (SP) Pequenas Aventuras de Kappa e Xaba, de Mariana Souza Leite Nascimento e Vitor Hadano (ES) Retrato, de Ignacio Rodó (Espanha) Ricordi, de Vitor Taborda e Cindy Macedo (SP) Salvando a Noite de Cinema, de Catalina Saez (Argentina) Tudo por Nada, de Giorgio Vinicius Casetta (GO) Verve, de Giulia Menezes Pérez (RJ)
MOSTRA TROPIQUEERS
Código de Transgressão, de Thayllen Couto (SC) Letargia, de Jakson Nascimento (PB) Marginalizadas? A Rua é Resistência!, de Maria Eliete (PB) Parirás, de Júlia Morim e Amandine Goisbault (PE) Quando a Noite é Vermelha, de Caio Marques e Nilton Silva (SP) Rita Não Anda Só, de Ary Régis Lima (PB)
MOSTRA SOM DA SERRA | VIDEOCLIPES
A Posse é um Fato, de Murilo Munìí e Mar Fagundes (Brasil, RS) Amigo, Amigo, de Flaira Ferro; direção: Amandine Goisbault (Brasil, PE) Eu Sou Eternatura, de Marc Hamill e Kate Sansi (Arábia Saudita/Reino Unido) Ficar Nessa, de Kaio Henry (Brasil, PB) Flerte Tropical, de Maria Liz; direção: Ana Clara Ribeiro e Maria Clara Campos (Brasil, RN) Herança, de Cypher; direção: Micah Aguiar e Jonas Sakamoto (Brasil, MA) Lara, de Zepelim e o Sopro do Cão; direção: Dede Guima e Bruno Caniello (Brasil, PB) Malabares, de Almério; direção: Marcos Castro (Brasil, PE) Movido a Água, de Vida Seca & Anelis Assumpção; direção: Ana Clara Gomes (Brasil, GO) Novo Céu, de Flores 15; direção: Júlia Shuvchinskaya (Portugal) Praia de Campina, de Zepelim e o Sopro do Cão; direção: Bruno Caniello e Dede Guima (Brasil, PB) Primeiro Amor, de Ivana Vladic (Espanha) Sambada Lunar, de Loca da Mata; direção: Biru (Brasil, PB) Will My Heart Survive The Way, de Angelo Porto; direção: Bianca Rocha (Brasil, PB)
MOSTRA CINE TEIA | Produções de Pontos de Cultura do Brasil
30 Anos Fazendo História, Sendo Memória, de Hipolito Lucena (PB) A Pisada é Delas: Mulheres do Coração Nazareno, de Patricia Yara Rocha (PE) Cumbe: Resistência e Afirmação, de Marco Antonio Monte Rocha (CE) Lia Faz um Filme, de Nelson Yabeta (RJ) Pontos de Revolução, de Christiane Ribeiro Gonçalves (CE) Por Debaixo das Mangas, de Elisandra Neves (PB) Povo do Poço da Draga, de Marco Antonio Monte Rocha (CE)
MOSTRA TERRITÓRIO E LIBERDADE | VIDEOARTE
10 Seconds, de Chih Hao Shen (China/Croácia/Taiwan) Arco Reflexo Polissináptico, de Wagner Previtali (Brasil, RS) Corps, de Zefel Coff (Brasil, DF) Díafanos, de Sociedade T (Brasil, RN) Grass Mountain, de Robin Lancaster Bisio (EUA) JÄÄÄÄR, The Edge of the Ice, de Daniel Souza Ferreira (Alemanha) Jenna, de Nacho Recio (Espanha) Novo Céu, Flores 15, de Julia Shuvchinskaya (Portugal) Other World, de Majid Farzolahi (Irã) Poeta é Substantivo Feminino, de Wagner Previtali (Brasil, RS) Put Me On, de Inaz Javan (Irã) Rattle, de Eduardo Herrera (Canadá) The Classroom, de Umar Aman (Paquistão) Uwara, de Voduù Produções (Brasil, SP) Videodança Vermelha, de Héctor Maya Requena (México)
MOSTRA FILMES DO MUNDO
A Voz dos Sem Vozes, de Luqman Mohammed Ibrahim (Nigéria) Coração Político, de Tomás Scillamá (Argentina) Kudret, de Mehmet Oğuz Yıldırım (Turquia) La Niña y la Flor, de Damaris Campana (Peru) Naufragia, de Ana Carolina Vaz Rebelo (Portugal) Salvando a Noite de Cinema, de Catalina Saez (Argentina) Sussurros Quebrados, de Amir Athar Soheili e Amir Masoud Soheili (Irã/Portugal/Síria)
MOSTRA TROPEIROS DE TELEJORNALISMO
Couro: Símbolo de Tradição, de Ana Lima (Campina Grande) De Palmares para cá, de Ana Beatriz Rocha (João Pessoa) Esperança no Espaço, de Thiago Marques (Esperança) Legado Cultural do Cangaço, de Ana Lima (Campina Grande) Memórias da Repressão, de Hebert Araújo (João Pessoa) Na Terra da Jurema Sagrada, de Ana Beatriz Rocha (Alhandra) Natuba, um destino Surpreendente: Turismo de Experiência movimenta economia e valoriza cultura local, de Bruna Morais (Natuba) O Futuro da Nossa Educação, de Ana Beatriz Rocha (João Pessoa) O Último Mestre do Bumba Meu Boi da Paraíba, de Lucas Tarciano (Taperoá) Série 50 anos FICG: A Economia Criativa do Evento, de Lucas Tarciano (Campina Grande)