Foram anunciados neste sábado, 21/02, no Royce Hall da UCLA, em Los Angeles, os vencedores da 53ª edição do Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, organizado pela ASIFA-Hollywood, International Animated Film Society.
O longa Guerreiras do K-Pop, dirigido por Maggie Kang e Chris Appelhans, da Netflix, se destacou ao ser consagrado nas dez categorias em que estava indicado, entre elas, melhor animação; Arco, do cineasta francês Ugo Bienvenu, foi eleita a melhor animação independente.
Fundada em 1960, a ASIFA-Hollywood premiava os melhores nomes da animação simbolicamente, até criar a cerimônia oficial em 1972. O prêmio de melhor animação cinematográfica só surgiu na 20ª edição do evento, em 1992, que consagrou A Bela e a Fera.
Conheça os vencedores nas categorias de cinema do Annie Awards 2026:
MELHOR ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, de Maggie Kang e Chris Appelhans
MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE Arco, de Ugo Bienvenu, Adam Sillard e Anaëlle Saba
MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO Maggie Kang e Chris Appelhans, por Guerreiras do K-Pop
MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, escrito por Danya Jimenez, Hannah McMechan, Maggie Kang e Chris Appelhans
MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO Arden Cho, por Guerreiras do K-Pop
MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM Snow Bear, de Aaron Blaise
MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL Snoopy Apresenta: Um Musical de Verão
MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL A Sparrow’s Song, de Tobias Eckerlin (Filmakademie Baden-Württemberg GmbH)
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Filippo Macari, Nicola Finizio, Simon Lewis, Naoki Kato e Daniel La Chapelle
MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Ryusuke Furuya
MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION Como Treinar o Seu Dragão, por Kayn Garcia, Jean-Denis Haas, Meena Ibrahim, Nathan McConnel e Nick Tripodi
MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Scott Watanabe e Ami Thompson
MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por KPop Demon Hunters Music Team
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Helen Chen, Dave Bleich, Wendell Dalit, Scott Watanabe e Celine Kim
MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO Os Caras Malvados 2, por Anthony Holden e Young Ki Yoon
MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por KPop Demon Hunters Editorial Team
Equipe do filme cearense Feito Pipa: dois prêmios na Berlinale
Foram anunciados neste sábado, 21/02, em cerimônia apresentada por Désirée Nosbusch, os vencedores da 76ª edição do Festival de Berlim. O Urso de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para Gelbe Briefe (Yellow Letters), do diretor alemão İlker Çatak.
Ao total, 22 filmes, de 28 países, foram selecionados para a Competição. O cineasta alemão Wim Wenders presidiu o Júri Internacional, que contou também com Min Bahadur Bham, Bae Doona, Shivendra Singh Dungarpur, Reinaldo Marcus Green, HIKARI e Ewa Puszczyńska. A atriz Michelle Yeoh foi homenageada com o Urso de Ouro honorário.
A atriz alemã Sandra Hüller, que em 2006 foi premiada por sua atuação em Requiem, de Hans-Christian Schmid, venceu o prêmio de melhor interpretação por Rose, de Markus Schleinzer. Sendo assim, entra para a história do festival ao lado de Shirley MacLaine como as das únicas atrizes vencedoras desta categoria duas vezes.
Neste ano, o cinema brasileiro se destacou com Feito Pipa, dirigido pelo cearense Allan Deberton, que foi exibido na mostra Generation Kplus, que traz um cinema internacional de última geração para um público jovem e para todos os outros. O longa recebeu o Urso de Cristal de melhor filme segundo o Júri Infantil, que justificou: “As emoções de cada personagem nos tocaram profundamente. Fomos envolvidos pela história emocionante como se fizéssemos parte da ação. Questões importantes foram abordadas e merecem mais atenção”. E mais: a produção também recebeu o prêmio de melhor filme segundo o Júri Internacional da Berlinale Generation, que contou com Khozy Rizal, Lena Urzendowsky e Kim Yutani: “Este filme nos cativou com sua narrativa vibrante e o protagonista jovem, multifacetado, seguro de si e feroz, além da maneira, muitas vezes humorística e comovente, como aborda seus dilemas existenciais. Ficamos encantados com as performances memoráveis de Yuri Gomes e Teca Pereira, e jamais esqueceremos o personagem Gugu, tão atlético quanto fabuloso, que se vê obrigado a lutar por si mesmo à medida que o raro laço que o une à avó se desfaz”, disse a justificativa.
Com Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos no elenco, Feito Pipa, que também ficou entre os três melhores no Teddy Award, acompanha a história de Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma, uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a avó fica frágil, Gugu tenta esconder essa situação a qualquer custo, com medo de ser separado dela e ser obrigado a morar com o pai, que não o aceita como ele é. Com roteiro de André Araújo e rodado em Quixadá e cidades vizinhas do interior do Ceará, o filme se passa às margens da barragem de Araújo Lima, onde após anos de seca revela uma antiga cidade submersa em ruínas. O longa conta ainda com Carlos Francisco, Georgina Castro, Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo no elenco.
A produção é assinada pela Deberton Filmes, produtora cearense liderada por Allan Deberton e pelo produtor Marcelo Pinheiro. A empresa divide a produção do filme com a Biônica Filmes, desde o desenvolvimento do projeto em uma parceria onde somam forças artísticas e executivas. O filme tem produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso através da Incubadora Paradiso. Em coprodução com a Warner Bros., a distribuição no Brasil é da Paris Filmes.
Allan Deberton falou sobre a premiação e o atual momento do cinema no Brasil: “É um momento maravilhoso para o cinema brasileiro. Ver nossas histórias alcançando o mundo e sendo celebradas internacionalmente mostra a potência criativa do nosso país. O cinema que estamos fazendo hoje toca profundamente as pessoas. Ele emociona, conecta e cria identificação, independentemente da língua ou da cultura. É lindo presenciar isso de perto. Yuri, Teca, Lázaro e todo o nosso elenco e equipe: obrigado por termos colocado em tela a história de Gugu com tanta verdade, delicadeza e coragem”. O ator Lázaro Ramos também comentou a vitória dupla: “Eu não serei modesto neste meu pronunciamento, Feito Pipa merece mesmo ganhar esses dois prêmios. Falo como ator que participou do filme mas também como espectador que se emocionou com essa história e viu o público emocionado em Berlim também”.
Além disso, outro filme cearense se destacou em uma premiação paralela: Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, primeiro longa dirigido por Janaína Marques, recebeu o Tagesspiegel Readers’ Award, formado por sete leitores do jornal berlinense Tagesspiegel, que escolhem o melhor filme da mostra Forum. Produzido pela Delírio Filmes e Moçambique Audiovisual, o título se constrói como um road movie do inconsciente, uma travessia sensorial guiada pela imaginação como forma de cura.
O filme se desenvolve como um retrato íntimo de uma mulher convocada a revisitar sua própria história quando já não consegue se reconhecer nela. Diante da dificuldade de acessar uma memória feliz, a protagonista Rosa, vivida por Verônica Cavalcanti, mergulha numa busca interior que se torna a própria narrativa do longa. Entre o real e o imaginado, a realidade começa a ceder espaço ao sonho, ao delírio e à memória, uma jornada íntima em que Rosa reencontra a mãe, interpretada por Luciana Souza, e a transforma em parceira de estrada.
O elenco conta também com Fabíola Líper, Christiane de Lavor, Ridson Reis, Pedro Domingues, Lua Arellano, Paulo Ess, Max Eluard, Jéssica Teixeira, Higor Fernandes, Graco Alves, Daniel Urano, Osiel Gomes e Marta Aurélia. Com roteiro assinado por Xenia Rivery, Pablo Arellano, Taís Monteiro e Pedro Cândido, a fotografia é de Ivo Lopes Araújo; a direção de arte é de Patrícia Passos e a trilha sonora de Clau Aniz. O som é assinado por Homer Mora, Moabe Filho e Pedrinho Moreira; a montagem é de Fred Benevides e Luísa Marques.
O cinema brasileiro, que estava representado com diversas obras nesta 76ª edição, também se destacou no Prêmio FIPRESCI, entregue pela Federação Internacional de Críticos de Cinema. Narciso, coproduzido pela brasileiraJulia Murat, do cineasta paraguaio Marcelo Martinessi, foi eleito o melhor filme da mostra Panorama. Com Diro Romero, Manuel Cuenca, Mona Martinez e Nahuel Perez Biscayart no elenco, o longa, uma coprodução entre Paraguai, Alemanha, Uruguai, Brasil, Portugal, Espanha e França, se passa no Paraguai, em 1958. O carismático Narciso retorna de Buenos Aires com o rock ‘n’ roll correndo em suas veias. Sob o regime militar sufocante, ele se torna uma sensação musical e um símbolo de liberdade. Mas então, após seu último show, ele é encontrado morto.
E mais: na Berlinale Series Market 2026, plataforma do European Film Market, que fornece uma prévia exclusiva das séries mais esperadas do mundo todo, o Brasil se destacou com Emergência 53, série médica do Globoplay, que recebeu o Studio Babelsberg Production Excellence Award, que foi criado nesta edição para honrar projetos criativos excepcionais que combinam ambição artística com potencial internacional. A obra mergulha nos dramas e nas histórias dos profissionais da saúde que estão na linha de frente de uma unidade especial do serviço móvel de urgência. Profissionais brilhantes que, de alguma forma, foram marginalizados pelo sistema e vivem para evitar que outros morram.
A série foi criada por Claudio Torres, Márcio Maranhão e Andrucha Waddington, é escrita por Claudio Torres e Fábio Mendes e tem direção e produção de Andrucha Waddington e Claudio Torres. Com produção da Conspiração Filmes, o elenco conta com Fernanda Montenegro, Valentina Herszage, Yara de Novaes, Emílio de Mello, Heloísa Jorge, Ana Hikari, Raquel Villar, William Nascimento e Jaffar Bambirra.
Vale destacar também que o drama Queen at Sea, dirigido por Lance Hammer e que conta com o brasileiro Adolpho Veloso na direção de fotografia, levou o Urso de Prata de melhor interpretação coadjuvante para Anna Calder-Marshall e Tom Courtenay e também o Prêmio do Júri.
Conheça os vencedores do Festival de Berlim 2026:
COMPETIÇÃO OFICIAL | LONGA-METRAGEM
URSO DE OURO | MELHOR FILME Gelbe Briefe (Yellow Letters), de İlker Çatak (Alemanha/França/Turquia)
URSO DE PRATA | GRANDE PRÊMIO DO JÚRI Kurtuluş (Salvation), de Emin Alper (Turquia/França/Holanda/Grécia/Suécia/Arábia Saudita)
URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI Queen at Sea, de Lance Hammer (Reino Unido/EUA)
URSO DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO Grant Gee, por Everybody Digs Bill Evans
URSO DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO Sandra Hüller, por Rose
URSO DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE Anna Calder-Marshall e Tom Courtenay, por Queen at Sea
URSO DE PRATA | MELHOR ROTEIRO Nina Roza, escrito por Geneviève Dulude-de Celles
URSO DE PRATA | MELHOR CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA Yo (Love is a Rebellious Bird), de Anna Fitch e Banker White (EUA)
COMPETIÇÃO OFICIAL | CURTA-METRAGEM
URSO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM Yawman ma walad, de Marie-Rose Osta (França/Romênia/Líbano)
URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI A Woman’s Place is Everywhere, de Fanny Texier (EUA)
BERLINALE SHORTS CUPRA FILMMAKER AWARD Di san xian (Kleptomania), de Jingkai Qu (China)
PRÊMIO DO PÚBLICO
MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA Staatsschutz (Prosecution), de Faraz Shariat (Alemanha)
MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA | DOCUMENTÁRIO Traces, de Alisa Kovalenko e Marysia Nikitiuk (Ucrânia/Polônia)
MOSTRA GENERATION 14PLUS | JÚRI INTERNACIONAL
Melhor Filme | Grande Prêmio: Chicas Tristes, de Fernanda Tovar (México/Espanha/França) Menção Especial: Matapanki, de Diego “Mapache” Fuentes (Chile) Prêmio Especial do Júri | Curta-metragem: The Thread, de Fenn O’Meally (Reino Unido) Menção Especial: Memories of a Window, de Mehraneh Salimian e Amin Pakparvar (EUA)
MOSTRA GENERATION 14PLUS | JÚRI JOVEM
Melhor Filme | Urso de Cristal: Chicas Tristes, de Fernanda Tovar (México/Espanha/França) Menção Especial: A Family, de Mees Peijnenburg (Holanda/Bélgica) Melhor curta-metragem | Urso de Cristal: Memories of a Window, de Mehraneh Salimian e Amin Pakparvar (EUA) Menção Especial: Allá en el cielo, de Roddy Dextre (Peru)
MOSTRA GENERATION KPLUS | JÚRI INTERNACIONAL
Melhor Filme | Grande Prêmio: Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil) Menção Especial: Atlasul universului, de Paul Negoescu (Romênia/Bulgária) Prêmio Especial do Júri | Curta-metragem: Spî (White/Weiß), de Navroz Shaban (Curdistão iraquiano) Menção Especial: Under The Wave off Little Dragon, de Luo Jian (Reino Unido)
MOSTRA GENERATION KPLUS | JÚRI INFANTIL
Melhor Filme | Urso de Cristal: Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil) Menção Especial: Not a Hero, de Rima Das (Índia/Singapura) Melhor curta-metragem | Urso de Cristal: Whale 52: Suite for Man, Boy, and Whale, de Daniel Neiden (EUA) Menção Especial: Under The Wave off Little Dragon, de Jian Luo (Reino Unido)
TEDDY AWARD
Melhor Filme | Longa-metragem: Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha/Alemanha/Bélgica) Melhor Documentário/Filme Ensaio: Barbara Forever, de Brydie O’Connor (EUA) Melhor Filme | Curta-metragem: Taxi Moto, de Gaël Kamilindi (Suíça/França) Prêmio do Júri: Der Heimatlose (Trial of Hein), de Kai Stänicke (Alemanha) Prêmio Teddy Especial: Céline Sciamma
PRÊMIO FIPRESCI
Competição: Soumsoum, la nuit des astres, de Mahamat-Saleh Haroun (França/Chade) Perspectives: Animol, de Ashley Walters (Reino Unido) Panorama: Narciso, de Marcelo Martinessi (Paraguai/Alemanha/Uruguai/Brasil/Portugal/Espanha/França) Forum: AnyMart, de Yusuke Iwasaki (Japão)
JÚRI ECUMÊNICO
Competição: Moscas, de Fernando Eimbcke (México) Panorama: Bucks Harbor, de Pete Muller (EUA) Forum: River Dreams, de Kristina Mikhailova (Cazaquistão/Suíça/Reino Unido)
OUTROS PRÊMIOS
BERLINER MORGENPOST READERS’ JURY AWARD Moscas, de Fernando Eimbcke (México)
TAGESSPIEGEL READERS’ JURY AWARD Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques (Brasil)
BERLINALE DOCUMENTARY AWARD If Pigeons Turned to Gold, de Pepa Lubojacki (Tchéquia/Eslováquia)
BERLINALE DOCUMENTARY AWARD | MENÇÃO ESPECIAL TUTU, de Sam Pollard (Reino Unido) Was an Empfindsamkeit bleibt, de Daniela Magnani Hüller (Alemanha)
BERLINALE CAMERA Max Richter
MELHOR FILME DE ESTREIA | PRÊMIO GWFF | PERSPECTIVES Chronicles From the Siege, de Abdallah Alkhatib (Argélia/França/Palestina)
MELHOR FILME DE ESTREIA | PRÊMIO GWFF | MENÇÃO ESPECIAL | PERSPECTIVES Forêt Ivre (Forest High), de Manon Coubia (Bélgica/França)
*Para conferir a lista completa com os vencedores, clique aqui.
Adolpho Veloso e Wagner Moura no palco: brasileiros em destaque
Foram anunciados neste domingo, 15/02, em cerimônia apresentada pela atriz Ego Nwodim, os vencedores do Independent Spirit Awards 2026, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano.
A 41ª edição consagrou o longa Sonhos de Trem, dirigido por Clint Bentley, com três prêmios, entre eles, o de melhor fotografia para o brasileiroAdolpho Veloso; o troféu foi entregue por Wagner Moura, que, ao abrir o envelope, brincou: “Eu estou muito feliz com isso”. No palco, Veloso discursou: “Bem, acho que temos o Carnaval bem aqui. Eu não escrevi nada porque não queria dar azar, mas todo mundo que apareceu aqui claramente escreveu alguma coisa. Então, eu não sei o que dizer sem motivo aparente. Eu realmente quero agradecer a todos que trabalharam no filme. É muito difícil fazer o que fazemos. Muitas vezes, em uma grande crise, não ficamos realmente satisfeitos com o que estamos fazendo e pensamos que poderíamos ter feito melhor. Um grande agradecimento a todos que trabalharam no filme. Acho que este prêmio pertence a toda equipe”.
E continuou seu discurso: “Não foi fácil filmar o longa da maneira como filmamos, com luz natural e iluminação prática, envolvendo todos os departamentos possíveis. Eu não teria conseguido sem todos que estão nesta mesa e em algumas outras mesas. Muito obrigado! É o primeiro filme que eu faço que minha família, que mora no interior do Brasil, assistiu. Então, muito obrigado, Netflix. É incrível democratizar a cultura dessa forma. E que ano incrível para o Brasil! Eu estou muito feliz em representar o Brasil, a América Latina e todos os imigrantes aqui. Muito obrigado! Por último… vai, Brasil! Vai, Corinthians!”.
Kleber, Wagner e Emilie no palco: filme brasileiro premiado
O cinema brasileiro ganhou destaque com a vitória de O Agente Secreto na categoria de melhor filme internacional. O diretor Kleber Mendonça Filho, que subiu ao palco ao lado da produtora Emilie Lesclaux e do protagonista Wagner Moura, discursou: “Muito obrigado! É Carnaval no Brasil agora. Obrigado, Film Independent!”. E continuou: “Gostaria também de agradecer aos programadores de cinema do mundo todo, que continuam programando filmes nos cinemas. Eu realmente acredito que programar filmes nos cinemas é cada vez mais um ato político. Esta mensagem é para todos os jovens cineastas que possuem a oportunidade de fazer filmes empolgantes sobre a vida, sobre as pessoas, sobre seu bairro. O cinema é uma manifestação da própria memória e lembrar é também um ato político”.
E seguiu: “Compartilho esse prêmio com os mais de sessenta atores que trabalharam em O Agente Secreto. E também com toda a nossa equipe. Eu amo todos eles! Para Wagner Moura… escrevi os personagens dele pensando: ‘É perfeito para ele’. Escrevi o roteiro para ele e tem sido uma experiência incrível viajar e ter feito o filme com ele. Obrigado, Wagner! Emilie Lesclaux, produtora e minha parceira na vida. Te amo! Obrigado, bichinha! Mas, a última coisa que eu preciso dizer é que eu gostaria de dedicar esse prêmio a Udo Kier. Perdemos Udo recentemente e acho que ele tinha um espírito verdadeiramente independente. Muito obrigado!”.
Nas categorias televisivas, a minissérie Adolescência foi consagrada com quatro prêmios, entre eles, melhor ator para Stephen Graham; Pee-wee Herman: Por Trás do Personagem e Chefe de Guerra também se destacaram.
Os comitês de indicações do Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, selecionaram indicados de 18 países com orçamentos variando entre US$ 35.000 e US$ 20 milhões. Os membros contam com roteiristas, diretores, produtores, diretores de fotografia, editores, atores, críticos, diretores de elenco, programadores de festivais e outros profissionais da sétima arte.
Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2026 nas categorias de cinema:
MELHOR FILME Sonhos de Trem, produzido por Michael Heimler, Will Janowitz, Marissa McMahon, Ashley Schlaifer e Teddy Schwarzman
MELHOR FILME DE ESTREIA Lurker, de Alex Russell
MELHOR DIREÇÃO Clint Bentley, por Sonhos de Trem
MELHOR ROTEIRO Sorry, Baby, escrito por Eva Victor
MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA Lurker, escrito por Alex Russell
MELHOR INTERPRETAÇÃO Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE Naomi Ackie, por Sorry, Baby
MELHOR INTERPRETAÇÃO REVELAÇÃO Kayo Martin, por The Plague
MELHOR DOCUMENTÁRIO A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir
MELHOR FILME INTERNACIONAL O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
MELHOR FOTOGRAFIA Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso
MELHOR EDIÇÃO O Testamento de Ann Lee, por Sofía Subercaseaux
PRÊMIO JOHN CASSAVETES Esta Isla, de Cristian Carretero e Lorraine Jones Molina
PRODUCERS AWARD Tony Yang
SOMEONE TO WATCH AWARD Tatti Ribeiro, diretora de Valentina
TRUER THAN FICTION AWARD Rajee Samarasinghe, diretor de Your Touch Makes Others Invisible
PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO A Longa Marcha: Caminhe ou Morra, de Francis Lawrence Direção de Elenco: Rich Delia Elenco: Judy Greer, Mark Hamill, Cooper Hoffman, David Jonsson, Tut Nyuot, Joshua Odjick, Charlie Plummer, Ben Wang e Garrett Wareing
Fotos: Chris Pizzello/Invision/AP/Kevin Winter/Getty Images.
Jacob Elordi em Frankenstein, de Guillermo del Toro: filme premiado
O Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros divulgou neste sábado, 14/02, os vencedores da 13ª edição do Make-Up Artists and Hair Stylists Guild Awards. A cerimônia, realizada no Westin Bonaventure Hotel & Suites, em Los Angeles, e apresentada pela atriz Rachael Harris, premiou as melhores maquiagens e estilos de penteados do cinema, da TV e do teatro.
Nas categorias destinadas aos longas-metragens, foram consagrados: Uma Batalha Após a Outra, Pecadores e Frankenstein. Entre as produções televisivas, O Estúdio, Palm Royale, Stranger Things, Saturday Night Live, Dancing with the Stars, Star Wars: Skeleton Crew e o videoclipe Abracadabra, de Lady Gaga, se destacaram.
Neste ano, o Lifetime Achievement Award, que homenageia um maquiador e um cabeleireiro que possuem um conjunto extraordinário de trabalhos aclamados, contribuições excepcionais para a indústria do entretenimento e serviços notáveis prestados ao seu sindicato ou à sua profissão, foram entregues para: Greg Nelson, indicado ao Oscar pela maquiagem de Meu Pai, uma Lição de Vida e vencedor do Emmy por Star Trek: Voyager e The Tracey Ullman Show; e para a cabeleireira Judy Alexander Cory, indicada ao Oscar por A Lista de Schindler e Forrest Gump: O Contador de Histórias. O maquiador Michael Johnston, indicado ao Emmy por American Horror Stories, Brilhante Victória e iCarly, foi homenageado com o Vanguard Award; e a atriz Amy Madigan, indicada ao Oscar por A Hora do Mal e Duas Vezes na Vida, recebeu o Distinguished Artisan Award.
Vale lembrar que alguns filmes premiados pelo Sindicato também já levaram a estatueta dourada no Oscar, entre eles: A Substância, A Baleia, A Voz Suprema do Blues, O Escândalo, Vice, O Destino de uma Nação, Esquadrão Suicida, Mad Max: Estrada da Fúria, O Grande Hotel Budapeste e Clube de Compras Dallas.
Conheça os vencedores do MUAHS Awards 2026 nas categorias de cinema:
MELHOR MAQUIAGEM | FILME CONTEMPORÂNEO Uma Batalha Após a Outra, por Heba Thorisdottir e Mandy Artusato
MELHOR MAQUIAGEM EM FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO Pecadores, por Ken Diaz, Siân Richards, Ned Neidhardt, Allison laCour e Lana Mora
MELHOR MAQUIAGEM | EFEITOS ESPECIAIS | PRÓTESES Frankenstein, por Mike Hill e Megan Many
MELHOR PENTEADO | FILME CONTEMPORÂNEO Uma Batalha Após a Outra, por Ahou Mofid, Gina Maria DeAngelis e Sacha Quarles
MELHOR PENTEADO EM FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO Pecadores, por Shunika Terry-Jennings, Elizabeth Robinson, Tene Wilder, Jove Edmond e Sherri B. Hamilton
Foram anunciados nesta quinta-feira, 12/02, em cerimônia apresentada pela atriz Courtney Hope, os vencedores do 28º CDG Awards, premiação anual realizada pelo Costume Designers Guild, que elege os melhores figurinos da TV e do cinema.
Entre os longas indicados, Uma Batalha Após a Outra, Frankenstein e Wicked: Parte II foram premiados; dos três, apenas Frankenstein foi indicado ao Oscar 2026. Nas categorias televisivas, as séries O Estúdio, Palm Royale e Andor também se destacaram.
Nesta 28ª edição, nomes importantes do entretenimento foram homenageados: a figurinista Michelle Cole, indicada ao Emmy nove vezes por In Living Color e Black-ish, foi honrada com o Career Achievement Award; o consagrado cineasta James Cameron, de Titanic e da franquia Avatar, recebeu o Distinguished Collaborator Honoree; a atriz Kate Hudson, indicada ao Oscar por Quase Famosos e Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, foi honrada com o Spotlight Award; e a atriz Teyana Taylor, indicada ao Oscar por Uma Batalha Após a Outra, recebeu o Vanguard Spotlight Award.
Conheça os vencedores do Costume Designers Guild Awards 2026 nas categorias de cinema:
EXCELÊNCIA EM FILME CONTEMPORÂNEO Uma Batalha Após a Outra, por Colleen Atwood e Bryan Roberts Kopp
EXCELÊNCIA EM FILME DE ÉPOCA Frankenstein, por Kate Hawley e Renée Fontana
EXCELÊNCIA EM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA ou FANTASIA Wicked: Parte II, por Paul Tazewell
Paul Thomas Anderson: melhor direção por Uma Batalha Após a Outra
Foram anunciados neste sábado, 07/02, no Beverly Hilton, em Beverly Hills, em cerimônia apresentada pelo ator Kumail Nanjiani, os vencedores do 78º DGA Awards, prêmio organizado pelo Sindicato dos Diretores da América, Directors Guild of America, que elege a melhor direção em TV e cinema desde 1948.
O cineasta norte-americano Paul Thomas Anderson foi o grande vencedor desta 78ª edição por sua direção em Uma Batalha Após a Outra; Charlie Polinger, diretor do suspense The Plague, levou o prêmio de melhor direção estreante. Entre as produções televisivas, destacaram-se: The Pitt, O Estúdio, Morrendo por Sexoe O Lendário Martin Scorsese. A noite contou também com participações especiais de Sean Baker, Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Jacob Elordi, Kate Hudson, Michael B. Jordan, Michael Keaton, Steven Spielberg, Kerry Washington, entre outros.
Como de costume, nomes importantes da indústria foram homenageados: o diretor televisivo David Charles, de Jimmy Kimmel Live e America’s Next Top Model, recebeu o Franklin J Schaffner Achievement Award; e o diretor de comerciais Gregory G. McCollum foi honrado com o Frank Capra Achievement Award.
Conheça os vencedores do 78º Directors Guild of America Awards nas categorias de cinema:
MELHOR DIREÇÃO | LONGA-METRAGEM Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | LONGA-METRAGEM Charlie Polinger, por The Plague
MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO Mstyslav Chernov, por 2000 Meters to Andriivka
MELHOR DIREÇÃO | FILME PARA TV Stephen Chbosky, por Nonnas
Foram anunciados nesta sexta-feira, 06/02, os vencedores da 55ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR, International Film Festival Rotterdam), considerado um dos maiores do mundo e que destaca talentos cinematográficos dirigidos por novos cineastas.
O melhor filme da Tiger Competition, a principal mostra competitiva, eleito pelo júri formado por Soheila Golestani, Ariane Labed, Kristy Matheson, Jurica Pavičić e o cineasta brasileiro Marcelo Gomes, foi o drama Variations on a Theme, dirigido por Jason Jacobs e Devon Delmar. A justificativa diz: “Dotado de uma linguagem poética profunda, consideramos este um retrato comovente e reflexivo de uma comunidade que vive sob o espectro dos legados coloniais e dos laços familiares neste mundo e no além. O júri foi unânime em sua decisão e nutre grande carinho por este filme”.
Na mostra Big Screen Competition, que faz a ponte entre o cinema popular, clássico e de arte, o júri, formado por Jan-Willem van Ewijk, Sara Ishaq, Loes Luca, Chris Oosterom e Mila Schlingemann, escolheu Master, de Rezwan Shahriar Sumit. A justificativa diz: “Esta é uma história universal sobre uma pessoa que luta para manter sua bússola moral, apenas para ser transformada pelas forças persuasivas e destrutivas do poder e do capitalismo. O que começa como um conto aparentemente simples de idealismo versus corrupção se desdobra em algo muito mais complexo e multifacetado. Com pinceladas vibrantes e cercado por figurantes autênticos e expressivos, o personagem principal incorpora com maestria essa ambiguidade moral por meio de uma atuação soberba, revelando como o poder, no fim das contas, prevalece”.
Neste ano, o cinema brasileiro estava representado com diversos títulos no festival holandês, entre eles, Yellow Cake, dirigido por Tiago Melo, na Tiger Competition, que conta com Valmir do Côco, Rejane Faria e Tânia Maria no elenco. O novo filme do diretor de Azougue Nazaré recebeu diversos elogios da crítica internacional, mas, infelizmente, não foi premiado.
Conheça os vencedores do International Film Festival Rotterdam 2026:
TIGER COMPETITION Melhor Filme: Variations on a Theme (Variasies op ‘n tema), de Jason Jacobs e Devon Delmar (África do Sul/Holanda/Qatar) Prêmio Especial do Júri: La belle année, de Angelica Ruffier (Suécia/Noruega) e Supporting Role, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia/Turquia/Suíça/EUA)
BIG SCREEN COMPETITION Melhor Filme: Master, de Rezwan Shahriar Sumit (Bangladesh)
PRÊMIO FIPRESCI Supporting Role, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia/Turquia/Suíça/EUA)
PRÊMIO NETPAC I Grew an Inch When My Father Died, de P. R. Monencillo Patindol (Filipinas) Menção Especial: The Seoul Guardians, de Kim Jong-Woo, Kim Shin-Wan e Cho Chul-Young (Coreia do Sul)
MELHOR FILME | JÚRI JOVEM Ah Girl, de Ang Geck Geck Priscilla (Singapura)
TIGER SHORT COMPETITION The Second Skin, de Mariia Lapidus (EUA/México) The Apple Doesn’t Fall…, de Dean Wei (China) Ndjimu (Deep Cobalt), de Petna Ndaliko Katondolo (Congo/EUA)
PRÊMIO KNF | CURTA-METRAGEM The Apple Doesn’t Fall…, de Dean Wei (China)
PRÊMIO DO PÚBLICO I Swear, de Kirk Jones (Reino Unido)
*Clique aqui e confira todas as justificativas dos júris
Luiz Carlos Vasconcelos e Ingrid Trigueiro em A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero
Foram anunciados nesta quinta-feira, 05/02, os vencedores do Prêmio Abraccine 2025. O resultado foi revelado em uma transmissão ao vivo no canal da entidade no YouTube com a participação de membros da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, que votaram, definiram e elegeram seus lançamentos favoritos.
Dirigido pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto, indicado ao Oscar 2026 em quatro categorias, foi escolhido o melhor longa-metragem brasileiro de 2025 pela Abraccine. Durante a live, também foram anunciados Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, na categoria de melhor longa-metragem internacional, e o paraibano A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, dirigido por Rodolpho de Barros, como melhor curta-metragem brasileiro.
Em sua 15ª edição, marca que acompanha a existência da entidade, o Prêmio Abraccine: Melhores do Ano vem se juntar a uma bem-sucedida trajetória comercial e de premiações dos títulos escolhidos. O Agente Secreto, visto no Brasil por mais de dois milhões de espectadores, largou no Festival de Cannes do ano passado com os troféus de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura; o longa de Paul Thomas Anderson, Uma Batalha Após a Outra, segue também como um dos favoritos da temporada. Já o curta vencedor, que é protagonizado por Ingrid Trigueiro e Luiz Carlos Vasconcelos, levou o Prêmio Abraccine no Fest Aruanda 2025, em João Pessoa, entre outros reconhecimentos no mesmo festival.
Além dos três títulos vencedores, a Associação também elegeu o Top 10 de cada categoria. O processo de eleição ocorreu durante a última quinzena de janeiro com a participação dos associados e associadas, em quadro composto atualmente por cerca de 180 nomes estabelecidos em todas as regiões do país, entre jornalistas, críticos, acadêmicos, estudiosos, curadores e programadores da área de cinema.
Conheça os vencedores do Prêmio Abraccine 2025:
LONGA-METRAGEM BRASILEIRO
VENCEDOR O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (PE)
COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF) Baby, de Marcelo Caetano (SP) Homem com H, de Esmir Filho (SP) Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ) Manas, de Marianna Brennand (RJ) O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende (SP) O Último Azul, de Gabriel Mascaro (PE) Oeste Outra Vez, de Erico Rassi (GO) Os Enforcados, de Fernando Coimbra (SP)
CURTA-METRAGEM BRASILEIRO
VENCEDOR A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, de Rodolpho de Barros (PB)
COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):
Boiuna, de Adriana de Faria (PA) Casulo, de Aline Flores (SP) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ) Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ) O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP) O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL) O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Brasil/Bélgica/Suíça) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
VENCEDOR Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA)
COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):
A Semente do Fruto Sagrado, de Mohammad Rasoulof (França/Alemanha/Irã) Dreams, de Dag Johan Haugerud (Noruega) Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo/EUA) Levados pelas Marés, de Jia Zhang-ke (China/França/Japão) Misericórdia, de Alain Guiraudie (França/Espanha/Portugal) Pecadores, de Ryan Coogler (EUA/Austrália/Canadá) Sorry, Baby, de Eva Victor (EUA/Espanha/França) The Mastermind, de Kelly Reichardt (EUA/Reino Unido) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
Teyana Taylor em Uma Batalha Após a Outra: filme consagrado
Foram anunciados neste domingo, 01/02, em cerimônia apresentada pelo crítico de cinema Mark Kermode, no May Fair Hotel, em Londres, os vencedores do London Critics’ Circle Film Awards, prêmio realizado pela The Critics’ Circle, associação que conta com mais de 450 críticos do Reino Unido que se dividem entre teatro, música, filme, dança, artes visuais e livros.
Nesta 46ª edição, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que liderava a lista com nove indicações, se destacou com quatro prêmios, entre eles, filme do ano e direção. Vale lembrar que os títulos são automaticamente elegíveis se forem lançados nos cinemas do Reino Unido ou em serviços de streaming de estreia entre meados de fevereiro de 2025 e meados de fevereiro de 2026.
Neste ano, o cinema brasileiro estava na disputa com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, em duas categorias (melhor filme estrangeiro e melhor ator para Wagner Moura), mas, infelizmente, não foi premiado. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso concorria com a fotografia de Sonhos de Trem na categoria Technical Achievement Award, mas também não venceu.
Jane Crowther, presidente da London Critics’ Circle Film, a organização de críticos mais antiga e prestigiada do Reino Unido, disse: “Os vencedores demonstram a paixão de nossos membros votantes por histórias originais e intrigantes, atuações comprometidas e técnica exemplar. Parabéns a todos eles”. Nas categorias cinematográficas, 207 membros votaram entre os melhores do ano.
A atriz e cantora britânica Cynthia Erivo foi homenageada com o Derek Malcolm Award for Innovation em reconhecimento à sua carreira, que inclui sucessos como As Viúvas, Harriet, Maus Momentos no Hotel Royale e a franquia Wicked. O cineasta mexicano Guillermo del Toro, que dirigiu recentemente Frankenstein, recebeu o Dilys Powell Award.
Conheça os vencedores do 46º London Critics’ Circle Film Awards:
FILME DO ANO Uma Batalha Após a Outra
FILME ESTRANGEIRO DO ANO Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
DOCUMENTÁRIO DO ANO A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir
ANIMAÇÃO DO ANO Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang
FILME BRITÂNICO OU IRLANDÊS DO ANO Pillion, de Harry Lighton
DIREÇÃO DO ANO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
ROTEIRISTA DO ANO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
ATRIZ DO ANO Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
ATOR DO ANO Timothée Chalamet, por Marty Supreme
ATRIZ COADJUVANTE DO ANO Amy Madigan, por A Hora do Mal
ATOR COADJUVANTE DO ANO Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
REVELAÇÃO DO ANO Robert Aramayo, por I Swear e Palestine 36
INTERPRETAÇÃO DO ANO | ATOR ou ATRIZ BRITÂNICO/IRLANDÊS Josh O’Connor, por The Mastermind, A História do Som e Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
ATOR/ATRIZ JOVEM BRITÂNICO ou IRLANDÊS DO ANO Alfie Williams, por Extermínio: A Evolução
REVELAÇÃO DO ANO | CINEASTA BRITÂNICO ou IRLANDÊS Harry Lighton, por Pillion
CURTA-METRAGEM BRITÂNICO ou IRLANDÊS DO ANO Neil Armstrong and the Langholmites, de Duncan Cowles
TECHNICAL ACHIEVEMENT AWARD Pecadores, por Ludwig Göransson (trilha sonora)
DILYS POWELL AWARD FOR EXCELLENCE IN FILM Guillermo del Toro
Elas estão de volta: Meryl Streep e Anne Hathaway em cena
Com estreia marcada para o dia 30 de abril, O Diabo Veste Prada 2, a aguardada sequência de um dos filmes mais amados dos anos 2000, chega com a equipe criativa do original. A nova produção tem a missão de falar sobre o mundo atual e mostrar como as icônicas personagens de Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt se encaixam nele.
Duas décadas após a trama original, o longa acompanha o retorno de Andy Sachs, interpretada por Anne Hathaway, à revista Runway, que passa por um momento delicado mesmo sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly, vivida pela consagrada Meryl Streep. Para trazer a publicação de volta a seus dias de glória, elas precisam se reconectar com Emily Charlton, papel de Emily Blunt, ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa.
Um dos elementos mais marcantes do primeiro filme é o elenco, que retorna em O Diabo Veste Prada 2. A continuação traz de volta, além do trio, Stanley Tucci como Nigel Kipling, o diretor de arte da revista Runway. O elenco veterano recebe o reforço de outras grandes estrelas do cinema, como: Kenneth Branagh, Justin Theroux, Lucy Liu, B.J. Novak, Simone Ashley, Tracie Thoms, Tibor Feldman, Patrick Brammall, Caleb Hearon e Helen J. Shen.
A produção tem direção de David Frankel e roteiro de Aline Brosh McKenna, ambos do primeiro filme, com base nos personagens criados pela escritora Lauren Weisberger. O figurino e a trilha sonora são assinados por Molly Rogers e Theodore Shapiro, respectivamente. Florian Ballhaus assume a direção de fotografia e Jess Gonchor volta como designer de produção.
O primeiro filme de O Diabo Veste Prada, lançado em 2006, é uma adaptação do livro homônimo de Lauren Weisberger, que escreveu uma continuação em 2013 chamada A Vingança veste Prada. Porém, O Diabo Veste Prada 2 não adapta o segundo romance e, em vez disso, conta uma história original: “As personagens principais ainda são as criações de Lauren, mas esse é um mundo novo com novas circunstâncias, dilemas, dificuldades e uma evolução no relacionamento delas”, explicou a roteirista Aline Brosh McKenna.
Assista ao trailer de O Diabo Veste Prada 2, no original The Devil Wears Prada 2:
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena: melhor curta pelo Júri Popular
Foram anunciados neste sábado, 31/01, os vencedores do Troféu Barroco da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, em cerimônia realizada no Cine-Tenda e apresentada por David Maurity.
O documentário Anistia 79, de Anita Leandro, do Rio de Janeiro, foi o grande vencedor da Mostra Olhos Livres; o filme levou o Prêmio Carlos Reichenbach, concedido pelo Júri Oficial. Na justificativa, os jurados ressaltaram a apropriação criativa de um registro amador que “multiplica no filme as possibilidades de cada fotograma”. O júri enfatizou ainda a potência política da obra ao revelar “dois homens negros, um líder camponês e o cinegrafista, imagens pouco acessadas pelo imaginário coletivo sobre aqueles que lutaram pelo fim da ditadura civil-militar”, afirmando o cinema como “construção da memória”. O filme também conquistou o prêmio de melhor longa pelo Júri Popular.
No palco, a diretora Anita Leandro disse ter tido a mais intensa experiência de recepção de um filme em sua vida: “As pessoas em silêncio assistindo a esse filme, um filme difícil, sobre um assunto difícil, e parecia uma liturgia”. Anita exaltou o reconhecimento e disse esperar que a premiação ajude o filme a ser distribuído nas sala comerciais de exibição.
Na Mostra Foco, voltada a curtas-metragens, o prêmio de melhor curta pelo Júri Oficial foi entregue para Entrevista com Fantasmas, de LK. O júri ressaltou a capacidade do filme de articular cinema, memória e cidade, defendendo que a obra “fala de cinema, preservação, gentrificação das cidades e precarização do trabalho com pitadas de absurdo e uma poética gigante” e destacou a simplicidade de “apenas uma pequena câmera digital, um flerte cinematográfico e o desejo de cinema”.
Ainda pelo Júri Oficial, o Prêmio Helena Ignez Destaque Feminino ficou para para Gabriela Mureb, pela direção do curta-metragem Crash. Segundo a justificativa, trata-se de um trabalho que “nos faz repensar o uso do som e o modo de ver uma imagem”, propondo uma experiência estética e política que “opera uma síntese entre o estético e o político em um único objeto”.
Por sua vez, o Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para o gaúcho Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa, reconhecido por “desconstruir estereótipos” e por retratar “uma juventude emparedada numa melancolia invisível, atolada num deserto de oportunidades”, abrindo espaço para que “uma juventude made in favela possa ousar sentir”, segundo justificativa dos jornalistas votantes.
O prêmio do Júri Jovem, escolhido por estudantes dentro dos longas da Mostra Aurora, foi dado a Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha, definido como um filme que “imagina outros caminhos para a realidade” e aposta no experimental como desvio frente à literalidade dominante das imagens.
O Prêmio Abraccine de melhor longa da Mostra Autorias, entregue por integrantes da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, foi para Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela, elogiado pelo “rigor formal na montagem e no desenho sonoro” em diálogo com uma escrita fotográfica livre e sensorial.
Pelo Júri Popular, o prêmio de curta-metragem foi para o filme potiguar Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena, o mais votado pelo público entre 53 títulos. Na Mostra Formação, o júri concedeu Menção Honrosa para Diálogo Bulbul, dirigido por Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos, por “abrir caminhos na história do cinema brasileiro” ao deslocar o arquivo para uma dimensão crítica e experimental. O melhor filme da Mostra Formação foi De Barriga para Cima, realizado pela equipe do Instituto Marlin Azul em conjunto com moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre, reconhecido por “costurar relações e sonhos no ato fílmico” e abrir “espaços de invenção e fabulação impulsionados pelos afetos”.
No Conexão Brasil CineMundi, segmento dedicado ao mercado e ao cinema brasileiro do futuro, as premiações são oferecidas por parceiros da mostra a projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo os trabalhos WIP (work in progress).
Os Prêmios Cinecolor e O2 Pós foram concedidos a Pedra de Raio, de Lucas Parente e Pedro Lessa, descrito como um filme que “recusa fixar-se em gêneros e códigos exteriores”, inventando “um universo de grande fôlego estético e poético” a partir de um mergulho radical nas possibilidades do cinema. Os Prêmios CTAv e The End foram para Bate e Volta Copacabana, de Juliana Antunes e Camila Matos, cuja narrativa é atravessada por “uma força vital que impulsiona a narrativa” e organiza seus atos a partir do desejo das protagonistas.
O Prêmio Málaga WIP foi para Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, reconhecido por abordar “o exílio forçado das dissidências” e transformar o “humor queer em ato de resistência”. Já o Prêmio Sesc em Minas – Work in Progress foi atribuído a Paisagem de Inverno, de Marco Antonio Pereira, por apresentar “um olhar atento e deslocado sobre Minas Gerais” e afirmar “a imaginação e a esperança como elementos vivos no cotidiano”.
Nesta 29ª edição da Mostra Tiradentes, o Júri Oficial foi formado por Álvaro Arroba, Daniela Giovana Siqueira, Darks Miranda, Hermano Callou e Renato Novaes. Já o Júri Formação contou com Anne Santos, Estevão Garcia e Gustavo Jardim. O Júri Jovem foi formado por Breno Silva, Esdras Ananias, Juno Lima, Manu Couto e Nayara Aguiar. O Júri da Crítica contou com Bruno Carmelo, Juliana Gusman e Luiz Joaquim. Enquanto isso, o Prêmio Canal Brasil de Curtas teve Cecilia Barroso, Luiz Joaquim e Viviane Pistache no júri.
Confira a lista completa com os vencedores da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes:
MELHOR FILME | PRÊMIO CARLOS REICHENBACH | MOSTRA OLHOS LIVRES | JÚRI OFICIAL Anistia 79, de Anita Leandro (RJ)
MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA OLHOS LIVRES | JÚRI POPULAR Anistia 79, de Anita Leandro (RJ)
MELHOR CURTA-METRAGEM | MOSTRA FOCO | JÚRI OFICIAL Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (LK) (RS/SP)
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN)
MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA AURORA | JÚRI JOVEM Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha (MG)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS | MOSTRA FOCO Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)
PRÊMIO ABRACCINE | MELHOR LONGA | MOSTRA AUTORIAS Atravessa Minha Carne, de Marcela Aguiar Borela (GO/DF)
PRÊMIO HELENA IGNEZ | DESTAQUE FEMININO Gabriela Mureb, por Crash
MELHOR FILME | MOSTRA FORMAÇÃO De Barriga pra Cima, de Equipe IMA (Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima) e Moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre (Cachoeiro do Itapemirim) (Projeto Cine Quilombola/Instituto Marlin Azul) (ES)
MENÇÃO HONROSA | MOSTRA FORMAÇÃO Diálogo Bulbul, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (SP/RJ/ES/BA)
CONEXÃO BRASIL CINEMUNDI | MOSTRA WIP | CORTE FINAL Prêmio Cinecolor e O2 Pós: Pedra de Raio, de Lucas Parente e Pedro Lessa (CE/RJ) Prêmio CTAv e The End: Bate e Volta Copacabana, de Juliana Antunes e Camila Matos (MG) Prêmio Festival de Málaga: Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO) Prêmio Sesc em Minas: Paisagem de Inverno, de Marco Antonio Pereira (MG)
*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Cena de Josephine, de Beth de Araújo: dois prêmios
Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/01, no The Ray Theatre, os vencedores do Festival Sundance de Cinema 2026, conhecido por destacar em sua programação produções independentes que representam novas conquistas narrativas.
A 42ª edição do festival exibiu, em formato presencial em Park City e Salt Lake City, em Utah, nos Estados Unidos, e também virtualmente, 97 longas-metragens e séries, além de 54 curtas-metragens, que foram selecionados entre 16.201 inscritos. Eugene Hernandez, diretor do festival, discursou na cerimônia de encerramento: “Saudamos e agradecemos aos cinéfilos de Utah que abraçaram este festival e a visão do nosso fundador, Robert Redford. Ao encerrarmos esta edição de 2026, recordamos todos os momentos que passamos juntos”. Kim Yutani, diretora de programação do Sundance Film Festival, completou: “Como equipe de programação, somos gratos por fazer parte da jornada de tantos cineastas talentosos, este e todos os anos. Promover trabalhos que sejam singulares, relevantes e impactantes é nossa prioridade. E este evento é uma celebração das conquistas desses contadores de histórias”.
Entre os vencedores deste ano, vale destacar o longa Josephine, protagonizado por Mason Reeves e dirigido por Beth de Araújo, na Competição Americana de Drama; o título foi consagrado com o Grande Prêmio do Júri e também com o Prêmio do Público. A diretora, que é filha de mãe sino-americana e pai brasileiro, nasceu e foi criada em São Francisco, porém tem dupla cidadania. A sinopse do filme diz: após Josephine, de 8 anos, testemunhar acidentalmente um crime no Golden Gate Park, ela reage em busca de uma maneira de recuperar o controle de sua segurança, enquanto os adultos se mostram impotentes para consolá-la.
O júri deste ano contou com: Janicza Bravo, Nisha Ganatra e Azazel Jacobs na U.S. Dramatic Competition; Natalia Almada, Justin Chang e Jennie Livingston na U.S. Documentary Competition; Ana Katz, So Yong Kim e Tatiana Maslany na World Cinema Dramatic Competition; Toni Kamau, Bao Nguyen e Kirsten Schaffer na World Cinema Documentary Competition; A.V. Rockwell, Liv Constable-Maxwell e Martin Starr na Short Film Program Competition; e John Cooper e Trevor Groth na mostra competitiva NEXT.
Em uma premiação paralela, patrocinada pela Adobe, a montadora brasileiraFlavia de Souza recebeu o Sundance Institute Adobe Mentorship Award de Documentário. O prêmio foi criado para destacar editores (de ficção e documentário) que demonstraram uma contribuição extraordinária na montagem de longas-metragens, além de apoiar o desenvolvimento criativo e a trajetória profissional de editores emergentes que buscam uma carreira editando obras cinematográficas independentes.
Confira a lista completa com os vencedores do 42º Festival de Sundance:
COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA
Grande Prêmio do Júri: Josephine, de Beth de Araújo Melhor Direção: Josef Kubota Wladyka, por Ha-Chan, Shake Your Booty! Prêmio Waldo Salt | Melhor Roteiro: Take Me Home, escrito por Liz Sargent Prêmio Especial do Júri | Filme de Estreia: Bedford Park, de Stephanie Ahn Prêmio Especial do Júri | Elenco: The Friend’s House is Here, de Hossein Keshavarz e Maryam Ataei Prêmio do Público: Josephine, de Beth de Araújo
COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO
Grande Prêmio do Júri: Nuisance Bear, de Gabriela Osio Vanden Melhor Direção: J.M. Harper, por Soul Patrol Prêmio Jonathan Oppenheim | Edição: Barbara Forever, por Matt Hixon Prêmio Especial do Júri | Journalistic Excellence: Who Killed Alex Odeh?, de Jason Osder e William Lafi Youmans Prêmio Especial do Júri | Impact for Change: The Lake, de Abby Ellis Prêmio do Público: American Pachuco: The Legend of Luis Valdez, de David Alvarado
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA
Grande Prêmio do Júri: Shame and Money, de Visar Morina (Alemanha/Kosovo/Eslovênia/Albânia/Macedônia do Norte/Bélgica) Melhor Direção: Andrius Blaževičius, por How to Divorce During the War Prêmio Especial do Júri | Elenco: LADY, de Olive Nwosu Prêmio Especial do Júri | Creative Vision: Filipiñana, de Rafael Manuel (Singapura/Reino Unido/Filipinas/França/Holanda) Prêmio do Público: HOLD ONTO ME (Κράτα Με), de Myrsini Aristidou (Chipre/Dinamarca/Grécia)
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO
Grande Prêmio do Júri: To Hold a Mountain, de Biljana Tutorov e Petar Glomazić (Sérvia/França/Montenegro/Eslovênia/Croácia) Melhor Direção: Itab Azzam e Jack MacInnes, por One In A Million Prêmio Especial do Júri | Civil Resistance: Everybody To Kenmure Street, de Felipe Bustos Sierra (Reino Unido) Prêmio Especial do Júri | Journalistic Impact: Birds of War, de Janay Boulos e Abd Alkader Habak (Reino Unido/Síria/Líbano) Prêmio do Público: One In A Million, de Itab Azzam e Jack MacInnes (Reino Unido)
CURTAS-METRAGENS
Grande Prêmio do Júri: The Baddest Speechwriter of All, de Ben Proudfoot e Stephen Curry (EUA) Prêmio do Júri | Ficção | Competição Americana: Crisis Actor, de Lily Platt Prêmio do Júri | Ficção | Competição Internacional: Jazz Infernal, de Will Niava (Canadá) Prêmio do Júri | Documentário: The Boys and the Bees, de Arielle C. Knight (EUA) Prêmio do Júri | Animação: Living with a Visionary, de Stephen P. Neary (EUA) Prêmio Especial do Júri | Creative Vision: Paper Trail, de Don Hertzfeldt (EUA) Prêmio Especial do Júri | Atuação: Noah Roja e Filippo Carrozza, por The Liars
NEXT
NEXT Innovator Award: The Incomer, de Louis Paxton (Reino Unido) Prêmio Especial do Júri | Creative Expression: TheyDream, de William David Caballero (EUA) Prêmio do Público: Aanikoobijigan [ancestor/great-grandparent/great-grandchild], de Adam Khalil e Zack Khalil (EUA/Dinamarca)
OUTROS PRÊMIOS
Alfred P. Sloan Feature Film Prize: In The Blink of An Eye, de Andrew Stanton (EUA) Sundance Institute Producers Award | Documentário: Dawne Langford, por Who Killed Alex Odeh? Sundance Institute Producers Award | Ficção: Apoorva Guru Charan, por Take Me Home Sundance Institute | Adobe Mentorship Award | Documentário: Flavia de Souza Sundance Institute | Adobe Mentorship Award | Ficção: Mollie Goldstein Sundance Institute | NHK Award: Leo Aguirre, por Verano
*Clique aqui e confira todas as justificativas dos júris