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Legalidade, com Leonardo Machado, terá exibição especial no Festival de Gramado 2019

por: Cinevitor

legalidadegramadoLeo Machado interpreta Leonel Brizola no longa.

Legalidade, filme de Zeca Brito, será exibido em sessão especial durante o Festival de Cinema de Gramado. Recentemente, o longa foi premiado na 42ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, em São Luís, no Maranhão, vencendo nas categorias de melhor direção, direção de arte (Adriana Borba), fotografia (Bruno Polidoro) e melhor ator, para Leonardo Machado, in memoriam.

No longa, Leonardo Machado interpreta uma das mais emblemáticas figuras políticas que o Brasil já teve, Leonel Brizola, que liderou a Campanha da Legalidade, em 1961. O movimento, sem precedentes na história do país, foi uma mobilização civil e de alguns setores militares para garantir a posse do vice-presidente João Goulart após a renúncia do presidente Jânio Quadros, a fim de assegurar que a Constituição Federal fosse respeitada e impedir o golpe militar.

O Palácio Piratini e a Praça da Matriz em Porto Alegre são algumas das locações do filme que, também, são os cenários da história real. Nos porões do Palácio do Governo gaúcho foi montada por Brizola a Rede da Legalidade, que transmitia em ondas curtas, usando os equipamentos da Rádio Guaíba, as informações da resistência para as cidades do interior do RS e para outros Estados, ação que articulou as mobilizações. No filme, em meio ao golpe iminente, uma misteriosa jornalista vivida por Cleo Pires pode mudar os rumos do país. O elenco ainda conta com Letícia Sabatella, Fernando Alves Pinto, José Henrique Ligabue, Fábio Rangel e Sapiran Brito.

A exibição também é uma forma de homenagem ao ator Leo Machado, que morreu precocemente em setembro de 2018, aos 42 anos e foi o apresentador oficial do Festival de Gramado por oito edições, desde 2010. Também recebeu o kikito de melhor ator pela interpretação do personagem Boni no filme Em Teu Nome, de Paulo Nascimento, em 2009.

A sessão acontece fora de competição, no Palácio dos Festivais, dia 18 de agosto. O filme estreia em circuito comercial no dia 12 de setembro. A 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado acontecerá entre os dias 16 e 24 de agosto.

Confira o trailer de Legalidade:

Foto: Joba Migliorin.

Drica Moraes será homenageada no 23º Cine PE – Festival do Audiovisual

por: Cinevitor

dricacinepehomenagemDrica em cena de Getúlio, filme de João Jardim lançado em 2014.

A 23ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, que acontecerá entre os dias 29 de julho e 4 de agosto, acaba de anunciar sua primeira homenageada, a atriz carioca Drica Moraes. A homenagem, com a entrega do Troféu Calunga de Ouro, acontecerá no sábado, 03/08, no Cinema São Luiz, no Recife.

Filha de um arquiteto e uma dona de restaurante, única atriz numa família de sete irmãos, Adriana Moraes Rego Reis apareceu pela primeira vez na televisão em 1986, no episódio O Sequestro de Lauro Costa, da série Teletema, da Rede Globo. Porém, antes disso iniciou sua história como atriz ainda muito jovem, nas aulas de teatro do Colégio Andrews e nos cursos do Tablado, com Maria Clara Machado, ambos no Rio de Janeiro. Nos palcos, despontou com Os Doze Trabalhos de Hércules, em 1983.

Nos anos 1990, Drica ganhou os prêmios Mambembe e Coca-Cola de melhor atriz pelos espetáculos Pianíssimo, de Karen Accioly e Tim Rescala, e O Segredo do Coachim. Foi dirigida por grandes nomes do teatro brasileiro, como Aderbal Freire Filho, no monólogo A Ordem do Mundo. Nos últimos anos, a carioca esteve em peças como À Primeira Vista, sob direção de Enrique Diaz, e na montagem Lifting, uma comédia cirúrgica, com direção de Cesar Augusto.

Nos cinemas, deu vida a papéis como a cafetina Larissa no filme Bruna Surfistinha, de 2011, e Alzira Vargas, filha do presidente Getúlio Vargas e chefe do Gabinete Civil da Presidência da República durante o governo do seu pai, no longa Getúlio, de 2014. Também atuou em Bossa Nova, de Bruno Barreto; Amores Possíveis, de Sandra Werneck; O Bem Amado, de Guel Arraes; O Banquete, de Daniela Thomas; e Rasga Coração, de Jorge Furtado.

Na TV, marcou a memória do telespectador ao encarnar vilãs como Violante Cabral, na novela Xica da Silva, da TV Manchete, que lhe rendeu os prêmios Sharp e APCA de melhor atriz, em 1997, e a terrível Marcela de Almeida Leal em O Cravo e a Rosa; além da inesquecível Cora, da telenovela global Império, na qual venceu o prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão, o prêmio de Atriz do Ano do F5 na categoria novela e o Prêmio Quem de melhor atriz coadjuvante. Também ganhou destaque nas séries Verdades Secretas, Justiça e Doce de Mãe. Atualmente, Drica interpreta a infectologista Vera, do seriado Sob Pressão, da Rede Globo.

De acordo com Sandra Bertini, diretora do Cine PE, Drica foi escolhida como homenageada por sua importante história dentro do audiovisual. “Drica é uma atriz visceral. Ela vai da comédia ao suspense com maestria, e o festival entende que essa força criativa que ela carrega ao longo desses 36 anos de carreira deve ser exaltada”, comentou.

Foto: Divulgação/Globo Filmes.

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal, com Zac Efron, ganha trailer e data de estreia no Brasil

por: Cinevitor

tedbundytrailer1Zac Efron, Macie Carmosino e Lily Collins em cena.

Depois de ser exibido no Festival de Sundance deste ano, Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal, no original Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile, dirigido por Joe Berlinger, de A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras e O Paraíso Perdido: Assassinatos de Crianças em Robin Hood Hill, chega aos cinemas brasileiros no dia 5 de julho com distribuição nacional da Paris Filmes.

Protagonizada por Zac Efron, a produção baseada em acontecimentos reais traz uma das mais aclamadas críticas ao ator, premiado no Mammoth Film Festival e no Newport Beach Film Festival, que interpreta o notório serial killer Ted Bundy, responsável pelo assassinato de mais de 30 mulheres na década de 1970. Em trailer recém revelado é possível observar o perfil persuasivo de Bundy e como ele impactou as pessoas mais próximas a ele.

O longa apresenta uma crônica dos crimes de Ted Bundy sob a perspectiva de Liz, interpretada por Lily Collins, sua namorada de longa data, que não tinha conhecimento de seus atos. Também traz um retrato de como o sistema de justiça criminal, a mídia e as pessoas muito próximas a Ted, incluindo a mulher pela qual foi apaixonado, foram seduzidos e manipulados por ele. O elenco ainda reúne Kaya Scodelario, Haley Joel Osment, Jim Parsons e John Malkovich.

Ted Bundy foi um dos serial killers mais perigosos dos anos 1970 e, além de ser um assassino, era sequestrador, estuprador, ladrão e necrófilo. Sua namorada, Elizabeth Kloepfer, tornou-se uma de suas defensoras mais leais, recusando-se a acreditar na verdade sobre Ted. A história de seus numerosos e terríveis crimes é contada pelos olhos de Elizabeth.

Confira o trailer de Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal, que foi premiado no Atlanta Film Festival:

Foto: Sundance Institute.

Conheça os filmes selecionados para o 26º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor

pacarretevitoriafilmeMarcélia Cartaxo em cena de Pacarrete, de Allan Deberton.

O maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo chega à sua 26ª edição em setembro, contemplando uma seleção de mais de 100 filmes dos mais diversos gêneros cinematográficos e de todas as regiões do Brasil. O Festival de Cinema de Vitória deste ano acontecerá entre os dias 24 e 29 de setembro, no Centro Cultural Sesc Glória, Cine Metrópolis e Hotel Senac Ilha do Boi, com estimativa de público de 30 mil pessoas ao longo dos seis dias de evento.

Após recorde de inscrições, com 1162 filmes recebidos, o festival selecionou 105 produções para 12 mostras competitivas: 23ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas (17 filmes), 9ª Mostra Competitiva Nacional de Longas (6 filmes), 20º Festivalzinho de Cinema de Vitória (5 filmes), 9ª Mostra Quatro Estações (6 filmes), 8ª Mostra Foco Capixaba (6 filmes), 8ª Mostra Corsária (13 filmes), 6ª Mostra Outros Olhares (19 filmes), 4ª Mostra Cinema e Negritude (5 filmes), 4ª Mostra Mulheres no Cinema (4 filmes), 3ª Mostra Nacional de Videoclipes (12 filmes), 2ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental (6 filmes), 1ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico e de Horror (6 filmes).

Os selecionados concorrem ao Troféu Vitória em 22 categorias, além de diversos prêmios extras para os realizadores. Segundo Lucia Caus, diretora do FCV, a seleção recebe um olhar apurado para a representatividade. “Prezamos por fazer uma curadoria que abrange os diversos gêneros da produção cinematográfica brasileira. É um desafio e um prazer receber mais de mil filmes e ver de perto todo esse potencial”, pontua.

A escolha dos vencedores é feita pelas comissões de júri do Festival, compostas por especialistas e profissionais do cinema. Uma das novidades deste ano é a 1ª Mostra Do Outro Lado, com uma seleção especial representando o Cinema Fantástico e de Horror. A programação do 26° Festival de Cinema de Vitória contempla ainda sessões especiais hors concours, shows, debates e oficinas do mercado audiovisual.

Conheça os filmes selecionados e os detalhes de cada mostra e dos prêmios para realizadores:

23ªMOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS:
Uma seleção com o melhor da mais recente produção brasileira de curtas. Neste ano, a mostra conta com cinco filmes capixabas e nove produções dirigidas por mulheres.

Arquitetura dos que Habitam, de Daiana Rocha (ES)
Os Mais Amados, de Rodrigo de Oliveira (ES)
Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H Castro e Guto BR (SP)
Dôniara, de Kaco Olímpio (GO)
Perpétuo, de Lorran Dias (RJ)
Refúgio, de Shay Peled e Gabriela Alves (ES)
A Praga do Cinema Brasileiro, de William Alves e Zefel Coff (DF)
NEGRUM3, de Diego Paulino (SP)
O Órfão, de Carolina Markowicz (SP)
Guaxuma, de Nara Normande (PE)
Riscadas, de Karol Mendes (ES)
Fartura, de Yasmin Thayná (RJ)
Tempestade, de Fellipe Fernandes (PE)
Quando Elas Cantam, de Maria Franchin (SP)
Sobrado, de Renato Sircilli (SP)
O Pássaro Sem Plumas, de Tati Rabelo e Rodrigo Linhales (ES)
Cor de Pele, de Lívia Perini (PE)

9ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS:
Com seis filmes de longa-metragem nacionais recentemente lançados, a seleção da mostra busca representar os quatro cantos do Brasil. A curadoria foi feita pela produtora cultural e jornalista Leila Bourdoukan e pelo professor e pesquisador de cinema e audiovisual Gilberto Alexandre Sobrinho.

Alice Júnior, de Gil Baroni (PR)
Selvagem, de Diego da Costa (SP)
Mirante, de Rodrigo John (RS)
Pacarrete, de Allan Deberton (CE)
Casa, de Letícia Simões (PE)
O Seu Amor de Volta, de Bertrand Lira (PB)

*O filme Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai, sai da competitiva de longas devido à incompatibilidade de agenda de lançamento e estratégias de exibição. O longa ainda será exibido no 26º Festival de Cinema de Vitória, em sessão especial de lançamento, no dia 27 de setembro, às 14h. O filme Casa, de Letícia Simões, passa a integrar a competitiva de longas. [ATUALIZADO: 03/07 – 14h29]

20º FESTIVALZINHO DE CINEMA DE VITÓRIA:
Desde 2000, o Festivalzinho de Cinema de Vitória ajuda a formar plateias e a desenvolver a sensibilidade para as artes, muitas vezes promovendo o primeiro contato com o cinema. O Festivalzinho é uma oportunidade para os estudantes terem contato com filmes de diversas partes do Brasil, o que contribui para ampliar o repertório desse público.

Lily’s Hair, de Raphael Gustavo da Silva (GO)
Arani Tempo Furioso, de Roobertchay Domingues Rocha (ES)
Na Casa da Bisa, de Realização coletiva (RJ)
O Malabarista, de Iuri Moreno (GO)
Guri, de Adriano Monteiro (ES)

9ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES:
Mostra que tem a diversidade sexual como temática e visa potencializar discursos afirmativos em torno das questões da população LGBTQI+. São selecionadas produções que expressam as múltiplas identidades sexuais existentes, que competem pelo prêmio de melhor filme com avaliação de júri técnico, premiando o vencedor com o Troféu Vitória.

Selma Depois da Chuva, de Loli Menezes (SC)
Vigia, de João Victor Borges (RJ)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Superpoderosa Mathilda, de João Giry (ES)
Reforma, de Fábio Leal (PE)
Peixe, de Yasmin Guimarães (MG)

8ª MOSTRA FOCO CAPIXABA:
Na opinião de críticos e especialistas da área do audiovisual, o cinema do Espírito Santo se destaca mais a cada ano e se apresenta atualmente como um dos mais diversos e interessantes do país. A Mostra Foco Capixaba visa incentivar e valorizar a produção audiovisual do Espírito Santo, sendo janela exclusiva para produções desenvolvidas por realizadores locais tendo como pano de fundo a paisagem capixaba.

Minhas Mães, de Gustavo Guilherme da Conceição
Pescadores Urbanos, de Yolanda Faustini
Guri, de Adriano Monteiro
Práticas do Absurdo, de Alexander S. Buck
Casa de Vó, de André Ehrlich Lucas
Jardim Secreto, de Shay Peled

8ª MOSTRA CORSÁRIA:
Reconhecida janela de exibição dedicada à experimentação de linguagens e estéticas, atraindo estudiosos do audiovisual, a Mostra Corsária exibe uma seleção de filmes que apostam na expansão artística do cinema de curta-metragem. Inspirada no filme Alma Corsária, de Carlos Reichenbach, a Mostra exibe filmes que buscam evidenciar as influências do diretor na nova geração de cineastas brasileiros. A Mostra Corsária é de caráter competitivo com avaliação de júri técnico que premia dois filmes, sem ordem de classificação, com o Troféu Vitória.

Teoria Sobre um Planeta Estranho, de Marco Antônio Pereira (MG)
Escafandro, de Carolena Moraes (CE)
Unreal, de Luiz Will Gama (ES)
Obeso Mórbido, de Diego Bauer e Ricardo Manjaro (AM)
Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno, de Leon Reis (CE)
Umas & Outras, de Samuel Lobo (RJ)
Seiva, de Ramon Batista (PB)
A Rotina Terá Seu Enquanto, de Carlos Adriano (SP)
Espavento, de Ana Francelino (CE)
Estranho Animal, de Arthur B. Senra (DF/MG)
Plano-Controle, de Juliana Antunes (MG)
A Profundidade da Areia, de Hugo Reis (ES)
Chiclete, de Philippe Noguchi (RJ)

6ª MOSTRA OUTROS OLHARES:
A Mostra propõe a observação da construção de novos mundos a partir de experiências particulares. Todos os anos esta mostra ganha uma temática diferente e em 2019 a curadoria definiu três: Narrativas, Afetos LGBTQI+ e Musicalidades.

Eu, Minha Mãe e Wallace, de Irmãos Carvalho (RJ)
Rocha, de Luiz Matoso (RN)
Os que Esperam, de PH Martins (ES)
Crua, de Diego Lima (PB)
Mesmo Com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (SP)
O Quadro, de Melina Leal Galante (ES)
Aulas que Matei, de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia (DF)
Tomar o Tempo – Poesia Inútil, de Amanda Brommonschenkel, Carol Covre, Juane Vaillant, Marcéu Rosário Nogueira e Thaís Rodrigues (ES)
Kris Bronze, de Larry Machado (GO)
Conte Isso Àqueles que Dizem que Fomos Derrotados, de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cris Araújo e Pedro Maia de Brito (MG/PE)
Deusa Olímpica, de Emília Schramm, Jéssika Barbosa, Pedro Luis Viana e Rafael Brasileiro (CE)
Em Reforma, de Diana Coelho (RN)
Riscados pela Memória, de Alex Vidigal (DF)
Do Outro Lado, de Bob Yang e Frederico Evaristo (SP)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Quando as Pedras Dilatam, de Diego Amorim (RJ)
Poesia Azeviche, de Ailton Pinheiro Junior (BA)
Diz que é Verdade, de Claryssa Almeida e Pedro Estrada (MG)
Tetê, de Clara Lazarim (SP)

4ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE:
Com foco na importância de disseminar a memória e a cultura afro-brasileiras, o 26º Festival de Cinema de Vitória consolida uma janela exclusiva para filmes que abordam questões do povo negro: a Mostra Cinema e Negritude. São filmes com temática de negritude que proporcionam debates étnico-raciais. A mostra se firma como espaço destinado à representatividade e ao discurso de combate ao racismo.

Santos Imigrantes, de Thiago Amepreta (SP)
Kairo, de Fabio Rodrigo (SP)
Do Dia em que Mudamos a Rota, de Diego Nunes (ES)
Sem Asas, de Renata Martins (SP)
Motriz, de Tais Amordivino (BA)

4ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA:
Consolidando-se na programação, a Mostra Mulheres no Cinema chega à sua quarta edição no 26º aniversário do Festival de Cinema de Vitória. A mostra, que abre espaço exclusivo para mulheres realizadoras, intenciona dar destaque ao trabalho de mulheres no mercado cinematográfico brasileiro, propiciando o debate sobre questões de gênero e evidenciando discursos de empoderamento e questionamentos sobre a igualdade de direitos no contexto social contemporâneo, através de suas produções.

Deus te dê Boa Sorte, de Jaqueline Farias (PE)
Fosfeno, de Clara Vilas Boas e Emanuele Sales (MG)
Poder, de Sabrina Rosa (RJ)
Afeto, de Gabriela Gaia Meirelles e Tainá Medina (RJ)

3ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES:
Desde as vanguardas dos anos 20 do século passado, cineastas articulam a imagem ao som para criar uma narrativa livre do cânone do teatro e da literatura. Filmes de curta-metragem realizados com narrativa não-linear, montagem fragmentada e acelerada, com planos curtos e misturados, acabaram por dar origem ao videoclipe como conhecemos hoje. Esse gênero audiovisual desenvolveu-se amplamente nas décadas de 80 e 90, retroalimentando o campo de influências artísticas, tornando-se inspiração para cineastas tanto em seus filmes de curta quanto de longa-metragem. A Mostra Nacional de Videoclipes funciona também para promover a fusão entre áreas culturais, atraindo o público da música para o cinema.

Alguém na Janela, de Gustavo Rosseb (Aksa Lima, SP)
Toasted, de Danos (Cintia Nakashima, SP)
Fausto de Gueto, de Pelos (Arthur B. Senra e Robert Frank, MG)
19, de LaBaq (codireção LaBaq e Laís Catalano Aranha, SP)
Ninguém Perguntou Por Você, de Letrux (Pedro Henrique França, RJ)
Ok Ok Ok, de Gilberto Gil (Victor Hugo Fiuza, RJ)
Brisa, de Silva (MAGU – Marina Abranches e Gustavo Martins, BA)
Meu Carnaval, de Gabriela Brown (Gabriela Brown e Tati Rabelo, ES)
Tempos Loucos, de The Outs (Fabrício Koltermann, RS)
Pedrinho, de Tulipa Ruiz (Pedro Henrique França, Fabio Lamounier e Rodrigo Ladeira, SP)
Space Woods, de My Magical Glowing Lens (Gustavo Senna Martins de Almeida, ES)
Vazio, de Pxrtela (Maurício Coutinho, DF)

2ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL:
Com 26 anos de história, o Festival de Cinema de Vitória está em constante renovação. A criação de novas mostras que abordam temáticas relevantes no contexto social contemporâneo, como a Mostra Mulheres no Cinema e Mostra Cinema e Negritude, é parte dessa contínua atualização. Considerando a importância de abrir espaço para o debate sobre sustentabilidade e questões ambientais, sobre a coexistência entre pessoas e meio ambiente, em 2018 o Festival trouxe a primeira Mostra Nacional de Cinema Ambiental. Neste ano, em sua segunda edição, serão exibidos filmes de curta-metragem nos gêneros animação, documentário e ficção com temática ambiental que concorrerão ao Troféu Vitória de Melhor Filme pelo júri técnico.

Poética do Barro, de Giuliana Danza (MG)
Menino Pássaro, de Diogo Leite (SP)
S/N, de Renata Malta (PE)
Glória, de Yaminaah Abayomi e Nádia Oliveira (RJ)
Quarto de Cura, de Castiel Vitorino Brasileiro (ES)
KA’A ZAR WKYZE WA – Os Donos da Floresta em Perigo, de Flay Guajajara, Edvan dos Santos Guajajara e Erivan Bone Guajajara (SP)

1ª MOSTRA DO OUTRO LADO – CINEMA FANTÁSTICO E DE HORROR:
Uma das novidades deste ano, a mostra é uma seleção especial que representa o Cinema Fantástico e de Horror, sendo um recorte das diversas vertentes do cinema nacional desse gênero, que está sempre se renovando e tendo boas safras.

Para Minha Gata Mieze, de Wesley Gondim (DF)
Papa-Figo, de Alex Reis (SP)
Broto, de Antonio Teicher (RJ)
Guará, de Fabrício Cordeiro e Luciano Evangelista (GO)
Carne Infinita, de Isadora Cavalcanti (RJ)
Caranguejo Rei, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)

Prêmios extras para realizadores:

Prêmio Mistika: serviço de Encode de DCP de até 15 minutos, com validade de 1 ano, para o melhor filme da 23ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas escolhido pelo Júri Técnico do Festival; e serviço de Encode de DCP de até 15 minutos, com validade de 1 ano, para o melhor filme da 4ª Mostra Cinema e Negritude, escolhido pelo Júri Técnico do Festival.

Prêmio Edina Fujii – CiaRio: R$8 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria através da empresa Naymar, com validade de 1 ano, para o melhor filme da 23ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas escolhido pelo Júri Popular; R$8 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria através da empresa Naymar, com validade de 1 ano, para o melhor filme da 23ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas escolhido pelo Júri Técnico; R$6 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria através da empresa Naymar, com validade de 1 ano, para o melhor filme da 4ª Mostra Cinema e Negritude, escolhido pelo Júri Técnico do Festival.

Prêmio CTAv: empréstimo de equipamentos (SI-2K e acessórios) por duas semanas e serviço de mixagem de 20 horas para o melhor filme da 23ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, escolhido pelo Júri Técnico do Festival; empréstimo de equipamentos (SI-2K e acessórios) por duas semanas e serviço de mixagem de 20 horas para o melhor filme da 4ª Mostra Mulheres no Cinema, escolhido pelo Júri Técnico do Festival.

Prêmio Link Digital: 4 horas de correção de cor e encode para DCP de curta de até 15 minutos para o melhor filme da 4ª Mostra Mulheres no Cinema, escolhido pelo Júri Técnico do Festival.

Foto: Divulgação.

Nada a Perder 2, continuação da cinebiografia do bispo Edir Macedo, ganha trailer

por: Cinevitor

nadaaperder2trailer1Petrônio Gontijo interpreta o Bispo Edir Macedo.

Baseada na trilogia de livros homônima e com roteiro escrito pelo americano Stephen P. Lindsey e pelo brasileiro Emilio Boechat, a continuação da cinebiografia do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, pretende mostrar que não se pode esconder a verdade para sempre.

Para isso, Nada a Perder 2 aborda temas polêmicos, como o caso em que um pastor da Igreja Universal agrediu a imagem de uma santa católica, o desabamento do teto de um templo em Osasco, os inúmeros processos judiciais que Macedo enfrentou e as reportagens e matérias jornalísticas envolvendo seu nome.

Com direção de Alexandre Avancini, de Os Dez Mandamentos – O Filme, o longa tem no elenco principal Petrônio Gontijo no papel de Edir Macedo; Day Mesquita como sua esposa, Ester Bezerra; além de Beth Goulart, Leonardo Franco, Marcello Airoldi, Dalton Vigh e César Mello.

Confira o trailer de Nada a Perder 2, que chega aos cinemas no dia 15 de agosto:

Foto: Reprodução/YouTube.

O Rei Leão: Disney anuncia dubladores brasileiros, entre eles, a cantora Iza e o ator Ícaro Silva

por: Cinevitor

reileaodubladoresDubladores reunidos: filme estreia em julho.

A Disney anunciou nesta quinta-feira, 27/06, o elenco de dubladores brasileiros de O Rei Leão, filme dirigido por Jon Favreau, que chega aos cinemas no dia 18 de julho. A cantora Iza (Nala), Ícaro Silva (Simba), João Acaiabe (Rafiki), Graça Cunha (Sarabi) e Robson Nunes (Kamari) são alguns nomes que darão voz e vida aos famosos personagens.

O elenco todo se reuniu em um estúdio em São Paulo para uma sessão de fotos comandada pela fotógrafa Caroline Lima. Pela primeira vez, todos estiveram juntos e puderam compartilhar suas experiências com o filme. “Quando me ligaram para contar que eu tinha sido escolhido para dublar o Simba eu fingi naturalidade, mas na verdade eu estava chorando de felicidade”, revelou Ícaro. “O Rei Leão é um filme que marca emocionalmente todo mundo que assiste pela primeira vez. Foi uma grande emoção poder dublar a Nala e participar dessa nova versão”, contou Iza.

Também estão no elenco: João Vitor Mafra (Simba jovem), Carol Roberto (Nala jovem), Saulo Javan (Mufasa), Glauco Marques (Pumba), Ivan Parente (Timão), Rodrigo Miallaret (Scar), Marcelo ‘Salsicha’ Caodaglio (Zazu), Carol Crespo (Shenzi) e Thiago Fagundes (Azizi).

O Rei Leão utiliza técnicas de filmagem inéditas para dar vida aos personagens de forma inteiramente nova, e retrata uma jornada pela savana africana, onde nasce o futuro rei da Pedra do Reino, Simba. O pequeno leão que idolatra seu pai, o rei Mufasa, é fiel ao seu destino de assumir o reinado. Mas nem todos no reino pensam da mesma maneira. Scar, irmão de Mufasa e ex-herdeiro do trono, tem seus próprios planos. A batalha pela Pedra do Reino é repleta de traição, eventos trágicos e drama, o que acaba resultando no exílio de Simba. Com a ajuda de dois novos e inusitados amigos, Simba terá que crescer e voltar para recuperar o que é seu por direito.

Foto: Caroline Lima.

Confira o trailer de As Panteras, com Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska

por: Cinevitor

aspanterastrailer1Ella Balinska, Kristen Stewart e Naomi Scott: nova geração!

No final da década de 1970, o seriado As Panteras, no original Charlie’s Angels, fez sucesso com o público ao colocar Farrah Fawcett, Jaclyn Smith e Kate Jackson como detetives de uma agência privada. As aventuras dessas três mulheres, entre trocas no elenco e popularidade, renderam cinco temporadas, até que em 1981 a série foi cancelada.

Anos depois, em 2000, o cineasta McG lançou o filme As Panteras, baseado na série de TV e protagonizado por Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu. Em 2003, uma sequência foi lançada: As Panteras: Detonando, que contou com a participação do ator brasileiro Rodrigo Santoro e da atriz Demi Moore.

Agora, uma nova geração chega às telonas. Dirigido por Elizabeth Banks, As Panteras traz Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska nos papéis principais a serviço do misterioso Charles Townsend. O elenco conta também com Noah Centineo, Jonathan Tucker, Djimon Hounsou, Patrick Stewart, Sam Claflin, Chris Pang e Luis Gerardo Méndez.

Na trama, as Panteras sempre proveram segurança e suas habilidades de investigação para clientes particulares, e agora a agência Townsend tem atuação internacional: as mais espertas, destemidas e altamente treinadas agentes em todo o globo formam múltiplos times de Panteras guiados por múltiplos Bosleys e estão prontas para atuar nos trabalhos mais difíceis ao redor do mundo. Quando um jovem engenheiro de sistemas soa o alarme a respeito de uma perigosa tecnologia, as Panteras são chamadas à ação e colocam suas vidas em risco para proteger todos.

Confira o trailer de As Panteras, que estreia no dia 7 de novembro, com uma prévia da nova música de Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey:

Foto: Nadja Klier.

47º Festival de Gramado: conheça os curtas-metragens brasileiros selecionados

por: Cinevitor

teoriaplanetaestranhogramadoLarissa Bocchino e Gerson Marques em Teoria Sobre um Planeta Estranho.

A 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 16 e 24 de agosto, acaba de anunciar os curtas-metragens brasileiros selecionados para este ano. Uma das mais disputadas categorias recebeu, em 2019, 777 inscrições para a mostra competitiva, número que superou incrivelmente os 365 títulos recebidos em 2018. A representatividade territorial também chama a atenção: vinte e quatro estados inscreveram suas produções; os quatorze títulos selecionados representam oito estados e o Distrito Federal.

Com perfil bastante diverso, a comissão de seleção foi composta por cinco profissionais de diferentes áreas ligadas ao cinema, o que garantiu olhares sob todas as dimensões da produção. Os 14 concorrentes disputam 10 prêmios oficiais, num total de 60 mil reais, além do Júri Popular e da Crítica. Também será entregue o Prêmio Canal Brasil.

“O que mais me surpreendeu positivamente foi ver a diversidade de lugares, com uma qualidade geral muito boa, inclusive de regiões que não têm tradição cinematográfica. Isso nos deixa muito satisfeitos”, avalia Giovanna Pezzo, diretora de fotografia que integra a comissão. Além de Giovanna, também formam a comissão: o jornalista, publicitário e crítico de cinema, Roberto Cunha; a diretora e roteirista Maria Clara Escobar; a produtora cultural Andréa Mota; e o gestor cultural Anderson Mueller.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Competitiva de curtas-metragens brasileiros do Festival de Gramado 2019:

Teoria Sobre um Planeta Estranho, de Marco Antônio Pereira (MG)
A Pedra, de Iuli Gerbase (RS)
O Balido Interno, de Eder Deó (PE)
Menino Pássaro, de Diogo Leite (SP)
O Véu de Amani, de Renata Diniz (DF)
A Ética das Hienas, de Rodolpho de Barros (PB)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)
Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno Castro e Guto BR (SP)
Um Tempo Só, de Lane Alves (SP)
E o que a Gente Faz Agora?, de Marina Pontes (BA)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
Amor aos Vinte Anos, de Felipe Arrojo Poroger e Toti Loureiro (SP)
Invasão Espacial, de Thiago Foresti (DF)

Foto: Divulgação.

Mostra 20×1999: Cinemateca Brasileira exibirá programação com vinte filmes que completam 20 anos em 2019

por: Cinevitor

matrixcinematecaCarrie-Anne Moss e Keanu Reeves em Matrix, de Lana e Lilly Wachowski.

Durante as férias de meio de ano, a Cinemateca Brasileira vai realizar a Mostra 20×1999. A programação apresentará vinte filmes que completam 20 anos em 2019, abrangendo produções nacionais e internacionais que compõe em parte o acervo da instituição.

A mostra proporcionará a oportunidade de assistir no suporte original 35mm os longas-metragens que se tornaram bastante influentes para a linguagem e produção cinematográfica seguintes, como: Magnólia, de Paul Thomas Anderson, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim e indicado em três categorias no Oscar; Clube da Luta, de David Fincher, indicado ao Oscar de melhor edição de som; O Tempo Redescoberto, que disputou a Palma de Ouro, com Catherine Deneuve, de Rauol Ruiz, adaptação do cineasta chileno da obra-prima do escritor francês Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido; Instituto de Beleza Vênus, da francesa Tonie Marshall, premiado no César Awards; o terceiro filme a ser produzido segundo as regras do Dogma 95, Mifune, de Søren Kragh-Jacobsen, vencedor do Prêmio Especial do Júri, no Festival de Berlim; Tabu, do mestre japonês Nagisa Ôshima, exibido na Competição Oficial de Cannes; Verão Feliz, comédia de Takeshi Kitano, que disputou a Palma de Ouro; e a adaptação da bem-sucedida série infantil, Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme, de Cao Hamburger.

osextosentidocinematecaBruce Willis e Haley Joel Osment em O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan.

Sem esquecer fortes títulos do ano comemorado, como o importante marco do cinema de terror no estilo found footage, entre outros gêneros, destacam-se: A Bruxa de Blair, de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, premiado em Cannes; a animação Toy Story 2, de John Lasseter, premiada no Globo de Ouro e indicada ao Oscar de melhor canção original; a ficção científica Matrix, das irmãs Wachowski, vencedora de quatro estatuetas douradas no Oscar; O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan e indicado em seis categorias no Oscar, entre elas, a de melhor filme; Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar, vencedor do prêmio de melhor direção em Cannes e do Oscar de melhor filme estrangeiro; As Virgens Suicidas, filme de estreia de Sofia Coppola, exibido em Cannes; De Olhos Bem Fechados, último filme dirigido por Stanley Kubrick e premiado no Festival de Veneza; Quero Ser John Malkovich, de Spike Jonze, premiado no Spirit Awards, em Veneza e indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar; Meninos Não Choram, primeiro longa de Kimberly Peirce, que rendeu o Oscar de melhor atriz para Hilary Swank; e O Verão de Sam, de Spike Lee, exibido em Cannes.

Além disso, integram a programação dois documentários brasileiros que marcaram o ano de 1999: Notícias de uma Guerra Particular, de Kátia Lund e João Moreira Salles, premiado no Málaga Spanish Film Festival; e Santo Forte, de Eduardo Coutinho, premiado nos festivais de Brasília e Gramado, cuja única exibição será no sábado 13/7, em cópia 35mm.

A programação tem entrada gratuita e os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação da sala. Para saber os dias e horários das exibições, clique aqui.

Fotos: Divulgação/Buena Vista Pictures.

Cineasta argentina Lucrecia Martel presidirá o júri do Festival de Cinema de Veneza 2019

por: Cinevitor

lucreciamartelveneza2019Depois de passar pelo festival com Zama, ela volta ao evento como presidente do júri.

O Conselho Administrativo da Biennale di Venezia, presidido por Paolo Baratta, anunciou nesta segunda-feira, 24/06, que a cineasta argentina Lucrecia Martel presidirá o Júri Internacional da 76ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro. O nome da diretora, que designará o Leão de Ouro e outros prêmios oficiais, foi recomendado por Alberto Barbera, diretor do festival.

Em comunicado oficial, Lucrecia disse: “É uma honra, uma responsabilidade e um prazer fazer parte desta celebração do cinema, do imenso desejo da humanidade de se compreender”. Alberto Barbera comentou: “Quatro longas-metragens e vários curtas, em pouco menos de duas décadas, foram suficientes para fazer de Lucrecia Martel a mais importante diretora feminina da América Latina e uma das principais do mundo. Em seus filmes, a originalidade de sua pesquisa estilística e sua meticulosa mise-en-scène estão a serviço de uma cosmovisão livre de compromissos, dedicada a explorar os mistérios da sexualidade feminina e a dinâmica de grupos e classes. Somos gratos por ter concordado entusiasticamente em expor sua exigência, mas nada menos que caridosa, ao serviço desse compromisso que pedimos”.

Nascida em Salta, na Argentina, Lucrecia Martel fez sua estreia como diretora em 1988, com o curta-metragem animado El 56. Depois de diversas produções nesse formato, realizou o longa Historias Breves 1, que dividiu a direção com outros nomes, como Daniel Burman e Israel Adrián Caetano. Seu primeiro longa solo foi O Pântano, lançado em 2001, e premiado nos festivais de Berlim, Havana, Sundance e Toulouse.

Depois disso, disputou a Palma de Ouro, em 2004, com A Menina Santa, que foi premiado na Mostra de São Paulo daquele ano. Em 2008, dirigiu A Mulher Sem Cabeça, que também fez parte da Competição Oficial do Festival de Cannes e foi premiado pela FIPRESCI no Festival do Rio. Zama, seu quarto longa-metragem e uma coprodução brasileira, fez sua estreia no Festival de Veneza, em 2017. O filme foi premiado em Roterdã e Havana, exibido em diversos festivais, como San Sebastián, Palm Springs e Cartagena, e escolhido para representar a Argentina no Oscar 2018.

Retrospectivas de seu trabalho foram exibidas em muitas instituições culturais e de arte, como Harvard, MoMA, Lincoln Center, Cambridge e Tate Modern, juntamente com uma série de masterclass sobre som e narrativa que a cineasta ensinou em todo o mundo. Em paralelo, Martel também mostrou interesse em outras linguagens artísticas fora do cinema. Sua colaboração mais recente foi com a cantora Björk, para quem ela dirigiu o concerto Cornucopia no The Shed, em Manhattan, reconhecido como o mais sofisticado show da artista islandesa até hoje.

Além de Lucrecia Martel como presidente do júri, outra novidade foi anunciada recentemente: o cineasta espanhol Pedro Almodóvar receberá o Leão de Ouro honorário por sua carreira.

Foto: Vittorio Zunino Celotto/Getty Images Europe.

Morre, aos 74 anos, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho

por: Cinevitor

morrerubensewaldRubens no Festival do Gramado, em agosto do ano passado.

Morreu, na tarde desta quarta-feira, 19/06, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, aos 74 anos. Ele estava internado desde o final de maio em estado grave no Hospital Samaritano, em São Paulo, depois de ter desmaiado e sofrido uma queda em uma escada rolante de um shopping.

Ao longo de sua carreira, trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, como Rede Globo, SBT, Grupo Record, RedeTV!, TV Cultura, Revista Veja, Jovem Pan, Rádio Bandeirantes, Folha de S.Paulo, HBO, Telecine, TNT e jornal A Tribuna, onde começou.

Rubens ficou muito conhecido por seus comentários durante as cerimônias do Oscar, trabalho este que começou em 1985, na TV Globo. Depois, migrou para o canal TNT, no qual comentou a premiação mais famosa do cinema até 2018. Sua cobertura durante a temporada de premiações marcou milhares de telespectadores, leitores e fãs de seu trabalho por conta de seu profundo conhecimento sobre a sétima arte.

Considerado uma das maiores referências no meio, Rubens era fã declarado da atriz Debbie Reynolds e catalogava mais de 37 mil filmes assistidos, entre longas e curtas, ao longo da vida. Desde criança, tinha o costume de escrever em um caderno os filmes que via, com todas as informações sobre a obra.

Além do cinema, Rubens também teve uma carreira marcante na TV como roteirista de telenovelas. Éramos Seis, Iaiá Garcia, Casa de Pensão e A Árvore dos Sexos foram algumas das obras assinadas por ele. Também trabalhou como ator em diversos filmes, como: Amor Estranho Amor, de Walter Hugo Khouri; Independência ou Morte, de Carlos Coimbra; As Gatinhas, de Astolfo Araújo; entre outros.

Ao longo dos anos, também trabalhou como diretor teatral e escreveu diversos livros biográficos sobre grandes nomes do cinema. Atualmente, escrevia críticas em seu blog e atuava como curador do Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o Festival de Gramado 2015 com entrevista com Rubens Ewald Filho.

Foto: Fabio Winter/Pressphoto.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, será o filme de abertura do 47º Festival de Gramado

por: Cinevitor

bacurauaberturagramadoDepois de Cannes, Sydney e Munique, o filme será exibido em Gramado.

A 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado acaba de anunciar seu filme de abertura: Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O longa, que será exibido na sexta-feira, 16/08, no Palácio dos Festivais, fora de competição, foi consagrado recentemente no Festival de Cannes com o Prêmio do Júri, dividido com o francês Les misérables, de Ladj Ly.

Na descrição de seus diretores, Bacurau é um filme de aventura ambientado no Brasil daqui a alguns anos. O longa foi rodado no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, exatamente um ano atrás. As locações foram encontradas depois da equipe percorrer mais de dez mil quilômetros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As filmagens duraram dois meses e três dias, com uma equipe de 150 pessoas. As cidades de Parelhas e Acari serviram de base para a produção.

Kleber Mendonça Filho retorna ao evento gaúcho depois do sucesso internacional de Aquarius, em 2016, que também teve sua estreia mundial na principal mostra do Festival de Cannes e foi o filme de abertura de Gramado naquele ano. Além disso, o diretor também exibiu O Som ao Redor, em 2012, e acabou premiado com quatro kikitos.

Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho colaboraram em curtas metragens premiados no Brasil e exterior, como: Eletrodoméstica e Recife Frio; e nos longas também aclamados internacionalmente: O Som ao Redor e Aquarius, filmes dirigidos por Kleber Mendonça Filho e com direção de arte de Juliano Dornelles. Como realizador, Juliano fez o curta Mens Sana in Corpore Sano, premiado no Festival de Locarno, em 2011, e o longa O Ateliê da Rua do Brum, que está em pós-produção. Na equipe de Bacurau a parceria estabelecida em projetos anteriores também se repete na fotografia, assinada por Pedro Sotero, no som de Nicolas Hallet e na direção de arte de Thales Junqueira.

A sinopse oficial de Bacurau diz: um western brasileiro, um filme de aventura e ficção científica. Daqui a alguns anos… Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro, dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade não consta mais nos mapas. Sonia Braga, o alemão Udo Kier e Karine Teles fazem parte de um elenco composto por dezenas de atores, como Bárbara Colen, Silvero Pereira, Thomás Aquino, Antonio Saboia, Rubens Santos e Lia de Itamaracá.

Além de Cannes, Bacurau foi exibido recentemente no Sydney Film Festival e também fará parte da programação do Filmfest München, na Alemanha, no final de junho. O longa chega aos cinemas brasileiros no dia 29 de agosto com distribuição da Vitrine Filmes.

A 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado acontecerá entre os dias 16 e 24 de agosto.

Foto: Victor Jucá.