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Festival de Berlim 2023 anuncia novos filmes; títulos brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Patricia Saravy e Larissa Siqueira no longa brasileiro O Estranho

O Festival Internacional de Cinema de Berlim revelou nesta segunda-feira, 16/01, novos filmes selecionados para sua 73ª edição, que acontecerá entre os dias 16 e 26 de fevereiro. Neste anúncio, o cinema brasileiro marca presença com dois títulos.

Na mostra Forum, o Brasil aparece com O Estranho, de Flora Dias e Juruna Mallon, uma coprodução com a França. Realizado no Aeroporto de Guarulhos e arredores, o filme retrata o cotidiano de trabalhadores e as camadas históricas desse território. O elenco conta com Larissa Siqueira, Antônia Franco, Rômulo Braga, Patrícia Saravy, Laysa Costa e Thiago Calixto. O longa é uma produção Lira Cinematográfica e Enquadramento Produções em coprodução com Pomme Hurlante Films, Filmes de Abril e Ipê Branco Filmes; a distribuição é da Embaúba Filmes

A sinopse diz: em um território indígena funciona o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Centenas de milhares de passageiros o atravessam diariamente e 35.000 trabalhadores apoiam sua operação. O Estranho retém seu olhar não sobre aqueles que passam, mas sobre o que ali permanece. Seguimos personagens cujas vidas se cruzam no dia a dia do trabalho neste chão. Alê, uma funcionária de pista cuja história familiar foi sobreposta pela construção do aeroporto, nos conduz por encontros através dos tempos. As memórias e o futuro dela e de seus companheiros estão permeados por uma questão comum: rastros de um passado em um território em constante transformação.

O principal cenário de O Estranho é o Aeroporto de Guarulhos, um símbolo de progresso e um monumento do mundo globalizado, mas também um marco do agressivo processo de colonização e ocupação do território. Embora seja um lugar onde as pessoas transitam o tempo todo, o filme joga seu olhar para aqueles que ficam, cujas vidas se cruzam naquele solo onde trabalham.

Filmando no próprio aeroporto e seus arredores, Dias e Mallon definem o processo do filme como uma total imersão no território de Guarulhos: “Pesquisa, preparação e filmagem nos levaram a perceber sua realidade como algo essencialmente heterogêneo e múltiplo. Quanto mais orientamos nosso olhar (e câmera) para os espaços e para as rotinas diárias dos trabalhadores do aeroporto, mais essa realidade se tornou rica e surpreendente. Ao lado do aeroporto encontramos bairros urbanos populosos, mas também comunidades rurais, sítios arqueológicos escondidos, e tribos indígenas em processo de retomada”.

Segundo Flora Dias: “O Estranho é um trabalho de muitos anos e de muitas pessoas. Um estreia como essa em Berlim é uma janela importante pra todas essas energias colocadas no filme. O filme teve e continua tendo uma guiança espiritual muito forte, e eu sinto que os caminhos dele estão sendo abertos pelos ancestrais que o filme reverencia. Além disso, me sinto muito grata de poder levar para o festival, especialmente este ano, um filme que honra essas múltiplas ancestralidades brasileiras. Temos mais uma chance agora, como sociedade, de amplificar nossas histórias indígenas e diaspóricas. E eu espero que O Estranho possa contribuir para isso”.

Juruna Mallon complementa: “Eu vejo O Estranho como um filme de encontros. Foram esses múltiplos encontros que, ao mesmo tempo, se tornaram a própria matéria prima do filme e que definiram a trajetória que o filme iria percorrer. Eles foram os pés e a terra dessa longa caminhada que o filme se propôs a fazer. Num primeiro momento, o encontro se deu com o território de Guarulhos, os trabalhadores do aeroporto, os estudantes e habitantes dos seus bairros. Em seguida, ele se traduziu nas parcerias com equipe e personagens que foram brotando e nos ajudando a lidar cinematograficamente com aquela rica e complexa realidade. A participação neste festival é um início especial para uma nova série de encontros no caminho desse projeto, agora entre o próprio filme e o público”.

Já na mostra Forum Expanded, os filmes e as instalações que compõem a programação giram em torno de legados políticos e pessoais, que muitas vezes estão em frangalhos. Diversificadas em suas formas e temas, as obras compartilham um vínculo afetivo, que serve para mantê-las nas órbitas atípicas que percorrem. Com seus criadores interessados em experimentação artística, eles inspecionam, sondam e examinam; suas descobertas os impulsionam em trajetórias surpreendentes e em constante mudança.

Aqui, o Brasil ganha destaque com o curta-metragem A Árvore, de Ana Vaz, uma coprodução com a Espanha. A sinopse diz: um filme-meditação em sequências de 30 segundos sobre o pai da artista que liga geografias, tempos, vivos e mortos com uma espada de metal; rodado ao lado de Bruce Baillie.

Conheça os novos filmes selecionados para o 73º Festival de Berlim:

FORUM

Allensworth, de James Benning (EUA)
Anqa, de Helin Çelik (Áustria/Espanha)
Arturo a los treinta, de Martin Shanly (Argentina)
Being in a Place – A Portrait of Margaret Tait, de Luke Fowler (Reino Unido)
Cidade Rabat, de Susana Nobre (Portugal/França)
De Facto, de Selma Doborac (Áustria/Alemanha)
Ein Herbst im Ländchen Bärwalde, de Gautam Bora (Alemanha)
El rostro de la medusa, de Melisa Liebenthal (Argentina)
Gehen und Bleiben, de Volker Koepp (Alemanha)
Între revoluții, de Vlad Petri (Romênia/Croácia/Qatar/Irã)
Ishi ga aru, de Tatsunari Ota (Japão)
Jaii keh khoda nist, de Mehran Tamadon (França/Suíça)
Le Gang des Bois du Temple, de Rabah Ameur-Zaïmeche (França)
Notre corps, de Claire Simon (França)
O Estranho, de Flora Dias e Juruna Mallon (Brasil/França)
Onun Haricinde, İyiyim, de Eren Aksu (Alemanha/Turquia)
Or de vie, de Boubacar Sangaré (Burkina Faso/Benin/França)
Ordnung, de Sohrab Shahid Saless (Alemanha)
Subete no Yoru wo Omoidasu, de Yui Kiyohara (Japão)
The Bride, de Myriam U. Birara (Ruanda)
Unutma Biçimleri, de Burak Çevik (Turquia)
Uriwa sanggwaneopsi, de Yoo Heong-jun (Coreia do Sul)
W Ukrainie, de Tomasz Wolski e Piotr Pawlus (Polônia)

FORUM EXPANDED

A Árvore, de Ana Vaz (Espanha/Brasil)
Achala, de Tenzin Phuntsog (EUA)
AI: African Intelligence, de Manthia Diawara (Portugal/Senegal/Bélgica)
Black Strangers, de Dan Guthrie (Reino Unido)
Borrowing a Family Album, de Tamer El Said (Egito)
Dancing Boy, de Tenzin Phuntsog (EUA)
Der frühe Regen wäscht die Spreu weg vor dem Frühlingsregen, de Heiko-Thandeka Ncube (Alemanha)
Desert Dreaming, de Abdul Halik Azeez (Sri Lanka)
Dreams, de Tenzin Phuntsog (EUA)
Exhibition, de Mary Helena Clark (EUA)
Home Invasion, de Graeme Arnfield (Reino Unido)
If You Don’t Watch the Way You Move, de Kevin Jerome Everson (EUA)
Mangosteen, de Tulapop Saenjaroen (Tailândia)
Pala Amala, de Tenzin Phuntsog (EUA)
Revolver, de Crystal Z Campbell (EUA)
Sahnehaye Estekhraj, de Sanaz Sohrabi (Canadá)
Simia: Stratagem for Undestining, de Assem Hendawi (Egito)
Summer Grass, de Tenzin Phuntsog (EUA)
Tartupaluk (Prototype), de Laakkuluk Williamson Bathory (Canadá/Dinamarca)
The Man Who Envied Women, de Yvonne Rainer (EUA)
The Time That Separates Us, de Parastoo Anoushahpour (Canadá)
Time Tunnel: Takahiko Iimura at Kino Arsenal, 18. April 1973, de Takahiko Iimura (Japão)
Trip After, de Ukrit Sa-nguanhai (Nova Zelândia/Tailândia)
Tsumikh, de Taus Makhacheva (Emirados Árabes/Rússia)
Zwischenwelt, de Cana Bilir-Meier (Alemanha)

*Clique aqui e confira os primeiros filmes anunciados nas mostras Forum e Forum Expanded.

Foto: Divulgação.

Critics Choice Awards 2023: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Angela Bassett: melhor atriz coadjuvante por Pantera Negra: Wakanda para Sempre

Foram anunciados neste domingo, 15/01, os vencedores do 28º Critics Choice Awards, importante premiação que elege os melhores da TV e do cinema e é realizada pela Broadcast Film Critics Association, maior organização de críticos americanos e canadenses, que conta com mais de 600 membros.

Nesta 28ª edição, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, de Daniel Kwan e Daniel Scheinert, que liderava a lista com quatorze indicações, foi consagrado com cinco prêmios, entre eles, o de melhor filme. Nas categorias televisivas, Better Call Saul, Abbott Elementary, The Dropout e Pachinko se destacaram.

Entre discursos emocionantes, Angela Bassett, premiada como melhor atriz coadjuvante por Pantera Negra: Wakanda para Sempre, emocionou a plateia: Mostramos ao mundo que poderíamos criar e liderar um sucesso de bilheteria de bilhões de dólares. E minha oração é que essa porta permaneça aberta e o céu seja o limite para que outros criadores e contadores de histórias negros ao redor do mundo se juntem a nós”. A atriz também lembrou do colega Chadwick Boseman, que morreu em agosto de 2020: “Por seu amor e luz ao nosso redor”.

Muito emocionado, Brendan Fraser, eleito melhor ator por A Baleia, discursou: “É um filme sobre redenção. É sobre encontrar a luz em um lugar escuro”. Ele também elogiou o diretor: “Darren Aronofsky, eu estava no deserto, mas você me encontrou e, como todos os melhores diretores, apenas me mostrou o caminho para me levar onde eu precisava estar”. E concluiu: “Se você, como Charlie, que interpretei neste filme, de alguma forma luta contra a obesidade ou apenas sente que está em um mar escuro, quero que saiba que se tiver força para apenas se levantar e ir para a luz, coisas boas vão acontecer”.

Em cerimônia realizada no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles, e apresentada pela atriz Chelsea Handler, o consagrado ator Jeff Bridges foi homenageado com o Critics Choice Lifetime Achievement Award pelo conjunto da obra; a cantora e atriz Janelle Monáe recebeu o SeeHer Award, que destaca uma mulher que defende a igualdade de gênero, retrata personagens com autenticidade, desafia estereótipos e ultrapassa limites. 

Conheça os vencedores do 28º Critics Choice Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATOR
Brendan Fraser, por A Baleia

MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett, por Tár

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM
Gabriel LaBelle, por Os Fabelmans

MELHOR ELENCO
Glass Onion: Um Mistério Knives Out

MELHOR DIREÇÃO
Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Entre Mulheres, escrito por Sarah Polley

MELHOR FOTOGRAFIA
Top Gun: Maverick, por Claudio Miranda

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Babilônia, por Florencia Martin e Anthony Carlino

MELHOR EDIÇÃO
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Paul Rogers

MELHOR FIGURINO
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ruth E. Carter

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Elvis

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: O Caminho da Água

MELHOR FILME DE COMÉDIA
Glass Onion: Um Mistério Knives Out

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Pinóquio, de Guillermo del Toro e Mark Gustafson

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
RRR: Revolta, Rebelião, Revolução, de S.S. Rajamouli (Índia)

MELHOR FILME PARA TV
Weird: The Al Yankovic Story, de Eric Appel

MELHOR TRILHA SONORA
Tár, por Hildur Guðnadóttir

MELHOR CANÇÃO
Naatu Naatu, por RRR: Revolta, Rebelião, Revolução
Música: M.M. Keeravani
Letra: Chandrabose
Intérpretes: Kala Bhairava e Rahul Sipligunj

Foto: Kevin C. Winter/Getty Images.

Mostra Nordestern: Cinemateca Brasileira exibirá 16 filmes sobre o cangaço

por: Cinevitor
Milton Ribeiro e Alberto Ruschel em O Cangaceiro, de Lima Barreto: filme completa 70 anos

A Cinemateca Brasileira abrirá sua programação gratuita de 2023 com a Mostra Nordestern: bangue-bangue à brasileira, que acontecerá entre os dias 19 e 28 de janeiro na sala Grande Otelo com exibições de filmes e debates.

Movimento social ocorrido no Nordeste entre o final do século XIX e o início do século XX, o cangaço tem uma presença extensa na filmografia brasileira. Ele começa a aparecer no cinema nordestino, sobretudo pernambucano e baiano, a partir de 1925, quando o fenômeno estava em pleno andamento, em filmes como Filho Sem Mãe (1925), de Tancredo Seabra, Sangue de Irmão (1927), de Jota Soares e Lampião, a Fera do Nordeste (1930), de Guilherme Gáldio. Desses títulos, infelizmente, nenhum sobreviveu.

O título mais antigo da mostra, Lampeão, de 1936, é um registro documental raro e intrigante de Lampião, Maria Bonita e seu grupo, mostrando cenas cotidianas de lazer e tranquilidade realizadas com grande esforço pelo cinegrafista Benjamin Abrahão, cuja odisseia para conquistar a confiança do grupo é ficcionalizada sessenta anos depois em Baile Perfumado (1996), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira.

Mas é com O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, filme que completa 70 anos em 2023, que a representação do cangaço, do Nordeste e do bangue-bangue se consolida como um estilo cinematográfico tipicamente brasileiro, batizado pelo crítico Salvyano Cavalcanti de Paiva de nordestern. Isso porque esses filmes tinham uma clara inspiração nos westerns americanos e seus filmes de aventuras no Velho Oeste. O nordestern, tal como sua contemporânea, a chanchada, torna-se, portanto, um gênero produzido em série, com uma linha própria de valores e códigos.

Gênero controverso, tal como o próprio cangaço, por retratar o movimento por vezes como excessivamente violento, por vezes sob uma ótica romantizada e heroica, o nordestern foi produzido inclusive no sul do país, sempre evocando os signos e o imaginário em torno do Nordeste, sua história e cultura.

Da trama de vingança e as cores vibrantes de A Morte Comanda o Cangaço (1960), de Carlos Coimbra e Walter Guimares Motta, passando pelo documentário sociológico Memória do Cangaço (1964), de Paulo Gil Soares, pelo épico de Glauber Rocha, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1967), pelo importante documentário A Musa do Cangaço (1982), de José Umberto, que aborda a participação das mulheres no cangaço, até produções contemporâneas que evocam o fenômeno, como Bacurau (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e Sertânia (2019), de Geraldo Sarno, dentre outros, a mostra convida o público a apreciar o mosaico de produções que compõem esse interessante movimento do cinema brasileiro.

A programação inclui também uma conversa com Kleber Mendonça Filho, codiretor de Bacurau, antes da exibição de seu filme no dia 19/01, quinta-feira, e uma mesa de conversa sobre mulheres no cangaço no dia 28/01, sábado, com Walnice Nogueira Galvão e Maria do Rosário Caetano, organizadora do livro Cangaço: o nordestern no cinema brasileiro, que estará à venda no foyer Grande Otelo depois do debate.

Conheça os filmes que serão exibidos na Mostra Nordestern:

A Morte Comanda o Cangaço, de Carlos Coimbra (1960)
A Mulher no Cangaço, de Hermano Penna (1976)
A Musa do Cangaço, de José Umberto Dias (1982)
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (2019)
Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira (1996)
Canta Maria, de Francisco Ramalho Jr. (2006)
Corisco & Dadá, de Rosemberg Cariry (1996)
Lampeão, de Benjamin Abrahão (1936)
Memória do Cangaço, de Paulo Gil Soares (1964)
Menino de Engenho, de Walter Lima Jr. (1965)
O Cangaceiro, de Aníbal Massaini Neto (1997)
O Cangaceiro, de Lima Barreto (1953)
O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha (1969)
O Homem que Virou Suco, de João Batista de Andrade (1980)
Os Últimos Cangaceiros, de Wolney Oliveira (2012)
Sertânia, de Geraldo Sarno (2019)

Foto: Divulgação.

Festival de Berlim 2023 exibirá cópia restaurada de A Rainha Diaba; curta brasileiro As Miçangas é selecionado

por: Cinevitor
Milton Gonçalves no longa A Rainha Diaba, de Antonio Carlos da Fontoura

A 73ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 16 e 26 de fevereiro, e que terá a atriz e diretora Kristen Stewart como presidente do júri, revelou, nesta sexta-feira, 13/01, novos filmes em sua programação.

Na mostra Berlinale Shorts, vinte curtas-metragens, que disputam o Urso de Ouro, exploram plenamente as muitas possibilidades da narrativa cinematográfica. O cinema brasileiro marca presença com As Miçangas, de Rafaela Camelo e Emanuel Lavor. Na trama, duas jovens se retiram para uma remota casa de férias. Enquanto uma delas faz um aborto, a outro cuida dela silenciosamente. O elenco conta com Pâmela Germano, Tícia Ferraz e Karine Teles; o filme foi contemplado no primeiro Edital Cardume para produção de curtas.

Em comunicado oficial, Anna Henckel-Donnersmarck, diretora responsável pela mostra, disse: “Mesmo tópicos difíceis são abordados com uma leveza de toque revigorante, sem sacrificar nada de sua seriedade. É emocionante ver que tipo de ferramentas artísticas os cineastas estão usando para comunicar suas histórias e ideias. Estamos muito satisfeitos em receber alguns rostos familiares e muitos novos no festival este ano”.

Além disso, o Brasil aparece também na mostra Forum Special, que tem curadoria de Jacqueline Nsiah e Can Sungu, com a cópia restaurada de A Rainha Diaba, de Antonio Carlos da Fontoura, realizado e lançado em 1974, durante a ditadura militar. Protagonizado por Milton Gonçalves, esse clássico do cinema queer brasileiro conta a história do marginal Rainha Diaba, que controla com mão de ferro o crime organizado da cidade. Para evitar que um de seus homens de frente caia nas mãos da polícia, ele encarrega Catitu de inventar um bandido perigoso e entregá-lo à polícia no lugar do homem procurado. Catitu sai pelas ruas e encontra Bereco, um jovem sustentado pela cantora de cabaré Isa. Ele atrai Bereco para uma série de crimes, projetando-o como um perigoso bandido.

O filme, que conta com Odete Lara, Stepan Nercessian, Nelson Xavier e Wilson Grey no elenco, foi premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro nas categorias de melhor ator para Milton Gonçalves e melhor fotografia para José Medeiros; também venceu o Troféu APCA de melhor figurino para Ângelo de Aquino. A restauração do longa foi realizada pela CinemaScópio e Cinelimite.

Pâmela Germano e Tícia Ferraz no curta brasileiro As Miçangas

O Festival de Berlim também anunciou novos títulos na mostra Berlinale Special, uma das seções mais versáteis do evento, que traz obras com debates aprofundados em painéis de discussão com destaque para temas atuais, formatos inusitados e homenagem a personalidades extraordinárias do cinema. “Essa segunda leva de filmes anunciados é um grande exemplo de como o cinema pode ser colorido, vibrante, comprometido, divertido e envolvente”, disse Carlo Chatrian, diretor artístico do festival.

Outra novidade anunciada recentemente foi o filme de abertura: a comédia dramática She Came to Me, de Rebecca Miller, que traz Peter Dinklage, Marisa Tomei, Joanna Kulig, Brian d’Arcy James e Anne Hathaway no elenco, e será exibida fora de competição no Berlinale Palast.

Como já revelado anteriormente, o consagrado cineasta Steven Spielberg será homenageado com o Urso de Ouro honorário e exibirá seu mais recente trabalho, o premiado Os Fabelmans, que é inspirado em sua infância. “Em uma carreira de 50 anos, Steven Spielberg deixou uma marca decisiva e duradoura na arte de contar histórias cinematográficas, enquanto continua a abordar assuntos delicados. Gerações inteiras de cinéfilos entusiastas em todo o mundo cresceram com sua obra”, disse Rainer Rother, diretor artístico do Deutsche Kinemathek e responsável pela homenagem.

Em dezembro também foram anunciados os primeiros títulos da mostra Panorama, que, neste ano, destaca a forte presença do cinema feminista americano e manifesta uma tendência mundial para a produção cinematográfica transnacional, tanto em filmes de ficção quanto em documentários. “Este ano apresentamos impressionantes produções independentes de todo o mundo. As muitas obras de cineastas de todo o mundo que estão usando seus filmes para desafiar a guerra, a perseguição sistemática e a opressão são particularmente impressionantes. A tendência para a realização de filmes transnacionais se reflete nas numerosas e fortes inscrições. Tudo isso cria um rico terreno fértil para um Panorama 2023 amplo e altamente atual”, disse Michael Stütz, diretor da mostra.

O Festival de Berlim também revelou os 204 cineastas, de 67 países, selecionados para o Berlinale Talents. O Brasil aparece com diversos representantes, entre eles, Carlos Segundo e seu novo projeto, Leite em Pó, Lillah Halla, Janaina Wagner, Fernanda Polacow, entre outros. Filmes e instalações das mostras Forum e Forum Expanded também foram revelados.

Conheça os novos filmes selecionados para o 73º Festival Internacional de Cinema de Berlim:

FORUM SPECIAL

A Lover & Killer of Colour, de Wanjiru Kinyanjui (Alemanha) (1988)
A Rainha Diaba, de Antonio Carlos da Fontoura (Brasil) (1973)
Aufenthaltserlaubnis, de Antonio Skármeta (Alemanha) (1978)
Der Kampf um den heiligen Baum, de Wanjiru Kinyanjui (Alemanha) (1995)
Ein Herbst im Ländchen Bärwalde, de Gautam Bora (Alemanha) (1983)
I Heard It through the Grapevine, de Dick Fontaine (EUA) (1982)
Kara Kafa, de Korhan Yurtsever (Turquia) (1979)
Man sa yay, de Safi Faye (Alemanha) (1980)
Mein Vater, der Gastarbeiter, de Yüksel Yavuz (Alemanha) (1995)
Onun Haricinde, İyiyim, de Eren Aksu (Alemanha/Turquia) (2020)
Ordnung, de Sohrab Shahid Saless (Alemanha) (1980)
Oyoyo, de Chetna Vora (Alemanha) (1980)

BERLINALE SHORTS

8, de Anaïs-Tohé Commaret (França)
A Kind of Testament, de Stephen Vuillemin (França)
As Miçangas, de Rafaela Camelo e Emanuel Lavor (Brasil)
Back, de Yazan Rabee (Holanda)
Eeva, de Morten Tšinakov e Lucija Mrzljak (Estônia/Croácia)
From Fish to Moon, de Kevin Contento (EUA)
Happy Doom, de Billy Roisz (Áustria)
It’s a Date, de Nadia Parfan (Ucrânia)
Jill, Uncredited, de Anthony Ing (Reino Unido/Canadá)
La herida luminosa, de Christian Avilés (Espanha)
Les chenilles, de Michelle Keserwany e Noel Keserwany (França)
Marungka tjalatjunu, de Matthew Thorne e Derik Lynch (Austrália)
Mwanamke Makueni, de Daria Belova e Valeri Aluskina (Alemanha)
Nuits blanches, de Donatienne Berthereau (França)
Ours, de Morgane Frund (Suíça)
Qin mi, de Cheng Yu (China)
Terra Mater – Mother Land, de Kantarama Gahigiri (Ruanda/Suíça)
The Veiled City, de Natalie Cubides-Brady (Reino Unido)
The Waiting, de Volker Schlecht (Alemanha)
Wo de peng you, de Zhang Dalei (China)

BERLINALE SPECIAL

Der vermessene Mensch, de Lars Kraume (Alemanha)
Golda, de Guy Nattiv (Reino Unido)
Kill Boksoon, de Byun Sung-hyun (Coreia do Sul)
L’ultima notte di Amore, de Andrea Di Stefano (Itália)
Laggiù qualcuno mi ama, de Mario Martone (Itália)
Ming On, de Soi Cheang (Hong Kong/China)
Sonne und Beton, de David Wnendt (Alemanha)
Talk to Me, de Danny Philippou e Michael Philippou (Austrália)

PANORAMA

Al Murhaqoon, de Amr Gamal (Iêmen/Sudão/Arábia Saudita)
Au cimetière de la pellicule, de Thierno Souleymane Diallo (França/Senegal/Guiné/Arábia Saudita)
El castillo, de Martín Benchimol (Argentina/França)
Hello Dankness, de Soda Jerk (Austrália)
Inside, de Vasilis Katsoupis (Grécia/Alemanha/Bélgica)
Iron Butterflies, de Roman Liubyi (Ucrânia/Alemanha)
La Sirène, de Sepideh Farsi (França/Alemanha/Luxemburgo/Bélgica)
Passages, de Ira Sachs (França)
Perpetrator, de Jennifer Reeder (EUA)
Reality, de Tina Satter (EUA)
Silver Haze, de Sacha Polak (Holanda/Reino Unido)
Stams, de Bernhard Braunstein (Áustria)
Stille Liv, de Malene Choi (Dinamarca)
Transfariana, de Joris Lachaise (França/Colômbia)

FORUM

Concrete Valley, de Antoine Bourges (Canadá)
Dearest Fiona, de Fiona Tan (Holanda)
El juicio, de Ulises de la Orden (Argentina/Itália/França/Noruega)
Horse Opera, de Moyra Davey (EUA)
Llamadas desde Moscú, de Luís Alejandro Yero (Cuba/Alemanha/Noruega)
Mammalia, de Sebastian Mihăilescu (Romênia/Polônia/Alemanha)
Poznámky z Eremocénu, de Viera Čákanyová (Eslováquia/Tchéquia)
This Is the End, de Vincent Dieutre (França)

FORUM EXPANDED

Comrade leader, comrade leader, how nice to see you, de Walid Raad (EUA)
Conspiracy, de Simone Leigh e Madeleine Hunt-Ehrlich (EUA)
Es gibt keine Angst, de Anna Zett (Alemanha)
Last Things, de Deborah Stratman (França/EUA/Portugal)
No Stranger at All, de Priya Sen (Índia)
On this shore, here., de Jasmina Metwaly (Alemanha)
That Day, on the River, de Lei Lei (China)
Un gif larguísimo, de Eduardo Williams (Espanha/Noruega/Grécia)

Fotos: Divulgação.

PGA Awards 2023: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Produtores

por: Cinevitor
Kate Winslet e Cliff Curtis em Avatar: O Caminho da Água

O Sindicato dos Produtores da América, Producers Guild of America, conta com mais de 8.500 membros e realiza, desde 1990, uma premiação anual, conhecida como PGA Awards, Producers Guild Awards, que elege os melhores da TV e do cinema.

Considerado uma prévia do Oscar, geralmente seus vencedores coincidem com os premiados pela Academia na categoria de melhor filme. A cerimônia de premiação da 34ª edição acontecerá no dia 25 de fevereiro, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles.

Neste ano, entre os indicados, vale destacar a presença do documentário O Território, dirigido pelo norte-americano Alex Pritz, uma coprodução entre Brasil, Dinamarca e Estados Unidos. Premiado no Festival de Sundance do ano passado, o filme, que apresenta Neidinha Bandeira e Bitaté Uru Eu Wau Wau, acompanha um jovem líder indígena brasileiro que luta contra fazendeiros que ocupam uma área protegida da Floresta Amazônica.

Parcialmente filmado pelo povo Uru-Eu-Wau-Wau, o longa se baseia em imagens reais capturadas ao longo de três anos, enquanto a comunidade arrisca suas vidas para montar sua própria equipe de mídia na esperança de expor a verdade. Produzido por Darren Aronofsky, Sigrid Dyekjær, Will N. Miller, Gabriel Uchida, Lizzie Gillett e Pritz, o filme tem produção executiva da ativista Txai Suruí, com trilha sonora original de Katya Mihailova e edição de Carlos Rojas Felice; o documentário é uma coprodução com a comunidade indígena Uru-eu-wau-wau.

Nas categorias televisivas, destacam-se: Better Call Saul, The White Lotus, Andor, Ozark, Ruptura, Abbott Elementary, Hacks, Only Murders in the Building, Barry, O Urso, Obi-Wan Kenobi, entre outras produções.

Os homenageados deste ano serão: o consagrado ator e produtor Tom Cruise, de Top Gun: Maverick, que receberá o David O. Selznick Award; a atriz e produtora Mindy Kaling, que será honrada com o Norman Lear Achievement Award; os produtores Michael De Luca e Pamela Abdy, que receberão o Milestone Award; e o longa Till: A Busca por Justiça, que narra a história da ativista Mamie Till-Mobley, mãe de Emmett Till, que foi assassinado aos 14 anos depois de ter sido acusado de ofender uma mulher branca, e será homenageado com o Stanley Kramer Award.

Conheça os indicados ao PGA Awards 2023 nas categorias de cinema:

LONGA-METRAGEM | PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK
A Baleia
Avatar: O Caminho da Água
Elvis
Glass Onion: Um Mistério Knives Out
Os Banshees de Inisherin
Os Fabelmans
Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Tár
Top Gun: Maverick
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Gato de Botas 2: O Último Pedido
Marcel the Shell with Shoes On
Minions 2: A Origem de Gru
Pinóquio
Red: Crescer é uma Fera

LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Afeganistão: A Retirada
All That Breathes
Navalny
Nothing Compares
O Território
O Último Navio Negreiro
Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft

FILME TELEVISIVO OU STREAMING
Abracadabra 2
Fire Island: Orgulho & Sedução
O Predador: A Caçada
Pinóquio
Weird: The Al Yankovic Story

Foto: Divulgação/Disney.

14º Dorian Awards: conheça os indicados ao prêmio organizado pela Associação de Críticos LGBTQ

por: Cinevitor
Frankie Corio em cena do longa Aftersun

A GALECA (Gay and Lesbian Entertainment Critics Association), Associação Gay e Lésbica de Críticos de Entretenimento, anunciou nesta quinta-feira, 12/01, os indicados ao Dorian Awards, prêmio que elege os melhores do ano na TV e no cinema; o nome é em homenagem ao escritor Oscar Wilde em referência ao seu romance O Retrato de Dorian Gray.

Com mais de 260 jornalistas e críticos de veículos importantes dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, muitos integrantes da Associação, fundada em 2009, se identificam como membros da comunidade LGBTQ, seja lésbica, gay, bissexual, transgênero ou queer; porém, diversos jornalistas simpatizantes também fazem parte.

Neste ano, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, de Daniel Kwan e Daniel Scheinert, lidera a lista com nove indicações; Tár, dirigido por Todd Field, aparece na sequência com sete indicações. Os vencedores serão anunciados no dia 23 de fevereiro.

Conheça os indicados do Dorian Awards 2022/2023 nas categorias de cinema:

FILME DO ANO
Aftersun
Os Banshees de Inisherin
Os Fabelmans
Tár
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

FILME LGBTQ DO ANO
Benediction
Mais que Amigos
Tár
The Inspection
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR DIREÇÃO
Charlotte Wells, por Aftersun
Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Martin McDonagh, por Os Banshees de Inisherin
Sarah Polley, por Women Talking
Todd Field, por Tár

ROTEIRO DO ANO | ORIGINAL OU ADAPTADO
Aftersun, escrito por Charlotte Wells
Os Banshees de Inisherin, escrito por Martin McDonagh
Tár, escrito por Todd Field
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, escrito por Daniel Kwan e Daniel Scheinert
Women Talking, escrito por Sarah Polley

INTERPRETAÇÃO DO ANO
Austin Butler, por Elvis
Brendan Fraser, por A Baleia
Cate Blanchett, por Tár
Colin Farrell, por Os Banshees de Inisherin
Danielle Deadwyler, por Till: A Busca por Justiça
Jeremy Pope, por The Inspection
Mia Goth, por Pearl
Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Paul Mescal, por Aftersun
Viola Davis, por A Mulher Rei

INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE DO ANO
Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Barry Keoghan, por Os Banshees de Inisherin
Dolly De Leon, por Triângulo da Tristeza
Hong Chau, por A Baleia
Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Janelle Monáe, por Glass Onion: Um Mistério Knives Out
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Keke Palmer, por Não! Não Olhe!
Nina Hoss, por Tár
Stephanie Hsu, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

FILME ESTRANGEIRO DO ANO
Close, de Lukas Dhont (Bélgica)
Decisão de Partir, de Park Chan-wook (Coreia do Sul)
EO (IO), de Jerzy Skolimowski (Polônia)
Nada de Novo no Front, de Edward Berger (Alemanha)
RRR: Revolta, Rebelião, Revolução, de S.S. Rajamouli (Índia)

DOCUMENTÁRIO DO ANO
All the Beauty and the Bloodshed, de Laura Poitras
Good Night Oppy, de Ryan White
Moonage Daydream, de Brett Morgen
Navalny, de Daniel Roher
Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft, de Sara Dosa

DOCUMENTÁRIO LGBTQ DO ANO
All the Beauty and the Bloodshed, de Laura Poitras
Framing Agnes, de Chase Joynt
Moonage Daydream, de Brett Morgen
Nelly & Nadine, de Magnus Gertten
Sirens, de Rita Baghdadi

FILME DE ANIMAÇÃO DO ANO
Gato de Botas 2: O Último Pedido
Marcel The Shell with Shoes On
Pinóquio
Red: Crescer é uma Fera
Wendell & Wild

TRILHA SONORA DO ANO
Babilônia, por Justin Hurvitz
Elvis, por Elliott Wheeler
RRR: Revolta, Rebelião, Revolução, por M.M. Keeravani
Tár, por Hildur Guðnadóttir
Women Talking, por Hildur Guðnadóttir

FILME VISUALMENTE IMPRESSIONANTE DO ANO
Avatar: O Caminho da Água
Babilônia
Não! Não Olhe!
RRR: Revolta, Rebelião, Revolução
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

FILME NÃO CELEBRADO/DESCONHECIDO DO ANO
After Yang
Aftersun
Benediction
Boa Sorte, Leo Grande
Emily the Criminal
O Menu
The Eternal Daughter

FILME CAMPY DO ANO
Babilônia
Elvis
Glass Onion: Um Mistério Knives Out
Morte, Morte, Morte
Pearl
RRR: Revolta, Rebelião, Revolução

REVELAÇÃO DO ANO
Austin Butler
Frankie Corio
Gabriel LaBelle
Jenna Ortega
Jeremy Pope
Stephanie Hsu

WILDE ARTIST AWARD (honra uma força verdadeiramente inovadora no cinema, teatro ou TV)
Billy Eichner
Cate Blanchett
Janelle Monáe
Keke Palmer
Michelle Yeoh

TIMELESS STAR (homenagem a um ator ou atriz cuja carreira exemplar é marcada pelo caráter, sabedoria e sagacidade)
Anthony Hopkins
Bill Nighy
Nathan Lane
RuPaul Andre Charles
Tom Hanks

Foto: Divulgação/MUBI.

Sindicato dos Figurinistas anuncia os indicados ao 25º Costume Designers Guild Awards

por: Cinevitor
Austin Butler em Elvis, de Baz Luhrmann

Fundado em 1953, o Sindicato dos Figurinistas, Costume Designers Guild, começou com um grupo de 30 pessoas e hoje conta com mais de 900 membros. Desde 1999, realiza o CDG Awards, premiação anual que elege os melhores figurinos da TV e do cinema.

Em comunicado oficial, Terry Gordon, presidente do CDG, disse: “Estou honrada em parabenizar nossos indicados ao CDGA. Este ano é particularmente emocionante, pois é o 25º aniversário da nossa premiação. Estamos ansiosos para celebrar o trabalho extraordinário de nossos talentosos figurinistas”. Os vencedores serão anunciados no dia 27 de fevereiro no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles.

Nas categorias televisivas, destacam-se: Bridgerton, The Crown, A Idade Dourada, Maravilhosa Sra. Maisel, Pam & Tommy, A Casa do Dragão, Westworld, O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder, What We Do in the Shadows, The Witcher: A Origem, Emily em Paris, Euphoria, Hacks, Wandinha, The White Lotus, entre outros.

Nesta 25ª edição, nomes importantes do entretenimento serão homenageados: a figurinista Deborah L. Scott, vencedora do Oscar por Titanic e que está indicada por Avatar: O Caminho da Água, receberá o Career Achievement Award; e a figurinista Rachael M. Stanley, que foi presidente do Sindicato por muitos anos e assinou trabalhos como Ally McBeal: Minha Vida de Solteira, Sisters e Heartbeat, nos quais foi indicada ao Emmy, será honrada com o Distinguished Collaborator Award.

Conheça os indicados ao Costume Designers Guild Awards 2023 nas categorias de cinema:

EXCELÊNCIA EM FILME CONTEMPORÂNEO
Glass Onion: Um Mistério Knives Out, por Jenny Eagan
Não! Não Olhe!, por Alex Bovaird
Tár, por Bina Daigeler
Top Gun: Maverick, por Marlene Stewart
Women Talking, por Quita Alfred

EXCELÊNCIA EM FILME DE ÉPOCA
A Mulher Rei, por Gersha Phillips
Babilônia, por Mary Zophres
Elvis, por Catherine Martin
Não Se Preocupe, Querida, por Arianne Phillips
Sra. Harris Vai a Paris, por Jenny Beavan

EXCELÊNCIA EM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA OU FANTASIA
Abracadabra 2, por Salvador Perez
Avatar: O Caminho da Água, por Deborah L. Scott
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ruth E. Carter
Thor: Amor e Trovão, por Mayes C. Rubeo
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, por Shirley Kurata

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures.

54º NAACP Image Awards: Pantera Negra: Wakanda para Sempre lidera indicações

por: Cinevitor
Angela Bassett em Pantera Negra: Wakanda para Sempre

Fundada em 12 de fevereiro de 1909, a NAACP, National Association for the Advancement of Colored People (na tradução, Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor), é a maior e mais antiga organização apartidária de direitos civis dos Estados Unidos.

O principal objetivo da NAACP é assegurar a igualdade política, educacional, social e econômica dos cidadãos dos grupos minoritários dos Estados Unidos e acabar com o preconceito racial. A NAACP procura eliminar todas as barreiras da discriminação racial através dos processos democráticos. Desde 1970, realiza o NAACP Image Awards, premiação multicultural que destaca os afro-americanos mais influentes do cinema, da televisão, da literatura, da música e da internet.

Os indicados desta 54ª edição foram anunciados nesta quinta-feira, 12/01, pelas redes sociais. Pantera Negra: Wakanda para Sempre, de Ryan Coogler, lidera a lista com 12 indicações. Nas categorias televisivas, Abbott Elementary se destaca com nove indicações. Na música, Beyoncé e Kendrick Lamar aparecem empatados na disputa por cinco prêmios.

Em comunicado oficial, Derrick Johnson, presidente e CEO da NAACP, disse: “Os indicados deste ano transmitiram uma ampla gama de histórias autênticas e diversas experiências que ressoaram em nossa comunidade. Estamos orgulhosos de reconhecer suas realizações e desempenhos excepcionais”

Reconhecida globalmente como uma das mais ilustres premiações multiculturais, o NAACP Image Awards segue uma tradição de excelência, elevando valores que inspiram igualdade, justiça e mudança progressiva, além de destacar artistas comprometidos com esse propósito. Os vencedores serão revelados no dia 25 de fevereiro em uma cerimônia presencial, depois de três anos no formato on-line. 

Conheça os indicados ao 54º NAACP Image Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
A Mulher Rei, de Gina Prince-Bythewood
Emancipation: Uma História de Liberdade, de Antoine Fuqua
O Homem do Jazz, de Tyler Perry
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, de Ryan Coogler
Till: A Busca por Justiça, de Chinonye Chukwu

MELHOR FILME INDEPENDENTE
Breaking, de Abi Damaris Corbin
Mr. Malcolm’s List, de Emma Holly Jones
Passagem, de Lila Neugebauer
Remember Me: The Mahalia Jackson Story, de Denise Dowse
The Inspection, de Elegance Bratton

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Athena, de Romain Gavras (França)
Bantú Mama, de Ivan Herrera (República Dominicana)
Broker, de Hirokazu Koreeda (Coreia do Sul/Japão)
Learn to Swim, de Thyrone Tommy (Canadá)
The Silent Twins, de Agnieszka Smoczynska (Polônia/Reino Unido/EUA)

MELHOR DIREÇÃO
Antoine Fuqua, por Emancipation: Uma História de Liberdade
Chinonye Chukwu, por Till: A Busca por Justiça
Gina Prince-Bythewood, por A Mulher Rei
Kasi Lemmons, por I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston
Ryan Coogler, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre

MELHOR ATOR
Daniel Kaluuya, por Não! Não Olhe!
Jonathan Majors, por Irmãos de Honra
Joshua Boone, por O Homem do Jazz
Sterling K. Brown, por Honk for Jesus. Save Your Soul.
Will Smith, por Emancipation: Uma História de Liberdade

MELHOR ATRIZ
Danielle Deadwyler, por Till: A Busca por Justiça
Keke Palmer, por Alice
Letitia Wright, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Regina Hall, por Honk for Jesus. Save Your Soul.
Viola Davis, por A Mulher Rei

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Aldis Hodge, por Adão Negro
Jalyn Hall, por Till: A Busca por Justiça
John Boyega, por A Mulher Rei
Method Man, por On The Come Up
Tenoch Huerta, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Danai Gurira, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Janelle Monáe, por Glass Onion: Um Mistério Knives Out
Lashana Lynch, por A Mulher Rei
Lupita Nyong’o, por Pantera Negra: Wakanda para Sempre

MELHOR ROTEIRO
A Mulher Rei, escrito por Dana Stevens e Maria Bello
Alice, escrito por Krystin Ver Linden
Não! Não Olhe!, escrito por Jordan Peele
O Diabo que Conheces, escrito por Charles Murray
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, escrito por Ryan Coogler

REVELAÇÃO
Elvis Mitchell (diretor), por A História do Cinema Negro nos EUA
Ericka Nicole Malone (roteirista e produtora), por Remember Me: The Mahalia Jackson Story
Krystin Ver Linden (diretora e roteirista), por Alice
Mo McRae (diretor e roteirista), por A Lot of Nothing
Stephen Adetumbi e Jarrett Roseborough (diretores), por This Is My Black

ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Jalyn Hall, por Till: A Busca por Justiça
Joshua Boone, por O Homem do Jazz
Ledisi, por Remember Me: The Mahalia Jackson Story
Y’lan Noel, por A Lot of Nothing
Yola, por Elvis

MELHOR ELENCO
A Mulher Rei
Emancipation: Uma História de Liberdade
O Homem do Jazz
Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Till: A Busca por Justiça

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A História do Cinema Negro nos EUA, de Elvis Mitchell
Ben Crump pelos Direitos Civis, de Nadia Hallgren
Louis Armstrong’s Black & Blues, de Sacha Jenkins
O Legado de Sidney Poitier, de Reginald Hudlin
O Último Navio Negreiro, de Margaret Brown

MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO | FILME OU TV
Nadia Hallgren, por Ben Crump pelos Direitos Civis
Reginald Hudlin, por O Legado de Sidney Poitier
Sacha Jenkins, por Everything’s Gonna Be All White
Sacha Jenkins, por Louis Armstrong’s Black & Blues
Kamau Bell, por We Need to Talk About Cosby

MELHOR ANIMAÇÃO
DC Liga dos Superpets
Gato de Botas 2: O Último Pedido
Pinóquio
Red: Crescer é uma Fera
Wendell & Wild

MELHOR VOZ ORIGINAL
Angela Bassett, por Wendell & Wild
Keke Palmer, por Lightyear
Kevin Hart, por DC Liga dos Superpets
Lyric Ross, por Wendell & Wild
Taraji P. Henson, por Minions 2: A Origem de Gru

MELHOR CURTA-METRAGEM | LIVE ACTION
Dear Mama…, de Winter Dunn
Fannie, de Christine Swanson
Fathead, de C. Craig Patterson
Incomplete, de Zoey Martinson
Pens & Pencils, de Gia-Rayne Harris

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
I Knew Superman, de Dana Crypto
More Than I Want To Remember, de Amy Bench
O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo, de Peter Baynton e Charlie Mackesy
Supercilious, de Sophia Ruby
We Are Here, de Constanza Castro e Domenica Castro

MELHOR FIGURINO | FILME OU TV
A Mulher Rei, por Gersha Phillips, Carly Nicodemo, Lieze Van Tonder, Lynn Paulsen e Tova Harrison
Emancipation: Uma História de Liberdade, por Francine Jamison-Tanchuck
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ruth E. Carter
Star Trek: Discovery, por Gersha Phillips, Carly Nicodemo, Heather Constable, Christina Cattle, Sheryl Willock e Becky MacKinnon
Uma Equipe Muito Especial, por Trayce Gigi Field

MELHOR MAQUIAGEM | FILME OU TV
A Cidade é Nossa, por Debi Young, Sandra Linn, Ngozi Olandu Young e Gina Bateman
Doze é Demais, por Angie Wells
Emergência, por Ren Rohling, Teresa Vest e Megan Areford
Os Últimos Dias de Ptolemy Grey, por Michele Lewis
Surface, por Zabrina Matiru

MELHOR CABELO E PENTEADO
All American, por Mary Daniels, Kalin Spooner, Darrin Lyons e Eric Gonzalez
Fantasy Football, por Tracey Moss, Jerome Allen, Tamika Dixon, Lawrence “Jigga” Simmons e Jason Simmons
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Camille Friend
RuPaul’s Drag Race All Stars, por Curtis Foreman e Ryan Randall
Till: A Busca por Justiça, por Louisa V. Anthony, Deaundra Metzger e Maurice Beaman

MELHOR TRILHA SONORA | ÁLBUM | FILME OU TV
A Mulher Rei, por Terence Blanchard
Bridgerton (temporada 2), por Kris Bowers
Entergalactic, por Kid Cudi
P-Valley (temporada 2)
Pantera Negra: Wakanda para Sempre, por Ryan Coogler, Ludwig Göransson, Archie Davis e Dave Jordan

PRÊMIO ESPECIAL | ARTISTA DO ANO
Angela Bassett
Mary J. Blige
Quinta Brunson
Viola Davis
Zendaya

*Clique aqui e confira a lista completa com os indicados em todas as categorias.

Foto: Annette Brown/Marvel.

Me Chama que Eu Vou

por: Cinevitor

Direção: Joana Mariani

Elenco: Sidney Magal, Magali West, Rodrigo West, Marília Gabriela, Hebe Camargo, Mônica Waldvogel, Rogéria, Bibi Ferreira, Cunha Jr., Rita Lee.

Ano: 2020

Sinopse: O documentário mostra a trajetória dos 50 anos de carreira de Sidney Magal, narrado por Sidney Magalhães. Os momentos mais significativos da vida do cantor, dançarino, ator e dublador que se tornou um ícone da música popular brasileira. O homem por trás do ídolo, sob o ponto de vista dos próprios participantes da história.

*Filme visto no 48º Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o documentário com entrevistas com a diretora e com o cantor Sidney Magal.

Nota do CINEVITOR:

Os Fabelmans

por: Cinevitor

The Fabelmans

Direção: Steven Spielberg

Elenco: Gabriel LaBelle, Michelle Williams, Paul Dano, Seth Rogen, David Lynch, Mateo Zoryan, Keeley Karsten, Alina Brace, Julia Butters, Birdie Borria, Judd Hirsch, Sophia Kopera, Jeannie Berlin, Robin Bartlett, Sam Rechner, Oakes Fegley, Chloe East, Isabelle Kusman, Chandler Lovelle, Gustavo Escobar, Nicolas Cantu, Cooper Dodson, Gabriel Bateman, Stephen Matthew Smith, James Urbaniak, Alex Quijano, Kalama Epstein, Connor Trinneer, Lane Factor, Greg Grunberg, Jan Hoag, Carlos Javier Castillo, Ezra Buzzington, Paul Chepikian, Brinly Marum, Mason Bumba, Mary M. Flynn, Larkin Campbell, Adriel Porter, Tia Nalls, Harper Dustin, Crystal, Nikolai Bazan, Jared Becker, Art Bonilla, Ari Davis, William Dawson, Deborah Dir, April Elize, Kendal Evans, Alejandro Fuenzalida, Cody Miller, Brandon Keith Rogers, Julyah Rose, Meg Schimelpfenig, Lucy Schmidt, Rob Shiells, Meredith VanCuyk, Trang Vo, Nicole Alicia Xavier.

Ano: 2022

Sinopse: Um retrato profundamente pessoal da infância americana do século 1920, o longa narra a história de um jovem que descobre um segredo familiar devastador e revela o poder dos filmes para nos ajudar a ver a verdade sobre os outros e sobre nós mesmos. Inspirado na própria infância de Spielberg.

Nota do CINEVITOR:

I Wanna Dance with Somebody: A História de Whitney Houston

por: Cinevitor

Whitney Houston: I Wanna Dance with Somebody

Direção: Kasi Lemmons

Elenco: Naomi Ackie, Stanley Tucci, Ashton Sanders, Tamara Tunie, Nafessa Williams, Clarke Peters, Daniel Washington, Bailee Lopes, Bria Danielle Singleton, JaQuan Malik Jones, Kris Sidberry, Dave Heard, Coffey, Lance A. Williams, Luke Crory, Jeffrey L. Brown, Andrea Eversley, Devon Coull, Jaison Hunter, Steven DeMarco, Paul Held, Lynn Leger, Ernst Berrouet, Paul Taft, Maurice Emmanuel Parent, Brandon G. Green, Ross MacDonald, Tobias Wilson, Jon F. Merz, Evelyn Howe, Charles Baglio, Stew Replogle, Brett Kline, Gene Yee, Olia Neiman, Gary Tanguay, Alexandria King, Naheem Garcia, Sean Amos, Shirvorne Bruder, Jay Dunigan, Eileen Gonzales, Eric Gledhill, A.J. Rubin, Justin D. Davis, Cedrick Ekra, Lovely Hoffman, Adrienne Nails, Shikena Stanton, Isaiah K. Carter, Evonne Archer, Mtali Banda, Kofi B., Ciara J. Dillion, Jamie Tompkins, Olivia Cipolla, Nick Silva, Zyla Harris-Petter, David Macklin Sr., Krisanthi Pappas, Elegance Bratton, Richard Conti, Greg Roman, Bradley Nnadi, Ricardo Cisneros, Jacobi Brown, Priscilla Walker, Veronica Nix, Jake Hicks, Tanner Beard, Gary M. Bloom, Ronald Boone, Cameen M Copeland, Paul Corwin Jr., Stevie Costa, Jennifer Ellis, Bhanu Gopal, Nicole Haftel, Laura Hubbard, Ian Dylan Hunt, Rob Lévesque, Casey McNeal, Adrian M. Mompoint, Gerardo Saenz.

Ano: 2022

Sinopse: O filme é um retrato sem limites da complexa e multifacetada mulher por trás da voz. Da garota do coral de Nova Jersey a uma das mais recordistas e premiadas artistas de todos tempos, o longa narra a jornada emocionante pela vida e carreira de Whitney Houston.

Nota do CINEVITOR:

Nas Ondas da Fé

por: Cinevitor

Direção: Felipe Joffily

Elenco: Marcelo Adnet, Letícia Lima, Thelmo Fernandes, Otavio Muller, Tonico Pereira, Roberta Rodrigues, Elisa Lucinda, Debora Lamm, Stepan Nercessian, Fernando Caruso, Gregorio Duvivier, Michel Melamed, Bento Ribeiro, Cristina Pereira, Eduardo Sterblitch, Ernani Moraes, Felipe Fagundes, Guida Vianna, Karla Karenina, Márcio Vito, Marcos Veras, Nando Cunha, Orã Figueiredo, Paulinho Serra, Rafael Queiroga, Rodrigo de Arruda, Patricia Cardoso, Xando Graça, André Dale, Bernardo Mendes, Dora Devin, Felipe Haiut, Gabriel Mazzaro, Guilherme Cabral, Henrique Macedo, Hilton Castro, Ju Maldonado, Lincoln Vargas, Luana Lis, Luisa Albuquerque, Saulo Arcoverde, Thiago Lopes, Daniel Conceição, Eduardo Santana, Felipe Chernicharo, Rodrigo Ferrera.

Ano: 2023

Sinopse: Hickson é um homem de fé que se vira como pode para pagar os boletos no fim do mês. De técnico de informática a locutor de carro de telemensagem, não tem nada que Hickson não tope fazer. E foi exatamente assim que ele conquistou um emprego em uma rádio evangélica. Com talento, dedicação e um empurrãozinho de Jéssika, sua esposa, ele vai descobrir que nem mesmo o céu é limite.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevistas com Marcelo Adnet e Letícia Lima.

Nota do CINEVITOR: