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Prêmio Platino 2018: filmes brasileiros são indicados em premiação ibero-americana

por: Cinevitor

comonossosplatinosComo Nossos Pais, de Laís Bodanzky, está entre os indicados.

Foram anunciados nesta terça-feira, 13/04, os indicados ao Prêmio Platino (ou Premios Platino), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas. Em sua quinta edição, o drama chileno Uma Mulher Fantástica, dirigido por Sebastián Lelio, lidera a lista com nove indicações.

Zama, de Lucrecia Martel, uma coprodução entre o Brasil e diversos outros países, aparece indicado em oito categorias, entre elas, melhor edição e melhor direção de arte, pelas brasileiras Karen Harley e Renata Pinheiro, respectivamente; o cinema brasileiro também se destaca com: O Filme da Minha Vida, de Selton Mello, indicado a melhor trilha sonora; Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, na categoria Premio Platino al Cine y Educación en Valores; as animações História Antes de uma História e Lino – Uma Aventura de Sete Vidas; e Julio Andrade concorre a melhor ator pelo seriado 1 Contra Todos.

Os vencedores serão anunciados no dia 29/04, em Riviera Maya, no México, em cerimônia apresentada pelo ator mexicano Eugenio Derbez.

Conheça os indicados ao Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano 2018:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO:
A Cordilheira (Argentina/Espanha)
A Livraria (Espanha)
Últimos Dias em Havana (Cuba/Espanha)
Uma Mulher Fantástica (Chile/Espanha)
Zama (Argentina/Brasil/Espanha/México/Portugal)

MELHOR DIREÇÃO:
Álex de la Iglesia, por Perfectos Desconocidos
Fernando Pérez, por Últimos Dias em Havana
Isabel Coixet, por A Livraria
Lucrecia Martel, por Zama
Sebastián Lelio, por Uma Mulher Fantástica

MELHOR ROTEIRO:
A Livraria, escrito por Isabel Coixet
Últimos Dias em Havana, escrito por Fernando Pérez e Abel Rodríguez
Uma Mulher Fantástica, escrito por Sebastián Lelio e Gonzalo Maza
Verão 1993, escrito por Carla Simón
Zama, escrito por Lucrecia Martel

MELHOR ATRIZ:
Antonia Zegers, por Los Perros
Daniela Vega, por Uma Mulher Fantástica
Emma Suárez, por As Filhas de Abril
Maribel Verdú, por Abracadabra
Sofía Gala, por Alanis

MELHOR ATOR:
Alfredo Castro, por Los Perros
Daniel Giménez Cacho, por Zama
Javier Bardem, por Amando Pablo
Javier Gutiérrez, por El Autor
Jorge Martínez, por Últimos Dias em Havana

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A Cordilheira, por Alberto Iglesias
A Livraria, por Alfonso de Vilallonga
El Techo, por Juan Antonio Leyva e Magda Rosa Galbán
Los Buscadores, por Derlis A. González
O Filme da Minha Vida, por Plínio Profeta

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas (Espanha)
Deep (Espanha)
El libro de Lila (Colômbia/Uruguai)
História Antes de uma História (Brasil)
Lino – Uma Aventura de Sete Vidas (Brasil)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Dancing Beethoven (Espanha)
Exercícios de Memória (Paraguai/Argentina)
Los Niños (Chile)
Muitos Filhos, um Macaco e um Castelo (Espanha)
O Pacto de Adriana (Chile)

MELHOR PRIMEIRO FILME IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO:
A Defesa do Dragão, de Natalia Santa (Colômbia)
A Noiva do Deserto, de Cecilia Atán e Valeria Pivato (Argentina/Chile)
El Techo, de Patricia Ramos (Nicarágua/Cuba)
La llamada, de Javier Ambrossi e Javier Calvo (Espanha)
Mala Junta, de Claudia Huaiquimilla (Chile)
Verão 1993, de Carla Simón (Espanha)

MELHOR EDIÇÃO:
La Mujer del Animal, por Etienne Boussac
Últimos Dias em Havana, por Rodolfo Barros
Uma Mulher Fantástica, por Soledad Salfate
Verão 1993, por Didac Palou e Ana Pfaff
Zama, por Karen Harley e Miguel Schverdfinger

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
A Cordilheira, por Sebastián Orgambide e Micaela Saiegh
Handia, por Mikel Serrano
Uma Mulher Fantástica, por Estefania Larrain
Verão 1993, por Mónica Bernuy
Zama, por Renata Pinheiro

MELHOR FOTOGRAFIA:
A Cordilheira, por Javier Julia
Últimos Dias em Havana, por Raúl Pérez Ureta
Uma Mulher Fantástica, por Benjamín Echazarreta
Verão 1993, por Santiago Racaj
Zama, por Rui Poças

MELHOR SOM:
O Bar, por Sergio Bürmann, David Rodríguez e Nicolas de Poulpiquet
Últimos Dias em Havana, por Sheyla Pool
Uma Mulher Fantástica, por Tina Laschke
Verónica, por Aitor Berenguer, Gabriel Gutiérrez e Nicolas de Poulpiquet
Zama, por Guido Berenblum

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES:
Como Nossos Pais (Brasil)
Handia (Espanha)
La Mujer del Animal (Colômbia)
Mala Junta (Chile)
Uma Mulher Fantástica (Chile/Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
As Telefonistas (Espanha)
El Maestro (Argentina)
El Ministerio del Tiempo (Espanha)
Un gallo para Esculapio (Argentina)
Velvet Colección (Espanha)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Asier Etxeandia, por Velvet Colección
Julio Andrade, por 1 Contra Todos
Julio Chávez, por El Maestro
Luis Brandoni, por Un gallo para Esculapio
Peter Lanzani, por Un gallo para Esculapio

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Aura Garrido, por El Ministerio del Tiempo
Blanca Suárez, por As Telefonistas
Giannina Fruttero, por Ramona
Kate del Castillo, por Ingobernable
Marta Hazas, por Velvet Colección

Foto: Priscila Prade.

Festival de Cinema de Gramado 2018: inscrições abertas para as mostras competitivas

por: Cinevitor

gramado46inscricaoKikito: estatueta cobiçada no evento.

A 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 17 e 25 de agosto, já está com as inscrições abertas para as mostras competitivas. O prazo final para a submissão de filmes nas 12 categorias de longas-metragens brasileiros, 6 de longas-metragens estrangeiros e 10 de curtas brasileiros é 22 de abril. No site oficial do evento serrano, estão disponíveis a ficha de inscrição e o regulamento de cada mostra para consulta.

Ao longo de 45 anos, já foram distribuídos mais de mil kikitos entre os vencedores do Festival de Cinema de Gramado e os consagrados da próxima edição recebem, além da estatueta, uma premiação em dinheiro, conforme regulamento.

Já promovendo as suas ações de divulgação no meio cinematográfico e de festivais, Gramado marcou presença na 21ª edição do Festival Internacional de Cinema de Punta Del Este, no Uruguai. O curador Marcos Santuario e a coordenadora de comunicação Vera Carneiro estiveram presente no evento para acompanhar de perto as movimentações do mercado, divulgando a abertura das inscrições e realizando intercâmbio com diferentes realizadores e comunicadores da América Latina presentes no evento.

No ano passado, o filme Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, se consagrou como o grande vencedor da 45ª edição com seis kikitos, entre eles o de melhor longa brasileiro. Dira Paes, Soledad Villamil, Antonio Pitanga e Otto Guerra foram os homenageados da última edição.

Clique aqui e confira os melhores momentos da nossa cobertura do Festival de Gramado 2017.

Foto: Diego Vara.

Teaser trailer de O Retorno de Mary Poppins, com Emily Blunt, é divulgado

por: Cinevitor

teasermary1Protagonista: Emily Blunt interpreta personagem icônica.

Dirigido por Rob Marshall, de Chicago, Memórias de uma Gueixa e Caminhos da Floresta, O Retorno de Mary Poppins conta com Emily Blunt como a babá praticamente perfeita com habilidades mágicas singulares que pode transformar uma tarefa rotineira em uma aventura fantástica e inesquecível.

Nesta sequência inédita, que celebra o espírito do original, Mary Poppins está de volta para ajudar a próxima geração da família Banks a encontrar a alegria e a magia que estão faltando em suas vidas após passarem por uma perda pessoal. A babá enigmática tem a companhia de seu amigo Jack, interpretado por Lin-Manuel Miranda, um acendedor de lampiões otimista que ajuda a trazer luz e vida às ruas de Londres.

Com roteiro de David Magee, de Em Busca da Terra do Nunca e As Aventuras de Pi, o longa é baseado em The Mary Poppins Stories, de P. L. Travers, que apresentou ao mundo a babá pragmática pela primeira vez em seu livro para crianças, de 1934. Entretanto, as aventuras subsequentes de Mary Poppins permaneceram somente nas páginas dos outros sete livros de P. L. Travers, até agora. O Retorno de Mary Poppins foi extraído da riqueza do material desses livros adicionais.

O elenco conta também com Ben Whishaw, como Michael Banks; Emily Mortimer, como Jane Banks; Julie Walters, como Ellen, a governanta da família Banks; Colin Firth, como William Weatherall Wilkins do Banco Fidelity Fiduciary; e Meryl Streep, como Topsy, a prima excêntrica de Mary. O longa também apresenta três novas crianças da família Banks interpretadas por Pixie Davies, Nathanael Saleh e o novato Joel Dawson. Além disso, Angela Lansbury interpreta a Moça dos Balões, personagem estimada dos livros de P. L. Travers e Dick Van Dyke é Mr. Dawes Jr., o presidente aposentado do banco que agora é presidido pelo personagem de Firth.

O filme se passa da década de 1930, em Londres, na época da depressão, 24 anos após a época de Mary Poppins, o filme original. Michael Banks trabalha para o banco que empregou seu pai e ainda reside na 17 Cherry Tree Lane com seus três filhos, Annabel, Georgie e John e a governanta Ellen. Levando adianta a tradição de sua mãe, Jane Banks faz campanha pelos direitos trabalhistas e ajuda bastante a família de Michael. Quando a família sofre uma perda pessoal, Mary Poppins magicamente retorna às suas vidas e com a ajuda de Jack, traz alegria e magia de volta a sua casa.

Em 1964, Mary Poppins, dirigido por Robert Stevenson e protagonizado por Julie Andrews e Dick Van Dyke, foi lançado nos cinemas e fez sucesso com o público. O longa foi premiado com cinco estatuetas douradas no Oscar, em 1965: melhor atriz, edição, efeitos visuais, canção original e trilha sonora. Além disso, foi indicado em outras oito categorias: melhor filme, direção, roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, figurino, som e trilha sonora adaptada.

Confira o primeiro teaser trailer de O Retorno de Mary Poppins, que será lançado nos cinemas brasileiros no dia 20 de dezembro:

Foto: Divulgação/Disney.

Oscar 2018: conheça os vencedores e confira os melhores momentos da premiação

por: Cinevitor

deltorovence1Guillermo del Toro comemora com sua equipe o prêmio de melhor filme para A Forma da Água.

Foram anunciados neste domingo, 04/03, em cerimônia apresentada pelo comediante Jimmy Kimmel, os vencedores da 90ª edição do Oscar. A Forma da Água, de Guillermo del Toro, que liderava a lista com treze indicações, levou quatro estatuetas douradas no prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, entre elas, a de melhor filme.

Ainda emocionado por ter ganhado o Oscar de melhor direção, Guillermo del Toro, terceiro mexicano a levar essa estatueta, voltou ao palco com sua equipe para receber o prêmio mais esperado da noite, apresentado por Warren Beatty e Faye Dunaway, que no ano passado, por conta de uma confusão entre os envelopes, acabaram divulgando erroneamente o vencedor nesta mesma categoria: “Quero dedicar esse prêmio a todos os jovens cineastas, essa juventude que está nos mostrando como as coisas são feitas em todos os países do mundo. Quando criança, eu ficava assistindo muitos filmes e nunca imaginei que isso poderia acontecer”, disse.

Sem muitas surpresas entre os premiados, esta edição ficou marcada por discursos inspiradores e empoderados sobre diversidade. Ainda no começo, o apresentador Jimmy Kimmel destacou a presença de Rachel Morrison, de Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi, entre os indicados, sendo a primeira mulher a concorrer na categoria de melhor fotografia, e discursou: “Apenas 11% dos filmes são dirigidos por mulheres. O mundo está nos observando e precisamos ser um exemplo”.

As atrizes Ashley Judd, Salma Hayek e Annabella Sciorra apresentaram um vídeo sobre a campanha TIME’S UP, organizada por importantes mulheres da indústria do entretenimento, com a intenção de lutar contra qualquer tipo de abuso e também para abrir um diálogo ainda maior sobre desigualdade de gênero, leis trabalhistas, racismo, falta de representatividade, desigualdade sistêmica, políticas corporativas, entre outros. O discurso dizia: “Este ano, muitas falaram suas verdades e a jornada pela frente é longa, mas lentamente, surgiu um novo caminho. As mudanças que estamos testemunhando estão sendo conduzidas pelo poderoso som de novas vozes, de vozes diferentes, das nossas vozes, juntando-se em um poderoso coro que finalmente diz TIME’S UP. Então, saudamos aqueles espíritos imparáveis que romperam a percepção tendenciosa contra seu gênero, sua raça e sua etnia para contar suas histórias”.

vencedores18oscarSam Rockwell, Frances McDormand, Allison Janney e Gary Oldman: atuações premiadas.

Além disso, Frances McDormand, premiada com o Oscar de melhor atriz por Três Anúncios Para um Crime, protagonizou um momento histórico com seu discurso: “Gostaria de ter a honra de ter todas as mulheres indicadas em todas as categorias de pé comigo neste teatro: as atrizes, as cineastas, as produtoras, as roteiristas, as diretoras de fotografia, as compositoras, as figurinistas. Olhem ao redor. Todas nós temos histórias para contar e projetos para serem financiados. Não fale conosco sobre isso, hoje, nas festas. Nos convide para o seu escritório em alguns dias ou vocês podem vir nos nossos, que contaremos tudo sobre essas histórias. Eu tenho duas palavras para deixar com vocês esta noite: inclusion rider [que significa uma cláusula na qual os artistas podem inserir em seus contratos exigindo que as produções tenham diversidade de gênero e raça]”.

Em um palco iluminado com um design de mais de 45 milhões de cristais Swarovski, clipes emocionantes relembraram a história do Oscar e de seus premiados. Também não faltaram piadas sobre Donald Trump e Harvey Weinstein, além de brincadeiras com a plateia e um momento descontraído que aconteceu fora do Dolby Theatre: o apresentador Jimmy Kimmel levou um grupo de celebridades, formado por Margot Robbie, Mark Hamill, Emily Blunt, Guillermo del Toro, Armie Hammer, Lupita Nyong’o, Ansel Elgort e Gal Gadot, para um cinema ao lado do teatro, onde apareceram de surpresa para o público e distribuíram quitutes. Depois desse momento, Jimmy escolheu uma pessoa aleatória para chamar as próximas apresentadoras: Maya Rudolph e Tiffany Haddish; bem humoradas, entraram com os sapatos nas mãos e relembraram a importante questão sobre #OscarsSoWhite, que marcou a premiação, em 2016, por cobrar a inclusão de pessoas negras tanto na cerimônia, como na indústria: “Alguns anos atrás, disseram que o Oscar era branco demais e houve um progresso”, disse Maya.

Elas anunciaram os vencedores nas categorias de curta-metragem de ficção e documentário. Rachel Shenton, atriz e roteirista do curta vencedor The Silent Child, emocionou a plateia ao fazer seu discurso de agradecimento utilizando a linguagem de sinais, cumprindo uma promessa feita à protagonista do filme que é muda.

fantasticaoscarA equipe de Uma Mulher Fantástica no palco: melhor filme estrangeiro.

Protagonizado por Daniela Vega, cantora e atriz transexual que anunciou a apresentação de Sufjan Stevens, Uma Mulher Fantástica, do cineasta chileno Sebastián Lelio, desbancou o favorito The Square – A Arte da Discórdia, da Suécia, e levou o Oscar de melhor filme estrangeiro; o prêmio foi entregue pela atriz porto-riquenha Rita Moreno, que usou o mesmo vestido da premiação de 1962 quando venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante por Amor, Sublime Amor. Jordan Peele também foi muito aplaudido ao receber a estatueta dourada de melhor roteiro original por Corra!, seu primeiro filme: “Eu escrevi vinte vezes esse roteiro e achei que seria impossível realizar esse filme. Obrigado a todos que assistiram, que compraram ingressos e que indicaram para alguém”.

A cerimônia também contou com a presença de Sandra Bullock, que apresentou a categoria de melhor fotografia. O prêmio foi entregue para Roger Deakins, de Blade Runner 2049, que, depois de 14 indicações, finalmente recebeu sua estatueta dourada. A atriz Jennifer Garner subiu ao palco para anunciar o momento in memoriam, que contou com a apresentação do cantor Eddie Vedder, da banda Pearl Jam, que cantou Room at the Top, de Tom Petty. Além disso, a atriz veterana Eva Marie Saint, apresentou a categoria de melhor figurino e relembrou os trajes em que usou em Sindicato de Ladrões, filme de Elia Kazan, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 1955, e Intriga Internacional, de Alfred Hitchcock, em 1959. Ela também homenageou a figurinista Edith Head, vencedora de oito estatuetas, e aos 93 anos, brincou com sua idade: “Sou mais velha que a Academia”.

jordanvenceoscarJordan Peele: o primeiro negro a receber o Oscar de melhor roteiro original.

O drama Me Chame Pelo Seu Nome, dirigido pelo italiano Luca Guadagnino e produzido pelos brasileiros Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant’Anna, da RT Features, estava indicado em quatro categorias e levou o prêmio de melhor roteiro adaptado; o Brasil também aparecia na categoria de melhor animação com O Touro Ferdinando, dirigido pelo carioca Carlos Saldanha, mas perdeu para Viva – A Vida é uma Festa.

Confira a lista completa com os vencedores do Oscar 2018:

MELHOR FILME:
A Forma da Água

MELHOR DIREÇÃO:
Guillermo del Toro, por A Forma da Água

MELHOR ATRIZ:
Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Allison Janney, por Eu, Tonya

MELHOR ATOR:
Gary Oldman, por O Destino de uma Nação

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Corra!, escrito por Jordan Peele

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Me Chame Pelo Seu Nome, escrito por James Ivory

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)

MELHOR ANIMAÇÃO:
Viva – A Vida é uma Festa

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Ícaro, de Bryan Fogel

MELHOR FOTOGRAFIA:
Blade Runner 2049, por Roger Deakins

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
A Forma da Água, por Paul D. Austerberry, Shane Vieau e Jeffrey A. Melvin

MELHOR FIGURINO:
Trama Fantasma, por Mark Bridges

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO:
O Destino de uma Nação, por Kazuhiro Tsuji, David Malinowski e Lucy Sibbick

MELHOR EDIÇÃO:
Dunkirk, por Lee Smith

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A Forma da Água, por Alexandre Desplat

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
Remember Me, interpretada por Miguel (Viva – A Vida é uma Festa)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM:
Dunkirk, por Richard King e Alex Gibson

MELHOR MIXAGEM DE SOM:
Dunkirk, por Gregg Landaker, Gary Rizzo e Mark Weingarten

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
Blade Runner 2049, por John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover

MELHOR CURTA-METRAGEM:
The Silent Child, de Chris Overton

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Heaven Is a Traffic Jam on the 405, de Frank Stiefel

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Dear Basketball, de Glen Keane

*Clique aqui e confira nosso Especial Oscar 2018 com nove programas sobre os indicados a melhor filme e com participações de dezoito convidados.

Fotos: Kevin Winter e Alberto E. Rodriguez.

Morre, aos 95 anos, a atriz Tônia Carrero

por: Cinevitor

morretoniacarrero2Diva e talento reconhecido: no auge da Companhia Cinematográfica Vera Cruz.

Morreu na noite deste sábado, 03/03, aos 95 anos, a atriz Tônia Carrero, uma das artistas mais consagradas do Brasil. Segundo informações de familiares, divulgadas pela GloboNews, ela foi internada na sexta-feira, em uma clínica no Rio de Janeiro, para realizar uma cirurgia simples. Durante o procedimento, sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

Nascida no dia 23 de agosto de 1922 como Maria Antonietta Portocarrero Thedim, começou sua carreira artística no final da década de 1940, quando foi morar em Paris com o marido Carlos Arthur Thiré, com quem teve um filho, o ator e diretor Cecil Thiré. Até então, era formada em Educação Física, porém, na capital francesa, estudou com o ator Jean-Louis Barrault e, de volta ao Brasil, fez sua estreia nas telonas em uma participação no filme Querida Suzana, de Alberto Pieralisi, em 1947.

Tônia Carrero foi um dos maiores nomes da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, estúdio brasileiro localizado em São Bernardo do Campo, responsável por diversas produções na década de 1950. Nas telonas, atuou em diversos filmes, como: Caminhos do Sul (1949), Quando a Noite Acaba (1950) e Appassionata (1952), de Fernando de Barros; Tico-Tico no Fubá, de Adolfo Celi (1952); É Proibido Beijar, de Ugo Lombardi (1954); Mãos Sangrentas (1955) e Esse Rio Que Eu Amo (1962), de Carlos Hugo Christensen; Alias Gardelito, de Lautaro Murúa (1961); Sócio de Alcova, de George Cahan (1962); Copacabana Palace, de Steno (1962); Tempo de Violência, de Hugo Kusnet (1969); Gordos e Magros, de Mário Carneiro (1976); Sonhos de Menina Moça, de Tereza Trautman (1988); A Bela Palomera, de Ruy Guerra (1988); Fogo e Paixão, de Marcio Kogan e Isay Weinfeld (1988); O Gato de Botas Extraterrestre, de Wilson Rodrigues (1990); Vinicius, de Miguel Faria Jr. (2005); e Chega de Saudade, de Laís Bodanzky (2007).

toniamorte3A atriz, em 2007, nos bastidores de Chega de Saudade, filme de Laís Bodanzky.

Além do cinema, fez muito sucesso no teatro. Sua estreia nos palcos foi em 1949, na peça Um Deus Dormiu Lá em Casa, onde atuou ao lado de Paulo Autran, que acabou se tornando seu grande amigo, colega de trabalho e sócio na Companhia Tônia-Celi-Autran, junto com o italiano Adolfo Celi.

Na TV, foram diversos trabalhos, entre eles: Pigmalião 70, O Cafona, Água Viva, Louco Amor, Sassaricando, Sangue do Meu Sangue, Esplendor e Senhora do Destino, sua última novela, em 2004.

Em 1981, recebeu o Troféu Imprensa e foi premiada pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes, por sua atuação na novela Água Viva; em 2008, foi homenageada no Prêmio Shell de Teatro; e em 2009, levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante por Chega de Saudade no Festival Internacional de Cinema de Cartagena.

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2018

por: Cinevitor

timovencespiritTimothée Chalamet levou o prêmio de melhor ator por Me Chame Pelo Seu Nome.

Foram anunciados neste sábado, 03/03, em cerimônia apresentada pelos comediantes John Mulaney e Nick Kroll, os vencedores do Independent Spirit Awards 2018, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano.

Nesta 33ª edição, a cineasta chinesa Chloé Zhao recebeu o Bonnie Award, prêmio que reconhece diretoras com um trabalho extraordinário que demonstram uma visão singular e uma abordagem inovadora em seus filmes. Entregue pela primeira vez este ano, o nome é inspirado em Bonnie Tiburzi Caputo, a primeira mulher a pilotar um avião de uma grande companhia aérea dos Estados Unidos.

Além disso, três filmes produzidos pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, concorriam ao Spirit Awards, sendo a única produtora no mundo a ter três longas disputando troféus na premiação: A Ciambra, de Jonas Carpignano; Patti Cake$, de Geremy Jasper; e Me Chame Pelo Seu Nome, que liderava com seis indicações. Vale lembrar que um dos requisitos para ser indicado é que o filme tenha custado menos de 20 milhões de dólares.

Nos últimos quatro anos, os vencedores do Spirit Awards na categoria de melhor filme também levaram o prêmio principal no Oscar: 12 Anos de Escravidão, em 2014; Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), em 2015; Spotlight: Segredos Revelados, em 2016; e Moonlight: Sob a Luz do Luar, no ano passado.

Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2018, conhecido como o Oscar do cinema independente:

MELHOR FILME:
Corra!, de Jordan Peele

MELHOR DIREÇÃO:
Jordan Peele, por Corra!

MELHOR ROTEIRO:
Lady Bird – A Hora de Voar, escrito por Greta Gerwig

MELHOR PRIMEIRO FILME:
Ingrid Goes West, de Matt Spicer

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO:
Doentes de Amor, escrito por Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani

MELHOR ATOR:
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR ATRIZ:
Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Allison Janney, por Eu, Tonya

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Visages, Villages, de Agnès Varda e JR

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)

MELHOR FOTOGRAFIA:
Me Chame Pelo Seu Nome, por Sayombhu Mukdeeprom

MELHOR EDIÇÃO:
Eu, Tonya, por Tatiana S. Riegel

PRÊMIO JOHN CASSAVETES:
Life & Nothing More, de Antonio Méndez Esparza

BONNIE AWARD:
Chloé Zhao

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO:
Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi

Foto: Tommaso Boddi.

Conheça os vencedores do 38º Framboesa de Ouro, prêmio que elege os piores do cinema

por: Cinevitor

tomframboesa18Tom Cruise: prêmio de pior ator por A Múmia.

Foram anunciados neste sábado, 03/03, os vencedores do 38º Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte, conhecido como uma sátira ao Oscar.

Transformers: O Último Cavaleiro, dirigido por Michael Bay, que liderava a lista com nove indicações, não foi premiado; a animação Emoji: O Filme se consagrou como a grande vencedora em quatro categorias, entre elas, a de pior filme.

Como de costume, os premiados são anunciados em um vídeo realizado pelos organizadores e, nesta edição, o momento in memoriam foi bem diferente das importantes premiações. Aqui, ao invés de homenagear nomes importantes da indústria que morreram no último ano, o vídeo apresenta homens envolvidos em casos de assédio sexual e que tiveram suas carreiras abaladas, merecidamente, como: James Franco, Harvey Weinstein, Woody Allen, Kevin Spacey, Dustin Hoffman, Casey Affleck, entre outros. Clique aqui para assistir ao vídeo.

Mesmo não sendo uma premiação levada a sério, diversos artistas já foram receber seus prêmios, como: Sandra Bullock, pior atriz por Maluca Paixão; Halle Berry, pior atriz por Mulher-Gato; o cineasta Paul Verhoeven, por Showgirls; entre outros.

Confira os vencedores do 38º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME:
Emoji: O Filme

PIOR DIRETOR:
Tony Leondis, por Emoji: O Filme

PIOR ATOR:
Tom Cruise, por A Múmia

PIOR ATOR COADJUVANTE:
Mel Gibson, por Pai em Dose Dupla 2

PIOR ATRIZ:
Tyler Perry, por Boo 2! A Madea Halloween

PIOR ATRIZ COADJUVANTE:
Kim Basinger, por Cinquenta Tons Mais Escuros

PIOR ROTEIRO:
Emoji: O Filme

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA:
Cinquenta Tons Mais Escuros

PIOR COMBO EM CENA:
Qualquer dois emojis desagradáveis, em Emoji: O Filme

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do César 2018, o Oscar francês; Penélope Cruz é homenageada

por: Cinevitor

penelopecesar1Penélope Cruz, Pedro Almodóvar e Marion Cotillard no palco: homenagem.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 02/03, em cerimônia apresentada pelo comediante Manu Payet, os vencedores do prêmio César 2018, organizado pela Academia de Artes e Técnicas do Cinema (l’Académie des Arts et Techniques du Cinéma) e conhecido como o Oscar francês.

O drama 120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo, que liderava a lista com 13 indicações ao lado de Au revoir là-haut, de Albert Dupontel, ficou com o prêmio de melhor filme; Eu Não Sou Seu Negro desbancou Visages, Villages, de Agnès Varda e JR, e foi eleito o melhor documentário.

Neste ano, a atriz espanhola Penélope Cruz recebeu o César honorário (César d’Honneur) e Marion Cotillard subiu ao palco e fez uma declaração emocionante para a homenageada, que recebeu o troféu das mãos do cineasta e amigo Pedro Almodóvar, com quem trabalhou em Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe, Volver, Abraços Partidos e Os Amantes Passageiros.

Além disso, a 43ª edição do César foi dedicada à atriz francesa Jeanne Moreau, que estampa o pôster deste ano, e morreu em julho do ano passado.

Conheça os vencedores do César 2018:

MELHOR FILME:
120 Batimentos por Minuto

MELHOR DIREÇÃO:
Albert Dupontel, por Au revoir là-haut

MELHOR ATRIZ:
Jeanne Balibar, por Barbara

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Sara Giraudeau, por O Pequeno Fazendeiro

MELHOR ATOR:
Swann Arlaud, por O Pequeno Fazendeiro

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Antoine Reinartz, por 120 Batimentos por Minuto

ATRIZ REVELAÇÃO:
Camélia Jordana, por Le Brio

ATOR REVELAÇÃO:
Nahuel Pérez Biscayart, por 120 Batimentos por Minuto

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
120 Batimentos por Minuto, escrito por Robin Campillo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Au revoir là-haut, escrito por Albert Dupontel e Pierre Lemaitre

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Eu Não Sou Seu Negro, de Raoul Peck

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Sem Amor, de Andrey Zvyagintsev (Rússia/França/Alemanha/Bélgica)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
Longa-metragem:
Le grand méchant Renard et autres contes…
Curta-metragem:
Pépé le morse

MELHOR FILME DE ESTREIA:
O Pequeno Fazendeiro (Petit Paysan), de Hubert Charuel

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
120 Batimentos por Minuto, por Arnaud Rebotini

MELHOR SOM:
Barbara, por Olivier Mauvezin, Nicolas Moreau e Stéphane Thiébaut 

MELHOR FOTOGRAFIA:
Au revoir là-haut, por Vincent Mathias

MELHOR EDIÇÃO:
120 Batimentos por Minuto, por Robin Campillo

MELHOR FIGURINO:
Au revoir là-haut, por Mimi Lempicka

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
Au revoir là-haut, por Pierre Queffelean

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Les bigorneaux, de Alice Vial

PRÊMIO DO PÚBLICO:
Uma Agente Muito Louca (Raid dingue), de Dany Boon

CÉSAR HONORÁRIO:
Penélope Cruz

Foto: Sipa/Divulgação.

Oscar 2018: conheça os apresentadores e as performances musicais confirmadas

por: Cinevitor

emmaapresentaoscarPresença confirmada: Emma Stone, melhor atriz por La La Land: Cantando Estações.

Já está quase tudo pronto para a 90ª edição do Oscar, que acontecerá neste domingo, 04/03, no Dolby Theatre, em Hollywood. A cerimônia, que será apresentada pela segunda vez pelo ator e comediante Jimmy Kimmel, também contará com muitos convidados especiais.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, nesta semana, diversos nomes que pisarão no palco da premiação mais badalada do cinema, que será iluminado com um design de mais de 45 milhões de cristais Swarovski: Gal Gadot, Emily Blunt, Mark Hamill, Margot Robbie, Armie Hammer, Jennifer Garner, Ansel Elgort, Chadwick Boseman, Greta Gerwig, Oscar Isaac, Ashley Judd, Gina Rodriguez, Dave Chappelle, Annabella Sciorra, Maya Rudolph, Eiza González, Wes Studi, Tiffany Haddish, Tom Holland, Eugenio Derbez, Kelly Marie Tran, Kumail Nanjiani, Zendaya e Daniela Vega.

Vencedores e indicados ao Oscar em edições passadas também marcarão presença na cerimônia, como: Sandra Bullock, Jane Fonda, Jodie Foster, Jennifer Lawrence, Nicole Kidman, Matthew McConaughey, Helen Mirren, Rita Moreno, Lupita Nyong’o, Christopher Walken, Lin-Manuel Miranda, Taraji P. Henson, Salma Hayek, Eva Marie Saint, Mahershala Ali, Viola Davis, Laura Dern e Emma Stone.

A categoria de melhor canção original ganhará um destaque nesta edição, como de costume, com apresentações especiais das cinco músicas que disputam a estatueta dourada: o ator mexicano Gael García Bernal, dublador da animação Viva – A Vida é uma Festa, cantará Remember Me acompanhado pelos cantores Miguel e Natalia LaFourcade; a cantora Mary J. Blige, indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante por Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi, apresentará Mighty Rive; a performance de Stand Up For Something, do drama Marshall, contará com Common e Andra Day; a atriz Keala Settle, do musical O Rei do Show, cantará This is Me; e o cantor Sufjan Stevens apresentará Mystery of Love, de Me Chame Pelo Seu Nome.

Segundo informações divulgadas pelo site TMZ, Warren Beatty e Faye Dunaway, que no ano passado, por conta de uma confusão entre os envelopes, divulgaram erroneamente o vencedor da categoria de melhor filme, voltarão ao palco para anunciar o premiado na mesma categoria. Além disso, há rumores de que Jodie Foster e Jennifer Lawrence apresentarão a categoria de melhor atriz, já que Casey Affleck, premiado na última edição, não comparecerá ao evento por conta das acusações de abuso sexual; Helen Mirren e Jane Fonda serão as apresentadoras do Oscar de melhor ator.

Clique aqui e relembre os indicados ao Oscar 2018.

Foto: K. Winter.

Entrevista: diretores de Cartas Para um Ladrão de Livros falam sobre o protagonista Laéssio Rodrigues de Oliveira

por: Cinevitor

laessio1O protagonista Laéssio Rodrigues de Oliveira: dez anos em penitenciárias.

Dirigido por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, o documentário Cartas Para um Ladrão de Livros conta a história de Laéssio Rodrigues de Oliveira, considerado o principal ladrão de obras raras do país pelas autoridades brasileiras. Ele é acusado de furtar bibliotecas em pelo menos cinco estados, à procura de obras de elevado valor histórico, artístico e econômico: fotos da corte brasileira do século 19, passando pelos primeiros mapas do país feitos à mão e gravuras assinadas por artistas europeus, como o alemão Johann Moritz Rugendas.

O documentário tem como ponto de partida as correspondências trocadas entre um dos diretores do filme e o próprio Laéssio, nos períodos em que ele estava preso. Ao todo, Laéssio já passou mais de dez anos detido em penitenciárias de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde se encontra atualmente recolhido.

Resultado de um projeto de cinco anos, o longa-metragem, exibido no Festival do Rio do ano passado e na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, traça um perfil da polêmica figura de Laéssio a partir de depoimentos reveladores e levanta também um debate sobre a preservação da memória do país.

Para falar mais sobre Cartas Para um Ladrão de Livros, conversamos com os diretores sobre o começo do projeto, a relação com Laéssio e expectativas para o lançamento do filme, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 1º de março. Confira:

O PRIMEIRO CONTATO COM LAÉSSIO:

“Eu sou jornalista e escrevo para várias revistas, além de trabalhar com documentários, principalmente em parceria com o Caio. O editor de uma de uma das revistas me propôs um perfil sobre o Laéssio, então, tentei entrar em contato pelas vias protocolares, como: Secretaria da Administração Penitenciária e advogados, mas não consegui. Como último recurso, resolvi mandar uma carta pra ele. Depois de alguns meses, recebi uma ligação do Laéssio, de dentro de Bangu, dizendo que conversaria comigo e que tinha gostado da minha carta. Ele me pediu uma biografia da Carmen Miranda, do Ruy Castro, que foi onde toda a história começou. Depois disso, ele mandou a primeira carta e eu comentei com o Caio, que achou sensacional e disse que essa história tinha que virar filme”, disse Carlos Juliano Barros.

laessio2Laéssio em uma das entrevistas para o documentário: na prisão.

O PROTAGONISTA:

“Esse filme, sobretudo, é sobre vaidade, sobre existência. Pouco importa se o Laéssio é um ladrão de livros, de carros ou de bancos. É um filme sobre um personagem que é completamente amoral, que fala abertamente sobre os crimes que cometeu com cinismo e com um humor que incomoda. Algumas pessoas acham engraçado, outras ficam completamente ofendidas com a maneira como ele fala. Mas, essa é a função do filme. Trazer esse personagem totalmente contraditório e estranho para provocar”, revelou Carlos.

“O barato de fazer um documentário é deixar você se surpreender um pouco, porém, esse nos surpreendeu muito mais. Além disso, o Laéssio tem um lado cativante com as pessoas e o filme ganha com essa característica dele”, completou Caio Cavechini.

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA BRASILEIRA:

“Há muitas instituições que cuidam muito bem dos seus acervos, com muita responsabilidade e gestores muito preocupados. Mas, ao mesmo tempo, também sabemos que muitas instituições sofrem com a falta de recursos humanos, materiais, problemas de segurança e organização, que, aliás, não é uma avaliação só minha, mas também do próprio delegado da Polícia Federal que aparece no filme. O Laéssio se aproveitou dessas fragilidades para cometer os crimes”, analisa Carlos.

laessio3Homenagem para Carmen Miranda no carro alegórico da Paraíso do Tuiuti: ídolo de Laéssio.

NAS TELONAS:

“Queremos mostrar esse filme para o Laéssio porque ainda não conseguimos. Ele só viu um trailer e queremos muito trocar uma ideia com ele pra saber sua opinião. E também, é um momento em que as pessoas estão polarizadas, defendendo isso ou aquilo, e assim, queremos levar esse filme para plateias que possam enxergar o ser humano complexo que é o Laéssio, com seus defeitos, suas graças e suas falhas”, revela Caio.

“É mostrar a vida como ela é. Nada é tão preto e tão branco. Existe uma zona cinzenta. O Laéssio é um personagem muito fascinante, com uma história de vida muito curiosa e isso precisava ser contado”, finaliza Carlos.

Cartas Para um Ladrão de Livros é o quarto longa-metragem dirigido pela dupla Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, que assinam juntos: Entre os Homens de Bem, Jaci: Sete Pecados de Uma Obra Amazônica e Carne Osso.

*Clique aqui e confira nossa matéria realizada no 24º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade sobre o documentário Entre os Homens de Bem.

Fotos: Divulgação.

Com Maria Luisa Mendonça e Débora Falabella, Todo Clichê do Amor, de Rafael Primot, ganha trailer

por: Cinevitor

clicheamortrailerDébora Falabella e Rafael Primot em cena.

Protagonizado por Maria Luisa Mendonça, Débora Falabella e Marjorie Estiano, Todo Clichê do Amor, segundo longa do diretor Rafael Primot, de Gata Velha Ainda Mia, que também atua neste filme, é uma comédia sobre temas comuns em quatro histórias que se entrelaçam numa grande metrópole como São Paulo, um clichê que não se satura e que possui abordagens infinitas.

O longa conta a história de uma prostituta passional que decide se tornar mãe; de um entregador que comete um assassinato como prova de amor a uma garçonete comprometida; e mostra a última chance que uma madrasta tem para conquistar o afeto de sua enteada durante velório de seu esposo. Um entrechoque de carências e erros desses outsiders que emerge novas e inesperadas formas de afeto.

Todo Clichê do Amor conta também com a participação de Eucir de Souza, um homem sem paladar e sua esposa cega, interpretada por Clarissa Kiste; Amanda Mirásci, uma deficiente auditiva; Gilda Nomacce como uma divertida atendente de lanchonete; Giovana Zotti, como uma divertida maquiadora; e João Baldasserini, que vive um ator pornô.

Confira o trailer de Todo Clichê do Amor, que tem estreia marcada para o dia 12 de abril:

Foto: Divulgação.

54º Cinema Audio Society Awards: conheça os vencedores

por: Cinevitor

dunkirkvenceCASKenneth Branagh em Dunkirk, de Christopher Nolan: filme premiado.

Foram revelados neste sábado, 24/02, em cerimônia apresentada pelo comediante Michael Kosta, os vencedores do 54º CAS Awards, prêmio organizado pela Cinema Audio Society, que elege a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas.

Neste ano, a sonoplasta Anna Behlmer, indicada ao Oscar por Coração Valente, Evita, Los Angeles: Cidade Proibida, Além da Linha Vermelha, Moulin Rouge: Amor em Vermelho, Seabiscuit – Alma de Herói, O Último Samurai, Guerra dos Mundos, Diamante de Sangue e Star Trek, recebeu o Career Achievement Award; Joe Wright, diretor de O Destino de uma Nação, foi homenageado com o Filmmaker Award; o Prêmio Edward J. Greene, entregue pela primeira vez este ano, foi para o engenheiro de som Tomlinson Holman, de Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi e Indiana Jones e o Templo da Perdição.

Dunkirk, de Christopher Nolan, venceu na categoria de melhor mixagem de som em um filme de ficção; A Forma da Água, Em Ritmo de Fuga, Mulher-Maravilha e Star Wars: Os Últimos Jedi também estavam na disputa.

Conheça os vencedores do 54º Cinema Audio Society Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM:
Dunkirk, por Mark Weingarten

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO:
Viva – A Vida é uma Festa, por Vince Caro

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO:
Jane, por Lee Smith

Foto: Melinda Sue Gordon.