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Festival de Locarno 2025: conheça os vencedores; brasileiros são premiados

por: Cinevitor
Felipe Casanova: premiado pelo curta O Rio de Janeiro Continua Lindo

Foram anunciados neste sábado, 16/08, os vencedores da 78ª edição do Festival de Cinema de Locarno, considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo. O Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o japonês Tabi to Hibi, de Sho Miyake

Além disso, o Brasil se destacou na mostra Pardi di Domani, que traz um território de experimentação expressiva e de formas inovadoras de poesia. A seleção é composta por três competições: Concorso Internazionale, com obras de cineastas emergentes de todo o mundo; Concorso Nazionale, com produções suíças; e Concorso Corti d’Autore, com curtas-metragens de cineastas consagrados.

Na seleção nacional da Pardi di Domani, o cineasta brasileiro Felipe Casanova, atualmente radicado entre Genebra e Bruxelas, foi o grande vencedor do Leopardo de Ouro com o curta-metragem O Rio de Janeiro Continua Lindo, uma coprodução entre Bélgica, Brasil e Suíça; o filme também foi escolhido para participar do European Film Awards. A sinopse diz: em meio à folia do Carnaval carioca, Ilma escreve ao filho. Como ela sente a presença dele na multidão? Suspensa no tempo, a celebração se torna um espaço de memória e resistência política.

Entre os títulos internacionais da Pardi di Domani, destaque para o curta-metragem Primera Enseñanza, uma coprodução entre Cuba e Espanha, que levou o prêmio de melhor direção para a cubana Aria Sánchez e para a brasileira Marina Meira. Com Mia Hernandez, Lucero Montero, Wendy G. Castellanos, Raiza De Beche e Omar Durán no elenco, a sinopse diz: a voz de Daniela precisa estar completamente descansada antes que ela possa usá-la novamente. Dada a incapacidade dos adultos de lidar com a situação, seus colegas veem a oportunidade perfeita para silenciá-la definitivamente.

O júri do 78º Festival de Locarno foi formado por: Rithy Panh (presidente), Joslyn Barnes, Ursina Lardi, Carlos Reygadas e Renée Soutendijk na Competição Internacional; Asmara Abigail, La Frances Hui e Kani Kusruti no Concorso Cineasti del Presente; Jihan El Tahri, Lemohang Mosese e Sara Serraiocco na mostra Pardi di Domani; James Hawkinson, Judith Lou Lévy e Patricia Mazuy no prêmio First Feature; e Michael Almereyda, Martina Parenti e Seta Thakur na mostra Pardo Verde; além do voto popular e dos júris independentes

Com onze mostras, sendo três competitivas, o festival suíço explora o cinema sob todas as perspectivas, selecionando cuidadosamente filmes realizados para inspirar, surpreender, abrir a mente e questionar seus pressupostos.

Conheça os vencedores do 78º Festival de Cinema de Locarno:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR FILME
Tabi to Hibi (Two Seasons, Two Strangers), de Sho Miyake (Japão)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
White Snail, de Elsa Kremser e Levin Peter (Áustria/Alemanha)

MELHOR DIREÇÃO
Abbas Fahdel, por Tales of the Wounded Land

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Manuela Martelli e Ana Marija Veselčić, por Bog neće pomoći
Marya Imbro e Mikhail Senkov, por White Snail

MENÇÃO ESPECIAL
Dry Leaf, de Alexandre Koberidze (Alemanha/Geórgia)

CONCORSO CINEASTI DEL PRESENTE

LEOPARDO DE OURO | MELHOR FILME
Tóc, giấy và nước…, de Nicolas Graux e Trương Minh Quý (Bélgica/França/Vietnã)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Gioia mia, de Margherita Spampinato (Itália)

MELHOR DIREÇÃO EMERGENTE
Cecilia Kang, por Hijo mayor

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Aurora Quattrocchi, por Gioia mia
Levan Gelbakhiani, por Don’t Let the Sun

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL
HYENA, de Altay Ulan Yang (EUA)

LEOPARDO DE PRATA
Still Playing, de Mohamed Mesbah (França)

MELHOR DIREÇÃO
Aria Sánchez e Marina Meira, por Primera Enseñanza

MEDIEN PATENT VERWALTUNG AG AWARD
Force Times Displacement, de Angel WU (Taiwan)

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO NACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM SUÍÇO
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)

LEOPARDO DE PRATA
Tusen Toner, de Francesco Poloni (Suíça)

PRÊMIO REVELAÇÃO
L’Avant-Poste 21, de Camille Surdez (Suíça)

CURTA-METRAGEM CANDIDATO AO EUROPEAN FILM AWARDS
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)

PARDI DI DOMANI | Concorso Corti d’Autore

LEOPARDO DE OURO
A Very Straight Neck, de Neo Sora (Japão/China)

*Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do Festival de Locarno 2025

Foto: Mattia Martegani/Locarno Film Festival/Ti-Press.

53º Festival de Cinema de Gramado começa com O Último Azul, de Gabriel Mascaro, e homenagem a Rodrigo Santoro

por: Cinevitor
Equipe do filme O Último Azul em Gramado

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou oficialmente nesta sexta-feira, 15/08, com a exibição, fora de competição, do premiado O Último Azul, dirigido pelo cineasta pernambucano Gabriel Mascaro.

Inédito no Brasil e com lançamento nos cinemas brasileiros confirmado para 28 de agosto, o longa conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano. O filme rendeu também a Gabriel Mascaro o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Recentemente, O Último Azul venceu o prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

Na noite desta sexta-feira, Gramado fez história e pela primeira vez teve um tapete que não fosse vermelho. Como homenagem ao longa de abertura, estava completamente azul. Ao lado de sua equipe, Mascaro subiu ao palco do Palácio dos Festivais e apresentou o longa: “É uma alegria imensa poder lançar o filme no Brasil depois de uma linda trajetória que nos emocionou ao trazer o Urso de Prata para o país”. E continuou: “Acho que a gente viveu um momento muito desafiador no nosso país. A Ancine [Agência Nacional do Cinema] em algum momento, quis esconder o cinema brasileiro: os cartazes foram retirados da instituição. E hoje, o Palácio da Aurora abre as portas para ver o cinema brasileiro. Então, acho que é um momento muito especial”.

Aplaudido pelo público, Mascaro seguiu seu discurso: “Hoje é um dia de festa. É o dia do cinema brasileiro que está aqui em Gramado, festival que nos recebe vestindo-se de azul. É para celebrar a diversidade do olhar. Um Brasil que, na verdade, entendeu que é importante dar pluralidade de vozes. De descentralizar os recursos. Estamos colhendo algo que foi plantado quinze anos atrás. Esse filme não existiria se não fosse esse olhar para a diversidade”.

O diretor também destacou sua relação com o festival: “Estar aqui, depois de 20 anos da exibição do meu curta universitário, é muito especial para mim. Eu queria agradecer lindamente essa equipe e espero que vocês se conectem. É um filme muito apaixonado pela vida e inspirado na minha vó que me deu essa centelha. É uma distopia, mas é o filme, eu garanto, mais utópico que vocês vão assistir. O Brasil, além de ser o país do futebol, seguramente é o país do cinema. Viva o cinema brasileiro!”.

Rodrigo Santoro: homenagem 

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

O elenco de O Último Azul conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.

A noite também foi marcada por outro momento emocionante antes da exibição do longa: a homenagem para o consagrado ator Rodrigo Santoro, que recebeu o Kikito de Cristal. Ele começou sua carreira atuando em novelas, mas logo se destacou em produções cinematográficas.

Ovacionado pelo público, Rodrigo se emocionou e discursou: “De repente passou um filme inteiro na minha cabeça… são muitos anos! Primeiro, quero agradecer ao Festival de Gramado. Foi o primeiro festival que eu frequentei como espectador. É uma honra imensa receber esse reconhecimento, especialmente aqui. Pela importância que o festival tem no cinema brasileiro e latino-americano. Me disseram que este reconhecimento é pela minha trajetória internacional. É a primeira vez que eu estou recebendo esse reconhecimento aqui no Brasil”.

E seguiu seu discurso: “Vou completar 50 anos na semana que vem. E nesse percurso, uma das coisas que eu aprendi foi que fronteiras são mais concretas na geografia. A essência humana, as nossas histórias, os nossos sonhos, as nossas dores são universais”. Santoro também destacou seu carinho pela cultura brasileira: “Toda vez que eu falo do Brasil, do nosso cinema, da nossa arte, da nossa cultura, eu falo de dentro para fora. Eu falo o que eu sinto, eu falo o que eu penso. Eu tenho muito respeito por tudo que a gente construiu e continua construindo dentro da nossa cultura. O meu coração é absolutamente brasileiro”.

O homenageado falou também da exibição especial de O Último Azul na noite de abertura do Festival de Gramado: “Esse filme torna esta noite ainda mais especial. É um ciclo que que se completa, não se fecha. É a primeira vez que O Último Azul vai ser exibido no Brasil. É a nossa estreia e para o público brasileiro. Isso é muito importante”.

Muito emocionado, Rodrigo finalizou: “É muita história, é muita coisa. São muitos sentimentos e eu não tenho vergonha de me emocionar. Para terminar, queria dedicar esse prêmio ao cinema independente brasileiro, que foi onde eu comecei há mais de 20 anos com Bicho de Sete Cabeças [dirigido por Laís Bodanzky] e sigo acreditando nele como é o caso do filme que vocês vão ver hoje. Dedico esse prêmio à resistência cultural e à coragem de todos os profissionais do nosso meio, que apesar dos grandes desafios que temos enfrentado, continuam trabalhando para contar as nossas poderosas histórias para o mundo. Viva o cinema brasileiro!”.

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Diego Vara/Edison Vara/Agência Pressphoto.

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os integrantes dos júris

por: Cinevitor
Petrus Cariry: cineasta cearense está confirmado no júri de 2025

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de agosto, com abertura oficial nesta sexta-feira, 15/08, revelou os nomes dos profissionais que escolherão os vencedores dos kikitos deste ano.

Profissionais de diferentes áreas do audiovisual e da crítica cinematográfica também sobem à Serra Gaúcha para integrar o time de jurados do 53º Festival de Cinema de Gramado. Ao todo, 20 nomes serão responsáveis pelos premiados nas mostras competitivas de longas brasileiros, longas documentais, longas gaúchos e curtas brasileiros, além do Prêmio Assembleia Legislativa da Mostra Gaúcha de Curtas.

Avaliando os seis títulos em competição na mostra de longas-metragens brasileiros estão: o ator Edson Celulari, a atriz Isabel Fillardis e os cineastas Sergio Rezende, Fernanda Lomba e Petrus Cariry. Já na mostra de longas documentais, o professor e realizador Bertrand Lira, o ator Marcos Breda e a jornalista e cineasta Thais Fernandes são os nomes que formam o júri. Ainda nos longas-metragens, o jornalista e crítico Daniel Fernandes, a atriz e produtora Gabrielle Fleck e a produtora Keyti Souza respondem pela seleção de vencedores da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos.

No segmento de curtas-metragens, a mostra nacional será avaliada pelo produtor Ailton Franco Jr., pela crítica de cinema Dríade Aguiar, pela atriz Polly Marinho e pela comunicadora Sarah Oliveira. Por fim, o Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas terá seus laureados escolhidos pela roteirista e diretora Ceci Alves dos Santos, pela produtora Daniela Marinho, pelo cineasta e pesquisador Donny Correia da Silva, pelo cineasta Flávio Botelho Jr. e pela consultora em Legislação Audiovisual, Vera Zaverucha.

O olhar fundamental da crítica na apreciação cinematográfica também se faz presente com o Júri da Crítica, formado por profissionais integrantes da ACCIRS, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, e da Abraccine, Associação Brasileira de Críticas de Cinema. São eles: Arthur Gadelha (CE), Cristian Verardi (RS), Ivana Silva (RS), Paulo Henrique Silva (MG) e Raquel Carneiro (SP).

O Festival de Cinema de Gramado 2025 começa oficialmente nesta sexta-feira com a exibição especial do premiado longa brasileiro O Último Azul, de Gabriel Mascaro, com Denise Weinberg, Adanilo e Rodrigo Santoro no elenco.

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Oscar 2026: 16 longas estão habilitados e disputam indicação brasileira na categoria de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Jesuíta Barbosa interpreta Ney Matogrosso em Homem com H: sucesso de público

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quinta-feira, 14/08, a lista com os 16 longas-metragens brasileiros que estão habilitados e seguem na disputa por uma indicação à vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2026

As reuniões da Comissão de Seleção acontecerão em duas etapas: dia 8 de setembro de 2025, quando serão revelados os seis títulos pré-selecionados entre os inscritos; e a reunião final, no dia 15 de setembro, para a escolha do título que representará o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme internacional da 98ª edição do Oscar, premiação realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles.

Vale destacar que na última edição do prêmio da Academia, o Brasil foi premiado com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e levou o primeiro Oscar para o país; além disso, o longa também foi indicado a melhor filme e melhor atriz para Fernanda Torres

Conheça os 16 longas-metragens brasileiros habilitados:

A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert
A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry
Baby, de Marcelo Caetano
Homem com H, de Esmir Filho
Kasa Branca, de Luciano Vidigal
Malu, de Pedro Freire
Manas, de Marianna Brennand
Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes
O Agente Secreto, de Kleber de Mendonça Filho
O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende
O Último Azul, de Gabriel Mascaro
Oeste Outra Vez, de Erico Rassi
Os Enforcados, de Fernando Coimbra
Retrato de um Certo Oriente, de Marcelo Gomes
Um Lobo Entre os Cisnes, de Marcos Schechtman e Helena Varvaki
Vitória, de Andrucha Waddington

Foto: Marina Vancini.

XI Recifest: conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
Sharlene Esse no curta pernambucano A Volta, de Anny Stone

Foram anunciados os 26 curtas-metragens que compõem as mostras competitivas da 11ª edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 23 de setembro e 5 de outubro com programação no Recife e nas Terras Indígenas Pankararu (Tacaratu e Jatobá, no sertão de Pernambuco), além de atividades on-line.

As sessões competitivas serão realizadas entre os dias 23 e 27 de setembro no Cinema São Luiz reunindo obras de 13 estados brasileiros. Esta edição registrou o maior número de inscrições da história do festival: 271 filmes, dos quais foram selecionados 16 ficções, seis documentários, três animações e um híbrido.

Os curtas refletem a pluralidade da produção audiovisual contemporânea com equipes formadas por pessoas cis, trans, travestis, não-binárias e de diferentes identidades raciais e étnicas. As obras abordam temas como afetos e relações LGBTQIAPN+, questões de gênero, sexualidade, ancestralidade indígena e afro-brasileira, enfrentamento à violência, lutas por direitos e narrativas experimentais que exploram novas linguagens no cinema.

Seis títulos concorrem ao prêmio de melhor filme pernambucano e outros 20 ao prêmio de melhor filme nacional. A curadoria das mostras competitivas foi formada por Galba Gogóia, Graciela Guarani e Davi Barros. O Recifest é realizado pela Olinda Produções e pela Casa de Cinema de Olinda, com incentivo do Funcultura e apoio da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

Neste ano, Ruby Nox, vencedora da segunda temporada do reality show Drag Race Brasil, será a apresentadora do evento. E mais: o documentário Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério, com Sharlene Esse, Raquel Simpson, Márcia Vogue, Christiane Falcão, Suelanny Tigresa e Paloma Pitt, será o filme de abertura

Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do 11º Recifest:

2/1, de Mateus Lacerda (SP)
A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE)
A Volta, de Anny Stone (PE)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Ana Cecília, de Julia Regis (RS)
Ana e as Montanhas, de Julia Araújo e Carla Villa-Lobos (GO/RJ)
Cissa Tempo, de Oaj (SP)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO)
Descamar, de Nicolau (DF)
Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP)
Geni & Thor, de Pedro H. Machado (PR)
Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
Lança-Foguete, de William Oliveira (PE)
Mãe, de Jöão Monteiro (RS)
Na Volta Eu te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP)
Pacto pela Vida, de Luiza Côrte (PE)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim (AL)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Todas as Memórias que Você Fez para Mim, de Pedro Fillipe (PE)
Todo Romance Termina Assim, de Marco Aurélio Gal (SP)
Tudo que Importa, de Coraci Ruiz (SP)
Valéria di Roma, de Carlos Mosca (PB)
Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel (PE)

Foto: Divulgação.

Festival de Toronto 2025: curta brasileiro O Véu, de Gabriel Motta, é selecionado

por: Cinevitor
Cena do curta brasileiro O Véu, de Gabriel Motta: selecionado para o TIFF

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, divulgou os curtas-metragens selecionados para este ano; a lista traz 48 títulos, de 28 países.

O cinema brasileiro marca presença na mostra Short Cuts com O Véu, dirigido pelo cineasta gaúcho Gabriel Motta, que será exibido na seção Strange Cuts, uma vertente adjacente da Midnight Madness, que traz títulos híbridos de gênero. Com atmosfera densa e visual hipnótico, o curta é um filme de terror que acompanha um culto religioso marcado por falsos rituais de possessão; até que a filha do pastor é tomada por uma entidade real, desencadeando eventos macabros. Clique aqui e assista ao trailer. 

O filme é protagonizado por Robson Lima Duarte, PHILL e Rafaela Lima em interpretações intensas que exploram os limites entre fé, poder e repressão. O elenco ainda conta com Renata de Lélis, Marcello Crawshaw, Victor Di Marco e João Carlos Castanha. O Véu é produzido pela Fogo Filmes e Onomato, produtoras de Porto Alegre, e contou com o financiamento do Edital de Seleção Pública Paulo Gustavo Porto Alegre

Anteriormente, Gabriel Motta lançou Pastrana, codirigido por Melissa Brogni, que foi premiado como melhor filme nos festivais de Brasília e Gramado, melhor curta latino-americano no BAFICI e exibido em eventos como o Festival de Tribeca, Curta Cinema e Kinoforum. Seus outros trabalhos transitaram por eventos como Bogoshorts (Colômbia), San Francisco Frameline (Estados Unidos), FEST – Novos Realizadores | Novo Cinema (Portugal), entre outros. 

Em comunicado oficial nas redes sociais, o diretor disse: “É o cinema de gênero gaúcho representando o Brasil em um dos festivais mais importantes do mundo! Nosso filme será exibido na mostra competitiva Short Cuts, ao lado de obras incríveis de novos talentos do cinema mundial. Trata-se de uma competição qualificadora para o Oscar 2026. É uma honra compartilhar essa conquista com toda a equipe que tornou O Véu possível. Mal podemos esperar para apresentar essa história ao público de Toronto”

Com programação coordenada por Sonja Baksa e Mariam Zaidi, o júri da mostra Short Cuts será formado por: Ashley Iris Gill, cineasta e diretora de fotografia canadense; Marcel Jean, diretor artístico do Festival de Cinema de Animação de Annecy e diretor executivo da Cinémathèque québécoise; e Connor Jessup, ator, escritor e diretor canadense. Neste ano, além dos prêmios de melhor curta-metragem internacional e canadense, o festival também concederá um prêmio para o melhor curta-metragem de animação

Conheça os curtas-metragens selecionados para o 50º Festival de Toronto:

PROGRAMA 1 | CURTAS

A Small Fiction of My Mother in Beijing, de Dorothy Sing Zhang (China)
Agapito, de Arvin Belarmino e Kyla Danelle Romero (Filipinas)
DISC, de Blake Winston Rice (EUA)
Healer, de Chelsea McMullan (Canadá)
Jazz Infernal, de Will Niava (Canadá)
Ramón Who Speaks to Ghosts, de Shervin Kermani (Espanha/Canadá/México)
The Girl Who Cried Pearls, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski (Canadá)

PROGRAMA 2 | CURTAS

Ambush, de Yassmina Karajah (Jordânia/Canadá)
Bots, de Rich Williamson (Canadá)
Fille de l’eau (Water Girl), de Sandra Desmazières (França/Holanda/Portugal)
I Fear Blue Skies, de Salar Pashtoonyar (Canadá)
Not Scared, Just Sad, de Isabelle Mecattaf (Líbano/Bulgária)
Talk Me, de Joecar Hanna (Espanha/EUA)

PROGRAMA 3 | CURTAS

Asparagus Bear, de Ivan Grgur (Croácia)
Ce Qu’on Laisse Derrière (What We Leave Behind), de Jean-Sébastien Hamel e Alexandra Myotte (Canadá)
Demons, de Kelly Fyffe-Marshall (Canadá)
Öronmask (Earworm), de Patrik Eklund (Suécia)
Sea Star, de Tyler Mckenzie Evans (Canadá)
The Non-Actor, de Eliza Barry Callahan (EUA)
Une Fenêtre Plein Sud (A South Facing Window), de Lkhagvadulam Purev-Ochir (França/Mongólia)

PROGRAMA 4 | CURTAS

Ali, de Adnan Al Rajeev (Bangladesh/Filipinas)
Chín (Ripe), de Solara Thanh Bình Đặng (Canadá/Vietnã)
Dust to Dreams, de Idris Elba (Nigéria)
Fiction Contract, de Carolyn Lazard (EUA)
More Than Happy, de Wei Keong Tan (Singapura)
Une Fugue (To the Woods), de Agnès Patron (França)
Year of the Dragon, de Giran Findlay-Liu (Canadá)

PROGRAMA 5 | CURTAS

Argumentos a Favor do Amor (Arguments in Favor of Love), de Gabriel Abrantes (Portugal)
Dish Pit, de Anna Hopkins (Canadá)
I’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom (França/Grécia/Palestina)
Karupy, de Kalainithan Kalaichelvan (Canadá)
Pink Light, de Harrison Browne (Canadá)
Poster Boy, de India Opzoomer (Canadá)
The Contestant, de Patrick Xavier Bresnan (EUA/Alemanha)
Una vez en un cuerpo (Once in a Body), de María Cristina Pérez González (Colômbia/EUA)

PROGRAMA 6 | CURTAS

A Soft Touch, de Heather Young (Canadá)
All the Empty Rooms, de Joshua Seftel (EUA)
Divers, de Geordie Wood (EUA)
Niimi, de Dana Solomon (Canadá)
Permanent Guest, de Sana Zahra Jafri (Paquistão)
The Death of the Fish, de Eva Lusbaronian (França)

STRANGE CUTS

Klee, de Gavin Baird (Canadá)
Marriaginalia, de Hannah Cheesman (Canadá)
O Véu (The Veil), de Gabriel Motta (Brasil)
Praying Mantis, de Joe Hsieh (Taiwan/Hong Kong)
Quietness, de Gonçalo Almeida (Espanha)
Thanks To Meet You!, de Richard Hunter (Reino Unido)
UM, de Nieto (França)

Foto: Lívia Pasqual. 

Conheça os vencedores do 48º Festival Guarnicê de Cinema

por: Cinevitor
Fabio Meira, diretor de Mambembe: cinco prêmios

Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/08, no Basa Clube, em São Luís, no Maranhão, os vencedores da 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que exibiu mais de 80 títulos em sua programação. O mais longevo festival do Norte e Nordeste, e um dos mais importantes do país, celebra o audiovisual maranhense e nacional48 anos.

O evento, promovido pela UFMA, Universidade Federal do Maranhão, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e da Diretoria de Assuntos Culturais (DAC), reuniu realizadores, convidados, júris, patrocinadores e o público para celebrar a diversidade, o talento e a força do audiovisual brasileiro e maranhense.

Um dos destaques da noite foi o curta-metragem Piraí: Os Cantos da Encantaria Akroá Gamella, de Diego Janatã e Djuena Tikuna, grande vencedor do Prêmio Assembleia Legislativa Mauro Bezerra de melhor curta-metragem maranhense e também agraciado com o Prêmio Itaú Cultural Play no valor de R$ 15 mil mais licenciamento exclusivo na plataforma de streaming do Itaú; a entrega foi feita por Ricardo Tayra, representante do Itaú Cultural Play.

A premiação reforça o reconhecimento à produção audiovisual local e marca mais uma edição da parceria entre o festival e a plataforma Itaú Cultural Play. A partir desta quinta-feira, 07/08, a plataforma lança uma mostra especial com sete curtas e longas-metragens, entre maranhenses e nacionais, participantes desta edição do Guarnicê. Os filmes estarão disponíveis gratuitamente até o dia 23 de agosto, somando-se a um acervo de mais de 400 títulos brasileiros de diversos gêneros, formatos e épocas.

A cerimônia, que foi iniciada com uma apresentação especial da cantora Cecília Leite, também contou com a entrega do Prêmio Cardume de melhor curta nacional, eleito por júri próprio, com valor de R$ 3 mil referentes ao licenciamento exclusivo de um ano na plataforma. A premiação foi entregue por Luciana Damasceno e Daniel Jaber para o filme paraibano A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais.

Ao todo, 89 filmes e videoclipes participaram das oito mostras competitivas do festival, além de 15 jogos digitais que integraram a Mostra de Jogos. Neste ano, os homenageados foram: Silvero Pereira, Tássia Dhur e Cacá Diegues

O júri desta 48ª edição foi formado por: Danielle Bertolini, Vivi Pistache e Simone Zuccolotto nas mostras nacionais; Aline Pacheco, Marcos Vilar e Sérgio Onofre nas mostras maranhenses; Monica Rodrigues, Bertrand Lira e Fábio Azevedo na Mostra Universitária; Cael Borges, Rodrigo Lima e Lucas Toso na Mostra de Jogos Digitais; e Keylanne Ramos, Etelvino Neto, Thag Santos, Elvis Oliveira e Denise Costa na Mostra Faz Todo Sentido

Conheça os vencedores do 48º Festival Guarnicê de Cinema:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme | Júri Oficial: Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Melhor Filme | Júri Popular: Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Melhor Direção: Ana Aranha, por Pau d’Arco
Melhor Roteiro: Tijolo por Tijolo, escrito por Victoria Álvares e Quentin Delaroche
Melhor Ator: Genézio de Barros, por Senhoritas
Melhor Atriz: Elenco de Mambembe (Índia Morena, Madonna Show e Dandara Ohana)
Melhor Ator Coadjuvante: Murilo Grossi, por Mambembe
Melhor Atriz Coadjuvante: Clau Barros, por Ainda Não é Amanhã
Melhor Direção de Fotografia: Mambembe, por Daniela Cajías
Melhor Direção de Arte: O Silêncio das Ostras, por Juliana Lobo
Melhor Montagem: Tijolo por Tijolo, por Quentin Delaroche
Melhor Trilha Sonora Original: Pau d’Arco, por Pedro Penna
Melhor Desenho de Som: Pau d’Arco, por Fernando Ianni
Menção Honrosa: Mayara Priscila de Jesus do Santos, por Quem é Essa Mulher?

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTA-METRAGEM

Melhor Filme | Júri Oficial: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Melhor Filme | Júri Popular: Mala Preta, de Áurea Maranhão (MA)
Melhor Direção: Pedro de Alencar, por Sebastiana
Melhor Roteiro: Entre Corpos, escrito por Mayra Costa
Melhor Ator: Fernando Teixeira, por Ladeira Abaixo
Melhor Atriz: Camila Botelho, por Arame Farpado
Melhor Ator Coadjuvante: Ricardo Bagge, por Arame Farpado
Melhor Atriz Coadjuvante: Soia Lira, por Cavalo Marinho
Melhor Direção de Fotografia: Boiuna, por Tiago Pelaes
Melhor Direção de Arte: O Céu Não Sabe Meu Nome, por Letícia Campos
Melhor Montagem: Sebastiana, por Pedro de Alencar
Melhor Trilha Sonora Original: O Céu Não Sabe Meu Nome, por C-AFROBRASIL
Melhor Desenho de Som: A Nave que Nunca Pousa, por Romero Coelho

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS MARANHENSES

Melhor Filme | Júri Oficial: O Teatro te Xama: Família de Criação, de Dani Lopes
Melhor Filme | Júri Popular: A Cigana, de Thiago Furtado
Melhor Direção: Dani Lopes, por O Teatro te Xama: Família de Criação
Melhor Roteiro: Apollo, escrito por Messias Saíssem
Melhor Ator: Messias Saíssem, por Apollo
Melhor Atriz: Michelle Cabral, por Apollo
Melhor Ator Coadjuvante: Lauande Aires, por Apollo
Melhor Atriz Coadjuvante: Maria Ethel, por O Teatro te Xama: Família de Criação
Melhor Direção de Fotografia: O Teatro te Xama: Família de Criação, por Dani Lopes
Melhor Direção de Arte: Apollo, por Jacksciene Guedes
Melhor Montagem: O Teatro te Xama: Família de Criação, por Dani Lopes
Melhor Trilha Sonora Original: Apollo
Melhor Desenho de Som: Fogo, Murro e Coice
Menção Honrosa: A História do Início do Surf no Maranhão, de Marcelo Vasconcelos
Menção Honrosa: Benício Bem, por A Cigana

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS MARANHENSES

Melhor Filme | Júri Oficial: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, de Diego Janatã e Djuena Tikuna
Melhor Filme | Júri Popular: Silêncio na Boiada, de Luiza Fernandes
Melhor Direção: Lucas Sá, por CATA
Melhor Roteiro: Um Pé de Cajú, escrito por Eduardo Marques e Pablo Monteiro 
Melhor Ator: Lucas Inácio, por Catty Bete
Melhor Atriz: Gabi Miguel, por Amor Veraneio
Melhor Ator Coadjuvante: Raimundo dos Remédios, por Um Pé de Cajú
Melhor Atriz Coadjuvante: Lúcia Reis, por Catty Bete
Melhor Direção de Fotografia: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Vinicius Berger
Melhor Direção de Arte: Faro, por Davy Amaral e Vitória Campos
Melhor Montagem: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Vinicius Berger
Melhor Trilha Sonora Original: Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella
Melhor Desenho de SomPiraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, por Gui Augusto

MOSTRA UNIVERSITÁRIA

Melhor curta-metragem: Muros Invisíveis, de Dário Gilson, Lucas Matos e Edvaldo Goulart
Melhor Videoclipe: Pétalas e Cédulas, de Kamiski e Vitória Campos
Menção Honrosa: Lolith, de Stenio Maciel e Jackesiene Guedes

MOSTRA NACIONAL | PRÊMIO CARDUME
*Prêmio de R$ 3.000,00 por licenciamento

Melhor Curta Nacional | Júri Cardume: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)

MOSTRA MARANHENSE | VIDEOCLIPE

Melhor Videoclipe | Júri Técnico: Andamento, de Núbia; direção: Jonas Sakamoto
Melhor Videoclipe | Júri Popular: Bye, de Lucca Truta, Deon e Kaminski; direção: Vitória Campos

MOSTRA COMPETITIVA DE JOGOS

Melhor Game Design: Desert Mirage, por Ops Game Studio 
Melhor Jogo Maranhense | Júri Técnico: Desert Mirage, por Ops Game Studio
Melhor Jogo Maranhense | Júri Popular
: Múmia Maluca, por Allan Kassio Beckman Soares da Cruz 
Melhor Jogo Nordestino: Plungeez, por Zeroth.team

Foto: Hannah Letícia.

Mostra Quelly Internacional de Gênero e Sexualidade 2025: conheça os destaques da programação

por: Cinevitor
Aura do Nascimento e Renata Carvalho no longa Salomé, de André Antônio

A nona edição da Quelly – Mostra Internacional de Cinema de Gênero e Sexualidade acontecerá entre os dias 27 e 30 de agosto no Teatro João do Vale, em São Luís, no Maranhão, com um olhar especial sobre os dilemas e desafios de se produzir obras queer cedendo a demandas e exigências comerciais mercadológicas.

Com curadoria dos cineastas George Pedrosa e Daniel Nolasco, a programação reúne obras nacionais e internacionais produzidas antes do termo queer surgir como pauta política, teoria acadêmica ou ser popularizado nas redes sociais.

Durante décadas, o queer se demonstrou um desafio epistemológico. Afinal, como definir algo que surge exatamente para questionar e destruir conceitualizações e certezas teóricas?: “O que eu considero ser queer, pode não ser para outra pessoa, para outro grupo, para outra corrente de pensamento. O termo parece estar cada vez mais assimilado e inserido dentro do nosso mundo contemporâneo: presente nas falas de apresentadores de programas matinais da grande mídia, estampando propagandas capitalistas, banalizados em discursos acadêmicos, etc. O queer vai muito além dos que nos vendem em excesso e em letras coloridas nas redes sociais no mês do orgulho”, disse Nolasco.

A abertura da programação será com a exibição de Salomé, de André Antônio. O filme ganhou sete prêmios no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, incluindo melhor longa-metragem, e também se destacou recentemente no Festival Goiamum Audiovisual. A produção pernambucana, protagonizada por Aura do Nascimento, rememora a história bíblica de Salomé misturando gêneros, referências e mundos. O elenco conta também com Fellipy Sizernando, Renata Carvalho, Zuba Neves, Clara Maria Matos, Danny Barbosa, Everaldo Pontes e Geyson Luiz.

Ao longo da Mostra, o público poderá assistir a títulos como Todo cuidado é pouco, Memorabilia, Kassandra com K, Poesia no Vinho de Seus Lábios e Fabulosas: Operação Aranha. A programação inclui filmes de cineastas como Rivanildo Feitosa e Cícero Filho, Todd Verow, Wesley Pereira de Castro, João Victor Borges e Will Domingos, Tomás Paula Marques, Th Fernandes e Lu Lambertti.

Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro, que foi consagrado na Mostra Tiradentes, também será exibido. O longa apresenta o diário íntimo e bastante honesto do diretor/personagem Wesley Pereira. Já o encerramento trará Onda Nova, um filme clássico moderno do cinema brasileiro, assinado por José Antônio Garcia e Ícaro Martins. A entrada é gratuita, porém sujeita à lotação do espaço. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes das sessões na bilheteria do João do Vale.

Além da extensa e variada programação de filmes, a Mostra Quelly promoverá momentos de reflexão e troca de experiências. Prova disso será a realização, nos dias 29 e 30 de agosto, da Oficina Metamorfose, que será ministrada pela atriz e protagonista do filme Salomé, Aura do Nascimento, ofertando aos participantes conteúdos sobre artes visuais, cinema, filosofia e natureza, com referências de artistas e práticas que mediam processos de transformação. As atividades acontecerão no espaço cultural independente Espaço Chão, localizado na Rua do Giz. No dia 28 de agosto, o evento contará com uma masterclass com o cineasta André Antônio. A apresentação do premiado diretor, responsável pelo longa-metragem Salomé, ocorrerá no Teatro João do Vale.

Foto: Divulgação/Surto & Deslumbramento.

Audiovisual brasileiro: carta aberta em defesa da regulação do streaming

por: Cinevitor
Viva o cinema brasileiro: mensagem exibida no Prêmio Grande Otelo 2025

Mais de 750 cineastas, atores e atrizes, produtores, roteiristas, técnicos e artistas de todas as regiões do país assinaram uma carta em defesa da regulação do streaming no Brasil, pauta que já vem sendo discutida há muito tempo.

Endereçada ao Presidente Lula, ao presidente da câmara, Hugo Motta, à Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, à Ministra da Cultura, Margareth Menezes, e à Secretaria Nacional do Audiovisual, Joelma Gonzaga, a carta aberta alerta para a urgência de um marco regulatório que assegure contrapartidas justas das grandes plataformas internacionais que operam no país: “A regulação não pode mais ser adiada”, alertam os signatários. Clique aqui e confira a lista com os nomes de todos que assinam a carta.

“O audiovisual de um país registra a identidade em movimento de sua cultura. Conta quem nós somos, de onde viemos, e nos ajuda a pensar para onde queremos ir. Constrói algo fundamental: a memória de um país”, diz a carta, que pede que o Presidente Lula e a Ministra Gleisi deem um tratamento prioritário ao tema e no diálogo com o Congresso Nacional. Também solicita ao presidente Hugo Motta que reconduza a deputada Jandira Feghali para a relatoria dos projetos em tramitação.

A carta aberta, assinada em ordem alfabética, junta vertentes do cinema e expressa pluralidade, abrangendo um espectro muito amplo, tanto no âmbito artístico e territorial. Com realizadores, executivos e técnicos de todo Brasil, contemplando estados como São Paulo, Acre, Pernambuco, Rio de Janeiro, Brasília e Santa Catarina, assinam astros e produtores, passando por roteiristas e montadores, até cineastas independentes que vêm obtendo reconhecimento nos mais destacados festivais internacionais, como Cannes, Berlim, Veneza e premiações como o Oscar. Um documento histórico que une diferentes olhares e profissionais da atividade.

Entre os signatários, nomes consagrados como Fabiano Gullane, Fernanda Torres, Fernando Meirelles, Heitor Dhalia, Joel Zito Araújo, José Padilha, Julia Rezende, Kleber Mendonça Filho, Laís Bodanzky, Luiz Carlos Barreto, Petra Costa, Wagner Moura, Walter Salles, além de expoentes do cinema independente como Anna Muylaert, Affonso Uchoa, André Novais Oliveira, Adirley Queirós, Eryk Rocha, Gabriel Mascaro, Maya Da-Rin. Entre cineastas experientes como Daniel Filho, Helena Ignez, Julio Bressane e da nova geração, Grace Passô e Marcelo Caetano, assinam a carta realizadores de todas as regiões do Brasil, cineastas de documentário, ficção, animação. Realizadores da quebrada como Lincoln Péricles (do Capão Redondo), cineastas indígenas como Morzaniel Ɨramari Yanomami e escritores como Paulo Lins. Uma amostra poderosa da pluralidade de estilos, linguagens e origens que compõem o audiovisual brasileiro.

A carta faz uma defesa contundente da permanência da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) como relatora da matéria no plenário da Câmara. Para os signatários, Jandira é peça-chave para garantir a coerência legislativa e a continuidade institucional do processo, já que vem conduzindo amplas negociações com o setor e construindo um substitutivo de consenso: “Não podemos aceitar que o nosso mercado audiovisual seja usado como moeda de troca, como em momentos anteriores de nossa história. Devemos almejar equilibrar a nossa balança comercial da cultura, exportando nossa diversidade e nossa produção cultural para o mundo”.

A carta enfatiza a urgência da votação do substitutivo ao PL 2331/22, relatado pela deputada Jandira Feghali, que propõe um modelo de contribuição financeira mínima das plataformas para o desenvolvimento do audiovisual nacional (6%), patamar já muito abaixo do que estabelece o Conselho Superior do Cinema (12%). A proposta se baseia em experiências internacionais, como as da França, Itália e Coreia do Sul, e já conta com amplo apoio do setor.

A carta pede:

  • Apoio formal e estratégico do poder Executivo ao PL 2331/22;
  • Manutenção de Jandira Feghali na relatoria do texto no plenário da Câmara;
  • Cobra atuação firme do Ministério da Cultura como defensor da indústria audiovisual brasileira, a exemplo de países que tem cinematografias fortes;
  • Mobilização conjunta para garantir a tramitação urgente da proposta no Congresso Nacional.

“Sem regulação, o Brasil corre o risco de ser apenas um mercado consumidor, sem consolidar uma indústria nacional capaz de gerar emprego, renda e projeção internacional”, afirma o texto. A carta reforça que a regulação é uma questão de soberania nacional, cultura e democracia: “Trata-se de garantir que a voz do Brasil continue a ser contada por brasileiros”, concluem os signatários.

Foto: Cláudio Andrade/Christian Rodrigues.

Festival de Toronto 2025: O Último Azul, de Gabriel Mascaro, é selecionado

por: Cinevitor
Denise Weinberg em O Último Azul, de Gabriel Mascaro: cinema brasileiro no TIFF

A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, revelou os títulos selecionados para a mostra Centrepiece, antes chamada de Contemporary World Cinema, que celebra as conquistas cinematográficas globais com uma variedade dinâmica de filmes contemporâneos.

A seleção desta vitrine global apresenta 55 títulos, de quase 50 países. A mostra Centrepiece oferece uma plataforma para filmes reconhecidos internacionalmente, títulos aclamados em outros festivais ao redor do mundo e estreias muito aguardadas de talentos canadenses e internacionais.

O cinema brasileiro marca presença com O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro, que foi premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano; o filme recebeu também o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Além disso, foi consagrado como melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

O elenco conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

Além dos novos filmes anunciados, o Festival de Cinema de Toronto também revelou os homenageados desta 50ª edição: o cineasta mexicano Guillermo del Toro receberá o Ebert Director Award; a atriz e diretora Jodie Foster será honrada com o Share Her Journey Groundbreaker Award; a diretora japonesa Hikari será homenageada com o TIFF Emerging Talent Award; o ator sul-coreano Lee Byung-hun receberá o TIFF Special Tribute Award e exibirá No Other Choice, de Park Chan-wook, na mostra Gala Presentations; e o ator Brendan Fraser será honrado com o TIFF Honorary Chair

Conheça os novos filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto:

CENTREPIECE

8-ban deguchi (Exit 8), de Genki Kawamura (Japão)
Amélie et la métaphysique des tubes (Little Amélie or the Character of Rain), de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han (França)
Arco, de Ugo Bienvenu (França)
Ástin sem eftir er (The Love That Remains), de Hlynur Pálmason (Islândia/Dinamarca/Suécia/França)
Bajo el Mismo Sol (Under The Same Sun), de Ulises Porra (República Dominicana/Espanha)
Barrio Triste, de STILLZ (Colômbia/EUA)
Blood Lines, de Gail Maurice (Canadá)
Blue Heron, de Sophy Romvari (Canadá/Hungria)
Blue Moon, de Richard Linklater (EUA/Irlanda)
Carolina Caroline, de Adam Carter Rehmeier (EUA)
Den Sidste Viking (The Last Viking), de Anders Thomas Jensen (Dinamarca/Suécia)
Diya, de Achille Ronaimou (Chade/França/Alemanha/Costa do Marfim)
Duse, de Pietro Marcello (França/Itália)
Eagles of the Republic, de Tarik Saleh (Suécia/França/Dinamarca/Finlândia/Alemanha)
Erupcja, de Pete Ohs (EUA/Polônia)
Follies, de Eric K. Boulianne (Canadá)
Gagne ton ciel (The Cost of Heaven), de Mathieu Denis (Canadá)
Good Boy, de Jan Komasa (Polônia/Reino Unido)
Hamlet, de Aneil Karia (Reino Unido)
Honey Bunch, de Madeleine Sims-Fewer e Dusty Mancinelli (Canadá)
I Swear, de Kirk Jones (Reino Unido)
Irkalla: Gilgamesh’s Dream, de Mohamed Jabarah Al-Daradji (Iraque/Emirados Árabes Unidos/França/Reino Unido/Qatar/Arábia Saudita)
La hija cóndor (The Condor Daughter), de Álvaro Olmos Torrico (Bolívia/Peru/Uruguai)
La misteriosa mirada del flamenco (The Mysterious Gaze of the Flamingo), de Diego Céspedes (Chile/França)
La petite dernière (The Little Sister), de Hafsia Herzi (França/Alemanha)
Le città di pianura (The Last One for The Road), de Francesco Sossai (Itália/Alemanha)
Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou (Taiwan/França/EUA/Reino Unido)
Lucky Lu, de Lloyd Lee Choi (EUA)
Mama, de Or Sinai (Israel/Polônia/Itália)
Mamlaket al-qasab (The President’s Cake), de Hasan Hadi (Iraque/EUA/Qatar)
Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser (Quênia/Suíça/Arábia Saudita)
Milchzähne (Milk Teeth), de Mihai Mincan (Romênia/França/Dinamarca/Grécia/Bulgária)
Miroirs No. 3, de Christian Petzold (Alemanha)
Motor City, de Potsy Ponciroli (EUA)
My Father’s Shadow, de Akinola Davies Jr. (Reino Unido/Nigéria)
New Years Rev, de Lee Kirk (EUA)
Nomad Shadow, de Eimi Imanishi (EUA/Espanha/França)
Nühai (Girl), de Shu Qi (Taiwan)
O Último Azul (The Blue Trail), de Gabriel Mascaro (Brasil/México/Chile/Holanda)
Olmo, de Fernando Eimbcke (EUA/México)
Orphan (Árva), de László Nemes (Hungria/França/Alemanha/Reino Unido)
Palimpsest: the Story of a Name, de Mary Stephen (França/Hong Kong/Taiwan)
Pee chai dai ka (A Useful Ghost), de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia/França/Singapura/Alemanha)
Planètes (Dandelion’s Odyssey), de Momoko Seto (França/Bélgica)
Renoir, de Chie Hayakawa (Japão/França/Singapura/Filipinas/Indonésia/Qatar)
Ri Gua Zhong Tian (The Sun Rises On Us All), de Cai Shangjun Cai (China)
Saipan, de Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn (Irlanda/Reino Unido)
Space Cadet, de Kid Koala (Canadá)
The Fox King, de Woo Ming Jin (Malásia/Indonésia)
Unidentified, de Haifaa Al-Mansour (Arábia Saudita)
Vimukt (In Search of The Sky), de Jitank Singh Gurjar (Índia)
Wasteman, de Cal McMau (Reino Unido)
Whitetail, de Nanouk Leopold (Holanda/Bélgica/Irlanda)
Youngblood, de Hubert Davis (Canadá)
Zwei Staatsanwälte (Two Prosecutors), de Sergei Loznitsa (França/Alemanha/Holanda/Letônia/Romênia/Lituânia)

Foto: Guillermo Garza.

FAM 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta paraibano A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais

A 29ª edição do FAM, Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul, acontecerá entre os dias 4 e 10 de setembro na capital catarinense com 58 títulos, entre curtas, médias e longas-metragens na programação.

Neste ano, a curadoria avaliou 1.214 filmes, o segundo maior número de inscritos já registrado na história do FAM. Com abrangência ibero-americana, além da tradicional participação dos países do Mercosul e seus associados, o FAM 2025 representará em tela o cinema de 11 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Espanha, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, além de França em uma coprodução. Do Brasil, 16 estados possuem representantes na seleção. Um destaque é a Paraíba, que soma quatro filmes selecionados; Santa Catarina e São Paulo completam os três estados brasileiros com mais obras participantes.

Nas temáticas abordadas, questões sociais prevalecem, além de trabalho e espiritualidade. Na seleção encontram-se filmes que trazem à tona discussões sobre racismo, sexualidade e identidade de gênero, revisitação histórica, educação, cuidados paliativos, acessibilidade, entre outros. Além dos gêneros tradicionais, como documentário, animação, experimental e drama, é novidade obras de terror e comédia.

Outro destaque é a representatividade na direção das obras. Cerca de 40% dos filmes em competição são dirigidos por mulheres, 26,15% por pessoas LGBTQIA+ e 21,54% se autodeclararam pretos ou pardos. Em tela, a edição de 2025 apresentará uma maior diversidade trans, com personagens principais em destaque. Também é notável um aumento de protagonistas PcDs nos filmes.

Ao todo, a 29ª edição do Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul contará com oito mostras competitivas, em que os selecionados concorrem ao prêmio de melhor filme pelo Júri Popular e Júri Oficial em cada categoria. A Mostra Curtas, como de costume, apresenta o maior número de filmes exibidos, com 12 produções. Em seguida, aparece a Mostra Infantojuvenil e a Mostra On-line, com 10 produções cada. De volta à programação do FAM, a Mostra Especial LPG, dedicada a projetos realizados com recursos da Lei Paulo Gustavo, exibirá obras com diferentes metragens. Completam as mostras competitivas: Curtas Catarinense, Longas, Videoclipes e Work In Progress: WIP (filmes em fase de pós-produção).

O FAM 2025 ainda contará com uma série de filmes convidados na programação, que serão divulgados em breve. Uma das mostras já confirmadas é a Mostra IC Play, uma parceria entre o FAM e o streaming do Itaú Cultura Play, que se repete em mais um ano, dessa vez destacando a força da produção catarinense. O festival será realizado no CineShow Beiramar Shopping em Florianópolis, Santa Catarina

Escrito e dirigido por Sérgio Azevedo, o curta catarinense Notícias da Lua será o filme de abertura desta edição. A história, filmada em Criciúma, no Sul do estado, é focada em Luã, interpretado por Davi Burg, um menino autista com hiperfoco em astronomia. Em uma visita da escola ao Planetário, ele descobre que “um lobo comeu a lua”. Sem entender metáforas, o menino de 10 anos começa uma investigação para saber o que aconteceu com seu astro preferido. Fingindo ser um astronauta, Astor, o zelador da escola, ajuda Luã a entender o que aconteceu com a Lua para que ela volte a brilhar no céu.

Nesta edição do FAM, Notícias da Lua é um dos seis filmes com protagonistas PcDs, mas o único que retrata o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Como destaca o diretor, é de extrema significância ser o filme de abertura da 29ª edição do festival. Como profissional do audiovisual catarinense, e pessoa dentro do espectro, Sérgio acredita que a exibição do curta seja capaz de despertar o interesse do público para, ao chegar em casa, pesquisar e conhecer mais sobre o autismo. O elenco conta também com Otávio Augusto, Ana Miranda, Cássio do Nascimento, Dea Busato, Gringo Starr, Glauco Broering, Amanda Savi e Fernando Lodetti Silva.

A maior parte dos filmes convidados desta edição, oito documentários, estará no Conversas FAM de Cinema com exibições gratuitas seguidas de debate; uma oportunidade de interação do público com os realizadores. Já a Mostra ICPlay amplia a difusão dos filmes ao público de todo o país, com sessões on-line na plataforma de streaming Itaú Cultural Play. Serão seis filmes disponíveis entre os dias 05/09 e 04/10. A mostra traz uma retrospectiva com produções catarinenses emblemáticas da programação do FAM exibidas entre 2019 e 2024, além de uma coprodução entre Brasil, Colômbia e França, a ficção Los Silencios, de Beatriz Seigner.

Conheça os filmes selecionados para o FAM 2025

MOSTRA LONGAS

Alí Primera, de Daniel Yegres Richard (Venezuela)
Aprender a Sonhar, de Vítor Rocha (BA)
Escritor, de Paula de Luque (Argentina)
Kuarahy Ára: El Tiempo del Sol, de Hugo Gamarra Etcheverry (Paraguai)
Soñé Su Nombre, de Ángela Carabalí (Colômbia)
Un Nuevo Amanecer, de Priscila Padilla (Colômbia)

MOSTRA CURTAS

¡Salsa!, de Antonina Kerguelén Román (Colômbia)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Compraventa, de Tomás Murphy (Argentina)
Faísca, de Bárbara Matias Kariri (CE)
Insomnia, de Tomás Gonzalez Montalvo (Argentina)
La Falta, de Carmela Sandberg (Argentina/Uruguai)
Mitã’i Churi, de Elian Guerin (Argentina/Paraguai)
Parirás, de Amandine Goisbault e Júlia Morim (PE)
Rainha, de Raul de Lima (PA)
Serão, de Caio Bernardo (PB)
Um Dia de Negão, de Rebeca Carmo e Analu (BA)

MOSTRA CURTAS CATARINENSE

A Lua dos Beijos Silentes, de Mika Queiroz (Florianópolis)
Adelante, Professora, de Ana Laura Baldo (Florianópolis)
Imagens de uma Despedida, de Nicolas Busato da Costa Monteiro (Florianópolis)
Mascates de Sonhos, de Kristel Kardeal (Itajaí/Blumenau/Penha/Florianópolis)
O Fio de Ariadne, de Alex Schappo (Maravilha)

MOSTRA ESPECIAL LEI PAULO GUSTAVO

Americana, de Agarb Braga (PA)
Esta Noite Minha Alma Partirá, de Igor Vasco (SP)
Mãos Rapper, de Giuliano Robert (PR)
Tapando Buracos, de Pally e Laura Fragoso (AL/PE)
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)

MOSTRA INFANTOJUVENIL

A História de Ayana, de Cristiana Giustino e Luana Dias (RJ)
Abraços, de Barcabogante (SC)
Baile de Miriti, de Emily Cristiane (PA)
Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (SE)
Debaixo do Pé de Pequi, de Maiári Iasi (GO)
Hay que Saber Llegar, de Luber Yesid Zúñiga Ordóñez (Colômbia)
Le Petit et Le Géant, de Isabela Costa (RJ/França)
Não é Sobre Pastéis, de Tiago Ribeiro (MG)
Pequeno B, de Lucas Borges (MG)
Tainá, de Renata Massetti (SC)

MOSTRA ON-LINE

À Flor da Pele, de Danielle Villanova (RJ/BA)
Las Cenizas Están Quemando, de Lucas Leônidas (Argentina/SP)
Marmita, de Guilherme Peraro (SP/PR)
Miren Felder, de Malen Otaño (Argentina)
O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira (CE)
O Sonho de Anu, de Vanessa Kypá (PB)
Quadrados, de João Pedro Costa (PE)
Todo lo que se Transforma, de Fran Caffarel (Argentina)
Todos os Voos se Desdobrarão, de Gabriela Boeri e Leticia Rheingantz (SP)
Travessia, de Karol Felicio (ES)

MOSTRA VIDEOCLIPES

D’Áfrika, de Chico Rasta e Preto Tipuá (Artista: Preto Tipuá) (PI) 
Filosa, de Ezequiel Soma (Artista: Serena Ciga & PocheBeats) (Argentina)
Medo, de RAVIH (Artista: RAVIH) (RS/SP)
Mujer TV, de Pierina Espinoza (Artista: Cherlatte) (Venezuela)
Por Última Vez, de Samuel Castro Romero (Artista: Corona & No Comparto Mis Amigos) (Bolívia)

MOSTRA WORK IN PROGRESS

Al-Buhayra, de Lucas Moro e Manuel Rossell (SP/Espanha)
Brutus, de Marcelo Toledo (DF/Argentina)
Donde Duermen Los Seuños, de Daniel Riglos (Peru)
El Gaga de La Cejas, de Jeissy Trompiz (República Dominicana)
Mistério no Seridó, de Carlos Mello Jr (PB)

CONVERSAS FAM DE CINEMA

Cobra Canoa, de Enio Staub (Brasil, AM/DF/SP/SC)
Donas da Terra, de Ana Marinho (Brasil, SE)
Hermanas del Viento, de Julia Carrizo (Argentina)
Não Dá pra Esquecer, de Fabi Penna e César Cavalcanti (Brasil, SC)
Naufragados, de Jorge Peña Martín (Brasil, SC/Espanha)
Pedra Vermelha, de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt (Brasil, SC)
Rami Rami Kirani, de Lira Huni Kui e Luciana Huni Kui (Brasil, AC)
Wadja, de Narriman Kauane (Brasil, PE)

MOSTRA ICPlay

Homens Pink, de Renato Turnes (Brasil)
Los Silencios, de Beatriz Seigner (Brasil/Colômbia/França)
Mar que Nos Rodeia, de Beatriz Silva (Brasil)
O Último Filme de Meu Pai, de Fabi Penna (Brasil)
Pele Negra, Justiça Branca, de Cinthia Creatini da Rocha, Valeska Bittencourt e Vanessa Rosa Gasparelo (Brasil)
Quem Precisa de Identidade?, de Kátia Klock e Márcia Navai (Brasil)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 4º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande

por: Cinevitor
Badu Morais: melhor atriz pelo curta No Batente

Foram anunciados neste domingo, 03/08, os vencedores da quarta edição do Muído – Festival de Cinema de Campina Grande, mais uma janela da produção cinematográfica paraibana e nordestina, que aconteceu no Teatro Municipal Severino Cabral

Neste ano, 25 títulos foram selecionados entre 281 inscritos. A curadoria foi assinada por Priscila Urpia Moura e Victor de Rosa na Mostra Mundaréu; e Fernando Santos e Virgínia Gualberto na Mostra Facheiro Luzente. Já o time de jurados foi formado por Helton Paulino, Valtyennya Pires e Geyson Luiz. Os vencedores receberam o Troféu Faxexo.

O tema desta quarta edição foi Abrindo Veredas Nesse Caminho e o artista Fernando JFL assinou a arte e toda a identidade visual. Além dos filmes, a programação contou também com oficinas, mesas, debates, a famosa Feirinha do Muído e o Assustado do Muído. O premiado longa pernambucano Tijolo por Tijolo, de Victoria Álvares e Quentin Delaroche, foi o filme convidado deste ano e foi exibido na noite de encerramento

O Muído, realizado em Campina Grande, Paraíba, é um festival genuinamente paraibano e que tem como um dos objetivos ser uma tela para a produção do estado, do litoral ao sertão, passando pelo Cariri, Curimataú, Brejo, Seridó, entre outros.

Conheça os vencedores do 4º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande:

MELHOR FILME | MOSTRA MUNDARÉU
Pupá, de Osani (RN)

PRÊMIO ELY MARQUES | MELHOR FILME PARAIBANO
Tempo de Vaqueiro, de Ramon Batista (Nazarezinho)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Pupá, de Osani (RN)

MELHOR DIREÇÃO
Ramon Batista, por Tempo de Vaqueiro

MELHOR ROTEIRO
Tapando Buracos, escrito por Pally

MELHOR ATRIZ
Badu Morais, por No Batente

MELHOR ATOR
Roberto Rezende, por No Batente

PRÊMIO ALLAN VIDAL | MELHOR MONTAGEM
Pupá, por Alex Macedo

MELHOR FOTOGRAFIA
A Menina que Queria Voar, por Edvaldo Raw

MELHOR DESENHO DE SOM
Procissão, por Álisson Flor

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Menina que Queria Voar, por Amanda Lima

MENÇÃO HONROSA
Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael (PB)
Desconfiguração, de Yo Passos e David Guedes (PB)

Foto: Humberto Bassanello.