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46º Festival Guarnicê de Cinema anuncia títulos selecionados para as mostras competitivas

por: Cinevitor
Ana Flavia Cavalcanti no longa Fim de Semana no Paraíso Selvagem

Foram anunciados nesta sexta-feira, 28/04, os títulos selecionados para as mostras competitivas da 46ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 9 e 16 de junho, em formato híbrido, com exibições presenciais em São Luís, no Maranhão, e virtuais por meio da plataforma e aplicativo CineGuarnicê.

Neste ano, 70 obras audiovisuais originadas de onze estados do país, além do Maranhão, completam a programação. A seleção traz seis longas nacionais, quatro longas maranhenses, 18 curtas nacionais, 12 curtas maranhenses, 23 videoclipes e sete filmes publicitários; não houve quórum para a mostra de reportagens audiovisuais. Além das mostras competitivas, o festival realiza também mostras paralelas; as obras para essa programação serão divulgadas em breve no site oficial.

Os filmes da seleção oficial do 46º Guarnicê passaram pela avaliação de cineastas e pesquisadores de reconhecida competência do audiovisual local e nacional. A comissão de pré-seleção foi formada por: Adriana Fresquet (RJ), Arthur Gadelha (CE), Bruna Castelo Branco (MA), Maria Thereza Soares (MA), Nuno Lindoso (AL), Zienhe Castro (AM) e Marcus Tulio (MA).

Segundo o coordenador da equipe, Marcus Túlio, os filmes “são de todos os cantos desse país e tratam das importantes questões sociais, políticas e culturais que perpassam nossa gente”. Ele reiterou que o trabalho como curador “serve como aprendizado, devido a enorme diversidade dos pontos de vista abordados”.

Conheça os títulos selecionados para o 46º Festival Guarnicê de Cinema:

LONGAS-METRAGENS NACIONAIS

Eu Moro em Qualquer Lugar, de Márcio Coutinho (RJ)
Fim de Semana no Paraíso Selvagem, de Severino (PE)
Katharsys, de Roberto Moura (RJ)
No Vazio do Ar, de Priscilla Brasil (PA)
Praia do Silêncio, de Francisco Garcia (SP)
Rumo, de Bruno Victor e Marcus Azevedo (DF)

CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

Antes do Amanhã, de André Guerreiro Lopes e Djin Sganzerla (SP)
Apocalypses Repentinos, de Pedrokas (CE)
Arrimo, de Rogério Borges (SP)
Ave Maria, de Pê Sobrinho Moreira (RJ)
Big Bang, de Carlos Segundo (MG)
Firmina, de Izah Neiva (SP)
Mãri hi: A Árvore do Sonho, de Morzaniel Ɨramari (RR)
Memórias do Fogo, de Rita de Cássia, Leandro Olímpio e Irineu Cruzeiro (PB/ES/SP)
Mórula, de Cristal Obelar e Gabriela Cunha (RS)
Noturno, de Irene Bandeira (CE)
Pai em Versos, de Júlio Folha (MG)
Pelas Ondas Lambem-se as Margens, de Hyndra (BA)
Rubicão, de Fádhia Salomão (SP)
Sobre Elas, de Bruna Arcangelo (SP)
Trocando de Pele, de Willye Jonny (RJ)
Um Tempo pra Mim, de Paola Mallmann (RS)
Uma Escola no Marajó, de Camila Kzan (PA)
Xar: Sueño de Obsidiana, de Fernando Pereira dos Santos e Edgar Calel (SP)

LONGAS-METRAGENS MARANHENSES

De Repente Drag, de Rafaela Gonçalves
Mar de Lixo, de Taciano Brito
No Fundo da Terra, de Milena Carvalho
O Arquiteto dos Sonhos, de Francisco Colombo

CURTAS-METRAGENS MARANHENSES

A Mulher, de Fernanda Aroucha
A Nossa Festa Já Vai Começar, de Cadu Marques
Afroturismo nos Lençóis Maranhenses, de Gil Aguiar Silva
Akomabu – A Cultura Não Deve Morrer, de Juliana Hadad e Helen Maria 
Amores Imperfeitos, de Gabbie Ribeiro
Atenção para Este Aviso: A Voz dos Bairros Bom Sucesso e Boca da Mata, de Francisco Jr.
Divã de uma Habilitada, de Nádia Maria
Lá na Cigana, de Nilce Braga
M.A.N.G.A, de Rivanda Berenice
O Jogo da Navalha, de Roberto Pereira (Cassange)
Olhos e Bocas, de Dandara Kran
Trançatlanticas, de Isabela Leite

VIDEOCLIPES

A Morte, de Claudio Lima; direção: Cláudia Marreiros
A Panca, de Adnon; direção: Fáilon Aletos
Barreirinhas Rincão Paraíso, de Diego Reis; direção: Léo Castro e Diego Reis
Caixeira, de Rosa Reis e Cacuriá de Dona Teté; direção: Thais Lima
Contraste, de Fellipe Fernandes feat. Carlos Ernae; direção: D’glan Ramon
Cowboy Safado, de Inxama; direção: Lucas Vieira e Inxama (Victor Rivera, Pedro Sarfatti e Marley Moraes)
Desabafo, de Seu Manel; direção: Fernanda Aroucha
Dois com Sol, de Diamante Gold; direção: Emilio Sagaz
Electric Fever, de Jukio; direção: Sunday James
Escolhas, de Mc Jheefh; direção: Jeferson, Rodrigo e Letícia
Este Vídeo Não Possui Corpo de Texto, de Heide Cabral; direção: Heide Cabral
Karawara, de Rommel; direção: Taciano Brito
Me Lambe e Vaza, de Enme; direção: Walber Sousa
O Jupicum das Matas, de Tássio Serêjo; direção: Tássio Serêjo
Paparu, de Memórias de Carvalho feat. Clarianas; direção: Luiza Fernandes
Pinta a Cara, de Ben Charles; direção: Manlio Machiavello
Poção do Amor, de Inxama e Vinaa; direção: Inxama (Victor Rivera, Pedro Sarfatti e Marley Moraes)
Real, de O Shoock; direção: Lucca Truta e Hera da Lua
Salsa-Kora, de Djeli Moussa Djawara; direção: Manlio Machiavello
Selvagem, de Paolo Ravley; direção: Paolo Ravley
Timon, Papel e Letra, de Jaísa Caldas; direção: Renata Fortes
Upaon Açu Ilha, de Emanuele Paz e Banda; direção: Manlio Machiavello
Vias de Fato, de Putabend; direção: Sunday James

FILMES PUBLICITÁRIOS

Casa das Minas, de Johnny Kelvin
Conheça o Polo São Luís, de Johnny Kelvin
Conheça São Luís, de Johnny Kelvin
Desenvolvimento Territorial da Baixada Maranhense, de Vanessa de Paula
História da Santê, de Taciano Brito
Programa de Revitalização de São Luís, de Taciano Brito
Rua do Giz, de Taciano Brito

Foto: Divulgação.

Peter Pan & Wendy

por: Cinevitor

Direção: David Lowery

Elenco: Alexander Molony, Ever Anderson, Jude Law, Alyssa Wapanatâhk, Jim Gaffigan, Joshua Pickering, Jacobi Jupe, Molly Parker, Alan Tudyk, Yara Shahidi, Florence Bensberg, Sebastian Billingsley-Rodriguez, Noah Matthews Matofsky, Caelan Edie, Kelsey Yates, Skyler Yates, Diana Tsoy, Felix de Sousa, John DeSantis, Garfield Wilson, Ian Tracey, Mark Acheson, Jesse James Pierce, Gemita Samarra, Cassie Van Wolde, Deborah Ramsay, Paloma Nuñez, Paul Cheng, Mike Ching, Nora Mcadam, Steve Hunt, Roy Dilbert, Nick Preston, Arthur Lee Rose, Jason Demidoff, Tony Chris Kazoleas, Boyd Ferguson, Atlin Mitchell, Chad Bellamy, Danny Hospes, Darryl Quon, Fraser Aitcheson, Jason Day, Joshua Mazerolle, Nathaniel Shuker, Ryan Handley, Jack Kingsley, Lars Grant, Mark Krysko, Curtis Braconnier, Trevor Addie, Will Erichson, Brad Kelly, Marshall Bingham, Angela Uyeda, Eclilson de Jesus, Chanelle Hunter, Matt Reimer, Kevan Cameron, Todd Allen Johnson, Marguerite Kalhor, Rod Megill, Stuart Murray, Mackenzie Nibbe, Douglas Podzun, Marcel Robert.

Ano: 2023

Sinopse: Na história, Wendy Darling é uma jovem que não quer ir para o internato. Um dia, ela conhece Peter Pan, um menino que se recusa a crescer. De mãos dadas com seus irmãos e a pequena fada Tinker Bell, a menina vai entrar no mundo mágico da Terra do Nunca ao lado de Peter. Lá, eles enfrentarão um terrível pirata chamado Capitão Gancho e embarcarão em uma emocionante e perigosa aventura que mudará suas vidas para sempre.

Nota do CINEVITOR:

C.I.C. – Central de Inteligência Cearense: começam as filmagens do novo longa de Halder Gomes

por: Cinevitor
Halder Gomes e Edmilson Filho: dupla de sucesso

As filmagens de C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, novo longa dirigido por Halder Gomes e protagonizado por Edmilson Filho, já começaram em Fortaleza. O que acontece quando o dialeto cearense se mistura com o espanhol? Essa mistura incomum chegará às telonas em breve com distribuição da Paris Filmes.

Com roteiro de Marcio Wilson, da série Cine Holliúdy, o filme acompanha a saga de Wanderlei, interpretado por Edmilson Filho, conhecido como Agente Karkará, um agente secreto brasileiro que combate os criminosos mais perigosos do mundo representando a C.I.C. – Central de Inteligência Cearense. Quando um projeto ultrassecreto é roubado dos governos de Brasil, Argentina e Paraguai, ele precisará usar suas habilidades para recuperar a fórmula secreta antes caiam em mãos erradas.

Com o apoio de Romerito, papel de Gustavo Falcão, agente secreto paraguaio, e Micaela, vivida por Alana Ferri, representante da Argentina, Karkará fará de tudo para encontrar os bandidos antes que utilizem a arma secreta; que é tão secreta que nem eles sabem do que se trata. Depois de muitas lutas, aventuras e trapalhadas no mais puro e original cearenhol (mistura de cearencês com espanhol), o trio finalmente encontrará Carola, interpretada por Tóia Ferraz, líder da R.O.L.A., uma poderosa organização criminosa sul-americana e lutará até o fim para impedir que ela realize seus planos malignos.

Juntos, Halder Gomes e Edmilson Filho já conquistaram o público com diversos trabalhos, como Cine Holliúdy e O Shaolin do Sertão. Em C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, a dupla traz um elenco reforçado que conta ainda com Nill Marcondes, Monique Hortolani, André Segatti, Carri Costa, Eduardo Cintra, Karla Karenina e Valéria Vitoriano. O longa é produzido pela Paris Entretenimento em coprodução com o FSA, Fundo Setorial do Audiovisual.

Foto: Arlan Elton.

Festival de Cannes 2023: curta brasileiro Solos, de Pedro Vargas, é selecionado

por: Cinevitor
Jorge Neto no curta brasileiro Solos, de Pedro Vargas

Depois de anunciar a seleção de longas, a 76ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá entre os dias 16 e 27 de maio, revelou os curtas-metragens selecionados para a Competição Oficial e também para a mostra La Cinef, anteriormente conhecida como Cinéfondation, criada para inspirar e apoiar a próxima geração de cineastas.

Neste ano, o comitê de seleção assistiu 4.288 curtas; onze foram escolhidos. Os filmes disputam a Palma de Ouro, que será entregue pelo Júri Oficial, presidido pela cineasta húngara Ildikó Enyedi e que contará também com: Ana Lily Amirpour, roteirista e diretora americana; Charlotte Le Bon, atriz canadense; Shlomi Elkabetz, cineasta israelense; e Karidja Touré, atriz francesa. O grupo também será responsável pelos prêmios da mostra La Cinef.

Para a 26ª edição da La Cinef, 16 filmes foram selecionados, dentre os dois mil inscritos por escolas e universidades de cinema do mundo todo. A lista conta com 14 ficções e 2 animações, de 13 países. Criada em 1998 por Gilles Jacob e dedicada à busca de novos talentos, a La Cinef, chamada anteriormente de Cinéfondation, proporciona uma oportunidade para que jovens realizadores vejam os melhores filmes do ano exibidos no festival e absorvam a atmosfera inspiradora na companhia de realizadores de renome.

O cinema brasileiro marca presença na mostra La Cinef com Solos, de Pedro Vargas, filme de conclusão de curso de alunos da FAAP, Fundação Armando Alvares Penteado, de São Paulo. Na trama, Leonardo, interpretado por Jorge Neto, é um jovem pedreiro que passa a escutar um estranho som vindo do chão na obra em que está trabalhando. O filme passa por temas como a expansão desenfreada do mercado imobiliário e a ligação desse fato com o apagamento das nossas memórias ancestrais e originárias. 

Escrito e dirigido pelo paulista Pedro Vargas, de 25 anos, foi produzido durante a pandemia e contou com muitos cuidados e precauções durante as filmagens. A temporalidade da obra ficou registrada nas máscaras usadas pelos personagens, mas sem transformar a Covid-19 no tema principal do filme.

Além de Jorge Neto, o elenco conta também com Hellen Nicolau. Com orientação de Mariana Lucas Setubal, produção de Nathalya Macchia e montagem de Marina Kosa, a fotografia é assinada por Raffaella Rosset. A direção de som e trilha sonora é de Igor Yamawaki; Paula Soares e Giulia Zanini assinam a direção de arte; e Miguel Monori como assistente de direção. A equipe segue com Malu Girossol no figurino e Gabriela Schumaker na maquiagem; Felipe Manoel assina a cor, a mixagem é de Talissa Gracio e Enrico Alchimin na continuidade.

Pedro Vargas é recém formado em Cinema pela FAAP e Solos é seu segundo filme; o primeiro foi o curta Estação-Senhora. Além disso, também trabalhou como assistente de direção, tendo atuado em grandes produções como Aruanas, de Estela Renner; Barba Ensopada de Sangue, de Aly Muritiba; e Marcelo Marmelo Martelo, de Duda Vasmen. Atualmente, Pedro se dedica ao desenvolvimento de seu primeiro longa-metragem, Tubarão de Guaratuba, e também está em fase de captação de recursos para seu próximo curta-metragem: Peixes, produzido pela Ladaia Filmes

Conheça os curtas-metragens selecionados para o Festival de Cannes 2023:

CURTAS-METRAGENS | COMPETIÇÃO

27, de Flóra Anna Buda (Hungria/França)
As It Was, de Anastasia Solonevych e Damian Kocur (Polônia/Ucrânia)
Aunque es de Noche, de Guillermo García López (Espanha/França)
Basri & Salma in a Never-Ending Comedy, de Khozy Rizal (Indonésia)
Fár, de Gunnur Martinsdóttir Schlüter (Islândia)
La Perra, de Carla Melo Gampert (Colômbia/França)
Le Sexe de ma Mère, de Francis Canitrot (França)
Nada de Todo Esto, de Patricio Martínez e Francisco Canton (Argentina/Espanha)
Poof, de Margaret Miller (EUA)
Tits, de Eivind Landsvik (Noruega)
Wild Summon, de Karni Arieli e Saul Freed (Reino Unido)

LA CINEF

A Bright Sunny Day, de Yupeng He (EUA) (Columbia University)
Al Toraa’, de Jad Chahine (Egito) (High Cinema Institute)
Ayyur, de Zineb Wakrim (Marrocos) (ÉSAV Marrakech)
Daroone Poust, de Shafagh Abosaba e Maryam Mahdiye (Irã) (Karnameh Film School)
Electra, de Daria Kashcheeva (República Checa) (FAMU)
Hole, de Hwang Hyein (Coreia do Sul) (KAFA)
Imogene, de Katie Blair (EUA) (Columbia University)
Killing Boris Johnson, de Musa Alderson-Clarke (Reino Unido) (NFTS)
La Voix des Autres, de Fatima Kaci (França) (La Fémis)
Nehemich, de Yudhajit Basu (Índia) (FTII)
Norwegian Offspring, de Marlene Emilie Lyngstad (Dinamarca) (Den Danske Filmskole)
Osmý Den, de Petr Pylypčuk (República Checa) (FAMU)
Solos, de Pedro Vargas (Brasil) (FAAP)
The Lee Families, de Seo Jeong-mi (Coreia do Sul) (Korea National University of Arts)
Trenc D’alba, de Anna Llargués (Espanha) (ESCAC)
Uhrmenschen, de Yu Hao (Alemanha) (Filmuniversität Babelsberg KONRAD WOLF)

Foto: Divulgação.

VII Cine Jardim: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Sandro Micael no curta potiguar Eu, Youtuber, de Rodrigo Sena

De volta ao interior pernambucano, a sétima edição do Cine Jardim – Festival Latino-americano de Cinema de Belo Jardim acontecerá entre os dias 22 e 27 de maio em formato híbrido. A programação contará com 67 curtas-metragens realizados no Brasil, Panamá e Chile, divididos em uma mostra principal e outras seis paralelas.

As exibições acontecem no Cine Teatro Cultura, em Belo Jardim, agreste pernambucano, que receberá os filmes da competição, e ao ar livre na Praça Pública, com os curtas da Mostra Rota de Migrações, além da programação virtual na plataforma Cardume. O festival também realizará uma série de atividades paralelas gratuitas, sempre comprometido com o debate e a formação de público em relação à produção audiovisual contemporânea.

Além da Mostra Competitiva de curtas-metragens latino-americanos, que será avaliada por um júri especial formado por profissionais da sétima arte, o Cine Jardim realizará também as mostras paralelas: Diversidade de Voos, em homenagem à atriz Roberta Gretchen Coppola com histórias sobre pessoas transgêneros; Revoada, que discute memória, preservação e identidade cultural; Voo Livre, apresentando mulheres como protagonistas de suas próprias histórias; Rotas de Migração, com abordagens variadas para o público jovem; e Passarinho, formada por filmes para a infância e reúne, em sua maioria, animações.

A programação apresenta também a Mostra Especial VouSer Acessibilidade, que traz filmes pernambucanos com acessibilidade comunicacional: audiodescrição, janela de libras e legendas descritivas. O melhor filme de cada panorama paralelo receberá o prêmio concedido pelo Júri Popular.

A seleção foi montada a partir de 831 filmes inscritos, entre ficções, documentários e animações de todas as regiões do Brasil, além de produções estrangeiras. Para Leo Tabosa, cineasta e produtor do festival, o número de inscrições acompanha o crescimento do evento que, nos últimos anos, tem movimentado a cena cultural de Belo Jardim: “O retorno do Cine Jardim ao formato presencial possibilita que resgatemos os encontros entre o público e os realizadores que viajam até o interior pernambucano para apresentar e conversar sobre suas obras. É sempre um momento de celebração do cinema que ultrapassa as fronteiras dos grandes centros urbanos e alcança novos olhares”, afirma.

O Cine Jardim é uma janela destinada à divulgação da produção cinematográfica latino-americana, à profissionalização de jovens por meio do audiovisual e à democratização dos bens culturais. O festival, de caráter competitivo, visa premiar filmes latino-americanos das mostras competitivas. Esta janela aberta no interior é importante para compreender e apreciar outros mundos reais e possíveis, que na mágica tela branca projetam-se infinitas possibilidades de encontros e intercâmbios com um único compromisso: fazer deste mundo um mundo mais humano e mais perto de todos nós.

Conheça os filmes selecionados para o 7º Cine Jardim:

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS LATINO-AMERICANOS

Aratu, de Firmino de Almeida (PB)
As Velas do Monte Castelo, de Lanna Carvalho (CE)
Búsqueda, de Rodrigo Sousa & Sousa (Panamá/Brasil)
Contando Aviões, de Fábio Rodrigo (SP)
Corpo que Fala, de Samuel Fortunato e Bruno Rubim (RJ)
Dois no Asfalto, de Daniel Chagas (RJ)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Jornadas de 14h, de Clara Henriques e Luiza França (RJ)
Paulo Galo: Mil Faces de um Homem Fiel, de Felipe Larozza e Iuri Salles (SP)
Pedro Faz Chover, de Felipe César de Almeida (PE)
Perfection, de Guilherme G. Pacheco (RS)
Primos, de Daniel Pustowka (CE)
Recife, Marrocos, de Alexandre Figueirôa (PE)
Sideral, de Carlos Segundo (RN)
Todas as Rotas Noturnas Conduzem ao Alvorecer, de Felipe André Silva (PE)
Um Filme com Celso Marconi, de Helder Lopes e Paulo de Sá Vieira (PE)
Xavier e Miguel, de Ricky Mastro (SP)

MOSTRAS PARALELAS

A Baleia Mágica, de Douglas Alves Ferreira (SP)
A Botija, o Beato e a Besta-fera, de Túlio Beat (PE)
Acquarella, de Catarina Brandão (BA)
A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno (GO)
Antes de Falar de Amor, de Sarah Tavares (MG)
Ana Rúbia, de Diego Baraldi e Íris Alves Lacerda (MT)
Apolo, de Paulo de Sá Vieira (PE)
Arte pra Mim, de Cláudio Neto (PE)
As Coisas Não Vão Mudar, de Luiz Apolinário (PE)
Capitão Tocha, de Matheus Amorim (GO)
Cercas, de Ismael Moura (PB)
Céu, de Valtyennya Pires (PB)
Curta Diferenças, de Lisandro Santos (RS)
Cyntia, de Rafael Diniz (MG)
Eduardo Punch, de Alunos do Projeto Estúdio Escola de Animação (RJ)
Elisa, de Letícia Reis (BA)
Entre a Serra e a Malhada, de Raquel Santana e Cauê Kamalesha (PE)
Entre Muros, de Gleison Mota (SP)
Era uma Vez em Icapuí, de Alunos do Projeto de Animação (ES)
Eu Não Sei Dançar, Mas Danço, de Fábio Rogério (SP)
Eu Nunca Contei a Ninguém, de Douglas Duan (PE)
Eu, Youtuber, de Rodrigo Sena (RN)
Ewé de Òsányìn: O Segredo das Folhas, de Pâmela Peregrino (BA)
Helena, de Paulo Ricardo (SP)
História de um Avô, de Francielli Noya e Wolmyr Alcantara (ES)
Îebyra, de Eduardo Souza Lima (RJ)
Lente de Aumento, de Pedro Lucas de Castro (RJ)
Leoncio, de Lori Queiroz (PE)
Lucy Solta os Bichos, de Sergio Martinelli e Billy Fernandes (SP)
Mamãe!, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter (BA)
Mao Lucky, de Luis Carlos Caballero Arguelles (Panamá)
Maria, de Guilherme Carravetta de Carli (RS)
Nem Todas as Manhãs são Iguais, de Fabi Melo (PB)
Nonna, de Maria Augusta Vilalba Nunes (SC)
O Monstro do Pântano do Sul, de Marko Martinz (SC)
O Plantonista do Dia, de Allan Ribeiro (RJ)
O Preto de Azul, de Alvaro Tallarico e Leandro Ferra (RJ)
O Quarto de André, de Thiago Barba (SC)
O Templo do Rei, de Verônica Cabral (SP)
Paola, de Ziel Karapotó (PE)
Para que Não se Acabe, de Joyce Noelly e Davi Batista (PE)
Pedra do Caboclo, de Heleno Florentino (PE)
Quarentena, de Adriel Nizer e Nando Sturmer (PR)
Quinze Primaveras, de Leão Neto (CE)
Remoinho, de Tiago A. Neves (PB)
Rua Dinorá, de Natália Maia e Samuel Brasileiro (CE)
Santa Claws, de Sergio Acuña (Chile)
Sem Filtros, de Heleno Florentino (PE)
Taxi Time, de Eudis Cardoso (GO)
Trancinhas, de Mariana Stolf (MG)

Foto: Rodrigo Sena.

Conheça os vencedores do 28º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor
Incompatível com a Vida, de Eliza Capai: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 22/04, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, os vencedores do 28º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, principal evento dedicado ao audiovisual não ficcional na América Latina, fundado e dirigido por Amir Labaki.

A programação exibiu, de forma gratuita, um total de 72 títulos, de 34 países, entre longas e curtas-metragens, em salas de cinema de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de uma seleção especial nas plataformas de streaming Sesc Digital e Itaú Cultural.  

O júri das competições brasileiras foi composto pela diretora, atriz e produtora Ana Petta; pelo jornalista, tradutor e crítico de cinema José Geraldo Couto; e pelo diretor Paulo Henrique Fontenelle. Dirigido por Eliza Capai, Incompatível com a Vida foi escolhido o vencedor da Competição Brasileira de Longas ou Médias-Metragens e recebeu como prêmio R$ 20.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. A partir da gravidez da diretora, o filme reflete temas universais: vida, morte, luto e políticas públicas que nos afetam. A justificativa do júri diz: “Pela coragem de mergulhar de maneira pessoal e poética num tema delicado e urgente, trazendo à luz a realidade de muitas mulheres e a urgência da discussão sobre direitos reprodutivos no Brasil”.

Além disso, o júri concedeu Menção Honrosa a Morcego Negro, de Chaim Litewski e Cleisson Vidal: “Pela consistência do trabalho de pesquisa e articulação de um rico material que nos ajuda a compreender a história recente do país”. Vale destacar que os ganhadores dos prêmios de melhor longa e curta-metragem brasileiro e internacional terão novas exibições no dia 23 de abril no NET Botafogo, no Rio de Janeiro, e na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Já o prêmio de melhor curta-metragem brasileiro foi para Mãri hi: A Árvore do Sonho, de Morzaniel Ɨramari, que recebeu como prêmio R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. Segundo os jurados: “O filme foi premiado “por nos proporcionar um olhar imersivo e poético no imaginário do povo yanomami e sua relação com a natureza”. A obra ficará disponível no Itaú Play entre 0h do dia 24 de abril até 23h59 do dia 25 de abril. Foi outorgada Menção Honrosa para Ferro’s Bar, de Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra e Rita Quadros“por resgatar um momento decisivo na história do movimento lésbico brasileiro, em especial no atual contexto de recrudescimento da intolerância””, disse o júri.

Para as competições internacionais, o time de jurados foi formado pela documentarista dinamarquesa Camilla Nielsson; pelo diretor, fotógrafo e produtor polonês Pawel Lozinski; e pela premiada cineasta argentina Virna Molina. O grande vencedor da Competição Internacional de longas ou médias foi Confiança Total, de Jialing Zhang, que explora as mudanças de comportamentos sociais causadas por uma sociedade que tudo vê e a luta das pessoas contra o abuso do poder estatal.

A justificativa diz: “Através de uma poderosa narrativa observacional, o filme nos leva a um sistema sufocante de controle, onde tecnologia e ideologia constroem um ‘mundo perfeito’, no qual segurança e ordem estão acima da vida humana. O filme apresenta cenas de um valor documental dramático único, mas sem jamais perder o respeito por seus protagonistas e preservando sua dignidade humana diante da câmera. ‘As consciências podem ser seduzidas e obscurecidas novamente, até mesmo as nossas consciências’, disse Primo Levi, sobrevivente de Auschwitz, e este documentário é um testemunho disso””. O longa recebe R$ 12.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade.

O júri concedeu Menção Honrosa ao polonês Pianoforte, de Jakub Piatek: “Nos encantou com sua forma cinematográfica e composição precisa. O talentoso diretor, através de retratos íntimos de vários jovens pianistas, nos permitiu entrar no fechado mundo do esforço musical para contar uma história sobre paixão, esperança e amor pela música. Essa maratona de piano não se arrasta nem por um momento sequer. Acompanhamos a luta interior dos personagens com emoção, de modo que, ao final, sentimos que às vezes uma derrota pode significar uma verdadeira vitória”, disse a justificativa.

Ptitsa, dirigido por Alina Maksimenko, foi escolhido como o melhor curta-metragem internacional e recebeu R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. O filme é um retrato íntimo de uma separação entre mãe e filha, explorado de diferentes perspectivas. A justificativa diz: ““Pela sensibilidade cinematográfica na construção da história. Por transformar um retrato da vida mãe e filha durante a pandemia em uma reflexão profunda sobre a existência humana. Por capturar a beleza da simplicidade em sua estreia no cinema”.

Na cerimônia desta 28ª edição também foram anunciados alguns prêmios paralelos, como o Prêmio Canal Brasil de Curtas no valor de quinze mil reais; o vencedor, escolhido pelo júri formado por Célio Silva, Daniel Schenker, Janda Montenegro, Katiuscia Vianna e Vitória Pratini, foi Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ, de Barbara Pettres, Flávia Person e Walderes Coctá Priprá. E mais: o Prêmio Mistika, no valor de R$ 8.000,00 em serviços de pós-produção digital, foi anunciado junto ao prêmio oficial de melhor curta-metragem brasileiro; e teve também o Prêmio EDT, da Associação de Profissionais de Edição Audiovisual, para a melhor montagem de um curta e um longa.

Reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA como um festival classificatório para o Oscar, o É Tudo Verdade qualifica automaticamente as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional de longas e médias e também de curtas-metragens para inscrição direta visando a disputa das estatuetas douradas.

Conheça os vencedores do É Tudo Verdade 2023:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Incompatível com a Vida, de Eliza Capai

MENÇÃO HONROSA
Morcego Negro, de Chaim Litewski e Cleisson Vidal

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
Mãri hi: A Árvore do Sonho, de Morzaniel Ɨramari

MENÇÃO HONROSA
Ferro’s Bar, de Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra e Rita Quadros

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Confiança Total (Total Trust), de Jialing Zhang (Alemanha/Holanda)

MENÇÃO HONROSA
Pianoforte, de Jakub Piątek (Polônia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
Ptitsa, de Alina Maksimenko (Polônia/Ucrânia)

PREMIAÇÕES PARALELAS

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ, de Barbara Pettres, Flávia Person e Walderes Coctá Priprá

PRÊMIO EDT (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual)
Melhor Montagem | Longa: Incompatível com a Vida, por Daniel Grinspum
Melhor Montagem | Curta: Todavia Sinto, por Evelyn Santos

Foto: Divulgação.

Prêmios Platino 2023: Argentina, 1985, com Ricardo Darín, é o grande vencedor

por: Cinevitor
O ator argentino Ricardo Darín: premiado

Foram revelados neste sábado, 22/04, os vencedores do 10º Prêmios Platino (ou Premios Platino del Cine Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países.

Nesta décima edição, a cerimônia, que aconteceu em Madri, no IFEMA Palacio Municipal, foi apresentada por Carolina Gaitán, Omar Chaparro e Paz Vega e transmitida pelo Canal Brasil. O longa Argentina, 1985, de Santiago Mitre, que se destacava com 14 indicações, foi o grande vencedor da noite com sete prêmios; sendo cinco pelos votantes oficiais e dois pelo voto do público.

O consagrado ator porto-riquenho Benicio del Toro, vencedor do Oscar por seu trabalho em Traffic, foi o homenageado deste ano e recebeu o Premio de Honor: “É uma honra celebrar nossa identidade hispânica. Eu realmente me sinto muito honrado em receber este prêmio e seguir os passos de Antonio Banderas, Edward James Olmos, Ricardo Darín e Carmen Maura, para citar apenas alguns. Me sinto muito feliz por fazer parte deste grupo”, disse.

A premiação, que comemorou seu décimo aniversário reconhecendo produções de língua espanhola e portuguesa mais destacadas do ano, contou também com apresentações musicais de Sebastián Yatra e Blanca Paloma. A cantora brasileira Letrux e o ator Alejandro Claveaux representaram o Brasil em uma participação especial no palco com a música País Tropical, de Jorge Ben Jor, em uma apresentação que destacou os estilos mais populares das regiões ibero-americanas, entre eles, o samba.

Neste ano, o cinema brasileiro, que estava entre os pré-selecionados com diversos títulos, não conseguiu uma vaga entre os finalistas. Sendo assim, a lista de indicados foi distribuída entre doze países diferentes com a Espanha obtendo 34% das indicações para filmes. Além disso, a premiação apresentou uma novidade nesta edição comemorativa: a categoria de melhor comédia ibero-americana de ficção

Conheça os vencedores do Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano 2023:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO
Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina/Reino Unido/EUA)

MELHOR DIREÇÃO
Rodrigo Sorogoyen, por As Bestas

MELHOR ROTEIRO
Argentina, 1985, escrito por Mariano Llinás, Martín Mauregui e Santiago Mitre

MELHOR ATRIZ
Laia Costa, por Cinco lobitos

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Susi Sánchez, por Cinco lobitos

MELHOR ATOR
Ricardo Darín, por Argentina, 1985

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Luis Zahera, por As Bestas

MELHOR FILME DE ESTREIA IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO
1976, de Manuela Martelli (Chile/Argentina)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Águila y Jaguar: Los Guerreros Legendarios, de Mike R. Ortiz (México)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
El Caso Padilla, de Pavel Giroud (Cuba/Espanha)

MELHOR COMÉDIA IBERO-AMERICANA DE FICÇÃO
Concorrência Oficial, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Espanha/Argentina)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Utama, por Cergio Prudencio

MELHOR EDIÇÃO
As Bestas, por Alberto del Campo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Argentina, 1985, por Micaela Saiegh

MELHOR FOTOGRAFIA
Utama, por Bárbara Álvarez

MELHOR DESENHO DE SOM
As Bestas, por Aitor Berenguer, Fabiola Ordoyo e Yasmina Praderas

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES
Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina/Reino Unido/EUA)

MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA
Notícia de um Sequestro (Colômbia/Chile) (Prime Video)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Guillermo Francella, por Meu Querido Zelador

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Cristina Umaña, por Notícia de um Sequestro

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Alejandro Awada, por Iosi, o Espião Arrependido

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Majida Issa, por Notícia de um Sequestro

MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Andrés Wood e Rodrigo García, por Notícia de um Sequestro

PRÊMIOS DO PÚBLICO
Melhor Filme ibero-americano de ficção: Argentina, 1985, de Santiago Mitre
Melhor Atriz: Laia Costa, por Cinco lobitos
Melhor Ator: Ricardo Darín, por Argentina, 1985
Melhor Minissérie ou Série ibero-americana: Notícia de um Sequestro
Melhor Atriz | Minissérie ou Série: Natalia Oreiro, por Santa Evita
Melhor Ator | Minissérie ou Série: Guillermo Francella, por Meu Querido Zelador

Foto: Oscar Del Pozo/Getty Images.

Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan

por: Cinevitor

Les trois mousquetaires: D’Artagnan

Direção: Martin Bourboulon

Elenco: François Civil, Vincent Cassel, Romain Duris, Pio Marmaï, Eva Green, Louis Garrel, Vicky Krieps, Lyna Khoudri, Jacob Fortune-Lloyd, Eric Ruf, Marc Barbé, Patrick Mille, Julien Frison, Ivan Franek, Gabriel Almaer, Thibault Vinçon, Raynaldo Houy Delattre, Olivier Le Montagner, Vincent Schmitt, Philippe Ziegler-Paldauf-Di Ciocco, Charlotte Ranson, Dominique Valadié, Romain Bertucca, Thomas Dedeken, Alain Grellier, Laurent Claret, Patrice Dozier, Dominique Daguier, Louis-Marie Audubert, Nicolas Vaude, Christophe Prévost, Antoine Cholet, Geert van Herwijnen, Arnaud Cassand, Frédéric Merlo, Jean-Paul Roy, Jacques Guillet, Mark Harris, Jehanne Baraston, Loic Parize, Nicolas Beaubaton, Martial Bergier, Christian Starr Lassen, Mehdi Bilel Haouat, Frédéric Laforet, Christel Chagnot, Jicey Carina, François Rémond, Pascal Fonta, Max Lobjois, Tony Martone, Christophe Dimitri Réveille.

Ano: 2023

Sinopse: Nascido em Gasconha, sul da França, D’Artagnan é deixado para morrer depois de tentar salvar uma jovem de ser sequestrada. Ao chegar em Paris, tenta por todos os meios encontrar seus agressores. Ele não sabe que sua busca o levará ao centro de uma guerra real em que o futuro da França está em jogo. Aliado à Athos, Porthos e Aramis, três mosqueteiros do Rei com uma temeridade perigosa, D’Artagnan enfrenta as maquinações sombrias do Cardeal de Richelieu. Mas é quando se apaixona perdidamente por Constance Bonacieux, a confidente da Rainha, que D’Artagnan se coloca verdadeiramente em perigo. É essa paixão que o leva ao rastro daquela que se torna sua inimiga mortal: Milady de Winter. Adaptação do best-seller de Alexandre Dumas.

Nota do CINEVITOR:

A Morte do Demônio: A Ascensão

por: Cinevitor

Evil Dead Rise

Direção: Lee Cronin

Elenco: Alyssa Sutherland, Lily Sullivan, Morgan Davies, Gabrielle Echols, Nell Fisher, Mirabai Pease, Richard Crouchley, Anna-Maree Thomas, Noah Paul, Billy Reynolds-McCarthy, Tai Wano, Jayden Daniels, Mark Mitchinson, Melissa Xiao.

Ano: 2023

Sinopse: O retorno à icônica franquia de terror Uma Noite Alucinante desloca-se da floresta para a cidade. A Morte do Demônio: A Ascensão conta a perturbadora história de duas irmãs distantes, cujo reencontro é interrompido por demônios devoradores de carne que aparecem de repente, levando-as a uma batalha primal pela sobrevivência, enfrentando a versão mais assustadora que se possa imaginar de uma família.

Nota do CINEVITOR:

Rio Doce

por: Cinevitor

Direção: Fellipe Fernandes

Elenco: Okado do Canal, Cíntia Lima, Cláudia Santos, Carlos Francisco, Nash Laila, Thassia Cavalcanti, Amanda Gabriel, Edilson Silva, Suzy Lopes, Mariah Teixeira, Clébia Sousa, Matheus Félix, Vinícius Lima, Samuel Mucão, Tanit Rodrigues, Antônio V. Medeiros, Wei Yu Hsiu Feng, Kenneth Wei, Maita Melo, Arthur Canavarro, Ernesto José, Luany França, João Rick, Ronaldo Patrício, Cláudia Conceição, Felipe Galdino, Cristiano José, Dandara de Morais, Gheuza Sena, Olga Ferrário, Una Martins, Maristella Soares, Carlos Eduardo Ferraz, Hermínia Mendes, Rubens Santos, Julya do Nascimento, Cora V. Fernandes.

Ano: 2021

Sinopse: Tiago é um jovem trabalhador que descobre a identidade do pai ausente quando conhece as suas meias-irmãs, fato que o leva a questionar a sua própria identidade às vésperas de completar 28 anos. Morando em Rio Doce, na periferia de Olinda, região metropolitana do Recife, ele luta para encontrar seu lugar no mundo. Nesse processo, ele fortalece laços afetivos, transformando assim sua forma de ser e de ver o mundo.

*Filme visto no 10º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

Estranho Caminho, de Guto Parente, é selecionado para o Festival de Cinema de Tribeca 2023

por: Cinevitor
Carlos Francisco em Estranho Caminho, de Guto Parente: longa brasileiro selecionado

O Festival de Cinema de Tribeca reúne artistas e diversos públicos para celebrar a narrativa em todas as suas formas, incluindo cinema, TV, música, áudio, jogos e realidade virtual. Com fortes raízes no cinema independente, o evento é sinônimo de expressão criativa e entretenimento.

Fundado em 2001 por Robert De Niro, Jane Rosenthal e Craig Hatkoff com a intenção de estimular a revitalização econômica e cultural de Manhattan depois dos ataques ao World Trade Center, o festival defende vozes emergentes e estabelecidas, descobre talentos premiados, organiza experiências inovadoras e apresenta novas ideias por meio de estreias, exposições, conversas e apresentações ao vivo exclusivas.

Neste ano, em sua 22ª edição, o Festival de Tribeca acontecerá entre os dias 7 e 18 de junho em Nova York com uma programação que conta com 109 longas-metragens de 127 cineastas, vindos de 36 países. A seleção inclui 93 estreias mundiais, 43 diretores estreantes e 29 cineastas retornando ao festival; 41% dos longas são dirigidos por mulheres e, pela primeira vez, mais da metade dos longas-metragens da competição, somando 68%, são dirigidos por mulheres. Além disso, 36% dos títulos são realizados por cineastas BIPOC (negros, indígenas e povos de cor, na tradução).

O cinema brasileiro ganha destaque no Festival de Tribeca 2023 com Estranho Caminho, do cineasta cearense Guto Parente, na mostra International Narrative Competition, que quebra fronteiras geográficas acolhendo realizadores do exterior em uma plataforma global do cinema mundial contemporâneo. O filme é um drama fantástico que acompanha a trajetória de David, um jovem cineasta que, ao visitar sua cidade natal, Fortaleza, é surpreendido pelo rápido avanço da pandemia de Covid-19 e se vê obrigado a procurar o pai, Geraldo, um sujeito peculiar com quem não fala ou tem notícias há mais de dez anos. Após o reencontro dos dois, coisas estranhas começam a acontecer.

O elenco conta com Lucas Limeira, Carlos Francisco, Tarzia Firmino, Rita Cabaço, Renan Capivara, Ana Marlene, Fab Nardy, Noá Bonoba, Jennifer Joingley, Déo Cardoso, Larissa Goés, Mumutante, Solon Ribeiro, David Santos, Pedro Breculê e Gabriel de Sousa.

Realizado inteiramente na cidade Fortaleza, financiado pela Secretaria de Cultura do Ceará por meio de recursos da Lei Aldir Blanc, o longa, que será distribuído pela Embaúba Filmes, foi rodado entre maio e junho de 2021 com uma equipe formada majoritariamente por profissionais cearenses, como: Guto Parente no roteiro e direção; Ticiana Augusto Lima na produção; Linga Acácio na direção de fotografia; Taís Augusto na direção de arte; Lucas Coelho no som e Thais de Campos no figurino; Noá Bonoba na preparação de elenco; e Uirá dos Reis e Fafa Nascimento na trilha musical.

Além disso, o festival deste ano também inclui um número notável de filmes dirigidos por atores, como: First Time Female, de Chelsea Peretti; Maggie Moore(s), de John Slattery; Bucky F*cking Dent, de David Duchovny; Downtown Owl, de Lily Rabe e Hamish Linklater; Eric LaRue, de Michael Shannon; Fresh Kills, de Jennifer Esposito; The Listener, de Steve Buscemi; Shortcomings, de Randall Park; entre outros.

A seleção traz 53 documentários, entre eles, a estreia mundial da primeira obra documental da Marvel: Stan Lee, dirigido por David Gelb, que narra a trajetória do consagrado editor-chefe e presidente da Marvel Comics, que morreu em novembro de 2018. A lista traz também filmes de Waad al-Kateab, Julie Cohen, Morgan Neville, Sam Pollard, Rob Epstein e Jeffrey Friedman, além de títulos que abordam a guerra na Ucrânia, bem como o silenciamento de artistas no Irã.

Outros destaques do 22º Festival de Tribeca são: o documentário All Up in the Biz, de Sacha Jenkins, que traz entrevistas com celebridades, filmes raros, encenações e animações lúdicas sobre o rapper Biz Markie, que deixou sua marca na história do hip-hop; a ficção Cinnamon, de Bryian Keith Montgomery Jr., protagonizado por Pam Grier e Damon Wayans, sobre o movimento cinematográfico Blaxploitation; e Gloria Gaynor: I Will Survive, documentário dirigido por Betsy Schechter, que narra a trajetória da lendária cantora, que fará uma apresentação especial depois da exibição na mostra Spotlight.

Em comunicado oficial, Jane Rosenthal, cofundadora do Tribeca Festival, disse: “O festival é um evento comemorativo que homenageia artistas e eleva os participantes. Este ano não será diferente com uma programação de 109 longas-metragens de 127 cineastas. Ao longo de 12 dias emocionantes, convidamos o público a explorar a magia de contar histórias como uma ferramenta poderosa de democracia, ativismo e consciência social. Também estamos orgulhosos de destacar o 50º aniversário do hip-hop como um gênero definidor de cultura que se originou bem aqui na cidade de Nova York, com estreias mundiais perspicazes sobre lendas do beatbox e apresentações ao vivo dos melhores músicos da atualidade”.

Neste ano, o Human/Nature Award, prêmio criado para ampliar um filme que melhor exemplifique a narrativa ambiental voltada para soluções, será entregue para Common Ground, de Rebecca Harrell Tickell e Josh Tickell, que fará sua estreia mundial no festival.

Além dos longas, o festival apresentará 12 programas de curtas-metragens com histórias diversificadas e criativas. A programação traz 76 títulos, de 91 cineastas vindos de 25 países: 62 curtas em competição, oito videoclipes e seis curtas em exibição especial.

Com um total recorde de 8.096 inscrições, as categorias de curtas-metragens são selecionadas em programas temáticos que destacam amor, relações familiares, histórias LGBTQ+, expressões da liberdade negra, América Latina, resiliência e muito mais.

*Clique aqui e confira a seleção completa.

Foto: Divulgação/Tardo Filmes.

Mostra de Cinema Árabe Feminino: terceira edição apresenta 34 filmes

por: Cinevitor
Cena do longa Nezouh, da diretora síria Soudade Kaadan

O CCBB SP, Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, receberá, entre os dias 22 de abril e 14 de maio, a terceira edição da Mostra de Cinema Árabe Feminino, que conta com uma seleção de 34 obras cinematográficas dirigidas por mulheres e apresenta a diversidade do cinema árabe contemporâneo para o público brasileiro.

A programação gratuita reúne filmes de diversos formatos e gêneros, como curtas, médias e longas-metragens de ficção e documentários, que trazem à tona a multiplicidade dessas cinematografias através do olhar de mulheres de diversos países e regiões, como: Egito, Líbano, Palestina, Sudão, Iêmen, Síria, Argélia e Marrocos.

Questões políticas, críticas sociais, vivências LGBTQIAP+, utopias, memória, tempo, família e masculinidades permeiam as produções e somam-se a uma programação que inclui também sessões comentadas, mesas redondas e uma masterclass, no dia 6 de maio, com a premiada cineasta palestina Jumana Manna, que vem ao Brasil especialmente para o evento.

A 3ª Mostra de Cinema Árabe Feminino começa no dia 22 de abril, às 14h, com a exibição de Miguel’s War, de Eliane Raheb, filme inédito no Brasil, que estreou na mostra Panorama do Festival de Berlim, em 2021, e ganhou o Teddy Award de melhor longa-metragem; outro longa de Rehab que está na programação é Blessed Blessed Oblivion. De Jumana Manna, a mostra apresenta Foragers, que traz os dramas em torno da prática de busca e coleta de plantas silvestres comestíveis na Palestina/Israel, com humor sarcástico e um ritmo meditativo.

Outro destaque da programação é Nezouh, da premiada diretora síria Soudade Kaadan. O drama apresenta a história de Zeina, de 14 anos, e sua família, que são os últimos a permanecer em sua cidade natal, Damasco, na Síria. O longa foi vencedor do Prêmio do Público da mostra Orizzonti Extra e Lanterna Mágica no Festival de Veneza, em 2022, e do Prêmio Direitos Humanos da Anistia Internacional, no Med Film Festival 2022, em Roma.

Também inédito no Brasil, a mostra exibe o longa-metragem Lift like a girl, da diretora egípcia Mayye Zayed. O documentário, premiado com o Golden Dove no festival DOK Leipzig, acompanha uma garota egípcia de 14 anos que treina no local de treinamento das campeãs de elite do Egito para competir internacionalmente com levantamento de peso.

Cena de Miguel’s War, da cineasta libanesa Eliane Raheb

Outros longas da programação que estreiam no Brasil: Purple Sea, de Amel Alzakout e Khaled Abdulwahed, documentário que traz o percurso de bote da Turquia para a Grécia realizado pela diretora; The Zerda and the Songs of Forgetting e La Nouba des Femmes du Mont-Chenoua, ambos os filmes da importante escritora argelina Assia Djebar, que faleceu em 2015 e é homenageada nesta edição; e The hour of liberation has arrived, da diretora libanesa Heiny Srour, considerado o primeiro longa-metragem de uma mulher árabe a ser selecionado para o Festival de Cannes, em cópia restaurada. Entre os 21 curtas exibidos, 14 são estreias no país, como As If No Misfortune Had Occurred in the Night, realizado pela renomada diretora palestina Larissa Sansour e o filme The Window, da libanesa Sarah Kaskas.

A vasta programação inclui, ainda, focos às realizadoras: Meriem Bennani, artista visual marroquina que trabalha com animação e arte contemporânea; Azza El Hassan, diretora palestina que, além da realização, fundou o projeto de restauração fílmica, curadoria e produção chamado The Void Project; e Basma Alsharif, artista visual e diretora de origem palestina. De Meriem Bennani, a mostra exibe a sua trilogia Life on the Caps e seu curta-metragem 2 Lizards, todos inéditos no Brasil. Da palestina Basma AlSharif, três curtas-metragens: Home Movies Gaza, A field guide to the ferns e We began by measuring distance. A diretora palestina Azza El Hassan é representada por seus dois longas-metragens: News Time e Kings & Extras.

A curadoria desta terceira edição é das brasileiras Analu Bambirra, Carol Almeida e da egípcia Alia Ayman: “Em sua terceira edição, a mostra reafirma seu interesse em apresentar um recorte da produção cinematográfica árabe. Nesta edição, além de percebermos a interseção entre o cinema e as artes visuais (através de diretoras como Meriem Bennani, Basma Alsharif, Larissa Sansour e Jumana Manna), reforçamos o quão diverso e rico é o cinema árabe, indo de narrativas tradicionais até novas formas e experimentos cinematográficos. Os filmes que apresentamos representam imagens ‘frescas’, imagens às quais acreditamos que pessoas brasileiras deveriam ter mais acesso”, disseram as curadoras.

A 3ª Mostra de Cinema Árabe Feminino é uma realização da Partisane Filmes, com patrocínio do Banco do Brasil e apoio da Arsenal – Institut für Film und Videokunst. Clique aqui e confira a programação completa.

Fotos: Divulgação.