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Conheça os indicados ao 44º Annie Awards, o Oscar da animação

por: Cinevitor

kuboannieKubo e as Cordas Mágicas: dez indicações.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 28/11, os indicados ao 44º Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação. Neste ano, Zootopia: Essa Cidade é o Bicho lidera com onze indicações, seguido por Kubo e as Cordas Mágicas, que concorre em dez categorias.

Conheça os indicados nas categorias de cinema do Annie Awards 2017, que acontecerá no dia 4 de fevereiro:

MELHOR ANIMAÇÃO:
Kubo e as Cordas Mágicas
Kung Fu Panda 3
Moana – Um Mar de Aventuras
Procurando Dory
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE:
Long Way North (Tout en haut du monde)
Miss Hokusai (Sarusuberi: Miss Hokusai)
My Life As A Zucchini (Ma vie de Courgette)
The Red Turtle (La tortue rouge)
Your Name. (Kimi no na wa.)

MELHOR ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO ESPECIAL:
Audrie & Daisy
Kung Fu Panda: Segredos do Pergaminho
Little Big Awesome
Middle School: The Worst Years of My Life
Pear Cider and Cigarettes

MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM:
Blind Vaysha
Deer Flower
Path Title Sequence
Pearl
Piper: Descobrindo o Mundo

MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL:
Citipati
FishWitch
The Abyss
The Wrong End of the Stick
Twiddly Things

MELHORES EFEITOS ANIMADOS EM ANIMAÇÃO:
Kubo e as Cordas Mágicas
Kung Fu Panda 3
Moana – Um Mar de Aventuras
The Red Turtle
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

MELHORES EFEITOS ANIMADOS EM LIVE-ACTION:
Caça-Fantasmas
Doutor Estranho

Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
O Bom Gigante Amigo
Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGENS EM ANIMAÇÃO:
Kubo e as Cordas Mágicas
Kung Fu Panda 3
Procurando Dory
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
(com outros personagens)

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGENS EM LIVE-ACTION:
Capitão América: Guerra Civil
Game of Thrones
(Battle of the Bastards) – 6ª temporada, episódio 9
Mogli – O Menino Lobo
Mogli – O Menino Lobo (equipe diferente)
Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos

MELHOR DESIGN DE PERSONAGENS EM ANIMAÇÃO:
Kubo e as Cordas Mágicas
Moana – Um Mar de Aventuras
Pets: A Vida Secreta dos Bichos
Trolls
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO:
Kubo e as Cordas Mágicas, dirigido por Travis Knight
My Life As A Zucchini, dirigido por Claude Barras
The Red Turtle
, dirigido por Michael Dudok de Wit
Your Name.
, dirigido por Makoto Shinkai
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
, dirigido por Byron Howard e Rich Moore

MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO:
Batman: O Retorno da Dupla Dinâmica
Sing – Quem Canta Seus Males Espanta
O Pequeno Príncipe
Pets: A Vida Secreta dos Bichos
The Red Turtle

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO:
Kubo e as Cordas Mágicas
Kung Fu Panda 3
O Pequeno Príncipe
Trolls

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO:
Kubo e as Cordas Mágicas
Moana – Um Mar de Aventuras

Procurando Dory
Trolls
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO:
Art Parkinson, por Kubo e as Cordas Mágicas
Auli’i Cravalho, por Moana – Um Mar de Aventuras
Katie Crown, por Cegonhas – A História que Não Te Contaram
Jason Bateman, por Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
Zooey Deschanel, por Trolls

MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO:
Kubo e as Cordas Mágicas
My Life As A Zucchini
The Red Turtle
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO:
Abril e o Mundo Extraordinário
Festa da Salsicha
Kubo e as Cordas Mágicas
Moana – Um Mar de Aventuras
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

CINEVITOR #193: 24º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

por: Cinevitor

joaomixcinevitorJoão Federici fala com o CINEVITOR na abertura do Mix 2016.

A 24ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade já terminou e ao longo da programação foram exibidos 113 filmes de 26 países. O CINEVITOR marcou presença no evento e mostra, em um programa especial, os melhores momentos da cerimônia de abertura, apresentada pela atriz Maria Clara Spinelli, com a presença de André Fischer, e entrevistas com diversos convidados ilustres que passaram pelo maior festival LGBTQ da América Latina.

Conversamos com João Federici, curador e diretor do 24º Mix Brasil e também com o cineasta português João Pedro Rodrigues, que foi homenageado nesta edição e abriu o evento com O Ornitólogo, seu novo filme; o ator australiano Murray Bartlett, da série Looking, falou sobre a experiência de participar do júri de curtas-metragens; do documentário Divinas Divas, falamos com a diretora Leandra Leal e com uma das estrelas do filme, Divina Valéria; batemos um papo com os gaúchos Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, que participaram do Mix com o curta O Último Dia Antes de Zanzibar e com a série O Ninho, exibida em quatro capítulos; sobre o documentário Entre os Homens de Bem, falamos com Caio Cavechini, um dos diretores; e também entrevistamos a cineasta Abigail Spindel do documentário Waiting for B. e alguns participantes do filme.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Mix Brasil.

O Quarto dos Esquecidos

por: Cinevitor

quartoesquecidoThe Disappointments Room

Direção: D.J. Caruso

Elenco: Kate Beckinsale, Mel Raido, Duncan Joiner, Lucas Till, Michaela Conlin, Michael Landes, Marcia DeRousse, Celia Weston, Charles Carroll, Ella Jones, Gerald McRaney, Jennifer Leigh Mann, Joely Fisher, Jay Bronson, Jacob Crickenberger, Chris Matheny, Robert McRary, Gary Pezzullo.

Ano: 2016

Sinopse: Dana e David formam um casal marcado por um trauma recente. Eles decidem sair da cidade grande e mudar-se para uma área rural junto do filho Lucas. Dana pretende usar seus conhecimentos como arquiteta para reformar a nova casa e superar as dores passadas, até que ela percebe a existência de um quarto escondido, que não constava na planta. Perguntando para moradores locais, descobre que muitas casas da região tinham um cômodo destinado a ocultar segredos de família.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

CINEVITOR #192: Entrevistas com Andréia Horta, Lucio Mauro Filho, Caco Ciocler e Ícaro Silva | Elis

por: Cinevitor

elispgmcinevitorAndréia Horta é Elis Regina: atuação premiada.

Premiado com três Kikitos no 44º Festival de Cinema de Gramado, entre eles o de melhor atriz para Andréia Horta, Elis, dirigido por Hugo Prata, traz algumas das mais relevantes passagens da carreira e vida pessoal da cantora gaúcha Elis Regina, como: a chegada ao Rio de Janeiro no dia do Golpe de 1964; o primeiro contato com Luiz Carlos Miele e o charmoso Ronaldo Bôscoli, seu primeiro marido; o rápido sucesso e amadurecimento musical; o terror imposto pelos militares; a parceria amorosa e artística com o pianista César Camargo Mariano, que rendeu espetáculos históricos como Falso Brilhante; a maternidade e o fim da vida.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com a protagonista Andréia Horta e com os atores Lucio Mauro Filho, que interpreta Miele; Caco Ciocler, que vive César Camargo Mariano; e Ícaro Silva, que faz o papel de Jair Rodrigues.

Aperte o play e confira:

Foto: André e Carioba.

A Chefa

por: Cinevitor

achefaposterThe Boss

Direção: Ben Falcone

Elenco: Melissa McCarthy, Kristen Bell, Peter Dinklage, Ella Anderson, Tyler Labine, Kathy Bates, Cecily Strong, Mary Sohn, Kristen Schaal, Eva Peterson, Tim Simons, Aleandra Newcomb, Annie Mumolo, Presley Coley, Dax Shephard, Ben Falcone, Mitch Silpa, Jim Cashman, Margo Martindale, Michael McDonald, Rob Pralgo, Larry Dorf, Pedro Lopez, Cedric Yarbrough, Mark Oliver, Carla Fisher, Sharon Conley, Joel Esperanza, Morgan Hinkleman, Steve Mallory, Nick Arapoglou, Gayle King, Chandler Head, Vivian Falcone, Isabella Amara, T-Pain.

Ano: 2016

Sinopse: Michelle Darnell é uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos. Esnobe, ela é chefe de uma empresa, mas é mandada para a cadeia por conta de negociações ilegais. Depois de sair da cadeia falida, ela decide mudar a imagem negativa que sustentou por tanto tempo para achar o caminho de volta para o topo, mas percebe que nem todas as pessoas estão a fim de perdoá-la e esquecer tudo o que fez.

Nota do CINEVITOR:

nota-1,5-estrelas

A Chegada

por: Cinevitor

achegadaposterArrival

Diretor: Denis Villeneuve

Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Sangita Patel, Tzi Ma, Mark O’Brien, Abigail Pniowsky, Ruth Chiang, Jadyn Malone, Nathaly Thibault, Anana Rydvald, Julia Scarlett Dan, Leisa Reid, Russell Yuen, Larry Day, Frank Fiola, Pat Kiely, Philippe Hartmann, Joe Cobden, Andrew Shaver, Julian Casey, Carmela Nossa Guizzo, Max Walker, Frank Schorpion, Mustafa Haidari, Genevieve Sirois, Karen Belfo, Laurean Adrian Parau.

Ano: 2016

Sinopse: Quando misteriosas naves espaciais aterrissam em todo o mundo, uma equipe de elite, liderada pela linguista Louise Banks, é reunida para investigar. Enquanto a humanidade hesita à beira de uma guerra mundial, Banks e sua equipe correm contra o tempo em busca de respostas, e para encontrá-las, ela terá de se arriscar colocando em perigo a própria vida e, muito possivelmente, a do resto da humanidade. Inspirado no conto História da Sua Vida, de Ted Chiang.

Crítica do CINEVITOR: Sabemos bem que Denis Villeneuve não brinca em serviço. Seus filmes anteriores comprovam isso, porém, com A Chegada, seu mais novo trabalho, ele vai além de mostrar competência na direção. Tudo começa quando naves espaciais aterrissam na Terra, espalhadas em diversos cantos do mundo, e causam desespero na população. Seria mais um filme sobre alienígenas, invasões, catástrofes e abduções? Quase isso. Mas o diretor muda o percurso de sua ficção científica ao acrescentar enigmas e reflexões sobre a humanidade de uma forma real e profunda. Amy Adams interpreta a linguista Louise Banks que é escalada pelo governo americano para fazer parte de uma equipe de elite que busca respostas sobre os estranhos visitantes. Sua função é conseguir fazer contato com os alienígenas para descobrir qual a verdadeira intenção deles por aqui. A atriz brilha mais uma vez nas telonas ao mostrar em cena um elogiável trabalho de construção de personagem, que cresce ao longo da narrativa. Sua entrega emocional também se destaca quando sua vida pessoal se mistura com a profissional, fazendo-a entender o sentido de sua imersão nesse caos repleto de questionamentos. Em A Chegada também fala-se de amor, ainda que pincelado na narrativa, porém, com uma certa importância que justifica as surpreendentes reviravoltas do roteiro. Aliás, todos os enigmas desta história estão explicados ao longo dos 116 minutos. Basta prestar muita atenção. Você pode até sair da sala de cinema com dúvidas e pensando mil coisas sobre tudo (e isso vai acontecer), mas logo chegará à conclusão de que tudo faz sentido. Talvez seja esse o grande acerto de Villeneuve, entre tantos outros: criar um quebra-cabeça na mente do espectador para que ele reflita sobre cada hipótese confabulada. Essa mistura de ficção com realidade, na qual alienígenas aparecem não como vilões, mas sim como seres que surgem para dialogar com humanos sobre um universo caótico, torna este filme ainda mais reflexivo. É notório que os acontecimentos de A Chegada apresentam grandes semelhanças com o que anda acontecendo no mundo real. Fala-se de guerra, poder, interesses políticos, assuntos confidenciais e dúvidas sobre o futuro da humanidade. Os personagens do filme de Villeneuve buscam respostas por meio da comunicação entre terráqueos e extraterrestres, seja ela falada, em signos, em sons ou gestos. Aqui, o poder da linguagem desafia teorias científicas e abre discussões sobre dúvidas que sempre carregamos. Do que temos medo? Ou de quem temos que ter medo? Na ficção, a aproximação das naves misteriosas causa tumulto na população e traz a certeza de que existem muitas outras coisas além da Terra. Mas, quando os créditos sobem e voltamos ao mundo real, percebemos que não estamos tão longe daquela realidade retratada na telona. Não que exista vida alienígena em outras planetas, mas, se um dia tivermos que fazer contato com algum ser estranho, que estejamos preparados para saber se comunicar. O diálogo é sempre importante e A Chegada retrata isso muito bem. Villeneuve foi além da ficção científica com um filme tocante, profundo e arrebatador. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Elis

por: Cinevitor

elisposterDiretor: Hugo Prata

Elenco: Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Lucio Mauro Filho, Julio Andrade, Zécarlos Machado, Rodrigo Pandolfo, Ícaro Silva, César Troncoso, Isabel Wilker, Bruce Gomlevsky, Natallia Rodrigues, Alex Teix.

Ano: 2016

Sinopse: A vida de Elis Regina é contada nesta cinebiografia em ritmo energético e pulsante. A trendsetter cultural que sinalizou a mudança de estilos de Bossa Nova para MPB, a “pimentinha” ardente, que viveu uma vida turbulenta. Ao mesmo tempo em que se chocava com a Ditadura Militar no Brasil, ela lutou com seus próprios demônios pessoais. Elis, o filme, está imbuído da alma da cantora e do país que ela amava.

Crítica do CINEVITOR: Elis Regina foi um meteoro musical e continua sendo considerada uma das melhores cantoras brasileiras de todos os tempos. Em 1982, aos 36 anos, faleceu no auge do sucesso, deixando uma eclética discografia como legado. Quase trinta e cinco anos depois de sua morte, chega aos cinemas o longa Elis, que mostra desde a chegada da gaúcha ao Rio de Janeiro, com 19 anos, até seu último dia de vida. O sucesso fulminante ganha destaque no filme, assim como outros tantos momentos importantes da cantora. Mas, nem tudo está nas telonas, pois seria impossível detalhar tantos eventos em 110 minutos de projeção. Dirigido por Hugo Prata, responsável por diversos videoclipes da geração MTV, o filme traça um arco dramático com a proposta de aproximar o espectador não só do mito, mas da mulher que enfrentou sem medo um mercado machista. Além dos momentos musicais emocionantes e da excelente caracterização das personagens, quem se destaca em Elis é a protagonista Andréia Horta, que aparece em cena entregue de corpo e alma. Seu desempenho lhe rendeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado, que também premiou o longa em outras duas categorias: melhor montagem e melhor filme segundo o júri popular. (Vitor Búrigo)

*Crítica publicada na edição 86 (novembro/2016) da Revista Preview.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

É Apenas o Fim do Mundo

por: Cinevitor

apenasfimposterJuste la fin du monde

Diretor: Xavier Dolan

Elenco: Nathalie Baye, Gaspard Ulliel, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Léa Seydoux, Antoine Desrochers, William Boyce Blanchette, Sasha Samar, Arthur Couillard, Emile Rondeau, Théodore Pellerin, Jenyane Provencher.

Ano: 2016

Sinopse: Após doze anos de ausência, um escritor volta a sua cidade natal com planos de anunciar sua iminente morte para a família. Conforme o ressentimento vai reescrevendo o curso da tarde, ataques e brigas se desenrolam, estimulados pela amargura e pelo medo, enquanto todas tentativas de empatia são sabotadas pela incapacidade das pessoas em ouvir e amar. Baseado na peça homônima de Jean-Luc Lagarce.

Crítica do CINEVITOR: O cineasta canadense Xavier Dolan já é presença constante no Festival de Cannes. Com apenas 27 anos, o jovem já coleciona diversos prêmios deste que é um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo. Neste ano, com É Apenas o Fim do Mundo, não foi diferente. Dolan subiu ao palco do Palais des Festivals para receber o Grand Prix. Em seu novo trabalho, o diretor leva o espectador para um encontro familiar. Gaspard Ulliel interpreta Louis, um escritor que volta a sua cidade natal, depois de doze anos afastado, para anunciar sua morte. Quando chega ao local encontra um irmão irritado, uma cunhada tímida, uma mãe afobada e uma irmã distante. Como um estranho no ninho e introspectivo, aos poucos tenta se adaptar à loucura familiar que o rodeia, observando com um olhar perdido as discussões constantes que acontecem à sua volta. Com a maioria das cenas filmadas dentro de uma casa, o filme cria uma relação íntima com o espectador ao aproximá-lo de seus protagonistas. É Apenas o Fim do Mundo é propositalmente exagerado. Ouve-se gritos e discussões o tempo todo, como se fosse uma histeria coletiva. O clima de tensão é constante nos diálogos, nas ações de seus personagens e em alguns movimentos de câmera. Com a chegada de Louis, remorsos, culpas e verdades são arremessados aos quatro cantos, sem poupar ninguém. Visivelmente desequilibrada, essa família aproveita o tão esperado reencontro para colocar os pingos nos is em discursos apelativos e ofensivos. Com personagens que incomodam, Dolan acerta ao perturbar o espectador com tais desconfortos, com tamanha loucura e gritaria que fazem sentido neste drama familiar. A trilha sonora, característica marcante do diretor, dessa vez, surge um pouco deslocada, com músicas de Moby, Blink 182, entre outros. Baseado na peça homônima de Jean-Luc Lagarce, o filme até apresenta um certo clima teatral, mas logo se dispersa disso por conta de enquadramentos repletos de closes acompanhados de cortes rápidos que detalham o elenco, revelando angústias e perturbações nos olhares. É Apenas o Fim do Mundo está longe de ser o melhor trabalho de Xavier Dolan, mas consegue gerar diversos sentimentos no espectador ao apresentar uma família em ebulição, pronta para causar desastres imprevisíveis e sentimentais, com discursos catárticos. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Ou não. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

 

Jack Reacher: Sem Retorno

por: Cinevitor

reacherposterJack Reacher: Never Go Back

Diretor: Edward Zwick

Elenco: Tom Cruise, Cobie Smulders, Aldis Hodge, Danika Yarosh, Patrick Heusinger, Holt McCallany, Judd Lormand, Christopher Berry, Hunter Burke, Jason Douglas, Lizeth Hutchings, Marisela Zumbado, Alexandra Lucchesi, Madalyn Horcher, Robert Catrini, Anthony Molinari, M. Serrano, Nicole Barré, Jessica Stroup, Craig Henningsen, Giovanni Silva, Sharon E. Smith, Teri Wyble, Sabrina Gennarino.

Ano: 2016

Sinopse: Jack Reacher retorna à base militar que ele serviu na Virgínia, onde pretende encontrar a comandante local Susan Turner. Chegando lá, descobre que ela foi presa por traição. Mas, sabendo que a major é inocente, ele assume a missão de resgatá-la e descobrir a verdade por trás de uma grande conspiração do governo. Na corrida como fugitivos da lei, Reacher descobre um potencial segredo de seu passado, que poderia mudar a sua vida. Baseado no livro Jack Reacher: Never Go Back, de Lee Child.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

Rainha de Katwe

por: Cinevitor

rainhakatweQueen of Katwe

Diretora: Mira Nair

Elenco: Madina Nalwanga, David Oyelowo, Lupita Nyong’o, Martin Kabanza, Taryn Kyaze, Ivan Jacobo, Nicolas Levesque, Ronald Ssemaganda, Ethan Nazario Lubega, Nikita Waligwa, Edgar Kanyike, Esther Tebandeke, Hope Katende, Philip Luswata, Peter Odeke, Maurice Kirya, Minky Ndlovu, Jack Kinobe Sserunkuuma, Irene Kulabako Kakembo, Allen Musumba, Ntare Guma Mbaho Mwine, Rori Motuba, Aaron Moloisi, Akin Omotoso, Maggie Benedict, Joanitta Bewulira-Wandera, Elizabeth Kirabo, Carina Nel, Sheebah Karungi, Richard Tuwangye, Sarah Nansubuga, Lezon Mark Mugwanya, Russel Savadier.

Ano: 2016

Sinopse: Para a garota de 10 anos Phiona Mutesi e sua família, a vida na empobrecida favela de Katwe, em Kampala, Uganda, é uma luta constante. Baseado na vibrante história verídica dessa jovem garota, cujo mundo rapidamente se modifica quando é apresentada ao jogo de xadrez. Como resultado do apoio que ela recebe de sua família e da comunidade, é convencida da confiança e determinação de que precisa para correr atrás de seu sonho de se tornar uma campeã internacional de xadrez.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Conheça os indicados ao Spirit Awards 2017; Aquarius concorre a melhor filme estrangeiro

por: Cinevitor

aquariusspiritSonia Braga em Aquarius: Brasil na disputa!

Foram anunciados nesta terça-feira, 22/11, os indicados ao 32º Independent Spirit Awards, premiação que elege os melhores filmes independentes do ano. O brasileiro Aquarius, dirigido por Kleber Mendonça Filho, concorre na categoria de melhor filme estrangeiro. Além disso, o produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, concorre com o terror A Bruxa, na categoria de melhor primeiro filme.

Natalie Portman e Isabelle Huppert, que já são favoritas ao Oscar, também estão na disputa e concorrem ao prêmio de melhor atriz; o cineasta chileno Pablo Larraín está entre os indicados a melhor direção pelo filme Jackie.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2017, conhecido como o Oscar do cinema independente, que acontecerá no dia 25 de fevereiro:

MELHOR FILME:
Chronic
Docinho da América
Jackie
Manchester À Beira-Mar
Moonlight

MELHOR DIREÇÃO:
Andrea Arnold, por Docinho da América
Barry Jenkins, por Moonlight
Pablo Larraín, por Jackie
Jeff Nichols, por Loving
Kelly Reichardt, por Certain Women

MELHOR ROTEIRO:
A Qualquer Custo, escrito por Taylor Sheridan
Manchester À Beira-Mar, escrito por Kenneth Lonergan
Melhores Amigos, escrito por Ira Sachs e Mauricio Zacharias
Moonlight
, escrito por Barry Jenkins e Tarell McCraney
20th Century Women
, escrito por Mike Mills

MELHOR PRIMEIRO FILME:
A Bruxa
Other People
The Childhood of a Leader
The Fits
Um Cadáver Para Sobreviver

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO:
A Bruxa, escrito por Robert Eggers
Barry, escrito por Adam Mansbach
Christine, escrito por Craig Shilowich
Jean of the Joneses
, escrito por Stella Meghie
Other People
, escrito por Chris Kelly

MELHOR FOTOGRAFIA:
Docinho da América, por Robbie Ryan
Free In Deed, por Ava Berkofsky
Moonlight, por James Laxton
The Childhood of a Leader, por Lol Crawley
The Eyes of My Mother
, por Zach Kuperstein

MELHOR EDIÇÃO:
A Qualquer Custo, por Jake Roberts
Jackie
, por Sebastián Sepúlveda
Manchester À Beira-Mar, por Jennifer Lame
Moonlight, por Joi McMillon e Nat Sanders
Um Cadáver Para Sobreviver, por Matthew Hannam

PRÊMIO JOHN CASSAVETES:
Free In Deed
Hunter Gatherer
Lovesong
Nakom
Spa Night

MELHOR ATRIZ:
Annette Bening, por 20th Century Women
Isabelle Huppert, por Elle
Natalie Portman, por Jackie
Ruth Negga, por Loving
Sasha Lane, por Docinho da América

MELHOR ATOR:
Casey Affleck, por Manchester À Beira-Mar
David Harewood, por Free In Deed
Jesse Plemons, por Other People
Tim Roth, por Chronic
Viggo Mortensen, por Capitão Fantástico

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Edwina Findley, por Free In Deed
Lily Gladstone, por Certain Women
Molly Shannon, por Other People
Paulina García, por Melhores Amigos
Riley Keough, por Docinho da América

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Ben Foster, por A Qualquer Custo
Craig Robinson, por Morris from America
Lucas Hedges, por Manchester À Beira-Mar
Ralph Fiennes, por A Bigger Splash
Shia LaBeouf, por Docinho da América

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
A 13ª Emenda
Cameraperson
I Am Not Your Negro
O.J.: Made in America

Sonita
Under the Sun (V paprscích slunce)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Aquarius (Brasil)
Chevalier
(Grécia)
Sob a Sombra (Irã/Reino Unido)
Três Lembranças da Minha Juventude (França)
Toni Erdmann (Alemanha/Romênia)

PRÊMIO ROBERT ALTMAN (MELHOR ELENCO):
Moonlight

Confira o primeiro trailer de Carros 3, que chega aos cinemas em julho de 2017

por: Cinevitor

carros3trailerNovas aventuras no terceiro filme da franquia.

Dirigido por Brian Fee e produzido por Kevin Reher, Carros 3, que chega aos cinemas no dia 13 de julho de 2017, acaba de ganhar seu primeiro trailer. Na versão original, Owen Wilson, Jason Pace e Jose Premole integram o time de dubladores.

Surpreendido por uma nova geração de corredores incrivelmente rápidos, o lendário Relâmpago McQueen é repentinamente afastado do esporte que ama. Para voltar com tudo às corridas, ele precisará da ajuda de uma determinada jovem treinadora de corridas, Cruz Ramirez. Com o seu plano para vencer, mais a inspiração do Fabuloso Doc Hudson e alguns acontecimentos inesperados, eles partem para a maior aventura de suas vidas. E o teste final do campeão será na maior prova da Copa Pistão!

Confira o primeiro trailer de Carros 3:

Foto: Divulgação/Disney.