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CINEMÃO #68: BEN-HUR

por: Cinevitor

benhurcinemaoToby Kebbell e Jack Huston em ação!

Inspirado no livro Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo, de Lew Wallace, a nova versão do épico Ben-Hur, dirigida por Timur Bekmambetov, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 18/08, em 1100 salas, com Jack Huston, Toby Kebbell, Rodrigo Santoro e Morgan Freeman no elenco.

Na história, Judah Ben-Hur é um nobre injustamente acusado de traição ao Império Romano, que sobrevive a anos de escravidão para se vingar de seu irmão Messala, responsável por sua condenação.

Aperte o play e confira os comentários dos críticos Edu Fernandes e Vitor Búrigo no Cinemão desta semana:

Filmes: Ben-Hur e 300.

Remake de Nasce uma Estrela será dirigido por Bradley Cooper e protagonizado por Lady Gaga

por: Cinevitor

gagabradleyLady Gaga: mais um trabalho nas telonas!

Com uma carreira de sucesso na música, que inclui alguns Grammys e uma indicação ao Oscar de melhor canção original por Til It Happens To You, do documentário The Hunting Ground, a cantora Lady Gaga parece mesmo ter gostado de se aventurar na TV e nas telonas. Recentemente atuou no longa Sin City: A Dama Fatal e também na quinta temporada de American Horror Story, que lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz em minissérie ou filme para TV.

Segundo informações divulgadas, Gaga está confirmada no remake de Nasce uma Estrela, musical que já ganhou diversas versões cinematográficas. O longa será dirigido pelo ator Bradley Cooper, sendo seu primeiro filme como diretor, que também atuará ao lado da cantora. O anúncio foi feito por Greg Silverman, Presidente de Desenvolvimento Criativo e Produção Mundial da Warner Bros. Pictures: “Para todos aqueles que tiveram a sorte de vê-lo trabalhar como ator e produtor, já estava claro que Bradley faria esta transição para diretor. Estamos honrados por ele estar fazendo isso aqui em sua casa e com Lady Gaga como colaboradora e coestrela. O mundo está pronto para ver estes grandes artistas trabalhando juntos em uma nova versão de A Star is Born”, declarou.

Anteriormente, Beyoncé teria sido cotada para o papel principal, mas as negociações não deram certo. A nova versão do musical será escrita por Will Fetters, de O Melhor de Mim e Um Homem de Sorte, e as filmagens devem começar no primeiro semestre do ano que vem.

Foto: Steve Gravitz.

Ben-Hur

por: Cinevitor

benhur2016posterDiretor: Timur Bekmambetov

Elenco: Jack Huston, Toby Kebbell, Rodrigo Santoro, Nazanin Boniadi, Ayelet Zurer, Pilou Asbæk, Sofia Black-D’Elia, Morgan Freeman, Marwan Kenzari, Moises Arias, James Cosmo, Haluk Bilginer, David Walmsley, Yasen Atour, Francesco Scianna, Gabriel Lo Giudice, Denise Tantucci, Jarreth J. Merz, Iaon Gunn, Dato Bakhtadze, Yorgos Karamihos, Christopher Jones, Craig Peritz, Simone Spinazze, Alan Cappelli Goetz, Jay Natelle, Julian Kostov, Maurice Lee, Stefano Scherini, Alessandro Giuggioli, Giorgio Bonelli, Ed Hendrik, Nico Toffoli, Francesco Volpi.

Ano: 2016

Sinopse: Judah Ben-Hur é um nobre injustamente acusado de traição ao Império Romano, que sobrevive a anos de escravidão para se vingar de seu irmão Messala, responsável por sua condenação. Ao recuperar sua liberdade, Judah se tornar um exímio competidor de corrida de bigas e encontra a chance de enfrentar seu traidor na arena. Inspirado no livro Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo, de Lew Wallace.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Quando as Luzes se Apagam

por: Cinevitor

quandoluzesapagamLights Out

Diretor: David F. Sandberg

Elenco: Teresa Palmer, Gabriel Bateman, Alexander DiPersia, Billy Burke, Maria Bello, Alicia Vela-Bailey, Andi Osho, Rolando Boyce, Maria Russell, Elizabeth Pan, Lotta Losten, Amiah Miller, Ava Cantrell, Emily Alyn Lind, Ariel Dupin.

Ano: 2016

Sinopse: Quando Rebecca saiu de casa, ela pensou que deixaria seus medos de infância para trás. Enquanto crescia, ela nunca teve realmente certeza do que era e não era real quando as luzes se apagavam. Agora é seu irmão mais novo, Martin, que está enfrentando os mesmos eventos inexplicáveis e aterrorizantes que antes testaram a sanidade e ameaçaram a segurança dela. Uma entidade assustadora com uma ligação misteriosa com sua mãe, Sophie, ressurgiu. Mas desta vez, como Rebecca se aproxima da verdade, não há como negar que a vida de todos eles está em perigo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Mercuriales

por: Cinevitor

mercurialesposterDiretor: Virgil Vernier

Elenco: Ana Neborac, Philippine Stindel, Jad Solesme, Annabelle Lengronne, Sadio Nakaté, Damien Bonnard, Mickael Caeyman, Sarah Loko, Franck Babot, Isaïe Théodore Korenfeld, Benjamin Klintoe, Pierre Joab, Fathi Ibrahim Elnour, Moussa Ibrahim, Maryne Cayon, Nicolas Sagot, Mervellya Sahouss, Carla Cat, Rico Simmons, Loriane Fourcade, Tracy Alphonse, Lenie Kravitz Civiela, Paul-Mathieu Ehueni, Léon-Brice Koffi, Sydney Hammond, Brahim Abdelsabour, Joseph-Marie Ehueni, Aurélia Poirier, Lily Nambininsoa, Binta Injai, Audrey Pouffer, Angelina Belle, Eva Menis-Mercier.

Ano: 2014

Sinopse: O cotidiano das jovens Joane e Lisa, uma do leste e outra do oeste, que se conhecem através das Torres Mercuriales nos subúrbios parisienses.

Crítica do CINEVITOR: Com uma carreira marcada por documentários, o cineasta francês Virgil Vernier volta aos cinemas com Mercuriales, seu primeiro longa de ficção, que se passa em um tempo distante e destaca duas jovens mulheres, interpretadas por Philippine Stindel e Ana Neborac que, a princípio não se conhecem, mas logo se tornam amigas inseparáveis. O filme apresenta ares documentais, uma fotografia marcante e uma narrativa até certo ponto enigmática. Porém, soa mais como um experimento do diretor na tentativa de retratar uma sociedade tanto quanto tediosa por meio do cotidiano de suas protagonistas e de suas experiências. (Vitor Búrigo)

*Filme assistido no 4º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

*Crítica publicada na edição 83 (agosto/2016) da Revista Preview.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

 

Confira o novo trailer de A Garota no Trem, com Emily Blunt

por: Cinevitor

garotatremtrailerProtagonista: Emily Blunt em cena do filme.

Dirigido por Tate Taylor, de Histórias Cruzadas, e protagonizado por Emily Blunt, o thriller A Garota no Trem é baseado no best-seller homônimo da britânica Paula Hawkins, um dos maiores fenômenos editoriais do momento com mais de quatro milhões de exemplares vendidos. Traduzido para 44 línguas, o livro se manteve por sete meses na lista dos mais vendidos do The New York Times.

A Garota no Trem conta a história de Rachel, uma mulher que sofre as dores de um divórcio recente. Acostumada à sua rotina solitária, ela passa o tempo a caminho do trabalho fantasiando sobre um casal aparentemente perfeito que vive em uma casa próxima ao trilho por onde seu trem passa todos os dias. Só que em uma manhã, pela janela do trem, ela vê algo surpreendente acontecer e se torna parte de um mistério ainda sem explicação.

O longa tem roteiro adaptado por Erin Cressida Wilson e ainda conta com Rebecca Ferguson, Justin Theroux, Haley Bennett, Edgar Ramírez e Allison Janney no elenco.

Confira o novo trailer de A Garota no Trem, que tem estreia prevista no Brasil para o dia 27 de outubro:

Morre, aos 71 anos, a atriz Elke Maravilha

por: Cinevitor

elkecarrosselElke em cena de Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina, seu mais recente trabalho nas telonas.

Morreu, na madrugada desta terça-feira, 16/08, aos 71 anos, a atriz Elke Maravilha. Segundo informações divulgadas na imprensa, ela estava internada desde junho, em coma induzido, quando foi operada de uma úlcera. Em sua página no Facebook foi publicado um comunicado oficial: “Avisamos que nossa Elke já não está por aqui, conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses, que ela tanto amava estejam com ela nessa viagem”.

Elke Georgievna Grunnupp nasceu na antiga Leningrado, hoje São Petersburgo, na Rússia, e seus pais resolveram imigrar para o Brasil quando ela tinha seis anos. Cresceu no interior de Minas Gerais e aos 20 anos se mudou, sozinha, para o Rio de Janeiro.

Começou a carreira de modelo aos 24 anos com Guilherme Guimarães, tendo trabalhado para grandes estilistas, como Zuzu Angel, e considerada como inovadora nas passarelas. Na televisão, apareceu pela primeira vez em 1972, com o Velho Guerreiro, como jurada no Cassino do Chacrinha. Também participou do Show de Calouros, com Silvio Santos, no SBT, entre outros programas. Na minissérie Memórias de um Gigolô, exibida na Rede Globo, em 1986, se destacou como Madame Yara, dona de um bordel. Sua personagem fez tanto sucesso que foi convidada a ser madrinha da Associação das Prostitutas do Rio de Janeiro. Também se destacou no teatro, com mais de dez peças no currículo.

elkepalcoElke no palco, em 2015, na peça Elke Canta e Conta.

Além disso, Elke Maravilha foi professora, tradutora e intérprete de línguas estrangeiras e falava oito idiomas. Também trabalhou como bancária, secretária trilíngue e bibliotecária.

Em 1971, estreou nas telonas no filme O Barão Otelo no Barato dos Bilhões. Depois disso, participou de outras diversas produções, como: Os Machões (1972), Quando o Carnaval Chegar (1972), O Rei do Baralho (1973), Gente que Transa (1974), Xica da Silva (1976), Tenda dos Milagres (1977), Pixote: A Lei do Mais Fraco (1981), Xuxa Requebra (1999), Zuzu Angel (2006), onde foi interpretada por Luana Piovani e fez uma participação especial, A Suprema Felicidade (2010), Mato Sem Cachorro (2013), Meu Passado Me Condena – O Filme (2013), entre outros.

Seu trabalho mais recente nas telonas foi em Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina, lançado em julho deste ano. Além disso, Elke também participou do longa Lua em Sagitário, dirigido por Marcia Paraiso, filmado no ano passado, que estreia em setembro.

Fotos: Divulgação.

Ator e produtor Marcio Rosario fala sobre cinema brasileiro e mercado internacional

por: Cinevitor

marciorosariocinevitor1Marcio Rosario no 22º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

O cinema brasileiro está crescendo cada vez mais e a mistura de gêneros cinematográficos tem ganhado mais espaço e horários nas salas de cinema. Além disso, nossas produções transitam muito bem em festivais do mundo todo. Filmes brasileiros premiados e aclamados pela crítica, tanto por aqui, quanto no circuito internacional, ganham destaque frequentemente.

Para falar mais sobre isso e projetos futuros, batemos um papo com o ator e produtor premiado Marcio Rosario, que no ano passado fez sucesso nas telinhas em I Love Paraisópolis, novela de Alcides Nogueira e Mario Teixeira, com o personagem Bazunga. Além de atuar, é sócio da produtora Três Tons Visuais, formado pelo American Film Institute, em Los Angeles, e está em pré-produção de seu primeiro longa, a comédia romântica Santa Conexão. Entre muitos créditos no Brasil e no exterior, recentemente participou do filme Rio, Eu Te Amo e Os Mercenários e em breve estará em Deserto, drama dirigido por Guilherme Weber, selecionado para o 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em seu currículo pela produtora, constam quatro curtas-metragens premiados no Brasil e no exterior: Viver Outra Vez, dirigido por Thomas Hale; Vazio e Flerte, dirigidos por Hsu Chien Hsin, e Sinal, de Charles Daves. Confira:

DESERTO

“Eu li o roteiro de Deserto e fiquei enlouquecido. É um texto primoroso do Guilherme Weber junto com a Ana Paula Maia, uma adaptação livre do romance Santa Maria do Circo, do escritor mexicano David Toscana. O filme se passa em 1900, no meio do deserto, e mostra uma trupe de atores indo para uma cidade para tentar sobreviver. Eles estão em péssimas condições financeiras e quando chegam lá percebem que não existe nada, só uma bica de água, e ficam na dúvida se poderia ser um milagre. O filme retrata o que o ser humano é capaz de fazer quando passa necessidade. Foi um trabalho maravilhoso, com um elenco composto de oito atores: Lima Duarte, Cida Moreira, Magali Biff, eu, Claudinho Castro, Everaldo Pontes, Fernando Teixeira e Pietra Pan. Uma honra dividir o trabalho com esses colegas especiais”.

desertobrasiliaElenco de Deserto em cena.

PERSONAGEM

“Eu faço um ex-lutador circense, em fase de decadência corporal, que acaba tendo que viver um novo papel imposto pela sociedade em que vivem, na qual acontece uma grande transformação comportamental, inclusive sexual. Foi muito gratificante fazer, mesmo tendo que deixar o corpo fora de forma, três meses sem malhar, e fazendo pela primeira vez cenas de sexo, com nu frontal. Foi muito difícil e constrangedor, porém, muito desafiador. Na hora, aquele momento de concentração se faz necessário junto com o carinho da equipe e da sutileza do nosso diretor. Além disso, tivemos a honra de ter o diretor de fotografia português Rui Poças, premiadíssimo mundialmente, que tinha um cuidado muito especial com todos”.

guimarcioO diretor Guilherme Weber conversa com Marcio nos bastidores de Deserto.

GUILHERME WEBER

“O Gui é um desses excelentes atores camaleões, que dirige muito bem teatro e cinema, e é um amigo inteligente, refinado, cuidadoso, inteligente e sobretudo, hilário. Seu trabalho é grandioso e de uma humildade absurda. Estamos super contentes que o filme tá saindo e sendo muito bem recebido por festivais no Brasil e no exterior, como o Festival de Brasília e o Los Angeles Brazilian Film Festival. Tenho certeza que fará uma carreira linda. Um filme apurado, de baixo orçamento e que teve uma equipe liderada por um diretor competente. Foram quatro semanas de filmagens, em Patos, na Paraíba, e uma semana intensa de ensaio com o Gui e com a equipe de diretores assistentes, encabeçados com competência pela Kity Féo. Foi uma experiência maravilhosa”.

LIMA DUARTE

“O Lima é brilhante. Fiz três novelas com ele, no mesmo núcleo, e só de observá-lo aprende-se muito. Esse [Deserto] foi meu quarto trabalho ao seu lado. Tinha medo de contracenar com ele na minha primeira novela, mas seu carinho e generosidade me fizeram enxergar tanto dessa profissão de estar disponível para o outro. Hoje, mais que uma grande referência, é também um amigo. Lembro que ele tinha uma cena muito importante, de duas páginas, e dois dias antes de filmar já estava tudo decorado. Quando fomos passar o texto, ele ainda estava com algumas dúvidas. Quando foi fazer a cena, fez de primeira, sem errar nada e toda a equipe estava admirando sua atuação. Quando a equipe para ver o profissional é uma bênção, porque você sabe que ele está dentro do que deveria estar perfeitamente”.

limadesertoLima Duarte em Deserto.

VERSES AT WORK

“Fiquei super feliz em participar desse projeto porque fui para os Estados Unidos fazer um outro trabalho, que ainda não aconteceu, e fui chamado para o teste desse personagem e acabei ganhando o papel. Um prazer ter conhecido esse diretor novo e estreante de Goiânia, chamado Lucas Mendes. O filme é um drama, baseado na vida de um rapper americano e tem uma linguagem muito bacana. É de baixíssimo orçamento, todo rodado em inglês, e com uma excelente qualidade. Ele começa agora no circuito de festivais, no LABRFF, antes de estrear no Brasil. Tem um elenco pequeno e eu acho isso muito bom porque você tem um tempo de trabalhar com o diretor. Acho interessante que tem essa linguagem do rapper, mas tem também uma profundidade que mostra como é difícil a batalha desses profissionais. É um filme muito real”.

DISTRIBUIÇÃO GARANTIDA

“Verses at Work está sendo editado nos Estados Unidos e a distribuidora é americana, Sunshine Entertainment, que está cuidando com carinho do caminho do filme junto com a Afinal Filmes, coprodutora brasileira. É muito difícil você ter um filme de um diretor brasileiro, com texto americano, sobre uma história americana, que logo já sai com distribuição garantida lá fora. Isso é muito legal porque tem realmente uma visibilidade muito grande. Eu acabei me tornando produtor do filme também e estamos vendo a possibilidade de fazer o lançamento em Los Angeles e Nova York, com os atores americanos e brasileiros. Feliz de competir de novo como produtor em Los Angeles, no LABRFF, festival liderado pela Meire Fernandes que faz um lindo trabalho e que sempre acolheu meus filmes, inclusive ganhei melhor filme (empate) com Flerte e Filho do Crime“.

COLEGAS DE ELENCO INTERNACIONAL

“É todo falado em inglês, com ótimos atores americanos, mas tem outro brasileiro no elenco, o Sandro Pedroso. Quando fui fazer minha participação já tinham filmado com o Sandro e soube pela equipe que ele foi muito bem, visto que o primeiro filme, para qualquer estrangeiro, em inglês, é muito complicado. Não só foneticamente, mas também pensamos diferente dos americanos. Lembro dos meus primeiros filmes no exterior… passava muito trabalho apenas para pensar de forma diferente. Fiquei feliz pelo Sandro que conseguiu ser escolhido entre tantos atores que fizeram testes e não foram tão bem. Temos atores maravilhosos e precisamos de mais chances para mostrarmos nosso potencial, porém, sem bons textos fica difícil. Tenho certa preguiça de quem me vê sempre da mesma maneira”.

marcioversesMarcio Rosario em cena de Verses at Work.

PRODUTOR NO BRASIL E NO EXTERIOR

“Existe muito dinheiro em Hollywood, mas para as pessoas certas. Quando a gente sai da faculdade, lá nos Estados Unidos, você tem que produzir seus filmes de forma totalmente independente e com isso você acaba fazendo um tipo de filme que você quer fazer. Mas vale lembrar que não tem no Brasil essa faculdade que eu fiz lá fora, que você sai formado como produtor; quatro anos estudando apenas para produzir e não fazer produção. E o produtor é aquele cara que vai ficar junto com o diretor o tempo todo; vai criar tudo que tem a ver com o sucesso do filme. No Oscar, por exemplo, quem recebe o prêmio de melhor filme é o produtor. Então, essa é a hierarquia, essa é a importância. Muita humildade para deixar o diretor criar, mas muita paciência e controle para não estourar o orçamento. É muito bom entender que o produtor não quer ser o diretor. E é muito bom que os diretores entendam qual a função deste produtor”.

LEIS DE INCENTIVO

“Muito necessário ter esses mecanismos de negócio, mas precisamos ficar antenados em tudo que pode ser feito. Nunca fiquei esperando editais, pois precisamos buscar formas amplas para encontrar o dinheiro. Cada um tem que produzir o que gosta e o que acredita. A primeira regra é ser organizado; depois você tem que entender de leis, porque qualquer coisa vai vir contra você. Então existe uma responsabilidade muito grande quando você produz. As leis de incentivo são muito importantes porque dão um certo fomento, mas não podemos contar só com isso, pois existe um Brasil inteiro com vontade de produzir e poucas condições favorecidas, mas você tem que acreditar no seu projeto e ter paciência. Os melhores filmes levam anos para saírem do forno. Gostaríamos que existissem mais editais de circulação, pois temos muitos filmes brasileiros maravilhosos que não chegam ao grande publico por conta da pequena janela de exibição na política cultural atual”.

CURTA-METRAGEM

“Eu adoro fazer curta-metragem. Vai ser sempre o seu cartão de visita, ele não pode estar amassado ou dobrado. Tem que estar intacto. Assim deve ser seu curta. Fui muito feliz nos quatro filmes que produzi pela minha produtora. Com Viver Outra Vez, dirigido pelo americano Thomas Hale, rodei com 8 mil reais no Retiros dos Artistas, no Rio de Janeiro, e teve uma carreira linda, atualmente disponível no NET NOW. Com o Flerte, dirigido por Hsu Chien Hsin, ganhamos muitos prêmios, entre eles o da Academia Brasileira de Cinema, como melhor filme de ficção. Muito feliz por ser um filme difícil, com temática LGBT, que acabou sendo premiado pela classe. O Vazio, também dirigido por Hsu Chien Hsin, e o Sinal, dirigido pelo Charles Daves, participaram de vários festivais aqui e no exterior e agora vai entrar em licenciamento na TV a cabo. Eu gosto muito de fazer o circuito de curtas-metragens porque a gente tem total domínio para escolher onde você quer mandar seu filme, como no processo do cinema independente americano. Com os curtas você não precisa pedir licença para um série de pessoas”.

vazio01Cena do curta Vazio, dirigido por Hsu Chien Hsin.

CINEMA BRASILEIRO

“Eu tenho muita dificuldade de encontrar bons roteiros. Acho que isso influencia muito na hora de encontrar o que vou produzir e conversando com amigos produtores, que possuem o mesmo problema,  acabo acreditando que isso afeta um pouco o cinema brasileiro de um modo geral. Um roteiro não se faz da noite para o dia e uma boa ideia nem sempre vira um bom roteiro. Precisamos investir mais nesse setor, que sofre com a falta de roteiristas, de verdade, e a falta de percepção em contar histórias simples brasileiras, que os espectadores de outros países entenderão. Nós temos uma cultura tão rica que é muito pouco explorada. Eu adoro filmes como O Auto da Compadecida, Deus é Brasileiro, Lisbela e o Prisioneiro, Que Horas ela Volta?, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, entre outros. Temos condições de fazer um cinema muito maior do que estamos fazendo. Vamos melhorar cada vez mais. Se o roteiro é bom, as pessoas vão assistir, sendo drama ou comédia. Porque é isso que acontece lá fora: os filmes não fazem sucesso só pelos atores consagrados, mas também por um roteiro bem escrito”.

I LOVE PARAISÓPOLIS

“Bazunga foi um presente para a vida toda. Sou eternamente grato pelo convite do Tide [Alcides Nogueira]. Acredito que todo ator tem que fazer televisão para aprender a criar o desapego. Ano passado fiquei em função da novela I Love Paraisópolis e você aprende a criar um mecanismo de necessidade diária criativa porque você acaba gravando as cenas de hoje e deu; amanhã tem mais quatro, cinco ou nove pra fazer. Falo função no melhor dos sentidos, pois o trabalho é muito cansativo e gratificante. Você quer sempre fazer com categoria e com qualidade. Eu estava em um núcleo super seguro de amigos talentosos e parceiros de cena, que tinha Caio [Castro], Carolzinha [Caroline Abras] e Leandro [Daniel] e acabei entrando em outros núcleos e ganhando de presente dos autores, como por exemplo, um namoro com a talentosa, generosa e querida Olivia Araújo, minha eterna Melodia. Nos tínhamos um elenco muito talentoso e o bacana de uma novela é que você vai cruzando com diversas pessoas, trocando energia e fazendo novas amizades que acabam durando pra vida toda”.

marciorosarionovelaCaio Castro e Marcio Rosario em cena da novela I Love Paraisópolis.

PRÓXIMO PROJETO

“Estou muito feliz com meu próximo filme, a comédia romântica Santa Conexão, uma ideia que eu vim desenvolvendo há três anos, escrevi o argumento e contratei dois talentosos e divertidos roteiristas, André Silveira e Vitor de Oliveira, para finalizar o roteiro. Vai ser o primeiro longa da minha produtora, a Três Tons Visuais, em parceria com o Marcelo Pedrazzi da Afinal Filmes, e será distribuído pela Europa Filmes. Charles Daves e Cris D’Amato, assinam juntos a direção. O filme começa no Dia dos Namorados, passa pela procissão de Santo Antônio e termina em São João. São coisas do Brasil que eu gosto muito. Estou nesse processo de desenvolvimento e de produção há um ano, escolhendo locação, analisando tudo, pensando nas músicas. Estou tendo o prazer de dividir com o Wilson Feitosa, da Europa Filmes, todos os detalhes. E é muito tranquilo. Ou seja, tudo que eu sempre ouvi, que é dificílimo trabalhar com as distribuidoras brasileiras, está sendo ao contrário. O Wilson entende de demanda de cinema e isso é muito mais fácil e deixa o produtor feliz”.

EQUIPE

“Quando vou escolher a equipe, junto com os diretores, sempre penso se eu consigo ficar 12 horas com tal profissional. De repente, tem uma pessoa que nem é tão genial, mas tem uma vontade muito grande de vencer e acertar. Ela vai render muito mais do que o cara que é genial. Eu prefiro não trabalhar com tanta genialidade, mas com mais vontade e tesão para fazer as coisas. É uma regra primordial para escolher equipe. E para mim, o melhor elenco é aquele que se adequa ao filme. Não procuro atores em emissoras, eles precisam ser perfeitos para os personagens, e tendo uma equipe caprichosa e dedicada, que vai fazer o filme crescer, temos que agradecer aos deuses pela realização do filme”, finalizou.

Fotos: Divulgação, Fernanda Vasconcelos e Raul Barros.

Conheça os vencedores do 69º Festival de Cinema de Locarno

por: Cinevitor

venclocVencedor: Eduardo Williams, diretor do filme El Auge del Humano.

Foram anunciados neste sábado, 13/08, os vencedores do 69º Festival de Cinema de Locarno, na Suíça. O Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para Godless, dirigido pela cineasta búlgara Ralitza Petrova. O português O Ornitólogo e o argentino El Auge del Humano, ambos com coprodução brasileira, também se destacaram entre os premiados.

Neste ano, o júri da Competição Internacional contou com cinco profissionais da sétima arte, entre eles, o produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features. A atriz francesa Kate Moran, o cineasta mexicano Arturo Ripstein, o diretor iraniano Rafi Pitts e o cineasta chinês Wang Bing completavam o time.

Confira os vencedores do 69º Festival de Cinema de Locarno:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: Godless, dirigido por Ralitza Petrova (Bulgária/Dinamarca/França)
Prêmio Especial do Júri: Inimi Cicatrizate (Scarred Hearts), dirigido por Radu Jude (Romênia/Alemanha)
Melhor Diretor: João Pedro Rodrigues, por O Ornitólogo (Portugal/França/Brasil)
Melhor Atriz: Irena Ivanova, por Godless
Melhor Ator: Andrzej Seweryn, por Ostatnia rodzina (The Last Family)
Menção Especial: Mister Universo, dirigido por Tizza Covi e Rainer Frimmel (Áustria/Itália)

MOSTRA CINEASTI DEL PRESENTE

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: El Auge del Humano, dirigido por Eduardo Williams (Argentina/Brasil/Portugal)
Prêmio Especial do Júri: The Challenge, dirigido por Yuri Ancarani (Itália/França/Suíça)
Melhor Diretor Emergente: Mariko Tetsuya, por Destruction Babies (Disutorakushon beibîzu) (Japão)
Menção Especial: Viejo Calavera, dirigido por Kiro Russo (Bolívia/Qatar)

PRIMEIRO FILME

Melhor Primeiro Filme: El Futuro Perfecto, dirigido por Nele Wohlatz (Argentina)
Prêmio Swatch Art Peace Hotel: Maud Alpi, por Gorge Cœur Ventre (França)
Menção Especial: El Auge del Humano
, dirigido por Eduardo Williams (Argentina/Brasil/Portugal)

PRÊMIO DO PÚBLICO: I, Daniel Blake, dirigido por Ken Loach (Reino Unido/França)
PRÊMIO VARIETY PIAZZA GRANDE: Moka, dirigido por Frédéric Mermoud (França/Suíça)

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do Festival de Locarno 2016.

Confira o trailer de Aliados, de Robert Zemeckis, com Brad Pitt e Marion Cotillard

por: Cinevitor

aliadostrailerPitt e Cotillard: casal de espiões.

As primeiras cenas de Aliados, com os espiões Max Vatan, papel de Brad Pitt, e Marianne Beausejour, interpretada por Marion Cotillard, acabam de ser divulgadas. Em missão para eliminar um embaixador nazista, em Casablanca, no Marrocos, a dupla se apaixona perdidamente e decide se casar. Os problemas só começam a aparecer anos depois, quando suspeitam sobre uma conexão entre Marianne e os alemães. Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira e os dias de felicidade do casal vão se diluindo.

Com direção de Robert Zemeckis, de O Voo e A Travessia, o filme também traz no elenco Lizzy Caplan, Charlotte Hope, Jared Harris, Raffey Cassidy e Matthew Goode.

Assista ao trailer de Aliados, que estreia no dia 1º de dezembro:

Novo trailer de Rogue One: Uma História Star Wars é divulgado

por: Cinevitor

rogueonenewtrailerDonnie Yen em cena do filme.

Dirigido por Gareth Edwards, Rogue One: Uma História Star Wars, spin-off da franquia, acaba de ganhar um novo trailer. O longa, derivado da saga Star Wars, narra as aventuras de combatentes da resistência que se unem para roubar planos da temida Estrela da Morte.

“Rogue One está situado antes dos eventos de Star Wars: Uma Nova Esperança e fará um desvio dos filmes da saga, mas tem elementos que são familiares para o universo de Star Wars. O filme entra em um novo território, explorando a luta galáctica na perspectiva de uma guerra terrestre, mas mantém a essência que os fãs de Star Wars já conhecem”, declarou a produtora Kathleen Kennedy.

Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Jiang Wen, Forest Whitaker, Mads Mikkelsen, Alan Tudyk, Jonathan Aris e Riz Ahmed integram o elenco do filme.

Assista ao novo trailer Rogue One: Uma História Star Wars, que tem estreia prevista para o dia 15 de dezembro:

Confira o trailer de O Silêncio do Céu, de Marco Dutra, com Carolina Dieckmann e Leonardo Sbaraglia

por: Cinevitor

silencioceutrailerCarolina Dieckmann em cena do filme.

Dirigido por Marco Dutra, O Silêncio do Céu, protagonizado pelo argentino Leonardo Sbaraglia, de Relatos Selvagens, e Carolina Dieckmann, foi rodado no Uruguai e é falado em espanhol. A narrativa está centrada num casal de classe média obrigado a lidar com um ato de violência e com uma perturbadora incomunicabilidade.

Após ser vítima de um estupro dentro de sua própria casa, Diana escolhe manter o trauma em segredo. Mario, seu marido, também tem algo a esconder. O silêncio que toma conta do casal ao longo dos dias se transforma, aos poucos, em uma peculiar forma de violência.

O roteiro é assinado por Lucía Puenzo, de O Médico Alemão, por Sergio Bizzio, autor do romance Era el Cielo, obra em que se baseia a história, e por Caetano Gotardo. O elenco conta ainda com o ator Chino Darín e com as atrizes Mirella Pascual, de Whisky, e Paula Cohen.

O Silêncio do Céu, uma produção da RT Features e distribuído pela Vitrine Filmes, será exibido no 44º Festival de Cinema de Gramado antes de sua estreia comercial, programada para o dia 22 de setembro. Confira o trailer:

Foto: Pedro Luque.