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41ª Mostra de São Paulo: Paulo José recebe o Prêmio Leon Cakoff

por: Cinevitor

paulojosemostraleonNoite emocionante: Paulo José e Renata de Almeida, diretora da Mostra.

Nesta segunda-feira, 23/10, a 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo prestou uma das homenagens mais emocionantes desta edição. No ano em que completa oito décadas, o ator Paulo José recebeu o Prêmio Leon Cakoff por sua carreira no cinema, teatro e televisão. Como parte dessa homenagem, três dos filmes mais icônicos em que atuou farão parte das sessões no vão livre do Masp: O Padre e a Moça, O Homem Nu e Macunaíma.

Renata de Almeida, diretora da Mostra, entregou o troféu para o homenageado antes da exibição do documentário Todos os Paulos do Mundo, de Rodrigo de Oliveira e Gustavo Ribeiro, que faz um ensaio cinematográfico sobre Paulo José, considerado um dos maiores artistas do Brasil.

A trajetória do ator, que foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 1992, inclui filmes como: Bebel, Garota Propaganda (1968), de Maurice Capovilla; O Homem Nu (1968), de Roberto Santos; As Amorosas (1968), de Walter Hugo Khouri; Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade; Os Deuses e os Mortos (1970), de Ruy Guerra, do qual foi roteirista; Cassy Jones, o Magnífico Sedutor (1972), de Luiz Sergio Person; e O Rei da Noite (1975), de Hector Babenco.

Nos últimos anos, atuou também em: Dias de Nietzsche em Turim (2002), de Júlio Bressane; Benjamim (2004), de Monique Gardenberg; 500 Almas (2004), de Joel Pizzini; Pequenas Histórias (2007), de Helvécio Ratton; Juventude (2008), de Domingos Oliveira; Insolação (2009), de Felipe Hirsch e Daniela Thomas; e O Palhaço (2011), de Selton Mello.

Tão expressiva quanto no teatro e no cinema é sua história na televisão, que começou nos anos 1970. Paulo José ascendeu junto com as telenovelas inspiradas pela dramaturgia realista brasileira, e nessas quase cinco décadas, além de atuar, também dirigiu minisséries e especiais para a TV. Estreou em Véu de Noiva, em 1969, e daí em diante integrou o elenco de diversas produções, como: Shazzan e Xerife, O Primeiro Amor, Tieta, Vamp, Por Amor, Senhora do Destino, Caminho das Índias, entre outras.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem, que também contou com a presença da produtora Vania Catani, amiga de Paulo José:

Foto: Claudio Pedroso/Agência Foto.

Livre e Fácil

por: Cinevitor

livrefacilmostraFree and Easy

Direção: Jun Geng

Elenco: Xu Gang, Zhiyong Zhang, Xue Baohe, Gu Benbin, Zhang Xun.

Ano: 2017

Sinopse: Quando um vendedor itinerante de sabão chega a uma cidade chinesa abandonada, um crime é cometido, o que coloca os peculiares moradores do lugar uns contra os outros, resultando em situações tragicômicas.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

41ª Mostra de São Paulo: Paul Vecchiali recebe o Prêmio Leon Cakoff e fala sobre festivais de cinema e retrospectiva

por: Cinevitor

vecchialicinevitorAos 87 anos, Paul Vecchiali recebe prêmio na 41ª Mostra de São Paulo.

O francês Paul Vecchiali começou sua carreira como diretor na década de 1960, com o filme Les petits drames. Seu interesse pela sétima arte logo se expandiu e, ao longo dos anos, trabalhou em diversas áreas, inclusive como ator, além de realizar projetos para a TV.

Em 1978, participou pela primeira vez do Festival de Cannes e apresentou o curta-metragem Maladie, no qual atua e dirige. Voltou em 2004 com À vot’ bon coeur e no ano passado com O Ignorante (Le cancre), na mostra Sessão Especial. Foi premiado em Veneza, com Uma Vez Mais, no original Encore (Once More), e passou também pelos festivais de Tribeca, Locarno e Chicago.

Considerado um dos autores mais importantes em atividade no cinema, com uma carreira com mais de 50 filmes, Vecchiali, hoje com 87 anos, participou da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo para receber o Prêmio Leon Cakoff, além de apresentar uma retrospectiva com oito de seus mais significativos filmes.

renatapaulRenata de Almeida, diretora da Mostra, entrega o prêmio para o cineasta francês.

Na segunda-feira, 23/10, antes de receber a homenagem, Paul Vecchiali falou com o CINEVITOR sobre sua carreira, homenagens e o jogo de interesses presente em importantes festivais. Confira os melhores momentos da entrevista:

PRÊMIOS E HOMENAGENS:

“Fiquei muito surpreso com o convite da Mostra. É sempre uma honra ser consagrado com um prêmio pela carreira e esse é o sétimo que recebo. Ano passado recebi os prêmios Jean Vigo e Raymond Chirat, além de outros três na Itália. E homenagens foram muitas: 174 ao total”.

RETROSPECTIVAS:

“A retrospectiva é importante porque assim consigo encontrar com o público e falar com os espectadores. Não faço filmes para ganhar dinheiro e nem para a crítica. Faço para o público. Por isso as retrospectivas são válidas, pois é essencial esse encontro com a audiência”.

FESTIVAL DE CANNES:

“É uma honra representar a França em festivais, mas ganhar um prêmio não é tão importante. Participar de festivais ajuda a conhecer como as coisas se movimentam nos bastidores e como funciona a política desses eventos. Por exemplo, meu filme Réquiem para Uma Mulher (Corps à coeur) estava pronto para entrar na Competição Oficial do Festival de Cannes. Às onze horas da manhã eu recebi um telefona da organização dizendo que o filme seria selecionado. Às 14h, eles anunciaram a lista oficial e ele não estava. Fui descobrir o motivo depois e disseram que, como a atriz Hélène Surgère já estava com outros três filmes em Cannes, a distribuidora Gaumont falou que se Réquiem para Uma Mulher estivesse na Competição Oficial eles iriam retirar o filme deles [Les soeurs Brontë, de André Téchiné]“.

“Há coisas que são evidentes, por exemplo, quando eu fiz O Ignorante (Le cancre), que tinha grandes nomes no elenco, como, Catherine Deneuve, Annie Cordy e Françoise Arnoul, eu tinha certeza que o filme estaria em Cannes. E participou da mostra Sessão Especial”.

requiemvecchialiNicolas Silberg e Hélène Surgère em cena de Réquiem para Uma Mulher, de 1979.

FESTIVAL DE VENEZA:

“Em 1988, o filme Uma Vez Mais (Once More) estava na competição de Veneza. O presidente do júri era o [cineasta italiano] Sergio Leone e ele não me conhecia. Estávamos um atrás do outro, em um restaurante, e ouvi ele dizer: ‘Talvez seja uma obra-prima, mas vou proibir o júri de entregar um prêmio para esse filme’. Eu não sei o motivo disso, mas ganhei o Prêmio da Crítica e do público. Quem venceu o Leão de Ouro daquele ano foi A Lenda do Santo Beberrão (La leggenda del santo bevitore), de Ermanno Olmi“.

FESTIVAL DE LOCARNO:

Os 7 Desertores (Les sept déserteurs ou La guerre en vrac) não foi classificado para Locarno este ano e recebi um e-mail dizendo que o filme era excelente. Mas, não foi escolhido para a competição porque já tinha filme com [as francesas] Vanessa Paradis e Isabelle Huppert. E eu trabalho com atores que não são tão famosos, sem uma posição tão preponderante no mercado. Em compensação, no Festival Internacional de Cine de Gijón ele está em competição e o responsável pela seleção disse que esse era um dos grandes filmes da minha carreira”.

Fotos: Mario Miranda Filho/Divulgação.

Pré-indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro se destacam na programação da 41ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

scarymothermostraNato Murvanidze em Scary Mother: representante da Geórgia.

Com 394 títulos na programação, a 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece até o dia 1º de novembro, traz em sua seleção um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo, além das principais tendências, temáticas, narrativas e estéticas produzidas em todo o mundo.

Como de costume, a programação conta com obras já indicadas por seus respectivos países para concorrerem à uma vaga entre os finalistas da categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar 2018. Entre os 14 filmes pré-selecionados pela Academia, que serão exibidos na Mostra, destacam-se: o sueco The Square, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e o austríaco Happy End, de Michael Haneke, também exibido no prestigiado festival francês.

Conheça os 14 filmes pré-selecionados para o Oscar 2018 que serão exibidos na 41ª Mostra de São Paulo:

ARGENTINA: Zama, de Lucrecia Martel
Elenco: Daniel Giménez Cacho, Lola Dueñas, Matheus Nachtergaele, Juan Minujín, Mariana Nunes.
Sinopse: Zama, um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul, espera por uma carta do rei concedendo-lhe a transferência da cidade onde está para um lugar melhor. Para garantir que nada atrapalhe sua mudança, ele é forçado a aceitar de forma submissa qualquer tarefa dada pelos inúmeros governadores que chegam e vão embora. Os anos passam e a mensagem do rei nunca chega. Quando Zama percebe que isso nunca irá acontecer, ele se junta a um grupo de soldados que procura por um perigoso bandido.

ÁUSTRIA: Happy End, de Michael Haneke
Elenco: Isabelle Huppert, Jean-Louis Trintignant, Mathieu Kassovitz, Fantine Harduin, Franz Rogowski, Toby Jones, Laura Verlinden.
Sinopse: Um retrato da vida de uma família burguesa europeia com a crise da Europa de refugiados como pano de fundo.

zamamostra1Cena de Zama, da argentina Lucrecia Martel, que conta com Matheus Nachtergaele no elenco.

COREIA DO SUL: O Motorista de Táxi (Taeksi Woonjunsa), de Hun Jang
Elenco: Kang-ho Song, Thomas Kretschmann, Hae-jin Yoo, Jun-yeol Ryu, Hyuk-kwon Park, Gwi-hwa Choi.
Prêmio: melhor ator para Kang-ho Song no Fantasia Film Festival.
Sinopse: Um taxista de Seul é contratado por um jornalista estrangeiro para levá-lo até a cidade de Gwangju. Ao chegar lá, eles se deparam com o lugar tomado pelo governo militar e com os cidadãos, liderados por um grupo de estudantes, reivindicando liberdade. O que começa com uma simples corrida de táxi se torna uma luta pela sobrevivência em meio à Revolta de Gwangju, evento real que aconteceu na Coreia do Sul em maio de 1980.

GEÓRGIA: Scary Mother (Sashishi deda), de Ana Urushadze
Elenco: Nato Murvanidze, Dimitri Tatishvili, Ramaz Ioseliani, Avtandil Makharadze.
Prêmios: melhor primeiro filme e Youth Jury Award em Locarno; melhor filme no Sarajevo Film Festival.
Sinopse: Manana, uma dona de casa de 50 anos, se vê diante de um dilema. Ela precisa escolher entre a vida em família ou o seu amor pela escrita, atividade que reprime há anos. Manana decide seguir sua paixão, mergulhando em um sacrifício físico e mental.

motoristataximostraThomas Kretschmann e Kang-ho Song em O Motorista de Táxi.

IRÃ: Respiro (Nafas), de Narges Abyar
Elenco: Gelare Abasi, Mehran Ahmadi, Jamshid Hashempur, Shabnam Moghadami.
Prêmio: melhor direção no Vancouver International Women in Film Festival.
Sinopse: A jovem Bahareh vive em Yazd, no Irã, com seu pai e sua avó. São tempos turbulentos. Primeiro a Revolução Iraniana e, depois, a longa guerra entre o Irã e o Iraque. Mas Bahareh tem seus pensamentos mergulhados em um livro e imersos em suas próprias fantasias para tentar fazer com que o mundo à sua volta faça sentido.

IRLANDA: Canção de Granito (Song of Granite), de Pat Collins
Elenco: Macdara Ó Fátharta, Michael O’Chonfhlaola, Jaren Cerf, Leni Parker, Colm Seoighe.
Prêmio: melhor fotografia em um filme irlandês no Galway Film Fleadh.
Sinopse: A vida do cantor irlandês Joe Heaney. A dura paisagem de Connemara combinada com os mitos, as fábulas e as músicas de sua infância ajudaram a moldar esse complexo e fascinante personagem. Enigmático, a devoção por sua própria arte teve grande custo pessoal.

ISLÂNDIA: A Sombra da Árvore (Undir trénu), de Hafsteinn Gunnar Sigurðsson
Elenco: Steinþór Hróar Steinþórsson, Edda Björgvinsdóttir, Sigurður Sigurjónsson, Þorsteinn Bachmann.
Prêmios: melhor direção no Austin Fantastic Fest; Menção Especial no Zurich Film Festival.
Sinopse: Depois de ser expulso de casa e impedido de ver a filha, Atli volta a morar com seus pais, que estão envolvidos em uma disputa em torno de uma grande e bela árvore que faz sombra no deque do vizinho. Enquanto Atli luta pelo direito de ver sua filha, a rivalidade com os vizinhos se intensifica: propriedades são danificadas, animais de estimação desaparecem misteriosamente, câmeras de segurança são instaladas e há um boato de que o vizinho foi visto com uma motosserra.

sombravoremostraEdda Björgvinsdóttir em A Sombra da Árvore: briga entre vizinhos.

NOVA ZELÂNDIA: Mil Cordas (One Thousand Ropes), de Tusi Tamasese
Elenco: Frankie Adams, Beulah Koale, Nathaniel Lees, Uelese Petaia.
Sinopse: Maea é um lutador aposentado que tenta se redimir do passado diminuindo as dores que jovens gestantes sentem ao carregar uma criança. Ele trabalha na padaria local e em casa precisa lidar com um espírito que o amedronta e o faz companhia. Quando sua filha mais nova retorna, machucada e grávida, Maea tem, de um lado, a tentação da vingança, algo que conhece muito bem, e do outro, a possibilidade de criar uma nova família e ter a companhia que lhe faz tanta falta na vida.

REPÚBLICA CHECA: Mãe no Gelo (Bába z ledu), de Bohdan Sláma
Elenco: Zuzana Krónerová, Pavel Nový, Václav Neuzil, Marek Daniel, Petra Spalková.
Prêmio: melhor roteiro da Competição Internacional do Tribeca Film Festival.
Sinopse: Hana, 67 anos, continua vivendo sozinha na antiga casa da família desde que seu marido morreu, há alguns anos. Ela pode precisar de alguma ajuda, mas seus filhos são ocupados e egoístas demais para isso. Um dia, Hana encontra um homem, Broňa, flutuando na beira do rio, incapaz de se mover. Ela mergulha e o ajuda a sair da água congelante. Os dois começam uma relação, mas quando ela o apresenta aos filhos, toda a família fica em choque. Hana terá que se reerguer e começar a mudar sua vida.

RÚSSIA: Loveless (Nelyubov), de Andrey Zvyagintsev
Elenco: Maryana Spivak, Alexei Rozin, Varvara Shmykova, Matvey Novikov, Daria Pisareva.
Prêmios: melhor filme internacional no Munich Film Festival; Prêmio do Júri no Festival de Cannes.
Sinopse: Zhenya e Boris estão passando por um terrível divórcio, marcado por ressentimento e frustração. Já com novos parceiros, eles estão ansiosos para recomeçar suas vidas, mesmo que isso signifique a possibilidade de deixar Alyosha, seu filho de 12 anos, em segundo plano. Até que, depois de testemunhar uma das brigas entre os pais, o garoto desaparece.

maegelomostraZuzana Krónerová e Pavel Nový em Mãe no Gelo.

SUÉCIA: The Square, de Ruben Östlund
Elenco: Terry Notary, Elisabeth Moss, Claes Bang, Dominic West, Christopher Læssø.
Prêmio: Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Sinopse: Christian é o respeitado curador de um museu de arte contemporânea, um pai divorciado, mas dedicado, que dirige um carro elétrico e apoia boas causas. Sua próxima exposição é The Square, uma instalação que convida os transeuntes ao altruísmo, lembrando-os de seu papel como seres humanos responsáveis. Mas às vezes é difícil viver de acordo com seus próprios ideais: a resposta tola de Christian pelo roubo de seu celular o leva a situações vergonhosas. Enquanto isso, uma agência de relações públicas cria uma inesperada campanha para promover The Square. A reação é exagerada e conduz Christian, assim como o museu, a uma crise existencial.

SUÍÇA: Mulheres Divinas (Die göttliche Ordnung), de Petra Volpe
Elenco: Marie Leuenberger, Maximilian Simonischek, Rachel Braunschweig, Sibylle Brunner.
Prêmios: melhor filme de ficção segundo o público do Traverse City Film Festival; melhor atriz para Marie Leuenberger e prêmio do público do Tribeca Film Festival.
Sinopse: Nora é uma jovem dona de casa que mora em uma pequena cidade com o marido e os dois filhos. O interior da Suíça permanece à parte dos grandes movimentos sociais surgidos em 1968. A vida de Nora tampouco é afetada; ela é uma pessoa pacata, de quem todos gostam. Até começar a lutar publicamente pelo direito ao voto feminino, que os homens devem decidir nas urnas no dia 7 de fevereiro de 1971.

mulheresdivimostraElenco de Mulheres Divinas em cena: representante da Suíça.

SENEGAL: Félicité, de Alain Gomis
Elenco: Véro Tshanda Beya Mputu, Gaetan Claudia, Papi Mpaka, Nadine Ndebo, Elbas Manuana.
Prêmio: Urso de Prata | Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim.
Sinopse: Félicité é uma mulher orgulhosa e independente que trabalha como cantora em um bar de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. Sempre que ela sobe ao palco, parece deixar todas as preocupações de lado. Mas um dia, seu filho sofre um terrível acidente. Enquanto ele está no hospital, ela tenta desesperadamente conseguir dinheiro para sua operação, e começa uma jornada pelas ruas pobres e pelos bairros ricos da cidade. Um dos clientes do bar, um homem chamado Tabu, se oferece para ajudá-la. Relutante, Félicité aceita.

VENEZUELA: El Inca, de Ignacio Castillo Cottin
Elenco: Alexander Leterni, Scarlett Jaimes, Miguel Ferrari, Daniela Bueno, Carolina Torres.
Prêmio: melhor filme no Festival del Cine Venezolano.
Sinopse: Uma trágica história de amor baseada na vida de Edwin “El Inca” Valero, o maior boxeador latino-americano dos Andes venezuelanos.

Para saber os horários e as datas de exibições dos filmes, clique aqui.

Fotos: Divulgação.

Cauã Reymond apresenta Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança, na 41ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

naodevorecinevitorDiretor e elenco na Mostra: primeira exibição no evento.

Selecionado para a Competição Internacional do Festival de Sundance e para a mostra Generation do Festival de Berlim deste ano, Não Devore Meu Coração, dirigido por Felipe Bragança, foi exibido neste sábado, 21/10, na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

O longa, protagonizado por Cauã Reymond, foi inspirado em contos de Joca Reiners Terron e filmado na cidade de Bela Vista, Mato Grosso do Sul, fronteira do Brasil com o Paraguai. Na trama, conhecemos Joca, um menino brasileiro de 13 anos, e Basano La Tatuada, uma menina indígena paraguaia, que vivem na fronteira entre os dois países. Joca está apaixonado por Basano e busca fazer de tudo para conquistar seu amor, mesmo que para isso ele tenha que enfrentar as violentas memórias da Guerra do Paraguai e os segredos de seu irmão mais velho, Fernando, um misterioso agroboy envolvido com uma gangue de motociclistas da região.

A primeira exibição do filme na Mostra de São Paulo contou com a presença do diretor, dos atores Cauã Reymond, Ney Matogrosso e Cláudia Assunção e de alguns integrantes da equipe, que, ao final da sessão, participaram de um debate com o público.

Aperte o play e confira os melhores momentos:

Foto: Milton Mansilha.

25º Festival Mix Brasil: conheça os filmes brasileiros selecionados

por: Cinevitor

berenciemixbrasil17Claudia Abreu em Berenice Procura, de Allan Fiterman: selecionado.

25ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade acontecerá entre os dias 15 e 26 de novembro, em São Paulo. Neste ano, entre os longas brasileiros, doze produções foram selecionadas e concorrerão ao Troféu Coelho de Ouro. Sobre os curtas-metragens nacionais, até agora, vinte filmes de dez estados estão confirmados na programação.

O Festival Mix Brasil é o maior evento cultural sobre a diversidade sexual da América Latina e um dos maiores do mundo. Desde 1993 traz para o Brasil os destaques da produção cinematográfica do gênero e leva para dezenas de festivais, em todo o mundo, filmes nacionais.

Confira os filmes brasileiros selecionados para as mostras competitivas do Mix Brasil 2017:

MOSTRA COMPETITIVA BRASIL DE LONGAS E MÉDIAS-METRAGENS:

A Filosofia na Alcova, de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez (SP)
A Moça do Calendário, de Helena Ignez (SP)
Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos (SP)
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor (RJ)
Berenice Procura, de Allan Fiterman (RJ)
Casa da Xiclet, de Sofia Amaral (SP)
Guigo Offline, de René Guerra (SP)
Intimidade Pública, de Luciana Canton (SP)
Luana Muniz – Filha da Lua, de Rian Córdova e Leonardo Menezes (RJ)
Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé (RJ)
Música para Quando as Luzes se Apagam, de Ismael Caneppele (RS)
Serguei, O Último Psicodélico, de Ching Lee e Zahy Tata Pur’gte (PA)

MOSTRA COMPETITIVA BRASIL DE CURTAS-METRAGENS:
(outros curtas serão anunciados em breve na programação)

Afronte, de Bruno Victor e Marcus Azevedo (Brasília/DF)
Ainda Não, de Julia Leite (São Paulo/SP)
Aquela Estrada, de Rafael Ramos (Manaus/AM)
Cachorro, de Gustavo Vinagre (São Paulo/SP)
Dandara, de Flávia Ayer e Fred Bottrel (Belo Horizonte/MG e Fortaleza/CE)
Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim (São Paulo e Guarujá/SP)
Inocentes, de Douglas Soares (Rio de Janeiro/RJ)
Luiza, de Caio Baú (Curitiba/PR)
Minha Única Terra é na Lua, de Sergio Silva (São Paulo/SP)
Na Esquina da Minha Rua Favorita Com a Tua, de Alice Name-Bomtempo (Rio de Janeiro/RJ)
Namoro à Distância, de Carolina Markowicz (Porto Alegre/RS)
O Porteiro do Dia, de Fábio Leal (Recife/PE)
O quebra-cabeça de Sara, de Allan Ribeiro (Rio de Janeiro/RJ)
Pele Suja Minha Carne, de Bruno Ribeiro (Rio de Janeiro/RJ)
Sam, de Miguel Moura (Rio de Janeiro/RJ)
Stanley, de Paulo Roberto (Nazarezinho/PB)
Tailor, de Calí dos Anjos (Rio de Janeiro/RJ)
Vaca Profana, de René Guerra (São Paulo/SP)
Vando Vulgo Vedita, de Andréia Pires e Leonardo Mouramateus (Fortaleza/CE)
Vênus – Filó a fadinha Lésbica, de Sávio Leite (Belo Horizonte/MG)

Foto: Divulgação.

California Dreams

por: Cinevitor

californiadreamsmostraDireção: Mike Ott

Elenco: Cory Zacharia, Mark Borchardt, Henning Gronkowski, Kevin Gilger, Patrick Llaguno, Neil Harley, Ashley Angione, John Brotherton, Shawn Brown, Maggie Corona-Goldstein, Gifford Elliott, Ashley Eskew, Brian Thomas Evans, Rachel Feldman, Brandon Fricke, Skylar Hamblen, Christopher Hawthorn, Carol Kraft, Claire Larsen, Adam Lebowitz Lockard, Stephanie Love, Abe Martell, Ryan Masson, M.J. Ordinario, Mike Ott, Louis Perez III, Carol Anne Lombardi, Gabi Rosamond, Leve Ross, Matthew Saddler, Jeanie Marie Sullivan, Elizabeth Zacharia.

Ano: 2017

Sinopse: Cinco pessoas em busca de uma grande mudança em suas vidas. Por meio de audições em pequenas cidades, o filme busca personagens genuínos que aspiram uma carreira em Hollywood e que, por diferentes motivos, nunca tiveram a oportunidade de correr atrás desse sonho. Não importa se o objetivo é fama, amor ou uma imagem fugaz para a eternidade: o fascínio hipnótico inerente a Hollywood está presente em cada um deles.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

Bikini Moon

por: Cinevitor

bikinimoonpostermostraDireção: Milcho Manchevski

Elenco: Condola Rashad, Sarah Goldberg, Will Janowitz, Sathya Sridharan, Vladimir Bibic, Alyssa Cheatham, Gregory Dann, Peter Epstein, Patricia R. Floyd, Gemma Forbes, Mykal-Michelle Harris, Elaine Hyman, Chukwudi Iwuji, Lauren Lim Jackson, Andrea Jäderlund, Jeannine Kaspar, Danielle Kelsey, Alex Kruz, Irma Estella La Guerre, Lisa Lakatos, Jos Laniado, Scott Martin, Cliff Moylan, Irungu Mutu, Eugene Prokofiev, Michael Piech, Jeremy Rafal, Henny Russell, Roland Sands, Brian Sills, Alexis Suarez, Justin L. Wilson, Lee Wong.

Ano: 2017

Sinopse: Uma carismática sem-teto chama a atenção da equipe de um documentário. Eles decidem explorar sua história em um filme independente, ambientado em um conto de fadas moderno e urbano, dentro de um ideal de família despedaçado.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Murilo Benício apresenta O Beijo no Asfalto, seu primeiro filme como diretor, na 41ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

beijomostra1Diretor e elenco em São Paulo.

Depois de uma longa e prestigiada carreira como ator, Murilo Benício resolveu se aventurar na direção de um longa-metragem. Para marcar sua estreia como diretor, adaptou O Beijo no Asfalto, texto de Nelson Rodrigues, que foi encenado pela primeira vez em 1961. Com fotografia de Walter Carvalho, o filme, em preto e branco, mescla cinema e teatro com grande comunicação com o público.

No longa, conhecemos a história de Arandir, um homem que, num gesto banal, atende ao pedido de um beijo na boca feito por um sujeito prestes a morrer e que acabara de ser atropelado na avenida Presidentes Vargas. O ato é testemunhado por Amado, um repórter sensacionalista que passa a explorar o beijo entre dois homens para vender jornal, além de incitar a polícia a investigar uma suposta ligação entre Arandir e o morto. A obra se centra na discussão sobre o poder da conspiração e na destruição na vida de um homem até então anônimo. Na trama, Arandir é envolvido nas acusações feitas por seu sogro, Aprígio, que insiste na ideia de que presenciou o beijo, quando, na verdade, estava de costas, e pela dúvida que a polícia e o repórter instauram na cabeça de sua mulher, Selminha.

O elenco conta com Lázaro Ramos, Stênio Garcia, Débora Falabella, Otávio Müller, Luiza Tiso, Augusto Madeira e Amir Haddad, além das participações de Fernanda Montenegro e Ney Matogrosso, que canta a música tema.

O Beijo no Asfalto foi apresentado nesta sexta-feira, 20/10, na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e contou com a presença do diretor e do elenco: “Queria agradecer pessoalmente a Débora [Falabella] porque teve um momento em que eu quase desisti de fazer esse filme e foi ela quem me encorajou e me fez seguir em frente”, disse o diretor na apresentação do filme.

Aperte o play e confira os melhores momentos do debate, que aconteceu ao final da primeira exibição de O Beijo no Asfalto:

Foto: Milton Mansilha.

Canção de Granito

por: Cinevitor

cancaogranitomostraSong of Granite

Direção: Pat Collins

Elenco: Michael O’Chonfhlaola, Macdara Ó Fátharta, Leni Parker, Alain Goulem, Marcelo Arroyo, Jaren Cerf, Peadar Cox, Zach Fraser, Chelsea Goldwater, David Ryan, Colm Seoighe, Kyra Shaunghnessy, Olga Wehrly, Seán Ó Tarpaigh.

Ano: 2017

Sinopse: A vida do cantor irlandês Joe Heaney. A dura paisagem de Connemara combinada com os mitos, as fábulas e as músicas de sua infância ajudaram a moldar esse complexo e fascinante personagem. Enigmático, a devoção por sua própria arte teve grande custo pessoal.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

One of Us

por: Cinevitor

oneofusposterDireção: Heidi Ewing, Rachel Grady.

Elenco: Etty, Chani Getter, Ari Hershkowitz, Luzer Twersky.

Ano: 2017

Sinopse: Três judeus hassídicos tentam fugir do ambiente traumático e abusivo de uma comunidade ultraortodoxa e encaram situações de exclusão, angústia e perigo, como: dúvida religiosa, abuso doméstico, abuso sexual infantil, entre outros. Além disso, mostra também como vivem seus protagonistas, seja em busca de ajuda em um grupo de apoio ou procurando um trabalho para sobreviver.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

CINEVITOR #257: Festival do Rio 2017 | Edição Especial

por: Cinevitor

riocinevitorpgmNoite de abertura do festival no Cine Odeon.

De 5 a 15 de outubro, a 19ª edição do Festival do Rio exibiu 250 filmes de mais de 60 países, espalhados por 15 mostras em cerca de 20 locais de exibição da cidade, além da participação de profissionais do audiovisual que participaram de seminários, workshops e debates.

O CINEVITOR marcou presença no evento e para encerrar nossa cobertura fizemos um programa especial com convidados ilustres: do filme Alguma Coisa Assim, conversamos com os diretores Esmir Filho e Mariana Bastos, e com os protagonistas Caroline Abras e André Antunes; entrevistamos o ator Nahuel Pérez Biscayart, do francês 120 Batimentos por Minuto; a diretora Gabriela Amaral Almeida, de O Animal Cordial, e seus atores: Murilo Benício, Camila Morgado, Irandhir Santos, Luciana Paes e Jiddu Pinheiro; o cineasta italiano Sebastiano Riso, do drama Uma Família; a atriz Patricia Pillar, do longa brasileiro Unicórnio; e o diretor argentino Pablo Giorgelli, de Invisível.

Aperte o play e confira nossos destaques do Festival do Rio 2017:

Foto: Marina Calderon/R2.