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CINEVITOR #191: Entrevistas com Marjorie Estiano, Julio Andrade e Andrucha Waddington | Sob Pressão

por: Cinevitor

sobpressaopgmClima de tensão no hospital.

O sistema público de saúde do país ganha as telas de cinema com o longa Sob Pressão, de Andrucha Waddington, que mostra o dia de um hospital público, centralizando a história em Evandro, um médico machucado por uma tragédia pessoal que dedica sua vida à medicina.

Para falar mais sobre o filme, que é baseado no livro Sob Pressão: A Rotina de Guerra de Um Médico, escrito por Marcio Maranhão, conversamos com o diretor e com os atores Julio Andrade e Marjorie Estiano.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Globo Filmes.

Divinas

por: Cinevitor

divinesposterDivines

Diretora: Houda Benyamina

Elenco: Oulaya Amamra, Déborah Lukumuena, Kevin Mischel, Jisca Kalvanda, Yasin Houicha, Majdouline Idrissi, Bass Dhem, Farid Larbi, Maryama Soumare, Wilfried Romoli, Tania Dessources, Mounir Amamra, Samir Zbrouki, Mohamed Ourdache, Garba Tounkara, Hana Savané, Charif Ounnoughene, Siboy, Mounir Margoum.

Ano: 2016

Sinopse: Duas adolescentes planejam conseguir dinheiro e glória seguindo os passos de uma importante traficante local. Enquanto isso, uma delas conhece um jovem bailarino que transforma sua vida de cabeça para baixo.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

CINEVITOR #190: Entrevistas com Julio Andrade e Vera Holtz | Maresia

por: Cinevitor

julioveracinevitorJulio Andrade e Vera Holtz: parceiros em cena.

Inspirado no romance Barco a Seco, de Rubens Figueiredo, premiado com o Jabuti em 2002, Maresia, dirigido por Marcos Guttmann, traz Julio Andrade nos dois papéis principais: o crítico de arte Gaspar e o pintor Emílio Vega. O longa foi premiado no 26º Cine Ceará – Festival Ibero-americano nas categorias de melhor ator e diretor.

Batemos um papo com o protagonista Julio Andrade, que falou sobre a construção dos personagens e fez um balanço sobre sua carreira, e também com a atriz Vera Holtz, que, além do filme, conversou sobre novela, projetos futuros, cinema brasileiro e o sucesso que faz nas redes sociais com suas postagens.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

Elle

por: Cinevitor

elleposterDiretor: Paul Verhoeven

Elenco: Isabelle Huppert, Laurent Lafitte, Anne Consigny, Charles Berling, Virginie Efira, Judith Magre, Christian Berkel, Jonas Bloquet, Alice Isaaz, Vimala Pons, Raphaël Lenglet, Arthur Mazet, Lucas Prisor, Hugo Conzelmann, Stéphane Bak, Hugues Martel, Anne Loiret, Nicolas Beaucaire, David Léotard, Loïc Legendre, Jean-Noël Martin, Eric Savin, Olivia Gotanègre, Zohar Wexler, Raphaël Kahn, Jina Djemba, Nicolas Ullmann.

Ano: 2016

Sinopse: Michèle Leblanc aparenta ser indestrutível. A mente por trás de uma inovadora empresa de videogames, ela tem a mesma postura rígida tanto na sua vida pessoal como profissional. Mas a vida de Michèle muda para sempre quando ela é atacada em sua própria casa por um criminoso desconhecido. Quando ela decide, de forma resoluta, que irá rastrear e derrubar seu agressor, ambos são sugados para um perigoso jogo de curiosidade e suspense. Um jogo que pode, a qualquer momento, sair de controle.

Crítica do CINEVITOR: É quase impossível imaginar outra atriz que não Isabelle Huppert para protagonizar esse filme. Só ela conseguiria interpretar Michèle Leblanc tão bem. Sua feição, seus trejeitos, seu olhar e sua frieza engrandecem a personagem e contribuem para um trabalho arrebatador em cena. Dirigida por Paul Verhoeven, Huppert dá vida a uma mulher bem-sucedida que vê sua vida se transformar depois de ser violentada dentro de sua própria casa. E é aqui que começa a perturbação narrativa de Elle, quando a vítima se aproxima do agressor e cria uma relação com ele para descobrir seu paradeiro. Verhoeven não se intimida ao polemizar sobre o assunto, causando estranhamento no espectador. Qual a verdadeira intenção dessa mulher? Qual o limite de seus desejos? Como ela consegue lidar com tanta frieza tamanha brutalidade? São essas questões intrigantes que causam desconforto e, ao mesmo tempo, são fundamentais para o desenvolvimento da narrativa. Elle constrói um perigoso e assustador jogo de sedução, que destaca as atitudes questionáveis de sua protagonista, vítima de estupro, diante de uma situação tão delicada. O afeto e a violência caminham juntos nessa história, mas por trás desse quebra-cabeça intrigante, há também espaço para o ódio, peça fundamental para completar esse mosaico psicológico. Aos poucos, Michèle Leblanc tenta reorganizar seus sentimentos, fragmentados pelo trauma, a fim de colocar um ponto final nessa confusa perturbação. Elle não é um filme comum. É perverso e audacioso. Trata de assuntos polêmicos em meio a um suspense bem roteirizado que, propositalmente, causa desconforto. Nada do que está em cena é descartável. Cada atitude de seus personagens, por mais absurdas que possam parecer, servem para alinhar e desvendar os enigmas pessoais de cada um. E tudo isso com Isabelle Huppert em cena, imersa em um universo particular amedrontador. Uma atuação brilhante em um filme sem meio termo. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Conheça os vencedores do 24º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

por: Cinevitor

vencedoresmix2016Vencedores reunidos no palco!

A 24ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade só acaba no dia 20 de novembro, mas, seus vencedores já foram anunciados na noite desta quarta-feira, 16/11, no Centro Cultural São Paulo.

Entre os premiados, o documentário Entre os Homens de Bem, dirigido por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, que acompanha o deputado Jean Wyllys, foi escolhido pelo público como o melhor longa-metragem nacional. Além disso, recebeu o Coelho de Prata de melhor roteiro segundo o Júri da Mostra Competitiva Brasil.

Confira a lista completa com os vencedores do 24º Festival Mix Brasil:

COELHOS DE OURO | Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil:

Melhor longa-metragem nacional: Waiting for B., dirigido por Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel
Melhor curta-metragem nacional
: Os Cuidados que se tem com o Cuidado que os Outros Devem ter Consigo Mesmos, dirigido por Gustavo Vinagre

COELHOS DE PRATA

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens:

Melhor Direção: Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, por O Último Dia Antes de Zanzibar
Melhor Roteiro:
Love Snaps, escrito por Daniel Ribeiro e Rafael Lessa
Melhor Interpretação: Maria Alice Vergueiro
, por Rosinha
Menção Honrosa:
A Gis, dirigido por Thiago Carvalhaes

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para longas-metragens:

Melhor Direção: Claudia Priscila e Pedro Marques, por A Destruição de Bernardet
Melhor Roteiro: Entre os Homens de Bem,
escrito por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
Melhor Interpretação: Jean-Claude Bernardet
, por A Destruição de Bernardet
Menção Honrosa:
Lampião da Esquina, dirigido por Lívia Perez

PRÊMIO DO PÚBLICO

Melhor curta-metragem nacional: A Gis, dirigido por Thiago Carvalhaes
Melhor curta-metragem internacional:
Trouser Bar, dirigido por Kristen Bjorn (Reino Unido)
Melhor longa-metragem nacional:
Entre os Homens de Bem, dirigido por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
Melhor longa-metragem internacional: Strike a Pose,
dirigido por Ester Gould e Reijer Zwaan (Holanda/Bélgica)

PRÊMIOS ESPECIAIS

PRÊMIO SUZY CAPÓ: a peça Anatomia do Fauno, de Marcelo D’Avilla e Marcelo Denny
PRÊMIO CANAL BRASIL DE INCENTIVO AO CURTA-METRAGEM:
Piscina, dirigido por Leandro Goddinho
PRÊMIO SHOW DO GONGO: O que Não Der na Kombi, Eu Boto Fogo
, dirigido por Rafael Menezes
MENÇÃO HONROSA SHOW DO GONGO: Como Construir uma Carreira de Acrobata Gospel de Sucesso
, dirigido por Gia Láctea
PRÊMIO IDA FELDMAN: Murray Bartlett

Foto: Jéssica Dalla Torre.

Trailer de TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva, com Tatá Werneck e Ingrid Guimarães, é divulgado

por: Cinevitor

toctatatrailerFama, confusão e nudes: Tatá em cena do filme.

Escrito e dirigido por Paulinho Caruso e Teodoro Poppovic, TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva é estrelado por Tatá Werneck em sua primeira protagonista no cinema.

A comédia foi inspirada em uma ideia original de Tatá, que vive Kika K, uma atriz que está em novelas, campanhas publicitárias e é idolatrada por milhões de fãs. Mas por trás das aparências, está em crise com sua vida pessoal e profissional. Ela precisa lidar com um fã obsessivo, vivido por Luis Lobianco, um namorado galã sem noção, papel de Bruno Gagliasso, e os compromissos profissionais marcados pela exigente empresária, interpretada por Vera Holtz. Durante o lançamento de um livro de autoajuda que nem mesmo escreveu, Kika recebe a misteriosa visita do verdadeiro autor da obra, que lhe entrega uma mensagem cifrada antes de sumir sem deixar vestígios. Com a ajuda de um dos vendedores da livraria, o fracassado Vladimir, papel de Daniel Furlan, Kika tentará resolver o enigma que pode colocar um fim à sua crise.

O longa conta também com Pedro Wagner, Mario Gomes, Patricya Travassos, Luciana Paes, Laura Neiva, Felipe Torres, Fábio Marcoff e a participação especial de Ingrid Guimarães, interpretando a si mesma, no elenco.

Confira o trailer de TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva, que tem estreia marcada para o dia 2 de fevereiro de 2017:

Foto: Fabio Braga.

Animais Fantásticos e Onde Habitam

por: Cinevitor

animaisfantasticospstrFantastic Beasts and Where to Find Them

Diretor: David Yates

Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Colin Farrell, Alison Sudol, Gemma Chan, Ezra Miller, Zoë Kravitz, Ron Perlman, Samantha Morton, Jon Voight, Carmen Ejogo, Christine Marzano, Lucie Pohl, Chloe de Burgh, Jenn Murray, Ronan Raftery, Jorge Leon Martinez, Kamil Lemieszewski, Lobna Futers, Kevin Guthrie, Flor Ferraco, Karl Farrer, Sean Cronin, Anthony J Sacco, Akin Gazi, Josh Cowdery, Walles Hamonde, Peter Breitmayer, Solomon Taiwo Justified, Abigayle Honeywill, Adam Lazarus, Christian Dixon, Fanny Carbonnel, Johnny Depp.

Ano: 2016

Sinopse: Newt Scamander é um notável bruxo magizoologista que chega a Nova York para encontrar e documentar criaturas mágicas. Ele carrega uma maleta cheia de animais mágicos coletados durante suas viagens pelo mundo, até que as criaturas acabam fugindo de sua mala. Agora, terá que usar suas habilidades para capturá-las.

Crítica do CINEVITOR: Se você é fã das aventuras de Harry Potter ou pelo menos leu os livros e assistiu aos filmes da franquia, sabe que Animais Fantásticos e Onde Habitam é um livro, escrito pelo bruxo Newt Scamander, que faz parte do material didático dos alunos de Hogwarts. Agora, depois de cinco anos de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, último filme sobre o jovem feiticeiro mais famoso dos últimos tempos, chega aos cinemas uma adaptação desse livro, comandada por David Yates, diretor dos últimos quatro filmes da saga, com a estreia de J.K. Rowling, autora das histórias que fizeram sucesso nas livrarias, como roteirista. Porém, vale ressaltar que o longa não é uma continuação das histórias de Harry Potter, pois se passa anos antes do nascimento dele. Sendo assim, Animais Fantásticos e Onde Habitam surge com muitas novidades, mesmo transitando em um território já conhecido. As magias, os trouxas, as criaturas fantásticas e as varinhas continuam em cena, mas Harry Potter, Hermione Granger e Rony Weasley, por exemplo, nem são mencionados. Faz sentido, já que a história antecede os acontecimentos inesquecíveis dos jovens bruxas na Escola de Magia. São poucas as referências dessa época, mas a essência continua presente. Aqui, Eddie Redmayne interpreta o protagonista que chega a Nova York com uma mala cheia de animais mágicos, que fogem e se espalham pela cidade. Para recuperá-los contará com a ajuda de novos amigos, entre eles, Jacob Kowalski, interpretado pelo ótimo Dan Fogler. O elenco é um dos destaques do filme, que conta com atuações elogiáveis de Katherine Waterston, Ezra Miller e de Colin Farrell; este, aliás, com uma forte presença em cena. Os efeitos visuais também não decepcionam e ao desenrolar da história nos deparamos com muitos feitiços e criaturas esquisitas que preenchem a telona com muita fantasia. Para acompanhar o tom sombrio da trama, ainda que mais suave que os filmes da franquia Potter, James Newton Howard compõe uma harmoniosa trilha sonora que se encaixa no ritmo da aventura, sem exageros musicais para forçar alguma sensação no espectador. É o roteiro de Animais Fantásticos e Onde Habitam que deixa um pouco a desejar. Se no início sente-se falta de uma história central, no meio do caminho alguns acontecimentos arrastados surgem com a intenção de preencher lacunas vazias e empurrar a história para o seu grand finale. Ainda assim, o filme entretém e deve agradar todos os públicos, principalmente os fãs de Harry Potter. Os bruxos e os trouxas voltam a interagir, com direito a muita magia e aventuras. Assim como sempre foi (e será) em Hogwarts. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Sob Pressão

por: Cinevitor

sobpressaoposterDiretor: Andrucha Waddington

Elenco: Julio Andrade, Marjorie Estiano, Ícaro Silva, Andréa Beltrão, Stepan Nercessian, Thelmo Fernandes, Álamo Facó.

Ano: 2016

Sinopse: Em um dia bastante tenso, com um cenário típico de guerra, os médicos de um hospital público, acostumados com uma dura realidade, vão ter que enfrentar mais uma tensa decisão quando três pacientes em estado grave precisam de socorro ao mesmo tempo. Com poucos recursos, eles precisam atender a todos e lidar com as pressões sociais daquela situação.

Crítica do CINEVITOR: O cinema brasileiro volta e meia se especializa em um gênero, que logo toma conta das telonas. Foi assim com a pornochanchada, com as comédias e com os filmes de favela, que diga-se de passagem, apresentaram produções excelentes. Recentemente, uma nova leva com dramas, suspenses e cinebiografias tem atraído o grande público. Sob Pressão tem tudo para entrar nesse time. O filme, dirigido por Andrucha Waddington, que transita muito bem pela sétima arte (ele dirigiu Gêmeas, Eu Tu Eles, Casa de Areia, Os Penetras, entre outros), a princípio seria uma série de TV, mas no meio do caminho fez a curva e chegou aos cinemas. Baseado no livro Sob Pressão: A Rotina de Guerra de Um Médico, escrito por Marcio Maranhão, o longa traz uma tensão em sua narrativa do começo ao fim. A história se passa durante um dia em um hospital público com condições precárias. Neste caso, não é mera coincidência com a nossa realidade, e sim um retrato sofrível e verídico da saúde pública do país. Sem um elenco entrosado e uma direção competente, Sob Pressão poderia não funcionar tão bem e passar desapercebido. Mas isso não acontece devido à qualidade da produção, que se preocupa com cada detalhe mostrado na telona. Impossível não lembrar de seriados americanos de plantões médicos, mas Andrucha consegue realizar algo com personalidade própria. A inquieta câmera na mão e a trilha sonora perturbadora contribuem com o ritmo ágil do roteiro. As cenas no centro cirúrgico, as mais tensas por sinal, são muito bem realizadas e se destacam pelo cuidado rigoroso em relação aos termos médicos utilizados nos diálogos e também pelos objetos cênicos, seja um bisturi usado em uma cirurgia ou uma prótese do dorso de um dos personagens. Tudo é muito real e bem construído em Sob Pressão: o caos nas emergências, o desespero em tomar decisões rápidas para tentar salvar uma vida, a falta de estrutura para um atendimento mais delicado, o confronto entre razão e emoção, o sangue. Além disso, é interessante perceber que mesmo se passando em apenas uma locação, com leves referências sobre a vida pessoal de cada um, é possível imaginar como são esses personagens fora do hospital e de que maneira suas angústias, seus medos e seus passados interferem nas decisões profissionais. Sob Pressão deixa o espectador sem fôlego e Andrucha acerta em misturar ação com drama em um filme repleto de atores talentosos que transmitem suas sensações com um olhar ou com apenas um gesto. É frenético e caótico, assim como a realidade. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

 

Depois da Tempestade

por: Cinevitor

depoistempestadeUmi yori mo mada fukaku

Diretor: Hirokazu Koreeda

Elenco: Hiroshi Abe, Yôko Maki, Taiyô Yoshizawa, Kirin Kiki, Lily Franky, Isao Hashizume, Shôno Hayama, Sôsuke Ikematsu, Satomi Kobayashi.

Ano: 2016

Sinopse: Ryoda, um escritor em decadência que desperdiça o pouco dinheiro que ganha como detetive particular em jogos de azar, mal consegue pagar a pensão alimentícia de seu filho. Sua mãe, sua linda ex-mulher e seu jovem filho estão seguindo seus caminhos, enquanto Ryota luta para retomar o controle de sua vida e reconquistar o amor e respeito de sua família. Até que uma noite de verão tempestuosa oferece a oportunidade que ele precisava para reatar esses laços.

Crítica do CINEVITOR: Koreeda é um cineasta acostumado a tratar de assuntos familiares em seus filmes. Assim foi com Ninguém Pode Saber, Pais e Filhos e Nossa Irmã Mais Nova. Agora, o diretor japonês retrata a luta de um pai para reconquistar a confiança de sua família em Depois da Tempestade, filme exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes. Delicado, o drama vai cativando o espectador aos poucos, sem pressa e sem forçar qualquer emoção. O roteiro flui com leveza, mesmo apresentando situações complicadas vividas por seus personagens, como por exemplo, quando Shinoda, vivido por Hiroshi Abe, tenta juntar dinheiro para pagar a pensão do filho e reconquistar seu afeto. Os laços familiares vão se entrelaçando à medida que o diretor conduz a história, destacando a relação entre pai e filho. Aqui, drama e comédia andam juntos, principalmente nas cenas protagonizadas pela excelente Kirin Kiki, que vive a mãe do personagem principal. Seus encontros com o filho trazem humor ao filme e soam verdadeiros devido ao ótimo entrosamento entre eles. Em Depois da Tempestade, Koreeda mostra a vida como ela é de maneira simples, porém genial. Sua experiência ao abordar conflitos familiares, com apego e realidade, resulta em um filme profundo, que leva o espectador a refletir sobre como encarar obstáculos para reconquistar um amor apagado. Com um tom de esperança, onde a pureza do ser humano vale mais do que qualquer atitude, Koreeda conta uma história cativante e repleta de sentimentos. O amor ainda é a melhor opção para um convívio harmonioso que leva ao caminho da felicidade. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Maresia

por: Cinevitor

maresiaposter2Diretor: Marcos Guttmann

Elenco: Julio Andrade, Vera Holtz, Pietro Bogianchini, Mariana Nunes, Jonas Bloch, Álamo Facó, Pablo Sanábio, Cristina Flores, Bruce Gomlevsky.

Ano: 2016

Sinopse: Gaspar Dias é um perito de arte, especializado na obra de Emilio Vega, pintor morto há 50 anos. A inesperada visita de Inácio Cabrera, em busca de autenticidade para mais um quadro supostamente de Vega, de quem diz ter sido amigo na juventude, abala as convicções de Gaspar com revelações perturbadoras. Cabrera desmente várias ideias do especialista a respeito de Vega, com informações de difícil comprovação. Afinal, quem é o verdadeiro Vega?

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

BR 716

por: Cinevitor

br716posterDiretor: Domingos Oliveira

Elenco: Caio Blat, Sophie Charlotte, Maria Ribeiro, Lívia de Bueno, Álamo Facó, Matheus Souza, Glauce Guima, Gabriel Antunes, Aleta Valente, Pedro Cardoso, Daniel Dantas, Sergio Guizé, Paulo Giardini, Fernando Gomes, José Roberto Oliveira.

Ano: 2016

Sinopse: Este é um filme onde os personagens principais estão quase o tempo todo totalmente bêbados. É a fábula da fase do álcool, da mais intensa boêmia de Copacabana que termina no golpe de 64. Era o auge do samba-canção de Antônia Maria e Dolores Duran em reação, talvez, ao cinema americano, onde, depois do primeiro beijo, aparecia The End na tela e todos eram felizes para sempre. Uma boêmia apaixonada e desvairada como nunca houve outra. Inspirado na história de vida de Domingos Oliveira.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

O Amor de Catarina

por: Cinevitor

amorcatarinaposterDiretor: Gil Baroni

Elenco: Greice Barros, Kéfera Buchmann, Ciliane Vendruscolo, Maicon Santini, Tiphany Schepanski, Claudete Pereira Jorge, Rodrigo Ferrarini, Luiz Bertazzo, Rafael Sanchez, Hique Veiga, Maureen Miranda, Bruna Louise, Inezita De Mary.

Ano: 2016

Sinopse: Duas histórias ao longo da narrativa se confundem diversas vezes. A primeira delas é a de Rose, uma dona de casa que sempre idealizou sua vida com uma família perfeita. A realidade, no entanto, é muito diferente: seu casamento está em completo descompasso e sua filha lhe nega qualquer tipo de atenção. Em meio a essa situação nada ideal, Rose encontra alento em lembranças que cultiva em uma caixa de sapatos e na companhia de sua vizinha e melhor amiga, Dolores. Ambas acompanham assiduamente a telenovela O Amor de Catarina, sucesso nacional, que retrata a história de Catarina, mulher que vive um turbulento relacionamento com um marido possessivo, e que a cada episódio assume mais o controle de sua vida graças a sua personalidade forte e independente. Assim, inspirada pela personagem ficcional, Rose encontra força para redescobrir sua vida e a maneira com que se relaciona com as pessoas que ama.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas