Ítalo Martins no longa Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como uma Escola de Samba
A 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso, que acontecerá entre os dias 20 e 24 de novembro, divulgou os títulos selecionados para a Mostra Panorama, que traz uma curadoria especial de quatro longas e oito curtas-metragens que celebram a pluralidade estética, temática e territorial do cinema brasileiro contemporâneo.
As sessões da Mostra Panorama serão realizadas na Sala Petrobras em uma tenda geodésica climatizada com capacidade para 115 pessoas, instalada na Praia do Maceió, proporcionando ao público uma experiência cinematográfica acolhedora e imersiva à beira-mar.
A realização da Mostra Panorama é viabilizada pela parceria com a Petrobras, patrocinadora máster do projeto. A Sala Petrobras, que foi sucesso de público nas edições anteriores, reafirma o compromisso da empresa com a cultura nacional e com projetos que têm a brasilidade como inspiração, promovendo a diversidade cultural em todas as regiões do país.
A Mostra de Cinema de Gostoso se consolidou como um evento único em todo o Brasil, ao promover a exibição de filmes a céu aberto em uma sala de cinema montada na paradisíaca Praia do Maceió em São Miguel do Gostoso, litoral potiguar, com uma programação totalmente gratuita, aliando conforto e alta qualidade de projeção. Vale lembrar que os títulos que serão exibidos na Mostra Potiguar já foram anunciados: clique aqui e confira.
Conheça os filmes da Mostra Panorama da Mostra de Cinema de Gostoso 2025:
LONGAS-METRAGENS
A Mulher Sem Chão, de Auritha Tabajara e Débora McDowell (PA) As Travessias de Letieres Leite, de Iris de Oliveira e Day Sena (BA) Futuro Futuro, de Davi Pretto (RS) Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança (RJ)
CURTAS-METRAGENS
A Vaqueira, A Dançarina e O Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE) Boiuna, de Adriana de Faria (PA) E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ) Fuá, o sonho, de Viviane Jag Fej Farias e Amallia Brandolff (RS) Inquietas, de Thaina Morais (RN) Kaira e o Temporal, de Wagner Nogueira Mendes (CE) Marcia Antonelli: Das Palavras à Sobrevivência, de Mariellen Kuma (AM) Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP)
Cíntia Domit Bittar, diretora de Virtuosas: filme premiado
Foram anunciados nesta quinta-feira, 30/10, na Sala Petrobras, na Cinemateca Brasileira, os vencedores da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. A cerimônia, apresentada por Serginho Groisman e Renata de Almeida, diretora da Mostra, premiou 15 títulos em diversas categorias.
Neste ano, quatro prêmios foram concedidos pelo Júri Oficial, formado em 2025 pelo produtor sul-africano Atilla Salih Yücer, pelo produtor brasileiro baseado em Los Angeles Daniel Dreifuss, pela cineasta portuguesa Denise Fernandes, pela realizadora colombiana Laura Mora e pelo crítico-chefe da revista Variety, o norte-americano Peter Debruge.
O quinteto escolheu The President’s Cake, de Hasan Hadi, como melhor filme, uma coprodução entre Iraque, Estados Unidos e Catar. Eles também entregaram um Prêmio Especial para DJ Ahmet, de Georgi M. Unkovski. A Luta, de Jose Alayón, recebeu uma Menção Honrosa e Doha Ramadan ganhou como melhor atuação pelo trabalho na obra egípcia Feliz Aniversário, de Sarah Goher.
Além dos troféus Bandeira Paulista, uma criação da artista plástica Tomie Ohtake, dados pelos jurados, foram entregues os tradicionais: Prêmio do Público, Prêmio da Crítica, Prêmio Netflix, Prêmio Brada, Prêmio Abraccine de Cinema Brasileiro e Prêmio Paradiso, além do novo Prêmio Prisma Queer. Homenagens aos agraciados com o Prêmio Humanidade e o Prêmio Leon Cakoff também marcaram a cerimônia.
Na ocasião, Joelma Gonzaga, Secretária Nacional do Audiovisual do Ministério da Cultura, subiu ao palco para anunciar o edital Rouanet Festivais, no valor de R$ 17 milhões, em parceria com a BB Asset e a Petrobras. O MinC escolheu o encerramento da Mostra 2025 para a notícia sobre o programa, cujo objetivo é democratizar o acesso ao audiovisual brasileiro e fortalecer a política de difusão em todo o país: “Os festivais de cinema precisam de apoio e amparo de uma política pública”, disse Gonzaga no anúncio.
Após o cerimonial, o longa-metragem Jay Kelly, de Noah Baumbach, distribuído pela Netflix, foi exibido encerrando a programação oficial da 49ª Mostra de São Paulo. O filme, que disputou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, conta com George Clooney e Adam Sandler no elenco.
Vale destacar que alguns dos filmes premiados estão na seleção da repescagem, que ocorre entre 31 de outubro e 5 de novembro em três salas: no CineSesc e no Cine Satyros Bijou durante todo o período, e no Cultura Artística nos dias 31 de outubro e 1º de novembro.
Conheça os vencedores da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo:
TROFÉU BANDEIRA PAULISTA 2025 | JÚRI OFICIAL
MELHOR FILME | PRÊMIO DO JÚRI The President’s Cake (Mamlaket Al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque/EUA/Catar)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI DJ Ahmet, de Georgi Unkovski (Macedônia/República Tcheca/Sérvia/Croácia)
PRÊMIO DO JÚRI | MENÇÃO HONROSA A Luta (La Lucha), de José Alayón (Espanha/Colômbia)
MELHOR ATUAÇÃO Doha Ramadan, por Feliz Aniversário (Eid Milad Saeed)
PRÊMIO DO PÚBLICO
MELHOR FICÇÃO BRASILEIRA Criadas, de Carol Rodrigues
MELHOR DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO Cadernos Negros, de Joel Zito Araújo
MELHOR FICÇÃO INTERNACIONAL Palestina 36 (Filastin 36), de Annemarie Jacir (Palestina/Reino Unido/França/Dinamarca/Noruega/Catar/Arábia Saudita/Jordânia)
MELHOR DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL Yanuni, de Richard Ladkani (Áustria/Brasil/EUA/Canadá/Alemanha)
OUTROS PRÊMIOS
PRÊMIO ABRACCINE | MELHOR FILME BRASILEIRO O Pai e o Pajé, de Iawarete Kaiabi; codirigido por Felipe Tomazelli e Luís Villaça
PRÊMIO DA CRÍTICA Melhor Filme Brasileiro: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (Brasil/Chile) Melhor Filme Internacional: A Sombra do Meu Pai (My Father’s Shadow), de Akinola Davies Jr. (Reino Unido/Nigéria)
PRÊMIO NETFLIX Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar (Brasil)
PRÊMIO PROJETO PARADISO Coração das Trevas, de Rogério Nunes (Brasil/França)
PRÊMIO BRADA | MELHOR DIREÇÃO DE ARTE A Sombra do Meu Pai, por Jennifer Anti e Pablo Anti
PRÊMIO PRISMA QUEER Melhor Filme Internacional: Queerpanorama, de Jun Li (EUA/Hong Kong/China) Melhor Filme Brasileiro: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo Prêmio Especial do Júri: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (Brasil/Portugal)
PRÊMIO HUMANIDADE Euzhan Palcy Jafar Panahi Jean-Pierre e Luc Dardenne
PRÊMIO LEON CAKOFF Charlie Kaufman Mauricio de Sousa
Cena do longa Galinha, de György Pálfi: destaque na repescagem
A 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo realizará sessões extras de 53 títulos exibidos ao longo do evento. A programação da repescagem começa nesta sexta-feira, 31/10, e segue até a próxima quarta-feira, 05/11, no CineSesc e no Cine Satyros Bijou; o Cultura Artística abrigará exibições em dois dias: 31 de outubro e 1º de novembro.
Na seleção, vale destacar longas exibidos e premiados em festivais internacionais, como: A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr., que recebeuMenção Especial no prêmio Caméra d’Or, em Cannes; DJ Ahmet, de Georgi M. Unkovski, vencedor do Prêmio do Público e do Prêmio Especial do Júri da seção World Cinema Dramatic do Festival de Sundance; Galinha, de György Pálfi, que recebeuMenção Especial no Festival de Toronto; The President’s Cake, de Mamlaket Al-Qasab, ganhador do prêmio Caméra d’Or para melhor filme de cineasta estreante no Festival de Cannes e também consagrado na Quinzena de Cineastas; entre muitos outros.
Os ingressos estarão disponíveis para compra na bilheteria dos cinemas no dia da sessão de cada filme. As credenciais seguem válidas para a repescagem com trocas de ingressos diretamente pelo aplicativo da Mostra.
Conheça os filmes selecionados para a repescagem da 49ª Mostra de São Paulo:
CINE SATYROS BIJOU
31/10 (sexta-feira) 16h: The Bewilderment of Chile, de Lucía Seles (Argentina) 18h20: Tônica Dominante, de Lina Chamie (Brasil) 20h: Sholay, de Ramesh Sippy (Índia)
01/11 (sábado) 16h: Interior. Apartamento – Dia (Interior. Apartamento – Día), de Israel Cárdenas e Laura Amelia Guzmán (República Dominicana) 17h50: Sermão para o Abismo (Boşluğa Xütbə), de Hilal Baydarov (Azerbaijão/México/Turquia) 20h: Diversidade Primitiva (Primitive Diversity), de Alexander Kluge (Alemanha) 21h40: Coração das Trevas, de Rogério Nunes (Brasil/França)
02/11 (domingo) 16h: R. Roussil: A Liberdade da Imaginação (R. Roussil, Le Cul par Terre), de Maxime-Claude L’Écuyer (Canadá) 17h30: E Mais Alguém (En Iemand Anders), de Vincent Tilanus (Holanda) 19h15: Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral (Brasil) 21h30: Spirit World: Uma Jornada Espiritual (Yokai Le Monde des Esprits), de Eric Khoo (França/Japão/Singapura)
03/11 (segunda-feira) 16h: Serendipidade à Beira-Mar (Umibe e Iku Michi), de Satoko Yokohama (Japão) 18h40: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (Brasil/Portugal) 20h20: Subsolo (Subsuelo), de Fernando Franco (Espanha/Uruguai)
04/11 (terça-feira) 16h: Riverstone, de Lalith Rathnayake (Sri Lanka) 18h15: Feliz Aniversário (Eid Milad Saeed), de Sarah Goher (Egito) 20h05: A Incrível Mulher das Neves (L’Incroyable Femme des Neiges), de Sébastien Betbeder (França)
05/11 (quarta-feira) 16h: Maturidade (L’âge Mûr), de Jean-Benoît Ugeux (Bélgica) 17h40: Rosemead, de Eric Lin (EUA) 19h35: O Segredo do Canto dos Pássaros (Le Secret des Mésanges), de Antoine Lanciaux (França/Bélgica) 21h10: Comandante Fritz, de Pavel Giroud (Alemanha/Espanha)
CINESESC
31/10 (sexta-feira) 15h: Wolves, de Jonas Ulrich (Suíça) 17h10: Garota de Ipanema, de Leon Hirszman (Brasil) 19h10: Quatro Meninas, de Karen Suzane (Brasil) 21h10: Militantropos, de Yelizaveta Smith, Alina Gorlova e Simon Mozgovyi (Ucrânia/Áustria/França)
01/11 (sábado) 15h: Não Sei Viver Sem Palavras, de André Brandão (Brasil) 16h50: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (Brasil/Chile) 18h50: Depois dos Oitenta (Restitucija, Ili, San i Java Stare Garde), de Želimir Žilnik (Sérvia/Eslovênia) 21h20: 100 Sunset, de Kunsang Kyirong (Canadá)
02/11 (domingo) 15h: Yanuni, de Richard Ladkani (Áustria/Brasil/EUA/Canadá/Alemanha) 17h20: A Sombra do Meu Pai (My Father’s Shadow), de Akinola Davies Jr. (Reino Unido/Nigéria) 19h20: Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar (Brasil)
03/11 (segunda-feira) 15h: A Luta (La Lucha), de José Alayón (Espanha/Colômbia) 17h: The President’s Cake (Mamlaket Al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque/EUA/Catar) 19h15: Criadas, de Carol Rodrigues (Brasil) 21h30: A Incrível Eleanor (Eleanor the Great), de Scarlett Johansson (EUA)
04/11 (terça-feira) 15h: À Paisana (Plainclothes), de Carmen Emmi (EUA) 17h15: DJ Ahmet, de Georgi Unkovski (Macedônia/República Tcheca/Sérvia/Croácia) 19h30: Cadernos Negros, de Joel Zito Araújo (Brasil) 21h15: Queerpanorama, de Jun Li (EUA/Hong Kong/China)
05/11 (quarta-feira) 15h: Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Reino Unido) 17h30: Jay Kelly, de Noah Baumbach (EUA/Reino Unido/Itália) 20h15: Palestina 36 (Filastin 36), de Annemarie Jacir (Palestina/Reino Unido/França/Dinamarca/Noruega/Catar/Arábia Saudita/Jordânia)
CULTURA ARTÍSTICA
31/10 (sexta-feira) 12h: Yunan, de Ameer Fakher Eldin (Alemanha/Canadá/Itália/Palestina/Catar/Jordânia) 14h30: Galinha (Kota), de György Pálfi (Alemanha/Grécia/Hungria) 16h40: Lurker, de Alex Russell (EUA/Itália) 18h50: Cover-Up, de Laura Poitras e Mark Obenhaus (EUA) 21h20: Queen Kelly, de Erich von Stroheim (EUA)
01/11 (sábado) 12h: Nova ’78, de Rodrigo Areias e Aaron Brookner (Reino Unido/Portugal) 13h50: Maspalomas, de Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga (Espanha) 16h10: Resurrection (Kuang Ye Shi Dai), de Bi Gan (China/França) 19h20: Nova Paisagem (Miharashi Sedai), de Yuiga Danzuka (Japão) 21h45: O Desaparecimento de Josef Mengele (Das Verschwinden des Josef Mengele), de Kirill Serebrennikov (Alemanha/França)
Silvo Silva no curta Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena
Após 11 edições celebrando o cinema nacional, a Mostra de Cinema de Gostoso inaugura em 2025 a Mostra Potiguar, uma nova janela dedicada exclusivamente à produção audiovisual do Rio Grande do Norte. A iniciativa marca um momento histórico para o evento e para o audiovisual potiguar, que vem crescendo em qualidade, diversidade e representatividade.
A Mostra Potiguar apresenta uma seleção de nove curtas-metragens realizados por cineastas do estado, revelando narrativas que transitam entre ficção, documentário e animação, com temáticas que vão da memória cultural à experimentação estética. A estreia da mostra reforça o compromisso da Mostra de Cinema de Gostoso com o fortalecimento da produção regional e com a valorização de novos talentos.
Para compor a equipe de curadoria da Mostra Potiguar, foi convidado o curador e realizador potiguar Rosy Nascimento, que se soma à equipe formada por Carine Fuiza, Eugenio Puppo, Janaína Oliveira, Mariana Souza e Matheus Sundfeld.
A criação da Mostra Potiguar é resultado do amadurecimento da cena audiovisual do Rio Grande do Norte, que vem se consolidando com produções autorais, narrativas potentes e uma crescente presença em festivais nacionais. A nova mostra é um convite para que o público mergulhe nas histórias e olhares que nascem do território potiguar e ganham força no cenário cinematográfico brasileiro.
Neste ano, além dos filmes, a Heco Produções, o CDHEC e a Mostra de Cinema de Gostoso, em parceria com a O2 Pós e o apoio da Secretaria Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte, lançam dois prêmios de finalização para longas-metragens potiguares realizados a partir da Lei Paulo Gustavo.
O Prêmio de Finalização tem como objetivo apoiar a finalização de obras audiovisuais do Rio Grande do Norte, contribuindo para o fortalecimento da produção cinematográfica potiguar e para a difusão de novas narrativas e olhares no cinema brasileiro. A convocatória já está aberta: clique aqui e saiba mais.
A Mostra de Cinema de Gostoso, que realizará sua 12ª edição entre os dias 20 e 24 de novembro, se consolidou como um evento único em todo o Brasil, ao promover a exibição de filmes a céu aberto em uma sala de cinema montada na paradisíaca Praia do Maceió em São Miguel do Gostoso, litoral potiguar, com uma programação totalmente gratuita, aliando conforto e alta qualidade de projeção.
Conheça os filmes selecionados para a Mostra Potiguar da 12ª Mostra de Cinema de Gostoso:
A Maré, de Jair Libanio As Dançadeiras de São Gonçalo, de Jorge Andrade Carnavaleska, de Hannah Carneiro e Cauã Brilhante Entre o Céu e o Mar, de Lindenberg Oliveira e Vanda Mafra Medo de Cachorro, de Italo Tapajós O Nó do Diabo, de Igor Bezerra Passagem Única, de Raquel de Queiroz Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena Trajeto do Desmoronamento, de Helena Antunes
Lee Byung-hun em No Other Choice, de Park Chan-wook
O Janela Internacional de Cinema do Recife chega à sua 16ª edição, entre os dias 1º e 5 de novembro, ocupando três dos mais emblemáticos espaços de exibição da capital pernambucana: o Cinema São Luiz, o Cinema do Parque e o Cinema da Fundação.
Reconhecido como um dos festivais mais importantes do país, o Janela reafirma em 2025 sua vocação de reunir o melhor da produção contemporânea e revisitar obras fundamentais da história do cinema. Entre longas inéditos, clássicos restaurados e curtas-metragens, a programação abrange o cinema internacional, brasileiro e pernambucano em sessões distribuídas pelas três salas do circuito do festival.
Entre os destaques internacionais desta edição estão: Sirât, de Oliver Laxe, e O Som da Queda, de Mascha Schilinski, vencedores do Prêmio do Júri no Festival de Cannes deste ano; No Other Choice, de Park Chan-wook, premiado no Festival de Toronto e exibido em Veneza; Valor Sentimental, de Joachim Trier, que recebeu o Grand Prix em Cannes; Palestina 36, de Annemarie Jacir, representante da Palestina no Oscar 2026; Kontinental ’25, do cineasta romeno Radu Jude, vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Berlim; Alpha, de Julia Ducournau, exibido em Cannes; Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano; A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr, que recebeu Menção Especial no prêmio Caméra d’Or, em Cannes; o documentário With Hasan in Gaza, de Kamal Aljafari, premiado no Festival de Locarno; entre outros.
Além das estreias internacionais, o festival dedica uma mostra especial aos filmes recém digitalizados de Jomard Muniz de Britto, em parceria com o Cinelimite, revisitando uma parte essencial da obra de um dos cineastas mais inventivos do Recife. A programação inclui ainda a exibição do clássico recém-restaurado São Paulo, Sociedade Anônima (1965), de Sérgio Person, com apresentação do cineasta Kleber Mendonça Filho e debate com a filha do diretor, Marina Person.
Gero Camilo no longa brasileiro Papagaios, de Douglas Soares
A programação contará também com longas brasileiros, como: Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva, exibido na 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes; Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Brasília; Papagaios, de Douglas Soares, que levou quatro kikitos no Festival de Gramado, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular e melhor ator para Gero Camilo; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, exibido no Festival de San Sebastián; Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley, exibido na mostra Cannes Classics; e Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, de Tainá de Luccas e Marco Altebrg.
A seleção também exibirá curtas-metragens, entre eles: O Faz-Tudo, de Fábio Leal; Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique; O Mapa Onde Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.; e Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento.
“A edição de 2025 do Janela será mais curta em duração, mas, reconhecendo a relevância do festival para o Recife e para a cena brasileira, fizemos questão de reunir alguns dos títulos mais expressivos do circuito internacional deste ano, combinando obras de grandes autores sem abrir mão de algumas apostas. Incluímos também uma seleção da recente produção de longas brasileiros e um conjunto de curtas que antecedem as sessões principais. Vale destacar ainda a primeira exibição pública de uma nova série de restaurações de filmes em super 8 do cineasta pernambucano Jomard Muniz de Britto, reafirmando o compromisso do Janela com o cinema pernambucano, do passado ao presente”, destacou Pedro Azevedo Moreira, diretor de programação do Janela.
Além de Pedro, a curadoria do festival é formada pelos cineastas e escritores Felipe André Silva e Dodô Azevedo, pela multiartista Biarritzzz e pelo montador e crítico Montez.
Nesta edição, a identidade visual do XVI Janela, criada pela artista Clara Moreira, presta homenagem à paisagem urbana e afetiva do Recife. Inspirada nas varandas da Ponte Maurício de Nassau, uma das pontes que cruzam o Rio Capibaribe, a arte evoca a relação entre cidade e cinema, eixo simbólico que atravessa a história do festival e a própria experiência de ver filmes na capital pernambucana.
Wagner Moura em O Agente Secreto: ator brasileiro indicado
Foram anunciados nesta terça-feira, 28/10, os indicados ao 35º Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pelo Gotham Film & Media Institute, anteriormente IFP, Independent Filmmaker Project, que dá início à temporada de premiações.
Em comunicado oficial, Jeffrey Sharp, produtor cinematográfico e presidente do Gotham, disse: “Os indicados deste ano celebram um ano extraordinário de conquistas cinematográficas; um ano definido por narrativas ousadas e originais, filmes que se destacaram em festivais e cineastas cuja visão independente transcende estúdios e plataformas de streaming. Os indicados ao Gotham deste ano, e nossas homenagens, refletem os cineastas e artistas mais talentosos do ano e personificam a comunidade que define o Gotham há 35 anos”. A cerimônia de premiação desta 35ª edição acontecerá no dia 1º de dezembro, no Cipriani Wall Street, em Nova York.
Neste ano, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, lidera a lista com seis indicações, entre elas, melhor filme. O cinema brasileiro se destaca com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, indicado a melhor roteiro original e melhor ator para Wagner Moura.
Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro.
Além da lista de indicados, também foram revelados os homenageados do Gotham Awards 2025: a atriz e cantora Tessa Thompson será honrada com o Spotlight Tribute; o elenco de Pecadores receberá o Ensemble Tribute; Guillermo del Toro, Oscar Isaac e Jacob Elordi, de Frankenstein, serão homenageados com o Vanguard Tribute; e o cineasta Noah Baumbach receberá o Director Tribute.
Como a primeira grande cerimônia de premiação da temporada, o Gotham Awards reconhece e destaca filmes independentes, assim como seus roteiristas, diretores, produtores e atores. Os candidatos são selecionados por comitês de críticos de cinema, jornalistas e curadores de festivais. Júris distintos, compostos por roteiristas, diretores, atores, produtores e editores escolhem os vencedores.
Confira a lista completa com os indicados ao Gotham Awards 2025:
MELHOR FILME Bugonia, de Yorgos Lanthimos East of Wall, de Kate Beecroft Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao If I Had Legs I’d Kick You, de Mary Bronstein Lurker, de Alex Russell Sorry, Baby, de Eva Victor The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold Toque Familiar, de Sarah Friedland Train Dreams, de Clint Bentley Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson
MELHOR DIREÇÃO Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente Kelly Reichardt, por The Mastermind Mary Bronstein, por If I Had Legs I’d Kick You Oliver Laxe, por Sirât Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR DOCUMENTÁRIO 2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir BLKNWS: Terms & Conditions, de Kahlil Joseph My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev Put Your Soul on Your Hand and Walk, de Sepideh Farsi
MELHOR FILME INTERNACIONAL Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo) No Other Choice, de Park Chan‑wook (Coreia do Sul) Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França) O Som da Queda, de Mascha Schilinski (Alemanha) Resurrection, de Bi Gan (China/França)
MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO Akinola Davies Jr., por My Father’s Shadow Carson Lund, por Eephus Constance Tsang, por Blue Sun Palace Harris Dickinson, por Urchin Sarah Friedland, por Toque Familiar
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi If I Had Legs I’d Kick You, escrito por Mary Bronstein O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho O Som da Queda, escrito por Louise Peter e Mascha Schilinski Sorry, Baby, escrito por Eva Victor
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO No Other Choice, escrito por Park Chan-wook, Lee Kyoung-Mi, Jahye Lee e Don McKellar Pillion, escrito por Harry Lighton Preparation for the Next Life, escrito por Martyna Majok Train Dreams, escrito por Clint Bentley e Greg Kwedar Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR ATUAÇÃO Amanda Seyfried, por The Testament of Ann Lee Ethan Hawke, por Blue Moon Jennifer Lawrence, por Morra, Amor Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Josh O’Connor, por The Mastermind Lee Byung-hun, por No Other Choice Rose Byrne, por If I Had Legs I’d Kick You Sopé Dìrísù, por My Father’s Shadow Tessa Thompson, por Hedda Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATUAÇÃO COADJUVANTE Adam Sandler, por Jay Kelly Alexander Skarsgård, por Pillion Andrew Scott, por Blue Moon Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra Indya Moore, por Pai Mãe Irmã Irmão Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental Jacob Elordi, por Frankenstein Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra Wunmi Mosaku, por Pecadores
ATUAÇÃO REVELAÇÃO A$AP Rocky, por Luta de Classes Abou Sangaré, por A História de Souleymane Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra Sebiye Behtiyar, por Preparation for the Next Life Tonatiuh, por O Beijo da Mulher Aranha
Baneen Ahmad Nayyef em The President’s Cake, de Hasan Hadi
Foram anunciados nesta quinta-feira, 23/10, os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista da 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Durante a primeira semana de programação, foram computados os votos do público dos filmes que participam do evento.
Nesta edição, entre as 118 produções de cineastas de primeiro e segundo longa que concorreram ao prêmio, 12 filmes receberam as melhores classificações dos espectadores. As obras, que integram a Competição Novos Diretores, agora serão submetidas ao Júri Oficial, que avaliará e escolherá o grande vencedor do Troféu Bandeira Paulista, uma criação da artista plástica Tomie Ohtake, na categoria de melhor filme; os jurados também podem premiar em outras categorias.
Em 2025, o júri é formado pelo produtor sul-africano Atilla Salih Yücer, pelo produtor brasileiro Daniel Marc Dreifuss, pela cineasta portuguesa Denise Fernandes, pela realizadora colombiana Laura Mora e pelo crítico-chefe da revista Variety, o norte-americano Peter Debruge. Os vencedores serão anunciados no dia 30 de outubro durante a cerimônia de encerramento, na Sala Petrobras instalada na Cinemateca Brasileira. Vale lembrar que alguns títulos ainda podem ser vistos nos cinemas.
Conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista 2025 da Mostra de São Paulo:
Henrique Barreira e Gabriel Faryas em Ato Noturno: filme selecionado
A 33ª edição do Festival MixBrasil, um dos maiores eventos culturais LGBT+ da América Latina, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de novembro em São Paulo, acaba de divulgar a lista dos 71 filmes brasileiros selecionados entre os 542 títulos nacionais inscritos.
Com o tema A Gente Quer+, a edição de 2025 do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade irá celebrar as diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, bem como formatos e linguagens. A seleção inclui longas, médias e curtas-metragens de 18 estados. Entre os filmes da programação, oito títulos concorrem na Mostra Competitiva Brasil de Longas, 17 na Mostra Competitiva Brasil de Curtas e oito na Mostra Reframe, que este ano se torna competitiva.
O evento divulgará em breve sua programação completa que inclui cinema, música, exposições, literatura, games, festas, performances, experiências imersivas, workshops e o tradicional Show do Gongo, além dos filmes estrangeiros e da Mostra Competitiva de Inteligência Artificial.
Conheça os filmes brasileiros selecionados para o MixBrasil 2025:
COMPETITIVA BRASIL | LONGAS
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF) Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (GO) Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SE/SP) Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (RS) Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE) Ruas da Glória, de Felipe Sholl (RJ) Torniquete, de Ana Catarina Lugarini (PR) Trago Seu Amor, de Cláudia Castro (RJ)
COMPETITIVA BRASIL | CURTAS
A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE) Além da Culpa, de Israel Cordova (DF) Americana, de Agarb Braga (PA) Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) Eu Estou Aqui, de André Santos (RN) Fardado, de Dan Biurrum (BA) Feiura Comovente, de Ultra (SP) Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP/PR) Mãe, de Jöão Monteiro (RS) Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SE/SP) Meu Pedaço de Mandioca, de Raíssa Castor (PR) O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP) Peixe Morto, de João Fontenele (CE) Sandra, de Camila Márdila (SP) Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS) Vulkan, de Julia Zakia (SP)
MOSTRA REFRAME
A Artista Está Online, de Anna Talebi (SP) Arrenego, de Fernando Weller e Alan Oliveira (PE/PI) Ecologia do Naufrágio, de bruCa TeiXeira (DF) Gravidade, de Leo Tabosa (PE) Iracema, de Yuri Célico (RS) Matamortes, de Thiago Martins de Melo (MA/SP) Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda (CE) Voz Zov Vzo, de Yhuri Cruz (RJ)
MOSTRA QUEER.DOC
Bate Cabelo!, de Luís Knihs (SP) Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ) Desejo de Viver (Mutatis Mutandis), de Giorgia Narciso (SP) Drags, um Super Filme, de Luciano Oreggia (SP) Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)
CURTAS MIXBRASIL
2 de Copas, de Ana Squilanti (SP) Agapornis, de Gustavo Vinagre (SP) Ana Sofia, de Beto Besant e Mayara Magri (SP) Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui (PE) Carlinha e André, de Ricky Mastro (SP) Cissa Tempo, de Oaj (SP) Cybersexo 19, de Chico Ludermir (PE) Du Bist So Wunderbar (Paradise Europe), de Leandro Goddinho e Paulo Menezes (Alemanha/Brasil) E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ) Entre Sinais e Marés, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski (PR) Euteamo, Euteamo, Euteamo (…), de Boy Princess (SP) Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE) Jantar pra Seis, de Isabela Lisboa (SP) Jurerê Internacional, de Luiz Fernando Marques Lubi (SP) Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC) Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE) Nesta Data Querida, de André Leão (SP) Nhandê, de Elisa Telles e Begê Muniz (AM) O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA) O Mais Profundo é a Pele: LGBT60+, de Rafael Medina (SP) Picumã, de Sladká Meduza (SP) Pocas pra Entender, de Stheffany Fernanda e Pedro Miosso (SP) Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ) Posso Te Fazer uma Pergunta?, de Antônio Cortez e Danilo Teixeira (SP) Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE) Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP) Rainha, de Raul de Lima (PA) Rainha do Carnaval, de Rodrigo Pépe (SP) Rezbotanik, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Brasil/Espanha/Portugal) Sobre Nós, de Marina Maux (RJ) Tigrezza, de Vinícius Eliziário (BA) Tudo o que Quiser, de Mariana Machado (Brasil/Bélgica) VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas (SP)
Entre os 374 títulos selecionados para a 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o audiovisual brasileiro ganha destaque com 85 títulos na programação: são obras de novos diretores, de realizadores renomados, longas-metragens restaurados, entre outros.
A Mostra Brasil, um panorama contemporâneo da produção audiovisual no país, reúne 60 longas, enquanto seis filmes fazem parte da Competição Novos Diretores: Copinha, de Joaquim Salles; Eclipse, de Djin Sganzerla; Labirinto dos Garotos Perdidos, de Matheus Marchetti; Malaika, de André Morais; Pipas, de Walter Thompson-Hernandez; e Revoada: Versão Steampunk, de Ducca Rios.
A seleção da Mostra Brasil traz também diversos títulos premiados e exibidos em importantes festivais, como: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, que levou os kikitos de melhor atriz coadjuvante para Aline Marta Maria, melhor trilha musical e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado deste ano; o gaúcho Futuro Futuro, de Davi Pretto, vencedor do Candango de melhor filme no Festival de Brasília; Cais, de Safira Moreira, consagrado no Olhar de Cinema; Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar, premiado no For Rainbow; o cearense Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, com Noá Bonoba, vencedor do Prêmio da Crítica em Brasília; Papagaios, de Douglas Soares, que rendeu o kikito de melhor ator para Gero Camilo em Gramado e outros prêmios, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular; Ruas da Glória, de Felipe Sholl, que consagrou as atuações de Alejandro Claveaux e Diva Menner no Festival do Rio.
E mais: Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, premiado no Festival do Rio e exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim; Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini, com Bella Campos e Xamã, que levou o kikito de melhor filme em Gramado e outros prêmios; Quatro Meninas, de Karen Suzane, que recebeu o Prêmio Especial do Júri em Brasília; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, exibido no Festival de San Sebastián; Eu Não Te Ouço, de Caco Ciocler, que rendeu o prêmio de melhor ator para Márcio Vito no Festival do Rio; o documentário Para Vigo Me Voy!, de Karen Harley e Lírio Ferreira, exibido em Cannes e que destaca a trajetória de Cacá Diegues; Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia, que levou o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília; entre muitos outros.
Luisa Arraes em O Homem de Ouro, de Mauro Lima
O cinema brasileiro segue na 49ª Mostra de São Paulo com outros destaques, como: 90 Decibéis, de Fellipe Barbosa, com Benedita Casé e exibido no Festival do Rio; o documentário Vou Tirar Você Desse Lugar, de Dandara Ferreira, sobre o cantor e compositor Odair José; Gravidade, de Leo Tabosa, com Clarisse Abujamra, Hermila Guedes, Danny Barbosa, Marcélia Cartaxo e Helena Ignez no elenco; Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar, protagonizado por Bruna Linzmeyer; o documentário Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, de Mini Kerti; o maranhense Terra Devastada, de Frederico Machado; Honestino, de Aurélio Michiles, com Bruno Gagliasso no papel de Honestino Guimarães; o terror Love Kills, de Luiza Shelling Tubaldini; O Homem de Ouro, de Mauro Lima, com Renato Góes, Luisa Arraes e Orã Figueiredo no elenco; Sexa, que marca a estreia de Glória Pires na direção; o documentário Ary, de André Weller, sobre Ary Barroso.
A lista brasileira também destaca outros documentários, como: A Vida de Vlado: 50 Anos do Caso Herzog, de Simão Scholz; Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins; Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel; Nada a Fazer, de Leandra Leal; Massa Funkeira, de Ana Rieper; Cadernos Negros, de Joel Zito Araújo; Milton Gonçalves, Além do Espetáculo, de Luiz Antonio Pilar; Com Causa, de Belisario Franca e Pedro Nóbrega; O Pai e o Pajé, de Iawarete Kaiabi, Felipe Tomazelli e Luís Villaça; Relâmpagos de Críticas Murmúrios de Metafísicas, de Julio Bressane e Rodrigo Lima; Amora, de Ana Petta; Na Passagem do Trópico, de Francisco Miguez; entre outros.
Entre obras clássicas, redescobertas e filmes restaurados estão títulos como: Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Garota de Ipanema, de Leon Hirszman; Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio, de Rosemberg Cariry; Tônica Dominante, de Lina Chamie; e Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral.
Bruno Gagliasso em Honestino, de Aurélio Michiles
Nomes consagrados também marcam presença com mais de uma obra em exibição, como: Flávia Castro, que apresenta As Vitrines e Cyclone; Cristiano Burlan com Nosferatu e Um Espaço que se Move; e José Eduardo Belmonte com Assalto à Brasileira, Aurora 15 e Quase Deserto.
Também fazem parte da programação as séries: Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados, de Miguel de Almeida, que mergulha na trajetória apoteótica de um dos grupos mais revolucionários da MPB; Choque de Cultura: A Série, do Canal Brasil, dirigida por Fernando Fraiha; e Lona Preta, drama de Renato Ciasca e Francisco Garcia.
Há, ainda, apresentações especiais de longas como: O Filho de Mil Homens, adaptação do best-seller homônimo do português Valter Hugo Mãe, dirigida por Daniel Rezende e protagonizada por Rodrigo Santoro, que faz sua estreia mundial na Mostra; e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, escolhido pelo Brasil para disputar uma vaga no Oscar 2026.
Já a produção brasileira inédita O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, abre a 2ª Mostrinha, seção dedicada à infância e à juventude. Títulos nacionais inéditos no país, como D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, e Aventuras de Makunáima, de Chico Faganello, também compõe a seleção.
*Clique aqui e confira a seleção brasileira completa da 49ª Mostra de São Paulo.
Hanna Heckt no alemão O Som da Queda, de Mascha Schilinski
Como de costume, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo exibirá obras que podem concorrer à estatueta dourada do Oscar em 2026. Dentro da seleção da 49ª edição, estão confirmados 15 títulos indicados pelos seus países para disputar uma vaga na premiação americana na categoria de melhor filme internacional.
Além do brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura, premiado no Festival de Cannes deste ano, a lista traz também: Foi Apenas um Acidente (Yek Tasadef Sadeh), do iraniano Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro e representante da França para o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas; o cineasta será homenageado na Mostra com o Prêmio Humanidade.
A programação conta também com o sul-coreano No Other Choice, de Park Chan-wook, exibido no Festival de Veneza e eleito o melhor filme internacional do Festival de Toronto; O Som da Queda (In die Sonne schauen), de Mascha Schilinski, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes e representante da Alemanha; o croata Fiume o Morte!, de Igor Bezinović, consagrado no Festival de Roterdã; Feliz Aniversário (Happy Birthday), de Sarah Goher, representante do Egito e grande vencedor do Festival de Tribeca; o iraquiano The President’s Cake, de Hasan Hadi, premiado na Quinzena de Cineastas em Cannes; Um Mundo Triste e Belo (A Sad and Beautiful World), de Cyril Aris, representante do Líbano, que se destacou na mostra Giornate degli Autori em Veneza; o sueco Águias da República (Eagles of the Republic), de Tarik Saleh, exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes.
Nina Ye em Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou
O representante da Palestina à uma vaga no Oscar será o filme Palestina 36, da realizadora Annemarie Jacir, que retrata vilarejos por toda a região se insurgindo contra o domínio colonial britânico na primeira metade do século 20. Já os irmãos Dardenne, homenageados nesta edição da Mostra com o Prêmio Humanidade, representam a Bélgica com Jovens Mães (Jeunes Mères), vencedor do prêmio de melhor roteiro em Cannes.
E mais: Sirât, de Oliver Laxe, filme de abertura da 49ª Mostra de São Paulo e vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, representante da Espanha; o indiano Homebound, de Neeraj Ghaywan, exibido na mostra Un Certain Regard, em Cannes; O Amor que Resta (Ástin sem eftir er), de Hlynur Pálmason, indicado pela Islândia e exibido em Cannes; e o representante de Taiwan, Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou, premiado na Semana da Crítica e que conta com Sean Baker, vencedor do Oscar por Anora, como produtor, coroteirista e montador.
A 98ª edição do Oscar, premiação anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles. A Mostra de São Paulo 2025 será realizada entre os dias 16 e 30 de outubro e contará com 18 salas em seu circuito exibidor.
Samires Costa no curta A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon
A 24ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe acontecerá entre os dias 3 e 9 de novembro em Aracaju, com o tema Amor Fati: território do querer, reunindo realizadores, público e imprensa em um grande evento.
O Curta-SE 2025, considerado o maior festival de cinema de Sergipe, contará com mostras competitivas e uma programação especial, que será divulgada em breve, com mostras temáticas, apresentações artísticas e folclóricas, mesas-redondas, rodas de conversa, debates e lançamentos de livros, reforçando o caráter plural e formativo do festival.
Neste ano, as inscrições alcançaram o recorde de mais de mil filmes; este é um quantitativo excepcional na história do festival, especialmente considerando a exigência do edital atual de que os materiais fossem enviados no formato DCP (Digital Cinema Package), padrão de exibição digital em cinemas, garantindo maior qualidade técnica e estética durante as sessões.
Após criteriosa avaliação da comissão de seleção, foram escolhidas 48 produções que irão integrar as mostras competitivas do Curta-SE 24: 20 curtas ibero-americanos, 8 curtas sergipanos, 5 longas-metragens, 4 trailers, 5 vídeos de bolso, 4 videoclipes e 3 webséries. Além da premiação e troféu para os vencedores das diversas categorias, o festival também oferecerá uma premiação especial para o melhor curta iberoamericano e sergipano através do Júri Popular.
Segundo a produtora executiva Deyse Rocha, o trabalho da curadoria reforça a pluralidade do festival: “Todas as categorias contaram com três júris. Os filmes passaram por uma comissão avaliadora que analisou os conteúdos aptos a participar do festival. Foram dias intensos, maratonando e selecionando criteriosamente os filmes para chegar a essa lista espetacular. Parabéns a todos os realizadores e envolvidos nos filmes selecionados para mais uma edição especial do Curta-SE”, celebrou.
A diretora do festival, Rosângela Rocha, destacou o papel transformador do evento: “Receber mais de mil inscrições é um marco para o Curta-SE e para o audiovisual iberoamericano. Isso demonstra a potência criativa dos realizadores e a força do cinema como ferramenta de resistência, afeto e reflexão. O Curta-SE é, antes de tudo, um espaço de encontro, diversidade e valorização da arte”, afirmou.
Realizado pela AVBR Produções, o Curta-SE tem como missão ampliar o acesso à produção audiovisual iberoamericana, promover o intercâmbio entre realizadores brasileiros e estrangeiros e estimular a formação de público para o cinema brasileiro. O festival também fomenta a acessibilidade, a economia criativa, a cultura popular e a sustentabilidade.
A 24ª edição iniciará sua programação com uma noite memorável que une arte cinematográfica e música de alta qualidade. A abertura oficial será no dia 3 de novembro, no Teatro Tobias Barreto, com a exibição do aguardado filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura. A atriz Suzy Lopes, que integra o elenco do filme, estará presente na sessão e também será a mestre de cerimônia da noite de abertura do festival.
Encerrando a noite, a cantora Alice Caymmi apresentará o espetáculo Pra minha Tia Nana, um tributo emocionante à sua tia, Nana Caymmi, ícone da música brasileira. No repertório, clássicos como Resposta ao Tempo, Só Louco, Suave Veneno e Oração ao Tempo, além dos boleros Sabe de Mim e Se Queres Saber. Alice será acompanhada pelo pianista Eduardo Farias em uma performance que promete emocionar o público ao revisitar a obra de Nana com arranjos contemporâneos e interpretações carregadas de afeto e profundidade: “A ideia é que eu me torne o elo entre a eternidade e o presente”, afirma Alice.
Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do 24º Curta-SE:
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS IBEROAMERICANOS
A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon (CE) A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) A Última Valsa, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP) Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (RJ) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) Deixa, de Mariana Jaspe (RJ) Entre o Mar e o Sertão, de Elle Moon (PE) Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP) Eu Não Sei se Vou Ter que Falar Tudo de Novo, de Vitória Fallavena e Thassilo Weber (RJ) Guarapari Revisitada, de Adriana Jacobsen (ES) Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC) Más que el Mar (Mais que o Mar), de Marindia (Uruguai) Mounir, de Javier Rúa e Xose Dopazo (Espanha) My Ray of Sunshine, de Laís Andrade (Brasil/Portugal) No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE) O que Vi, de Victor Gustavo Abreu (SP) Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP) Puzzleak, de Kote Camacho (Espanha) Soledá, de Howi Álvarez (Espanha) Yungay, de Marisa Bedoya (Espanha)
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS SERGIPANOS
Aracaju: Uma Viagem no Tempo, de Fabio Jaciuk (Aracaju) Cancioneiras: Embarcações Poéticas, de Elaine Regina Bomfim Gomes (Aracaju) Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (Poço Redondo) Donas da Cultura Popular: Madá, de Jonta Oliveira (São Cristóvão) O Armário de Gisélia, de Eudaldo Monção (São Cristóvão) Sergipe Way, de Gessica da Silva Lima (São Cristóvão) Sobre Plantas, Mãos e Fé, de Danielle Azevedo e Gabriela Alcântara (São Cristóvão) Sonata Beladona, de Antônio Rafael Gomes Maia (Aracaju)
MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE) Papagaios, de Douglas Soares (RJ) Resurrexit, de Daniel Muchiut (Espanha/Argentina) Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE) Vinchuca, de Luis Zorraquin (Argentina/Brasil)
TRAILER
Diz o Nome, de Anne Plein, Lau Graef e Mirela Kruel (RS) Nevrose, de Ana do Carmo (BA) Todo Amor do Mundo, de Caio Victor de Arruda (PE) Tramas, de Júnia Teixeira e Marcus Faria Franco (MG)
VÍDEO DE BOLSO
Desperta, de Laura Becker (RS) Encantados, de Jonas Sakamoto (MA) Entre Linhas e Lutas, de Bruna Souza (SP) Lampejo Cósmico, de Natali Brasil (SE) LGBTQ+Cuba, de Alek Lean (RJ)
VIDEOCLIPE
Amigo, Amigo, de Flaira Ferro; direção: Amandine Goisbault (PE) Cana Queimada de Desejos, de Sávio Sabiá; direção: Ricardo Sékula e Sávio Sabiá (PE) Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR) Movido à Água, de Vida Seca; direção: Ana Clara Gomes (GO)
WEBSÉRIE
Gugu Tecelã, de Dannyel Leite (SP) Privilégios, de Raíssa Venâncio (RJ) Trajetórias: Ofícios, Mulheres e Vidas, de Wagner Rodrigo da Silva (SP)
Foto: Divulgação/La Factory des Cinéastes Ceará Brasil.
Foram anunciados neste domingo, 12/10, os vencedores da 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas, que celebrou o talento e a diversidade do cinema brasileiro. Realizada pela produtora Icumam, sob direção geral de Maria Abdalla, a mostra reuniu quase 5 mil pessoas ao longo da semana, consolidando-se como um dos principais eventos audiovisuais do Centro-Oeste.
O Júri Oficial foi composto por: Melina Bomfim, Diego Paulino e Márcia Deretti na Curta Mostra Brasil; e Mariana Queen Nwabasili, Gabriela Romeu e Luciana Damasceno nas mostras Curta Mostra Goiás e Curta Mostra Origens (curtas universitários goianos). A 22ª Mostrinha contou com o Júri Popular formado por crianças do ensino básico.
Durante a manhã, o Teatro Goiânia recebeu a 22ª Mostrinha com o programa Céu das Infâncias, exibindo cinco curtas voltados ao público infantil. O evento contou com a presença dos curadores convidados Rafael de Almeida (Curta Mostra Brasil), Elinaldo Meira (Curta Mostra Origens) e Gabriela Romeu (22ª Mostrinha), que participaram de um encontro com realizadores; foram mais de duas horas de debate e troca entre criadores e público, fortalecendo o diálogo sobre produção audiovisual. À tarde, a Curta Mostra Origens exibiu mais 11 curtas universitários goianos, reafirmando o compromisso da Mostra com a valorização da produção local e acadêmica.
A noite de encerramento foi conduzida pelas apresentadoras Geórgia Cynara e Van Moraes, que anunciaram os vencedores das mostras competitivas em uma cerimônia marcada por emoção e reconhecimento.
Além das exibições, a programação da 23ª Goiânia Mostra Curtas contou com cursos, aulas e ações afirmativas que ampliaram o alcance e o impacto cultural do festival. Neste ano, a atriz paraibana Marcélia Cartaxo e o produtor cultural, cineasta, quadrinista e músico Márcio Paixão Jr. foram homenageados.
Conheça os vencedores da Goiânia Mostra Curtas 2025:
CURTA MOSTRA BRASIL
Melhor Filme: Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG) Melhor Direção: Vitória Vasconcellos, por Esconde-Esconde Prêmio Especial do Júri: Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ) Menção Honrosa: Wilson Rabelo pela atuação em Girassóis e Presépio Menção Honrosa: Eloísa Ferreira pela atuação em Maremoto Menção Honrosa: Gilson Ferreira e Durval Braga pelas atuações em O Amor Não Cabe na Sala Prêmio Seleção Especial Sesc TV: Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ)
CURTA MOSTRA GOIÁS
Melhor Filme: Canto, de Danilo Daher Melhor Direção: Gabriel Newton, por A Tela Prêmio Especial do Júri: Chica Machado: Rainha de Goyaz, de Renata Rosa Franco Menção Honrosa: A Mulher Esqueleto, de Yolanda Margarida Prêmio Cardume: Canto, de Danilo Daher
CURTA MOSTRA ORIGENS | Curtas Universitários Goianos
Melhor Filme: Depois do Amém, de Hítallo Torquato Melhor Direção: Pollyanna Marques, por Mulheres que Abrem Caminhos Prêmio Especial do Júri: Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Zulmí Nascimento Menção Honrosa: Acorda, João, de João Dorneles Menção Honrosa: Que Deus o Tenha, de Ana Sifuentes e Maria Alice Rezende
22ª MOSTRINHA
Melhor Filme | Júri Popular: Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)