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35º Cine Ceará anuncia curtas e longas selecionados para a Mostra Olhar do Ceará

por: Cinevitor
David Santos no curta cearense Na Peleja Brasileira, de Victor Furtado

A produção audiovisual cearense ocupa espaço de destaque na 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema com a Mostra Olhar do Ceará, que para esta edição selecionou 14 curtas e 4 longas-metragens que refletem a diversidade de formatos, temáticas e olhares da cena local.

Disputam o Troféu Mucuripe obras que transitam entre a ficção, o documentário, a animação e o híbrido, apresentando histórias que vão do sertão ao litoral, da intimidade de um apartamento às paisagens poéticas.

Com acesso gratuito, o Cine Ceará 2025 acontecerá entre os dias 20 e 26 de setembro em Fortaleza e ocupará o Cineteatro São Luiz e o Cinema do Dragão, onde será exibida a Mostra Olhar do Ceará. Além das mostras competitivas, o festival realizará exibições especiais, mostras sociais, debates e homenagens.

Para a Mostra Olhar do Ceará foram selecionados os longas-metragens: Bom Fim, de Rafael Vilarouca, um registro da tradicional festa em louvor ao Senhor do Bonfim em Icó; Centro Ilusão, de Pedro Diogenes, que acompanha o encontro de duas gerações de músicos; Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda, uma ficção política e futurista; e Verbo Ser, de Nívia Uchôa, filme que traz relatos de resistência de ativistas feministas no Cariri.

Os curtas-metragens selecionados foram: Acaso Revisitado, de Felipe Camilo, que conduz o espectador a um monólogo sensível sobre afetos, cidades e carnavais; Alheio, de Pedro Paulo Araújo, filme que investiga a metamorfose como rito de passagem; Do Lado de Dentro, de Marina Hilbert, que narra três momentos marcados por memórias dolorosas no mesmo apartamento; Estrangeiro, de Edigar Martins, que mergulha na cultura reggae do Ceará para falar de pertencimento e diversidade.

Concorrem também: Faísca, de Bárbara Matias Kariri, sobre o desaparecimento das onças em um território; Fortaleza Liberta, de Natália Maia e Samuel Brasileiro, que revisita o quadro que retrata a abolição na capital cearense; Límite, de Lucas Melo e Thamires Coimbra, uma ficção que intersecciona dependência química e experiências LGBTQIAPN+ passeando entre o surrealismo e terror; Na Estação das Mangas, Ela Alimenta o Bairro Inteiro, a construção de uma ficção a partir de arquivos e memórias; e Na Peleja Brasileira, de Victor Furtado, que mistura humor e drama na vida de um artista de rua.

A seleção de curtas traz ainda: a animação O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira; Revoada, dos diretores Tuan Fernandes, Gabrielle Neara e Dinorá Melo, que apresenta o voo de pássaros pintado quadro a quadro; Secundária, de Amanda Pontes e Michelline Helena, com reflexões de uma atriz durante um processo de seleção; Tempo Trem, de Roberta Filizola e Guilherme C., uma animação sobre memórias e o retorno de uma locomotiva; e Vermelho de Bolinhas, documentário de Joedson Kelvin e Renata Fortes, que faz uma abordagem sobre a complexa construção da imagem de Benigna Cardoso, vítima de feminicídio em 1941.

Realizado anualmente de forma ininterrupta desde 1991, quando foi lançado como Festival Vídeo Mostra Fortaleza, o Cine Ceará adotou em 2006 o formato atual, voltado para a exibição de produções da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha.

Conheça os filmes da Mostra Olhar do Ceará 2025:

LONGAS-METRAGENS | OLHAR DO CEARÁ

Bom Fim, de Rafael Vilarouca
Centro Ilusão, de Pedro Diogenes
Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda
Verbo Ser, de Nívia Uchôa

CURTAS-METRAGENS | OLHAR DO CEARÁ

Acaso Revisitado, de Felipe Camilo
Alheio, de Pedro Paulo Araújo
Do Lado de Dentro, de Marina Hilbert
Estrangeiro, de Edigar Martins
Faísca, de Bárbara Matias Kariri
Fortaleza Liberta, de Natália Maia e Samuel Brasileiro
Límite, de Lucas Melo e Thamires Coimbra
Na Estação das Mangas, Ela Alimenta o Bairro Inteiro, de Carlos Dias Oliveira, Lino Fly, Tiago Coutinho e Yan Tavares
Na Peleja Brasileira, de Victor Furtado
O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira
Revoada, de Tuan Fernandes, Gabrielle Neara e Dinorá Melo
Secundária, de Amanda Pontes e Michelline Helena
Tempo Trem, de Roberta Filizola e Guilherme C.
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes

Foto: Divulgação.

2º FABULOSA – Festival Internacional de Cinema Queer Especulativo do Recife: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Aura do Nascimento no curta Festa Infinita, de Ander Beça

A segunda edição do FABULOSA – Festival Internacional de Cinema Queer Especulativo do Recife acontecerá entre os dias 27 e 30 de agosto no Cinema da Fundação (Sala Derby) com um poderoso recorte das mais instigantes produções de gênero realizadas por pessoas LGBTQIA+ de todo o mundo.

Fabular novos mundos, especular novos caminhos e construir novos futuros: essa é a premissa do festival. Com o objetivo de modificar a experiência de uma sessão de cinema, misturando filmes com performances, a segunda edição é estrelada pela drag queen Ruby Nox, forte representante de Pernambuco na segunda temporada de Drag Race Brasil. Além de apresentar os quatro dias de mostras, e estrelar a vinheta oficial da edição, a queen também vai realizar performances exclusivas entre as sessões.

Neste ano, a programação exibirá quase 50 obras com entrada gratuita. Para o diretor artístico do festival, o diretor, roteirista, e diretor de arte Henrique Arruda, o número de obras selecionadas este ano e o recorde de inscrições, vindas do país inteiro, demonstram o quanto esse tipo de cinema tem se fortalecido em todo o país, impulsionado, principalmente pelas leis mais recentes de incentivo à cultura, como a Paulo Gustavo e a Aldir Blanc: “Recebemos quase 250 inscrições de filmes do país inteiro, muitos deles incentivados pela Aldir Blanc e Paulo Gustavo, de diretores e diretoras estreantes, e isso é absolutamente incrível porque estamos presenciando uma renovação do cinema que se reinventa através dos filmes queers de gênero, e de guerrilha, que acreditam na criação de novos mundos, na reinvenção de futuros contra a opressão”

Sucesso absoluto de público em sua primeira edição, realizada em dezembro de 2023, a sessão As Malignas Comentam retorna trazendo as ácidas personagens vividas pelos atores Fato Kaim e Domingos Jr, comentando ao vivo um longa-metragem convidado junto ao público. Além de um clássico surpresa programado para o último dia de festival, a obra selecionada para este ano é o filme mineiro Drag Killer, longa-metragem de estreia do diretor Johnny Victor, que realizará sua premiére pernambucana na sessão.

Na trama, após o ataque de um misterioso assassino, a drag queen Tita Tully desaparece sem deixar vestígios, abalando a tranquila cidade de Judge From Outside. Com a polícia em silêncio, e a população em choque, a história chama a atenção de Dakota Moss, uma repórter determinada que vê no caso a chance de ascensão de sua carreira.

Além de ter a pernambucana Ruby Nox como a Fabulosa da edição, o festival também reserva a sexta-feira de sua programação para o chamado DRAG DAY com performances de mais duas queens convidadas: Bhelchi, mineira, e também participante da atual temporada de Drag Race Brasil, e a drag queen alagoana Leviathan. As duas trarão performances exclusivas para o festival durante a sessão As Malignas Comentam Drag Killer, e prometem atrair os fãs e admiradores da cultura drag.

Transformando a sala de cinema em um verdadeiro ballroom, a Fabulosa convida na quinta-feira para abrir a sessão MARACATRÔNICA de curtas-metragens pernambucanos, a Kiki House of Kunoichis, fundada em 2018 pela Statement Founding Mother Kunoichi Yuri. Primeira casa transcentrada da comunidade ballroom pernambucana, a casa que também se desdobra enquanto produtora cultural e coletivo artístico, prepara uma performance especial para a edição com os principais elementos da cultura Ballroom.

Fortalecendo ainda mais a mostra pernambucana competitiva de curtas-metragens, a mostra MARACATRÔNICA, pela primeira vez o festival concederá o Troféu Maracatrônica para os filmes vencedores da edição, escolhidos pelo júri do festival. Confeccionado pelo artista plástico, designer e criador da identidade visual da edição, Gino Batidão, o troféu será entregue aos filmes vencedores na cerimônia de premiação do festival, programada para o sábado, dia 30, logo após a sessão As Malignas Comentam um Clássico.

Para a sessão de abertura, o festival traz para Recife a mostra A Onda de Filmes Queer em Super 8 da Paraíba, formada por cinco curtas-metragens em Super 8 restaurados pela Cinelimite, em parceria com o Núcleo de Documentação Cinematográfica da UFPB (NUDOC) e a Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA). Realizados em sua maioria no início dos anos 1980, em plena ditadura militar, os filmes registram a vivência LGBTQIA+ sob diversas óticas, e provam estarem atuais até os dias de hoje, mais de 40 anos após suas realizações.

Em parceria com a Cremoso Filmes, a Fabulosa também destaca nesta edição o cineasta norte-americano Todd Verow, conhecido por trabalhar o homoerotismo sob uma ótica mais afetiva. Além de exibir uma série de curtas-metragens realizados pelo diretor desde os anos 90, a mostra também realiza a estreia nacional de seu novo longa-metragem, Memorabilia, dirigido em parceria com Charles Lum, e que também utiliza o Super 8 como dispositivo de registro.

Na trama, enquanto um homem gay de idade morre deitado em um quarto de hospital, ele tenta se lembrar de todos os amores do passado, tendo registrado muitos deles em câmera. Mas os filmes estão se desintegrando e sumindo como memórias somem. O filme, baseado nas histórias e diários amorosos escritos por Charles Lum e por Todd Verow, reúne imagens em Super 8 e incorpora imagens de arquivo gravadas por Charles nas décadas de 70 e 80, e novas filmagens e imagens de arquivo das décadas de 80 e 90 gravadas por Todd

Conheça os filmes selecionados para o 2º FABULOSA:

SESSÃO: ONTEM SONHEI COM VOCÊ

Ainda Escuto o Céu Embaixo D’água, de Alice Lovelace, Céuva, Kalina Flor, Lua de Kendra, Marina Bonifácio, Morgana Neves, Nara dos Santos, Pérolla Negra e Samantha de Araújo (AL)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Anacronia, de Alex Domingues (RS)
Meu Pedaço de Mandioca, de Raíssa Castor (PR)
Se Eu Tô Aqui é por Mistério, de Clari Ribeiro (RJ)
Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)

SESSÃO: CONTRA QUEM VOCÊ LUTA?

Descamar, de Nicolau Araujo (DF)
DÊsGRAÇAs, de Carlos Santos e Igor Fagundes (SP)
Monstra do Armário, de Bruny Derotzi (SP)
Wakashu, de Jill Gillespie (Brasil)
Yago Está Diferente, de Toya Teicher (RJ)

SESSÃO: VOU ARRANCAR DO MEU DIÁRIO

Encontros Telepáticos, de Henfil (DF)
Estrangeiro, de Edigar Martins (CE)
Geni & Thor, de Pedro H. Machado (PR)
Jd. Hollywood, de Filipe Travanca e Otávio Vidal (SP)
Luazul, de Letícia Batista e Vitória Liz (SP)
Mercenários do Amor, de Pedro Capello (RJ)
Seu Avô Também Fazia Sexto, de Giordanno Bottezini (PR)
Todo Romance Termina Assim, de Marco Gal (SP)

SESSÃO: ESTÁS OUVINDO COISAS

Cana Queimada de Desejos, de Ricardo Sékula e Sávio Sabiá (PE)
Kalunga: O Retorno de Quem Ainda Não Disse Adeus, de Kauan O. dos Santos (SP)
Lacraia vai Tremer, de Lá Baiano e Jadson Titanium (ES)
Malabares, de Marcos Castro (PE)
Posso te Fazer uma Pergunta?, de Antônio Cortez e Danilo Teixeira (SP)
Siga Cygana, de Luana Flores (PB)

SESSÃO: MARACATRÔNICA

A Estrela-Ilha e o Peixe-Pássaro, de Áquila Félix e Nadí Silva (PE)
Festa Infinita, de Ander Beça (PE)
Galega, de Anna Lu Machado e Noan Arouche (PE)
Lança-Foguete, de William Oliveira (PE)
Sonho em Ruínas, de Priscila Nascimento (PE)

SESSÃO: LOVE-ME HARD

Desert Cruising, de Todd Verow e Charles Lum (EUA)
Plastic Touch, de Aitana Ahrens (Espanha)
Progressive Touch, de Michael Portnoy (Áustria)
The Man Who Perceives All, de Emre Busse (Alemanha)

MOSTRA A ONDA DE FILMES QUEER EM SUPER 8 DA PARAÍBA

Baltazar da Lomba, de Grupo Nós Também (1982)
Closes, de Pedro Nunes (1982)
Era Vermelho o seu Batom, de Henrique Magalhães (1983)
Miserere Nobis, de Lauro Nascimento (1982)
Perequeté, de Bertrand Lira (1981)

REMEMBER ME: TODD VEROW

Blow Job 2017, de Todd Verow e Charles Lum (2017)
Fire Island ’79, de Todd Verow e Patrick Mcguinn (2013)
Swimming to the End of the World, de Todd Verow (2021)

Foto: Gustavo Pessoa.

Festival de Gramado 2025: Denise Fraga apresenta Sonhar com Leões, de Paolo Marinou-Blanco, na mostra competitiva 

por: Cinevitor
Felipe Rocha, Denise Fraga e Paolo Marinou-Blanco em Gramado

Na quarta-feira, 20/08, o Palácio dos Festivais recebeu mais um longa-metragem brasileiro em competição da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado: a tragicomédia Sonhar com Leões, dirigida e roteirizada por Paolo Marinou-Blanco.  

Protagonizado por Denise Fraga, o filme conta a história de Gilda, uma imigrante brasileira que vive em Lisboa e com apenas um ano de vida devido a um câncer. Ela tem como único desejo morrer enquanto ainda é ela mesma, com dignidade e sem dor. Com um retrato ácido e cômico da condição humana, o diretor traz referências a Aki Kaurismäki, Luis Buñuel, Roy Andersson e Yorgos Lanthimos ao tratar o absurdo com humor em Sonhar com Leões, uma tragicomédia surreal sobre a eutanásia.

Ao lado de sua equipe, Paolo Marinou-Blanco subiu ao palco do Palácio dos Festivais e apresentou sua obra: “Esse é um filme que nasce de experiências difíceis, dolorosas, mas das quais eu tentei criar algo bonito, que desse coragem e que e nos ajudasse a enfrentar aquilo que nos assusta”, disse. E completou: “Esse filme não existiria sem a Denise Fraga, que transformou a personagem Gilda em algo que foi muito mais do que eu jamais podia ter imaginado”

Denise Fraga também discursou antes da exibição do longa em Gramado: “Quando você gosta muito de um roteiro, você fica com muito medo de não gostar do filme. Porque a nossa imaginação vai sempre lá na frente. E quando eu vi o filme deu um alívio danado porque eu adorei. Espero que vocês gostem”

Paolo Marinou-Blanco e Denise Fraga no tapete vermelho

Ainda no palco, a atriz relembrou a edição de 1999 do festival, na qual exibiu o filme Por Trás do Pano, de Luiz Villaça, e acabou sendo premiada: “Eu tô muito feliz de estar aqui em Gramado de novo. Estive aqui em 99, quando ganhei meu kikito precioso. Estou muito feliz de voltar com esse filme, que é um filme que eu dei todo o meu coração. Eu acho que a gente teve uma uma sincronia de dores também e eu vesti essa causa, né? Um filme sobre a eutanásia. Eu acho que é uma conversa que a gente, aliás, precisa ter. Porque aqui no Brasil a eutanásia nem é um tema. Precisamos encarar esse assunto e o Paulo achou um jeito muito bonito e divertido de falar sobre isso”

E continuou seu discurso: “É realmente um filme muito especial. Eu faço uma personagem que quer morrer de tanto que ela quer viver. Quem tem alguma aflição de falar da morte, eu acho que o filme dá vontade de falar da vida. E eu espero que inspire vocês. É desses trabalhos que eu guardo no meu coração”

Com estreia marcada para o dia 11 de setembro nos cinemas brasileiros, Sonhar com Leões, uma coprodução entre Portugal, Espanha e Brasil, conta também com João Nunes Monteiro, Joana Ribeiro, Sandra Faleiro, Victoria Guerra, Roberto Bomtempo, António Durães, Alexander Tuji Nam, Felipe Rocha, Beto Coville, Esperança Motta, Julia Bock, Toni Gomila, entre outros, no elenco. 

O cineasta pernambucano Lírio Ferreira, do documentário Para Vigo Me Voy!

Ainda na mesma noite, a mostra competitiva de documentários brasileiros começou com a exibição de Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley, que foi exibido no Festival de Cannes na mostra Cannes Classics. O filme é uma viagem cinematográfica pela trajetória de Cacá Diegues revelando a capacidade única de capturar o espírito do tempo presente em suas narrativas. O longa explora como as obras do cineasta refletem os traços da história brasileira nas últimas seis décadas, além de abordar aspectos íntimos de sua vida pessoal.

O diretor Lírio Ferreira subiu ao palco ao lado do produtor Diogo Dahl: “Uma alegria muito grande voltar a Gramado. E com Cacá, né? Cacá é Gramado. É uma noite de muita emoção. Lembrei que há 30 anos eu passei meu primeiro curta aqui, That’s a Lero-Lero, que fiz junto com Amin Stepple. E trinta anos depois, estou aqui. Tem muita história e devo isso ao Cacá. E também à minha companheira nesse filme, Karen Harley, que não conseguiu vir para Gramado, mas está aqui na essência. Estamos felizes pela primeira exibição no Brasil, no lugar que Cacá sempre teve muito carinho”, finalizou.

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Edison Vara e Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

A Garota da Paraíba: cineasta Allan Deberton anuncia novo filme com Marcélia Cartaxo

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo: filme inspirado em sua história 

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado celebrou a rica trajetória da atriz e diretora Marcélia Cartaxo nas telonas na última terça-feira, 19/08, quando a reconheceu com o Troféu Oscarito, prêmio destinado aos grandes atores e atrizes do cinema brasileiro.

O motivo para tamanha honraria é evidente: a estrela paraibana tem mais de quatro décadas de performances potentes, a começar pela sua inesquecível Macabéa no clássico A Hora da Estrela, de Suzana Amaral, além da divertida bailarina em Pacarrete, filme de Allan Deberton, que venceu oito kikitos no Festival de Gramado, em 2019, entre eles, melhor atriz para Cartaxo

“Marcélia merece todas as homenagens e fico especialmente emocionado de vê-la recebendo essa honraria do Festival de Gramado”, afirma Allan Deberton, diretor com quem a atriz colaborou não só em Pacarrete, como também no curta Doce de Coco.

Amigos pessoais e parceiros criativos, atriz e cineasta estão prestes a embarcar em um novo projeto juntos: A Garota da Paraíba, longa-metragem de ficção inspirado na história de Marcélia: “Será um filme sobre uma jovem atriz de teatro amador, no interior da Paraíba, e o percurso que a transformou em atriz de cinema”, detalhou Deberton, que assume a cadeira de diretor, enquanto ela interpreta a própria mãe. “Este nosso novo projeto falará de um pequeno trecho da trajetória incrível dela, pequeno, porém fundamental para entender sua grandeza como artista e como ser humano”.

E finalizou: “O sentimento é de uma volta para casa. Nosso trabalho juntos, além da nossa amizade, trouxe também inspiração e ainda mais respeito um pelo outro. Esse novo projeto é desejado já há algum tempo e agora está tomando forma. Estamos muito felizes!”. A Garota da Paraíba é uma produção da Deberton Filmes, que, recentemente, lançou o longa O Melhor Amigo

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Ítalo Martins no longa Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como uma Escola de Samba

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, em parceria com o Instituto Alvorada Brasil, anunciou nesta quarta-feira, 20/08, a seleção oficial da 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A mais tradicional e longeva mostra cinematográfica do país ocupará o Cine Brasília entre os dias 12 e 20 de setembro com programação extensa e diversa, além de levar exibições para Planaltina, Gama e Ceilândia

Esta edição marca também os 60 anos da primeira edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, realizada em 1965 sob a alcunha de Semana do Cinema Brasileiro. Para este novo ano, o festival terá formato ampliado, com nove dias de programação, que incluirá um longa-metragem a mais na seleção da Mostra Competitiva Nacional e outro na Mostra Brasília

Ao todo serão exibidos 80 filmes, distribuídos em seis mostras, sendo elas: as tradicionais Competitiva Nacional e Mostra Brasília, quatro mostras paralelas (Caleidoscópio, Festival dos Festivais, Coletivas Identidades, e História(s) do Cinema Brasileiro), além do Festivalzinho e das sessões especiais. As exibições serão realizadas no Cine Brasília, no Complexo Cultural de Planaltina e nas unidades do Sesc no Gama e em Ceilândia.

Outra novidade do festival será a parceria com a TV Globo de Brasília, que lança a chamada pública de filmes para seleção de obras do cinema brasileiro para serem exibidas na grade da emissora, com cachê de seleção. A novidade foi anunciada por Sara Rocha, diretora-geral do festival, juntamente com o gestor da emissora local, Marcelo Wener. A repórter cultural da TV Globo Brasília, Luiza Garonce, também foi anunciada como mestra de cerimônias da edição de 60 anos do Festival de Brasília

Seguindo a tradição do Festival de Brasília, esta edição também contará com atividades extras como debates, seminários, oficinas, homenagens, solenidades de abertura e de premiação, Ambiente de Mercado e oficinas gratuitas. 

Com um total de 1.702 filmes inscritos, dos quais 1.396 curtas e 306 longas, o 58º Festival de Brasília apresenta sete longas-metragens e 12 curtas na Mostra Competitiva Nacional; cinco longas e 11 curtas do 27º Troféu Câmara Legislativa – Mostra Brasília, voltado para as produções do DF; e mais de 30 títulos nas mostras paralelas

Sob a direção artística de Eduardo Valente, a 58ª edição do Festival de Brasília traz um olhar amplo e complexo sobre não apenas o cinema, mas também a sociedade brasileira em 2025: “Na Mostra Competitiva Nacional temos filmes de 14 estados diferentes da federação, cobrindo todas as cinco regiões do país. Essa amplitude de origens geográficas não foi um pressuposto curatorial, mas essa seleção reforça o objetivo do Festival de Brasília de servir de plataforma para olhares múltiplos e complementares”. Valente ressalta que os filmes trafegam por tempos históricos bastante distintos: “As obras que serão apresentadas cruzam séculos da história brasileira, indo do nosso passado mais remoto a propostas de possíveis futuros, tentando encontrar os traços fundamentais da nossa formação enquanto nação, chamando a atenção para suas incompletudes, contradições e injustiças”

Noá Bonoba em Morte e Vida Madalena, de Guto Parente

Outro destaque desta edição é a equidade de gênero nas posições de direção dos filmes. Múltiplos filmes trazem perspectivas racializadas, por realizadores indígenas e negros de distintos gêneros, que ajudam dar à seleção, nas telas e por trás das câmeras, uma multiplicidade necessária de pontos de vista. 

Os selecionados para as mostras competitivas nacionais serão remunerados com cachê de seleção nos valores de R$ 30 mil para longas-metragens e R$ 10 mil para curtas. Os filmes em mostras paralelas e sessões hors concours também receberão cachê de seleção. A Mostra Brasília conta com um total de R$ 298.473,77 em prêmios concedidos pelos júris oficial e popular através do 27° Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O valor teve um aumento de 24,36% em relação à premiação do ano passado, que era de R$ 240 mil

Na cerimônia de abertura, no dia 12 de setembro, será exibido o novo longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto, protagonizado por Wagner Moura e consagrado com dois prêmios no Festival de Cannes. O Festival de Brasília encerra com a exibição do longa-metragem brasiliense A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo. Com trajetória internacional, o filme já passou por importantes eventos, como o Festival de Berlim, e acumulou prêmios, como o de melhor filme do Júri Infantil no 43º Festival Internacional de Cinema do Uruguai

O 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresenta uma programação diversificada através de suas mostras paralelas. A Mostra Caleidoscópio exibe cinco longas-metragens que desafiam convenções de gênero cinematográfico, transitando entre ficção, não ficção, experimental e animação, com filmes oriundos de cinco estados brasileiros. Este ano, a Mostra contará com a avaliação dos filmes por dois júris especiais: um deles formado pela Fipresci, entidade internacional de crítico de cinema que completa 100 anos de existência, e um júri jovem formado por estudantes de audiovisual da Universidade de Brasília (UnB), histórica parceira do festival. 

A Mostra Festival dos Festivais, tradicional no evento, reúne cinco trabalhos de não ficção premiados em importantes eventos em 2025, como a Mostra de Tiradentes, o Panorama Coisa de Cinema, o CachoeiraDoc, o In-Edit e o Olhar de Cinema, apresentando uma variedade de formatos, do autorretrato ao retrato biográfico. 

Inédita, a Mostra Coletivas Identidades apresenta três trabalhos urgentes que provocam discussões sobre questões sociais prementes, como conflitos territoriais e religiosos, no Brasil e no mundo. A Mostra História(s) do Cinema Brasileiro traz um panorama do passado e do presente do nosso cinema com três longas que não apenas registram gerações decisivas de cineastas brasileiros, como buscam traçar novas propostas dessa história. Dentre os cinco realizadores que assinam estas três obras, dois já estiveram em destaque na competição do festival em anos anteriores (Julio Bressane e Henrique Dantas). 

Para marcar o aniversário histórico de 60 anos do festival no ano de 2025, serão exibidos dois longas da Semana do Cinema Brasileiro, evento que deu origem ao Festival de Brasília, em 1965: São Paulo S/A (em nova cópia 4K) e A Falecida, que premiou Fernanda Montenegro. Além disso, haverá uma sessão especial com três curtas de Kleber Mendonça Filho já exibidos em anos anteriores do festival. 

Jean-Claude Bernardet e Helena Ignez em Nosferatu, de Cristiano Burlan

Fora das mostras, o Cine Brasília receberá sessões especiais que homenageiam personalidades e obras fundamentais. A programação inclui retratos de artistas como Cacá Diegues e Sérgio Mamberti, uma revisitação do trabalho da Caravana Farkas e o mais recente filme de Lúcia Murat, homenageada com o Prêmio Leila Diniz nesta edição. 

Será prestada uma homenagem especial ao crítico e cineasta Jean-Claude Bernardet, que faleceu em julho deste ano, com a exibição de quatro de seus curtas-metragens realizados em parceria com o cineasta Fábio Rogério. Outra sessão especial celebrará o cinema brasiliense com um curta que completa 25 anos de sua estreia no festival e o longa inédito da cineasta local Cibele Amaral, que reflete sobre o fazer cinematográfico e o futuro da sociedade. Também serão exibidos três filmes brasileiros clássicos que recentemente passaram por trabalhos de restauro, digitalização e novas cópias, entre eles, Terceiro Milênio, de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer

O primeiro Troféu Candango será entregue nesta ocasião à grande homenageada do Festival de Brasília de 2025, que será agraciada com o prêmio pelo Conjunto da Obra: a veterana e premiada atriz Fernanda Montenegro, em reconhecimento como um dos maiores ícones da dramaturgia brasileira. A atriz participou da primeira edição do festival, ainda chamado de Semana do Cinema Brasileiro, e recebeu o primeiro prêmio de melhor atriz na ocasião com o filme A Falecida. Ao longo desses 60 anos de festival, a atriz teve mais de 15 participações no evento ressaltando sua atuação expressiva no cinema brasileiro

O Troféu Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV) de 2025 será entregue para o premiado ator brasiliense Chico Sant’Anna, que tem mais de 40 anos de carreira dedicados ao teatro e ao cinema. O Prêmio Leila Diniz vai ser dedicado à cineasta Lúcia Murat como gesto de reconhecimento por sua trajetória no cinema brasileiro; este prêmio foi implementado na 50ª edição do festival e surgiu para homenagear mulheres cuja prática e trabalhos marcaram a história do cinema brasileiro, na frente ou atrás das câmeras. 

A Medalha Paulo Emílio Salles Gomes será dedicada à pesquisadora acadêmica brasileira Ivana Bentes. Esta homenagem é concedida anualmente à figuras com trajetórias reconhecidas e consolidadas no âmbito de atividades que Paulo Emílio, criador do festival, exerceu de forma marcante: a crítica, a preservação, o pensamento e o ensino de cinema. 

Além de oficinas e exibições de mostras paralelas, o Festival de Brasília 2025 confirma a realização da sétima edição do Ambiente de Mercado, voltado para pitchings e rodadas de negócios com participação de players do setor do audiovisual nacional e internacional. Também estará de volta a Conferência Nacional do Audiovisual, que foi um fórum importante retomado pelo festival no ano passado, no qual o público poderá participar de debates centrais para o desenvolvimento de políticas públicas para o audiovisual brasileiro

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2025:

FILME DE ABERTURA
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Alemanha/Holanda)

FILME DE ENCERRAMENTO
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (MG)
Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte (SP)
Corpo da Paz, de Torquato Joel (PB)
Futuro Futuro, de Davi Pretto (RS) 
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Quatro Meninas, de Karen Suzane (RJ)
Xingu à Margem, de Wallace Nogueira e Arlete Juruna (BA)

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS

A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR)
Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)
Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
Cantô Meu Alvará, de Marcelo Lin (MG)
Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)
Dança dos Vagalumes, de Maikon Nery (PR)
Faísca, de Bárbara Matias Kariri (AC)
Fogo Abismo, de Roni Sousa (DF) 
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
Logos, de Britney Federline (RS)
Replika, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT)
Safo, de Rosana Urbes (SP)

MOSTRA BRASÍLIA | LONGAS

A Última Noite da Rádio, de Augusto Borges
Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert
Menino Quem Foi Seu Mestre?, de Rafael Ribeiro Gontijo e Sandra Bernardes
Mil Luas, de Carina Bini
Vozes e Vãos, de Edileuza Penha de Souza e Edymara Diniz

MOSTRA BRASÍLIA | CURTAS

A Brasiliense, de Gabriel Pinheiro 
Dizer Algo Sobre Estar Aqui, de Vaga-mundo: Poéticas Nômades
Dois Turnos, de Pedro Leitão
Notas Sobre a Identidade, de Marisa Arraes
O Bicho que Eu Tinha Medo, de Jhonatan Luiz
O Cheiro do Seu Cabelo, de Clara Maria Matos
O Fazedor de Mirantes, de Betânia Victor e Lucas Franzoni
Rainha, de Raul de Lima
Rocha: Substantivo Feminino, de Larissa Corino e Patrícia Meschick 
Terra, de Leo Bello
Três, de Lila Foster

MOSTRA CALEIDOSCÓPIO

Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela (GO)
Nimuendajú, de Tania Anaya (MG)
Nosferatu, de Cristiano Burlan (SP)
Palco Cama, de Jura Capela (PE)
Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança (RJ)

MOSTRA FESTIVAL DOS FESTIVAIS

A Mulher Sem Chão, de Auritha Tabajara e Débora McDowell (PA)
As Travessias de Letieres Leite, de Iris de Oliveira e Day Sena (BA)
Cais, de Safira Moreira (BA)
Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)
Vasta Natureza de Minha Mãe, de Aristótelis Tothi e Inez dos Santos (GO)

MOSTRA COLETIVAS IDENTIDADES

A Voz de Deus, de Miguel Antunes Ramos (SP)
Notas Sobre um Desterro, de Gustavo Castro (PR)
Pau d’Arco, de Ana Aranha (PA)

MOSTRA HISTÓRIA(S) DO CINEMA BRASILEIRO

Anti-heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas (BA) 
Os Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Mello (SP)
Relâmpagos de Críticas Murmúrios de Metafísicas, de Julio Bressane e Rodrigo Lima (RJ)

SESSÕES ESPECIAIS

Hora do Recreio, de Lúcia Murat (RJ)
O Cego Estrangeiro, de Marcius Barbieri (DF)
O Nordeste sob a Caravana Farkas, de Arthur Lins e André Moura Lopes (PB)
O Socorro Não Virá, de Cibele Amaral (DF)
Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley (RJ)
Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel (SP)

60 ANOS DO FESTIVAL DE BRASÍLIA

A Falecida, de Leon Hirszman (1965)
Noite de Sexta, Manhã de Sábado, de Kleber Mendonça Filho (2007)
Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho (2007)
São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person (1965)
Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (2004)

CLÁSSICOS BRASILEIROS RESTAURADOS

A Lenda de Ubirajara, de André Luiz Oliveira (1975)
Hermeto, Campeão, de Thomaz Farkas (1965)
Nossa Escola de Samba, de Manuel Horacio Giménez (1965)
Terceiro Milênio, de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer (1982)
Viramundo, de Geraldo Sarno (1965)

HOMENAGEM | JEAN-CLAUDE BERNARDET

Homenagem a Kiarostami, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet
Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet
O Homem do Fluxo, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet
Vim e Irei como uma Profecia

FESTIVALZINHO

A História de Ayana, de Cristiana Giustino e Luana Dias (RJ)
Baú, de Matheus Seabra e Vinicius Romadel (RJ)
Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado (DF)
Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)
Papaya, de Priscilla Kellen (SP)
Quando a Gente Menina Cresce, de Neli Mombelli (RS)
Seu Vô e a Baleia, de Mariana Elisabetsky (SP)

Fotos: Divulgação.

Festival de Gramado 2025: Marcélia Cartaxo é homenageada com o Troféu Oscarito

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo: carreira consagrada e ovacionada pelo público

A noite de terça-feira, 19/08, começou com fortes emoções na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado com a entrega do Troféu Oscarito para a consagrada atriz e diretora paraibana Marcélia Cartaxo

Nascida em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, Marcélia é um dos grandes nomes da atuação no Brasil. Já interpretou os mais diversos tipos em cena: de freira a prostituta, de mãe a avó, ela imprime o sonho, a força, a luta e a realidade da mulher brasileira em suas atuações. Com participações no teatro e na televisão, foi no cinema que construiu uma carreira sólida e com personagens que entraram para a história do audiovisual brasileiro.

Com mais de 40 anos de destaque no cinema brasileiro, sua estreia nas telonas aconteceu em 1985, em A Hora da Estrela, quando interpretou uma das personagens mais emblemáticas da literatura brasileira: Macabéa, do livro homônimo de Clarice Lispector. Ao dar vida a ingênua datilógrafa, que se muda do Nordeste para São Paulo, no filme de Suzana Amaral, Marcélia ganhou o mundo e recebeu, entre outros prêmios, o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim.

Ovacionada pelo público presente no Palácio dos Festivais, em Gramado, Marcélia subiu ao palco e recebeu o Troféu Oscarito das mãos da atriz Isabel Fillardis: “Te entrego esse troféu com muita honra e com muita admiração. A grandeza da sua arte é algo que realmente vai perpetuar e vai nos inspirar. Não só a mim, mas a todas essas crianças que estão vindo por aí. Eu te entrego para que te dê mais energia, criatividade e inspiração para nos encantar”, disse Fillardis.

Entre muitos aplausos, Marcélia Cartaxo emocionou com seu discurso: “É com muita alegria que recebo o Oscarito em minha vida. Esperei um tempão, depois de receber o convite, para encontrar essa maravilha que está aqui na minha frente. É uma felicidade enorme ter galgado esses 40 anos de carreira com muita resistência e atravessando todas as adversidades dentro da minha família, dentro do meu trabalho, na convivência com muitos muitos artistas e muitas pessoas. Mas também encontrei coisas que superassem tudo isso: que foi exatamente a alegria de viver esses personagens com muita intensidade, com muito amor e com muita sinceridade”

No palco, Cartaxo também relembrou o início de sua carreira: “Eu comecei no teatro muito cedo, com 12 anos de idade, e tive a oportunidade de estar com uma peça em São Paulo onde encontrei a cineasta Suzana Amaral realizando seu primeiro longa-metragem. Eu quero compartilhar esse prêmio com a minha grande diretora Suzana Amaral porque foi ela que botou nesse universo, foi ela que acreditou em mim enquanto muitas pessoas não acreditavam. Foi ela que me levou para o audiovisual, para o cinema brasileiro”

Marcélia Cartaxo e Isabel Fillardis no palco

E continuou seu discurso de homenageada: “Eu não fiz esse trajeto todo sozinha. Eu tive muitos mestres. Participei de muitos filmes, de muitos curtas, de muitos médias. E toda essa experiência acrescentou demais na minha vida. E eu tive que fazer escolhas: ou estudava e ficava na minha cidade ou eu abraçava A Hora da Estrela e iria para o mundo. Foi tudo muito lindo, muito incrível toda essa trajetória. Eu quero agradecer a todos os diretores que me formaram enquanto atriz. Quero agradecer a esse público maravilhoso, que respeita a minha arte, que gosta e que se emociona”

Marcélia também relembrou momentos emocionantes no Festival de Gramado quando foi ovacionada ao exibir Pacarrete, de Allan Deberton, e acabou sendo premiada com o kikito de melhor atriz, em 2019; cena que se repetiu em 2022 com o longa A Mãe, de Cristiano Burlan: “Foi aqui no Festival de Gramado que eu tive as minhas mais maiores alegrias. Ser aplaudida em cena aberta e ser aplaudida lá fora pelo reconhecimento da minha arte. É muita gratidão! Eu estou muito feliz e muito realizada”

Ainda no palco, Cartaxo aproveitou o momento para fazer agradecimentos especiais: “Eu quero agradecer profundamente a Bertrand Lira, que acompanhou a minha vida inteira e que está aqui sentado na plateia. Quero agradecer também a Vitor Búrigo, do CINEVITOR, que faz uma assessoria para mim e que me leva para o mundo. Depois de Pacarrete, esse rapaz foi muito importante na minha vida. Agradeço também aos curadores Caio Blat, Camila Morgado e Marcos Santuario”

E finalizou: “Estar aqui segurando esse Oscarito é muito importante na minha vida e na minha carreira. Muito obrigada, Festival de Gramado! Eu amo esse lugar, amo essa plateia e amo estar aqui. Viva meus diretores queridos que me prepararam a vida inteira para eu estar aqui. Que eu tenha mais quarenta anos para viver muitos outros personagens. Esperei por esse momento e ele chegou: estou aqui abraçada com meu Oscarito. Muito obrigada!”. Clique aqui e assista aos melhores momentos do discurso.

Ainda em Gramado, antes da homenagem, no período da tarde, Marcélia Cartaxo participou de uma coletiva de imprensa, que foi mediada por Flavia Guerra e Vitor Búrigo, na Sociedade Recreio Gramadense, na qual se emocionou ao relembrar sua trajetória e também revelou novos projetos, como o longa Sobre Dora e Dores. Já no tapete vermelho, a atriz e diretora deixou sua marca na Calçada da Fama do festival. 

Depois da homenagem no Palácio dos Festivais, o 53º Festival de Cinema de Gramado seguiu com sua programação de filmes e exibiu, em competição, o longa A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo. Na sequência, foram exibidos os curtas-metragens: Aconteceu a Luz da Lua, de Crystom Afronário; FrutaFizz, de Kauan Okuma Bueno; Samba Infinito, de Leonardo Martinelli; O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.; Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu; e Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira.

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Filmes de Laís Melo e Rafaela Camelo são exibidos em competição no 53º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor
Laís Melo: diretora do filme

A mostra competitiva de longas-metragens brasileiros da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou no sábado, 16/08, com a exibição de , dirigido pela cineasta Laís Melo, no Palácio dos Festivais.

A história acompanha Glória, interpretada por Saravy, que, após a separação, sai da periferia e se muda com as três filhas para um prédio antigo no centro da cidade. Ameaçada pelo ex-marido, que pede a guarda das crianças, e com recursos limitados, Glória toma a difícil decisão de disputar uma vaga de supervisora com sua melhor amiga, que vive situação semelhante, na indústria de alimentos processados onde ambas trabalham no chão da fábrica. A coragem vai se fazendo conforme a angústia toma a carne.

Depois de dirigir os curtas Tentei e Me Deixe Ali, Laís estreia na direção de um longa-metragem com , que integra o Selo Elas, iniciativa criada pela Elo Studios para fomentar o cinema feito por mulheres e impulsionar a equidade de gênero no audiovisual.

Acompanhada por diversas integrantes da equipe, Laís subiu ao palco do Palácio dos Festivais para apresentar o filme: “É uma honra estar aqui em Gramado, que faz parte da história do cinema brasileiro. Eu gosto muito de pensar o kikito, esse símbolo do festival, como esse ser com a cabeça de sol. Deus do humor. Acho muito bonito”. E seguiu seu discurso: “Quando eu penso em cinema, eu penso em costura. Costura de pedaços, de retalhos, de histórias, de perspectivas para construir um novo. Novos pedaços, novas histórias, novas perspectivas”.

Ao final da apresentação, Laís destacou a importância das políticas públicas para o audiovisual: “O filme foi financiado por edital público. Então, um salve para as políticas públicas que permitem que outras vivências ocupem esse espaço. Do contar a sua história dentro do cinema. Sempre são muitos desafios. E muitos aprendizados no caminho. Queria também agradecer a cada um da equipe por terem partilhado um pedaço da história de vocês, dos saberes de vocês, dos estudos, dos talentos”.

A atriz Fernanda Silva também aproveitou o momento da apresentação do filme para discursar: “Eu sou uma artista do Piauí, do litoral do Piauí. E lá tem praia, tá? Esquece essa imagem do retirante do Portinari lá do sertão. É oceânico. A minha vida é brisa marítima. Então assim, em nome do mar e das montanhas e dos pequenos insetos e das araucárias… Em nome da natureza lá fora, eu saio da cultura. A gente não pode separar natureza e cultura. Eu quero, realmente, do fundo do meu coração, de uma criança que tinha irmão circense, e vem de uma família circense, agradecer pela sensibilidade de cada um de vocês”.

Equipe do longa A Natureza das Coisas Invisíveis no tapete vermelho 

Ainda na mesma noite, também foi exibido o primeiro episódio da série Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente, que tem direção geral de Marcelo Gomes e direção de Carol Minêm. A série de cinco episódios retrata um período de tensão no Brasil, a epidemia da AIDS durante a década de 1980. Baseada em fatos reais, a história acompanha um grupo de comissários de bordo que, ao ver amigos e colegas adoecerem sem acesso ao tratamento, inicia uma operação arriscada de trazer ilegalmente o medicamento AZT do exterior, mobilizando uma rede de solidariedade em meio à negligência do governo frente à crise. No elenco, estão Johnny Massaro, Ícaro Silva, Bruna Linzmeyer, Eli Ferreira, Igor Fernandez, Hermila Guedes, Julio Machado, Andréia Horta e Carla Ribas.

Outra estreia na direção de um longa-metragem que se destacou na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado foi A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo. Depois de ser exibido na mostra Generation Kplus do Festival de Berlim, o filme fez sua estreia brasileira no Palácio dos Festivais na terça-feira, 19/08.

O longa é um coming of age sobre amizade, despedidas e descobertas. Durante as férias de verão, Glória e Sofia, duas meninas de dez anos, se encontram em um hospital e, unidas pelo desejo de sair dali, embarcam em uma jornada agridoce sobre vida e morte, enfrentando verdades que os adultos tentam suavizar. O elenco conta com Laura Brandão, Serena, Larissa Mauro, Camila Márdila e Aline Marta Maia.

Ao lado de sua equipe, Rafaela discursou no palco: “Tô muito feliz, muito ansiosa, é meio doido assim. Mas, primeiro, queria agradecer ao Festival de Gramado por nos receber aqui. Esse é o meu primeiro filme como diretora e roteirista. Então, chegar nesse festival, nesse nesse palco tão nobre do cinema brasileiro, sem dúvida, é uma grande honra e estamos todos muito felizes”.

As atrizes mirins Serena e Laura Brandão prepararam uma surpresa para a diretora no palco e entregaram um buquê de flores sob aplausos da plateia. Empolgadas, também discursaram: “Meu nome é Serena, tenho 12 anos e é uma honra participar desse festival. Passar um pouco desse friozinho. E também é uma honra porque esse é o maior festival do Brasil”. Laura completou: “Como a Serena disse, é uma honra para todos nós. Todo mundo aqui é maravilhoso, uma cidade muito linda. Os gaúchos são muito educados e eu queria agradecer minha mãe, que não está aqui hoje, e o meu pai também, que me apoiaram desde o início para eu seguir essa carreira de atriz”.

Na mesma noite de A Natureza das Coisas Invisíveis, a consagrada atriz paraibana Marcélia Cartaxo foi homenageada com o Troféu Oscarito. Além disso, foi exibido o segundo bloco de curtas-metragens brasileiros em competição: Aconteceu a Luz da Lua, de Crystom Afronário; FrutaFizz, de Kauan Okuma Bueno; Samba Infinito, de Leonardo Martinelli; O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.; Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu; e Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira.

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

V Mostra Sumé de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Vitória Mellissa e Michelle Maciel no curta Amaná, de Antonio Fargoni

A quinta edição da Mostra Sumé de Cinema, que acontecerá entre os dias 11 e 13 de setembro, no Cariri paraibano, anunciou os filmes selecionados para este ano: serão mais de 20 títulos exibidos na programação. 

O evento, idealizado e coordenado por Ana Célia Gomes, recebeu 495 inscrições de quase todos os cantos do país; foram 25 estados e o Distrito Federal: “O que trouxemos aqui é maior do que uma seleção: é a certeza de que o audiovisual brasileiro está vivo, pulsante, múltiplo e profundamente necessário. A cada realizador(a), coletivo, produtora e artista que confiou sua obra à nossa curadoria, o nosso muito obrigada. É uma honra ser ponte entre tantas vozes, olhares e territórios. A Mostra Sumé é feita disso: afeto, resistência e cinema que brota da terra, do corpo e da memória. São histórias que nascem daqui e de tantos outros cantos, trazendo olhares diversos, memórias vivas e narrativas potentes que vão iluminar a tela e o coração de quem assistir”, disse Ana Célia

Além das exibições de filmes, a Mostra Sumé de Cinema contará também com oficinas de formação, exposições fotográficas e de artesanato, além de debates e atrações culturais. O pôster desta quinta edição é assinado pelo artista Arturo Antony.

A V Mostra Sumé de Cinema segue como uma ferramenta de promoção ao acesso da arte e cultura, levando a magia do cinema a todos os cantos com uma programação diversa e gratuita, fazendo do Cariri paraibano ponto não apenas de encontro da sétima arte, mas de espaço para conexões e celebração do fazer artístico.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Sumé de Cinema 2025

MOSTRA BRASIL

Aquela Mulher, de Marina Erlanger e Cristina Lago (RJ)
As Marias, de Dannon Lacerda (MS)
DaSilva DaSelva, de Anderson Mendes (AM)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Travessia, de Karol Felício (ES)

MOSTRA PARAÍBA

A Menina que Amava Gatos, de Maria Tereza Azevedo (Aparecida)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (Campina Grande)
Flora: A Mãe do Rei, de Geóstenys Melo (Alagoa Grande)
Memórias no Espelho, de Deleon Souto (Patos)
Ninguém (Mais) Verá, de Fabiano Raposo (Campina Grande)
O Vaqueiro, de Ron Barboza (Sumé)
Para Onde Eu Vou?, de Fabi Melo (Campina Grande)
Quem Disse que Era Impossível?, de Maraisa Quintino (Sousa)
Zé Lins e o Cangaceiro, de Eduardo P. Moreira (Pilar)

MOSTRA CARIRI CÉU DE POESIA

Amaná, de Antonio Fargoni (CE)
Cabeça de Fogo, de Lidiana Reis (GO)
Colmeia, de Tatiane de Oliveira (PB)
Divagar, de Lupa Silva (RN)
Ilha do Ferro: A Arte do Imaginário, de Guilherme Bacalhao (DF)
O Casaco, de Alisson Affonso (RS)
O Despertar de Aiyra, de Duda Rodrigues e Juliana Rogge (SP)

Foto: Divulgação.

I Fresta – Festival Internacional de Cinema Analógico de Pernambuco: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta alagoano O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.

A primeira edição do Fresta – Festival Internacional de Cinema Analógico de Pernambuco acontecerá entre os dias 27 e 31 de agosto no Cinema São Luiz e no Cinema do Museu (Fundaj), no Recife. Este será o primeiro festival do Nordeste dedicado exclusivamente ao cinema feito em película.

Filmes produzidos em super 8, 16mm e 35mm compõem a programação, que se divide entre mostras especiais e competitivas com títulos do mundo todo. Além disso, o evento também promoverá oficinas e mesas de debate sobre a produção audiovisual analógica. Os ingressos para as sessões são gratuitos e já podem ser retirados através da plataforma Sympla (clique aqui).

Ao todo, serão exibidos 65 filmes. Dentre eles, quinze curtas nacionais e doze curtas internacionais compõem as mostras competitivas. Os filmes foram escolhidos depois de um criterioso trabalho de curadoria do I Fresta: “Recebemos inscrições de muitos filmes e de grande qualidade, o que mostra que o cinema analógico no Brasil e no mundo continua resistindo com potência e apenas precisando de novos espaços para chegar ao público”, aponta Douglas Henrique, diretor geral do festival.

Em seu ano de estreia, o projeto homenageia o jornalista e cineasta pernambucano Fernando Spencer, que faleceu em 2014 deixando uma extensa obra de filmes em película. Conhecido como o cineasta das três bitolas, por conta da produção nos três formatos analógicos, o diretor destacou-se especialmente pelos trabalhos em super 8, que renderam um importante acervo de imagens sobre Pernambuco. Sua história será prestigiada em sessão especial, no Cinema do Museu, que contará com curtas-metragens do autor, como Vicente é o Galo (1974) e Estrelas de Celulóide (1987).

Outros títulos emblemáticos do cinema nacional também serão exibidos especialmente em cópias de 35mm no Cinema São Luiz: O Palhaço, de Selton Mello; Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho; e Eles Voltam, de Marcelo Lordello.

Entre os filmes internacionais, o destaque é a sessão especial com filmes em 16mm do cineasta espanhol Ion de Sosa. O diretor já levou seus títulos aos principais festivais de cinema do mundo, como Berlim, Roterdã e San Sebastián, e agora conta com exibição do curta Leyenda Dorada e do média-metragem Mamántula como parte da programação fora da competitiva do 1º Fresta.

Para encerrar com chave de ouro, o festival contará com uma sessão de filmes de Paulo Caldas no Cinema São Luiz. Na ocasião, será exibida pela primeira vez a cópia restaurada do curta em super 8 Morte no Capibaribe. A cada ano, o Fresta se propõe a restaurar pelo menos um filme analógico e o curta em questão foi o escolhido desta primeira edição. Para completar, a sessão também contará com a projeção em 35mm de Deserto Feliz, do mesmo diretor pernambucano.

O resgate de clássicos do cinema brasileiro a partir de projeções em 35mm tem a proposta de matar as saudades dos cinéfilos veteranos e proporcionar uma experiência única para os mais jovens: “O São Luiz é, atualmente, o único cinema de Recife que conta com um projetor 35mm funcionando. Queríamos aproveitar essa oportunidade para mostrar ao público tanto clássicos do nosso cinema quanto produções em curta que tiveram uma boa trajetória, mas que as novas gerações talvez nunca tenham tido acesso”, comenta Douglas Henrique.

O I Fresta contará com oficinas práticas de produção de filmes analógicos e de preservação,  que é um dos principais pilares do Fresta. O festival tem o objetivo de promover ações de salvaguarda de acervos cinematográficos através de ações formativas, como a oficina de Preservação Audiovisual, que será ministrada por Lila Foster, coordenadora do Talents Preservação do Festival do Rio e presidente da ABPA, Associação Brasileira de Preservação Audiovisual.

A proposta do Fresta faz parte de um movimento de resgate do cinema analógico e dos festivais que, até o final dos anos 2000, ainda separavam suas mostras competitivas pelas bitolas (super 8, 16mm e 35mm). O projeto passa a integrar um circuito de festivais do mesmo segmento que se espalham pelo Brasil, como o Curta 8, em Curitiba; o Super OFF, em São Paulo; o 1666 – Festival de Cinema 16mm, no Rio de Janeiro; e o Inflamável – Festival de Curtas em Super 8, em Florianópolis.

O Fresta Festival é idealizado por Douglas Henrique, que é curador no Cinema da UFPE, um dos poucos cinemas de rua em Pernambuco, além de diretor do MOV – Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambuco e do Jorra! – Festival de Cinema Negro. A iniciativa é uma realização da Inferno Produções e conta com incentivo do Funcultura, através da Fundarpe, Secretária de Cultura de Pernambuco e Governo de Pernambuco.

Conheça os filmes selecionados para o I Fresta:

COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Busca, de Rodrigo Sousa & Sousa (SP)
Carmilla, de Dieges Lima (SP)
Cidade Desgraça, de Lucas Lyrio (BA)
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE)
Efeito Laranja, de Lucas Lyrio (SP)
Encorpo, de Felipe Rodrigues Costa (SP)
Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (PE)
Fantasma Memória, de Nicolas Thomé Zetune (SP)
Faraó Marginal, de GIVVA (SP)
February Answers, de Melissa Dullius (RS)
Jaqueline, de Julia Balista (BA)
Lamento às Águas, de Vilma Carla Martins (BA)
Miopia, de Raíssa Castor (PR)
O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)
Pavilhão, de Victoria Fiore (RJ)

COMPETITIVA INTERNACIONAL DE CURTAS

Analogue Natives, de Bernd Lützeler
Desert Cruising, de Charles Lum e Todd Verow
Few More Centuries, de Raphaël Martin-Dumazer
God Ain’t Dead He’s Gone Fishing, de Emma Parker
Here or Here, de Shayma Awawdeh, Maxime Faure, Ariane Zevaco, Fuad Hindieh, Julie Mengelle, Emmanuel Piton, Hélène Rastegar e Collectif Hasard
On Plains Of Larger River & Woodlands, de Miguel de Jesus
Red Ropes, de Alessio Pasqua
Remember Me As a Time of Day, de Bruno Adorno Alves
Synthetic Forest, de Jesed Francis Moreno
We, Women, de Laura Gabay
When our eyes meet, de Maud Challier Bourgeois
Who the F**k is Jacky Bumpers?, de Alan Halls

MOSTRA DE CURTAS PERNAMBUCANOS EM 35mm

A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante
Corpo Presente, de Marcelo Pedroso
Fuloresta do Samba, de Marcelo Pinheiro
Poeta Urbano, de Antonio Carrilho
São, de Pedro Severien
Tejucupapo: Um filme sobre Mulheres Guerreiras, de Marcílio Brandão

SESSÃO ESPECIAL: 8 POR 8: Renovação do Ciclo de Cinema em Super 8 na Paraíba

Anomalia, de Torquato Joel
Brujeria, de Ian Abé
Conserva, de Diego Benevides
Cósmica, de Ana Bárbara Ramos
La Caramella, de Gian Orsini
Mar-Pedra-Rio, de Mariah Benáglia 
Pai e Filho, de Rodolpho De Barros
Preciso Falar do Futuro Além Mar, de Carine Fiúza

SESSÃO ESPECIAL: CINEMA DOCUMENTAL DE EUNICE GUTMAN

Duas Vezes Mulher
E o Mundo Era Muito Maior que a Minha Casa
Só no Carnaval
Vida de Mãe é Assim Mesmo?

SESSÃO ESPECIAL: PERNAMBUCOS RESTAURADOS

A Peleja do Bumba Meu Boi Contra o Vampiro do Meio-Dia, de Lula Lourenço e Pedro Aarão
Sulanca: A Revolução Econômica das Mulheres de Santa Cruz do Capibaribe, de Katia Mesel

SESSÃO HOMENAGEM: O CINEMA DE FERNANDO SPENCER

Cinema Glória, de Fernando Spencer e Felix Filho
Estrelas de Celulóide, de Fernando Spencer
História de Amor em 16 Quadros por Segundo, de Fernando Spencer e Amin Stepple
Valente é o Galo, de Fernando Spencer

SESSÃO ESPECIAL: DISTRUKTUR

A Máquina do Tempo, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn
Abril, de Gustavo Jahn
El Meraya, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn
Éternau, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn

SESSÃO ESPECIAL

Colagem, de David Neves (1968)
Eles Voltam, de Marcelo Lordello (2014)
O Palhaço, de Selton Mello (2011)
Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho (2023)
Um é Pouco, Dois é Bom, de Odilon Lopez (1970)

SESSÃO ESPECIAL: ION DE SOSA

Leyenda Dorada, de Chema García Ibarra e Ion de Sosa (2019)
Mamántula, de Ion de Sosa (2023)

SESSÃO DE ABERTURA
O Tubérculo, de Lucas Camargo de Barros e Nicolas Thomé Zetune (Brasil)

SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Deserto Feliz, de Paulo Caldas
Morte no Capibaribe, de Paulo Caldas

Foto: Divulgação/La Ursa Cinematográfica.

Festival de Gramado 2025: Miguel Falabella apresenta Querido Mundo e Mariza Leão é homenageada

por: Cinevitor
Elenco e equipe de Querido Mundo no tapete vermelho 

Na última segunda-feira, 18/08, o tapete vermelho da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado contou com a presença de integrantes da equipe e elenco do filme Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella, que foi exibido em competição.

Com produção da Ananã Produções, coproduzido pela Star Original Productions, o título é o terceiro longa-metragem dirigido por Falabella, que tem em sua filmografia as obras Polaroides Urbanas (2008) e Veneza (2019), premiado em Gramado. A história de Querido Mundo investiga um encontro improvável numa véspera de Ano Novo. A queda de uma ponte numa noite de tempestade une os mundos de Elsa, interpretada por Malu Galli, e Oswaldo, papel de Eduardo Moscovis, que acabam por se encontrar no Rio de Janeiro nos escombros de um prédio abandonado por seus construtores.

No palco do Palácios dos Festivais, acompanhado por seus colegas e amigos, entre eles, o codiretor Hsu Chien, Miguel Falabella discursou: “Esse filme é uma adaptação de uma peça que eu escrevi com minha saudosa parceira Maria Carmem Barbosa nos anos 90”. E continuou: “Na verdade, é uma experimentação de uma linguagem teatral com o cinema. Uma história muito bizarra, gótica e eu tive esse elenco maravilhoso que abraçou essa guerrilha de fazer esse filme. Um filme fora dos padrões mercadológicos, digamos assim. E tive esse parceiro que é meu irmão, Hsu Chien, que é uma alegria tê-lo no set”

Ao lado de Malu Galli, Eduardo Moscovis e Danielle Winits no palco do Palácio dos Festivais, Falabella finalizou seu discurso: “Quero agradecer enormemente esse elenco maravilhoso! E quero que vocês aproveitem a sessão. Fizemos com muita dedicação e com uma equipe enorme”. Antes de deixar o palco, Malu Galli, que está no ar na novela Vale Tudo, da Rede Globo, falou: “Vamos ver o filme pela primeira vez junto com vocês. Tô super nervosa. Boa sessão! Viva o cinema brasileiro!”. O elenco conta também com Marcello Novaes, Cintia Rosa, Pia Manfroni e Maria Eduarda de Carvalho

Com lançamento previsto para 2026 pela O2 Play, Querido Mundo é produzido por Julio Uchôa. A direção de fotografia é de Gustavo Hadba com direção de arte de Tulé Peake. A música é assinada por Plínio Profeta e a montagem é de Marilia Moraes. Bia Salgado assina o figurino com caracterização de Bob Paulino. O desenho de som é de Simone Petrillo, o som é de Valéria Ferro e a mixagem de Ariel Henrique; Cibele Santa Cruz e Junior Prado assinam a direção de elenco. 

Mariza Leão: trajetória consagrada no audiovisual brasileiro 

Ainda na mesma noite de Querido Mundo, a consagrada produtora Mariza Leão foi homenageada com o Troféu Eduardo Abelin, que foi entregue pelo ator Eduardo Moscovis: “Set de filmagem pra mim é um templo. Nele, a gente comemora uma paixão conjunta. Para isso, a gente tem que ter afeto, delicadeza e afeto pelo outro. Em cada filme que produzo, eu ganho mais amigos”, disse a homenageada

Ovacionada pelo público, seguiu seu discurso: “A emoção de subir ao palco nessa noite para receber esse troféu só se compara na ocasião que pela primeira vez estive nesse mesmo palco apresentando nosso filme O Sonho Não Acabou, de Sérgio Rezende. Naquele momento, a Morena Filmes dava seus primeiros passos para se inserir na comunidade cinematográfica brasileira. Fomos recebidos de braços abertos e estimulados a seguir. Ao longo dos anos, compreendi que não haveria um cinema brasileiro potente e capaz de competir no mercado se não houvesse sustentáculos de uma política pública que enfrentasse a hegemonia do império de Hollywood”

E finalizou seu discurso: “Por fim, dedico essa noite aos meus dois netos: João e Luzia. Garotos, que vocês cresçam amando o cinema brasileiro. Vocês serão seres humanos melhores!”

Além disso, também foram exibidos os primeiros curtas-metragens brasileiros em competição: Jeguatá Xirê, de Ana Moura e Marcelo Freire; Boiuna, de Adriana de Faria; Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias; Jacaré, de Victor Quintanilha; Quando Eu For Grande?, de Mano Cappu; e As Musas, de Rosa Fernan

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Cleiton Thiele e Edison Vara/Agência Pressphoto.

Circuito Penedo de Cinema 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Edvana Carvalho no curta cearense Fenda, de Lis Paim

Da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano nasceu o Circuito Penedo de Cinema, que em 2025 chega à sua 15ª edição já consolidado no calendário brasileiro do audiovisual. O festival acontecerá entre os dias 10 e 16 de novembro

Entre 1.450 obras cinematográficas inscritas, 70 foram selecionadas e serão exibidas na programação. A seleção de filmes contempla quatro mostras: Mostra Infantil, de caráter não competitivo; Mostra de Cinema Nacional; Mostra de Cinema Universitário; e Mostra de Cinema Ambiental, também conhecida como Mostra Velho Chico. Cada mostra é avaliada por uma comissão responsável pela análise dos projetos inscritos e pela seleção dos filmes que irão compor a programação.

“Esse resultado, para além da qualidade técnica, estética e artística das obras, buscou trazer a diversidade da produção nacional, contemplando temas e questões fundamentais para a sociedade brasileira. Com isso, reafirma-se a importância e o compromisso do Circuito Penedo de Cinema na formação crítica da sociedade e no fortalecimento da cena do audiovisual nacional”, argumenta o coordenador-geral do Circuito Penedo de Cinema, Sérgio Onofre.

A programação de cada mostra será exibida ao longo de três dias, em três espaços distintos: a Mostra Infantil será apresentada pela manhã; a Mostra Ambiental, à tarde; e a Mostra de Cinema Nacional, à noite, durante toda a semana do evento.

Conheça os filmes selecionados para o 15º Circuito Penedo de Cinema:

18º FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO DE PENEDO

A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Ana Cecilia, de Julia Regis (RS)
Descamar, de Nicolau (DF)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Espinho Remoso, de Heraldo de Deus (BA)
Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)
Fenda, de Lis Paim (CE)
It’s Not a Road Movie, de R.B. Lima (PB)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
O Silêncio Elementar, de Mariana de Melo (MG)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Seus Lábios, de Leonardo Amaral (AL)
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)

15º FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO DE ALAGOAS

A Pior Dor que Há, de Ana Clara Miranda Lucena (DF)
Absorta, de Luiza Pugliesi Villaça (SP)
Bitoquinha, de Giordano Gadelha (SP)
Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena (AL)
Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno (ES)
Cine Guarani: Entre Imagens e Canções, de Laura Viana (PE)
Quem Ficou Fui Eu, de Maria Garé e Luiza Pace (SP)
Retorno, de Arthur Paiosi (ES)
Suco de José, de Pedro Nunes (SP)
Um Breve Respiro Democrático, de Rafael de Luna (RJ)

12º FESTIVAL VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

A Menina da Serra, de Cleyson Gomes (PB)
A Travessia, de Sergio Martinelli (SP)
Azul Marinho, de Stefhany Gabrielly e Paulo Conceição (PE)
Chorumelas, de Raquel de Medeiros Deliberador (PR)
Comadre Florzinha, de Rai Diniz e Carlos Mosca (PB)
Comida de Caboco: Heranças à Beira do Rio Negro, de Dante Abner (AM)
Contatos Encantados, de Fillipe Gomes (SE)
Corraveara, de Julhin de Tia Lica (RN)
Encontro das Águas, de Victor Quixabeira e Souza (GO)
Insustentável: A Realidade do Petróleo na Amazônia, de André Borges e Fer Ligabue (SP)
Invertebrado, de Fernando Monegalha, João Dias e Rodrigo Barros Gewehr (AL)
Menina Semente, de Túlio Beat (PE)
Mulheres da Restinga e O Extrativismo no Baixo São Francisco, de Cynira França (AL)
Nonato, o Barato: A Ciclovia, de Thiago Barba (SC)
O Despertar de Aiyra, de Duda Rodrigues e Juliana Rogge (SP)
O Mar nas Mãos, de Caio Sales (RJ)
O Surubim Barbado, de Lucas Carvalho e Henrique Rodrigues (MG)
Saudosa Floresta, de Marcia Mah (SP)
Suá, a Praia que Sumiu, de Thais Helena Leite (ES)
Troncos Velhos, de Rosane Gurgel (CE)
Vânia e Valéria, de Isabela Alves e Isabella Milena Nascimento (SP)
Vida e Morte Submarina, de Thiago Ismael Hara (AL)

15ª MOSTRA DE CINEMA INFANTIL

A Colmeia de Aziza, de Rodrigo França e Victor Flores (PE)
A Menina que Amava Gatos, de Maria Tereza Azevedo (PB)
A Tapioca da Vovó, de Deleon Souto (PB)
Fotossíntese, de Rodrigo do Viveiro (CE)
Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR)
Garota Dínamo e o Super-Heróis Secretos, de Paula Lice, Pedro Perazzo e Thais Bichara (BA)
Lá Vem o Boi-de-Mamão, de Thiago Barba (SC)
Min e as Mãozinhas em Olhe Ali, é Iara, de Paulo Henrique Rodrigues (SC)
Não me Esqueças, de Estúdio Escola de Animação (RJ)
No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE)
O Viajante Entre Livros, de João Paulo Ferreira (PB)
Os Guardiões da Cobra Grande, de Yago de Almeida (PA)
Oxum Osun, O Poder do Feminino, de Célia Harumi (SP)
Pela Água, Sempre!, de Douglas de Magalhães e Juraci Júnior (AM)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF)
Porcelanas pela Janela, de Vanessa Macedo (PE)
Quando as Ondas do Mar Desligam, de Yasoda Nanda e Assaggi Piá (BA)
Rios Aéreos, de Francisco de Paula Dutra (AM)
Sebastiana, de Cláudio Martins (CE)
Seu Próprio Mundo Minúsculo, de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy (BA)
Tsuru, de Pedro Anias (BA)
Zé Lins e o Fora da Lei, de Eduardo P. Moreira (PB)

Foto: Petrus Cariry.

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas

por: Cinevitor
Igor Costa: melhor ator pelo curta O Pintor

Foram anunciados neste domingo, 17/08, no Palácio dos Festivais, os vencedores do 22º Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

O curta-metragem Trapo, dirigido por João Chimendes e realizado em Uruguaiana, se destacou com o prêmio de melhor filme segundo o Júri Oficial, que foi formado pela roteirista e diretora Ceci Alves dos Santos, pela produtora Daniela Marinho, pelo cineasta e pesquisador Donny Correia da Silva, pelo cineasta Flávio Botelho Jr. e pela consultora em Legislação Audiovisual, Vera Zaverucha. O filme conta a história do garoto Leo, que precisa conseguir um novo celular depois que a sua melhor amiga Manu vai embora da cidade.

Tradicional janela de exibição do cinema gaúcho, o Prêmio Assembleia Legislativa novamente celebra o melhor da mais recente safra do cinema em curta-metragem produzido no Rio Grande do Sul com trabalhos realizados na capital Porto Alegre e em outras cidades do Estado. O famoso Gauchão, nome carinhosamente adotado pelo público para se referir à mostra, é realizado pelo Festival de Cinema de Gramado em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Além dos curtas gaúchos, o Festival de Cinema de Gramado também reserva espaço na sua programação para prestar homenagens a personalidades que se destacam na produção gaúcha. Nesta noite, a atriz, dançarina e cantora Gloria Andrades recebeu o Troféu Sirmar Antunes

Conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas 2025:

Melhor Filme | Júri Oficial: Trapo, de João Chimendes (Uruguaiana)
Melhor Filme | Júri da Crítica: Gambá, de Maciel Fischer (Teutônia)
Melhor Direção: Viviane Jag Fej Farias e Amallia Brandolff, por Fuá: O Sonho
Melhor Atriz: Mikaela Amaral, por Bom Dia, Maika!
Melhor Ator: Igor Costa, por O Pintor
Melhor Roteiro: Imigrante/Habitante, escrito por Cassio Tolpolar
Melhor Fotografia: Gambá, por Takeo Ito
Melhor Direção de Arte: Mãe da Manhã, por Clara Trevisan
Melhor Trilha Sonora/Música: Bom Dia, Maika!, por Zero
Melhor Montagem: Imigrante/Habitante, por Alfredo Barros
Melhor Figurino: A Sinaleira Amarela, por Samy Silva
Melhor Edição de Som/Desenho de Som: Mãe da Manhã, por Vini Albernaz
Melhor Produção/Produção Executiva: Renata Wotter, por O Jogo

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.